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Sérgio Paulinho: Assim se escreve a carreira de um campeão

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Este ano, em termos velocipédicos, entre muitos outros factos, fica indelevelmente marcado pelo adeus à alta competição de um dos mais influentes de sempre do ciclismo luso além fronteiras. Tendo em conta a questão, falarei no meu artigo semanal, ainda que de forma bastante sumária, acerca da carreira de Sérgio Paulinho. Alguém que, não obstante as suas conquistas individuais, foi figura relevante nos triunfos sucessivos de Contador.

Sérgio Miguel Moreira Paulinho nasceu há 40 anos, na vila lisboeta de Oeiras, filho do também ciclista Jacinto Paulinho. O encanto pelas bicicletas corria-lhe nas veias.

Apesar dos excelentes resultados em termos escolares e do bom comportamento do então menino Sérgio, a sua “amiga inseparável”, a bicicleta, nunca era esquecida.

Após terminar o curso em Direito, que nunca chegou a exercer, passou a dedicar-se a tempo inteiro ao Ciclismo de estrada. Corria o ano de 2002 quando começou a “dar nas vistas”. Então com 22 anos, sagrou-se campeão do mundo no escalão de sub 23, na vertente de contrarrelógio, chamando desde logo a atenção das principais formações lusas.

No ano seguinte, integra a equipa da LA-Pecol-Bombarral onde é companheiro do “foguete da Rebordosa”, Cândido Barbosa, sendo que, na sua primeira temporada integrado no pelotão nacional, dedicou-se a competições de menor nomeada. Viria, mesmo assim, a vencer nessa época “A volta a Portugal do Futuro”, ou seja, a prova rainha para o escalão de sub 23.

O FEITO INÉDITO DE ATENAS

Na época referida, 2004, o corredor nacional de maior cartaz era o nortenho José Azevedo, que nesse mesmo ano havia fechado o top dez do “Tour”. Por esta ocasião, era altura de ser divulgada a lista de convocados para as provas de Ciclismo constituintes dos Jogos Olímpicos de Atenas.

No entanto, e previamente à convocatória para o certame, Azevedo revela ao responsável luso que se encontrava muito desgastado com o esforço despendido na Volta à França, e que preferia não disputar a competição para não defraudar a bandeira nacional. Em sua substituição, foi chamado Sérgio, que nem queria acreditar em tal notícia, pois ia estar na maior competição desportiva do mundo. Chegado à capital grega, começou por disputar a prova de contra-relógio, obtendo o sexto lugar.

Este facto deixou o jovem radiante, contudo ainda havia a competição mais importante, a corrida de absolutos de estrada, na qual Portugal partia sem grandes ou quase nenhumas ambições de conquistar uma medalha, até porque nenhum ciclista o havia conseguido.

Num dia bastante quente, havia alguém que era destemido e que não tinha medo dos “tubarões”. Era ele Sérgio, que, aproveitando alguma confusão no pelotão, seguiu na roda do italiano Paolo Bettini, encetando um ataque a mais de 30 kms para a meta.

O pelotão, já bastante desgastado pelo tempo quente que se fazia sentir, não mais alcançou os dois fugitivos. O italiano muito tentava, mas não se conseguia livrar do atleta oeirense, e a medalha de ouro foi apenas decidida a trezentos metros do final. Paulinho tenta sprintar com o campeoníssimo Bettini, mas o mais experiente acaba por se valer de tal condição. Sérgio entraria, assim, para a história do Ciclismo do país e do desporto em particular, conquistando a prata para o medalheiro português.

NFL | Análise da Semana 3 e Antevisão da Semana 4

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Esta semana estamos de regresso com mais um artigo. Numa primeira parte irei fazer uma análise de alguns dos melhores momentos dos jogos desta semana. Irei também revelar alguns rankings dos principais jogadores em destaque, assim como das equipas que estão em melhor forma.

