Com a Liga Portuguesa de Basquetebolcada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.
Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.
Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacional – Sporting CP.
Regressamos para o norte, mais concretamente para a cidade invicta, onde levamos até si tudo o que precisa de saber sobre o vice-campeão nacional. Venha daí!
2.ª Jornada Fase de Grupos, Liga dos Campeões: terça-feira, 20h00 – 28 de Setembro de 2021
ANTEVISÃO: SPORTING CP À CONQUISTA DE PONTOS NA ELITE EUROPEIA
O Sporting Clube de Portugal desloca-se, esta terça-feira, ao Signal Iduna Park, para defrontar o Borussia Dortmund, a contar para a segunda jornada do grupo C da Liga dos Campeões. O treinador Ruben Amorim não poderá contar com Gonçalo Inácio e Pedro Gonçalves, devido a lesão, por isso deverá apresentar o mesmo onze que defrontou o Marítimo para a liga portuguesa.
O Borussia Dortmund, liderado por Marco Rose, tem vários jogadores em dúvida para o embate europeu, devido a problemas físicos. Os alemães chegam a esta segunda jornada da Liga dos Campeões, após uma derrota para a Bundesliga, por 0-1, diante do Borussia Mönchengladbach.
10 DADOS RÁPIDOS
O Sporting CP chega a este embate com duas vitórias consecutivas sem sofrer golos, frente ao Estoril-Praia e Marítimo;
O Dortmund somou quatro vitórias e três derrotas em sete jogos disputados;
O Sporting defrontou os alemães do Dortmund, na temporada 2016/2017, também na fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo sido derrotado nos dois encontros;
O Sporting CP conquistou a Supertaça, vencendo o SC Braga por 2-1;
O Borussia Dortmund saiu derrotado na Supertaça, diante do Bayern München, por 1-3;
Na história dos dois emblemas, existem três jogadores que representaram ambos os clubes, Paulo Sousa, Jovan Kirovsk e Tinga;
Na primeira jornada, o Sporting CP perdeu frente ao Ajax, enquanto o Dortmund venceu os turcos do Besiktas;
O Dortmund contabiliza 15 golos marcados e 14 golos sofridos em sete jogos.
O Sporting CP 14 golos apontados e nove sofridos;
No Dortmund deverá alinhar como titular, o internacional português, Raphaël Guerreiro
Pablo Sarabia(Sporting CP) – O internacional espanhol deverá ser titular, no onze leonino. Um jogador de inegável qualidade e talento, que traz experiência ao Sporting e, sobretudo, qualidade no processo ofensivo.
Erling Haaland (BVB Dortmund) – O ponta-de-lança norueguês é a principal referência ofensiva dos alemães, desde a sua chegada ao Borussia Dortmund soma 68 golos e 15 assistências, em 67 jogos disputados.
“Têm um espanhol na direita, o Porro, que é ótimo jogador. Depois também têm o Sarabia, que chegou do PSG, e o Paulinho no ataque, é um bom avançado. No meio-campo têm muita qualidade, o Matheus Nunes é um jogador muito bom”.
“O resultado com o Ajax foi uma pancada forte. Mas a estreia já passou e agora estamos preparados para ir a jogo. A grande diferença que espero ver é a adaptação da minha equipa ao adversário. Eu e os jogadores analisámos os erros e interessa-me ver como vamos combater isso”.
PREVISÃO DE RESULTADO: BVB DORTMUND 1-1 SPORTING CP
Liga dos Campeões, 2.ª Jornada, Fase de Grupos: terça-feira, 20h00, 28 de setembro de 2021 ANTEVISÃO: É possível vencer o Liverpool FC?
Nesta terça-feira, o FC Porto recebe o tubarão Liverpool FC, no Estádio do Dragão, para a segunda jornada do grupo B. Na primeira jornada, os azuis e brancos deram indicações muito boas, provando que, quando não têm de assumir o jogo, são uma equipa muito perigosa e podem proporcionar surpresas no grupo mais complicado desta edição.
A história está totalmente contra os azuis e brancos, que nunca conseguiram vencer a equipa da cidade dos The Beatles, mas a Liga dos Campeões é palco para todas as equipas vencerem jogos.
