Início Site Página 11010

CD Santa Clara 0-0 Moreirense FC: Zero golos, zero mudanças

A CRÓNICA: CD SANTA CLARA E MOREIRENSE FC NÃO DESATAM O NULO

O Estádio de S. Miguel abriu as suas portas para a 28ª jornada da Primeira Liga. Um jogo que prometia ser quente por ser o encontro direto entre o sétimo e o oitavo classificados da tabela, CD Santa Clara e Moreirense FC, respetivamente. A determinação na conquista dos tão importantes três pontos era garantida.

O apito inicial soava e estava dado o mote para o início da partida. Esta primeira parte começava com um jogo muito repartido e com as equipas a conseguir chegar à zona de finalização, mas sem grandes ocasiões de perigo. O destaque viria para a equipa da casa, o CD Santa Clara, que estava a conseguir ter maior posse de bola. Mesmo com o Moreirense FC a pressionar, a equipa açoriana não se deixava levar pela pressão e conseguia criar linhas de passe e, por consequência, estava a conseguir uma maior posse de bola e a chegar com perigo à baliza de Pasinato, que via a sua vida complicada sempre que se aproximavam.

O Moreirense FC continuaria a mostrar-se à quem das expetativas e mantinha um estado anímico sem grande reação pois, o seu único remate nesta primeira parte viu-se nos primeiros dez minutos. Ao  “cair do pano” do intervalo o nulo mantinha-se e o clube açoriano continuava a ser superior e a destacar-se de forma exemplar. Estava tudo em aberto para a segunda parte.

E que segunda parte tivemos. O intervalo trouxe um Moreirense diferente. A renovada turma de Vasco Seabra começou por mostrar-se no jogo ao tentar criar mais perigo junto da baliza de Marco Pereira. Apesar disso, não conseguiam ser felizes na finalização.

Aos 74 minutos, o CD Santa Clara até fez a festa, depois de um golo de Carlos Júnior, assistido por Allano, mas o VAR viria a retirar a felicidade da equipa açoriana ao assinalar uma falta antes da “redondinha” entrar nas redes. Após o golo, o CD Santa Clara ainda tentou alterar o marcador, mas sem grande resultado. Estavam esgotados os 90 minutos e nada feito. Um ponto para cada equipa e tudo em aberto sobre quem conseguirá o tão desejado sexto lugar.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Allano – O avançado brasileiro esteve em alta neste jogo. Ajudou a proporcionar um bom futebol e destacou-se em situações importantíssimas, como na assistência a Carlos Júnior, golo este que viria a ser anulado. Apesar disso, o desempenho deste bravo açoriano foi exemplar.

 

O FORA DE JOGO

Vítor Ferreira – O árbitro principal da partida não ajudou ao espetáculo. Travou muito o jogo, não permitindo que as equipas progredissem em campo e gastando tempo útil de jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

O Mister Daniel Ramos apresentou-se com o esquema tático 4-3-3. Este procurou forçar o erro do adversário e aproveitar as aberturas criadas pelos jogadores do Moreirense FC, o que permitia chegar à baliza com mais facilidade. Isso permitiu aumentar a posse de bola e tornar a equipa superior em todo o jogo, mas principalmente na primeira parte.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 

Marco (6)

Rafael Ramos (6)

Mikel Villanueva (4)

Fábio Cardoso (4)

Mansur (5)

Allano (7)

Lincoln (5)

Carlos Júnior (6)

Cryzan (4)

Hide (5)

Anderson Carvalho (5)

SUBS UTILIZADOS

Rui Costa (4)

Costinha (4)

Nené (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC

O Mister Vasco Seabra também utilizou o esquema tático 4-3-3. Procurou aumentar a pressão da equipa açoriana para poder trazer mais segurança à sua equipa. Quis também impedir a progressão do CD Santa Clara para conseguir criar pressão nos momentos certos e ter jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 Pasinato (6)

D’Alberto (5)

Rosic (4)

Abdu (4)

Fábio Pacheco (5)

Pires (5)

Filipe Soares (6)

Abdoulaye (4)

Walterson (6)

Franco (6)

Rafael (5)

SUBS UTILIZADOS

Nahuel Ferrasi (4)

Alex Soares (3)

David Simão (-)

Galego (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CD Santa Clara

BnR: Fica feliz com este resultado?

Daniel Ramos: Não. Fomos melhores que o adversário. Mas ser os melhores não chega, temos de ser muito melhores. Tivemos uma primeira parte fantástica da nossa equipa. Já na segunda parte, tivemos um jogo menos paciente, podíamos ter conseguido a vitória, mas só conseguimos pontuar. Olhando para as duas partes, temos um CD Santa Clara melhor no jogo. Mas temos de olhar em frente e pensar no próximo jogo e manter o objetivo: ganhar e lutar até ao final para conseguir o máximo de pontos.

 

Moreirense FC

BnR: Acha o resultado justo tendo em conta o que a sua equipa fez em campo?

Vasco Seabra: Foi um resultado justo. Tivemos uma difícil primeira parte para conseguirmos ter bola e para conseguir dominar o jogo. Tivemos de fazer alguns ajustes ao intervalo devido ao que o CD Santa Clara estava a fazer. Foi nesta segunda parte que fomos mais capazes de pressionar e impedir progressão do CD Santa Clara. A equipa conseguiu ter jogo e pressionar nos momentos certos e chegamos mais à frente num jogo mais competente. Os próximos seis jogos serão difíceis. São 18 pontos em disputa e vamos entrar com vontade de vencer. Vamos lutar em cada jogo.

