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Casa Pia AC 4-2 SL Benfica B: Exibição de gala frente ao líder do campeonato

A CRÓNICA: UM INSPIRADO GODWIN APLICA A PRIMEIRA DERROTA DO CAMPEONATO AO SL BENFICA B

No segundo jogo da quarta jornada da Segunda Liga, o Estádio Pina Manique recebeu o primeiro classificado e ainda invicto SL Benfica B. Já o Casa Pia AC chegava a esta quarta jornada apenas com uma vitória, curiosamente também frente a uma equipa B, mas do FC Porto.

Apesar da manhã cinzenta, o jogo começou logo com uma grande intensidade imposta por ambos os coletivos, com as duas equipas determinadas a assumir o comando da partida.

E logo aos quatro minutos, após um cruzamento feito da direita do ataque do Casa Pia AC, um corte incompleto de Filipe Cruz deixou Leonardo Lelo de frente para a baliza, que prontamente apontou o primeiro tento para a equipa da casa.

A reação da equipa de Nélson Veríssimo foi muito positiva, e logo após o golo sofrido a equipa soube ter bola e ser paciente na procura da baliza adversária. Ao minuto 14 da primeira parte, a equipa chega à igualdade. Um grande passe em profundidade isola Henrique Araújo que, com um ligeiro toque, tira o guarda-redes da frente e remata para o primeiro do SL Benfica B.

Com o marcador novamente empatado, o ritmo manteve-se com as duas equipas muito empenhadas em assumir a liderança. Mas a equipa visitada parecia querer mais, e Godwin lá na frente ia causando muitos problemas à defesa das águias.

Tanto trabalhou que a recompensa acabou por aparecer. Após um cruzamento de Lelo ao segundo poste, a bola acaba por sobrar para Godwin, que marca o segundo para a equipa da casa.

Já na liderança do marcador, o Casa Pia AC não relaxou e começou de imediato a procurar o golo da tranquilidade. E já ao cair da primeira parte, Godwin, num remate de fora de área, quase abriu caminho para o terceiro golo. Valeu a excelente intervenção de Fábio Duarte, mantendo assim o jogo em aberto para a segunda parte.

Após o regresso dos balneários, o rumo do jogo pouco mudou, com a equipa do Casa Pia AC a querer dar continuidade ao bom momento do jogo. No lado visitante era notório algumas dificuldades em conseguir ligar jogo com os homens da frente, e as oportunidades iam sendo escassas.

Ao minuto 54, num ataque rápido da equipa da casa, o avançado Godwin, após tirar um jogador da frente, rematou para a tranquilidade da equipa.

Obrigado a correr atrás do resultado, o técnico Nélson Veríssimo promoveu algumas alterações, fazendo entrar Ronaldo Camará e Ndour. Mas o rumo do jogo pouco se alterou, muito por causa do suspeito do costume, Godwin, que continuava endiabrado na frente.

E ao minuto 74, o Casa Pia AC chegava ao quarto golo, com Godwin a assinar o hat-trick na partida. Se a tranquilidade já era uma realidade, o quarto golo acabou por sentenciar a vitória dos homens de Pina Manique.

Já para lá dos 90 minutos, e com o resultado praticamente fechado, apareceu Pedro Ganchas que reduziu para o SL Benfica B.

No final, fica a imagem de uma primeira parte muito intensa, mas onde a inspiração de Saviour Godwin superiorizou-se a qualquer outro fator. Um resultado que significa a primeira derrota no campeonato para os jovens do SL Benfica B, e três pontos importantes para a subida na classificação do Casa Pia AC.

 

A FIGURA

Godwin esteve endiabrado frente ao SL Benfica B
Godwin esteve endiabrado frente ao SL Benfica B
Fonte: Casa Pia AC

Saviour Godwin (Casa Pia AC) – Começou bem a partida, ao estar envolvido na jogada do primeiro golo do Casa Pia AC, tendo depois explodido por completo. Fez as três posições do ataque e foi sempre uma enorme dor de cabeça para a defesa encarnada. Godwin marcou três golos e foi sempre fulcral na manobra ofensiva da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO

Meio-campo do SL Benfica B – Nunca encontrou resposta para a superioridade exibicional do adversário, tendo sido dominado durante toda a primeira parte. Na segundo tempo, os dois golos do Casa Pia AC nesse período nasceram em perdas de bola no meio-campo do SL Benfica B.

 

ANÁLISE TÁTICA – CASA PIA AC

Os gansos começaram por defender em 5-3-2, mas quando tinham a bola (o que ocorreu durante largos minutos na primeira parte) os alas, Leonardo Lelo e Galo, subiam no terreno e a equipa saía a jogar com três centrais.

Era através dos alas e de bolas longas que o Casa Pia AC conseguia avançar no terreno e ameaçar o SL Benfica B, tendo o primeiro golo nascido numa variação de flanco já em cima da grande área adversária.

A equipa apresentou uma defesa compacta e, estando na frente do marcador, defendia em 5-4-1 para assegurar superioridade numérica face aos médios adversários.

A coesão defensiva foi a imagem de marca do Casa Pia AC no segundo tempo, tendo-se baseado nela para depois lançar os dois golos que a equipa marcou nesse período.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Batista (6)

Galo (6)

Vasco Fernandes (7)

Zach (8)

Leonardo Lelo (8)

Zolotic (7)

Banjaqui (8)

Vitó (7)

Lucas Soares (7)

Saviour Godwin (10)

João Vieira (7)

SUBS UTILIZADOS

Lucas Silva (7)

Jota (6)

Nuno Borges (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA B

O SL Benfica B tentava pressionar em zonas avançadas do terreno, forçando ocasionalmente o erro do adversário. A equipa defendia em 4-1-4-1, que depois se transformava num 4-3-3 a atacar.

Com bola, as águias tentavam completar passes rápidos e incisivos para os homens da frente, apostando muitas vezes na velocidade dos extremos, Samu e Umaro Embaló, tendo chegado ao golo através de um contra-ataque.

Na 2ª parte o SL Benfica B teve mais posse de bola, mas pouco assustou a baliza de Ricardo Batista, tendo apenas chegado ao golo no período de descontos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Fábio Duarte (5)

Filipe Cruz (5)

Tomás Araújo (5)

Pedro Ganchas (6)

Rafael Rodrigues (5)

Diogo Capitão (5)

Paulo Bernardo (4)

Martim Neto (4)

Samu (6)

Umaró Embaló (4)

Henrique Araújo (6)

SUBS UTILIZADOS

Jair Tavares (6)

João Resende (6)

Ronaldo Camará (6)

Miguel Nóbrega (4)

Cher Ndour (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Casa Pia AC

BnR: Assistimos a uma primeira parte em que o Casa Pia conseguiu controlar o jogo e anular o meio campo adversário. Depois, na segunda parte, marca dois golos após duas recuperações de bola a meio campo. Crê que esse controlo do meio campo foi um dos principais fatores para a vitória?

Filipe Martins: Nós ganhámos a batalha do meio-campo devido aos três jogadores da frente e devido ao trabalho da nossa linha por trás, a controlar as costas dos nossos médios. O jogo do Benfica B é muito isto: projetar os laterais, assumir o jogo com os dois centrais montando um triângulo com o trinco, onde tem o tempo e o espaço para instalar o Paulo Bernardo e o Martim Neto nas costas dos nossos médios. E se tiverem esse espaço aberto, têm muita gente entrelinhas, têm a largura máxima nos extremos. Se conseguirem instalar os dois oitos nas costas dos nossos médios, depois com um jogador [Henrique Araújo] que, para mim, arrisco-me aqui a dizer que vai ser o futuro ponta de lança da Seleção Portuguesa. Neste momento é um craque, neste momento tem coisas que não existem, e há só que olhar para ele. Se calhar é aquele jogador que não é brilhante aos olhos de muita gente, mas além de ser um finalizador nato, tem boas movimentações, ele é um craque”.

