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Adán, um guarda-redes em quem podemos confiar | Sporting CP

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Adán, a muralha leonina

Diz-se que uma grande equipa começa com um grande guarda-redes e tal premissa aplica-se na perfeição ao Sporting CP. Contratado no ano passado, o veterano Antonio Adán, de 34 anos, tem sido uma autêntica muralha na baliza leonina, assumindo-se como um jogador crucial para a equipa de Rúben Amorim – foi um dos principais obreiros do histórico título nacional em 2020/21, ajudando a tornar os leões na defesa menos batida do campeonato dessa época.

Recuando na máquina do tempo, a lista dos principais guardiões na história do clube conta com algumas lendas, como Azevedo, Carvalho, Vítor Damas ou, mais recentemente, Peter Schmeichel, jogadores que foram preponderantes na conquista de pelo menos um título nacional ao serviço do Sporting CP e que, para além do rendimento desportivo que apresentaram, na vertente institucional e financeira certamente ajudaram o clube a crescer.

Adán chega a Alvalade no verão de 2020, a meio de um ano de pandemia, com o clube a viver um momento delicado na sua história. A tolerância da massa associativa para com a direção era zero, pelo que os reforços teriam que mostrar serviço. Para além disso, desde há algum tempo que não existia um guarda-redes de confiança no plantel, dado que Salin, Renan Ribeiro e Luís Maximiano sempre se mostraram manifestamente curtos para assumir a titularidade.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O espanhol chegou, viu e venceu. Notou-se algum nervosismo ao início, até por ter chegado com pouco tempo de jogo, mas cedo se percebeu que estaria ali alguém em quem os sportinguistas poderiam confiar em qualquer jogo, nomeadamente os mais decisivos da temporada. Não se trata de um encontro muito recordado pelos adeptos, mas Adán não sofreu qualquer golo na vitória leonina (0-2) nos Barreiros, em fevereiro. E sabemos o quão difícil é para um guarda-redes do Sporting CP manter a baliza inviolável naquele estádio. Ou, pelo menos, chegou a ser…

A sua exibição mais flagrante será sempre na deslocação a Faro, jogo no qual o Sporting CP sofreu bastante e teve de ser Adán a salvar a equipa leonina, com um punhado de boas defesas. Voltando às exibições menos lembradas, em Vila do Conde, poucos dias antes do título, estava outro objetivo em jogo: a presença na fase de grupos da Liga dos Campeões. O espanhol, ciente do que a qualificação para tal competição representaria no futuro do clube, voltou a mostrar-se seguro, defendendo os (poucos) remates que o Rio Ave efetuou – incluindo os defensáveis.

Com uma mentalidade vencedora e nada conformista, muito por ter jogado em clubes habituados a vencer como CF Real Madrid ou Club Atlético de Madrid, parece ter apreço pelo Sporting CP – e isto, no futebol moderno, tem muito que se lhe diga –, o que é fundamental para a harmonia da equipa, principalmente se repararmos que, obviamente, não foi formado em Alcochete e não cresceu a gostar de um clube pelo qual se estreou já na reta final da carreira.

Realizou uma grande temporada e, naturalmente, terá recebido propostas vindas do seu país natal, mas recusou-as, apesar de serem seguramente mais vantajosas. Vale ainda ressaltar que não usou essas propostas (se é que chegaram a existir) para obter uma renovação de contrato, algo que até poderia fazer sentido na visão do jogador, por ter já 34 anos.

Por tudo isto e por tudo o que ainda não vivenciámos, mas saberemos que será incrível, resta-nos agradecer a Adán e esperar que continue a defender as redes verde e brancas durante os próximos anos, sempre com seriedade, honra e compromisso. Enquanto se sentir útil, será sempre fantástico vê-lo na baliza, mais não seja porque nos sentiremos seguríssimos.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

A hora de Morato | SL Benfica

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Um dos jogadores do SL Benfica em destaque nesta fase inicial da temporada tem sido o defesa-central, de 20 anos, Morato.

O brasileiro, que foi contratado no Verão de 2019 ao São Paulo FC a troco de seis milhões de euros, teve uma ou outra oportunidade na equipa principal nos primeiros dois anos de águia ao peito. No entanto, jogaria essencialmente pela equipa B, tendo também jogado pelos juniores na Youth League.

No entanto, o internacional sub-20 pela canarinha parece ter conquistado a confiança de Jorge Jesus na resta final da temporada passada, tendo inclusive sido titular na final da Taça de Portugal, contra o Sporting Clube de Braga, tendo agora aproveitado a lesão de Vertonghen para agarrar um lugar em definitivo na equipa principal.

A verdade é que, desde que o vi jogar pela primeira vez, percebi que estava ali um jogador com bastantes potencialidades, que estava um nível acima dos outros centrais da sua idade, tanto do ponto de vista físico, como do ponto de vista técnico.

