O produto televisivo da WWE é uma lástima. As audiências têm diminuído há vários anos consecutivos e os próprios lutadores criticam as histórias nas quais estão envolvidos e a falta de orientação de todos os produtores.
O que a WWE continua a saber fazer bem são os PPV (prova disso são o Royal Rumble e a Wrestlemania deste ano). No entanto, no que toca a um programa televisivo de wrestling de qualidade, o AEW Dynamite é atualmente intocável.
Com uma mistura entre estrelas conhecidas e os maiores prodígios do circuito independente, o AEW Dynamite é um programa variado, desde os lutadores e dos personagens que protagonizam, ao tipo de combates e aos comentadores. O sucesso do AEW Dynamite foi visível durante as semanas consecutivas em que venceu a concorrência directa com o NXT, quase que obrigando a marca amarela da WWE a mudar de dia de transmissão.
Depois, a AEW também está a tentar fazer algo verdadeiramente fantástico.
Através de acordos com outras empresas de wrestling, estrelas do Impact Wrestling e da NJPW já apareceram na AEW e vice-versa. Kenny Omega, o atual AEW World Champion, deverá lutar no futuro próximo pelo título mundial do Impact Wrestling, e KENTA (Hideo Itami, na WWE), também já apareceu no AEW Dynamite.
Esta troca de talentos entre empresas é uma das bases do wrestling tradicional, no entanto, nunca foi feito durante a era televisiva e tecnológica do século XXI. Até agora. Este é o factor que faz da AEW uma organização inovadora, entusiasmante e, até agora, bem-sucedida.
E quando no Dynamite podemos regularmente ver Chris Jericho, Jon Moxley (Dean Ambrose), Kenny Omega, Sting, Young Bucks, Christian Cage, Cody Rhodes, PAC, Luchas Bros, entre muitos outros, não há programa de wrestling que se possa equiparar.
Escrevo ainda com alguma proximidade temporal em relação ao último encontro. Apesar de redigir este texto um pouco a quente, considero que, neste momento, estou pronto para pensar com maior clareza e afastar-me da irracionalidade tão conhecida de um adepto de um clube.
Nos últimos quatro jogos, o Sporting CP venceu apenas um. Existiu uma quebra de rendimento? Parece-me que não. A equipa continua a conceder muito poucas oportunidades e a defender de forma sólida e organizada. Curiosamente, naquele que foi o pior dos últimos encontros, e em que concedemos mais oportunidades, conquistaram-se os três pontos em Faro. Este fator faz-me concluir que a formação de Alvalade não está mais fraca na ação coletiva, teve foi erros individuais que não costumam ocorrer.
Já na ação ofensiva, o pragmatismo sempre foi preponderante. Muitas vezes, o Sporting CP vê-se em vantagem e gere o resultado a partir daí, ao invés de procurar fechar o jogo. Rúben Amorim revelou que essa é uma espécie de mecanismo que a equipa arranjou, talvez por alguma falta de experiência dos elementos mais novos, e por se sentir confortável a controlar o jogo sem bola. No entanto, essa eficácia não se verificou, sobretudo frente ao Famalicão FC e Belenenses SAD. A formação verde e branca criou um número de oportunidades superior ao normal, mas não as concretizou com sucesso. O que é que faltou nesses jogos? A tal pontinha de sorte de que um campeão também precisa.
Se me dissessem que estaríamos na segunda volta, a seis jornadas do fim, na liderança isolada do campeonato, eu jamais acreditaria. Previa um grupo de jogadores com mais qualidade individual do que na temporada transata, mas nunca uma formação capaz de fazer frente a FC Porto e SL Benfica. Porém, Ruben Amorim e os seus rapazes surpreenderam tudo e todos, fazendo uma primeira volta histórica, a melhor de sempre do clube, e uma série de 28 jornadas sem perder. Não podemos esquecer o antes e depois do jovem treinador português. O facto de estarmos frustrados dentro de um cenário que todos achávamos impossível de acontecer é revelador do trabalho que está a ser desempenhado, esta temporada.
O Sporting CP partiu para a temporada como “fora das contas” do título Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Acho muita graça ouvir comentadores e pessoas com os mais altos cargos no futebol afirmarem que gostam de ver um Sporting CP forte, que é bom para o desporto nacional. Porém, quando isso está perto de acontecer, não perdem tempo em criar casos só para tentar destabilizar o plantel. Primeiro, Palhinha seria a razão pela qual o Sporting CP iria perder sete pontos. Depois, Rúben Amorim poderia ficar anos sem poder treinar. Agora, é a divisão dos adeptos que se avizinha e os velhos fantasmas vão-se levantar. Todo este barulho serviu e serve apenas para criar ansiedade e insegurança entre adeptos e a comitiva leonina.
Todo o grupo é jovem, desde a equipa técnica ao plantel. A maior parte dos elementos do futebol do Sporting CP precisa de errar para aprender: só assim se ganhará a experiência e se construirá um futuro risonho, aliados à mentalidade vencedora que precisamos de adquirir. Que estes últimos empates tenham servido para que o grupo líder da Liga Portuguesa tenha ganho consciência da responsabilidade que tem nos ombros. Ver o Sporting CP campeão é um sonho para qualquer jovem leão, pois este nunca teve hipótese de festejar.
