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Playoffs iniciam com a surpresa na luz | Hóquei em Patins

Os playoffs para apuramento do campeão estão de regresso ao Hóquei em Patins. A primeira ronda dos quartos-finais dos quatro duelos foi disputada este fim de semana. No final, os jogos terminaram com três resultados esperados e uma surpresa.

FC Porto 8-1 Juventude De Viana

Os dragões, líderes da fase regular, cumpriram e aplicaram uma derrota aos vianenses, oitavos classificados, no Dragão Arena. Ao intervalo, os portistas já ganhavam por quatro golos e conseguiram gerir o jogo na segunda parte. Rafa e Gonçalo Alves estiveram em destaque com um bis na partida.

Sporting CP 4-2 AD Valongo

Os leões acabaram por ter uma tarefa mais complicada do que os dragões. No entanto, a equipa da casa chegou a estar a vencer por 4-0, fruto também das boas intervenções de Ângelo Girão. A AD Valongo apenas conseguiu marcar nos últimos finais, mas apenas serviu de consolo. Destaque para Romero que bisou na partida.

OC Barcelos 7-4 SC Tomar

Os forasteiros começaram melhor e tiveram uma boa oportunidade de um livre direto, mas Conti fechou a baliza. A equipa terceira classificada da fase regular conseguiu colocar-se na frente ainda na primeira parte, apesar de o adversário estar melhor na partida.

Contudo, os tomarenses não deixaram de estar ativos no ataque e, desta vez, conseguiram concretizar, pondo-se mesmo à frente no marcador. Contudo, o OC Barcelos aumentou o ritmo e colocou o jogo empatado ao intervalo. A segunda parte foi também muito disputada, até ao cartão azul dado a Filipe Almeida do SC Tomar. A partir daí, o OC Barcelos não largou mais a vantagem no marcador.

 

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SL Benfica 1–2 UD Oliveirense

A surpresa ocorreu no Pavilhão da Luz. A primeira parte foi toda dos visitantes, com o guarda-redes encarnado Pedro Henriques a evitar o avolumar do resultado. Ao intervalo, a UD Oliveirense vencia por duas bolas a zero.

A postura da equipa da casa alterou-se na segunda parte, mas os forasteiros não deixaram de estar compactos na defesa e organizados no ataque. O melhor que o SL Benfica conseguiu foi reduzir, nos minutos derradeiros da partida e agora vai a Oliveira de Azeméis obrigada a vencer para não ser afastado tão precocemente da luta pelo título.

Foto de Capa: UD Oliveirense

 

Moreirense FC x FC Porto | Novo jogo para manter a chama viva dos dragões

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29.ª Jornada da Primeira Liga: segunda-feira, 21h15, 26 de abril de 2021
ANTEVISÃO: HORA DE VESTIR O FATO MACACO

O campeonato começa a entrar na reta final e o FC Porto vai se deslocar a Moreira de Cónegos para tentar manter viva a luta pelo título.

DEPOIS DA VITÓRIA DO SPORTING CP EM BRAGA, O FC PORTO PRETENDE TRAZER O MESMO RESULTADO DO MINHO PARA NÃO DEIXAR FUGIR O LÍDER. IRÁ CONSEGUIR? APOSTA COM A BET.PT!

O encontro da 29.ª Jornada da Primeira Liga Portuguesa vai significar mais uma importante e difícil deslocação para os dragões. Trata-se de uma equipa que costuma causar dificuldades aos três grandes (recordemo-nos de que o Sporting CP e SL Benfica empataram lá recentemente) e que tem um campo que vai obrigar o FC Porto a ser guerreiro e vestir o fato macaco para conseguir os três pontos.

Por um lado, Vasco Seabra procura conseguir vencer o FC Porto pela primeira vez nesta época. Já Sérgio Conceição quer tentar repetir a vitória conseguida na primeira volta. Um duelo entre uma equipa que está à vontade na tabela e outra que ainda acredita no título.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Vai ser um duelo entre duas equipas da primeira metade da tabela – 2.º contra 8.º;
  2. Vasco Seabra ainda não conseguiu tirar pontos ao FC Porto nesta época;
  3. Nas últimas duas épocas, o Moreirense FC ficou sempre na primeira metade da tabela;
  4. A equipa de Vasco Seabra mostra algum equilíbrio no número de golos marcados (28) e sofridos (35);
  5. O Moreirense FC é a equipa com o maior número de auto-golos a favor (4);
  6. A defesa dos Cónegos vai enfrentar o melhor ataque do campeonato (57);
  7. Enquanto o FC Porto vem de uma vitória, o Moreirense FC vem de um empate nos Açores;
  8. O FC Porto empatou mais vezes do que venceu em Moreira de Cónegos para o campeonato;
  9. A maior vitória que o FC Porto conseguiu no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas foi por 3-0 em 2012/2013;
  10. Rafael Martins é o melhor marcador da equipa da casa (6 golos) e Sérgio Oliveira dos dragões (19 golos)

JOGADORES A TER EM CONTA

Rafael Martins (Moreirense FC) – Este é um bom exemplo do “bom filho à casa torna”. O ponta de lança brasileiro não foi propriamente feliz quando saltou do Moreirense FC para o Vitória SC e o destino ditou que uns anos mais tarde voltasse ao ponto de partida. Atualmente é o melhor marcador da equipa com 6 golos e o maior perigo para as redes de Marchesín.

FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mehdi Taremi (FC Porto) – Poderia ter escolhido Sérgio Oliveira, mas a verdade é que depois de uma má fase, Taremi regressou em força aos golos e às boas exibições. O avançado iraniano está a mostrar que recuperou os índices motivacionais e já não falha golos como antes víamos.

XI PROVÁVEIS

Moreirense FC: Mateus Pasinato, Anthony D’Alberto, Abdoulaye Ba, Lazar Rosic, Abdu Conté, Fábio Pacheco, Gonçalo Franco, Filipe Soares, Walterson Silva, Yan Matheus e Rafael Martins.

