O rendimento de Beto ao serviço do Portimonense SC, na liga portuguesa, está a captar aos poucos a atenção de toda a gente, já que o avançado tem sido um dos destaques desta 2.ª volta de campeonato. Aliás, lá fora, nomeadamente em Espanha, já foi comparado e denominado como o “Haaland do futebol português”, fruto da sua capacidade física e da relação que tem demonstrado com o golo.
Esta época, o jogador nascido na Guiné-Bissau já soma nove golos na temporada, sendo que é um dos vários responsáveis pelo excelente momento de forma que a formação algarvia atravessa. No entanto, o atleta é muito mais do que a sua habilidade para com a bola, também tem o seu lado humano e de superação e aqui é impossível ficar indiferente à história de vida de Beto. Desde os seus momentos em que caía isolado frente ao guarda-redes adversário no campo, até aos seus treinos com uma simples bola de ténis, como dos seus tempos no Clube Olímpico de Montijo até ao presente, o atacante tem subido sempre a pulso, mas sempre acompanhado da humildade e do trabalho. Todos estes condimentos fazem com que aos 24 anos, este jogador, seja um dos futebolistas mais cobiçados no nosso país.
Desta forma, o seu nome já consta na agenda dos “três grandes”, assim como de outros emblemas estrangeiros, pelo que se espera uma disputa intensa pelo seu passe, além de que está integrado num clube que já conseguiu fazer negócios impensáveis, como foi o caso de Nakajima. Por sua vez, alguns meios de comunicação social já avançaram que o FC Porto estará disposto a avançar com uma proposta a rondar os 9 milhões de euros, por apenas 50% do passe. Uma proposta, a ser verdade, muito arrojada e de alto risco, não desconsiderando a valia do jogador, mas sim porque são ofertas que, ou correm muito bem, ou correm muito mal. Não esquecer, recentemente, o que aconteceu precisamente com Nakajima, que até agora, tem sido um autentico “flop”, tendo em conta as expectativas com que chegou. Também não se pode esquecer dos problemas financeiros que os dragões atravessaram recentemente e as consequências que ainda sofre com isso, assim todo o cuidado é pouco e cada investimento tem de ser considerado com muita atenção e seriedade.
Fora o lado financeiro, centrando agora no aspeto desportivo, Beto é um jogador que se encaixaria perfeitamente no estilo de jogo de Sérgio Conceição, pois é um atleta com grande estampa física, com passada larga, o que beneficia o seu ataque à profundidade e tem demonstrado sempre uma boa relação com o golo, algo importante numa equipa grande. No seguimento, também não descuida a parte defensiva e está sempre disposto a ajudar os seus colegas, algo que já sabemos que o técnico dos portistas aprecia imenso. Claro que ainda há espaço para melhorar e com a sua idade ainda está longe de ser um futebolista feito.
Com isto, Beto poderá ser uma aposta interessante por parte do FC Porto, apontado como possível substituto de Marega, caso não renove. Porém, terá de ser pelo preço certo, sendo que o valor que se fala parece um pouco exagerado, já que se perspetiva uma avaliação na ordem dos 18 milhões de euros.
A CRÓNICA: GALO BEM ORGANIZADO LEVA A MELHOR SOBRE ÁGUIA DESINSPIRADA
O técnico Ricardo Soares tinha prometido uma equipa sem receio à procura de levar pontos para Barcelos, e isso acabou mesmo por acontecer. Em partida a contar para 27.ª jornada da Primeira Liga, um Gil Vicente FC bem organizado conseguiu surpreender o SL Benfica em sua casa e venceu por 1-2, garantindo assim três importantíssimos na luta pela manutenção. A série vitoriosa dos encarnados termina de forma retumbante e o segundo lugar passa a ser cada vez mais uma miragem.
O início do jogo na Luz foi mexido, com o Gil Vicente FC a cumprir o plano delineado pelo seu técnico – não ter medo de ter a bola na posse e a procurar transições rápidas para criar perigo, algo que condicionou o jogo encarnado. Um exemplo disso foi o remate ao lado de Vítor Carvalho ao minuto 15, naquele que foi o primeiro lance de perigo da partida.
O jogo ia correndo sem grandes motivos de interesse, mas dava a sensação de que a formação visitante estava melhor na partida, com maior iniciativa no jogo e foi sem surpresa que se adiantou no marcador aos 36 minutos. Pedrinho lançou o extremo Antoine Léautey, que fletiu para o centro e rematou rasteiro para o fundo das redes do SL Benfica, fazendo assim o primeiro golo da partida.
A reação encarnada ao golo sofrido foi quase inexistente, uma vez que o SL Benfica não conseguiu encontrar uma forma de furar a muralha defensiva gilista, um pouco à imagem do que se assistiu durante toda a primeira parte. Se quisesse somar mais um triunfo, os encarnados tinham de fazer muito mais para ultrapassar um Gil Vicente FC bem organizado e a jogar sem receio do poderio do adversário.
Insatisfeito com a exibição da sua equipa, Jorge Jesus colocou Everton em campo, mudando assim o sistema tático para o 4-4-2. A mudança tática teve peso no ritmo de jogo do SL Benfica, já que passou a pressionar mais a defesa visitante, mas estava a faltar maior acerto na hora de finalizar. Aos 61’, Seferovic desperdiçou uma ocasião soberana num lance de insistência de Rafa, onde Denis fez uma defesa incompleta.