Esperava-se uma época de consolidação de ideias e crescimento dos jovens e estamos envolvidos naquela que vai ser uma luta fervorosa pelo título de campeão nacional. Muito cedo para o processo de desenvolvimento da equipa? Cabe aos jogadores apontarem para bem alto e agarrarem com as duas mãos o caneco que há 19 anos desejamos conquistar.
Primeira Liga, jornada 28: quinta-feira, 19h, 22 de Abril de 2021
ANTEVISÃO: SL BENFICA OBRIGADO A VENCER PARA PODER SONHAR COM O SEGUNDO LUGAR
A derrota frente ao Gil Vicente FC fez soar novamente os alarmes no SL Benfica. Depois desse jogo menos positivo, as “águias” querem regressar novamente às vitórias, para se aproximarem do segundo lugar. Pela frente vão encontrar o Portimonense SC, que quer vingar a derrota na primeira volta.
A separar as duas equipas na tabela classificativa estão 25 pontos. É notória a diferença pontual, mas isso não significa que os algarvios vão facilitar o jogo às “águias”. Bem pelo contrário, só a vitória interessa às duas equipas. Por isso, espera-se um jogo bem disputado. Atualmente, o Portimonenses SC ocupa o nono lugar, com 32 pontos e o SL Benfica o terceiro lugar, com 57 pontos.
10 DADOS RÁPIDOS
Este é o 46.º encontro oficial entre as duas equipas.
Na primeira volta o SL Benfica derrotou o Portimonense SC por 2-1. Os golos da equipa lisboeta surgiram dos pés de Darwin e de Rafa e o golo solitário da equipa algarvia foi um autogolo de Gilberto.
O Portimonense SC vem de uma vitória por 1-0 frente ao FC Famalicão e o SL Benfica de uma derrota por 2-1 frente ao Gil Vicente FC.
Esta época, os “algarvios” somam nove vitórias, cinco empates e 13 derrotas e as “águias” 17 vitórias, seis empates e quatro derrotas.
A diferença de golos também é favorável para a equipa encarnada – 49 golos marcados e 19 sofridos contra 31 marcados e 31 sofridos da equipa de Portimão.
A nível da posse de bola, a equipa da casa também sai a perder. O Portimonense SC conta com uma percentagem de 51,7 e o SL Benfica regista 62,6%. É de notar que as duas equipas estão no top 10 das mais rematadoras na Liga NOS.
Os resultados das últimas duas deslocações das “águias” ao terreno do Portimonense SC são mais benéficas para a equipa da casa. Nesses dois jogos, o SL Benfica conseguiu um empate a duas bolas, na época de 19/20, e saiu derrotado por 2-0, na época de 18/19.
Apesar disso, nos 45 confrontos oficiais entre as duas equipas, o Portimonense SC apenas venceu um, empatou nove e saiu derrotado em 35.
No que diz respeito a golos nos confrontos entre as “águias” e os “algarvios”, o cenário não é nada favorável para a equipa de Portimão. O Portimonense SC marcou 26 vezes e sofreu 108 golos.
A equipa orientada por Paulo Sérgio tem de ter especial atenção a Seferovic, que já conta com 16 golos na presente época, sendo o segundo melhor marcador da Primeira Liga. Quanto à equipa de Jorge Jesus, o foco é o ponta de lança Beto, que faturou dez vezes.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Beto (Portimonense SC) – O ponta de lança é a maior ameaça para as redes da equipa encarnada. O jovem jogador, até ao momento, marcou dez golos em 24 jogos, sendo que no último jogo foi decisivo – marcou o golo da vitória frente ao FC Famalicão. Nos últimos três jogos marcou quatro golos. Estes dados são a prova de que a defesa das “águias” tem de ter especial atenção a Beto.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Seferovic (SL Benfica) – Esta época é impossível falar dos melhores jogadores e não referir Haris Seferovic. O avançado suíço é uma constante dor de cabeça para as equipas adversárias. O jogador está a passar por um excelente momento e pode mesmo dizer-se que, se não marca, assiste. Em 24 jogos, apontou 16 golos e fez seis assistências. Apesar de no último jogo não ter faturado, é essencial que a equipa de Portimão mantenha o segundo melhor marcador do campeonato “debaixo de olho”, se não quiser sofrer golos.
XI’S PROVÁVEIS
Portimonense SC: Samuel, Moufi, Lucas, Maurício, Fali Candé, Willyan, Dener, Anzai, Ewerton, Aylton Boa Morte e Beto.
Treinador: Paulo sérgio
“Sabemos que vai ser um jogo difícil, com um dia a menos de recuperação para esta partida, um período muito curto para um jogo desta responsabilidade, mas vamos estar o melhor possível para defrontar uma grande equipa, como é o Benfica”.
SL Benfica: Helton Leite, Diogo Gonçalves, Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen, Grimaldo, Weigl, Taarabt, Rafa, Waldschmidt e Seferovic.
Treinador: Jorge Jesus
“Sabemos que vamos encontrar dificuldades. A equipa trabalhou como vinha a trabalhar, com a mesma confiança. Sabemos que o adversário está moralizado, mas também conscientes de que temos capacidade e qualidade para ultrapassá-los”.
