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Sérgio Conceição e a busca por um onze inicial base | FC Porto

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O FC Porto e Sérgio Conceição têm tido um início de campeonato um pouco atribulado, não a nível de resultados (pois até têm sido positivos), mas a nível de gestão da equipa.

Até ao último minuto do dia 31 de agosto, dia de fecho do mercado de transferências em Portugal, os dragões poderiam perder uma das suas principais peças, como por exemplo, Corona, Sérgio Oliveira, Mbemba e até o próprio Luis Díaz, jogadores estes que despertavam o interesse de alguns clubes.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O FC Porto, como sabemos, não conseguiu vender nenhum destes ativos, ficando assim com um plantel com o qual não esperava contar, ou seja, transparece que a equipa técnica esboçou uma época sem contar com algum destes jogadores – não é uma suposição, podemos constatar nos seis jogos jogados esta época.

Os dragões procuram ainda um onze inicial base e, ao que parece, procuram também um sistema base que tire o melhor das qualidades dos jogadores que este plantel constitui.

No entanto, a equipa técnica ainda não conseguiu “montar” um sistema base ou um onze inicial base, e, com isto, há uma falta de coesão na equipa, algo que se notou perfeitamente nos passados dois jogos frente ao Sporting CP, para o Campeonato, e frente ao Atlético Madrid, a contar para a Liga dos Campeões.

A equipa parece que ainda não engrenou com aquilo que o treinador pede, o jogo não flui, há uma desarmonia em todos os setores dos dragões.

Tanto na da defesa, como no duplo pivô do meio-campo e no ataque, atualmente, não sabemos quem de facto é titular.

Sérgio Conceição ainda não encontrou o FC Porto 2021/22, não conseguiu ainda vincar a sua imagem, como fez em épocas passadas, tanto a nível de consistência como a nível de dinâmicas de jogo.

Mas há que frisar também que, a equipa técnica, de certa forma, está refém de uma “falta de forma generalizada” de alguns jogadores do plantel, o que torna a busca por um onze base um pouco difícil, pois o treinador não tem os jogadores que queria a titular a 100% das suas capacidades.

É o caso de Sérgio Oliveira e de Corona, que não apresentam (nem de perto) o índice de forma que apresentaram na época anterior. Podemos também citar Taremi, Mbemba e Zaidu, este último que perdeu totalmente a confiança.

FC Porto Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Posto isto, penso que Sérgio Conceição, face a esta “falta de forma generalizada”, deve dar oportunidade aos que estão a 100% das suas capacidades, com vontade de contribuir e crescer com a equipa.

Quero dizer com isto que é preciso “sangue novo” na equipa, jogadores como Vitinha, Pepê, Fábio Vieira, Evanilson e Francisco Conceição, devem ser apostas constantes ao longe dos jogos.

Para além de trazerem concorrência aos habituais titulares, podem trazer um novo ADN a este FC Porto 2021/22, que ainda não foi encontrado.

Liga 3 | Os 5 principais destaques individuais

A mais recente competição do futebol profissional português arrancou no passado mês de agosto e, desde logo, se começaram a chegar à frente jogadores de grande qualidade. Algumas caras já são velhas conhecidas do nosso futebol, outras estão a fazer o seu caminho para um dia também o poderem ser.

Nesta “montra” que é a Liga 3, quase todas as equipas partiram para a época com grandes aspirações, muito fruto do facto de ser uma competição nova e quase todas terem sido promovidas na época passada, naquele que se espera um campeonato muito equilibrado. Seguem-se então os 5 principais destaques da Liga 3, naquele que foi o primeiro mês de vida da competição.

Guia LPB: Illiabum #11

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

Hoje levamos até si o guia da equipa de Ílhavo. Siga connosco!

Foto de capa: Illiabum Clube

Guia LPB: CD Póvoa #12

Com a Liga Portuguesa de Basquetebol cada vez mais próxima dos nossos horizontes, o Bola na Rede realizou um guia das 12 equipas presentes na competição. Optamos por dar uma nota sobre a equipa no seu cômputo geral, sobre as principais contratações, e – num parâmetro mais arrojado – prever/destacar a estrela de cada equipa.