Numa segunda parte, estará uma previsão sobre a próxima semana da época. Vou fazer um destaque dos principais jogos que devem acompanhar, assim como das histórias e figuras em cada partida. Ao longo do ano, tentarei apostar no vencedor de cada jogo, mantendo o registo do recorde para vermos como irei lidar com a imprevisibilidade desta liga que tanto nos atrai.

Recorde de previsões: 31-17 (Recorde Semana 3: 13–3).

Foto de Capa: Los Angeles Rams 

Os 2 jogadores de formação que poderão suceder a Nuno Mendes | Sporting CP

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A aposta de Rúben Amorim na formação do Sporting CP tem sido evidente. A saída de Nuno Mendes para o Paris Saint-Germain FC é reveladora da qualidade que existe em Alcochete, pelo que já soam nomes para a eventual sucessão da ala esquerda.

Tendo em conta que as opções no corredor esquerdo têm sido algo irregulares desde a saída de Nuno Mendes, com Rúben Vinagre e Matheus Reis a lutarem pela titularidade na posição, pode ser uma boa oportunidade para um jovem da formação mostrar ao treinador que merece estar também ele inserido na equação. Visto que se avizinha mais uma paragem para seleções, é uma chance que estes dois atletas têm para provar o seu valor.

Oscar Piastri: O piloto certo no momento errado

Com apenas duas rondas por disputar na Fórmula 2, o nome de Oscar Piastri assume a dianteira do pelotão de 25 pilotos que fizeram parte da categoria, ao longo do ano. Depois de vencer a Fórmula 3 como rookie, o piloto da Prema Racing está próximo de repetir a façanha no escalão superior.

Até ao momento, o australiano soma 178 pontos em seis das oito rondas do Campeonato. Na roda, segue o chinês Guanyu Zhou, com 142 e, a fechar o pódio, está o russo Robert Shwartzman, que soma 135 pontos. Com apenas 20 anos, o atleta nascido em Melbourne, na Austrália, assume-se como o mais talentoso da nova fornada de jovens pilotos.

Caso vença a Fórmula 2, o regulamento não permite que Oscar Piastri tente revalidar o título. Contudo, não existe a perspetiva de que o atleta esteja na F1, no próximo ano. Apesar de todo o entusiasmo em torno do australiano, a única vaga que continua em aberto, na Alfa Romeo, parece destinada a outros.

Além da possível renovação do atual piloto, Antonio Giovinazzi, a equipa italiana, caso recrute um talento da categoria inferior, deverá apostar em Guanyu Zhou. Tendo em vista a maior expansão do Desporto Motorizado para o mercado chinês e os bons patrocínios que advêm da Ásia, parece ser a aposta mais segura para o único jovem capaz de subir para a categoria rainha.

Zhou e Piastri, no entanto, têm algo em comum. Ambos os pilotos são produtos da academia da Alpine, que ainda não é conhecida por apostar em jovens promessas. Neste momento, a marca francesa tem, sob contrato, Esteban Ocon – até 2024 – e o veterano campeão do mundo, o espanhol Fernando Alonso – até 2022.

As portas da Fórmula 1 são cada vez mais difíceis de abrir. Quando fazemos uma pausa no mundo dos graúdos e assistimos às categorias inferiores, rapidamente encontramos diversos pilotos com qualidade para dar o salto qualitativo. Neste momento, o nome de Oscar Piastri é o que mais intriga, porque é inegável, o australiano merece estar entre os melhores.

No caso de não vencer o Campeonato de Fórmula 2, mesmo assim, merece competir em categorias de cariz profissional. Os últimos rumores dão conta de uma possível mudança para a LMH (Le Mans Hypercar), com competições no Mundial de Endurence e no IMSA, nos Estados Unidos da América.

Com cada vez menos mudanças no paddock da F1, mais valores se levantam. A cada ano que passa, parece cada vez mais inevitável um alargamento da competição, com mais equipas a surgir e, por consequência, com mais pilotos na grelha de partida. 20, ou até 22 vagas nunca vão ser suficientes para a qualidade que existe nas diversas categorias.