Treinador: Vasco Seabra

“Temos de estar no nosso melhor. Não temos outro caminho que não seja o de colocarmos toda a garra e intensidade no jogo. Tudo vai fazer a diferença, cada segundo do jogo vai marcar uma posição que esperamos que seja para o nosso lado.”

FC Porto: Marchesín, Nanú, Pepe, Mbemba, Manafá, Uribe, Sérgio Oliveira, Otávio, Tecatito Corona, Marega e Taremi.

Treinador: Sérgio Conceição

“Temos de olhar para o Moreirense, uma equipa difícil, apesar das estatísticas, historicamente é um jogo difícil e é mais um do campeonato, que nós temos de levar para onde nós queremos, onde nos sentimos confortáveis, para ganharmos os três pontos, que é o nosso objetivo.”

PREVISÃO DE RESULTADO: Moreirense FC 1-2 FC Porto

SC Braga 0-1 Sporting CP: Matheus Nunes vestiu capa de herói

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A CRÓNICA: COMPETÊNCIA DEFENSIVA FOI BRINDADA COM VITÓRIA FULCRAL NAS CONTAS DO TÍTULO

Era o jogo grande da 29ª jornada do campeonato. Grande no cartaz, na qualidade dos seus intervenientes e sobretudo de uma dimensão considerável dado o momento em que o Sporting CP, líder da tabela classificativa, chegava à Pedreira para competir com um adversário tradicionalmente difícil e com justas aspirações a terminar entre os três primeiros do campeonato português.

Naturalmente, as equipas entraram em campo não só com a lição estudada, mas também na expectativa para descobrir aquilo que seriam os principais truques na manga do oponente. Começou melhor a formação de Carlos Carvalhal, aproveitando alguma monotonia da defensiva leonina por diversas ocasiões e formas.

Não choveu copiosamente como estava previsto, mas ainda caíram várias pingas na profundidade e só a desinspiração de Abel Ruíz não permitiu ao SC Braga molhar a pintura logo nos minutos iniciais. A equipa criou diversos momentos de tensão, também pela ação do mago argentino Nico Gaitán, sempre interventivo no processo ofensivo e à procura de desequilibrar através da sua arma preferencial, o passe.

O coletivo bracarense continuou a dizer presente e mais audível ficou esse grito de imposição quando Gonçalo Inácio foi expulso por acumulação de amarelos, à passagem do minuto 18. Até então o Sporting não estava confortável no jogo, mas respirava, respirava com alguma saúde e minimamente competente no objetivo de ameaçar a baliza de Matheus, onde esteve perto de passar a vias de facto por uma ou duas ocasiões.

Seguiu-se o domínio natural dos Gverreiros do Minho. À medida que os minutos foram passando e o Braga foi crescendo para a baliza de Adán, Fransérgio encostou-se a Abel Ruíz na frente, Esgaio e Galeno garantiram diferentes níveis de largura, pelos pés de Ricardo Horta passaram quase todas as melhores tentativas dos minhotos e Nico Gaitán recuou gradualmente para iniciar o processo ofensivo.

Rubén Amorim deu, necessariamente, o primeiro passo a partir do banco, procurando manter a estabilidade defensiva da sua equipa inviolável. Não foi uma exibição perfeita nesse capítulo. Foi, acima de tudo, segura. O SC Braga criou, aproximou-se, fez tremer e instalou-se muito perto da baliza adversária. Não deixou o Sporting sonhar, pelo menos com os pés assentes na terra. Os líderes foram esperando pelo seu momento com muita paciência. Era complicado imaginar o que estava para vir com tamanho domínio contrário, mas a espera surtiu efeito e saiu do banco para fazer aquilo que faz melhor, colocar o Sporting no caminho das vitórias manifestamente importantes.

Matheus Nunes, o miúdo que marcou frente ao Benfica e esteve bastante perto de o fazer também no Dragão, aproveitou a liberdade concedida pela defesa do Braga para atirar a contar para as redes de Matheus. Responsável pelo equilíbrio à direita e com margem para se aventurar levemente ao ataque, foi servido irrepreensivelmente por Pedro Porro, rematando cruzado e dando um autêntico pontapé de felicidade num jogo em tudo complicado para as hostes leoninas.

O resultado final deste encontro deu a conhecer ao Sporting novamente o sabor da vitória, e que vitória. Três pontos que emocionalmente podem elevar a equipa do mau momento recente e criar estabilidade amímica para encarar o que falta de campeonato. São sete pontos à condição para o FC Porto. Já o SC Braga pode ver o Benfica a distanciar-se ainda mais, mantendo o momento cinzento de forma e com ainda menos possibilidades de terminar no pódio final.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Matheus Nunes – Em sonhos, quem colocaria Matheus Nunes a marcar um golo tão decisivo como este? Certamente… muita gente. Marcou frente ao rival da segunda circular e teve perto de o fazer no Dragão, como já foi referido. Em situações em que a equipa se revelou, por diferentes motivos, encostada às cordas, revelou-se como um elemento importante para perpetuar as suas funções defensivas e essencialmente levar a equipa para a frente e criar perigo junto das redes adversárias.

Fundamentalmente, foi a cara de uma exibição coletiva de muito sacrifício e garra. Vestiu a capa, assim como Coates foi decisivo, como Adán foi importante, como os que entraram cumpriram a sua função. É inerente apontar este resultado positivo a uma exibição de coração protagonizada pelos sportinguistas.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Indefinição bracarense na finalização – Foi um aspeto mais do que visível a olho nu. O SC Braga teve todas as condições para dominar e dominou. Criou perigo, mas nunca de forma avassaladora. Não foi cirúrgico e não confirmou a sua superioridade com aquilo que mais importa: golos.

Carlos Carvalhal, técnico do SC Braga, já tinha alertado para esse problema no passado recente da equipa. Hoje, principalmente, a sua formação acusou a pressão desse historial e não marcou. A questão da indefinição ganha ainda mais lógica a partir do momento em que a equipa criou com qualidade, independentemente de ter mais um homem em campo, mas foi incompetente nesse aspeto do golo contra uma equipa com uma sólida qualidade defensiva e completamente centrada nessa missão. Resultado penoso e que muito prejudica a equipa no objetivo de chegar ao pódio e que adensa ainda a má maré de resultados recentes.