Começamos por ordem decrescente conforme a classificação da temporada regular 2020-2021.

Ou seja, a nossa «maré de artigos» irá iniciar o seu itenerário na cidade da Póvoa, com o guia do atual campeão da Proliga e recém promovido CD Póvoa, e irá chegar a bom porto em Lisboa, com o guia do atual campeão nacionalSporting CP.

Como foi dito anteriormente, iniciamos o nosso guia na cidade da Póvoa. Venha daí!

Foto de capa: CD Póvoa

Rio Ave FC 0-4 CD Feirense: Um assalto ao vizinho

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A CRÓNICA: CD FEIRENSE DE PRIMEIRA METEU A QUARTA E NÃO DEU HIPÓTESES 

O Rio Ave FC recebeu o CD Feirense e deslizou pela primeira vez na época 21-22, com uma derrota por 0-4. Com este resultado, a turma de Vila do Conde vê a sua liderança fugir, ao passo que a equipa da Feira toma de assalto o primeiro posto da tabela.

Os «vizinhos» da Feira deslocaram-se a Vila do Conde rotulados como «menos favoritos», não obstante, desde início, tal não se verificou, com os ‘pupilos’ de Rui Ferreira a demonstrarem – para além de ambição e da procura pelo golo – uma noção notória do que deviam fazer em campo.

A forma desinibida e igualmente intensa de operar, trouxe para jogo um CD Feirense controlador e afirmativo nas duas vertentes do jogo, tendo sido possível observar, desde a primeira posse de bola do jogo, aquilo para o que a turma da Feira vinha.

Apesar disso, e antes do primeiro tento da partida, Arthur, após uma saída descuidada, ofereceu uma oportunidade flagrante para o Rio Ave FC, ainda que não tenha repercutido em qualquer consequência. No corolário dessa ocasião, o CD Feirense – eficaz e oportunista – abriu o marcador através dos pés de Kerwin Vargas, num remate ‘em jeito’ e de belo efeito que não deu hipóteses de defesa para o guardião rioavista.

Na reação, quando se esperava uma resposta forte da equipa da casa, aconteceu exatamente o contrário. O CD Feirense apertou ainda mais, e não deu espaço para o Rio Ave FC se confortar com bola. E depois? Eu direi uma réplica de acontecimentos: o CD Feirense ampliou o marcador através de Vargas e, novamente, após um desperdício da equipa da casa.

O avançado colombiano aproveitou o excelente cruzamento de Fábio Espinho para oferecer o 0-2 à equipa da Feira e aumentou, deste modo, a esperança fogaceira que ia para os balneários com dois golos na bagagem.

Do outro lado, a desinspiração dos homens do costume, tais como Guga ou Gabrielzinho, ditou uma primeira parte igualmente desinspirada por parte dos comandados de Luís Freire. 0-2 ao intervalo.

Na segunda parte, como expectável, a toada transfigurou-se. A equipa da casa conseguiu ter (muito) mais tempo com a posse de bola, e conseguiu colocar em sentinela a defesa do CD Feirense. O Rio Ave FC acelerou, contudo, as oportunidades não apareceram e o resultado não via alterações em prol dos homens da casa.

Ora, depois de vários sustos perto da área do CD Feirense, o Rio Ave FC revelou alguma incapacidade de definição no último terço, que seria alimentada por alguns atritos e inconformidade com as decisões da equipa de arbitragem. Depois disso, o caos.

Apesar da toada se ter alterado, o CD Feirense andou sempre atrás de uma transição rápida, que ocorreria ao minuto 76: Jardel (acabado de entrar) ganhou as costas de Aderlan Santos, que não encontrou meios para travar o extremo sem ser em falta, e que resultou no segundo amarelo e consequente expulsão do central brasileiro.

Até final, reduzidos a 10 elementos, os vilacondenses apresentaram-se moribundos, enquanto a equipa da Feira continuou a atacar de forma sagaz e vertiginosa, com os contra ataques de Jorge Teixeira e Jardel a revelarem-se letais, proporcionado um resultado dilatado (0-4) e no assalto fogaceiro à liderança do Rio Ave FC.

