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CF Estrela da Amadora 0-1 CD Trofense: Trofense com estrelinha de campeão

A CRÓNICA: DE HORAS EXTRA SE FAZ UM CAMPEÃO

Os bancos de suplentes já não eram precisos para nada. Todos os intervenientes acabaram o jogo de pé, levantados pelas emoções. Rui Santos, treinador do Estrela, frustrado com o resultado, acabou expulso por protestos. O árbitro apitou para o final e houve abraços por toda a parte do lado do Trofense e, em igual proporção, cabeças baixas do lado da equipa da Reboleira. Mika, capitão da equipa vencedora, agarrou no troféu como se ele tivesse pernas para fugir.

Essa é uma emoção vivenciada pelos adeptos que gostam de apostar com o Bet.pt Código Promocional. Mesmo com o destaque para o futebol, há vários desportos no leque de opções. Esta casa de apostas toma em consideração a diversão e satisfação total dos seus utilizadores para garantir uma experiência completa, mesmo em casa.

Foi este o desfecho da final do Campeonato de Portugal, disputada no Estádio Cidade de Coimbra, que sagrou o Trofense vencedor da edição de 2020/21.

O jogo começou bastante equilibrado e sem ocasiões de golo. Estrela e Trofense dividiram entre si a posse de bola, mas nenhuma equipa se conseguiu sobrepor à outra. Apesar da qualidade de jogo proporcionada pelos intervenientes, dentro do campo faltava a animação do golo. A quem não faltava entusiasmo era aos adeptos do Estrela que, do lado de fora do estádio, se fizeram ouvir dentro do recinto de jogo.

Ao intervalo, o 0-0 prevalecia. Nem o remate cruzado de Alan Júnior, após um belo passe de Bruno Almeida, nem o cabeceamento de Paollo Madeira, a corresponder a um cruzamento oriundo do corredor direito, fizeram a situação alterar-se.

A segunda parte, em nada se distinguiu da primeira. O empate justificava-se e traduzia na perfeição o desenrolar dos acontecimentos. O vencedor permanecia indefinido, pelo que era então altura de alongar os músculos para o prolongamento.

Foi preciso esperar apenas seis minutos para se ver o que não se viu em 90: o golo. Foi o lateral-esquerdo Keffel, que tinha entrado a um quarto de hora do fim do tempo regulamentar, o autor do motivo de euforia. Marcou, pôs o Trofense em vantagem, tirou a camisola e correu pela pista de atletismo fora, perseguido pelos companheiros.

Na pausa do prolongamento, Filipe Gaspar gritava para os seus companheiros de equipa “viemos aqui para ganhar”. Mesmo perante tanta vontade, nada mais havia a fazer. O Trofense é o vencedor do Campeonato de Portugal.

 

A FIGURA


Keffel – as mexidas operadas por Rui Duarte trouxeram coisas novas ao Trofense. Diogo Silva acrescentou mais desdobramento ofensivo na zona média e alterou positivamente o fluxo do jogo, mas Keffel foi quem vestiu a capa de herói.

O FORA DE JOGO

Segunda parte do Estrela – embora tenha imperado o equilíbrio durante todo o jogo, a segunda parte dos tricolores foi algo intranquila. A confirmação dessa quebra de rendimento verificou-se com o golo sofrido já no início do prolongamento.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF ESTRELA DA AMADORA

O Estrela, uma equipa com uma estrutura tática bastante versátil, optou por um 4-2-3-1. O guarda-redes Filipe Leão viu a sua defesa ser composta por quatro elementos. Sérgio Conceição alinhou à direita, André Duarte e Zé Pedro ao centro e Edu Duarte à esquerda. No meio-campo, Filipe Gaspar funcionou como elemento mais recuado, Chapi Romano ocupou a posição de oito e Rui Santos completou o tridente com o criativo Diogo Leitão. Xavi, que habitou quase sempre no corredor central, e Luís Mota, mais em largura, foram os “extremos” encarregues de apoiar Paollo Madeira no ataque. Esta dinâmica dos homens da frente moldava o sistema tático da equipa para um 3-4-3 em momento ofensivo.

De realçar a grande rotação que Sérgio Conceição deu ao corredor direito. Do lado esquerdo, Edu Duarte foi mais contido. Foi também o defesa-esquerdo que se juntou aos centrais para efetuar uma saída a três. A tentativa de explorar a profundidade com lançamentos longos em busca de Paollo Madeira foi uma constante.

Muitas vezes, o Estrela optou por condicionar a saída através de pontapé de baliza do Trofense. Depois, organizava-se no seu meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Filipe Leão (6)

Sérgio Conceição (6)

André Duarte (6)

Zé Pedro (6)

Edu Duarte (6)

Filipe Gaspar (6)

Chapi Romano (6)

Diogo Leitão (6)

Xavier Fernandes (8)

Luís Mota (6)

Paollo Madeira (7)

SUBS UTILIZADOS

Horácio Jau (6)

Telmo Watche (6)

Chidera (5)

Tipote (-)

Bonani (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

O Trofense alinhou num 4-3-3. Serginho teve a sua baliza protegida pelos defesas-centrais Mika e João Faria. As laterais ficaram a cargo de Tito Júnior, pela direita, e Simão Martins, pela esquerda. O meio-campo foi constituído por Matheus, Beni e Vasco Rocha. Na frente, Yohan Miranda, Bruno Almeida e Alan Júnior foram os homens mais ofensivos.

