O médio internacional português, João Palhinha, foi absolutamente determinante na temporada 2020/2021, para o Sporting Clube de Portugal. O campeão nacional somou 38 jogos e dois golos para todas as competições, tendo vencido o campeonato e a Taça da Liga.
João Palhinha viveu a sua melhor época da carreira de leão ao peito, depois de ter representado por empréstimo o Belenenses SAD, o Moreirense FC e o SC Braga. O rendimento que apresentou no Sporting Clube de Portugal valeu-lhe a chamada à Seleção Nacional, para disputar o Euro 2020.
No entanto, deveria ter sido titular indiscutível na seleção das “quinas”. Contudo, Fernando Santos só utilizou o melhor médio defensivo do futebol português como titular no embate diante da seleção belga. O médio leonino é jogador para o futuro e um dos nomes a ter em conta a possuir o papel de “indiscutível” da Seleção.
O número seis dos leões foi um dos ativos que mais se valorizou, tendo um valor de mercado fixado nos 18 milhões. João Palhinha tem um contrato de longa duração com o Sporting Clube de Portugal, com um vínculo que se estende até 2025 e com uma cláusula de rescisão de 60 milhões.
Palhinha fez a estreia no EURO 2020 diante da França e foi titular diante da Bélgica Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
João Palhinha é fundamental no modelo 3-4-3 de Rúben Amorim, quer no processo ofensivo, na primeira fase de construção e nas bolas paradas, quer no processo defensivo, pela sua capacidade de pressão, de reacção à perda de bola e pelo equilíbrio que dá à equipa. Além da qualidade técnica e tática, João Palhinha é um dos jogadores mais experientes do plantel e destaca-se sobretudo pela entrega e garra, sendo um dos líderes do balneário leonino.
O rendimento e a qualidade exibicional de João Palhinha fizeram dele uma das principais figuras do título do Sporting CP e atribuíram-lhe o epíteto de “melhor jogador do futebol português para a posição seis”. Palhinha é, por isso, indiscutível e inegociável.
Deste modo, espero que possa continuar a ajudar o Sporting Clube de Portugal, com Esforço, Dedicação e Devoção, para conquistar a Glória.
Espero que esteja tudo bem desse lado. Hoje, estamos aqui para investir (ou não) no “mercado da bolsa” da NFL.
Com base nos acontecimentos da época passada e desta pré-temporada, principalmente na free agency, devido à incerteza dos jogadores que são escolhidos no Draft, darei a minha opinião em relação ao futuro de todas as equipas, para saberem em quem devem investir o vosso tempo.
Irei: “comprar”, se achar que esta equipa irá melhorar em relação ao ano passado ou se estiver numa fase ascendente no ciclo da NFL; “manter”, se achar que será uma época muito semelhante à anterior ou se tiver algumas desconfianças em certos aspetos; “vender”, se achar que a época será abaixo das expectativas ou se estiverem na fase descendente do franchise.
Mesmo assim, aconselho a acompanharem todos os acontecimentos da liga, pois a magia da NFL é haver motivos para acompanhar quase todos os jogos e haver jogadores espetaculares em todas as equipas.
No artigo de hoje falaremos da AFC Sul, uma divisão cheia de incógnitas na qual a luta pela vitória está completamente aberta. Como fator extra de interesse, temos a curiosidade em observar a pick número 1 do Draft.
São cinco os nomes que já foram ligados ao FC Porto pela imprensa portuguesa desde o anúncio da partida de Moussa Marega para a Arábia Saudita. A perda do camisola 11 deixa a frente de ataque portista com apenas três nomes – Mehdi Taremi, Toni Martínez e Evanilson – para a próxima temporada e, à partida, Sérgio Conceição irá manter o sistema 4-4-2 habitual.
Posto isto, surge a necessidade para os azuis e brancos de ir ao mercado para encontrar um jogador que possa colmatar a lacuna deixada na frente de ataque. Desde maio até aos dias de hoje, surgiram vários nomes para o lugar e, de todos os atletas que foram apontados pela imprensa nacional e internacional, fizemos uma lista dos cinco principais rumores para o lugar de avançado centro. Sendo alguns mais consensuais do que outros no seio dos adeptos e não esquecendo também a diferença dos valores de mercado, este são os cinco nomes que estão na calha para substituir Marega no FC Porto.
