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«Há uma coisa que tenho quase como garantida: ninguém é eterno no Benfica» – Entrevista BnR com André Lima

Prometeu para si mesmo que no auge terminava a carreira de jogador e sairia do comando técnico encarnado e cumpriu tudo. Fez o que mais nenhum treinador do SL Benfica conseguiu ainda: ganhar uma UEFA Futsal Cup. No 11.º aniversário dessa conquista, André Lima falou-nos sobre o segredo por detrás desta conquista, onde acredita que mais nenhum treinador tinha “mãos” para levar as águias à glória europeia. Apontou ainda as possibilidades das duas equipas portuguesas na UEFA Futsal Champions League e ainda comentou temas que têm causado polémica no mundo desportivo.

– A confiança na vitória, o misto de emoções e o “quase” matar Bebé –

«Podia não ser o melhor treinador na altura, mas era o treinador ideal para o momento»

Bola na Rede (BnR): Quando é que começaste a acreditar que podias ser campeão da Europa de clubes com o SL Benfica?

André Lima: Estive como treinador do Benfica durante dois anos e tínhamos ganho tudo. No dia que foi a reunião com o presidente [Luís Filipe Vieira] para estabelecer os objetivos para a próxima época, sabia que, por ter passado de jogador para treinador, tinha de fazer algo de diferente. Ser campeão está implícito e já tinha ganho tudo. O que é que podia fazer mais para que as críticas não continuassem sabendo que às vezes ganhar não chega num grande clube como o Benfica? O que disse ao presidente foi: «ganhei tudo e, agora, temos de pôr aqui mais alguma coisa». Ele perguntou o quê e respondi-lhe: ser campeão da Europa. A equipa estava numa fase de maturidade certa para se procurar algo que já se procurava há quase dez anos, porque a espinha dorsal estava lá toda. O presidente chamou-me «maluco» e perguntou-me como é que ia ser campeão. Eu disse: «dá-me três jogadores [Joel Queirós, Davi e Marinho] e vou tentar ser campeão da Europa, porque ser campeão nacional está implícito no meu contrato». O sonho começou aqui. Só o “maluco eu” é que acreditava, mas sabia o grupo que tinha.

A Ronda de Elite trouxe uma surpresa visto que o Benfica passou com os mesmos pontos do segundo devido aos golos marcados e sofridos
Fonte: João Barbosa/Bola na Rede

BnR: Como foi a preparação para a Final Four em Lisboa? Já agora, sabendo que iriam ter um pavilhão completamente cheio, é preciso motivar alguma equipa quando se sabe antemão que esta situação vai acontecer?

André Lima: A preparação começou muito antes, como já disse. Chegámos à 1.ª fase, na Eslovênia, que é sempre fácil para uma equipa como a do Benfica. Depois tivemos a Ronda de Elite no Pavilhão da Luz. Esta fase foi mais difícil, porque tivemos de enfrentar os atuais campeões da Europa (MKF Sinara Ekaterinburg). Empatámos e passámos à Final Four. Os melhores jogos que fizemos foi contra o Sinara e contra o ASD Luparense, na meia-final. Nesse jogo, fomos melhores do que na final, pois, esse é um jogo de emoção, de luta e intensidade. Os outros não. Não era só eu que acreditava, porque os jogadores também acreditavam que era possível. Quando conseguimos trazer a Final Four para Lisboa, que foi o Eusébio que esteve no sorteio, e calhou-nos os italianos senti que íamos ser campeões da Europa, disse-o ao meu adjunto (Nelito). Porque jogar com o Interviú Madrid na meia-final era diferente do que na final. Eles eram mais fortes e numa meia-final não tem tanta emoção e, provavelmente, o pavilhão não tinha enchido. A preparação foi normal. Conhecia bem os jogadores e o segredo foi esse.

BnR: Disseste numa entrevista à Agência Lusa, que no dia da final não conseguiste dar a palestra para o jogo. Chegaste a dizer alguma coisa ou o pavilhão falou por ti?

André Lima: Aconteceu duas coisas interessantes. Depois do aquecimento, vou para falar para dar os últimos apontamentos e entrou o presidente Luís Filipe Vieira. Foi ele quem deu a palestra. Chegou lá e, apesar de todo o barulho que nem se ouvia bem, agradeceu a toda a equipa por aquilo que já tinham conseguido, que não contava com o que eles fizeram e que se não vencessem já estava ali uma grande vitória, mas, ainda assim, disse que sentia que iam ganhar e para irem à para dentro fazerem aquilo que sabem. Era mais ou menos por aqui que ia pagar na palestra. Falar dos acertos táticos, das bolas paradas e, depois, dizer que era a última oportunidade que muitos tinham para ganhar e de experienciar tudo com um pavilhão cheio como aquele. Isto tudo mexeu com os jogadores e estiveram todos eles fantásticos.

BnR: Uma das imagens que marcam essa final é que o André Lima de cócoras a chorar. O que é que passou na tua cabeça nesse momento, visto que era apenas o teu segundo ano como treinador principal?

André Lima: Foi um descarregar e uma mistura de sentimentos. Por incrível que pareça, quanto mais ganhava no Benfica e melhorava quanto treinador mais críticas me caíam em cima. Também estava como o Rúben Amorim, com o 3.º nível. Tudo servia para massacrar todos os dias. Isto para um jovem treinador durante dois anos… Tive de me aguentar. O outro sentimento é que perdi três finais como jogador, inclusive uma consegui marcar três golos [2003/04] – a 1.ª vez que isso aconteceu. Tínhamos perdido 4-1, depois em casa fizemos 3-0 muito rápidos contra o Interviú e sabíamos que tínhamos de marcar muitos golos, porque eles nunca ficavam a zero. Já é difícil o Futsal ficar a zeros, imagina uma equipa daquelas. Como jogador, lembro-me de dizer no balneário que tínhamos de marcar quatro, cinco ou seis golos, porque ia ser difícil. Na final de 2010, era diferente por ser só um jogo. Sabia que para ganhar tínhamos de marcar golos. Quando começo a chorar, foi um bocadinho de frustração de estar em três e não conseguir ganhar como atleta e, ao mesmo tempo, de felicidade por ter sido uma coisa que criei. Quer queiram quer não, juntei e uni a equipa, metendo jogadores de qualidade, como o Davi, Marinho e Joel Queirós. O jogo estava muito intenso porque estava 3-2 e se houvesse um empate sabia que aquilo ia dar torto, por estares em vantagem e levares um empate no fim. Mas não aconteceu. Ganhámos com o pavilhão todo a gritar e foi um descarregar de emoções.

