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O campeonato dos feios, porcos e maus

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a norte de alvalade

Se não viram o filme que serve de título ao post de hoje, recomendo. Realizado por Ettore Scola, cujo trabalho lhe granjeou o prémio do Festival de Cannes em 1978, o filme conta a história de uma família pobre que mora num subúrbio pobre de Roma em condições degradantes. Por via disso, o filme é um mostruário, em tom de comédia e drama, do que de pior o Homem é capaz de fazer a si mesmo e aos que vivem em seu redor.

Se não viu entretenha-se a ver um desses programas pretensamente sobre futebol que enxameiam as nossas televisões, onde agora vulgarmente conhecidos como programas de paineleiros, porque se aproxima em muitos aspectos do que de pior é retratado no filme de Scola. Sobre o pretexto de analisarem os jogos, os seus intervenientes desfiam entre si rosários de insultos, quase sempre ignorando o que devia ser o assunto central e que afinal lhes proporciona substanciais proveitos económicos: o futebol.

Estes verdadeiros atentados de lesa-futebol são a pedra filosofal das estações de televisão, especialmente de cabo. Não visando esclarecer ou exercer qualquer pedagogia, procuram a polémica em cada frase. Os seus ditos, cujos paineleiros são escolhidos a dedo, havendo até transferências entre canais, como se de artistas da bola se tratasse. É difícil para quem assiste, mesmo que inadvertidamente, não ficar à espera da reacção seguinte no habitual “tiroteio” entre as facções em confronto.

É esse excesso de controvérsia e polémica permanente que lhes proporciona a publicidade grátis, uma vez que é impossível que os adeptos que assistem fiquem indiferentes. Na era das redes sociais os comentários funcionam como focos de incêndio que se propagam como quem rega uma fogueira com gasolina.

Há muito que deixei de ver qualquer dos programas – novos ou velhos – com assiduidade. As poucas vezes que tenho caído na tentação, não fazendo zapping imediato, só têm contribuído para vincar a má impressão geral e a noção de perda do meu precioso tempo que o seu visionamento implica. Valha a verdade que o facto de normalmente o Sporting estar muito mal representado na generalidade dos programas também não ajudou muito. Do ébrio ao auto confesso praticante de ilegalidades, já tenho cromos que cheguem.

Ora, isto dito, não pude deixar de me espantar quando assisti à última intervenção de Carlos Dolbeth num programa emitido na SportingTV. Mais ainda quando ela não só recolhe aprovação como a seguir pede que se junte a um dos mais histriónicos comentadores da nossa praça, um tal Pedro Guerra. Aqui há que reconhecer o traço de ADN comum deste com o correligionário que na SIC vai destilando fel a cada sílaba.

Estes comentadores não representam o Sporting Fonte: Facebook do Sporting/César Santos
Estes comentadores não representam o Sporting
Fonte: Facebook do Sporting/César Santos

Espero que se tenha tratado de uma vez, sem exemplo. Vai muito mal a direcção de programas do canal do clube se permitir ou até instigar uma espécie de braço de ferro de taberna, ou ping pong de dislates e gritos. É a face oposta do comportamento inerte e poltrão que tantas vezes me revoltou quando o Sporting não era cabalmente defendido, mas igualmente de repudiar. Como dizia a publicidade, tem de continuar a existir uma linha que separa a miséria intelectual, boçalidade e ordinarice do nome Sporting Clube de Portugal.

Embora haja muito quem ache que o Sporting “tem um estigma por ter ligado à sua origem viscondes“, essa é a sua maior riqueza. Não a da classe social dos seus fundadores per si, da sua origem ou do seu carácter restrito e exclusivista. A ser assim o Sporting não seria hoje mais do que uma associação de jogos de bridge, canasta, ou bailes de debutantes.

O Sporting nasceu, cresceu e consolidou o seu estatuto pela qualidade excepcional dos fundadores e sucessores, ao criarem uma identidade muito própria, mas simultaneamente de grande abrangência, arrastando atrás da sua bandeira milhões e acumulando milhares de troféus em dezenas de modalidades. A tal diferença que muitos querem, para nos apoucar, confundir com elitismo bacoco e extinto. O Sporting é indiscutivelmente popular mas não precisa de ser popularucho.

Mais do que ganhar muito ou pouco, creio ser essa a identidade que nos é muito própria e cara que nos tem permitido atravessar os piores dos tempos. Se quisermos ser tão feios, tão porcos e tão maus como os piores arriscamo-nos a confundirmo-nos com eles. E, se assim for, que razões terão os vindouros para querer ser do Sporting?

Foto de capa: Facebook do Sporting

Portugal 0-1 França: Astérix e os (ainda) irredutíveis gauleses

“2 minutos de desconto? Acabe mas é com isto, senhor Danny Makkelie, que eles estão a precisar de intervalo e eu quero ir ao bar”. Era isto que eu dizia se fosse um dos espectadores que se deslocou ao Estádio de Alvalade para ver o Portugal x França.

O astérix Valbuena viria a resolver o jogo à bomba e prolongar uma maldição gaulesa sobre Portugal, num jogo onde, apesar ter o carácter particular, estávamos perante duas equipas de topo mundial, com alguns dos melhores do mundo, e por isso exigia-se uma partida de maior qualidade e emoção. Foram 45 minutos de tédio, com uma e outra equipa a fazerem posse de bola, a tentarem circular pelas linhas e através de cruzamento incomodar os guarda-redes. Na teoria este era o objetivo, mas na prática tudo correu mal às duas equipas. Quando a bola chegava aos últimos 25 metros, o passe quase sempre saía errado, o cruzamento torto ou a bola era roubada pelo adversário.

Ambas as equipas mostraram receio uma da outra e ocuparam muito bem os espaços centrais, o que levou a que na primeira parte apenas existissem dois remates à baliza: um por Matuidi aos 30’, após boa combinação com Griezmann e Sissoko, que Patrício defendeu com os pés, e outro por CR7, num livre muito longe da baliza, que Lloris sacudiu para o lado.

O momento do festejo de Valbuena, que deu a vitória à França Fonte: Facebook de Valbuena
O momento do festejo de Valbuena, que deu a vitória à França
Fonte: Facebook de Valbuena

As estratégias anularam-se uma à outra. Fernando Santos regressou ao 4-3-3, com Éder na frente e Ronaldo na esquerda (Nani estava na outra ala), mas ofensivamente a equipa não esteve bem, apesar de ter contado com um João Mário muito interventivo no miolo e a ser o principal. Para completar o triângulo do meio-campo, Fernando Santos escolheu Adrien e Danilo Pereira. Na defesa nenhuma surpresa. Patrício na baliza, Vieirinha e Eliseu nas laterais com Pepe e Carvalho a fazerem dupla.

A França, de Deschamps, apresentou-se em 4-4-2, com Lloris na baliza, Sagna e Evra nas linhas, e Koscielny e Varane foram os centrais. No meio-campo, Sissoko descaiu para a direita, Matuidi para a esquerda, e Cabaye jogou a trinco com Pogba à sua frente. No ataque, Benzema e Fékir, que relegou Griezmann para o banco, mas logo aos 13’ foi substituído pelo jogador do At. Madrid, por lesão.