 

SL Benfica B

BnR: Após o primeiro golo sofrido o Benfica B reage bem e consegue depois chegar ao empate, mas depois de sofrer o segundo golo a equipa acaba por não reagir da mesma forma. Acha que essa reação menos positiva pode ter influenciado o desenrolar do jogo?

Nélson Veríssimo: Pode ter sido, esta é uma equipa muito nova e não quero de todo justificar a derrota com isso, mas agora isto vai fazer parte do processo de crescimento da equipa. Uma equipa nova, aqui ou ali com alguma falta de maturidade para apurar um ou outro momento do jogo, mas vai fazer parte do processo de crescimento e tenho a certeza que este jogo claramente vai contribuir para aquilo que será o crescimento da equipa mais à frente”.

Rescaldo de opinião de Afonso Santos e Gonçalo Tomaz

 

Manchester City FC 5-0 Arsenal FC: Massacre dos “Citizens” expõe diferenças

A CRÓNICA: ARSENAL FC CONTINUA A PERDER PRESTÍGIO

Estamos apenas na terceira rodada da maior liga de clubes do mundo. Deste modo, as emoções estão apenas no início. O confronto entre duas equipes do big-six, Manchester City FC e Arsenal FC, evidencia os diferentes panoramas que as equipas chegam para o confronto no Etihad Stadium, casa do “blues”.

Os mandantes necessitam manter o seu alto rendimento, após o 5-0 contra o Norwich City FC, para manter-se na briga pelo título. Por outro lado, o Arsenal vive uma das suas piores fases neste século, precisando recuperar-se em meio ao confronto contra o atual campeão da Liga Inglesa.

O jogo começou com ambas as equipas a analisarem-se uma à outra. Sem espaços, o Arsenal aparentemente toma as ações e a posse da bola. No entanto, logo aos seis minutos, Bernardo Silva e Gabriel Jesus, numa troca de passes no lado direito, abrem espaço e o brasileiro joga a bola para a área. Lá estava Ilkay Gundogan, livre de marcação, que jogou com a cabeça para o fundo das redes.

Depois do golo, o Manchester City ficou totalmente à vontade na partida e tomou conta das ações de jogo. Como resultado, aos 12 minutos, numa cobrança de lance livre, a bola foi de forma desajeitada e sem força em direção ao golo. Mesmo assim, dois defensores do Arsenal não conseguiram afastar. Essas suscetíveis falhas da defesa fizeram com que a bola encontrasse Ferran Torres, que só teve de empurrar com os pés contra a baliza de Leno.

A partir do segundo golo, o Arsenal demonstrou um claro abatimento. Os “Gunners” só tiveram a sua primeira oportunidade aos 19 minutos, quando o próprio City quase proporcionou o golo na sua própria baliza.

Assim são as oportunidades que o Arsenal consegue criar. Com a sua marcação alta, aos 26 minutos, outra bola errada do City que chega ao Arsenal. No entanto, em seguida foi marcado o fora de jogo, invalidando o remate.

Quando as coisas não podiam piorar, o experiente Granit Xhaka entra com os dois pés em direção a bola, mas por pouco não acerta João Cancelo. Pela imprudência, o juiz entendeu como um lance temeroso e exibiu o cartão vermelho para o médio suíço.

Antes de terminar o primeiro tempo, o City sufocou o Arsenal, conseguindo vários remates. No entanto, todos sem dar muito perigo para a baliza de Leno. Enquanto isso, o Arsenal não passou do seu campo de defesa.

Aos 41 minutos, essa pressão dos “Citizens” tornou-se resultado. A maior contratação da temporada, Grealish, fez uma incrível jogada passando por dois marcadores no lado esquerdo e deu um “presente” que tira o guarda-redes Leno, deixando Gabriel Jesus na pequena área que só domina e remata para o fundo do golo.

Com um 3–0 e um jogador a menos, os Gunners foram para o balneário num cenário catastrófico e praticamente irreversível.

No segundo tempo o jogo tornou-se cada vez mais uma espécie de ataque (Manchester City) contra defesa (Arsenal). Para o Arsenal não sobrou muita opção a não ser tentar não sofrer mais golos.

Apesar disso, aos 52 minutos, os médios do City rondaram a área adversária até achar Rodri, que rematou de longa distância com perfeição e precisão, sem muitos espaços, no canto de Leno que não alcança a bola.

Sem se dar por satisfeita, a equipa de Guardiola manteve a sua pressão enquanto o Arsenal se defendia como podia. A posse da bola ficava nos pés dos Blues. Para o Arsenal só restava esperar o tempo passar e torcer para não aumentar o score.

Principalmente com as entradas de Sterling e Mahrez, deram um novo fôlego ao City que insistiu em ampliar o número de golos. Embora o guarda-redes Leno performou grandes defesas que impediram novos golos.

Em ritmo de treino, novamente um cruzamento pelo lado direito de Mahrez, Ferran Torres aparece bem no meio dos defensores e completa de cabeça para o fundo da rede. O Arsenal só vê e torce para o final do jogo, para acabar com o evidente sofrimento.

Se não bastassem os cinco golos, Leno ainda teve de realizar importantes defesas para que o massacre não fosse maior para o lado dos Gunners.

Numa partida perfeita, o City vai para a sua segunda vitória, e novamente por goleada, dando total tranquilidade para o lado azul de Manchester que se firma como um dos candidatos ao título.

Por outro lado, o Arsenal afunda ainda mais na sua crise, sem ao menos marcar um golo em três jogos na Liga Inglesa e procura achar dentro da sua crise alguma solução rápida e milagrosa.

 

A FIGURA

Gabriel Jesus – Depois de uma grande exibição na última rodada, Gabriel Jesus repete o ótimo desempenho e se afirma como uma das peças essenciais do Manchester City. Jogando como extremo pelo lado direito, Gabriel Jesus reinventou-se e trouxe novo fôlego para a equipa de Manchester. Com um golo e uma bela assistência, além da grande movimentação no ataque, determinam o brasileiro como a figura do jogo.

 

O FORA DE JOGO

Granit Xhaka – A situação do Arsenal antes da partida era delicada. Necessitando de jogadores com preparação para momentos críticos. Ao menos é isto que se espera de um jogador que anteriormente foi capitão dos Gunners. O que se viu, foi exatamente o contrário. Mesmo que o jogo estivesse 2–0, ainda havia oportunidades de reação para conseguir um empate. Somente com a expulsão, sem necessidades e completamente irresponsável de Xhaka, decretou e finalizou qualquer oportunidade de reação do Arsenal.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Após o grande resultado por 5-0 na última rodada, Pepe Guardiola manteve o seu esquema de 4-3-3 com Fernan Torres de falso nove, com Gabriel Jesus e Grealish como extremos. Para o segundo tempo, a entrada de Zinchenko no lugar de Kyle Walker, faz com que os laterais por vezes sejam invertidos durante a partida. O restante das substituições foram somente para repor o fôlego sem alterar a formatação tática.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ederson (5)

João Cancelo (6)

Rúben Dias (6)

Aymeric Laporte (6)

Kyle Walker (6)

Ilkay Gundogan (7)

Bernardo Silva (6)

Rodri (8)

Jack Grealish (7)

Gabriel Jesus (8)

Ferran Torres (8)

SUBS UTILIZADOS

Zinchenko (6)

Ryhad Mahrez (7)

Raheen Sterling (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ARSENAL FC

A derrota para o seu rival Chelsea FC na última rodada fez com que o técnico Mikel Arteta preparasse algumas mudanças na apresentação tática. As saídas de Pablo Marí e Gabriel Martinelli são consequências deste péssimo desempenho na última rodada. No lugar entram Chambers e Aubameyang. Desta forma, o Arsenal preparou um esquema com três defensores com a posse da bola e quando defende, os laterais voltam para ajudar os três defensores. Para o segundo tempo, Arteta protege as suas linhas defensivas e do meio-campo com um 5-3-1 apenas com Aubameyang no ataque. As substituições foram somente para repor o fôlego sem alterar a formatação tática.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bernd Leno (7)

Calum Chambers (4)

Rob Holding (4)

Sead Kolasinac (3)

Kieran Tierney (5)

Cedric Soares (4)

Granit Xhaka (2)

Emile Simth Rowe (4)

Martim Odegaard (5)

Bukayo Saka (4)

Aubameyang (4)

SUBS UTILIZADOS

Lacazette (5)

Mitland-Niles (5)

Mohamed Elneny (5)

 

Rescaldo da opinião de Kayalu da Silva.

