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Sub21: Israel 0-3 Portugal: Superioridade evidente

cab seleçao nacional portugal

Portugal jogou contra Israel em Petah Tikva, num encontro a contar para o apuramento para o europeu sub-21. Portugal, com 16 golos marcados em quatro jogos, tem sido dominador no grupo e uma vitória neste jogo colocava Portugal perto de garantir o apuramento, quando ainda faltam muitos jogos para disputar. Rui Jorge fez várias alterações no meio-campo e ataque mas sem perder ritmo e consistência.

A selecção nacional começou forte e com posse de bola, como lhe é característico; Bruno Fernandes foi quem criou mais desiquilibrios no meio-campo enquanto nas alas Gelson Martins e Iuri Medeiros iam dando profundidade ao jogo português. Mas o grande trunfo é o futebol colectivo que a equipa apresenta: Portugal passeia a bola no meio do adversário deixando a nú as diferenças entre os Lusitanos e o resto das equipas do grupo.

Nos primeiros 25 minutos de jogo, Portugal contou com algumas bolas perigosas junto à baliza de Elkaslasi, como aos 9’, 15’ (bola ao poste por parte de Frederico Ramos), 17’ e 23’, até que no 27.ª minuto contou com uma grande penalidade. Bruno Fernandes foi chamado para a conversão e inaugurou o marcador.

O golo não abrandou o ímpeto português, a selecção continuou a carregar sobre Israel, beneficiando da mentalidade atacante de Cancelo e de Rafa, que desequilibravam e davam linha de passe aos extremos e médios. Foi, portanto, sem surpresa que equipa das Quinas dilatou o marcador por André Silva, depois de uma jogada que saltitou entre a esquerda e a direita.

Bruno Fernandes foi a grande figura do jogo Fonte: Facebook Oficial de Bruno Fernandes
Bruno Fernandes foi a grande figura do jogo
Fonte: Facebook Oficial de Bruno Fernandes

A primeira parte foi dominada por Portugal, que controlou o jogo do primeiro ao último minuto e que, com o seu futebol rendilhado, não deu espaço a Israel para conseguir mais do que meros fogachos ofensivos.

A segunda parte começou com duas alterações na equipa Israelita e, impulsionados ou não pelas mexidas, criou aos 49’ uma jogada que só por um acaso não deu golo para os da casa – Varela e a trave impediram o golo. No contra-ataque, Portugal podia ter feito o terceiro e, logo a seguir, num canto, Israel voltou a estar perto de marcar. A segunda parte começou rápida e com a certeza de que, apesar da superioridade na primeira parte, o jogo não era favas contadas para os portugueses.

A forma mais corajosa como Israel  se colocou no campo fez com que Portugal jogasse mais afastado entre linhas. A defesa, muitas vezes à frente da linha do meio-campo na primeira parte, ficou mais recuada no terreno e Portugal ressentiu-se desta falta de coesão. Rui Jorge mexeu aos 65’ e fez entrar Ricardo Horta para o lugar de Iuri Medeiros, refrescando a ala direita com um jogador rápido. No entanto, a selecção nacional foi sempre menos esclarecedora do que na primeira parte. Aos 74’, uma boa jogada de Ricardo Horta e Bruno Fernandes acabou nas mãos do guardião Israelita – Portugal foi colocando água na fervura e foi gerindo o jogo, provocando assim uma baixa na moral israelita que, apesar de tudo, nunca teve mais posse de bola.

Não houve muita história no segundo tempo. Houve algum perigo criado pelos portugueses – sempre em transições rápidas. E foi numa dessas transições que Ricardo Horta marcou o terceiro tento português, depois de um cabeceamento ao poste de André Silva.

Primeira parte dominadora, segunda parte controladora! Portugal tem as contas quase feitas: os próximos três jogos são em casa e só uma “tragédia” impediria a selecção de não estar no próximo Europeu. Ficou evidente, principalmente na primeira parte, a craveira superior dos portugueses.

A Figura:

Bruno Fernandes – Marcou o primeiro, esteve no segundo e a bola passou sempre por ele nas jogadas de perigo.

O Fora-de-Jogo:

Não houve um elo mais fraco por isso vou escolher algo que domina a mente dos adeptos que se deslocam para ver as selecções: o clima de medo que se vive num estádio que certamente Israel também conhece.

Foto de Capa: Facebook ‘Seleções de Portugal’

Carta Aberta a: André Carrillo

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Exmo. Sr. André Martín Carrillo Diaz,

Desde já, acho que “excelentíssimo” é uma forma demasiado educada para me dirigir a ti, depois de todas as polémicas que estás a criar no que toca ao meu querido Sporting.

Nem sempre te admirei. Quando chegaste ao Sporting, há quatro anos, fiquei com receio sobre se o teu potencial se adequaria a um clube como o nosso (posso dizer que ainda fazemos parte do mesmo, ou já não te sentes como tal?). Decidi dar-te o benefício da dúvida, já que tinhas 20 anos; eras um miúdo que vinha à descoberta.

