Chegamos, por fim, a janeiro. O primeiro mês do ano traz consigo não só muito frio, mas também o mercado de transferências de Inverno. O SL Benfica atravessa uma altura complicada da época. Os resultados escasseiam e as exibições não impressionam ninguém.
É um dado adquirido que a equipa encarnada se vai reforçar neste mercado. Como tal, elaborei uma lista de boas (e realistas) contratações para a realidade do SL Benfica. Alguns destes jogadores já foram associados ao clube das águias, outros são apenas sugestões algo fora do baralho, mas que acrescentariam muito à equipa.
As posições que considero mais necessitárias, defesa central, defesa direito e médio centro com características de transporte, influenciaram, naturalmente, as escolhas.
A CRÓNICA: CRITÉRIO NÃO FALTOU, MAS A EFICÁCIA DECIDIU NÃO APARECER
Depois da primeira vitória fora de portas, o Gil Vicente FC voltou à cidade de Barcelos para defrontar o Belenenses SAD. E foi a favor dos visitados que surgiu a primeira oportunidade golo. Aos oito minutos, no seguimento da recarga de um canto, Leautey rematou para o fundo da baliza defendida por Kritciuk, mas o golo acabou por ser invalidado pelo árbitro Hugo Silva, dada a posição irregular do jogador da formação de Ricardo Soares.
Os minutos iniciais do encontro demonstraram duas equipas com caráter bastante ofensivo. Viu-se um Belenenses SAD a chegar bastantes vezes à área da formação gilista, mas, apesar do número mais reduzido de oportunidades, o Gil Vicente atacava com muito mais critério.
No primeiro quarto de hora da partida, Silvestre Varela acabou por ser substituído devido a lesão e Petit começou a prever que poderiam existir problemas na sua equipa. A verdade é que, à medida que os minutos passavam, o frio fazia sentir-se mais e o jogo começou a arrefecer consequentemente. Os primeiros 15 minutos foram bastante mais aguerridos do que os restantes minutos da primeira parte onde ambas as equipas começaram a jogar de forma mais lenta, praticamente a passo.
As oportunidades pareciam só estar do lado dos homens de Ricardo Soares, mas existia sempre algo que impedia o aparecimento do golo. Kritciuk defendia, jogadores escorregavam na relva ou defesas no sítio certo à hora certa. Prova disto mesmo foi um dos cruzamentos de Talocha, aos 35 minutos. Esse mesmo cruzamento era “meio-golo”, mas Lucas Mineiro acabou por cair sozinho à entrada na grande área.
A primeira grande oportunidade do Belenenses SAD surgiu no minuto final da primeira partida, onde valeu o corte da defesa gilista. Foi também neste minuto que se consagrou a primeira vez que Brian Araújo tocou na bola no encontro, o que diz bastante do critério atacante da equipa visitante face à equipa da casa.
Foram precisos 15 minutos depois do retomar da partida, após o intervalo, para existirem oportunidades de golo. Na sequência de um canto batido por Talocha e um alívio da defesa da formação lisboeta, Leautey rematou para defesa de Kritciuk e, no minuto seguinte, também após um canto de Talocha, foi Samuel Lino que, fora da área, rematou para defesa do guarda-redes do Belenenses SAD.
E as oportunidades para a turma de Ricardo Soares não pararam de aparecer. Aos 65 minutos, Vítor Carvalho rematou “à lei da bomba”, mas nem assim conseguiu inaugurar o marcador do encontro. O problema da formação de Barcelos acabava por ser o mesmo que o técnico Ricardo Soares já mencionou ainda no decorrer da época: a eficácia.
No decorrer dos minutos e com o aproximar do final do encontro, a situação permanecia a mesma. Via-se um Gil Vicente à procura do golo, apesar de este não aparecer, e, como o futebol é o que é, sentia-se que o Belenenses SAD podia, a qualquer momento, inaugurar o marcador num contra-ataque.
A equipa visitante acabou mesmo por demonstrar isso. Afonso Sousa rematou de fora da área, sendo este mesmo o primeiro remate da equipa no segundo tempo, e que obrigou Brian Araújo a estender-se para tentar defender uma bola que passou a largos centímetros da trave da baliza gilista.
O jogo no Estádio Cidade de Barcelos terminou da mesma forma como começou, com um empate a zeros no marcador. Mais uma vez, a eficácia tramou os gilistas, mas salvou um ponto para cada lado.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Kritciuk – Num jogo em que as oportunidades eram mais flagrantes a favor do Gil Vicente, foi Kritciuk que salvou o Belenenses SAD da derrota. O guarda-redes da equipa de Petit foi a muralha necessária para os visitantes conseguirem levar um ponto para casa.
O FORA DE JOGO
Carlos Silva / Bola na Rede
Falta de eficácia do Gil Vicente –Além da muralha que foi Kritciuk, a falta de eficácia da turma de Barcelos foi um dos grandes fatores que levaram a que a equipa não arrecadasse os três pontos no encontro. As transições ofensivas do Gil Vicente eram bastante criteriosas, mas não tiveram critério suficiente para alterar o marcador.
ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC
Ricardo Soares optou por um onze com bastantes alterações em relação ao último encontro. Apostou num 3-5-2, onde, desta vez, o jovem estreante Brian Araújo ficou encarregue de segurar as redes da baliza, com a linha defensiva à sua frente sendo composta por Talocha, Ruben Fernandes e Rodrigo.
No meio-campo, alinharam os restantes jogadores, à exceção de Samuel Lino e de Lourency, que voltaram a ser os homens mais avançados no terreno.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Brian (6)
Talocha (7)
Ruben Fernandes (6)
Rodrigo (6)
Claude Gonçalves (6)
Vítor Carvalho (7)
Lucas Mineiro (6)
Joel (6)
Antoine Leautey (5)
Samuel Lino (5)
Lourency (5)
SUBS UTILIZADOS
Kanya (5)
Renan Oliveira (-)
Ahmed (-)
Baraye (-)
ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD
Em detrimento daquilo a que já tem habituado, Petit optou por um 4-4-2. Kritciuk alinhou na baliza dos visitantes e, à sua frente, a linha defensiva foi composta por Diogo Calila, Danny, o capitão Gonçalo Silva e Ruben Lima.
O meio-campo escolhido e montado por Petit teve como “muralhas” Afonso Taira e Yaya, com o apoio dos alas Tiago Esgaio, que por vezes alinhou mesmo como defesa central, e Afonso Sousa.
Os avançado ao serviço do Belenenses SAD foram o veterano Silvestre Varela e, ao seu lado, Miguel Cardoso.
Ao longo do encontro, viu-se um Belenenses SAD a alinhar num 3-5-2, como Tiago Esgaio a ser um dos três centrais da equipa, principalmente nas transições defensivas.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Kritciuk (8)
Diogo Calila (6)
Danny (6)
Gonçalo Silva (6)
Ruben Lima (6)
Tiago Esgaio (6)
Yaya (5)
Afonso Taira (5)
Afonso Sousa (6)
Varela (-)
Miguel Cardoso (6)
SUBS UTILIZADOS
Francisco Teixeira (6)
Bruno Ramires (5)
Cassierra (-)
Cauê (-)
Richard (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Gil Vicente FC
BnR:Qual foi a razão pela qual só efetuou as restantes substituições já perto do final do jogo, sendo que duas delas aconteceram para lá dos 90 minutos?
Ricardo Soares: Na primeira parte tivemos uma intensidade altíssima. Conquistámos muita bola à frente, no nosso último terço, como não permitimos sequer nenhuma transição do Belenenses SAD. É uma equipa muito organizada defensivamente, das melhores defesas certamente. É uma equipa muito forte nas transições. A eficácia nas oportunidades de golo não tem sido a melhor. Analisámos meticulosamente este Belenenses SAD. Faltou-nos agressividade e eficácia. Temos de mérito a quem o tem. O Belenenses SAD fecha muito bem baliza. A minha decisão de não mexer tão cedo passa por ter um ritmo muito alto. O jogo ficou partido e podia pender para qualquer um dos lados. Preferi dar instruções para ajustar a equipa do que colocar jogadores que poderiam não ter o ritmo certo.
Belenenses SAD
BnR: A substituição forçada de Varela “estragou” o plano de jogo que o mister tinha pensado para este encontro?
Petit: Faz parte. Nós analisamos durante a semana o adversário. Nunca quisemos fazer uma substituição dessas. O Taira também veio de uma lesão. Com a entrada do Bruno, as coisas melhoraram. Começámos o jogo num 3-4-3 e acabou num 1-4-2-3. Na segunda parte, fomos crescendo. A equipa teve mais bola, mais situações, mas é
Nas últimas horas, a imprensa voltou a dar ênfase a um nome que já parecia impossível para os lados do dragão: Pepê, extremo brasileiro de 23 anos do Grémio FB Porto Alegrense e suposto alvo do FC Porto.
Estamos em plena janela de transferências de inverno e o FC Porto precisa de resolver alguns problemas no plantel para atacar da melhor forma a segunda metade da época. Se são problemas que podem preocupar muito Sérgio Conceição? Nem por isso. Creio que existe apenas um toque ou outro que é preciso dar no plantel para a equipa estar completa e forte no ataque ao título.
Na minha opinião, se tivesse de sair um jogador nesta janela de mercado, escolheria claramente Felipe Anderson, até pelo bem da carreira do jogador. Muito se tem falado no regresso de Hulk, mas Pepê parece estar ainda mais próximo, não tivesse Sérgio Conceição já elogiado o jogador e, segundo consta, ter ligado ao próprio atleta a manifestar a sua vontade para que este fosse para a invicta.
