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FC Vizela 1-1 FC Paços de Ferreira: Regresso a casa agridoce

A CRÓNICA: NUMA TARDE À INGLESA, O RESULTADO NÃO AGRADOU A NINGUÉM

Não havia outra maneira de começar este rescaldo. Nos primeiros minutos foi difícil desviar o olhar das bancadas, tal era o ambiente no renovado Estádio do FC Vizela, a fazer lembrar os estádios ingleses. A ocasião não era para menos, afinal este foi o primeiro jogo dos vizelenses – que tanto na época 84/85 como nas primeiras jornadas, tiveram de andar de casa às costas – na sua cidade. Dentro de campo o jogo teve quase de tudo, mas terminou com um empate que não agrada a nenhuma das equipas.

Sem surpresa foram os homens de Álvaro Pacheco a entra melhor, colecionando várias aproximações de perigo à baliza do FC Paços de Ferreira nos primeiros 20 minutos. Destaque para um remate de Nuno Moreira à entrada da área, para defesa aplicada de André Ferreira. Aos 27 minutos a vida ficou mais complicada para os visitantes. Claúdio Pereira foi ao VAR e decidiu-se pela expulsão de Hélder Ferreira, depois de uma entrada a mostrar a sola das chuteiras.

Durante a primeira parte o sinal mais foi sempre da equipa da casa, mas a falta de inspiração na hora de finalizar começava a gerar alguns nervos. Tudo se dissipou ao minuto 44 quando, após excelente entendimento entre pela direita, Kiko Bondoso serviu o 1-0 de de bandeja a Guilherme Schetinne. O intervalo chegou com uma vantagem justa do Vizela e com enorme festa nas bancadas.

A tarde corria de feição para os homens de Vizela, mas logo no início do segundo tempo, o Paços de Ferreira deixou claro que tinha outras intenções. Mais pressionante, a equipa de Jorge Simão aproveitou uma saída mal calculada de Charles. A bola foi parar aos pés de Lucas Silva, que não hesitou em tentar o chapéu e teve classe para consumar o empate. Aos 62 os pacenses voltaram a festejar, mas um fora de jogo evitou aquele que seria um balde de água gelada para uma equipa da casa a perder a confiança dos primeiros 45 minutos.

A partir do empate, o jogo perdeu alguma beleza, com o Vizela claramente a sentir o golpe e o Paços de Ferreira a tentar gerir a vantagem. Foi preciso esperar pelo minuto 78 para ver nova aproximação de perigo às redes de André Ferreira. Nos minutos finais o jogo teve mais de intensidade do que de qualidade e, mesmo com 11 minutos de compensação, o empate não foi desbloqueado. Por duas vezes – umas delas mereceu longa apreciação do VAR – os pacenses pediram penalti por mão na bola, mas Claúdio Pereira não acedeu.

 

A FIGURA

Ambiente “à inglesa” – A expetativa era elevada e não desiludiu. Sobretudo na primeira parte, tanto do lado do Vizela como do Paços de Ferreira, os adeptos proporcionaram um belo espetáculo nas bancadas. Mais tardes com este ambiente faziam muito bem à Liga portuguesa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Charles – É certo que a falta de eficácia leva uma grande parte das culpas, mas o jogo fica marcado por uma saída em falso do guardião do FC Vizela que, no final de contas, acaba por custar os três pontos

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

O Vizela apresentou-se no 4-2-3-1 que tem sido utilizado por Álvaro Pacheco nas primeiras jornadas. Claudemir e Marcos Paulo formaram a dupla de meio campo, com o segundo a ter mais liberdade para participar nas ações ofensivas. Nuno Moreira e Kiko Bondoso apareceram nas alas e Samu no centro, no apoio ao ponta de lança Schetinne.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Charles

Koffi Kouao (5)

Bruno Wilson (6)

Ivanildo Fernandes (6)

Kiki Afonso (6)

Claudemir (6)

Marcos Paulo (6)

Samu (6)

Kiko Bondoso (7)

Nuno Moreira (7)

Schetinne (6)

SUBS UTILIZADOS

Guzzo (5)

Zohi (5)

Ofori (-)

Tomás (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O 4-2-3-1 de Jorge Simão foi desmontado aos 28 minutos com a expulsão de Hélder Ferreira. Até ao intervalo acabou por reinar alguma desorganização. Para a segunda parte, o Paços apareceu num 4-4-1, com Denilson Jr. como elemento mais avançado e Lucas Silva mais móvel, ora a recuar até ao meio-campo, ora a aparecer na zona de finalização. As quatro alterações promovidas por Jorge Simão na segunda parte serviram mais para refrescar a equipa, do que para operar mudanças táticas.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (7)

Jorge Silva (6)

Maracás (6)

Flávio Ramos (6)

Antunes (6)

Luiz Carlos (6)

Eustáquio (6)

Nuno Santos (5)

Hélder Ferreira (1)

Lucas Silva (7)

Denilson Jr. (6)

SUBS UTILIZADOS

Juan Delgado (7)

Marco Baixinho (6)

Uilton (5)

Douglas Tanque (-)

Diaby (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Vizela

BnR: O Vizela acaba o jogo com o dobro dos remates do Paços de Ferreira, uma estatística semelhante ao que tinha acontecido no empate com o Boavista FC. Este aspeto da finalização começa a ser uma preocupação séria na sua equipa?

Álvaro Pacheco: Preocupava mais se não criássemos se não criássemos oportunidades. Isso vamos melhorar quando tivermos um pouco mais de sorte e experiência. Houve situações em que podíamos, e merecíamos, ter feito o segundo. Nos momentos em que houve jogo conseguimos jogar com fluidez e criar várias oportunidades. Temos o Schetinne a começar a estar a cem por cento, o Cassiano a aparecer também. E vamos crescer nesse aspeto. O que me deixa satisfeito é que conseguimos criar um jogo com muitas situações e emotividade.

 

FC Paços de Ferreira

BnR: Tendo em conta as incidências do jogo, sai daqui insatisfeito com o empate?

Jorge Simão: É uma questão difícil por aquilo que foi o jogo. Se ao intervalo, com menos um jogador, me dissessem que empatava … Se calhar assinava. No fim do jogo, tendo em conta as incidências da segunda parte, é uma resposta que fica difícil de dar. Mas neste momento as palavras tenho de as dirigir aos jogadores, que demonstraram uma capacidade de superação assinável. Tivemos muitas contrariedades, a expulsão, as limitações físicas, terminámos com o Zé Uilton a jogar a lateral, as situações de passível grande penalidade. Tudo isto só me faz realçar a capacidade destes jogadores em conquistar este ponto.