Morato tem mostrado segurança na defesa encarnada
Morato tem mostrado segurança na defesa encarnada.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

No entanto, como é típico de um defesa vindo do futebol sul-americano, apresentava claras lacunas a nível do controlo de profundidade e do posicionamento em organização defensiva. Aspetos em que ainda não está no ponto, mas onde só poderá evoluir jogando regularmente a um nível competitivo.

Neste momento, parece que o central brasileiro já convenceu Jorge Jesus e tem tudo para vir a ser uma opção regular na equipa principal nesta temporada, devido ao sistema de três centrais, bem como às idades avançadas de Vertonghen e Otamendi, não descartando que haverá possibilidade de jogar pela equipa B quando não for opção para a equipa principal, visto que, na sua idade, o mais importante é jogar.

Muita gente questionou os seis milhões de euros que o SL Benfica pagou há duas épocas por um jogador de 18 anos que ainda não tinha competido a nível sénior. Agora, o jogador começou a justificar o investimento feito e tem tudo para poder tornar-se num dos maiores ativos do SL Benfica a curto/médio prazo.

Dando continuidade à sua utilização e ao seu desenvolvimento enquanto jogador, Morato terá tudo para se tornar num defesa-central de topo, chegar à seleção brasileira e render muito dinheiro aos cofres do clube encarnado.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Qatar 1-3 Portugal: Serviços mínimos insatisfatórios

A CRÓNICA: PORTUGAL VENCE, MAS NÃO CONVENCE

A meio da jornada europeia de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2022, a Seleção Nacional defrontou a congénere do Qatar num encontro particular, realizado na Hungria. Com muitas mudanças anunciadas para a equipa inicial, Fernando Santos promoveu a estreia de Otávio logo como titular.

Numa primeira parte em que Portugal entrou com algumas dificuldades, foram os asiáticos a criar a primeira situação de perigo, com o goleador Almoez a atirar com estrondo ao poste da baliza de Anthony Lopes. Pouco depois, o guardião português foi chamado a intervir e evitou novo remate do Qatar.

A resposta portuguesa surgiu aos 23 minutos, logo com pontaria certeira e a dobrar. Primeiro, João Mário tirou o cruzamento da quina da área e colocou a bola na zona de André Silva, que mostrou toda a sua qualidade na finalização e abriu o marcador com um belo cabeceamento. Cerca de dois minutos depois, foi a vez de Otávio finalizar de cabeça, depois de um “voo” espetacular para corresponder à assistência de Gonçalo Guedes. Vantagem dupla da Seleção Nacional depois de um início de jogo atribulado.

A partir dos golos, Portugal assumiu por completo o domínio da partida, em termos de posse de bola, mais ainda depois da expulsão de Barsham, guarda-redes do Qatar. No entanto, já na segunda parte, numa altura em que a “equipa das Quinas” estava totalmente instalada no meio-campo adversário, a seleção do Qatar reduziu a desvantagem na sequência de um pontapé de canto. O central Abdelkarim deu a melhor resposta ao canto de Afif e colocou os asiáticos no marcador.

Apesar do golo, este não passou de uma consolação para os selecionados de Félix Sánchez, que continuaram subjugados à troca de bola portuguesa e, até final, ainda voltaram a sofrer. Diogo Jota foi derrubado dentro da área e, na conversão da grande penalidade, Bruno Fernandes fixou o 1-3 final no marcador, a favor de Portugal.

Apesar da vitória, Portugal registou uma exibição pobre dadas as circunstâncias. Mesmo com as trocas na equipa inicial, era expectável que a equipa fosse capaz de produzir mais ofensivamente, dada a superioridade na posse de bola, e de se defender melhor no setor recuado.

 

A FIGURA

Otávio Portugal
Fonte: FPF

Otávio Monteiro – O jogador do FC Porto estreou-se pela Seleção Portuguesa e logo com direito a golo. Para além do tiro certeiro, o médio aproveitou bem a liberdade de movimentos que lhe foi permitida e deambulou muitas vezes entre a ala e o corredor central, algo que faz com frequência no clube. Mais um jogador às ordens de Fernando Santos e que chega para ajudar Portugal.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Danilo Pereira – Começou como central e terminou a médio defensivo, muito fruto da pobre exibição no setor recuado. Nos primeiros minutos de jogo, tanto ele como Domingos Duarte foram demasiado ligeiros com os atacantes adversários, oferecendo mesmo duas ocasiões de golo ao Qatar. Para além disso, de cada vez que a seleção asiática saía para o ataque, o jogador do Paris Saint-Germain FC era sempre um corpo estranho na linha defensiva. É um grande médio defensivo, mas, como defesa central, já mostrou que não tem futuro.

 

ANÁLISE TÁTICA – QATAR

5-3-2 montado por Félix Sánchez até deu frutos nos primeiros 20 minutos, com a pressão alta a recuperar várias bolas para o Qatar e a oferecer mesmo duas grandes oportunidades à seleção asiática. Todavia, a partir dos golos de Portugal, a equipa acusou o momento e deixou de conseguir retirar a posse ao adversário.