Muita gente nos espaços centrais, muito pouco espaço entre linhas, impedindo rasgos e desmarcações, algo só conseguido por Matuidi, no lance já mencionado. Portugal, e como já é hábito com Fernando Santos, apresentou-se muito sólido defensivamente, mas com bastantes lacunas ofensivas, apesar da boa performance de Éder, a jogar de costas para a baliza, a segurar e tabelar com os colegas. Mas, depois, não existiu um cruzamento em condições para si, o que tornou a sua tarefa muito complicada.

Por todos estes motivos e pelo futebol lento apresentado pelas duas seleções, o empate era mais que justo e o intervalo era aquilo de que todos precisavam para descansar e voltar com outras ideias e mais vontade. Certamente Fernando Santos e Deschamps chamaram a atenção dos seus pupilos porque não deviam estar a gostar do que viam, mas o que é certo é que tudo voltou na mesma. O mesmo futebol, a mesma pasmaceira, apesar de a França ter mais posse e tentar mais do que Portugal chegar ao golo. Os contra-ataques portugueses não saíam e Lloris nem sequer precisava de suar.

Adrien esteve desinspirado no meio-campo português Fonte: Facebook Seleções de Portugal
Adrien esteve desinspirado no meio-campo português
Fonte: Facebook Selecções de Portugal

 

A dança das substituições começou com o regresso de Miguel Veloso para o lugar do desinspirado Adrien (a intensidade de André André teria sido mais útil) e o de Cédric para o posto de Vierinha aos 61’. Logo a seguir, Fernando Santos pensou no jogo da Arménia e retirou Ronaldo para colocar Quaresma, que desta vez não agitou, e mais para o fim entraram Danny por João Mário e Bernardo por Danilo Pereira. Na primeira parte, José Fonte tinha entrado para o lugar de R. Carvalho, que saiu com um corte na cara.

Várias mexidas e nenhuma delas acrescentou nada; Portugal manteve sempre o mesmo estilo, sempre a mesma ideia, e nunca mostrou grande de vontade de ganhar o jogo. Ora isto tem sido visível noutros jogos, mas o génio de Ronaldo tem disfarçado as lacunas ofensivas. Hoje, o melhor do mundo não brilhou, Portugal não marcou e a fatura pagou-se cara, bem perto do fim, com um golaço de livre de Valbuena, recém-entrado na partida.

Um castigo justo para Portugal e um golo que premiou a melhor equipa em campo, embora nos tenha presenteado com um futebol pouco espetacular e muito lento.

Até ao final, Portugal iniciou o chuveirinho mas sem resultados. Lloris continuou sem precisar de defender.

Foi a 10ª vitória consecutiva da França sobre Portugal, aumentando uma maldição que perdura desde 1975. A estrela da sorte de Fernando Santos hoje não brilhou e Portugal voltou a perder. Todos sabemos que é preferível ganhar e jogar mal do que jogar muito bem e não ganhar, mas também sabemos que uma equipa que jogue bem vai ganhar mais vezes e está mais perto de ganhar. E, convenhamos, o conjunto de Fernando Santos já andava a abusar da sorte de jogar mal e ganhar sempre!

A Figura:

Os adeptos – num jogo tão fraco tenho que elogiar os adeptos por terem apoiado as respetivas equipas do início ao fim e não terem adormecido a ver o jogo ou assobiado à sua equipa. Valeu por isso!

O Fora-de-jogo:

Nani – 90 minutos em campo e quase nem se fez notar. Que fraca exibição; mais uma. Quaresma já começa a justificar mais minutos com a camisola das Quinas porque o estatuto não pode perdurar para sempre.

Foto de capa: Facebook Selecções de Portugal

Vuelta’2015: Portugueses em grande!

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Cabec¦ºalho ciclismo

O que têm os anos de 2006 e 2015 em comum no mundo do ciclismo? Sim, está relacionado com portugueses e com a Volta à Espanha: A última vitória de um português, nesse caso, de Sérgio Paulinho, na última Grande Volta do ano, tem data em 2006. Nove anos passados e Nelson Oliveira, o especialista em contrarrelógio, mas que tem vindo a evoluir cada vez mais em outros tipos de terreno, volta a dar uma alegria aos portugueses em terras espanholas e venceu a 13.ª etapa da Vuelta’2015! Hoje é um dia para celebrar esta grande vitória do português. Por tudo o que tem feito até agora, é mais do que justo este prémio e este lugar mais alto no pódio da etapa.

Num dia que se previa que a fuga fosse ser bem-sucedida, não só pelo perfil da prova, mas também pelo facto de que iremos ter algumas etapas nesta semana muito mais duras, um grupo com mais de 20 elementos formou a vitoriosa fuga e, no meio desses ciclistas, estava o português Nelson Oliveira, que tem tentado animar esta Vuelta nalgumas etapas e já tinha tentado fazer o que fez hoje noutras etapas. Hoje, felizmente, tudo resultou da melhor forma e o português, a cerca de 30 km’s do fim, desfere um corajoso ataque e que deixa o resto dos homens em fuga um pouco surpreendidos, visto que continuaram num ritmo normal e com o pensamento de que conseguiriam apanhar esta arrojada tentativa de chegar à vitória (esta visão de jogo faz lembrar alguém…com certeza tem tido bons ensinamentos por parte do seu colega de equipa Rui Costa).

O português, após a corrida, referiu que foram os 30 km’s mais longos que já teve de percorrer e não é para menos, visto que teve de os fazer completamente sozinho e a depender das suas grandes caraterísticas de contrarrelogista. Mas, com a ambição e o querer necessários, conseguiu aguentar este esforço adicional e aproveitar da melhor forma o facto do resto dos que estavam em fuga não se estarem a organizar (destaque para Conti e Plaza, ciclistas da Lampre e respetivos colegas de equipa de Nelson, que souberam controlar alguma maior tentativa de recuperar o tempo para o português). Com 1 minuto de vantagem, o português ergue os braços, faz uma vénia e festeja merecidamente esta enorme vitória!

Antes da vitória de Nelson, foi José Gonçalves a levar para casa o prémio de mais combativo na etapa 2 da Vuelta Fonte: lavuelta.com
Antes da vitória de Nelson, foi José Gonçalves a levar para casa o prémio de mais combativo na etapa 2 da Vuelta Fonte: lavuelta.com

Tendo em conta o título, apesar da palavra vitória em etapa ser ainda apenas para o Nelson, é preciso referir os outros portugueses que estão a mostrar que Portugal continua bem servido de nomes para o ciclismo, tenham que papéis tiverem dentro das respetivas equipas. José Gonçalves é o segundo nome em maior destaque, falando de portugueses. Tem tentado, etapa após etapa, conseguir aquela elusiva vitória e dar mais uma alegria a todo o povo português. Desde sprints, finais em subida, etapas de média montanha e até uma em alta montanha, tem tudo tido o português na discussão e a mostrar-se como um grande talento. Depois de uma Volta a Portugal muito bem-sucedida, o prémio veio com esta ida à Vuelta, mas a verdade é que se esperava que isso seria o ponto mais alto do português nesta época. Engano puro…o português da espanhola Caja Rural fez jus às comparações com alguns outros ciclistas de grande renome e tem animado bem esta Vuelta, sendo que já conquistou, na 2.ª etapa, o prémio de mais combativo do dia!

