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NBA | Se não fossem essas lesões, Kristaps Porzingis…

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Kristaps Porzingis. Letónia. Outrora o prodígio dos New York Knicks, agora é o parceiro da estrela dos Dallas Mavericks e da NBA, Luka Doncic.

Porzingis foi o quarto jogador da classe de 2015 que subiu ao palco: “With the fourth pick in the 2015 Draft, The New York Knicks select Kristaps Porzingis”. Foram os primeiros passos do basquetebolista mais alto de sempre, da Letónia e do Balcãs, na NBA. Depois de mais uma época para esquecer, os fãs dos Knicks estavam entusiasmados!

Apesar do entusiasmo dos fãs, houve várias reações em relação à quarta escolha do Draft. A estrela dos Knicks Carmelo Anthony, afirmou que estava com pena do jogador da Letónia pois “está com muita pressão e ainda nem sequer jogou um minuto na NBA”. Por outro lado, o comentador de NBA da ESPN Stephen A. Smith, estava indignado e referiu que saiu das férias para reclamar das escolhas feitas pelo presidente dos Knicks na altura, Phill Jackson. O Stephen A. Smith estava bem enganado em relação a Porzingis.

Na época anterior à chegada de Porzingis, os Knicks tiveram a pior época da história da equipa: 17 vitórias e 65 derrotas em 82 jogos, um péssimo registo para a equipa de New York. Porém, com o jogador da Letónia, os Knicks conseguiram 32 vitórias, mais 15 do que na época anterior.

Apesar de ser de primeiro ano, o jogador com mais de 2 metros demonstrou bons números: jogou 72 jogos e teve, por jogo, 14.3 pontos, 7.3 ressaltos, 1.3 assistências e 1.9 bloqueios. Números que valeram o segundo lugar no prémio ROY (Rookie of the Year), atrás de Karl Anthony-Towns, dos Timberwolves, e um lugar na NBA All-Rookie First Team, fazendo parte dos cinco melhores jogadores novatos.

Ora, na época seguinte, os Knicks tiveram menos uma vitória (31 vitórias) e não alcançaram os playoffs, novamente. Foi a última época de Carmelo Anthony nos Knicks. Estava na hora de Porzingis ser a estrela da equipa.

O começo da época 2017/18 foi formidável para Porzingis e conseguiu uma proeza: o jogador com mais pontos nos primeiros dez jogos da época – 300 pontos, uma média de 30 pontos por jogo. E não é que foi convocado para o NBA All-Star 2018? Estava tudo a correr às mil maravilhas para Kristaps, até ao dia 6 de fevereiro de 2018, num jogo contra os Milwaukee Bucks, no qual Porzingis teve uma rotura de ligamentos do joelho esquerdo. Não estava em condições para jogar no All-Star de 2018 e foi substituído por Kemba Walker.

A notícia da lesão foi devastadora para todos os fãs dos Knicks. O comentador Stephen A. Smith, que já se tornara fã do balcã, também se mostrou irritado com a lesão de Porzingis, uma vez que os Knicks estavam a ter a melhor época desde a sua entrada.

Ele não jogou qualquer jogo na época seguinte para ter uma melhor recuperação. Porém, no decorrer da época e, após uma reunião com o jogador, a direção percebeu que o jogador queria sair e trocou-o para os Dallas Mavericks, num negócio que envolveu vários jogadores. Apesar de não ter jogado por mais de um ano, Porzingis assinou um contrato máximo de 5 anos com os Dallas, no caso dele – 158 milhões de dólares.

Os Mavericks iam começar a época sem o maior nome da história da franchise, que se retirou na época anterior: Dirk Nowitzki. Porém, estes estavam bem servidos com a figura da equipa: Luka Doncic, o Rookie of the Year da época anterior.

A dupla Doncic-Pornzigis foi espetacular para o jovem eslovénio: terminou a época quase a arrecadar um triplo-duplo por jogo, tanto fez parte do NBA All-Star Game e da All-NBA First Team, e foi considerado o quarto melhor jogador da época regular. Para além da presença de outros bons jogadores, Kristaps teve uma ótima influência na equipa.

Os Mavericks alcançaram os PlayOffs e perderam para os LA Clippers, na primeira ronda da Conferência Oeste. Kristaps apenas jogou três dos seis jogos devido a uma lesão no menisco lateral, tendo sido operado ao joelho direito.

Será que Porzingis ainda vai a tempo de singrar na NBA, ou as lesões estão a levar a melhor sobre o jogador de 2,21 metros da Letónia?

Foto de capa: Dallas Mavericks

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Royal Standard Liège x SL Benfica | O historial encarnado contra belgas neste século

Royal Standard Liège e SL Benfica defrontam-se esta quinta-feira, na Bélgica, na sexta jornada do grupo D da Liga Europa. Este jogo opõe os belgas, que conquistaram até ao momento apenas três pontos (e, por isso, já não conseguem avançar na prova), e os “encarnados” de Jorge Jesus, que lutam pelo primeiro lugar do grupo.

