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FK Partizan 2-0 CD Santa Clara: Dois minutos de passividade foram fatais

A CRÓNICA: O PESO DE UM AMBIENTE AGITADO

Debaixo de um ambiente frenético em Belgrado, o CD Santa Clara não conseguiu dar seguimento à grande campanha europeia que vinha fazendo e acabou derrotado pelo FK Partizan por 2-0. Dois minutos de tremenda passividade no primeiro tempo foram fatais para um desfecho inglório para a equipa portuguesa.

Empolgados pelos seus adeptos, os sérvios arrancaram melhor e causaram o primeiro susto logo ao minuto 3’, com Jovic a finalizar na recarga uma grande jogada de Soumah. Foram festejos muito curtos devido à bandeirola levantada por fora de jogo. Os açorianos tentaram acalmar o ritmo da partida, mas a tarefa de travar as investidas adversárias complicou-se e eis que surgiu a primeira contrariedade: Villanueva cometeu um penálti desnecessário sobre Soumah e Ricardo Gomes encarregou-se de inaugurar o marcador à passagem dos 25 minutos de jogo.

Com a eliminatória empatada, o Santa Clara nem teve tempo de reajustar a estratégia dado que, dois minutos depois, um novo erro voltou a ser fatal. Marco Pereira calculou mal a distância do canto cobrado por Jojic e Sanicanin apareceu ao segundo poste para virar a eliminatória. Até ao intervalo, a equipa açoriana apenas conseguiu assustar num livre direto de Lincoln.

Num segundo tempo com muito pouca baliza, a primeira equipa a ameaçar o golo até foi o Partizan, num novo cabeceamento de Sanicanin após bola parada. Daniel Ramos mexeu na equipa e foi com a entrada de Crysan que os Bravos Açorianos passaram a ter mais bola e a circular com ligeiro perigo junto da área contrária. Os remates não surgiram junto da baliza de Popovic e até foi o recém-entrado Holender quem esteve mais perto de fechar o jogo e a eliminatória.

Nem mesmo os oito minutos de compensação (justificados por uma paragem causada por alegados insultos racistas a Allano) foram suficientes para o Santa Clara encostar o Partizan às cordas com oportunidades esclarecedoras. Ao sexto jogo europeu, os açorianos somam a primeira derrota e acabam eliminados pelos sérvios mesmo à beira da fase de grupos da Conference League.

A FIGURA

Sinisa Sanicanin – O golo que marcou ajudou para que fosse esta a escolha como figura do jogo, mas além da importância desse momento, o central bósnio de 26 anos destacou-se ainda na forma imperatória como abordou os duelos aéreos e as desmarcações dos avançados do Santa Clara. Sanicanin esteve ainda perto de bisar e ampliar a vantagem, mas a intransponibilidade defensiva tratou de corrigir essa oportunidade desperdiçada.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mikel Villanueva – Acaba por estar ligado ao princípio do fim da aventura açoriana. O central venezuelano é um dos grandes ativos do clube português, mas realizou uma exibição globalmente fraca no jogo mais importante da época até ao momento. A juntar ao penálti cometido de forma desnecessária, o defesa de 28 anos somou algumas abordagens infelizes às movimentaçõesdos adversários, o que por vezes permitiu maior perigo junto da baliza de Marco.

 

ANÁLISE TÁTICA – FK PARTIZAN

Aleksandar Stanojevic optou por alterar quatro peças em relação ao jogo da primeira mão em todos os setores: Ivan Obradovic colmatou a ausência de Slobodan Urosevic na linha defensiva, Sasa Zdjela rendeu Aleksandar Scekic no duplo pivot, Seydouba Soumah entrou para o lugar de Bibars Natcho no centro e Nemanja Jovic substituiu Filip Holender na ala esquerda do ataque.

Como tem vindo a ser habitual, os sérvios iniciaram o encontro em 4-2-3-1, com as quatro unidades mais adiantadas a posicionarem-se no terreno em pressão alta e os médios mais recuados a travarem as principais armas do Santa Clara fora do último terço do terreno. O golo que inaugurou o encontro trouxe consigo a resiliência em virar a eliminatória, mas depois disso as linhas do Partizan recuaram ligeiramente, mantendo-se a vantagem até ao intervalo.

Com uma estratégia mais defensiva vinda dos balneários, o Partizan apoiou-se sobretudo nos rasgos de qualidade individual de Markovic e Jovic para levar perigo à baliza contrária. A pressão alta deixou naturalmente de existir, mas mesmo a defender mais baixo, conseguiram gerir a partida sem bola. As substituições foram preciosas para renovar a frescura nos corredores laterais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Aleksandar Popovic (6)

Aleksandar Miljkovic (6)

Sinisa Sanicanin (8)

Igor Vujacic (7)

Ivan Obradovic (5)

Sasa Zdjelar (5)

Milos Jojic (6)

Seydouba Soumah (6)

Nemanja Jovic (6)

Lazar Markovic (6)

Ricardo Gomes (7)

SUBS UTILIZADOS

Bibars Natcho (6)

Danilo Pantic (5)

Filip Holender (6)

Aleksandar Scezkic (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Também Daniel Ramos fez quatro modificações em relação ao jogo dos Açores, inclusive na baliza: Marco Pereira rendeu Ricardo Fernandes entre os postes, João Afonso substituiu Kennedy Boateng no eixo da defesa, enquanto que, na frente de ataque, Mohammed Bouldini e Allano preencheram as vagas deixadas por Rui Costa e o já transferido Carlos Júnior.

Alinhados em 4-2-3-1, os açorianos tiveram alguma dificuldade para construir a partir de trás, principalmente face à pressão adversária em querer recuperar a bola rapidamente. Para contrariar essa tendência, a aposta nas iniciativas individuais e nos passes em profundidade foi crescendo com o intuito de desequilibrar as linhas opostas. Morita, sempre muito móvel e estratega, afirmou-se como a peça que abriu mais espaços para fluir o jogo, sobretudo na reação aos golos sofridos.

Numa segunda parte com mais disputas de bola no meio-campo, Daniel Ramos promoveu a entrada de Crysan e Rui Costapara dar mais frescura ao setor ofensivo e, de certa forma, tais opções foram cruciais para desequilibrar numa curta parte do jogo, mas nunca com o devido seguimento na hora de rematar à baliza.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco Pereira (4)

Mansur (5)

Mikel Villanueva (4)

João Afonso (7)

Rafael Ramos (6)

Anderson Carvalho (6)

Hidemasa Morita (7)

Lincoln (7)

Jean Patric (5)

Allano (6)

Mohammed Bouldini (5)

SUBS UTILIZADOS

Crysan (7)

Rui Costa (6)

Ricardinho (5)

Nené (-)

Tottenham Hotspur FC 3-0 FC Paços de Ferreira: Como vencer em três “Paços”

A CRÓNICA: FC PAÇOS DE FERREIRA SAI DA CONFERÊNCIA

O FC Paços de Ferreira foi derrotado por 3-0 na deslocação a Londres e está fora da fase de grupos da Conference League. Em sentido contrário, o Tottenham Hotspur FC garante a presença na dita fase ao virar a eliminatória, após a derrota por 1-0 na Capital do Móvel. A partida só teve um sentido, mas há muito para contar. E a história começa cedo…

Harry Kane, cara a cara com André Ferreira aos 20 segundos de jogo. Parece o início de uma história de terror, mas o lance até acabou bem para os pacenses: o avançado inglês atirou ao lado, pressionado por Baixinho. Ficava o aviso. Aos três minutos, foi a vez do FC Paços de Ferreira deixar em alerta a equipa londrina, com um cabeceamento perigoso ao primeiro poste em correspondência ao canto fechado bem batido por Antunes.

Seguiram-se cinco minutos de estranha pacatez nas redondezas da baliza, ao cabo dos quais surgiu o golo inaugural da partida. Uma perda de bola pacense ainda no meio terreno dos portugueses deixou a turma de Jorge Simão descompensada. Bryan Gil aproveitou para conduzir a bola pelo corredor esquerdo em direção à linha de fundo, servindo no momento exato e pela relva Harry Kane.

Falha uma, não lhe deem uma segunda. Desta feita, o “9” que veste “10” do Tottenham FC não desperdiçou e colocou a eliminatória em pé de igualdade. Nos quase 20 minutos seguintes, só houve “Spurs” na partida… mas não houve qualquer golo, não obstante as muitas oportunidades criadas pelos homens comandados por Nuno Espírito Santo. Aos 28´, os visitantes começaram a soltar amarras.

Contudo, a oportunidade mais periclitante que se seguiu foi mesmo dos homens da casa. Um remate de Bryan Gil com o seu portentoso pé canhoto tabelou num jogador pacense e o desvio encaminhou o esférico para o poste da baliza de André Ferreira. André Ferreira que um par de minutos mais tarde concedeu infantilmente a bola ao adversário e permitiu que Harry Kane, nas sobras de Lo Celso, alcançasse o bis e virasse a eliminatória.

Foi, assim, com um 2-0 solidamente construído e bem argumentado que o Tottenham FC regressou aos balneários para ouvir as palavras de NES, possivelmente já tocando o jogo de domingo para a Liga Inglesa. Foi com o resultado inverso e com o espírito quebrado que os “Castores” fizeram o mesmo.

“Quem parte, reparte e não fica com a melhor parte”, dizem, “não tem arte”. Pois bem, arte não falta ao Tottenham Hotspur FC e os ingleses açambarcaram mesmo ambas as partes. Como tal, a segunda foi gémea da primeira e as oportunidades para os “Spurs” pareciam surgir em catadupa, com destaque para Bryan Gil (enérgico) e Harry Kane (aceitam-se adjetivos).

No entanto, a primeira digna de reportagem surgiu aos 64 minutos e foi finalizada por Lo Celso. Um bom passe de Lucas Moura entre o central pela esquerda e o lateral do mesmo lado dos pacenses encontrou a subida de Doherty, que cruzou atrasado pela relva para o argentino. Este rodou bem sobre o defesa, mas encontrou a rápida oposição de André Ferreira.

Meia dezena de minutos mais tarde, saiu oficialmente a sentença do FC Paços de Ferreira. Lo Celso bateu com o seu pé esquerdo um livre descaído para a direita de forma fechada, ao primeiro poste. A tentativa de interceção aérea de Antunes saiu gorada e o experiente lateral português acabou por endereçar a bola às redes da baliza arrendada a André Ferreira, sem devolução ao remetente.

O 3-0 selava a passagem do Tottenham FC. Os “Spurs” sentiam-no, os “Castores” sabiam-no. Como tal, os primeiros cresceram ainda mais na partida e os segundos deixaram-se abater pelo peso do resultado, do momento, da fadiga. Continuavam a brotar as oportunidades para o lado inglês da contenda. Aos 78´, Bergwijn fez estremecer o poste direito da baliza pacense.

A entrada de Son veio agitar a partida, sem que, no entanto, o resultado se alterasse. O Tottenham acabou, assim, por vencer uma partida que foi sua em exclusivo e segue para a fase de grupos da estreante Liga Conferência.

A FIGURA

Harry Kane – Apesar do excelente envolvimento ofensivo de Bryan Gil e do jogo sólido de Lo Celso e Lucas Moura, Harry Kane conseguiu ser ainda melhor. Apresentou-se nas suas mais variadas vertentes, descendo para construir com qualidade e aparecendo para finalizar com tanta ou mais. Foi “9”, “10” e até mais e, claro, fez dois golos que valeram a vantagem na eliminatória aos londrinos. Não foi uma partida de grande esplendor, mas mesmo assim deu para voltar a mostrar (pela enésima vez) o porquê de a sua continuidade ser tão importante para os adeptos dos “Spurs”.
O FORA DE JOGO

Incapacidade ofensiva FC Paços de Ferreira – Não se esperava uma equipa ofensiva, naturalmente, e nem se pode culpabilizar os futebolistas dos “Castores” pela ausência de futebol ofensivo. O Tottenham FC foi mais forte, é mais forte e impossibilitou que os pacenses sequer alimentassem a esperança de marcar. Assim, não se trata de um Fora de Jogo por culpa própria, mas não deixa de ser o ponto menos bom da partida, que por esta incapacidade foi de sentido único.

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC

Os londrinos apostaram num 4-3-3, com Lucas Moura e Bryan Gil na direita e na esquerda (respetivamente) a ladearem Harry Kane. No meio-campo, Winks constituía o vértice mais recuado do triângulo, guardando as costas de Sessegnon e Lo Celso, votados a terrenos mais cimeiros e incumbidos de tarefas de teor mais ofensivo e criativo. Após a entrada de Hojbjerg, este passou a jogar quase “em cunha” com Winks, ficando Lo Celso incumbido das tarefas ofensivas.

Com bola e com tempo (em ataque posicional), os pupilos de NES apostavam na circulação de bola até encontrarem linhas de passe e profundidade, geralmente providenciadas por Harry Kane, que realizava muitos movimentos sem bola de rutura e de busca da profundidade. Todavia e como já é seu apanágio, o inglês não se limitava a fazer o papel de ponta-de-lança.

Kane descia muito no terreno para agarrar pelos próprios pés as rédeas do jogo, fazendo valer a bom valer o número de camisola que enverga. Criava, ritmava, pausava… no fundo, o indicado a fazer em cada momento do encontro, a estrela maior da companhia do norte de Londres fazia.

Todavia, era muitas vezes em transição que criava perigo o finalista vencido da Liga dos Campeões 2019. Para o fazer, os “Spurs” apostavam na pressão alta e insistente sobre a primeira linha de construção do Paços de Ferreira. Tal permitia aos londrinos construir rápido e em pouco espaço, beneficiando do rigor técnico de Lo Celso, da verticalidade de Bryan Gil, da velocidade de Lucas Moura e da capacidade de movimentação e finalização de Kane.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gollini (5)

Doherty (6)

Romero (5)

Dier (6)

Bem Davies (6)

Harry Winks (7)

Lo Celso (7)

Sessegnon (6)

Lucas Moura (7)

Bryan Gil (8)

Harry Kane (9)

SUBS UTILIZADOS

Hojbjerg (6)

Son (6)

Bergwijn (6)

Dele Alli (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Os pacenses apresentaram-se na capital inglesa num claro e unívoco 5-4-1, de estilo clássico (três linhas bem definidas),com Denilson Jr. isolado na frente, que era fundamentalmente uma frente de pressão (não tanto uma frente de ataque). Com um bloco baixo com tendência a bloco médio, o FC Paços de Ferreira tentava pressionar o portador da bola com alguma avidez, mas sem grande sucesso na larga maioria das vezes.

A pressão em falso do Paços abria espaço entre linhas e nas costas da defesa que era aproveitado pelo adversário, muito graças à incapacidade pacense (por ausência de rotinas) para defender sem lacunas numa linha de cinco. Assim, o FC Paços de Ferreira permitia demasiadas vezes que o Tottenham FC encontrasse linhas de rutura entre um lateral e o central de fora (geralmente, acontecia pela direita da defesa).

Nos raros momentos com bola, o FC Paços de Ferreira procurava circular por fora, tentando evitar o meio-campo bem povoado e em superioridade numérica dos londrinos. Já com o resultado em 2-0 e com a fadiga a acumular-se, a turma portuguesa alterou a metodologia e começou a tentar esticar o jogo da forma mais simples: bola na frente em busca do homem mais avançado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Ferreira (6)

Jorge Silva (5)

Marco Baixinho (5)

Maracás (6)

Flávio Ramos (5)

Antunes (5)

Rui Pires (5)

Eustáquio (6)

Lucas Silva (5)

Denilson Jr. (5)

Juan Delgado ()

SUBS UTILIZADOS

Hélder Ferreira (5)

Douglas Tanque (5)

Fernando Fonseca (-)

Nuno Santos (-)

Uilton (-)

Liga dos Campeões | Os 5 principais destaques do sorteio da fase de grupos

Tardes como a desta quinta-feira mexem com a ansiedade e o nervosismo de diversos indivíduos ligados ao futebol europeu: o momento do sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Desde os dirigentes, passando pelos jogadores e finalmente encerrando com adeptos, em que todos demonstram uma preocupação em seguida de um alívio e deceção, por finalmente desvendar os próximos passos na maior competição de clubes do mundo.

Este ano não foi diferente. Tivemos antigos ídolos que escolheram as famosas “bolinhas” estreladas contendo o papel de cada clube, que numa combinação de potes confirma as dificuldades e os desafios para o futuro das equipas na competição.

É, também, o momento de utilizar qualquer superstição que ajude o vosso clube a escapar do “grupo da morte”. Com o estimulante facto, após quatro temporadas, de finalmente termos a volta dos três grandes de Portugal à fase de grupos da Liga dos Campeões.

E após este evento, o Bola na Rede separou uma lista dos cinco destaques no sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões 2021/22.

Jovane Cabral ou Nuno Santos? Uma boa dor de cabeça para Rúben Amorim

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Qual é o jogador que acompanhará Paulinho e Pote: Jovane ou Nuno Santos?

Uma das maiores discussões no onze base do Sporting CP, tem sido a escolha de quem é que vai ser o terceiro homem na frente de ataque do clube verde e branco.

Ambos os jogadores trazem consigo características que mais nenhum membro do plantel dos leões possui, mas ambos têm a mesma importância. Cada um deles consegue ser bastante importante no jogo, mas como jogam os dois na mesma posição, leva a que no final das contas, só um deles é que possa entrar no onze inicial escalado pelo técnico do Sporting, Rúben Amorim.

Jovane é um jogador que arrisca muito. O jovem extremo formado em Alcochete é um futebolista, que procura muito os terrenos centrais, mesmo sendo extremo. O futebolista cabo-verdiano, por norma, procura criar movimentos interiores, da faixa esquerda do tereno, para a direita conseguindo criar chances de perigo na baliza dos adversários. Para além disto, o número dez dos leões é extremamente criativo e muitas vezes, consegue “sacar um coelho da cartola”, no momento em que muitos dão o jogo como perdido, mas nem tudo são coisas boas, o jovem de vez em quando peca no fator decisão, algo que a meu ver Jovane, tem de melhorar, mas sem descorar a criatividade do mesmo.

Jovane Cabral vs Nuno Santos
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois de uma grande época, Nuno Santos começou a temporada como uma alternativa a Jovane, até ao momento, só foi titular no jogo contra o Belenenses SAD, e mesmo não estando nas escolhas iniciais ultimamente, devido às grandes do seu colega de equipa já referido no artigo: Jovane, o camisola 11 verde e branco, quando foi chamado à ação… não comprometeu, sendo um dos melhores jogadores em campo no único jogo em que começou no 11 inicial.

Ao contrário do Jovane Cabral, Nuno Santos não procura tanto os espaços centrais do campo, é um jogador mais de se encostar à linha para cruzar para a grande área e de cobrir as subidas do ala, que joga do seu lado.

Outra diferença que podemos assinalar, entre os dois extremos esquerdos, é também do pé mais forte, já que o do Nuno Santos é o esquerdo, e o do Jovane é o direito. Parecendo que não, um canhoto do lado esquerdo é diferente de um destro do lado esquerdo, as movimentações e os processos serão sempre alterados, por culpa do “pé mais forte” de cada jogador em campo.

Por fim, outra grande diferença é que o Nuno Santos não é tão criativo como o Jovane, é um jogador mais “cerebral”, que não arrisca em demasia e sabe quando é tem de fazer algum movimento ou alguma jogada fora do habitual, para surpreender o adversário, isto acontece, porque o Nuno Santos já um futebolista com uma grande experiência da primeira liga portuguesa.

A meu ver, a escolha é bastante difícil, não só porque ambos os jogadores estão a jogar bem, mas também assim como o técnico do Sporting disse na conferência de imprensa, após o encontro contra o Belenenses SAD, os dois são diferentes. E por serem diferentes, acho que o método que Ruben Amorim implementou na escolha do 11 para ambos tem sido a correta, entra no 11 quem for o jogador mais indicado para o embate com o adversário. No último jogo o titular foi Nuno Santos, devido às características do Belenenses SAD, no próximo encontro que será contra o FC Famalicão, dependerá do que treinador quererá dos seus jogadores e das características do adversário.

Podemos dizer que são as boas dores de cabeça, que todos os técnicos gostam de ter.

 

Convocatória Seleção Nacional A | “Habemus” novidades!

Fernando Santos anunciou hoje, pelas 12 horas (Portugal Continental), a lista de 25 convocados com que a Seleção Nacional vai encarar os dois próximos jogos de apuramento para o Mundial 2022, no Qatar, bem como o particular frente à seleção anfitriã da competição.

A partida frente à seleção do Médio Oriente realizar-se-á no dia 4 de setembro (17 horas), na Hungria, e será o interposto entre a receção à República da Irlanda (Estádio do Algarve, 19h45, 1 de setembro) e a visita a Baku, para defrontar o Azerbaijão (17h, 7 de setembro).

Posto isto, atentemos nas mais salientes novidades que encerra a lista anunciada pelo selecionador nacional. Desde logo, saltam à vista três estreias absolutas: Gonçalo Inácio, Diogo Costa e Otávio Monteiro. O central de 20 anos foi campeão nacional pelo Sporting CP, participando em 25 jogos na época transata, e assumiu-se como titular e como esteio dos leões esta temporada.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Perante a qualidade demonstrada e a necessidade de se dar início a uma remodelação do eixo da defesa portuguesa, sobretudo preparando a sucessão de Pepe (por mais que o aparente, não é eterno), a chamada de Inácio “é apenas lógica” (dizem-me que é uma frase emblemática de “O Caminho das Estrelas”). Com Rúben Dias, Domingos Duarte, Gonçalo Inácio e o próprio Pepe, Portugal fica muitíssimo bem servido no eixo defensivo.

A segunda novidade prende-se com a convocatória de Diogo Costa, igualmente pouco surpreendente. O guardião de 21 anos tem mimetizado no FC Porto o que Inácio tem feito no Sporting CP: tem assumido a titularidade e tem correspondido com mestria. Mereceu a confiança de Fernando Santos e será a par de Anthony Lopes e Rui Patrício um dos três guarda-redes da seleção portuguesa.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Encerrando o capítulo das estreias surge talvez a mais surpreendente: Otávio. As palavras de há uns meses de Fernando Santos e a postura do mesmo para com os jogadores naturalizados portugueses aparentavam indiciar que o médio de 26 anos dos dragões teria entrada impedida na seleção nacional. Contudo, no futebol quase nada é o que aparenta ser e quase tudo muda com imensa volatilidade.

Assim, Otávio acaba por integrar a convocatória, suprindo (com João Mário) as ausências de Renato Sanches e Sérgio Oliveira. E tem mostrado futebol – e números – para o merecer. De resto, a época transata foi mesmo a mais produtiva para o luso-brasileiro: fez cinco golos e 12 assistências, participando diretamente num total de 17 golos (o máximo de carreira havia sido 16, em 2019/20 e 2015/16, esta última ao serviço do Vitória SC).

Como referido acima, também João Mário faz parte dos convocados. O médio tem sido importante no início de época do SL Benfica e volta a receber votos de confiança de Fernando Santos. Todavia, a concorrência no meio-campo é de peso – João Palhinha, Rúben Neves, Bruno Fernandes, Bernardo Silva e não só. Todavia, Otávio e João Mário vêm por certo acrescentar qualidade.

Por fim, destacar outro interessante e importante regresso, o de Ricardo Pereira. O lateral do Leicester City FC retornou do período de lesão disposto a agarrar o seu lugar no habitual onze de Brendan Rodgers nos “Foxes” e a vontade, determinação e qualidade demonstradas não passaram despercebidas a Fernando Santos. Fará companhia a Cancelo no lote de laterais-direitos convocados (um lote de jogadores da Liga Inglesa, desde logo um atestado de competência).

Os restantes convocados não constituem qualquer novidade, não sobejando nada mais digno de registo ou reportagem. A qualidade abunda, resta cumprir os preceitos e respeitar os pergaminhos da Seleção Nacional e fazer valer o poderio que nos assiste. É de vital importância deixar já no início do apuramento para o Mundial 2022 a mensagem bem clara: queremos vencer!

Os 25 convocados de Portugal

Guarda-redes: Anthony Lopes (Olympique Lyonnais), Diogo Costa (FC Porto) e Rui Patrício (AS Roma)

Defesas: João Cancelo (Manchester City FC), Ricardo Pereira (Leicester City FC), Domingos Duarte (Granada CF), Gonçalo Inácio (Sporting CP), Pepe (FC Porto), Rúben Dias (Manchester City FC), Nuno Mendes (Sporting CP), Raphael Guerreiro (BVB Dortmund)

Médios: Danilo Pereira (Paris Saint-Germain FC), João Palhinha (Sporting CP), Rúben Neves (Wolverhampton Wanderers FC), Bruno Fernandes (Manchester United FC), João Mário (SL Benfica), João Moutinho (Wolverhampton Wanderers FC) e Otávio (FC Porto), Bernardo Silva (Manchester City FC)

Avançados: André Silva (RB Leipzig), Cristiano Ronaldo (Juventus FC), Diogo Jota (Liverpool FC), Gonçalo Guedes (Valencia CF), Pedro Gonçalves (Sporting CP) e Rafa Silva (SL Benfica)

Conference League | A “Paços” do voo europeu

Ao virar da esquina, ali por Inglaterra e pela Sérvia, aterram dois clubes portugueses com um sonho na bagagem. Todos esperamos que este seja o início de uma bela história europeia que já leva meio caminho feito, e que bem feito. Agora, a 90 minutos do destino, a fase de grupos da Europa Conference League, os portugueses só têm de acreditar e, principalmente, ter orgulho nesta caminhada dos “bravos” e dos “castores”.

A formação de Daniel Ramos entra com uma esperança maior naquele que pode ser um marco na história do clube açoriano. Por sua vez, Jorge Simão tem em mãos mais uma bela página da história do emblema pacense. Em jogo estão valores de plantel diferentes, histórias diferentes, aspirações diferentes, qualidade diferente, mas nunca deixam de estar 11 para 11, e é nisso que o futebol é especial.

Com quatro de seis equipas qualificadas para a fase de grupos das competições europeias – Sporting CP, FC Porto e SL Benfica na Liga dos Campeões e SC Braga na Liga Europa – seria importantíssimo, também, para o futebol português, preencher as duas vagas na próxima fase da recém-criada Conference League.

Um Sporting sem Messi(as), poderá continuar a ganhar e sobreviver?

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Há umas semanas atrás presenciámos um episódio que já ninguém esperava ver. Um dos melhores jogadores do mundo, que fez toda a vida futebolística num clube, e sempre tinha passado a ideia de que nunca iria defender outro emblema, não conseguiu fintar o poder do dinheiro no futebol.

Este desporto é cada vez mais um negócio, e como qualquer negócio, para sobreviver, precisa movimentar dinheiro, capital. Isso deve-se essencialmente ao facto de o futebol mexer com emoções que levam a deslocação de massas sem uma forma racional, provocando consumismo exacerbado. Portanto um negócio precisa de procura e isso está garantido na paixão pela redondinha.

Ora, os agentes económicos e financeiros sabem disso, e quem realmente tem dinheiro para gastar vê no futebol o meio ideal para movimentar capital. E ainda que não se crie valor, desenvolvem-se outras situações, muitas vezes menos claras que ainda assim pouco importam desde que os clubes em questão ganhem títulos, vendam camisolas, movimente dinheiro necessário ao crescimento das economias onde os clubes que detêm essas fortunas se situam.

Isso desvirtua os campeonatos, e muitos clubes de menor dimensão em Portugal já vivem essas realidades, podendo mesmo começar a acontecer em clubes de maior dimensão a perceber pelo interesse insistente de investidores americanos.

Com esta realidade, o Sporting tem que decidir se quer ganhar ou competir. Porque, assim que os grandes clubes vejam ser-lhes injetado dinheiros de origem externa, terão maiores capacidades de competir, comprar, segurar pérolas. Quando assim for, o clube de alvalade terá de aceitar ser gerido por fundos e investidores para ganhar ou pelo menos ser competitivo, ou manter a obrigatoriedade de vender os seus melhores jogadores para sobreviver, ficando assim mais longe de ganhar.

Isso é facilmente percetível já hoje, uma vez que os Sportinguistas, quando desconfiam sequer que um dos nossos melhores jogadores está na iminência de sair, ficam desesperados. Podem dizer que não há insubstituíveis, como vimos com as saídas do Bruno Fernandes ou João Mário, mas a verdade é que há uns que fazem mais falta que outros.

Fonte: Bola na Rede / Carlos Silva

Neste cenário cada vez mais real, os adeptos e sócios do sporting têm de escolher se querem manter o clube deles, perdendo constantemente os seus melhores jogadores, muitas vezes por valores menores do que os merecidos (ainda que isso seja dito pelo mercado e poder negocial dos agentes), para que se possam pagar as contas, e ganhemos um ou outro títulos esporadicamente, ou um clube com poder financeiro para lutar contra multinacionais com fonte (mais ou menos) infinita de capital.

Será que o modelo atual do Sporting chegará no futuro?

Para o mercado interno, e enquanto não entra dinheiro de fundos e investidores no capital dos mais diretos rivais, o actual modelo do Sporting vai chegando, desde que haja a competência técnica que existe hoje em dia no clube. Mas quando acontecer esse desvirtuamento competitivo, o clube leonino terá que seguir o mesmo caminho dos outros, ou encontrar uma fonte de receitas bem maior do que tentar ir todos os anos à Liga dos Campeões.

O negócio futebol continua a mudar, e era capaz de apostar que vão começar a surgir novas competições criadas por clubes que são já tão grandes ou maiores que as organizações de que são membros. Assim, o Sporting terá que estar atento para apanhar o comboio certo se quer sobreviver e continuar forte.

Eu preferia que o Sporting continuasse como está, mas não tenho a certeza que seja possível sobreviver neste modelo do futebol cada vez mais virado para o negócio e menos para o entretenimento de massas. Até porque, para as massas, o futebol já é mais uma doença e um vício do que entretenimento. E o negócio serve-se disso.

 

SL Benfica | Os 5 maiores flops da última década

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O SL Benfica tem vindo a acumular “flops” ao longo dos últimos anos. Este termo faz parte do universo futebolístico e tem ganho cada vez mais destaque. Com o passar do tempo são cada vez mais os jogadores que parecem estrelas, mas que acabam por não conseguir revelar esse talento.

Ao longo da última década passaram pelo clube imensos jogadores que chegaram como promessas, mas que saíram pela porta pequena. Posto isto, decidi eleger, de um vasto leque, os cinco maiores “flops” que passaram pela Luz na última década.

NHL | Thank you King Hank!

Vou começar hoje por voltar atrás no tempo. Não muito tempo atrás, voltar para 2014 e para a final da Stanley Cup desse mesmo ano, onde os New York Rangers perderam a série por 4-1 frente aos Los Angeles Kings. E apesar do que parece, a final foi ultra equilibrada.

Dos cinco jogos, três foram decididos em prolongamento e apenas um deles teve uma diferença maior que um golo. Quando olho para esta campanha dos meus Rangers lembro-me que as duas primeiras rondas foram decididas em jogo sete.

Mais, na segunda ronda frente aos Penguins de Crosby e Malkin, a equipa de Pittsburgh tinha uma vantagem de 3-1 na série, os Rangers não só empataram, como deram a volta e avançaram até a final de conferência onde derrotaram os Montreal Canadiens em seis jogos, mas na final, os Kings tiveram mais sangue frio.

E muito devido a capacidade de Justin Williams ser um dos melhores jogadores de playoffs do mundo derrotaram os Rangers por 4-1.

Porque começar este artigo de agradecimento com uma história de derrota?

Bem, porque este artigo de agradecimento é sobre o guarda-redes que me fez sonhar, não só a mim como a todos os adeptos e fãs dos New York Rangers.

A equipa estava repleta de talento, não haja dúvidas: Martin St.Louis, Brad Richards, Ryan McDonagh, Derek Stepan, Derick Brassard, Dan Girardi, Chris Kreider e Mats Zucarello todos em excelente forma e a ajudar a equipa a chegar onde chegou.

Contudo, o protagonista desta campanha dos Rangers foi sem qualquer dúvida o Rei! Henrik Lundqvist era a estrela da equipa, e nesse ano estava no top 3 de guarda-redes da liga, com conjunto com Bobrovsky e Price.

E a sua importância era tanta, que não tenho dúvidas que se a sorte nos prolongamentos tivesse caído para o lado dos blueshirts o Conn Smythe teria ido para Lundqvist. De forma resumida, sem Lundqvist não sei se os Rangers passavam sequer da primeira ronda.

Fonte: NHL

Foto de capa: NHL

Artigo redigido por Pedro Gonçalves de Andrade

Toronto Raptors | A reconstrução necessária

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Há dois anos, a única equipa canadiense na NBA conquistou o principal título de Basquetebol da América do Norte: o Larry O’Brien Championship Trophy, o título atribuído à equipa vencedora da NBA Finals.

Este ano os Toronto Raptors vão começar uma nova época após terem ficado em 12º lugar na Conferência Este, um resultado distante comparativamente à última época pré-pandemia. Desta vez, a mentalidade atual é diferente à de dois anos: é preciso reconstruir.

Os Toronto Raptors, neste momento, tal como muitas vezes referem, estão a representar uma nação, o Canadá. Porém, há uns anos a situação era diferente, havia os Vancouver Grizzlies que, entretanto, mudaram para Memphis, até à data ainda não saíram.

Desta forma, os Raptors são uma equipa diferente das outras 29 da NBA.

Apesar de serem uma equipa “jovem” (criados em 1995), já tiveram jogadores com bom currículo na NBA: Vince Carter, Chris Bosh, Tracy McGrady, Damon Stoudamire, DeMar DeRozan, Kawhi Leonard e Kyle Lowry, que foi a saída mais recente dos Raptors.

O base norte-americano foi considerado por Masai Ujiri, o atual presidente dos Toronto Raptors, e também por muitos fãs da equipa, como o maior jogador dos Raptors de todos os tempos.

Kyle Lowry foi a alma da equipa durante vários anos e foi uma das peças fundamentais na conquista do primeiro campeonato dos canadianos.

O novo jogador dos Miami Heat saiu de Toronto como o maior número de assistências, triplo-duplos, roubos de bola e triplos concretizados na história dos Toronto Raptors. Os fãs e a equipa vão sentir muito a falta de Lowry no campo e é um grande fator para a reconstrução da equipa de Nick Nurse.

Foto de capa: NBA Canadá