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A Europa que queremos e a Europa que podemos | Sporting CP

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Quando se começam a disputar os campeonatos nacionais de futebol, todos os clubes, inclusive o Sporting CP, ambicionam terminar no melhor lugar classificativo. E mesmo os que colocam oficialmente como objectivo a manutenção, terá sempre a ambição interna de ganhar todos os jogos. Sim, porque mesmo as equipas que entram com a estratégia de defender tem a esperança de conseguir marcar sem sofrer, o que pode ser mais difícil, mas possível (já aconteceu).

A verdade é que, por norma, os objectivos terão que ser delineados segundo os orçamentos disponíveis, a qualidade dos jogadores do plantel, a competência da equipa técnica, para que sejam minimamente realistas. Porque a ambição não tem limites, mas tem que ser retraída pela realidade em que cada clube vive.

Podem dizer-me que se isso fosse assim, seriam sempre os mesmos a ganhar. E não são?

Na realidade há um grupo restrito de clubes que alternadamente ganham constantemente a Liga dos Campeões, aparecendo esporadicamente um clube sensação que excecionalmente confirma a regra. O mesmo acontece internamente, em que por norma ganha um grupo restrito de clubes, em que normalmente apresentam orçamentos mais elevados. E por isso são sempre apresentados como crónicos candidatos a ganhar.

Mas já que falamos de orçamentos, os das equipas portuguesas que se apresentam na liga dos campeões, quando equiparados aos dos colossos europeus, ficam ao nível dos clubes do fundo da tabela classificativa nacional comparativamente aos que lutam pelo título. Ou seja, a percentagem de uma equipa portuguesa conseguir chegar a uma meia-final ou final de Champions é tão grande como a de uma equipa que normalmente luta por se manter na primeira liga portuguesa ganhar o título de campeão nacional.

Eu entendo que todos ambicionem que o seu clube se classifique para a fase de grupos da Champions, principalmente pelo prémio monetário, mas sendo realistas pouco mais podemos pedir do que uma classificação suficiente para que possa cair para uma liga europa. Ou seja, financeiramente é importante que os clubes consigam participar na liga milionária, mas no caso português, e se quisermos sucesso desportivo na europa, o melhor que nos pode acontecer é o terceiro lugar do grupo, para que possamos chegar a uma liga europa que também tem jogos ao nível de Champions segundo alguns treinadores, mas que se adequa mais à dimensão desportiva dos nossos clubes.

E antes que venham falar de falta de ambição, e falem dos jogos épicos que o sporting jogou na liga dos campeões aos comandos de JJ (desses ganhámos quantos?) eu pergunto: Seria melhor conseguir passar aos oitavos de final da liga milionária e ser eliminado nessa mesma eliminatória (o que normalmente acontece com o clube nacional que normalmente o consegue) ou lutar por ganhar uma Liga Europa?

#𝙉𝙚𝙨𝙩𝙚𝘿𝙞𝙖𝙎𝘾𝙋
🗓️ 14 de Setembro de 2016
O @Sporting_CP perde em casa do Real Madrid por 2-1 para a fase de grupos da Champions League.
⚽ BRUNO CÉSAR
O 𝐒𝐏𝐎𝐑𝐓𝐈𝐍𝐆 a vencer até aos 89 minutos……#Sporting #Sportingcp#BauSporting160 pic.twitter.com/DLfMVaLV1E

— J͎O͎K͎E͎R͎7͎7͎ SPORTING 🦁 (@joker77_0) September 14, 2021

Se estivermos na europa apenas por dinheiro, devemos apostar ao máximo na Champions, mas se estivermos a pensar em êxito desportivo, o melhor é apostar mesmo na Liga Europa, por termos melhores possibilidades de êxito e porque ainda assim continuamos a conseguir mostrar e a valorizar os nossos jogadores para o resto do mundo e poder vender, já que é essa a política assumida pela direção leonina. E quanto a este ponto, que jogador sairá mais valorizado? Um que seja eliminado nos oitavos ou quartos da Champions? Ou um que ganhe a Liga Europa?

Não estou com isto a dizer tenhamos boas hipóteses de ganhar a liga Europa, porque até essa se está a tornar difícil, mas seguindo a logica realista do nosso treinador, para começarmos a consolidar uma posição na europa, devemos apostar numa boa carreira na liga secundaria da UEFA, agora que já fomos buscar uma boa quantia com a entrada na maior liga de clubes do mundo.