Pepê não é um nome que só entrou agora nas cogitações portistas. Já desde o mercado de transferências do verão se falava na forte possibilidade de o extremo brasileiro rumar ao dragão numa transferência que ia significar um grande investimento monetário por parte do FC Porto.
A verdade é que entre a estrutura do Grémio FB Porto Alegrense não havia uma vontade para concluir o negócio. Contudo, a porta estava claramente aberta para se voltar a negociar no mercado de inverno. Parece que neste momento só falta esperar que a porta não feche para Pepê atravessar a rota do Brasil para Portugal.
FC Porto continua em negociações com o Grêmio por Pepê, avança o jornalista @Glongari.
A mesma fonte adianta que, o acordo entre os clubes está muito próximo de se concretizar por uma verba a rondar os 16 milhões de euros. pic.twitter.com/CH4XnnASHO
— Diário de Transferências (@DTransferencias) January 3, 2021
Trata-se de um jogador que só nos últimos meses pegou destaca no Grémio FB Porto Alegrense depois da saída de Everton Cebolinha para o SL Benfica. Há mesmo quem o veja como o sucessor do atual número 7 do SL Benfica, mas são jogadores com algumas características díspares.
Em primeiro lugar, é importante referir que Cebolinha já tem um pergaminho e um estatuto bem vincado que até o levou à seleção brasileira. É um extremo puro com uma qualidade nos pés muito acima da média.
Pepê é ainda uma esperança, mas os números até agora não têm desiludido. Na presente época, e no somatório das competições, já são 17 golos em 52 jogos. É este o pormenor que o distingue de Otávio, jogador do FC Porto que mais se assemelha às suas características. Otávio é um guerreiro que ainda desequilibra o setor mais ofensivo do terreno. Um pau para toda a obra, se me permitem a expressão.
Pepê marca golos com uma maior facilidade, consegue ter uma capacidade de explosão superior, mas falta-lhe algo que, se não for corrigida, não vai ser do agrado de Sérgio Conceição. A capacidade de recuar e ajudar a equipa no processo defensivo. Esse é um problema recorrente dos jogadores que vêm do brasil, e, para isso, serve o período de adaptação no velho continente. O facto de poder jogar em terrenos mais interiores também é um pormenor interessante.
Ao longo deste artigo tenho falado que o negócio pode estar próximo de estar concluído, mas não deixo de pensar que a vinda de Pepê para o FC Porto não vai ser assim tão simples quanto isso.
Contudo, a verdade é que a generalidade dos órgãos de comunicação social noticiam que Sérgio Conceição já se pronunciou sobre o caso e que Deco, antiga glória portista que é sempre uma voz de peso para jogadores brasileiros, aconselhou Pepê a mudar-se para a cidade do Porto.
Até à rubrica estar feita, ainda muita tinta pode correr. O FC Porto ainda conta com Felipe Anderson e tem Hulk à espreita. No entanto, o desejo de vermos mais um Pepe, mas com ^, pode estar próximo de ser concretizado.
Depois do adiamento da partida, devido a condições atmosféricas adversas, as portas do Estádio de S.Miguel voltam a abrir-se para a 12ª jornada da Primeira Liga, onde o CD Santa Clara e o SL Benfica disputam os três pontos. A adaptação do onze inicial de equipa é mutua uma vez que a Covid-19 não dá tréguas a ninguém. Vários são os que ficam de fora nesta partida mas espera-se que seja um bom espetáculo.
A primeira parte começou com ambas bem organizadas e com alguma agressividade. O jogo foi dominante no meio campo do Santa Clara, este tentava chegar à baliza adversária criando mais linhas de passe entre si mas sem efeito.
Fica na retina o sprint de Jean Patric, aos 31 minutos, que consegue serpentear os defesas da equipa de Lisboa e atirar à baliza, no entanto o guardião Vlachodimos consegue defender a bola das suas redes evitando, assim, o primeiro golo.
Este viria aos 32 minutos por Darwin, assistido por Waldschmidt, que faz o 1-0 num golo feito à medida. Após o golo o jogo manteve-se equilíbrio e sem muitas oportunidades de se alterar o resultado até ao intervalo.
Na segunda parte, Jean Patrick e Gabriel embatem de cabeça um contra outro deixando o jogo parado para assistência. Ambos foram assistidos no relvado, Jean Patric teve de ser retirado do campo de maca e encaminhado para o hospital. Gabriel conseguiu se levantar após o embate e acabou substituído.
A partida manteve-se calma e centralizada a meio campo e sem grande agressividade. O Santa Clara viria a aparecer mais no jogo e a causar alguma pressão na área da equipa de Lisboa. Aos 60 minutos, Lincoln marca um canto em que a bola sofre um corte por um elemento do Benfica. Depois da bola voltar aos pés de Lincoln, este cruza para Crysan que tenta, através de um pontapé de bicicleta, marcar mas é Fábio Cardoso que atira para as redes e faz o golo do empate.