Mais uma vez, o elenco milionário do Liverpool FC segue em todas as competições com um registo limpo, já que ainda não perderam, e estão na liderança do campeonato inglês. Com um elenco praticamente igual ao de outras temporadas, os pupilos de Klopp são um exemplo de dedicação e empenho nas indicações do treinador.
Este jogo pode ser fundamental para as contas finais do grupo. Um bom resultado neste encontro em casa pode permitir ao FC Porto mais margem de manobra para os jogos fora de casa, sendo que, sendo os azuis e brancos, teoricamente, mais acessíveis neste grupo, um bom resultado em Portugal abre as portas para uma possível passagem à fase seguinte da competição.
10 DADOS RÁPIDOS
O FC Porto nunca venceu o Liverpool FC;
Dos oito encontros entre as equipas, omelhor resultado que o FC Porto tem conseguido são empates;
O Liverpool FC já marcou 18 vezes aos portistas, contra apenas três golos dos azuis e brancos;
O último jogador do FC Porto a marcar ao Liverpool foi Éder Militão, que atualmente representa o Real Madrid;
O FC Porto irá realizar o jogo número 200 na Liga dos Campeões;
Contra equipas da terra de sua majestade, são bem conhecidas as dificuldades portistas para conseguir bons resultados;
Pepe é a grande dúvida para o jogo, sendo o português um dos mais experientes em jogo;
Sadio Mané é o melhor marcador dos ingleses contra o FC Porto, conta com quatro golos em quatro encontros;
A maior vitória dos ingleses foi, já na era Conceição, por cinco bolas a zero, no Dragão, em 2018;
Nos oito encontros entre os conjuntos, só não houve golos em duas ocasiões, em 2001 e 2018.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Luis Díaz (FC Porto) – O colombiano pode ser a arma (não tão) secreta deste FC Porto. Com uma estratégia baseada em transições rápidas da defesa para o ataque, a velocidade e técnica do número 7 portista podem ser a dor de cabeça dos defesas ingleses. A irreverência que coloca nas suas jogadas abre muitos buracos no momento defensivo do FC Liverpool.
Salah 🇪🇬 (102 ⚽) ultrapassou ontem o antigo avançado Matt Le Tissier 🏴 (101 ⚽) na lista de melhores marcadores da história da Premier League 🏴 e é agora o 29° melhor marcador da competição pic.twitter.com/JX0DTOPfPE
Mohamed Salah (FC Liverpool) – Além de ser um dos melhores do mundo, o Faraó acumula golos e assistências para os companheiros de equipa. Recentemente quebrou o recorde de jogador mais rápido da história do FC Liverpool a chegar aos 100 golos.
XI’S PROVÁVEIS
FC Porto: Diogo Costa, Corona, Fábio Cardoso, Marcano, Wendell, Grujic, Uribe, Sérgio Oliveira, Luis Díaz, Otávio, Taremi.
Treinador: Sérgio Conceição
“Cada jogo tem a sua história. Esta vai ser a sua vida, amanhã. Aquilo que é a identidade do Liverpool não mudou. Para mim, o Liverpool é a melhor equipa do mundo em alguns momentos do jogo. É uma equipa forte, superagressiva na recuperação de bola, com preenchimento de espaços. O Liverpool tem muitos pontos fortes e cabe a nós explorar as fragilidades.”
FC Liverpool: Alisson, Alexander-Arnold, van Dijk, Matip, Robertson, Fabinho, Henderson, Jones, Mané, Salah, Jota.
Treinador: Jurgen Klopp
“O FC Porto é um clube de topo, que está sempre na Liga dos Campeões. Empatou com o Atlético Madrid (0-0), que é o campeão espanhol, mas se tivesse que existir um vencedor nesse jogo seria o FC Porto.”
A Liga dos Campeões regressou e não poderia ser mais feliz. Muitos jogos do mais alto nível serão transmitidos na televisão e este, meus caros, é porventura o melhor da semana. Dois dos principais candidatos a erguer a “orelhuda” competirão entre si, num jogo a contar para o Grupo A. Com plantéis de invejar qualquer clube, propomos o melhor 11 combinado entre o Paris Saint-Germain FC e o Manchester City FC. Revelo já que algumas das escolhas não foram nada fáceis…
A CRÓNICA: JOGO A MEIO-CAMPO FOI TÃO EQUILIBRADO COMO O RESULTADO FINAL
O encontro entre Boavista FC e Estoril Praia SAD, esta segunda-feira, encerrava a sétima jornada da Primeira Liga. O Estoril entrou no jogo já a saber que ia manter a quarta posição e consequente lugar europeu, acontecesse o que acontecesse. Por outro lado, o Boavista via neste jogo uma excelente oportunidade de se aproximar dessas posições de acesso às ligas europeias, ocupando a nona posição.