Em 2010, os encarnados tornaram-se no primeiro clube a conquistar um troféu europeu em Futsal
Fonte: UEFA

BnR: Há dois momentos importantes na final, o lance do golo do Davi e os últimos segundos com o lance do Bebé. Como é que viveste estes dois lances?

André Lima: Joguei com o Luís Amado em Espanha no Caja Segovia FS e disse aos jogadores que onde ele tinha mais dificuldade. Aliás, cheguei a marcar golos ao Luís com remates para baixo e para os cantos, porque não conseguia chegar. Tinha muitas dificuldades em chegar à bola aos cantos, fosse com as pernas ou com os braços. Em pé é que era muito forte ou a fazer a mancha [movimento típico dos guardiões de Futsal], mas remates dos dez ou doze metros para baixo não conseguia. A menos que fossem remates violentos como o golo do Joel ou do Arnaldo que foram de bola parada e que era muito complicado de fazer ao Interviú. O golo do Davi já vem um bocadinho dele. Ele antecipa o passe do guarda-redes para o pivô, dá-lhe para a frente e chuta muito bem de bico. A bola foi para o canto e o Luís Amado não conseguiu lá chegar. O golo ainda foi na 1.ª parte do prolongamento e ainda havia mais cinco minutos na 2.ª parte para sofrer. Quando estava a acabar o jogo e faltavam segundos, a bola vai para a mão do Bebé e disse para atirar para o campo do Interviú, mas bola alta para os segundos passarem. O Bebé tenta meter a bola, não sei em quem. A bola fica no peito do jogador do Interviú e o jogo acaba. Ele chutou, a bola vai ao poste e entra. Eu matava o Bebé se a bola tivesse entrado. Eu disse-lhe. Ficámos a brincar na festa sobre isso ou até quando nos juntamos e falamos sobre o assunto. Estava toda a gente muito nervosa naquela altura.

BnR: Tu fazes parte da geração de jogadores que estava muito à procura deste troféu há anos. Recebeste alguma mensagem de jogadores com quem partilhaste o campo nessas finais perdidas a dizer “finalmente conseguimos!”?

André Lima: Eles todos disseram. Na altura, não era o melhor treinador. Fiz o 1.º ano de contrato de treinador, mas ainda vou com contrato de jogador. Não contava deixar de jogar. A minha evolução foi junto com aquele grupo. Quando aceitei o convite, fui falar com eles e estavam preparados que podíamos ir juntos. Eu conhecia-os bem e eles tinham de me ajudar e assim foi. Podia não ser o melhor treinador na altura, mas era o treinador ideal para o momento. Se fosse outro treinador não ganhava. Aquela final não ganhava.

BnR: Numa entrevista, disseste que sem a ajuda do público no antigo Pavilhão Atlântico não tinha sido campeões. Aquilo que te pergunto é: se a equipa não fosse liderada pelo André Lima alguma vez teria hipótese de fazer história?

André Lima: Era muito difícil. Uma das coisas que tinha muito boa era a maneira como mexia na equipa. O Beto [antigo treinador encarnado] entrou, mas só esteve seis meses e não deu muito para mexer na maneira como jogávamos com o Adil Amarante. Eu apanhei alguma coisa dos dois e juntei os dois. Quando mexia na equipa, fazia-o sempre bem, porque sabia quem gostava de jogar com quem ou quem se sentia confortável a jogar com quem. Nem eles sabiam disso. Quando metia quatro jogadores a jogar, sabia que estava ali um que não se sentia tão confortável. Não era que tivesse algo contra aquilo, era porque sentia que o jogo de uns encaixava melhor no jogo dos outros. E tinha essa capacidade de mexer nas peças e uma facilidade enorme. Punha a equipa a jogar a quase 200%. Quando estávamos a jogar por quatro ou por cinco, misturava a equipa para que eles não soubessem. Quando os jogos eram difíceis, mexia cirurgicamente para que rendessem o máximo. Isso foi um dos segredos que usei para ser campeão europeu.

BnR: Como é que se gere uma equipa emocionalmente depois de vencer a competição mais importante na Europa para se depois encarar as restantes competições?

André Lima: Eram jogadores já acima dos trinta anos. Nós estávamos com o Ricardinho com 26/27 e ele ganha o título de melhor do Mundo em 2010, depois de ganhar a UEFA Futsal Cup. Ele estava no ponto e os outros também. Pedro Costa, Arnaldo, Joel, Gonçalo, Zé Maria, Bebé, Zé Carlos, Marinho… Estávamos de jogadores que emocionalmente não era muita coisa que mexia com eles. Pelo contrário. Quanto mais pressão tivessem, melhor jogavam. É aquela fase boa.

SC Braga x Sporting CP | As decisões passam por Braga

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29ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: domingo, 20h00 – 25 de abril de 2021
ANTEVISÃO: SPORTING CP JOGA CARTADA DECISIVA NA LUTA PELO TÍTULO

Não há dúvidas de que é o jogo grande da jornada, mas também não há dúvidas de que o Sporting CP que vem em quebra – sobretudo animicamente – precisa de dar uma resposta urgente e de voltar as vitórias. O melhor jogo para isso é sempre no jogo seguinte, mas este com o SC Braga terá certamente um gosto especial, sobretudo pelas aspirações dos minhotos em chegar (ainda) a lugares de Liga dos Campeões, mas também porque Rúben Amorim conhece bem a casa. Qualquer deslize nesta fase decisiva poderá ser irreparável.

