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Lucas Veríssimo em “A Estreia Promissora”

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O dia 18 de fevereiro de 2021 ficará marcado na carreira de Lucas Veríssimo como a data de estreia do central brasileiro com a camisola de uma espécie de encarnado do Sport Lisboa e Benfica. É indubitável. O que é questionável é se esta data ficará marcada na outra face da moeda: ficará esta data marcada na história do SL Benfica como a estreia de Lucas Veríssimo pelo clube?

Uma questão presente que só no futuro terá resposta, com naturalidade. Apenas especulações e jogos de adivinhação se podem levantar num momento tão precoce para responder a uma questão complexa, ainda que de simples apresentação.

O século XXI, em especial, tem demonstrado que qualquer jogador pode envergar o Manto Sagrado, por menos qualidade futebolística que lhe assista. Todavia, o século XX, em particular, reserva em si uma história benfiquista na qual, pela sua grandiosidade, só se encontram intrincados futebolistas verdadeiramente especiais, que talvez não perfaçam uma dezena.

Lucas Veríssimo terá que se revelar um futebolista de características e capacidades superlativas, se pretende cimentar o seu nome na história do clube. Colocam-se duas novas – mais concretas – questões: consegui-lo-á? E pretenderá? Duas perquisições, de novo, sem decifração imediata – e, quiçá, mediata.

Podemos, reitero, enveredar por recreações de adivinhação, procurando sustentação para as mesmas no passado de Veríssimo no seu país natal e na sua estreia no Olímpico de Roma. Não será suficiente, mas, na falta de melhor, arrisquemos. Coloquemos sob observação a personalidade, o carácter mais visível e a determinação que o paulista há já espelhado dentro e fora dos “gramados” brasileiros.

O central de 25 anos tem construído a sua carreira sobre pilares de valores importantes para o sucesso no futebol: determinação, dedicação, liderança, respeito, trabalho e fidelidade. Fiel, que o Dicionário Infopédia da Porto Editora define como o “que é exato ou verdadeiro em relação àquilo que pretende refletir”, é para mim o mais importante traço psicológico de Lucas Veríssimo.

O central de 1,88m conhece no SL Benfica apenas a sua segunda casa como futebolista sénior, aos 25 anos de idade. Pelo Santos FC, realizou cinco temporadas, não abandonando o clube mesmo após o anúncio oficial da sua aquisição pelas “águias”, mantendo-se como um dos alicerces da equipa paulista até final da Libertadores 2020/2021.

No momento da saída, conservou respeito para com o Santos FC e, no momento da chegada a uma nova realidade, apresentou vontade de representar o emblema da Luz. Caso não se dissipe essa vontade e Lucas decida vestir de águia ao peito durante largos anos, poderá dar um passo significativo no que respeita à inscrição do seu nome nos pergaminhos do clube.

Num momento interno tão conturbado, poderá revelar-se uma tarefa hercúlea. Contudo, pela perseverança de Veríssimo, arrisco adivinhar que Lucas pretenderá cimentar o seu nome na história do clube. Uma das questões está, então, “adivinhada”. Remanesce outra.

Conseguirá Lucas Veríssimo mostrar-se um futebolista de excelência no contexto encarnado – sobretudo neste horrendo contexto encarnado? Não se adivinha de fácil adivinhação, se a redundância me é permitida. No entanto, as primeiras impressões deixadas na derrota disfarçada de empate frente ao Arsenal FC foram positivas.

Na sua primeira noite em serviço, o central de Jundiaí revelou uma frieza emocional tremenda, um sentido posicional imenso, uma capacidade de leitura e antecipação extraordinária e uma inteligência de desarme e no um para um bastante apreciável.

Pelo demonstrado no Brasil e pelo espelhado no relvado do Olímpico de Roma, adivinho que Lucas poderá, de facto, ser um futebolista superlativo no seio da sua posição, seja em sistema dual ou triásico de centrais.

Todavia, convém aguardar mais provas, que, por certo, não tardarão. Que jogador será Lucas Veríssimo ao serviço do SL Benfica? O tempo o ditará.

Carta aberta a Alfredo Quintana

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Alfredo Quintana Bravo chegou a Portugal em 2010 para representar e defender a baliza do FC Porto. Quatro anos depois, o guardião nascido em Havana, no ano de 1988, estreou-se pelas cores da seleção nacional portuguesa, tornando-se um dos pilares dos “Heróis do Mar”, uma das melhores gerações da história do Andebol nacional.

O gigante da Invicta é, atualmente, um dos melhores do mundo na sua posição. Intransponível aos seis metros e com reflexos felinos perante os seus adversários, Quintana tornou-se uma referência para os jovens guarda-redes em Portugal, que olham para ele como um ídolo e um modelo a seguir.

Ao longo dos últimos dez anos, Quintana venceu tudo o que havia para vencer, e gravou o seu nome na história do andebol azul-e-branco. Com seis campeonatos, uma Taça de Portugal, três Supertaças e um terceiro lugar na EHF Cup em 2019, são poucos os jogadores ainda em atividade que se podem gabar de ter um currículo mais preenchido.