Quando começas a dar provas do que realmente vales, eis que a bomba rebenta: polémicas com o teu contrato. Achavas-te assim uma peça tão fulcral para te armares em vedeta ou isto foi uma jogada do teu agente para ganhar mais um pouco contigo? És bom, mas não és insubstituível; no mundo do desporto, já devias saber que é sempre assim. Fiquei triste quando li estas notícias, acredita que fiquei. Nunca pensei que fizesses isto com um clube que te deu tanto. E sim, o clube ajudou-te bem mais do que tu o ajudaste.

Começava a ganhar novamente o respeito por ti quando vi que ias dar o braço a torcer. Tiveste dois dedos de testa para perceber que esta guerra não ia dar a lado nenhum. Sinceramente, espero que te vás embora em janeiro. Só continuas a dar má imagem a um Sporting que não precisa de um miúdo mimado para lhe estragar a belíssima campanha que está a fazer este ano. O que é irónico é que iria ser este ano que irias mesmo crescer e chegar ao teu expoente; acredito que Jesus iria levar-te até ao limite e aproveitar todo o potencial que tens vindo a mostrar.

Carrillo aquando a vitória na Supertaça frente ao Benfica Fonte: Sporting CP
Carrillo aquando a vitória na Supertaça frente ao Benfica
Fonte: Sporting CP

Infelizmente, estragaste tudo. E nem foi muito para nós. De onde tu vieste, virão outros mais, serão melhor aproveitados e terão mais oportunidades de aprendizagem do que tu. Agora, na tua posição, eu sentiria vergonha; aliás, eu sinto vergonha alheia por ti. De não aproveitar a mão que me deram e querer o braço inteiro. Assim, digo-te que não chegas lá. Espero que saias em janeiro, pela porta dos fundos, como sempre trataste o clube que te projetou.

Em jeito de conselho, quero ainda dizer-te outra coisa: toma atenção às pessoas que te rodeiam. Agora que te tornaste uma “celebridade” (se é que te posso chamar assim), vê-se que há quem queira subir mais que a tua fama e o teu talento. Tu e o teu agente são, como se diz cá em Portugal, farinha do mesmo saco, e lembra-te: quanto maior é o salto, maior é a queda.

Espero então que tenhas sucesso no futuro. Vou estar aqui para ver tudo o que vais fazer para poderes retomar o teu trabalho e que caminho a tua carreira vai seguir. Vou estar também, de certeza, a aplaudir as más escolhas que tomaram por ti; mas isso são assuntos para debatermos no futuro.

De uma Sportinguista que não vai ter saudades tuas,

Marta Reis.

Foto de Capa: Sporting CP

Uma Motivação Extra

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cabeçalho fc porto

Com esta semana de descanso no dragão, devido aos compromissos internacionais, paira uma onde de tranquilidade no universo do Futebol Clube do Porto. Os azuis e brancos continuam a sua época com um modesto recorde de invencibilidade no que respeita aos clubes dos principais campeonatos europeus. Pois é: o FC Porto é o único invicto da temporada 2015/16 e em Portugal continua a ser a única equipa que não conhece ainda o sabor da derrota.

Nem todos os momentos são brilhantes nesta caminhada: empates amargos em casa e fora, instabilidades exibicionais e também displicências infantis que custam resultados como o jogo no Estádio dos Barreiros; mas tirando estes “empates”, os comandos de Julen Lopetegui apresentam números impressionantes e soluções, dentro de um plantel não muito extenso, admiráveis e com muita qualidade.

Quando fazemos uma análise curta e conclusiva, por exemplo, ao que são os planteis dos três grandes e aos seus recursos qualitativos, chegamos à conclusão de que Benfica e Sporting têm nesta fase prematura do campeonato as suas ideias de jogo e estratégias ainda por definir.

Benfica – 4-4-2 : Júlio César, Nélson Semedo (Sílvio), Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, André Almeida (Talisca), Gaitán, Guedes, Jonas, Mitroglou (Jiménez). Banco sempre com caras novas.

Sporting – 4-4-2 : Patrício, João Pereira (Esgaio), Paulo Oliveira, Naldo (Ewerton), Jefferson, William, Adrien (Aquilani), João Mário, Ruiz, Teo (Montero), Slimani. Lesionados e castigados obrigam a mudanças.

Agora quando passamos o olhar pelo Futebol Clube do Porto, conseguimos analisar que quando os jogos são disputados no Dragão joga-se sempre com a estratégia bem delineada, consistente na variação de fluxos de jogo constantes, com os extremos em jogo interior funcionando como flechas direcionadas às balizas adversárias. Quando os jogos são fora de portas, Lopetegui gosta de alinhar num 4-4-2 mais apoiado, abdicando muitas vezes de Corona, encostando André a um flanco, para promover os contra golpes conduzidos por homens rápidos como Tello, Brahimi e Aboubakar.