De forma faltosa, começou o encontro. Faltou, assertividade, calma e atenção no meio-campo. Para além disso o termo “faltoso” adequa-se, na perfeição, à situação pelo simples facto de nos primeiros três minutos ter havido quatro faltas por chegadas tardias, no centro do terreno de jogo.
À medida que as equipas se foram moldando uma à outra, o jogo foi-se abrindo e isso trouxe mais aproximações às grandes-áreas. Primeiro os estorilistas com uma brilhante jogado no flanco esquerdo entre Joãozinho e Arthur, mas com péssima decisão na hora de finalizar deste último. Este lance serviu como um despertador metafórico para o Boavista que começou a pressionar mais alto e, pouco depois, conseguiu mesmo uma grande penalidade por mão de Chiquinho. Chamado à conversão, Sauer inaugurou o marcador e fez novamente o gosto ao pé nesta edição do campeonato – o médio boavisteiro já leva 4 golos em 7 jogos.
O penálti acabaria mesmo por ser o momento da metade inaugural deste confronto. O apito para o intervalo soou sem que tivesse havido outra chance de perigo. O Boavista não se deixou entusiasmar por estar a liderar e começou uma gestão de bola que demonstrou a maturidade dos axadrezados. Enquanto isso acontecia, o Estoril corria atrás da bola e procurava buracos inexistentes numa defensiva bem montada por João Pedro Sousa.
O tom manteve-se na segunda-parte. Os visitantes faziam de tudo para estabelecer a igualdade no marcador, mas encontravam sempre pela frente uma barreira defensiva, aparentemente impenetrável a vestir de axadrezado. Francisco Geraldes era o único que, até ao momento, ser o mais esclarecido dos estorilistas.
Dito isto, Francisco Geraldes viu saltar do banco um homem para vir marcar a diferença e também o viu na grande área desmarcado. Com um pedido tão curto, André Franco decidiu acrescentar-lhe o golo e de forma acrobática, algo tão pedido pela turma de Bruno Pinheiro. Sem pouco fazer, o Estoril conseguiu chegar ao 1-1 e voltou a reabrir um jogo que estava, na sua grande maioria, controlado pelo Boavista.
O jogo acabaria mesmo por terminar com um resultado igualado a uma bola e com as duas equipas a apresentarem tremendas dificuldades em construir lances de perigo. João Pedro Sousa, por um lado, pareceu não querer arriscar muito e manteve o mesmo sistema e fez apenas trocas por trocas na equipa. Bruno Pinheiro, esse, foi mais ousado – também porque se encontrava a perder na altura das primeiras trocas e o Estoril acabou mesmo o jogo nas imediações da grande-área boavisteira.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Francisco Geraldes –Foio homem do leme deste Estoril no Bessa. Tanto foi que os adeptos do Boavista já não o podiam ver à frente e cantavam muitas vezes o nome dele, nunca no melhor dos sentidos. Sempre de cabeça levantada e em movimento, jogou muito e fez jogar ainda mais. Bruno Pinheiro sai do Porto com um ponto graças ao ex-Sporting CP.
O FORA DE JOGO
Paul-Georges Ntep assina um contrato válido até Junho de 2022 pelo Boavista.
O avançado de 29 anos havia terminado a ligação com EA Guingamp. pic.twitter.com/oCkCqUtiLb
Ntep – Não me recordo de uma entrada tão em falso num jogo de futebol como a que foi protagonizada por Ntep. Entrou aos 66 minutos para o lugar de Gorré – que estava bem no jogo – e conseguiu falhar todos os passes que o vi fazer e desperdiçar a grande oportunidade para o Boavista se recolocar na frente do marcador.