GP San Marino: Pupilo de Rossi volta a vencer

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A CORRIDA: SEGUREM O ENEA BASTIANINI

Penúltima corrida em território italiano, desta feita e San Marino e novamente com Pecco Bagnaia a assumir a pole position no grid, no seguimento de mais um fim de semana brilhante em termos de qualificação registando novamente um recorde de volta em pista e tendo sido o mesmo, sem grandes surpresas, quem conquistou o holeshot.

Foi exibida bandeira amarela ainda numa fase precoce deste Grande Prémio, ao rookie espanhol Jorge Martin, que caiu ao passar na curva 14, no setor 3, num momento em que lutava pela 3ª posição com Quartararo.

Luca Marini sofreu uma long lap penalty na volta número 11 por ter cortado caminho na curva 1.

A grande surpresa da corrida foi definitivamente Enea Bastianini, o rookie italiano e ex campeão do Moto 2, que foi veloz e competitivo durante todo o GP.

Jorge Martin abandonou a corrida em San Marino depois de ter sido informado que deveria cumprir uma segunda long lap penalty que mesmo que cumprisse, o iria impossibilitar de pontuar neste GP.

Na volta 14 e depois de muita insistência do líder do campeonato, Fabio Quartararo consegue finalmente ultrapassar Jack Miller cuja estratégia nesta corrida passava por ser uma espécie de escudo do parceiro Pecco Bagnaia, tentando assegurar a segunda vitória seguida para a construtora italiana.

O oito vezes campeão mundial Marc Márquez começou a corrida na 4.ª posição, mas esteve aquém das expectativas sentindo algumas dificuldades, sendo ultrapassado pelo surpreendente Bastianini e o compatriota da Suzuki, Alex Rins.

Com o decorrer da corrida ocorreram mais duas quedas, uma na curva 4, queda de Iker Lecuona e uma outra no setor 1, que ditou o abandono de corrida por parte de Alex Rins.

Na volta 19 um grande momento na corrida, Enea Bastianini que tinha feito voltas mais rápidas de forma consecutiva, protagonizou uma magnífica ultrapassagem pelo australiano da Ducati, assumindo assim o último lugar do pódio.

Este GP de Misano, em San Marino, foi uma autêntica fotocópia ao do fim de semana anterior, tendo o Fabio Quartararo passado pelo mesmo que o espanhol da Honda, Marc Márquez, estando continuamente a morder os calcanhares de Francesco Bagnaia mas novamente o motor da Ducati a fazer a diferença, qualidade essa aliada ao talento de Pecco.

Enea Bastianini celebrou efusivamente este seu primeiro pódio na categoria rainha e foi dos pilotos mais rápidos em pista durante toda a corrida.

Terminado este GP San Marino a luta pelo campeonato ficou ligeiramente mais animada tendo Bagnaia conquistado cinco pontos a Fabio Quartararo. O piloto português, Miguel Oliveira arrancou da 21ª posição e terminou a corrida no 20º lugar.

 

FIGURA DO DIA:

Fonte: Twitter Avintia Esponsorama Racing

Enea Bastianini – O rookie italiano roubou as atenções deste GP de San Marino ao ter desempenhado uma excelente corrida em território italiano em frente aos seus fãs e tendo somado assim o seu primeiro pódio da carreira na categoria rainha e logo num traçado tão competitivo como o do Misano World Circuit.

 

DESILUSÃO DO DIA:

Fonte: Twitter Pramac Racing

Jorge Martin – Voltou a abandonar mais uma prova devido a uma queda, desta vez quando estava na luta pelo pódio com Quartararo, ainda numa fase inicial da corrida, o que já se sucedeu diversas vezes neste que é o ano de estreia do piloto da Pramac Racing, deixando sempre os seus fãs com uma sensação de insatisfação pois o piloto não consegue ir até ao fim com as suas boas exibições.

 

A eterna falta de estofo europeu | Sporting CP

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UM SPORTING CP SEM “ESTOFO EUROPEU”

Na ressaca de mais uma derrota europeia sofrida pelo Sporting, desta feita com contornos de goleada, procuraram-se, como é habitual, culpados e explicações para o desaire frente ao AFC Ajax, na estreia dos leões na Liga dos Campeões. O tema já não é novo para os lados de Alvalade e deixa bem escancarada a falta de experiência a este nível. O tão falado “estofo”.

Já se sabia que o confronto frente ao campeão holandês seria difícil, por vários motivos: primeiro, a equipa de Rúben Amorim viu-se privada do capitão Sebastián Coates, devido a castigo, e de Pedro Gonçalves, melhor marcador do último campeonato, por lesão. Para além disso, Gonçalo Inácio não estava totalmente recuperado, tendo mesmo saído lesionado ainda na primeira metade. Do outro lado, estava uma equipa fortíssima, com jogadores de enorme qualidade como Gravenberch, Antony, Tadic ou Haller, e que há dois anos chegou à meia-final da prova milionária, eliminando CF Real Madrid e Juventus FC, com alguns destes jogadores.

The first player to score four goals on his #UCL debut since Marco van Basten in 1992 ‣ #CestSébastien 👏#spoaja pic.twitter.com/pA0o32OQ4N

— AFC Ajax (@AFCAjax) September 16, 2021

O Sporting CP, por sua vez, tem um plantel jovem e inexperiente. Não são desculpas, até porque nada justifica uma goleada com tantas falhas defensivas, mas demonstra as limitações do elenco verde e branco. Para “consumo interno”, ter jogadores como Neto, Matheus Reis, Feddal, Ricardo Esgaio ou Tabata é suficiente (ou pelo menos foi na temporada passada), mas para a melhor competição de clubes do mundo será preciso algo mais, aliás, muito mais.

E é esse o centro da questão: o Sporting CP tem de se focar em ser, primeiramente, hegemónico em Portugal. Parece-nos uma utopia, mas tem de ser essa a meta. O plantel terá de dar um salto qualitativo de ano para ano, sem ficar sempre dependente da formação. Para ganhar campeonatos com frequência, são precisos também jogadores de créditos firmados e é algo que se nota muitas vezes: quando a situação “aperta”, falta um “abre-latas” como têm os rivais. A chegada de Sarabia, contudo, poderá ser um indicador da mudança deste paradigma no Sporting.