Rescaldo redigido em português do Brasil.

Liverpool FC x Chelsea FC: A luta pela perfeição

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Liga Inglesa, Jornada 3: sábado, 17h30, 28 de agosto de 2021

ANTEVISÃO: MANTER O PRIMEIRO LUGAR ANTES DA PARAGEM

“Reds” e “Blues” partem para a terceira jornada com um registo em tudo semelhante – e a roçar a perfeição. Duas vitórias, cinco golos marcados e zero sofridos. O Liverpool FC enfrentou dois adversários teoricamente acessíveis e não desiludiu: ganhou por 3×0 no terreno do Norwich City FC e 2×0 na receção ao Burnley FC. Já o Chelsea FC começou com dois dérbis de Londres, tendo ultrapassando com relativa facilidade Crystal Palace FC (3×0) e Arsenal FC (2×0). Um começo idílico para duas equipas que querem, agora, passar a paragem para seleções no primeiro lugar.

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À entrada para 2021/2022, Liverpool e Chelsea vinham de finais de época muito distintos. Se os homens de Jurgen Klopp viveram uma espécie de ressaca da conquista de 2019/2020, o Chelsea de Thomas Tuchel parece ter recuperado o estatuto de potência que andava mais adormecido nas últimas épocas.

Para além da Liga dos Campeões e Supertaça Europeia, parte dessa galvanização dos londrinos vem da recuperação da força no mercado de transferências, finda a penalização imposta pela UEFA. No verão passado foram muitas as estrelas a juntar-se à constelação “blue”, mas a maior ficou reservada para este ano. Romelu Lukaku regressou, a troco de cerca de 115 milhões de euros, e já apontou um golo frente ao Arsenal. Mais a norte, Konaté chegou do RB Leipzig e promete formar uma temível parceria com Virgil Van Dijk. O grande “reforço”, até ao momento, é mesmo o central holandês, regressado após longa paragem. Nota ainda para Harvey Elliot, de 17 anos, que parece estar a conquistar espaço na equipa depois de um bom empréstimo ao Blackburn no ano passado.

A nível tático não se esperam grandes novidades de parte a parte. Jurgen Klopp deverá manter o esquema habitual do Liverpool, com o trio da frente composto por Salah, Mané e Diogo Jota. Na ala esquerda, Andy Robertson ainda está em dúvida e a boa exibição de Tsimikas, na semana passada, deverá valer nova titularidade ao grego. Outra questão é a de Fabinho, que esteve de fora por problemas pessoais, mas que pode voltar este sábado. Caso o brasileiro regresse ao onze, resta saber se será Keita ou o jovem Harvey Elliot a cair para o banco.

Também Tuchel deve manter a linha de três centrais e com Reece James e Marcos Alonso nas alas. Na defesa a grande interrogação passa pela titularidade de Thiago Silva, que ainda não jogou esta temporada. Ontem nomeado melhor médio a atuar na Europa em 2020/2021, N’Golo Kanté também deverá regressar ao onze, em detrimento de Kovacic. Certa é a presença de Jorginho e o trio mais avançado – Mount, Havertz e Lukaku – também se deverá manter.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O primeiro jogo entre as duas equipas foi em 1907, no dia de Natal, e os “blue’s” venceram por 4-1.
  2. Desde então, Liverpool e Chelsea já se defrontaram 156 vezes na Liga inglesa, com 70 vitórias para os “reds” e 51 para os “blues”.
  3. Atendendo apenas aos jogos em Anfield Road, a vantagem é esmagadora para a equipa da casa. 48 vitórias em 78 jogos, contra 12.
  4. A última, dessa dúzia de vitórias londrinas, foi na época passada. 0x1, com golo de Mason Mount.
  5. O Chelsea tem sido um adversário complicado para Jurgen Klopp. Em 15 jogos, arrecadou 6 vitórias.
  6. Já Thomas Tuchel defrontou o Liverpool em cinco ocasiões e venceu em duas.
  7. Comparando o histórico entre os dois técnicos alemães, é Klopp que leva vantagem. Nove triunfos em 15 confrontos, contra apenas três vitórias de Tuchel.
  8. O primeiro duelo entre os dois foi na Liga alemã 2009/2010 e terminou com um 0-0. Klopp treinava o BVB Dortmund e Tuchel o FS Mainz 05.
  9. Diogo Jota vai ser o único português em campo. No total, sete portugueses já representaram o Chelsea e três no Liverpool.
  10. Raul Meireles foi o único português a jogar nos dois clubes e o último a marcar num confronto entre as duas equipas. Em fevereiro de 2011 apontou o único golo do Chelsea 0x1 Liverpool

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Romeu Lukaku – É a escolha mais óbvia e não poderia ser de outra maneira. Depois uma estreia interessante frente ao Arsenal, o internacional belga volta a estar sob os holofotes. Regressado a Stamdford Bridge, oito anos depois do último jogo, Lukaku é agora um avançado maduro e um dos melhores do mundo na arte de marcar golos. E é disso mesmo que os adeptos dos “blues” estão à espera este sábado.

 

Virgil Van Dijk – Quase um ano depois da grave lesão que o fez perder toda a época 2020/2021, o central holandês voltou à ação para o início do campeonato. O ano passado muito se notou a sua falta e a esperança dos adeptos do Liverpool é que Van Dijk volte ao nível habitual. Para já, as coisas estão a correr bem – zero golos sofridos até ao momento – mas o Chelsea de Lukaku e companhia vai ser o primeiro teste de fogo para Van Dijk.

 

XI’S PROVÁVEIS

Liverpool FC: Alisson; Alexander-Arnold, Van Dijk, Matip, Tsimikas; Henderson, Fabinho, Harvey Elliott; Salah, Mané, Diogo Jota

Treinador: Jurgen Klopp

“Espero um jogo muito difícil para as duas equipas. O Chelsea está num grande momento, ganharam a Liga dos Campeões e têm jogado muito bem desde que o Thomas Tuchel chegou. Agora, também têm o Lukaku, que obviamente não os torna piores. É um adversário complicado, mas também não estamos num mau momento e queremos mostrar isso.”

 

Chelsea FC: Mendy; Reece James, Azpilicueta, Thiago Silva, Rudiger, Alonso; Kanté, Jorginho, Mason Mount; Havertz, Lukaku

Treinador: Thomas Tuchel

“O Liverpool com Van Dijk é diferente, é um grande upgrade em relação ao jogo de março. Estou ansioso por ver o duelo entre o Lukaku e ele, e os adeptos também. Vai ser um desafio para o Lukaku, ele teve um começo muito bom e agora estamos a trabalhar os detalhes, para que ele se ligue cada vez melhor com a equipa. Vai ser um jogo de grande pressão em Anfield, mas ele adora esse tipo de jogos.”