 

ANÁLSE TÁTICA – SC BRAGA 

Fiel ao seu 4-4-2 padrão com certos ajustes táticos em função do momento do jogo, Carlos Carvalhal apresentou uma equipa bastante organizada, fluída e dinâmica desde o primeiro minuto.

A equipa privilegiou a qualidade de Gaitán e Ricardo Horta, o primeiro como mediador principal das ligações no último terço e o segundo como elemento essencial no ataque ao espaço descoberto entrelinhas. Galeno foi um elemento importante no equilíbrio da equipa, fechando a ala esquerda e aliviando a carga de tarefas dos colegas de equipa do setor central, isto para se focarem em anular as investidas interiores dos leoninos sempre com a garantia de segurança nas mais do que prováveis incursões dos laterais lisboetas.

As nuances táticas dignas de relevo no momento ofensivo do SC Braga são vastas e não se remetem apenas ao facto do natural controlo do jogo após a expulsão de Gonçalo Inácio. A explicação aponta para o grande caudal ofensivo da equipa em zonas interiores, que, logicamente se intensificou e foi impactante para a exibição competente da equipa na criação de oportunidades.

O resultado, no entanto, não se traduziu no domínio. Oportunidades escandalosas de golo também não foram assim tantas e um momento de distração defensiva penalizou o clube visitado com a derrota.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (5)

Ricardo Esgaio (4)

Raul Silva (5)

Tormena (4)

Sequeira (5)

Ricardo Horta (5)

Castro (4)

Fransérgio (4)

Galeno (5)

Nico Gaitán (6)

Abel Ruiz (4)

 

SUBS UTILIZADAS

Al Musrati (4)

André Horta (4)

Piazon (-)

Borja (-)

Rui Fonte (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Não era expectável ou até lógico que a disposição tática leonina sofresse alterações táticas profundas perante um duelo desta magnitude e com tanto em jogo. Rúben Amorim apresentou o normal 3-5-2, sem muitas nuances dignas de registo. A questão na ordem do dia prendia-se com as mais do que badaladas dinâmicas ofensivas que o Sporting ia implementar num jogo tão decisivo quanto este.

Dados os contornos verificados, não há justiça suficiente para analisar essa questão. Foi um jogo ingrato para Paulinho, Nuno Santos, Pedro Gonçalves e companhia. A equipa viu-se obrigada a respeitar o domínio do SC Braga depois de se ver em desigualdade numérica. Nuno Santos recuou para fechar na ala esquerda, mantendo uma linha de cinco homens, com João Palhinha a receber uma ajuda mais intensa de João Mário e Pedro Gonçalves e Paulinho como homens para tentar condicionar a primeira fase de construção adversária e ao mesmo tempo dar solução para o contra-ataque rápido.

Rúben Amorim não se acanhou a mexer na equipa, realizando várias mexidas com o propósito de manter a equipa competente no capítulo defensivo e principalmente com a esperança de ainda chegar à vitória. Esse golo tão importante acabou por chegar numa das poucas aproximações à baliza adversária. Mais do que questões técnico-táticas, fazer referência para a garra e o espírito de equipa na missão de suster uma equipa com a qualidade do SC Braga.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Gonçalo Inácio (2)

Sebastián Coates (6)

Zouhair Feddal (5)

Pedro Porro (4)

Nuno Mendes (5)

João Mário (4)

João Palhinha (5)

Pedro Gonçalves (4)

Paulinho (3)

Nuno Santos (4)

 

SUBS UTILIZADAS 

Matheus Nunes (7)

Luís Neto (5)

Tiago Tomás (4)

Matheus Reis (4)

Plata (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível colocar questões ao técnico Carlos Carvalhal.

 

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao técnico Rúben Amorim.

 

Luca Waldschmidt | A ligação que faltava ao SL Benfica

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Luca Waldschmidt chegou ao SL Benfica, este verão, para ser o segundo avançado no esquema de Jorge Jesus. A verdade é que o ex-Freiburg SC ainda não se conseguiu assumir e tem, assim como grande parte do plantel, oscilado muito a nível exibicional.

Waldschmidt foi um elemento preponderante nesta última boa fase da equipa encarnada. A forma como o alemão estava a conseguir ligar o jogo foi decisiva para a subida de rendimento da equipa. Contudo, a passagem para o esquema de três centrais prejudicou vários elementos, sobretudo o alemão. Mesmo tendo mantido a titularidade, Waldschmidt foi encostado à ala direita.

Apesar de procurar muito o espaço interior, o alemão está muitas vezes afastado das zonas onde pode fazer diferença: atrás do avançado. Waldschmidt é, na minha opinião, o jogador do SL Benfica que melhor joga entre linhas e aquele que melhor consegue ligar o jogo.

O falso ala neste sistema de Jorge Jesus aproxima-se muito mais de um terceiro médio, com papel na construção, do que propriamente um extremo invertido ou um médio ofensivo que seria o ideal para o alemão. Este desaproveitamento das melhores qualidades do camisola 10 das “águias” faz lembrar os jogos que João Félix, um jogador com características semelhantes, realizou na ala com Rui Vitória.

O nível exibicional de Waldschmidt tem sido intermitente
O nível exibicional de Waldschmidt tem sido intermitente
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois existe toda a questão do estilo de jogo do treinador das “águias”. O futebol de Jorge Jesus foca-se muito naquilo que é o jogo nas alas e a relação entre o extremo e o lateral. Mesmo com Waldschmidt no centro do terreno, a bola poucas vezes passa pelas suas zonas. Os jogadores do centro do terreno dos encarnados tem muito pouca preponderância no último terço do terreno.

Após a surpreendente derrota frente ao Gil Vicente FC, Waldschmidt saiu do onze inicial. Esta tem sido a tendência cada vez que o alemão tem uma exibição menos conseguida. Aqui fica bastante visível que Luca Waldschmidt não foi escolha do técnico das “águias”.