As fragilidades agravaram-se após a expulsão, mas, se este teste serviu para algo, foi para a nação anfitriã do próximo Mundial testar a resposta em situação de inferioridade numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Meshaal Barsham (5)

Pedro Correia (6)

Bassam Al-Rawi (5)

Boualem Khoukhi (5)

Abdelkarim Hassan (6)

Abdulaziz Elamin (5)

Abdulaziz Hatim (5)

Karim Boudiaf (5)

Abdullah Alahrak (5)

Akram Afif (5)

Ali Almoez (5)

SUBS UTILIZADOS

Yousef Hassan (5)

Salman Tarek (5)

Hasan Al Haydos (5)

Ahmed Alaaeldin (5)

Musab Khoder (-)

Assim Madibo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

4-3-3 voltou a merecer a aposta de Fernando Santos, mas com uma equipa totalmente diferente da que havia defrontado a República da Irlanda. O setor defensivo só foi incomodado nos primeiros 20 minutos de jogo, sendo que, aí, demonstrou algumas dificuldades.

No meio, João Moutinho e João Mário tiveram sempre as “costas bem guardadas” por Rúben Neves, o que permitiu aos médios saírem tranquila e despreocupadamente com a bola nos pés. Na frente, destaque para Otávio, que se estreou logo com golo e realizou boas incursões pelo corredor interior.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Anthony Lopes (6)

Nélson Semedo (5)

Danilo Pereira (5)

Domingos Duarte (5)

Nuno Mendes (6)

Rúben Neves (6)

João Moutinho (6)

João Mário (6)

Otávio Monteiro (7)

Gonçalo Guedes (6)

André Silva (7)

SUBS UTILIZADOS

Diogo Jota (6)

Bruno Fernandes (6)

Francisco Trincão (6)

Rúben Dias (6)

Raphael Guerreiro (-)

Rafa Silva (-)

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Gonçalo Inácio segue a deixa de Nuno Mendes

Apesar de ter sido convocado, Gonçalo Inácio não vai poder ser opção para o selecionar nacional. O esquerdino, de 20 anos, viu-se obrigado a deixar os trabalhos da Seleção devido a uma lesão na coxa esquerda.

O prodígio leonino, que muito deu que falar na temporada transata, viu nesta convocatória todo o seu esforço compensado. A verdade é que não pôde usufruir desta chamada, mas certamente que, ao ritmo que trabalha e ao nível que se apresenta, voltará a estar presenta na lista de convocados de Fernando Santos.

Seleção de Sub-21

O jovem jogador do Sporting CP, que à partida era o quarto central da formação de Rúben Amorim, agarrou a titularidade e ocupou o lugar que inicialmente pertencia a Luís Neto. Surpreendeu todos aqueles que não o conheciam e encantou todos os que já lhe reconheciam potencial. Acontece que a tremenda época que protagonizou ao serviço dos leões não lhe serviu para garantir passaporte direto para a convocatória de Rui Jorge para o Europeu de sub-21.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Os dois jovens Diogo Leite e Diogo Queirós, que fizeram lado a lado todo o percurso na formação do FC Porto, voltaram a ser a dupla de centrais escolhida pelo selecionar nacional dos sub-21. Nenhum dos dois somou tantos minutos em todas as competições como Gonçalo Inácio, mas pelo trajeto que têm vindo a fazer em conjunto nas seleções jovens, faz sentido que formem o duo pelo qual o treinador tende a optar. Mas mesmo não desfazendo o par dos “Diogos”, esperava-se que fosse pelo menos convocado. A verdade é que o selecionador nacional, Rui Jorge, optou por levar o jovem jogador do LOSC Lille Tiago Djaló – ele que foi formado em Alcochete – em vez do defesa sensação do Sporting CP.

Tiago Djaló também esteve bem em França ao serviço do atual campeão, mas pela época de destaque de Inácio, todos os sportinguistas ,e até adeptos de outros emblemas, esperavam que o nome do agora dono da posição de central pela direita da formação de Amorim surgisse na convocatória dos sub-21. Mas tal não aconteceu.

Chamada do engenheiro

Quando se acreditava que Gonçalo Inácio iria estar finalmente nos escolhidos de Rui Jorge, aconteceu algo que muitos não esperavam. Foi convocado não para a seleção de sub-21, mas sim para a seleção principal. Certamente, poucos anteviam esta situação. A verdade é que Fernando Santos, na conferência de imprensa de divulgação da convocatória, esclareceu que, tanto Gonçalo Inácio como Otávio e João Mário, estavam presentes na lista de 40 jogadores para o Euro 2020. Não ficaram entre os 26 finais, mas estão aqui agora nesta para a qualificação para o Mundial de 2022. De estranhar é Inácio ter estado na lista de 40 possíveis opções dos internacionais A, mas não ser convocado para o campeonato da Europa de sub-21.