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
Defensivamente, o Boavista teve talvez o melhor jogo até ao momento, esta época. É certo que a defesa começava nos dois médios com tarefas de cariz mais destrutivo, Javi Garcia e Seba Pérez, mas funcionou bastante ainda para mais quando a este dois se dá outro corpo no meio-campo para exacerbar os centrocampistas estorilistas. O que não foi bem conseguido, foi mesmo o ataque, com poucas ocasiões e com Musa demasiado isolado e com características demasiado criativas para jogar em contra-ataque, como o Boavista procurou fazer grande parte do encontro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Beiranvand (7)
Nathan (6)
Porozo (6)
Abascal (6)
Gorre (7)
Makouta (6)
Perez (5)
Javi Garcia (5)
Filipe Ferreira (5)
Musa (6)
Sauer (7)
SUBS UTILIZADOS
Ntep (3)
Vukotic (4)
Njie (-)
Reymão (-)
ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL PRAIA SAD
Foi um jogo que deixou algo a desejar por parte do Estoril, especialmente no meio-campo. A falta de Miguel Crespo faz-se sentir e hoje teria sido essencial, porque traria movimento interior e soltaria os alas para terem mais espaço para o um para um. Faltou isso, portanto Chiquinho de um lado conseguiu muito pouco e Arthur também. Ao ver o sucedido os canarinhos optaram por fazer passes longos dos centrais para os alas – quer fossem eles laterais avançados no terreno ou os extremos – e começaram a criar mais perigo, mas sempre sem construir uma jogada digna do nome.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Daniel Leite (5)
Soria (5)
Áfrico (6)
Patrick William (6)
Joãozinho (6)
Gamboa (6)
Rosier (7)
Arthur (7)
Geraldes (8)
Chiquinho (5)
Rui Fonte (5)
SUBS UTILIZADOS
António Xavier (5)
André Franco (6)
Clovis (5)
Baró (-)
Bruno Lourenço (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Boavista FC
BnR: “O Boavista sofreu um golo com o jogo aparentemente controlado num lance de alguma infelicidade na grande área. Depois fez três substituições, sendo que foram trocas por trocas, para dar frescura à equipa. Porque não arriscar um bocado mais e mudar o sistema para algo mais ofensivo, já que teve dificuldades em criar perigo o jogo todo?”
João Pedro Sousa: “Mais risco poderá ser colocar mais homens na frente, poderá ser ter dinâmicas diferentes, poderá ser atrair e trazer homens para zonas mais baixas e chegar a zonas mais subidas. De facto, os elementos que tínhamos no bacno foram lançados e os que tiveram que sair estavam completamente desgastados. A ideia de jogo que temos, com três centrais, permite-nos um risco assumido do jogo. Esta dinâmica permite-nos ser ofensivos independentemente de quantos pontas tivermos. Ainda não estamos a ser ofensivos e poderemos ter que jogar com mais pontas, como já chegou a acontecer. Na primeira parte ainda conseguimos chegar com qualidade ao último terço e depois ter presença na área. Mas na segunda não conseguimos ser ofensivos pelo simples facto da bola estar sempre com o Estoril. Estivemos sempre atrás da bola e acabamos por sofrer o golo.”
Estoril Praia SAD
BnR: “O Boavista apresentou aqui uma solidez defensiva bastante grande e notou-se que o Estoril procurou muitas vezes as alas através de passes longos, porque o meio estava congestionado. O que complicou tanto as penetrações no centro do terreno?”
Bruno Pinheiro: “É tudo fruto de um processo. O jogo interior é sempre o mais apetecível até porque é o mais difícil de encontrar. Acho que houve alguma incapacidade nossa, até porque tínhamos superioridade numérica no centro do terreno e se calhar algum receio. A nossa forma de jogar implica muita coragem e por exemplo os nossos dois centrais de hoje foram atletas que entraram este ano e que se estão a habituar. Acho que temos um plantel muito interessante e requer tempo para que todos percebam o jogo da mesma forma.”
Déjà-vu ou sonho tornado realidade? A disputar-se na região da Flandres, Bélgica, o Campeonato do Mundo de ciclismo de estrada terminou com nova vitória de Julian Alaphilippe na corrida de elite masculina.
O traçado acidentado que marcou a ligação entre Antuérpia e Leuven prometia uma corrida entusiasmante para fechar a 88ª edição de uma das competições de ciclismo mais prestigiadas a nível internacional.
Alavancado por uma moldura humana espetacular, o termo emoção foi sinónimo desta corrida, assim como sabedoria e Loulou foram tudo menos antónimos.