 

A FIGURA

Kerwin Vargas – Apesar de ter atuado somente durante uma hora de jogo, fez os dois primeiros golos do encontro, e revelou uma eficácia fantástica. Quer com os pés, quer com a cabeça, o colombiano foi uma autêntica dor de cabeça para a defensiva vilacondense.

 

O FORA DE JOGO

Gabrielzinho – Depois de um jogo brilhante diante o Estrela da Amadora esperava-se mais por parte do extremo brasileiro. Esteve desaparecido durante os 90 minutos, e raramente provocou o pânico na ala direita do CD Feirense.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

O Rio Ave FC apresentou-se num 3-5-2, que alternava consoante o movimento dos avançado, sendo Zé Manuel o mais liberto dos avançados (entre dar apoio e movimentar-se na profundidade) e Pedro Mendes o mais fixo, essencialmente na procura da bola «alta» entre os centrais.

O trio do meio campo foi Zimbabwé (o mais recuado), Jota e Guga, sendo que aqui, Freire rapidamente observou problemas de entrosamento e de ligação entre os três, pelo que motivou a saída de Jota e Zimbabwé ao intervalo.

Após estar em desvantagem, o técnico luso modificou o sistema e apresentou um 4-4-2 com dois pontas de lança de raíz, arrastando Zé Manuel um pouco mais para a ala direita.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jhonatan (4)

Costinha (5)

Hugo Gomes (5)

Aderllan Santos (3)

Pedro Amaral (6)

Zimbabwé (5)

Joca (6)

Guga (6)

Zé Manuel (6)

Gabrielzinho (3)

Pedro Mendes (6)

SUBS UTILIZADOS

Yakubu Aziz (6)

Rúben Gonçalves (5)

Ukra (6)

Alhassane Sylla (5)

Ângelo Meneses (-)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

A equipa comandada por Rui Ferreira alinhou num 3-1-1-2-3 bem delineado, com os dois médios (Fall e Washington) a funcionarem como um «elástico», sempre coordenados em função da bola, e quase nunca em paralelo. De resto, a largura era proporcionada pelos alas (Diga e Zé Ricardo), com os avançados a alternarem entre movimentos de rutura e aproximação aos médios, no entanto, tendo o primor da procura pelas costas da defensiva vilacondense.

Em construção ofensiva, destaque para a saída curta entre os três centrais, que vagarosamente procuraram os espaços no setor intermediário do campo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Arthur Augusto (6)

João Pinto (6)

Ícaro Silva (6)

Bruno Onyemaechi (6)

Latyr Fall (6)

Washington(7)

Samuel Teles (6)

Diga (7)

Zé Ricardo (6)

Kerwin Vagas (9)

Fábio Espinho (8)

SUBS UTILIZADOS

João Paulo (6)

Jorge Teixeira (5)

Cláudio Silva (6)

Jardel (7)

Manu Silva (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Boa tarde mister, que mensagem passa à equipa depois de uma derrota tão pesada?

Luís Freire: “Não éramos os melhores do mundo, como referi tantas vezes, hoje não somos os piores. São três pontos, nada mais que isso, três pontos. Não conseguimos ser a equipa mais forte como temos sido, e o que se diz à equipa é isso: ‘Não éramos os melhores do mundo, hoje não somos os piores’, mas vamos continuar a nossa luta.

CD Feirense

BnR: Boa tarde mister, considera que a chave do jogo esteve na reação da sua equipa ao primeiro golo, isto é, ao manter o mesmo ritmo de jogo, e ao aumentar a intensidade, mesmo estando em vantagem?

Se me permite, gostaria de perguntar ao Mister ainda uma opinião sobre o potencial de Jardel, um jogador que de resto atuava no Campeonato de Portugal na temporada passada, e agora estreou-se, agitou o jogo, e marcou um golo.

Rui Ferreira: “Nós abordamos este jogo claramente com a ambição de conquistar os três pontos. Qualquer das maneiras, o facto de termos marcado o primeiro golo, levou a equipa a acreditar ainda mais, e na consequência transmitimos aos jogadores que devíamos de manter o mesmo registo. Em relação ao Jardel, ele revelou a qualidade dele e o que tem demonstrado no treino. Estava confiante que ele queria muito mostrar”.