Após o golo, a equipa de Jorge Jesus ainda tentou causar perigo mas sem grande efeito. Ao apito final, estava marcado o empate. Com este resultado, o SL Benfica fica em 3.º lugar, na tabela classificativa, com 28 pontos e o Santa Clara mantem-se em sétimo com 14 pontos.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Fábio Cardoso – O capitão da equipa açoriana foi conciso durante toda a partida. A sua agressividade foi importante e decisiva no seu resultado. Este sempre atento em todos os momentos acabando, assim, por originar o golo do empate.
O FORA DE JOGO
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Waldschmidt- O avançado da equipa de Jorge Jesus não esteve à altura do desafio. Mostrou-se muito apagado ficando à quem das exibições a que estamos habituados.
ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA
A formação de Daniel Ramos apresentou-se com esquema tático 4-2-1-3. O mister optou por alterar o seu onze inicial comum a partir do meio campo. As novidades deste onze são Liconln, Nené, Cryzan, Jean Patric, Salomão e Sagna. Ainda tentou causar um “elemento surpresa”, que foi corrompido com o adiamento de jogo. Posicionou-se mais em losangos para poder causar mais pressão e isso ajudou na recuperação de mais bolas e em ser mais agressivos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marco Pereira (6)
Mikel Villaneuva (5)
Fábio Cardoso (6)
João Afonso (4)
Lincoln (6)
Nené (4)
Crysan (6)
Jean Patric (5)
Anderson Carvalho (5)
Salomão. (6)
Sagna (5)
SUBS UTILIZADOS
Carlos Jr. (6)
Shahriar (3)
Osama Rashid (4)
João Lucas (-)
ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA
O Mister Jorge Jesus apresentou-se com o esquema tático 4-4-2. Algumas das mudanças nível tático deveu-se a situações de Covid na equipa bem como lesões, como é o caso do capitão André Almeida.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Odysseas (3)
Ferro (3)
Vertonghen (5)
Gilberto (4)
Grimaldo (4)
Weigl (4)
Taarbt (3)
Rafa (3)
Everton (5)
Darwin (6)
Waldschmidt (3)
SUBS UTILIZADOS
Pizzi (4)
Chiquinho (-)
Ferreyra (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
CD Santa Clara
BnR: Qual o sabor deste empate para a equipa depois das duas derrotas nos últimos dois jogos?
Daniel Ramos: Queríamos regressar aos pontos. Quando jogamos pensamos sempre em vencer, hoje não conseguimos. Fizemos uma grande melhoria da primeira para a segunda. Não era o resultado que ambicionávamos e tivemos oportunidade de lutar pelo que queríamos.
O Benfica criou-nos dificuldades. Mas aproveitamos a segunda parte para fazer melhor e superiorizarmo-nos em algumas situações.
SL Benfica
BnR: Qual a análise que faz do jogo e ao seu adiamento?
Jorge Jesus: Ontem era impossível haver jogo, ainda bem que não houve jogo.
O Benfica teve uma primeira parte muito boa, foi um jogo fácil. Equipa esteve bem e o Santa Clara não criou grandes problemas. Sua segunda parte, com a saída do Gilberto tivemos problemas defensivos. Não estávamos a ser a mesma equipa nos 45 minutos, não fomos tão eficazes, os corredores não foram tão fortes e acabamos por sofrer o golo. O Santa Clara mostrou-se uma equipa difícil e não nos deixou criar mais oportunidades.
Nos finais de fevereiro começará a época no hemisfério sul, com grande destaque para o Super Rugby Aotearoa, competição que em 2021 conquistou os adeptos da modalidade, não só pela velocidade e pela qualidade do jogo, mas também pelo espetáculo criado em redor do torneio, uma vez que não houve limitações no que ao público diz respeito.
Apesar de estarmos a mais de um mês do pontapé de saída, os plantéis das cinco franquias que compõem a competição doméstica da Nova Zelândia já são conhecidos. Foram diversas as alterações em cada um destes últimos, logo decidi fazer um artigo em que elenco as três melhores transferências da temporada.
O Sporting CP falhou a contratação de um defesa central no passado mercado de verão, com a principal abordagem a ser o brasileiro Lyanco, jogador do Torino FC. No entanto, os valores pedidos eram proibitivos para a SAD leonina, que continua ainda assim com esse dossier por resolver. Com a abertura do mercado de inverno, os responsáveis leoninos continuam a cogitar um dos seus desejos antigos: reaver o português Rúben Semedo.
O central é titular no Olympiakos FC e está avaliado em sete milhões, segundo o site TransferMarkt. Os leões têm de contar também com a concorrência dos principais rivais nacionais – águias e dragões – mas também de algumas das melhores equipas europeias que também pretendem contratar o central português.
No atual contexto leonino e com o Sporting CP a chegar ao primeiro lugar isolado com apenas oito golos sofridos no campeonato, poderá surgir a ideia de que não é necessário reforçar um sector que se encontra debilitado, pois existe uma enorme qualidade coletiva que não deixa expor tanto as debilidades individuais, sobretudo porque Rúben Amorim se concentra em defender bem.