O tempo corria contra o SL Benfica, que ia tentando furar a defesa do Gil Vicente, só que a previsibilidade nos movimentos dos homens da frente da formação encarnada estava a ser a nota dominante e a missão dos visitantes de manter a preciosa vantagem ficava mais facilitada.
Como diz e muito bem a velha máxima de “quem não marca, sofre”, Lourency tratou de ferir ainda mais as “águias” aos 81 minutos. Excelente exploração da profundidade pela esquerda do ataque gilista, com Lourency a ser lançado em profundidade, a ir para dentro e a rematar para o 0-2.
Numa posição muitíssimo delicada, o SL Benfica ainda conseguiu reduzir a diferença a três minutos dos 90’. Rafa surgiu na direita, rematou para defesa de Denis e a bola embateu em Vítor Carvalho, que foi infeliz e colocou a bola na própria baliza. O golo ainda trouxe uma réstia de esperança numa possível reviravolta nos últimos minutos, o que acabou por não acontecer.
A partida terminou com o triunfo muito importante do Gil Vicente FC, que se exibiu a um bom nível durante toda a partida, em contraste com um SL Benfica que esteve muito apagado e sem grande produção ofensiva, em comparação com jogos anteriores. O “galo” conseguiu levar a melhor sobre a “águia” e está bem encaminhado para se manter na Primeira Liga.
A FIGURA
Fonte: Isabel Silva/ Bola na Rede
Lourency (Gil Vicente FC) – O extremo brasileiro foi importante para o triunfo gilista na Luz. Aproveitou bem os espaços dados pela defesa encarnada durante grande parte do encontro, e foi num desses lances que acabou por fazer o golo que praticamente acabou com as dúvidas quanto ao vencedor do encontro.
O FORA DE JOGO
Fonte: Isabel Silva/ Bola na Rede
Haris Seferovic (SL Benfica) – O reflexo da exibição (muito) desinspirada do SL Benfica. Até tem estado em grande destaque nos últimos jogos, mas hoje Seferovic passou muito ao lado da partida. Muito escondido durante grande parte do encontro, o número “14” encarnado não conseguiu criar espaços na defesa adversária e, nas poucas oportunidades que teve para marcar, não mostrou a frieza que tem vindo a evidenciar nas jornadas anteriores.
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
A senda de triunfos consecutivos trouxe um SL Benfica confiante para mais um duelo da Primeira Liga. Depois do triunfo folgado na Mata Real, Jorge Jesus não mexeu qualquer peça no seu onze inicial, voltando a optar pelo sistema com três centrais.
A entrada das “águias” na partida não foi a expectável, já que a equipa encarnada não estava a conseguir pôr em prática o seu jogo, muito por culpa da boa organização gilista em termos defensivos. Os comandados de Jesus acabariam por sofrer um golo aos 36 minutos, o que já não acontecia há sete encontros. A reação encarnada ao golo sofrido foi inexistente, muita por culpa pela boa exibição do conjunto visitante.
O segundo tempo trouxe um SL Benfica com vontade de chegar ao empate o mais rápido possível, só que a previsibilidade dos ataques encarnados não criou qualquer perigo para o setor defensivo do Gil Vicente. Na procura pelo golo do empate, as “águias” acabaram por sofrer o segundo golo que ditou o fim da série de vitórias.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Helton Leite (5)
Diogo Gonçalves (6)
Nicolás Otamendi (5)
Lucas Veríssimo (5)
Jan Vertonghen (6)
Grimaldo (5)
Julian Weigl (5)
Adel Taarabt (5)
Rafa Silva (6)
Luca Waldschmidt (5)
Haris Seferovic (4)
SUBS UTILIZADOS
Everton Cebolinha (5)
Darwin Núñez (4)
Pizzi (4)
Pedrinho (-)
Franco Cervi (-)
ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC
Atualmente a ocupar o décimo lugar na classificação, o Gil Vicente FC queria pontuar na Luz, mas a tarefa não seria nada fácil de ser alcançada. Depois da derrota sofrida em casa na jornada anterior, o treinador Ricardo Soares fez quatro mudanças no seu onze: Rodrigão, Lucas Mineiro, Vítor Carvalho e Antoine Léautey foram titulares nos lugares de Ygor Nogueira (castigado), João Afonso, Claude Gonçalves e Kanya Fujimoto, respetivamente.
A atuar num 4-3-3, Ricardo Soares tinha prometido uma equipa com vontade de pontuar na Luz, tentando impor o seu jogo. De facto, isso aconteceu durante a primeira parte – o Gil Vicente FC conseguiu travar a iniciativa encarnada, não teve medo de ter a bola na posse e adiantou-se mesmo no marcador, com o golo de Léautey à passagem do minuto 36.
Na segunda parte, a equipa visitante deu a iniciativa de jogo ao SL Benfica, tendo passado grande parte no seu meio-campo defensivo, embora não tenha descurado os lances que teve para pôr em perigo a defesa do SL Benfica e foi assim que Lourency acabou por fazer o segundo dos gilistas, que praticamente selou o triunfo forasteiro, apesar de ter sofrido ainda um golo perto do fim.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Denis (6)
Joel Pereira (7)
Rúben Fernandes (6)
Rodrigão (6)
Talocha (6)
Vítor Carvalho (5)
Lucas Mineiro (6)
Pedrinho (7)
Lourency (8)
Antoine Léautey (6)
Pedro Marques (6)
SUBS UTILIZADOS
Claude Gonçalves (5)
Samuel Lino (5)
Kanya Fujimoto (5)
Henrique Gomes (-)
Diogo Silva (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SL Benfica
Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.