FC Famalicão x Sporting CP: Jogo sempre difícil contra o carrasco de Amorim

Primeira Liga, Jornada 4: FC Famalicão x Sporting CP – Sábado, 20h30, 28 agosto de 2021

ANTEVISÃO: QUANDO OS OPOSTOS SE ENCONTRAM

O campeão nacional volta a entrar em campo frente a uma formação que ainda não conhece o sabor da vitória nesta edição do campeonato. Após uma convincente vitória por duas bolas a zero frente à Belenenses SAD, os leões têm uma deslocação sempre complicada a Famalicão, onde encontraram uma equipa de Ivo Vieira que precisa de pontos.

OS LEÕES DE AMORIM PROCURAM A VITÓRIA FRENTE A UMA EQUIPA QUE O ANO PASSADO CONSEGUIU DOIS EMPATES FRENTE AO CAMPEÃO. QUEM LEVARÁ A MELHOR? APOSTA JÁ COM A BET.PT!

Ainda sem partidas jogadas entre si nesta temporada, o Famalicão tem se mostrado um osso bastante duro para leões, visto que a última vitória do Sporting CP contra a equipa do Norte foi em 2017. Para além disso, o FC Famalicão é a única equipa da Primeira Liga que Rúben Amorim ainda não venceu, enguiço que o jovem técnico português certamente quererá ver quebrado.

A equipa da casa conta com duas baixas na frente de ataque, sendo que Pedro Marques e Heriberto Tavares estão indisponíveis. Do outro lado, os leões preparam-se na máxima força.

No jogo de sábado, quase de certeza que iremos assistir a “mais do mesmo” por parte da equipa de Rúben Amorim. Bem montados e oleados no habitual 3-4-3, as maiores dúvidas prendem-se com que jogadores ocuparão as posições de central e de extremo esquerdo, visto que Neto ou Feddal e Nuno Santos ou Jovane Cabral serão titulares nas suas respetivas posições.

🔍 𝗜𝗡𝗦𝗜𝗗𝗘 𝗦𝗣𝗢𝗥𝗧𝗜𝗡𝗚 𝗖𝗣

Mira no FC Famalicão 🎯 Os Campeões não param! 🔛
👉 https://t.co/LD3h2Elths pic.twitter.com/BwZKz3suks

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 25, 2021

Por parte dos Famalicenses, a tarefa de descobrir o que vai na cabeça de Ivo Vieira é muito mais complicada. Como a equipa ainda está à procura da primeira vitória no campeonato, é sempre provável que surjam alterações no onze inicial dos da casa. Ainda assim, prevejo que o Famalicão queira “encaixar” no sistema leonina e alinhar de uma forma semelhante à que fizeram frente ao FC Porto, numa espécie de 5-2-3/5-4-1, com Alexandre Penetra a fazer novamente parte do 11.

 

🔙 Época 2019/2020
📘 FC Famalicão 3-1 Sporting CP
⚽️ Uros Racic (5′) e Diogo Gonçalves (8′ e 66′)

⚪️🔵 #vilanovameuamor #amordeperdicao pic.twitter.com/QYAlQ9YiWd

— Futebol Clube de Famalicão (@FCF1931_Oficial) August 27, 2021

10 DADOS RÁPIDOS

1. Nos últimos cinco jogos entre leões e famalicenses, a equipa de Alvalade apenas venceu por uma ocasião.
2. Rúben Amorim nunca venceu o FC Famalicão.
3. Até ao momento, o Sporting CP é o melhor ataque do campeonato.
4. O FC Famalicão apenas venceu o Sporting CP por duas ocasiões, ambas depois de 2019.
5. O Sporting CP vence 76% das vezes que joga contra o FC Famalicão.
6. Em Famalicão, os leões venceram 50% das partidas realizadas para Liga.
7. Rúben Lima, Batubinsika, Luiz Junior, Riccieli e Diogo Figueiras são totalistas no FC Famalicão.
8. Coates, Adán e Gonçalo Inácio são os totalistas do lado verde e branco.
9. Este jogo será o 26º jogo entre leões e famalicenses.
10. O FC Famalicão tem uma média de dois golos sofridos por jogo, nesta edição do campeonato.

JOGADORES A TER EM CONTA
Famalicão x Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves (FC Famlicão) – Um jogador que só precisa de um remate para fazer um golo é sempre um jogador a ter em conta. Mantém a grande forma com que tinha terminado o campeonato passado e, com três golos em três jogos, assume o estatuto de melhor marcador do campeonato. Para além disso, dizem que a “lei do ex” nunca falha e a prova disso é o golo marcado na época passada, com as cores do Sporting CP, em Famalicão.

Antevisão Famalicão x Sporting
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Riccieli (FC Famalicão) – Capitão e patrão. A braçadeira não serve só para enfeitar e Riccieli é um bom exemplo disso mesmo. Comanda toda a equipa do Famalicão dentro de campo, sobretudo a linha defensiva. Para além disso, tem golo, como se viu na partida frente ao FC Porto. Por toda a segurança defensiva e ameaça ofensiva, é sem dúvida um jogador a ter em conta.

 

XI’S PROVÁVEIS

FC Famalicão (5-2-3) – Luiz Júnior, Diogo Figueiras, Riccieli, Alexandre Penetra, Dylan Batubinsika, Rúben Lima, Gustavo Assunção, Pepê, Ivo Rodrigues, Iván Jaime e Bruno Rodrigues.

Treinador: Ivo Vieira

“Temos de confiar no que podemos fazer, lutar pelo objetivo, fazer um bom jogo com bola e ser organizado sem a mesma. Queremos ser uma equipa atrevida, mas com respeito por aquilo que vamos encontrar do outro lado.”

Sporting CP (3-4-3) – Antonio Adán, Gonçalo Inácio, Coates, Feddal, Esgaio, Palhinha, Matheus Nunes, Nuno Mendes, Pote, Paulinho e Nuno Santos.

“Preparámos bem a partida e o que queremos é vencer. Desde que o Famalicão subiu, o Sporting ainda não os venceu, nem esta equipa técnica. Também é importante, é preciso aproveitar todos os pequenos fatores para motivar a equipa”

PREVISÃO DO RESULTADO: FC FAMALICÃO 1-2 SPORTING CP

FC Porto x FC Arouca: Depois da tempestade….

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4.ª jornada da Primeira Liga: sábado, 18h, 28 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: IMPERATIVO GANHAR ANTES DE ALVALADE

Depois de um sorteio complicado para a Liga dos Campeões, o FC Porto volta a centrar as suas atenções no campeonato, já que defronta este próximo sábado o recém-promovido FC Arouca.

Após um empate na Madeira, com alguma polémica e sem uma exibição a convencer, os azuis e brancos vão procurar certamente mudar um pouco a imagem deixada na partida do “Caldeirão”.

O EMPATE DA MADEIRA ATRASOU OS DRAGÕES NA LUTA PELO TÍTULO E O JOGO FRENTE AO FC AROUCA GANHA UMA IMPORTÂNCIA AINDA MAIOR. CONSEGUIRÁ O FC PORTO NÃO SOFRER GOLOS NESTE ENCONTRO? APOSTA COM A BET.PT!

Além disso, um bom resultado aliada a uma boa exibição seria crucial, uma vez que na jornada a seguir visita o reduto do campeão nacional, num jogo que vai ser importantíssimo para definir o arranque de temporada do Dragão.

Por sua vez, o FC Arouca vem de uma jornada positiva, visto que alcançou a sua primeira vitória desde o regresso ao principal escalão do futebol nacional. No entanto, parte para o próximo encontro ciente das dificuldades que vai enfrentar e será um verdadeiro desafio para ver do que realmente vale a formação arouquense, que não tem tido um início de época muito simpático.

Deste modo, os dados para o jogo vão ser lançados!