A verdade é que também por se encontrar na liderança do campeonato e por desejar tanto recuperar um título que foge desde 2001/2002, existe a necessidade de se reforçar para almejar o título com outras armas – pensando também já na próxima época, onde poderá disputar a Champions League.
A última presença em Alvalade está datada de abril de 2019, altura em que regressou ao Rio Ave FC Fonte: Bola na Rede
Rúben Semedo é um central bastante alto e completo, podendo atuar perfeitamente em qualquer um dos lados do centro defensivo, mas que aqui viria a ocupar facilmente a posição mais à direita pois Luís Neto vai revelando algumas debilidades – quer na construção, quer defensivamente – e, nesse sentido, Rúben Semedo viria a ser um grande upgrade para Rúben Amorim. Excelente velocidade na passada, boa leitura de jogo e timings para controlar a profundidade, encaixando perfeitamente numa equipa que gosta de pressionar mais alto no terreno.
Apesar de por vezes ser algo precipitado, cresceu e amadureceu na Grécia e seria uma enorme vantagem para o Sporting CP poder voltar a contar com um jogador que conhece bem a casa, podendo também ser mais um elemento importante nas bolas paradas leoninas.
Com o desaparecimento de Eduardo Quaresma, com a incapacidade de Neto e com a necessidade de investimento – mais do que nunca – por parte da SAD Leonina, contratar Rúben Semedo a qualquer custo seria barato para o Sporting CP olhando para o rendimento desportivo e para o retorno financeiro que poderá obter, a contratação de um defesa central é essencial e o perfil terá de ser este.
Se há jogador na NBA a quem não se pode negar a qualidade é, definitivamente, a James Harden. No entanto, o que James Harden tem de barba e de qualidade, é o que lhe falta de senso comum e cabeça, por vezes.
O shooting guard de 31 anos carrega de forma praticamente solitária os Houston Rockets, desde que se juntou à franquia em 2012, após abandonar os Oklahoma City Thunder. Digo que “carrega a equipa” sendo que é, há quase dez anos consecutivos, o verdadeiro nome forte da casa. Harden é o contrabalanço daquilo que deve ser o jogo jogado: ótimo no ataque e, por vezes, péssimo na defesa. É possivelmente dos jogadores mais inteligentes da liga a nível de jogo, não fosse por isso que, de cada vez que chega à linha limite dos três pontos, o adepto comum de NBA já sabe que, das duas uma, ou o lançamento de James Harden cai sem espinhas dentro do cesto ou então é marcada falta.
Mas a questão parte verdadeiramente daquele que é o primeiro período do segundo parágrafo. Os Houston Rockets, nos últimos anos, tornaram-se na franquia do “Seja o que Harden quiser”. Já não existe outros termos para descrever o que os Rockets são hoje e tudo gira à volta do mesmo. A diferença de tratamento entre jogadores é abismal e a cedência às exigências de James Harden por parte do staff e dos donos da franquia é mais fácil do que ver o mesmo ganhar uma falta na linha de três pontos, e isso não é nada difícil.
Falamos de um jogador que, depois da pausa do fim-de-semana de All-Star, nunca aparecia ao primeiro treino da equipa para retomar o campeonato por “estar ausente” – como quem diz, o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas. Harden parece aquele filho mais novo que os pais não querem “educar a mal” então deixam com que faça o que quiser de livre vontade. Um antigo membro do staff dos Rockets chegou mesmo a dizer em público que James Harden nunca ouviu um não antes.
A verdade é mesmo essa e não há como a negar. Consegue ser um exemplo de jogador dentro da quadra, apesar de falhas que evidentemente todos têm (nem todos são como Kobe), mas fora do pavilhão, não está nada perto daquilo que deve ser considerado um exemplo.
Não existe uma offseason em que os rumores de trocas e saída de Harden não apareçam na ribalta, apesar de já todos saberem que é só uma manobra de diversão. É um dos que dá opinião nas grandes decisões da franquia, tanto a nível de jogadores como corpo técnico, tanto em contratações como despedimentos.
Mas uma das últimas gotas foi o quebrar de protocolo relativo à pandemia de COVID-19. James Harden não compareceu nos primeiros dias de treino, pouco antes da época começar no final de dezembro. Afinal, para Harden não tem mal andar em festas repletas de gente sem cumprir o mínimo de regras de segurança no meio de uma pandemia e publicitar isso mesmo nas redes sociais.
Custa genuinamente aceitar como não existe alguém que ponha mão nisto. Mas, no final de contas, ele pode fazer o que quiser. No jogo seguinte marca 50 pontos, faz um triplo-duplo e tudo está bem quando acaba bem.