Segundo o portal ZeroZero, foram 431 jogos de dragão ao peito, aos quais se podem adicionar 66 ao serviço de Portugal. Penso não estar a exagerar se disser que foi dos melhores em campo em mais de 90% dessas partidas.

Contudo, Alfredo Quintana é um dos poucos jogadores que transcendem o clube e se tornam respeitados por colegas e adversários da mesma forma. Ainda que seja uma das figuras do FC Porto, as demonstrações de apoio por parte de adeptos de todos os clubes demonstram que se trata de um atleta adorado e respeitado de uma forma muito única.

Lembro-me da primeira vez que falei com Quintana. No alto dos meus 16 anos, a única coisa que lhe consegui perguntar foi quanto calçava – se não me engano, acho que a resposta foi o 47/48. Depois desse momento, já tive o privilégio de estar presente em algumas conferências de imprensa e a sua personalidade manteve-se igual: uma pessoa sempre brincalhona, sem papas na língua e que abraçou o país e a cidade que representa desde 2010.

Não será fácil, mas desejo, tal como o Pedro, ter a possibilidade de o voltar a ver dentro de campo, a defender uma bola que parece impossível e a dizer “calma, eu estou aqui”. Está na hora de mais uma defesa que só tu consegues fazer.

Leonardo Bordonhos

Club Atlético de Madrid 0-1 Chelsea FC: “Blues” ganham vantagem

A CRÓNICA: CLUB ATLÉTICO DE MADRID DERROTADO POR UM CHELSEA FC DOMINADOR

O jogo que se disputou em Bucareste, devido às restrições impostas nas ligações aéreas, terminou com a vitória do Chelsea FC por uma bola a zero, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Desde o apito inicial, pudemos assistir a uma partida de intensidade extrema, marcada pelo domínio do Chelsea FC. Enquanto os “Blues” tentavam instalar-se no meio-campo adversário, impondo o seu ritmo de jogo, o Club Atlético de Madrid procurava aproveitar desatenções dos oponentes para lançar contra-ataques rápidos. O domínio da posse de bola pertenceu ao Chelsea, assim como o número de remates, mas a partida manteve-se empatada até o intervalo.

As duas equipas encaixaram-se taticamente no primeiro tempo, e consequentemente, proporcionaram poucas ocasiões de golo. O lance mais perigoso na primeira parte pertenceu a Werner, valendo ao Club Atlético de Madrid a atenção do guarda-redes Oblak.

Nos segundos 45 minutos a intensidade manteve-se, proporcionado uma partida interessante e apelativa ao nível tático, apesar da escassez de golos. O Chelsea FC entrou com uma mentalidade bastante ofensiva, demonstrando vontade de vencer a partida. A formação londrina dominou o segundo tempo, e acabou por chegar à vantagem.

Ao minuto 68’ fez-se justiça no marcador, com o avançado francês Giroud a colocar a bola na baliza defendida por Oblak. Um belo momento de futebol, com o ponta de lança do Chelsea FC a executar um remate acrobático excecional, colocando os “Blues” na frente da eliminatória.

O Chelsea FC venceu de forma merecida, após um grande desempenho da equipa londrina em Bucareste, na “casa emprestada” ao Club Atlético de Madrid para esta partida. A segunda mão dos oitavos de final da competição irá disputar-se a 17 de março.

 

A FIGURA

Olivier Giroud – O ponta de lança internacional francês apontou o único golo da partida, colocando o Chelsea FC em vantagem para o segundo jogo da eliminatória. Giroud realizou uma partida esforçada, batalhando com a defensiva dos “Colchoneros”, e acabou por ser recompensado.

Para além da importância tática que teve neste encontro, marcou um dos melhores golos da prova até ao momento. Um pontapé de bicicleta espontâneo e exemplar, que não deu qualquer hipótese de defesa a Jan Oblak.

 

O FORA DE JOGO

Diego Simeone – A abordagem tática extremamente defensiva gerou um resultado negativo, tendo o efeito contrário ao pretendido inicialmente pelo técnico argentino. O objetivo seria obrigar o adversário a subir no terreno, expondo os “Blues” às rápidas e venenosas transições ofensivas do Club Atlético de Madrid.

O Chelsea FC conseguiu encontrar um antídoto para o estilo de jogo dos “Colchoneros”, e acabou por limitar o emblema espanhol, quer em termos ofensivos, como também defensivos.

 

ANÁLISE TÁTICA – CLUB ATLÉTICO DE MADRID

Os “Colchoneros” alinharam num dispositivo tático de 3-4-3. O Club Atlético de Madrid demonstrou-se muito consistente a impedir o jogo pelo corredor central na parte inicial da partida, defendendo com um bloco defensivo sólido. A formação de Madrid exerceu uma pressão intensa sobre o portador da bola do Chelsea FC, obrigando o adversário a subir rapidamente no terreno de jogo.