COM O APURAMENTO GARANTIDO, AS ÁGUIAS TENTAM FECHAR A FASE DE GRUPOS COM UMA VITÓRIA! SERÁ QUE VENCEM? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O Benfica, com os mesmos 11 pontos do Rangers FC, entra em campo a saber que precisa de fazer um resultado melhor do que os escoceses para poder avançar em primeiro lugar e evitar os “tubarões” que caem da Liga dos Campeões.

Na antevisão para o jogo entre Royal Standard Liège e Benfica, o Bola na Rede apresenta os três confrontos mais marcantes entre “águias” e equipas belgas no século XXI.

Real Madrid CF 2-0 Borussia VfL Monchengladbach: “Senhores Champions” voltam a não vacilar na sua prova favorita

A CRÓNICA: APESAR DA SUPREMACIA DO REAL DE MADRID CF, AMBOS OS EMBLEMAS SORRIRAM

Quando ao início desta Liga dos Campeões se disse que este era o “grupo da morte”, nunca pensámos que pudesse ser tão assim (figurativamente). Chegámos à última jornada e todos tinham hipótese de passar e este era o jogo do “tudo ou nada” para ambas as equipas, mas em função dos resultados na outra partida (Inter de Milão vs FK Shakhtar), poderiam até as duas passar.

A fazer uma época muito abaixo do expectável, o Real Madrid CF tinha de entrar para este jogo no seu modo “Champions” e foi precisamente isso que fez. Aos oito minutos, Benzema numa excelente finalização de cabeça adiantou os “merengues” no marcador e, já nos últimos 15 minutos, a mesma cabeça deu o 2-0. Passividade defensiva do “Gladbach” e começavam a ver a sua vida a andar para trás. Grande primeira parte do Real Madrid CF, a frustrar a ideia de jogo de Marco Rose.

Para mudar o chip, o treinador dos alemães tirou Wendt (de longe o pior em campo) e Embolo (nulidade no ataque) para colocar Zakarya e Lazaro. No entanto, apesar de ter sido uma parte onde o Gladbach conseguiu chegar mais à área adversária, os madrilenos nunca tremeram e até podiam ter ampliado o resultado (chegaram mesmo a enviar dois remates ao ferro). Resultado final: 2-0 e Real Madrid CF no primeiro lugar do grupo.

Ainda assim, fruto do empate no outro jogo, ambas as equipas passaram à próxima fase, o que na minha opinião acaba por ser o mais justo face aos acontecimentos deste grupo.

 

A FIGURA

Real Madrid CF – Os “merengues” ligaram o seu modo favorito: o modo “Champions” e fizeram uma autêntica exibição de gala. Fortes defensivamente, uma pressão alta bem efetuada que condicionou sempre a criação a partir detrás dos seus adversários, e um ataque bem oleado.

Benzema, porque foi a figura mais visível desta vitória ao apontar dois excelentes golos, terá sido o homem do jogo, mas atenção ao jogo de Lucas Vasquez (cada vez mais um lateral de excelente qualidade) e também Modric, a voltar a um nível bastante elevado. Nota ainda para a segurança defensiva que Ramos transmite só por estar presente. Liderança de capitão como há poucas no futebol mundial.

 

O FORA DE JOGO 

Borussia VfL Monchegladbach – Podiam e deviam ter feito mais. Não gosto de escolher jogadores para destacar como o “pior”, porque acima de tudo – este é um caso perfeito disso – se as dinâmicas de equipa não funcionarem, a mesma não carbura. Marco Rose tem culpa, porque não acertou nos jogadores certos, mas algumas unidades tiveram uma produção demasiado baixa (Wendt, Elvedi, Plea, Thuram Stindl, só para mencionar alguns).

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF 

O Real Madrid CF cair para a Liga Europa era quase chocante, então para este jogo, Zidane não inventou: alinhou o seu preferido 4-3-3, com o meio-campo que ganhou várias “Champions” (Casemiro, Kroos e Modric), e o regresso do “rei” Sergio Ramos. Parecendo que não, a sua liderança em campo dá outro tipo de vantagem aos madrilenos.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (6)

Mendy (6)

Sergio Ramos (7)

Varane (6)

Lucas Vasquez (8)

Casemiro (7)

Kroos (7)

Modric (8)

Vinicius Jr. (6)

Benzema (9)

Rodrygo (7)

SUBS UTILIZADOS

Asensio (-)

Arribas (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BORUSSIA VfL MONCHEGLADBACH

Confesso que sou um fã deste Borussia e desde que foi buscar aquele que para mim é um dos mais promissores treinadores da atualidade, Marco Rose, ainda mais. Hoje apresentou-se num 4-2-3-1, com constantes alterações de posição entre os quatro homens mais adiantados. Plea e Thuram, os alas, apareciam muito na área, com Stindl a assumir um papel de construção e Embolo (supostamente o ponta de lança) a cair mais numa das alas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sommer (7)

Wendt (4)

Elvedi (5)

Ginter (5)

Lainer (5)

Kramer (6)

Neuhaus (5)

Thuram (6)

Stindl (5)

Plea (5)

Embolo (5)

SUBS UTILIZADOS

Zakarya (5)

Lazaro (5)

Bénes (-)

Wolf (-)

Herrmann (-)

Olympiacos FC 0-2 FC Porto: Vitória dos Dragões num jogo sem história

A CRÓNICA: SUPERIORIDADE ESTRATÉGICA DO FC PORTO SOBRE UM FRACO OLYMPIACOS

A primeira parte acabou por não ter grande história, com um FC Porto muito rodado. Ainda assim, esperava-se mais do Olympiacos que precisava de pontuar para garantir a qualificação para a Liga Europa.