Mas, afinal, quem é Aslan Karatsev? | Ténis

0

Aslan Karatsev era um jogador completamente desconhecido do grande público até há muito pouco tempo e os seus resultados nem em nível Challenger eram consistentes. Na retoma depois da pandemia, ele que era número 253 do ranking, chegou com um nível bastante diferente e conseguiu um ótimo registo de 18-2 em Challengers, aproveitando para acumular dois títulos, em Praga e Ostrava. No final do ano ocupava já a 112.ª posição do ranking. Aslan Karatsev tem, ainda, a particularidade de trabalhar com um preparador físico português, o Luís Lopes.

Estes resultados, e consequente posição no ranking, foram fundamentais para garantir presença no Qualifying do Australian Open. Ia, assim, tentar marcar presença no primeiro Quadro Principal (QP) de um torneio do Grand Slam da sua carreira, aos 27 anos.

Nesta fase de qualificação, o tenista russo não teve grandes dificuldades em ultrapassar os seus adversários e, nos três encontros, perdeu apenas um set. Chegado, pela primeira vez, ao QP de um Grand Slam, Aslan Karatsev ultrapassou jogadores como Schawrtzamn, Felix Auger-Aliassime e Grigor Dimitrov para chegar às meias-finais onde perdeu, finalmente, contra Djokovic, que viria a sagrar-se campeão frente ao, também russo, Daniil Medvedev.

Esta chegada às meias-finais foi histórica por várias razões, foi a primeira vez na Era Open que um jogador estreante no torneio do Grand Slam chegou às meias-finais, foi o primeiro jogador vindo do Qualifying a chegar a esta fase de um torneio do Grand Slam desde 2000 e foi, também, o jogador com o ranking mais baixo a chegar a esta ronda de um torneio de Grand Slam desde 2001. Este resultado valeu também a estreia em simultâneo no TOP-100 e TOP-50, quando passou de 114.º para 42.º lugar do ranking ATP.

Aslan Karatsev tem-nos vindo a provar que as duas semanas que teve na Austrália não foram por acaso, caso não fosse percetível pela qualidade de ténis que apresentou. A conquista do título de categoria 500, no Dubai, que simbolizou a entrada no TOP-30, foi prova disso mesmo já que, para conquistar o título, teve de vencer jogadores como Andrey Rublev, que tem sido um dos melhores jogadores de piso rápido do mundo, e Jannik Sinner que tem estado numa forma tremenda e se estreou esta semana no TOP-20 aos 19 anos de idade.

Com um estilo de jogo baseado na potência, o seu jogo assenta que nem uma luva em piso rápido e ver como serão os seus resultados nos outros pisos, sobretudo em terra batida, poderá ser um fator chave para tentar prever o sucesso que este tenista russo poderá ter no futuro. No mais recente torneio do circuito ATP, Aslan Karatsev teve um enorme desafio pela frente em Monte Carlo, onde as condições, devido à meteorologia, estavam especialmente lentas, e, apesar de ter perdido na segunda ronda, perdeu para um bom jogador de terra e que viria a ganhar o torneio em Monte Carlo, Stefanos Tsitsipas.

No final do encontro, e falando um pouco do seu percurso este ano, Karastev acabou por dizer que a sua idade pode ser um fator de estabilidade emocional e que o poderá levar a não entrar em euforias, ele que é, neste momento, o sexto jogador do mundo com mais pontos acumulados nesta época de 2021. Está mais do que provado que, em piso rápido, é um jogador que merece aquilo que está a alcançar.

Esta fase da temporada vai funcionar como um duro teste, mas a verdade é que o seu compatriota Medvedev é um jogador bastante fraco em terra batida e está em segundo lugar do ranking, por isso não há razões para acreditar que Aslan Karatsev tenha uma queda substancial no ranking durante esta época de terra batida, até pelo facto de que não defende praticamente nenhum ponto até agosto.

Em resumo, Aslan Karatsev chegou de rompante, mas penso que terá ténis para se manter por alguns anos neste nível e tornar-se um habitué das últimas rondas dos torneios, pelo menos nos de piso rápido, por isso vai ser sempre um nome a ter em conta.

Foto de Capa: ATP Tour

Sporting CP x Belenenses SAD | Mais uma final para vencer!

0

28ª jornada da Primeira Liga Portuguesa: quarta-feira, 21h15 – 21 de abril de 2021
ANTEVISÃO: UMA FINAL PARA OS DOIS EMBLEMAS, À CONQUISTA DOS SEUS OBJETIVOS

Trata-se de uma partida importante para o Sporting Clube de Portugal, que pretende conservar a vantagem de seis pontos, na liderança do campeonato, para o segundo classificado. Por outro lado, o Belenenses SAD soma 30 pontos à entrada para a 28ª jornada, ocupando o 12º lugar, mas ainda procura garantir matematicamente a manutenção.

NO DÉRBI DE LISBOA, A EQUIPA DE PETIT QUER RETIRAR O ESTATUTO DE IMABATÍVEL AO SPORTING CP. VOLTARÁ O LEÃO A MARCAR PASSO? APOSTA COM A BET.PT!

O treinador leonino, Rúben Amorim, tem o plantel praticamente na sua máxima força, estando apenas em dúvida o defesa-central, Feddal, enquanto que Petit tem todo o plantel disponível para defrontar os leões em Alvalade.

