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Frederico Varandas | Quem é vivo sempre aparece

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Nunca pensei escrever tão cedo sobre este tema e as minhas esperanças quase se desvaneceram. Verifiquei o calendário (não fosse 13 de maio) para averiguar que tudo estava a fazer sentido e que não era nenhuma ilusão de ótica. Apesar de me ainda ter passado pela cabeça que seria mais um texto para a rubrica “Universo Paralelo” do Bola na Rede, tudo foi real.

Esta semana, Frederico Varandas, ao estilo de Nossa Senhora de Fátima, brindou-nos com uma aparição inesperada. Reapareceu em público e falou à comunicação social? Nada disso, não exageremos. Já todos sabemos que o Varandas tem um problema crónico quando lhe colocam o microfone à frente, não sendo a comunicação de todo o seu ponto forte.

Por momentos pensei que fosse mais uma entrevista ao jornal Record, por isso não liguei muito. A verdade é que apareceu e… através da sua conta pessoal de Instagram. No entanto, a curiosidade tomou conta de mim e não perdi a oportunidade de ler os seus comentários.

Já não me iludo com a possibilidade de algum dia o suposto líder vir a público dar a cara pelo fiasco que têm sido os dois anos à frente do clube. Recordo-me que durante a campanha eleitoral e tempo posterior à eleição utilizou inúmeras vezes a palavra “bazófia”. Pois bem caro Presidente, se me permite, bazófia é o que não lhe tem faltado.

No seu post, enalteceu o feito do Sporting CP ter atingido o número recorde de jogadores do numa convocatória dos Sub-21, na última década. Para justificar este feito referiu ainda que foi o “resultado de muito trabalho, de uma nova metodologia de desenvolvimento centrado no jogador, muito investimento e de um treinador da equipa A com coragem que aposta no talento jovem”.

Se não me equivoco, apenas Pedro Gonçalves (ex-FC Famalicão) não fazia parte dos quadros do clube leonino. Adicionalmente, nenhum dos restantes jogadores convocados, foi contratado por esta direção. Aliás, todos eles estão no Sporting CP há muitos anos. Gostava de perguntar ao Presidente o que é que acha da Seleção A não contar com nenhum jogador do Sporting CP? Estaria curioso para ver a sua resposta numa rede social. A verdade é que não se pode esperar muito de alguém que diz que o facto do Cristiano Ronaldo sofrer pelo Sporting CP dá títulos. É outro nível!

Fiz uma reflexão profunda sobre a gestão de Varandas, recuei aos meus tempos de escola para encontrar uma justificação e tal não foi o espanto quando me surgiu Adam Smith, filósofo e economista britânico, que escreveu em 1759 sobre a teoria da mão invisível. Justificou que, com uma economia livre e sem intervenção de agentes externos, o mercado irá regular-se de forma natural e automática, sendo possível alcançar a estabilidade.

Esta reflexão levou-me a pensar que os dirigentes do Sporting CP poderão estar a tentar seguir a linha de uma teoria com mais de 200 anos, inovando e criando a teoria da gestão invisível com uma pequena peculiaridade, a falta de estabilidade.

Por último, gostaria ainda de comentar uma frase que foi enaltecida na publicação do Instagram: “Destruir é fácil e rápido. Construir demora tempo”. Bastaram dois anos para desfazer completamente uma estrutura, equipa e dividir os adeptos. Da lista inicial, poucos são os que se mantêm. Construir só demora tempo quando a agilidade e destreza não é suficiente para conduzir o barco.

Numa coisa tenho que tirar o chapéu a Frederico Varandas, é que Matheus Nunes continua a valorizar. Até lá, vemo-nos na próxima capa do Record.

Foto de Capa: Candidatura “Unir o Sporting”

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Porto: Um arranque a todo o gás

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Com o arranque do campeonato a aproximar-se – o primeiro jogo realiza-se no terceiro fim-de-semana deste mês -, o FC Porto tem um calendário impróprio para cardíacos, com quatro jogos de fogo, a começar com o primeiro desafio diante do SC Braga. Um jogo para pôr à prova o campeão nacional que, a jogar em casa, vai receber uma das equipas que melhor se reforçou neste mercado de transferências.

