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Vitória SC 1-3 SL Benfica: O crânio João Mário, O(crânia) goleadora

A CRÓNICA: ÁGUIA TRIUNFANTE NO ASSALTO AO CASTELO

O Vitória SC foi, este sábado, derrotado pelo SL Benfica em casa por números esclarecedores: 3-1 foi o resultado. Depois de mais um mau resultado, o Vitória SC tem fortes probabilidades de se afundar na segunda metade da tabela. Já o SL Benfica de Jorge Jesus continua aquele que tem sido um percurso brilhante na Primeira Liga.

Em vésperas de um compromisso europeu decisivo, e depois de ter visto os teóricos eternos concorrentes, Sporting CP e FC Porto, aproximarem-se na tabela, um teste de fogo ao 100% vitorioso SL Benfica no campeonato 2021/2022 de Jorge Jesus. Uma deslocação ao castelo, não de D. Afonso Henriques, mas de Pepa.

O técnico que, na temporada passada qualificou para a Europa o FC Paços de Ferreira, liderava um Vitória SC que ainda não traduzia em resultados o bom futebol que praticava desde o início da época.

Uma equipa que se propõe a uma qualificação europeia não pode perder 11 pontos em 18 possíveis. Para os vitorianos, urgia a necessidade de não só de pontos, mas de triunfos. O desafio era grande, mas os da casa olhavam-no de frente.

Do lado dos líderes do campeonato, a perspetiva de ficar à distância de um ou de dois pontos dos adversários diretos não dava espaço para devaneios europeus. As equipas estavam obrigadas a jogar para ganhar.

Os primeiros minutos de jogo confirmaram as expectativas. Nenhuma das equipas tinha medo de tentar jogar bem, mas o SL Benfica conseguia ter mais bola. Do lado dos encarnados, João Mário geria os ritmos no último terço, num jogo em que os comandados de Jorge Jesus entraram muito bem.

Em contra-ataque, a primeira grande ocasião de golo foi para o Vitória. Edwars entendeu-se de forma perfeita para Rafa que assistiu Estupiñan, que não conseguiu a emenda. O SL Benfica não se assustou e continuou a conseguir assumir as despesas de jogo.

As aproximações eram muitas, mas durante algum tempo foi falhando o último passe, muito por mérito da linha defensiva do Vitória SC. Convém frisar uma nuance tática que Jesus trouxe para Guimarães: o posicionamento de Rafa, atrás de Yaremchuk e Darwin confundia o meio-campo vitoriano.


Em ataques rápidos, contudo, os comandados de Pepa eram mais perigosos do que os visitantes. Mais uma oferenda em bandeja para Estupiñan, desta vez um cruzamento da direita de Quaresma, que o ponta-de-lança desaproveitou.

Apesar de trabalhar muito e bem, Estupiñan estava perdulário. Aos 15 minutos, mais uma deambulação de Rafa permitiu a Yaremchuk testar o remate. De ângulo apertado, o ucraniano atirou ligeiramente ao lado. O SL Benfica tinha entrado muito bem, tinha obrigado o Vitória SC a recuar muito, mas o golo não aparecia.

A meio da primeira parte, com o teimoso nulo no mercador, um passe genial de João Mário para Grimaldo permitiu a lateral cruzar de primeira, mas Mumin tirou o pão da boca de Yaremchuk quando o ucraniano já se preparava para festejar.

Depois de duas oportunidades desperdiçadas, Yaremchuk mostrou ao que veio. Grande finalização do ucraniano à saída de Trmal e desfeito o 0-0 aos 30 minutos. Resultado justo até esse momento.

Depois do golo, Pepa deu ordem para os extremos trocarem de lado. Quaresma foi para a esquerda, Edwards para a direita e, coincidência ou não, o jogo do Vitória SC melhorou. Tiago Silva, sempre que tinha a bola, dava critério à equipa, mas apesar dessa melhoria, o SL Benfica continuava perigoso.

E foi em contra-ataque, aos 41 minutos, Yaremchuk voltou a picar o ponto. Desta vez, sim, o Vitória SC sentiu o golo sofrido e, até ao intervalo, assistiu-se a um vendaval ofensivo dos encarnados que só não acabaram com o jogo por acaso. Yaremchuk, no espaço de dois minutos, aproveitou duas ofertas do Vitória SC para errar um chapéu por milímetros e obrigar Trmal a grande defesa.

Sem substituições e com apenas quatro minutos da segunda parte, duas grandes oportunidades para o Vitória SC. Rafa Soares ganhou espaço, cruzou rasteiro para a marca de penalty, mas Tiago Silva falhou uma grande penalidade em movimento e, pouco depois, Edwards, totalmente isolado, não decidiu bem, demorou a rematar e acabou por não conseguir fazer nada.

Se quisesse reentrar no jogo, o Vitória SC não se podia dar ao luxo de continuar a esbanjar oportunidades. Ainda assim, os adeptos empolgavam-se porque os vimaranenses estavam claramente melhores na segunda parte. Já tinham passado dez minutos desde o reinício da partida, cheirava a golo do Vitória SC, mas o resultado mantinha-se o mesmo.

Aos 56 minutos, foi Estupiñan quem voltou a desaproveitar uma boa (combinação ofensiva dos vimaranenses e, perante o jogo, a dada altura começou a sentir-se da parte do SL Benfica uma procura pelo golo menos vertiginosa pelo golo.

Sempre houve momentos de frisson na área dos de Guimarães (houve até um desentendimento entre Jesus e Darwin na sequência de uma má definição do uruguaio num lance de contra-ataque de três para um).

Era a Pepa que cabia ir atrás do prejuízo, mas foi Jesus o primeiro a mexer. Sem a necessidade de um ponta-de-lança que ligasse o jogo, Yaremchuk saiu de um jogo memorável e deu a vez a Pizzi. Talvez a intenção de Jorge Jesus passasse por ter um jogador mais móvel, como Darwin, na frente para o contra-ataque e ter, ao mesmo tempo, Pizzi para “congelar” o jogo.

A 20 minutos do fim, Pepa começou a arriscar, com a inclusão de Rochinha e de André Almeida no jogo. As intenções do técnico vimaranense foram, contudo, completamente anuladas pouco depois, quando João Mário coroou uma prestação positiva com um 3-0 que acabava com o jogo. Já a pensar no FC Barcelona, Jesus começou a gerir o meio-campo, tirando os indiscutíveis Weigl e João Mário.