Os 5 portugueses em prova encontram-se todos no top50 desta Vuelta a Espanã, o que é um muito bom feito para Portugal, esperemos que assim continue até ao fim da prova. Tiago Machado (48.º classificado) tem apoiado muito bem os seus dois líderes, Purito Rodriguez e Dani Moreno. Ricardo Vilela (43.º) ainda pouco se mostrou, mas tem sido importante para a liberdade que alguns elementos têm dentro da Caja Rural e acredito que também ele terá as suas oportunidades para aparecer em fugas. José Gonçalves (35.º) e Nelson Oliveira (32.º) já foram mencionados e André Cardoso, depois do abandono de Daniel Martin e da pouca frescura de Andrew Talansky, tornou-se no líder da Cannondale e está, neste momento, num bom e sólido 18.º lugar (à frente de nomes como Frank Schleck, Daniel Navarro ou Samuel Sanchez). Por fim, Sérgio Paulinho, o sexto e último dos ciclistas portugueses, teve, infelizmente, de abandonar a prova devido a um acidente com uma moto (algo que também, anteriormente, acabou por tirar Peter Sagan da corrida) – um problema a rever para organizações futuras de Grandes Voltas.

Por tudo isto, é de se prever que possamos continuar a ter os portugueses em grande foco nesta Vuelta a España e, quem sabe, existem boas possibilidades de que haja mais alguma vitória de um português em terras vizinhas…é esperar para ver como irá o resto desta Grande Volta decorrer e, por hoje, sem dúvida, o mais importante é mesmo “celebrar” este grande feito do Nelson Oliveira!

Foto de capa: Facebook da Vuelta

Dois jogadores, zero euros, sete golos

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cab premier league liga inglesa
Há oportunidades que, de tão boas, só surgem uma vez. Não nos podemos dar ao luxo de as perder, sucumbindo ao conformismo, que mata vivências e experiências inesquecíveis. Há que arriscar, investir em nós, ir a conferências na faculdade, viajar quando surgir o convite e ir falar com aquela miúda que se farta de olhar para nós a noite toda. Assim se ganham valências, ferramentas para o resto da vida que nos permitem vencer, estar lá em cima, com as palavras dos mais experientes da nossa área, uma vista ampla sobre o mundo e a mulher das nossas vidas.

Munidos, talvez, dessas valências, os olheiros do Swansea FC, atentos particularmente ao mercado francês, aproveitaram as oportunidades de negócio que constituíram a rescisão de contrato de Bafetimbi Gomis com o Lyon, no verão passado, e o ponta-de-lança chegou a custo zero. Um ano depois, os olheiros do Swansea, novamente atentos ao mercado francês, detectaram outra excelente oportunidade em território gaulês, após Andre Ayew se livrar do compromisso contratual que o ligava ao Marselha, e não hesitaram em avançar para o ganês.

Não houve hesitação relativamente à qualidade dos jogadores. O custo/benefício era enorme , independentemente do valor pedido pelos atletas para prémio de assinatura ou vencimento semanal. O talento estava lá, era uma questão de o extrair e de não desistir dos jogadores no caso de falharem pela primeira vez. Gary Monk é assim, um homem persistente e crente, quer nas suas capacidades, quer nas dos seus jogadores.

swansea
Ayew chegou, viu e venceu. Quatro jogos, três golos e duas assistências para Gomis, o “partner in crime” do início do Swansea 2015/2016

Gomis não teve uma integração fácil. Na sombra de Wilfred Bony, apenas se estreou a marcar, na Premier League, pelos swans dois meses depois de ser contratado. A saída do costa-marfinense, em janeiro, foi muito lamentada pelos adeptos, que se sentiam orfãos do goleador que Gomis não conseguiu ser; porém, demonstrou outras valências que acabaram por fazer esquecer Bony no final da temporada.

Esta época, já completamente integrado e com os índices de confiança adequados, Gomis conta com 4 golos em outros tantos jogos, revelando o faro de golo que despertou a paixão dos adeptos do St. Ettiene. Em dois desses golos teve a ajuda de Andre Ayew, um jogador que chegou e encaixou que nem uma luva na extrema direita do 4x2x3x1 de Gary Monk. Aliás, o ganês também já faturou três vezes esta temporada. Juntando a estes números os de Gomis, obtemos o total dos tentos apontados pelo Swansea esta época e que ajudam a colocar os galeses na 3.ª posição (a par do Leicester) do campeonato inglês… após se terem deslocado ao terreno do campeão Chelsea e de terem recebido o Manchester United em casa.

Claro que sem a ajuda dos restantes companheiros de equipa, que lêem na perfeição a ideia de jogo de Gary Monk, isto não aconteceria. Aliás, a segurança do duplo pivô do Swansea (Shelvey e Cork estão no pico da carreira) é uma balança que equilibra o sector defensivo dos galeses e permite que se desequilibre o dos adversários, dando liberdade para que Sigurdsson, Jefferson Montero e, claro, a dupla de contratações a custo zero façam mossa por entre as defesas contrárias.

A chave do sucesso do Swansea pode estar no meio-campo, mas Gomis e Ayew não se fizeram de rogados em aproveitá-la para abrir o cofre dos golos. Agarraram a oportunidade depois de o Swansea os ter agarrado a eles.

Liga Espanhola: El Bandido rouba o protagonismo em manita merengue

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Após uma primeira jornada na qual a maior nota de destaque foi o surpreendente empate do Real Madrid ante o recém-promovido Sporting Gijón, a segunda ronda da liga espanhola viu todos os três principais candidatos ao título triunfarem nos seus compromissos (Barcelona passou com magra vitória no duro teste frente ao Málaga; Real Madrid goleou o Bétis por 5-0; Atlético Madrid foi ao Sánchez Pizjuán vencer o Sevilha com três golos sem resposta). Numa jornada em que os dois maiores astros do futebol mundial, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, ficaram em branco, algo que não sucede numa base regular, foi James Rodríguez, El Bandido, a maior figura a brilhar pelos relvados de nuestros hermanos.

O Real Madrid entrou em campo, no Santiago Bernabéu, contra o Bétis, na ressaca de um empate que surpreendeu pela negativa na primeira ronda e que levou a questionar a equipa de Rafa Benítez. Porém, que melhor forma de superar tal situação do que com uma goleada e um jogo de encher os olhos dos adeptos? Foi essa a premissa dos merengues, que impuseram um triunfo por cinco golos sem resposta ao histórico emblema sevilhano, que está de regresso ao palco principal do futebol espanhol. Os grandes obreiros desta façanha foram James Rodríguez e Gareth Bale, ambos a partilharem um bis e uma assistência para golo na partida. Ainda assim, foi El Bandido, que voltou à titularidade, quem mais deslumbrou na manita merengue, ao assinar duas obras de arte de regalar os olhos e uma exibição de encher as medidas dos adeptos. Rafa Benítez viu, ainda, Karim Benzema regressar com o instinto goleador apurado, sendo que Cristiano Ronaldo continua sem encontrar o golo nesta edição de La Liga.

O campeão em título, Barcelona, teve um teste bem mais difícil do que o seu principal rival, ao lograr uma vitória sofrida (1-0) ante um Málaga a bom nível. Mesmo com o avassalador tridente ofensivo completo (Neymar regressou à competição), os blaugrana não conseguiam encontrar o caminho das redes da baliza de Kameni, guarda-redes do Málaga, que protagonizou uma exibição de alto nível, ao negar por inúmeras vezes o golo aos adversários (Leo Messi que o diga!). Teve que ser, então, um defesa a dar a vitória ao conjunto de Luis Enrique, mais propriamente o belga Thomas Vermaelen, que após uma primeira época na Catalunha na qual as lesões falaram mais alto, pode revelar-se importante para a consistência defensiva culé. O Barcelona somou, assim, o segundo triunfo em dois jogos, ambos por 1-0, ainda sem convencer totalmente.