Plantel do Sporting pode ser curto em Portugal. O que dizer na Europa?

Mas se quisermos ser mesmo realistas, temos um plantel que todos consideram curto até para reconquistar o campeonato nacional, onde temos clubes com orçamentos bem mais elevados que o nosso (que também terão dificuldades no seu grupo da Champions), e com muitas mais opções, o que podemos ambicionar quando defrontamos clubes que gastam cinco vezes o nosso orçamento num único jogador? Podíamos defender o jogo todo, e fazer anti-jogo, apostando num contra-ataque que nos desse o golo da vitória. Mas a perceber pela nossa taxa de concretização dos últimos jogos, teríamos que ter muitos contra-ataques. E o treinador já disse que não quer a sua equipa com essa postura.

Gostava muito que o Sporting fizesse uma boa campanha na Champions, e se se conseguir qualificar para os oitavos da mesma serei dos primeiros e mais ruidosos a festejar, mas se o clube se conseguir classificar para a liga europa não ficarei desiludido nem sairei pelas redes sociais a criticar tudo e todos, ou a colocar todo o projecto em causa, porque é o que verdadeiramente está ao nosso alcance.

Quero sempre que o Sporting ganhe, mas se perder porque o adversário é mais forte, temos apenas que aceitar, e isso ainda vai acontecer muito numa competição como a que insere os melhores do mundo. O Sporting está a crescer, mas terá que sofrer revezes para aprender e melhorar. Na Europa vamos ser como os maiores, mas ainda não acredito que seja este ano. Aliás, quando se tenta queimar etapas, por norma os resultados não são os desejados. Vamos continuar a crescer, e com certeza passaremos a ganhar também na Europa.

Rodrigo Pinho | A arma secreta de Jesus?

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Proveniente do CS Marítimo, Rodrigo Pinho deu o maior salto da sua carreira e chegou a um grande português após contar com passagens por SC Braga, CD Nacional e, por último, CS Marítimo.

Nas temporadas transatas, Rodrigo Pinho mostrou qualidade para voos maiores e a sua oportunidade acabou por chegar. Mas será que chegou mesmo o tempo do avançado brasileiro?

Pois bem, ainda que apresente qualidade, Rodrigo Pinho não é primeira opção de Jorge Jesus para a frente de ataque encarnada, até porque existem no plantel jogadores bem mais capazes do que Pinho. Ainda assim, o brasileiro nascido na Alemanha é uma boa adição que garante profundidade ao plantel encarnado.

O esquerdino de 30 anos mostra-se mais como uma segunda opção viável, capaz de brilhar em certas situações do jogo e não como um titular indiscutível. Aliás, o próprio deveria saber disso quando assinou pelo SL Benfica. Contudo, creio que haverá espaço, e minutos, para Rodrigo Pinho.

Poderá ser importante para fazer descansar os colegas de posição em jogos de taças e poderá também funcionar quase como que um elemento surpresa quando o jogo estiver “encalhado”.

Possante fisicamente, Rodrigo Pinho é também um avançado bastante móvel, nada normal para as caraterísticas que apresenta. Ainda que seja ponta de lança, tem a capacidade de jogar de costas para a baliza, sabendo temporizar o timing para soltar a bola para os colegas, e tem ainda a capacidade de aparecer em zonas de finalização.

É de pensar que com a sua envergadura Rodrigo Pinho fosse um homem de área, mas muito pelo contrário. É um avançado rápido e explosivo que sabe explorar bem as costas do adversário, para além de ser muito forte no duelo individual. Não temos aqui o próximo Cristiano Ronaldo, mas temos uma opção bastante viável para render Yaremchuk.

No plantel encarnado encontra as concorrências diretas de Darwin Núñez, Haris Seferovic e Gonçalo Ramos, para além do supramencionado, Yaremchuk, o que torna os minutos de jogo ainda mais escassos, até porque Jorge Jesus tem apostado num sistema 3-4-3, sendo Yaremchuk o homem da frente e Rafa Silva e Darwin os jogadores que, não estando na ala, têm mais tendência para pisar esses terrenos.