Gil Vicente FC
BnR: O Gil Vicente FC conseguiu anular bem o jogo ofensivo do SL Benfica e acabou por vencer. Qual foi o segredo para o triunfo de hoje?
Ricardo Soares: Na primeira parte nós estivemos bem na primeira fase de construção, o que obrigou os pontas de lança do Benfica a correr muito atrás da bola. Conseguimos bater a primeira linha de pressão do Benfica, ganhámos uma vantagem espacial, chegámos à frente e, em vez de atacar a baliza, quisemos ficar com a bola, trazê-la para trás e ter posse. O Benfica não está habituado a isso, vem de um grande momento e é uma equipa que interpreta bem os momentos do jogo, mas não estava preparado para que o Gil Vicente tivesse tanta bola no Estádio da Luz e penso que esse foi o segredo para a vitória de hoje.
A segunda partida de Bino Maçães no comando técnico do “Emblema do Rei” deu-se na jornada 27, onde o CD Santa Clara se deslocou até Guimarães, numa bonita tarde de sol que marcou o encontro na cidade berço.
Um encontro marcado por uma tentativa de ambas as partes de inaugurar o marcador, visto que aos dois minutos de jogo surgiu logo uma oportunidade perigosa para Estupinan estrear o marcador, a favor do Vitória SC, mas Marco Rocha negou a festa à formação vitoriana.
Aos 17 minutos, Marcus Edwards fintou os defesas do Santa Clara, procurando isolar-se no terreno e tentar a sua sorte, rematando à baliza dos visitantes. O remate encontrou o poste e voltou à zona perigosa, onde Rochinha agarrou a oportunidade e colocou a bola no fundo das redes açorianas.
A sete minutos do início da segunda parte, Rui Costa tentou colocar a equipa em igualdade no marcador, mas o VAR considerou posição irregular e transformou a felicidade em revolta no banco da formação açoriana.
Um Santa Clara esforçado e dominante, porém que não conseguiu encontrar a fórmula do golo, acabando por sair condenado deste duelo. Já o Vitória SC, volta a sorrir depois de cinco jornadas a sair derrotado dos duelos, com um triunfo finalmente a aparecer e a salvar o dia em Guimarães, mesmo que por apenas uma bola.
Rochinha – O avançado da formação vitoriana coloca-se sempre presente, no local certo à hora certa, acabando por acumular mais um golo com a camisola do “Emblema do Rei”. Um autêntico conquistador, que não vira costas a um desafio e se mostra sempre pronto a ajudar a equipa em situações melhores.
Ineficácia do CD Santa Clara – Apesar da dominância expressiva ao longo de quase todo o jogo, o Santa Clara demonstrou-se incapaz de chegar à baliza de Bruno Varela. Os visitantes permaneceram a zero, um resultado injusto perante a partida no Dom Afonso Henriques.
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
A equipa orientada por Bino Maçães opta por um esquema tático diferente do usual da formação vitoriana. Utilizando um 3-4-3, André Almeida inicia o encontro no banco de suplentes, dando lugar a Estupinan que assume a titularidade neste duelo frente ao Santa Clara. Com a saída de Rochinha, o Vitória SC passou a apresentar um 3-5-2, com André Almeida a auxiliar o meio-campo da formação.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Varela (8)
Marcus Edwards (5)
Estupinan (4)
Jorge Fernandes (5)
André Amaro (7)
Mensah (6)
Mumin (6)
Pepelu (5)
Rochinha (8)
Sacko (4)
SUBS UTILIZADOS
Mikel Agu (-)
Noah Holms (-)
Rúben Lameiras (-)
Janvier (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
Daniel Ramos opta pelo 4-3-3 sem mudanças relativamente ao jogo passado frente ao Nacional, no qual se sagrou vencedor por cinco bolas a uma. Ao intervalo, o técnico português decidiu alterar a dinâmica da equipa retirando Anderson Carvalho – recentemente amarelado no duelo – e colocou Costinha. Com as substituições na segunda parte, a formação açoriana apresenta-se com um cariz mais ofensivo, após a entrada de Ukra e Crysan.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco Rocha (6)
Rafael Ramos (5)
Allano (5)
Fábio Cardoso (6)
Anderson Carvalho (4)
Carlos Carvalho (6)
Rui Costa (6)
Lincoln (7)
Mansur (6)
Morita (7)
Villanueva (7)
SUBS UTILIZADOS
Costinha (6)
Ukra (-)
Crysan (-)
Rui Correia (-)
Sagna (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Vitória SC
BnR: Antes de mais parabéns pela estreia nas vitórias, gostava de lhe perguntar qual o sentimento após a primeira vitória ao comando técnico da equipa principal e ainda por cima em casa, no Dom Afonso Henriques?
Bino Maçães: É de facto muito importante, precisávamos desta vitória depois de tanto tempo e os adeptos merecem. Que a vitoria nos traga a tranquilidade que a equipa precisava nestes últimos resultados. Os adeptos merecem, depois de um período tão longo sem vencer. Quanto a mim, é importante ganharmos, num período difícil, sabíamos o que íamos encontrar e o que queríamos fazer, mas ficou aqui demonstrada a garra da equipa, com uma primeira parte que demonstra o que queremos continuar a fazer no futuro.
CD Santa Clara
BnR:Optou por mexer na equipa logo no início da segunda parte, ao colocar Costinha, considera que a equipa beneficiou com as alterações?