 

10 DADOS RÁPIDOS

  1. Sporting CP é líder invicto do campeonato;
  2. Belenenses SAD vem de uma vitória frente ao Marítimo, por 2-0;
  3. Nos últimos cinco jogos frente ao B. SAD, os leões venceram cinco;
  4. Sporting CP soma 17 golos marcados frente aos azuis, enquanto que o B. SAD marcou quatro;
  5. António Adán é o atleta do Sporting CP com mais participações esta temporada, contando com 27.
  6. Pedro Gonçalves é o melhor marcador do Sporting CP, com 17 golos.
  7. Tiago Esgaio é o atleta com mais jogos pelo B. SAD (26).
  8. O Belenenses SAD é o pior ataque do campeonato, com apenas 17 golos marcados.
  9. O Sporting CP é a melhor defesa da Liga, tendo sofrido apenas 13 golos.
  10. A formação de Alvalade bateu um novo recorde de invencibilidade na liga: 27 jogos sem perder.

 

JOGADORES A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – O melhor marcador do campeonato com 17 golos, tem enorme importância no processo ofensivo do Sporting, somando ainda quatro assistências. “Pote” continuará a ser uma das principais armas no ataque dos leões.

Mateo Cassierra é a maior ameaça para o SL Benfica
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Mateo Cassierra – O avançado colombiano é o melhor marcador do B. SAD, com seis golos marcados. No pior ataque da Liga, será a principal arma dos azuis para surpreender o líder do campeonato.

 

XI’S PROVÁVEIS

Sporting CP: Adán; Gonçalo Inácio, Coates, Matheus Reis; Porro, João Mário, Palhinha, Pote, Nuno Mendes; Nuno Santos, Paulinho.

Treinador: Rúben Amorim

“Com o Belenenses vamos tentar fazer mais golos, mas se for 1-0, lá terá de ser porque o objetivo é ganhar”.

Belenenses SAD: Kritciuk; Tiago Esgaio, Henrique, Tomás Ribeiro, Gonçalo Silva, Rúben Lima; Afonso Taira, Yaya Sithole, Afonso Sousa; Miguel Cardoso e Mateo Cassierra.

Treinador: Petit

“As equipas que têm jogado connosco têm dito que somos uma equipa difícil de fazer golos e de criar oportunidades. Isso só nos traz mais responsabilidade em querer continuar a fazer as coisas bem”.

 

Previsão de resultado: Sporting CP 2-0 B. SAD

FC Paços de Ferreira 0-2 SC Farense: Leões de Faro dizem “presente” na luta pela manutenção

A CRÓNICA: FC PAÇOS DE FERREIRA AINDA NÃO SE CONSEGUIU ENCONTRAR DEPOIS DA DERROTA EM FAMALICÃO

Um jogo, mas duas finais para ambas as equipas. O FC Paços de Ferreira, à procura de reservar o lugar nas competições europeias, recebeu um SC Farense que ainda se mantém de pé na luta pela manutenção. Os castores e os leões de Faro vinham ambos de três derrotas consecutivas e procuravam regressar à boa forma, mas foi a equipa liderada por Jorge Costa quem levou a melhor. Desta vez a estrelinha que o treinador do SC Farense bateu à porta em dose dupla e com uma exibição consistente e favorável. O clube do Algarve fez o que era preciso e durante a noite, certamente que vai sonhar com a manutenção.

Primeiros minutos com o lado esquerdo do ataque do emblema de Faro a ser muito requisitado e um FC Paços de Ferreira mais “envergonhado” na partida, deixando o SC Farense ter mais bola. Contrariamente, num lance pelo lado direito, Licá caiu no chão e deu sinal à equipa médica para a sua retirada. Fabricio Isidoro, número 14 da equipa de preto e branco, entrou para o seu lugar.

A linha dos 20 minutos passara e os lances de perigo teimavam em não aparecer. Muita luta a meio-campo e a bola trocada entre centrais e a linha média, evidenciando duas equipas que se procuravam anular uma à outra. O lance mais perigoso surgiu em cima do minuto 30, num livre frontal cobrado pelo médio Bruno Costa, mas a “redondinha” saiu um pouco acima da baliza de Beto. Poucos minutos depois, Uilton viria a tentar a sua sorte, ainda que muito longe da baliza, mas a bola ultrapassou a linha final e já bem afastada da baliza.

Ao minuto 31 surgiria a primeira oportunidade para o SC Farense através de um contra-ataque dos leões de faro. Após passe de Gauld, Brian Mansilla, já dentro da grande área, teve nos pés a chance de fazer o 1-0, mas o remate cruzado não acertou no alvo. Jordi não teria qualquer hipótese se a bola fosse na direção da baliza. Cinco minutos depois, era a vez do FC Paços de Ferreira ameaçar por intermédio de um pontapé de canto, mas o esférico passou por todos e, no final, Ibrahim não conseguiu empurrar para o fundo das redes.

O jogo estava cada vez mais aberto e o FC Paços de Ferreira procurava adiantar-se no marcador – Bruno Costa, no lado esquerdo, levantou a cabeça e enviou a bola diretamente para a cabeça de João Amaral, mas o número 77 não teve sorte. Por poucos centímetros que não havia golo na Capital do Móvel. Até ao intervalo não haveria mais qualquer lance para as duas equipas e o FC Paços de Ferreira x SC Farense seguia empatado a zero para os balneários.

A segunda parte começa com um SC Farense mais atrevido e a dizer presente no jogo, tal e qual como no início da primeira parte. A equipa comandada por Jorge Costa entrou bem e inclusive Jonatan Lucca, após Pedro Henrique falhar o remate em bicicleta, rematou com perigo à baliza de Jordi, mas a bola foi contra Fernando Fonseca e saiu para canto. Pouco depois, o SC Farense pedia grande penalidade por carregamento de Maracás em Fabrício Isidoro, mas Manuel Mota e a equipa de VAR não assinalou falta dentro da grande área.