No processo ofensivo, procurava sair a jogar através de rápidas transições ofensivas, aproveitando a rapidez dos homens de ataque. Marcos Llorente ocupou a faixa direita, enquanto Lemar atuou pela ala esquerda, ambos responsáveis por defender as laterais, e também partir rapidamente no contra-ataque. O trio de ataque foi composto por Suárez, como principal referência ofensiva, e também Félix e Correa, com a missão de apoiar o jogo interior e abrir espaços nos corredores laterais para as incursões ofensivas de Llorente e Lemar.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jan Oblak (7)

Stefan Savic (6)

Felipe (5)

Hermoso (5)

Marcos Llorente (5)

Koke (6)

Saúl Ñíguez (6)

Thomas Lemar (6)

Ángel Correa (6)

João Félix (5)

Luis Suárez (6)

SUBS UTILIZADOS

Moussa Dembelé (5)

Lucas Torreira (-)

Renan Lodi (5)

Vitolo (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

A formação comandada por Thomas Tuchel apresentou-se num esquema tático de 3-4-2-1, procurando construir através dos três defesas centrais, apoiados pelos centro campistas Kovacic e Jorginho, que atuavam à sua frente no corredor central. Contrastando com o seu adversário, a equipa londrina privilegiou os passes curtos e a construção de jogo equilibrada.

Os alas Hudson-Odoi e Marcos Alonso garantiam largura nas laterais, permitindo a Mount e Werner atuarem mais perto do ponta de lança, Olivier Giroud. O Chelsea FC apostou no jogo interior e no domínio da posse de bola, de forma a controlar a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Édouard Mendy (6)

César Azpilicueta (7)

Andreas Christensen (6)

Antonio Rudiger (6)

Callum Hudson-Odoi (6)

Jorginho (7)

Mateo Kovacic (6)

Marcos Alonso (6)

Mason Mount (7)

Timo Werner (6)

Olivier Giroud (7)

SUBS UTILIZADOS

N’Golo Kanté (5)

Hakim Ziyech (6)

Reece James (5)

Christian Pulisic (-)

Kai Havertz (-)

Escócia 0-2 Portugal: Carimbado o play-off com uma eficaz vitória

A CRÓNICA: NEM AS RESTRIÇÕES DE VOO TIRARAM A VITÓRIA PORTUGUESA

Devido às restrições de voo para o Reino Unido, sabíamos que Portugal não podia de todo marcar viagem para Inglaterra. Por isso, apontou para abril (mês onde se jogará o play-off) para então aí conseguir marcar a sua passagem para Terras de Sua Majestade sem complicações. Contudo, faltava ainda uma viagem até Larnaca, Chipre, para jogar frente a uma seleção que também integra o Reino Unido.

As portuguesas entravam mais nervosas (talvez ainda muito por conta do jet lag *risos*) no jogo e as escocesas entravam mandonas, querendo mostrar que este ano não passaram a qualificação por mero acaso. Foram muitas as oportunidades da Escócia, mas quem mais? Patrícia Morais estava em super destaque e não deu qualquer hipótese de existir uma bola dentro da sua baliza.

Contudo, nem o jet lag permitiu que Ana Capeta andassem como um F16, comummente chamado de caça, a pressionar as adversárias. A pressão à adversária e a perseguição à bola deu certo. Aos 27 minutos, depois de um erro incrível de Fife, Ana Capeta só teve de deslizar, como se de uma bela aterragem se tratasse, para bloquear o alívio da guarda-redes escocesa para o 0-1 para as portuguesas. Já tinha sido importante no jogo frente à Albânia e, agora, com mais um golo importante.

*sinal sonoro da cabine* Boa tarde, senhoras e senhores. Neste momento vamos fazer uma pequena escala. Teremos uma pausa de cerca de 15 minutos e levantaremos voo para a segunda parte deste jogo o mais breve possível. Por agora, podemos dizer que Portugal vai vencendo por 0-1. Obrigado pela compreensão.

A escala para a segunda parte teve um voo deveras muito calmo e não fossem as escocesas a animar um pouco o jogo ter-se-ia tornado muito monótono. Contudo, os remates chegavam fracos à baliza de Patrícia Morais e a guarda-redes portuguesa conseguir segurar fácil.

A seleção de Portugal estava resguardada lá atrás de ventos fortes (ou de ataques escoceses) e o nosso avião acabaria por “chegar a terra” quando Fátima Pinto já na compensação fazia o 2-0. A árbitra apitou para o final dos 90 minutos e podemos dizer que foi uma vitória da eficácia portuguesa e da paciência de saber defender da melhor forma.

Acabamos esta viagem da qualificação do Europeu Feminino de 2022 no Grupo E com uma vitória portuguesa por 2-0. Apesar de as portuguesas terem ficado com 19 pontos juntamente com Islândia, Áustria e Suíça, a seleção portuguesa terá de jogar um play-off frente a uma das cinco melhores segundas classificadas dos restantes grupos de qualificação. O sorteio será dia 5 de março e os jogos vão ser jogados já no mês de abril.

 

A FIGURA

Ana Borges – Um super jogo a nível defensivo. Pode jogar muito bem nas duas posições que já nos habituou na seleção portuguesa, mas hoje esteve a um nível inacreditável. Foi claramente a melhor em campo, pois do lado direito português poucas coisas aconteceram por parte das escocesas. Contudo, também tem de dividir um pouco o destaque com Patrícia Morais, que voltou a estar muito bem no jogo de hoje.