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O histórico de confrontos entre as duas equipas é francamente favorável aos azuis e brancos, que tem dominado as partidas a realizar no Estádio do Dragão;
  2. Esta partida vai marcar alguns reencontros, já que Leandro Silva, Pedro Moreira, Pité e Caballero já vestiram a camisola do FC Porto, em diferentes escalões;
  3. Apesar de estarmos na 4.ª jornada, a equipa da invicta não é o primeiro grande que os arouquenses defrontam, uma vez que já visitaram o Estádio da Luz, esta temporada;
  4. O último encontro entre estas duas formações foi em 2017, na altura, o FC Arouca acabou despromovido de forma surpreendente;
  5. Apesar de vir de um local modesto, o clube arouquense já teve a oportunidade de jogar as competições europeias, num passado não muito distante;
  6. O árbitro da partida vai ser o juiz Hélder Malheiro;
  7. Jackson Martinez, ex-FC Porto e Portimonense SC, é o principal artilheiro em partidas que envolvem estas dois emblemas;
  8. Foi em Arouca que Jesús Corona fez o seu primeiro encontro em Portugal e por ironia do destino pode bem ser o … último;
  9. Pelo contrário, o FC Arouca, em 2015/2016, conseguiu contrariar a estatística e vencer o FC Porto por 1-2, na altura;
  10. A maior vitória do FC Porto, em casa, frente a este mesmo adversário foi por 4-1, na temporada de 2013/2014;

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Wendell (FC Porto) – Tudo indica que este jogo poderá a marcar a estreia do novo lateral esquerdo dos azuis e brancos. Após um mercado a suspirar para a aquisição de um futebolista para esta temporada, é com ansiedade que se espera que tenha sido uma decisão acertada.

Até então, todos os pergaminhos vão no sentido que o ex-Bayer Leverkusen se vai impor no 11 titular, mas isso, como Sérgio Conceição disse, só se verá em campo. No entanto, a solidez defensiva, a eficácia no cruzamento e o controlo de bola que lhe é associado só faz crescer água na boca, mas a ver vamos!

Que seja o primeiro jogo de muitos com esta camisola.

Fonte: Isabel Silva / Bola na Rede

Tiago Esgaio (FC Arouca) – Tal como Wendell, também Tiago Esgaio poderá fazer a sua estreia, com a camisola arouquense, na partida deste sábado. Após não ter conseguido um lugar no plantel de Carlos Carvalhal, o jogador veio para Arouca à procura de minutos.

Depois de uma boa época ao serviço do B-Sad, Tiago tampo pode fazer as laterais, como atuar no meio-campo. Um pouco à margem do seu irmão, Ricardo Esgaio, traz garra e energia para campo, além de ser bastante ofensivo e combativo a defender. Certamente, será um dos jogadores mais deste FC Arouca.

XI’s PROVÁVEIS

FC Porto: Diogo Costa, João Mário, Pepe, Mbemba, Wendell, Bruno Costa, Uribe, Luis Diaz, Otávio, Pêpe e Toni Martinez

Treinador: Sérgio Conceição

“É um clube que, por aquilo que fez nalgumas temporadas na I Liga, é sempre difícil. É uma equipa bem organizada, num ‘4-3-3’ com gente capaz de explorar bem o espaço das equipas adversárias porque tem gente rápida na frente, com um meio-campo interessante, dois laterais com dinâmica ofensiva interessante”

FC Arouca: Fernando Castro, Tiago Esgaio, Velásquez, João Basso, Quaresma, Pedro Moreira, Leandro Silva, Bukia, Arsérnio, André Silva e Tiago Araújo

Treinador: Armando Evangelista

“É um adversário que acabou de perder pontos no campeonato e, quando isto acontece com equipas que lutam pelo título, o jogo seguinte é sempre complicado. É importante não olharmos para isso como um problema, mas sim como uma oportunidade para podermos surpreender novamente o FC Porto”

PREVISÃO DE RESULTADO: FC PORTO 2-0 FC AROUCA

Manchester City FC x Arsenal FC: Matar ou morrer

Liga Inglesa, Jornada 3: sábado, 12h30, 28 de agosto de 2021
ANTEVISÃO: MANCHESTER CITY FC EM CRESCENDO PERANTE UM ARSENAL FC CADA VEZ PIOR

A terceira jornada da Liga Inglesa tem como jogo de abertura um dos encontros cabeça de cartaz do fim de semana: Manchester City FC e Arsenal FC defrontam-se no Estádio Etihad e chegam a este encontro em diferentes momentos.

CITIZENS E GUNNERS VOLTAM A ENCONTRAR-SE EM MANCHESTER, MAS COM PREVISÕES NADA FAVORÁVEIS PARA O OS LADOS LONDRINOS. QUEM IRÁ VENCER A PARTIDA? SE SABES A RESPOSTA, APOSTA EM BET.PT!

Os homens de Manchester entraram em falso na temporada, ao perderam a Supertaça Inglesa e a primeira jornada do campeonato de forma consecutiva. Todavia, uma goleada por 5-0 frente ao Norwich City FC levantou a moral dos homens de Pep Guardiola, que querem regressar às sequências de vitórias a que já nos habituaram.

Do lado dos londrinos, o início da época tem sido desastroso. Com duas derrotas em dois jogos na Liga Inglesa, ambas por 2-0 (frente a Brentford FC e a Chelsea FC), a goleada a meio da semana, para a Taça da Liga Inglesa, é o único ponto positivo a que os “Gunners” se podem agarrar.

Momentos de forma à parte, um encontro entre membros do famoso “Big Six” do futebol inglês é sempre algo por que devemos ansiar. Agora, a pergunta que fica no ar até à hora do jogo é só uma: será o Arsenal capaz de superar o “todo-poderoso” Manchester City?

 

10 DADOS RÁPIDOS
  1. Tanto o Manchester City como o Arsenal perderam dois dos três jogos oficiais que realizaram na temporada 2021/22.
  2. Nos últimos cinco confrontos oficias entre as equipas, os homens de Manchester venceram quatro.
  3. No histórico geral, é o Arsenal quem leva a melhor: 98 vitórias contra 60 dos “Citizens”, bem como 45 empates.
  4. Em confrontos no Estádio Etihad, há um empate: 38 vitórias para cada equipa e 23 empates.
  5. Na atual edição da Liga Inglesa, o Manchester City leva cinco golos marcados, enquanto o Arsenal ainda não marcou qualquer golo.
  6. Nos bancos, um duelo entre velhos amigos: Mikel Arteta, técnico do Arsenal, foi adjunto de Pep Guardiola no Manchester City.
  7. Em cinco confrontos entre os dois, Guardiola venceu quatro e Arteta apenas um.
  8. Nos melhores marcadores, Doug Lishman (Arsenal) e Sergio Aguero (Manchester City) são os mais goleadores neste confronto, com 11 golos cada.
  9. Dos atuais planteis das duas equipas, é Raheem Sterling o melhor marcador, com seis golos pelos “Citizens”
  10. Há portugueses dos “dois lados da barricada”: no Manchester City alinham Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva, enquanto Nuno Tavares e Cédric Soares são os representantes no Arsenal.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Riyad Mahrez – O “mágico” argelino já é uma das figuras de proa do atual plantel do Manchester City. Com uma técnica que faz parecer simples cada drible que executa, trata a bola por “tu” e baralha a cabeça dos adversários como poucos fazem na Liga Inglesa. Um desequilibrador nato ao serviço de Guardiola.

Emile Smith Rowe – O jovem prodígio inglês é dos jogadores do atual plantel do Arsenal que mais entusiasma. Neste início de época parece ter agarrado um lugar no onze inicial dos “Gunners”, envergando agora a camisola 10. É uma escolha pessoal mas que sugiro que mantenham debaixo de olho.

 

XI’S PROVÁVEIS

Manchester City FC: Ederson; Walker; Dias; Stones; Cancelo; Rodri; Gundogan; Sterling; Grealish; Mahrez; Jesus.