Daniel Ramos: Estávamos a perder a precisar de procurar espaços nas entrelinhas, com a entrada de Costinha conseguimos procurar com mais espaço e melhorar o triângulo no meio-campo, Allano estava amarelado e também estava a precisar de outros ares o jogo. A entrada do Costinha beneficiou a equipa. O arriscar pareceu-me ajustado, porque melhoramos e fomos melhores. O golo foi anulado, digo de forma pesada, e que a equipa não entendeu a razão e ficou prejudicada com a anulamento. Arriscamos até ao final, com a entrada de mais jogadores, porque precisávamos de arriscar e fizemos uma segunda parte melhor. Mas o Vitória embora estivesse mais defensivo, foi feliz e nós não.
A CRÓNICA: CD TONDELA À BOLEIA DO HAT-TRICK MADRUGADOR DE MARIO GONZÁLEZ
Não há outra maneira de começar a crónica: início esmagador para o CD Tondela. Os beirões entraram a procurar o golo e construíram uma vantagem de três golos nos primeiros 11 minutos, com direito a hat-trick de Mario González. Logo ao minuto três, o guardião do Moreirense FC defendeu um remate de Olabe para a frente e o avançado espanhol aproveitou o ressalto para inaugurar o marcador.
O segundo golo do Tondela apareceu aos nove minutos, com remate cruzado do avançado espanhol a passe de Rafael Barbosa. Ao minuto 11 surgiu o terceiro para os visitantes. Murillo ganhou a linha pela esquerda, cruzou rasteiro e González, ao segundo poste, consumou o terceiro na conta pessoal.
A resposta do Moreirense FC foi tímida, mas suficiente para reduzir o marcador ao minuto 27. Na sequência de um canto, Rafael Martins desviou ao primeiro poste e a bola encontrou a cabeça de Steven Vitória. O jogo não mostrou sinais de arrefecer e ambas as equipas voltaram a estar perto do golo. Acabou por ser a equipa da casa a conseguir o segundo. Assistência de André Franco e Rafael Martins a deixar os “cónegos” à distância de um golo ainda antes do intervalo.
Num segundo tempo bem mais morno, acabou por ser o Moreirense a estar melhor. Em cima da hora de jogo, Rafael Martins esteve perto de empatar, em resposta a um livre pela direita, mas a bola saiu a poucos centímetros do poste. Perante a atitude mais perigosa dos da casa, o Tondela fechou-se, na tentativa de segurar a vantagem. Mesmo mantendo uma intensidade acima da média, o jogo foi arrefecendo e perdeu a espetacularidade dos primeiros 45 minutos.
A caminho do minuto 90, Steven Vitória esteve em destaque por duas ocasiões. Primeiro ao atirar ao poste da baliza de Pedro Trigueira e, depois, quando viu o segundo amarelo e consequente expulsão. Nos últimos minutos, o CD Tondela conseguiu segurar a vantagem, segurar os três pontos e amealhar a segunda vitória consecutiva fora de casa. A equipa das beiras termina a jornada com 31 pontos e está mais perto da tranquilidade à entrada para a reta final do campeonato.
Mario González – Era difícil não atribuir a distinção a um jogador que aponta um hat-trick em 11 minutos. Para além dos golos, o espanhol mostrou inteligência na antecipação aos defesas, muita qualidade no toque de bola e o tão importante “faro” para o golo. Uma exibição decisiva.
CD Tondela na 2ª parte – Depois de um início de jogo auspicioso, a vitória pareceu estar garantida para o Tondela. É certo que a equipa saiu de Moreira de Cónegos com os 3 pontos, mas o empate não teria sido um resultado injusto.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Vasco Seabra montou um Moreirense FC num 4-3-3, mas foi forçado a adaptar o esquema com os três golos madrugadores do Tondela. A equipa da casa passou a atuar num 4-4-2, que se transformava num 4-2-2-2 no momento ofensivo, com os alas muito projetados. Na segunda parte os cónegos fizeram entrar Walterson e voltaram ao 4-3-3 inicial.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus Pasinato (6)
D’Alberto (4)
Rosic (5)
Steven Vitória (5)
Abdu Conte (6)
David Simão (5)
André Franco (7)
Yan (4)
Filipe Soares (6)
Felipe Pires (5)
Rafael Martins (6)
SUBS UTILIZADOS
Walterson (6)
Alex Soares (-)
Galego (-)
ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA
O Tondela surgiu organizado em 4-3-3, com muita mobilidade para Rafael Barbosa e Murillo (de regresso ao onze inicial) no apoio ao avançado Mario Gonzalez. A pressão acutilante promovida pelos homens de Ayesteran teve resultados imediatos com os três golos obtidos nos primeiros 11 minutos. Na segunda parte a equipa, mais desgastada, acabou por conceder demasiado espaço entre a linha defensiva e o meio-campo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Pedro Trigueira (5)
Bebeto (5)
Yohan Tavares (5)
Ricardo Alves (6)
Filipe Ferreira (5)
Jaume Grau (6)
João Pedro (6)
Olabe (7)
Rafael Barbosa (7)
Murillo (8)
Mario González (9)
SUBS UTILIZADOS
Pedro Augusto (5)
Tiago Almeida (4)
Salvador Agra (4)
Strkalj (5)
Martínez (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR:A perder por 0-3 tão cedo, a tendência normalmente é para fazer logo uma ou duas alterações. Pergunto-lhe porque não o fez e o que fez para melhorar a equipa?