Por seu turno, o Atlético Madrid viajou até ao Sánchez Pizjuán vencer a equipa da casa por claros 3-0. Com um jogo combativo e disputado à mais alta intensidade, com rasgos de bom futebol, durante os 90 minutos, bem ao estilo do que os colchoneros nos têm habituado, a equipa de Diego Simeone dominou durante a primeira parte, com Antoine Griezmann e saiu para o intervalo a vencer com golo de Koke. Porém, no segundo tempo o Sevilha partiu para o ataque, com Llorente como figura maior do portento ofensivo rojiblanco, e o Atleti teve que sofrer bastante para conseguir segurar a vantagem, até que o capitão Gabi e o ex-FC Porto Jackson Martínez dilataram o resultado para o emblema da capital espanhola. O Atlético Madrid somou a segunda vitória em outros tantos jogos e para a próxima jornada espera-nos um escaldante Atleti-Barça, partida a não perder.

Merecem destaque pela positiva o Celta de Vigo e o Eibar, equipas que se encontram de momento no topo da tabela classificativa, com seis pontos, a par de Barcelona e Atlético Madrid. O Celta recebeu e venceu por 3-0 o Rayo Vallecano e a figura do jogo foi, como seria de esperar, Nolito – o extremo espanhol continua com o mesmo ímpeto da época transata, ao assinar dois golos, um deles de grande penalidade, e uma assistência. O Eibar surpreendeu o Athletic Bilbao, com um triunfo caseiro por 2-0 – golos de Saúl Berjón e Adrián González -, resultado que coloca o Eibar com duas vitórias e o Bilbao com duas derrotas após a segunda jornada de La Liga.

Nolito continua com o instinto goleador apurado nesta nova época Fonte: Facebook do Celta de Vigo
Nolito continua com o instinto goleador apurado nesta nova época
Fonte: Facebook do Celta de Vigo

A desiludir em termos internos continua o Valência de Nuno Espírito Santo que consentiu o segundo empate na liga, desta feita contra o Deportivo por 1-1. O técnico português rodou grande parte do habitual onze titular da equipa, consequência do elevado números de jogos que disputou neste início de época, e essa aposta não resultou desta vez. Os ché nunca conseguiram impor-se de forma consistente no encontro, fruto também de um Depor que se apresentou a um bom nível. Para os galegos, que contaram com Jonathan Rodríguez e Luisinho a suplentes utilizados, marcou Lucas Pérez, ao passo que para os valencianos foi Negredo a faturar.

O Villarreal, com Roberto Soldado de volta ao futebol espanhol em boa forma – autor de um dos golos desta jornada, o seu segundo até então -, recebeu e venceu o Espanhol por 3-1, com Bakambu a bisar na partida e Caicedo a fazer o golo dos forasteiros. Já o Granada foi ao terreno do Getafe alcançar um importante triunfo por 2-1, golos de El Arabi e Success, com Lafita a marcar para o conjunto da casa. Nos restantes encontros, registaram-se dois nulos: Las Palmas-Levante e Real Sociedad-Sporting Gijón terminaram ambos com empate sem golos.

Após a segunda jornada da liga espanhola, há um dado, que pode assustar, a reter: sete equipas (sim, sete!) continuam sem conseguir sentir o sabor do golo no campeonato, sinal de que os índices de finalização não vieram da pré-época na melhor forma possível. Entre estes clubes estão: Athletic Bilbao, Sevilha, Real Sociedad, Sporting Gijón, Las Palmas, Málaga e Rayo Vallecano.

Em nota final, destaque para o fecho do mercado de transferências, situação que permite verificar como irão ficar os plantéis dos clubes, pelo menos até janeiro. A situação que mais tinta fez correr foi a não concretização da transferência de David de Gea do Manchester United para o Real Madrid, negócio que envolveria a ida de Keylor Navas para o emblema inglês e que não ficou fechado devido aos papéis da transferência terem sido entregues, imagine-se, um minuto depois do encerramento da hora limite da janela de transferências de verão. Transferência que teve a confirmação oficial foi a chegada do central Abdennour ao Valência, que desembolsou cerca de 20 milhões de euros ao Mónaco para garantir os serviços do defesa tunisino.

A marcar também o fecho do mercado de transferências, a emocionante despedida do médio Raúl García do Atlético Madrid, o qual representou por oito anos. García, de ascendência basca, vai representar o Athletic Bilbao. O recém-promovido Bétis fez um esforço final no mercado para assegurar o ex-Sporting Ricky Van Wolfswinkel e para concretizar o regresso a casa de Joaquín, extremo espanhol de 34 anos que estava na Fiorentina. Outro regresso é o de Roque Santa Cruz ao Málaga, que contratou também a jovem promessa marroquina Mastour, ambos os jogadores a título de empréstimo. O Villarreal viu chegarem Bonera, proveniente do Milan, em final de contrato, e Adrián López, por empréstimo do FC Porto. Por seu turno, o Sevilha assegurou o defesa Marco Andreolli, do Inter, por empréstimo durante uma temporada. À Corunha, para atuar pelo Deportivo, chega Jonás Gutiérrez, após vencer a batalha contra o cancro e ter papel capital na permanência do Newcastle na Premier League da época transata.

Jogador da Semana: James Rodríguez (Real Madrid)

Assinou, a par de Gareth Bale, uma exibição de outro mundo na goleada imposta pelo Real Madrid ao Bétis. No entanto, El Bandido teve o papel principal nesta manita e fez levantar o estádio com golos de excelência, que lhe valeram esta distinção. Cada vez mais, o atacante colombiano se assume como a peça chave para a prática de um futebol de qualidade por parte do Real Madrid e quando não está em campo, a sua ausência é sentida dentro e fora das quatro linhas.

Treinador da Semana: José Luis Mendilibar (Eibar)

Dois jogos, duas vitórias. É este o saldo do Eibar após a segunda jornada da liga espanhola. A equipa segue no topo da tabela classificativa, com triunfos sobre o Granada e o Athletic Bilbao, partidas nas quais a equipa se conseguiu superiorizar ao adversário, obra de José Luis Mendilibar que tem conseguido montar a sua turma com a estratégia necessária para alcançar o resultado pretendido.

Foto de capa: Facebook do Real Madrid

Futsal: Benfica dominador obrigado a suar

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cab futsal

Quem não teve a oportunidade de assistir ao jogo da Supertaça entre o Sport Lisboa e Benfica e a Associação Desportiva do Fundão e apenas olhasse para as estatísticas no fim dos 40 minutos regulamentares pensaria que o jogo foi de sentido único, uma vez que o Benfica rematou 71 vezes contra 9 do seu adversário. No entanto, foi uma tarefa muito complicada para as águias, que tiveram de recuperar de um 0-3 favorável à turma beirã para levar o jogo a prolongamento e só aí impor a lei do mais forte, ganhando por 6-3.