Treinador: Pep Guardiola: “Com ou sem ponta de lança fixo, somos capazes de marcar muitos golos, é isso que queremos”.

 

Arsenal FC: Leno; Bellerín; Holding; Marí; Tierney; Xhaka; Lokonga; Saka; Smith Rowe; Pépé; Aubameyang.

Treinador: Mikel Arteta: “Temos que estar mentalmente preparados para correr atrás da bola durante muito tempo”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: MANCHESTER CITY FC 3-0 ARSENAL FC

Estoril-Praia SAD 2-1 CS Marítimo: Canarinhos continuam a surpreender

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A CRÓNICA: EQUIPA DE BRUNO PINHEIRO VENCE COM BOA EXIBIÇÃO E LIDERA PROVISORIAMENTE A LIGA

Estoril-Praia SAD e CS Marítimo defrontaram-se no Estádio António Coimbra da Mota, em jogo da quarta jornada da Primeira Liga Portuguesa de futebol. Apresentavam-se em jogo duas equipas com propostas de jogo diferentes, embora com sucesso nos primeiros resultados desta temporada. A equipa da Linha vinha de uma vitória em Paços de Ferreira e estava sem derrotas no campeonato (três vitórias e um empate), ao passo que os madeirenses tinham empatado em casa com o FC Porto depois de vencerem o Belenenses SAD em Leiria (quatro pontos).

Esse contraste nas formas de jogar das equipas tornava o jogo imprevisível em teoria, mas a primeira parte foi animada, com algum ascendente do GD Estoril Praia. Pelo menos, foi a equipa de Bruno Pinheiro a dispor da primeira grande oportunidade do jogo, que nasceu de uma boa jogada. Chiquinho picou a bola para Clóvis, que ficou isolado perante o guarda-redes Paulo Vítor. O avançado picou a bola por cima do guardião, Francisco Geraldes tentou empurrar para a baliza, mas a bola foi intercetada com um excelente corte de Léo Andrade. Pouco depois foi Geraldes a tocar de calcanhar para Clóvis, mas o avançado atirou à malha lateral, pressionado por Sáenz.

O jogo abrandou durante uns instantes, mas os estorilistas chegaram mesmo à vantagem com alguma naturalidade. Chiquinho cruzou da direita para Bruno Lourenço, que tocou à entrada da área para Miguel Crespo. O médio tirou Rossi da frente e disparou, com um desvio em Zainadine a trair Paulo Victor.

O Estoril-Praia SAD manteve-se por cima no jogo, sem ameaçar muito a baliza contrária, mas parecendo ter o jogo controlado, mas o CS Marítimo chegou à igualdade em cima do intervalo. Numa bola enviada para a área, Alipour conseguiu segurar bem o esférico e servir Cláudio Winck, que rematou colocado, sem hipótese para Dani Figueira, gelando as bancadas do António Coimbra da Mota antes do descanso.

O segundo tempo começou igualmente entretido. Dentro dos primeiros cinco minutos, as duas equipas registaram momentos de perigo, com o Estoril-Praia SAD a ganhar um livre perigoso, depois de um passe de Clóvis a isolar Crespo, que quase entrava na área antes de ser carregado em falta por Zainadine (do livre nada resultou). Na resposta, foi o CS Marítimo a marcar, por André Vidigal (bom passe de Alipour), mas o golo foi anulado por posição irregular do avançado português.

Até que, aos 59 minutos, a equipa da casa voltou à vantagem. Clóvis ganhou a bola a Sáenz junto à linha lateral, tocou para Bruno Lourenço, que teve a visão de jogo necessária para passar o esférico a Chiquinho, que se desmarcava em velocidade. O ‘7’ recebeu a bola e picou-a por cima de Paulo Victor, para o 2-1.

Quer Bruno Pinheiro, quer Julio Velázquez mexeram nas equipas após o golo, com o Estoril a aparentar continuar por cima do desafio, até que o Marítimo causou novo susto, através de novo golo anulado. Xadas foi progredindo pelo corredor central e isolou André Vidigal com um passe em profundidade, só que o avançado estava de novo fora de jogo.

Xadas, com nova boa jogada (desta individual) aqueceu as mãos a Dani Figueira e, na resposta, foi Chiquinho a desequilibrar na esquerda e a cruzar para Leonardo Ruiz, que não conseguiu controlar a bola. Os minutos foram passando, Velázquez foi arriscando, Bruno Pinheiro foi tentando congelar a partida, de forma a conservar a vantagem mínima nos minutos finais. E a verdade é que, com maior ou menor dificuldade, o Estoril-Praia SAD (que ainda desperdiçou uma grande oportunidade perto do fim, por Leonardo Ruiz) segurou os três pontos e lidera provisoriamente a Primeira Liga, com 10 pontos.

A FIGURA

Chiquinho – Foi uma autêntica dor de cabeça para a defesa do Marítimo, esteve em grande plano na primeira parte e confirmou a sua grande exibição, marcando o segundo golo do Estoril.

O FORA DE JOGO


Jorge Sáenz – Foi influente ao perder a bola na linha lateral, que deu origem ao segundo golo do Estoril Praia.

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTORIL-PRAIA SAD

O treinador do Estoril-Praia realizou três mudanças no 11 inicial em relação à última jornada. Entraram David, Rosier e Francisco Geraldes para os lugares de Carles Soria e João Gamboa e de André Franco, respetivamente, mas manteve a mesma formação: 4x1x4x1.

Nos primeiros minutos do encontro o Estoril entrou muito forte, pressionando a primeira linha de construção do Marítimo, para induzir ao erro, e criar jogadas de perigo, logo a partir dos jogadores da frente.

O Estoril tinha praticamente todos os jogadores da frente de ataque apontados à baliza de Paulo Victor, que muitas vezes em lances individuais desequilibravam a defesa do Marítimo, mesmo estando com mais jogadores na área defensiva. Muitas das jogadas produzidas pelo conjunto lisboeta, foram através de toques curtos e combinações rápidas entre os jogadores, que conseguiam desequilibrar o conjunto de Velásquez, muito também graças também a jogadores como Chiquinho, que conseguia chegar muitas vezes à baliza do Marítimo.

O Estoril entrou com menos fulgor em comparação à primeira parte, mas adotou uma postura de jogo mais direto e de transições rápidas, essa mudança levou ao segundo golo, por parte de Chiquinho. Outro exemplo que confirma essa postura, foi a saída de Lourenço e a entrada de Ruíz, que ditou um jogo de mais transição e de menos posse, pois se compararmos Ruiz a Clóvis, Ruiz é mais estático e Clóvis é um ponta de lança que participa mais no jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dani Figueira (6)

Lucas Áfrico (6)

Francisco Geraldes (7)

Chiquinho (8)

André Clóvis (7)

Crespo (7)

Bruno Lourenço (7)

David (6)

Ferraresi (6)

Joãozinho (6)

Rosier (6)

SUBS UTILIZADOS

Carles Soria (5)

Ruiz (5)

André Franco (5)

Gamboa (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Depois de um empate contra o FC Porto, o treinador da equipa madeirense, Julio Velázquez, apostou no mesmo 11, para o jogo contra o Estoril-Praia, apresentando um 3x5x2.

O Marítimo entrou em campo com uma postura mais calculista, tendo as suas jogadas mais perigosas, a partir de contra-ataques, após erro ou distração do Estoril e quando tentava atacar, muitas vezes era através de pontapés longos para área contrária.

A equipa da Madeira, teve uma tarefa complicada para parar a ofensiva do Estoril, mesmo tendo os alas e os médios, mais preocupados em anular a ofensiva de uma das equipas-sensação do campeonato, até ao momento. Os alas foram importantíssimos para o jogo do Marítimo, pois tanto estavam a defender, como a atacar, exemplo disso foi o primeiro golo do conjunto de Julio Velásquez, que foi da autoria de Cláudio Winck.