O crescimento exponencial de Gonçalo Inácio

Gonçalo Inácio segue, assim, o caminho de Nuno Mendes. O recém-contratado pelo Paris Saint-Germain FC pouco tempo esteve ao serviço de Rui Jorge. O seu crescimento em Alvalade, pela mão de Rúben Amorim, permitiu ao jovem defesa-esquerdo mostrar a sua qualidade regularmente e foi num piscar de olhos que passou a fazer parte das contas de Fernando Santos. E o sucedido repete-se. Novamente pela mão de Amorim, Inácio teve espaço para crescer e, em pouco tempo, mostrou o que de melhor tem. Ao contrário de Nuno Mendes, ele nunca esteve à disposição de Rui Jorge, mas ambos levaram pouco tempo até chamar a atenção do engenheiro.

Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

O jovem central somou 1719 minutos na época passada. Revelou-se muito forte no capítulo do desarme, registando uma eficácia de 75% na Liga. Quanto ao passe, a característica que mais o diferencia, concluiu o Campeonato com 84% dos seus passes a serem bem-sucedidos.

Será, sem sombra de dúvidas, a primeira de muitas convocatórias de Gonçalo Inácio. E muito provavelmente será seguido de outros companheiros, pois com o projeto que o Sporting CP está a desenvolver, dando oportunidades a muitos miúdos da formação, teremos, num futuro próximo, mais produtos de Alcochete na convocatória da Seleção Nacional.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Antevisão GP Países Baixos: “Onda laranja” empurra Verstappen para a “pole”

A ANTEVISÃO: ARMADA HOLANDESA DISPARA PRIMEIRO EM MOMENTO DECISIVO PARA O CAMPEONATO

O muito ansiado regresso de Zandvoort ao calendário da Fórmula 1 contou com uma enchente de público, predominantemente ostentando adornos cor-de-laranja e puxando por um bom desempenho do piloto da casa, Max Verstappen (Red Bull). O holandês perseguia Lewis Hamilton (Mercedes) no campeonato, a distância entre eles cifrada em meros três pontos após o controverso GP da Bélgica, e a pole position podia mesmo vir a ser decisiva neste traçado estreito e sinuoso.

A grande notícia do dia acabou por ser o afastamento de Kimi Räikkönen (Alfa Romeo) do restante Grande Prémio, após teste positivo à covid-19, sendo substituído pelo veterano Robert Kubica, o piloto reserva da equipa italiana. O extremamente popular finlandês da Alfa Romeo havia, durante a semana, anunciado a sua retirada da Fórmula 1 no final da presente temporada, o que causou uma onda de nostalgia e reconhecimento entre os pilotos e fãs, mas que serviu também para aumentar os rumores no mercado de transferências.

Com um lugar disponível e Toto Wolff, dirigente máximo da Mercedes, a profetizar que haveria “um lugar livre na Alfa Romeo e na Williams”, equipa britânica onde milita o seu “protegé” George Russell, a previsão de um carrossel entre Valtteri Bottas, George Russell e Nyck de Vries (o novo campeão de Fórmula E pela Mercedes), começou a ganhar cada vez mais força.

De volta à qualificação para o GP dos Países Baixos, e concluída a primeira ronda de voltas competitivas do Q1, Verstappen dava motivos de festejo aos adeptos nas bancadas e nas dunas do circuito “à beira-mar plantado”. Volta mais rápida, à frente dos dois Mercedes de Hamilton e Bottas, e de Pierre Gasly (Alpha Tauri).

Até final do Q1, no entanto, liderança “roubada” pelos bem afinados Ferraris de Charles Leclerc e Carlos Sainz, muito boas voltas por parte de Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo, quarto) e de Nicholas Latifi (Williams, quinto) e duas surpresas, com Sergio Pérez (Red Bull) e Sebastian Vettel (Aston Martin) a serem eliminados em 16.º e 17.º, respectivamente, muito por culpa do tráfego causado pelo perfil estreito de Zandvoort.

A primeira metade do Q2 mostrou uma aversão generalizada aos pneus médios, mais lentos mas estrategicamente importantes para os pilotos no top 10 da grelha, que nesta altura era composto pelos “suspeitos do costume”, o grupo separado por menos de um segundo. Com quatro minutos por disputar no Q2, erro invulgar do “Mr. Saturday”, George Russell, a perder o controlo do seu Williams na penúltima curva e a despoletar uma bandeira vermelha, que permitiu a todos os pilotos (incluindo Russell) preparar um sprint final até à bandeira de xadrez.