Mas primeiro vamos ao resumo do jogo, que começou com um Benfica dominador, embora inconsequente, e um Fundão extremamente eficaz, que apostou fortemente no contra-ataque e petiscou, adquirindo uma confortável vantagem de 3 golos, marcados por Anilton, aos 8 e 26 minutos, e Márcio Moreira, aos 15. É claro que as incidências da partida acentuaram o domínio do Benfica, que operou nos últimos 7 minutos da partida uma reviravolta épica, que demonstra a fibra de campeão do clube orientado por Joel Rocha.

Primeiro veio o golo de Bruno Coelho aos 33 minutos; de seguida, o reforço Fernando Wilhelm aos 37, e, já a jogar com guarda-redes avançado, a poucos segundos do fim, conseguiu o empate, através de um passe de Bruno Coelho para Alan Brandi, que, a meias com um defesa contrário, empatou o jogo e levou o encontro para prolongamento. Rude golpe para as aspirações da equipa do Fundão, o “David”, que sentia o troféu a escapar-lhe por entre os dedos, enquanto para o “Golias” era muito provavelmente a confirmação da conquista da supertaça no prolongamento, conforme os festejos dos adeptos encarnados deixavam antever.

Alan Brandi, o autor do golo que mudou o jogo
Alan Brandi, o autor do golo que mudou o jogo

O prolongamento foi, previsivelmente, uma mera formalidade para os benfiquistas, que nos 10 minutos confirmaram o ascendente criado pela fantástica recuperação no marcador. No tempo extra marcaram Fábio Cecílio, aos 44 minutos; o guarda-redes Juanjo, que marcou de baliza a baliza, aos 45 minutos, aproveitando o guarda-redes avançado do Fundão; e finalmente assistiu-se ao bis de Fernando Wilhelm, aos 47 minutos.

Deixo uma palavra de apreço para a equipa beirã, que esteve quase a “levar a água ao seu moinho”, bem orientada por Bruno Travassos e que mostrou que no fim da época irá certamente estar na luta pelos lugares cimeiros. E acrescento também uma palavra para o SL Benfica, que tem de melhorar substancialmente o seu nível de eficácia, pois no passado Domingo correu bem mas não convém repetir muitas vezes a história.

Antes da final masculina, e também em Oliveira de Azeméis, teve lugar a Supertaça feminina, com vitória do Novasemente sobre a Quinta dos Lombos por concludentes 7-1.

Imagens retiradas do facebook oficial do Benfica para as modalidades

Liga Alemã: De Bruyne? Não me recordo

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cab bundesliga liga alema

A terceira jornada da liga alemã voltou a ter muitos golos e lances de antologia. O término da jornada deu-nos um novo herói japonês, um internacional brasileiro que teima em ser figura no Bayern e um fecho de mercado recheado de surpresas.

A Volkswagen Arena recebeu o primeiro jogo desta jornada e existiam razões de sobra para se estar atento aos acontecimentos. Kevin De Bruyne esteve na bancada e pôde assistir em primeira mão a uma vitória contundente do seu antigo clube. O belga já se mudou para o Manchester City e muitos vaticinaram que seria o fim das possibilidades de chegar ao título do Wolfsburgo. O resultado mostrou que estavam extremamente enganados e o primeiro sinal disso foi o golo à matador que Dost fez, em resposta a um excelente cruzamento de Trasch. Primeiro sinal de força e uma equipa em crescendo a mostrar-se segura em todas as fases do jogo. O rumo da partida nunca mudou e os jogadores de Dieter Hecking foram sempre superiores. Ricardo Rodriguez foi dono da linha e esteve em destaque pelo golo e a assistência que fez para o golo de Tim Klose. O Schalke esteve sempre muito aquém e Sané foi o único destaque de uma exibição fraca por parte dos mineiros.

Douglas Costa é o jogador em maior destaque no futebol europeu. A afirmação pode parecer exagerada mas é difícil negar o que o extremo tem dado à equipa. O Bayern venceu por 3-0 o Bayer Leverkusen. A equipa de Guardiola apresentou-se com um sistema de três defesas, sendo Alaba o jogador a ocupar a posição de central. Os jogadores de Roger Schmidt sentiram imensas dificuldades e acabaram por perder o jogo pelo lado direito – exibição absolutamente desastrosa de Robert Hilbert. O lateral foi ultrapassado com facilidade por Douglas Costa no primeiro golo e cometeu os dois pénaltis que arrumaram com o resultado. Thomas Müller voltou a brilhar em frente à baliza – já leva cinco golos em três jogos – e Arjen Robben facturou o primeiro golo esta temporada. O Leverkusen foi sempre infrutífero e o único lance em que realmente acreditou que poderia marcar foi quando Hakan Çalhanoğlu inventou mais um daqueles livres teleguiados que o tornam tão temível.

Atacar, atacar, atacar. É esta a ordem do dia, segundo Tuchel. Os amarelos e pretos voltaram a ser uma máquina de ataque fantástico e dois dos três golos são autênticas obras-primas pintadas por artistas que vão acreditando que as coisas este ano estão bem diferentes. A velocidade de execução dos jogadores colocam qualquer adversário em pânico e o Hertha de Berlim não foi diferente. 3-1 para o Dortmund, com os golos a serem marcados por Mats Hummels, Aubameyang e Adrián Ramos.

Chicharito foi reforço de última hora para o Bayer Fonte: Facebook do Bayer Leverkusen
Chicharito foi reforço de última hora para o Bayer
Fonte: Facebook do Bayer Leverkusen

Heróis japoneses na Bundesliga? Depois de Okazaki ter alcançado um lugar de respeito na tabela de melhores marcadores da época passada, Muto assume-se como a nova figura do Mainz e respeita a posição 9, que outrora pertencera a Okazaki, como se se tratasse de uma espada de samurai deixada em testamento. A estreia a marcar foi logo a dobrar e Muto esteve nos três golos. Pé esquerdo no primeiro golo, cabeça no segundo e pressão na defesa que a fez errar e deixar Malli isolado. O Mainz venceu por 3-0 o Hannover 96 e alcançou a segunda vitória consecutiva, depois de iniciar a época com uma derrota.

Nos restantes jogos, tivemos Matthew Leckie a resolver com um golo fantástico de fora de área e a dar a primeira vitória ao Ingolstadt (1-0 sobre o Augsburgo), o Colónia a ganhar por duas bolas a uma, com golos de Hosiner e Modeste, o Darmstadt a alcançar o seu terceiro empate em três jogos, desta feita contra o Hoffenheim, o Frankfurt a demonstrar uma dupla de ataque poderosa – Seferovic e Castaignos vão causar muitos estragos – e a vencer por 1-4 em Estugarda, e o Gladbach a afundar-se no fundo da tabela com mais uma derrota, desta vez infligida pelo Werder Bremen. Vai ser difícil repetir o terceiro lugar da época passada.

O fim do período de transferências trouxe algumas caras novas para a Alemanha e também proporcionou mudanças internas bastante interessantes. Adnan Januzaj veio de Manchester para reforçar o Borussia Dortmund por empréstimo, Kingsley Coman, um dos jovens com mais potencial a nível mundial, trocou a Juventus pelo Bayern, e Javier “Chicharito” Hernández reforçou a frente de ataque do Leverkusen. A nível interno, o Wolfsburgo aproveitou o dinheiro da venda de De Bruyne para ir buscar Dante ao campeão em título e Julian Draxler ao FC Schalke 04.

