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Sporting: Hoje não era o nosso dia

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cab futsal

Má sorte? Má finalização? Boa exibição do guarda-redes adversário? Sim, foi uma mistura destes três fatores que nos tirou a vitória, hoje, contra a equipa do Araz.
Era com grande expetativa que todos nós, sportinguistas, esperávamos esta Ronda de Elite; nos dois primeiros jogos fomos muito superiores aos nossos adversários, vencendo por 6-1 os húngaros do Rába ETO e os holandeses do Eindhoven. Bastava o empate para passarmos à Final Four, mas era aí que estava o problema: conseguir o empate contra uma das melhores equipas da Europa, grupo onde podemos incluir também o Sporting.

Pavilhão cheio, tal como nos outros dias, com adeptos a não poderem entrar por o pavilhão já estar lotado, foi o que os jogadores do Sporting encontraram este domingo. Um apoio fantástico que nem o jogo da equipa de futebol em Guimarães conseguiu impedir.
Foi um jogo muito disputado, em que o Sporting conseguiu criar sempre mais perigo que os azeris – o mais correto talvez seja brasileiros –, mas onde a eficácia não foi a melhor. Aos 11 minutos, Fabiano abriu o marcador; primeira desilusão em Almada. Desilusão que se tornava em alegria menos de um minuto depois, quando Divanei fez um grande golo na marcação de um livre direto. Mas o Araz não demorou a repor a vantagem no marcador, por intermédio de Borisov, resultado que se manteve até ao intervalo.

A segunda parte abriu com dois golos, um para cada lado. Primeiro, foi Amadeu a marcar pelos azeris, mas Deo respondeu com um bico menos de 30 segundos depois. Voltava a esperança em Almada e o Sporting continuava por cima, mas já diz o ditado que “quem não marca sofre”; foi isto que aconteceu. Felipe marcou mais um para o Araz. O Sporting tinha 15 minutos para marcar dois golos, de forma a chegar, pelo menos, a um empate. Viu-se, então, mais um festival de golos falhados pelo Sporting, quer seja pela má pontaria, quer seja pelas excelentes defesas de Buranello, o melhor em campo e talvez o grande responsável pela derrota.

Deo, autor do segundo golo Fonte: FootballDream
Deo, autor do segundo golo
Fonte: FootballDream

A cerca de sete minutos do fim, Alex começou a jogar a guarda-redes, fazendo o cinco para quatro na procura de, pelo menos, dois golos; e foi precisamente Alex quem marcou o terceiro, a quatro minutos e meio do fim. Depois do golo, o Sporting deu tudo, quer em campo, quer na bancada, mas não conseguiu fazer o tão desejado quarto golo, sofrendo ainda mais dois. Foi 6-3 o resultado final, que, como disse Nuno Dias no final do encontro, não representa o que se passara em campo.
Acabou, assim, o nosso sonho de sermos campeões europeus. Mas preparem-se, que para o ano há mais.

10+10 = 20, de Gaitán

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benficaabenfica

Solta-te, Nico. Solta-te de uma vez, acende o fósforo da loucura e faz-te Homem. Com H grande, como qualquer um que seja Sport Lisboa e Benfica. Enlouquece, pede um pouco de vontade emprestada ao Enzo, dois terços de raiva ao Maxi e um décimo de genica ao Di María e deixa de ser Riquelme; queres mesmo ficar-te por aí – “o que aquele rapaz podia ter sido…” ou “ia sendo grande”? Traz a Bombonera e a rede atrás da baliza com hinchas pendurados contigo, apanha os papéis azul-amarelo que por ali esvoaçam e guarda tudo na memória. Lembra-te disso quando estiveres num daqueles teus jogos pachorrentos num qualquer relvado frio, envolto em bancadas abandonadas. Imagino-te puto reguila, com sol de Dezembro a queimar Buenos Aires, cordões das sapatilhas pelo chão, pampas à volta e génio à solta. Sempre, sempre com o sorriso malandro e cínico de quem sabe que é muito melhor do que os outros.

Nico é génio e, como qualquer génio, num minuto leva-nos ao céu e no seguinte ao desespero. Durante 89 minutos irrita, desespera e faz-nos soltar impropérios de alto nível. Mas, no minuto que falta para terminar essa coisa linda que é um jogo de futebol, é Deus, são olhos arregalados e bocas espantadas. Tem o dom de poucos, o dom de parecer que a bola é apenas e só uma extensão do corpo. 10+10 = 20 Gaitán, só o 10 não lhe chegava porque vale por dois dezes. Se Salvio tem simplicidade, Enzo tem raça e Cardozo é uma espada nos sportinguistas, Nico tem tudo. Mas não é tudo. E os 25 anos talvez já seja tarde para se começar a sustentar nos excessos e deixar os mínimos. Todos percebemos a fixação de qualquer argentino canhoto em querer imitar Maradona ou Messi. Menos o Gaitán, que só quer ser lembrado assim mesmo: N-I-C-O G-A-I-T-Á-N. Para ele chega-lhe, está bom assim. Talvez para nós, benfiquistas, também. Em qualquer corrida sem bola não dada por preguiça ou qualquer passe demasiado inteligente, vamos ter sempre aquele drible de génio para nos agarrarmos.