Vasco Seabra: Acreditamos no que tínhamos preparado ao longo da semana. Tentámos acalmar o jogo após esses 12 minutos e foi isso que conseguimos fazer. Depois demos uma boa resposta e marcamos os dois golos antes do intervalo. Ainda equacionamos fazer as substituições, mas decidimos mantemos os onze que começaram.
CD Tondela
BnR: O Moreirense esteve perto do empate na segunda parte. O que é que falhou no início da segunda parte em comparação com a primeira?
Pako Ayesteran: Tivemos mais dificuldade em segurar a bola. Queríamos chegar rápido ao ataque e acabámos por perder a bola várias vezes. Depois conseguimos resolver com as substituições. E, claro, também é mérito do Moreirense que tem excelentes jogadores no meio-campo. Mas como disse recuperamos controlo com as substituições.
O Sporting CP parecia bem lançado na frente do campeonato, chegando a ter uma vantagem confortável, mas os recentes empates acabaram por fazer o Leão tremer e começar a desconfiar de si próprio. Algo que parecia que não iria acontecer, pois, o Sporting CP, mesmo com toda a juventude no plantel, demonstrava ser irreverente e transpirar confiança por todo o plantel e staff.
A verdade é que a vitória diante do SC Farense vem trazer uma nova esperança e o tão esperado balão de oxigénio que os Leões precisavam, acrescido ao facto de jogar primeiro que os seus principais rivais.
Se na teoria a vitória seria fácil na prática foi sofrida, mas mais importante do que isso e do que jogar bem neste momento é garantir, sem dúvida, os três pontos, porque o Sporting CP não tem margem de erro para um título que foge há muitos anos. Com isto, é de olhar e encarar os restantes jogos – faltam apenas sete finais – com confiança e otimismo, mas com os pés assentes na terra e sem olhar para possíveis facilitismos teóricos.
Os leões em casa ainda vão ter partidas com clubes, que na teoria, mais acessíveis no percurso rumo ao título Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
O Sporting CP tem ao dia de hoje nove pontos de vantagem (um jogo a mais), sendo que faltam disputar 21 pontos. Em casa, os Leões vão receber já na próxima quarta-feira o Belenenses SAD, recebendo ainda o CD Nacional, o Boavista FC e, na última jornada, o CS Marítimo. O Sporting CP terá obrigatoriamente que fazer aqui o pleno de vitórias e conquistar os 12 pontos em jogo.
Dificilmente, o Sporting CP perderá o campeonato – na minha opinião – se conseguir vencer os jogos que faltam jogar em casa, porque as outras equipas ainda vão perder pontos. Apesar de jogar fora contra SC Braga, Rio Ave FC e o tão aguardado dérbi lisboeta contra o SL Benfica, os leões terão condições também de fazer bons resultados e de continuar o registo de 27 jogos sem qualquer derrota.
13 golos sofridos após 27 jogos: melhor registo de sempre do 🦁Sporting
Golos sofridos Sporting após 27 jogos na Liga🇵🇹 :
13: 2020/21🔝
14: 1996/97
14: 2006/07
15: 1990/91
15: 1994/95 pic.twitter.com/9DkOBCPK63
Apesar de o momento de forma não ser o mais ideal nesta altura, volto a reforçar que o mais importante é ganhar e não jogar bem. A equipa leonina curiosamente no início da época era uma equipa mais para a transição e para os equilíbrios, era uma equipa que criava menos, mas era mais eficaz. Curiosamente quando assume dinâmicas novas como é o caso do losango com a inclusão de Daniel Bragança, é uma equipa com ainda mais bola e capacidade na construção, acaba por criar mais e consentir menos oportunidades, mas demonstra menos capacidade para ser eficaz – provavelmente pelos indicadores de nervosismo que a equipa sente no momento.
Veremos se a solução para Rúben Amorim passará precisamente por regressar à primeira forma da equipa e da forma como conquistou a vantagem pontual, certamente que teremos campeonato até ao fim, mas resta acreditar e esperar que a equipa continue a demonstrar a competência que demonstrou em grande parte da época.
Sem aviso e qualquer indício, LaMarcus Aldrige retirou-se da NBA. Numa pequena nota nas redes sociais, o jogador que agora atuava nos Brooklyn Nets anunciou que tem um problema cardíaco. Um pequeno alarme foi o suficiente para arrumar as sapatilhas e afastar-se da borracha laranja e preta, pelo menos a nível profissional. “Por 15 anos, coloquei o basquetebol em primeiro lugar, agora é hora de colocar a minha família e saúde em primeiro lugar”, foi a frase mais marcante do comunicado.
Aos 35 anos e com um contrato assinado há poucos meses, vê a carreira terminar e com ainda algo para dar. Em 15 temporadas na liga, LMA teve médias de 19.4 pontos, 8.2 ressaltos e duas assistências por partida. Nesse período, vestiu três camisolas distintas: foi escolhido pelos Portland Trail Blazers, onde passou nove épocas. Seguiram-se os San Antonio Spurs, franchise que representou por seis temporada e ainda chegou a completar cinco jogos pelos Brooklyn Nets.
A título coletivo ainda não conta com qualquer campeonato conquistado (veremos se ainda será este ano), mas Aldridge acabou com alguns prémios individuais. Na prateleira contém, além das sete presenças em All Star Game, duas vezes participações na segunda equipa e, por três ocasiões, da terceira na seleção anual do All-NBA.
Estes números e conquistas são suficientes para LaMarcus Aldridge fazer parte do Hall Of Fame?