Para além da qualidade, há que incutir a mentalidade vencedora a todos os jogadores e elementos da equipa técnica do Sporting. Creio que é algo que já está a ser transmitido nos últimos largos anos, e que, naturalmente, demora tempo. Mas esse “chip” tem de ser ativado depressa. Pelo menos nos rivais assim o é. Quem chega, fica logo familiarizado com a mentalidade do clube.

⏹ FINAL DO JOGO | Os Leões perdem por 1-5, no 1.º jogo da #UCL.#SCPAJA #DiaDeSporting pic.twitter.com/jY9RrcLTHe

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) September 15, 2021

Falemos então do tal “estofo”, sem rodeios. Um dos rivais, o FC Porto, é o clube que mais venceu em Portugal nos últimos 30 anos. É um facto. Na Europa, conquistou duas Ligas dos Campeões, duas Taças UEFA/Ligas Europa, entre outros títulos, como a Supertaça Europeia ou a Taça Intercontinental, agora Mundial de Clubes. Creio que muita gente não tem noção da grandeza destes feitos. Numa era em que a discrepância entre os clubes “de topo” (os mais endinheirados, portanto) e os restantes é cada vez maior, o FC Porto venceu tudo. E mais: mesmo quando não ganha, batalha de igual para igual com Juventus, Chelsea FC, Club Atlético de Madrid, entre outros.

Perguntemo-nos, porquê? Porque são campeões várias vezes (não irei entrar em questões de mérito) e quando não o são, quase sempre ficam no segundo lugar, muito raramente em terceiro. Assim, disputam a Liga dos Campeões todos os anos. Rara foi a vez em que estiveram ausentes. Desde que vejo futebol, há cerca de 15 anos, portanto, que me lembro de ouvir o hino da Champions no Dragão. E quando não lá estiveram, ganharam a Liga Europa com autoridade.

⏱Final de Jogo / End of the match / Final del Partido

🔵⚪Começámos a Liga dos Campeões com um empate na casa do campeão espanhol#FCPorto #ATMFCP #UCL pic.twitter.com/m3xFIdjMHY

— FC Porto (@FCPorto) September 15, 2021

O “plano” para o Sporting CP terá de passar por fazer o mesmo. Pelo menos é o que auguro. Dominar internamente, conquistar o campeonato com maior frequência, para figurar entre os melhores clubes do mundo todos os anos e crescer com esse convívio. Os títulos, a experiência e o respeito contam muito, até porque olhariam para o clube de maneira diferente. Os acidentes de percurso continuariam a acontecer, tal como contra o Ajax, mas com o tempo a equipa ganharia calejo. Só assim poderíamos ambicionar campanhas ambiciosas nesta competição.

Estoril Praia SAD x Sporting CP: Vitória necessária para impedir pior sequência de Amorim

Primeira Liga, Jornada 6: Estoril Praia SAD x Sporting CP – Domingo, 20h30, 19 de setembro de 2021

ANTEVISÃO: CANRINHOS E LEÕES MEDEM FORÇAS COM VISTA A LUGAR NO PÓDIO

É o jogo da jornada. Numa deslocação que é sempre complicada, os leões têm uma curta viagem até ao Estoril, onde vão encontrar a equipa sensação desta temporada, em Portugal. Esperam-se duas equipas a jogar um futebol atrativo e de ataque, visto que, de um lado, temos o campeão nacional e, de outro, uma formação que não tem nada a perder e apenas tem a “obrigação” de desfrutar do jogo.

Confortavelmente sentados no segundo lugar (isolados com 13 pontos, mais dois que Sporting CP e FC Porto), os estorilistas regressaram ao convívio com os grandes, viram e têm convencido. Até agora, a contar para o campeonato, têm cinco partidas, quatro vitórias e um empate. Praticam um bom futebol e têm todo o mérito por estarem no lugar em que estão, no entanto, o jogo frente aos leões será o primeiro grande teste para a equipa de Bruno Pinheiro.

Do outro lado, os leões chegam ao Estoril com o orgulho ferido. Vêm de dois jogos em que desconhecem o sabor da vitória e, para além disso, num desses jogos, sofreram uma pesada derrota em palcos europeus, frente ao AFC Ajax, por 1-5. Assim sendo, os rapazes de verde e branco certamente entrarão com tudo para conquistar os três pontos e acabar com esta fase menos boa.

Até ao momento, Bruno Pinheiro não tem nenhuma preocupação no que toca a lesões e prepara o grande jogo com o plantel na máxima força. Enquanto isso, Rúben Amorim tem mais dores de cabeça, com Gonçalo Inácio e Pote de fora por lesão.

 

APÓS A GOLEADA SOFRIDA FRENTE AO AFC AJAX, CONSEGUIRÁ O SPORTING CP VOLTAR AO RUMO DAS VITÓRIAS? TRÊS PONTOS PARA A EQUIPA ESTORILISTA RENDE MUITO DINHEIRO! APOSTA COM A BET.PT!

 

10 DADOS RÁPIDOS

1. O Sporting CP vem de um empate e uma derrota.

2. O Estoril Praia SAD ainda não perdeu para o campeonato.

3. Os canarinhos têm a segunda melhor defesa da Liga.

4. Leões e estorilistas têm o mesmo número de golos marcados e sofridos.

5. Nos últimos cinco jogos no António Coimbra da Mota, o Sporting CP apenas venceu por duas ocasiões.

6. A última vez que o Estoril Praia perdeu em casa foi contra o SL Benfica, para a Taça de Portugal, em fevereiro deste ano.

7. A jogar fora em 2021, os leões só perderam por duas ocasiões, uma para o campeonato e outra para a Taça de Portugal.

8. Nos últimos 6 jogos entre ambas as equipas, houve sempre mais do que um golo.

9. Nesta época, todos os jogos do Sporting CP tiveram mais do que um golo.

10. Nos 61 jogos entre canarinhos e verde e brancos, o Sporting CP ganhou em 43 ocasiões, empatou em 11 e perdeu em 7.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

🆗🔄@Pablosarabia92 est prêté au @Sporting_CP jusqu’au 30 juin 2022.

Le Club souhaite à Pablo de réussir une très belle saison avec le Sporting CP. ✊❤️💙

— Paris Saint-Germain (@PSG_inside) August 31, 2021

Pablo Sarabia – Uma escolha arriscada. Nos últimos dias, a imprensa portuguesa tem apontado Pablo Sarabia ao onze titular para o jogo frente aos estorilistas. É um jogador que, com a verde e branca, ainda não deu provas da sua qualidade, mas o que é certo é que também ainda não teve muito tempo. Agora, a jogar de início, pode muito bem demonstrar toda a sua qualidade e, aos poucos, recuperar a forma que apresentou naquela maravilhosa época pelo Sevilha, em que fez 23 golos e 14 assistências.