SC Covilhã 0-0 FC Penafiel: Equilíbrio de oportunidades dita empate na Covilhã

A CRÓNICA: COM PRIMEIRO TEMPO DOMINADO PELO PENAFIEL E SEGUNDO PELA COVILHA EMPATE A JUSTIÇA FICOU PELO EMPATE

Para a partida, duas equipas em situações opostas entraram em campo no Estádio José dos Santos Pinho na Covilhã. Por um lado, os mandantes vivem a sua pior sequência no torneio, com dois empates e uma derrota nos últimos três jogos. Por outro lado, o FC Penafiel trouxe confiança para a Serra da Estrela após a vitória em casa contra o CD Nacional da Madeira.

Apesar da necessidade dos Leões da Serra de voltar às vitórias, o que se viu logo de início foi um domínio dos visitantes. Como consequência, a primeira finalização do jogo, veio aos cinco minutos, quando o ponta de lança Roberto cabeceou muito perto do gol de Léo.

Somente aos 35 minutos uma grande oportunidade de golo. Num contra-ataque rápido, Simãozinho pelo lado esquerdo de ataque joga em direção a Roberto, mas o guarda-redes do Covilhã chega antes. No entanto, em seguida da defesa o guarda-redes deixa a bola escapar dos seus braços para que o mesmo Roberto desperdiçasse uma oportunidade a menos de cinco metros das redes.

Além disso, pouco se viu no primeiro tempo. Muita disposição física e pouco brilhantismo futebolístico. Isso fez com que os primeiros 45 minutos apenas tivessem uma única finalização em direção à baliza. Desta forma o leve domínio dos visitantes não, foi suficiente para inaugurar os golos no José Santos Pinto.

Os primeiros minutos do segundo tempo provaram ser a melhor parte do jogo. Ambas as equipas se projetam ao ataque, agora com várias oportunidades conforme o vigor físico e os espaços no relvado são criados.

Aos 55 minutos, Feliz Vaz o sinónimo de perigo parte o Penafiel, carrega a bola ela esquerda e chuta fora da área para a defesa de Léo, que salva a bola que tinha endereço para o fundo das redes.

Apesar de os mandantes terem a posse e a criação das jogadas, as oportunidades mais claras ainda são do Penafiel que aos 62 minutos realiza um arremate de longa distância para novamente Léo realizar uma importante defesa.

A última oportunidade foi concedida aos 90 minutos quando o Ahmed Isaiah num tiro livre primoroso acertou carinhosamente a baliza. O grito de desolação dos adeptos foi o suspiro final da partida.

A partida encerra-se empatada. O mais justo dos resultados, enquanto a primeira metade foi dominada pelo Penafiel, o segundo tempo teve os Leões da Serra como comandantes das melhores oportunidades. Assim, o Sporting da Covilhã aumenta a sua série de maus resultados. Por outro lado, o Penafiel consegue um resultado seguro, mas que lhe impede de permanecer entre avançar para os primeiros colocados.

A FIGURA

Ahmed Isaiah – O jogador mudou o prognóstico da partida. A sua entrada a partir do intervalo de jogo, fez com que a equipa toda da Covilhã crescesse e adicionasse oportunidades de golo. O médio chamou a responsabilidade e trouxe habilidade, ímpeto e inteligência para o meio de campo dos mandantes.

O FORA DE JOGO


Ricardo Vaz – A situação atual fez com que o Wender realizasse diversas alterações nos 11 iniciais. No entanto, algumas delas não deram resultado como esperado, A principal delas foi a entrada do avançado, Ricardo Vaz. O escolhido do técnico Wender, perdeu todos os embates disputados com os marcadores, além de oferecer pouca disposição ao ataque do Covilhã.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ

O técnico brasileiro Wender Said manteve a formatação em 4-4-2 que utiliza desde o início do campeonato. No entanto, o destaque foi a entrada de 4 jogadores diferentes em relação aos últimos 11 iniciais. Assim, Said pretendeu dar um novo fôlego e apostar em novidades contra o Penafiel. Para o segundo tempo, a entrada de Isaiah fez com que Ricardo fosse para o lado esquerdo de ataque. As outras substituições deram fôlego e prenderam o meio-campo adversário.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Navacchio (6)

Jean Felipe (5)

André Almeida (5)

Heliton Titão (6)

Lucas Barros (6)

Ryan Teague (5)

Jorge Vilela (5)

Medeiros (4)

Ricardo Vaz (3)

David Silva (5)

Diogo Almeida (4)

SUBS UTILIZADOS
Ahmed Isaiah (7)
Jô (4)
Arnold (5)
David Santos (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

Após a vitória em casa contra o Nacional da Madeira, o técnico Pedro Ribeiro mantém o 3-4-3 quando ataca e 5-4-1 na defesa como esquema tático. A saber, a única ausência é a de Bruno César, que nem viajou para Covilhã. No seu lugar, João Amorim dá um caráter mais defensivo e mais posicional em relação ao jogo propositivo de Bruno Cesár. As substituições mantiveram o padrão tático do início da partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Caio Secco (7)

Capela (5)

Silvério Júnior (5)

Tagliapietra (5)

David Caiano (5)

João Amorim (6)

Edson Farias (6)

Simãozinho (4)

Feliz Vaz (7)

Rui Pedro (6)

Roberto (6)

SUBS UTILIZADOS
Ruca (5)
Ronaldo (5)
Robinho (5)
Pedro Prazeres (-)
Édi Semedo (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Covilhã

Bola na Rede: O Penafiel foi a equipa que mais propôs perigo ao Covilhã nesta época dentro do José Santos Pinto?

Wender Said: Foi. Não muito pelo fluxo de jogo do adversário. Que tem uma dinâmica muito boa, que constrói por trás, com três centrais. Os dois médios com muita classe e o Feliz com muita experiência nessa liga. Por que é um jogador muito anárquico. A partir do momento em que corrigimos estes erros no intervalo, o jogo foi da Covilhã.

FC Penafiel

Bola na Rede: Pelo volume de jogo construído no primeiro tempo e a bola adversária que acertou a baliza ao fim do segundo tempo, achas que o resultado acaba por ser justo?

Pedro Ribeiro: Nós sabíamos que iríamos defrontar uma excelente equipa. Portanto que teríamos que ser uma equipa competente para sairmos com os três pontos, que era nosso objetivo. A primeira é de sentido único, e só por mérito e felicidade do guarda redes Léo é que não conseguimos ganhar. Pressionamos com bola e não deixamos o Covilhã. A segunda etapa é mais equilibrada, principalmente com as entradas dos jogadores com mais vigor. O jogo ficou mais partido. E tivemos certa felicidade, sobretudo naquela bola que acerta a baliza. Portanto o empate ajusta-se pois nenhuma equipa conseguiu marcar.

Daniel Bragança: Procura-se

Com a saída de João Mário para o rival da cidade, o lugar ao lado de João Palhinha ficou à disposição no Sporting CP. À partida, Matheus Nunes estava na frente da corrida pela posição, visto ter participado, ao longo da época passada, em mais encontros e ter também estado mais vezes envolvido em golos. Ainda assim, Daniel Bragança tinha tempo e espaço para reclamar o lugar. Tal não aconteceu. Matheus mostrou ao técnico Rúben Amorim que era o principal candidato à posição “8”, e desde o início da temporada que ninguém começa o jogo ao lado de Palhinha sem ser ele.

O desaparecimento

Até ao momento, Bragança participou em três dos cinco jogos disputados no Campeonato, mas somou apenas 36 minutos. Por esta altura na época passada, já tinha completado 94 minutos na Liga, tendo também só jogado em três das cinco jornadas. Mesmo com o Sporting CP na Liga dos Campeões, Rúben Amorim não abdica da dupla Palhinha-Matheus.

É verdade que Daniel Bragança (823 minutos) completou substancialmente menos minutos que Matheus Nunes (1707 minutos) ao serviço dos leões na última temporada, mas esperava-se um Bragança mais presente neste início de época. É bastante provável que os quase mil minutos de diferença tenham tido peso na evolução dos jogadores, mas, ainda assim, creio que os adeptos do clube esperavam mais tempo para o miúdo de 22 anos.