O SL Benfica, mais propriamente o seu presidente, vive tempos atribulados. Numa altura em que os sócios pedem esclarecimentos sobre as várias polémicas em que Luís Filipe Vieira se encontra associado, o que estes têm recebido é um silêncio ensurdecedor por parte do líder encarnado.
Até ao momento, Luís Filipe Vieira ainda não se fez ouvir acerca das várias polémicas em que se encontra envolvido, quer seja a nível interno, quer seja por motivos alheios ao clube das águias.
Prova de que algo vai mal dentro do clube são as saídas de Luís Nazaré e Rui Pereira da Mesa da Assembleia Geral, e ainda de Álvaro Dâmaso da Mesa da Assembleia Geral da SAD, sem que haja uma razão explícita para tal. É seguro afirmar que dentro da instituição que é o SL Benfica se vivem tempos atribulados.
Rui Pereira demite-se da presidência da Assembleia Geral do Benfica, depois de não sentir apoio da direção na marcação da AG. pic.twitter.com/LWQqzBKXhA
Em abril deste ano, cerca de 10.000 sócios reuniram as assinaturas necessárias para marcar uma Assembleia Geral Extraordinária do clube, e que tem como ponto mais sonante o “esclarecimento cabal do processo eleitoral do dia 28 de outubro”, bem como “a criação de um regulamento eleitoral que dote processos futuros de maior transparência e independência”.
Contudo, o SL Benfica ainda não satisfez este direito dos seus associados – sendo que, num comunicado lançado no passado dia 29 de junho, a direção encarnada avança que os votos, de há oito meses, irão ser recontados.
Ao que tudo indica, a Assembleia Geral já não deverá acontecer no próximo dia 3 de julho, segundo António Pires de Andrade, novo presidente da Mesa da Assembleia Geral do SL Benfica, que assumiu o cargo após a saída de Rui Pereira.
A mais recente “polémica” em que Luís Filipe Vieira se encontra associado é com Jorge Mattamouros, sócio que moveu uma ação cível contra Vieira, acusando-o de utilizar o SL Benfica na sua esfera pessoal, para proveito próprio.
Luís Filipe Vieira é um nome cada vez mais fraturante no SL Benfica Fonte: SL Benfica
Mattamouros, cunhado de Noronha Lopes, candidato derrotado nas últimas eleições do clube, acusa o atual presidente das águias de se escudar atrás do clube da Luz nas polémicas do Novo Banco e da falhada OPA do clube à SAD encarnada.
O Sport Lisboa e Benfica é, atualmente, um clube desgovernado, abandonado por aqueles que prometiam tratar e cuidar dele até ao fim. Luís Flipe Vieira tem de se pronunciar sobre aquilo que se vem a passar no clube.
Aliás, tem de esclarecer aquilo que se vai passando a nível pessoal, pois afeta diretamente o clube. Não é, e nunca será, aceitável que quem quer que seja o presidente do SL Benfica traga os seus problemas pessoais para o clube, e muito menos aceitável é envolver o clube nessas mesmas polémicas.
O SL Benfica é dos adeptos e não pode continuar à deriva. É imperial que Luís Filipe Vieira venha a público explicar tudo. E se não quiser vir, que se demita!
Nas semanas mais recentes, muita tinta tem corrido no que às principais figuras do ténis, a nível mundial, diz respeito. Desde a lesão contraída por Dominic Thiem, em Maiorca, que o deixou de fora do torneio de Wimbledon, passando pela surpreendente participação de Novak Djokovic, na variante de pares, na prova balear, ao lado do espanhol Carlos Gómez- Herrera.
Contudo, e também o ponto de partida para este artigo, o “touro de Manacor”, Rafael Nadal, renunciou não só à participação no torneio de Wimbledon, terceira prova do Grand Slam da temporada, bem como revelou que não competirá nos Jogos de Tóquio. Serão estes indicadores de um declínio por parte do maiorquino?
UM MAU MOMENTO COM REPERCUSSÕES IMEDIATAS
Uma verdadeira “lenda” viva e não só um dos melhores tenistas da história, como uma das maiores referências do desporto mundial. Tanto que já se sagrou vencedor de um Prémio Laureus para melhor desportista do ano. Rafael Nadal já tem a sua quota parte escrita nos livros de recordes, nomeadamente devido às mais de 1.000 vitórias conseguidas ao longo de 20 anos de carreira ao mais alto nível, mas também pelo facto de ter tocado por 13 ocasiões na Taça dos Mosqueteiros, que é como quem diz, ter vencido o título na catedral de Roland Garros. Feito nunca antes replicado.