Esta pergunta, ao contrário de algumas, não tem uma resposta certa. Apesar de ser um jogador que marcou uma parte da história da NBA, também faz parte de um lote sobre os quais esperávamos um pouco mais. Nunca foi muito fustigado por lesões no início da carreira, mas teve de esperar até aos 26 anos para conseguir ser um All-Star. Talvez por não ser o jogador com as jogadas mais vistosas, demorou um pouco mais até recolher essa distinção.
Escolhido em 2006, acompanhou uma mudança radical na forma de jogar da NBA. Como um extremo/poste old-school, adaptou bastante o estilo na transição do College para a liga. Ao assistirmos aos primeiros jogos na NBA, reparamos na propensão para estar em terrenos mais próximos do cesto, mas com o tempo melhorou muito o jogo exterior, mas principalmente o mid-range.
Entretanto, no que não sabíamos ser o final da carreira, foi jogando cada vez menos depois de uma espécie de “braço de ferro” com os Spurs. O buyout que decorreu no final do passado mês de maio trazia um novo alento quanto à nova fase que poderia vir a passar. Numa equipa cheia de estrelas como os Nets, LaMarcus Aldridge seria mais uma peça rumo ao título.
Na minha opinião, o caminho para o Hall Of Fame ficou mais complicado com este “E se ele ajudasse os Nets a chegar ao título?”. Apesar de achar que, pelo menos, o atleta deve estar nas conversações para um possível lugar. Até lá, nomes como Chris Webber, por exemplo, também fazem parte do mesmo lote de possíveis candidatos, tendo em conta que até jogaram nas mesmas posições.
Não seria a primeira, nem a última vez que um jogador demorava um pouco mais até ver a carreira valorizada num local onde poucos conseguem estar. A falha de não conseguir conquistar o campeonato é uma pedra no sapato, mas existem argumentos que conseguem limpar essa espécie de “cadastro” limpo. LMA esteve a apenas 50 pontos de bater a marca de 20.000 pontos na liga, não é qualquer jogador que sonha sequer chegar a esse nível.
É uma questão complexa e muito difícil de desbloquear. Há muitos argumentos que o colocam na elite, mas existem alguns contras nesta decisão. A única certeza é que LaMarcus Aldridge marcou uma geração de apaixonados pela NBA. Provavelmente não entrou na liga na altura certa, mas fez para ser recordado nos livros da melhor liga de basquetebol do mundo.
Com o Campeonato de Portugal a entrar na fase de playoffs de acesso à Segunda Liga, recebemos, no Bola na Rede TV, as quatro equipas que garantiram o primeiro lugar no passado fim de semana. Quatro cidades portuguesas veem os seus clubes a ganhar protagonismo ou a mostrar comprovar a força do seu histórico rumo aos campeonatos profissionais, novamente.
Neste programa repleto de desportivismo, realçamos o bom momento registado entre CF Estrela da Amadora e Pevidém SC, com uma forte mensagem de incentivo do diretor desportivo da equipa da Amadora para Filipe Fina, diretor desportivo da equipa do concelho de Guimarães.
Destaque também nesta emissão para a reação do SCU Torreense em direto ao comunicado do FC Alverca sobre a polémica em torno da COVID-19 e a reação do Estrela da Amadora à notícia da falha da compra do Estádio José Gomes.
Programa com moderação de Carolina Neto, comentários de Luís Pinto Coelho, com a participação especial de Bruno Vitorino (SCU Torreense), Hélder Sousa (CD Trofense), Filipe Fina (Pevidém SC) e Dinis Delgado (CF Estrela da Amadora).
A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN, AFINAL, TENS UM COLEGA DE EQUIPA!
Buongiorno a tutti! Três semanas depois, voltamos (finalmente) ao Campeonato de Fórmula 1, e estamos reunidos em Ímola, para o GP dell’Emilia Romagna.
Duas palavras bastam para caraterizar as sessões de treinos livres: «Bandeira Vermelha». É verdade. Em todas as sessões (incluindo a Qualificação também) tivemos, pelo menos, uma Bandeira Vermelha.
Mas, falemos então da Qualificação, esta que seria inteiramente dominada pelas forças da Red Bull, se não fosse a volta espetacular de Lewis Hamilton que dá ao britânico a sua 99.ª pole position da carreira.
Assim sendo, os «touros vermelhos» acabam por fazer a dobradinha atrás do Mercedes de Hamilton, ficando Sergio Pérez e Max Verstappen, respetivamente. Sim, leram bem. Sergio Pérez fica à frente de Max Verstappen numa qualificação. Há quanto tempo mesmo que um colega de equipa não batia Max Verstappen?
Falando por fases, uma Q1 atribulada e desapontante caraterizam a qualificação de Yuki Tsunoda (AlphaTauri), que, logo nos primeiros minutos do início da sessão, acionou a Bandeira Vermelha, ao embater na barreira. Um começo que não poderia ser mais agridoce para a equipa da casa. Para finalizar, os Alfa Romeo e os Haas fazem companhia a Tsunoda nos últimos cinco lugares da grelha.
It’s going to be late night for those AlphaTauri mechanics 🛠
A estrela da Q2 foi George Russell (Williams), que, por mais que fosse um desejo difícil de alcançar, o britânico lá andou pelas portas da Q3, algo muito raro de se ver num Williams, mas acabou por «conquistar» o 12.º lugar. Já a desilusão acaba por ser Carlos Sainz (Ferrari) que não consegue mais do que um 11.º lugar, esperando-se um pouco mais do espanhol, depois de termos visto as sessões de treinos que pareciam promissoras.