O jogo até começou de forma prometedora, com um lance polémico na área do Olympiacos logo aos 7’ minutos. Um canto do FC Porto contou com um cabeceamento de Toni Martínez ao primeiro poste, caindo em Felipe Anderson que ao segundo poste consegue cabecear a bola para a barra, surgindo dúvidas se depois a bola não cruzou a linha de golo.

O lance foi ao VAR, mas em vez de ser verificado se a bola tinha entrado na baliza ou não, descortinou-se um penalti depois da bola ter batida na mão de Holebas no cabeceamento de Toni Martínez. O árbitro marcou a grande penalidade e Otávio não desperdiçou, abrindo o marcador aos dez minutos.

Aos 15’, o Olympiacos teve tudo para empatar, depois de um grande passe a rasgar a linha defensiva portista para isolar Masouras que, no frente a frente com Diogo Costa, atirou por cima. Acabou por ser a melhor e única oportunidade da equipa grega no primeiro tempo, que não conseguiu criar grande perigo.

Até ao apito do árbitro para mandar todos para o balneário, nenhuma equipa conseguiu nenhuma aproximação de realce à área adversária. Ainda assim, foi sempre o FC Porto a equipa que mais perigo apresentou, com alguns contra-ataques promissores.

A segunda parte começou com mais domínio do Olympiacos, com algumas boas iniciativas. Fortounis, que entrou logo na primeira parte para tentar trazer mais criatividade ao meio-campo grego, era o mais animado. Conseguiu fazer algumas progressões pelo miolo do campo, criando mais perigo aos 54’ quando depois de passar por alguns jogadores portistas, isolou El Arabi na área. O avançado, que quase não se viu o jogo inteiro, rematou de forma algo frouxa e não conseguiu aproveitar a melhor oportunidade do Olympiacos na segunda parte.

Os gregos continuavam com mais bola, mas sem conseguir criar situações de perigo para a baliza de Diogo Costa, que não teve trabalho nenhum ao longo da partida. O FC Porto ia ameaçando no contra-ataque, mas quase sempre com falhas na definição nas transições ofensivas.

O segundo golo surge exatamente num ataque rápido dos Dragões. Uma bola longa para Luís Diaz que senta de forma impressionante Rafinha, colocando-se em posição para cruzar. Contudo, o passe é cortado e cai nos pés de Uribe na entrada da área. O colombiano remate sem pensar muito e acabou por fuzilar a baliza de José Sá. Estava fechado o marcador.

Ainda houve tempo para Rúben Semedo ser expulso, com uma entrada desproporcionada sobre Luís Diaz para cortar um contra-ataque, que lhe valeu o segundo amarelo.

 

A FIGURA

O FC Porto ia ameaçando no contra-ataque, mas quase sempre com falhas na definição nas transições ofensivas.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Otávio – O jogo não nos presenteou com grandes exibições a nível técnico, mas o jogador que mais se destacou foi, mais uma vez, o médio brasileiro. Otávio continua a ser o jogador mais influente da equipa do FC Porto nesta época. Tanto é fundamental na pressão, como depois é dos jogadores que melhor liga o meio-campo ao ataque. O brasileiro está num grande momento de forma, e tem jogado com uma grande confiança.

 

O FORA DE JOGO

Olympiacos – Os gregos precisavam de pontuar para certificar que se qualificavam para a Liga Europa, mas não parecia que era uma equipa a querer ganhar o jogo. Uma exibição muito frouxa, com pouca qualidade ofensiva e sempre com algumas debilidades defensivas. A equipa de Pedro Martins teve sorte que o Marseille também não conseguiu pontuar, e vai mesmo continuar nas competições europeias.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto alinhou no 4-4-2 que se desdobra num 4-2-3-1 no momento ofensivo. A defender a equipa apresentou um bloco médio, sem a pressão alta que a equipa de Sérgio Conceição nos tem habituado. Apesar de no início até ter tentado uma pressão mais avançada no campo, baixou ao fim de pouco tempo de forma a manter o bloco mais compacto.

Otávio era o jogador que mais se aproximava de Toni Martínez no momento defensivo, mas tinha a liberdade habitual para aparecer em todo o campo no momento com bola. No momento ofensivo, a equipa caía mais no lado direito, com combinações entre Nanú, João Mário, Otávio e Romário. Felipe Anderson também era o extremo que descaía mais no meio, deixando o flanco esquerdo todo para as investidas de Zaidu.