 

Absurd Goals You’ve Never Seen Before pt. 21 — Chiquinho for Estoril Praia U23s against Maritimo U23s, March 1 2021. pic.twitter.com/LvObXqhVIL

— MUNDIAL (@MundialMag) March 8, 2021

Chiquinho- Tem estado “on fire”. Para além de ser o homem golo deste Estoril, está sempre em evidencia no ataque canarinho, seja com remates, passes ou arrancadas. Teve um começo de campeonato um pouco morno, mas nos últimos três jogos, para além de ter feito os 90 minutos, marcou dois golos e fez uma assistência. Está de pé quente e promete ter os olhos postos nas redes de Adán.

 

XI’S PROVÁVEIS

Estoril Praia SAD (4-3-3) – Daniel Leite; Joãozinho, Patrick, Lucas Áfrico, Soria; Rosier, Gamboa, Francisco Geraldes; Chiquinho, Bruno Lourenço e Leonardo Ruiz.

Treinador: Bruno Pinheiro

“Significa que estamos a fazer um início muito agradável, estamos muito felizes por isso, mas faltam 87 pontos em jogo e é ridículo falar em tabela classificativa. É um empurrão [para enfrentar o Sporting], mas para toda a época. Com o Sporting são apenas mais três pontos, tudo fazemos para ganhar como é óbvio, mas não passa de uma motivação extra para continuar a trabalhar.”

Sporting CP (3-4-3) – Antonio Adán; Neto, Coates, Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes, Rúben Vinagre; Pablo Sarabia, Nuno Santos e Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“Não sei qual vai ser a reação [depois do jogo da Champions], foi uma pancada muito forte. Uma equipa que tem o espírito como a nossa é normal que se sinta no ambiente. Nada melhor do que um jogo e o foco esta semana foi preparar o encontro com o Estoril.”

 

PREVISÃO DE RESULTADO: ESTORIL PRAIA SAD 1-2 SPORTING CP

Real SC 1-0 Caldas SC: Vitória saborosa alcançada bem perto do final

A CRÓNICA: BALLACK DESBLOQUEOU, GUSTAVO MOURA MARCOU E O REAL SC CONQUISTOU OS TRÊS PONTOS

Real SC e Caldas SC defrontaram-se esta manhã no Complexo Desportivo do Real SC, em jogo da quarta jornada da Liga 3 (Zona Sul). As equipas surgiam separadas por um ponto, com seis para os visitantes (quarto lugar) e cinco para a equipa visitada. E o jogo demonstrou o equilíbrio verificado na tabela.

Foi a equipa da casa a dar os primeiros sinais de perigo, privilegiando o lado direito do seu ataque. Primeiro, foi Ballack a aproveitar um passe de Pedro Gaio que ficou curto para ganhar a linha e cruzar para Gustavo Moura, que rematou por cima. Depois, o próprio Ballack rematou e ficou a queixar-se de um corte com o braço do defesa adversário, protestos que não foram atendidos pelo árbitro.

Respondeu o Caldas SC, igualmente com uma incursão pela direita e o remate de Leandro Borges, em boa posição, a sair para fora. Pouco depois, na sequência de um canto, foi André Sousa a aproveitar um corte para rematar de primeira, mas por cima.

O jogo estava numa toada equilibrada, e não muito bem jogada, até que, perto do intervalo (43 minutos) o Caldas dispôs da melhor oportunidade da partida, novamente no aproveitamento de um erro. O atraso de Romário Carvalho para o guarda-redes João Godinho ficou curto e Pedro Faustino desviou a bola do guardião. Quando se pensava que o esférico ia entrar na baliza, surgiu o corte decisivo de Clayton Sampaio. O intervalo chegou com um 0-0 que se justificava pela forma como estava o encontro.

No início do segundo tempo, foi o Real SC a criar a primeira grande ocasião. Novamente Ballack a ganhar no corredor direito a tirar um cruzamento tenso para a cabeça de Gustavo Moura, que se antecipou ao guarda-redes Luís Paulo, mas não conseguiu direcionar com a força suficiente para a baliza, permitindo o corte dos defensores visitantes.

Como seria de esperar, as substituições começaram a surgir por volta dos 60 minutos, com o Caldas a mexer primeiro. João Silva saiu, entrou para o seu lugar Luís Farinha, que foi fazer o corredor esquerdo, avançando Diogo Clemente no terreno. Pedro Faustino tentou ameaçar com um pontapé de fora da área na sequência de um canto, mas o disparo foi encaixado com segurança por João Godinho. O guarda-redes do Real ia borrando a pintura aos 68 minutos, ao agarrar a bola fora da área e a permitir um livre perigoso para o Caldas, mas Diogo Clemente atirou contra a barreira.

Foi já durante os 75 minutos que o Real mexeu pela primeira vez, com Wilson Kennedy a entrar para a saída de Mika Borges. Respondeu o Caldas com a entrada de Nuno Januário e a saída de Pedro Faustino. Sentia-se que ia ser difícil sair do nulo, mas a verdade é que o golo surgiu mesmo. 88 minutos, Ballack conseguiu isolar-se na direita e assistiu Gustavo Moura para o único golo da partida. Três pontos saborosos para o Real, que ultrapassa o Caldas na classificação.

 

A FIGURA

Ballack – Num jogo tão equilibrado, Ballack foi aquele que mais contribuiu para que o jogo desencaixasse. Teve participação decisiva no resultado, com a assistência para o golo de Gustavo Moura, mas antes disso, já tinha estado no melhor que a equipa produziu ofensivamente.