Em suma, espera-se que 2021 traga um James Harden com mais consciência. Apesar do bom jogador que demonstra ser dentro do pavilhão e do exemplo de jogador inteligente que acaba por ser, que este novo ano traga um novo Harden.
A CRÓNICA: MANTAS DO BANCO AQUECERAM OS PÉS AOS AVANÇADOS
Novo ano, a mesma luta. A Liga não pára e FC Porto e Moreirense FC encontraram-se no Estádio do Dragão para disputar o encontro da 12.ª jornada. Para os cónegos um jogo diferente, com certeza, já que o treinador, César Peixoto, havia sido despedido no dia anterior.
Ao contrário do que muitos previa, o Moreirense não veio ao Dragão apenas defender. Apesar de privilegiarem o aspeto defensivo, os homens de Leandro Pires procuraram sair em transições rápidas com futebol apoiado e remataram mesmo à baliza do FC Porto, só que sem perigo para Marchesín.
Aliás, numa e noutra baliza, registaram-se poucas oportunidades de golo no primeiro tempo. A primeira deu precisamente golo: Corona combinou com Manafá e, quando foi à disputa de bola com Ferraresi, dentro de área, tocou a bola sobre o defesa, que acabou por rasteirar o mexicano. Penalti para Sérgio Oliveira e estava feito o primeiro dos dragões.
Aos 33′, Taremi exagerou no desvio após um passe a rasgar a defesa de Sérgio Oliveira e aos 38′, o mesmo Taremi, respondeu afirmativamente a um cruzamento de Corona, mas acertou na trave, seguindo-se uma nova tentativa de Marega para uma soberba intervenção de Pasinato. O guarda-redes conseguiu, num curto espaço de tempo, levantar-se do chão e voar para impedir que o cabeceamento de Marega acabasse no fundo das redes. Vantagem mínima ao intervalo de uma primeira parte fria, quase tão fria como as minhas mãos a escrever este texto.
Corona, Corona e mais Corona, e Taremi, por vezes. Foi por eles que passou a maior parte do perigo portista na segunda parte. Aos 49′, Taremi isolou Corona, mas o mexicano foi demasiado altruísta a tentar dar o golo a Sérgio Oliveira e Rosic cortou o esférico.
O Moreirense não abdicava de atacar e, num contra-ataque rápido, poderia mesmo ter igualado a partida. Pasinato lançou para Yan, que desmarcou Pires. O brasileiro viu Marchesín fora de posição, cruzou ao segundo poste para Walterson, mas o 77 não chegou para desviar.
No minuto seguinte, voltou Corona a aparecer diante de Pasinato, mas não conseguiu finalizar. Desta vez foi com os olhos na baliza, mas o guarda-redes brasileiro agigantou-se e travou o remate do extremo.
Toni Martínez entrou para o lugar de Marega e mostrou mais trabalho que o maliano. Marcou aos 77′, mas o golo foi invalidado por fora de jogo de 3 centímetros de Taremi na jogada e, aos 87′, faturou novamente, com a ajuda de D’Alberto. Manafá cruzou, Toni Martínez rematou de forma atabalhoada, a bola desviou em D’Alberto e traiu Pasinato.
Houve ainda tempo para Evanilson entrar e faturar. Depois de uma viragem de jogo que só a visão de jogo de Fábio Vieira permite, Sérgio Oliveira assistiu Evanilson, que, no coração da área, desviou a contar para o terceiro dos portistas.
Numa noite fria no Dragão, os suplentes largaram as mantas e mostraram trabalho a Sérgio Conceição ao fecharem o jogo.
A FIGURA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Tecatito Corona – O mexicano foi o jogador em maior destaque ao longo da partida, a par de Taremi. Todo o perigo causado pelo FC Porto nasceu num destes dois jogadores, sendo Corona o mais regular na criação dos lances de maior proximidade à baliza de Mateus Pasinato.
Nahuel Ferraresi – O defesa central do Moreirense não esteve feliz nesta noite. Além de cometer a grande penalidade que deu vantagem ao FC Porto, totalizou seis perdas de posse de bola.
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
Os dragões optaram pelo 4-4-2, com dois extremos puros: Corona e Luis Díaz. Sérgio Conceição não quis mexer no quarteto ofensivo que deu frutos em Guimarães e a opção mostrou-se válida, já que aparecendo por dentro ou mais junto à linha, Díaz e Corona foram os que mais perigo criaram. Taremi, como habitual, apareceu em zonas de finalização mais atrasadas em relação a Marega, que foi procurado sempre na profundidade.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Marchesín (6)
Mbemba (6)
Diogo Leite (6)
Zaidu (6)
Manafá (6)
Uribe (6)
Tecatito (8)
Luis Díaz (6)
Sérgio Oliveira (7)
Marega (5)
Taremi (8)
SUBS UTILIZADOS
Toni Martínez (7)
Evanilson (7)
João Mário (5)
Fábio Vieira (6)
Romário Baró (-)
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
O Moreirense FC apresentou-se desinibido no Dragão e procurou sair a jogar para surpreender o FC Porto. Em 3-4-3, com o veloz Walterson na frente, os homens de Moreira de Cónegos apresentaram-se ,na construção ofensiva, com Fábio Pacheco no meio dos centrais, com os laterais bem projetados e abertos para dar largura e com os extremos a procurarem diagonais mais para dentro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Mateus Pasinato (7)
Rosić (5)
Fábio Pacheco (6)
Ferraresi (4)
D’Alberto (5)
Filipe Soares (6)
Alex Soares (4)
Abdu Conté (5)
Yan (7)
Pires (6)
Walterson (6)
SUBS UTILIZADOS
Ibrahima (5)
Galego (5)
Afonso Figueiredo (5)
David Tavares (-)
Franco (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Porto
Bola na Rede:Hoje os suplentes deram uma boa resposta quando entraram. Qual será a importância destas soluções alternativas num mês tão preenchido como será este de janeiro?