A pouco mais de dez minutos do apito final, uma ameaça de golpe de teatro daqueles com muito drama à mistura: penalty e golo para o Vitória SC. Bruno Duarte, na conversão, deu esperança ao estádio D. Afonso Henriques, que fez questão de empurrar a equipa para um ultimo assalto intenso, mas ineficaz. O resultado não sofreria alterações e, pode dizer-se, que de forma justa.

 

A FIGURA
Yaremchuk tem dado boas indicações ao serviço do SL Benfica
Yaremchuk foi fulcral na vitória em Guimarães
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Roman Yaremchuk – Rafa fez um jogo muito bom, mas o ucraniano desbloqueou a partida com um bis e cumpriu de forma sublime a sua missão. Podia ter marcado mais, é verdade, mas já vai mostrando porque foi contratado: é um jogador com facilidade técnica com os dois pés, com critério e que finaliza com oportunismo.

O FORA DE JOGO

Alfa Semedo – Não se trata de ser o exclusivo culpado pelos erros da equipa a defender, mas nunca se mostrou confortável com a presença de Rafa. Não foi suficiente para o adversário.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Escalado em 4-3-3, com Alfa Semedo como pivot defensivo e Tiago Silva com André André à sua frente, o Vitória SC de Pepa foi completamente dominado na primeira parte. Os criativos Quaresma e Edwards nas alas raramente apareceram.

Estupiñan foi muito perdulário e os centrais deixaram-se afetar por alguns erros que foram tendo. Rochinha entrou, dinamizou o ataque dos vitorianos e provou que merece um lugar no onze. Sempre que foi opção, Handel mostrou mais do que Alfa Semedo.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES 

Trmal (4)

Sacko (5)

Borevkovic (4)

Mumin (4)

Rafa (5)

Alfa Semedo (3)

André André (4)

Tiago Silva (5)

Quaresma (4)

Edwards (5)

Estupiñan (3)

SUBS UTILIZADOS

André Almeida (6)

Janvier (5)

Rúben Lameiras (6)

Bruno Duarte (6)

Rochinha (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Foi um grande jogo do SL Benfica. O trio de centrais formado por Lucas, Otamendi e Vertonghen chegou para as encomendas. Lázaro não foi muito exuberante ainda, mas mostrou bons pormenores.

O 3-4-3 habitual transformou-se, com bola, num 3-4-1-2, com Rafa a assumir a posição “10”, mas a ter liberdade para aparecer em qualquer lado na zona das costas dos médios do adversário. Meité e Gedson, depois de entrarem, ajudaram a suster o ímpeto final do Vitória SC e provaram que também são opções.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (5)

Lázaro (5)

Lucas Veríssimo (6)

Otamendi (6)

Vertonghen (6)

Grimaldo (6)

Weigl (7)

João Mário (8)

Rafa (9)

Darwin (7)

Yaremchuk (9)

SUBS UTILIZADOS

Gil Dias (5)

Meité (5)

Pizzi (6)

Gedson (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BNR: Em algum momento, na primeira parte, considerou inverter o triângulo ou mesmo juntar o Handel ao Alfa Semedo para conter mais a ação do Rafa?

Quando estamos mal individualmente, não há coletividade, posicionamento… Nada. A nossa primeira parte não é normal, é inadmissível. Quando o coletivo não está ligado, paga-se muito caro. Seja contra quem for.

 

SL Benfica

Não foi possível fazer perguntas ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

Sporting CP 74-64 Imortal BC: Sporting CP conquista primeira Supertaça

A CRÓNICA: O TROFÉU QUE FALTAVA AO CAMPEÃO – SPORTING CP ENTRA A VENCER NA NOVA ÉPOCA

A cidade de Sines foi o palco escolhido para o primeiro encontro oficial do calendário nacional de basquetebol, a Supertaça.

Num encontro entre o campeão nacionalSporting CP – e o finalista vencido da Taça de Portugal Imortal BC, foi precisamente o coletivo algarvio a entrar melhor na partida. Apesar do claro favoritismo do conjunto lisboeta, a equipa do Imortal demonstrou-se desde o primeiro minuto capaz de discutir a partida.

A excelente prestação defensiva da equipa do Imortal, nomeadamente, na defesa do jogador com bola e na defesa dos bloqueios diretos, o que condicionou imenso a manobra ofensiva do Sporting CP, que sentiu muitas dificuldades na aproximação ao cesto.

A juntar à excelente entrada no capítulo defensivo, a equipa de Luís Modesto soube sempre dar sequência ao momento também no ataque, a explorar bem situações de saídas bloqueadas para libertar os atiradores da equipa.

Com a equipa do Imortal a tentar fugir no marcador, ia valendo a qualidade individual de jogadores como Travante Williams, que mantinha a equipa leonina na corrida pelo resultado.

Empurrada pelos rasgos individuais, a equipa do Sporting CP crescia coletivamente, e Joshua Patton era o rosto do momento, com a equipa procurar com sucesso a vantagem interior do jogador norte-americano.

Apesar do crescimento coletivo do Sporting CP, a equipa do Imortal conseguiu manter-se serena e competente, o que permitiu ir para o intervalo a liderar o marcador.

No regresso dos balneários, a turma algarvia não conseguiu manter o nível exibicional da primeira parte, e permitiu que o conjunto leonino assumisse a liderança do resultado. O aumento de intensidade dos comandados de Luís Magalhães, e as consequentes más decisões da equipa algarvia, estiveram na origem da mudança na liderança do resultado.

Fonte: FPB

E mesmo com várias tentativas de assalto à frente do marcador, a equipa do Sporting CP já não mais largou o comando do encontro. Muito por fruto da boa entrada na partida de jogadores com menos minutos, como foi o caso de Fofana. Do lado do Imortal, a inspiração de Emanuel Sá e Anthony Smith não chegaram para levar de vencido o campeão nacional.

 

A FIGURA

Joshua Patton – Sendo uma das novas caras do Sporting CP para a nova temporada, o norte-americano demonstrou que não precisa de muita adaptação, e acaba por fazer um jogo quase perfeito. Com 17 pontos e 6 ressaltos, juntando ainda os 3 roubos de bola e uma percentagem de 77% de lançamentos de campo, Patton foi a figura chave na conquista da Supertaça.