A liberdade dada aos três homens da frente foi bem suplantada por Matheus, Beni e Vasco Rocha. Os três centrocampistas deram uma grande segurança à equipa no miolo. Se defensivamente nada se pode apontar a este trio, com bola tiveram alguma dificuldade.  De salientar as trocas constantes de lado entre Yohan e Bruno Almeida. Em processo defensivo, os comandados de Rui Duarte posicionaram-se num bloco médio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Serginho (6)

Tito Júnior (6)

Mika (6)

João Faria (6)

Simão Martins (6)

Matheus (6)

Beni (6)

Vasco Rocha (7)

Yohan Miranda (8)

Bruno Almeida (7)

Alan Júnior (7)

SUBS UTILIZADOS

Keffel (8)

Adilson (6)

Luís Santos (6)

Daniel Liberal (6)

Diogo Silva (7)

Tomás Oliveira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF ESTRELA DA AMADORA

BnR: Que palavra tem para os adeptos do Estrela que se fizeram ouvir durante o jogo?

Rui Santos: Gratidão e reconhecimento. Infelizmente, esta pandemia não permitiu que eles estivessem presentes no estádio, outra coisa que não consigo entender. Como é que um estádio para 30 mil pessoas não pode ter mil ou duas mil pessoas a assistirem ao jogo? É uma coisa inacreditável nesta altura em que sabemos que a situação está muito mais controlada e há tantos espetáculos que se fazem em recintos que não são abertos. Um agradecimento muito muito grande a quem se deslocou da Amadora até aqui e que se tem deslocado a muitos campos, que sabem de antemão que não podem assistir ao jogo e, mesmo assim, fazem centenas de quilómetros, sacrificam um dia do seu fim de semana, tudo pelo amor e paixão ao clube. Um grande abraço, sentido, para todos eles.

CD TROFENSE

BnR: Ontem falámos aqui do rumo do projeto do Trofense. Que importância tem esta conquista no desenvolvimento desse projeto?

A resposta à pergunta colocada a Mika e Rui Duarte, capitão e treinador do Trofense, respetivamente, foi interrompida pela invasão de todo o plantel que pôs fim à conferência de imprensa.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Volta, Vitinha! | FC Porto

Vítor Ferreira, ou Vitinha como é conhecido no mundo do futebol, é formado no FC Porto e estreou-se na equipa principal na época 2019/20, participando num total de 12 jogos. Provém da geração de ouro que venceu a Youth League e, atualmente, é dos médios portugueses mais promissores do futebol mundial.

Esta última época representou a título de empréstimo o Wolverhampton Wanderers FC que atua na Premier League, com 22 jogos e um golo (e que golo). De acrescentar ainda que tem sido uma das peças vitais no xadrez de Rui Jorge, que garantiu a presença na final do Europeu de sub-21. Dois jogos e duas exibições de gala frente a Itália e Espanha, que mereceram rasgados elogios por parte do treinador: «O Vitinha é um jogador tremendo, de um nível “superior alto”».

Vitinha
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O que o jovem médio português joga não se explica, aprecia-se. O toque na bola para abrir linha de passe, para rodar, para iludir o adversário, cada vez que simula e deixa a bola rolar ludibriando quem lhe surge pela frente, é pura magia.

Contudo, os contornos do negócio viriam a impedir o seu regresso ao Dragão. No contrato vigorava uma cláusula de opção de compra de 20 milhões, se os Wolves garantissem a permanência. Coisa que aconteceu, tornando a transferência do jogador definitiva.

No que toca aos adeptos portistas, ficará sempre aquele gosto amargo de não poder ver Vitinha a afirmar-se no clube do coração. Uma passagem rápida de um jogador que poderia ter acrescentado muito ao clube. Uma pena não poder ver este jovem a crescer e evoluir nos relvados do Dragão.

O próprio, numa recente entrevista, revelou partilhar da mesma mágoa, “Gostava de ter marcado um golo e de me ter afirmado de pedra e cal no FC Porto”.

Que classe! Que jogador!

Fica a esperança de um dia Vitinha poder regressar.

GP Catalunha: Que classe, Miguel.

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A CORRIDA: Se o Sr. Inteligência tinha regressado em Mugello, em Montmeló aniquilou por completo os adversários. Uma autêntica master class de Miguel Oliveira que chegou, viu e venceu o GP da Catalunha.

Tanta história neste grande prémio, tanta emoção. O grito, os sorrisos do Miguel. A conquista tão merecida depois de um início de temporada quase para esquecer. A verdade é que o português saiu da quarta posição da grelha de partida para se colocar diretamente no segundo lugar. Depois disso, quase tudo pareceu fácil, e foi.

Fabio Quartararo era o homem a bater, depois de ter conquistado a quinta pole position consecutiva – mas a verdade é que o francês não teve armas suficientes para bater o português Miguel Oliveira que se mostrou muito forte desde o início da prova.

Aliás, o piloto da Yamaha chegou a liderar a corrida depois de ter cometido um erro que o obrigou a recuperar várias posições. Mas a verdade é que, ainda assim, Oliveira conseguiu ultrapassar o francês, provando duas coisas: que a KTM tinha mais velocidade de ponta e estava mais forte na travagem.

E Oliveira conseguiu recuperar a liderança da prova valendo-se disso mesmo, e dando razão a Bagnaia que dizia que o português era o piloto mais forte neste aspeto.

A verdade é que apesar de ter sido uma prova algo simples, à primeira vista, a verdade é que o português Miguel Oliveira voltou a não cometer erros e isso fez com que a vitória lhe sorrisse – finalmente. Diria mesmo: que categoria de vitória, Einstein.