Sérgio Conceição: Não foi só hoje, ainda há bem pouco tempo, contra o Vitória, também deram uma boa resposta, tem sido habitual no nosso grupo os jogadores que entram darem sempre alguma coisa ao jogo. O jogo teve coisas boas e menos boas, ninguém se admiraria se houvesse mais um ou outro golo.
Moreirense FC
Bola na Rede:O Moreirense, apesar desta segunda mudança de treinador, está no nono lugar. Qual o segredo para esta aparente estabilidade na tabela classificativa?
Leandro Pires: Penso que entramos bem no jogo. Foi uma infelicidade do Ferraresi cometer a grande penalidade. Se ao intervalo estivesse 0-0, seria mais justo. Na segunda parte, tentamos a mesma dinâmica, explorar a profundidade, podíamos ter feito um golo, embora o resultado seja desajustado, não é injusto. O segredo prende-se com o o compromisso e trabalho dos jogadores, que é de enaltecer.
A CRÓNICA: O FILHO BOM À CASA TORNA, MAS NEM ISSO FOI SUFICIENTE
Passados dois meses, o Leixões SC voltou a jogar na sua casa. Depois de jogos adiados consecutivamente dado um surto de COVID-19 no clube, tanto em jogadores como em staff, a equipa matosinhense retornou ao Estádio do Mar para defrontar o SC Covilhã, em jogo a contar para a Segunda Liga Portuguesa.
O jogo começou sem grandes oportunidades, mas algo faltoso e agressivo por ambas as equipas. A primeira oportunidade flagrante de golo apareceu aos 18 minutos, onde Avto recebeu a bola às portas da baliza e, por centímetros, não inaugurou o marcador a favor do Leixões. Em jeito de resposta, a equipa visitante também possuiu uma oportunidade golo, dois minutos depois, onde Enoh rematou com força para uma grande defesa de Beto.
Apesar de um jogo bastante focado em posse de bola para ambas as equipas, o Covilhã esteve quase sempre por cima. O culminar disso mesmo foi o cruzamento de Jean Felipe, onde a bola foi telecomandada para a cabeça de Gleison, entrou na baliza de Beto, mas o golo foi invalidado por fora-de-jogo.
O jogo prosseguiu sem mais história, sendo que já era pouca a que existia para contar. A bola não saía do meio-campo e, se alguma vez chegava ao último terço do campo, não chegava à baliza de nenhum dos guarda-redes. Nem os serranos, nem os leixonenses conseguiam ter uma oportunidade verdadeiramente flagrante para alterar tanto o resultado como o rumo do jogo.
Em termos de critério, o Covilhã teve sempre muito mais a nível ofensivo do que o Leixões. As oportunidades de golo para os serranos, apesar de não serem evidentes, surgiam e com algo perigo, mas não foram eram suficientes para inaugurar o marcador. Critério largo foi também o escolhido pelo árbitro João Bento que, num jogo tão faltoso de ambas as equipas, só tirou o cartão amarelo do bolso aos 64 minutos.
A verdadeira oportunidade de golo para os serranos apareceu aos 69 minutos, com um remate à lei da bomba por parte de Gui Inters que obrigou Beto a uma enorme defesa. Passados dez minutos dessa grande oportunidade, o jogo das faltas acabou dentro da área do Leixões. Deivison Borges sofreu uma falta dentro da grande área e João Bento apontou para a marca dos onze metros. Filipe rematou, mas Beto, mais uma vez, salvou a equipa matosinhense de sofrer golo.
O jogo terminou mesmo desta forma. Sem história, sem golo e sem vitória para nenhuma das equipas. O marcador não se alterou e o 0-0 permaneceu até ao final dos 90 minutos.
Beto – Se o resultado se manteve inalterado, deve-se a Beto. O veterano guardião do Leixões fez das tripas coração para salvar a equipa da derrota. Um exemplo dentro de campo e o homem que garantiu o único ponto que a equipa de Matosinhos arrecadou no encontro. Várias foram as defesas, incluindo a de uma grande penalidade.