 

O FORA DE JOGO

Início de terceiro período do Imortal – Depois de uma primeira parte muito bem conseguida a todos os níveis, onde conseguiu sempre reagir bem às sucessivas aproximações do Sporting no marcador, a equipa de Luís Modesto acaba por entrar muito mal na segunda parte, o que praticamente hipotecou todo o trabalho feito nos primeiro 20 minutos.

 

ANÁLISE TÁTICA – lMORTAL BC

A equipa de Luís Modesto apresentou-se muito bem preparada para este encontro e, principalmente na primeira parte, a equipa demonstrou-se muito competente e diversa na defesa dos bloqueios diretos e da bola. Outro ponto positivo foi forma como a equipa recuperou defensivamente, impedindo que o Sporting explorasse o contra-ataque, algo que a equipa leonina tão bem faz.

No ataque foi sempre uma equipa organizada e ciente das suas armas, explorando bem as saídas bloqueadas para libertar os seus atiradores.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 Fábio Lima (6)

 Dontae Bruner (6)

 Anthony Smith (7)

  Sérgio Silva (6)

 Tymetrius Toney (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Marqueze Coleman (6)

Emanuel Sá (8)

 Keven Gomes (6)

Andrew Robinson (6)

João Neves (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

A equipa de Luís Magalhães pouco fugiu ao que nos já tem habituado, tanto no momento defensivo como ofensivo.

Defensivamente, a equipa teve dificuldades em ser consistente, muito devido às quebras de intensidade da equipa, algo que é normal nesta altura da época.

Ofensivamente, a equipa ainda está longe do melhor Sporting da época passada, mas experiência e qualidade individual ajudaram ao sucesso. Nota para o excelente trabalho na procura das vantagens interiores, que foram fulcrais em certos momentos do encontro.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

   Travante Williams (8)

Diogo Ventura (6)

Joshua Martin (6)

 Joshua Patton (9)

 Micah Downs (7)

 

SUBS UTILIZADOS

 Miguel Cardoso (6)

 Seydougou Santi (7)

 António Monteiro

João Fernandes (6)

 Daniel Relvão (6)

 

Foto de capa: Sporting CP Modalidades

Top 5 jogadores formados no Olival nos últimos anos | FC Porto

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O Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival revelou, e continua a revelar, talentos que tiveram a sua importância no FC Porto e, também, noutras equipas num panorama mundial.

Entre casos antigos e casos recentes, elaborámos uma lista de cinco jogadores formados no FC Porto que se afirmaram num nível de exigência alta, comprovando assim todo o potencial que outrora lhes conferiram.

FC Internazionale 2-2 Atalanta BC: Com emoção até o último minuto, confronto Nerazzurri acaba empatado

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A CRÓNICA: EQUIPAS PRIORIZAM ATAQUE E FAZEM PARTIDA ESPETACULAR PARA OS FÃS DE FUTEBOL

O duelo nerazzurri começou com um previsível domínio dos mandantes. Logo aos dois minutos, Darmian cruzou em busca de Lautaro, que não conseguiu ganhar a disputa contra os defensores, fazendo com que a bola sobrasse para Dzeko, que arrematou fraco e sem direção para fora.

A pressão inicial intensificou-se aos cinco minutos. Novamente pelo lado direito de ataque, desta vez Barella, cruzou para a área em busca de Lautaro. Entretanto, o resultado da trama foi diferente. Lautaro, inteligentemente, desloca-se da marcação e posiciona-se livre no meio da área para rematar em velocidade para o fundo da rede, com total precisão e potência distinta de El Toro.

Como resposta, a Atalanta não ficou apenas na defesa, mas também criou perigo, principalmente com o remate de de Roon que passou perto da relva. Por outro lado, os ataques dos visitantes, deixaram certos espaços para o Inter criar oportunidades no contra-ataque.

Outra pintura foi produzida no estádio Giuseppe Meazza. Após criar diversas oportunidades, aos 30 minutos do primeiro tempo, a La Dea partiu para o ataque. Quando Zapata tentou realizar um passe a 12 metros da baliza, a bola pegou no defensor do Inter e sobrou para Malinovskyi. O médio-avançado ucraniano teve tempo de dominar, pensar e rematar com grande força no canto de Handanovic.

Malinovskyi não satisfeito com o canhão produzido no primeiro golo, aos 38 minutos, rematou novamente fazendo com que aquecesse as mãos de Handanovic. Por consequência, o guarda-redes defendeu, mas a bola sobrou para Rafael Tolói que teve o golo limpo para deixar o conjunto de Bergamo em vantagem em pleno Giuseppe Meazza.

Em grande forma, a La Dea entrou para o segundo tempo ainda com grande vantagem. Quase ampliando o resultado com três oportunidades consecutivas e claras, incluindo uma bola que acerta a baliza, com apenas cinco minutos jogados na segunda parte.

O jogo por parte dos visitantes continuou sem efetividade, esperando o erro da Atalanta, e o erro ocorreu aos 70 minutos de jogo. Numa bola perdida no meio pela equipa da Atalanta, Barella partiu rapidamente para o ataque pelo lado esquerdo e tocou para Di Marco. O jogador italiano rematou dentro da área com pouca força, desta forma, o guarda-redes Musso defendeu, mas a bola ficou para Dzeko que não perdoou e empatou o jogo no Giuseppe Meazza.

Aos 82 minutos, Dumfries pelo lado direito cruzou em direção de Dzeko, mas o defensor Demiral meteu a mão na bola ao tentar impedir o avançado da Inter de rematar a bola. Foi preciso ajuda do VAR, no entanto, o penálti foi assinalado. Di Marco teve a grande oportunidade da vitória e jogou a bola na barra.

A partir deste momento o jogo ganhou em emoção. Pois logo em seguida, a Atalanta partiu para o ataque e Handanovic acaba por entregar a bola para Piccoli que só rematou em direção a baliza livre. Golo que dava novamente vantagem para os visitantes. Como se não fosse emoção suficiente, o VAR foi novamente chamado e acabou por anular o golo da Atalanta, pois a bola em que Handanovic tinha entregado a Piccoli havia saído de jogo.

Finalmente, o jogo encerrou-se após devidas reviravoltas principalmente no final de jogo. Como resultado, os visitantes saem dececionados pela oportunidade desperdiçada. Por outro lado, a Atalanta também merecia a vitória, mas o empate no Giuseppe Meazza acabou por ser um resultado justo para ambas as equipas.