Em suma, Sebastian Vettel (Aston Martin), Nicholas Latifi (!!!) (Williams) e Fernando Alonso (Alpine) fecham o top 15 da grelha de partida.
A Q3 foi desapontante apenas por um motivo: limites de pista. Claro que as regras tem que ser cumpridas, mas, é frustrante perceber que a causa de Lando Norris (McLaren) não ter feito a sua melhor posição de qualificação foi devido aos limites. O piloto britânico alcançou o segundo lugar, segundos antes da Qualificação terminar, e, o tempo foi-lhe anulado, ficando, assim, em sétimo lugar.
No restante top 10, Charles Leclerc (Ferrari) conquista o quarto lugar, com Pierre Gasly (AlphaTauri) atrás. Os McLaren ficam com o sexto e sétimo lugar (Daniel Ricciardo e Lando Norris, respetivamente), com o surpreendente Mercedes de Valtteri Bottas apenas no oitavo lugar. Esteban Ocon (Alpine) e Lance Stroll (Aston Martin) fecham, assim, o top 10 para o GP dell’Emilia Romagna.
Novamente, e se a chuva prevista não estragar os planos à Mercedes, teremos Lewis Hamilton a querer segurar o primeiro lugar, mas terá a difícil tarefa de se defender dos dois homens da Red Bull que parecem estar com (muita) sede de vitórias.
É também de estar atento a Pierre Gasly (AlphaTauri), que parece cada vez melhor e mais determinado a alcançar bons resultados para a equipa italiana. Se a sorte não lhe fugir como em Bahrain, teremos um candidato ao top 4, ou diria mais, para o pódio.
A ANTEVISÃO: «BAGNAIA, AS BANDEIRAS AMARELAS SÃO PARA SE RESPEITAR», DISSE QUARTARARO
Muitas vezes se diz que «é com certeza uma casa portuguesa!» e este Autódromo do Algarve não falhava à regra. Pena, não também conseguir estar cheio de adeptos nas bancadas, fossem eles portugueses (para combinar com a canção) ou não. Enfim, lamentações à parte o GP de Portugal estava de volta e, depois da grande aceitação de equipas e pilotos na temporada passada de MotoGP, a roller coaster do “Portimau” (à bela tradução inglesa) estava de volta.
Ainda assim, não era o único regresso ao mundial, pois, ele… sim, ele! Marc Marquez (Repsol Honda) estava de volta para mostrar que é um sério candidato a surpreender se ninguém não se mostrar competente o suficiente para segurar o seu lugar na classificação. Apesar de a imprevisibilidade que o mundial teve, é sempre bom voltar a ver um piloto que já tanto fez. Surpreendidos com o seu regresso? A classificação não tanto, porque logo na FP1 ficou em 3.º lugar, só atrás de Alex Rins (Suzuki) e Maverick Viñales (Yamaha).
Com todos os recordes de pista pertencentes a Miguel Oliveira (sim, quem mais, não é?), a luta para se descobrir quem ficaria diretamente qualificado para o Q2 foi intensa. O piloto português foi em 9.º e guardava já essa presença. Além disso, os pilotos que ficaram para discutir dois lugares na Q1 mostravam que podíamos ter já alguns minutos de emoção, pois havia Joan Mir (Suzuki) e a dupla da Repsol Honda, Marc Marquez e Pol Espargaró.
Depois de uma boa performance no Qatar, o rookieJorge Martin teve uma queda aparatosa que o retirou do Grande Prémio de Portugal. As quedas não ficaram por aqui, pois, também na FP3 Alex Marquez também caiu à entrada da curva três. Contudo, o piloto da LCR Honda regressou para o pit lane. O sábado não foi de todo um dia muito animado nas pistas do Algarve. Sábado era mesmo o dia das quedas, porque, nos FP4, Luca Marini (SKY VR46 Avintia) e também Pol Espargaró (Repsol Honda) acabaram por cair, mas, felizmente, sem qualquer tipo de mazelas físicas.
O FP4 mostrou um Fabio Quartararo (Yamaha) a voar com Miguel Oliveira na segunda posição a querer renovar a pole position em Portugal. Os grandes tempos levaram-nos até à Q1. Depois de um “picanço” muito interessante entre Marc Marquez e Joan Mir, os dois pilotos espanhóis passaram com distinção para a Q2. O mais novo Marquez (Alex) esteve perto dos dois campeões mundiais e também à frente de Pol Espargaró.
A Q2 voltava com muitas voltas rápidas e também com mais quedas: uma de Johann Zarco e de Miguel Oliveira. A Yamaha de Quartararo ia voando em Portimão, mas o único que ousou desafiar foi Pecco Bagnaia, mas a primeira vez a sua volta foi anulada devido às bandeiras amarelas da queda de Zarco. O italiano da Ducati penso: «ai é? então vou fazer outra!». E fez. Novo recorde de qualificação – com um 1:38.494 -, contudo, foi novamente cancelada a volta rápida por causa das bandeiras amarelas, após a queda de Miguel Oliveira (Red Bull KTM Factory).
This is why @PeccoBagnaia‘s pole time was deleted! ❌
Com as duas voltas canceladas de Bagnaia, Fabio Quartararo ficou com a pole position e seguido por Alex Rins (Suzuki) e também por Johann Zarco (Pramac Racing). Depois do Qatar, o francês da Yamaha continua um foguete incrível, mas é preciso ter muita atenção para este GP de Portugal, principalmente, por uma questão de gestão dos pneus e devido ao facto de a pista ser perigosa, caso não exista um à vontade necessário para liderar desde início.