PREVISÃO DE RESULTADO: Portimonense SC 0-2 SL Benfica
Formada em 1934, pela Federação Portuguesa de Futebol, a Primeira Liga Portuguesa sempre teve grandes jogadores a espalhar o seu talento pelos relvados nacionais e a ficarem na história da competição principal do país.
Atualmente, a Primeira Liga é um palco que vários jogadores veem como uma rampa de lançamento para clubes estrangeiros, mas nem sempre foi assim, e mesmo atualmente existem jogadores que contradizem esse pensamento, como é o caso de Tarantini, que ocupa o 44.º lugar na lista de jogadores com mais jogos na Primeira Liga Portuguesa, com 342 jogos e estando ainda em atividade pelo Rio Ave FC.
Vários foram os jogadores que dedicaram toda, ou a maior parte, da sua carreira aos clubes portugueses, atuando assim a maioria dos jogos na Primeira Liga Portuguesa, como é o caso dos cinco jogadores abaixo apresentados.
Os jogadores na lista são nomes que marcaram a história da competição, e a maioria da Seleção Nacional também, tornando-se ídolos de muitos adeptos e deixando um legado invejável na Primeira Liga Portuguesa.
Primeira Liga, 28.ª jornada: 21h, Quinta-feira, 22 Abril 2021 ANTEVISÃO: MISSÃO – APROXIMAÇÃO AO LÍDER
O FC Porto irá receber no Dragão o Vitória SC, num jogo que representa mais uma “final” naquele que é o principal objetivo, a conquista do Bicampeonato.
Uma vez que o Sporting voltou a deslizar, concedendo o empate frente à B-SAD, Sérgio Conceição tem aqui uma excelente oportunidade para reduzir distâncias e ficar somente a quatro pontos da liderança. Apesar de jogar em casa o FC Porto vai ter pela frente um adversário com um novo ADN, que vem de uma vitória e quer recuperar os maus resultados obtidos pelo anterior treinador.
Bino já assumiu a sua aposta na tática dos “três centrais” e, frente aos atuais campeões nacionais, o contra-ataque deve ser a sua principal arma. Sérgio Conceição terá de apresentar um futebol dominador, de pressão alta e organizado. O segredo deste encontro irá passar pela eficácia na altura da finalização. Ricardo Quaresma será a principal ausência neste jogo.
10 DADOS RÁPIDOS
FC Porto e Vitória SC defrontaram-se por 172 ocasiões, com clara vantagem dos portistas, que somam 111 vitórias, contra 24 triunfos dos vitorianos;
O último triunfo do Vitória SC sobre o FC Porto foi em 2018/19, quando venceu no Estádio do Dragão por 2-3;
Na primeira volta, o FC Porto venceu na Cidade Berço por 2-3;
O FC Porto não sofreu qualquer golo nos três últimos jogos;
Na Primeira Liga, o FC Porto soma seis vitórias consecutivas e não perde há 21 jogos;
Os Dragões têm o melhor ataque desta edição da Liga, com 56 golos marcados;
O Vitória SC vem de uma vitória, depois de cinco derrotas consecutivas, incluindo quatro derrotas seguidas fora de casa;
Mehdi Taremi marcou nos três últimos jogos (dois do campeonato e um da Champions);
Bino reencontra o FC Porto: o atual treinador do Vitória SC jogou nos portistas, tendo conquistado três campeonatos, encontrando-se com Sérgio Conceição, com quem fez, ao todo, cinco jogos juntos;
Jorge Fernandes, André André, Mikel Agu e Ricardo Quaresma já representaram os azuis e brancos, assim como Otávio e Moussa Marega já vestiram as cores do Vitória SC.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
Sérgio Oliveira (FC Porto) – O médio portista continua numa época de meter respeito. Exibições de grande nível, aliadas à sua veia goleadora, tornam-no facilmente no principal alvo a abater. Uma vez que a equipa adversária irá apresentar um sistema tático de cinco defesas, o desequilíbrio poderá passar por um lance de génio dos pés de Sérgio Oliveira, seja num remate de fora de área ou até mesmo uma bola parada.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Rochinha (Vitória SC) – o médio ala vimaranense vive atualmente uma das suas melhores épocas e mesmo tendo a forte concorrência de Ricardo Quaresma, Marcus Edwards ou de Ruben Lameiras, o português conseguiu o seu espaço e tem vindo a fazer a diferença. Atualmente leva cinco golos e três assistências no campeonato. Foi ele que marcou um dos golos da primeira volta frente aos dragões e foi dele o golo que permitiu ao Vitória SC vencer o Santa Clara e pôr fim à série de maus resultados.
XI’S PROVÁVEIS
FC Porto: Marchesín, Nanu, Pepe, Mbemba, Manafá, Grujic, Sérgio Oliveira, Matheus Uribe, Corona, Luis Díaz e Taremi.
Treinador: Sérgio Conceição
“Estamos bem e prontos para ir à luta e dar luta até ao final do campeonato. Os jogadores vão estar como o aço”
Vitória SC: Bruno Varela, F.Sacko, Jorge Fernandes, Mumin, André Amaro, Mensah, A. André, Pepelu, M. Edwards, Rochinha e O. Estupinan
A CRÓNICA: PETIT BEM TENTOU, MAS A MÃO (DE TIAGO ESGAIO) NÃO DEIXOU
Num bar (com dimensões pouco comuns) entravam a equipa de Rúben Amorim (Sporting CP), a de Petit (Belenenses SAD) e uma bola. Petit já tinha mandado um bitaite de que iria conseguir algo fora do normal. Seria apenas «paleio» ou era verdade? Apesar da pandemia, muitos olhos estavam colocados na mesa 28 deste “bar” ao qual chamamos de Alvalade nesta comparação. Era o dito «tira teimas».