 

A FIGURA

Ruslan Malinovskyi – O médio avançado ucraniano que chegou na equipa de Bergamo há três épocas, consegue perceber completamente a tática pedida por Gasperino. Presente em todos os lados do ataque, a sua participação foi quase que perfeita. Participação na origem do segundo golo, o seu próprio golo e ainda um arremate no poste, fizeram com que Malinovskyi destacasse como o principal nome individual da partida.

O FORA DE JOGO

Hakan Çalhanoglu Uma das principais contratações para a atual época, o médio turco que veio do maior rival do Inter, parece que ainda não se adaptou totalmente ao outro lado de Milão. Com pouca produtividade e intensidade, Calhanoglu sofre com um estilo de jogo ainda por se adaptar, e acaba por ser um jogador perdido e por vezes escondido no setor do meio de campo nerazzuri.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC INTERNAZIONALE

O técnico Simone Inzaghi apostou para o jogo o mesmo 3-5-2 que manteve a Nerazzurri invicta na liga italiana. Desta forma, a marcação com linhas mais defensivas e o uso da ligação direta com extrema força física do meio-campo continuam a ser as principais armas de Inzaghi.  O jogo do Inter, pouco fluiu após o primeiro golo. Os médios laterais da inter foram comprimidos pelos avançados adversários e poucas ações desenvolveram.

Para o segundo tempo, as substituições por parte da Inter trouxeram novo gás e uma maneira mais agressiva e física com a entrada de Di Marco no lugar de Çalhanoglu. Além disso, a troca de posicionamento de Barella para ser um médio central pelo lado esquerdo de ataque, foi essencial para subir a produtividade do Inter.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Handanovic (6)

Skriniar (5)

De Vrij (5)

Bastoni (5)

Darmian (4)

Barella (7)

Brozovic (5)

Çalhanoglu (4)

Perisic (4)

Dzeko (7)

Lautaro (7)

SUBS UTILIZADOS

Di Marco (7)

Dumfries (6)

Sanchez (5)

Satriano (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

Gian Piero Gasperini, em sua sexta época, também apostou numa defesa a três, como é de resto habitual, mas optou por um meio campo com quatro elementos, dois mais defensivos e dois mais ofensivos, no apoio ao avançado.  O jogo de retenção de bola por parte de Zapata e a movimentação de Gosens, e Malinovskyi foi essencial para o controle das ações de jogo principalmente no primeiro tempo. As substituições tiveram objetivo de manter a formação tática e apenas renovar o vigor físico dos jogadores da Atalanta.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Musso (6)

Tolói (7)

Demiral (4)

Palomino (6)

Zappacosta (5)

Marten de Roon (5)

Pessina (5)

Freuler (6)

Gosens (5)

Malinovskyi (8)

Dúvan Zapata (7)

SUBS UTILIZADOS

Ilicic (6)

Piccoli (6)

Djimsiti(5)

Pasalic (-)

Mahele (5)

CF Os Belenenses 5-3 CA Pêro Pinheiro: Festival de golos no Restelo com os da casa a levarem a melhor

A CRÓNICA: CABO-VERDIANO CLÉ TOMOU CONTA DO JOGO

A formação do CF Os Belenenses começou melhor a partida. Levou, por três vezes, perigo à baliza do CA Pêro Pinheiro. Um cruzamento da direita, outro da esquerda e a ocasião de maior perigo até ao empate ser desfeito foi criada por Clé, que após um passe em profundidade ficou isolado, não conseguindo finalizar por culpa de Mica Simão que protagonizou um corte imperial.

Aos 15 minutos de jogo, após cruzamento de Herlander, Mica Simão, defesa do Pêro Pinheiro introduz involuntariamente a bola na própria baliza. O angolano do Belenenses conduz a bola até à entrada da pequena área, toca para trás à procura de um colega, mas o esférico embate em Mica Simão, inaugurando o marcador a favor dos azuis.

Os primeiros 25 minutos tiveram ascendente da equipa da casa. Já os dez seguintes foram o melhor momento do conjunto do Pêro Pinheiro na primeira metade. Ao minuto 21 surge o primeiro lance de real perigo para os visitantes com um cabeceamento a passar ligeiramente por cima da barra.

O Belenenses aumenta a vantagem à passagem do minuto 39. Canto direto para a área, com a bola a sobrar para a zona do penalti onde estava sozinho o defesa central Carimo Conté, que com a bola no ar pontapeou em força sem hipótese para o guardião adversário.

Embalados com o golo, a formação do Restelo continuou a carregar e na jogada seguinte faz o 3-0. Depois de um passe longe, Clé ganha a frente ao defesa e avança para o remate, o qual é defendido. A bola continua em redor da baliza do Pêro Pinheiro, com vários remates a serem defendidos até que chega novamente ao cabo-verdiano que só tem de encostar.

Ainda antes da primeira parte terminar ainda houve tempo para os comandados de Hélder Ferreira reduzirem a desvantagem. Ao minuto 43 Toni após cruzamento de Chiquinho conclui com um gesto acrobático. As equipas recolheram ao balneário com 3-1 no marcador.

Esperava-se que a equipa do Pêro Pinheiro volta-se para o segundo tempo com a confiança reforçada após o golo nos últimos minutos da primeira parte. A verdade é que foi novamente o Belenenses a entrar melhor e logo ao minuto 50 aumentou a vantagem para 4-1. Rui Pereira faz um passe na rotura a encontrar Clé que frente a frente com o guarda-redes não vacilou.

Foram precisos alguns minutos para que os visitantes se encontrassem. E ao minuto 55, com um remate de fora de área, Cláudio dos Anjos faz o 4-2. Logo de seguida num bom desenho ofensivo, Chiquinho recebe a bola já dentro da grande área, deixa um adversário para trás e remata com violência ao poste mais próximo para o 4-3.

Dez minutos depois, com o jogo com cada vez menor intensidade, surge o 5-3 para a formação de Nuno Oliveira. Cruzamento rasteiro de André Frias para Clé que aparece sozinho na pequena área, tendo só de encostar. O 5-4 esteve perto de surgir, relançando assim a partida. Tal não aconteceu e a partir daí o jogo perdeu muita intensidade. 5-3 foi o resultado final, o Belenenses passa à próxima eliminatória da Taça de Portugal.