Um ataque de longe, repleto de ousadia e disponibilidade física, criou um espaço que se revelou suficiente para reduzir as ambições dos seus adversários, principalmente de Wout van Aert, que a correr em casa era apontado como o grande favorito.
A renovação do título vale ao francês a camisola arco-íris por mais uma temporada, juntando-se ainda a uma lista de apenas seis nomes que conseguiram vencer por duas vezes consecutivas esta corrida.
🤩🇫🇷 ENCORE UNE FOIS : CHAMPION DU MOOOOOOOOONDE !!!!!!!!!!! Nouveau chef-d’œuvre et incroyable doublé pour Alaphilippe ! 🇫🇷🤩
Repleto de simbolismo, este triunfo entra também em congruência com o nível das inúmeras consagrações ao longo de uma semana “belga” de ciclismo.
Entre revelações nos escalões mais jovens, surpresas na corrida de elite feminina e várias prestações de destaque, setembro foi o mês das nações do ciclismo lutarem pelas medalhas com selo da União Ciclística Internacional, tanto na prova mundial, na Flandres, como no Campeonato Europeu, realizado em Itália, que antecedeu esta competição.
A CRÓNICA: DUAS GRANDES EQUIPAS E UM JOGO EMOCIONANTE
Era uma das “finais antecipadas”, a par do Argentina x Rússia, que terminou com a vitória da equipa sul-americana, e era aguardado com muita expetativa – não só por ser a reedição da final do Campeonato Europeu de Futsal 2018, mas pela qualidade dos intervenientes e por ser um sempre aguardado duelo ibérico.
Apesar de não terem sido registados golos nos primeiros 20 minutos, foi uma primeira parte extremamente bem disputada, com grande intensidade e emoção, mas com uma arbitragem que não esteve ao nível exigido para uma fase tão avançada de um Mundial.
Para começar, os árbitros assinalaram faltas por toques quase inexistentes, algo que levou a que Portugal atingisse as cinco faltas a mais de dez minutos do intervalo, e a Espanha a quatro minutos. Este critério muito apertado ia enervando os jogadores de parte a parte, mas o árbitro egípcio corrigiu o mesmo a partir do momento em que Portugal ficou “tapado”.
Houve um livre direto, a menos de um minuto do tempo de descanso, a penalizar um erro de Bebé, mas Adri atirou ao lado, num lance no qual Vítor Hugo entrou e cobriu de forma exímia todos os cantos da sua baliza. Houve oportunidade junto de ambas as balizas, mas tanto Bebé como Jesus Herrero responderam sempre com total eficácia quando chamados a intervir.
Entrentanto, nas bancadas, continuamos a dar o espectáculo habitual. 😊
A segunda parte começou logo com uma grande oportunidade, mas a bola embateu caprichosamente no ferro. O aviso estava feito e pouco depois ia ter a sua confirmação com um golo de belo efeito de Adolfo, a não dar hipótese de defesa a Bebé.
Este início provou ser catastrófico para Portugal, com o segundo golo a surgir num livre cobrado por Adri, no qual a defesa portuguesa não fica isenta de culpas. A equipa lusa parecia estar sem forças para recuperar, mas a cerca de nove minutos do final surgiu uma esperança, com o golo de tiro exterior de André Coelho, contando com uma pequena ajuda de Jesus Herrero, que até então vinha fazendo uma exibição perfeita.
O público nas bancadas deu um apoio incrível à seleção e explodiu de alegria quando, a quatro minutos do fim, Zicky finalizou uma jogada brilhante com um remate dentro da área ao canto superior, após assistência de Miguel Ângelo, não dando hipóteses a Herrero e conseguindo assim o empate.
Os últimos minutos do tempo regulamentar decorreram com algumas incidências junto da nossa baliza, mas conseguimos aguentar o empate e seguir assim para o tempo extra. Por exemplo, no último segundo, a bola ia entrando na baliza defendida por Bebé, mas o poste impediu uma derrota trágica mesmo a acabar.
Em pleno prolongamento, um lance caricato originou a reviravolta total no marcador: jogada aparentemente inofensiva no ataque português, corte de Gaya que só parou no fundo das redes espanholas.