PODE SER O JOGO DECISIVO PARA O TÍTULO NACIONAL, MAS BRACARENSES E LEÕES MANTÊM AS SUAS ASPIRAÇÕES INTATAS. QUEM VAI SAIR A SORRIR DESTE CONFRONTO? APOSTA JÁ EM BET.PT!

Tanto o SC Braga como o Sporting CP não chegam a este jogo na sua melhor fase da temporada somando alguns empates comprometedores, sendo que apesar do historial recente, olhando para a final da Taça da Liga e para a primeira volta do campeonato dar vantagem para o lado leonino, nas últimas três visitas a Braga, a equipa da casa venceu as três vezes sempre pelo mesmo resultado, 1-0.

No lado do SC Braga, Sporar é baixa por se encontrar emprestado pela equipa leonina enquanto que Iuri Medeiros, Francisco Moura e David Carmo são baixas por lesão. Bruno Tabata será a única baixa conhecida do lado dos Leões.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O Sporting CP continua invicto e vai em 28 jogos sem qualquer derrota na competição;
  2. Em 151 jogos, os Leões somam 93 vitórias e 23 empates e 35 derrotas;
  3. Antonio Adán é o jogador com mais jogos (28) no plantel leonino;
  4. Ricardo Esgaio é o jogador com mais jogos (27) nos minhotos;
  5. Pedro Gonçalves é o melhor marcador dos Leões com 17 golos;
  6. Ricardo Horta é o melhor marcador do SC Braga com oito golos;
  7. O Sporting CP é a melhor defesa do campeonato com apenas 15 golos sofridos em 28 jogos;
  8. O SC Braga é a quarta melhor equipa a jogar em casa com dez vitórias, dois empates e duas derrotas;
  9. O Sporting CP é a melhor equipa fora de portas, com 11 vitórias e três empates.
  10. Artur Soares Dias é o árbitro nomeado para o encontro.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Nico Gaitán – O argentino sempre foi um jogador de encher o olho e, apesar de aparecer a espaços na formação do SC Braga, tem capacidade para ainda demonstrar todo o seu futebol. Mesmo estando em dúvida a sua participação no onze inicial, realizou uma exibição de encher o olho diante do Boavista FC e será certamente um excelente joker para Carlos Carvalhal.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Seba Coates– O capitão de equipa leonino tem sido o patrão da defesa, mas também o patrão da equipa em todos os momentos. Numa época de excelente nível, tem sido importante para manter a equipa sã e a respirar tranquilamente conseguindo evitar maiores dissabores. Soma já cinco golos e tem sido fundamental, sobretudo nas partes finais dos encontros.

 

XI’S PROVÁVEIS

SC Braga: Matheus; Ricardo Esgaio, Raul Silva, Tormena, Sequeira; Lucas Piazon, Musrati, Fransergio, Galeno; Ricardo Horta e Abel Ruíz.

Treinador: Carlos Carvalhal

“Uma coisa é jogar com o Paulinho, o Tomás e o Nuno Santos, outra é jogar o Pedro Gonçalves, o Daniel Bragança ou o Jovane. As dinâmicas alteram-se em função das características dos jogadores, mas acredito que nos preparamos bem para todos os cenários e que estaremos à altura do jogo. Vamos jogar para ganhar, como é sempre a nossa ambição, sabendo que é o adversário mais difícil do campeonato, porque ainda não perdeu e está na frente da classificação.”

Sporting CP: Adán; Gonçalo Inácio, Seba Coates, Feddal; Porro, João Palhinha, João Mário, Nuno Mendes; Pote, Paulinho e Nuno Santos.

Treinador: Rúben Amorim

“Vai ser um jogo difícil, contra uma excelente equipa, que ainda está na luta, que tem experiência, que joga muito bem e em casa. Estão habituados a estes jogos, num sistema que se adapta ao nosso. O jogo pode ser decidido nos pormenores. Trabalhamos sobre isso, olhamos para os jogos que fizemos contra eles. Estaremos preparados. Sabemos da qualidade do Sporting de Braga, mas também sabemos da nossa, e vamos a jogo para vencer.”

Previsão do resultado: SC Braga 1-2 Sporting CP

Estoril Open: Torneio regressa com João Sousa e estreantes de luxo

Depois de um ano de interregno devido à pandemia de COVID-19, que levou ao cancelamento da edição de 2020 do único torneio em solo português de categoria ATP, o renovado Estoril Open, agora disputado no Clube de Ténis do Estoril e não no Jamor, arranca para a sua sexta edição este sábado.

Sem público nas bancadas para receber alguns dos melhores executantes do mundo, há ainda assim muitos motivos de interesse para acompanhar aquela que promete ser mais uma prova recheada de encontros memoráveis, com a estreia em Portugal de autênticas vedetas do circuito masculino e, claro está, de João Sousa, o melhor tenista português de todos os tempos e vencedor do torneio em 2018.

DESISTÊNCIAS DE ÚLTIMA HORA E CABEÇAS DE SÉRIE

Apesar de ter perdido quase todos os elementos do Top 20 do ranking mundial anunciados aquando da apresentação do torneio, no final de março, a sexta edição do Estoril Open conta com vários nomes sonantes a servir de cabeça de cartaz para a competição de singulares. Diego Schwartzman (número 9 do ranking), o único Top 10 com presença confirmada para o torneio, foi baixa de última hora, com uma lesão na anca detetada após a derrota nos quartos de final de Barcelona.