Rodrigo Pinho soma já um golo pelo SL Benfica
Rodrigo Pinho soma já um golo pelo SL Benfica
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Nesta temporada, ao serviço das águias, conta com três jogos disputados de águia ao peito, totalizando 82 minutos de utilização e um golo marcado. Quiçá registe números como na temporada passada, que em 21 jogos apontou 15 golos e uma assistência, mas não me parece provável, até porque não tem a mesma preponderância no SL Benfica que tinha no clube insular.

Assim, Rodrigo Pinho terá de lutar por um lugar no onze inicial, mas o que se prevê é que seja um jogador de rotação – tanto para jogos de menor calibre, como para entrar para mexer com o jogo. A qualidade está lá, mas não para ser titular indiscutível no Sport Lisboa e Benfica.

Artigo revisto por Andreia Custódio

SS Lazio 3-2 AS Roma: Sarri leva a melhor sobre Mourinho

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A CRÓNICA: DÉRBI DE LOUCOS COM ESPETÁCULO MUITOS GOLOS

À sexta jornada da Liga Italiana, a capital de Itália parou para assistir a um dos jogos mais aguardados da época: o dérbi de Roma, que opôs a SS Lazio, de Maurizio Sarri e as AS Roma, de José Mourinho e Rui Patrício.

No lindíssimo palco que é o mítico ‘Stadio Olimpico’ – casa que alberga as duas formações – e com um ambiente tipicamente vibrante, o encontro começou de forma muito dividida, como era de esperar, mas com o ligeiro ascendente da Lazio nos minutos iniciais. Os biancocelesti aproveitaram a boa entrada e colocaram-se em vantagem no marcador, por intermédio de Milinković-Savić, à passagem do minuto 10’.

A Roma sentiu o golo sofrido, demorando a recompor-se e a entrar novamente do jogo. Já a Lazio, em crescendo na partida, aproveitou uma recuperação de bola na sua área, para lançar um contra-ataque mortífero, que só terminou com um remate certeiro de Pedro, que ampliou a vantagem laziale, perto do minuto 20’. Depois de mais algumas boas oportunidades dos caseiros para marcar, que terminaram por não surtir efeito, seriam mesmo os visitantes a marcar e reduzir distâncias, depois de Ibañez, à passagem do minuto 41’, respondeu da melhor maneira a um canto, colocando a bola no fundo da baliza defendida por Pepe Reina.

No segundo tempo, a Roma tentou entrar bem na partida, organizada e à procura do golo, enquanto a Lazio, bem organizada, procurava defender bem os espaços e a sua baliza. À passagem do minuto 63’, em mais um lance de contra-ataque, a Lazio voltaria a marcar, desta feita por Felipe Anderson. Mas aquela que parecia ser a machadada final no resultado teve sol de pouca dura pois, apenas seis minutos depois, Veretout iria devolver a esperança aos adeptos visitantes, reduzindo da marca da grande penalidade. Com a Roma à procura do tento do empate, a Lazio ainda dispôs de algumas oportunidades para marcar, nomeadamente por Immobile, mas não conseguiu concretizar. Do outro lado, Zaniolo também cheirou o golo, mas encontrou uma muralha chamada Pepe Reina. Até ao final do encontro, o marcador não sofreu mais alterações.

Assim, com este resultado, a Lazio volta às vitórias no campeonato, passando a ocupar a sexta posição da tabela classificativa, com 11 pontos. Já a Roma, ocupa o quarto lugar, com 12 pontos, com a formação de José Mourinho a somar a segunda derrota na competição.

 

A FIGURA

Pepe Reina – Apesar de, nesta partida, ter havido grandes protagonistas, nomeadamente os autores dos golos, destaco a exibição do veterano guardião da Lazio, que foi importantíssimo para segurar a vitória da sua equipa, aguentando o resultado ao fazer excelentes defesas.

 

O FORA DE JOGO

Gianluca Mancini – O capitão da equipa romana fez um jogo francamente mau, tendo algumas culpas nos golos sofridos, tanto pelo posicionamento, como pela abordagem aos lances, e ainda, pela falta de liderança.