Apesar de tudo, se não for em 2022, de certeza que Oscar Piastri vai ter uma oportunidade de demonstrar o seu valor na Fórmula 1. Até se definir o desfecho da carreira do australiano, é tempo de assistir à reta final do Campeonato de F2, que promete ser muito emocionante.

As duas últimas rondas estão marcadas para dezembro. Primeiro, em Jeddah, na Arábia Saudita, no fim de semana de 3 a 5 e, depois, o Campeonato termina, como é hábito, em Abu Dhabi, entre 10 a 12 de dezembro. Os pilotos podem ser jovens, mas a competitividade é merecedora de ser assistida.

Foto de Capa: FIA Formula 2

SC Braga 3-1 FC Midtjylland: Cambalhota no marcador com bis de Galeno

A CRÓNICA: E TUDO UM PENÁLTI FALHADO TROUXE…

Uma primeira parte que fica marcada pelos penáltis assinalados a favor de ambas as equipas, sendo o primeiro a abertura do marcador Evander com a primeira oportunidade para a equipa visitante que converte a falta de Diogo Leite no primeiro golo nesta noite europeia. Ainda no decorrer da primeira parte, Olafsson atira Galeno ao chão, após uma entrada rasteira bastante agressiva e a decisão estava tomada e confirmada pelo VAR: era penalti para o SC Braga. Ricardo Horta tenta encher o pé com o segundo golo da partida, mas o guarda-redes adversário facilmente defende a tentativa.

É apenas nos segundos 45 minutos da noite europeia que o SC Braga começa a aquecer o ambiente, Galeno converte o segundo penalti num golo de esperança para os bracarenses, após rematar para um lado e o guarda-redes optar pela direção oposta. É apenas alguns minutos depois deste sucedido que Ricardo Horta recebe um belíssimo passe que o coloca cara a cara com Olafsson, sem vacilar, o avançado português coloca a bolo no sítio onde pertence – no fundo das redes da baliza.

Para piorar a situação dos dinamarqueses, Juninho acaba por ver o vermelho direto, após uma entrada perigosa no adversário, sendo obrigado a abandonar o relvado antes do tempo regulamentar.

A noite europeia continua e as tentativas da equipa de Carlos Carvalhal alargar a vantagem também! É nos últimos minutos que o recém-entrado, Mario Gonzalez, coloca a bola em Galeno que marca um golo simples e eficaz, fazendo o 3-1 na pedreira.

Stephanie Frappart assinala o final do jogo apenas um minuto depois deste golo e o SC Braga agradece a Galeno o segundo lugar no Grupo F com três pontos de diferença do primeiro classificado, Estrela Vermelha.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Galeno – O brasileiro não hesitou sempre que foi chamado a serviço e tirou a equipa da desvantagem com o golo de penálti. Após este momento, mostrou a sua liderança dentro do campo e não facilitou o trabalho aos defesas do Midjylland, acabando por bisar na frente, por mérito do trabalho excelente de Mario Gonzalez. O menino do SC Braga continua a dar cartas na Liga Europa!

 

O FORA DE JOGO

Penálti falhado por Ricardo Horta – O penálti falhado pelo avançado português colocou o SC Braga numa posição complicado no decorrer da primeira parte. Uma tarefa complicada, era de esperar mais do capitão dos bracarenses, mas a equipa (felizmente) conseguiu superar e Ricardo Horta redime-se com o trabalho realizado ao longo da partida e, em especial, no segundo golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal apresentou-se nesta noite de Europa com um 4-3-3, mantendo Matheus à baliza (como já é hábito do técnico português). Diogo Leite e Paulo Oliveira foram a dupla de centrais que marcaram presença em campo, acompanhados por Sequeira e Yan Couto nas laterais. Chiquinho, Al Musrati e André Castro asseguraram o meio-campo bracarense. Piazon e Horta permaneceram-se no 11 inicial, em semelhança ao último jogo frente ao Estrela Vermelha, mas, desta vez, Galeno assegurou a titularidade frente à opção de Alan Ruiz (escolhido no último jogo da Liga Europa).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (8)