O FC Paços de Ferreira quis responder à fase menos boa no jogo e Stephen Eustáquio, de primeira e fora de área, tentou fazer um golaço na Mata Real. Foi por pouco que não inaugurava o marcador. Só aos 62’ o SC Farense iria voltar a assustar Jordi e foi Pedro Henrique, a responder a um cruzamento, que tento o golo, mas a bola passou por cima da baliza pacense. Cinco minutos após esse lance, nova oportunidade para o SC Farense se adiantar no marcador – foi Pedro Henrique, novamente, de cabeça, mas Jordi é quem dá nas vistas. Grande defesa do guardião brasileiro.

O VAR foi chamado a intervir novamente por eventual lance de grande penalidade na grande área e Manuel Mota acabou mesmo por assinalar pénalti. Ryan Gauld, que sofreu a falta ao cair com Marcelo, foi chamado a marcar e não falhou. Estava feito o 0-1 e o FC Farense estava, merecidamente pelo que fez na segunda parte, estava mais próximo de conquistar os três pontos.

O SC Farense continuava a penetrar o setor defensivo e “água mole em pedra dura” tanto bate até que fura. Num lance de insistência de Pedro Henrique na área e após defesa de Jordi e corte de um elemento defensivo do FC Paços de Ferreira, Fabrício Isidoro remata com força para o fundo da baliza dos “amarelos”. Jordi ainda tocou, mas não conseguiu evitar o golo da formação do sul. O SC Farense “matava” assim a partida e o mais provável era levar uma vitória para Faro.

O FC Paços Ferreira, naturalmente, apertava à procura de ainda ir buscar o resultado e o SC Farense dava mais espaço à equipa da casa, uma vez o resultado estava controlado. Luther ainda tentou procurar o primeiro golo dos castores e Tanque, de fora da área, procurou levar a melhor, mas Beto não deixou. Fim do jogo na Capital do Móvel e o FC Paços de Ferreira volta a não conseguir pontuar, dando a chance ao Vitória SC de se aproximar. O SC Farense saiu do jogo vitorioso e estes três pontos foram uma bomba de oxigénio para a equipa de Jorge Costa.

 

A FIGURA

Ryan Gauld – Jogou de batuta na mão. Para além de ter conquistado a grande penalidade, fez o golo e ainda esteve presente no lance do segundo golo. Na primeira metade, deu a Brian Mansilla a oportunidade para conseguir fazer o primeiro tento da partida, mas a bola acabou por não entrar. Durante o jogo, destacou-se pela leveza com que transporta a bola, pela capacidade de decisão e qualidade do passe. O escocês transborda talento e não deverão faltar pretendentes na Primeira Liga…

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Douglas Taque – O avançado brasileiro pecou no jogo de hoje. Douglas Tanque habitua-nos a um jogo possante e físico e a muitas vezes descer no terreno para vir buscar o jogo, mas hoje pouco se viu em campo. Não foi apenas ele, o ataque e meio-campo do FC paços de Ferreira também estiveram totalmente desconectados, mas Tanque não mostrou todo o seu potencial durante a partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

A equipa da casa não abdicou da sua identidade e veio a jogo no seu habitual 4-3-3, mantendo Jordi na baliza e à sua frente a dupla Marcelo e Maracás. Nas laterais, uma novidade – Uilton, que costuma jogar em terrenos mais ofensivos, começou no lado esquerdo da defesa a ocupar o lugar de Rebocho. No lado direito, Fernando Fonseca era o homem encarregado por travar as investidas ofensivas do emblema de Faro. Meio-campo a três com Bruno Costa e Stephen Eustáquio, que já regressara do castigo, mas sem o titular recorrente Luiz Carlos. Abbas Ibrahim foi quem começara na sua vez. No ataque, do lado esquerdo, Hélder Ferreira e do lado direito, João Amaral. No meio do setor ofensivo, o melhor marcador da equipa pacense, Douglas Tanque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jordi (7)

Uilton (6)

Maracás (6)

Marcelo (6)

Fernando Fonseca (6)

Bruno Costa (7)

Abbas Ibrahim (6)

Stephen Eustáquio (6)

Hélder Ferreira (7)

Douglas Tanque (6)

João Amaral (6)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Rebocho (6)

Luiz Carlos (6)

Luther Singh (6)

João Pedro (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC FARENSE

Do lado visitante, Jorge Costa lança a equipa num sistema 4-5-1 com Beto na baliza, César Martins e Eduardo Mancha no centro da defesa, Tomás Tavares no corredor direito e Abner Filipe era o responsável pelo lado esquerdo da defesa. Amine Oudrhiri era o centro-campista mais recuado e à sua frente, como médios mais ofensivos, posicionavam-se Ryan Gauld e Jonatan Lucca. Licá e Brian Mansilla figuravam no lado esquerdo e direito do ataque, respetivamente. Pedro Henrique era a referência mais adiantada do SC Farense.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beto (7)

Abner Felipe (7)

Eduardo Mancha (8)

César Martins (7)

Tomás Tavares (7)

Amine Oudrhiri (7)

Licá (6)

Jonatan Lucca (7)

Ryan Gauld (8)

Brian Mansilla (6)

Pedro Henrique (7)

SUBS UTILIZADOS

André Pinto (6)

Miguel Bandarra (-)

Fábio Nunes (-)

Fabrício Isidoro (7)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Paços de Ferreira

BnR: O FC Paços de Ferreira hoje e também nas próximas jornadas vai encontrar alguns adversários que lutam pela manutenção. Acredita que estes adversários podem causar mais dificuldade do que outras equipas que já têm mais estabilidade na classificação?