O FORA DE JOGO

Jenna Fife – Não é a única culpada deste resultado final, pois o atraso vindo da defesa também é uma causa para o erro. A tentativa de bombear a bola para a frente e a demora levou a que Ana Capeta, e antes Jéssica Silva já tinha tentado, a marcar o primeiro golo da seleção portuguesa. Podia ter feito muito melhor, mas acabou por ser protagonista, pelos piores motivos.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESCÓCIA

As escocesas de Stuart McLaren já sem possibilidade de repetir a presença no Europeu de 2022, que vai ser perto de si em Inglaterra, encarou estes dois últimos jogos como uma boa preparação. Porém, neste jogo em relação ao último contra o Chipre acabaram apenas quatro jogadoras por ficar no onze inicial: Rachel Corsie, Erin Cuthbert, Martha Ellen Thomas e Caroline Weir. Ainda assim, a seleção da Escócia apresentava-se no mesmo 4-2-3-1.

Apesar de já não ter possibilidade de chegar ao segundo lugar, a seleção escocesa estava mandona no jogo com muita posse de bola e também a trabalhá-la bem. Havia trocas de flancos de forma rápida e eficaz e terminava sempre com um cruzamento, ou atrasado ou para o centro da área, com alguma jogadora a finalizar. De certo modo, era a mesma Escócia que já tínhamos visto no primeiro jogo de qualificação no Restelo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jenna Fife (3)

Lisa Evans (6)

Rachel Corsie (4)

Jennifer Beattle (5)

Emma Mitchell (5)

Samantha Kerr (6)

Lucy Graham (5)

Claire Emslie (5)

Caroline Weir (4)

Erin Cuthbert (5)

Martha Ellen Thomas (4)

SUBS UTILIZADOS

Kirsty Hanson (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Francisco Neto acabou por mudar algumas peças importantes em relação ao jogo frente à Finlândia. Ana Borges acabou por baixar para lateral direita, no meio-campo tínhamos a entrada de Vanessa Marques e de Fátima Pinto e depois uma dupla atacante completamente nova com Jéssica Silva e Ana Capeta. O UEFA mostrava-nos um 4-1-3-2 como formação que acabava por chegar a um 4-4-2 losango a que estamos habituados a ver por parte da seleção.

Portugal apresentava-se num 4-1-3-2 quando tentava construir jogo a partir da sua defesa com Dolores Silva a ser a média mais recuada e com mais responsabilidade na construção e contemporização da posse de bola. O meio campo estava alterado principalmente nas alas que davam, por um lado, mais estabilidade defensiva com Fátima Pinto e mais objetividade ofensiva com Vanessa Marques. Contudo, Portugal ganhou muito pelo facto de ter uma dupla atacante com velocidade e que fazem muita pressão na procura do erro da primeira linha defensiva escocesa.

O 4-4-2 losango aparecia mais no momento defensivo com as quatro médias muito juntas no meio campo com Ana Capeta e Jéssica Silva a tentar pressionar a quatro defesas escocesas. Andreia Norton também tinha um papel muito importante a funcionar como a jogadora que fazia pressão a Samantha Kerr, condicionando assim que saísse de forma facilitada para o ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Patrícia Morais (7)

Joana Marchão (5)

Carole Costa (5)

Sílvia Rebelo (5)

Ana Borges (8)

Dolores Silva (6)

Andreia Norton (6)

Vanessa Marques (5)

Fátima Pinto (5)

Jéssica Silva (5)

Ana Capeta (6)

SUBS UTILIZADOS

Tatiana Pinto (6)

Diana Silva (5)

Andreia Jacinto (5)

Telma Encarnação (-)

As 3 melhores segundas voltas com a força dos Dragões

À 20.ª jornada do campeonato, já a decorrer a segunda volta no campeonato, o FC Porto encontra-se a 10 pontos de distância do atual líder isolado, o Sporting CP. Esta diferença pontual exige aos Dragões uma nova atitude perante os resultados obtidos, numa altura onde a principal missão é encurtar a desvantagem.

O foco está no que resta da Primeira Liga, com 14 jogos pela frente. Neste momento, é, e talvez de forma ingrata e ilusória, pedido aos jogadores que deixem “sangue, suor e lágrimas”, que tenham a mística que tanto caracteriza a instituição para no fim levantar o troféu. É certo que, com a diferença numérica em dois dígitos, os Dragões não dependem apenas dos seus resultados, e se aos portistas é pedido o esforço total para as restantes partidas, aos nossos adversários o pedido é o memso, visto que no mês de maio todos querem estar confortáveis na liderança do campeonato.

Fica a pergunta, será possível? A história não está a favor dos azuis e brancos, mas este é o momento de a contrariar e mostrar que é exequível chegar ao topo do campeonato, mesmo tendo em conta as dificuldades de calendário e o consequente desgaste dos atletas.

Com foco na segunda volta da primeira liga, é tempo de voltar aos livros da história do futebol e relembrar os momentos, na última década, em que os portistas nos presentearam com segundas voltas imperiais e impetuosas, determinantes para a validação ou renovação de títulos.

O realismo de Rúben Amorim contra a Ilusão dos adeptos | Sporting CP

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A excelente campanha que a equipa de futebol do Sporting CP está a fazer no campeonato português, para além de ter já ganho também a Taça da Liga, está a deixar os adeptos empolgados, originando que muitos deles consigam já dar como certa a conquista do campeonato em maio, depois de uma longa espera.

Essa espera de 20 anos desde a última conquista será a principal razão para que os sportinguistas estejam tão ansiosos. No entanto, essas duas décadas de espera deveriam ser também o alerta de que, para a equipa leonina, no campeonato português, nada é linear e tudo pode acontecer.

Bem sei que este ano temos um treinador que já mostrou competência suficiente para nos dar mais esperança do que em anos anteriores, mas as pedras no caminho que nos têm surgido em outras épocas continuam lá e vão começar a tornar-se montanhas assim que as “placas tectónicas” do futebol português se começarem a mover. Já vimos algum movimento nas últimas jornadas.

O nosso “mister”, inteligente como é, por conhecer o futebol e por também conhecer por dentro alguns dos nossos adversários, vem tentando baixar as expectativas aos jogadores e principalmente aos adeptos. Este discurso do “jogo a jogo” não é conversa da treta para tirar pressão aos jogadores. Ou pode ser também, mas é principalmente por saber exactamente as dificuldades que vão surgir no último terço do campeonato, a todos os níveis.

Sabemos como as influências dos corredores podem desvirtuar um campeonato. Todos sabem que existem, mas todos as aceitam por a determinado momento lhes poder dar jeito. E os momentos de decisão começam a aproximar-se rapidamente, podendo significar a perda ou ganho de milhões de euros. Aguardemos o caso “Palhinha” e a frequência de cartões, pênaltis e expulsões a partir de agora.

A utilização de João Palhinha no dérbi está a ser analisada pelas entidades competentes
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por estarmos a chegar a uma fase tão adiantada da temporada, é previsível e lógico que surjam lesões mais frequentemente pelo cansaço dos jogadores, e bem sabemos a falta que alguns dos nossos jogadores podem fazer. A falta de um facilmente será colmatada, mas se por acaso temos o azar de nos acontecer algo como ao Liverpool, com várias lesões simultâneas, dificilmente conseguiremos manter o nível de jogo. O Liverpool não conseguiu.

Exemplos de Liverpool FC, Atlético de Madrid ou mesmo de alguns dos nossos rivais mais diretos que sendo grandes equipas passaram por jogos consecutivos a perder pontos, são factos que nos devem deixar alerta sem nos tirar a coragem de vencer todos os jogos sem medo. Mas temos de ser realistas, não caindo no erro de pensar com certeza absoluta de que essas contrariedades não nos irão surgir.

E se surgirem, o treinador do Sporting CP também sabe que os mesmos que dizem agora que de certeza que vamos ser campeões, por terem criado essas expectativas elevadas, se vão sentir frustrados, tendo depois necessidade de descarregar esse sentimento em algo ou alguém. E então esses mesmos otimistas passarão a pessimistas depressivos culpando tudo e todos, menos a eles que criaram para si tal meta.

Eu não quero com isto dizer que os adeptos sportinguistas não possam extravasar a sua alegria por verem a sua equipa em primeiro lugar, com tão larga distância dos seus rivais. Mas têm de perceber também que essa vantagem não é impossível de anular, assim como não o foi de alcançar. E como se costuma dizer, o difícil não é chegar ao topo, mas sim manter-se lá.

Claro que deve ser permitido sonhar, mas conhecendo as dificuldades que podem surgir, não podemos dar nada como garantido.

Portanto, prefiro seguir o pensamento do treinador e retrair-me agora e extravasar toda a minha alegria quando estiver seguro de que ganhamos efetivamente o título. Quando aquele jogo decisivo que nos dá matematicamente a certeza de que já não há pontos em disputa suficientes para nos poderem alcançar terminar, poderão contar comigo para festejar.

É notório o contentamento dos adeptos leoninos, mas Rúben Amorim prefere gerir as expetativas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Para já só não quero ser como aqueles maratonistas ou ciclistas que levantam os braços a festejar mesmo antes de cruzarem a linha de chegada, para depois se verem ultrapassados por milímetros, ou algo tão fino como uma linha de fora de jogo indevidamente desenhada.

Com calma, jogo a jogo, vamos festejando as vitórias do nosso clube, sem pensar que está garantido. Porque isso pode induzir no erro de relaxar, perder o foco, potenciando a probabilidade de algo correr mal. E nós bem sabemos que, no campeonato português, já há muitas coisas a acontecer todos os anos ao Sporting CP para que sempre termine da mesma forma. Então vamos precaver-nos e não dar armas aos que nos querem derrubar.

Não se esqueçam que eles todas as semanas tentam que o nosso treinador, ou algum dos nossos jogadores, assuma que é o principal candidato ao título, ou que já são campeões. Porque será? Acham que é porque será bom para o Sporting CP?

Jogo a jogo, onde vai um vão todos.

Nota: Para os que leram o meu último texto, devo informar que este texto não é irónico (talvez assim percebam a diferença).

OFF TOPIC: FORÇA QUINTANA!

Itália com medalhas inesperadas | Esqui Alpino

Concluídas as competições de paralelo, foi tempo dos 46.º’s Campeonatos do Mundo de Esqui Alpino, em Itália, transitarem para as provas técnicas, de forma a concluir-se o certame. Os palcos para estas competições foram, do lado masculino, a pista “labirinto” e, do lado das mulheres, foi a Olímpia de le Tofane, a receber as provas de Slalom Gigante e de Slalom. Foi também nesta fase final dos Mundiais, que se assistiu à representação lusa.

No presente artigo, não só conferiremos os medalhados destas disciplinas, bem como daremos conta de como foi a representação nacional nas mesmas. Referindo ainda os destaques positivos e negativos ao longo de mais de 15 dias de competição, emoção e muitos momentos incríveis!

Slalom Gigante Feminino

Após estar em plano de destaque na velocidade e, quando se pensaria que viria ao Gigante apenas tentar a sua sorte, não é que a suíça, Lara Gut, voltou a fazer das suas? Pois bem, após ter impressionado na primeira manga, conseguiu ascender do terceiro melhor tempo, para acabar por suplantar as favoritas e levar o ouro para casa.

Relegada para a prata, ficou a norte-americana, Mikaela Shiffrin, campeã olímpica em título desta especialidade que, tal como Gut, somou aqui a sua terceira medalha. Apesar de ter errado tecnicamente na primeira descida, pois creio que se não tivesse sido essa pequena mudança de aresta mais tardia, estaria em condições de dar mais luta à líder atual da Taça do Mundo.

O bronze acabou por ser entregue à austríaca, Katharina Liensberger, que somava desta forma a segunda medalha, nesta sua participação, que não seria a última! Nomes como o da neozelandesa Alice Robinson, que fechou em quarto, ou o da polaca Maryna Gasienica Daniel, que terminou no sexto lugar, foram surpresas que quase se iam intrometendo nas medalhas. De referir que a atleta da Oceânia, conta com apenas 17 anos e é ainda a campeã do mundo júnior em título, visto que os mundiais de 2020, que deveriam ter sido realizados em solo norueguês, acabaram por ser adiados, devido à situação de pandemia.

Pela negativa, voltou a evidenciar-se a transalpina Frederica Brignone, que após os insucessos na velocidade, terminou ainda prematuramente, logo à terceira “porta”, a competição na variante que dominara na vigente edição da Taça do Mundo. Desta forma provou que a época regular, nada tem que ver com as provas em âmbito de Mundiais, dado que estas sendo competições de apenas um dia e a duas mangas podem trazer alterações drásticas em relação aos diferentes momentos das atletas que  podem eventualmente estar num mau dia e assim ficarem arredadas da discussão das medalhas.

A participação nacional era para ser inaugurada pela jovem Vanina Guerillot de Oliveira, que nasceu em Guimarães, mas que foi ainda jovem para França, onde reside. No entanto, a portuguesa acabou por rubricar um DNS (falhando a comparência na casa de partida) devido a uma pequena lesão nas costas contraída durante o aquecimento para a corrida.

Slalom Feminino

Na última prova dos Mundiais, no que às senhoras diz respeito, as derradeiras medalhas foram atribuídas, com a discreta Katharina Liensberger a superiorizar-se às demais, com uma segunda manga simplesmente memorável, a melhor da sua carreira, fechando com a medalha de ouro.

Na prata terminou a eslovaca, Petra Vlhova, que falhou por um segundo o desejado degrau mais alto do pódio. No bronze com a quarta medalha: duas de bronze, uma de prata e uma de ouro, terminou a esquiadora com mais vitórias ainda em atividade, Mikaela Shiffrin, que findou a 1,98 do ouro. À partida estavam inscritas 107 competidoras, mas apenas 43, menos de metade das participantes, lograram cumprir o traçado nas duas partes da prova, tal ficou a dever-se à exigente pista que tiveram pela frente.

Com um desses DNF, provas não terminadas, a pertencer à atleta nascida em Atães, concelho de Guimarães, Vanina Guerillot de Oliveira. Assim, viu os seus Mundiais terminarem sem tanto sucesso, quanto era aguardado, mas é importante realçar que esta é já a sua segunda participação em competições deste género, isto com apenas 18 anos.

Artigo redigido por Diogo Rodrigues

Foto de capa: FIS Alpine

Francisco Conceição | Um miúdo que trata a bola por tu

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Um novo talento acaba de sair do “forno” do Olival.  Será jogador de topo? Não sabemos. Conseguirá impor-se no onze inicial portista? Também não. Ainda assim, percebe-se que este miúdo tem magia nos pés. É o mais novo do clã Conceição ligado ao futebol e dos quatro irmãos é o primeiro a estrear-se na Primeira Liga e também na Liga dos Campeões. Na sua estreia frente ao Boavista FC mostrou do que era capaz e conseguiu mexer com o jogo. A estreia frente à Juventus FC, embora sem tempo para se mostrar, foi um reconhecimento pelo trabalho que tem feito nos últimos tempos.

Tudo começa, ironicamente, no rival Sporting CP, pelos sub-10 leoninos. Desde 2011/2012 até 2016/2017 que vestiu de verde e branco, figurando sempre nas equipas principais da formação. Em 2017/2018, ano em que Sérgio Conceição também chega ao FC Porto, muda-se para o Padroense FC, uma das equipas satélite da formação portista. Um ano depois, já nos sub-17 do FC Porto, mostrou-se em grande nível – 15 golos em 27 jogos. Dos sub-17, na época seguinte, saltou de imediato para os juniores até que faz a sua estreia como sénior frente ao Varzim FC, ainda nesta temporada.

Conseguiu brilhar num dos piores plantéis da equipa B dos últimos anos. A forma como percorria a ala direita com a bola colada aos pés até lhe valeu a alcunha de “Messi do Olival”. Contudo, Francisco não se deixa levar por isso. Muito menos por ser filho de quem é. O talento é inegável e a entrega e o amor pela camisola também se sentem – o momento após o lance do golo de Evanilson, frente às panteras, ainda que tenha sido anulado, reflete o quanto sente o futebol.

Sérgio Conceição, apesar ser o seu pai, é um treinador exigente quanto à entrega dos jogadores em todos os momentos do jogo. Com o talento de Francisco e a exigência de Sérgio, podemos estar perante um craque a despontar. O novo reforço do plantel principal é daqueles jogadores que faz parecer tudo fácil. Tem um controlo de bola acima da média e uma visão de jogo aprimorada, pecando apenas no nível físico.

Na passada quarta-feira, com a estreia para a Liga dos Campeões, entrou para o top 7 de jogadores portugueses a estrearem-se na Liga dos Campeões composto por jogadores como Chalana, Simão Sabrosa, Rúben Neves e António Simões. Com o talento que tem, basta a vontade e a entrega. Inclusive, Jesus Corona, colega de equipa e de posição, admitiu ter falado com a família sobre a qualidade do miúdo do FC Porto. Chico Conceição será um caso sério, mas para já o melhor é deixá-lo ser só o próprio Chico Conceição.

 

CS Marítimo 1-2 FC Porto: Dragões passam teste difícil na Madeira

A CRÓNICA: MARÍTIMO VENDEU CARA A DERROTA

Para a jornada 20, CS Marítimo e FC Porto, último e segundo classificados da liga portuguesa, respetivamente, subiram ao relvado do Estádio do Marítimo para disputar um jogo equilibrado, à priori, apesar da péssima fase da equipa madeirense.

Com as duas formações pressionadas para vencer, o jogo iniciou-se com a intensidade alta, com iniciativas de parte-a-parte. Todavia, naturalmente que os Dragões assumiram as despesas da partida, pois não queriam ver o Sporting CP fugir (ainda mais) na tabela classificativa. Tanto quiseram expressar a sua presença no jogo que bastou-lhes explorar as fraquezas verde-rubras, para abrir o marcador, através de Matheus Uribe aos 15′, num lance confuso na grande área do Marítimo, empurrando a bola para o fundo das redes de Amir.

Contudo, o feitiço virou-se contra o feiticeiro. Precisamente na jogada seguinte, também de bola parada, sorrindo a sorte desta feita a Leo Andrade que apareceu livre de marcação ao segundo poste, na área portista. Após algum tempo de espera, o golo acabou por ser validado pelo VAR.

O jogo estava por esta altura bastante acesso, com muitas faltas e pouco futebol jogado. A frustração intensificou-se quando aos 34 minutos, Amir Abedzadeh, quanto a mim o melhor guarda-redes do plantel maritimista, fez duas intervenções fulcrais para levar a partida empatada para o intervalo. Uma primeira parte de grande ímpeto ofensivo dos dois lados, ainda que, o Marítimo tenha, apenas, engatado a marcha-atrás após o um igual.

A segunda metade encetou ao ritmo da primeira – alto. Sendo a primeira ocasião de perigo pertencente aos madeirenses, que em contra-ataque alvejaram a baliza de Marchesín. O jogo estava frenético. Se pestanejasse, perderia, certamente, algo de importante para o desenrolar do jogo. Só mesmo na pausa para as substituições era possível descansar o movimento ambíguo da cabeça.

Não obstante, o desenvolvimento da partida era análogo ao que se viu nos primeiros 45′, com o Porto a estar, inevitavelmente, durante a maior parte do tempo por cima, embora que, a formação do Funchal tenha tido a melhor oportunidade de golo de toda a segunda parte. Um golo negado, duplamente, pelo guarda-redes argentino do Porto.

A equipa orientada por Sérgio Conceição tentou a todo o custo chegar à vitória, até ao último minuto. Já em cima dos 90′, Vítor Ferreira apontou para a marca da grande penalidade, por falta de Rúben Macedo sobre Francisco Conceição. Penalti que Otávio bateu sem grande dificuldade, estabelecendo o resultado final em 2-1.

A FIGURA

 Francisco Conceição – A escolha poderia ter recaído sobre Marchesín pelas paradas, fundamentais, que efetuou. Porém, o extremo de 18 anos, na meia hora que esteve em jogo, permaneceu sempre ativo, procurando romper o muro defensivo do Marítimo. O perfume daquele pé esquerdo é puro de mais evidente, para não falar que foi ele que sofreu o penálti que dá a vitória à sua equipa.

O FORA DE JOGO

Fonte: CS Marítimo

Displicência de Rúben Macedo – Foi suplente utilizado e pouco ou nada deu ao jogo ofensivo da equipa madeirense. Teve uma atitude infantil e displicente no lance do penalti do adversário, dentro da grande área verde-rubra, contribuindo para a derrota ao cair do pano dos madeirenses.