Nico Gaitán Fonte: www.record.xl.pt
Nico Gaitán
Fonte: Record

Lá ganhámos ao Braga, como era mais do que nossa obrigação. Parece-me que o Jesus nos enganou bem com os jogos na Grécia e com o Sporting. A paragem para as selecções tirou o ritmo ao fio de jogo que o Benfica aparentava vir ganhando. Voltou a pôr-nos o coração à prova e eis o regresso ao futebol enfadonho, desesperante e sem chama. Com este plantel de luxo é inenarrável fazer exibições tão miseráveis. Valeu-nos a perna-longa sérvia que lá nos salvou de mais uma comprometedora perda de pontos. Lima está uma sombra do que já mostrou (“vendam o Cardozo, temos o Lima”), Djuricic está fora dela e o génio do Markovic parece estar agarrado com uma corda à linha lateral. Espera-nos um calendário muito fácil até ao decisivo jogo com o Porto na Luz, pelo que é impensável perder pontos até lá.

Felizmente há um Porto que joga tão mal ou pior do que nós e que conta com duas vitórias nos últimos seis jogos. A ver quanta e qual a imprensa a falar em “crise no Dragão” ou em “lenços brancos para Paulo Fonseca”.

A Falha

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eternamocidade

Dizia Confúcio que “não corrigir as nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Por momentos deve pensar que, ao ler um título destes e uma citação destas no início de um texto na secção do FC Porto, tudo isto não passa de uma profunda barbaridade. Perceberá, com este texto, que não é bem assim, caro leitor.

Que o homem não é infalível, todos sabemos; que todos estão sujeitos a erros, também é de senso comum, mas será possível pensar-se que errar tantas vezes da mesma forma é só mesmo coincidência? Sinceramente penso que não.

Tal como em muitas outras problemáticas da vida, também “a falha” está inerente no futebol. O golo que foi marcado porque o defesa falhou, o penálti que não foi assinalado porque o árbitro falhou ou não quis ver. Mas adiante, podia estar aqui uma eternidade só a falar das enormes falhas que podem ser cometidas num mero jogo de futebol. Lá no fundo, eu acho que quando aplicamos este conceito ao FC Porto de Paulo Fonseca, a dimensão disto ganha contornos inexplicáveis. Em poucas palavras, podia apenas dizer que este Porto tem duas caras: a de gala, como na primeira parte em St. Petersburgo, ou a paupérrima, como no Restelo.

Jackson voltou a ser perdulário no ataque Fonte: http://www.maisfutebol.iol.pt/
Jackson voltou a ser perdulário no ataque
Fonte: http://www.maisfutebol.iol.pt/

E é então aqui que chegamos a esta “falha”. Toda a gente sabe que James e Moutinho eram dois jogadores fundamentais; todos sabemos que Herrera ainda parece demasiado verde para a Europa e Quintero é demasiado verde para um grande clube europeu. Bom, mas esta “falha” não se resume meramente a uma questão de artistas, resume-se à forma como todo o “espetáculo” é montado. Sem capacidade de controlar uma partida ou simplesmente ser eficaz na hora de rematar, este tri-campeão nacional é intermitente, aparece de forma triunfal num instante para desaparecer pelos minutos de uma partida no segundo seguinte. É, por isso, inexplicável esta falta de identidade de uma equipa que parece ainda não se ter encontrado. É, por isso, ainda mais difícil explicar a falta de identidade deste treinador, que se queixa da sorte e do azar, mas que parece também demasiado verde para estas andanças.

Nesta mescla de rapazes verdinhos para o FC Porto, a “falha” está sempre lá: no Restelo de Mangala, este Sábado de Otamendi. E, repare bem, ambos os centrais já lá andavam antes dos outros “verdinhos” pisarem aquele palco. Parece mesmo que a culpa é do espectáculo, do jogo que é produzido, e daquilo que é pensado. Este FC Porto de duas caras não controla, não esmaga, não goleia. Parece estar sempre à procura do risco, à procura da intranquilidade que a qualquer momento nos trai. E, claro, quando tudo corre menos bem, até parece que esta “falha” nos trai mais vezes. De 5 pontos sobra 1, de aplausos já sobram apenas dúvidas… tudo por culpa da “falha”.

O coletivo pode não ganhar jogos

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“A união faz a força”. “Interessa é o coletivo”. “Juntos somos mais fortes”. “United we stand, divided we fall”. Todas as frases caíram em clichés habituais e facilmente aplicáveis a diversas partidas, mas podem começar a perder algum sentido se começarmos a observar os últimos jogos do Tottenham de André Villas-Boas. O massacre que sofreu hoje às mãos do Manchester City (6-0) pôs a nu as grandes debilidades da equipa que ele próprio construiu, fundamentada nos seus próprios princípios de jogo.