Sérgio Conceição vai tentar levar de vencido um rival que normalmente dá dores de cabeça à formação portista. Na última época, em três jogos com os bracarenses, o FC Porto perdeu todos, incluindo a final da Taça da Liga. Resultados que a equipa vai querer contrariar, tentando assim vingar-se dos jogos menos conseguidos, e entrar com o pé direito na defesa do título de campeão.

Para além do primeiro jogo ser um teste de fogo, as jornadas seguintes não são melhores. Depois do jogo com o SC Braga, os portistas vão defrontar os vizinhos rivais, Boavista FC, equipa que também tem tentado montar um plantel para lutar pelos lugares cimeiros. No Bessa, os jogos são sempre quentes e marcam a diferença pela rivalidade entre os dois emblemas. Na terceira jornada, os portistas recebem o CS Marítimo e na quarta jornada defrontam o Sporting CP, em Alvalade, naquele que será o primeiro clássico da temporada, diante da equipa liderada por Rúben Amorim.

O SC Braga venceu os três jogos em que defrontou os portistas e foi o adversário mais complicado da temporada em Portugal
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Depois de um arranque a todo gás, em que a equipa é posta à prova, surgem fases mais tranquilas, mas a reta final de 2020 e o início de 2021 é igualmente acelerado, com três jogos a acontecer no norte, com a deslocação ao reduto do Vitória SC, a receção ao Moreirense FC e a visita ao FC Famalicão. Para terminar esta fase mais eletrizante o FC Porto recebe o SL Benfica, à 14.ª jornada, com o segundo clássico a acontecer perto da fase final da primeira volta, o que significa que na reta final do campeonato, o FC Porto terá uma deslocação à Luz que pode ser decisiva para as contas do campeonato.

Ainda assim, na última jornada, o FC Porto recebe o Belenenses SAD, no jogo que encerra o campeonato, que já pode contar com um campeão ou então pode ser relevante para as contas.

O plantel ainda não está fechado e ainda muitos nomes podem entrar e sair. Faltam pouco mais de duas semanas mas as coisas já começam a ficar definidas e os campeões nacionais vão querer voltar a vencer, numa temporada em que regressa à liga milionária, como cabeça de série e com as expectativas elevadas.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Campeonato Mundial de Ralis promete híbridos para 2022

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A menos que haja alguma alteração de última hora ou um retrocesso na decisão, a partir de 2022 os carros do Mundial de Ralis passarão a ser híbridos. A FIA promove, desta forma, a introdução de uma nova geração de carros – carros eletrificados – que terá um ciclo de homologação de cinco anos, ou seja, até 2026.

A organização apelidou estas alterações de “sistemas híbridos suplementares”. Os sistemas deverão obedecer a um avanço progressivo: nos primeiros três anos deverão ser utilizados esses mesmos sistemas suplementares desenvolvidos com base em “componentes e software comuns”, após esse prazo, a organização permitirá um maior livre arbítrio no que diz respeito à liberdade técnica no desenvolvimento dos híbridos.

Nas cidades (de forma a garantir zero emissões durante a circulação nas mesmas) prevalecerá a aptidão elétrica sendo que irá ser utilizado um “Power Boost” híbrido somente nas super especiais de modo a ser possível obter potência extra para alguns momentos, obtendo um impulso adicional de energia elétrica nas ligações entre provas. Nos restantes troços, o motor de combustão continua a ditar as regras.

Aos construtores foi-lhes atribuído cartão verde para a utilização de uma estrutura tubular (chassis tubulares), ainda que perante a regulação, por parte da FIA, no que concerne a dimensões. Neste caso, existirá também uma opção de ‘redimensionamento’ da carroçaria dentro de alguns limites prescritos, a fim de permitir que carros de maiores dimensões cumpram os objetivos de dimensão pré-estabelecidos.

Após a fase de transição referida, a organização deverá tornar-se mais permissiva ao passo que poderão introduzir-se outros sistemas elétricos na competição.

A utilização da tecnologia que tanto falamos é, obviamente, alvo de opiniões contraditórias, apoiada por uns e desprezada por outros. Porém, a realidade é que a novidade traz consigo inúmeras vantagens. Por exemplo, em caso de avaria no motor térmico, é possível a utilização do propulsor elétrico que permita a manutenção, evitando a desqualificação. Para além desta vantagem ao piloto, o facto de poder parar o carro (em caso de avaria) num lugar seguro do troço não prejudica tanto os pilotos que seguem atrás.