Não será fácil – nem Jorge Jesus parece ter muita vontade de o fazer – encaixar Waldschmidt nesta maneira de jogar. No entanto, a qualidade do alemão é inegável. É o jogador da Primeira Liga com mais passes de rutura. Leva sete golos e duas assistências em apenas 1200 minutos.

Para mim, uma equipa estará sempre mais perto de vencer quando tem um elemento com a capacidade técnica e o entendimento do jogo de Waldschmidt.

CD Cova da Piedade 0-0 UD Oliveirense: Jogo morno em tarde quente

A CRÓNICA: APESAR DA VANTAGEM NUMÉRICA, VISITANTES NUNCA CONSEGUIRAM ASSUSTAR

CD Cova da Piedade e UD Oliveirense encontraram-se na 30.ª jornada da Segunda Liga separados por apenas quatro pontos. A equipa da casa encontra-se em 14.ª lugar da classificação, enquanto que os visitantes procuravam pontos de forma a tentar aumentar a diferença para a zona de despromoção.

O encontro começou com um ritmo lento, mas tudo ficou mais difícil para o Cova da Piedade quando viu o seu capitão, João Meira, receber ordem de expulsão aos oito minutos. Esperava-se uma reação por parte da Oliveirense, que de repente se encontrava em vantagem numérica, mas quem começou conseguiu criar oportunidades de maior perigo era a equipa almadense.

Apesar da circulação de bola os visitantes não conseguiam criar verdadeiras ocasiões de golo, e ao intervalo o marcador assinalava uma igualdade a zero.

No segundo tempo a toada manteve-se, com o Cova da Piedade a tapar os caminhos para a sua baliza e a apostar em contra-ataques rápidos por intermédio de Arnold e João Oliveira, e a Oliveirense apostava em remates de longa distância que não causavam grande susto a Adriano Facchini.

No entanto, com o passar dos minutos e a fadiga acumulada nos jogadores piedenses, a turma de Oliveira de Azeméis começou a aproximar-se com maior perigo, colocando em sentido o guardião adversário, bem como a sua linha defensiva, mas o golo tardava em aparecer, e acabou por nunca chegar.

O encontro terminou com uma igualdade a zero, e ambas as equipas mantêm as suas posições na classificação.

 

A FIGURA
Fonte: CD Cova da Piedade

Bruno Bernardo: Com a expulsão do seu colega na zona central da defensiva do Piedade, Bruno Bernardo assumiu o papel de líder e controlou todas as investidas do seu adversário.

O FORA DE JOGO
Fonte: Cova da Piedade

João Meira: Ainda que a equipa tenha conseguido salvar um ponto, a expulsão do central acabou por comprometer as aspirações da equipa almadense.

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

Defensivamente o Cova da Piedade apresentou-se numa 4-1-4-1, com Firmino a descair para o corredor esquerdo e Shimabuku a descer para a posição de médio mais recuado, controlando as investidas do seu adversário. Com a expulsão de João Meira, Arnold acabou por recuar para a posição de lateral, durante o primeiro tempo, limitando o ataque rápido do Cova da Piedade.

Ofensivamente, e com menos um jogador, a equipa da casa conseguiu criar algumas oportunidades utilizando a sua velocidade e as jogadas de bola parada.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adriano Facchini (7)

João Amorim (6)

João Meira (5)

Bruno Bernardo (8)

Filipe Maio (6)

Cele (7)

Bruno Alves (7)

Shimabuku (6)

Arnold (7)

João Vieira (6)

Hugo Firmino (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Pepo (-)

Patrão (6)

Gonçalo Maria (6)

Simão Jr. (7)

João Oliveira (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – UD OLIVEIRENSE

Como o técnico afirmou no final da partida, a expulsão da parte do Cova da Piedade acabou por obrigar a Oliveirense a apostar num jogo de posse e ataque continuado, algo que não está habituada a fazer.

Apesar da vantagem na posse de bola, faltou algum discernimento no momento da decisão, especialmente no último passe. Oliveira foi dos mais esclarecidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Arthur (7)

Leandro (6)

Steven Pereira (7)

Kadri (6)

Leo Bahia (6)

Thalis (7)

Filipe Alves (6)

Oliveira (7)

Luisinho (7)

Lima (6)

Dionathã (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Michel (6)

Sele Davou (7)

Kenidy (6)

Obi (6)

Raniel (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

UD OLIVEIRENSE

BnR: De que forma é que a expulsão do Cova da Piedade acabou por mudar o vosso plano de jogo?

Raúl Oliveira: Preparámo-nos para fazer um jogo com muito duelos, com bastante luta, até porque o Cova da Piedade joga um futebol direto para o João Vieira, e nós estávamos preparados para isso, até pela constituição da nossa linha média. Ter que fazer essa alteração na primeira parte  e passar para um jogo em que nós somos obrigados a ter posse, colocar jogadores entre linhas, fica difícil até pelas características dos jogadores.

CD COVA DA PIEDADE

BnR: Normalmente vemos os treinadores colocar de imediato um defesa quando um dos que está em campo é expulso. Por que razão esperou até ao intervalo?

Miguel Leal: Como treinámos estas situações, eu sabia que iria haver alguma estabilidade. O único problema que podíamos ter era se houvesse cruzamento. Se fosse agora na segunda parte eu fazia logo a substituição, mas como sabia que íamos estar tranquilos decidi atrasar as substituições porque sabia que iam ser precisas.

ATP 500 Barcelona: Nadal é rei pela 12.ª vez na Catalunha

Após a passagem do circuito masculino pela paisagem idílica de Monte Carlo, os principais nomes do Ténis regressaram, dois anos depois, a Barcelona para disputar mais um dos torneios em terra batida no qual Rafael Nadal, rei no pó de tijolo, soma uma enormidade de títulos conquistados – 11, mais concretamente. Ao contrário da competição que se disputou em Belgrado, a prova da Catalunha pertence à categoria ATP 500, o que faz de si um palco frequente de embates entre os melhores classificados do ranking.