A interrupção acabou por não ser tempo suficiente para a Williams reparar o carro de Russell, que acabou fora da luta pelo Q3. Com um piloto eliminado, os problemas agravaram-se ainda mais para a equipa britânica: acidente forte do colega de equipa Latifi no recomeço, com a traseira a sofrer bastante mais danos que a de Russell, a sessão novamente interrompida e desta feita terminada mais cedo. Os dois Williams de fora do Q3, tal como Lance Stroll (Aston Martin), Yuki Tsunoda (Alpha Tauri) e, num resultado particularmente desapontante, Lando Norris (McLaren) – um dos pilotos em evidência neste campeonato.

Após novo ligeiro atraso para reparações, bandeira verde no circuito de Zandvoort e todos os restantes dez pilotos a sair para pista em pneus macios. Primeira ronda de voltas cumprida, nova oportunidade para “delírio laranja”, com Verstappen a fazer uma volta três décimos mais rápida que Bottas, e Gasly a mostrar boa forma neste traçado com o quarto melhor tempo.

Na decisão, a emoção atingia níveis elevadíssimos atendendo à possível importância de uma pole position aqui e a proximidade entre Hamilton e Verstappen no campeonato. O “leão” Max Verstappen fez rugir as dezenas de milhar de fãs com a volta provisória mais rápida, confirmada como “pole” quando Hamilton cruzou a linha de meta numa volta apenas 38 milésimos mais lenta que a do holandês.

Todos os ingredientes, por isso, para uma corrida entusiasmante e extremamente importante para as contas do campeonato, e que terá início amanhã, às 14:00 de Portugal continental.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Qatar x Portugal: Jogo para Fernando Santos catar novas opções

Jogo de Preparação: sábado, 17h45, 4 de setembro 2021
A ANTEVISÃO: OPORTUNIDADE PARA EMBALAR

Com o apuramento para o Mundial de 2022 bem encaminhado, Portugal faz uma paragem na Hungria para defrontar a formação do Qatar antes de rumar ao Azerbaijão, para fechar mais uma semana de compromissos internacionais. Como se o desgaste de início de temporada não fosse suficiente, Fernando Santos tem, ainda, algumas baixas. Estes são ingredientes para o selecionador preparar esta partida com as atenções já em Baku.

O PAÍS ORGANIZADOR TERÁ OPORTUNIDADE DE PREPARAR O MUNDIAL COM PORTUGAL E NEM A FEIJÕES SE QUER PERDER. QUEM VAI GANHAR ESTE DUELO PARTICULAR? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Face a este pequeno cenário, espera-se muitas mexidas no onze, quiçá algumas estreias, mas também um teste para novas soluções e opções. É uma altura perfeita para quem não tem lugar “seguro” agarrar a oportunidade e, também, para Fernando Santos tentar reinventar um pouco a equipa, testar uma ou outra opção, já que as quinas vão pecando por falta de soluções nos jogos.

Se o cardápio de ferramentas do engenheiro tem sido curto, e tem apresentado planos com uma equipa desinspirada, quase sofrida, não parece de todo má ideia tentar inventar frente ao Qatar, para colocar a máquina a carburar. O Qatar vem da participação na Gold Cup, que terminou no início de agosto, depois de cair nas meias finais, e passa agora por um período de jogos amigáveis. Estará certamente, também, a aproveitar este período para testar opções para o Mundial, e pode apresentar um ritmo menos competitivo que Portugal.

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Este é o primeiro embate entre as duas seleções.
  2. Em jogos amigáveis, Portugal vem de nove partidas sem perder.
  3. Nas dez partidas realizadas em 2021, a seleção das quinas tem cinco vitórias, três empates e duas derrotas.
  4. Este ano, o conjunto de Fernando Santos tem uma média de 1,9 golos marcados e 1,1 golos sofridos por jogo.
  5. Este é o quinto jogo amigável para o Qatar em 2021. Saldo positivo, com três vitórias, um empate e uma derrota.
  6. Nos 12 jogos realizados em 2021, o Qatar tem, em média, 1,58 golos marcados e um golo sofrido por jogo.
  7. Nos últimos cinco jogos, Portugal tem duas vitórias, duas derrotas e um empate.
  8. Nos últimos cinco jogos, o Qatar tem três vitórias e duas derrotas.
  9. Nos últimos dez jogos, Portugal marcou golos em oito e sofreu em seis.
  10. Nos últimos dez jogos, o Qatar marcou golos em oito e sofreu em cinco.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Almoez Ali – O avançado parece ter algum faro e algum jeito para o golo. Foi o melhor marcador da Gold Cup, com quatro tentos em cinco jogos e, na temporada passada, ao serviço do Al-Duhail, fez dez golos e nove assistências. Na seleção, leva 62 internacionalizações e 33 golos, e o golo do Qatar pode morar Ali.

André Silva – Com a ausência de Ronaldo, é imperativo o André Silva entrar no onze. Ainda sem muitas oportunidades na seleção, o avançado poderá aproveitar o jogo frente ao Qatar para embalar para Baku. Com as capacidades de goleador já reconhecidas, André Silva pode ser fundamental na manobra montada pelo engenheiro para fazer a máquina carburar.