 

ANÁLISE TÁTICA – SS LAZIO

Os comandados de Maurizio Sarri perfilaram-se num sistema tático base em 4-3-3. Com um futebol direto e de ataque, a formação biancocelesti conseguiu, por várias vezes, surpreender a organização da Roma, principalmente no primeiro tempo, aproveitando também algumas falhas defensivas adversárias. A linha ofensiva desta equipa, com Immobile, Felipe Anderson e Pedro, foi uma verdadeira dor de cabeça para a defensiva adversária.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Reina (8)

Marušić (6)

Felipe (6)

Acerbi (7)

Hysaj (6)

Milinković-Savić (7)

Leiva (6)

Alberto (7)

Anderson (8)

Immobile (6)

Pedro (7)

SUBS UTILIZADOS

Cataldi (6)

Akpa Akpro (6)

Muriqi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – AS ROMA

A formação orientada por José Mourinho alinhou num dispositivo tático base em 4-2-3-1. Sem aquela que é considerada a grande estrela da equipa, Lorenzo Pellegrini – de fora por suspensão -, Stephan El Shaarawy saltou diretamente para o onze inicial dos giallorossi. A equipa romana entrou muito mal na partida, cedendo bastante espaço aos homens da frente da Lazio, algo que foi fatal logo nos minutos iniciais. A nível ofensivo, sentiu-se muito a falta de Pellegrini para comandar as hostes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrício (5)

Karsdorp (5)

Mancini (5)

Ibañez (7)

Viña (6)

Veretout (7)

Cristante (7)

Zaniolo (7)

Mkhitaryan (6)

El Shaarawy (6)

Abraham (6)

SUBS UTILIZADOS

Shomurodov (6)

Pérez (6)

Smalling (6)

Zalewvski (6)

Arsenal FC 3-1 Tottenham Hotspur FC: O Norte de Londres foi vermelho desta vez

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A CRÓNICA: A PRIMEIRA PARTE BASTAVA

As duas equipas entravam em campo com a necessidade de ganhar, tanto para subirem na tabela mas também devido à rivalidade entre os dois clubes do norte de Londres.

O Arsenal FC começou melhor o jogo e a ter mais bola, sendo que logo aos 12 minutos Saka cruza rasteiro para a área e Smith Rowe aparece a rematar para dentro da baliza. Mesmo em vantagem mostrava que queria continuar a dominar e foi somando uma grande posse, algo que voltou a dar frutos quando Aubameyang marca um golo após assistência do Smith Rowe, sendo que durante a jogada se tem de olhar para a classe do gabonês no passe que desbloqueia a jogada.

O Tottenham Hotspur FC ia sendo uma equipa que vivia da individualidade, com um meio campo perdido em que Ndombele e Alli nada acrescentavam, deixando até bastante espaço vazio para os ataques rápidos dos “Gunners”, algo que ficou vincado em mais um golo, desta vez marcado por Saka.

Na segunda parte o Arsenal parece ter abrandado e até iam sendo os “Spurs” que iam somando oportunidades, tendo em Kane a sempre imagem ofensiva. O jogo parecia ter acabado na primeira parte, passando a serem mais raras as vezes em que o jogo ia ganhando momentos de interesse, com o Arsenal a tentar gerir e a querer surpreender de vez em quando Lloris e o Tottenham a tentar corrigir os erros da primeira parte. Os “Spurs” acabam por conseguir chegar ao golo por parte de Son, numa altura em que Reguilón finalmente teve oportunidade de subir e conseguir cruzar.

O Arsenal soube ganhar o jogo com tranquilidade devido a uma grande pressão e saber utilizar as suas qualidades para ferir um Tottenham que nunca se mostrou unido e capaz de parar a ofensiva rápida e organizada dos “Gunners”. Nuno Espírito Santo tem muito trabalho pela frente e necessitará de uma melhor organização tática e dos seus jogadores para dar a volta a este momento complicado pelo qual atravessa.

 

A FIGURA

Emile Smith Rowe- O jovem inglês passou a jogar mais na frente no apoio ao ataque e não poderia ter cumprido mais o seu trabalho. Abriu o marcador e contribuiu ainda para os ouros golos. Sempre com rigor no passe completou com Saka e Odegaard o apoio a Aubameyang, conseguindo ainda apoiar o meio campo nos momentos defensivos.

 

O FORA DE JOGO

Dele Alli- Mais um jogo onde não acrescentou nada e por vezes até piorou. Obrigou Lucas a recuar no jogo pois o inglês não defendia e os três golos sofridos durante a primeira parte muito devem à falta de auxilio defensivo do meio campo, parecendo sempre perdido. A nível ofensivo nada acrescentou também e pouco procurou ter bola.