POUCAS SURPRESAS NAS RONDAS INAUGURAIS

Para agrado do público que foi enchendo as bancadas ao longo da semana e, certamente, da organização, as primeiras rondas do torneio viram os favoritos confirmar, com mais ou menos dificuldade, o seu estatuto e marcarem encontro entre si nos oitavos de final, a primeira fase da prova onde se podiam defrontar.

À exceção de Cristian Garín (24.º do ranking), que caiu em três partidas para um Kei Nishikori (39.º) a tentar voltar ao seu melhor nível, e de Fabio Fognini (18.º), desqualificado por alegados insultos a um juiz de linha, quase todos os restantes cabeças de série conseguiram um lugar entre os 16 últimos da competição. Nesse sentido, o destaque das rondas iniciais acabou por ser Cameron Norrie (52.º), o britânico que eliminou Karen Kachanov (23.º) e David Goffin (15.º) antes de ser afastado por Rafael Nadal (3.º).

“TOURO DE MANACOR” EM CRESCENDO

Depois de sair de cena em Monte Carlo antes do esperado, frente a um inspirado Andrey Rublev (8.º), que acusou em Barcelona o desgaste da semana anterior, Nadal entrou de forma tremida no torneio cujo court principal tem o seu próprio nome. Cedeu uma partida frente ao qualifier Ilya Ivashka (111.º) no encontro de estreia, algo que voltou a acontecer num embate de altos e baixos frente a Nishikori.

Seguiram-se depois duas vitórias mais convincentes frente a Norrie e, sobretudo, diante de um Pablo Carreno Busta (12.º) em grande forma e motivado após uma enorme vitória frente a Diego Schwartzman (9.º) nos quartos de final. Apesar de ter baixado o nível no final do primeiro set, numa altura em que já liderava por 5-1, mostrou muitas vezes o seu melhor Ténis e venceu por 6-3 e 6-2.

“EL GRECO” EM MODO ROLO COMPRESSOR

Sem dúvida o jogador em melhor forma nesta fase da temporada, Stefanos Tsitsipas (5.º) passeou rumo à final de Barcelona, onde já tinha estado em 2018. Sem ceder qualquer partida, apenas por uma vez o grego perdeu mais do que três jogos de serviço num mesmo set – perdeu cinco frente a Alex de Minaur (25.º) nos oitavos de final.

Para além do australiano, pelo caminho deixou também, sem grandes problemas, o espanhol Jaume Munar (81.º), o canadiano Felix Auger-Alliasime (21.º) e Jannik Sinner (22.º), italiano que foi o responsável pela eliminação de Andrey Rublev.

Foto de Capa: ATP Tour

Que será do futuro de Marega? | FC Porto

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Moussa Marega tem sido manchete da comunicação social portuguesa nos últimos dias. O relógio não para e a nação portista aguarda por decisões quanto ao futuro do maliano, ainda que um eventual processo de renovação provoque sentimentos díspares nos adeptos. Na passada sexta-feira, na imprensa turca, surgiram declarações do empresário do número 11 portista que abordavam o insucesso na tentativa de renovação de contrato do jogador com o FC Porto. Horas depois, o empresário Aziz Ben Aissa e o próprio Marega foram céleres a comunicar o desmentido.

O avançado portista, no seu perfil de Instagram, publicou a seguinte mensagem – “Pode escrever, claramente, que o que está escrito nos outros jornais é falso. Eu nunca falei isso, é mentira. É calúnia e calúnia!”. Para além disso, também ordenou que parassem com os rumores que o ligavam a clubes da Turquia. De relembrar que na comunicação social fala-se muito do interesse do Fenerbahçe SK em assinar contrato com o jogador.

Contudo, o lançamento de rumores nesta última sexta-feira não se cinge a clubes de países turcos. Também o Al-Hilal SFC foi destaque na imprensa portuguesa, mas o empresário de Marega também não perdeu tempo em dar o interesse como falso. O atual líder do principal campeonato da Arábia Saudita estaria disposto a oferecer um contrato de três anos a troco de um salário de 5 milhões de euros por temporada, um valor que o FC Porto dificilmente ofereceria.

Moussa Marega marcou o golo solitário da última partida do FC Porto frente ao Vitória SC, tendo sido o seu sétimo golo na Primeira Liga, na atual temporada. Em todas competições conta com 12 tentos. Embora não tenha chegado à dezena de golos no campeonato, mesmo sendo o quarto atleta mais utilizado do plantel (3094 minutos), é um elemento imprescindível para Sérgio Conceição e para o sistema tático que utiliza.

Marega
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Para já ainda não há qualquer indício de renovação de Moussa Marega com o FC Porto e caso o jogador abandone o emblema portista a custo zero, pairará um sentimento agridoce por vê-lo sair a custo zero, sabendo que ainda poderia render uns milhões aos cofres azuis e brancos. Contudo, é certo que o rendimento do avançado maliano tem caído ao longo da sua passagem pelo FC Porto, sendo este o momento certo para deixar o clube, tendo em conta que entrará em fase final de carreira. Como acabará esta história?

Manchester City FC 1-0 Tottenham HFC: Sem Mourinho, Tottenham continua sem títulos

A CRÓNICA: FELICIDADE AZUL ELEVA-SE SOB FRACASSO LONDRINO

Depois de uma atribulada semana devido à Superliga e demissão de José Mourinho, é dia de final da Taça da Liga Inglesa: Manchester City vs Tottenham HFC. O que será que o futebol reservará para hoje? O fim do jejum de títulos para os Spurs ou o início de uma bela história para os Citizens? Todos querem ganhar, mas como sabemos apenas um será o vencedor. Resta saber quem será feliz nesta tarde de domingo.

Nos primeiros instantes de jogo, o Manchester City FC entrou com mais “fome”, criando diversas oportunidades de golo com Sterling em destaque. Uma realidade que se vai manter na restante primeira parte. A posse de bola era claramente azul e o Tottenham HFC evidenciava grandes dificuldades na construção de jogo. Até ao momento, a linha defensiva dos Spurs merece o devido respeito pela quantidade de remates intercetados. Porém, Lloris teve também uma palavra a dizer com duas defesas monumentais.  Não sei como, mas o marcador chegou intacto ao intervalo. Uma parte sem golos, mas muito energética e agradável de se ver.