Um fim de Agosto movimentado e que promete plantéis completos para assumir candidaturas ao título. Por enquanto, Tuchel e Guardiola vão assumindo o cimo da tabela e mostram do melhor futebol que se vê nos campeonatos europeus.

Jogador da Semana: 

Yoshinori Muto – A nova coqueluche do Mainz vem da Terra do Sol Nascente (excelente aproveitamento que o clube alemão vem fazendo dos talentos japoneses) e mostrou as suas credenciais ao marcar dois golos, o primeiro numa movimentação sagaz, e mostrando se sempre voluntarioso a defender. Para seguir.

Treinador da Semana:

Guardiola – Tentar negar a capacidade de Guardiola em inovar na forma de abordar um jogo é absolutamente ridículo. Este fim-de-semana jogou sem nenhum central de raiz e atropelou um dos candidatos ao título. Indescritível.

Basquetebol: O Oito e o Oitenta

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cab basquetebol nacional

A comunidade do basquetebol tem motivos de sobra para estar contente. A Selecção Nacional Feminina de Sub 16 acaba de conquistar de  forma brilhante o título de Vice Campeã da Europa e o apuramento para o Campeonato do Mundo de Sub 17 a realizar em Espanha no próximo ano. Se lhe juntarmos o 6.º lugar das Sub 20, fácil é concluir que a evolução neste sector tem sido uma constante e que, para surpresa de muitos, jogamos agora de igual para igual contra todos (mesmo a selecção Sub 18, que se  classificou  em 15.º lugar, mostrou argumentos válidos).

Com os apoios financeiros substancialmente reduzidos, com os CAR a fecharem e sem coordenação técnica geral visível em todos os escalões, conseguimos contrariar o que parecia inevitável.

O mérito vai para os Clubes, treinadores e FPB, que realizaram um excelente trabalho de recrutamento e treino com uma nova geração, que, contrariando as previsões pessimistas, dá continuidade ao trabalho das mais velhas (Sub 20 e Sub 18). Mesmo com um nível de exigência muito baixo no Minibasket, o potencial inicial das nossas jovens é em tudo semelhante ao existente nos restantes países. Se o trabalho realizado não fizer a diferença, como era norma no passado, fica claramente demonstrado que podemos competir com todos.

Em contraste no sector Masculino, cada selecção apresentou modelos de jogo diferenciados e sem qualquer fio condutor. Os resultados só podiam ser cinzentos, pese a boa vontade e a aplicação, não conseguimos sair da mediocridade da Divisão B.

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Foi sempre mais fácil “fazer boa figura competitiva” internacional no feminino do que no masculino. Já há mais de 40 anos o Prof. Teotónio Teotónio o dizia!

Encontrar explicações  para tais discrepâncias e quais as soluções a implementar  rapidamente para inverter esta situação é tarefa urgente de quem dirige. A opção não pode passar por apostar agora só no feminino e deixar cair o masculino. A modalidade é só uma. Urge sim reforçar o trabalho no feminino e retirar o masculino do buraco onde se encontra.

A Ticha e a Mary como refrências

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A partir de certa altura entrou no basquetebol feminino português uma “semente/modelo/referência” que “fez a cabeça” de muitas meninas/raparigas que se iniciavam no jogo. Refiro-me à presença de jogadoras portuguesas na WNBA! Na minha opinião, esta imagem fez mover muita imaginação e capacidade de superação que aspiraram ser “como a Ticha Penicheiro ou como a Mary Andrade”…

O “sonho americano” de jogar numa Universidade dos Estados Unidos está cada dia mais presente no imaginário das nossas atletas.

Foi muito mais no basquetebol feminino (do que no masculino) que, no basquetebol português, se trabalharam e se prepararam de forma mais continuada jogadoras com um sentido estratégico e uma visão de futuro.

Guias espirituais

Apesar de tudo, o basquetebol feminino foi tendo sempre “guias espirituais” reconhecidos oficialmente e (por isso mesmo!) capazes de irem encontrando os apoios que necessitavam. José Leite e Ricardo Vasconcelos são bons exemplos. Enquanto a partir de certa altura o basquetebol português a nível masculino foi ficando “inquinado”, no basquetebol feminino emergiram sempre treinadores cujo sentido de missão e entrega foi decisiva na preparação de várias gerações de jogadoras.

O problema no sector masculino estará no recrutamento?

O futebol, liderado por um ex-praticante de basquetebol, Fernando Gomes, conta com 160.000 atletas e recruta a maioria dos jovens mais aptos. Se juntarmos o futsal e o futebol de praia sobram poucos para as denominadas “amadoras”.

Será que ao basquetebol masculino apenas chegam as denominadas crianças “totós” (designação do Prof. José Neto), que são hoje definidas como crianças superprotegidas para quem o confronto com os outros é complicado?

A crise económica também não ajuda nada e actualmente no basquetebol tudo é pago.  O principal suporte dos clubes são agora os pais, e faz tempo que passou a ser regra a quotização mensal. Assim, a pergunta que fica é sempre a mesma: e quem não tem dinheiro para pagar não joga?

Competem pouco os nossos rapazes?

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Retirar a competição aos jovens é errado. O problema dos Campeonatos de Jovens não está na competição per si. Isso os jovens fazem todos os dias, na escola, na rua (cada vez menos), na playstation (cada vez mais), mas sim no enquadramento que alguns adultos dão a estas actividades.

Faz todo o sentido que os jovens praticantes de basquetebol, seguindo o exemplo de todas as outras modalidades, compitam desde cedo a nível nacional de forma séria e por capacidades desportivas.

Não há (nem deve haver!) qualquer contradição entre formar jovens atletas e, em simultâneo, buscar a afirmação e sucesso. Tentar ter êxito significa fazer o nosso melhor, ser excelente quanto possível relativamente a todas as exigências contidas na realidade profissional que nos rodeia.

O que não faz sentido é as três selecções terem tão pouco ou nada em comum nos modelos de jogo e nos tempos de utilização dos jogadores. Quanto mais competem mais progridem.

A culpa será dos treinadores?

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Ensinam pouco? Ensinam mal? São mal ensinados?

O modelo de jogo das equipas jovens está desajustado?

Os problemas do nosso basquetebol não passam por defender zona ou hh. Se alguém tinha dúvidas, elas agora acabaram. Com  acesso, via Youtube, às competições da FIBA, os treinadores podem confrontar ideias e conceitos. Defender à zona não é “crime” em parte nenhuma do mundo (Escalão sub 16). “Crime” é não ensinar coisa nenhuma…

Formar mais e melhores treinadores é a vocação da ENB, que tem dificuldades em encontrar quem desempenhe de forma efectiva o importante papel de tutor.

Estamos numa fase do nosso basquetebol em que abundam Clinics de treinadores e se  realizam cursos nos vários níveis. Falta contudo passar a mensagem do que é urgente e prioritário para a modalidade. Um Clinic não é um treino e não adianta passar mensagens do tipo “olhem para o que eu digo, não olhem para o que eu faço”.

Não acredito que seja possível formar treinadores e jogadores por via regulamentar. Continuo a acreditar no que canta Caetano Veloso (“É proibido proibir”):

“Eu digo não.

Eu digo não ao não.

Eu digo.

É proibido proibir.