A filosofia é que a próxima geração será mais lenta do que os carros atuais. A composição dos motores híbridos e das baterias (que rondarão os 100 quilos) e as restrições em inúmeros componentes farão, claramente, carros mais lentos, ainda que com impulsos fortes em algumas secções. Tal decisão foi devidamente ponderada e as consequências das alterações não são efeitos secundários, mas sim algo que seria o objetivo. A diminuição do desempenho tem como fim a restrição dos carros atuais.

Então, o que se pode esperar que aconteça com os carros que competem atualmente (visto que não será possível a sua transferência para o ano de 2022)? Espera-se que os carros possam continuar a ser utilizados a nível nacional.

Sendo uma novidade, os pilotos do WRC ainda não conhecem o funcionamento da tecnologia híbrida na prática. Thierry Neuville (Hyundai) afirma que são necessários esclarecimentos sobre estes novos sistemas. No entanto, a FIA ainda não apresentou detalhes exatos sobre como o sistema de impulso híbrido será utilizado.

Aparentemente, o aumento de potência do híbrido dará aos carros 100 cv extra durante as etapas. O piloto considera que aproveitar a potência extra será complexo e acredita ser necessário um esclarecimento da FIA sobre “como e quando as tripulações estão melhor posicionadas para implantar a potência adicional”.

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Porto: Sai a prata da casa e chega o ouro do Brasil

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Em fase de término da planificação do plantel para época 2020/2021 do FC Porto, a questão dos avançados é naturalmente a mais complexa, tendo em conta que os dragões findaram a temporada transata com cinco opções possíveis para essa posição e a chegada de Mehdi Taremi, implicou a adição de mais um às contas. Além destes fatores, a renovação deste setor era imperativa para a conquista de títulos deste ano.

O destaque do mercado desta semana vai para a venda de Fábio Silva ao Wolverhampton por uma verba a rondar os 40 milhões de euros, o que eliminou uma parte das dúvidas sobre a gestão do plantel. Esta transferência dividiu de certa forma os adeptos, pois houve quem concordasse com a decisão, como houve quem não a aceitasse, por se tratar de um talento imenso que poderia dar muitas alegrias ao clube.

Na verdade, 40 milhões de euros por um jovem de 18 anos com 21 jogos realizados na equipa principal dificilmente será considerado um mau negócio, contudo, é uma pena não poder vê-lo brilhar com a camisola azul e branca.

O encaixe financeiro da transferência de Fábio Silva permitiu ao FC Porto não só o equilíbrio da balança económica como a contratação de mais um avançado e o eleito foi Evanilson, um ponta-de-lança brasileiro proveniente do Fluminense FC. Nota para o facto de o FC Porto voltar a contratar sem causar grande alarido, fazendo lembrar as movimentações silenciosas realizadas durante uma série de anos. Evanilson vai então fazer parte do lote de avançados do plantel para a próxima época e a comunicação social dá conta de um investimento perto dos dez milhões de euros. Quem é então Francisco Evanilson de Lima Barbosa?

Evanilson realizou praticamente toda a sua formação no Fluminense, no qual sempre se revelou um diferenciado e goleador nato. Aos 17 anos teve um episódio que abalou com a sua vida e esteve perto de abandonar o futebol. A perda da sua mãe prejudicou o percurso do brasileiro, que se mudou para Fortaleza e perdeu a vontade de jogar futebol. Após insistência da família, mulher e empresário, relançou a carreira na segunda divisão da Eslováquia, antes do retorno ao Fluminense.

No tricolor, durante o ano de 2019, foi o melhor marcador do campeonato sub-20 com 28 tentos apontados. A evolução ao longo desta época foi tremenda e Evanilson começou a tornar-se um caso sério. Recentemente, iniciou a carreira sénior no Brasil, e poucos jogos chegaram para caírem telefonemas de pretendentes. Como revelou Mário Bittencourt, o plano inicial era uma mudança para Inglaterra, para representar o Manchester City FC, e um consequente empréstimo ao Crystal Palace FC. No entanto, o FC Porto chegou com valores maiores e a decisão foi alterada repentinamente.