Na segunda parte, o Tottenham HFC entrou em campo com um aviso à baliza azul de Lo Celso. Já o City aparenta uma postura menos agressiva e ameaçadora, comparativamente aos primeiros 45´. Constata-se um jogo bem mais renhido e equilibrado com oportunidades de ambas as formações. O tempo está-se a esgotar e o fator sorte não joga a favor dos Citizens. Até que aos 82´, Kevin de Bruyne, de livre, coloca a bola no coração da área à espera que alguém finalizasse o trabalho. Com uma impulsão distintiva, Laporte cabeceou o esférico para o 1-0, colocando um sorriso na boca dos fãs e colegas de equipa.

Chegou aos 93´ e soa o apito final. É oficial: o Manchester City FC é campeão da Taça da Liga Inglesa!

A FIGURA


Aymeric Laporte – Pode não ter sido o melhor jogador da partida, mas é sem dúvida a “figura” do jogo (são duas coisas diferentes). Depois de inúmeras tentativas falhadas, foi Laporte que conseguiu dar o passo final para a conquista da oitava “Carabao Cup” (quatro de seguida).

O FORA DE JOGO


Bloco ofensivo do Tottenham HFC – Penso que não seja surpresa nenhuma o fracasso ofensivo dos Spurs ser o “fora de jogo” desta partida. O objetivo era ganhar a final e para isso, era preciso remates e golos. Em 90 minutos, a equipa londrina apenas teve um remate enquadrado à baliza, com meia de dúzia de ataques em toda a partida. Podia ter sido bem melhor, mas também temos de ter a noção de que é apenas o segundo jogo de Ryan Mason enquanto técnico.

 

ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC

Para esta final, Pep Guardiola optou pelo 4-2-3-1 como sistema tático. Na baliza, Zack Steffen substitui Ederson Moraes e agarra a titularidade. À sua frente, organiza-se uma linha de quatro defesas com Cancelo, Rúben Dias, Laporte e Walker. Em certos momentos de jogo, verificou-se Cancelo em zonas mais interiores, junto de Fernandinho.

No meio campo, encontra-se Fernandinho que é o capitão dos Citizens e lança Rodrigo para o banco de suplentes. A seu lado, aparece Ilkay Gundogan que controla e estabiliza esta parte do terreno. Entretanto, Kevin de Bruyne tem uma papel vital no processo ofensivo, ajudando Sterling e Mahrez (projetados nas alas) e Phil Foden (avançado).

 

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Zack Steffen (6)

João Cancelo (7)

Aymeric Laporte (8)

Rúben Dias (6)

Kyle Walker (6)

Fernandinho (7)

Ilkay Gundogan (7)

Raheem Sterling (7)

Phil Foden (7)

Riyad Mahrez (8)

 

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo (6)

Bernardo Silva (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HFC

O 4-3-3 foi a tática escolhida pelo recém-treinador Ryan Mason, após a demissão de José Mourinho. O jogo estratégico dos Spurs ficou marcado pela sua defesa intransponível, procurando sair em contra-ataque rápido. O meio campo dos Spurs foi comandado por Hojbjerg, Lo Celso e Winks. No ataque, Lucas Moura e Heung-Min Son alinharam nas faixas laterais em busca do ataque à profundidade, enquanto que Harry Kane era o avançado (sem surpresas) desta tarde, mesmo que tenha descido por vezes para organizar jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Hugo Lloris (7)

Sergio Reguillon (5)

Eric Dier (6)

Toby Alderweireld (7)

Serge Aurier (7)

Pierre-Emile Hojbjerg (6)

Harry Winks (6)

Giovani Lo Celso (7)

Heung-min Son (7)

Lucas Moura (7)

Harry Kane (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Gareth Bale (6)

Moussa Sissoko (6)

Dele Alli (5)

Steven Bergwijn (6)

Boavista FC 0-1 CS Marítimo: Vitória empurra madeirenses para cima das panteras

A CRÓNICA: VITÓRIA DOS VISITANTES NUM JOGO COM POUCAS OPORTUNIDADES

As contas da manutenção estão acesas como poucas vezes se tem visto. A seis jornadas do fim, há apenas sete pontos a separar o penúltimo SC Farense e o 10.º Portimonense SC. Entre estes estão Boavista FC e CS Marítimo, que se encontraram no Estádio do Bessa numa partida a contar para a jornada 29. Os emblemas encontravam-se em 15.º e 16.º respetivamente, com apenas um ponto entre eles.

As equipas chegaram à partida em formas similares, com sete pontos nos últimos cinco jogos para os axadrezados, contra os seis dos madeirenses no mesmo período. Com o CD Nacional a afundar-se no último lugar, resta aos clubes escaparem ao 17.º lugar que significa despromoção direita, mas ainda ao 16.º, que terá que disputar um playoff contra o terceiro classificado da Segunda Liga.

Apesar da necessidade das equipas em pontuarem, a primeira parte foi marcada por um absoluto vazio de ideias ofensivas. Com um ligeiro ascendente dos madeirenses, que tinham mais bola mas sem conseguir criar grande perigo, vimos apenas uma aproximação de relevo à baliza adversária.

Aos 23′, o CS Marítimo faz uma recuperação de bola numa zona adiantada do campo, que resulta num contra-ataque. René Santos cruza a bola para a cabeça de Joel Tagueu, que fez uma diagonal a partir da esquerda para a grande área, mas o avançado não consegue colocar a bola longe do alcance de Léo Jardim. O guarda-redes conseguiu afastar a bola confortavelmente por cima da baliza.

O Boavista FC não conseguiu um único lance de perigo, com uma dificuldade gritante em ligar os setores. Os primeiros 45 minutos deixaram muito a desejar, com as equipas a terem que mostrar muito mais na segunda metade para conseguir sair da partida com os três pontos tão desejados.