Yan Couto (5)

Paulo Oliveira (7)

Diogo Leite (4)

Sequeira (5)

André Castro (4)

Chiquinho (5)

Al Musrati (5)

Ricardo Horta (6)

Piazon (5)

Galeno (9)

SUBSTITUIÇÕES 

Francisco Moura (6)

Gonzalez (7)

Iuri Medeiros (4)

Lucas Mineiro (4)

André Horta (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC MIDJYLLAND

O técnico Henriksen optou por uma abordagem um pouco mais diferente, com um 3-4-3 dando desta forma mais apoio no meio-campo ao invés da defesa. Contando com Olafsson na baliza, à semelhança do habitual, Juninho, Sviatchenko e Dalsgaard asseguram a parte mais defensiva da equipa dinamarquesa. Paulinho, Evander, Onyedika e Andersson são os homens escolhidos para liderar o meio-campo. Junior Brumado, Sisto e Isaksen são o trio escolhido para enfrentar ofensivamente o SC Barga de Carlos Carvalhal.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Olafsson (4)

Juninho (5)

Sviatchenko (5)

Dalsgaard (6)

Paulinho (5)

Evander (6)

Onyedika (4)

Andersson (6)

Junior Brumado (6)

Sisto (5)

Isaksen (5)

SUBSTITUIÇÕES

Marrony (6)

Cajuste (5)

Lind (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico do SC Braga, Carlos Carvalhal.

 

FC Midtjylland

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Midtjylland, Henriksen.

Portugal 2-2 Cazaquistão (4-3 GP): De prolongamento em prolongamento até à vitória final?

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A CRÓNICA: O SOFRIMENTO HABITUAL DE UM PORTUGUÊS

De emoção e suor se fez esta meia-final entre Portugal e Cazaquistão. Os portugueses pareciam ter a vitória na mão, mas os cazaques forçaram o prolongamento e, após um empate a duas bolas, o jogo acabaria por sorrir à equipa das Quinas nas grandes penalidades.

O Cazaquistão entrou mais atrevido e Orazov até conseguiu marcar logo dentro dos primeiros três minutos, mas o lance acabaria por ser revertido com ajuda do Video Support, dado que a bola tinha ultrapassado a linha lateral. A equipa das Quinas tentou reagir com as investidas de Cecílio e Zicky Té, deparando-se imediatamente com as tentativas perigosas de Taynan e Tursagulov após lances de 5×4.

Num jogo muito bem disputado desde início, Portugal ativou alguns momentos de pressing e as recuperações de Ricardinho possibilitaram que Pany Varela e Miguel Ângelo ficassem muito perto do golo. A juntar a essas ocasiões, Erick Mendonça e Bruno Coelho também ficaram a escassos centímetros de festejar, mas os portugueses viram os cazaques terminar o primeiro tempo como começaram, isto é, com mais perigo: Taynan e Orazov viram os seus remates serem travados pelos postes nos instantes finais.

A segunda parte não poderia ter começado melhor para a seleção portuguesa. Ainda não estavam decorridos 3 minutos e Pany Varela já tinha feito o gosto ao pé, após boa assistência de Miguel Ângelo. O golo trouxe mais emoção ao jogo e Zicky Té até esteve perto de ampliar a vantagem por duas ocasiões, porém, do outro lado, a tentativa de resposta surgiu pelos pés de Turgasulov e do guardião Higuita.

O tempo ia passando e a necessidade do Cazaquistão em restabelecer a igualdade era cada vez maior, o que levou a equipa de Kaká a assumir ainda mais riscos (além dos lances de 5×4), mas acabou por as tentativas de Knaub e Douglas Júnior a esbarrar nas defesas de Bebé. Sucederam-se as intervenções do guardião português, mas o golo do empate acabaria mesmo por aparecer ao cair do pano, com Nurgozhin a encostar ao segundo poste.