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Para o jogo frente ao FC Porto, o técnico Milton Mendes promoveu sete alterações, em relação ao jogo com o CD Tondela, na passada terça-feira.

Assim, o técnico brasileiro do CS Marítimo utilizou um sistema de três centrais (Zainadine, Renê Santos e Leo Andrade), com dois jogadores abertos nas laterais, os brasileiros Claúdio Winck e Marcelo Hermes, com fortes funções ambíguas. Um duplo pivot, composto por Jean Irmer e Pedro Pelágio, um jogador um pouco mais ofensivo do que o habitual titular, Bambock. No ataque, a ideia foi jogar com dois alas/extremos, Jorge Correa à esquerda e o madeirense (e capitão) Edgar Costa à direita, sendo que o papel de matador coube ao camaronês Joel Tagueu, que completava assim, o sistema 3-4-3.

O Marítimo jogou com uma densidade defensiva média-alta, com os seus jogadores bem organizados e agressivos no ataque à zona. No que toca ao ataque, foi bem visível que o Marítimo tentou aproveitar todas as bolas paradas para criar perigo, inclusivamente, através dos lançamentos longos de Pedro Pelágio. Assim como tentou tirar o maior partido possível dos lances de contra-ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Amir Abedzadeh (6)

Claúdio Winck (5)

Zainadine (5)

Renê Santos (6)

Leo Andrade (6)

Marcelo Hermes (5)

Jean Irmer (6)

Pedro Pelágio (6)

Jorge Correa (6)

Edgar Costa (4)

Joel Tagueu (5)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Macedo (2)

Fumu Tamuzo (3)

Alipour (4)

Bambock (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Depois de um jogo intenso, frente à Juventus, Sérgio Conceição fez alinhar, praticamente, o mesmo onze de quarta-feira na deslocação ao Funchal. A baliza ficou à guarda do argentino Marchesín. O corredor direito ficou a cargo de Manafá e o esquerdo do nigeriano Zaidu. Ao centro da defesa, permaneceram os dois titulares habituais, Pepe e Mbemba. No meio-campo, Matheus Uribe teve o papel de destruidor de jogo, entre linhas, ao que Sérgio Oliveira, ficou com a função híbrida do centro do terreno. Jesús Corona e Luís Díaz, única alteração no 11, sentando Otávio no banco de suplentes, fizeram as alas ofensivas dos Dragões, enquanto o ataque esteve entregue ao iraniano Mehdi Taremi e a Moussa Marega, de regresso a um campo que bem conhece.

A equipa portista atacou tendo por base ora uma construção de jogo curta, pelos pés de Sérgio Oliveira, ora uma construção de jogo longa, por meio dos passes longos do central Pepe para uma das alas, tendo estando os azuis e brancos a jogar a toda a largura do campo, sempre com uma defesa bastante subida no terreno de jogo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (7)

Wilson Manafá (5)

Pepe (6)

Chancel Mbemba (6)

Zaidu Sanusi (6)

Matheus Uribe (7)

Sérgio Oliveira (5)

Luís Diaz (4)

Jesús Corona (6)

Mehdi Taremi (6)

Moussa Marega (4)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Conceição (7)

Otávio (5)

Toni Martinez (-)

Marko Grujic (-)

BNR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Não foram colocadas questões aos treinadores das equipas.

As 5 equipas favoritas a subir à Segunda Liga nesta época

O futebol português tem vindo a desenvolver-se nos últimos anos e tem sido visível o crescimento da qualidade com que se trabalha em solo nacional. Começando lá por cima, pelo facto do SC Braga estar cada vez mais capaz frente aos ditos três grandes, até a realidades mais inferiores onde equipas que lutam para não descer praticam também um futebol muito mais vistoso com processos mais estudados e evoluídos. O chutão na frente parece ser um alvo a abater em todos os plantéis e o nosso futebol só tem a agradecer com isso. A Segunda Liga também já possui alguma qualidade.

Desta forma, também nas divisões mais baixas se tem procurado um nível que antes não era relevante. Interessava fazer pontos a todo o custo, fosse como fosse. Neste momento essa é uma mentalidade errada uma vez que, embora seja importante obter resultados, já se percebeu que a prática de um bom futebol fará com que esses resultados acabem por aparecer. E é neste âmbito que também no Campeonato de Portugal, terceiro escalão de futebol português, se têm visto jogos a um bom nível que comprovam o aparecimento desta nova mentalidade dos clubes portugueses.

Hoje é sobre isso que nos debruçamos, fazendo uma lista das cinco equipas que poderão ser promovidas da terceira para a Segunda Liga Portuguesa. Recorde-se que o Campeonato de Portugal é constituído por oito séries e que o primeiro lugar de cada uma delas irá disputar a promoção numa segunda fase constituída por duas séries de quatro equipas. No final, o primeiro lugar de cada uma dessas séries será promovido à Segunda Liga. As restantes seis equipas serão também promovidas, mas para a Terceira Liga Portuguesa, competição que vai iniciar na próxima temporada e que se fixará entre a Segunda Liga e o Campeonato de Portugal.