Com a vitória de hoje, o falcão de Almada voa até ao sétimo lugar da classificação geral com 54 pontos.

Por outro lado, Quartararo estava à procura da quinta vitória consecutiva, mas acabou penalizado duas vezes: uma por ter improvisado e ganhado vantagem nas curvas 1 e 2 e outra por ter feito as últimas voltas com o seu fato aberto, acabando por ficar na sexta posição.

A Ducati acabou também por dar cartas, fechando o pódio com Zarco (Ducati Pramac Racing) e Miller (Ducati Lenovo Team). Já a Suzuki não foi além do quinto lugar com Joan Mir que continua a não conseguir conquistar a vitória.

A Honda continua à procura do sucesso, mas a verdade é que este GP da Catalunha foi um autêntico desastre com as quedas de Marc Márquez – que, depois da sua lesão, ainda procura adaptar-se à sua moto, e de Pol Espargaró que continua sem conseguir adaptar-se a esta equipa. Aléx Márquez foi o melhor piloto da Honda aos comandos da equipa satélite LCR Honda.

Foto de capa: Moto GP

Análise do Grupo F | Euro 2020

O sorteio ditou que o grupo F seria, declaradamente, o grupo da “morte”. Juntaram-se três das melhores seleções em prova para as primeiras decisões relevantes a serem tomadas na competição e todos os seis jogos terão uma importância redobrada, essencialmente para as três seleções mais fortes. Um golo marcado ou sofrido pode fazer toda a diferença, e por isso vai ser preciso foco do primeiro ao último minuto.

É difícil de adivinhar um desfecho devido ao enorme equilíbrio, mas uma das seleções terá certamente de ocupar o terceiro lugar e aí importa também ter uma boa pontuação. Recorde-se que os quatro melhores terceiros classificados também se apuram e por isso é bem possível que estas três seleções consigam a passagem à fase seguinte da prova.

Em relação à Hungria, chegou aqui depois de bater a Bulgária por 3-1 e a Islândia por 2-1 e isso pode ser já considerado uma vitória. Daqui para a frente serão cenários quase impossíveis tendo em conta que tem pela frente não uma, não duas mas três seleções muito superiores. Ainda assim, se há característica que o futebol tem é a imprevisibilidade e é por isso que nos faz ser tão apaixonados. Teremos de esperar para ver, porque Marco Rossi e os seus homens certamente irão querer valorizar-se.

SL Benfica 7-5 Sporting CP: O melhor dérbi do ano

A CRÓNICA: UM DÉRBI QUE, SÓ DE VER, CANSOU…

Este jogo veio confirmar o que todos aqueles que acompanham esta modalidade já sabem. De facto este dérbi lisboeta em futsal é mesmo dos melhores do mundo. Competitividade, intensidade e qualidade. Tudo dentro das quatro linhas com duas grandes equipas a garantirem duas coisas neste início de tarde: golos e, sobretudo, espetáculo.

O marcador mexe logo aos dois minutos. Através de um lance de bola corrida, Tayebi marca o primeiro da tarde. Cavinato ainda tenta impedir, mas sem sucesso. Os encarnados não podiam pedir melhor começo depois de terem perdido o primeiro jogo deste play-off frente aos leões. Mas de facto a competência e irreverência da equipa de Nuno Dias não permitiu grandes festas. Nem passados dois minutos de ter assinalado a vantagem no marcador, eis que o Sporting empata a partida aos 4′ por Taynan. Um grande trabalho do jogador com Erick Mendonça na zona central do campo, alienado a alguma deficiência defensiva das águias.

Estava feito o empate, mas, alerta spoiler: ainda havia muitas contas para fazer. Aos cinco minutos de jogo, o Sporting faz a reviravolta por intermédio de Pany Varela. Um erro dos encarnados na saída de bola, em que Zicky aproveita e assiste de forma exímia para o 1-2. Destaque para a pressão alta do Sporting. Aliás, assim como nos tem habituado, que obrigou ao erro do adversário.

Já estão cansados só de ler esta crónica e só vamos a cinco minutos de jogo? É compreensível. Houve pano para mangas. Um duelo sem duvida mais acelerado do que o primeiro e com muito para contar. E, por isso, aqui vai o resto da história: aos 10 minutos, Pauleta marca o 1-3 para o Sporting. Três tentos dos leões, dois deles quase “de borla”. Desta vez, foi Roncaglio que com uma saída disparatada da baliza, acaba por comprometer a equipa. Para quem não viu, pode ser difícil de acreditar, mas depois de um minuto, há novamente lance de golo.

Um grande trabalho de Robinho reduz a desvantagem para o clube da Luz. 2-3 no marcador com um Benfica a reagir bem aos dois golos leoninos e a tentar responder desde cedo. Numa dessas investidas, é assinalada mão na bola de Tomás Paçó dentro da área. Como é habitual, Gonçalo Portugal entra para tentar defender, mas Tayebi complica-lhe a vida aos 15 minutos ao marcar a grande penalidade para o 3-3. Um resultado que iria manter-se até ao regresso aos balneários.