Suécia 0-2 Portugal: Ronaldo bisa e faz novamente história em Estocolmo

A CRÓNICA: LONGA VIDA AO REI CRISTIANO RONALDO 

Portugal foi pela primeira vez além-fronteiras defender o título da Liga das Nações. A equipa das Quinas viajou até Estocolmo para defrontar a Suécia que, poucos dias depois de receber a campeã do Mundo, tinha novamente um duro teste pela frente. Desta vez, diante dos campeões da Europa.

Depois duma convincente vitória diante da vice-campeã do Mundo, a Croácia, os portugueses aguardavam ansiosamente o confronto com os suecos para ver regressar o seu capitão, Cristiano Ronaldo. A presença do madeirense é ainda mais digna de destaque porque, caso marcasse um golo, chegava a uma marca inesquecível: 100 golos pelas Quinas.

A seleção portuguesa é surpreendida com a disciplina tática apresentada pelos suecos, que tentaram de tudo para esconder a bola dos portugueses. Não obstante, a primeira ocasião de perigo nasce aos 20 minutos. Pepe fica a parcos centímetros de chegar ao golo após um cruzamento tirado a régua e esquadro por Bernardo Silva, que acaba por se lesionar na sequência deste lance ofensivo.

Nem foram precisos mais cinco minutos para que surgisse uma nova ocasião para a equipa das Quinas. Numa jogada estudada, Bruno Fernandes bate um pontapé de canto e encontra Cristiano Ronaldo que, de primeira, ia inaugurando o marcador, mas acaba negado pelo guarda-redes Robin Olsen. Ao minuto 38, cenário semelhante, mas desta vez com passe um passe de João Cancelo: Cristiano volta a estar na cara de Olsen para fazer o golo, e volta a ser negado pelo pé esquerdo do sueco.

Aos 43 minutos, o árbitro holandês Danny Makkelie mostra o segundo cartão amarelo ao médio sueco, Gustav Svensson, depois duma falta dura sobre João Moutinho. E como um mal nunca vem só, Cristiano Ronaldo preparava um impiedoso golpe sobre os suecos. Pegou na bola para bater o livre direto, que estava à distância perfeita para se fazer história. Na terceira e mais difícil ocasião que teve na 1.ª parte, o astro português não perdoou. Cristiano Ronaldo assinou o golo número 100 de Quinas ao peito com um livre direto executado de forma irrepreensível.

Numa segunda parte mais fria, Portugal fica perto de chegar ao segundo golo depois duma bola à barra de Bruno Fernandes. Golo este que só chega mesmo por intermédio do suspeito do costume: Cristiano Ronaldo. À passagem do minuto 73, o madeirense recebe um passe de João Félix, vira-se para a baliza e dispara de fora de área para as redes suecas, sem deixar qualquer hipótese ao guardião.

No fim do jogo, nenhum dos jogadores se deve sentir injustiçado. Ganhou a melhor equipa, liderada pelo seu melhor jogador. Cristiano Ronaldo volta a fazer história e é absolutamente decisivo num jogo desafiante. A defesa do título continua, agora com duas vitórias em dois jogos. O próximo jogo da seleção nacional para a competição será um dos mais interessantes no mundo futebol: Portugal e França vão lutar pela liderança deste grupo 3 na 1.ª divisão da Liga das Nações.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Cristiano Ronaldo – 101 golos em 165 jogos. O capitão ditou o ritmo, a história e o rumo do jogo de hoje diante da Suécia. Marcou os dois golos, bateu recordes e está cada vez mais perto de ser o melhor marcador de sempre no futebol das seleções nacionais. Já não precisa de provar nada a ninguém, mas Cristiano Ronaldo insiste em ser cada vez mais inesquecível.

 

O FORA DE JOGO

Gustav Svensson being Gustav Svensson.

Förevigat av @MarklundJoel pic.twitter.com/CCDV4eXyiH

— Jakob Kakembo Andersson (@Jakob_baba) September 23, 2019

Gustav Svensson – O jogo do médio sueco nem estava a ser mau… até que começou a ser. A expulsão por duplo amarelo ainda na primeira parte revelou alguma inexperiência que, aos 33 anos, não se admite. Agradecidos ficaram os portugueses e, em especial, Cristiano Ronaldo que marcou o seu centésimo golo pelas Quinas na sequência da falta que originou a sua expulsão. Depois do cartão vermelho, a Suécia nunca mais teve argumentos para disputar o jogo com Portugal, e o culpado é só um… Gustav Svensson.