 

A FIGURA

Clé – O extremo cabo-verdiano é um tecnicista acima do nível onde joga. Foi um pesadelo para a defesa do Pêro Pinheiro, tendo marcado três golos.

 

O FORA DE JOGO

Bruno Botas – Apesar da vitória, Bruno Botas, a principal referência do ataque dos azuis, passou despercebido em campo. Ele que leva dois golos em duas jornadas no Campeonato de Portugal pouco contribuiu para a manobra ofensiva do Belenenses.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF OS BELENENSES

O Belenenses apresentou-se num 3-4-3, com Gonçalo Ferreira na baliza, o habitual suplente, na defesa com César Medina, Fábio Marinheiro, Carimo Conté. O meio-campo era composto por André Frias, Mauro Antunes, Rui Pereira e João Oliveira. A frente de ataque era constituída por Clé, Bruno Botas e Herlander.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonçalo Ferreira (5)

João Oliveira (5)

André Frias (6)

Mauro Antunes (6)

Clé (8)

Rui Pereira (6)

Herlander (7)

Fábio Marinheiro (5)

César Medina (5)

Bruno Botas (4)

Carimo Conté (7)

SUBS UTILIZADOS

David Brazão (5)

Rúben Araújo (5)

Miguel Oliveira (5)

Diogo Brito (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CA PÊRO PINHEIRO

O esquema inicial montado por Hélder Ferreira foi um 4-3-3, com Pedro Gouveia na baliza, ele que ainda não tinha jogado nenhum jogo para o campeonato. Na defesa com Mica Simão, Daniel Oliveira, Rafa González e João Hilário. No miolo estavam Cláudio dos Anjos, Alef e Tomás Martins. E no ataque apresentaram-se Tiago Luís, Toni e Chiquinho. Acontece que a defender formava-se uma linha de cinco defesas com Cláudio dos Anjos a descer para central. Para médio descia Tiago Luís, ficando na frente Toni e Chiquinho, uma espécie de 5-3-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Gouveia (5)

Daniel Oliveira (5)

Mica Simão (5)

João Hilário (5)

Rafa González (5)

Cláudio dos Anjos (6)

Tomás Martins (6)

Alef Silva (5)

Tiago Luís (6)

Chiquinho (6)

Toni (7)

SUBS UTILIZADOS

Kiko Moucheira (5)

Francisco Bastos (5)

Henrique Henriques (4)

Bismark Sanca (-)

Diogo Silva (-)

  

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Os Belenenses

BnR: O Belenenses em dois jogos para o campeonato marcou cinco golo e sofreu dois. Hoje marcou cinco e sofreu três. É uma equipa que marca muito, mas também sofre muito. O que é que é preciso fazer para não sofrer tantos golos?

Nuno Oliveira: Se continuar a marcar cinco golos e a sofrer três posso assinar por baixo e é assim até ao final do campeonato. Para mim não há problema nenhum. Numa taça passas uma eliminatória, num campeonato ganhas três pontos. Claro que não estou satisfeito com os três golos sofridos, mas a verdade é que foram três golos em que o primeiro é demérito nosso, defendemos muito mal o lance, mas acontece e os outros dois golos também temos de compreender que as execuções dos adversários também são boas e foram dois golos de belo efeito e temos de dar o mérito ao adversário. Mas nós fomos superiores a isso. O resultado é um bocadinho enganador, tivemos a ganhar por 3-0, depois sofremos, logo a seguir fazemos o 4-1. Depois sofremos dois golos, mas reagimos logo e fazemos o 5-3 e podíamos ter feito mais um ou dois. Queremos sofrer menos, mas ganhámos bem.

 

CA Pêro Pinheiro

BnR: Sabendo que o próximo jogo vai voltar a ser com o mesmo oponente, que lições tira desta partida e o que é que não pode deixar que se repita?

Hélder Ferreira: Cada jogo tem a sua história. Sei que o jogo de domingo é um jogo de campeonato e não um jogo de taça, mas o Belenenses não deixa de ter a mesma qualidade que tinha hoje. As condições com as quais trabalhamos são diferentes das do Belenenses. Espero que em nossa casa não cometamos tantos erros. Se conseguimos marcar três golos, algo que é difícil alguma equipa fazer a esta formação do Belenenses, certamente conseguiremos outra resposta positiva, mas desta vez com uma vitória do CA Pêro Pinheiro. Vamos trabalhar para isso, sabendo que vai ser muito difícil.

Antevisão GP Rússia: Mercedes «escorregou» e Lando Norris aproveitou

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A ANTEVISÃO: FLECHAS DE PRATA VACILARAM NOS INSTANTES FINAIS E POSSIBILITARAM UMA GRELHA QUE DEIXA ÁGUA NA BOCA

Antes da qualificação do Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1, havia várias coisas a ter em conta. A primeira era a chuva que estava prevista para todo o dia e que já tinha impedido a realização da sessão de treinos livres durante a manhã. A segunda eram as penalizações atribuídas a Charles Leclerc e sobretudo a Max Verstappen, que iriam começar a corrida na última linha da grelha por terem alterado componentes no motor do carro.

A verdade é que, apesar de a pista ter estado húmida durante toda a qualificação, a chuva não apareceu, possibilitando uma qualificação em condições traiçoeiras, mas não ainda mais difíceis do que seriam se tivesse chovido. E depois de um Grande Prémio em Monza em que a McLaren saiu com uma dobradinha, Lando Norris voltou a dar uma alegria à equipa papaia, conseguindo a primeira pole position da carreira.

Nada o fazia prever, até porque a Mercedes tinha dominado os treinos livres de sexta-feira e tinha dominado igualmente os dois primeiros segmentos da qualificação, que foram feitos com pneus intermédios. Até que chegou a Q3 e George Russell (Williams) deu o mote para uma mudança para pneus de pista seca (macios). Todos seguiram essa estratégia e os tempos foram eventualmente melhorando. Mas foi também aí que a Mercedes vacilou.

Com a pole provisória no fim das primeiras voltas da Q3, feitas com pneus intermédios, Lewis Hamilton foi à box colocar pneus macios, mas bateu na parede de entrada na box antes de lá chegar, tendo de trocar de asa dianteira e ficando parado na box mais tempo do que aquilo que se previa. Quando voltou à pista, não só não conseguiu melhorar a volta anterior, como fez um pião que estragou a volta a Valtteri Bottas. Resultado final: Hamilton foi quarto, Bottas sétimo.