Aboubakar e Brahimi são duas das figuras do FC Porto Fonte: FC Porto
Aboubakar e Brahimi são duas das figuras do FC Porto
Fonte: FC Porto

Com estes modelos de jogo podemos tirar a receita exclusiva para o sucesso interno e externo. Soluções e mais soluções. O FC Porto dá-se ao luxo, por vezes, de ter jogadores como Imbula, Corona, Martins Indi ou Tello no banco, ou seja, uma equipa pensada ao pormenor para todos os instantes de jogo. Arrisco dizer que o FC Porto pode passar o próximo mês descansado em termos de reforços, diria apenas Sérgio Oliveira deveria ser emprestado, pois não merece estar na posição em que está.

No Norte ativou-se o modo de estabilidade nas últimas semanas, com um jogo por disputar, e dependendo apenas de si próprio para as aspirações de ser campeão nacional. os dragões continuam a mostrar o porquê de serem a melhor equipa em melhor forma em Portugal: pelo bom futebol que tem praticado (que obra de arte golo de Layún!), pelo primeiro lugar na Champions League, pelos imensos internacionais que leva às seleções de cada país, e, acima de tudo, pela indiferença que mostra àqueles que pensam que mandam no futebol em Portugal mas que, no fundo, não passam de uns cretinos de posta de pescada que nem com o segundo “colinho” lá vão.

Não há que duvidar deste Grande Porto; há apenas que apoiar incondicionalmente, aprender todos os dias com os erros e continuar o bom trabalho. Os grandes homens não nasceram na grandeza, engrandeceram.

Tudo nosso, nada deles.

Top 10: Jogadores que Admiro

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[tps_title]10.º Carles Puyol[/tps_title]

Fonte: Facebook Oficial de Carles Puyol
Fonte: Facebook Oficial de Carles Puyol

No meu top’10 de jogadores que admiro, em 10.º lugar surge Carles Puyol. Defesa histórico do Barcelona, Puyol ficou-me na retina devido à garra que apresentava. Este encarava cada lance com uma enorme raça e dedicação, o que fazia dele um exemplo para os seus companheiros dentro das 4 linhas.

Jogadores que Admiro #45 – Michael Ballack

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Numa altura em que o futebol alemão atravessava dura e intensiva fase de reestruturação (para “hoje” chegar aos resultados que todos conhecemos), havia um destaque nos relvados da Bundesliga e no seio da mannschaft. Não era um destaque cintilante. Era um destaque de força, liderança e fiabilidade.

Michael Ballack não era um prodígio de técnica. Era dotado, sim, e aprendeu desde cedo a viver com a responsabilidade de liderar uma geração alemã que andou arredada dos títulos e longe do poderio que detém atualmente. Tornou-se o líder jovem de um Leverkusen que atingiu a final da Liga dos Campeões em 2002 e mais tarde do Bayern de Munique.

Depois, o pontapé-canhão. Quantos e quantos golos marcou assim! O melhor? O do Europeu de 2004, na minha opinião, em Alvalade, frente à República Checa. No Bayern de Munique resolveu jogos à custa do seu remate potente e teleguiado.

Chegou ao Chelsea em 2006, numa fase já menos prolífica da sua carreira. Ainda assim, foi quase sempre indiscutível, e juntou Inglaterra a um currículo por si só já bem recheado.

: Ballack foi um líder em campo, que nunca atingiu a glória com a seleção alemã Fonte: footballparadise.org
: Ballack foi um líder em campo, que nunca atingiu a glória com a seleção alemã
Fonte: footballparadise.org

Ballack definiu-se como um panzer, injustiçado pelos deuses do futebol. Um jogador de top mundial, que nunca atingiu a glória europeia, quer por clubes, quer por seleções. Esteve perto, tão perto. Ainda jogou o Mundial 2006 em casa (ainda que condicionado por uma lesão), mas tombou na meia-final com uma squadra azzurra que viria a sagrar-se campeã do torneio.

Em Viena, “morreu na praia” frente à primeira grande Espanha. Os títulos de elite fugiram-lhe pelos dedos, mas na ideia fica o modelo de um líder. Um relógio alemão, que pautava jogo com a mesma facilidade com que o destruía. A Alemanha renasceu, venceu e tem os melhores. Mas, se vasculharmos bem, não encontramos um 13 como Michael Ballack.

Basta seguir o caminho da Luz

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A vitória – histórica – no passado mês de Outubro, frente ao SL Benfica, teve múltiplas interpretações por adeptos dos dois clubes e inúmeras conclusões podem ser tiradas da mesma. Olhando para lá dos números da goleada, tirando da cabeça o som do “Bailando”, a vitória no terreno do rival foi uma demonstração clara de força e de que o Sporting das últimas décadas está morto e enterrado, ressurgindo no seu lugar um clube mais forte e acima de tudo unido em torno de um objectivo.