 

XI’S PROVÁVEIS

Qatar: Barsham; Pedro Ró-Ró, Boualem, Ahmed, Boudiaf, Hatem, Afif, Hisham, Al Haydos, Alaaeldin, Almoez Ali.

Treinador: Félix Sánchez

“Temos que fazer melhor como equipa. Estamos a jogar contra uma das seleções que devem estar presentes no Mundial de 2022”.

Portugal: Anthony; Nelson Semedo, Domingos Duarte, Rúben Dias, Mendes, Ruben Neves, João Moutinho, João Mário, Rafa, Guedes, André Silva.

Treinador: Fernando Santos

“Temos de regressar ao que somos, mantendo a nossa qualidade e a jogar como equipa. Temos de ser uma seleção bem organizada em todos os momentos da equipa”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: QATAR 0-3 PORTUGAL

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Atlético de Madrid, Liverpool FC e AC Milan… | FC Porto

Não, caro leitor. Não estamos a elencar prováveis equipas presentes nos oitavos definal da Liga dos Campeões (quiçá quartos de final). Estamos, isso sim, a anunciar os ilustres adversários do FC Porto na fase de grupos da prova milionária.

Se é certo que, pertencendo ao pote 3 das equipas sorteadas, a vida estaria, provavelmente, sempre difícil para os dragões, poucos esperariam um caminho tão tumultuoso.

Em três presenças na fase de grupos da Champions, Sérgio Conceição conseguiu sempre o apuramento, mas este ano tem o verdadeiro teste de fogo. Diria mesmo que, caso se apure, o FC Porto já pode dizer que fez algo um bocadinho especial na versão 2021/22 da Europa do futebol.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Tenho a teoria de que o verdadeiro fator decisivo na hora de avaliar se um sorteio foi “favorável” é mesmo a equipa do pote 4 (aquela que, a priori, estará mais ao alcance de qualquer clube português habituado a estas andanças). Também por aqui o FC Porto ficou com a fava: o AC Milan.

Comecemos por analisar o momento dos “rossoneri”. Sob o comando de Stefano Pioli, o AC Milan teve relativo sucesso em dois anos seguidos. Digo relativo porque, não tendo conquistado títulos, o clube começou um processo de crescimento gradual e sustentado, que culminou no segundo lugar da Serie A no ano passado.

Não, de todo, um “bicho papão”, mas a verdade é que esteve na iminência de contratar Corona ao FC Porto. Alguém acredita que os dragões conseguissem contratar Ibrahimovic, Theo Hernandez ou mesmo Rafael Leão ao AC Milan? Não creio.

Este estatuto histórico, aliado a um orçamento superior, por si só, não ganha jogos, e o FC Porto tem estado presente nos momentos de decisão europeia nos últimos anos. Sérgio Conceição, de resto, já provou conseguir preparar tática e mentalmente a equipa para estes grandes jogos.

FC Porto
Na época passada, foi Sérgio Oliveira o herói de eliminatória frente à “vecchia signora”.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

As eliminações da AS Roma ou da Juventus FC aos pés do FC Porto são bons exemplos de superação portista no passado. Acredito que este AC Milan seja o adversário menos difícil do grupo e creio mesmo que, se o objetivo é passar esta fase (o que no FC Porto, já se sabe, é intrínseco), o jogo em casa frente aos italianos será decisivo. A partir daí, todos os pontos serão muito mais caros.

No que toca ao campeão espanhol, o Atlético de Madrid, antecipo dois jogos cuja palavra dominante poderá ser competitividade. Há semelhanças, não entre os clubes, mas entre as equipas: ambas têm dedo de treinador, identidade, resultados, mas são acusadas de jogar “feio”.

Como se “bonito” não fosse festejar no fim de um jogo ou de uma época. Acredito que, em vantagem, o FC Porto possa sofrer contra os espanhóis, mas que, em desvantagem, também os faça sofrer. Não acredito em goleadas (quer no Dragão, quer em Madrid).

Ainda em busca da glória europeia (é o único clube do grupo que ainda não foi campeão europeu), o Atlético de Madrid tem, como todos, um grande desafio numa fase muito precoce da competição.

Por fim, o Liverpool FC. Klopp tem um histórico esmagador sobre Sérgio Conceição, mas o que faz verdadeiramente a diferença em jogos desta dimensão é a intensidade a que as equipas inglesas estão habituadas a jogar.

Talvez por aí se explique que, em tantos anos gloriosos de história, o FC Porto nunca tenha sequer ganho um jogo em Inglaterra. O Liverpool FC, com Klopp, já saboreou a glória mas, na época passada, só garantiu a presença entre a elite no último suspiro do campeonato.

Individualmente, são os ingleses aqueles que têm melhores valores e, coletivamente, também são muito fortes. Num dia bom, diria que este é o adversário mais difícil que os dragões vão enfrentar.