O FORA DE JOGO
João Eusébio deixa o comando técnico do Leixões.
Os números do treinador de 58 anos, nos 10 jogos, ao leme dos “Bebés”.
— Diário de Transferências (@DTransferencias) January 3, 2021
Jogo sem história – Esperava-se outro fio de jogo. Num encontro onde as duas equipas precisavam indubitavelmente de vencer, não houve a garra suficiente para tal acontecer. Viu-se um jogo muito mais faltoso e agressivo do que propriamente jogado para fazer a diferença no marcador e no rumo que ambas as equipas levam.
ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC
João Eusébio manteve o 4-3-3 algo ofensivo, a nível tático e dadas as individualidades dos jogadores que escolheu para integrarem o onze inicial. O veterano Beto continuou a defenderas redes do Leixões. A linha defensiva manteve-se composta por Brendon, Pedro Pinto, Rafael Furlan e Edu Machado.
O meio-campo permaneceu seguro por Machado, Nduwarugira e Rodrigo, com vista a apoiar Avto e Encada, companheiros do homem mais avançado da equipa de Matosinhos, Nenê.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Beto (7)
Paulo Machado (6)
Pedro Pinto (6)
Rafael Furlan (5)
Jefferson Encada (6)
Nenê (6)
Edu Machado (6)
Nduwarugira (6)
Avto (6)
Brendon (6)
Rodrigo (6)
SUBS UTILIZADOS
Rui Pedro (6)
Kiki (6)
Jota Silva (-)
Jota (-)
ANÁLISE TÁTICA – SC COVILHÃ
Nuno Capucho foi a jogo com um 3-5-2, com um meio-campo bastante compacto. Léo segurou as redes, com uma linha de três defesas composta por André, Jorge Vilela e Joel Vital.
O meio-campo foi uma muralha composta por Enoh, Tiago Moreira, Filipe, Gui Inters e Jean Felipe. Os homens-alvo da equipa visitante foram Gleison e Daffe.
XI INICIAL E PONTUAÇÕES
Léo (7)
André (6)
Filipe (6)
Jean Filipe (6)
Joel Vital (6)
Daffe (6)
Tiago Moreira (6)
Jorge Vilela (6)
Gleison (7)
Gui Inters (7)
Enoh (7)
SUBS UTILIZADOS
Lamine (6)
Deivison Borges (6)
Leo Cá (6)
Inusah (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
LEIXÕES SC
BnR: Uma pequena análise daquilo que foi o jogo, e pergunto também o que falta para alterar o que rumo que a equipa está a levar, dado que não vencem desde novembro?
João Eusébio: Penso que foi um jogo bem disputado, equilibrado e com uma intensidade enorme. Houve momentos em que o Leixões esteve por cima, com uma atitude competitiva diferente e uma imagem diferente. Hoje, os jogadores tiveram uma atitude muito forte, mas também tenho de dar mérito ao Covilhã. Só tenho de ficar orgulhoso com esta cara, com este Leixões, penso que com esta atitude o Leixões vai ganhar mais jogos.
Quando vim para o Leixões, vim como coordenador técnico do futebol e era essa a minha função, sempre foi. Respondendo ao Bola na Rede, é um facto que os primeiros jogos do Leixões levaram a uma mudança de treinador. Temos dois jogos em atraso, temos jogadores que ficaram em confinamento, alguns acusaram o desgaste de 10 e 14 dias em casa. Foi preciso fazermos uma “mini-pré-época” para alguns terem uma melhor performance e equilibrada. O meu cargo era coordenador técnico. É esse cargo que eu ocupo, sempre ocupei e já me vieram dizer que sou mais útil nesse cargo. A partir de hoje, vou ocupar simplesmente o cargo de coordenador técnico e vou deixar o cargo de treinador.
SC COVILHÃ
BnR: Uma análise ao jogo e perguntava-lhe, igualmente, o que faltou para o Covilhã sair deste encontro com os três pontos?
Nuno Capucho: Foi um jogo dinâmico. O jogo foi repartido e tivemos a possibilidade de vencer. Tivemos uma melhor definição no último terço do campo. Os últimos jogos não demonstraram o melhor da nossa equipa: não pressionavam, não criavam ocasiões de golo, não defendia e, assim, tínhamos muito mais dificuldades. Este campeonato é muito competitivo e gostei do jogo.
Ao sprint, no contrarrelógio, a solo ou até em alta montanha. Apesar de atípico, 2020 foi pródigo em grandes momentos no escalão máximo do World Tour de ciclismo, presenteando todos os amantes da modalidade com vitórias simbólicas, estrondosas e frenéticas.
A sociedade entre os termos espetáculo e emoção pôde ser sentida no seu mais alto esplendor em qualquer uma das etapas a seguir mencionadas. Venha daí e relembre cinco vitórias que enalteceram uma temporada inesquecível pelas mais variadas razões.