 

ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA

O selecionador sueco Janne Anderson levou ao Estádio da Amizade, em Estocolmo, um 4-4-2 com inspirações na organização defensiva e progressão pachorrenta no momento de construção do ataque. Os suecos, que foram superiores à seleção portuguesa no início da partida, tentaram a todo o custo esconder a bola dos portugueses e dominar a posse de bola, ainda que não estivessem sempre a tentar definir uma jogada ofensiva. A estratégia até funcionou nos primeiros 20 minutos, mas a superioridade portuguesa acabou por se sobressair. O plano do jogo ficou ainda mais difícil para a turma de Janne Anderson depois da expulsão do médio Gustav Svensson, momento a partir do qual a Suécia nunca mais conseguiu estar dentro do jogo.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Robin Olsen (7)

Emil Krafth (5)

Filip Helander (5)

Pontus Jansson (5)

Hans Augustinsson (5)

Dejan Kulusevski (6)

Martin Olsson (5)

Gustav Svensson (2)

Emil Forsberg (6)

Alexander Isak (5)

Marcus Berg (5)

 

SUBS UTILIZADOS

Robin Quaison (5)

Mattias Svanberg (-)

Albin Ekdal (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Fernando Santos desenhou um 4-3-3 semelhante ao que apresentou contra a Croácia, com apenas um pivô defensivo e com uma tendência ofensiva e de controlo do jogo. Assumiu o favoritismo e este cenário foi ficando progressivamente mais evidente ao longo de toda a partida. Hoje, Portugal foi uma equipa que jogou em pressão elevada, futebol simples e direto, colocando muitas bolas nas costas da defensiva sueca e incursões ofensivas rápidas e, preferencialmente, pelas alas. O cruzamento foi a estratégia preferida para tentar chegar ao golo e, curiosamente, nenhum deles nasceu desta modalidade. O jogo de Portugal é bom e o suficiente para alcançar a vitória, mas não tão convincente como o jogo de há quatro dias diante da Croácia.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (7)

João Cancelo (7)

Rúben Dias (6)

Pepe (6)

Raphael Guerreiro (7)

Danilo Pereira (6)

Bruno Fernandes (6)

João Moutinho (7)

Bernardo Silva (5)

João Félix (7)

Cristiano Ronaldo (8)

 

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Guedes (7)

Rúben Neves (-)

Diogo Jota (-)

WRC: Estreia na Estónia, vitória do piloto da casa

O campeonato de ralis do mundo ficou parado por um período de tempo devido à pandemia da COVID-19. A situação obrigou à restruturação do calendário de provas, o cancelamento de umas e o reagendamento de outras. A forma de garantir o regresso à competição foi esta reforma do WRC a nível estrutural, aliado à implementação das novas medidas de segurança tais como a realização de testes e a manutenção do distanciamento social.

O rali da Estónia inclui-se na reestruturação, não fosse esta a sua grande estreia na competição. Ganhou-a, de forma não surpreendente, o estónio Ott Tänak. A dupla (atual campeã mundial do WRC) (Ott Tänak e Martin Järveoja), a bordo do Hyundai i20 Coupé WRC, competindo em casa venceu o primeiro Rali da Estónia sendo que, para além de ser a primeira vitória no país, o piloto consagrou a vitória também em forma de estreia ao volante do carro que o acompanhou nas terras que tão bem conhece.

Numa prova com extensão de 871,89 km, o estónio não deu hipóteses aos adversários e, inclusie, o último dia de ações na Estônia não teve nenhuma grande disputa, já que Tänak e Breen tinham boa vantagem e as posições estavam garantidas. A sua excelente prestação enquanto piloto aliada ao facto de conhecer bem o terreno em que pisava, fez com que “saltasse” uns lugares no Mundial, de 5.º para 3.º, com 66 pontos, menos 13 pontos do que o francês Sébastien Ogier. Ogier acabou na 3.ª posição, a 26,9 segundos do vencedor e a 4,7 segundos do irlandês Craig Breen, da Hyundai. Craig Breen e Paul Nagle, que não disputam toda temporada, fizeram corretamente o papel de “escudos”, para não dar hipótese a Sébastien Ogier de tentar uma recuperação.