Antes disso, já Gael Monfils (15.º), que não conseguiu recuperar da lesão que o tem apoquentado neste arranque da temporada, Fabio Fognini (27.º), lesionado no pulso, e Pablo Carreno Busta (13.º), vencedor da prova em 2017 que indicou a fadiga acumulada do muitos torneios disputados nas últimos tempos – foi campeão em Marbella há duas semanas, caiu nos oitavos em Monte Carlo e atingiu as meias-finais esta semana, em Barcelona -, foram as outras desistências entre os cabeças de série originalmente previstos.


Esse mesmo estatuto tinha Grigor Dimitrov (17.º), o bielorusso e antigo Top 10 que tinha recebido o segundo Wild Card da organização, mas acabou por ter de abdicar da sua participação devido a uma infeção dentária. Para o seu lugar entrou Denis Shapovalov (14.º), jovem canadiano que se vai estrear no torneio e, fruto das desistências, como primeiro cabeça de série.

Para além de João Sousa (105.º) e do tenista de 22, o terceiro e último Wild Card foi atribuído a Kei Nishikori, o nipónico que esteve durante largos anos no Top 10, que já foi finalista de um torneio do Grand Slam, e que procura recuperar o seu melhor nível depois das muitas lesões que o têm fustigado ao longo das últimas épocas. O japonês é o quarto cabeça de série de uma competição em que nunca tinha participado.


Os restantes cabeças de série são Cristian Garin (22.º), chileno especialista em terra batida, Ugo Humbert (31.º), o melhor cotado dos muitos franceses em prova no Estoril, Alexander Bublik (42.º), o desconcertante tenista do Cazaquistão, Marin Cilic (44.º), croata que venceu o US Open em 2014, frente a Nishikori, e já esteve em finais no Open da Austrália e de Wimbledon, Albert Ramos-Vinolas (46.º), outro especialista do pó de tijolo, e Alejandro Davidovich Fokina (48.º), um dos valores espanhóis da “Next Gen”.

Foto de Capa: Estoril Open

SB Castelo Branco 1-1 FC Oliveira do Hospital: Empate justificado por jogo pobre

A CRÓNICA: MUITA LUTA, MAS POUCO FUTEBOL EM CASTELO BRANCO

O Estádio Municipal Vale do Romeiro recebeu a primeira jornada da Série 5, a valer o acesso à nova competição, a Liga 3. Sport Benfica e Castelo Branco e FC Oliveira do Hospital querem lá estar e procuravam os primeiros três pontos para arrancar em vantagem no grupo.

À imagem de outros jogos nesta competição, também este começou a todo o gás e com muita emoção à mistura. O defesa-central dos visitantes, Bonilla, respondeu com acerto a uma bola para a área, aos 4 minutos de jogo, inaugurando o marcador.

Tivemos direito a uma partida digna de Primeira Liga: intensa, com golos (pelo menos um), penáltis falhados… e muita polémica à mistura, um clássico do futebol português. Na primeira parte saltou-se mais dos bancos para reclamar faltas do que para responder a livres cobrados para a área.

A bola parada prometia ser decisiva, e foi. Aos 70 minutos, Miguel Campos, mais conhecido por Kaizer, que até estava a fazer um jogo francamente mau, cobrou um livre ainda longe da baliza de forma exímia. A bola ainda bateu no poste, mas acabou por entrar, daquelas que levava selo de golo. O jogo manteve-se sempre muito na mesma toada e o empate acabou por ser o resultado mais justo, face aos acontecimentos.

Vimos uma partida de futebol na maioria do tempo mal jogada, mas com intensidade bastante alta. A confusão no final revelou bem aquilo que foram os 94 minutos: muita luta, pouco futebol.

 

A FIGURA

Julián Bonilla – O defesa-central acaba por ser a figura do jogo muito porque marcou um golo, mas não só. Ainda que não tenha valido a vitória, a verdade é que Julián Bonilla ficou, em parte, encarregue de grande parte daquela que era a construção da equipa a partir de trás. Claramente o mais esclarecido e com maior capacidade na definição do passe. Esteve também muito bem no desarme e conseguiu sempre controlar os adversários com imponência. Excelente exibição do defesa colombiano.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: SB Castelo Branco

Linha defensiva do SB Castelo Branco – O empate a uma bola acaba por não espalhar as oportunidades que o jogo teve. Muita intensidade e muita disputa, até demasiada. Mas se é verdade que houve muitas ocasiões de golo, muito se deveu à linha defensiva albicastrense, que favoreceu bastante que estas fossem possíveis. Começaram a partida “a dormir” e só melhoraram quando Babia passou a jogar no meio dos três defesas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORT BENFICA E CASTELO BRANCO

O Benfica de Castelo Branco entrou em campo de forma diferente em relação aquilo que tem sido o esquema habitual da equipa. Pedro Barroso apostou num 3-5-2 para explorar os encaixes no sistema do adversário.

Os defesas-centrais Miguel Campos, Babia e Bruno Rafael tinham a difícil missão de travar David Silva e André Freitas, referências atacantes do lado contrário. Os defesas começaram o jogo a mostrar algumas debilidades perante a pressão adversária e por diversas vezes o perigo rondou a baliza de Jota, muito por culpa de erros na construção. Ressalva feita a Babia, que pareceu sempre o menos problemático dos três mais recuados.

Na frente, os ataques pareciam bem mais esclarecidos. Muito velozes e bastante verticais, acabavam por trocar as voltas aos robustos centrais de Oliveira do Hospital.

O jogo passava pelos pés de Iko Caetano, tecnicamente mais evoluído que os restantes, no meio, e de Dani Rodríguez, ala direito, rápido, vertical e com muita chegada ao último terço. Clayton Leite foi o elemento mais móvel e procurou recuar de zonas avançadas no terreno para rodar o jogo e fazer a equipa progredir.