Aproveitando tudo isto, Norris foi aquele que conseguiu fazer a melhor volta para alcançar a pole, 0,517 segundos à frente do segundo classificado, o Ferrari de Carlos Sainz, com o Williams de George Russell (segunda vez que acaba uma qualificação nos três primeiros em quatro provas) a completar um fantástico top-3.

Hamilton foi quarto, Daniel Ricciardo (vencedor em Monza pela McLaren) quinto, à frente do Alpine de Fernando Alonso e do segundo Mercedes de Valtteri Bottas. Lance Stroll foi oitavo pela Aston Martin, Sergio Pérez apenas nono pela Red Bull e Esteban Ocon fechou o top-10 com o segundo Alpine.

Sebastian Vettel (Aston Martin) foi 11.º, seguido dos dois AlphaTauri, com Pierre Gasly à frente de Yuki Tsunoda. Nicholas Latifi (Williams) e Charles Leclerc (Ferrari) nem fizeram nenhuma volta rápida na Q2, sabendo que vão começar no fim da grelha (Latifi também trocou componentes no motor).

Os últimos cinco lugares na qualificação pertenceram à Alfa Romeo (Kimi Räikkönen 16.º, Antonio Giovinazzi 18.º) e à Haas (Mick Schumacher 17.º, Nikita Mazepin 19.º), com Max Verstappen (Red Bull) a optar por não fazer nenhuma volta rápida, já sabendo que iria começar a corrida nos últimos lugares.

Tentando antever aquilo que pode ser o Grande Prémio da Rússia, a verdade é que, tal como em Monza, a Mercedes voltou a complicar uma situação que parecia bem mais fácil. A dobradinha era quase obrigatória nesta qualificação, mas os flechas de prata sabem que vão ter muito trabalho na corrida de amanhã. E ainda não se sabe se a corrida vai ser disputada em pista seca ou molhada. Uma coisa é certa: depois de Monza, Lando Norris está na melhor posição para continuar a dar alegrias à McLaren.

Foto de Capa: Formula 1

Chelsea FC 0-1 Manchester City FC: A vingança é um prato que se serve frio

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A CRÓNICA: UM GOLO, MUITO FUTEBOL

Depois da final da Liga dos Campeões, Chelsea FC e Manchester City FC reencontram-se na sexta jornada da Liga Inglesa. Hora da desforra ou segunda dose?

No primeiro tempo, a intensidade e a energia do jogo prendia os olhos de qualquer espetador ao ecrã. O conjunto de Pep Guardiola entrou a matar com uma pressão altíssima e uma chuva de ataques intensa, aprisionando o adversário no seu casulo sem quase respirar. Ainda assim, não dispuseram de nenhum remate enquadrado à baliza londrina em 45 minutos. Como é possível? Não é sorte, é trabalho. Um trabalho defensivo intratável por parte do Chelsea FC. Estavam reunidos todos os ingredientes para mais uma grande partida de futebol. Só faltava mesmo a cereja no topo do bolo: golos. E de preferência, muitos.

Que vibrante início de segunda parte. Acompanhada de mais energia, chegou também o primeiro e único golo da partida. Depois de uma confusão à entrada da área londrina, Gabriel Jesus, aos 53´, coloca a bola no fundo das redes com alguma felicidade e sorte à mistura (0-1). Mais à frente, ainda teve a oportunidade de marcar o segundo, mas o seu compatriota Thiago Silva não deixou e cortou o esférico na linha.

A resposta do Chelsea FC foi bem visível. Arriscaram um pouco, aumentaram as linhas e conseguiram-se libertar por vezes do domínio dos Citizens. Tentaram, tentaram e tentaram, mas nada. Acaba a partida e o Manchester City leva os três pontos justamente, ultrapassando o Chelsea FC na tabela classificativa. Termina a invencibilidade dos Blues e faz-se vingança da final da Liga dos Campeões num jogo com a sua importância.

 

A FIGURA

Coletivo do Manchester City FC – Mostraram uma equipa muito compacta e competente em todos as camadas. Durante a maior parte do tempo, atacaram e atacaram todos muito bem. O mesmo se sucedeu na defesa. Inclusive, vimos Bernardo Silva ganhar e cortar “bolas” inúmeras vezes. Jogaram e ganharam como uma equipa, num dos campos mais difíceis neste momento. Estão de parabéns!

 

O FORA DE JOGO

Dificuldades do Chelsea FC em dividir a partida – Defensivamente, estiveram impecáveis e dificultaram muito o trabalho do Manchester City FC. No entanto, os vencedores da Liga dos Campeões, em sua casa, deveriam ter sido capazes de encontrar um solução e dividir a partida com mais momentos de perigo, mostrando argumentos do mesmo nível que os rivais.

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

O sistema tático utilizado por Thomas Tuchel foi um 3-5-2, porém jogou a maior parte do tempo com uma linha de cinco. Ora defendia num 5-3-2, ora defendia num 5-2-3 com Kovacic na ala direita junto aos avançados. Diria que o Chelsea FC foi surpreendido pela intensidade do Manchester City FC, tendo várias dificuldades iniciais em respirar e iniciar a transição ofensiva. Ainda assim, a sua organização defensiva foi glamorosa com muita entreajuda e agressividade dos centrais. Em contraste, pecaram no momento ofensivo e apresentaram uma grande dificuldade em ligar o jogo com os membros do ataque: Timo Werner e Romelu Lukaku.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Edouard Mendy (7)

Antonio Rudiger (8)

Andreas Christensen (7)

César Azpilicueta (7)

Marcos Alonso (6)

Mateo Kovacic (7)

Jorginho (7)

N´Golo Kanté (6)

Reece James (5)

Timo Werner (6)

Romelu Lukaku (6)

SUBS UTILIZADOS

Thiago Silva (7)

Ruben Loftus-Cheek (6)

Kai Havertz (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Na reedição da final da Liga dos Campeões, Pep Guardiola depositou confiança uma vez mais no seu 4-3-3. O seu plano de jogo ficou muito bem espelhado desde os primeiros minutos. Aproximar e colocar muitos homens no meio campo adversário, pressão intensa na saída de bola, manter a posse, atacar e destruir sem deixar quaisquer hipóteses. Marcaram no segundo tempo e agarraram os três pontos, em Stanford Bridge.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (7)

João Cancelo (7)

Aymeric Laporte (7)

Rúben Dias (7)

Kyle Walker (7)

Kevin De Bruyne (7)

Rodri (7)

Bernardo Silva (7)

Jack Grealish (7)

Phil Foden (7)

Gabriel Jesus (8)

SUBS UTILIZADOS

Fernandinho (6)

Raheem Sterling (6)

Riyad Mahrez (6)

Guia LPB: UD Oliveirense #5

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

O artigo de hoje vai para o clube com mais títulos de campeão nacional nas últimas quatro temporada – UD Oliveirense.