À entrada da segunda parte, o Sporting mostra máxima eficiência em lances de bola parada. Marca primeiro, aos 23′, Taynan depois de um livre cobrado por Merlim. Passado três minutos, o jogador casaque fatura de novo na cobrança de um livre direto que acaba por surpreender Roncaglio. Taynan faz assim o hat-trick e o Sporting dilata a vantagem para dois golos através de dois livres.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Esta seria a segunda vez que o Sporting se mostrava em vantagem de dois golos e, pelas duas vezes, os leões não conseguiram mantê-la. Mérito para os encarnados que num jogo de pormenores, conseguiram ser bem mais eficientes este domingo do que no jogo da passada quinta-feira.

Aos 31 minutos de jogo, Robinho dá início a um grande lance com a descoberta de uma linha de passe para Arthur que, no seguimento da jogada, acaba por marcar o 4-5. Três minutos depois, volta a festejar-se no pavilhão da Luz. Jacaré aparece no meio da defesa leonina e, mesmo em cima da baliza, consegue dar um final feliz ao passe de Rafael Henmi. Mais dois golos “de rajada” e de novo tudo empatado no marcador! O dérbi viria a ser mesmo decidido no prolongamento.

O Benfica, estando em desvantagem no marcador, aposta no 5×4 com Tiago Brito a fazer de guarda-redes avançado. Jogador esse que marca o primeiro golo que serve de carimbo para a vitória das águias neste segundo jogo. Depois do 6-5, é a vez do Sporting apostar as fichas todas e colocar Merlim como guarda-redes avançado.

O próprio Merlim consegue criar muito perigo com uma bola ao poste, mas é mesmo o Benfica que cela o resultado com o 7-5. Fábio Cecílio materializa um lance muito bem trabalhado por parte dos encarnados que garantiu a vantagem de dois golos e, consequentemente, a vitória neste segundo duelo do play-off. Tudo empatado na eliminatória, sendo que na próxima quinta há mais. E tragam as pipocas porque, pelo que se viu esta tarde, os próximos duelos destes eternos rivais prometem!

 

A FIGURA
Dérbi Futsal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

“Um jogo espetáculo” – Não me canso de dizer isto. O nível competitivo de um jogo como este está mesmo ao nível de poucos. É até difícil de eleger um melhor e um pior jogador em campo. Destaco sobretudo o coletivo de ambas as equipas que colocaram para segundo plano as individualidades. Ainda assim, nota positiva para atletas como Taynan, Pany Varela, Robinho e Arthur que, na minha opinião, se destacaram esta tarde.

O FORA DE JOGO
Dérbi Futsal
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Incapacidade do Sporting de gerir a vantagem de dois golos – Viu-se em vantagem de dois golos por duas vezes na partida e em ambas deixou que o Benfica igualasse as contas. Mais do que a primeira vez, depois do 5-3 o Sporting baixou as suas linhas e a intensidade de jogo. Isso fez com que o Benfica nunca sentisse que o jogo estivesse sentenciado e nunca desistisse de contrariar a desvantagem pela segunda vez neste dérbi.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Sem dúvida que este segundo jogo, o Benfica veio determinado a assumir as despesas do jogo face à desvantagem na eliminatória. Na verdade só não o fez porque pela frente tinha o atual detentor do título europeu com argumentos inegáveis.

Inicialmente, e apesar de ter entrado a marcar, o Benfica mostrou mais dificuldades de construção na primeira fase do jogo. Um problema que foi-se dissipando ao longo do tempo neste dérbi. Os encarnados começaram a tentar criar mais depois de sofrerem o terceiro golo.

A certa altura, a dinâmica das águias mostrava-se mais eficientes, sobretudo nas alas. O conjunto usou a largura e a profundidade a seu favor. Foi, sem dúvida, um Benfica que se mostrou também melhor na bola corrida do que na passada quinta-feira. Outro ponto que, a meu ver, também é de destaque neste jogo é a forma como o conjunto se organizou, quer com guarda-redes subido, quer em ataque organizado.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Roncaglio (5)

Nilson Miguel (6)

Robinho (8)

Chishkala (5)

Tayebi (7)

SUBS UTILIZADOS 

Jacaré (7)

Tiago Brito (6)

Henmi (5)

Fábio Cecílio (5)

Silvestre Ferreira (5)

Arthur (8)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Ambas as equipas procuraram jogar nos 40 metros, com o coletivo e não na aposta do 1×1. Para além da largura, as transições rápidas por parte do Benfica obrigaram a ajustes defensivos mais imediatos por parte dos de verde e branco. As ajudas defensivas foram, por isso, mais do que as habituais. Principalmente pelo adversário que os leões tinham pela frente.

O Sporting foi um coletivo coeso que, a par do Benfica, procurou a largura e a profundidade. Foi um jogo intenso e rápido, mas que, ainda assim, ambas as equipas tentavam ir mantendo o controlo. Coisa que, a meu ver, o Sporting falhou um pouco nos momentos em que se viu em vantagem no marcador.

Depois do 3-5, o Sporting baixou as linhas e esse momento coincidiu ainda com a saída de Taynan, que estava a ser um dos mais interventivos no duelo. Não só pelo hat-trick, mas também por aquilo que estava a dar ao jogo. Durante o prolongamento, o Sporting teve alguma dificuldade em criar desequilíbrios.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Guitta (6)

João Matos (6)

Cavinato (4)

Alex Merlim (6)

Rocha (5)

SUBS UTILIZADOS

Erick (6)

Pany Varela (8)

Pauleta (6)

Taynan (8)

Tomás Paçó (5)

Gonçalo Portugal (-)

Zicky Té (6)

GP Azerbaijão: Da calma à tempestade, instaurou-se o caos em Baku

A CORRIDA: DEU-SE GAS(LY) 

Nem se sabe bem por onde se há de começar neste GP do Azerbaijão. Se o arranque da corrida e as primeiras voltas pareceram tranquilas, a partir da volta 31, a coisa mudou de figura. E muito.