Muito apagados no jogo estiveram Miguel Abreu, Amadu Turé e Kalunga, os dois últimos de quem se esperava e exigia bem mais do que aquilo que foi feito.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jota (5)

Bruno Rafael (4)

Babia (5)

Kaizer (6)

Dani Rodríguez (7)

Guilherme (6)

Miguel Abreu (5)

Iko Caetano (7)

Kalunga (5)

Clayon Leite (6)

Amadu Turé (5)

SUBS UTILIZADOS

Júlio Alves (5)

André Cunha (6)

Lucas Reis (-)

Miguel Lopes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC OLIVEIRA DO HOSPITAL

O FC Oliveira do Hospital manteve-se fiel ao seu estilo habitual. Ainda que seja difícil apontar um único esquema, diria que a equipa se organiza em 3-5-2 em construção, e em 5-4-1, a defender.

Tozé Marreco aposta nos seus três centrais, bastante semelhantes entre si. Linha defensiva robusta e imponente, mas sem grandes dificuldades em jogar com os pés. Bonilla, central pela esquerda, destacou-se logo cedo, porque marcou, mas também porque mostrou sempre bastante tranquilidade e serenidade com bola. Aos 24 anos, revela grande maturidade e capacidade para outros patamares.

O meio estava assegurado por dois médios experientes, que garantiam equilíbrios no setor intermediário. Falo de André Fontes e de Kingsley. Bob, tinha movimentos de “cima-baixo”, aparecendo mais frequentemente na frente de ataque. Os laterais, Ibra e João Mendes, a defender, juntavam-se aos defesas-centrais, e a atacar subiam bastante no terreno.

No ataque, o posicionamento de André Freitas fazia alterar o esquema em que a equipa se apresentava. Quando descia era claramente um 5-4-1, deixando David Silva isolado na frente, quando avançava era mais um 3-5-2, com os laterais a avançarem com ele.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Nando Pedrosa ()

Bonilla (8)

Hidélvis (6)

Diogo Abdul (5)

João Mendes (5)

Ibra (5)

André Fontes (6)

Kingsley (6)

Bob (5)

André Freitas (5)

David Silva (4)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo (5)

Franck (5)

Zé Maria (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Oliveira do Hospital

BnR: “Já falou na questão dos três centrais que não o surpreendeu, pergunto então qual foi o fator essencial que levou a que não conseguisse levar os três pontos?

Tozé Marreco: “O mesmo fator que nos fez chegar à vantagem, uma bola parada e a qualidade individual de um jogador. Foi isso que aconteceu, acho que foi um jogo com muitas chances de golo, e penso que tivemos mais. Eles (SBCB) tiveram mais bola, mas nós fomos mais assertivos na procura da baliza. O que fez diferença foi a bola parada, batido por um grande jogador e que nos roubou dois pontos.

 

Sport Benfica e Castelo Branco

Bnr: “Gostava de continuar aqui nesta questão da tática. Nunca lhe passou pela cabeça deixar a linha de três defesas e tentar chegar à área pelas laterais?”

Pedro Barroso: “Sabes que há que ver o copo meio cheio e o copo meio vazio. Nós temos três centrais, mas temos dois alas a bater na linha adversária. Mas também acabamos só com dois centrais. A partir de determinada altura abdicamos de um dos centrais e foi evidente. Nós até podemos pensar em mudar mais cedo, mas olhamos para o banco e não temos nenhum médio, por muito que quiséssemos. Acabamos o jogo com um médio amarelado e outro adaptado. Portanto, por muito que queiramos e a interpretação seja nesse sentido, se não tivermos jogadores não vale a pena colocar.

SL Benfica | 4 pontos a ser retificados

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Com a derrota caseira frente ao Gil Vicente FC, o SL Benfica viu hipotecada as poucas hipóteses que ainda tinha de lutar pelo título. Sendo que já nem dependem apenas de si próprios para chegar à Fase de Grupos da Champions, resta a Taça de Portugal para transformar uma época catastrófica numa época péssima.

Correndo o risco de falhar todos os objetivos da época, irei falar aqui em quatro pontos que precisam de ser retificados e que têm contribuído para a época desastrosa que o SL Benfica está a fazer, depois de tantas promessas feitas.

Valência E-Prix 1: Era só um bocadinho mais de bateria…

A CORRIDA: JÁ OUVIRAM FALAR DE “ANSIEDADE DE AUTONOMIA”?

Nyck de Vries (Mercedes) é o vencedor de um dos E-Prix mais controversos que há memória. O piloto holandês foi seguido no pódio por Nico Muller (Dragon Penske) e Stoffel Vandoorne (Mercedes), que começaram a corrida em 22º e 24º respetivamente.

A polémica vem em particular do facto que estes homens foram quase os únicos a ter bateria suficiente para terminar a corrida no Circuito Ricardo Tormo em Valência, Espanha. Ainda estão para ser apuradas as causas que levaram a este final de corrida, no entanto, as primeiras análises indicam que se deve à quantidade de energia retirada após períodos de Safety Car.

Na Fórmula E, após um período de Safety Car, é retirada uma percentagem de energia aos carros, visto que estes consumiram menos durante as voltas mais lentas. Esse valor é calculado em relação ao número de voltas que se fez nessas condições, de modo a que mesmo poupando muita energia atrás do Safety Car, os pilotos tenham de manter uma gestão da mesma na fase final da equipa.

O problema que aparentemente assolou quase todas as equipas em Valência, excepto a Mercedes, foi que o nível de energia retirado após os cinco períodos atrás do Safety Car, foi em demasia, o que fez com que nas últimas duas voltas, a maioria da grelha se visse obrigada a abrandar ou deixar o carro ficar sem bateria (o que resulta em desqualificação).

O que deu origem a uma lenta procissão de carros com valores de energia já muito baixos, a ser ultrapassados facilmente pelos poucos que ainda tinham bateria. Nyck de Vries conseguiu ultrapassar facilmente António Félix da Costa para a vitória, e Muller e Vandoorne foram de fora dos pontos para o pódio, tudo na última volta.