A verdade é que com poucos minutos sentados à mesa, a equipa de Petit conseguiu uma proeza. Pagar um copo à formação de Rúben Amorim era complicado, contudo, já muitos tinham feito isto em Alvalade. Como conseguiu? Digamos que foi uma autêntica obra de arte. Miguel Cardoso temporizou, trocou as voltas à defesa e descobriu Varela. Uma ligação Portugal-Colômbia não demora assim tanto tempo e que o diga Cassierra que só teve de encostar. 15 minutos e um copo para a mesa.
Henrique quase que ia deixando entornar o copo azul, mas a sorte é que Kritciuk bem que salvou um possível desastre. Também João Mário não soube dar aquele toque subtil. Por isso, a equipa de Petit ia dando aquele típico «paleio» que ia aguentando a conversa. Por enquanto, a Belenenses SAD ainda só tinha pago um copo, mas a verdade é que o Sporting não pagou nenhum.
— Sporting Clube de Portugal (@Sporting_CP) April 21, 2021
A insistência, ou o faro de oportunidade, é uma caraterística essencial na vida no geral. Cassierra foi aquele quem mais acreditou que Adán podia borrar a pintura que vinha a fazer em todo este campeonato. Agora sim, a mesa 28 estava completamente estragada. O colombiano disse «manda vir outro que eu pago!». Isto sim… já era quase inédito. A equipa de Petit já ia no segundo copo!
Coates não queria ficar atrás. Deixou o modo defensivo, sacou do seu instinto matador e fez o que o ataque não estava a fazer de todo. Perdemos aqui um grande ponta de lança? Saiu um copo para o Sporting. A Belenenses SAD não queria de todo estragar a pintura depois de tudo aquilo que já tinha feito. A conversa fluía de modo correto e ia conquistando a bola na sua versão mais defensiva.
O problema é a equipa de Petit entornou tudo em cima da mesa e Tiago Esgaio estragou tudo com um penalti. Lá está. A mão que pode entornar um copo e pode dar um empate vital. Jovane Cabral disse «este pago eu, mas ninguém entorna!». A mesa 28 já estava toda borrada e ficaram quatro copos, dois para cada lá. A bola saiu deste bar sem ser conquistada por ninguém. O futebol é assim… pode-se personificar com a vida real.
O Sporting tropeça novamente e pode ver o FC Porto aproximar-se, ficando apenas a quatro pontos dos leões na luta pela Primeira Liga. Digamos que foi um jogo de sentido único, onde o resultado definiu para o lado do Belenenses SAD o pragmatismo e para o outro, o do Sporting, a falta de pontaria. A fraca finalização pode custar caro.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Stanislav Kritciuk – Cassierra marcou dois golos? É verdade… Mas “e se” o guarda-redes russo não tivesse defendido o penalti que manteve o 0-1? Não estaríamos aqui a falar sobre aquele que fez mais uma exibição segura para continuar o bom momento que tem vindo a ter na Primeira Liga. Uma exibição incrível, apesar do empate.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Sporting CP – Depois de dois empates para os leões, a vitória em Faro parecia dar outro ânimo à equipa comandada por Rúben Amorim. Contudo, parece ter enganado tudo e todos. Os processos não estão a sair de uma forma fluída como já tinha acontecido esta temporada e depois de uma vantagem tão grande pode estar para ficar com uma vantagem de apenas quatro pontos. Será a imaturidade jovem? Acho que poucos devem saber responder.
ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP
Os leões a apresentarem-se, tal como já é habitual, num 3-5-2 com uma pequena troca no onze inicial: a entrada de Tiago Tomás para a saída do também jovem Daniel Bragança. No eixo defensivo, Feddal já está recuperado, mas Rúben Amorim decidiu que o melhor era o marroquino ficar a descansar. Por isso, Matheus Reis continuou a ser o titular.
João Palhinha a ter mais apoio de João Mário e apenas quando necessário a ajuda de Pedro Gonçalves, que descia do lado esquerdo. O Sporting muitas vezes a ficar num 5-2-3 com Tiago Tomás e Pote a ficar com as alas enquanto que Paulinho ficava responsável pelo jogo interior. Os leões estavam com muitas dificuldades em conseguir concretizar as oportunidades que iam criando, muito por culpa dos seus jogadores, mas também pela coesa defesa da Belenenses SAD.
Rúben Amorim teve de mexer logo no intervalo com a entrada de Nuno Santos e nos minutos seguintes entraram ainda Tabata, Jovane e Bragança. Contudo, com uma defesa tão coesa meter jogadores com tanto pendor ofensivo podia ser uma cartada arriscada. O Sporting parecia ter mudado para um 4-3-3 com Bragança, Pote e Tabata no meio e Jovane e Nuno Santos no lado direito e esquerdo, respetivamente.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Antonio Adán (3)
Nuno Mendes (6)
Matheus Reis (5)
Sebastian Coates (5)
Gonçalo Inácio (5)
Pedro Porro (5)
João Palhinha (5)
Pedro Gonçalves (4)
João Mário (4)
Tiago Tomás (5)
Paulinho (4)
SUBS UTILIZADOS
Nuno Santos (4)
Bruno Tabata (5)
Jovane Cabral (5)
Daniel Bragança (5)
Matheus Nunes (5)
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
Petit não quis também mudar muito daquilo que foi a sua equipa frente ao CS Marítimo e apenas uma troca: a saída de Afonso Taira para a entrada de Yaya Sithole. Apesar desta troca, pouco mudava naquilo que são as definições táticas da Belenenses SAD.