O jogo tinha que melhorar, e foi isso mesmo que aconteceu. O Boavista FC começou melhor, a controlar mais a posse de bola, e a finalmente conseguir fazer algumas aproximações perigosas. Aos 53′, Angel Gomes liderou um bom ataque, com boas combinações e boa condução de bola, mas que acabou com um remate fraco de Elis, deixando Amir com uma defesa fácil.

Mas ainda assim, e depois de uma boa oportunidade para cada lado por volta dos 60′, foram os visitantes que abriram as hostilidades na cidade do Porto. Aos 63′, Pedro Pelágio consegue fazer uma desmarcação para Joel que entrou na área com Léo Jardim na sua frente. O avançado não foi egoísta, e à chegada do guarda-redes aos seus pés, pica para o lado onde estava Ali Alipour. O iraniano roda à meia-volta, e remata para dentro da baliza boavisteira.

Os axadrezados faziam agora mais pressão no ataque, mas deixavam a equipa muitas vezes exposta na defesa, principalmente nos minutos em que Sauer e Paulinho, dois médios com mais apetência ofensiva, faziam de duplo-pivô defensivo. Os madeirenses conseguiam por esta altura criar mais perigo no contra-ataque.

A partida foi chegando perto do fim, e ninguém foi capaz de alterar o marcador. A partida acabou em vitória do CS Marítimo, que ultrapassa agora o Boavista FC na luta pela manutenção.

A FIGURA

Rafik Guitane – numa partida em que o critério e a criatividade pecaram, Guitane foi a grande força destabilizadora. O médio francês emprestado pelo Rennes mostrou o seu grande nível técnico e tático. Fez receções orientadas, progressões com bola, mostrou qualidade no passe, bem como uma boa ocupação de espaços entrelinhas.

O FORA DE JOGO

Boavista FC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

 Yusupha Njie – o avançado, que até estava em bom momento de forma, foi incapaz de criar qualquer tipo de perigo à defesa do CS Marítimo. Não foi competente em apoios, em segurar a bola, nem no ataque à profundidade.

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista FC jogou no seu habitual sistema de três centrais, o mais usado da época. Gustavo Sauer voltou a fazer o papel híbrido de ala-esquerdo/médio/extremo, abrindo quase sempre na ala no momento ofensivo, mas fechando mais por dentro, principalmente na segunda parte em que o sistema parecia por vezes mais um 4-3-1-2, com Chidozie a fazer de lateral-esquerdo defensivo no momento sem bola.

Show era o médio mais defensivo, com bastante responsabilidade na construção, algo que não pareceu deixá-lo muito confortável. Nuno Santos e Angel eram, na primeira metade, os homens criativos do meio-campo, mas nunca foram capazes de ligar entre eles ou com os dois da frente, Yusupha Njie e Alberth Elis.

Nos segundos 45′, Jesualdo Ferreira introduziu Paulinho e, como já referido, adaptou o seu sistema. De forma a conseguiu criar superioridade no meio-campo, juntou quatro médios – Show como trinco, Sauer e Paulinho como interiores e Angel Gomes como “10” – deixando os dois avançados na frente. Na defesa, Chidozie descaía mais na esquerda quando a equipa não tinha bola. A equipa cresceu bastante a partir desse momento, e foi algo confirmado a partir da entrada de Hamache.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Leo Jardim (6)

Reggie Cannon (5)

Devenish (4)

Adil Rami (5)

Chidozie Awaziem (5)

Gustavo Sauer (5)

Show (5)

Nuno Santos (5)

Angel Gomes (6)

Yusupha Njie (4)

Alberth Elis (5)

SUBS UTILIZADAS

Paulinho (6)

Hamache (5)

 Kuku Fidelis (5)

 Nathan Santos (5)

Sebastian Pérez (-)

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

O CS Marítimo, sob comando do espanhol Julio Velázquez, apresentou-se num 4-3-3 clássico, com o habitual central René Santos a funcionar com o pivô do meio-campo. Como interiores, estavam Pedro Pelágio e Rafik Guitane. Sem bola, era o francês que se aproximava mais de Alipour, mas na organização ofensiva, este baixava mais, pelo menos numa fase inicial, devido à sua capacidade de passe e de resistência à pressão.

Nas alas, começou Joel Tagueu na esquerda, sempre com bastante liberdade para fazer diagonais a atacar a área no último terço. Na direita Edgar Costa foi o escolhido, mas devido ao seu pouco envolvimento em campo nos primeiros minutos, foi trocando de posição com Guitane, mudança essa que foi recorrente ao longo da partida.

Os madeirenses procuravam construir jogo com bastante paciência, com trocas de bola entre os defesas e médios mais recuados, mas raramente conseguiu ligar com Alipour na frente para este depois poder combinar com os jogadores mais criativos. Sem bola, apesar de não apresentar uma linha muito alta, o CS Marítimo tinha a clara intenção de reagir de forma imediata à perda de bola, e também de cair em cima do adversário quando este entrasse no seu bloco médio, algo muito evidente pelos constantes apelos de Velázquez à pressão.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Cláudio Winck (5)

Zainadine Júnior (6)

Léo Andrade (5)

Fábio China (6)

René Santos (6)

Pedro Pelágio (6)

Rafik Guitane (7)

Edgar Costa (5)

Joel Tagueu (5)

Ali Alipour (5)

SUBS UTILIZADAS

Jorge Correa (6)

 Franck Bambock (-)

Jean Irmer (-)

Marcelo Hermes (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

BOAVISTA FC

BnR: Na primeira parte a sua equipa teve bastantes dificuldades em ter a bola no meio-campo e fez uma alteração tática ao intervalo para passar um 4-4-2 losango. Pedia-lhe uma análise a essa troca, e se teve pelo menos alguns dos efeitos pretendidos.

Jesualdo Ferreira: Nós temos vindo a tentar gerir as questões de natureza tática, de acordo com os jogadores que temos. A tentativa de jogar com uma defesa mais sólida, com 5, tem a ver com a história desta época. Muitas vezes passa pelos jogadores não saberem gerir a bola, e foi isso que aconteceu na primeira vez. Na segunda parte, mesmo com uma reorganização da equipa, não conseguimos trazer dificuldades ao CS Marítimo.