Pepa: Criam todas. Não podemos olhar para o calendário e pensar aqui é um [ponto] e aqui são três [pontos]. São todas equipas fortes, competentes. Nós estamos naquela fase que mais do que adversário, nós é que estamos a criar problemas a nós próprios. Seja quem for, nós temos é que melhorar o nosso jogo, a nossa capacidade, o nosso critério, a nossa tranquilidade. Quando nós melhorarmos isso aqui [aponta para a cabeça], não tenho dúvidas nenhumas que a vitória vai surgir.

 

SC Farense

BnR: O SC Farense teve um forte apoio dos adeptos antes da deslocação para Paços de Ferreira. Que impacto é que isso teve no resultado e que mensagem gostaria de deixar aos adeptos para os próximo jogos?

Jorge Costa:  Já fiz muitos jogos em Faro como jogador e eu senti na pele a dificuldade que tínhamos em conseguirmos jogar de forma tranquila porque realmente era uma massa adepta fantástica e especial. Não têm mais nenhum clube. São do Farense e são 100%. Puros. Infelizmente o futebol é das poucas atividades onde não é permitido o público, mas esquecendo agora a qualidade de alguns jogos, se foi boa ou má. Sabendo que este clube é de uma região fantástica, é um clube cumpridor, por tudo o que está a criar, por ter uma tradição séria, por ter uma excelente massa adepta e também por eu ser competitivo, tenho a obrigação de dizer que eu vou fazer de tudo para manter esta equipa na Primeira Liga, porque realmente merece. Começando pelos adeptos e acabando pela história que este clube tem.

FC Bayern München 2-0 Bayer 04 Leverkusen: Vitória embala “bávaros” para o título

A CRÓNICA: ENTRADA FULGURANTE VALE REFORÇO NA LIDERANÇA

O FC Bayern Munique entrava em campo consciente que o segundo classificado, RB Leipzig, tinha sido derrotado, surpreendentemente, pelo FC Colónia. A diferença de sete pontos podia passar a dez, mas para isso, o “Gigante da Baviera” teria de derrotar os visitantes, Bayer 04 Leverkusen, naquele que seria o “jogo grande” da jornada.

Alheios a todo o caos que tem passado pelo futebol Europeu, os bávaros entraram a todo o gás e antes dos 15 minutos de jogo já venciam por 2-0. Logo aos sete minutos colocaram-se em vantagem. O herói (cada vez mais provável) Choupo-Mouting finalizou, na recarga, uma jogada que começou nos pés de David Alaba. Pouco depois, novo golo. Desta feita Joshua Kimmich. Remate indefensável à entrada de área. Entrada fulgurante dos bávaros!

O Bayer 04 Leverkusen pareceu sempre inofensivo ou incapaz de atacar a baliza contrária e Hannes Wolf sentiu a necessidade de mexer na equipa na partida para a segunda parte. Florian Wirtz e Bellarabi entraram para tentar abanar um jogo, até ao momento, controlado e de um só sentido.

Os visitantes fizeram sentir as mexidas: foram mais pressionantes, e consequentemente mais perigosos. Pecaram por não conseguirem concretizar as oportunidades que tiveram. A partir do minuto 60 o Bayern Munique, apesar de pressionado, manteve-se confortável a sair a jogar a partir de trás e conseguiu dominar o jogo até final, salvo raras exceções.

A vitória reforça a liderança e uma vantagem de 10 pontos sobre o RB Leipzig, numa altura em que faltam disputar quatro jogos. O título está na mira dos Bávaros e só um desastre pode fazer com que não se sagre campeão já nas próximas semanas.

A FIGURA


David Alaba – Cada vez mais preponderante no jogo do Bayern Munique. Seja a defesa-central, lateral ou médio, David Alaba consegue superiorizar-se a todos os outros dentro de campo. Polivalente como poucos futebolistas no mundo e dotado de uma capacidade técnica fora de série. O austríaco mostrou hoje, mais uma vez, toda a sua qualidade.

O FORA DE JOGO


Eficácia ofensiva do Bayer 04 Leverkusen – Uma equipa que viaje até à Allianz Arena tem de ter em mente que vai defrontar uma das melhores equipas do mundo, é sabido. Mas, principalmente quando se começa a perder por dois golos numa altura tão precoce da partida, é preciso que haja reação. Essa reação aconteceu, inevitavelmente, na segunda parte com as mexidas de Hannes Wolf, ainda assim, a verdade é que a bola nunca encontrou o caminho da baliza. Mais por demérito ofensivo do Leverkusen do que outra coisa qualquer. Não se pode falhar nestes momentos.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BAYERN MÜNCHEN

Hans-Dieter Flick não costuma mudar o esquema tático, e assim foi. Organizado em 4-2-3-1, o FC Bayern Munique apenas mudou as peças do puzzle, devido a lesões em figuras principais do onze inicial. Nada parece mudar no jogo dos bávaros, isto porque as dinâmicas criadas e a polivalência dos jogadores assim o permitem.

A linha de quatro defesas pertenceu a Boateng e Lucas Hernández, os dois defesas-centrais e aos dois laterais, Alphonso Davies e Benjamin Pavard. Nada de novo ou muito estranho por estes lados.

A dupla de médios mais recuados (que tinha sido novidade no último duelo) voltou a ser constituída por dois ex-laterais de raiz, Joshua Kimmich e David Alaba. E que bem que estiveram! Mostraram, e mostram, que podem jogar em qualquer zona do campo. Kimmich já se tornou presença habitual no meio-campo. David Alaba parece seguir as mesmas pisadas. Ele que até tem jogado como defesa-central no último ano (depois de anos a fio a jogar como defesa-esquerdo), apresentou-se no miolo do terreno com bastante à vontade. Nem se deu pela falta de Goretzka, que esteve no banco, depois de ter recuperado de lesão.