Mas, vamos por partes. Charles Leclerc (Ferrari) arranca bem, na pole position, mas cedo se deixa ultrapassar por Lewis Hamilton (Mercedes), que segurava uma vantagem significativa na frente.

Entretanto, trocas e entradas e saídas da box levam Max Verstappen (Red Bull) e a própria Red Bull a crer que poderia levar os dois pilotos a fazer a desejada dobradinha 1-2, até que Lance Stroll (Aston Martin), que então viria a fazer uma corrida espetacular, passando de 19.º a quarto lugar por uma estratégia bem definida da equipa, acaba no muro, num embate fortíssimo que acciona a bandeira amarela e, consequentemente, leva o Safety Car a entrar em pista.

A partir daqui, «segundo arranque» da corrida, em que Lewis Hamilton (Mercedes) tenta chegar ao segundo lugar, mas sem sucesso, pois a Red Bull continua na sua caminhada pela dobradinha, e pela vitória de Max Verstappen.

Contas feitas, até que às últimas três voltas da corrida, é o líder da corrida, Max Verstappen, quem acaba no muro, exatamente da mesma forma que Lance Stroll o fez. Seria um dos pneus traseiros do carro do holandês que o «traiu» sendo que, tal como se pareceu suceder com o piloto canadiano da Aston Martin, o pneu não aguentou a pressão e rebentou, deixando assim Max Verstappen frustrado com um fim-de-semana que parecia ser perfeito para a equipa austríaca.

Accionada, desta vez, a bandeira vermelha, e após mais de 30 minutos de espera para perceber se valia a pena começar novamente a corrida, ou se a suspensão seria a melhor ideia, a corrida começa, apenas para completar as últimas três voltas. Estas voltas seriam cruciais para Lewis Hamilton, que, estando o britânico atrás do agora líder, Sergio Pérez, poderia ser a oportunidade perfeita da Mercedes ganhar a corrida e recuperar de um fim-de-semana menos bom, visto que Valtteri Bottas estava atrás, a «brincar» com os Alfa Romeo, os Haas e os Williams.

Mas, ao começar o «terceiro arranque», Lewis Hamilton, surpreendentemente, sai na primeira escapatória, deixando a oportunidade de ganhar a corrida cair por água abaixo, e assim, Sergio Pérez sagra-se o grande vencedor do Grande Prémio do Azerbaijão.

Assim, é Sebastian Vettel (Aston Martin) e Pierre Gasly (AlphaTauri) que aproveitam esta deixa do piloto britânico para completarem os últimos dois lugares do pódio. O quatro vezes campeão do mundo segura, assim, o pódio, após o último ter sido na Turquia, em 2020, numa época negra para a Ferrari, e na Ferrari.

Já o piloto francês da AlphaTauri ainda teve trabalho nas últimas voltas com Charles Leclerc (Ferrari), não fosse Lando Norris (McLaren) a tentar também o quarto lugar do piloto monegasco, mas sem sucesso.

Destaques ainda para Fernando Alonso (Alpine), que ainda consegue o sexto lugar. Yuki Tsunoda (AlphaTauri) volta aos bons momentos, e após o GP do Bahrain, consegue novamente voltar aos pontos, com o sétimo lugar. Para terminar um top 10 sem Mercedes, está Carlos Sainz (Ferrari), Daniel Ricciardo (McLaren), e por fim, o Alfa Romeo de Kimi Raikkonen chega ao décimo lugar.

Em suma, o GP do Azerbaijão, de uma corrida tranquila e que parecia dominada por Max Verstappen, passou a ser uma das corridas mais caóticas que pudemos ver, até agora, nesta temporada.

Incidentes de corrida acontecem, mas, a verdade é uma, a Pirelli terá que arranjar uma explicação credível às equipas, para entendermos como é que pneus deste calibre rebentam em duas situações distintas, que acabam por criar o mesmo dano.

Nas contas do Campeonato, tudo igual, visto que nem Lewis Hamilton nem Max Verstappen pontuaram hoje. Já a Red Bull, aos poucos, afasta-se da Mercedes no Campeonato de Construtores. Porém, ainda há muito campeonato a enfrentar, com o GP da França daqui a duas semanas.

Foto de Capa: Red Bull Racing

Olheiro BnR | Lukas Nmecha

Lukas Nmecha foi apontado pela imprensa como um nome que está no radar leonino. Contudo, Rúben Amorim quer mais uma opção para a posição e, numa altura em que são apontados vários jogadores.

Apesar da chegada de Paulinho no mercado de inverno, a posição de avançado centro dos leões é uma posição que ainda precisa de “sangue novo”. Luiz Phellype é claramente uma carta fora do baralho de Amorim, Sporar também deve ser recolocado no mercado de verão, Tiago Tomás deverá ser uma das opções para a próxima época e Paulinho, ao que tudo indica, assumirá a titularidade.

Produto da formação do Manchester City FC, Lukas Nmecha fez, e faz, parte dos quadros dos Citiezens desde 2007. Apesar de ainda só ter 22 anos, já conta com empréstimos ao Wolfsburg, ao Middlesbrough e, o mais recente, ao Anderlecht. Nesta passagem pelo clube belga, o jovem jogador fez 22 golos em 41 jogos.