Como sabem, os últimos quatro jogos vão ser feitos dentro dum calendário que não vai permitir muito descanso. Vai exigir muito do Boavista FC, mas também dos adversários. Por isso, vamos tentar encontrar o melhor sistema para todos os jogadores.

CS MARÍTIMO

BnR: Na primeira parte esteve por cima da partida, mas foram raras as aproximações à área adversária. Na segunda, com o jogo mais partido já conseguiu várias oportunidades de golo. O que é mudou ao intervalo para tentar animar a partida?

Julio Velázquez: Respeito a sua opinião, mas não concordo a 100%. Acho que fizemos um grande jogo, do primeiro ao último minuto. Acho que merecemos a vitória, e podíamos ter ganho por mais. Mudamos algumas coisas ao intervalo, mas não porque não gostei da primeira. Acho que temos feitos coisas muito boas com bola nos últimos jogos, e hoje o primeiro objetivo era o três pontos, mas queríamos também continuidade durante os 90 minutos.

Atacar com bola, progredir com bola, e tivemos claramente por cima. Ajustamos ao intervalo mas para melhorar algumas coisas que já estávamos a fazer bem na primeira parte, principalmente com bola. Sem bola fizemos alguns ajustes para tapar os espaços, principalmente os do Angel, que não conseguiu ter grande espaço.

 

Valência E-Prix 2: Dennis, “o Pimentinha”, tempera corrida insossa

A CRÓNICA: À SEGUNDA FOI DE VEZ PARA OS “TOMBA-GIGANTES”

Após o “fiasco” de sábado, a qualificação para o segundo E-Prix de Valência ditou que os dois Mercedes, e outros candidatos ao título como Sam Bird (Jaguar), ficassem colocados na segunda metade da grelha, com o Top 6 composto pelos últimos seis classificados do campeonato. A corrida antevia, por isso, oportunidades para as equipas pequenas somarem bons pontos para o campeonato.

A partida decorreu sem incidentes de maior, com Jake Dennis (BMW) a sair da “pole position” e a manter a liderança. Uma penalização de passagem nas boxes atribuída a Alexander Sims (Mahindra) por uma infracção técnica pré-corrida atirou o britânico para o último lugar, enquanto Edoardo Mortara (Venturi) perdia lugares após uma excursão à gravilha do circuito Ricardo Tormo.

Ao fim da primeira volta, Dennis, Alex Lynn (Mahindra) e Oliver Turvey (NIO 333) compunham o Top 3. Ao contrário das difíceis condições sentidas no sábado, os pilotos encontraram uma pista seca no domingo, o que resultou num número de incidências bastante menor durante as primeiras voltas da corrida.

À viragem dos dez minutos, o pelotão mantinha-se compacto, com todos os pilotos (excepto Sims) a menos de dez segundos do líder Dennis. A luta pelo décimo lugar, onde o português António Félix da Costa (DS Techeetah) se encontrava, ia animando, com Mortara a fazer uma dupla ultrapassagem antes da chicane da curva nove (que ontem tantos problemas deu) para subir a esse mesmo posto.

Os primeiros “Attack Modes” surgiram aos quinze minutos de corrida, com todos os pilotos no Top 10 a optarem por activar os seus no espaço de três voltas. No entanto, à parte de algumas trocas de posição, a corrida continuava relativamente calma nesta altura, com os dois DS Techeetah de Jean-Éric Vergne e Félix da Costa a mostrarem um andamento particularmente competitivo.

Com pouco mais de 15 minutos por negociar, os pilotos da frente iam trocando posições – Lynn caía de segundo para sétimo após um toque de Norman Nato (Venturi), Dennis ia seguindo relativamente confortável na liderança e René Rast (Audi), que havia começado em 14.º, encontrava-se agora no último lugar do pódio. Nato iria, mais tarde, ser penalizado com cinco segundos a adicionar ao seu tempo final pelo contacto com Lynn. Sébastien Buemi (Nissan) e Stoffel Vandoorne, ambos a fazer corridas sólidas, envolveram-se entretanto num incidente que ditou o abandono do belga da Mercedes, mas que não trouxe para pista o Safety Car.

Problemas nesta altura, também, para Félix da Costa, que após a frustração de sábado se via mais uma vez penalizado com uma passagem pelas boxes, desta feita por uso incorrecto de um dos seus “Attack Modes”. No reverso da medalha, Dennis ia construindo uma liderança saudável na frente da corrida e poupando energia para os momentos finais, sempre decisivos na Fórmula E.

André Lotterer (Porsche), até aqui muito azarado e inconsistente ao longo da época, e em último lugar do campeonato, chegava ao terceiro lugar já perto do fim, apenas com o penalizado Nato e Dennis pela frente – um muito melhor desempenho que os conseguidos em Diriyah e Roma. Mais uma vez o líder se viu obrigado a fazer de “adjudicador” de corrida, começando a última volta apenas cinco segundos após o relógio bater “zero” para se certificar que tinha energia suficiente para cruzar a meta.

Uma demonstração de força de Jake Dennis e da BMW que venceram, então, o segundo E-Prix de Valência para se colocarem nuns respeitáveis oitavo e sétimo lugares do campeonato, respectivamente. Esta foi inclusivamente a primeira “pole” e vitória na Fórmula E para o britânico. Pódio de estreia também para Lynn, que conseguiu ainda somar a volta mais rápida da corrida.

Contas feitas, a dupla da Mercedes composta por Nyck de Vries e Stoffel Vandoorne continua na frente do campeonato, com Sam Bird na perseguição. Nos construtores, também tudo na mesma dado que, surpreendentemente, nenhuma das três equipas da frente somou pontos. A sétima ronda do campeonato está marcada para dia 8 de Maio e irá disputar-se no Mónaco, num traçado muito semelhante àquele usado pela Fórmula 1, e que irá marcar a quarta visita da Fórmula E ao principado.

Foto de Capa: Fórmula E