André Villas-Boas, à partida para este campeonato, tinha já uma certeza: Gareth Bale ia sair, mas ia deixar muito dinheiro para reforçar todo o plantel e aumentar a sua profundidade. E o treinador português escolheu (maioritariamente bem) as peças que queria encaixar na sua equipa e as posições que necessitavam de profundidade. Vieram Soldado, Lamela, Paulinho, Capoue, Eriksen ou Chiricheş, mas a filosofia de Villas-Boas manteve-se. É um treinador que se inspira muito no modelo 4-3-3 de Pep Guardiola, mas que aborda os jogos de forma excessivamente cautelosa. Fia-se demasiadas vezes na sorte e na esperança de que algum jogador faça a diferença no encontro.

Sem Bale, Villas-Boas não tem muitos motivos para sorrir Fonte: http://allnep.com/
Sem Bale, Villas-Boas não tem muitos motivos para sorrir
Fonte: http://allnep.com/

Pois bem, sem Bale, o Tottenham perdeu uma significativa capacidade de decidir jogos através de rasgos individuais. E os jogos da equipa de Villas-Boas caem excessivamente na previsibilidade e falta de capacidade para definir jogadas. Soldado tem disfarçado em alguns jogos, por ser um excelente finalizador, mas as evidências estão à vista de todos. As equipas do treinador português sempre se solidificaram segundo estes processos de controlo e de manutenção da posse de bola. Teve sucesso quando tinha, no seu plantel, jogadores capazes de fazer a diferença: Falcao e Hulk no Porto e Bale no Tottenham. No Chelsea a história foi diferente e ia muito para além da qualidade dos seus jogadores.

Sem Bale ou uma referência capaz de desbloquear encontros, os dados estatísticos acabam por comprovar a ineficácia das equipas de Villas-Boas: não sofre muitos golos (antes do descalabro de hoje, apenas tinha sofrido 6), mas marca muito pouco (apenas 9 golos marcados em 12 jogos). E a tendência não se deverá inverter muito se o treinador português continuar a abordar os jogos de forma excessivamente conservadora e apenas a pensar na posse de bola. É que o seu modelo de treinador, Guardiola, teve Messi. E agora tem Robben e Ribéry. Villas-Boas teve Bale. Agora não tem ninguém. O coletivo é, naturalmente, a componente mais importante do futebol. Incutir uma mentalidade de grupo é a base de sucesso para qualquer equipa.

Agüero foi um dos responsáveis pela derrota de hoje de AVB frente ao City por 6-0 Fonte: http://www.telegraph.co.uk/
Agüero foi um dos responsáveis pela derrota de hoje de AVB frente ao City por 6-0
Fonte: http://www.telegraph.co.uk/

José Mourinho, há 4 anos, no Inter de Milão, esteve em situação idêntica e conseguiu inverter a situação. Perdeu o seu elemento mais desequilibrador (Ibrahimovic), reforçou a sua equipa e ganhou a Liga dos Campeões. Villas-Boas, agora sem Bale, tentou o mesmo, mas os resultados foram piores. O motivo pode ser explicado de várias formas. Mas a vertente tática não pode ser ignorada. Bem como a postura de cada treinador. E enquanto Villas-Boas for excessivamente conservador na sua abordagem, à Guardiola, aos encontros, não pode queixar-se. O ano passado, Gareth Bale disfarçou-lhe as fragilidades. Este ano, está por sua conta. Cabe-lhe agora ter capacidade e coragem para ser mais frio e ambicioso para enfrentar os próximos encontros. Porque se continua à espera da sorte… pode muito bem ter azar.

Sporting Clube de PORTUGAL

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milnovezeroseis

O Campeonato Nacional sofreu, esta semana, um interregno motivado pela disputa de dois jogos da Seleção Nacional. A última partida realizada pelo Sporting Clube de Portugal foi, precisamente, o embate da luz a contar para a Taça de Portugal a 16 de novembro, cujo “enredo” é amplamente conhecido. Todavia, engane-se quem pensa que os leões estiveram à margem dos relvados.

O sorteio do play-off de acesso ao Mundial do Brasil ditou um confronto entre Portugal e Suécia. Em Lisboa numa primeira instância, e depois na gélida Helsínquia, Portugal enfrentou os suecos. O primeiro jogo saldou-se com uma vitória lusa graças ao tento de Ronaldo. Após uma partida relativamente fácil e sem grande história para contar, urgia que o segundo embate viesse adoçar as contas do apuramento. E assim o foi! A magia de Ronaldo conjugada com o bom desempenho geral da equipa foram preponderantes para a vitória portuguesa que teve um cunho marcadamente leonino. Em muitas razões.