Até este controverso final, tivemos a causa do mesmo, os cinco períodos de Safety Car causados por carros presos na gravilha, após perdas de controlo ou choques debaixo da chuva que caía no circuito. António Félix da Costa herdou a pole position de Vandoorne (que foi atirado para 24.º) e controlou facilmente a corrida sempre que pôde, apenas ameaçado pelo rápido De Vries durante os recomeços.

Na fase inicial a principal luta era pelo segundo lugar, guardado por Max Gunther (BMW), com Alex Lynn (Mahindra) e De Vries ao ataque. No entanto, o carro azul e branco da BMW não parecia capaz de conter o ritmo do holandês da Mercedes, que rápido se passou a preocupar com António Félix da Costa, e perdeu também para os Mahindra de Lynn e Alexander Sims, que se apresentavam muito rápidos e com pelo menos um lugar do pódio praticamente reservado, até ao final que se viu.

Uma das figuras negativas da prova (que só perde para a Desilusão do Dia), foi André Lotterer (Porsche). Considerado um dos favoritos a um possível campeonato, sendo agora líder de uma das mais lendárias equipas de desporto motorizado do mundo, o piloto alemão voltou a ter um choque completamente desnecessário na primeira volta de corrida, e outro mais no final, que lhe valeram uma penalização e a desistência respetivamente.

Após as duas últimas voltas, ficou difícil de compreender em que posição ficou cada um dos pilotos, com alguns dos que seguiam no top 10 a ficar pelo caminho, e os que passaram a bandeira axadrezada já sem bateria a ser desqualificados. No entanto, a quarta posição ficou para Nick Cassidy (Virgin), um dos poucos que tinha bateria suficiente no final e ainda pareceu que chegaria ao pódio, em quinto lugar vemos René Rast (Audi), seguido de Robin Frinjs (Virgin) em sexto e com a volta mais rápida.

António Félix da Costa, que liderou quase toda a corrida em sétimo lugar, após uma volta final a passo de caracol para poupar o máximo de energia possível. O top 10 é fechado pelo Mahindra de Lynn em oitavo, que merecia muito mais após a boa corrida da equipa indiana, Sam Bird (Jaguar) não teve uma das suas tradicionais remontadas, e termina em nono lugar, ficando Lucas di Grassi a fechar os pontos pela Audi.

No campeonato, os homens da Mercedes lideram ambos campeonatos, com Nyck de Vries na frente do campeonato de pilotos com 57 pontos, e Vandoorne em segundo com 48, para Sam Bird fechar o pódio. Nos construtores, a Mercedes lidera a Jaguar em segundo e a Virgin em terceiro.

Foto de Capa: Fórmula E

Os 5 capitães mais icónicos da história do futebol

Ser capitão é uma responsabilidade, mas um orgulho muito grande. Na vasta e interminável história do futebol há nomes que são sinónimos de liderança. É com base nessa capacidade de liderança e fidelidade ao clube que construí este top. São cinco nomes com uma ligação muito forte ao emblema que representaram, jogadores que marcaram uma era nas suas equipas, e quase todos com títulos importantes.

São vários os nomes que podiam perfilar nesta lista, mas, com base nos critérios que estabeleci, sem dúvida alguma que estes são rostos do significado de carregar a braçadeira. Dentro daquilo que a memória te dá, quais são, para ti, os capitães que cabem neste top e não estão?

Zaidu: Foi a exigência dos adeptos ou do plantel que baixou? | FC Porto

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Após várias épocas sob a tutela de Alex Telles, a ala esquerda do FC Porto pertence, agora, ao nigeriano Zaidu, que chegou ao Dragão proveniente do CD Santa Clara, com a hercúlea tarefa de fazer esquecer o seu antecessor. Uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem, visto que Telles marcou uma era na sua passagem por Portugal.

Deste modo, logo após a saída do internacional brasileiro, Zaidu foi lançado por Sérgio Conceição para a titularidade, dado que era a principal alternativa e única de origem para o lugar. Porém, o jovem nigeriano não parece ter ficado intimidado com o desafio e pode-se dizer que as primeiras impressões foram positivas, já que o lado esquerdo dos azuis e brancos nunca foi um problema evidente.

Além disso, até na Liga dos Campeões, Zaidu conseguiu deixar a sua marca, ao marcar em França, frente ao Olympique de Marselha, conseguindo desequilibrar a partida a favor da sua equipa. Pelo meio, também conseguiu faturar para a liga portuguesa e inclusive a sua primeira internacionalização para representar o seu país. Tudo parecia bem.

Zaidu
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porém, com o avançar da temporada, as debilidades de Zaidu tem sido mais evidentes, tendo sido expressas, principalmente, na última eliminatória contra o Chelsea FC. Nesse duplo desafio, ficou patente as dificuldades técnicas e táticas que o jogador enfrentou nos 180 minutos com o emblema inglês, sendo que ficou marcado pelo erro concedido no golo de Mason Mount.

Tendo a perfeita noção que estamos a falar de alguém com 23 anos, que até há bem pouco tempo estava a competir no Campeonato de Portugal, não podemos descuidar dos seus recorrentes pontos fracos, que tem exposto a equipa ao perigo, pois Zaidu erra em demasia em ações individuais, tanto defensivas como ofensivas, apesar de conseguir colmatar muito bem a primeira com o seu poder de aceleração e velocidade.

Neste sentido, é recorrente assistir a algumas falhas no domínio de bola e, principalmente, no momento de cruzamento por parte do jogador, algo que Alex Telles era exímio nesse capítulo. Um pormenor que pode parecer pequeno, mas que no caso concreto do FC Porto não o é, já que o sistema de jogo de Sérgio Conceição proporciona em muito o apoio dos laterais e a sua subida pelos flancos, procurando sobreposições de jogadores na transição ofensiva. Mesmo nas ações defensivas, ultimamente, o futebolista tem sido facilmente ultrapassado em ações de 1 vs 1, que não são tão nítidas pela capacidade de recuperação que obtém da sua velocidade.