O contra-ataque foi sempre a arma mais utilizada pelo FC Porto, especialmente com João Mário, que nunca conseguiu definir bem as jogadas, e depois com Luís Diaz, que entrou do banco.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (6)

Nanú (6)

Chancel Mbemba (6)

Diogo Leite (7)

Zaidu Sanusi (6)

Marko Grujic (6)

Romário Baró (6)

João Mário (5)

Otávio (8)

Felipe Anderson (5)

Toni Martinez (4)

SUBS UTILIZADOS

 Luís Diaz (7)

Mateus Uribe (7)

Jesús Corona (5)

Malang Sarr(-)

Evanilson (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – OLYMPIACOS FC

O Olympiacos apresentou-se com um modelo de três médios, alternando entre um 4-3-3 e um 4-2-3-1. Sem bola era mais comum vermos um duplo-pivô, sendo que com bola era habitual cair um médio para entre os centrais, para garantir a superioridade numérica face à primeira linha de pressão do FC Porto de Toni Martínez e Otávio.

Contudo, a equipa grega nunca conseguia entrar no bloco defensivo através de passes dos três jogadores mais recuados. Para tentar abrir mais o bloco portista, Pedro Martins avançou mais os laterais, arrastando com eles os extremos do FC Porto. Com isto, conseguia aumentar o espaço entre o ala e o médio desse lado, de forma a que a bola conseguisse entrar nos dos médios mais ofensivos.

Ainda assim, o Olympiacos nunca conseguiu jogar muito entrelinhas, e quando jogava não aproveitava para criar grande perigo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

 José Sá (5)

Rafinha (5)

Rúben Semedo (4)

Pape Abou Cisse (5)

José Holebas (5)

Mohamed Camara (3)

Yann M’Vila (6)

Andreas Bouchalakis (4)

Marios Vrousai (3)

Giorgos Masouras (4)

Youssef El Arabi (3)

SUBS UTILIZADOS

 Kostas Fortounis (6)

 Lazar Randjelovic (5)

 El-Arbi Hilal Soudani (5)

 Ousseynou Ba (-)

SL Benfica 0-5 Chelsea FC: A outra face das competições europeias

A CRÓNICA: A DIFERENÇA DE TER UMA LIGA INTERNA COMPETITIVA

Com o selecionador da seleção feminina, Francisco Neto, nas bancadas do Benfica Campus, não podia ter começado pior a caminhada das encarnadas na sua própria casa, porque apenas dois minutos volvidos e o Chelsea FC já fazia das suas frente ao SL Benfica. A qualidade de Pernille Harder a fazer-se sentir no lado esquerdo, depois o cruzamento passou por todas e ficou com selo para o pé de Kirby marcar o 0-1.

Quando parecia que estava a existir um equilíbrio na partida, aparece mais um murro no estômago. Mas desta vez não era porque não estivessem avisadas, porque as blues são fortes também neste momento do jogo e de um livre: novo golo. Millie Bright apareceu para cabecear e bater novamente Carolina Vilão (0-2).

Já se sabia que este ano as inglesas queriam ganhar tudo e não era para mais. O andamento é totalmente outro e quem tinha dúvidas aqui está a resposta da FA, a federação inglesa. De novo, uma grande jogada a envolver quase todas as jogadoras das blues e depois o passe foi de Reiten para, mais uma vez, o pé de Kirby fazer a diferença, ficando o placar a mostrar 0-3.

Se as bolas paradas pudessem falar, certamente, diziam “É GOLO DO CHELSEA!” (sim, em caps lock, porque era mais do que evidente). Do pé os passes de Reiten já tinham um destino sempre fixo e iam lá sempre parar as bolas. Quem mais viria marcar o golo? Pernillie Harder. Estava à procura do mágico golo – o seu primeiro na competição – e já o fez. Era com um 0-4 que se recolhia ao intervalo.

A diferença estava plasmada em campo e as encarnadas iam tentando contornar o poderio das londrinas. Contudo, nem a sorte estava do lado do SL Benfica, pois de um corte a bola foi direitinha para Beth England e a jogadora fez o golo de uma forma gélida tal e qual como o seu nome indica um país com condições atmosféricas semelhantes. Apesar da expulsão de Ucheibe, o Chelsea ainda teve muitas oportunidades, mas a bola nunca mais entrou em nenhuma das balizas.

A eliminatória da UEFA Women’s Champions League acabou de ter os primeiros 90 minutos e faltam agora mais 90 e desta vez em Terras de Sua Majestade. Contudo, resta poucas duvidas quanto à equipa apurada, o Chelsea FC, que demonstrou que é também a mais poderosa. Uma vitória justa e as londrinas mostram aqui a toda a sua concorrência europeia que este ano não é para brincar. Quanto às encarnadas, têm ainda uma imagem do Seixal para tentar apagar, mas agora em Londres.

 

A FIGURA

Fran Kirby – A par de Guro Reiten – que fez um hat-trick de assistências, foi a melhor jogadora em campo, mas vou escolher aquela mais mais diferença fez a nível de golos. A capacidade de estar constantemente em jogo e de fazer a diferença foram fundamentais neste jogo contra o SL Benfica. Continuava a mostrar a mesma vontade em cada lance que disputava e foi importante com dois golos na partida.