A partir daqui e com a nossa vantagem no marcador, seriam uns minutos finais de nervos e muita emoção. Numa altura em que a Espanha arriscava tudo com o guarda-redes avançado, Pany Varela marcou um golo de baliza aberta, praticamente sentenciando o encontro a nosso favor.
Os espanhóis tentaram de tudo, mas hoje era realmente o dia de Portugal, que inclusivamente contou com uma ajuda essencial da sorte, com bolas nos postes e o autogolo que permitiu a reviravolta. Creio que Portugal é um justo vencedor, tendo em conta aquilo que decorreu durante os 50 minutos de encontro.
Zicky Té – É quase “ridículo”, mas este jogador tem apenas 20 anos completados no dia 1 de Setembro e já é um dos indiscutíveis na seleção. Há muitos outros valores a despontar, como Afonso Jesus, Tomás Paçó, etc, mas o que ele joga e faz jogar com esta tenra idade é incrível. E hoje foi decisivo ao marcar o golo do empate que levou o encontro para prolongamento.
Entrada na 2.ª parte – Foi uma entrada terrível, depois de uma primeira parte bem conseguida. Sofremos dois golos sem resposta nos quatro primeiros minutos, mas felizmente não nos impediu de avançar na prova.
ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA
Federico Vidal pode-se queixar da sorte, mas o certo é que a Espanha não foi superior a Portugal, tirando em pequenos momentos do encontro. Aproveitou bem a quebra de concentração portuguesa no início da segunda parte, mas, na globalidade, não foi uma exibição muito bem conseguida de nuestros hermanos.
5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Jesús Herrero (5)
Carlos Ortiz (6)
Adolfo Fernández (7)
Adri (7)
Raúl Campos (5)
SUBS UTILIZADOS
Marc Tolrá (5)
José António Raya (5)
Chino (5)
Miguel Mellado (5)
Raúl Gomez (5)
Francisco Solano (5)
ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL
Como em todos os encontros anteriores, entrámos sem pivot fixo na frente, entrando Zicky sempre que o jogo pedia essa mudança tática. Praticamente tudo correu bem hoje e o mérito tem de ser dado a Jorge Braz. Segue-se o vencedor do Irão – Cazaquistão na próxima quinta-feira.
O topo do futebol europeu e mundial está concentrado, de forma mais ou menos evidente e unânime, nos cinco grandes campeonatos, intitulados de “Big Five”. São eles o inglês, o alemão, o espanhol, o italiano e o francês. Destes países são provenientes os melhores e mais competitivos clubes do mundo cuja história justifica a importância e soberania que lhes é claramente conferida.
Ano após ano são equipas como Manchester United FC, Manchester City FC, Chelsea FC, Liverpool FC, Juventus FC, FC Barcelona, Real Madrid CF, Paris Saint-Germain ou FC Bayern Munique que estão presentes nos palcos das grandes decisões, fazendo com que os respetivos campeonatos sejam os mais competitivos do mundo.
A verdade é que estas são as equipas que todo o mundo que ver jogar e que, por isso, acabam também por movimentar maiores quantias monetárias todas as temporadas. É também factual que para esses lados se joga muito e bom futebol, mas o verdadeiro adepto do desporto rei começa já a abrir os seus horizontes e a procurar talento em sítios diferentes daqueles a que estamos habituados.
Não é só nestes países que a competência é evidente e, por isso, hoje alertamos para cinco das imensas equipas que, por esse mundo fora, têm demonstrado muita qualidade e que, por isso, merecem ser mencionadas e acompanhadas ao longo da época que está já em curso.
No centésimo duelo entre ambos, a Nova Zelândia (All Blacks) garantiu a vitória sobre a África do Sul e, por consequência, revalidou o título do Rugby Championship.
Apesar da vitória, a Nova Zelândia nunca teve o jogo controlado – não só no que diz respeito ao resultado, mas também no que toca à qualidade do rugby apresentado.
Não obstante o domínio nos capítulos da posse e do território, os All Blacks mostraram alguma falta de lucidez na tomada de decisão, o que, consequentemente, se traduziu em oportunidades desperdiçadas. Sem bola, os Neozelandeses (sobretudo George Bridge) somaram diversos erros nas bolas altas, o que deu origem ao ensaio de Sbusiso N’Kosi.
Do outro lado, a África do Sul realizou uma exibição muito competente, principalmente sem a oval em seu poder. Os Springboks apresentaram uma line speed agressiva, capaz de limitar a utilização do espaço ao adversário.