Na frente, as ausências voltaram a obrigar a mexidas. Leroy Sané também começou no banco e Lewandowski, ainda lesionado, esteve de fora dos convocados. Thomas Müller servia de pêndulo, tanto aparecia em zonas de finalização, como recuava para ajudar a criar jogadas de perigo. Musiala foi extremo a partir da esquerda e procurou movimentos interiores, para favorecer o seu pé direito. Já Kingsley Coman, extremo a partir da direita, procurava mais a linha. Na segunda parte, inverteram os papéis e trocaram de lado. Choupo-Moting esperava na área por oportunidades para finalizar, quando solicitado. Sem ser propriamente exuberante, o avançado camaronês parece ir aproveitando para somar golos na sua conta pessoal.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (6)

Benjamin Pavard (6)

Jérôme Boateng (6)

Lucas Hernández (7)

Alphonso Davies (7)

Joshua Kimmich (8)

David Alaba (9)

Jamal Musiala (7)

Kinglsey Coman (6)

Thomas Müller (7)

Eric Maxim Choupo-Moting (7)

SUBS UTILIZADOS

Tanguy Nianzou (7)

Leroy Sané (5)

Leon Goretzka (6)

Bouna Sarr (-)

Christopher Scott (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BAYER 04 LEVERKUSEN

O Bayern 04 Leverkusen, liderado pelo treinador interino Hannes Wolf, apresentou-se perfilado em 3-4-3. O jogo não começou como esperado e toda a tática foi deixada por terra a partir do momento que se sofreram dois golos tão cedo, ainda para mais frente a uma equipa FC Bayern Munique.

A identidade, ainda assim, não mudou. A ideia parecia passar por apostar nos corredores laterais, em Frimpong (direita) e Sinkgraven (esquerda). Mas a verdade é que estes batiam de frente com os laterais contrários e acabavam por não conseguir superiorizar-se. Os três centrais (Tapsoba, Bender e Tah) tentaram sair a jogar e controlar as investidas dos atacantes, que davam a sensação de estar em superioridade, tal era o avanço das linhas do Bayern Munique. Destaque para a exibição de Tapsoba que esteve na maior parte das vezes, intransponível.

Os dois médios Charles Áranguiz e Exequiel Palacios estiveram algo discretos e praticamente não se viram durante toda a partida. Na frente, Schik foi o mais inconformado e chegou a rematar com perigo à baliza. Moussa Diaby e Leon Bailey foram autênticas sombras de si mesmos e quase não se viram a participar no jogo.

Por volta do minuto 70, sai Bender e entra Amiri. É abandonado o esquema de três centrais e passou-se a apresentar um esquema de 4 defesas. Wolf incluiu jogadores mais ofensivos para dentro de campo e as oportunidades começaram a aparecer, mas sem conclusões eficientes.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lukáš Hrádecký (5)

Jonathan Tah (6)

Sven Bender (6)

Edmond Tapsoba (8)

Charles Aránguiz (5)

Exequiel Palacios (7)

Daley Sinkgraven (7)

Jeremie Frimpong (5)

Moussa Diaby (4)

Leon Bailey (5)

Patrick Shick (6)

SUBS UTILIZADOS

Florian Wirtz (6)

Karim Bellarabi (5)

Kerem Demirbay (6)

Nadiem Amiri (5)

Wendell (-)

3 jogos que valem muito mais do que 3 pontos | Campeonato Português

O campeonato nacional está a entrar na recta final e, com seis jogos apenas até ao término da prova, a luta por cada ponto está cada vez mais aguerrida.

Os dez pontos que separavam o actual líder da prova, o Sporting, do segundo classificado, o FC Porto, sofreram uma redução e, com isso, a liga voltou a animar, com o actual campeão e até o SL Benfica a sonharem ainda com uma conquista.

A JORNADA 28 DISPUTA-SE A MEIO DA SEMANA E CONTA COM JOGOS EMOCIONANTES! ESCOLHE OS MELHORES JOGOS E APOSTA JÁ NA BETWAY!

Nesta 28.ª jornada, os dois primeiros classificados têm duas recepções complicadas perante dois históricos portugueses, enquanto as águias visitam o Algarve pela segunda vez esta temporada, onde não foram felizes na deslocação ao terreno do SC Farense.

Dos três grandes, o primeiro a jogar é o Sporting CP. Como tal, começaremos por esse desafio.

Sporting CP x Belenenses SAD – O dérbi lisboeta é fulcral para as aspirações leoninas para quebrar o longo jejum. Antes da dificílima deslocação ao terreno do SC Braga, a equipa de Rúben Amorim recebe o Belenenses SAD. Nos últimos dois confrontos em Alvalade para o campeonato, o Sporting somou duas vitórias, tendo em ambas marcado dois golos (2-0 e 2-1), sendo que nenhum dos marcados destes quatro golos ainda se encontra de leão ao peito. Na vitória por 2-0, os golos foram de Luciano Vietto, e no jogo de 2019 foram Bruno Gaspar e Miguel Luís os marcadores dos golos.

A ainda invicta equipa leonina é a melhor defesa do campeonato e irá ter pela frente uma equipa que, embora envolvida na luta pela manutenção, é uma das melhores defesas do campeonato, com 24 golos sofridos, partilhando com o FC Porto o terceiro lugar nesta “tabela”.

Assim, será de esperar um jogo fechado e, talvez, com poucos golos.

Resultado esperado: Sporting CP 1-0 Belenenses SAD

 

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Portimonense SC x SL Benfica – Após um período conturbado, a equipa comandada por Jorge Jesus vinha a subir os seus níveis de confiança. Porém, a derrota caseira frente ao Gil Vicente FC acaba por colocar uma pressão extra ao Benfica. O jogo da primeira volta sorriu aos encarnados mas o Portimonense fez uma bela exibição e mereceu um melhor resultado.