Foto de capa: UD Oliveirense

Vitória SC x SL Benfica | Continuar na maré de vitórias frente ao Vitória

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Primeira Liga, jornada 7: sábado, 18h, 25 de setembro de 2021

ANTEVISÃO: EM BUSCA DA SÉTIMA NO ASSALTO AO CASTELO

O SL Benfica desloca-se à cidade berço para defrontar o Vitória SC, em jogo a contar para a sétima jornada da Primeira Liga.

AS ÁGUIAS TENTAM MANTER A DISTÂNCIA PARA OS RIVAIS, DEPOIS DAS VITÓRIAS DE FC PORTO E SPORTING CP. EM QUEM APOSTAS PARA ESTE ENCONTRO? SEGUE JÁ PARA A BET.PT!

Os encarnados estão a viver uma das melhores fases e não querem que esta maré de vitórias fique pelo caminho, ainda que se trate de um jogo contra a equipa que contém esse nome.

Luís Godinho é o árbitro da partida que opõe águias e vimaranenses, no Estádio D. Afonso Henriques. No que diz respeito ao apoio, qualquer uma das equipas pode contar com os adeptos magníficos que tem. Resta agora saber quem leva a melhor dentro das quatro linhas.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Este é o 176º encontro oficial entre as duas equipas.
  2. Os vimaranenses encontram-se no décimo lugar da tabela, com sete pontos, e os encarnados são líderes isolados, com 18 pontos.
  3. O Vitória SC vem de uma vitória frente ao SC Covilhã, a contar para a fase de grupos da Taça da Liga, e o SL Benfica de uma vitória frente ao Boavista FC, a contar para o campeonato.
  4. Nas seis jornadas já disputadas, a equipa da cidade berço conta apenas com uma vitória, quatro empates e uma derrota, já os lisboetas têm apenas vitórias.
  5. Os minhotos marcaram seis golos e sofreram três, ao passo que os encarnados marcaram 16 golos e sofreram três.
  6. Nos 175 jogos oficiais, a superioridade das águias é notória: 122 vitórias, 28 empates e 25 derrotas. Destas 25 derrotas, 19 foram no Estádio Afonso Henriques.
  7. No que a golos diz respeito, o SL Benfica também se destaca: 397 golos marcados contra 142 do Vitória SC.
  8. A maior vitória dos minhotos em casa foi em 1942/43. Os encarnados foram derrotados por 5-1.
  9. No que diz respeito ao maior e mais recente triunfo do SL Benfica em Guimarães, recuámos até 2012/13, onde as águias bateram os vimaranenses por 4-0.

10. Analisando os 175 encontros, podemos constatar que o resultado final mais comum é a vitória das águias por 1-0, sendo que se registaram 12 jogos com esse resultado.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Ricardo Quaresma já fez o gosto ao pé na presente temporada e é uma ameaça à defesa do SL Benfica
Ricardo Quaresma já fez o gosto ao pé na presente temporada
Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Ricardo Quaresma (Vitória SC)Quaresma é um “velho conhecido” dos encarnados. O internacional português voltou aos golos no último jogo, frente ao FC Arouca, estreando-se assim a marcar nesta temporada.

Um aspeto que deve ser realçado é o facto de as águias serem a sua “presa” favorita, uma vez que o SL Benfica é a equipa à qual o extremo marcou mais golos até ao momento (cinco no total).

O talento é indiscutível e, para bem dos encarnados, é bom que o português não esteja inspirado. Se defrontar as águias, Quaresma realizará o jogo 250 na Primeira Liga portuguesa.

 

Darwin Nunez marcou dois golos na última partida do SL Benfica
Darwin Núñez marcou dois golos na última partida do SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Darwin Núñez (SL Benfica) – E aí vão dois “bis” do uruguaio que, com isso, já soma quatro golos em quatro jogos. Quando muitos começavam a dizer que Darwin era um “flop”, eis que o jogador demonstra que está bem vivo e que pode ser bastante útil.

A prova disso é que participou em 25% dos golos dos encarnados até ao momento, e tem contribuído para as boas prestações da equipa. O ponta de lança deverá ser aposta de Jorge Jesus e, assim sendo, os vimaranenses precisam de estar bem atentos, ou podem ter sérios problemas e dificuldades para parar Darwin.

 

XI’S PROVÁVEIS

Vitória SC: M. Trmal, Sacko, J. Fernandes, Mumin, Rafa, Händel, T. Silva, A. André, R. Quaresma, O. Estupiñán, Edwards.

Treinador: Pepa

“O adversário de amanhã dispensa apresentações, está no seu melhor momento, temos de ser muito fortes para conseguir a vitória. Acima de tudo esta equipa do SL Benfica não tem nada que ver com a do ano passado. Está muito forte na reação à perda, no processo defensivo, concede poucas oportunidades de golo, com dinâmicas que identificámos, como o Rafa e o João Mário móveis. Sabemos o que vamos encontrar. Temos de ter bola, ter critério, e agredir muito o SL Benfica, quando mais correrem para trás mais dificuldades vão ter. Vamos ver quem consegue ter mais domínio.”

 

SL Benfica: Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Gilberto, Weigl, João Mário, Grimaldo, Rafa, Yaremchuk, Darwin.

Treinador: Jorge Jesus

“Estamos cem por cento vitoriosos e queremos somar a sétima vitória na Liga, contra um adversário forte, com história no campeonato português. As equipas grandes, além dos títulos, têm massa associativa, e o Vitória SC, com os três grandes e o SC Braga, tem uma massa associativa muito fervorosa, que conheço bem, com paixão pelo clube. É mais um obstáculo, além da qualidade técnica e tática da equipa. Os jogos são sempre difíceis em Guimarães.”