Como disse, a supremacia leonina em pleno Estádio da Luz foi uma estocada certeira onde dói mais aos adeptos benfiquistas; perder com o rival após quase uma década sem conhecer esse “sabor” caseiro e, ainda por cima, frente a uma equipa treinada por Jorge Jesus é algo que ainda hoje está nas suas cabeças, quer eles o admitam ou não. Dito isto, ao Sporting cabe agora aproveitar o momentum e o elã criados pelo resultado de 25 de Outubro e prolongar esta superioridade durante o máximo de tempo possível.

É a altura de deixarmos de ser vistos como os coitadinhos ou os queixinhas, é a altura dos outros passarem a ser os calimeros que se queixam dos penalties porque não sabem jogar à bola. Está na hora de esquecer o peito do Pedro Silva, a mão de Ronny ou as arbitragens do Capela e de recordar que o Teo marcou duas vezes em dois jogos ao rival, de querer fazer de Slimani o terror de Luisão, tal como Liedson o era no passado. Basta do tempo dos quase, vamos criar o presente e o futuro das glórias. Juntar às Taças e às Supertaças o título de campeão, título esse que nos escapa há demasiado tempo.

Está na hora de levantar o gigante já acordado, de encher Alvalade e de perder o receio duma vez por todas. Já lhes conquistámos uma Supertaça, já os batemos em sua própria casa, falta agora categoricamente mostrar que voltou o tempo em que quem manda somos nós.

Jorge Jesus Supertaça
Depois da Supertaça e do Campeonato, esperemos que não haja duas sem três
Fonte: Sporting CP

Confesso que esperava a vitória no jogo do campeonato. Rui Vitória é neste momento um treinador que vê no Sporting – mais concretamente em Jesus – um cabo das tormentas e algo que parece inultrapassável. Reconheço capacidades ao técnico do Benfica, e sei que há de chegar o dia em que consiga bater Jorge Jesus e o “seu” Sporting, mas enquanto o fantasma do treinador bi-campeão pairar no balneário encarnado, e enquanto a própria direcção do clube preferir atacar Jesus – numa tentativa clara de destabilizar o trabalho deste – ao invés de dar a Vitória as mesmas armas que deu durante anos e anos a JJ, a vantagem será (quase) sempre verde e branca.

Vitória terá neste jogo uma decisão complicada a fazer; se optar por não mexer nas suas “recentes” ideias de jogo e perder, voltarão as críticas sobre o excessivo medo que tem de Jesus ou de implementar as suas ideias “antigas”. Se porventura mexer no seu sistema táctico, voltar ao 4-3-3 – tal como fez no Algarve – e o resultado for uma derrota, passará a mensagem de que não consegue arranjar antídoto para bater o treinador dos leões, algo que até já fez com sucesso no passado.

A Jesus e aos seus jogadores basta ser eles próprios e continuar a caminhada segura e até altiva que começou no Algarve e que passou pela Luz. Serem eles próprios, confiarem nas suas capacidades individuais e na sua superioridade como equipa. Que João Mário continue a encher o campo; que Slimani e Teo voltem a por a cabeça em água aos defesas contrários, que Patrício tenha uma noite “santa” e principalmente, que Alvalade seja o que sempre foi: a união entre o relvado, as camisolas listadas com o leão de rampante e as bancadas cheias de gargantas prontas a gritar três vezes trinta minutos pelo seu Sporting, pelos seus jogadores e pelo seu grande amor.

Sábado é já ao virar da esquina, está na altura de começar a afinar as gargantas e, por isso, aqui vai uma ajuda.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória. Eis o Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Sporting CP

Agora é para ganhar!

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Depois de duas vitórias consecutivas, uma para a Liga dos Campeões e outra para o campeonato, o professor Rui Vitória tem algum tempo para preparar o próximo embate. Dia 21 de Novembro, a turma encarnada defronta de novo o seu maior rival a nível nacional. Depois de dois embates perdidos, já no decorrer desta temporada, este jogo reveste-se cada vez mais de elevada importância.

Com a  saída histórica de JJ para o Sporting, os adeptos encarnados encontram-se cada vez mais impacientes com esta “crise” de resultados e de exibições. Apesar de realizarem boas exibições nas competições europeias, os jogadores encarnados pecam no campeonato nacional. Observamos jogos sem brilho, sem nota artística, onde é, por muitas vezes, preciso sofrer para sairmos vitoriosos, como aconteceu com o Moreirense, por exemplo.

Dia 21 tem de ser um grande Benfica a entrar no relvado de Alvalade. Têm de ser 11 Eusébios dentro das quatro linhas. Os jogadores têm de “comer” a relva, correr até que as forças lhe faltem e lutar por cada lance como se fosse o último.