 

O FORA DE JOGO

Pedro Gaio – Fez todo o corredor esquerdo da equipa do Caldas e acabou por cometer um par de erros, um deles decisivo para o resultado final. Um corte falhado deixou a bola à disposição, que assistiu Gustavo Moura para o único golo do jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

A equipa de Luís Loureiro apresentou-se para este jogo num sistema tático de 5x2x3. Fábio Pala fazia o corredor direito do Real, Rúben Freire o esquerdo e o trio de centrais era composto por Paulinho, Romário Carvalho e Clayton Sampaio. Tiago Morgado e Rúben Marques eram os dois médios de corredor central, com Ballack, Mika Borges e o avançado Gustavo Moura a formarem o trio ofensivo. Os laterais Fábio Pala e Rúben Freire subiam pelos respetivos corredores no momento em que a equipa atacava, juntando-se à linha mais recuada em momento defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (4)

Fábio Pala (5)

Romário Carvalho (4)

Paulinho (5)

Clayton Sampaio (6)

Tiago Morgado (5)

Rúben Marques (5)

Rúben Freire (5)

Mika Borges (5)

Ballack (7)

Gustavo Moura (6)

SUBS UTILIZADOS

Wilson Kennedy (5)

Cabissandin (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CALDAS SC

A formação de José Vala veio para o jogo disposta igualmente num sistema de 5x2x3, com André Sousa a ser o central do meio, rodeado por Pedro Gaio (central esquerdo) e Militão (central direito). Diogo Clemente fazia todo o corredor esquerdo, com Juvenal Oliveira à direita. Yordi Marcelo e Leandro Borges ocupavam o meio-campo. Pedro Faustino, João Silva e o avançado João Rodrigues eram os três homens mais adiantados. Em momento ofensivo, os jogadores desdobravam-se em 3x4x3, com a subida dos laterais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Paulo (5)

Juvenal Oliveira (5)

Militão (5)

André Sousa (5)

Pedro Gaio (4)

Diogo Clemente (5)

Yordi Marcelo (5)

Leandro Borges (5)

Pedro Faustino (5)

João Silva (4)

João Rodrigues (4)

SUBS UTILIZADOS

Luís Farinha (5)

Gonçalo Chaves (-)

Nuno Januário (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Real SC

BnR: Não sei se gosta de individualizar ou não, mas pedia-lhe uma avaliação à exibição do Ballack. Num jogo tão encaixado, até pelos sistemas táticos, sente que os desequilíbrios do Ballack foram importantes para o Real?

Luís Loureiro: O Ballack é um jogador que, pelas suas características, tem tendência a desequilibrar e se tiver espaço, é aí que vai criar desequilíbrios. Fez um bom jogo, como grande parte da equipa. Sabíamos o que tínhamos de fazer e os jogadores que jogam mais adiantados é para isso mesmo, para criar desequilíbrios. O Ballack tem umas características que, visualmente, percebemos pela velocidade que desequilibra com mais facilidade, mas tanto o Gustavo como o Mika são jogadores com características diferentes e no jogo interior desequilibraram muitas vezes, gerando espaço nas costas para o Ballack explorar

 

Caldas SC

BnR: O Caldas passa a somar duas vitórias em casa e duas derrotas fora nesta Liga 3. Pergunto-lhe se tem objetivos a longo prazo nesta competição ou se vai ser jogo a jogo.

José Vala: O Caldas é uma equipa que se quer consolidar nesta nova Liga. Uma equipa que provavelmente é a única que continua a treinar ao final da tarde nesta Série E, mas não é isso que vai servir de desculpa para perder ou ganhar. A nossa ambição é sermos competitivos para estarmos mais perto de ganhar os jogos. Às vezes perdemos, mas com a atitude que tivemos e o futebol que estamos a praticar, vamos ganhar mais vezes do que perder. Queremos estabilizar o Caldas nesta Liga, o clube está a estruturar-se bem, tem os pés assentes no chão e quer consolidar-se nesta Liga.

SL Benfica | Os 10 melhores reforços das modalidades masculinas

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Nesta temporada, o SL Benfica fez um forte investimento nas modalidades de pavilhão masculinas.

Depois de termos assistido a uma das piores épocas a nível eclético das equipas masculinas nos últimos anos, a estrutura encarnada esmerou-se em contratar vários nomes sonantes, procurando, assim, recolocar as modalidades do SL Benfica na rota do sucesso.

Assim, decidi eleger as dez melhores contratações dos encarnados desta temporada, no que concerne às várias modalidades masculinas do clube da Luz.

FC Porto x Moreirense FC | Dragão muda o chip para receber Cónegos à procura da primeira vitória

Primeira Liga, 6.ª jornada: domingo, 18h, 19 de setembro de 2021
ANTEVISÃO: FC PORTO QUER RECUPERAR TERRENO FRENTE A UM MOREIRENSE FC QUE FOGE DA LINHA DE ÁGUA

 Uma semana após o clássico entre dragões e leões, com noites europeias pelo meio, regressam os embates da Primeira Liga. O FC Porto, atual terceiro classificado, recebe o Moreirense FC, que mora na 15.ª posição e que ainda não tem qualquer vitória.

SERÁ QUE AMBAS AS EQUIPAS MARCAM NO JOGO DO DRAGÃO? A ODD PARA GOLOS DE FC PORTO E MOREIRENSE ESTÁ MUITO APETECÍVEL! APOSTA COM A BET.PT!

Após dois empates consecutivos por parte dos azuis e brancos, frente ao Sporting CP e Club Atlético de Madrid, o plantel portista pretende agora voltar às vitórias e confirmar o favoritismo que exerce perante o emblema de Moreira de Cónegos.

Não tem sido um bom arranque para a equipa liderada por João Henriques. O Moreirense FC encontra-se perto do fundo da tabela e ainda não conseguiu conquistar os tão desejados três pontos.

FC Porto Moreirense FC
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Em cinco partidas para o campeonato, perderam duas frente ao SL Benfica e SC Braga e empataram as restantes com CD Santa Clara, Belenenses SAD e FC Famalicão.

O Moreirense FC chega ao Dragão com fome de vencer, mas terá que puxar dos galões caso queira vencer o FC Porto, que tem também a pressão de regressar às vitórias e não deixar fugir os adversários em posições superiores.

Quanto aos portistas, já perderam quatro pontos nos primeiros cinco jogos da Primeira Liga Portuguesa e não se pode dar ao luxo de continuar a perdê-los.

Com jogo de Liga dos Campeões pelo meio, poderá ser difícil para os azuis e brancos mudar o chip e voltar a entrar na realidade do futebol português, tal como aconteceu na época passada em alguns jogos após encontros para a Liga dos Campeões.

Ainda sem qualquer derrota nesta temporada, a turma liderada por Sérgio Conceição empatou frente ao CS Marítimo e Sporting CP e venceu o Belenenses SAD, FC Famalicão e FC Arouca.

A equipa da casa preparou a partida com dois nomes no boletim clínico – Marchesín e Pepe. O guardião recupera ainda da operação e faz apenas treino no ginásio enquanto que Pepe sofreu um edema muscular no jogo de quarta-feira frente aos colchoneros.