A seleção das quinas tem sido presença habitual nas últimas grandes competições, contrariamente ao que era costume há cerca de 20 anos atrás. Desde o inicio do milénio que Portugal não falha um Europeu ou Mundial de Futebol. Curiosamente, a ascensão da formação leonina tem acompanhado esta tendência. Ronaldo, Simão ou Quaresma são exemplos paradigmáticos. Todos eles surgiram no mundo do futebol por alturas do ano 2000 e em comum tem o clube de formação – o Sporting Clube de Portugal, pois claro. De facto, o clube de Alvalade tem apresentado, de mão beijada, a seleção nacional com um leque imenso de jogadores. Sejam avançados, médios, defesas e até guarda-redes, a certeza de que a equipa de todos nós não apresentaria graus de qualidade tão excelsos, não fosse a excelente formação leonina, é inegável.

No decorrer do jogo de terça-feira, no qual, confesso, vibrei à Sporting com os golos de Ronaldo, dei por mim a meditar sobre aquela selecção e aqueles jogadores em particular. Analisei minuciosamente cada um e cheguei à conclusão de que 5 dos 11 jogadores titulares foram formados no meu Sporting. Rui Patrício, Miguel Veloso, João Moutinho (este com algumas ressalvas mas lá passou), Nani e Cristiano Ronaldo. Todos eles jogadores elementares. É inconcebível imaginar a equipa das quinas sem a segurança de Rui Patrício, a mestria de Moutinho ou o talento transcendente de Ronaldo! Na convocatória de Paulo Bento para o último play-off, constavam 8 jogadores formados no Sporting – William Carvalho, Beto e Silvestre Varela juntam-se ao lote já anteriormente referenciado. São números demonstradores do condão da formação leonina e da influência que esta detém na Selecção Nacional.

Com efeito, a formação do Sporting Clube de PORTUGAL constitui um dos maiores orgulhos para a massa adepta, sendo baluarte do empenho, da garra e da luta que diariamente milhares de jovens empregam no sonho de um dia se virem a tornar jogadores como Cristiano Ronaldo, Paulo Futre ou João Moutinho. Oxalá!

FC Porto 1-1 Nacional: O pecado da finalização

Pronúncia do Norte

Depois do empate em Belém na jornada anterior, o FC Porto recebia hoje o Nacional da Madeira com a responsabilidade de voltar às vitórias. No entanto, poucas horas depois da vitória caseira do Benfica frente ao Braga, os dragões voltaram a ceder pontos: 1-1 foi o resultado final.
Com Maicon no lugar do castigado Mangala e Herrera a jogar em vez de Defour, o FC Porto entrou fortíssimo na partida, trocando a bola com segurança, velocidade e dinamismo. Nos primeiros minutos, criou inúmeras oportunidades – os 10 remates que já levava aos 20 minutos de jogo ilustram bem o intenso domínio azul e branco.

Entretanto, o Nacional conseguiu acertar as marcações e, a partir daí, o FC Porto, embora mantendo a posse de bola e impedindo o adversário de criar perigo, nunca mais foi capaz de ser tão acutilante. A primeira parte terminou com dois ou três míseros remates dos forasteiros e uma diferença abissal de futebol produzido, porém o placard insistia em ditar um teimoso 0-0.

Lucho vs Nacional
Lucho Gonzalez frente ao Nacional / Fonte: A Bola

Na segunda parte, os dragões voltaram a entrar com vigor e chegaram ao golo à passagem do minuto 52 – Jackson correspondeu da melhor maneira ao cruzamento de Danilo e, de cabeça, bateu Gottardi. Os adeptos aplaudiram, festejaram e respiraram de alívio. O Nacional, todavia, não baixou os braços. A Mateus, que havia entrado dois minutos antes do golo, juntaram-se Diego Barcellos e Lucas João, lançados por Manuel Machado para aumentar o poder de fogo dos madeirenses. Paulo Fonseca respondeu com Quintero e Licá mas o FC Porto já não apresentava o mesmo discernimento.

Aos 82 minutos, Otamendi (com uma exibição imaculada e uma série de cortes de altíssimo nível até então) dominou mal uma bola, permitiu o contra-ataque rápido do Nacional e, mesmo tendo conseguido tirar uma bola rematada por Mateus em cima da linha, foi incapaz de parar a recarga de Rondón: estava reposta a igualdade. O FC Porto ainda tentou chegar aos três pontos nos dez minutos finais mas viu Gottardi negar o golo a Jackson já nos descontos, na melhor ocasião do FC Porto na segunda parte.

Paulo Fonseca vs Nacional
Paulo Fonseca / Fonte: Record

O FC Porto fez um bom jogo e acabou por pecar, essencialmente, pela falta de finalização. As estatísticas não enganam e demonstram bem a diferença entre as duas equipas: 63-23 em ataques, 30-8 em remates, 77%-23% em posse de bola, 17-0 em cantos.

Pela positiva, destacaria a prestação de Herrera – muito vertical, muito forte fisicamente, assumindo o jogo e revelando alguns pormenores muito interessantes (os três passes de calcanhar que fez na primeira parte deixaram água na boca). Pela negativa, o mau desempenho de Varela – demasiados passes falhados, demasiadas decisões mal tomadas, capaz de levar o mais paciente dos tripeiros ao desespero! No cômputo geral, a equipa apresentou-se a um nível bastante aceitável.
No fim, o Nacional da Madeira voltou a ser a “besta negra” do FC Porto no Dragão – mais de nove meses depois, os azuis e brancos voltaram a perder pontos no seu estádio.

Matic resolve a Cardozo-Dependência

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O Benfica venceu o Sporting de Braga, em mais uma exibição que deixou muito a desejar. A grande surpresa do encontro foi o facto de Cardozo nem no banco de suplentes estar devido a lesão. E é ai que começa um dos grandes problemas deste jogo e da época em geral. O Benfica vive dependente de Cardozo. É alarmante a má forma que atravessam os avançados do Benfica. Lima, jogador que admiro muito, está a milhas do que fez a época passada, Rodrigo parece ter desaparecido, depois da lesão que sofreu às mãos de Bruno Alves, e Funes Moris apenas me faz questionar o porquê da sua contratação.

A primeira parte é a maior amostra disso mesmo. Poucas oportunidades, poucas ideias e a sensação de que com Cardozo em campo as coisas podiam ser resolvidas mais cedo. O Benfica vivia sobretudo de Markovic, que continua a jogar nas alas. Para quando a colocação do sérvio no meio, onde irá render muito mais? Markovic tem de jogar no meio! É aí a sua posição. Vamos esperar pelo regresso de Salvio para ver se Jesus deixa de ser teimoso. Quanto ao Djuricic, uma das surpresas para este 11, desperdiçou mais uma oportunidade para se mostrar. Começam a ser demasiadas já.

Matic e Éder, as duas figuras da noite Fonte: Mais Futebol
Matic e Éder, as duas figuras da noite
Fonte: Mais Futebol

Mas as culpas não podem cair apenas no ataque do Benfica. A equipa entrou mais uma vez apática, numa altura onde o Benfica parecia voltar às boas exibições. Será que a pausa fez mal ao Benfica? O que valeu foi o golo de Matic. Um bom golo, um bom roubo de bola e um Matic que parece voltar ao Matic do ano passado.

O resultado foi bem melhor do que uma exibição que ficou a condizer com o tempo: cinzenta e fria. Isto tudo frente a um Braga que assustou por várias vezes. Queria também destacar a exibição de Éder. Numa altura em que se fala da questão do ponta de lança na selecção, Éder voltou a mostrar que é uma opção válida e, na minha opinião, a opção mais forte.

A Traição de Götze

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Disputou-se esta tarde o Borussia Dortmund (3º, 28 pontos) – Bayern de Munique (1º, 32 pontos), maior clássico daquela que para mim é, desde há 3 ou 4 anos, a segunda melhor liga do Mundo. Num jogo em que Ribéry não participou por se ter lesionado recentemente, os primeiros 20 minutos não tiveram grande interesse, embora se tenha registado uma ligeira superioridade do Bayern. As equipas entraram algo retraídas e foi apenas aos 29 minutos que surgiu o primeiro remate perigoso, com uma defesa atenta de Neuer a remate de Reus numa altura em que o Borussia já tinha equilibrado a contenda.

Há uns tempos, antes de defrontar o Arsenal para a Champions, o treinador Jürgen Klopp tinha dito que os ingleses eram uma orquestra mas que ele preferia heavy metal, e percebe-se a metáfora: realmente o Borussia, apesar de não desprezar a qualidade de jogo, é uma equipa bastante atlética e objectiva, ainda que não tenha tido um dia feliz. Mkhitaryan apenas a espaços conseguiu fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, sector onde Lewandowski foi mais uma ameaça teórica do que efectiva. A primeira parte fica contada em poucas linhas, sendo apenas necessário mencionar ainda um lance espectacular ao minuto 35, em que Mandzukic fez um remate acrobático ao canto da baliza para grande defesa de Weidenfeller. No seguimento do lance o guardião do Borussia mostrou-se novamente, parando um tiro de Müller com segurança.

A segunda parte recomeçou com Lewandowski a falhar a emenda a um cruzamento da direita quando só tinha o guarda-redes pela frente. O Borussia parecia determinado a fazer valer o factor casa, mas o Bayern nunca se deixou superiorizar. E é aqui que me detenho para falar um pouco daquele que para mim foi o melhor jogador do encontro: Philip Lahm, esta época adaptado ao meio-campo. O alemão de 30 anos é um jogador com um futebol de processos simples mas de grande elegância, com enorme sentido táctico e uma capacidade de recuperação de bola e de leitura do jogo notáveis. Todas estas qualidades fizeram com que Guardiola tivesse visto nele um valor seguro não apenas para a faixa lateral, mas também para uma posição intermediária. Quem estiver atento a um jogo de Lahm verá que este jogador faz praticamente tudo bem, com uma serenidade e capacidade de liderança que impressionam. As suas características fazem-me lembrar Xavi, e este é o melhor elogio que se pode fazer a um jogador que está a jogar fora da sua posição natural. Lahm já se mostrou desagradado com esta sua mudança de posição em ano de Mundial, mas só posso louvar Guardiola por ter percebido o jogador que ali tem e ter realizado esta alteração tão arrojada quanto bem-sucedida. E estou seguro de que Lahm não terá problemas em conservar o seu lugar na mannschaft, porque a sua enorme qualidade terá sempre espaço no onze.

Götze marcou mas não festejou, num jogo em que Lahm foi o melhor em campo Fonte: http://www.bild.de/
Götze marcou mas não festejou, num jogo em que Lahm foi o melhor em campo
Fonte: http://www.bild.de/

Voltando ao jogo propriamente dito, o pouco perigo que o Bayern estava a criar aliado a algum receio de sofrer um golo, levou Guardiola a tirar Mandzukic para colocar Götze, prescindindo do seu único ponta-de-lança de raiz. E esta substituição revelar-se-ia um momento-chave: dez minutos depois de entrar em campo, o jovem que trocou o Borussia pelo Bayern no último Verão abriu o marcador. Grande passe de Lahm a solicitar Müller na direita, centro tenso e boa finalização de trivela à entrada da área. Apesar de ter sido muito assobiado quando entrou em campo, Götze não festejou.

A perder e com menos de 30 minutos para jogar, a equipa da casa tentou aventurar-se no ataque. Nessa altura valeu Neuer aos campeões: aos 70 minutos fez uma excelente mancha a Mkhitaryan e conseguiu defender, e dois minutos depois protagonizou uma defesa de grande nível, indo buscar a bola ao canto inferior após remate de Reus. Com Kroos algo desligado do jogo e com a lesão do central Boateng, foi apenas aos 85 minutos que o Bayern desfez todas as dúvidas no jogo: Robben, que tinha aparecido de forma intermitente, explorou bem o espaço nas costas da defesa e aproveitou um passe largo de Thiago para correr 20 metros com a bola e picá-la por cima do guarda-redes. No minuto seguinte Müller deu a machadada final no adversário, correspondendo a um cruzamento de Lahm depois de um bom trabalho de Robben.

Estava assim consumada a vitória do líder Bayern no terreno do seu maior adversário dos últimos três anos, perante 80 000 adeptos fervorosos. As mexidas de Guardiola (tirar o ponta-de-lança para meter Götze, colocar Thiago – que viria a fazer uma assistência – e recuar Javi Martínez para central depois da lesão de Boateng) foram decisivas e mostraram que o treinador catalão teve um dia feliz. Ainda que a diferença de golos tenha sido excessiva (ajustar-se-ia melhor um 0-0 ou, no máximo, 0-1 para o Bayern), os campeões alemães passaram um teste difícil e deixaram o Borussia a sete pontos de distância.

Luz ao fundo do túnel

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Topo Sul

Mais uma paragem no campeonato nacional (são seguidas!) e, como é do conhecimento dos meus leitores, altura ideal para actualizar o meu bloco de notas de ilações sobre a época do nosso Benfica. Desde os meus últimos rabiscos, muita coisa se passou no seio da nação benfiquista e a conclusão que retiro de todos esses acontecimentos é a da que há luz ao fundo do túnel.

No futebol não há nada como uma boa série de vitórias para se gerar uma onda de confiança. Ainda mais num clube com sede de conquistas, como é o SLB. Uma atrás da outra, elas vão-se sucedendo e são o íman perfeito para juntar equipa e adeptos. O bom futebol e espectacularidade também ajudam, e muito, mas os efeitos são diferentes, como é óbvio. Este ano ainda não conseguimos criar esse triângulo perfeito (vitórias, bom futebol e espectacularidade), mas estou convicto de que, e para continuar no ramo das figuras geométricas, será precisamente um triângulo (o do meio-campo) que trará essa fórmula triádica para os relvados. Quem sabe para atingir o triplete (Campeonato, Taça de Portugal, Liga dos Campeões… – desculpem, entusiasmei-me). Mas já lá vamos. Agora ainda estou em fase de actualização de dados benfiquistas.

Nesta fase da temporada ocupamos o segundo lugar do campeonato, a três pontos dos líderes, F.C.Porto, e ainda não os defrontámos. Com isto quero dizer que dependemos, única e exclusivamente, de nós para atingir o lugar no topo da tabela. Na taça de Portugal qualificámo-nos de forma justa e convincente para os quartos-de-final da prova, onde vamos enfrentar o Gil Vicente, na Luz. Por fim, e porque é a competição menos importante, na Taça da Liga estamos incluídos num grupo perfeitamente acessível para a qualificação para a próxima fase. Entre fronteiras, parece estar tudo sereno. No contexto internacional o cenário piora e é pouco provável que o Estádio da Luz presencie mais um jogo da Liga dos Campeões, tirando a partida final da prova. Este é, portanto, o desenho actual, simplista e pragmático, do quadro encarnado. Contudo, a tela ainda tem outra metade por preencher. O que aí vem pode ser ainda altamente triunfal e luminoso, por isso há que acreditar nesse desfecho.

Atrás neste texto referi um triângulo como possível chave para abrir as portas ao bom futebol encarnado. Fi-lo de forma consciente e sem hesitações, pleno de crença neste modelo com três unidades no meio-campo. Como acérrimo defensor do 4x3x3 ou 4x5x1 (acaba por ir dar ao mesmo), penso que é este o sistema táctico mais completo do futebol. Sendo as unidades centrocampistas que definem o ritmo do jogo e que controlam todas as acções e movimentações da equipa, parece-me importante que o meio terreno esteja bem preenchido e de preferência por jogadores com características diferentes, mas que se completam. Dada a riqueza de recursos no nosso plantel, temos jogadores que podem formar um triângulo compacto e dinâmico, ao mesmo tempo, e assim criar um estilo de jogo entusiasmante e digno de um grande clube.

Amorim volta a parar Fonte: visaodemercado.blogspot.com
Amorim volta a parar
Fonte: Visão de Mercado

Enzo e Matic têm lugar-cativo no onze pelas razões evidentes: têm qualidade de sobra e formam uma das duplas de médios mais categorizadas do futebol europeu. Porém, como não estamos a falar de duplas, falta aqui uma peça para completar este puzzle triangular. Com Rúben Amorim lesionado, surgem os nomes de Fejsa, André Gomes e Djuricic para ocupar o seu lugar. Todos eles têm características diferentes uns dos outros e, cada um à sua maneira, conferem ao onze potencial. Jesus tem ao seu dispor um leque de médios que lhe permite enfrentar qualquer adversário. Só tem de saber escolher o melhor parceiro para aquela dupla. Reconheço qualidades físicas e tácticas a Fejsa, admiro a classe de André Gomes, mas clamo a magia de Djuricic. O futebol do jovem sérvio caía na perfeição no nosso estilo de jogo, assumindo-se como verdadeiro e clássico número dez que não temos desde os tempos de Aimar e que tanta falta nos faz.

Pessoalmente, não consigo imaginar um onze sem um número dez. Sem um vagabundo que tenha total liberdade criativa para usar e abusar da sua qualidade de passe, criatividade e visão de jogo. O médio sérvio tem estas características e está na altura de aparecer e de as mostrar ao universo benfiquista. O nosso jogo precisa de ti, miúdo! Falta no Benfica qualidade no último passe e certeza no momento do passe e o surgimento deste talento certamente que irá colmatar essa deficiência.
Enfim, são estes os argumentos que sustentam a minha inabalável fé no triângulo de meio-campo para elevar o nosso futebol ao nível do passado recente.

Hoje, frente ao Sp. Braga, é o contexto ideal para testar esta nova abordagem. Por se tratar de um clássico. Porque vamos ter um estádio bem composto. Porque os adeptos já parecem dispostos a perdoar os fracassos da equipa ao nível dos títulos e porque estão prontos para ver o bom futebol que os jogadores lhe podem oferecer.

Provavelmente o melhor campeonato dos últimos tempos

cab desportos motorizados

Hoje escrevo sobre o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), que acabou a 9 de novembro com o Rally do Algarve. A competição foi ganha por Ricardo Moura, que conquistou assim o seu terceiro campeonato seguido. Um título justo, a meu ver, mas que teria sido igualmente justo caso tivesse ido para Bernardo Sousa.

O campeonato de 2013 prometia muito, com o regresso dos S2000, por parte de Pedro Meireles, e com o regresso de Bernardo Sousa.

Nada melhor do que começar pelo início. Em fevereiro, começou a edição deste ano do CPR, com o Rali Serras de Fafe. O vencedor foi Bernardo Sousa, com um Peugeot 207 S2000; em segundo lugar ficou Ricardo Moura, em Mitsubishi Evo IX, a 46,8 segundos; por fim, no último lugar do pódio ficou Pedro Meireles, em Skoda Fabia S2000, já a mais de um minuto. De destacar a presença de um grupo N no meio dos S2000.

Sousa em Fafe. http://autoandrive.com
Sousa em Fafe.
Fonte: autoandrive.com

O segundo rali foi o Rally de Portugal, a prova rainha do automobilismo em Portugal. Esta prova contava para a Taça de Ouro de ralis, uma competição que reúne as três provas internacionais portuguesas. Além da competição nacional, o rali contou para o WRC. Bernardo Sousa não participou nesta prova, e tanto Moura e Meireles desistiram. Bruno Magalhães, que regressou aos ralis para fazer as três provas da Taça de Ouro, também desistiu, mesmo ao volante do 207 S2000. O vencedor foi Miguel Barbosa, em Evo IX. O piloto de Famalicão foi, de resto, o único piloto a conseguir terminar a prova que se disputou no Algarve, além de Francisco Teixeira, mas não entrou no campeonato.