Ao terminar no último lugar do pódio, Ogier mantém a liderança do Mundial, com 79 pontos. Tanak, com a sua conquista nesta prova, ocupa a terceira posição campeonato, com 66 pontos. Destea forma, ao nível do campeonato: Ogier tem agora 79 pontos, mais nove que Elfyn Evans. Ott Tanak pulou para terceiro na tabela com 66, pontos, contra 55 de Rovanperä, e Neuville continua com os mesmos 45 que tinha antes desta prova.

Os destaques da primeira semana do US Open

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O US Open é o segundo Grand Slam do atual ano – em situação normal, é o quarto – e, apesar de faltar uma semana, a prova está repleta de surpresas! Ora, vejamos como está a ser o maior torneio de ténis dos Estados Unidos da América para os jogadores que fazem parte do ranking ATP.

PORTUGUESES SEM SORTE

Infelizmente, nenhum dos portugueses ultrapassou a primeira ronda do torneio. João Sousa e Pedro Sousa, os únicos portugueses na prova, perderam pelo mesmo resultado (3-1) para dois jogadores norte-americanos: Michael Mmoh e Mitchell Krueger, respetivamente.

Ora, apesar das eliminações precoces dos dois atletas portugueses, ambos vão jogar em torneios no decorrer da atual semana: João Sousa participará no ATP Kitzbuhel e Pedro Sousa jogará no Aix en Provence Challenge.

DESQUALIFICAÇÃO DE NOVAK DJOKOVIC

A primeira derrota oficial de Novak Djokovic em 2020 foi de uma maneira que quase ninguém acreditaria: desqualificação. O número 1 do ranking ATP foi desqualificado por ter acertado com uma bola numa das juízas da linha, após ter perdido o game 11 do primeiro set. Devido à derrota do sérvio, é garantido que o vencedor da prova terá o seu primeiro Grand Slam no seu currículo.

MELHOR JOGO ATÉ AO MOMENTO

Para mim, Stefanos Tsitsipas x Borna Coric foi o melhor jogo até ao momento.

Num jogo onde muitos estavam à espera do triunfo do melhor jogador grego da atualidade, especialmente quando estava a vencer no quarto set por 5-1, eis que surge o inesperado: Coric (jogador que aparece na foto de capa) respondeu bem aos seis match points de Tsitsipas e levou o jogo ao derradeiro quinto e último set, cujo terminou no tie break – o croata garantiu a vitória no seu segundo match point.

Resultado: Stefanos Tsitsipas 2-3 Borna Coric

Foto de Capa: US Open

Ntcham: O médio francês que volta a estar na rota do FC Porto

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Já começa a ser tradição ou costume ver o nome de Olivier Ntcham associado ao clube da invicta, uma vez que em quase todos os mercados o francês é notícia por ser alvo de interesse do FC Porto.

Para quem não o conhece ou para os mais distraídos, o possante médio gaulês atua no Celtic FC e joga preferencialmente a 8, sendo apelidado como “box to box”. Formado no Manchester City FC, Ntcham conseguiu encontrar a estabilidade do seu jogo no campeonato escocês e parece ser um médio que enche as medidas a Sérgio Conceição, ou seja, um futebolista com boa estampa física, um bom jogo de pés, forte na pressão e com golo, como atestam as suas últimas temporadas no campeão da Escócia. Desta forma, qualidades que tanto são associadas ao modelo de jogador que o treinador portista aprecia para um atleta atuar naquela zona do terreno.

O interesse do FC Porto já não é novo, uma vez que já esteve perto de fechar o jogador no verão passado, mas as altas exigências financeiras do emblema de Glasgow impossibilitaram haver “fumo branco” entre todas as partes. No entanto, o seu nome volta a ser conectado aos azuis e brancos e, desta vez, pela maior cadeia desportiva britânica, a “Sky Sports”, que vem revelar a intenção do Southampton FC em contar com o jogador, mas coloca um grande senão na conclusão do negócio, que é o interesse do Olympique de Lyon e do FC Porto.