A nível nacional, Lukas Nmecha tem dupla nacionalidade, é inglês e alemão. Assim sendo, representou os três leões até 2018 e em 2019 trocou-os pela Mannschaft. De momento, está a representar os alemães no europeu sub-21, onde é um dos jogadores mais influentes da seleção que defrontará Portugal este domingo, na final.

Olhando mais para aquilo que são as características do jogador, Lukas Nmecha é um avançado centro, que descai bem para qualquer um dos flancos e que sabe jogar bem com os dois pés. É bastante rápido, quer a nível de pensamento, quer a nível de velocidade em si. Alia a rapidez a uma grande capacidade técnica com a bola nos pés. Para além disto, o seu 1,85m de altura também fazem com que o jogador seja uma ameaça no jogo aéreo, apesar deste não ser o seu ponto forte.

A meu ver e com base nas características apresentadas anteriormente, Lukas Nmecha é claramente um jogador com lugar no Sporting CP. Diria que, caso venha, ocupará o segundo lugar na hierarquia de avançados leoninos, atrás de Paulinho e à frente de Tiago Tomás.

Desta forma, creio que a vinda dele ainda ficava melhor se fosse num negócio com os mesmos contornos do de Pedro Porro. Um empréstimo de dois anos, com opção de compra. Desta forma, o jogador tinha mais que tempo para se ambientar ao clube, para ganhar tempo de jogo, para mostrar o que vale e teria margem para evoluir. Depois disso, caso agradasse aos dirigentes leoninos, seria ativada a opção de compra, que, como no caso de Porro, até poderia ser “barata” dada a qualidade do jogador.

Pedrinho e Waldschmidt | O que terá falhado?

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Pedrinho e Waldschmidt foram dois dos reforços mais sonantes do defeso do verão passado e acabaram a época sendo duas desilusões, pelo que lhes é, atualmente, apontada a porta de saída.

A contratação do brasileiro seria fechada em fevereiro de 2020 (outra situação bizarra) a troco de 18 milhões de euros, ainda com Bruno Lage no comando técnico da equipa. Já o internacional alemão era um desejo antigo dos responsáveis do clube, reforçando o SL Benfica em agosto de 2020, rendendo 15 milhões de euros aos cofres do SC Freiburg.

No caso do avançado alemão, este até teve um início de época muito positivo, mostrando que teria potencial para se tornar no MVP da Primeira Liga. Apesar disso, Luca Waldschmidt nunca foi um titular indiscutível no SL Benfica, sendo que Jorge Jesus referiu numa conferencia de imprensa que tinha dificuldades em comunicar com ele pelo facto de não saber falar português nem inglês. Contudo, os melhores momentos dos encarnados na época foram momentos em que Luca marcava presença no onze da equipa.

Já Pedrinho teve mais dificuldades em integrar-se na equipa devido a uma lesão que o afastou durante grande parte da pré-época. Depois de recuperado, era mais vezes opção a partir do banco do que no onze inicial, mas sempre que tinha oportunidades, era um jogador que mostrava ter um toque de bola diferenciado.

Tanto Pedrinho como Luca Waldschmidt são jogadores que possuem aquele toque fantasista e criativo. Com eles em campo, a equipa ganhava maior capacidade em organização ofensiva e de ligação em zonas interiores do terreno de jogo, podendo estes jogadores acrescentar coisas à equipa que mais ninguém acrescentava.

Waldschmidt nunca foi uma aposta constante no onze inicial
Waldschmidt nunca foi uma aposta constante no onze inicial
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No entanto, tendo em conta o contexto coletivo em termos técnico-táticos, verificamos que a equipa procura criar ocasiões através de transições rápidas e jogadas diretas. Como tal, jogadores com este perfil, que se destacam pela capacidade de pensar o jogo e de jogar curto, sentem-se desconfortáveis numa equipa que passa mais tempo a ver a bola no ar do que a tê-la no pé.

Com isso, Pedrinho e Waldschmidt acabam por ser alvo de certos rótulos e preconceitos por parte dos adeptos, sendo acusados de serem jogadores que não têm atitude, de serem lentos e preguiçosos e de serem pouco dados a correrias e grandes esforços, visto que hoje em dia os adeptos, no geral, dão mais importância à disponibilidade física do que à criatividade e à capacidade de pensar o jogo.

Para além disso, todos os problemas que se têm verificado no SL Benfica em termos diretivos e estruturais também se têm espelhado no rendimento destes jogadores, tornando o contexto ainda menos propício para que os novos jogadores se afirmem.

Pedrinho e Luca Waldschmidt são dois dos jogadores mais talentosos do plantel e correm o risco de sair do clube pela porta pequena pelo facto de estarem inseridos num contexto que não favorece nem potencia as suas qualidades, fazendo com que possam deixar a Luz sem nunca terem mostrado o seu real valor.

É hora de decidir o campeão | CF Estrela da Amadora x CD Trofense

Campeonato de Portugal, Final: domingo, 16h00, 6 de junho de 2021

ANTEVISÃO: SUBIR NÃO CHEGA

De 96, restam duas equipas para decidir quem é o vencedor do Campeonato de Portugal. A final é entre o CD Trofense e o renascido CF Estrela da Amadora. Ambos os conjuntos já carimbaram a subida e vão jogar na Segunda Liga na próxima temporada. No entanto, só um vai poder envergar as faixas de campeão.