Os dados estão lançados e ditaram seis noites difíceis, mas de necessidade de jogos à FC Porto. Uma coisa é certa: a Europa do futebol vai parar para seguir o grupo em que os dragões estão incluídos e esta é mais uma grande oportunidade para os portistas mostrarem que pertencem à Liga dos Campeões.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Os 5 emprestados a observar na Primeira Liga

Estão a ver aqueles intercâmbios que muitos jovens fazem, normalmente no estrangeiro, para aprender “apenas” outra língua? O que importa verdadeiramente no caminho que desenhamos na nossa folha de papel é o que aprendemos com ele. Assim deveriam ser vistos os jogadores emprestados no futebol.

Verdade seja dita, há empréstimos que fazem parecer que existe algum tipo de “bloqueio” associado, quiçá, a um género de corda bamba, onde tanto saltam um desenvolvimento menos sonante do jogador, como uma má gestão de carreira feita pelo clube que representa.

Independentemente de tudo, acredito que a maior parte dos empréstimos sejam benéficos para todos os atores em jogo. Ficar longe de casa pode ser intimidante. É certo que, muitas vezes, o jogador prefere ficar exatamente onde está. Não sendo possível, cabe-lhe a ir à aventura e descobrir que, certamente, se aprende tanto ou mais quando somos “o estrangeiro” do que quando ficamos abraçados à nossa zona de conforto.

Por cá, a época já conta com quatro jogos, mas quis deitar um olho mais atento aos jogadores que irão servir os respetivos clubes a título de empréstimo. A curiosidade não fica por aqui e vai bem mais além. Contudo, como de costume, apostei nos mais jovens para criar esta lista de cinco atletas emprestados que tenciono acompanhar no nosso campeonato durante esta época.

«Hoje em dia, os árbitros aplicam de forma cega as leis do jogo» – Entrevista BnR com Bruno Paixão

O trabalho de Bruno Paixão enquanto árbitro e VAR não reúne consenso, tal como acontece com qualquer um que tenha desempenhado essas funções. Terminada uma carreira de 33 anos ligada à arbitragem onde, entre provas nacionais e internacionais, perdeu a conta aos jogos que apitou, viveu uma vida em busca de tomar “a decisão que toda a gente espera que seja tomada”, sempre tendo em mente que “passar despercebido é estar a promover o futebol”.

«Ficou muito por fazer».

Bola na Rede: Começou na arbitragem aos 15 anos. Teve 33 anos de carreira. Até aqui viveu uma vida dedicada à arbitragem?

Bruno Paixão: Sim, foram 33 anos sempre dedicado aos treinos, ao trabalho, a estudar as leis do jogo e a preparar os jogos.

Bola na Rede: Que impacto é que a escolha de uma carreira como árbitro tem no desenvolvimento da vida pessoal?

Bruno Paixão: Tem bastante impacto. Apesar de ter uma licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial, o meu foco foi sempre a arbitragem e o futebol e, com isso, a minha vida pessoal ficou bastante afetada. Dedicava-me à arbitragem o dia todo, semana após semana, e isso foi afetando o lado pessoal. Foram opções que foram feitas. Sabia dos riscos. Por outro lado, foram opções que trouxeram os seus frutos.

Bola na Rede: A convivência com as pessoas e a deslocação a espaços públicos devem ser afetadas…

Bruno Paixão: Isso é a gestão do dia a dia. Quando os árbitros chegam ao topo têm que se adaptar e saber viver com isso. Punha sempre a comunicação social e a crítica de lado.

Bola na Rede: É possível transmitir às pessoas que o erro pode acontecer de forma descomprometida?

Bruno Paixão: Nunca vi as situações que se dizem de erro como erro. Vi-as sempre como oportunidades de melhoria. Nunca olhava como erro, porque aí é estarmos numa situação em que andamos na maionese e não saímos de dentro dela. Tentava descobrir os aspetos que corriam menos bem e que contribuíram para aquela decisão e corrigi-los para que não voltassem a acontecer.

Bola na Rede: A sensação que um árbitro tem ao acertar numa decisão difícil é a mesma que um jogador tem quando marca um golo?

Bruno Paixão: Estamos a falar de emoções completamente diferentes. A emoção do árbitro é neutra. A posteriori, quando vemos o jogo e sabemos que a decisão foi acertada e que o trabalho geral foi positivo, ficamos com a sensação de dever cumprido e satisfeitos, porque contribuímos de forma positiva para um bom espetáculo de futebol. Nunca vivemos de forma emotiva a decisão como um jogador ou uma equipa quando marca um golo.

Bola na Rede: Há alguma situação em que o árbitro saia de uma partida com a sensação de “fiz um bom jogo”?

Bruno Paixão: No futebol atual e mediático como o nosso, não. Há sempre aquela expectativa de vermos as imagens. Só depois de analisarmos as decisões mais críticas e o jogo em geral é que percebemos se foi um bom desempenho ou não. Até lá, estamos sempre na dúvida.