No Algarve, a equipa da casa soma seis vitórias em 13 jogos e recebeu recentemente o FC Porto, tendo realizado uma excelente exibição e perdido apenas pela margem mínima (1-2).

Nas últimas duas temporadas em jogos para o campeonato, o Portimonense soma um empate (2-2) e uma vitória por 2-0 (a única da sua história e que levou à saída de Rui Vitória do comando técnico do Benfica) nos confrontos com as águias. Ainda assim, o Benfica encontra-se num momento de forma superior ao que tinha em ambos os momentos das duas temporadas transactas e acredito que irá superiorizar-se com maior ou menor dificuldade.

Resultado esperado: Portimonense SC 1-3 SL Benfica

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

FC Porto x Vitória SC –O FC Porto manteve viva a sua esperança de revalidar o título no campeonato após os dois empates consecutivos dos leões e necessita de uma vitória neste desafio entre nós históricos para manter essa chama viva.

Pela frente irá ter um Vitória que viu o FC Paços de Ferreira distanciar-se no quinto lugar do campeonato e que tenta agora uma aproximação aos “castores”, tendo vencido a última partida frente ao CD Santa Clara.

Os vitorianos têm claras dificuldades nas visitas ao Porto, tendo apenas uma vitória e um empate desde o ano 2000. Contudo, a excelente conquista na época 18/19, onde passaram de uma derrota por 2-0 para um resultado de 2-3, pode dar aos vimaranenses a motivação para mais três pontos no campeonato.

Nos últimos cinco encontros entre as equipas no Dragão os jogos têm sido recheados de golos (3-0; 3-0; 4-2; 2-3; 3-0) e, como tal, prevemos mais um jogo de futebol de ataque nesta 28.ª jornada.

 Resultado esperado: FC Porto 3-1 Vitória SC

Os verdadeiros artistas do futebol português | Sporting CP

0

A frase não é minha. É do treinador do Sporting CP, Rúben Amorim. Ao proferi-la, inteligente como é, deixou em aberto a que artistas se referia. E nem quando acrescentou que se referia aos jogadores me convenceu que estaria a falar dos de futebol. Mas eu entendo que tenha acrescentado isso, ou arriscava-se a mais quinze dias de castigo.

Para mim, o treinador do Sporting CP referia-se a vários tipos de jogadores e quase nenhum deles joga dentro das quatro linhas.

Temos no futebol português artistas que conseguem anular um golo por um fora de jogo de dois centímetros, quando nas repetições disponibilizadas (pelo menos a nós), nem é possível ver quando a bola sai do pé de quem faz o passe, uma vez que o jogador está de costas. É, portanto, um grande artista com visão de águia. (Não esqueçam que as regras do VAR dizem que não havendo possibilidade, sem sombra de dúvidas, que a decisão do arbitro não está correcta, o mesmo não deve ser chamado à atenção. Parece que o VAR não teve dúvidas. Como poderia ter?).

Há ainda os artistas que, mesmo com ajuda das tecnologias e Zooms que conseguem tirar um fora de jogo de dois centímetros, não consegue ver um atropelo do tamanho de um camião ao Jovane junto à pequena área. Deve ter sido um daqueles célebres apagões. Deve ter faltado o artista da Luz para ver o quadro da eletricidade. A cidade do futebol tem que aumentar a potência contratada. Deixem de ser fuinhas!

Em Moreira de Cónegos, muitos adeptos sportinguistas contestaram o golo anulado a Pote
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

E os artistas que mesmo a ameaçar colegas de profissão, ou usando língua gestual para o banco adversário, conseguem ter castigos menores que os do pobre Rúben Amorim? Ou mesmo nenhum castigo. (O treinador do Sporting CP é aquele miúdo que, mesmo que nem tenha estado no local da asneira, é sempre o principal suspeito, e leva um calduço, sem presunção de inocência). A culpa nem é tanto desses, mas sim dos artistas que andam de apito ou bandeirinha, que não aguentam um palavrão, ou pelo menos os ditos por quem pertence ao clube que tem um processo a correr contra si por tentativa de agressão a uma colaboradora.

Artistas da guerra comunicacional e desinformação que conseguem tornar o azul numa outra cor qualquer ao analisarem situações esquecendo ou ocultando propositadamente pormenores que podem alterar de forma oposta a análise de um lance, e que constantemente colocam notícias de interessados em jogadores, de tentativas de compras de perda de pontos, de castigos, da hipótese de perda de pontos, de tudo e mais um par de botas, que para uma equipa recheada de miúdos ainda sem capacidade de filtrar tudo isso, se deixam influenciar, fazendo com que não estejam totalmente concentrados na sua tarefa. E não digam que isso é teoria.

Basta pensarem como vocês próprios reagem quando algo vos preocupa, incomoda ou cria algum tipo de ansiedade. E não, não é por serem ou terem de ser profissionais que os afetará menos. São humanos e essencialmente com a pouca maturidade própria da sua idade em gerir essas emoções.

Mas artista a sério, que fez algo quase impossível nos tempos que correm, foi o Palhinha. Então não é que conseguiu juntar os dois clubes que – supostamente – mais se odeiam para tentar reverter a decisão do castigo não aplicado ao jogador do Sporting CP? Tentem lá ser melhor que este.