Quando estava em processos ofensivos, era notório o 3-4-3 com um central, Henrique, a não participar no processo de construção a partir de trás. O contrário acontecia com Yaya Sithole que baixava muito para não só ajuda em caso de bola perdida na primeira fase de construção e para ajudar na mesma. A defender um 5-2-3 com Afonso Sousa e Yaya a ficarem responsáveis com o meio-campo e Tiago Esgaio e Rúben Lima a ficarem com as laterais.
As substituições dos comandados de Petit foram com o intuito de manter a estabilidade defensiva, mas normalmente quando são muitos a tentar defender dá um grande erro. E deu. A ansiedade tomou conta da formação da Belenenses SAD e o que foi construído com muita solidez acabou por ser destruído em poucos minutos. O que “defender em excesso” não provoca.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Stanislav Kritciuk (8)
Gonçalo Silva (5)
Tomás Ribeiro (5)
Henrique Boss (4)
Rúben Lima (5)
Tiago Esgaio (5)
Afonso Sousa (7)
Yaya Sithole (5)
Miguel Cardoso (6)
Tiago Esgaio (5)
Varela (6)
Mateo Cassierra (7)
SUBS UTILIZADOS
Cafu (5)
Bruno Ramires (-)
Afonso Taira (-)
Diogo Calila (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Sporting CP
BnR: Na antevisão, disse que o jogo do Jamor tinha sido analisado para preparar este jogo e que algumas situação dessa partida foram trabalhadas. Na sua opinião, o Sporting teve novamente os mesmos erros ou a Belenenses SAD conseguiu mudar muita coisa e conseguiu tirar daqui um ponto?
Rúben Amorim: A Belenenses SAD teve muito mais oportunidades nessa jornada no Jamor. Temos de separar as oportunidades que tiveram hoje e a última vez, o controlo de transições e etc. Foi muito claro aquilo que se passou aqui hoje. O que mudou foi o resultado. Eu tenho de fazer o trabalho inverso ao que os outros fazem. Estou muito mais contente com a exibição que, hoje, fizemos aqui. Estava também mais preocupado no Jamor do que estou neste momento. Acredito que podemos ganhar todos os jogos daqui para a frente, sabendo que é possível não conseguirmos isso, mas faz parte do jogo. Respondendo diretamente à sua pergunta, acho que foi completamente o contrário. Um Belenenses SAD foi muito inferior em comparação a essa jornada, por isso, não podemos comparar as duas situações. Fomos claramente superiores. Aquilo que temos de fazer melhor é marcar golos, melhorar na bola parada, controlar o jogo e ser melhor defensivamente. Há que seguir em frente. É olhar para o jogo e não só para aquilo que foi resultado.
Belenenses SAD
BnR: Nos últimos três jogos, tem posto no Afonso Sousa mais no centro do campo. O que é que o jogador português pode oferecer nesta zona e se é uma opção para dar mais criatividade enquanto que a parte mais defensiva fica a cargo do Yaya Sithole?
Petit: O Afonso Sousa trabalhou como segundo médio com muita qualidade e durante muito tempo na formação jogou naquela posição. Primeiro, demos mais intensidade ao Afonso para que o pudéssemos preparar para jogar ali. São dois jogadores com muita qualidade. O Yaya Sithole foi um jogador que estava nos sub-23 e que veio esta época para a equipa principal. O Afonso tem uma boa visão de jogo e uma grande qualidade de passe. Trabalhámos o jogador e, agora, trouxéssemos o Afonso para essa zona para termos mais criatividade e conseguir criar mais jogadas.
São poucas as palavras para o Presidente mais titulado na história no futebol mundial. Ao todo já são 62 títulos no futebol desde 1982: 22 campeonatos nacionais, 13 Taças de Portugal e 21 Supertaças. Para além disso, Pinto da Costa, em trinta e nove anos de presidência da SAD do FC Porto, transformou aquele que era um mediano clube de província, numa potência na Europa e no Mundo: 2 Taça dos Campeões Europeus/ Liga dos Campeões, 2 Taça Uefa/Liga Europa, 1 Supertaça Europeia e 2 Taças Intercontinentais.
Numa carreira recheada de títulos, polémicas, discursos notáveis e provocadores, uma coisa é certa e indubitável: a longevidade de Pinto da Costa é caso raro no mundo e em Portugal. Observando o panorama nacional, nenhum clube da I Liga tem um presidente que se encontra perto de um nível de longevidade consecutiva parecido com o Presidente dos azuis e brancos. Por conseguinte, seguem cinco anos marcantes que marcaram o reinado de Pinto da Costa no comando do clube azul e branco.