Novo empate em tempo regulamentar, novo prolongamento. Ao contrário da segunda parte, Portugal entrou mal e sofreu o tento da reviravolta num livre executado por Douglas Júnior. Não havia dúvidas de que o golo do empate tinha mexido animicamente com a seleção lusa, mas a equipa acreditou e empatou a dois minutos do fim, fruto de um lance de insistência de Pany Varela a culminar no golo de Bruno Coelho.

Nas grandes penalidades, Jorge Braz avistou que estava ganho e, de facto, aconteceu. Bebé defendeu o primeiro, viu Pany Varela falhar o terceiro, mas Vítor Hugo defendeu o quarto e Tiago Brito tratou de assinar o golo do triunfo português. O Cazaquistão conseguiu fazer História ao chegar às “meias” da prova, mas são os campeões portugueses que seguem para a final, de forma inédita, onde irão defrontar a Argentina. Depois de mais um prolongamento, estará a equipa de futsal perto de repetir o feito da seleção de futebol há pouco mais de cinco anos? Domingo saberemos.

 

A FIGURA
Fonte: André Sanano/FPF

Pany Varela – Apontou o primeiro golo e desenhou o segundo. O ala de 32 anos assumiu-se como a unidade mais desequilibradora do encontro sempre que esteve em campo e, além das inúmeras desmarcações e movimentações surpreendentes, acabou por ter interferência direta no desenrolar da partida. O penalti falhado nas grandes decisões em nada abalou a bela exibição do atleta português.

O FORA DE JOGO

Albert Akbalikov – Globalmente, Albert Akbalikov unidade mais apagada da formação do Cazaquistão. O atleta de 31 anos acumulou várias perdas de bola e nem sempre teve as melhores leituras das desmarcações dos colegas de equipa, falhando muitos passes que, em caso de sucesso, poderiam ter sido comprometedores para Portugal.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Jorge Braz optou por repetir precisamente a mesma equipa inicial dos dois jogos anteriores, mas só durante a primeira parte fez entrar outros sete jogadores para desequilibrar a estratégia coesa do adversário. Perante os lances de 5×4 no momento defensivo, Portugal montou um losango e soube como controlar o perigo que daí pudesse surgir, tendo sentido mais dificuldades em travar as típicas bolas em profundidade do Cazaquistão.

A seleção portuguesa colocou-se em vantagem pouco depois do regress0o dos balneários e, face à vontade de chegar ao empate por parte do adversário, Zicky Té passou a assumir uma maior importância no processo ofensivo da equipa. Bebé ainda foi travando o empate, mas tal acabou por acontecer na pior altura possível, deixando a equipa algo descoordenada até sofrer a reviravolta (já no prolongamento). Jorge Braz não arriscou verdadeiramente no 5×4, mas a equipa teve a lucidez para levar o jogo para as grandes penalidades.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bebé (8)

João Matos (5)

Bruno Coelho (7)

Ricardinho (7)

Fábio Cecílio (6)

SUBS UTILIZADOS

Vítor Hugo (6)

André Coelho (5)

Afonso Jesus (5)

Erick Mendonça (6)

Pany Varela (8)

Tiago Brito (6)

Miguel Ângelo (6)

Zicky Té (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CAZAQUISTÃO

Já Kaká procedeu a duas alterações em relação ao último duelo (com Albert Akbalikov e Dauren Nurgozhin a renderem Dauren Tursagulov e Birzhan Orazov, respetivamente), mas foram precisamente esses dois elementos substituídos a desequilibrar assim que entraram em campo, tanto nos lances com o guarda-redes mais avançado no terreno, como nas bolas em profundidade, como sendo a imagem de marca do Cazaquistão.