É claro que muitas destas falhas podem ter proporções maiores, por falta de concorrência interna, já que o FC Porto, em comparação com outros anos, não tem uma alternativa válida e isso pode afetar o rendimento do atleta, que pela primeira vez da sua carreira, está a realizar um número alto de partidas oficiais.

Sendo assim, Zaidu está a ter a sua época de adaptação e de afirmação ao mesmo tempo, o que não é nada fácil e apesar das falhas apontadas pode-se considerar uma primeira temporada positiva. No entanto, para consumo interno pode chegar, mas para o nível externo já começa a escassear, como se viu. Por isso, atualmente, Zaidu seria uma ótima escolha para backup de um titular, mas para indiscutível de uma equipa como para o FC Porto parece nítido que precisa de continuar a crescer e de uma alternativa que o permita atingir todo o seu potencial.

Falta-nos a raça de Nuno Santos | Sporting CP

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É já neste domingo que o Sporting CP se deslocará até ao Estádio Municipal de Braga para enfrentar o SC Braga, em jogo que poderá decidir o rumo do campeonato. Em caso de derrota, os Leões poderão ver o FC Porto aproximar-se ainda mais. Se o líder sair da cidade dos arcebispos com a vitória, dificilmente perderá o título. Entramos, pois, no campo da subjetividade. São muitos os possíveis desfechos, algo que muitos sportinguistas não imaginariam há um mês atrás, mas o futebol é mesmo assim.

Naturalmente, o futebol nem sempre é feito de craques. Ainda não se sabe se o Sporting CP conseguirá conquistar o título de campeão nacional, e nem sempre as equipas campeãs são uma constelação de estrelas, pelo que Nuno Santos é um bom exemplo disso. Criticado à chegada pelo seu passado benfiquista, para além das lesões que sofreu ao longo da carreira, não é um craque, possui certas limitações, mas vem de uma escola diferente, que está habituada a ganhar.

Nos jogos grandes, já provou que consegue fazer a diferença. Fez o gosto ao pé diante do FC Porto, em Guimarães, no jogo complicadíssimo frente ao Nacional na Choupana ou na sempre difícil ida ao Bessa. São seis golos e cinco assistências nesta edição da Primeira Liga, que sobem para 7 tentos e 9 passes para golo respetivamente se contarmos todas as competições.

A quebra de rendimento do Sporting CP é em boa parte justificável pela juventude na equipa, no facto de grande parte da equipa não estar habituada a estas andanças e que pode lidar mal com a pressão. É nesses momentos que os mais experientes se destacam, como tem acontecido com Coates, que tem sido o jogador mais decisivo esta época, ou Adán, que também tem mostrado imensa segurança na baliza, apesar do erro no último jogo frente à BSAD.

Ora, os campeões são feitos não só de qualidade individual e tática, mas também de mentalidade campeã, de ‘’estofo’’. Em Alcochete, esse problema parece ser crónico, vendo pelos exemplos de Rui Patrício, William Carvalho, Adrien Silva ou João Mário, que nunca conseguiram realmente triunfar de leão ao peito no que a campeonatos diz respeito. São normalmente jogadores de fora que têm de incuti-la, sendo estes portugueses ou até mesmo estrangeiros. É o caso do treinador, Rúben Amorim, que já foi campeão no rival, assim como Nuno Santos também foi, no mesmo clube, na malfadada época 2015/16.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Em suma, Nuno Santos traz ao jogo do Sporting CP uma mentalidade diferente, mais ambiciosa, um respeito maior por parte dos adversários, para além de soluções distintas de Tiago Tomás, que pela sua idade, tem apresentado algumas dificuldades, o que é natural. Em Braga, é fundamental que o número 11 dos leões comece de início, retomando o lugar que perdeu nos últimos meses, período em que esteve apagado em vários jogos, mas a realidade é que conseguiu manter bons números. E no fim não contará quem jogou melhor, mas os resultados.

Académica OAF 2-1 GD Chaves: Fator casa voltou a ser chave para a “Briosa”

A CRÓNICA: REVIRAVOLTA TARDIA, MAS SUFICIENTE

No jogo de cartaz da 30ª jornada da Segunda Liga, a Académia OAF venceu o GD Chaves por 2-1 e aproveitou para se distanciar de mais um concorrente direto na luta pela subida. Os transmontanos até foram para o intervalo a ganhar com um golo alcançado no final do primeiro tempo, mas os estudantes trataram de operar a reviravolta no último um quarto de hora da partida.

O conjunto da casa entrou melhor no encontro e esteve por cima até aos 35 minutos, mas a falta de clarividência na conclusão das jogadas acabou por penalizar os “estudantes”. Sanca falhou o alvo por duas ocasiões em posição privilegiada e Bouldini atirou à barra ao minuto 33, sendo que, pelo meio, o conjunto visitante teve ainda um golo anulado a Juninho, por fora de jogo. Os transmontanos apoderaram-se da bola nos minutos que antecederam o intervalo e, após terem assustado num remate de João Teixeira, foi a vez de João Correia aproveitar uma falha de Sanca numa transição e atirar, assim, para o primeiro golo do encontro.

Para o segundo tempo já se esperava uma Académica a correr atrás do prejuízo, contudo, a formação de Coimbra enfrentou várias dificuldades para furar a sólida defesa do emblema de Chaves, principalmente nos primeiros 25 minutos. Batxi chegou a estar perto de ampliar a vantagem a abrir o segundo tempo, mas seria a Briosa a chegar ao golo do empate. Ricardo Dias conquistou uma grande penalidade perto do minuto 80’ e Zé Castro tratou de restabelecer a igualdade.