A CRÓNICA: BERNARDO BISA NAS ASSISTÊNCIAS, MAS O RECITAL FOI DE FODEN
Alheios à discussão dos últimos dias e que os opunha a uma da equipas dos “big six”, o Aston Villa FC recebeu no Villa Park o líder inglês, Manchester City FC, que somava nove vitórias nas últimas dez deslocações para o campeonato. Mas nem por isso se inibiram de surpreender logo no arranque da partida.
Estavam decorridos 20 segundos quando o Aston Villa inaugurou o marcador. A falta foi cobrada de forma rápida ainda no meio campo defensivo e o corte deficiente de Stones permitiu uma receção fácil de Watkins, que serviu rapidamente para McGinn rematar simples e bater Ederson.
Verificou-se de imediato um domínio claro e avassalador dos “citizens”, onde por raras vezes os da casa saíram para o ataque, mas o verdadeiro perigo para a baliza de Martínez chegou apenas aos 20 minutos, depois de uma jogada individual e remate forte de Mahrez, para defesa apertada e a dois tempos do argentino.
No entanto, eram sinais de aviso mal percebidos pelos visitados. Dois minutos depois Ederson bateu longo e após uma troca de passes simples entre Zinchenko, Foden, Mahrez e Bernardo, o português cruzou atrasado para o local onde Foden apareceu solto de marcação e a empurrar para restabelecer a igualdade.
Resposta rápida, sem euforias e reveladora de uma equipa com ideias, processos e identidade bem definidos. O Aston Villa voltou a dar sinais de presença, com pouco perigo, à passagem do minuto 28, com um remate de Jacob Ramsey a sair à malha lateral, confortavelmente controlado por Ederson.
Foi então, com relativa naturalidade, que os “citizens” chegaram à vantagem na partida. À porta do minuto 40 e após um pontapé de canto recusado pelas torres defensivas dos da casa, Mahrez entregou na direita para Bernardo Silva cruzar para o interior da área. Antecipando-se a Tyrone Mings, Rodri cabeceou para o fundo das redes, sem permitir que Martínez o pudesse impedir.
Aos 43 minutos, o VAR veio trazer dificuldade acrescida à turma de Guardiola; chamou Peter Bankes para avaliar uma entrada mais dura de Stones e o árbitro mostrou mesmo o vermelho direto ao central inglês. Gundogan viu também o amarelo por protestos – Bankes não estava com disposição para discussões.
Apesar da inferioridade numérica, não se esperava que os “citizens” recuassem e logo aos cinco minutos da segunda parte podiam ter ampliado a vantagem. Gundogan surgiu solto de marcação junto à linha de fundo, tentou servir Mahrez, mas Martínez mostrou-se atento e negou a ligação entre o alemão e o argelino.
Aos 57 minutos, uma ação infantil de Matty Cash nivelou os elementos em jogo; após entrada feia sobre Phil Foden, viu o segundo amarelo e as equipas ficaram em igualdade numérica, agora 10 para 10. Se havia intenções de ameaçar a vantagem dos comandados de Guardiola, estas desapareceram, até porque os “citizens” nunca abdicaram do controlo do jogo.
Mais bola, mais perigo, mais ideias, controlo total. Só novo descuido poderia comprometer nova vitória dos azuis de Manchester. As situações de golo eram esboçadas sempre pela mesma equipa; primeiro Zinchenko de longe, Mahrez após baile dentro da área e depois Gundogan de livre direto.
Canalizando o jogo sempre para o lado onde Watkins descaía – e que por muitas vezes tentou mostrar-se a Gareth Southgate na bancada – o Aston Villa FC não incomodava e baseava-se quase exclusivamente nos cruzamentos para a confusão, prontamente rejeitados nas alturas por Rúben Dias, Laporte ou Rodri.
Até final, não se registaram posses do Aston Villa dignas de registo nem sinais de perigo que obrigassem Ederson a trabalhos esforçados. Por outro lado, também não se viram ocasiões para os “citizens” que justificassem novo golo. Vimos, isso sim, um controlo absoluto do rumo do encontro, com posse rápida e inclusiva, a passar por quase toda a equipa e com constantes variações de flanco.
A vitória, que parecia difícil no primeiro minuto de um jogo que se preparava para humilhar ainda mais as aspirações dos “big six” e respetivos aliados no resto da Europa do futebol, chegou ainda na primeira parte e foi gerida na segunda. Acenta bem à melhor equipa nesta partida e abre nova vantagem de 11 pontos para o segundo classificado. Palavra passada aos rivais de Manchester.
Phil Foden – A exibição de Bernardo Silva foi muito boa, com as duas assistências que permitiram a cambalhota no marcador, mas o que joga Foden é absurdo. Concluiu o golo do empate após desmarcação silenciosa e pertinente bem no coração da área e apresentou um acerto de passe acima dos 90 porcento. Driblou com sucesso sempre que tentou (duas vezes), mas é a ocupação do espaço quando não tem bola e o destino que lhe dá quando está em posse que fazem Foden sobressair numa equipa de tanta qualidade individual. E com apenas 20 anos. Joga como gente grande.