A defender, os cazaques mostraram ser praticamente sempre coesos, de tal forma que chegaram a este duelo como sendo a equipa menos batida da competição. No entanto, depois de consentirem o golo de Pany Varela, assumiram mais riscos e colocaram-se a jeito de sofrer mais golos. Certo é que o golo do empate apareceu e galvanizou a equipa para operacionalizar a reviravolta, fechando-se atrás após esse momento às investidas portuguesas e tendo estado muito perto de fazer a sexta falta.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Higuita (7)

Douglas Júnior (7)

Tayan (7)

Albert Akbalikov (4)

Dauren Nurgozhin (5)

SUBS UTILIZADOS

Ruan Atantayev (5)

Chingiz Yesenamanov (5)

Arnold Knaub (5)

Dauren Tursagulov (6)

Birzhan Orazov (6)

Será que vale a pena continuar com a Laver Cup?

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A primeira edição da Laver Cup ocorreu em 2017, onde a equipa da Europa venceu a equipa do Resto do Mundo. O motivo da criação desta criação é simples: pretendiam criar uma competição semelhante à Ryder Cup, torneio de golf onde a equipa dos Estados Unidos da América defronta a equipa da Europa. Agora, há uma grande diferença entre as duas competições: o vencedor é sempre o mesmo na Laver Cup, a equipa da Europa.

É preciso realçar que a Laver Cup também trouxe dois dos momentos mais icónicos do Ténis: o momento em que, pela primeira vez, Roger Federer e Rafael Nadal foram parceiros de duplas, em 2017, num encontro frenético, e quando tanto Federer e Nadal jogavam individualmente em 2019 e o que ficava de fora dava dicas ao companheiro. Afinal, os melhores sempre aprendem algo todos os dias.

Agora, tendo em conta que é um torneio recente, podia-se dar mais oportunidades à competição, mas está muito desnivelada. 2019 foi o ano em que o Resto do Mundo esteve próximo de ganhar, porém acabou por perder 13-11. Quando há possibilidade de se ter Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic na mesma equipa, obviamente que há um claríssimo favorito, apesar desse trio ainda nunca ter acontecido.

Não houve a Laver Cup no ano passado devido à pandemia da Covid-19, mas houve este ano e foi a edição mais desnivelada. A Europa voltou a ganhar a Laver Cup, com um resultado 14-1! A única vitória do Resto do Mundo, neste ano, foi num jogo de duplas, onde Denis Shapovalov e John Isner derrotaram Matteo Berrettini e Alexander Zverev.

O mais impressionante é que, este ano, a Europa não contou com nenhum membro do Big Three! E pela primeira vez na história da competição, a equipa Europa apenas contava com jogadores no top 10 do ranking ATP: Daniil Medvedev (2), Stefanos Tsitsipas (3), Alexander Zverev (4), Andrey Rublev (5), Matteo Berrettini (7) e Casper Ruud (10). Por outro lado, pela terceira vez, o Resto do Mundo não tinha qualquer tenista no top 10: Félix Auger-Aliassime (11), Denis Shapovalov (12), Diego Schwartzman (15), Reilly Opelka (19), John Isner (22) e Nick Kyrgios (95).

Um recorde que foi batido na edição deste ano foi que, pela primeira vez na história da competição, houve um set que terminou 6-0, onde Daniil Medvedev derrotou Dennis Shapovalov por 6-4 e 6-0.

Até ao momento, o melhor jogador da equipa do Resto do Mundo tem sido um tenista que normalmente é usado nos jogos de duplas, Jack Sock. É o tenista com mais vitórias nas duplas e tem sido dos poucos pontos positivos da equipa liderada por John McEnroe.

Já a Europa, tem tido vários jogadores nos últimos anos, mas há um tenista que se destaca: Alexander Zverev. O alemão foi o único tenista europeu que participou nas quarta edições e é o único que venceu todas. Além disso, a par de Roger Federer e Jack Sock, são os tenistas com mais vitórias em jogos (8) e é o tenista com o melhor rácio de vitórias na competição: 73%, tal como Roger Federer.