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

Com um 4-2-3-1 já habitual, Mikel Arteta optou apenas por uma alteração em relação ao último jogo do Arsenal realizado para a liga inglesa, optando pela saída de Pepe e a entrada de Xhaka, fazendo com que Smith Rowe passasse a jogar mais como extremo.

O meio campo a dois com Partey e Xhaka trouxe uma segurança à equipa e ainda uma liberdade para que os homens da frente se soltassem e jogassem com a rapidez necessária.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Ramsdale (6)

Tomiyasu (6)

White (6)

Gabriel (6)

Tierney (6)

Partey (6)

Smith Rowe (8)

Odegaard (7)

Xhaka (6)

Saka (7)

Aubameyang (7)

SUBS UTILIZADOS

Lokonga (5)

Maitland-Niles (-)

Nuno Tavares (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Os “Spurs” entraram em campo com um 4-3-3, onde as grandes mudanças em relação ao jogo com o Chelsea FC foram a entrada de Tanganga para lateral, de Sanchez para substituir Romero e Lucas Moura para fazer voltar o trio de ataque veloz e bastante pressionante.

A opção de Nuno Espirito Santo em colocar Alli e Ndombele no meio campo não resultou em nada, sendo que o jogo dos “Spurs” sofreu muito defensivamente e deixavam constantemente os defesas sozinhos nessas tarefas. Alli até jogou muitas vezes mais avançado que Lucas.

11 INICAL E PONTUAÇÕES

Lloris (5)

Tanganga (4)

Sánchez (5)

Dier (5)

Reguilón (5)

Ndombele (4)

Hojbjerg (4)

Alli (3)

Lucas (6)

Son (6)

Kane (5)

SUBS UTILIZADOS

Skipp (5)

Emerson (6)

Bryan Gil (6)

Wash Service do FC Porto

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Esta semana, um dos meios de comunicação desportiva em Portugal revelou em 1.ª mão que o FC Porto e o Vitória SC adquiriam ambos dois atletas de cada formação num bolo total de 15 milhões de euros.

Não colocando em causa a valia dos atletas envolvidos, que, do meio desta trapalhada toda, são os menos culpados e deveriam ser os menos prejudicados por todo este burburinho que esta situação possa causar. Este facto não deixa de ser uma situação curiosa, estranha e polémica.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Parece claro que os dois clubes não tem este dinheiro para investir ainda em projetos de jogadores, visto que para comprarem atletas já formados são as novelas que são. Logo, este negócio deixa qualquer um desconfiado.

Também é de conhecimento público que tanto os portistas como os vitorianos não vivem da melhor saúde económica e é aqui que a pulga faz comichão na cabeça de quem leu surpreendentemente esta notícia.

Basicamente, o que aconteceu aqui é que cada clube fez uma troca avaliada em 15 milhões de euros, mas que em termos práticos reduzem-se a zero, sendo estes números apenas cruciais para os balanços contabilísticos no papel.

Quem conhece melhor esta forma de transação, diz que era uma prática corrente em Itália, no início do século, mas que posteriormente foi abolida do futebol transalpino, já que são “engenheiras financeiras” muito perigosas para os clubes. Porque irão declarar receitas, que não existem em caixa e que, infelizmente, levou alguns dos emblema à insolvência.

Por isso, esta notícia não é nada boa para ninguém e só deve reforçar um sentimento, o da preocupação… Neste momento, o FC Porto, estruturalmente falando, parece um barco à deriva, sem qualquer rumo, vivendo apenas do presente e rezando para não embater em nenhum penhasco que o leve ao naufrágio.

GP Rússia: Chuva tardia abençoou a 100.ª vitória de Hamilton

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A CORRIDA: AS EQUIPAS VÃO COMEÇAR A CONTRATAR METEOROLOGISTAS…

 

Privet! Que é como quem diz: Olá, Sochi! Depois de uma qualificação que vai ser difícil de esquecer, chegava a hora de definir quem era o Rei da Rússia. Antes do Grande Prémio, já existia ação suficiente para um artigo de opinião sobre as mudanças de componentes dos monolugares.

O neerlandês da Red Bull, Max Verstappen, foi penalizado porque trocou pela quarta vez a unidade motriz da Honda. A Mercedes, como resposta, muito pouco esperada, voltou a trocar a unidade de potência e também começou no fundo da grelha. A ideia era clara, servir de tampão para ajudar Lewis Hamilton, mas o plano durou apenas sete voltas e a corrida de Bottas foi hipotecada.