— FOX Sports Brasil (de 🏠) (@FoxSportsBrasil) April 21, 2021
John Stones e Matty Cash – A abordagem deficiente do central do Manchester City FC logo no início de jogo permitiu que os villans se adiantassem na partida ainda antes de concluído o primeiro minuto de jogo. Como se isso não bastasse, teve uma entrada demasiado rigorosa sobre Jacob Ramsey e merecedora de cartão vermelho, deixando, assim, a sua equipa reduzida a 10 por 45 minutos. Desconcentrado e imprudente. No entanto, não esteve sozinho no que à arte de “borrar a pintura” diz respeito. Em desvantagem no marcador, mas em superioridade numérica, cabia ao Aston Villa FC procurar mais bola e tentar ferir um “City” com 10 homens. Essas ambições foram, no entanto, reduzidas a pó, quando Matty Cash perdeu a bola para Foden e reagiu de forma infantil; na tentativa de a recuperar imediatamente, atirou-se às pernas do jovem inglês, que estava junto à linha lateral e representava zero perigo para a baliza de Martínez. Dois amarelos em três minutos e consequente expulsão. Infantil e imprudente.
ANÁLISE TÁTICA – ASTON VILLA FC
Jcomo já vem sendo habitual em jogos de elevado grau de exigência e dificuldade, Dean Smith dispôs as suas peças num 4-1-4-1 (por vezes 4-2-3-1), em frente ao imprescindível Emiliano Martínez.
O quarteto defensivo foi o mesmo dos últimos quatro encontros, com Matty Cash na lateral direita, Matt Targett na esquerda e o eixo da defesa entregue a Ezri Konsa e Tyrone Mings. Na frente desta linha esteve pivô Nakamba, um pouco apagado e desligado. Em superioridade numérica, Douglas Luiz baixou para junto de Nakamba e pudemos observar um 4-2-3-1 mesmo em organização ofensiva.
A linha média teve Traoré e Ramsey claramente entregue às faixas, direita e esquerda, respetivamente. Os terrenos interiores estavam a cargo de Douglas Luiz, quando não baixava para junto de Nakamba, e de McGinn, que se colocava não raras vezes nas costas de Ollie Watkins, a jóia solitária do Aston Villa FC, na ausência prolongada de Jack Grealish.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Emiliano Martínez (6)
Matty Cash (5)
Ezri Konsa (6)
Tyrone Mings (7)
Matt Targett (6)
Marvelous Nakamba (6)
Douglas Luiz (7)
Bertrand Traoré (6)
John McGinn (7)
Jacob Ramsey (6)
Ollie Watkins (7)
SUBS UTILIZADOS
Keinan Davis (7)
Ross Barkley (6)
Anwar El Ghazi (6)
ANÁLISE TÁTICA – MANCHESTER CITY FC
Num habitual 4-3-3, Pep Guardiola optou pelo melhor onze, não descurando a importância desta partida, apesar dos oito pontos de vantagem para os rivais de Manchester. Ederson alinhou na baliza e esteva protegido por uma linha de quatro – por 45 minutos… – composta por Walker e Zinchenko nas laterias e Stones e Rúben Dias no eixo da defesa.
Rodri, claramente com tarefas mais defensivas e de equilíbrios, era o vértice mais recuado do triângulo formado com Gundo gan e Bernardo Silva – embora o português descaísse para a ala direita e permitisse que a equipa se desdobrasse num 4-2-4.
Phil Foden e Riyad Mahrez atuaram nas asas do ataque – com o inglês a dividir o seu posicionamento entre a esquerda e o centro –e no apoio a Gabriel Jesus, avançado algo desligado da partida de hoje.
Para mal dos nossos pecados, está a chegar ao fim a mais bela Era da história do futebol mundial. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo começam a sentir o peso da idade, e não faltarão muitos anos para ambos os astros se afastarem das decisões pelos grandes prémios individuais. O português com 36 anos e o argentino com 33 começam a perder a capacidade de decidirem jogos sozinhos como nos habituaram e por muito que a qualidade continue lá, o corpo deixa de permitir ações que durante mais de 15 anos nos fizeram apaixonar por este desporto.
Ainda assim, o futebol tem de continuar e à medida que o tempo passa vão surgindo outros grandes talentos que mostram que podem dar continuidade à dinastia criada por estes dois mágicos que acompanhamos durante as últimas décadas. Há muitos que têm mostrado grandes competências, mas se há coisa que aprendemos é que o mais difícil não é lá chegar uma vez, mas sim manter o mesmo nível durante tantos anos como eles fizeram. Posto isto, propomos-nos a fazer uma lista dos três sucessores mais naturais a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, composta por jovens prodígios que dominarão o mundo do futebol nos próximos anos.
A CRÓNICA: VITÓRIA DO CS MARÍTIMO “TIRADA A FERROS”
Separados por cinco pontos, CS Marítimo e Rio Ave FC subiram ao relvado do Estádio do Marítimo para disputar a jornada 28 da Primeira Liga Portuguesa de futebol.
O Marítimo entrou bem desperto para o jogo e, no primeiro minuto, Alipour caiu na área, lance que o VAR reviu e nada deu. Depois disso, o que se viu foi um jogo equilibrado, até que, numa jogada de insistência de Rafik Guitane, Alipour serviu Joel Tagueu de bandeja e este não se fez rogado em colocar os “verde-rubros” na frente do marcador, aos 11 minutos.