Esta estratégia acabou por se revelar profícua uma vez que, para além do controlo da profundidade do Rugby da linha de três quartos adversária, os campeões do mundo impuseram muitos erros de handling aos All Blacks – ora em jogo aberto, ora no contacto.
Já com bola, os Sul Africanos raramente se mostraram perigosos. Raras foram as vezes em que tal sucedeu, mas, quando aconteceu, o grande responsável foi Faf de Klerk. O médio de formação soube ler o jogo e aproveitar o espaço no eixo mais profundo do campo, de forma a colocar o adversário sob pressão.
No breakdown, a África do Sul conseguiu atrasar a saída de bola da Nova Zelândia, o que, de certo modo, se refletiu na dificuldade que os kiwis tiveram em alargar o seu jogo. Ainda assim, foi neste capítulo que os All Blacks conquistaram a penalidade que garantiu a vitória, já nos minutos finais. Quinn Tupaea foi o responsável pelo turnover, sendo que Jordie Barrett não desperdiçou o pontapé aos postes.
A jornada apenas ficou completa com novo embate entre Austrália e Argentina. Tal como na semana passada, os Wallabies levaram os Pumas por vencidos, sem grandes dificuldades.
Nos primeiros quarenta minutos, os australianos dominaram o jogo em todos os aspetos, criando múltiplas oportunidades – muitas destas desperdiçadas. Além do mais, foi com aparente facilidade que a seleção anfitriã do torneio ganhou a linha da vantagem aos Sul Americanos. Samu Kerevi mostrou-se sempre explosivo no ataque à linha, tal como Andrew Kellaway, que foi capaz de encontrar múltiplos espaços na defesa adversária.
Já a Argentina teve muitas dificuldades em implementar o seu jogo à mão, apostando diversas vezes em jogar ao pé, acabando por tirar pouco partido deste aspeto. A falta de organização na linha atrasada resultou em zero quebras de linha da vantagem durante os oitenta minutos de jogo.
Ainda para mais, a capacidade de retenção de bola da Austrália teve uma ação primordial em desgastar o pack avançado contrário e aproveitar o espaço concedido pelos Argentinos.
Por último, Jordie Barrett e Samu Kerevi são, na minha opinião, os jogadores da jornada. O primeiro não só foi decisivo na penalidade que garantiu o primeiro lugar aos All Blacks, mas também se mostrou um jogador muito interventivo ao longo do jogo, procurando explorar os canais mais próximos do ponto de contacto. Já Samu Kerevi foi uma ameaça constante à linha argentina, quer pelo seu poderio físico, quer pela sua imprevisibilidade.
Num combate agendado à última da hora, a ação que o mesmo proporcionou foi entretida. Lashley e Omos dominaram, AJ Styles mostrou ser ainda um dos melhores lutadores do mundo e os New Day nunca desiludem.
Após um desentendimento entre Lahsley e AJ Styles, Big E aproveitou para vencer o combate ao aplicar o Big Ending em Bobby Lashely.
Nota do combate: 7/10
Após este combate, foi confirmado que Big E defenderá o título no próximo Raw, frente a Bobby Lashley.
THE USOS E STREET PROFITS PROTAGONIZAM MELHOR COMBATE DA NOITE
Montez Ford partia em desvantagem para este combate, uma vez que as suas costelas haviam sido brutalizadas pela Bloodline no SmackDown. Os Usos aproveitaram ao máximo para castigarem essa parte do corpo de Ford.
Os quatro homens deram sempre boa conta do recado, contando uma história cativante e crescentemente imprevisível.
Após vários false-finishes, a dupla de gémeos conectou o duplo superkick e o duplo Uso-Splash que selou a vitória.
A “jogar” na sua cidade natal, Alexa Bliss provou que, tirando as tretas “sinistras” que tem feito ao longo do último ano, é uma excelente lutadora.
Bliss deu muita luta a Charlotte Flair (que também esteve no seu melhor), mas não conseguiu vencer o Raw Women’s Championship. A vitória para Charlotte chegou após um Big Boot e o Natural Selection.
Nota do combate: 7,5/10
Com a vitória consumada, Charlotte destruiu a boneca Lily, fazendo com que Bliss se enfurecesse num choro copioso.