Na segunda parte, a equipa do Marítimo entrou melhor, dexou de ser uma equipa tão cautelosa, em comparação com a primeira, mas continuou a atacar através de contra-ataques e de jogadas através de passes longos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Victor (5)

Cláudio Winck (7)

Zainadine (5)

Vidigal (6)

Alipour (6)

Rossi (5)

Diogo Mendes (5)

Xadas (6)

Jorge Saenz (4)

Leo Andrade (5)

Vítor Costa (6)

SUBS UTILIZADOS

China (5)

Matheus (5)

Pelágio (5)

Rúben Macedo (5)

Edgar Costa (5)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Estoril-Praia SAD

BnR: Trocou dois jogadores no meio-campo em relação ao último jogo, fazendo entrar o Rosier e o Geraldes para os lugares do Gamboa e do Franco. Porque é que trocou e como é que viu a exibição do meio-campo?

Bruno Pinheiro: Às vezes gosto de complicar as coisas. Primeiro, entendi que, com um jogo há quatro dias, a probabilidade de os jogadores se desgastarem era grande e se eu repetisse o onze, corria o risco de chegar ao fim do jogo e precisar de substituir dez jogadores e só poder substituir cinco, uma das razões foi a capacidade de dar à equipa sangue novo e que não condicionasse na hora de fazer as substituições. Por outro lado, também gosto de desafiar os jogadores. O Rosier é um médio defensivo top com bola, defensivamente está a crescer, tem que evoluir. O Gamboa é um jogador top defensivamente, ofensivamente tem evoluído, está a crescer e achei que este era um jogo para o Rosier sair da sua zona de conforto. Sabíamos que ia ter uma marcação homem a homem, não ia jogar futebol, não era essa a tarefa e eu quis desafiar o jogador para sair da zona de conforto.

 

CS Marítimo

BnR: O André Vidigal fez uma grande época no ano passado. Como é que avalia a exibição do André Vidigal contra a antiga equipa?

Julio Velazquez: Avalio a exibição coletiva do Marítimo. A mim o que me importa é o coletivo. Isso dos prémios individuais é uma mentira, Bola de Ouro, de prata, de bronze… O Vidigal não é mais do que outro qualquer, para falar do Vidigal teria que falar de todos. A equipa fez muitas coisas bem. No futebol isso é uma mentira.

 

Rescaldo de opinião de Bernardo Figueiredo e Hugo Costa

 

Cristiano Ronaldo | O bom filho à casa torna

Que mercado de transferências de loucos este a que temos vindo a assistir. Já tivemos transferências a superarem a centena de milhões de euros, já tivemos mudanças de jogadores que nunca esperámos vir a ver e, agora, eis que surge uma nova novela que parou todo o mundo do desporto: Cristiano Ronaldo pediu para sair da Juventus FC e assinou pelo Manchester United FC.

Desde o início do mercado de transferências que a sua saída era comentada, mas sem nenhuma confirmação e até em certo momento o próprio jogador veio desmentir os rumores. Já foram vários os clubes a que foi apontado, desde o regresso ao Real Madrid CF até ao sonho de muitos em ver os dois melhores jogadores do Mundo encontrarem-se no Paris Saint-Germain FC. Até mesmo os mais sonhadores já imaginavam e criavam imagens de Cristiano Ronaldo com as cores do Sporting CP, mas não será nenhum destes clubes, mas sim um regresso onde já foi feliz, na cidade de Manchester e, mais precisamente, vestido de vermelho.

Cristiano Ronaldo teve dois clubes onde se mostrou ao seu mais alto nível, no Manchester United FC e no Real Madrid CF. Em Inglaterra, o jogador português era uma delícia de se ver jogar, sem medo de partir no um para um, com remates potentes capazes de levantar qualquer estádio, foi uma autêntica estrela que ficará para sempre na história do clube inglês como um dos melhores. Já em Espanha, moldou-se ao que lhe era pedido e mostrou-se capaz de assumir novos papéis dentro de campo. De um jogador criativo e inesperado, Cristiano Ronaldo tornou-se num finalizador ainda mais nato, capaz de marcar a qualquer equipa e sempre com grande frieza. Foi também em Espanha que elevou o seu nome às mais epopeias do Futebol, criando uma das maiores rivalidades futebolísticas com Lionel Messi, em que era magnifico o quebrar de recordes entre os dois e ter sequer a possibilidade de ver todos os anos os dois melhores jogadores do Mundo a defrontarem-se.

No entanto, em 2018 surge uma notícia bombástica que coloca Cristiano Ronaldo na Juventus FC. O projeto prometia; ir para uma equipa que só sabia o que era vencer em Itália e que, com a chegada do astro português, sonhava com a conquista da Liga dos Campeões. Cristiano sonhava encantar um novo país e novos adeptos, algo que até começou a fazer, mas sem nunca ser capaz de chegar aos números que havia apresentado anteriormente. No entanto, creio serem injustas todas as críticas feitas ao jogador, em que o consideram o responsável pela quebra de qualidade da Juventus FC, pois, a bem da verdade, foi ele quem muitas vezes salvou a equipa de derrotas e de um só jogador não se faz um grupo. Para se ter a noção do fracasso do projeto da Juventus FC, estes planearam tudo com a intenção do total domínio da Liga Italiana e ainda a conquista da Liga dos Campeões, mas nem um nem outro aconteceu.

O craque português parece ter chegado ao fim do seu amor pelo projeto italiano e decidiu querer mudar de ares, procurando conquistar novas ambições. O Manchester City FC era o candidato número um à contratação, algo que fez soar os alarmes no clube rival da cidade. A nível de palmarés seria o melhor projeto para o português, pois encontraria um treinador que já defrontou várias vezes e que sabe o que é ganhar, mas por outro lado não sei até que ponto se conseguiria encaixar na tática que Guardiola coloca na sua equipa. Claro que teria Kevin De Bruyne como “melhor amigo” para a sua finalização, mas, ao mesmo tempo, o jogo de passe e de construção que é pedido por Guardiola poderia não ser o melhor para as características de Cristiano.

Nas últimas horas eis que o Manchester United FC finalmente decidiu avançar com a confirmação de interesse e, pelo que se noticia, Bruno Fernandes e Sir Alex Ferguson foram fundamentais para aliciar o regresso de Cristiano Ronaldo aos “Red Devils”. O regresso do internacional português ao Manchester United será algo espetacular e que irá fazer com que a equipa de Solskjaer ganhe um novo ânimo e, quem sabe, poder sonhar mais alto. É uma equipa onde vejo Cristiano encaixar que nem uma luva devido a todas as suas características. O Manchester United, sem ser Cavani, não tem nenhum outro finalizador, sendo que o jogo e os golos passam todos por jogadores de qualidade, mas que não têm esse instinto predador. Continua a faltar mais qualidade na defesa, mas agora, com Cristiano Ronaldo, é necessário ter ainda mais atenção a esta equipa. Já havia um grande poder ofensivo e agora, com Cristiano Ronaldo, não haverá equipa capaz de travar a ofensiva inglesa. No entanto, apesar de todos estes elogios e melhoramentos, continuo a não ver no Manchester United FC uma equipa capaz de vencer a Liga Inglesa e a Liga dos Campeões, mas que andará na luta isso não duvido.

É uma mudança incrível para o jogador, que tem uma nova hipótese de brilhar onde já foi feliz, embora com características diferentes e já sem o seu famoso remate, e terá mais uma oportunidade de mostrar o porquê de ainda ser um dos melhores do Mundo.

Artigo revisto por Joana Mendes

Olheiro BnR | João Virgínia

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João Virgínia: Do Seixal à Premier League

João Virgínia é o mais recente reforço do Sporting CP. O guarda-redes, de 21 anos, chega proveniente do Everton FC, com opção de compra. No entanto, foi na academia do rival SL Benfica que a caminhada do jovem guardião começou, em 2012. Depois de três anos a defender as cores das águias, mudou-se para Inglaterra, onde representou as formações de Arsenal FC e Everton, clube pelo qual se estreou na Premier League na época passada, ao comando de Carlo Ancelotti.

Uma viagem pelo tempo

Natural de Faro, começou a jogar futebol logo aos nove anos no Ferreiras, clube de Albufeira. Dois anos depois, sairia para a Casa do Benfica de Portimão, onde não ficaria muito tempo, já que o SL Benfica o recrutaria, ainda como infantil. Jogou na formação dos encarnados até ao ano de 2015, quando se mudou para o Arsenal, representando principalmente os juniores e os sub-23 do clube e vencendo a Premier League da categoria ao serviço dos “Gunners”.

As suas boas prestações despertaram o interesse de outro clube inglês, o Everton, onde acabou por ficar durante quatro temporadas. Jogou essencialmente nos sub-23 e voltou a conquistar a Premier League de sub-23, com um empréstimo ao Reading FC em 2019/20 pelo meio, realizando apenas três jogos durante esse período – 2 no Championship e 1 na Taça da Liga Inglesa.

Na última época, Ancelotti promoveu o jovem guardião português à equipa principal. Entrou em campo também por três vezes, aproveitando uma lesão do habitual titular Jordan Pickford. Ainda assim, não recebeu muitas oportunidades e a chegada do experiente Asmir Begovic para suplente deitou por terra as aspirações do português, que preferiu dar um novo rumo à carreira.

O percurso na Seleção

João Virgínia é guarda-redes internacional pelas camadas jovens da seleção portuguesa, somando 22 internacionalizações dos sub-17 aos sub-21. No último Campeonato da Europa de sub-21 foi o segundo guarda-redes, já que Diogo Costa assumiu a titularidade e Luís Maximiano, que vai substituir no Sporting CP, se apresentou como terceira opção. Conta com um Europeu de sub-17 e outro de sub-19 no currículo, em 2016 e 2018, respetivamente, tendo sido titular na final deste último devido a lesão de Diogo Costa, habitual titular da sua geração.

🗣 “Há muita competitividade no grupo e isso é perfeito. Vou dar tudo pelo Sporting CP”.@1JoaoVirginia é Leão 🦁 #EuSouSporting pic.twitter.com/62ItwWxd8x

— Sporting Clube de Portugal 🏆 (@Sporting_CP) August 24, 2021

As características

João Virgínia é um guarda-redes muito rápido na reação e na leitura que faz do jogo. Tem um bom posicionamento e é rápido na antecipação, para além de ser bastante forte entre os postes, devido aos seus bons reflexos. É muito forte fisicamente, mas, apesar da estatura, ainda falha nos “timings” de saída à bola. Tem um pontapé bastante forte e joga bem com ambos os pés, como ele próprio já referiu em algumas entrevistas, característica que se revelou preponderante para este ser escolhido por Rúben Amorim como uma opção de futuro para o Sporting CP.

Mais do que as características físicas, João Virgínia já mostrou ser um jogador ambicioso, sempre com vontade de aprender e melhorar as suas capacidades, o que também é muito importante. Foi elogiado pelo novo treinador, mas deixou claro que “tem de provar” que o merece ser.

Números recentes

João Virgínia chega a Alvalade com muito pouco tempo de jogo e isso pode pesar bastante, pelo menos nos primeiros jogos. Na última época, realizou apenas nove jogos, divididos entre os sub-23 e equipa principal do Everton – o último em março, diante do Manchester City FC, nos quartos de final da Taça de Inglaterra, aguentando 85 minutos sem sofrer golo.

Já na temporada 2019/20, João Virgínia só entrou em campo sete vezes. Conta apenas com seis jogos em contexto profissional (3 pelo Everton e 3 pelo Reading), o que é muito pouco para um jogador com quase 22 anos. Chega para ser alternativa imediata a Adán, jogará mais na Taça de Portugal e na Taça da Liga, pelo que ainda precisará de ganhar ritmo competitivo para crescer.

 

 

AEW: Olá, CM Punk – O que se Segue?

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Foi o regresso do ano no mundo do wrestling: após sete anos e meio de ausência e de espera, CM Punk está de volta ao lugar onde bem pertence.

A AEW foi deixando várias pistas que faziam adivinhar a sua chegada, tendo a mesma sido concretizada no dia 20 de agosto, em Chicago (cidade natal de Punk), no novo programa semanal da empresa, o Rampage.

Após os primeiros acordes de “Cult of Personality” ecoarem pela arena, o público dentro dela explodiu de alegria, trazendo até lágrimas a alguns fãs.

Com um microfone na mão, CM Punk disse que a principal motivação que o levou ao seu regresso é o desejo de trabalhar com o talento jovem da AEW; algo que irá começar a fazer com Darby Allin, no próximo PPV da AEW, o All Out, no dia 5 de setembro.

CM Punk – O que se segue?

Com o primeiro combate de CM Punk marcado, surgiram imediatamente outras dúvidas em relação à sua estadia na AEW: Punk será apenas um part-timer? Estará preparado para lutar? Há quanto tempo duravam as negociações entre a empresa e Punk?

Muitas destas questões foram respondidas na conferência de imprensa que CM Punk e Tony Khan, co-fundador e CEO da AEW, concederam após o Rampage.

Em relação ao contrato de Punk, não ficou esclarecida a questão sobre a duração do mesmo, mas Tony Khan disse que este não é nem de curta duração, nem de part-time: “This is not a short term thing, this isn’t a part-time thing”.

No que toca às negociações entre o lutador e a empresa, foi dado a conhecer que as mesmas duraram cerca de um ano e meio. CM Punk disse que nunca quis fazer o seu regresso numa arena vazia e sem gente, tendo ambas as partes depois marcado a data para o mesmo numa arena, em Chicago, que tivesse lotação máxima esgotada.

Em relação à forma física de Punk, este disse que tem ido treinado e ido diariamente ao ginásio, mas que não tem passado tempo dentro do ringue. Afirmou que ainda voltará a treinar num ringue antes do seu combate com Darby Allin, mas não pareceu demasiado preocupado com alguma “ferrugem” que possa ter. Em tom de brincadeira, até referiu preocupar-se mais com o facto de ter de se voltar a habituar a estar de cuecas perante o mundo inteiro.

Convém mencionar que Punk é ator numa série sobre wrestling chamada “Heels” (que estreou recentemente nos Estados Unidos da América) e os seus companheiros afirmam que este se encontra em excelente forma física.

Foi também pedido a Punk para comparar a sua estreia na AEW com a ovação que recebera no Money in the Bank 2011 (também em Chicago, onde conquistou o WWE Championship); Punk disse que a sua estreia na AEW foi um momento mais orgânico.

Adivinhando o Futuro

O regresso de CM Punk aos ringues é muito aguardado devido à forma repentina e inesperada com que abandonara os mesmos em 2014. Punk era um dos melhores lutadores da sua geração e um dos melhores de sempre a fazer promos.

No que toca ao seu papel na AEW, muitos são os combates e as rivalidades que são agora perspetivadas para o “Second City Saint”, sendo as seguintes, na minha opinião, as mais apetecíveis:

CM Punk vs MFJ
CM Punk vs Eddie Kingston
CM Punk vs Jungle Boy
CM Punk vs Malakai Black
CM Punk vs Adam “Hangman” Page
CM Punk vs Kenny Omega
CM Punk vs Rey Fenix
CM Punk vs Christian Cage
CM Punk vs Sammy Guevara
CM Punk vs PAC
CM Punk vs Orange Cassidy