A equipa visitante tentou responder de imediato num lance em que João Correia até ficou isolado, só que Mika fez de parede e impediu que tal acontecesse. Os estudantes não desistiram de acreditar e foi a partir de uma nova bola parada que a Académica assinalou a cambalhota no marcador. Na sequência de um pontapé de canto cobrado por Traquina, Bouldini apareceu à entrada da pequena área e cabeceou para o tento da reviravolta, num lance em que Paulo Vítor a acabou por sair mal à bola.

A batalha até final foi intensa, mas o resultado não mais se alterou e é a Académica que acaba por sorrir, conquistando três importantes pontos na luta pela subida e no regresso aos triunfos no seu estádio. Já a equipa de Trás-os-Montes soma a primeira derrota desde que Vítor Campelos assumiu o comando técnico e fica agora a três pontos dos estudantes.

 

A FIGURA

João Correia – Foi o motor do ataque do Chaves. Muito interventivo do lado direito do ataque, parecia um extremo a rasgar pela linha. Fez o golo dos flavienses e apresentou mais uma série de bons apontamentos. Teve nos pés o 2-1, mas Mika negou-lhe nova alegria.

 

O FORA DE JOGO

Leandro Sanca – Uma manhã para esquecer. Desperdiçou duas oportunidades para marcar ainda antes do golo do Chaves e tomou uma série de más decisões no último terço. Acaba ligado ao golo de João Correia pela perda de bola que deu o 1-0.

 

ANÁLISE TÁTICA – ACADÉMICA OAF

A Académica lançou-se num 4-2-3-1. Fabiano, na direita, Mike, na esquerda, e Zé Castro e Rafael Vieira no meio, compuseram o quarteto defensivo. Na zona do meio-campo, Ricardo Dias e Diogo Pereira, médios com características mais defensivas, e Fabinho foram os escolhidos. Mais próximos da baliza contrária Traquina, Sanca e Bouldini.

Os “estudantes” não abdicaram de tentar uma saída curta e trabalhada com Zé Castro, um defesa-central com pés de 10, em evidência. A Académica procurou bastante o espaço à largura, com os dois extremos bem abertos e a procurarem situações de cruzamento. Diogo Pereira descaiu bastante sobre o lado direito ligando-se com Fabiano e Traquina. O lado esquerdo do ataque ficou livre para as investidas individuais de Sanca, sendo que, na segunda parte, a entrada de Bruno Teles deus mais soluções a esse mesmo corredor.

A pressão alta, iniciada pelos homens mais adiantados, Bouldini e Fabinho, e a forte reação à perda foram constantes na tentativa de recuperar a bola. Na impossibilidade de o fazer, a equipa organizou-se em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Mika (7)

Fabiano (6)

Rafael Vieira (6)

Zé Castro (8)

Mike (6)

Ricardo Dias (7)

Diogo Pereira (6)

Fabinho (6)

Traquina (6)

Leandro Sanca (5)

Bouldini (7)

SUBS UTILIZADOS

Mayambela (7)

Bruno Teles (6)

Mimito (6)

Filipe Chaby (6)

Silvério (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

Para este jogo, o Chaves repetiu pelo quarto jogo consecutivo o mesmo onze. Vítor Campelos optou pelo 4-3-3. O centro da defesa ficou a cargo de Luís Rocha e Vasco Fernandes, enquanto João Correia e João Reis ficaram responsáveis pelas laterais. No meio-campo Nuno Coelho foi o vértice mais recuado do triângulo que contou ainda com Benny e João Teixeira. Na frente, os extremos Juninho e Batxi e o ponta de lança Roberto.

Os transmontanos privilegiaram o uso dos corredores laterais no seu jogo ofensivo, sobretudo aproveitando as incursões de João Correia que, apesar da sua posição mais defensiva, pensa o jogo como um extremo.

No desenvolvimento do seu jogo existiu a preocupação de assumir o controlo da posse de bola e com isso tentar chegar o esférico rapidamente ao lado contrário. Os flavienses colocaram sempre muita gente no último terço com os dois médios interiores a chegaram muito perto da área contrária no apoio aos três avançados e ainda um dos laterais.  Notou-se ainda bastante preocupação na execução de bolas paradas.

Para a transição defensiva, a equipa contou com a proteção mais recuada dos dois defesas-centrais, do médio defensivo e com o lateral do lado contrário ao da bola.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Vítor (5)

João Correia (8)

Luís Rocha (5)

Vasco Fernandes (6)

João Reis (6)

Nuno Coelho (6)

João Teixeira (7)

Benny (6)

Juninho (5)

Batxi (5)

Roberto (6)

SUBS UTILIZADOS

Kevin Pina (6)

Wellington Carvalho (6)

Luís Silva (6)

Hélder Guedes (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

ACADÉMICA OAF

BnR: Concorda que Zé Castro tem sido útil na saída para o ataque, nos processos de construção e até mesmo para dar largura à equipa?

Rui Borges:  O Zé dá-nos isso. Em termos técnicos dá-nos uma clareza com bola, dado que tem toda a experiência e um bom trajeto. Essa clareza no passe acaba por estar claramente acima da média, arriscaria dizer que nem na Primeira Liga existe. Tal como venho referindo até aqui, é o nosso líder, a palavra dele dá tranquilidade, mesmo com bola, e com a urgência de chegar ao golo, acaba por imperar essa tranquilidade. Foi importante o regresso neste momento e fico feliz.

 

GD CHAVES

BnR: Repetiu hoje o mesmo 11 pela quarta vez. Sente que este é o “11 base” que lhe pode dar garantias para o que falta jogar?

Vítor Campelos:  Infelizmente, já não vamos poder repetir por termos tido um jogador expulso. Estamos bastante satisfeitos com o trabalho dos jogadores não utilizados. Não temos apenas 11. O plantel trabalha sempre no máximo. Tenho a certeza que quem jogar nos próximos jogos vai dar boa resposta.

 

Rescaldo redigido por Francisco Grácio Martins e Miguel Simões.