Saliente-se que, até à derrota averbada na presente edição do certame, o maiorquino apenas contava dois insucessos no pó de tijolo parisiense. Primeiramente, na terceira ronda, em 2009, diante do sueco Robin Soderling, com o segundo a ser façanha obtida, curiosamente, por Novak Djokovic nos quartos de final da edição de 2015. Este último triunfou sobre Rafa este ano, na competição gaulesa.
Contudo, parece ser necessário puxar a cassete atrás, pois este foi o ano em que o pupilo de Carlos Moyá, ex-tenista e vencedor, por uma vez, de Roland Garros, em 1999, diante do seu compatriota e amigo Àlex Corretja, e de Francis Roig, registou menos sucesso na superfície de terra batida, a sua predileta.
Com 35 anos, o tenista de 1.88m está a viver um momento bastante delicado, tudo porque, após a derrota na cidade da luz, voltaram os problemas crónicos nos joelhos. Fator que parece ter sido decisivo para o afastar do torneio de Wimbledon, sendo que Rafa já triunfou na prova britânica jogada sob relva por duas ocasiões. Como se já não fosse pouco falhar o tão prestigiado evento, esta lesão retirará o esposo de Maria Francisca Perello da possibilidade de lutar pela conquista de uma medalha em Tóquio, claro está, nos Jogos!
É de referir que o “gladiador” venceu o torneio de ténis olímpico de Pequim, em 2008, em singulares, repetindo a subida ao degrau mais alto do pódio no Rio 2016, mas, desta feita, na vertente de pares na qual soma 21 títulos, que contrasta com os 88 em singulares, com a vitória na cidade maravilhosa a ser conseguida ao lado do especialista da variante, Mark Lopez.
Será que Rafa, com a veterania já por ele patenteada, conseguirá voltar a um nível de topo?
Não será fácil, apesar de, quando se está perante uma “lenda”, como é o caso, tudo ser possível. Não se podendo, contudo, dissociar o fator idade, bem como a capacidade de recuperar de uma lesão, que não é a mesma de há uma década atrás. Motivos mais que suficientes para sustentar a opinião de que será altamente improvável ver Nadal a retomar os trilhos do sucesso em provas do Grand Slam, com a exceção de Roland Garros.
Uma das razões para sustentar tal teoria será a questão motivacional: o que pode fazer com que nomes como o de Roger Federer, 39 anos e 20 títulos do Grand Slam, ou Rafa, que leva tantos troféus de tamanha magnitude conquistados, corram atrás de algo que os faça abdicar de horas passadas em família, viajando constantemente de torneio em torneio!
Em segundo lugar, a tomada de consciência por parte dos mesmos de que a vida de tenista ao mais alto nível já estará a dar as “últimas”, e que o futuro da modalidade está assegurado por tantos e tantos jovens que nestes “monstros” têm modelos humanos e desportivos a seguir!
Por último, a única razão que os pode fazer ainda mover por algo concreto, será, porventura, o facto de Novak Djokovic, atual número um mundial e, aos dias de hoje, com 19 Grand Slams no seu curriculum – que de entre estes três é não só o menos veterano (34 anos), como o que está em melhor forma -, estar a tentar o feito inédito de se tornar o único homem na era Open a vencer os quatro grandes no mesmo ano.
Estaremos mesmo a assistir a um declínio do maiorquino, ou conseguirá o mesmo reerguer-se e voltar a brindar-nos com aquilo que tão bem sabe e pode fazer?
Atualmente, vivemos numa sociedade onde a comunicação para o exterior é fulcral para o sucesso de uma empresa. Hoje em dia, os clubes de futebol são geridos dessa mesma maneira, levando a que a comunicação para os associados, adeptos, simpatizantes e até para as outras pessoas que não estão associadas aos clubes, seja algo a ter em conta.
O Sporting CP, neste ano, foi um exemplo claro de como um clube deve comunicar. Podemos dizer que não foi só em campo que o clube se consagrou como vencedor, também foi na forma como partilhou a sua imagem através das redes sociais, como também através das suas campanhas e do seu marketing. A entrada de André Bernardo na estrutura leonina levou a uma revolução na comunicação do clube.