PREVISÃO DE RESULTADO: VITÓRIA SC 0-2 SL BENFICA

Chelsea FC x Manchester City FC: Quatro meses depois, é hora do “rematch”

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Liga inglesa, Jornada 6: sábado, 12h30, 25 de setembro 2021

ANTEVISÃO: MANTER O BOM MOMENTO OU IMPOR A DESFORRA 

Depois de em junho se terem defrontado no Porto, na final da Liga dos Campeões, Chelsea e Manchester City voltam a estar frente a frente na sexta jornada do campeonato inglês. À partida para o jogo os azuis de Londres integram o trio de líderes da Liga inglesa, com 13 pontos em 15 possíveis, enquanto os de Manchester seguem perto, com 10 pontos. Em termos de resultados, pouco separa o arranque de época das duas equipas, mas, por estes dias, o estado espírito está mais animado para os lados de Stamford Bridge.

BLUES E CITIZENS DISPUTAM O JOGO GRANDE DESTE FIM DE SEMANA. EM QUEM APOSTAS PARA VENCER? SEGUE JÁ PARA A BET.PT!

Desde que Thomas Tuchel assumiu o comando técnico do Chelsea, em janeiro do ano passado, que tem sido difícil apontar defeitos ao treinador alemão. Em 38 jogos, Tuchel só perdeu cinco e, claro, conquistou uma Liga dos Campeões que poucos adeptos esperariam no início da época. O arranque de 21/22 também tem corrido de feição: oito jogos, sete vitórias (duas nos penáltis) e um empate; liderança do campeonato e uma Supertaça Europeia no museu. Em Inglaterra, há até quem diga que os “blues” tem no banco o melhor da atualidade. Exagero ou não, o Chelsea FC é a equipa do momento em Inglaterra. Hoje, tem a hipótese de deixar o City a seis pontos, mas também pode perder o primeiro lugar.

Ao contrário do seu congénere alemão, Pep Guardiola não vive um período de “lua de mel” com os adeptos dos “citizens”. A final da Liga dos Campeões foi precisamente o ponto de viragem. Até aí o City parecia a equipa perfeita, com uma defesa quase imbatível e um ataque tremendamente eficaz. Guardiola esteve perto de voltar (finalmente!) a erguer a “orelhuda”, e a derrota no Estádio do Dragão foi um duro golpe para ele e para a equipa. A semana passada a relação azedou com os adeptos, depois do catalão ter pedido mais gente no Estádio, ignorando, segundo a associação de adeptos do clube, os preços elevados e os horários inconvenientes. Claro que o City está longe de estar em crise, mas depois do Chelsea vêm Paris Saint-Germain e Liverpool FC. Uma semana que pode ser decisiva para o estado anímico do plantel.

Para este jogo, o Chelsea não deve contar com Mason Mount, que sofreu um toque no último jogo da Taça da Liga. Já Pep Guardiola pode saudar os prováveis regressos de Stones, Laporte e Rodri, ao passo que Gundogan deve continuar de fora. Em termos táticos, Tuchel não deve fugir ao esquema habitual. Do outro lado, Guardiola pode sempre trazer uma ou outra surpresa, ainda que o mais provável é repetir o 4-3-3.

Certo é que a pressão está dos dois lados, entre a vontade do Chelsea de manter o ciclo vitorioso e a oportunidade para o Manchester City ficar mais perto do primeiro lugar, numa semana de grande importância para a equipa.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Chelsea e Manchester City já defrontaram em 169 ocasiões.
  2. O saldo é relativamente equilibrado, mas favorável aos londrinos: 71 vitórias e 58 derrotas.
  3. O Chelsea também tem vantagem nos jogos em casa (42 vitórias e 18 derrotas), mas o City que venceu o ano passado: 3-1, em jogo da 17ª jornada.
  4. Os “blues”, na altura ainda orientados por Frank Lampard, saíram desse jogo num modesto 9º lugar.
  5. O Manchester City chegou a estar 11 anos sem vencer o Chelsea. Foi entre 1993 e 2004 (12 jogos).
  6. Num passado recente, esteve também quase 17 anos sem ganhar em Stamford Bridge, entre 1993 e 2010.
  7. À partida para esta jornada, Chelsea e Manchester City são, a par do Liverpool FC, a melhor defesa do campeonato, com um golo sofrido
  8. Olhando aos treinadores, há empate no confronto direto. Em oito jogos, três vitórias para cada um e dois empates.
  9. No primeiro confronto entre os dois, em 2013/2014, o FC Bayern Munchen de Guardiola bateu o FSV Mainz 05 de Tuchel por 4-1.
  10. O último português a marcar num jogo entre estas equipas foi Bernardo Silva, num Manchester City 1-0 Chelsea, em 2017/2018.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Kai Havertz – Depois de um início complicado, o jovem alemão tem vindo a ganhar cada vez mais importância no esquema de Thomas Tuchel. Talvez ainda lhe faltam números mais consistentes em termos de golos e assistências, mas parece ter apetência para jogos decisivos. Há quatro meses, foi ele que carimbou a vitória, hoje terá de usar a sua criatividade para desequilibrar a defesa dos citizens, servir Lukaku ou até voltar a ser decisivo.

 

Rúben Dias – O central português é, indiscutivelmente, um dos melhores do campeonato inglês. No entanto, o Chelsea será uma espinha atravessada, quer pela final da Liga dos Campeões, quer pelas constantes comparações com Antonio Rudiger. O patrão da defesa do Manchester City pode ser determinante para parar o fluxo atacante dos “blues” e conter, o gigante, Lukaku.

 

XI’S PROVÁVEIS

Chelsea FC – Mendy; Reece James, Azpilicueta, Christensen, Rudiger, Alonso; Kanté, Jorginho, Saúl Niguez; Havertz, Lukaku

Treinador: Thomas Tuchel

“Sabemos o que é preciso para ganhar. Não é preciso nenhum milagre, mas é preciso que estejamos no nosso melhor. Vai ser um grande teste, mas se ganharmos não vamos ser campeões e se o City vencer também não vamos entrar em crise.”

 

Manchester City FC – Ederson; Walker, Rúben Dias, Stones, Cancelo; Rodri, Bernardo Silva, De Bruyne; Grealish Sterling, Gabriel Jesus

Treinador: Pep Guardiola

“Na Final da Liga dos Campeões perdemos, mas jogámos muito bem. Tentámos aprender com esse jogo e agora é outra competição. É mais um jogo para o campeonato. Preparamos este jogo como preparámos os anteriores; a partir dos nossos pontos fortes e das coisas que temos de melhorar”