Olhando para o percurso das duas equipas, verificamos que, por muito pouco, o Trofense não hipotecava as suas aspirações logo na primeira fase, onde só na última jornada conseguiu assumir a liderança da série C e, consequentemente, apurar-se para a Fase de Acesso à Liga 2 – Zona Norte, onde também disputou até à última o lugar na final. Quanto ao Estrela, lutou ferozmente com o Sporting B pelo primeiro lugar da série G que lhe viria a dar bilhete para a Fase de Acesso à Liga 2 – Zona Sul, que conseguiu vencer.

As duas equipas apresentam formas distintas de jogar. Ainda assim, é possível que entrem em campo com sistemas táticos semelhantes, existindo o risco de o jogo ficar amarrado. Os erros, as bolas paradas e os rasgos individuais dos jogadores mais dotados tecnicamente, que existem dos dois lados, podem ser fundamentais para decidir quem vence o Campeonato de Portugal.

Foto de Capa: CD Trofense

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Nos últimos dez jogos, o Trofense perdeu em duas ocasiões e ganhou cinco e o Estrela perdeu uma vez e ganhou seis.
  2. Em 24 jogos a contar para o Campeonato de Portugal, o Trofense sofreu apenas 9 golos.
  3. O Trofense esteve pela última vez na Segunda Liga na época 2014/15.
  4. Para chegar à final, o Trofense deixou pelo caminho, na Fase de Acesso à Liga 2 – Zona Norte, Pevidém, Anadia e Braga B, que irão jogar na Liga 3 na próxima temporada.
  5. Na Zona Sul, o Estrela relegou Torreense, Vitória FC e União de Leiria para a Liga 3.
  6. Paollo Madeira bisou no último jogo do Estrela frente à União de Leiria.
  7. Sérgio Conceição registou sete assistências ao longo da temporada pela equipa da Amadora.
  8. Bruno Almeida foi o jogador do Trofense que mais partidas realizou como titular.
  9. O Estrela somou duas derrotas no Campeonato de Portugal, enquanto o Trofense somou três.
  10. Nove golos ao longo da temporada fizeram de Diogo Leitão o melhor marcador dos tricolores.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Sebastião Rôxo / Bola na Rede

Paollo Madeira (CF Estrela da Amadora) – Como em qualquer jogo, mas principalmente numa final, os erros podem ditar o sucesso ou insucesso e o ponta de lança do Estrela é exímio a aproveitar os deslizes dos defesas adversários. Qualquer distração pode ser fatal com este jogador por perto.

 

Beni (CD Trofense) – Numa partida entre equipas que se sentem confortáveis dando a iniciativa ao adversário, é natural que possam encaixar uma na outra. Assim, se a dimensão física do jogo vier ao de cima, o médio tem tudo para sobressair. A fazer dupla com o experiente Vasco Rocha no centro do terreno, o jovem angolano prima pelo bom posicionamento e perspicácia na leitura dos lances, um autêntico tampão.

 

XI’S PROVÁVEIS E BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Estrela da Amadora: Filipe Leão; Sérgio Conceição, André Duarte, Zé Pedro, Yuran Fernandes, Edu Duarte; Filipe Gaspar, Chapi Romano; Xavi, Diogo Leitão, Paollo Madeira

Treinador: Rui Santos

Bola na Rede: O Yuran admitiu ao BnR TV que o objetivo do Estrela daqui em diante ia ser chegar à Primeira Liga. O Rui alinha nessa ambição?

Rui Santos: Em primeiro lugar, acho que tudo a seu tempo. Queremos conquistar o troféu amanhã e sermos campeões nacionais 2020/21. Na próxima época, vamos disputar a Segunda Liga. Quem anda no futebol sabe que é um liga altamente competitiva, uma liga muito difícil. Neste momento, não me passa pela cabeça sequer o que é que vai acontecer. Temos todos uma expectativa muito grande. O Estrela, com todo o seu historial, é um clube que merece estar nos campeonatos profissionais. De uma coisa eu tenho a certeza absoluta: com a administração que temos, com o staff todo que nos envolve, com a ambição que todos nós temos, vamos ser uma equipa forte no próximo ano. Dizer mais do que isto, é prematuro.

Bola na Rede: Uma vez que o Estrela tem um plantel bastante jovem e é um dos jogadores mais experiente, o que é que espera transmitir para os seu colegas na final de amanhã?

Filipe Leão: É um jogo, é uma final. Chegámos aqui com todo o mérito. As finais são jogadas para serem ganhas. Os meus colegas estão focados, como sempre estiveram. Trabalhámos sempre com um único objetivo, que era ganhar os três pontos. Este não vale pontos, vale um troféu e estamos aqui para tentar ganhar.

 

CD Trofense: Serginho; Tito Júnior, João Paulo, Mika, João Faria, Simão Martins; Beni, Vasco Rocha; Yohan Miranda, Bruno Almeida, Alan Júnior

Treinador: Rui Duarte

Bola na Rede: Passou pelo Estrela enquanto jogador, o que lhe diz este renascer do clube?

Rui Duarte: Pouco importa o meu passado. De facto, passei pelo Estrela, com muito orgulho. Vejo com bons olhos o renascimento do clube, mas não queria desviar o foco daquilo que é a valorização do grupo [Trofense], dos jogadores, da estrutura, que fez um excelente trabalho. Proporcionaram-nos todas as condições para que chegássemos aqui. Em vez de falar de mim, prefiro falar do Trofense, que também é um clube que se está a reerguer. Está a dar passos seguros e certo, tem um rumo, tem um caminho e tem pessoas bastante competentes à frente, que sabem o que querem. Isso sim é de realçar. O resto é passado.