As mudanças na criação de diversos conteúdos nas redes sociais do clube, como: o ADN de Leão, O Inside Sporting, o Backstage Sporting e os Duelos de Leão conduziram a que os adeptos se aproximassem do clube. Antigamente, a comunicação do Sporting CP servia apenas para informar os adeptos e, muitas vezes, esta mensagem afastava-os do clube. Com o aparecimento destes conteúdos, não só aumentou a popularidade do Sporting, internacionalmente, como aumentou exponencialmente o número de subscritores e de seguidores nas redes sociais, além de aproximar os adeptos aos seus atletas, dando a conhecer o “outro lado” dos jogadores.
Outra alteração que beneficiou a comunicação do clube verde e branco foi a partilha da mesma linha editorial dos conteúdos do clube. Sporting TV, Jornal Sporting e redes socais do clube finalmente “seguiram” o mesmo rumo: esta medida tornou a comunicação do Sporting mais coesa e mais consistente, mesmo que os ângulos de abordagem e conteúdos fossem diferentes.
A consistência, palavra já referida neste texto, foi algo que imperou na mensagem que o clube pretendia transmitir, a mesma mensagem que era transmitida tanto por Rúben Amorim, como por Frederico Varandas e pelos responsáveis do clube – como por exemplo, Hugo Viana -, assim como através dos meios de comunicação do clube de Alvalade. Frases como “Onde vai um, vão todos” e “Até ao fim”, marcaram este ano desportivo do Sporting CP, muito devido ao trabalho do departamento gerido por André Bernardo.
Outro fator que o Sporting soube gerir foi o lado do marketing, tanto para o lado cómico, como até para a vertente de espalhar a “marca Sporting” para o mundo.
No lado cómico, temos vários exemplos ao longo da época, grande parte deles criados nos próprios conteúdos nas redes do emblema de Alvalade, exemplo disso foram as várias “apostas” ou inside jokes criadas no ADN de Leão, pelo moderador e comediante Guilherme Geirinhas, juntamente com os seus convidados. Este lado cómico do marketing do Sporting também trouxe consigo lucro.
Através das campanhas engraçadas partilhadas ao longo da época, um grande exemplo foi a venda de Boinas na loja Verde, tudo graças ao Presidente do clube, Frederico Varandas, que no jogo contra o Famalicão foi entrevistado com uma boina na cabeça – no dia seguinte a loja verde promoveu a venda de boinas através de anúncios engraçados, como o Photoshop de jogadores com vestuário da série Peaky Blinders. As boinas esgotaram na loja verde.
Mas não são só campanhas engraçadas o que o clube produz. Podemos também observar a promoção de um lado mais sério, quando o clube se pôs ao lado da inclusão, no mês da comunidade LGBTQIA+. Até mesmo para jogadas de marketing, quando assinou um contrato com a marca desportiva Nike®, muito devido às ligações do “símbolo” da marca, mas também do clube: Cristiano Ronaldo, o mesmo que dá nome à academia de Alcochete.
Esta medida foi muito polémica, porque o astro passou pouco tempo no clube, mas por ser uma figura mediática e por ser o maior produto da academia de Alcochete, o clube decidiu mudar o nome, como forma de promover a academia para o estrangeiro e atrair jovens promessas, vindas lá de fora. Uma jogada de marketing inteligente!
Outra campanha recente foi também com a Nike®, o Just Buy It, que consiste na compra do novo equipamento do clube, para a nova temporada, sem ter sido ainda mostrado ao público. Esta campanha mostrou-se um sucesso, já que o número de pessoas que reservaram a encomenda foi elevadíssimo.
Com isto, podemos dizer que o Sporting, para além de ser campeão nas quatro linhas, também foi campeão na comunicação. Com a mudança nos quadros da SAD, na parte da comunicação, o clube mostrou uma nova face do que é “Sporting” e, com isto, lucrou imenso, não só na vertente financeira, como também na aproximação de vários adeptos ao clube, muito deles “desligados” do mesmo, muito também devido à seca de títulos. Com a conquista do título e com a nova abordagem comunicacional, “respira-se” um ar novo em Alvalade!
Sérgio Oliveira foi um dos grandes destaques do FC Porto na temporada 2020/2021, tendo estado em particular evidência na Liga dos Campeões, onde foi um dos principais obreiros pela excelente campanha azul e branca na competição. Deste modo, ao longo da época foi colecionando vários interessados, até porque durante algum tempo esteve como jogador em final de contrato, algo que mudou com a renovação do mesmo pelos dragões.