A mesma fonte afirma que Ntcham parece decidido a deixar a Escócia para abraçar um novo desafio, desejando atuar numa liga com maior expressão e maior competitividade e este fator pode ser decisivo para conseguir um acordo mais vantajoso para o clube comprador.

Assim, neste momento, a compra do médio francês não parece ser prioritária, visto que os dragões contam com muitas opções para aquele lugar e não se perspetiva nenhuma saída a curti prazo. Contudo, a realizar-se seria uma compra com critério e positiva, uma vez que se trata de um médio com qualidade, jovem e com passado nas camadas jovens de França, pelo que desportivamente seria um bom cartão de visita. Por isso, claramente que a vir, seria para lutar pela titularidade.

O regresso do poder de fogo do ataque encarnado?

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Com a mais recente contratação de Darwin Núñez, a compra mais cara da história do SL Benfica e, simultaneamente, do futebol português, as águias contratam um ‘9’ que tenta escapar ao paradigma de fracasso de alguns dos últimos pontas de lança encarnados. Este fracasso não só tem sido revelador de uma diminuição de qualidade ao longo do tempo – neste caso, na frente de ataque -, mas também se verifica nos restantes setores do plantel e, num âmbito mais generalizado, do futebol português.

O exercício desta relação quantidade/qualidade é fácil de se fazer, ainda mais se recuarmos alguns anos: por exemplo, entre 2012 e 2014 o SL Benfica contava nas suas fileiras com pontas de lança como Óscar “Tacuara” Cardozo, Lima ou Rodrigo Moreno, todos eles com um registo de golos marcante, sobretudo o avançado paraguaio, atual melhor marcador estrangeiro da história do clube da Luz, com uma marca lendária de 166 golos, repartidos pelas sete temporadas em que vestiu a camisola encarnada. Lima ficou-se pelos 70 golos e Rodrigo com 45 termina este lote restrito.

No mesmo sentido, os três juntos custaram um valor que não atinge os 20 milhões de euros, algo que, na atualidade, o SL Benfica paga por um único ponta de lança. Obviamente, temos de ter a noção que o mercado mudou bastante nos últimos anos, com a inflação de preços, e que a posição de ponta de lança é aquela onde, predominantemente, ocorrem os maiores negócios, pelo facto dos golos se pagarem a preço de ouro. Contudo, este dado reflete também a assertividade que o SL Benfica possuía na aquisição de homens-golo e a capacidade de scouting do clube naquela altura.

Mais à frente, de 2015 a 2017, o SL Benfica voltou a juntar grandes nomes na frente de ataque que, devido a toda a sua qualidade, contribuíram para a conquista de vários títulos com inúmeros golos. Falamos de Jonas, Mitroglou e Raúl Jiménez.

Evidentemente, Jonas foi o nome mais sonante e com maior destaque no universo benfiquista, refletindo toda a sua capacidade de finalização (137 golos em cinco épocas, número ainda mais impressionantes se tivermos em conta as várias lesões e problemas físicos que o atormentaram), mas também o futebol bonito, qualidade técnica, visão de jogo, assistências e inteligência que deliciaram os adeptos encarnados. Já Kostas Mitroglou, em apenas duas temporadas, apontou 52 golos de águia ao peito. Raúl Jiménez, por sua vez, 31, ainda que na maioria das vezes com menos oportunidades no 11 inicial e, então, saindo do banco de suplentes, com golos decisivos que ajudaram o clube em várias vitórias fundamentais para a conquista de títulos.

Além destes avançados mencionados até ao momento terem sido vitais para os títulos nacionais que o SL Benfica foi juntando ao longo das épocas, é pertinente salientar que, no plano externo, também fizeram estragos e vítimas, com golos em competições como a Liga dos Campeões e a Liga Europa, em campanhas honrosas e prestigiantes para o SL Benfica.

Jonas e Mitroglou formavam uma dupla temível sob o comando de Rui Vitória
Fonte: SL Benfica

A partir daí, a qualidade na frente de ataque encarnada desceu consideravelmente. As contratações de Nicolás Castillo e Facundo Ferreyra, de quem os adeptos e responsáveis do clube esperavam muito, foram uma autêntica desilusão, tendo estes dois nomes somado o total de um único golo (Ferreyra no Bessa) ao serviço do SL Benfica.