A prova seguinte foi nos Açores, no sempre belo SATA Rally Açores. Esta prova contava para o Europeu de ralis e, como tal, para a Taça de Ouro. Desta feita, foi Pedro Meireles quem não participou. Em contra partida, tivemos Ricardo Moura a estrear o seu novo carro, um Skoda Fabia S2000. Além disso, Bernardo Sousa veio aos Açores de Fiesta RRC, um carro muito próximo dos WRC. Ricardo Moura, a correr em casa, venceu a prova no que toca à parte portuguesa. Em segundo ficou Bruno Magalhães, a mais de minuto e meio, e em terceiro ficou Miguel Barbosa, a quase 20 minutos. Convém destacar ainda o terceiro lugar na geral de Moura e a desistência de Bernardo Sousa.

A quarta prova marcou o regresso ao continente, numa competição em estreia no CPR: falo do Rali Cidade de Guimarães. Esta prova ficou marcada pelo facto de Bernardo Sousa não ter podido correr com o Fiesta RRC por imposição da FPAK; desta forma, recorreu a um Fiesta S2000. Ficou ainda marcada pela estreia em asfalto de Moura, com o Fabia S2000, e o regresso do Porsche 997 GT3 conduzido por Carlos Oliveira. O vencedor da prova foi mesmo Bernardo Sousa, que ficou sem a concorrência de Moura e Meireles, que tiverem acidentes com os seus Fabia S2000. Em segundo lugar ficou o regressado Adruzilo Lopes, ao volante de um Subaru Impreza Sti R4, que ficou a 28s4, e em terceiro ficou João Barros, com um Renault Clio S1600.

Em junho, disputou-se o Rally Vidreiro, na zona da Marinha Grande. Bernardo Sousa foi de novo vencedor. Na segunda posição ficou Ricardo Moura e, a completar o top 3, ficou o outro S2000, conduzido por Meireles. Este foi um rali em que o primeiro e o terceiro classificados ficaram separados por somente 11s2.

Com a sexta prova regressámos às ilhas, desta vez à Madeira. Foi aqui que se disputou a última ronda da Taça de Ouro de ralis. A vitória foi para Bruno Magalhães, em 207 S2000, logo seguido por Meireles. Estes foram os únicos dois pilotos a disputar o campeonato que participaram nesta prova madeirense. Com este triunfo, o piloto de Lisboa garantiu a vitória na Taça de Ouro de ralis.

Bruno Magalhães na Madeira. http://www.ewrc.cz
Bruno Magalhães na Madeira.
Fonte: ewrc.cz

A Taça de Ouro deve ser repensada, pois conseguiu apenas juntar 13 pilotos nas suas três provas: no Rally de Portugal foram seis, nos Açores cinco e na Madeira apenas dois. Apesar de ir contra a grande maioria das pessoas, penso que as provas internacionais deveriam pertencer ao campeonato de forma plena, ao contrário do que acontece agora, em que apenas conta o melhor resultado.

O regresso ao continente foi feito com o Rali de Mortágua, no fim de setembro. Bernardo Sousa poderia sagrar-se campeão nacional, mas a prova começou a correr-lhe mal ainda antes do início. O madeirense teve de trocar de carro; o Fiesta com que iria correr não chegou a tempo a Portugal e usou antes um 207 S2000. Na segunda especial da prova, Sousa desistiu, completando assim uma má experiência em Mortágua. Com a desistência, Moura tinha de vencer obrigatoriamente para assumir a liderança do campeonato. Foi isso que aconteceu: venceu, com 25 segundos de avanço sobre Adruzilo Lopes, que ficou em segundo, e 28 segundos de Meireles, no terceiro posto.

O campeonato ficou então por decidir e rumou ao Algarve. Moura e Sousa eram os principais candidatos ao título – como se esperava desde o início da competição –, e Meireles esperava algum azar aos dois pilotos das ilhas para poder sagrar-se campeão. A luta prometia e começou com Moura a ganhar apenas por um segundo a Sousa. Contudo, na segunda especial, o madeirense – que estava de regresso ao Fiesta S2000 – ganhou oito segundos ao açoriano, passando assim para o comando da prova. Mas na terceira especial, Sousa teve um furo e entregou o título a Moura, sendo que acabaria por desistir na quinta especial. Moura apenas teria de chegar ao fim do rali para ser campeão e fê-lo. Em segundo ficou Pedro Meireles, que, com a desistência de Bernardo Sousa, ficou também em segundo no campeonato. No último lugar do pódio do rali ficou Adruzilo Lopes.

Moura a celebrar com a sua equipa. http://www.velocidades.pt
Moura a celebrar com a sua equipa.
Fonte: velocidades.pt

Os campeões de 2013 foram Ricardo Moura como absoluto, Pedro Meireles em Turismo, Miguel Barbosa na produção e João Barros no CPR2.

Para 2014 ainda não saíram os regulamentos, mas tudo aponta para um campeonato ainda mais emocionante. Mas isto fica para outro texto, que este já vai longo.