Do lado do Moreirense FC, Pedro Amador, Galego e Nikola Jambor são os nomes que integram o boletim clínico e deverão falhar o jogo.

10 DADOS RÁPIDOS
  1. O Moreirense FC nunca venceu o FC Porto no Estádio do Dragão;
  2. Nas 26 partidas entre ambos os clubes, os Cónegos só saíram vitoriosos por duas vezes;
  3. Nos últimos cinco jogos, o Moreirense FC empatou dois e perdeu três;
  4. O clube minhoto tem uma média de 2,04 golos sofridos por cada jogo frente aos azuis e brancos;
  5. Como treinador, Sérgio Conceição defrontou o Moreirense FC por 16 vezes e nunca perdeu;
  6. João Henriques, como treinador em jogos contra o FC Porto, apenas ganhou uma partida ao serviço do FC Paços de Ferreira;
  7. FC Porto venceu o Moreirense FC por 18 vezes em 26 jogos;
  8. O empate entre ambas as equipas aconteceu em seis ocasiões;
  9. A maior vitória do FC Porto frente ao Moreirense FC foi em 2019/2020 no Estádio do Dragão por 6-1;
  10. A maior vitória do Moreirense FC foi no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas em 2016/2017 por 3-1.
JOGADORES A TER EM CONTA
FC Porto Moreirense FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz (FC Porto) – É, provavelmente, o jogador mais perto da nota dez neste arranque de temporada, não só no FC Porto, assim como em toda a Primeira Liga.

O colombiano transborda qualidade e técnica nos pés e, para além disso, tem índices de velocidade acima da média, o que faz dele um jogador extremamente difícil de travar.

Para além disso, tem sido um jogador com golo e neste momento leva três tentos marcados em seis jogos, não esquecendo da assistência. Certamente que marcará a diferença no jogo de domingo.

André Luís (Moreirense FC) – Brilhou ao serviço do GD Chaves na Segunda Liga e, na época passada, deu o salto para a principal divisão do futebol em Portugal. Esta é a sua segunda temporada ao serviço do Moreirense FC e o arranque, a nível individual, não poderia ser melhor –  três golos em seis jogos oficiais.

O brasileiro de 27 anos é já o segundo melhor marcador do campeonato e tudo isto sem sequer sem titular absoluto. Tem sido a arma secreta de João Henriques, saindo do banco para fazer os golos quando mais é necessário.

XI’S PROVÁVEIS

FC Porto (4-4-2): Diogo Costa; João Mário, Chancel Mbemba, Iván Marcano, Wilson Manafá; Otávio, Matheus Uribe, Marko Grujic, Luis Díaz; Toni Martínez e Mehdi Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“Esperamos um jogo dentro do que é a dificuldade deste campeonato. Resultados do Moreirense não refletem a qualidade da equipa, dos jogadores, dos treinadores.”

Moreirense FC (3-4-3): Mateus Pasinato; Artur Jorge, Steven Vitória, Lazar Rosic; Paulinho Mota, Filipe Soares, Fábio Pacheco, Abdu Conté; Yan Santos, Rafael Martins e Felipe Pires.

Treinador: João Henriques

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-0 MOREIRENSE FC

Belenenses SAD 1-1 Gil Vicente FC: Gilistas resgatam um ponto com golo ao cair do pano

A CRÓNICA: EMOÇÃO GUARDADA PARA O FINAL

O Belenenses SAD recebeu o Gil Vicente FC, no estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, em partida a contar para a sexta jornada da Primeira Liga. A formação orientada por Petit, que entrou para este encontro na última posição da tabela classificativa, procurava a primeira vitória no campeonato, ao passo que o Gil Vicente ambicionava o regresso aos triunfos.

A equipa de Barcelos entrou melhor na partida, sendo a formação mais perigosa perto da baliza adversária, obrigando, até, o guardião Luiz Felipe a uma grande intervenção, ainda dentro dos primeiros cinco minutos de jogo. Com o correr do relógio, o jogo foi-se tornando cada vez mais tático, com muitos duelos, mas com um Gil Vicente ligeiramente superior, mostrando-se como a equipa mais assertiva junto da baliza adversária. Ainda assim, ao intervalo, as equipas recolheram-se aos balneários com o resultado inalterado.

No segundo tempo, o Gil Vicente voltou a entrar melhor, estando novamente perto do golo, mas tanto Luiz Felipe como a defesa do Belenenses foram capazes de impedir que a bola abanasse as redes da sua baliza. Os azuis mantiveram-se fiéis ao seu estilo de jogo, mantendo uma coesa organização defensiva, e continuando a tentar ferir o adversário no contragolpe, contando com a muralha que o guarda-redes Luiz Felipe vinha mostrando ser. E quando menos se esperava, apesar da superioridade gilista, da única vez que a formação da casa conseguiu chegar com perigo à baliza oponente, conseguiu marcar, inaugurando o marcador à passagem do minuto 83’, num lance um pouco infeliz para o guarda-redes Frelih, que após um cabeceamento de Safira, teve o infortúnio de colocar a bola na própria baliza, depois de bater na trave. Ainda assim, haveria mais emoção guardada para o final, com o Gil Vicente a chegar ao empate aos 90+2’, num lance de bola parada finalizado por Aburjania.

Assim, com este empate, o Belenenses SAD mantém-se na última posição da tabela classificativa, com três pontos, enquanto o Gil Vicente sobe provisoriamente ao sexto lugar, com oito pontos.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Luiz Felipe – O guarda-redes do Belenenses SAD foi, sem dúvida, a figura do encontro, ao fazer várias excelentes defesas ao longo do encontro, num jogo que, se não fosse pela sua exibição, podia muito bem ter permitido ao Gil Vicente sair do estádio Dr. Magalhães Pessoa com os três pontos.
O FORA DE JOGO

Fran Navarro – O avançado vinha para este jogo depois de algumas boas exibições, nomeadamente no último encontro frente ao FC Vizela, jogo no qual bisou, mas nesta partida pouco ou nada se viu do jogador espanhol.