Será uma corrida interessante de se acompanhar e esperamos que Miguel Oliveira tenha oportunidade de subir várias posições logo nas primeiras curvas. Acreditando seriamente que vamos ter muitas surpresas naquilo que diz respeito à classificação final e àquela que temos agora disponível devido à qualificação.
Primeira Liga, Jornada 27: sábado, 18h, 17 de abril de 2021
ANTEVISÃO: NÃO BASTA TER ASAS PARA VOAR, NEM GOELA PARA CANTAR
A jornada 27 encerra em si um confronto aviculário entre SL Benfica e Gil Vicente FC. Símbolos de ambos os clubes, as aves em questão não têm vivido a época que desejariam. As águias não atingiram atempadamente a altura de voo que pretendiam e a que se propuseram, e os galos não têm cantado tão alto quanto conviria.
Convergem no relvado do Estádio da Luz à procura de remediar a situação e de consolidar o seu futebol, visando subirem – ou pelo menos não descerem – na tabela. Os encarnados de Lisboa são terceiros com 57 pontos, a nove da liderança; os encarnados de Barcelos são décimos com 28 pontos, a sete dos lugares europeus (Conference League) e com quatro de vantagem para o ocupante do lugar de play-off de despromoção (à entrada para a 27.ª jornada, o CS Marítimo).
Muito por jogar e muito por decidir nas oito rondas que sobejam do campeonato português. A mais importante, claro, é sempre a próxima e é essa que antevemos com 10 dados rápidos relativos ao SL Benfica x Gil Vicente FC.
10 DADOS RÁPIDOS
Em 44 confrontos, gilistas apenas venceram quatro, mas metade dos triunfos foi alcançada na condição de visitantes.
Nos últimos 15 confrontos, registaram-se 13 vitórias das “águias” e dois empates.
SL Benfica venceu os últimos cinco confrontos diretos com o Gil Vicente FC, sem sofrer golos.
A turma de JJ venceu as últimas sete partidas (seis para a Primeira Liga, uma para a Taça de Portugal), sem conceder qualquer golo.
As quatro vitórias alcançadas pelos barcelenses no confronto histórico com os lisboetas foram com “folha limpa”: 1-0 nos dois jogos da Liga 94/95; 3-0 em 2001 e 0-2 em agosto de 2005.
No confronto histórico, o SL Benfica tem 88 golos apontados em 44 partidas – uma média de exatamente dois golos por jogo (o Gil Vicente FC apontou 24 tentos).
O Gil Vicente FC perdeu mais de metade das partidas como visitante para a Liga 20/21 (sete em 13) Contudo, os gilistas vêm de duas vitórias seguidas fora de casa, ambas por dois golos de diferença – 2-4 em Guimarães e 0-2 em Vila do Conde. É a maior série de vitórias forasteiras para a Liga da equipa de Ricardo Soares.
O SL Benfica está na maior série de vitórias caseiras para a Primeira Liga – quatro (FC Famalicão, Rio Ave FC, Boavista FC e CS Marítimo).
SL Benfica e Gil Vicente FC têm, respetivamente, menos quatro e menos dois pontos do que tinham na temporada transata, ao cabo das mesmas 26 jornadas.
Os quatro avançados do SL Benfica (Seferovic, Darwin, Waldschmidt e Ramos) têm mais golos na Primeira Liga (28) do que o Gil Vicente FC (25).
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Haris Seferovic (SL Benfica) – Avançado em fogo de um lado, avançado em fogo do outro. Seferovic defronta o Gil Vicente FC na ressaca de uma monumental exibição na Capital do Móvel – foram dois golos e duas assistências de grande classe e inteligência (sim, ainda estamos a falar de Seferovic). É o segundo melhor marcador da Liga Portuguesa com 16 golos, atrás de Pote, que tem mais um jogo disputado, e parece decidido a não deixar a bazófia de JJ sem respaldo, já que o timoneiro das “águias” acredita que “se o Seferovic não for o melhor marcador é que é anormal”.
Feliz pelo golo mas mais triste pelo resultado. O caminho ainda é longo e estou certo que vamos atingir o nosso objetivo! ⚽️🤟🏻💪🏻 pic.twitter.com/6BWgcoHbah
Pedro Marques (Gil Vicente FC) – Pedro Marques chegou aos gilistas no final do mercado de inverno, por empréstimo do Sporting CP (alinhava pela equipa B dos leões e, mesmo com o empréstimo, foi o melhor marcador da Série G do Campeonato de Portugal) e participou já em nove partidas, nas quais somou três golos – todos nos últimos quatro jogos. Marcou em Guimarães e nas duas últimas receções dos barcelenses – ao CD Nacional e ao Moreirense FC. Está em fogo o avançado português.
“O Gil Vicente FC é uma equipa bem organizada, uma equipa com uma intensidade de jogo alta, com um jogo agressivo – no bom sentido. Não é fácil bater esta equipa do Gil Vicente FC e vamos ter um jogo difícil”.
Gil Vicente FC: Denis; Joel Pereira, Rúben Fernandes, Ygor Nogueira, Talocha; João Afonso, Claude Gonçalves, Lucas Mineiro; Fujimoto, Lourency, Pedro Marques.
Treinador: Ricardo Soares
“A equipa está bem, sinto-a confiante, confiança que há uns tempos não tinha, a equipa cresceu, está mais madura e segura de si própria e ciente das dificuldades que vai ter até ao fim”.
PREVISÃO DE RESULTADO: SL Benfica 3-1 Gil Vicente FC