Porém, isso não afastou o assédio ao internacional português, que já viu o seu nome associado a vários emblemas, nomeadamente italianos, como a ACF Fiorentina, a AS Roma ou a Juventus FC. No entanto, também clubes ingleses e do Médio Oriente estarão atentos à sua situação.
Apesar de ser, atualmente, um dos jogadores mais importantes para Sérgio Conceição, a direção portista não se opõe a uma possível transferência do médio. A extensão do seu vínculo contratual tornou-o num dos atletas mais bem pagos do plantel, cerca de 2 milhões limpos por temporada, e, face à sua idade, 29 anos, estará aqui o timing perfeito para uma venda. Neste sentido, o FC Porto estabeleceu um preço base de 20 milhões de euros para começar as negociações com qualquer clube que tenha a intenção de levar Sérgio Oliveira da cidade invicta.
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Por sua vez, no final de maio e inícios de junho, com a entrada de Gattuso para a ACF Fiorentina, o emblema “viola” tornou-se no principal favorito a contratar Sérgio Oliveira, dado que o técnico italiano tinha pedido expressamente a sua aquisição. Com isto, vários meios de comunicação social davam como quase certa a consumação da transferência por valores próximos dos exigidos pela direção de Pinto da Costa.
Mas a verdade é que o processo se foi arrastando, algo que desagradou o novo treinador da ACF Fiorentina, que decidiu abandonar o comando técnico do clube italiano, após ter assinado com os mesmos um mês antes. Uma situação, no mínimo, insólita, que deixou os portistas na mão, pois as negociações caíram.
Assim, de um encaixe aparentemente certo, a realidade é que, aos dias de hoje, o futuro de Sérgio Oliveira é uma incógnita, sendo que a única coisa certa é que o FC Porto não abdicará de receber os 20 milhões de euros pelo seu passe. Além disso, com este negócio, outra transferência que ficou em banho-maria é o de Filipe Soares, jogador pelo qual os azuis e brancos já tem um princípio de acordo para ocupar a possível vaga do capitão portista.
A CRÓNICA: JOGO EQUILIBRADO RESULTOU EM PROLONGAMENTO CRUEL PARA OS SUECOS
O último jogo dos oitavos de final era também o de menor cartaz, mas, apesar de um início lento, quem escolheu ver o Suécia x Ucrânia não saiu desiludido. Num duelo muito disputado, até foram os suecos a estar por cima, mas foi a Ucrânia a seguir para os quartos de final. Artem Sovbyk nunca tinha marcado pela sua seleção, ainda não tinha jogado no Euro 2020 e parecia destinado a ficar no banco. O azar de Besedin abriu-lhe as portas do relvado e a oportunidade de se tornar o herói ucraniano.
Depois de conquistar o primeiro lugar no Grupo E, a Suécia voltou a aparecer muito organizada, mas na primeira meia hora não conseguiu criar oportunidades dignas de registo. Do outro lado, a Ucrânia levou algum tempo a adaptar-se ao esquema de três centrais, que Shevchenko recuperou dos encontros de qualificação para o Mundial 2022, em março. Forsberg de um lado e Shaparenko do outro iam sendo os elementos mais agitadores.
Apesar do ascendente inicial da Suécia, foram os ucranianos a inaugurar o marcador, ao minuto 28, com direito a uma assistência de trivela de Yarmolenko. O golo foi da autoria de Zinchenko que fuzilou, de primeira, as redes de Robin Olsen.
A resposta sueca não tardou e o empate foi carimbado aos 43, com selo do pé esquerdo de Emil Forsberg. O pontapé de fora da área, do jogador do RB Leipzig, sofreu um desvio e deixou Bushchan sem hipóteses de defesa. Uma igualdade justa para uma primeira parte dividida.
No segundo tempo, os postes assumiram o protagonismo. Primeiro foi Sydorchuk a atirar aos ferros da baliza sueca. Dois minutos depois, foi Forsberg a ter pontaria a mais. Aos 69, mais uma vez Forsberg – um autêntico pesadelo para a defesa ucraniana – e mais uma vez os ferros. Desta vez, foi a trave a negar o 2-1 aos suecos. Pelo meio, também Bushchan foi chamado a intervir, com uma boa defesa a remate de Kulusevski.