 

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

A equipa orientada por Petit apresentou-se num sistema tático base em 3-4-3, transformando-se em algo como um 5-3-2 em organização defensiva. Com o guarda-redes Luiz Felipe em grande destaque, a formação de Belém apostou no contra-ataque e transições ofensivas rápidas como arma para tentar ferir o adversário. Muito coesa e organizada defensivamente, foi capaz de suster a maior parte das investidas atacantes do adversário, com o seu guarda-redes em grande destaque, mas acabou por sofrer de bola parada, momentos esses que foram determinantes nesta partida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luiz Felipe (8)

Tavares (6)

Danny (7)

Tomás Ribeiro (6)

Carraça (6)

César Sousa (7)

Sithole (6)

Akas (6)

Teixeira (6)

Safira (8)

Camacho (6)

SUBS UTILIZADOS

 Camará (6)

Ndor (7)

Boni (6)

Phete (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

Já os comandados de Ricardo Soares perfilaram-se em campo num dispositivo tático base de 4-3-3. Com um futebol de posse e vertical, os gilistas foram a equipa que mais se destacou, especialmente a nível ofensivo, mas faltou alguma eficácia. Fran Navarro, a referência na frente de ataque da equipa mostrou-se algo apático na partida, tendo tido, na minha opinião, pouca influência no jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Frelih (6)

Zé Carlos (6)

Ferrugem (7)

Fernandes (6)

Talocha (6)

Fujimoto (7)

Carvalho (6)

Pedrinho (7)

Aouacheria (6)

Navarro (6)

Lino (7)

SUBS UTILIZADOS

Murilo (6)

Hanne (6)

Santana (6)

Aburjania (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Belenenses SAD 

BnR: O Belenenses SAD tem-se mostrado uma equipa bem organizada e coesa, mas tendo em conta que, nesta fase da época, é o pior ataque do campeonato, o que é que está a faltar à equipa para que faça mais golos?

Petit: Vamos voltar à época passada. A equipa perdeu a sua linha ofensiva, perdemos muitos jogadores no mercado e recebemos alguns jogadores novos. As rotinas e as dinâmicas aparecem, não estou preocupado com isso. Neste momento estamos a fazer uma mini pré-epoca para os jogadores que chegaram, temos que dar tempo aos jogadores novos para se entrosarem com a equipa. Vamos continuar a trabalhar para melhorar, não só ao nível ofensivo, mas também defensivamente.

 

Gil Vicente FC

BnR: O Gil Vicente dispôs das melhores oportunidades da partida e pecou um pouco na finalização. Acha que, tendo em conta as oportunidades criadas, a sua equipa devia ter saído deste encontro com a vitória?

Ricardo Soares: Sim, claramente, fizemos mais que suficiente para vencer o jogo. A primeira parte foi equilibrada, tivemos duas boas oportunidades para marcar, estivemos ligeiramente superiores. Na segunda parte fizemos um jogo de grande qualidade, o futebol tem destas coisas, o Belenenses nem saía da sua área, devíamos ter feito mais. Ainda assim, fizemos um grande jogo e tenho um grande orgulho em treinar esta equipa, estes grandes homens e jogadores.

Fórmula 1 | Bons olhos te vejam, Valtteri!

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A semana pré-Grande Prémio de Itália começou com as notícias (já aguardadas para muitos) de que Valtteri Bottas não iria continuar na Mercedes na temporada de 2022.

Depois de vários anos a conduzir o melhor carro e a nunca ter ficado sequer perto de ser campeão mundial (mesmo que tenha sido segundo classificado, nunca incomodou Lewis Hamilton nessa luta em particular), Bottas sabe agora que o seu futuro na Fórmula 1 passa pela Alfa Romeo. E, coincidência ou não, vimos um finlandês muito mais solto em Monza.

Toda a gente tem falado (e bem) do brilharete da McLaren na corrida, mas a proeza da equipa papaia não deve ofuscar o grande fim de semana que Bottas teve. Comecemos pela qualificação (a de sexta-feira).

Valtteri Bottas foi instruído durante toda a prova para dar o tow (cone de ar) a Lewis Hamilton, ajudando o companheiro de equipa e prejudicando os seus próprios tempos.

No último segmento de qualificação, depois das primeiras voltas, Bottas estava em quinto, atrás de Hamilton, Verstappen, Norris e Ricciardo, aparentemente fora da luta pela pole. Um cone de ar que conseguiu ganhar a Gasly mudou tudo e Bottas acabou no primeiro posto da qualificação.

Durante a mesma qualificação, ficou a saber-se que a Mercedes tinha trocado o motor do piloto finlandês pela quarta vez esta temporada, ou seja, independentemente do que Bottas fizesse no sprint de sábado, iria começar a corrida de domingo nos últimos lugares.

Indiferente a isso tudo, Bottas foi atrás daquilo que podia ganhar (três pontos pela vitória no sprint), sobreviveu ao arranque (sempre difícil em Monza e algo que Hamilton não conseguiu fazer) e venceu o sprint, à frente de Verstappen e Ricciardo.

Na corrida, obrigado a começar do último lugar da grelha, Valtteri Bottas fez um corridaço e deu sequência ao seu fim de semana mais forte desta temporada. Na volta 13, o finlandês já estava nos dez primeiros.

No recomeço do Safety Car provocado pela colisão entre Hamilton e Verstappen, Bottas estava em sexto e rapidamente despachou os dois carros da Ferrari para subir ao quarto posto.

O iceman poderá lamentar-se de não ter conseguido ultrapassar Sergio Pérez, o que talvez até lhe permitisse lutar com Norris e Ricciardo pela vitória, mas, seja como for, aproveitou a penalização que foi aplicada a Pérez para subir ao pódio, como tinha previsto depois do sprint.

Pode-se argumentar que o facto de Lewis Hamilton ter tido um mau fim de semana tenha contribuído para que Valtteri Bottas tenha estado tão forte.

Afinal, se Hamilton tivesse arrancado bem no sprint, talvez a Mercedes tivesse pedido a Bottas para deixar o colega passar, pedindo-lhe ainda para que fizesse o trabalho sujo de bloquear Max Verstappen. Nada disso aconteceu e o segundo piloto da Mercedes foi um dos reis do fim de semana.

No próximo fim de semana, a Fórmula 1 vai correr em Sochi, na Rússia, que foi precisamente o palco da última vitória de Valtteri.

É difícil que aconteça outra vez (a Mercedes tem Hamilton na luta pelo título de campeão do mundo, Bottas não, e se tiver essa possibilidade, vai ajudar Hamilton a ganhar o máximo número de pontos).

Mas este fim de semana foi uma brisa de ar fresco para o nórdico e para aqueles que já sentiam falta da sua boa forma. Bem vindo de volta, Valtteri, e bons olhos te vejam!