Na linha da frente, Carlos Sainz arrancou melhor que Lando Norris e assumiu a dianteira da corrida durante as primeiras voltas. Numa viagem no tempo, voltámos a ter uma batalha acesa entre um Ferrari e um McLaren. George Russell, com um Williams sem o ritmo dos adversários, atrasou os carros que estavam atrás, criando um comboio onde todos tinham DRS.

Depois do bom arranque do espanhol, Sainz viu Norris a chegar muito depressa pelos retrovisores. O britânico, sem muitos problemas, assumiu a dianteira do pelotão e por lá se manteve. Entretanto, foi inaugurada a Romaria a Nossa Senhora das Boxes, em Sochi.

Todo o Grande Prémio ficou marcado pela pouca eficácia das pistolas de ar. Daniel Ricciardo perdeu as esperanças de um melhor resultado depois de uma paragem demasiado longa, mas não foi o único com problemas. Charles Leclerc, pouco depois, também teve problemas e caiu muitas posições.

Na primeira ida às boxes, a Red Bull tentou um golpe de teatro ao parar Max Verstappen ao mesmo tempo que Lewis Hamilton. O britânico saiu em nono e o neerlandês ficou com o décimo segundo lugar nesse ponto. O “botão” do hammer time foi ativado e a unidade motriz da Mercedes voou para se colar ao líder, Lando Norris, que, entretanto, também já tinha picado o ponto na pit stop.

O engenheiro da McLaren avisou para se abrirem os guarda-chuvas. Sendo os dois ingleses, Lando e Lewis devem estar bastante habituados a lidar com a precipitação. No entanto, a expectativa para se perceber se algum dos dois ia parar baralhou os planos do líder, demonstrando, a olho nu, a pouca experiência que ainda tem.

Lando Norris gritou num tom uns decibéis bastante acima do recomendado a intenção de não parar, porque a chuva ainda não parecia ameaçar a vitória. Com tudo preparado, o jovem piloto recusava-se a acreditar no dilúvio que acabou por chegar. Durante alguns minutos, a chuva foi intensa e os pneus Duros não conseguiam ter a performance desejada nestas condições.

Uns deslizes e abanões depois, foi a hora de Norris parar, mas foi tarde demais. Quem agradeceu foi Lewis Hamilton, que beneficiou da boa estratégia da Mercedes e cruzou a reta da meta como vencedor. Apesar de ter duvidado dos engenheiros, parou contrariado, mas acabou a agradecer o sangue frio da equipa.

Com a chuva, alguns pilotos que já não tinham qualquer esperança de uma subida ao pódio, conseguiram saborear o champanhe. Max Verstappen, aos poucos, foi cavalgando e, depois de começar no último lugar (20.º), terminou em segundo. A fechar o Top 3, esteve Carlos Sainz, cuja equipa não esperava que o espanhol passasse do quinto lugar.

Os mesmos do costume terminaram nos dois primeiros postos, mas, quem não quiser ver todo o Grande Prémio, nem sabe o que perde. Em segundos, o sonho da primeira vitória de Lando Norris fugiu entre os dedos e, pelo contrário, outros pilotos conseguiram resultados que ninguém esperava.

Mesmo depois de alguns sustos, esta foi a tarde de Lewis Hamilton. Venceu o 100.º Grande Prémio da carreira e voltou ao primeiro lugar da tabela no Mundial de Pilotos. Apesar de toda a felicidade, não há bela sem senão e o segundo lugar de Max Verstappen foi uma pedra no sapato de um dia que podia ter sido perfeito para o piloto britânico.

O paddock volta a ser desmontado com vista ao próximo destino, que é a Turquia. O circuito do Istambul Park é o palco da 16.ª ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, no fim de semana de 8 a 10 de outubro. A semana de intervalo serve para respirar um pouco, porque este Mundial está ao rubro!

 

Foto de Capa: Mercedes AMG

 

PILOTO DO DIA

 

Max Verstappen – Começou no último lugar porque trocou a unidade motriz e, a certo ponto, o sexto lugar era um bom resultado para o piloto. Numa questão de minutos, a corrida virou-se a favor do neerlandês, que conseguiu terminar no segundo lugar e não perdeu muitos pontos para Lewis Hamilton. A distância no mundial entre os dois fixa-se em apenas dois pontos.