Bola na Rede: Uma vez que a subida à Segunda Liga, já foi alcançada, podemos esperar amanhã os jogadores mais soltos e sem pressão?

Mika: Vamos entrar em jogo com a mesma ambição com que entrámos ao longo da época, ou seja, a ambição de fazermos um jogo competente, um jogo à nossa imagem, à procura da vitória.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: CF ESTRELA DA AMADORA 0-1 CD TROFENSE

Alemanha Sub-21 x Portugal Sub-21 | A um derradeiro passo do sonho lusitano

Campeonato da Europa sub-21, Final: domingo, 20h00, 6 de junho de 2021

ANTEVISÃO: A ÚLTIMA PARAGEM NO CAMPEONATO DA EUROPA SUB-21

Na 23ª edição do Campeonato da Europa de Sub-21, o grande vencedor será decidido em solo esloveno. Alemanha ou Portugal, quem será?

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Ambas as seleções encerram esta prova com uma missão clara. Os germânicos desejam vingar a edição de 2019, que perderam na final com a Espanha, e levantar a taça pela terceira vez na história. Por sua vez, a seleção portuguesa sonha em realizar o que nunca foi feito outrora – vencer o Campeonato da Europa de Sub-21. Perspetivo 90 minutos emocionantes, com muita ansiedade e nervos à mistura. É normal, é futebol.

Recordemos então o passado entre estas duas ilustres seleções. Três jogos, três vitórias para Portugal em fases finais. É um facto de que o grito lusitano tem levado a melhor sobre a força germânica. Não obstante, subestimar o adversário é um passo estreito para a derrota.

A Alemanha afirma-se com um coletivo fortíssimo e agressivo, junto de uma ótima capacidade ofensiva. Do outro lado, Portugal transita numa “autoestrada” de 12 vitórias consecutivas até à final. Derrubou a Inglaterra. Eliminou a Itália e Espanha (ambas com cinco títulos europeus). Incrível… Mérito da geração dourada que venceu o Europeu de sub-17 e sub-19. Conseguirão agarrar também o de sub-21?

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Portugal garante a terceira presença na final de um Campeonato da Europa sub-21, após perder em 1994 e 2015.
  2. Alemanha alcança a terceira final consecutiva (2017, 2019 e 2021).
  3. Portugal é o melhor ataque do Euro 2021 (12 golos) e é a segunda melhor defesa (3 golos sofridos).
  4. O último confronto entre as duas potências (em fases finais) terminou 5-0 para Portugal.
  5. A formação germânica não perde há oito jogos consecutivos e Portugal há 12.
  6. Dany Mota e Lukas Nmecha são os melhores marcadores das duas seleções, ambos com três golos.
  7. Florian Wirtz marcou o golo mais rápido da história de fases final do Euro sub-21 (29 segundos), nas meias finais frente aos Países Baixos.
  8. A Alemanha é a seleção que possui mais empates deste Euro (3). Em contrapartida, Portugal apenas dispõe de vitórias.
  9. A maior vitória de Portugal fora de portas foi na qualificação para o Euro de 2019, diante do Liechtenstein (0-9).
  10. A média de golos marcados de Portugal e Alemanha nos seus confrontos é de 67 e 0.33 (respetivamente).

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Lukas Nmecha (Alemanha) – No decorrer do torneio, o internacional alemão tem sido uma peça importantíssima do “puzzle” germânico. Três golos e uma assistência são os seus números até ao momento. Com certeza, procurará causar alguns estragos e entregar o cetro à Alemanha. Além disso, é importante frisar que, nos últimos dias, tem sido muito associado ao Sporting CP. Por isso, meus caros leitores sportinguistas, poderá ser interessante observar Nmecha na final.

 

Dany Mota (Portugal) – Se estiver em forma na final como esteve contra a Itália, pode muito bem ser o jogador-chave da conquista do título. Estava endiabrado. Aquele golo de bicicleta, uma arte ao estilo de Picasso… Que categoria de jogador. Acho que Rui Jorge acertou em cheio. Sabe arrastar a marcação, joga muito bem na profundidade e é muito competente à frente da baliza. Aliás, é o melhor marcador de Portugal e poderá tornar-se no melhor da competição. Agora é contigo Dany, vai com tudo!

 

XI’S PROVÁVEIS

Alemanha: Finn Dahmen, David Raum, Nico Schlotterbeck, Amos Pieper, Josha Vagnoman, Arne Maier, Niklas Dorsch, Mergim Berisha, Florian Wirtz, Ridle Baku, Lukas Nmecha

Treinador: Stefan Kuntz

“Este espírito de equipa é extraordinário. As equipas que tinham mais valor de mercado estão todas em casa. Penso que os rapazes já mostraram que têm muito talento”.

 

Portugal: Diogo Costa, Abdu Conté, Diogo Leite, Diogo Queirós, Diogo Dalot, Daniel Bragança, Gedson Fernandes, Vitinha, Fábio Vieira, Rafael Leão, Dany Mota

Treinador: Rui Jorge

“Em 2015 vencemos 11 jogos consecutivos e com o triunfo nas meias-finais atingimos os 12º: é sensacional. As pessoas têm de perceber que é algo extremamente difícil. Vencemos equipas como Inglaterra, Espanha e Itália, esta geração está a fazer um percurso excelente. Todos os jogadores, os que jogaram mais e os que jogaram menos, têm contribuído para a equipa”.

 

PREVISÃO DE RESULTADO: ALEMANHA SUB-21 0-2 PORTUGAL SUB-21