FC Famalicão 0-0 CS Marítimo: Persistência famalicense embateu na muralha insular

A CRÓNICA: FAMALICÃO AINDA TEVE UM PENÁLTI, MAS IVO RODRIGUES DESPERDIÇOU O CASTIGO MÁXIMO

Num duelo entre duas equipas na metade inferior da tabela, o Famalicão recebeu o Marítimo no Estádio Municipal 22 de junho. À partida para este encontro, as duas equipas vinham de empates a duas bolas: o FC Famalicão em Moreira de Cónegos e o CS Marítimo frente ao Arouca, na Madeira.

O jogo começou e logo aos cinco minutos de jogo vimos a primeira oportunidade clara de golo, para os visitantes. Jogada pelo lado direito do ataque maritimista, remate de Henrique que é desviado por Penetra, e a bola sobra para Alipour que falha na cara do guarda-redes.

O jogo estava muito equilibrado a meio-campo, porém, a partir de um contra-ataque, Marcos Paulo deixou Banza isolado com Paulo Vitor, que levou a melhor no duelo com o francês, que ficou no chão a pedir penalti, mas o árbitro Vítor Ferreira nada assinalou.

A partir desse momento o Famalicão tomou a iniciativa do jogo e criou duas oportunidades de golo antes do final do primeiro tempo, ambas através de cabeceamentos. Primeiro Banza atirou ao lado, com a baliza escancarada, após cruzamento de Pickel. Depois foi Morer quem cruzou a bola e Ivo Rodrigues cabeceou cruzado, ao lado da baliza do Marítimo.

A segunda parte iniciou-se e após dez minutos depois do recomeço houve penalty para a equipa da casa. Alex Nascimento é agarrado por Zainadine dentro da área, ditando assim o castigo máximo. Chamado à cobrança, Ivo Rodrigues não correspondeu e permitiu a defesa a Paulo Victor.

Tivemos de esperar até aos 86 minutos de jogo para ver a oportunidade de golo seguinte. Jogada rápida do Famalicão pelo lado direito, cruzamento de Diogo Figueiras e Banza, de cabeça, tenta mudar o resultado, mas Paulo Victor tinha outros planos e respondeu com uma belíssima defesa. Pedro Marques ainda tentou emendar, mas, já em queda, atirou por cima.

O Famalicão continua assim à procura da sua primeira vitória, enquanto o Marítimo garante um ponto num campo sempre de elevado grau de dificuldade.

 

A FIGURA

Alexandre Penetra – Tem 20 anos, mas parece muito experiente em quase todos os momentos do jogo. Qualidade enorme na saída de bola, tentando o passe dentro e descobrindo colegas entrelinhas. Não sendo muito alto, suprime esse ponto fraco com a inteligência nos duelos e é sempre uma forte ameaça, vindo de trás, nas bolas paradas ofensivas. Defensivamente não teve nenhum grande momento, sendo que primou sempre pelo bom posicionamento defensivo.

 

O FORA DE JOGO

Marcos Paulo – Deu nas vistas nos últimos jogos, mas hoje não foi o seu jogo mais feliz. Bom jogador, mas quis fazer tudo sozinho. Agarrou-se muito à bola e acabou por não ter sucesso em grande parte das ações e duelos que disputou. Saiu aos 68, para dar lugar a Bruno Rodrigues.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

O Famalicão alinhou no 4-2-3-1, com Pickle e Pêpê num duplo-pivô e com Ivan Jaime à frente deles. Na primeira fase de construção a equipa tentou sair a jogar, principalmente por Penetra, o mais evoluído tecnicamente, tentando descobrir colegas entre linhas, principalmente Ivan Jaime e os dois alas.

Defensivamente, a equipa organizou-se num 4-4-2 que foi por muitas vezes um 4-2-4, pois defendiam com os quatro homens mais adiantados num homem a homem com os quatro defesas do Marítmo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dalberson (6)

Figueiras (5)

Alex Nascimento (6)

Penetra (7)

Adrian (5)

Pickel (6)

Pêpê (5)

Ivo (5)

Marcos Paulo (5)

Iván Jaime (6)

Banza (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Rodrigues (5)

David Tavares (4)

Pedro Marques (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

O Marítimo deslocou-se a Famalicão e apresentou-se em 4-3-3, com Diogo Mendes como médio mais defensivo e Pelágio e Xadas mais à frente, tendo Xadas mais liberdade, tanto para recuar e lançar os avançados como para receber entre linhas em zonas mais adiantadas.

A equipa do Marítimo tentou sair a jogar, ligando por fora com os laterais e combinando depois dentro, com o medio, que recebia muitas vezes de frente para o jogo e com espaço para conduzir. Defensivamente organizou-se em 4-1-4-1, com os alas a recuarem para a linha dos médios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Victor (7)

Zainadine (6)

Leo Andrade (5)

Wink (5)

China (5)

Diogo Mendes (5)

Pelágio (6)

Xadas (6)

Ricardinho (4)

Henrique (5)

Alipour (4)

SUBS UTILIZADOS

Macedo (5)

Rafik (4)

Rossi (4)

Clésio (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC FAMALICÃO

BnR: Sexto jogo e o Famalicão ainda não sentiu o sabor da vitória. Hoje foi superior ao adversário e criou algumas oportunidades claras de golo. Acha que esta fase de poucas vitórias tem muito a ver com a falta de eficácia que se tem verificado?

Ivo Vieira: Isso é claríssimo. Podemos fazer muito mais do que fizemos hoje, em termos de qualidade e de dinâmica de equipa e acrescentar mais qualidade ao nosso jogo, mas é nítido que fomos a equipa que procurou mais e a que teve mais oportunidades de golo. Quando os resultados não aparecem os jogadores criam alguma tensão naquilo que são as suas decisões e hoje queriam muito ganhar mas acabaram por não decidir bem.

 

CS MARÍTIMO

BnR: O Marítimo empatou num terreno difícil, num jogo em que não teve assim tanta bola, principalmente nas pontas finais tanto da primeira como da segunda parte. Ainda assim, a equipa pareceu muito tranquila e não abalou quando o Famalicão foi para cima. Acha que essa é uma arma importante da equipa neste tipo de jogos?

Júlio Velasquez: Sim, temos de ter essa capacidade, esse equilíbrio emocional para atacar com bola e defender com e sem bola. Disse na antevisão que o Famalicão tem uma boa equipa e nós estamos em crescendo e é por isso que dias como o de hoje são bons para o grupo e para o crescimento do mesmo