Se expandirmos o horizonte, este Grande Prémio pode vir a ser um ponto de viragem no campeonato. Verstappen já tem um motor novo e Hamilton ainda vai ter de ser penalizado, sem, provavelmente, conseguir um resultado tão bom como o do rival. A futurologia não garante resultados, por isso, só resta esperar e ver.

 

DESILUSÃO DO DIA

 

Lando Norris – Quem te avisa, teu amigo é, Lando. De repente, o que parecia a primeira vitória do jovem piloto, virou-se para o maior pesadelo da curta carreira. A sede de vencer ficou patente, mas também é preciso ouvir os engenheiros que estão a ver além do que se está a passar no asfalto. É duro aprender com o erro, mas de certeza que vai fortalecer a personalidade do britânico.

 

 

Guia LPB: Imortal Basket #3

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

Continuamos no sul, desta feita para ir ao Algarve, onde o Imortal Basket procurará voltar a surpreender tudo e todos.

Foto de capa: FPB

Guia LPB: SL Benfica #4

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

Hoje chegamos à capital, com olhos postos na equipa renovada do SL Benfica.

Foto de capa: Carlos Silva / Bola na Rede

SS Lazio x AS Roma: O primeiro teste de fogo da época para Mourinho

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Liga Italiana, Jornada 6: domingo, 17h00, 26 de setembro de 2021

ANTEVISÃO: UM ‘DERBY DELLA CAPITALE’ PARA ESTREANTES

Um dos jogos mais aguardados em solo italiano, época após época! O dérbi da capital de Itália opõe SS Lazio e AS Roma e conta já com um longo e recheado histórico de confrontos no mítico ‘Stadio Olimpico’, partilhado pelos dois emblemas.

CIRO IMMOBILE OU TAMMY ABRAHAM, ALGUM DOS DOIS IRÁ MARCAR O PRIMEIRO GOLO DO DÉRBI ROMANO? VÊ AS EXCELENTES ODDS E APOSTA COM A BET.PT?

Desde o seu regresso ao futebol italiano, José Mourinho já superou diversos desafios ao longo das últimas semanas, mas ainda nenhum tão exigente como este, considerado um dos duelos mais fervorosos da Europa. Da última jornada saiu uma dificuldade acrescida: a ausência do influente Lorenzo Pellegrini após expulsão.

Do outro lado, Maurizio Sarri tem feito praticamente todo o percurso enquanto técnico no campeonato de Itália, mas também nunca esteve no cerne de um dérbi de Roma. Por isso, frente a frente, estarão dois técnicos a estrear-se perante tal ambiente, eles que só por uma vez se defrontaram na carreira.

À entrada para a sexta jornada, as duas equipas estão separadas por cinco pontos, com a Roma no quarto lugar e a Lazio no sétimo posto, às portas da Europa. Ambos os conjuntos já conheceram o sabor da derrota por uma vez nesta reta inicial de temporada, mas ninguém vai querer repetir esse cenário, muito menos num jogo deste calibre. Será que alguém vai sair a sorrir?