Os 90 minutos esgotaram-se sem que ninguém conseguisse desfazer a igualdade e o jogo avançou para prolongamento. Os 30 minutos de tempo extra foram de pouca ação e o jogo parecia encaminhado para os penáltis, até ao golo de Artem Dovbyk… Aos 120+1. Ironicamente, o avançado do FK Dnipro entrou para substituir o lesionado Besedin, que esteve apenas 10 minutos em campo devido a uma lesão após entrada duríssima de Danielson. Segue-se a Inglaterra, para os homens de Shevchenko, com a promessa de ser, no mínimo, um osso duro de roer.
Emil Forsberg – Pouco servirá para apaziguar a frustração do avançado sueco, mas Forsberg não poderia sair deste Europeu sem o prémio de “Figura” deste jogo. Durante os 90 minutos, repetiu as grandes exibições da fase de grupos e foi o melhor em campo. Chegasse a Suécia mais longe e seria candidato a melhor da competição.
Alexander Isak – Foi um dos destaques da Suécia na fase de grupos, apesar de não ter marcado qualquer golo. Hoje teria sido o jogo ideal para a estreia a marcar, mas apesar do bom movimento no golo de Forsberg, Isak raramente criou perigo. Passou ao lado do jogo.
ANÁLISE TÁTICA – SUÉCIA
A Suécia apresentou-se no habitual 4-4-2, com a única novidade, em relação ao jogo frente à Polónia, a ser a inclusão de Kulusevski no onze, no lugar de Quaison. Os suecos voltaram a apostar numa base mais fechada, com espaço para transições rápidas, a explorar a mobilidade da dupla de avançados, Kulusevski/Isak.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Robin Olsen (5)
Lustig (6)
Lindelof (6)
Danielson (5)
Augustinsson (6)
Sebastien Larsson (7)
Albin Ekdal (6)
Kristoffer Olsson (8)
Emil Forsberg (9)
Kulusevski (6)
Alexander Isak (5)
SUBS UTILIZADOS
Bengtsson (5)
Emil Krafth (6)
Robin Quaison (5)
Marcus Berg (6)
Viktor Claesson (5)
Helander (5)
ANÁLISE TÁTICA – UCRÂNIA
Depois de ter usado um 4-3-3 tradicional na fase de grupos, Shevchenko mudou radicalmente o esquema e apostou num 3-4-3. À frente dos três centrais esteve a dupla Stepanenko/Sydorchuk, a assumir as funções mais defensivas no meio-campo, com Zinhenko e Matviienko nas alas. No ataque, a dupla Shaparenko/Yarmolenko, com mais liberdade, a atuar nas costas do ponta-de-lança Yaremchuck. Sem grande surpresa, no momento defensivo, o esquema ucraniano transformava-se num 5-3-2, de forma a povoar o último terço e encurtar os espaços na defesa.
A CRÓNICA: LOW SAI SEM GLÓRIA AOS PÉS DOS INGLESES
Para nós, obviamente que o Portugal vs Bélgica era o jogo mais esperado deste Campeonato da Europa, mas o Inglaterra vs Alemanha era talvez – para o resto do mundo – a partida mais esperada. Uma autêntica eliminatória histórica, uma rivalidade que ultrapassa os limites do futebol e que já conheceu vários episódios. Hoje, escreveu-se mais um capítulo desta rivalidade, precisamente no “desporto-rei”. O vencedor passa aos quartos-de-final e tem pela frente – na teoria, claro – o quadro mais favorável para chegar à final, que se joga neste mesmo estádio: Wembley.
A partida começou numa toada morna, mas com a Alemanha muito pressionante, na minha opinião, para tentar condicionar uma selecção inglesa que estava a dar indicações de estar pouco confortável com a estratégia escolhida por Southgate. No entanto, o primeiro grande momento do jogo aconteceu perto dos 16 minutos, num excelente remate de Sterling de meia-distância, que Neuer defendeu com qualidade.
A partida adormeceu e, até ao intervalo, apenas houve mais duas grandes ocasiões de golo, por intermédio de Werner e outra a “meias” entre Sterling e Kane. Não estava um jogo especialmente divertido de se ver, principalmente depois das duas eliminatórias que tivemos ontem.
A segunda parte parecia querer começar mais rápida e com as duas equipas a tentarem chegar ao golo, mas as defesas iam-se superiorizando. As oportunidades escasseavam, mas a entrada de Gnabry e Grealish faziam-me acreditar que algo poderia acontecer em breve. Foi aos 75 minutos que Shaw, depois de um bom movimento de ataque posicional de Inglaterra (chocante, eu sei), faz um bom cruzamento rasteiro para Sterling, bem colocado, finalizado de forma fácil. Vantagem no marcador e o estádio explodiu tal e qual um vulcão.