Bola na Rede: Em que materiais se baseia a preparação de um árbitro para um jogo?

Bruno Paixão: Muitos vídeos e muitos dados estatísticos.

Bola na Rede: Os árbitros passam informação uns aos outros?

Bruno Paixão: Ao nível da Primeira Divisão, isso acontece. Os lances são analisados por todos os árbitros e as situações vão sendo identificadas semana a semana. Isso funciona de forma natural na Primeira Divisão e já um bocado na Segunda Liga, porque os jogos dão quase todos na televisão.

Bola na Rede: Apesar de ser o árbitro principal o líder da equipa de arbitragem, lidava bem com o facto de ter que delegar funções aos restantes companheiros?

Bruno Paixão: Sempre fiz questão de exercer uma liderança partilhada. Sempre quis ter árbitros assistentes que também fossem líderes. Isso contribuiu para que cada um desse o melhor de si em prol dos três (o quarto árbitro estava sempre a mudar).

Bola na Rede: Receber as insígnias da FIFA em 2004 foi o auge da sua carreira?

Bruno Paixão: O auge da minha carreira foi o todo. A exigência foi tão alta que manter-me aqueles anos todos foi o meu prémio.

Bola na Rede: Perdeu as insígnias da FIFA em 2012 por uma situação que se veio, nove anos depois, a confirmar irregular. Com que sentimentos é que sai desse período? 

Bruno Paixão: É um misto de emoções tristes e alegres. Perder as insígnias aos 38 anos, quando tinha mais sete pela frente, e no escalão em que estava ao nível da UEFA, ficou muito por fazer. Há um documentário do Maradona em que ele diz, a dada altura, no âmbito da cocaína, que se tinha sido o jogador que foi a consumir cocaína, imagine-se o que é que seria se não a consumisse. Eu diria o mesmo. Se atingi o escalão que atingi na UEFA, o que é que aconteceria se me deixassem lá estar até ao fim da minha carreira? Teria atingido outros objetivos, porque o caminho estava a ser percorrido. A minha saída internacional não foi por questões da UEFA, porque lá estava a correr muito bem, foi mesmo por questões internas.

Matheus Nunes: Opção secundária para Fernando Santos

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Para além dos últimos dias do mercado de transferências, um tema que tem estado em destaque na comunicação social é a chamada de Matheus Nunes à seleção brasileira. O médio leonino consta da lista de convocados de Tite, e não na de Fernando Santos, mas o selecionador nacional já avisou que anda também de olho no jogador. Apesar de Matheus Nunes ter afirmado que foi um orgulho ser chamado à seleção canarinha, a verdade é que a situação pandémica que vivemos pode bem ser benéfica para a equipa das quinas.

O Sporting CP, à semelhança daquilo que acontece com outros clubes, chegou a acordo com Matheus Nunes para que este não se apresentasse aos trabalhos da seleção brasileira. Isto porque, caso o atleta viajasse para a América do Sul, teria de cumprir quarentena à chegada a Portugal, pois ainda não está vacinado. Este período de isolamento iria fazer com que falhasse o clássico frente o FC Porto e a partida frente ao FC Ajax. Esta decisão pode bem deixar Matheus Nunes na dúvida entre representar Portugal ou o Brasil. Se vivêssemos tempos normais, a primeira que o chamasse iria ser a sua escolha imediata.

Esta situação toda foi mais uma prova do conservadorismo de Fernando Santos. Ao invés de proteger os interesses da Seleção Nacional e garantir um jogador cobiçado por outra nação, o treinador das quinas preferiu escolher jogadores que já conhece e que poderiam perfeitamente ficar de fora desta lista, como é o caso de Danilo e João Moutinho. Para além de que Matheus Nunes iria trazer características ímpares ao meio-campo português, sendo o único box-to-box na convocatória, devido à ausência de Renato Sanches.

Matheus Nunes escolhe Portugal🇵🇹.
Segundo @luis__aguilar__, o médio de 23 anos ponderou e recusou o Brasil em detrimento de vestir a camisola das “Quinas” num futuro próximo.
De acordo com a mesma fonte, o atleta terá recebido um contato da FPF a dizer que é opção para o futuro. pic.twitter.com/FhK7d9T1VV

— Diário de Transferências (@DTransferencias) August 28, 2021

Matheus Nunes merece representar Portugal, mas a equipa técnica da Seleção merece ser representada pelo jogador?

Pelo que a imprensa portuguesa reportou, Fernando Santos terá ligado a Matheus Nunes e o luso-brasileiro deve escolher representar a seleção portuguesa. Caso se confirme, fico feliz por ver mais um jogador leonino com a camisola das quinas. Porém, sinto que a equipa técnica liderada por Fernando Santos não o merecia. Foi preciso uma chamada do outro lado do mundo para que Portugal lutasse para ter um jogador que tem uma grande margem de progressão e que se sente mais português do que brasileiro.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos