Aconteça o que acontecer, o NXT TakeOver será sempre um grande evento.
É a principal conclusão a retirar do NXT TakeOver: Vengeance Day. Os fãs que o assistiram foram presenteados com cinco combates acima da média. Com isto, esperam-se novos desenvolvimentos que farão correr muita tinta nos próximos tempos.
Esta semana o nosso projeto viveu altos e baixos; tivemos elogios e críticas mas, em algum momento, mudámos o rumo da nossa ambição e dos valores que nos guiam.
Sabemos que esta escolha na juventude traz riscos, mas não a trocaríamos por nada. O que seria de um Patrício, João Félix ou Fábio Silva sem apostas? Se os nossos redatores erram? Claro que erram, mas com a falha irão tornar-se cada vez melhores profissionais, porque o erro faz parte da vida e ajuda a crescer. Por cada calinada que possam escrever, por cada omissão que possam ter, por cada vez que a voz possa tremer numa conferência de imprensa, melhor irá correr na vez seguinte. São essas as dores de crescimento que nos tornam mais fortes.
Contudo, o nosso melhor orgulho é ver que dia após dia esta nossa missão é partilhada por mais e mais leitores e que os nossos “petizes” são cada vez mais apontados como exemplos de boas práticas jornalísticas. É o êxito deles que nos faz ser reconhecidos, e nunca o contrário, porque sem boa gente nada se faz.
Sabemos que o caminho até atingir o objectivo de ser um dos big players vai ser longo, mas nunca iremos deixar este ideal por concretizar: É possível falar apenas de desporto em Portugal, é possível apenas analisar jogos pela parte boa do jogo. Não digo que não iremos abordar arbitragens, más decisões presidenciais ou outro tipo de questões, mas o foco irá sempre ser no que interessa.
Contamos convosco para que nos ajudem a melhorar, que nos critiquem quando tal leve ao nosso crescimento e que nos ajudem nesta tentativa de mudar um pouco o futebol e o desporto no nosso país.
O 5 da semana é uma rubrica semanal do Bola na Rede que tem o objetivo de destacar os melhores cinco jogadores da NBA de cada semana. Desta forma, aqui estão cinco dos jogadores que mais se destacaram na semana de 8 a 15 de fevereiro.
Esta seleção será realizada todas as segundas-feiras.
Esta foi uma ótima semana de ténis. Tivemos público, praticamente toda a semana até à Austrália decretar novo confinamento obrigatório no dia 12, bons jogos e algumas surpresas.
Logo na primeira ronda tivemos um encontro com um nível de qualidade que poderia, perfeitamente, encaixar pelo menos nuns quartos-de-final de um torneio de Grand Slam e, dentro de pouco tempo, será com certeza uma das maiores rivalidades do ténis mundial. Para quem não viu, e tiver tempo, sugiro que pare de ler este artigo agora e veja o Sinner vs Shapovalov. Foi um confronto de dois dos jogadores mais promissores do mundo e fez jus a isso mesmo.
O italiano vinha do seu segundo título da carreira num dos torneios de preparação, por isso vinha a jogar a um grande nível, mas com grande desgaste, tinha estado cerca de 10 horas em campo nos quatro dias que antecederam este encontro, e isso notou-se. Apesar de até ter ganho o quarto set, Sinner estava visivelmente muito desgastado e só um Shapovalov muito fraco e pouco inteligente poderia deixar fugir o quinto e último set, e não foi isso que aconteceu. Vitória para o canadiano com os parciais de 3-6 6-3 6-2 4-6 6-4.
As duas principais surpresas desta primeira ronda foram a eliminação de Gael Monfils, um jogador que tem tido um regresso complicado no pós-pandemia, a frustração ficou bem patente na conferência de imprensa onde nem as lágrimas faltaram, e também a eliminação de Roberto Bautista Agut. Esta primeira ronda levou-nos, também, os dois portugueses que tínhamos no Quadro Principal (QP), Pedro Sousa e Frederico Silva, que perderam, respetivamente, com Stan Wawrinka e Nick Kyrgios.
Primeira Liga, Jornada 19: segunda feira, 20h15, 15 de fevereiro 2021
ANTEVISÃO: LEÕES PROCURAM VENCER A EQUIPA SENSAÇÃO DO CAMPEONATO
O Sporting CP vai receber em Alvalade a equipa sensação do campeonato, o FC Paços de Ferreira. Depois do deslize do FC Porto frente ao Boavista FC, os leões podem alargar a diferença para o segundo lugar! O FC Paços de Ferreira, por outro lado, encontra-se em quinto lugar a seis pontos do segundo classificado, uma campanha verdadeiramente impressionante da equipa liderada por Pepa… Vai ser um jogo interessante, porque vai colocar num frente a frente duas das equipas que melhor praticam futebol na Primeira Liga. Acredito que ambas as equipas vão jogar para ganhar e é deste tipo de jogos que a liga precisa para evoluir!
10 DADOS RÁPIDOS
O Sporting CP é a melhor defesa do campeonato com apenas 10 golos sofridos e o segundo melhor ataque com 38 golos marcados;
O FC Paços de Ferreira é a segunda melhor defesa do campeonato com apenas 14 golos sofridos;
O Sporting CP ainda não perdeu nenhum jogo no campeonato, encontrando-se invicto;
O FC Paços de Ferreira não perde desde o jogo frente ao FC Porto, no dia 16 de dezembro de 2020;
Se o FC Paços de Ferreira ganhar, fica apenas a três pontos do FC Porto;
Se o Sporting CP ganhar, fica a dez pontos do FC Porto no topo da tabela;
Nos últimos cinco confrontos entre o Sporting CP e o FC Paços de Ferreira, os leões ganharam todos os jogos;
É preciso recuar até 2013 para ver a última vez que os castores venceram os leões;
O Sporting CP possui o melhor marcador do campeonato (Pedro Gonçalves com 14 golos) e o FC Paços de Ferreira só tem um jogador no 12º lugar dos marcadores (Douglas Tanque com 6 golos);
A última vez que o Paços venceu em Alvalade foi na época 2012/2013.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pedro Gonçalves – Pote assumiu-se como um dos melhores jogadores da equipa. Neste momento, já conta com 14 golos no campeonato, mas oferece muito mais à equipa do que apenas golos: joga muito bem entre linhas, cria muitas jogadas e pode jogar em várias posições do campo. É, sem dúvida, um elemento importante na dinâmica ofensiva do Sporting CP e está a justificar o investimento que o clube de Alvalade fez no ex-jogador do Famalicão.
Fonte: Bola na Rede
Stephen Eustáquio – O médio do FC Paços de Ferreira já soma 19 jogos na presente época e assumiu-se como jogador fundamental na equipa sensação do campeonato. É um jogador muito intenso, com qualidade de passe e capacidade de progressão com bola. Os pés conseguem acompanhar o cérebro de modo a conseguir sair bem de zonas de pressão e revela-se um jogador que pode subir de patamar a qualquer altura. Não admiram as notícias que falam de uma possível transferência para o FC Porto ou para o Sporting CP.
XI’S PROVÁVEIS
Sporting CP: Adán, Coates, Feddal, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes, Palhinha, João Mário, Porro, Pote, Nuno Santos e Paulinho.
Treinador: Rúben Amorim
“Temos de fazer um grande jogo e estar no máximo das nossas forças. Ser humildes, rigorosos, intensos. É uma equipa muito boa, que está a fazer um campeonato fantástico e que tem um treinador incrível. Uma equipa corajosa”
FC Paços de Ferreira: Jordi, Fernando Fonseca, Marco Baixinho, Marcelo, Pedro Rebocho, Eustáquio, Diaby, Bruno Costa, Singh, Douglas Tanque e João Amaral.
Treinador: Pepa
Informação temporariamente indisponível
Previsão de Resultado: Sporting CP 2-1 FC Paços de Ferreira
A CRÓNICA: UM SL BENFICA POUCO CRENTE FOI TOMBADO PELO ATEÍSMO DE YAN MATHEUS
Na basílica de Moreira de Cónegos, disputou-se a décima nona eucaristia. Uma vez mais, o púlpito rebaixado não teve a companhia dos leais e fiéis súbditos.
Esta – como bem se sabe – primava por ser uma missa com duração, logística e (alguns) procedimentos diferentes.
Durante a primeira leitura, após alguns bocejos e cerrar intermitente de pálpebras, Rafa Silva não aproveitou o ofertório de A. Taarabt e, por consequência, faltou ao primeiro momento de comunhão da partida. De seguida, Seferovic (25′) riu-se do espírito perdulário do colega e dispôs-se no primeiro lugar da fila, de modo a que Adel Taarabt lhe outorgasse a hóstia. 0-1!
Em Darwin Nuñez notou-se o apetite e, do meio do templo sagrado, desferiu um remate quase certeiro.
Walterson, num pleno sentido de ateísmo, calcorreou até à área encarnada, driblou Grimaldo e conquistou um papel no seio do Ofertório (40′): Yan Matheus respondeu afirmativamente e provou o (anti)corpo de Cristo.
A segunda leitura trazia uma dúvida: se a assistência iria ou não conseguir pregar olho durante a palestra.
Não atracou a sonolência, mas ancoraram as dúvidas existenciais: no templo sagrado, o resultado estava longe de estar dentro dos parâmetros da tranquilidade para qualquer um dos lados e verificava-se um ascendente do SL Benfica. Contudo, escassearam situações onde se colocasse em perigo as estratégias de Jesus.
Waldschimdt saiu do confessionário, cumprimentou a plateia existente e foi servo de Darwin, apóstolo insaciado: Pasinato negou-lhe a comunhão, em cima da linha de golo.
Derik Lacerda cumpriu o epíteto de agnóstico que o designa: por duas ocasiões, com serviço de Abdu Conté, não reuniu a aptidão necessária para sentenciar a mensagem e causar a surpresa.
Até ao final da eucaristia, pecou a falta de registo de situações de perigo. O SL Benfica escorrega e perde uma oportunidade para se aproximar do FC Porto, enquanto que o Moreirense FC conquista um ponto ao sétimo classificado da tabela classificativa, CD Santa Clara.
A FIGURA
Fonte: Facebook Moreirense FC
Setor defensivo do Moreirense FC: o único erro cometido resultou no golo das águias. Os três centrais tiveram no alinhamento e posicionamento defensivo as suas maiores armas contra um SL Benfica pouco pragmático. Além disso, nomeadamente na segunda parte, Abdu Conté e D’Alberto encheram-se de ousadia e calcorrearam pelos flancos, gizando diversas tentativas de ataque.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Ineficácia do SL Benfica: a equipa criou oportunidades, resguardou-se com a posse de bola e o “controlo da partida” na maior parte do tempo útil, mas faltou o que parece ser uma constante na época vigente: pragmatismo e letalidade no encontro com as redes. Darwin, hoje, foi o principal responsável pelo não dilatar da vantagem encarnada.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Diante do SL Benfica, Vasco Seabra gizou um 3-4-3: D’Alberto e Abdu Conté foram incumbidos de realizar a travessia pela respetiva ala que ocupam, enquanto que Rosic, Ferraresi e Abdoulaye Ba compunham o eixo defensivo; Fábio Pacheco e Filipe Soares adotariam – possivelmente – o papel de box to box e eram o elo entre o setor mais recuado e mais avançado do terreno; Yan Matheus, Lucas Silva e Walterson eram o rosto de uma manobra ofensiva sem uma referência vívida, perfeitamente volátil e com olhos na profundidade.
Até aos 40 minutos, a predisposição atacante do Moreirense FC parecia ter ficado enrolada numa manta e refastelada no sofá: a grande penalidade – Walterson deu utilidade à inteligência e à matreirice – cavada constitui uma dávida face ao desempenho na primeira metade. O meio campo foi inexistente e raramente conseguiu estancar as intentonas adversários, facto comprovado pela inferioridade nesse setor do terreno. A defesa esteve algo inquieta, mas foi capaz de cumprir – à exceção do golo – acompanhando e relegando, sempre que possível, Darwin e Seferovic para zonas mais exteriores.
Na segunda metade, o setor defensivo acertou as marcações realizadas a Darwin e Seferovic; além disso, D’Alberto e Abdu Conté eram os homens mais temerários dos cónegos pelas ingressões, através dos flancos, à área adversária. Filipe Soares e Fábio Pacheco já conseguiam desenhar triangulações no miolo e cumprir os requisitos da primeira fase de construção. Subiram-se as linhas de pressão e os respetivos blocos no terreno.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus Pasinato (7)
Ferraresi (7)
Rosic (7)
Abdoulaye Ba (7)
D’Alberto (7)
F. Soares (6)
F. Pacheco (6)
A. Conté (7)
Walterson (7)
Yan Matheus (6)
L. Silva (6)
SUBS UTILIZADAS
R. Martins (5)
David Simão (5)
Derik Lacerda (5)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
Jorge Jesus mantém fidelidade ao sistema tático de (quase) sempre: um 4-4-2 com pendor e ímpeto ofensivo. Darwin e Seferovic constituíam a frente de ataque dos encarnados e dependiam das investidas de Rafa e Everton, motores e velocímetros apontados à baliza à guarda de Pasinato; no miolo, Taarabt rendeu Pizzi e juntou forças a Weigl; o quarteto defensivo não sofreu adulteração e mantinha-se a confiança em Otamendí, Vertonghen, Grimaldo e Diogo Gonçalves (opção pela lesão de Gilberto); Hélton Leite regressava à salvaguarda das redes.
Na primeira metade, Weigl e Taarabt dominaram o miolo, com blocos de pressão alta e perseguição contínua de F. Soares e Yan Matheus; Darwin e Seferovic construíam investidas ofensivas a partir da receção da bola e posterior reposição nos flancos, servindo de verdadeiros pivots. Rafa e Cebolinha delineavam movimentos interiores, afunilando e arrastando os laterais adversários. Única falha: quarteto defensivo responsável pela grande penalidade cometida, ato que se rege por imaturidade na abordagem.
A segunda parte iniciou com um pressing das águias: o Moreirense FC foi remetido ao seu meio-campo, espreitando apenas o movimento em contra-golpe. Permanecia a indefinição no último terço do terreno e os passes longos na demanda da profundidade não se consumavam. Waldschmidt, aquando dos momentos com bola, era uma lufada de ar fresco e a conexão (necessário) entre o meio-campo e o ataque encarnado, facto comprovado pelo serviço a Darwin. Faltou pragmatismo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
H. Leite (6)
D. Gonçalves (6)
Otamendí (6)
Vertonghen (6)
Grimaldo (5)
Rafa (6)
Weigl (6)
Taarabt (5)
Everton (5)
Darwin (6)
Seferovic (6)
SUBS UTILIZADAS
Pizzi (4)
Pedrinho (3)
Waldschmidt (5)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Moreirense FC
BnR: Boa noite , mister. A primeira parte pode ser chamada de adaptação ao adversário, ainda que não tenham existido tentativas de golo flagrante para além do pênalti. A segunda metade foi mais concisa, mais objetiva e mais sólida do ponto de vista defensivo e com maior grau de atrevimento e temeridade do ponto de vista ofensivo. As substituições trouxeram alguma tranquilidade e permitiram gerir o que restava da partida. Considera que a mudança de paradigma aconteceu ao intervalo, com a alteração de postura de Filipe Soares e Fábio Pacheco?
Vasco Seabra: Nós procuramos corrigir ao intervalo o momento de pressão e os espaços para a calha da segunda bola A partir desse momento, e quando ganhamos a bola, procuramos ter apoio desses dois jogadores e procuramos a profundidade. Na primeira parte não conseguimos e temos de dar o mérito ao adversário por isso. Na segunda, à medida que o jogo foi evoluindo, fomos capazes de impor isso ao SL Benfica e começamos a respirar melhor,a ter uma maior tranquilidade.
SL Benfica
BnR: Boa noite, mister. O SL Benfica é uma equipa que gosta e sabe dominar o jogo com a utilização da posse de bola. O facto de utilizar um sistema com dois pontas de lança sobrecarrega defensivamente o Everton e o Rafa? Como jogam em terrenos mais recuados (na chamada posição médio-ala) quer um, quer outro, tem menos oportunidades e liberdade para desequilibrar o jogo no último terço?
Jorge Jesus: Nem sempre a gente joga assim, não é? No último jogo não jogamos assim, frente ao Estoril. Jogamos com o Darwin e com o Pedrinho. Repare: o Rafa teve duas chances, três chances de poder ter feito golo em frente ao keeper da equipa do Moreirense. O Seferovic além do golo, também teve outra. O Darwin teve várias e não conseguiu marcar, muito devido ao guarda-rede do Moreirense FC também. Ou seja, começas a pôr a equipa em dúvida, começas a questionar tudo o que tens feito e trabalhado até agora. A equipa teve um jogo de qualidade, criou oportunidades de golo e isso justifica as oportunidades. Repare: defensivamente, não tivemos grandes dificuldades, o Moreirense não nos criou grandes dificuldades, mas o que é certo é que saímos daqui com um golo sofrido? Como, não sei. Mas foi que aconteceu. Agora é levantar a cabeça e continuar.
O FC Porto habituou-nos a ver uma defesa azul e branca imperial. Um conjunto de quatro homens, cinco se contarmos também com o guarda-redes, que raramente comete erros e dá golos a marcar. Nesta época 2020/2021, assistimos a um plantel azul e branco que tem comprometido imenso atrás. Antes do jogo de ontem, frente ao Boavista FC, eram já 19 golos sofridos à 18.ª jornada da Primeira Liga, sendo que o registo mais próximo nos últimos anos remete-nos a 1997/1998, ano em que o FC Porto à 18.ª jornada contava com 18 golos sofridos. Ainda assim, o FC Porto acabou por ser o campeão nesse ano.
Nos últimos mercados de transferências houve um claro déficit de investimento no setor mais recuado do FC Porto. Ainda que os azuis e brancos esteja, sob a alçada do fair-play financeiro, existem vários clubes na europa que fizeram um bom trabalho de scouting e colmataram posições eficazmente e a um custo muito reduzido. A saída de Alex Telles requeria, pelo menos, duas entradas para a ala esquerda. Zaidu está ainda no primeiro ano de dragão ao peito e precisa de melhorar várias questões técnicas. Malang Sarr é alternativa, mas não é um defesa-esquerdo que encaixe no sistema de Conceição.
Chancel Mbemba é o defesa mais utilizado esta época (participou em 28 jogos) Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pepe, já com 37 anos, tem estado em grande nível. O capitão parece, na verdade, ter menos dez anos do que os que tem e são poucas as vezes em que compromete. Mbemba não é o mesmo da temporada passada, mas revelou ser uma peça fundamental em muito dos jogos. Diogo Leite foi uma agradável surpresa quando jogara mais tempo, entre outubro e dezembro, mostrando que pode melhorar ainda mais e tornar-se num grande central à FC Porto. Sarr, que foi mais utilizado no início da época como defesa central, demonstrou ter técnica e inteligência, mas percebe-se que ainda não se adaptou ao futebol português e à filosofia do treinador. Sabendo que Marcano estaria lesionado até à data e que Pepe já não vai para novo, faltaria um quinto elemento que conhecesse a realidade do futebol português e pudesse competir por um lugar no onze.
No lado direito da defesa, Manafá tem subido de nível esta época, mas apenas no jogo ofensivo. Defensivamente, ainda dá poucas garantias ao FC Porto, obrigando Corona muitas das vezes a descer no terreno para limpar os problemas. Nanú é um extremo de raíz que foi adaptado a lateral direito ainda no CS Marítimo, faltando-lhe o mesmo que falta a Wilson Manafá. Carraça é uma terceira opção, raramente utilizado, estando claramente a mais no plantel do FC Porto, até porque Mbemba assumiu o lugar direito da defesa quando Manafá e Nanú não puderam.
Sérgio Conceição terá de inserir o chip da fase de grupos da Liga dos Campeões nos jogos do campeonato, tendo em conta que os dragões sofreram apenas três golos em seis jogos – todos na mesma partida, frente ao Manchester City FC. A defesa portista terá que encontrar uma forma mais eficaz para estancar as investidas ofensivas do adversário, pois como se costuma dizer, “o melhor ataque é a defesa”.
No dia em que se celebra o Amor, muitos são os apaixonados pelo futebol que adaptaram os seus planos para assistir a mais uma grande partida, a 19ª. Jornada da Primeira Liga, entre CD Santa Clara e SC Braga, com a sua cara metade. O clube açoriano vem motivado duma vitória frente ao Marítimo, na passada Segunda feira e, o Braga com vontade de levar para casa os três pontos que não conseguiu alcançar no último jogo, frente ao FC Porto, que acabou num empate.
O apito inicial soou e a os onze guerreiros começaram a sua batalha. O SC Braga começou por se destacar mais e a chegar à baliza dos açorianos com maior facilidade. Após o canto da equipa bracarense, Carlos Jr. tenta afastar a bola através dum cabeceamento mas acaba por dar a oportunidade ao Braga de fazer o primeiro golo da partida, através de Borja, aos 10 minutos.
Após o golo madrugador, os Bravos Açorianos procuraram sair mais a jogo aquecendo o ambiente por alguns momentos. No entanto, o jogo acabou por ser muito partido, sem muitas oportunidades e com tática pouca trabalhada.
Antes do apito final da primeira parte, o Santa Clara ainda tentou se destacar e conseguiu se desprender e a colocar medo na baliza de Matheus por várias vezes.
Energias recarregadas após o intervalo e um Santa Clara a destacar-se com maior posse de bola. A equipa açoriana acabou por subir um pouco mais as suas linhas ficando por cima na partida e a chegar mais facilmente à baliza do Braga. Este, por sua vez, mostrou-se confortável com o resultado e não fez grande esforço para sair à bola e para fazer mais e melhor. Os bravos Açorianos conseguiram sobressair nesta segunda parte. Fizeram o Braga recuar e defender grande parte da partida, ainda tentaram originar perigo em lances de bola parada mas a bola não entrou. Como só é golo quando a bola entra, quem levou a melhor foi a formação de Carlos Carvalhal que leva os três pontos para braga.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Borja – Foi importantíssimo na partida. Deu a vantagem à sua equipa ao marcar o golo madrugador, e único, aos 10 minutos da partida.
O FORA DE JOGO
Shahriar Moghanlou (25) has joined Santa Clara, signing a 3-year deal. The Iranian striker arrives from Paykan F.C. pic.twitter.com/Wk3IH5vTWe
Shahriar – O avançado da formação de Daniel Ramos, esteve apagado da partida e não segurou muito o jogo.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
O Santa Clara utilizou o seu esquema tático tradicional 4-3-3. Utilizou uma linha de 4 tradicional, Morita e Anderson a controlar miolo e Lincoln actuou como médio mais avançado. Na frente, Ukra pela esquerda, Carlos pela direita e Shahriar como avançado mais fixo.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco Pereira (4)
Rafael Ramos (6)
Mikel Villanueva (4)
Fábio Cardoso (4)
Mansur (3)
Lincoln (2)
Carlos Jr. (4)
Ukra (3)
Hide (5)
Anderson Carvalho (4)
Shahriyar (2)
SUBS UTILIZADOS
Allano (4)
Rui Costa (3)
Jean Patrick (-)
ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA
O Mister Carlos Carvalhal utilizou o esquema táctico 3-4-1-2. O Braga optou por colocar três centrais, Borja a atual como central pela esquerda e a tentar dar profundidade pelo corredor. Musrati e João Novais no miolo, Galeno e Esgaio deram profundidade pelas alas. Abel Ruiz jogou na frente junto com Ricardo Horta e Fransergio a servi-lo nas costas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Matheus (4)
Tormena (4)
João Movais (3)
Al Musrati (4)
Abel Ruiz (3)
Ricardo Horta (3)
Borja (5)
Fransérgio (4)
Raul Silva (4)
Ricardo Esgaio (3)
Galeno (4)
SUBS UTILIZADOS
Gaitan (3)
Piazon (4)
Sporar (4)
Sequeira (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Santa Clara
BnR: Qual a análise que faz à partida?
Daniel Ramos: Houve uma intenção de andar em bloco medio a controlar a profundidade pois o Braga tem bom jogo interior e profundidade. O golo inicial fez a diferença mas tivemos uma boa reação. Tivemos mais bola, mais capacidade de sair e aproximamo-nos mais da baliza do Braga. Acabamos a primeira parte e começamos bem a segunda. Não me lembro de ver o Braga a defender tanto como hoje, isso também é mérito do Santa Clara. Mérito pela segunda parte que fez. Ainda andamos a rondar o golo na partida mas a bola não entrou. O jogo foi equilibrado, o domínio também mas houve desequilíbrio no resultado.
SC Braga
BnR: Qual a importância deste jogo para o Braga?
Carvalhal: Era um jogo em que ganhar era importante. Vimos duma sequência de jogos grande e duma carga emocional alta. Isso em recuperações nos jogadores a nível mental. Entramos bem, tivemos 35 minutos de nível elevado. Nos últimos 10 minutos baixamos as linhas, o adversário teve algumas faltas e cantos e tivemos de agarrar. O objetivo, na segunda parte, era fazer mais um golo. Provamos que a nossa equipa tem argumentos de jogar bem, quando tem de defender faz isso muito bem. A equipa foi agressiva, protegemos bem a baliza de Matheus, houve um lance de maior perigo, apesar do ímpeto do Santa Clara soubemos controlar bem o jogo.
A CRÓNICA: AD VALONGO NÃO DEIXOU DRAGÕES CONFORTÁVEIS
O FC Porto conseguiu manter a série vitoriosa desta feita à custa do AD Valongo por 6-3. No entanto, o adversário vendeu muito cara a derrota.
A primeira parte foi bastante equilibrada, com lances para ambos aos lados. O Valongo não mostrou medo em assumir o jogo, chegando em vários momentos a ter oportunidades para marcar.
Quem acabou por marcar foram os dragões. O FC Porto aproveitou duas perdas de bola para fazer dois golos. Diogo Abreu não dominou bem o esférico e Reinaldo Garcia, atento, roubar a bola e seguiu da linha divisória até à área do Valongo para fazer o primeiro da partida. Já a 10´ do intervalo, Ruben Pereira perdeu a bola no ataque e os visitantes iniciaram uma transição rápida com Di Benedetto a alargar a vantagem.
O maior mérito do AD Valongo foi não deixar a vantagem do FC Porto confortável. O mesmo Ruben Pereira acabou por fazer um grande golo, quase ângulo de remate, do lado esquerdo da área.
Na segunda parte, manteve o equilíbrio com o Porto a conseguir alargar a vantagem por Gonçalo Alves e o Valongo a reduzir para a margem mínima por Nuno Araújo, num bom movimento de Guilherme Silva a tirar Cocco do caminho e assistir o colega. A equipa da casa podia ter empatado de livre direto, mas desperdiçou o lance.
Aos 14 minutos do fim, os dragões conseguiram finalmente alcançar uma vantagem confortável. Cocco assistido por Mena e Di Benedetto de livre direto alargaram para três golos de diferença.
A partir daí e até ao fim da partida, o FC Porto geriu o resultado, com mais um golo marcado para cada lado.
Di Benedetto – O goleador francês esteve letal no ataque. De livre direto ou de bola corrida em transição rápida, o jogador do FC Porto fez o que se pede a um finalizador e foi, por isso, decisivo na vitória com um hat-trick apontado.
O FORA DE JOGO
Diogo Abreu – Fez um erro grave que permitiu o Porto ficar em vantagem e não a alargar mais. Mau domínio da bola e muita displicência em deixar-se antecipar por Reinaldo Garcia, num lance que borrou a pintura da sua atuação.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, o FC Porto tentou apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Com um jogo assente na troca incessante de passes entre jogadores, tentaram ferir o adversário através de várias combinações, com várias transições rápidas para o ataque. No segundo tempo, aumentaram a pressão sobre o portador da bola.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Xavi Málian (7)
Rafa (6)
Reinaldo Garcia (8)
Xavi Barroso (6)
Gonçalo Alves (7)
SUPLENTES UTILIZADOS
Tiago Rodrigues(-)
Mena (7)
Giulio Cocco (6)
Poka (6)
Di Benedetto (8)
ANÁLISE TÁTICA – AD VALONGO
O Valongo veio jogar de igual para igual com o FC Porto. A pressão forte sobre o portador da bola foi um dos pontos fortes na defesa e que permitiu ter mais posse e estar mais próximo da baliza adversária. Guilherme Silva foi o elemento que mais tentava desequilibrar, mas por norma, a troca de bola era a forma de chegar às zonas de finalização, ao invés do 1×1.
Primeira Liga, Jornada 19: domingo, 20h15, 14 de fevereiro de 2021
ANTEVISÃO: ÁGUIAS TENTAM APROVEITAR NOVO DESLIZE DOS DRAGÕES
O SL Benfica desloca-se a Moreira de Cónegos para defrontar o Moreirense FC e procura a terceira vitória consecutiva. Com prestações não muito convincentes e resultados insatisfatórios, vencer é a palavra de ordem no seio do plantel encarnado.
Atualmente na quarta posição em igualdade pontual com o SC Braga e a três pontos do rival FC Porto, a equipa orientada por Jorge Jesus procura apenas e só a vitória. Por sua vez, o Moreirense FC procura dar seguimento à onda de bons resultados que tem vindo a obter, contando com duas vitórias consecutivas para a Primeira Liga.
O Moreirense FC ocupa a oitava posição na tabela classificativa com 24 pontos e procura levar de vencida a equipa encarnada e conquistar aquela que será a terceira vitória consecutiva.
Prevê-se um jogo bastante disputado com ambas as equipas a procurar cedo adiantar-se no marcador, uma vez que esta é uma das caraterísticas de ambas as equipas, estatisticamente.
10 DADOS RÁPIDOS
1. Ambas as equipas vêm de duas vitórias consecutivas. As “águias” venceram o GD Estoril Praia para a Taça de Portugal e o FC Famalicão para o campeonato. Já o Moreirense FC venceu o SC Farense e também o FC Famalicão.
2. O confronto histórico dita clara vantagem para os encarnados, com 22 vitórias para o SL Benfica, registando-se ainda seis empates e duas vitórias para a equipa de Moreira de Cónegos.
3. A maior vitória do SL Benfica frente ao Moreirense FC foi por 1-6 na temporada 2015/16, em jogo a contar para a Taça da Liga.
4. No que respeita a golos marcados em confronto direto, o SL Benfica traduz o seu favoritismo com 48 remates certeiros face aos 17 por parte da equipa do Moreirense FC.
5. A última vitória em casa por parte do Moreirense FC frente ao SL Benfica foi no play-off da Taça da Liga na temporada 2016/17, em que a equipa minhota venceu por 3×1.
6. Os jogos que opõem Moreirense FC e SL Benfica para o campeonato costumam, normalmente, ser sinónimo de golos. Em 21 partidas há uma média de 3,09 golos marcados por jogo.
7. Apenas por uma vezo Sport Lisboa e Benficamarcou apenas um golo a jogar no terreno do Moreirense FC. Foi numa vitória pela margem mínima em 2017.
8. Ambas as equipas mostram apetência em marcar mais na primeira metade dos jogos. O SL Benfica fora de casa marca mais entre os 31 e os 45 minutos, enquanto o Moreirense FC capitaliza mais entre os 16 e os 30 minutos.
9. O último encontro entre estas duas equipas terminou com uma vitória encarnada com golos de Rúben Dias e Seferovic na segunda jornada da presente edição da Primeira Liga
10. O melhor marcador dos encarnados é Haris Seferovic, com sete golos apontados. Na equipa de Vasco Seabra, Yan é o marcador de serviço com três tentos certeiros.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Moreirense FC
Yan Matheus (Moreirense FC) – o jovem jogador de 22 anos leva três golos em 14 jogos realizados com o emblema do Moreirense FC ao peito. Chegado esta temporada ao futebol português proveniente do Palmeiras, o jogador canarinho já tinha tido uma experiência no GD Estoril Praia, mas esta parece ser uma época de afirmação para o avançado.
O SL Benfica tem em Darwin a maior ameaça às redes contrárias Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Darwin Nuñez (SL Benfica) – Darwin chegou ao SL Benfica esta temporada e leva 12 golos em 29 jogos de águia ao peito em todas as competições. Para a Primeira Liga tem quatro golos e sete assistências na sua conta pessoal, sendo uma ameaça constante para as redes adversárias.
XI’S PROVÁVEIS
Moreirense FC: Pasinato; Lazar Rosic; Abdoulaye Ba; Steven Vitória; Abdu Conte; Fábio Pacheco; Ibrahima; D’Alberto; Lucas Rodrigues; Walterson Silva e Yan.
Treinador: Vasco Seabra
“No campeonato não existe espaço para tranquilidade ou descanso. Queremos vencer, estamos focados. A equipa tem vindo a trabalhar bem e isso traduziu-se nos resultados.”
“Vamos ter um jogo difícil, mas também sentimos que estamos a melhorar e que já somos uma equipa com outra capacidade física, muito mais competitiva e com mais intensidade.”
PREVISÃO DE RESULTADO: Moreirense FC 1-2 SL Benfica