A emoção regressava ao jogo e uma perda de bola incrível de Sterling deixou Muller isolado, que falha a baliza. A oportunidade de ouro desperdiçada fez o avançado levar as mãos à cabeça. Aos 85 minutos, Grealish encontra espaço na ala e faz meio-golo para que Harry Kane pudesse fazer a outra metade e inaugurar a sua contagem no Campeonato da Europa 2020.
Football’s coming home? Vamos ouvir muito isto, mas o certo é que Inglaterra carimbou a passagem aos quartos-de-final!
Jack Grealish – Só jogou cerca de 20 minutos, mas foi o suficiente para percebermos que devia ter sido titular. Não só neste, mas pelo menos na maioria dos jogos. A diferença que faz para os restantes é abismal. Encontra sempre espaço, sabe jogar ao primeiro toque… Enfim, um craque destes nunca pode estar no banco e isso leva-me ao meu fora de jogo.
Gareth Southgate – Ganhou o jogo, os meus parabéns, mas será Southgate engenheiro? É impossível não nos lembrarmos de Fernando Santos quando vemos as opções tomadas pelo técnico inglês. Com tanto craque no banco, e ao colocar tanta gente para defender o resultado desde o início, para mim vai estar sempre mais perto de perder do que de ganhar. Hoje, correu bem, mas, a continuar assim, duvido que vençam o Campeonato da Europa 2020.
ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA
Confesso que fiquei surpreendido quando às 15h50 vi o onze de Inglaterra para este jogo. Uma tática de 3-4-3 escolhida por Gareth Southgate que tinha na sua génese o facto de ser conservadora, o que para a qualidade do plantel inglês me pareceu demasiado redutora.
Saka mereceu novamente a confiança do técnico inglês, bem como Kalvin Phillips, que se tem tornado num esteio desta equipa (e um dos melhores). Walker volta a fazer uma posição que não lhe é estranha, de central pelo lado direito, e Maguire parece estar de regresso na máxima força, uma má notícia, visto que considero qualquer uma das opções no banco superior ao central do Manchester United FC.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pickford (6)
Maguire (6)
Stones (7)
Walker (6)
Shaw (7)
Rice (6)
Phillips (6)
Trippier (5)
Sterling (7)
Kane (6)
Saka (5)
SUBS UTILIZADOS
Grealish (8)
Henderson (-)
ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA
Joachim Low não inovou, optou por utilizar a mesma tática que tem utilizado ao longo deste Euro 2020. Também um 3-4-3, mas com diferenças no setor atacante: em vez de dois extremos puros, tem dois médios criativos (Havertz e Muller) no apoio a Werner, que para mim foi a maior surpresa no onze. Pelas características dos jogadores e pela matriz de jogo a que estamos habituados nos germânicos, muito focada no ataque posicional, não considero esta ideia de jogo conservadora.
Durante o jogo percebia-se claramente que Kroos e Kimmich eram as escolhas para começar o processo ofensivo e que a velocidade de Werner era aposta para conseguir enganar as costas inglesas.
Euro 2020, Oitavos-de-final: terça-feira, 17h00, 29 de junho de 2021
ANTEVISÃO: CONSEGUIRÁ A ALEMANHA REPETIR A PROEZA DE 1996, EM WEMBLEY?
Há bastante tempo que alguma criança atrevida se anda a divertir à brava a colorir o meu coração com tudo o que é lápis de cera. Geralmente, são as cores usadas nas bandeiras de Portugal e da Alemanha que nunca lhe faltam no estojo. E se o meu coração é assim, não consigo imaginar o do Kyle.
O Kyle foi um dos melhores camaradas que poderia ter tido nos tempos áureos passados em Berlim. Incrivelmente parecido com o Kurt Kobain, eu e ele partilhávamos três das poucas coisas mais importantes nesta vida: o gosto pelos convívios das canecas de Guiness, os arrepios desenfreados com qualquer tipo de arte e o amor pelo Futebol. Filho de mãe alemã e pai britânico, passou metade da sua vida em constante reboliço entre as capitais dos dois países, até finalmente se fixar na incrível cidade onde nos conhecemos.
Em 96, tanto o Kyle dos lápis de cera, como a Mannschaft estavam em Inglaterra para aquele que seria o primeiro confronto entre as duas nações, num campeonato da Europa. Não fossemos nós amantes da mera “casualidade histórica”, o encontro foi disputado precisamente no estádio de Wembley.