Comparável a este só mesmo Boloni, que já tinha avisado que só acontecendo coisas muito estranhas é que o Sporting CP não seria campeão este ano. Pois, coincidentemente, ou não, desde essas proféticas palavras, os jogos de futebol mais parecem fenómenos do Entroncamento, com estranhezas do arco da velha. Ainda estamos com seis pontos de vantagem, mas quando essa frase foi proferida, estávamos a dez. Mas Boloni é artista de adivinhação, como já o tinha sido quando disse que o Sporting CP não seria campeão enquanto os presidentes dos nossos dois principais rivais estivessem vivos. Espero que seja este ano que termina essa profecia. Ou estará algum dos dois constipado? As melhoras.

Agora está na mão dos verdadeiros artistas, os jogadores, os de futebol do Sporting CP jogar duzentos ou trezentos por cento para compensar todas as coisas estranhas que vão acontecer devido à criatividade de outros artistas. Porque só jogando muito mais e melhor que os outros é que podemos ambicionar ganhar algo. Nos últimos jogos temos jogado o suficiente para ganhar, mas sabemos que para o Sporting CP isso não chega. Temos de nos precaver das pedras que vão surgir.

Para terminar, aos artistas jogadores de futebol, os que não são do Sporting CP, quero dar os parabéns pela vontade de ganhar, sangue no olho, garra, raiva que mostram quando jogam contra nós (até salivam). A jogar assim seriam poucos os jogos que perdessem. Pena que só tenham essa atitude contra o Sporting CP. Pena por vós, que querendo só ganhar um jogo arriscam-se a descer. Oxalá que mantenham esse nível de agressividade noutros jogos. Seria de verdadeiro artista de futebol.

As 5 melhores academias do Mundo

São alguns os clubes que têm academias que reconhecemos regularmente como “ninhos de talento”. Ano após ano, apontamos sempre novos nomes que prometem fazer as delícias dentro das quatro linhas, e quase por tradição acabamos todos por trazer ao de cima o nosso lado de olheiro. Com a criação da Youth League, ficou mais fácil descobrir o despontar de talentos, numa fase em que cada vez mais clubes assumem a estratégia de lançar prodígios dos escalões de formação, as academias dos clubes estão cada vez mais a preparar melhor a transição dos campeonatos juniores para os seniores.

Neste artigo, encontramos clubes que, tanto no presente como no passado, lançam jogadores para a ribalta com regularidade. Nesta tarefa complicada de escolher apenas cinco academias, ainda houve espaço para incluir duas formações portuguesas.

Top 5 melhores academias do mundo

SL Benfica | As 4 piores vendas do passado recente encarnado

0

Nem sempre os clubes sabem comprar e vender da melhor forma, e o SL Benfica não é exceção. Por um lado, temos os flops, aqueles jogadores que são contratados com a esperança de se tornarem verdadeiras estrelas no clube e acabam por não render aquilo que se esperava, mas por outro, às vezes os flops são mesmo os clubes que vendem os jogadores antes de estes poderem mostrar o seu valor.

Hoje falaremos nas piores vendas do Sport Lisboa e Benfica no passado recente, acrescentando uma venda que foi feita ainda no século passado, mas que tem repercussões até aos dias de hoje.

Falarei de lendas de outros clubes, de negócios em carrossel, da “saga dos 15” e ainda de como “perder” 40 milhões de euros por causa de uma cláusula de compra.

Um grande “NÃO” aos que querem estragar o futebol | FC Porto

O futebol vive um dos piores momentos desde a sua existência, com o anúncio da Superliga Europeia e a ingressão de clubes lendários, fica marcada uma página negra na história do desporto que tanto gostamos. Ficam a ganhar os ricos e poderosos, no entanto os clubes com menos capacidade financeira, como o FC Porto, perdem a oportunidade de competir e surpreender os adversários.

Ainda assim, os milhões não compram história. Neste capítulo o FC Porto tem para dar e vender. Foi conhecido através do presidente Pinto da Costa que os Dragões foram uma das equipas sondadas para ingressar na competição, rejeitando esta aproximação não oficial, fica clara uma posição que acompanhada a desaprovação mundial perante este movimento do futebol europeu. Vejamos, é impossível negar que os milhões gerados pela participação seriam como um colete salva-vidas para a situação financeira delicada que os azuis e brancos atravessam, mas o respeito e a admiração que os adeptos e sócios sentem torna-se mais importante neste momento.

Esta é uma posição importante também para o futebol português, um dos grandes a passar esta mensagem significa que a competitividade (que tantas vezes é posta em causa no nosso país) é relevante para o bem do desporto, e a liga pode continuar a oferecer surpresas. A entrada nesta competição de qualquer clube nacional seria um franco desrespeito para os projetos existentes.

Para o FC Porto a competição europeia mais importante é a Liga dos Campeões, é essa que traz os milhões necessários para manter o clube, a emoção em cada jogo e a oportunidade de fazer história tal como aconteceu em 1987 e 2004, com prestações eufóricas para quem acompanha. Jogar contra a Juventus FC ou o Chelsea FC é especial porque são jogos que acontecem com um espaço de tempo longínquo. Numa Superliga seria como jogar um clássico todas as semanas – eventualmente os níveis de motivação tornar-se-iam mais baixos ao longo da competição.

O futebol são as ligas nacionais, os Europeus e Mundiais, o futebol é Champions e Liga Europa, o futebol não são milhões e desdém perante a opinião de quem o apoiou e o tornou o que é hoje, amor incondicional pelo símbolo que carregam ao peito. Todas as equipas que ingressaram na competição, e os que ainda vão ingressar, mostram um desrespeito total pela história, e apresentam também as suas verdadeiras intenções – encher as contas bancárias.

A frase “created by the poor stolen by the rich” (criado pelos pobres, roubado pelos ricos) nunca fez tanta sentido como agora. Um bem-haja a todos aqueles que se opõem a esta aberração desportiva.