Eu digo sim

Eu digo não ao não

Eu digo é proibido proibir”

Aproveitar a onda…

O argumento de que somos um país com poucos habitantes e que não podemos aspirar a muita coisa cai pela base com a nossa classificação nos Sub 16, com a vitória da  República Checa (tem sensivelmente o mesmo número de habitantes que nós) e ainda entre muitos outros exemplos, como a vitória da Bósnia-Herzegovina (4 milhões de habitantes) no mesmo escalão em Masculinos.

O basquetebol tem de dar continuidade ao que já se conquistou e ao mesmo tempo conseguir recrutar mais e melhores jovens praticantes.

Temos de aproveitar a onda e não repetir os erros do passado em situações em tudo semelhantes. A preparação para o mundial Sub 17 já começou…

Fotos retiradas do site da FIBA

Primeira Liga: Luta pela Europa motivou últimas mexidas

futebol nacional cabeçalho

Finalmente chegámos ao início de setembro, altura em que fecha o mercado de transferências em quase todos os países europeus. Portugal não foge à regra e os últimos dias de mercado foram bastante movimentados.

Entre os denominados “grandes”, os últimos dias foram mais profícuos em colocação de excedentários do que em chegada de reforços. Em Alvalade e na Luz, festejam-se as permanências das principais pérolas, como João Mário, Adrien Silva, William Carvalho, Carrillo (que continua sem renovar) ou Nico Gaitán, ao mesmo tempo que foram colocados jogadores noutros clubes como Diego Rubio (Real Valladolid), Wilson Eduardo (SC Braga), Ola John (Reading) ou Nélson Oliveira (Nottingham Forest). Ainda assim, perduram elementos como Viola, Labyad, Rosell, Salomão ou Djuricic nos planteis destes dois grandes, sem serem opções desejadas pelos respetivos técnicos. No Dragão, o falhanço de Cissokho nos Barreiros “obrigou” a direção a resgatar Miguel Layún ao Watford de Quique Flores, mas o reforço mais sonante dos últimos tempos foi mesmo outro mexicano. Jesús Corona, extremo do Twente, foi contratado por uns avultados 10,5 milhões de euros por 70% do passe, sendo um dos jogadores mais caros já contratados neste defeso em Portugal. Os portistas também resolveram alguns “casos pendentes”, como Ricardo Pereira (Nice), Quintero (Rennes) ou Rolando (Marselha), curiosamente todos eles com viagem marcada para o campeonato francês.

Entre os outros clubes, destaque para o Belenenses e o Sporting de Braga, as equipas portuguesas que vão disputar a fase de grupos da Liga Europa, e por isso se reforçaram com elementos de valor para poder encarar o campeonato e a competição europeia com ambição de chegar o mais longe possível. No Restelo, Kuca e Luís Leal, dois atletas que brilharam no Estoril em épocas recentes, são reforços de peso para a frente ofensiva da equipa. Após experiências com pouco sucesso noutros campeonatos, os dois avançados estão de regresso ao nosso futebol pela porta do Restelo, que também viu entrar nos últimos dias o jovem Betinho, ponta de lança oriundo do Sporting. Os “azuis” decidiram reforçar o plantel após eliminarem os austríacos do Altach na Liga Europa e ambicionam honrar o país e lutar por repetir o acesso às provas internacionais na próima época.

Já em Braga, Wilson Eduardo, Filipe Augusto e Hassan foram os principais nomes a chegar nos últimos dias. O clube beneficiou do “carrossel” de Jorge Mendes e recebeu dois dos melhores jogadores do Rio Ave, um dos principais fantasmas dos bracarenses nas últimas temporadas. Contudo, não foram só as entradas a fazerem mexer o mercado no Estádio Axa. Pedro Tiba (Real Valladolid), Fábio Martins (Paços de Ferreira) e Battaglia (Moreirense) deixaram os seus cacifos vazios, tal como o central Aderlan Santos, uma das principais figuras do clube na última época. O brasileiro sai sem surpresa para o Valência, em mais um negócio mediado por Jorge Mendes. Para colmatar esta vaga, António Salvador recrutou Arghus, central brasileiro que estava nos eslovenos do Maribor.

Após vários empréstimos no Sporting, Wilson tenta explodir em Braga. Fonte: Facebook oficial do Sporting de Braga
Após vários empréstimos no Sporting, Wilson tenta explodir em Braga.
Fonte: Facebook oficial do Sporting de Braga

Em relação às outras equipas,  começo pelo co-líder da tabela classificativa, o Arouca. A equipa comandada por Lito Vidigal contratou Gegé e Zequinha nos últimos cartuchos do mercado, reforçando o plantel da equipa-sensação do mês de agosto. Em Setúbal, a equipa também começou bem a Liga e apenas recebeu nos últimos dias o português Ricardo Nunes, guarda redes que chega emprestado pelo FC Porto até final da época. No Rio Ave, equipa que empatou no último fim de semana no Bonfim, as chegadas de Edimar e Filip Krovinovic marcaram os dias recentes, mas a melhor notícia pode ser uma permanência. Ukra ainda não foi negociado e existe uma réstia de esperança entre os adeptos vilacondenses para continuarem a ver o bem humorado extremo às ordens de Pedro Martins.

No Paços de Ferreira, os últimos reforços vieram para o ataque. Além do supracitado Fábio Martins, que vem de Braga, os “castores” asseguraram a título definitvo João Silva, avançado luso que já alinhou, entre outros, no Everton e no Palermo. Esta contratação vem no sentido de colmatar a vaga deixada por Cícero, que emigrou para a Turquia.

Na Madeira, não houve muitas chegadas. Filipe Chaby no União da Madeira e o regresso de Baba ao Marítimo foram os grandes destaques de um final de verão pouco movimentado na ilha, deixando antever maiores dificuldades destas equipas, particularmente Nacional e Marítimo, para lutarem por vagas europeias.

No Bessa, a saída de Beckeles e as entradas de Renato Santos e Rivaldo (filho do antigo mago brasileiro com o mesmo nome) marcaram os dias recentes, que deixaram muitas esperanças também nos adeptos do Moreirense. Após um mau início de campeonato, os minhotos deixaram boa imagem no último jogo, em pleno Estádio da Luz, e para isso muito contribuíram dois dos últimos três reforços: Iuri Medeiros e o brasileiro Rafael Martins. Os dois vieram revolucionar um ataque que se mostrara inoperante nas duas primeiras jornadas e serão os principais rostos da equipa esta temporada. Outra cara de destaque deverá ser Battaglia, médio que foi muito utilizado em 2014/15 nos cónegos e volta a ser emprestado pelo SC Braga.

Curiosamente, equipas que começaram mal o campeonato, como Académica e Vitória de Guimarães, não se reforçaram após os primeiros maus resultados, naquilo que tanto pode ser uma demonstração de confiança nos atuais jogadores como pode significar um fracasso no último ataque ao mercado. Estoril e Tondela também não se reforçaram nas últimas horas, mas têm deixado boa imagem nas primeiras partidas.

Ainda assim, não podemos dar o mercado como totalmente encerrado. Existem ainda vários jogadores livres que podem ser inscritos nos próximos dias.

Foto de capa: Facebook Oficial do Futebol Clube do Porto

Liga Italiana: Campeão sofre segundo KO

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cab serie a liga italiana

Se a primeira jornada da Serie A foi marcada por algumas surpresas, a segunda não foi exceção e provou que este campeonato italiano será muito mais competitivo que os anteriores e que irá pôr a hegemonia da Juventus em causa.