 

O FORA DE JOGO

Andreia Faria – A internacional portuguesa não entrou bem no jogo e foi pelo seu lado que acabou por surgir o primeiro golo das inglesas na partida. Já no aquecimento a jogador não se mostrava nas melhores condições e mostrou esse “mau dia” em campo. Acabou por ser substituída ainda no decorrer da primeira parte, quando já aparentava algum cansaço.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Luís Andrade seguiu aquela que é uma das regras máximas do Futebol “equipa que ganha não se mexe”. É o mesmo 4-3-3 que se apresentou na Bélgica frente ao RSC Anderlecht e as encarnadas estavam prontas para tentarem ter um meio campo coeso e também uma defesa que pouco espaço daria às inglesas. A tática encarnada não ia fugir muito daquilo que tem apresentado na Liga Portuguesa, apenas com a condicionante de que aqui não iria ser dominadora em quase nenhum aspeto.

Havia claros momentos, principalmente a nível ofensivo, as encarnadas acabavam por se apresentar num 4-4-2 com Nycole e Cloé Lacasse a serem as jogadoras mais avançadas. A nível defensivo, Luís Andrade pareceu adotar esta tática assim que viu a disposição das inglesas em campo. Com a expulsão de Ucheibe, as encarnadas tiveram de ser mais combativas e ter mais entre-ajuda defensiva com um sistema de 4-4-1, onde Ana Vitória acabou por ocupar a posição da jogadora expulsa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Carolina Vilão (5)

Ana Seiça (5)

Sílvia Rebelo (5)

Carole Costa (5)

Catarina Amado (7)

Pauleta (6)

Christy Ucheibe (3)

Andreia Faria (3)

Ana Vitória (5)

Cloé Lacasse (6)

Nycole Raysla (4)

SUBS UTILIZADAS

Beatriz Cameirão (6)

Francisca Nazareth (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CHELSEA FC

No último encontro para a Liga Inglesa, as blues apresentaram-se num sistema tático de 3-4-3, contudo, em Portugal as britânicas apresentaram-se num 4-4-2. Para este jogo em Lisboa houve três alterações na equipa inicial que defrontou o West Ham United FC. Millie Bright, Guro Reiten e Sophie Ingle entraram, sobretudo, para encaixarem nas posições defensivas (no caso de Bright) e também a meio campo, as restantes duas jogadoras.

O 4-4-2 das blues tinha como grande motor de ligação entre a defesa e o ataque com Ingle e Ji, que faziam a total diferença. As trocas surtiram muito efeito no 11 inicial das inglesas, visto que as duas jogadoras acabaram por marcar daquelas que entraram. De destacar a importância que Guro Reiten está a ter no processo ofensivo das blues, sendo que a bola acabava sempre por passar pela jogadora norueguesa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ann-Katrin Berger (6)

Maren Mjelde (5)

Millie Bright (7)

Magdalena Eriksson (6)

Jonna Anderson (5)

Ji So-Yun (8)

Sophie Ingle (6)

Fran Kirby (9)

Guro Reiten (7)

Pernille Harder (8)

Bethany England (7)

SUBS UTILIZADAS

Jessica Carter (6)

Maria Thorisdottir (5)

Niamh Charles (5)

Erin Cuthbert (5)

Jessie Fleming (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL BENFICA

BnR: Quando havia a pressão das jogadoras do meio campo, o Chelsea aproveitava para lançar as suas jogadoras nas costas ou para aparecerem entrelinhas. Acredita que esta falha foi preponderante durante todo o jogo e se é aquela que é principal para corrigir para o próximo jogo?  

Luís Andrade: São dinâmicas que o Chelsea tem e que tem jogadoras muito inteligentes. Nós tentámos analisar aquilo que era a equipa do Chelsea, mas aquilo que trabalhamos em campo normalmente não acaba por sair da mesma maneira em campo. É algo complicado. Ainda assim, concordo com aquilo sobre as entrelinhas e nós acabámos por abrir muitos espaços entrelinhas e depois quando essas bolas entravam estávamos muito desprotegidas. De qualquer maneira, como já disse, é preciso trabalhar. É uma análise que vamos fazer depois deste jogo e depois corrigir aquilo que fizemos neste jogo.

Sílvia RebeloMelhores declarações

«Sabíamos que íamos apanhar uma grande equipa e tínhamos de adiar o golo. o golo não intranqualizou a equipa. surgiram dois golos de bola parada e não pode acontecer. demos o melhor de nós neste jogo».

«o problema esteve na equipa toda. temos muito trabalho a fazer e os nossos adeptos têm de estar orgulhoso de nós, porque daqui para a frente haverá muitas vitórias».

«Precisamos destes jogos [importantes] todos os fins de semana, mas não sendo possível [em Portugal] temos de trabalhar de outra maneira. Esta semana, vamos trabalhar da melhor maneira para nos apresentarmos bem em Inglaterra [na segunda mão]».

«Temos que estar habituadas a jogar contra uma ou a duas avançadas. É uma aprendizagem e há uma longa caminhada para conseguirmos chegar ao patamar que está, neste momento, o Chelsea».

CHELSEA FC

Emma HayesMelhores declarações

«Temos jogadoras capazes coletivamente de produzir bons momentos e de criar grandes oportunidades em frente à baliza. Acredito que a grande diferença entre as duas equipas foi a frieza que as duas tiveram em frente à baliza».

«Agora a diferença entre as equipas na Liga dos Campeões está muito mais pequena e isso notou-se no jogo de hoje. Estou impressionada com o que está a evolução que o futebol português está a ter».

Mercado | O que esperar do Sporting Clube de Portugal?

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O mês de janeiro é, para o futebol europeu em particular, um período decisivo nas contas dos campeonatos nacionais. Além disso, reabre o sempre entusiasmante mercado de transferências, que volta a agitar dia a dia dos clubes. No próximo mês, Frederico Varandas terá uma nova oportunidade para ganhar alguns pontos com os adeptos, não podendo falhar, já que a contestação continua, apesar do bom momento da equipa.

No caso do Sporting CP, e apesar dos resultados muito acima do que era esperado, o banco de suplentes precisa de ser reforçado e na equipa titular surgem algumas posições identificadas para receber possíveis reforços neste mercado de janeiro. A posição mais necessitada seria, sem dúvida, o centro do ataque. Sem uma referência goleadora desde a saída do holandês Bas Dost, os leões já apostaram em Luiz Phellype e Andraz Sporar, mas nenhum deles realmente convenceu.

Chegou-se a falar do regresso de Slimani, outra grande figura dos leões neste século, mas a vinda do argelino não se concretizou. Paulinho, avançado do Sporting Clube de Braga, é outra opção forte para a equipa de Rúben Amorim. O jovem treinador conhece-o bem, assim como o avançado de 28 anos conhece a Liga NOS, pelo que poderia ser uma boa aquisição para o imediato.

No setor mais recuado, paira neste momento a dúvida sobre Luís Neto. Tido como ‘’patinho feio’’ por grande parte dos sportinguistas, a realidade é que tem melhorado de jogo para jogo, apesar das suas claras limitações em certas facetas do jogo, como na construção a partir de trás. No entanto, a sua capacidade de liderança é algo importante a ter em conta, evidenciada em momentos mais complicados para o Sporting CP, uma equipa bastante jovem e que precisa de referências no balneário.

Por outro lado, Eduardo Quaresma, um dos jogadores mais promissores do plantel, teima em afirmar-se definitivamente na equipa principal dos leões, pelo que fica a dúvida de quem deveria atuar no lado direito da defesa. No verão, Lyanco foi apontado como um dos possíveis reforços, mas o defesa-central brasileiro do Torino acabou por ficar em Itália, onde tem sido titular.

Desde o início do seu percurso como leão, Luís Neto ainda não conseguiu reunir consenso quanto às suas performances
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Quanto a Paulinho, ficou, renovou e continuou a jogar pela equipa de Carlos Carvalhal. Ainda assim, é importante lembrar que o mesmo terá feito força para sair para o Sporting CP no último mercado, até porque quando um jogador de um clube como o SC Braga recebe uma proposta de um clube com a grandeza do Sporting CP, e independentemente da situação de ambos os clubes, o clube de Alvalade será sempre mais apetecível, quer a nível financeiro, quer a nível de visibilidade – e no caso de Paulinho, teria em conta uma possível convocatória para o Campeonato da Europa do próximo ano,  – que seria mais fácil de conseguir a jogar pelos leões.

Noutra perspetiva, será interessante verificar se Antunes ficará ou não em Alvalade – Matheus Reis já estará, em princípio, a caminho – e Nuno Mendes dificilmente perderá a titularidade para o brasileiro. O colombiano Cristián Borja não tem convencido e poderá também ser transferido, já que esteve a um passo de rumar ao Palmeiras de Abel Ferreira há relativamente pouco tempo.

No outro lado da defesa, Stefan Ristovski está afastado desde o início da nova época e dificilmente voltará a jogar de leão ao peito. O lateral macedónio, apesar de estar em bom plano pela sua seleção, não faz parte dos planos de Rúben Amorim, pelo que será obrigatório para o Sporting CP fazer um bom encaixe financeiro por um jogador internacional e com algum mercado.

Será também interessante ver o que futuro reserva para Gonzalo Plata. O jovem equatoriano, apesar do enorme potencial, ainda não se afirmou no Sporting CP, principalmente no esquema de Rúben Amorim. Ao serviço da seleção do Equador, tem brindado os equatorianos com grandes exibições, pelo que o seu caso no Sporting CP é algo estranho. Um empréstimo de dois anos a um clube estável do nosso campeonato, tal como aconteceu com João Palhinha, poderia ser uma opção a considerar num eventual negócio com o Braga por Paulinho.

Por fim, Renan Ribeiro, Bruno Gaspar, Tiago Ilori, Rafael Camacho, Ivanildo Fernandes e Lumor, todos eles afastados, serão outros jogadores a serem colocados. Será importantíssimo para o Sporting CP fazer um bom encaixe com estes ativos, dada a atual situação financeira do clube, que não é das melhores, de acordo com o último Relatório & Contas. Veremos o que janeiro nos reserva e esperemos que seja melhor do que o do ano passado.

Liga Espanhola com novo “Rey” à vista

A Liga Espanhola já teve melhores dias. Para lá dos reinados de Messi e CR7, tivemos o rolo compressor catalão de Guardiola e os Galáticos de Madrid. A ideia que se impôs foi de que Real Madrid CF e FC Barcelona dominam a principal competição de clubes espanhola há muito tempo e que seria impossível inverter essa tendência.