Precisamos de uma equipa com garra, de um conjunto que faça lembrar o Benfica dos anos de ouro, aquele Benfica do qual os nossos pais e avós nos falam.  Um Benfica que cilindrava tudo, que tinha jogadores que sentiam o peso da camisola e que sabiam que tinham milhões a torcer por eles para que tudo corresse pelo melhor. É esse Benfica que precisamos. Quem não se lembra do jogo com o FC Porto na Luz para a Taça de Portugal na época de 2013/2014? É esse tipo de jogos e de exibições que caracterizam o Benfica.

Gonçalo Guedes Gaitán
Gonçalo Guedes e Gaitán têm sido duas das principais figuras do SL Benfica
Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Se isto não acontecer, e o Sport Lisboa e Benfica não sair vitorioso, adivinham-se tempos difíceis para o treinador, estrutura e jogadores. Depois de seis anos em que nos habituamos a ver uma equipa dominadora, tanto a nível de exibições como a nível de resultados, este início de época tornou a maior parte dos adeptos um pouco “desconfiados” em relação à tal “estrutura” que tanto se falou, aquando da saída de JJ.

Apesar de termos essa “estrutura” experiente, uma coisa é certa: o que ganha jogos não é a estrutura, é um bom treinador, e apesar de achar o professor Rui Vitória um excelente profissional, ainda se encontra  a anos de Luz de Jorge Jesus, que neste momento é o melhor treinador a treinar em Portugal e um dos melhores a trabalhar na Europa. Este conhecimento que Rui Vitória ainda não possui, pois não tem a experiência do que é treinar um grande como JJ já tinha depois de seis anos no Benfica fazem toda a diferença. A juntar a esta falta de experiência junta-se a falta de qualidade em alguns sectores da equipa e tudo culminou em maus resultados e más exibições.

Esperemos que tudo corra pelo melhor e que dia 21 possamos ver um joga à Benfica, e que o resultado nos sorria desta vez.

GP do Brasil: agora é tarde, Nico

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cab desportos motorizadosCom o campeão mundial já encontrado, mantinha-se a dúvida sobre quem ocuparia o segundo lugar na classificação geral de pilotos: Nico Rosberg ou Sebastian Vettel. O duelo de alemães ficou decidido este fim-de-semana, no Grande Prémio do Brasil, com o piloto da Mercedes a sair vitorioso. O GP brasileiro acabou por não corresponder às expectativas; depois de um agitado GP do México, este revelou-se insípido e, em algumas ocasiões, aborrecido.

Nico Rosberg começou a cimentar a vitória logo na qualificação. O alemão garantiu a quinta pole consecutiva e continua a roubar a 50.ª pole-position ao campeão Lewis Hamilton. Este último saiu da segunda posição da grelha; imediatamente atrás, os dois Ferrari. Kimi Raikkonen beneficiou da penalização de Valtteri Bottas, que ultrapassou com a bandeira vermelha e foi obrigado a sair de sétimo.

O circuito de Interlagos prometia animação: Rosberg e Vettel lutavam pelo segundo lugar no Mundial, Hamilton corria atrás da primeira vitória no Brasil; Bottas e Raikkonen ainda disputam a quarta posição da classificação geral e têm feito as delícias dos adeptos de F1 com os seus despiques. Apesar de tudo isto, com a falta de chuva faltou também a agitação.

Nico Rosberg fez (mais) um excelente arranque, resistindo ao ataque inicial de Hamilton, que tentou tomar a liderança do GP logo na primeira curva. Os dois Ferrari mantiveram as posições iniciais, bem como a maioria dos pilotos, salvo duas excepções: Felipe Massa, a correr em casa, perdeu alguns lugares; Valtteri Bottas, por sua vez, ultrapassou Kvyat e Hulkenberg e apoderou-se da quinta posição, para não mais a largar.

Mais uma vez, a Pirelli falhou na previsão de paragens nas boxes. A grande maioria dos carros saiu com pneus macios, à excepção de Carlos Sainz e Pastor Maldonado, mas à 15.ª volta já praticamente todos os carros haviam mudado para médios. Este factor fez com que a generalidade dos monoveículos chegasse à terceira paragem, devido ao desgaste dos pneus. Os que não o fizeram passaram a corrida em contenção de desgaste – como é o caso de Lewis Hamilton. O inglês, já depois de trocar para macios, queixou-se via rádio de que os seus pneus não iriam durar se continuasse a perseguir Rosberg de tão perto. O piloto decidiu então baixar o ritmo e deixar o colega de equipa aumentar a vantagem. Já no final do GP, mesmo nas últimas voltas, Hamilton voltou a recorrer à equipa para dizer que tinha “os pneus completamente desfeitos”.

Nico Rosberg foi o grande vencedor do GP do Brasil Fonte: Mercedes AMG Petronas
Nico Rosberg foi o grande vencedor do GP do Brasil
Fonte: Mercedes AMG Petronas

Como já vem sendo hábito, os picos de maior interesse na corrida foram nas recorrentes lutas pelos pontos. Max Verstappen evidenciou-se, com uma brilhante ultrapassagem a Sergio Perez – o jovem piloto praticamente obrigou o mexicano a abrir-lhe espaço para passar, com uma manobra digna de ver e rever. Já Romain Grosjean, piloto da Lotus, “tirou da manga” uma recuperação fantástica – o francês partiu de 14.º e terminou em nono. Reafirmo: a F1 está cheia de jovens talentos e tem o seu futuro assegurado.

Quem não conseguiu pontuar este fim-de-semana foi Pastor Maldonado. O venezuelano da Lotus não esteve bem na qualificação e não se redimiu em pista, tendo terminado em 11.º. Além da corrida já pouco conseguida, Maldonado ainda foi alvo de uma penalização de cinco segundos, por ter batido em Ericsson (Sauber) e causado o seu despiste.

O GP do Brasil pautou-se, então, por inúmeras corridas “invisíveis”: Sebastian Vettel, Kimi Raikkonen, Valtteri Bottas, entre outros, correram sempre sozinhos e com os seus lugares assegurados. Lewis Hamilton passou todo o GP a tentar aproveitar algum erro de Rosberg, mas o alemão mostrou-se absolutamente perfeito. O que volta a levantar a dúvida: se Nico Rosberg se tivesse apresentado assim durante todo o Mundial, será que Lewis Hamilton era campeão?

Nota positiva para a consistência de Rosberg, a confiança de Verstappen e a garra de Grosjean. Nota negativa, mais uma vez, para a McLaren: Fernando Alonso e Jenson Button voltaram a não conseguir pontuar, tendo o espanhol, inclusive, partido de último, por ter mudado de motor pela 12.ª vez esta temporada. Também a Toro Rosso não pode estar feliz: Carlos Sainz partiu da pit-lane devido a dificuldades técnicas e acabou por desistir sem ter cumprido sequer duas curvas.

Com apenas um abandono, o Grande Prémio do Brasil deixou muito a desejar. Rosberg venceu e é segundo na geral, Vettel foi terceiro e ocupa a mesma posição no Mundial. Raikkonen e Bottas deixam a decisão do quarto lugar para o último GP da temporada. Esse realiza-se em Abu Dhabi, no fim-de-semana de 27 a 29 de Novembro, e será o palco de todas as últimas decisões deste Mundial de Fórmula 1 2015.

Foto de Capa: Mercedes AMG Petronas

Shirokov e Slutsky – O sangue novo da selecção russa

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Um golo de Roman Shirokov foi quanto bastou para derrotar o Portugal de Fernando Santos no passado Sábado em Krasnodar, no sudeste Rússia. O médio de 34 anos e capitão da selecção russa é um dos pilares da “nova” Rússia de Leonid Slutsky e é visto por muitos como um dos mais talentosos jogadores daquele país do leste europeu. Shirokov é uma espécie de rebelde sem causa no futebol, desporto no qual já fez de tudo um pouco.

Em 2008, aquando da sua bem-sucedida passagem pelo FC Zenit, o seu treinador da altura, o holandês Dick Advocaat, afirmou que Roman poderia facilmente tornar-se no melhor defesa a actuar na liga russa, mas Shirokov, na sua habitual forma de estar, altamente desafiadora, respondeu ao elogio dizendo que não queria ser defesa, mas sim o melhor médio do país. Não poucas vezes, Shirokov foi utilizado como defesa central durante os seis anos que representou o emblema de São Petersburgo, mas foi seguramente numa posição mais adiantada do terreno (como armador de jogo à frente do quarteto defensivo) que o actual médio do Spartak Moscovo conheceu os momentos de maior glória da sua já longa carreira.

Até 2004, ano em que conheceu a sua actual companheira Katya, Shirokov fez de tudo um pouco para destruir a sua carreira futebolística. Insultou treinadores, adeptos e colegas de equipa, fingiu ter partido uma perna após se ter ausentado (sem autorização) dos treinos da sua equipa durante cerca de dois meses, e passou, para além disso, noites atrás de noites a beber até cair.

Apesar de tudo isto, Shirokov é, e  já na fase descendente da sua carreira, o motor da primeira zona de construção da “nova” Rússia de Leonid Slutsky (que sucedeu a Fabio Capello há uns meses atrás) e forma, habitualmente ao lado de Igor Denisov, o bloco mais recuado do meio-campo russo.

Roman Shirokov, um estranho caso de sucesso no futebol russo Fonte: imgkid.com
Roman Shirokov, um estranho caso de sucesso no futebol russo
Fonte: imgkid.com

Slutsky, pragmático e sempre fiel a si próprio, implementou na selecção russa o estilo de jogo que frequentemente exibe no CSKA Moscovo: um 4-2-3-1 com as linhas bastante juntas e alimentado por trocas de bola rápidas com o intuito de explorar a velocidade dos extremos, ou falsos extremos, e com uma defesa aguerrida e bastante posicional, que geralmente sofre poucos golos. Para além de Shirokov e Denisov, Slutsky conta também no meio-campo com jogadores de bitola mundial, como são o caso de Alan Dzagoev, aclamado pela crítica como um dos melhores jogadores russos da última década até um par de anos atrás, e Aleksandr Samedov, o experiente extremo do Lokomotiv Moscovo, que atravessa actualmente um bom momento de forma. Do lado esquerdo, com funções não tanto de extremo mas mais como um segundo avançado a procurar de forma persistente posições interiores, Slutsky utiliza, geralmente, Aleksandr Kokorin, o talentoso jogador do Dynamo Moscovo que, no entanto, falhou o jogo contra Portugal por se encontrar lesionado.

A zona intermédia é, como sempre foi durante a sua história (ou seja, quer como parte integrante da URSS, quer como país independente), o ponto mais forte da selecção russa. Para além dos jogadores acima referidos, Leonid Slutsky, conta ainda com atletas bastante talentosos como são os casos de Denis Glushakov, Denis Cheryshev, Pavel Mamaev, Oleg Shatov e o próprio Maksim Kannunikov, que apesar de ser um avançado de raiz, pode também actuar com funções de extremo ou de segundo avançado. Lá na frente, tem sido Artem Dzyuba o eleito de Slutsky e o novo avançado do FC Zenit, tantas e tantas vezes envolto em polémicas das mais diversas espécies, tem dado muito boa conta de si.

Leonid Slutsky, o timoneiro da “nova” Rússia Fonte: news.sportbox.ru
Leonid Slutsky, o timoneiro da “nova” Rússia
Fonte: news.sportbox.ru

Para além de pragmático, Leonid Slutsky é um treinador altamente conservador, muito pouco dado à inovação de processos e a grandes mexidas na equipa. O sector defensivo do conjunto russo é uma prova desse mesmo conservadorismo e Slutsky não hesitou em transportar os processos e ideias que implementou no CSKA durante estas últimas épocas para esta nova aventura na sua carreira. Igor Akinfeev é a muralha de aço do bloco defensivo e sofreu apenas um golo nos cinco jogos já decorridos após Slutsky ter tomado conta da selecção russa. O quarteto defensivo conta ainda com a experiência do trio do CSKA Moscovo, Aleksei Berezutski, Vasili Berezutski e Sergei Ignashevich, todos eles bem acima da casa dos 30 anos. Nas laterais fazem-se notar Yuri Zhirkov, o antigo ala do Chelsea que está actualmente ao serviço do Dynamo Moscovo, e Oleg Kuzmin, o defesa direito e capitão do Rubin Kazan, que tem estado em particular destaque esta temporada na liga russa, ambos também já acima dos 30 anos.

Leonid Slutsky herdou uma selecção sem garra e sem fio de jogo e apenas em cinco jogos conseguiu levar a cabo importantes transformações no âmago da equipa. O facto de ter vencido todos os jogos que disputou como seleccionador russo e de ter conseguido garantir um lugar no campeonato da Europa no próximo ano não pode ser de forma alguma menosprezado, mas ao mesmo tempo é legítimo dizer-se que esta Rússia actual é, de certa forma , um corte com a essência do futebol daquele país. Aquele modelo de jogo baseado na posse de bola efectiva, com passes curtos e com movimentações constantes, herdado do Passovotchka de Boris Arkadyev, mais tarde desenvolvido e readaptado por Konstantin Beskov, Oleg Romantsev e até certo ponto também por Anatoliy Byshovets (técnico campeão olímpico com a URSS em 1988, que teve uma breve passagem pelo Marítimo SC em 2003) desapareceu por completo, deixando assim a selecção russa orfã de uma marca muito própria, que a acompanhou ao longo de várias décadas e que possivelmente desapareceu por completo após a saída de Guus Hiddink em 2010.

Uma Rússia mais unida após a chegada de Leonid Slutsky  Fonte: news.sportbox.ru
Uma Rússia mais unida após a chegada de Leonid Slutsky
Fonte: news.sportbox.ru

A irreverência de Shirokov, o pragmatismo de Slutsky e a experiência de quase uma dezena de jogadores acima dos 30 anos de idade são a imagem da “nova” Rússia que, face à incapacidade dos seus recentes seleccionadores em renovar a equipa, optou por um corte evidente com os seus princípios de jogo mecanizados, para assim se manter à tona do futebol do velho continente.

Foto de Capa: news.sportbox.ru 

O Touro e o Toureiro – A derrota de Ronda Rousey

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Um touro e um toureiro “apeado”, ou “à espanhola”, encontram-se numa arena. O touro avança para o toureiro com o objectivo de lhe acertar, mas falha. Ou melhor, é levado a falhar. Por muitas vezes que o touro se insurja, o toureiro esquiva-se em todas elas, espetando bandarilhas que atiçam ao mesmo tempo que cansam o touro. Este vai sendo dominado, preparado para a estocada final. Quando esta altura chega, o toureiro aproxima-se do touro e crava a sua espada o mais próximo que conseguir do coração, matando-o. Assim, o toureiro confirma a sua superioridade e banaliza a raiva e força desenfreada do animal que se lhe opôs. Um espetáculo para uns, um desconcerto para outros.

No momento em que vi Rousey caiu ao tapete fiquei petrificado em frente ao ecrã, totalmente desconcertado. Pisquei os olhos várias vezes, abanei a cabeça, não acreditei imediatamente. O título foi colocado à volta da cintura de Holly Holm e ainda estava à procura de outra realidade, uma em que Ronda Rousey não tivesse perdido, uma onde tudo fosse normal. Mas Ronda perdeu, e não foi por sorte. Tenho, enquanto fã de Ronda, alguma dificuldade em escrever isto, mas seria injusto de mim dizer que Holm simplesmente venceu. Não, é falso. Holly Holm destruiu um ícone, banalizou Rousey à semelhança daquilo que um toureiro faz a um touro. Fez algo que me custará a ver independentemente das vezes que o veja. Não há como digerir.

Antes de o combate começar, Ronda recusou-se a tocar luvas com Holm, provavelmente devido ao que se sucedeu nas pesagens – Rousey aproximou-se muito de Holly, esta tocou-lhe com o punho e Ronda explodiu, acusando nervosismo e pressão. A ex-boxer, por outro lado, manteve-se calma e serena. No combate o mesmo se passou.

Ronda tentou, logo de início, encurtar o espaço em relação a Holm, mantendo pressão para que esta não fosse capaz de dar uso à sua vantagem de envergadura. Como um touro, Rousey parecia cega: simplesmente perseguia a sua adversária, tentando soqueá-la. Esta, por sua vez, ia-se esquivando e esperava as aberturas criadas pela displicência de Rousey para acertar jabs de esquerda e anular o seu movimento com alguns pontapés oblíquos (característicos de Jon Jones, parceiro de equipa de Holly Holm). Esta cena acima descrita foi recorrente e acabou por ser o espetar das bandarilhas por parte de “The Preacher’s Daughter”. No final do primeiro assalto Rousey já estava exausta, já sangrava.

Holly Holm (branco) desfere o pontapé que termina o reinado e onda invicta de Rousey (preto) Fonte: UFC
Holly Holm (branco) desfere o pontapé que termina o reinado e onda invicta de Rousey (preto)
Fonte: UFC

Na ronda seguinte Rousey tornou a perseguir a antiga campeã mundial de Boxe desenfreadamente e sem grande critério. Num destes movimentos, Holm tourou Rousey por completo, levando-a a ir contra a rede. Quando “Rowdy” se levantou e virou para Holm via-se na sua cara que não estava apenas quebrada fisicamente, mas também psicológica e emocionalmente. Via-se que estava em desespero, impotente, a viver um pesadelo. Tornou a dirigir-se a Holm, que a recebeu com dois jabs de esquerda. O último tombou Ronda. Quando se levantou, fê-lo de costas para a sua adversária. Holm virou-a e desferiu aquele que será um dos pontapés altos mais marcantes da história da UFC, aquele que deixou Ronda “Rowdy” Rousey K.O.

O plano de Ronda para o combate foi uma das causas da sua derrota: a meu ver, subestimou Holly Holm a partir do momento em que tentou combater de pé com esta, sobrevalorizando assim o seu próprio striking. Talvez devesse ter recorrido ao seu ganha-pão (judo) ao invés de ter tentado provar um ponto ao tentar vencer no “stand-up”. Quem tinha algo a provar era Holm, afinal.

Não me vou alongar, no entanto, nesta análise. Não é justo para Holm, que venceu de forma fantástica, nem para Rousey, que, por enquanto, não tem forma de se defender das críticas que circulam nos meios de comunicação. Prefiro antes focar-me naquilo que está para vir.

White e Holm ambos deixaram no ar a possibilidade de uma desforra imediata para Ronda. A acontecer, o mais provável é que seja no futuro UFC 200, que marcará, conforme o número indica, o 200º PPV da organização. Por agora não temos como saber o que vai na cabeça de Rousey, mas espero que esta continue. Ainda é um ícone, um ídolo para muitos, e tem muito a provar. Acredito que quererá sair de cabeça e braço erguido, com um legado que uma derrota não mancha. Depois de todas as adversidades que já passou não podemos acreditar que vai parar por aqui. Esperem um regresso, esperem uma vitória. Parabéns Holly, até já Ronda.

Fonte: UFC