A Vecchia Signora perdeu o primeiro jogo em casa, frente à Udinese, e este fim-de-semana deslocou-se ao Olímpico de Roma para defrontar De Rossi e companhia e o desfecho foi o mesmo. Neste que foi o jogo grande da jornada, Massimiliano Allegri voltou a apresentar a sua equipa com três centrais (Cacéres, Chiellini e Bonucci), com Evra e Lichtsteiner a fazerem as duas linhas. Com as saídas de Vidal e Pirlo, o meio-campo perdeu muita qualidade, e Pogba não é suficiente para controlar todas as operações. Sturaro e Padoin, que alinharam ao lado do francês, estão muito longe de poderem ser as alternativas aos homens que saíram. Na frente, alinharam Dybala e Mandzukic, uma dupla ainda pouco entrosada.

A Roma, que também não vencera na jornada inaugural, apresentou-se no tradicional 4-3-3, com De Rossi a central ao lado de Manolas, com Florenzi na lateral-direita e o reforço Digne na esquerda. O meio-campo com 3 jogadores muito experientes, Pjanic, Keita e Nainggolan, que se superiorizaram aos adversários e foram fundamentais para este triunfo romano. Na frente, Dzeko era o homem mais avançado, apoiado nas alas por Salah e Iago Falqué.

Os comandados de Rudi Garcia não conseguiram na primeira parte inaugurar o marcador, mas no segundo tempo os dois bósnios da equipa colocaram o Olímpico em delírio. Pjanic foi o primeiro a festejar aos 62’, de livre direto, e, a 10 minutos do fim, Dzeko aumentou, aproximando a vitória da equipa da casa. Só que, a 3 minutos do final, Dybala reduziu e colocou a Juventus dentro do jogo. No período de descontos, Bonucci quase empatou, na sequência de um canto. Uma brilhante defesa de Szczesny evitou o golo e deu os primeiros três pontos aos romanos.

A Roma deu um saltinho na classificação, enquanto a Juventus permanece no grupo dos últimos classificados com 0 pontos, juntamente com Bolonha, Frosinone, Carpi e Empoli.

A jornada contou ainda com mais duas desilusões e um grande destaque. Começando pelas desilusões, a maior do fim de semana foi a Lazio, que foi goleada em Chievo por 4-0, com golos de Birsa, Meggiorini e um bis de Paloschi. O Chievo, que venceu os dois jogos, ascendeu assim à liderança do campeonato pela diferença de golos, partilhando o trono com Inter, Palermo, Sassuolo e Torino.

A outra desilusão, tal como na jornada inaugural, foi o Nápoles. Depois de um desaire, os napolitanos voltaram a perder pontos, com um empate em casa frente à Sampdoria. No San Paolo, Higuain ainda colocou o resultado em 2-0, mas a equipa treinada por Maurizio Sarri viria a sofrer dois golos em dois minutos no segundo tempo, ambos apontados por Éder Martins, o melhor marcador da competição, com 4 tentos.

O grande destaque individual da jornada vai para Jovetic, que voltou a dar 3 pontos à equipa do Inter. 2 vitórias em 2 jogos, desta vez fora frente ao Carpi por 2-1, com 2 golos do montenegrino. Os nerazurri têm 3 golos marcados na Serie A, todos apontados pelo ex-Man City.

Jovetic mais uma vez a ser o herói, com dois golos frente ao Carpi Fonte: Facebook do Inter
Jovetic mais uma vez a ser o herói, com dois golos frente ao Carpi
Fonte: Facebook do Inter

Na restante jornada, é de focar Paulo Sousa e a sua Fiorentina, que, depois de estar a vencer em Torino, por 1-0, sofreu 3 golos nos 25 minutos finais e não deu sequência à excelente vitória inicial frente ao Milan. Marcos Alonso, lateral Viola muito promissor, foi o primeiro a marcar mas Moretti, Quagliarella e Baselli fizeram a reviravolta.

O Milan estreou-se a ganhar, na receção ao Empoli, com golos dos dois reforços atacantes, Bacca e Luiz Adriano, com Balotelli a assistir na bancada e a dar os parabéns aos dois no fim do jogo, nas suas redes sociais. Estará aí um novo Super Mario, depois de tantas regras impostas pelos milaneses?

A Udinese, depois de ter ido ganhar a casa da Juve, perdeu em casa pela margem mínima com o Palermo, golo apontado por Rigoni, ainda no início do jogo. Nas restantes partidas, o Sassuolo foi vencer a casa do Bolonha, com o tento a ser marcado por Floro Flores, aos 86 minutos; a Atalanta recebeu e bateu o Frosinone por 2-0, marcaram Stendardo e Alejandro Gomez; e o Génova venceu o Hellas Verona pelo mesmo resultado, com golos de Pavoletti e Gakpé, na segunda parte.

Por último, uma nota para o fecho do mercado de transferências, que trouxe algumas surpresas. Felipe Melo, Alex Telles (ex-Galatarasay), Perisic (ex-Wolfsburgo) e Ljajic (empréstimo da Roma) mudaram-se para o Inter e dos Nerazurri partiram Andreolli para Sevilha, Taider para Bolonha (onde também chegou Giaccherini), Hernanes para a Juventus, e Schelotto rescindiu e pode estar a caminho de Portugal. Para a Vecchia Signora foram também Cuadrado (ex-Chelsea) e Lemina (ex-Marselha). Isla e De Ceglie rumaram a Marselha e Coman foi para o Bayern de Munique.

No AC Milan, Matri partiu para a Lazio, Bonera arrumou as malas e foi para o Villarreal, Mastour, jovem promessa, voou para Malaga por empréstimo com opção de compra e Zaccardo rumou ao Carpi, assim como Borriello. Em Roma, Emerson Palmieri, do Santos, ingressou também por empréstimo. A Florença, para o plantel de Paulo Sousa, chegou o extremo do Dortmund, Kuba Blaszczykowski, enquanto Joaquin voltou a casa, ao Bétis de Sevilha. O Génova também esteve ativo nos últimos dias e contratou Dzemaili, Pandev e Ansaldi.

Treinador da semana:

Rolando Maran – O italiano, de 52 anos, está a cumprir a segunda época ao serviço do Chievo Verona e à segunda jornada é líder da Serie A com 2 vitórias em 2 jogos. Merece este destaque esta semana pela goleada aplicada à Lazio, uma equipa que vai jogar nas competições europeias e que conta com alguns nomes de relevo no seu conjunto. O próximo jogo do Chievo é frente à Juventus. Virá nova gracinha?

Jogador da semana:

Stefan Jovetic – 2 jornadas e 2 vezes o melhor jogador da mesma. É já o principal craque do Inter de Milão e voltou a dar os 3 pontos aos seus adeptos, com 2 golos. Não demorará a ser um ídolo Nerazurri e será, sem dúvida, umas das figuras da Serie A. Será o montenegrino suficiente para fazer o Inter sonhar com altos voos?

Momento da semana:

Defesa de Szczesny – Foi já no período de descontos, com o resultado em 2-1 para a sua Roma, que o polaco fez uma intervenção brilhante, evitando o empate (vídeo em cima). Valeu os 3 pontos para os romanos.

Foto de Capa: Facebook da AS Roma