A exceção que suporta esta regra foi o título do Atlético de Madrid em 2013/14, o único vencedor que não blancos e blaugranas desde 2003/04 (Valencia CF). Ao que tudo indica, este ano teremos nova exceção e as razões apontadas já são muitas e os pontos de vista conseguem ser os mais díspares possíveis.

Desde logo, a perda das estrelas dos grandes clubes originou pequenos focos de crise e que ameaçam juntar-se numa verdadeira crise de resultados, de títulos e, no limite, de identidade dos próprios clubes. Os catalães, que precisavam de um verdadeiro ponta de lança há várias épocas, ficam ainda mais desfalcados sem Suarez na frente de ataque, entregando quase por completo a produção ofensiva aos ombros de Messi.

O astro argentino, que naturalmente entra numa fase da carreira onde simplesmente não lhe é possível continuar a marcar 40 ou 50 golos por época, é também vítima da organização do clube catalão. Em tempos, a equipa montada em redor de Messi acrescentava, além de qualidade, liderança, criatividade e garantia a mentalidade e identidade tão evidente em Cruyff e Guardiola.

As jovens estrelas, como Fati, Trincão, Pedri, de Jong ou Dembelé podiam fazer prever um futuro risonho na Catalunha, mas a instabilidade no comando técnico e uma deriva tão grande na forma de jogar ameaçam o crescimento dos prórpios e a conquista de títulos no imediato.


Na capital, o campeão em título também não se encontra na melhor forma, bem longe disso. A partida de Cristiano Ronaldo foi a última pedra a desmoronar num castelo em ruínas. As vitórias acontecem, os títulos vão sendo ganhos, mas é cada vez menos um gigante dentro das quatro linhas. A ideia de que com maior ou menor dificuldade os madridistas venciam tem-se esbatido; valiam decisões questionáveis da arbitragem e um bis ou um hat trick de Ronaldo.

Mesmo os treinadores eram quase irrelevantes, sentia-se que com maior ou menor qualidade se punha a máquina blanca a funcionar. Tudo isto leva a um claro enfraquecimento dos maiores clubes espanhóis, com influência direta e total na qualidade de jogo e que apenas se “salva” pelos rasgos individuais de genialidade. Aliás, esse é um dos poucos aspectos que ainda seguram a La Liga como uma das melhores do mundo.

Se a isto acrescentarmos a melhoria significativa do Atlético de Madrid na Liga Espanhola, teremos novo campeão à vista. Diego Simeone teve um papel fundamental no “upgrade” que os colchoneros tiveram e que realmente os coloca, definitivamente, como candidatos ao título logo à partida.

A perda de Griezmann não foi sentida em demasia e o mercado de transferências foi muito bem utilizado; volvidos dois anos, os rojiblancos atacam o campeonato com Félix, Diego Costa, Vitolo, Diego Costa e Lemar. Qualidade e sentido de golo mais do que suficiente.

Na baliza continua um dos melhores guarda-redes do mundo, a defesa é bem sólida e agressiva e o meio campo beneficia de Kpke e Saúl mais maduros, mais capitães. Nesta altura, com 10 jogos disputados e com duas partidas em atraso, acumulam 26 pontos, mais seis que Real Madrid CF (que podem ser nove) e mais 12 do que FC Barcelona.

São o segundo melhor ataque (21 golos contra os 22 da Real Sociedad), a melhor defesa (dois golos sofridos) e a única equipa sem derrotas. Luis Suárez já leva cinco golos e João Félix parece estar de volta àquela forma que vai justificar o investimento; cinco golos no campeonato e três na Liga dos Campeões, num total de 15 jogos.

O início prometedor da equipa de Simenone, aliado às crises de blaugranas e blancos, catapultou-a para o primeiro lugar, à frente dos surpreendentes Real Sociedad e Villarreal CF. Real Madrid CF segue no quarto posto e o FC Barcelona, já com dois empates e quatro derrotas, surge afundado no décimo posto. Vivem-se tempos de mudança na Liga Espanhola.

Football Manager 2021 | 6 desafios para a tua Quadra Natalícia

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Imagina o seguinte cenário: véspera da noite de Natal. Família reunida na sala, enfartados com a ceia, a discutir futebol e política já com três copos de vinho e um digestivo no sistema. Se tivessem que escolher entre participar na discussão regada ou refugiarem-se no quarto a jogar Football Manager 2021, começariam um save com quem?

Apresentamos seis desafios aos nossos leitores, com o objetivo de ser campeão, catalogados nas seguintes dificuldades: Muito Fácil, Fácil, Normal, Difícil e Muito Difícil com uma ronda bónus para quem gosta de gerir o destino de um clube na mó de baixo.

 

1. FC Barcelona – Muito Fácil

Football Manager 2021

Orçamento Inicial: 10 milhões de euros para transferências

Desafio Football Manager 2021: Campeão

Sugestão de reforço: Ponta de Lança

O Barcelona passa neste momento por uma fase conturbada e de restruturação. Com várias contratações multimilionárias falhadas, órfã de um Ponta de Lança de classe mundial com a saída hedionda de Luís Suárez mas ainda assim dotada de enorme potencial com jovens como Dest, Fati, de Jong ou Trincão, este desafio será o mais fácil.