Entrada na Champions com o pé esquerdo

O regresso da turma de Alvalade à liga milionária foi um desastre. A derrota por 5-1 frente ao AFC Ajax revelou fragilidades no bloco defensivo dos leões que, durante toda a época transata, não foram expostas. A formação comandada por Rúben Amorim terminou a época 2020/21 com a melhor defesa do campeonato, sofrendo apenas 20 golos em 34 jornadas. E, na passada quarta-feira, num único jogo, foi capaz de sofrer cinco golos de uma assentada. Esta entrada em falso dos verde e brancos tornou bem evidente a diferença de qualidade entre os adversários que o Sporting CP encontra em Portugal e aqueles que estão presentes nesta competição, que reúne as melhores equipas da Europa. O clube de Alvalade não entrou com a força máxima. O capitão Coates ficou de fora da partida por ter sido expulso no último jogo que os leões disputaram para as competições europeias, e essa ausência foi notada. Viu-se um Sporting CP não só com debilidades a nível defensivo, mas também com bastante dificuldade a segurar a posse da bola.

Falta lucidez

Se pensarmos bem, Daniel Bragança tem um perfil mais semelhante a João Mário do que Matheus Nunes. Tanto Bragança como João Mário têm maior capacidade de pausar e pautar o jogo do que Matheus. Este oferece explosão, tem maior presença em campo e tem também mais golo. Mas parece estar a faltar ao jogo do Sporting CP um homem que ponha a bola no chão, pense o jogo, dê tempo à equipa para respirar com bola, de modo a construir ataques com maior lucidez.

A forma de Matheus

É verdade que o luso-brasileiro está num momento de forma estrondoso, mas ter um meio-campo a dois em que nenhum dos médios consegue pausar o jogo e fazer com que a equipa descanse com bola, para que possa atacar com mais cabeça, torna-se muito desgastante para o coletivo. Estar sempre a correr atrás da bola não é, certamente, a solução para uma equipa que tem como objetivo vencer títulos.

Matheus Nunes já leva 606 minutos com a verde e branca esta temporada, soma uma assistência e exibições sólidas. Depois de, no empate em Famalicão, ter passado um pouco ao lado do jogo, voltou a destacar-se frente ao FC Porto e contra o AFC Ajax, tendo sido, em ambas as partidas, um dos melhores em campo. Aquilo que produz justifica perfeitamente a sua presença assídua no onze.

Matheus Nunes vs Daniel Bragança
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Três jogos sem vencer

O Sporting CP vem de uma época em que se habituou a não perder. Arrecadou a Taça da Liga e foi campeão nacional,19 anos depois. A única derrota que teve no campeonato foi já no fim, frente ao SL Benfica, numa altura em que já tinha garantido o título. Foi precocemente eliminado da Liga Europa, pelo Lask Linz, e também cedo afastado da Taça de Portugal, pelo CS Marítimo. Está agora a atravessar uma nova fase. Dois empates consecutivos no campeonato e uma derrota no primeiro encontro no regresso à Liga dos Campeões. A formação de Erik ten Hag tem mais experiência a este nível e foi capaz de desmontar o bloco verde e branco com bastante facilidade. Pôs à prova a formação de Amorim de uma maneira que nenhuma outra equipa, durante toda a época passada, foi capaz de fazer.

Este jogo frente ao AFC Ajax vai, certamente, pesar na consciência de Amorim, e resta esperar para ver que alterações o jovem treinador português vai fazer na sua equipa. A dificuldade que os leões tiveram em segurar o esférico deve ter preocupado, sem sombra de dúvidas, o técnico leonino, e talvez por isso vejamos em breve mais de Bragança.