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. A Lazio chega ao dérbi sem ganhar há sensivelmente um mês, altura em que goleou o Spezia Calcio por 6-1. Desde então somou duas derrotas (uma no campeonato e outra na Liga Europa) e vem de dois empates consecutivos.
  2. A Roma venceu quatro das cinco jornadas disputados, tendo perdido apenas por 3-2 na deslocação ao reduto do Hellas Verona FC. Além disso, venceu ainda os três duelos da Conference League.
  3. Sarri e Mourinho apenas se defrontaram por uma ocasião, registando-se um empate a duas bolas entre o Chelsea FC (treinado pelo italiano) e o Manchester United FC (comandado pelo português), em outubro de 2018.
  4. Num histórico de 168 confrontos, a Roma soma 62 vitórias contra as 44 obtidas pela rival Lazio. Os outros 62 duelos terminaram em empate.
  5. Na condição de visitada, a Lazio soma 27 triunfos, os mesmos que os giallorossi, ao que se acrescenta o registo de 29 empates. Cenário mais equilibrado era impossível…
  6. Enquanto visitados, os biancocelesti não perdem com a rival desde 2016, altura em que se verificou um triunfo “forasteiro” por 2-0. Desde esse ano, registaram-se três vitórias caseiras sem sofrer golos e ainda dois empates.
  7. A Roma sorriu no último dérbi ao vencer por 2-0, mas não o tinha conseguido fazer nos quatro duelos anteriores (duas vitórias da Lazio por 3-0 e duas igualdades a uma bola).
  8. Esta será a 12ª vez que as duas formações se vão defrontar na jornada 6 da Liga Italiana, com a particularidade de todas terem acontecido no século XX: a Lazio venceu cinco jogos, empatou quatro e viu a Roma vencer apenas dois.
  9. A Lazio tem tido um início de caminhada semelhante ao de anos anteriores, chegando a esta altura da prova normalmente entre seis a dez pontos. Atualmente, tem oito pontos conquistados.
  10. A Roma soma agora 12 pontos e já não tinha um arranque tão positivo no campeonato italiano desde a época 2014/15, altura em que somava cinco triunfos em cinco jornadas. Desde essa temporada, oscilou entre os cinco e os dez pontos.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Ciro Immobile (SS Lazio) – Tem sido um dos jogadores mais decisivos da presente temporada, ao ponto de já levar seis golos apontados nas primeiras cinco jornadas. Os últimos dois tentos foram mesmo cruciais para que a Lazio resgatasse um ponto em cada um dos últimos dois jogos. O ponta de lança italiano destaca-se pela sua veia goleadora, bem como pelas movimentações que faz dentro da grande área, tanto a desmarcar-se como aos colegas de equipa. Conseguirá dar seguimento aos golos no dérbi?

 

Gianluca Mancini (AS Roma) – Essencial lá atrás, no eixo da defesa, mas igualmente importante para o processo ofensivo da equipa. O central italiano tem conseguido afirmar-se na Roma nas últimas temporadas e nesta época já leva um golo. Seguro a defender, Gianluca Mancini já demonstrou saber os timings certos de interceção e de saída para o ataque, além do bom jogo aéreo que possui, quer a afastar o perigo da baliza da sua equipa, quer a criá-lo na área oposta através de bolas paradas.

 

XI’S PROVÁVEIS

SS Lazio: Pepe Reina; Elseid Hysaj, Francesco Acerbi, Luiz Felipe, Adam Marusic; Luis Alberto, Danilo Cataldi, Milinkovic-Savic; Pedro, Felipe Anderson, Ciro Immobile

Treinador: Maurizio Sarri

“Vamos jogar contra uma equipa forte, não vai ser um jogo normal, é o derby de Roma e por isso um dos jogos mais importantes da Europa. A minha equipa está muito viva e a treinar bem, mas há algo que nos impede de nos expressarmos da melhor forma. A percentagem de passes bem-sucedidos é baixa para uma equipa que pretende ocupar o topo da tabela”

 

AS Roma: Rui Patrício; Riccardo Calafiori, Roger Ibañez, Gianluca Mancini, Rick Karsdorp; Jordan Veretout, Bryan Cristante; Henrikh Mkhitaryan, El Shaarawy, Nicolò Zaniolo; Tammy Abraham

Treinador: José Mourinho

“Estou aqui há alguns meses e tenho ainda que entender algumas dinâmicas mais detalhadamente, tenho que estar mais por dentro para entender tudo. A rivalidade é 100% bela. Além do significado que tudo isto tem, quero que a minha equipa tenha muito mais ambição do que vencer um dérbi.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: SS LAZIO 1-1 AS ROMA

Os 5 jogadores extra-grandes que já se destacaram na Liga Portuguesa

A temporada de 2021/22 da Liga Portuguesa ainda se encontra numa fase embrionária, mas com 6 jornadas disputadas é tempo de espreitar com atenção para o que foi o campeonato até aqui, no qual vários jogadores se destacaram dos demais, com exibições de encher o olho.

Desde o arranque de luxo do GD Estoril Praia até ao saudoso regresso do FC Vizela à Primeira Liga Portuguesa são vários os intervenientes que têm despertado especial interesse dados os seus desempenhos dentro das quatro linhas.

Algumas caras são já velhas conhecidas do nosso futebol, outras estão agora a dar os primeiros passos na elite do Desporto rei por terras lusitanas, com a ambição de cimentarem a sua posição no principal escalão.

Como é apanágio da Liga Portuguesa, o talento é abundante e a presente temporada não é diferente. Assim, no presente artigo proponho-me a traçar uma lista de cinco atletas que mais se destacaram neste início de competição, exceção feita aos denominados “três grandes”.