Na época passada, a transferência de Raúl de Tomás voltou a gerar enormes expetativas, novamente falhadas pelos escassos três golos apontados pelo ponta de lança espanhol proveniente do Real Madrid CF, sendo que na Primeira Liga ficou em branco. Já Dyego Sousa, depois de épocas de vários golos ao serviço do SC Braga, chegou à Luz e não conseguiu fazer balançar as redes adversárias por uma única vez, sendo também ele uma transferência falhada.

Por outro lado, também é justo apontar contratações acertadas e com rendimento, como a de Carlos Vinícius, justificada pelos seus 24 golos na temporada transata (a primeira no SL Benfica) e o título de melhor marcador da Primeira Liga. Atualmente, a sua continuidade é ainda uma incógnita, mas julgo que, com o trabalho de Jorge Jesus, tem condições para evoluir, alcançar um número maior de golos em comparação com a época anterior e associar-se de forma diferente, mais envolvente e intensa na forma de jogar da equipa.

Já Haris Seferovic possui números interessantes (43 golos em três épocas de águia ao peito e, até, a conquista do prémio de melhor marcador da Primeira Liga 2018/2019), se bem que com uma taxa de eficácia muito reduzida quando comparada com outros nomes, o que deverá ser visto como mais um sinal do decréscimo de qualidade com o passar dos anos.

Assim sendo, veremos qual o futuro de Darwin Núñez no clube, com uma pressão extra pelos valores envolvidos, mas também pela menor qualidade nos últimos plantéis encarnados, repercutindo-se nalguma falta de golos nos homens que, em teoria, deveriam ser os responsáveis máximos por esse papel, especialmente pelos preços que custaram.

Ao mesmo tempo, há curiosidade em perceber o impacto não só nas competições nacionais, mas também na Europa, com adversários de maior dimensão e com uma qualidade superior para fazer frente à turma benfiquista orientada por Jorge Jesus, que busca o domínio a nível interno e uma afirmação com outro poder externamente, mais possível se o poder de fogo voltar ao ataque encarnado.

Roglic lidera após primeira semana do Tour

A 107.ª edição do Tour de France iniciou-se no dia 29 de agosto, na cidade de Nice. Após nove etapas, o líder da prova, no primeiro dia descanso, é o esloveno Primoz Roglic (Team Jumbo-Visma).

Começamos então o rescaldo da primeira semana. A primeira etapa teve partida e chegada em Nice, num trajeto de 156 quilómetros, numa chegada destinada para os sprinters. No final da etapa foi o norueguês Alexander Kristoff (UAE Team Emirates) a levantar os braços, o que até foi algo surpreendente ao sabermos os nomes da concorrência.

A etapa ficou marcada, acima de tudo, por inúmeras quedas, com vários ciclistas a sentirem o asfalto. Pavel Sivakov (Ineos), Caleb Ewan (Lotto-Soudal) e Miguel Ángel López (Astana) foram alguns dos corredores envolvidos em acidentes.

A equipa da Lotto Soudal foi das mais prejudicadas com as quedas, com a chegada fora do tempo limite de John Degenkolb e com a desistência da competição, devido a mazelas de queda, por parte de Philippe Gilbert. A Bahrain-Mclaren ficou privada de Rafael Valls, visto que o espanhol também caiu e fraturou o fémur, sendo levado para o hospital para cirurgia.

No segundo dia, foi a vez de um dos ciclistas mais acarinhados do Tour, falo de Julian Alaphilippe (Deceuninck-Quick Step), ter brilhado com a conquista da etapa e consequentemente a amarela. O francês atacou, numa das últimas dificuldades do dia, e levou consigo Marc Hirschi (Team Sunweb) e Adam Yates (Mitchelton-Scott). Alaphilippe foi o mais forte no final, batendo Hirschi ao sprint. No final, o ciclista da Deceuninck mostrou-se claramente emocionado, dedicando a vitória ao seu pai, que faleceu no mês de junho.

Alaphilippe passava assim para a liderança, com quatro segundos de diferença para Adam Yates, e com sete segundos para Hirschi.