Jogador Chave: Leo Messi

Football Manager 2021

Primeira Liga | As 5 melhores exibições da 9.ª jornada

Com um total de 27 golos marcados, a nona jornada da Primeira Liga destaca-se como a segunda com mais golos até ao momento do campeonato. Nela, presenciámos o maior placar da prova até ao momento (o 4-3 no Dragão), bem como perdas de pontos surpreendentes de dois dos quatro primeiros classificados.

No extremo inverso da tabela, nota para o abandono das posições de despromoção por parte do SC Farense, emblema que, até ao momento, tinha terminado todas as jornadas nesta posição aflitiva.

Por outro lado, CS Marítimo assume agora a lanterna vermelha, fruto de uma sequência de seis jogos para o campeonato sem conhecer o sabor da vitória.

Posto isto, é altura de analisar a ronda de forma individual, elegendo, assim, as cinco melhores exibições da nona jornada da Primeira Liga.

Menções Honrosas: Rafael Barbosa (CD Tondela), Moussa Marega (FC Porto), Gilberto (SL Benfica), Oleg Reabciuk (FC Paços de Ferreira) e Ryan Gauld (SC Farense)

O regresso inesperado de Mark Cavendish à QuickStep

O regresso do sprinter britânico Mark Cavendish à formação belga, Deceuninck Quick-Step, está consumado, onde já tinha estado no passado, entre as épocas de 2013 e 2015, mas sobre os nomes de Omega Pharma-QuickStep e Etixx-QuickStep. O ciclista esteve perto de abandonar, mas sentiu que não podia deixar o seu legado através da porta pequena.

É um dos melhores sprinters de todos os tempos, mas já vai longe do auge da sua carreira. Aos 35 anos, o ciclista abandona a equipa Bahrain-McLaren para ingressar numa casa que bem conhece.

“Estou tão feliz em juntar-me à Deceuninck-QuickStep, que nem consigo explicar. Eu nunca escondi o meu afeto pelo tempo que já tinha passado aqui e, para mim, sinto que é, realmente, um regresso a casa”, disse Cavendish em comunicado divulgado pela equipa.

“Para além do incrível grupo de corredores, mal posso esperar para recomeçar a trabalhar com o staff, a maioria dos quais estiveram aqui durante a minha primeira passagem, e fizeram parte de um dos períodos mais bem-sucedidos da minha carreira, uma era da qual me orgulho imenso.”

“Mesmo com uma época extremamente difícil e perturbada, este ano, eles mostraram como são fortes e unidos, e eu espero acrescentar algo mais à equipa. Mal posso esperar para estar de volta ao Wolfpack”, referiu o britânico.

O “Manxman” no período que esteve na equipa, acabou por alcançar 44 triunfos, em três temporadas! No total, ao longo da sua vasta carreira, conquistou 146 vitórias, 48 em Grandes Voltas, com a Volta a França a ser o seu terreno predileto, com 30 triunfos, números impressionantes! É o oitavo ciclista com mais vitórias de sempre! Sendo que, dos ciclistas ativos, apenas o alemão André Greipel tem mais triunfos que Cav.

A oportunidade que Patrick Lefevere está a dar a Cavendish é de realçar, visto que o corredor já não vence desde fevereiro de 2018. Esta época, na equipa Bahrain-Mclaren, a sua melhor classificação em etapas foi um modesto 12.º posto, no Tour da Polónia, em 37 dias de competição. O britânico também já tem um histórico considerável de lesões e doenças, que acabaram por arredá-lo de competição.

“Nós e o Mark partilhamos muitas memórias bonitas, e temos uma história que remonta há vários anos. Durante o seu período de três anos com a equipa, ele não se limitou a reivindicar dezenas de vitórias para o coletivo, mas também mostrou ser um espantoso ciclista de equipa, ele é incrivelmente dedicado! Nós estamos felizes por tê-lo de volta à nossa família, uma vez que ele é um líder e traz consigo uma grande experiência, que pode partilhar com os nossos jovens corredores, mas ao mesmo tempo estamos confiantes que ele ainda tem algo para dar à equipa”, disse o responsável máximo da equipa, Patrick Lefevere.

Este ano, o ciclista não teve os melhores dias em cima da bicicleta, e houve mesmo o rumor que iria abandonar no final da temporada. Esta oportunidade é excelente para poder despedir-se em grande do ciclismo, no escalão máximo (WorldTour), e na melhor equipa do Mundo. Até agora, a equipa só tem duas contratações, com Josef Cerny e Cavendish a reforçarem um roster de excelência.

A equipa está, apenas, disposta a fazer, contratações cirúrgicas, porque em equipa que ganha, não se mexe! A formação belga já dispunha de Sam Bennett, Alvaro Hodeg e de Fabio Jakobsen (lesionado) para os sprints, agora fica com mais uma opção válida para as chegadas mais rápidas. E se há equipa que pode fazer o “Míssil” britânico voltar às vitórias, fazendo jus à sua honrosa carreira, é a Deceuninck Quick-Step.