Após o 1-0, o Rio Ave teve mais vezes a posse de bola ao passo que os madeirenses desceram no terreno. Os “rio-avistas” podiam ter chegado ao empate minutos depois do golo maritimista, mas a bola passou um nadinha ao lado do poste direito de Amir. Já o Marítimo, teve nos pés do francês Rafik Guitane o 2-0, mas este não conseguiu bater o guarda-redes polaco Pawel Kiezeck.
Até final da primeira parte, houve pouco a acrescentar à crónica da partida. Apenas referir a grande jogada de entendimento entre Claúdio Winck e Edgar Costa, em que o brasileiro subiu no terreno, deslocou-se para a grande área, esperou o cruzamento do madeirense e cabeceou ao poste da baliza de Kieszek.
Para a segunda metade do encontro, a formação de Vila do Conde fez subir as suas linhas ao tirar Pelé e meter Anderson Cruz. No entanto, o Marítimo parecia muito seguro de si e não deixava o Rio Ave ter grandes ocasiões de perigo. Com o desenrolar do tempo, a equipa do norte do país tornou-se mais pressionante e ia sufocando a turma madeirense, mas o Marítimo não desarmava na sua concentrada exibição.
O Rio Ave foi pressionando, subindo as linhas, dominando a posse de bola e o Marítimo só atacava em contra-ataque, mas o certo é que os ataques dos homens, esta tarde, vestidos de amarelo não representavam grande ameaça para a baliza “verde-rubra”. Isto até que Guga Rodrigues sacou um “tiro” do seu pé direito e só a trave (e alguma sorte) impediu o empate vila-condense. Aos 89 minutos, Ivo Pinto caiu na área adversária e o VAR teve que intervir novamente, todavia com o mesmo desfecho do que da primeira vez.
A formação visitante bem procurou o golo do empate, porém sem grande êxito, visto que o Marítimo esteve impecável a defender. Os dados estatísticos dizem bem aquilo que foi o desenrolar da partida: um Marítimo em força até marcar o golo, mas que depois disso geriu em termos defensivos e tentou matar o jogo em contra-ataque.
A FIGURA
Fonte: CS Marítimo
Solidez defensiva do Marítimo – Ao contrário de outras partidas, a defesa do Marítimo foi uma mais-valia para vencer esta partida. Apesar da equipa ter recuado demasiado no terreno após o golo marcado, a verdade é que a concentração da equipa foi fundamental para conquistar estes importantes três pontos.
Falta de eficácia ofensiva do Rio Ave FC – Ao nível da produção de jogo, o Rio Ave esteve com nota satisfatória. O que “tramou” a equipa foi entrar algo nervosa. No entanto, o setor ofensivo tem sofrido algumas fases menos boas durante a época. Hoje, no Funchal, não houve nem Gelson Dala (suspenso), nem André Pereira (lesionado), portanto a escolha recaiu sobre Ronan David e Júnior Brandão (suplente utilizado) para a posição de número ´9´. Contudo, nenhum dos dois foi capaz de dar as valências necessárias à equipa no momento da finalização. Aliando isto ainda à falta de inspiração de Carlos Mané e Chico Geraldes. Mas isso é, também, mérito dos homens do “maior das ilhas”.
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
Julio Velázquez fez quatro alterações no onze que perdeu frente à B SAD: Lucas Áfrico, Karo, Hermes e Irmer, introduzindo Leo Andrade, Zainadine (regressado de lesão), Fábio China e ainda Rafik Guitane.
Assim, o técnico espanhol do Marítimo enviou para o terreno de jogo Amir “Seguro” Abedzadeh na baliza, com uma defesa a quatro à sua frente: Claúdio Winck na direita, Zainadine e Leo Andrade ao centro e Fábio China na esquerda. Um duplo pivot, composto por Pedro Pelágio e René Santos (ambos aniversariantes), ao passo que Edgar Costa, Rafik Guitane e Joel Tagueu compuseram a linha de três homens atrás do ponta de lança iraniano Alipour, constituindo assim, o sistema de 4-2-3-1.
Com as mudanças ofensivas do adversário, Júlio Velázquez quis reforçar o meio-campo e fez entrar Bambock para o lugar do lesionado (e aniversariante) Pedro Pelágio. Jorge Correa entrou para refrescar as alas ´verde-rubras´ e Rodrigo Pinho foi a jogo para disponibilizar uma lufada de ar fresco ao ataque dos locais, rendendo o esgotado Joel Tagueu. A partir de então o Marítimo passou a jogar em 4-4-1-1.
Para o jogo frente aos ´verde-rubros´, Miguel Cardoso, também a precisar de pontos, optou por um 4-3-3. Um quarteto defensivo composto por Ivo Pinto, Borevkovic, Anderlan Santos e o internacional português Fábio Coentrão. No meio-campo, o experiente capitão Tarantini foi o responsável por iniciar a fase de construção do ´seu´ Rio Ave, com Guga Rodrigues e Pelé mais libertos à sua frente. Chico Geraldes e Carlos Mané foram as setas apontadas à baliza de Amir, com Ronan David a tentar importunar os centrais maritimistas.
Ao intervalo, no balneário, ficou o médio Pelé e Rui Santos, adjunto e substituto de Miguel Cardoso que está suspenso, fez entrar o extremo angolano Anderson Cruz, posicionando a equipa em 4-2-3-1, com Chico Geraldes a ocupar os terrenos centrais mais ofensivos.