Matheus Nunes e Daniel Bragança são dois jogadores com características distintas e, certamente, haverá jogos em que faz mais sentido Bragança jogar e outros em que a presença do luso-brasileiro é imprescindível. Até agora, Matheus tem sido o escolhido, mas Bragança estará preparado para assumir o lugar a qualquer altura. E uma nova oportunidade pode estar mesmo aí a aparecer, sobretudo se a equipa continuar com esta dificuldade em manter a posse.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

As 5 campanhas de outsiders que surpreenderam na Liga dos Campeões

A Liga dos Campeões é o palco onde todos querem ser protagonistas, é a epopeia onde todos têm a ambição de alcançar o Olimpo do futebol e inscrever o seu nome na história da competição.

É, indubitavelmente, o título de clubes mais cobiçado do futebol europeu e o sonho de qualquer atleta. Contudo, esta é cada vez mais uma prova limitada a um número restrito de clubes. Estou a referir-me, naturalmente, aos colossos europeus, com recursos económicos infindáveis e investimentos megalómanos realizados nos seus plantéis.

É este o cenário que se tem afirmado e reforçado ano após ano, no qual é latente uma desigualdade crescente e abismal para os restantes clubes do Velho Continente que não possuem a mesma disponibilidade financeira. Assim, a competitividade da prova estará condenada e reduzida a um lote de clubes elitistas, propriedade privada de bilionários que fazem das instituições os seus brinquedos de fim de semana.

A revolução da Super Liga Europeia foi mais um passo nesta direção e um xeque-mate completo a tudo o que o desporto-rei representa. Neste sentido, e perante esta conjuntura, há uma dificuldade acrescida de um outsider conseguir ter um bom desempenho na Liga dos Campeões.

No entanto, são já vários os exemplos de formações que, ao longo dos anos e contra todas as expectativas, fizeram história e se conseguiram superar.

5 campanhas de outsiders na Liga dos Campeões

Sporting CP | Afinal, o plantel é curto ou não?

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O mercado de verão fechou e o plantel do Sporting CP não irá sofrer alterações, pelo menos até janeiro. O grupo de trabalho de Rúben Amorim é curto, bem a seu gosto, mas será insuficiente? Neste artigo, analiso os prós e contras de ter um conjunto mais restrito de jogadores à disposição, a qualidade dos atletas leoninos e o contexto que o clube vive.

Poucas opções, muita competitividade

O treinador do Sporting CP referiu várias vezes à imprensa que ter dois jogadores por posição é a sua filosofia, pois todos trabalham a acreditar que podem ser titulares no jogo que se segue, e os jovens da formação leonina estão sempre à espera de ser chamados à equipa principal. Isto não só traz mais competitividade ao grupo, como dá uma motivação extra àqueles que atuam na equipa B ou mesmo na Liga Revelação.

Como todos sabemos, esta mentalidade de Rúben Amorim resultou na época passada. Porém, jogar de semana a semana é diferente de entrar em campo de três em três dias. Com a exigência da Liga dos Campeões, o Sporting CP precisa de todos os seus jogadores, pois, eventualmente, o plantel vai rodar e todos os atletas terão minutos ao longo da temporada.

Plantel Sporting
Fonte: LINEUP11

Qualidade e profundidade do plantel

Analisando um pouco o plantel leonino, podemos observar que existe qualidade, sobretudo do meio-campo para a frente e nas alas. Apesar de perdermos em quantidade comparando com os dois rivais, a verdade é que, em qualidade, as coisas estão muito mais próximas.

No meio-campo, Palhinha e Matheus Nunes têm feito dupla, com Bragança e Ugarte à espreita para mais oportunidades; nas alas, Porro e Vinagre são senhores dos respetivos lugares, com Esgaio como alternativa à direita, Matheus Reis como opção mais defensiva à esquerda e Nuno Santos mais atacante; No ataque, existe um lote de sete jogadores (com a inclusão de Nuno Santos) prontos para competir pelos três lugares da frente. Para além das habituais opções da equipa principal, e das adaptações que poderão existir, atletas como Gonçalo Esteves, Tiago Ferreira ou Geny Catamo espreitam com ambição e realismo uma estreia na equipa.