Um ponto interessante da competição são os treinadores. O Resto do Mundo é liderado por John McEnroe e a Europa é liderado por Bjorn Borg. Curiosidade? Ambos eram rivais nos seus tempos de glória dentro das quadras. Para os fãs mais antigos da modalidade, deve ser um dos melhores momentos do ano!

O formato da Laver Cup precisa de ser alterado, se isso não acontecer, mais vale dar por terminado. Apesar da equipa do Resto do Mundo ter um maior leque de tenistas possíveis, a equipa nunca levou a melhor sobre uma equipa que conta apenas com tenistas de um continente, apesar desse continente ser o melhor na modalidade. Há uma clara diferença entre as duas equipas. Agora, o que ainda falta fazer à equipa da Europa é ter Djokovic, Federer e Nadal na mesma equipa e voltar a ver Nadal e Federer na mesma equipa de duplas.

Foto de Capa: Laver Cup

5 jogadores que merecem um lugar no futebol europeu de topo

Nem sempre o scouting das maiores equipas europeias alcança todos os jogadores do mundo. A estratégia de comprar na concorrência é uma das maiores armas que clubes como o FC Bayern Munique têm adotado. Por outro lado, aquelas que não têm tanto poderio financeiro olham para o recrutamento de uma outra forma, pois sentem a necessidade de explorar outros países na tentativa de encontrar joias por lapidar e, futuramente, receber rendimento para além do desportivo. O caso mais recente deste tipo de metodologia acaba por surgir do mesmo país: o RB Leipzig, que de alguma maneira encontra sempre várias pérolas que despontam mais tarde no futebol mundial, às vezes no próprio rival.

Em Portugal sempre foi assim. Os grandes do nosso futebol contam vários casos de jogadores – maioritariamente sul-americanos – que acabaram por ter na Liga Portuguesa o salto qualitativo de que tanto necessitavam. Não os vou enumerar, porque isso me ocuparia grande parte deste artigo. O objetivo deste texto é sim dar a conhecer cinco jogadores que, na minha opinião, estão prontos para jogar ao mais alto nível do futebol europeu. A elite, ou como vulgarmente é conhecida: a Liga dos Campeões Europeus.

O guia das 12 equipas da LPB e o regresso do Basquetebol Nacional

A poucos dias do regresso das emoções do melhor do basquetebol nacional, muitas alterações aconteceram, e a corrida até ao tão desejado troféu perspetiva-se intensa e bastante disputada.

Quem luta pelo título, quem pode surpreender e, por fim, quem terá mais dificuldades?

Aqui, no Bola na Rede, respondemos a estas questões e deixamos o guia sobre as 12 equipas em competição. Venha daí!

Sporting CP

FC Porto

Imortal Basket

SL Benfica

UD Oliveirense

SC Lusitânia

CAB Madeira

Vitória SC

AD Ovarense

Académica AAC

Illiabum

CD Póvoa

Artigo redigido por Gonçalo Tomás e Diogo Silva

Foto de capa: FPB

SC Braga na Liga Europa | 5 noites para os “Guerreiros” recordarem

Com o nome cada vez mais visto como habitual entre o lote de apurados para as competições europeias, o SC Braga tem cimentado a sua reputação entre os melhores com exibições e resultados que todos os bracarenses gostam de relembrar.

O SC BRAGA É A ÚLTIMA EQUIPA A ENTRAR EM AÇÃO! SERÁ QUE A TURMA DE CARLOS CARVALHAL VAI VENCER? APOSTA JÁ NA BWIN!

Em dia de mais uma jornada europeia, “puxamos a fita atrás” para recordar cinco jogos europeus nos quais o Braga se impôs a adversários de peso, criando momentos mágicos e inesquecíveis para o clube que muitos já apelidam de “quatro grande” em Portugal.