Ainda nesse ano, acordava para o mundo a conhecida Don’t Look Back in Anger dos sempre lembrados Oasis, título que Gareth Southgate pode muito bem estar agora a pôr no gira-discos para utilizar como motivação extra, não tivesse sido ele o responsável por falhar o penálti que entregaria essa meia-final aos alemães. Com muito ou pouco medo de reviver os eventos de 96, um facto é que os ingleses voltam a jogar em casa e têm mostrado mais segurança do que a Alemanha nas últimas partidas, contando com apenas dois golos marcados, mas zero sofridos.
Saia currywurst ou fish and chips depois do chá, aguardemos simplesmente por 90 ou mais minutos de muita qualidade, e que a vitória caia para as cores capazes de nos fazer arrepiar mais vezes.
10 DADOS RÁPIDOS
Esta é a sétima grande competição de Joachim Löwao serviço da seleção alemã, um novo recorde para a Mannschaft. Juntar este título ao mundial de 2014 daria definitivamente direito a uma saída pela porta grande.
Nos últimos 32 encontros, ambas as equipas arrecadaram 13 vitórias. Está na hora de saber qual delas irá chutar para fora o número do azar.
Será o décimo terceiro encontro entre as duas seleções em Wembley. Inglaterra venceu os quatro primeiros, incluindo a final do mundial de 1966, mas há sete jogos que não consegue arrancar uma vitória à Alemanha no emblemático estádio londrino.
Considerando europeus e mundiais, ingleses e alemães já se defrontaram sete vezes, perfazendo um total de três empates e duas vitórias para cada lado.
É o terceiro encontro entre as duas equipas em campeonatos da Europa. A Alemanha venceu na tal meia-final de Wembley, enquanto a Inglaterra ganhou em 2000, ainda na fase de grupos.
Em fases de knockout, os ingleses nunca ganharam um jogo em 90 minutos. Em quatro de seis jogos, a decisão ficou para os penáltis e apenas por uma vez os ingleses conseguiram vencer dessa forma.
Apenas a Inglaterra teve tantos jogos na competição sem chegar à final (31 jogos, 0 finais).
A Alemanha alcançou pelo menos as meias-finais nas três últimas edições da competição e nunca perdeu nos “oitavos”.
Nas últimas oito partidas em europeus e mundiais, a Mannschaft concedeu sempre, pelo menos, um golo.
Raheem Sterling marcou 14 golos nas últimas 19 vezes em que vestiu a camisola da seleção inglesa, depois de ter marcado por apenas duas vezes nos primeiros 45 jogos.
Mason Mount (Inglaterra) – Estou há precisamente um mês com água na boca, a rever em loop, na minha cabeça, a assistência que o menino bonito fez para o golo que entregou a “orelhuda” ao Chelsea FC. Entretanto, tem sido um dos mais criativos na formação inglesa e o principal responsável pela ligação entre os setores da equipa de Southgate. Mais palavras para quê?
Leon Goretzka (Alemanha) – Ando a chorar para que seja titular desde que começou o europeu e acredito que a oportunidade tenha finalmente chegado, depois de toda a velocidade, eficiência e o golo que ofereceu no palpitante jogo contra a Hungria. Pode muito bem ser a peça que irá permitir fazer xeque-mate aos ingleses.
XI´S PROVÁVEIS
Inglaterra: Jordan Pickford, Kyle Walker, John Stones, Harry Maguire, Luke Shaw, Declan Rice, Kalvin Phillips, Phil Foden, Mason Mount, Raheem Sterling, Harry Kane
Treinador: Gareth Southgate: “Temos derrubado marcos históricos nos últimos três ou quatro anos e acho que é essa a nossa mentalidade: a de que não importa o que aconteceu anteriormente. Já vimos que a história pode sempre ser criada e os jogadores adoram esse tipo de desafio.”
Alemanha: Manuel Neuer, Matthias Ginter, Mats Hummels, Antonio Rüdiger, Joshua Kimmich, Leon Goretzka, Toni Kroos, Robin Gosens, Kai Havertz, Thomas Müller, Serge Gnabry
Treinador: Joachim Löw: “É um tudo ou nada para as duas equipas e esse tipo de jogo explosivo cativa toda a gente. Temos sido erráticos, mas sabemos que podemos ser fortes se conseguirmos acertar algumas coisas em campo. Sinto que estamos motivados até à pontinha dos cabelos!”