Como se tem visto nas últimas partidas, as ausências por lesão ou castigo têm afetado a equipa na sua performance, notando-se que a profundidade do plantel não é grande. Ainda assim, a equipa raramente quebra os seus índices de competitividade, e isso viu-se no clássico frente ao FC Porto. O jogo inaugural da Liga dos Campeões foi muito peculiar e acredito que tenha sido uma exceção àquilo que tem sido regra.

O contexto leonino

Na minha opinião, é um pouco arriscado encarar quatro competições com um plantel tão curto, principalmente no eixo defensivo. O Sporting CP conta com apenas quatro defesas centrais de raiz no plantel, num esquema tático em que utiliza três logo de início. O técnico leonino explica à imprensa que “ir buscar centrais é para outros clubes, para outros momentos e para outros tipos de treinador”.

O relatório de contas do Sporting CP revelou mais de 30 milhões de euros de prejuízo, e o próprio Ruben Amorim usou este resultado para os adeptos perceberem o momento do clube e o porquê de não se ter investido em mais reforços. Embora ache que a aquisição de um ou dois reforços poderia ser algo positivo, penso que se fez o possível para manter a equipa competitiva. Nuno Mendes saiu para o Paris Saint-Germain FC, mas o clube manteve João Palhinha e Pedro Gonçalves, dois jogadores com mercado e importantíssimos para a equipa, e ainda contratou Ricardo Esgaio e Ugarte em definitivo.

Rúben Amorim já deu provas da sua competência. É um treinador cuja convicção me inspira confiança, assim como o futebol que a equipa pratica. Apesar de não ter grande esperança em relação à revalidação do título de campeão nacional, acredito que veremos um Sporting CP forte, competente e a respeitar o seu ADN.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Olheiro BnR | Rafael Rodrigues, o lateral cerebral

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Rafael Rodrigues é um lateral-esquerdo, de 19 anos, que tem feito grande parte do seu percurso formativo no SL Benfica.

Natural de Oliveira do Bairro, foi na sua terra-natal que Rafael Rodrigues iniciou o seu percurso de futebolista no Futebol de sete. Um ano depois, Rafael Rodrigues viria a ingressar no Centro de Formação e Treino de Aveiro, onde jogaria por mais quatro temporadas, sagrando-se campeão distrital em três delas. Em 2014, aos 12 anos, o jovem lateral-esquerdo rumou à capital para representar o SL Benfica.

Rafael Rodrigues viria a percorrer todos os escalões de formação nos encarnados, tendo-se sagrado campeão nacional de iniciados em 2016/17 e campeão nacional de juvenis em 2018/19. Na temporada 2019/20, sendo ainda júnior de primeiro ano, Rafael estreou-se pela equipa de sub-23 na Liga Revelação, onde realizou 15 jogos. Em agosto de 2020, também faria parte da equipa que chegou à final da Youth League.

Rafael Rodrigues já jogou pela equipa B do SL Benfica
Rafael Rodrigues já jogou pela equipa B do SL Benfica.
Fonte: SL Benfica

Na temporada passada, Rafael Rodrigues viria a afirmar-se definitivamente na equipa de sub-23, realizando 25 jogos (alguns dos quais como capitão) e marcando um golo. Esta temporada, já se estreou pela equipa B dos encarnados, tendo disputado quatro jogos e feito uma assistência. Rafael tem também percurso nas seleções jovens até aos sub-19, tendo representado a equipa das quinas no Campeonato da Europa de sub-17, realizado em 2019.

Rafael Rodrigues é um lateral-esquerdo que se destaca pela inteligência. Tanto demonstra capacidade para jogar encostado à linha, dando largura à equipa e procurando o cruzamento, como para se associar com os colegas de equipa e explorar zonas interiores do terreno de jogo.

A nível defensivo é onde tem de evoluir mais, mas também só poderá consegui-lo num patamar que lhe dê o estímulo competitivo necessário para desenvolver os atributos básicos exigidos num lateral de Futebol sénior.

Quanto ao futuro, Rafael Rodrigues ainda está a iniciar o seu percurso a nível sénior, na formação secundária dos encarnados. Sob as ordens de Nelson Veríssimo, o lateral, de 19 anos, ainda terá muitos jogos a fazer e muito para crescer, de modo a preparar-se para patamares competitivos mais elevados.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos