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USC Paredes x SL Benfica | As 6 estreias de Jorge Jesus na Taça

A festa da Taça, interrompida pelo vírus que teimosamente continua alapado às nossas vidas, teria no USC Paredes x SL Benfica uma boa oportunidade de assistir a novo episódio, se tivermos em conta a fase negativa que os encarnados atravessam.

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Porém, as visitas dos encarnados à sede dos clubes de divisões inferiores serão sempre motivo de orgulho e entusiasmo, constituindo momentos de verdadeira catarse depois de anos e anos de espera e marcos históricos para vilas e localidades, onde a alegria de ver os craques da televisão se conjuga com a ambição de ser “Tomba-Gigantes” e escrever a letras douradas o nome na extensa lista de Davides que derrubaram Golias.

Há, num passado que reuniu por uma única vez USC Paredes e SL Benfica – em 1984-85, nos quartos-de-final – a intenção de vingança por parte dos nortenhos, já que foi nessa ocasião esmerada a melhor classificação de sempre, sonho que terminou aos pés dos homens de Sven Goran Eriksson. Manniche, Wando e Néné construiram o 3-0, jogado em Penafiel.

Nunca mais foi alcançada fase tão evoluída. Houve incursões interrompidas por confrontos com clubes de Primeira Liga, “grandes” inclusive, sem nunca existir surpresa maior: a visita do FC Porto em 1989-90 (0-5), a estrondosa derrota no Bessa em 1999-00 (8-2) e a viagem até Alvalade, em 2005-06 (2-1), jogo que marca o início de recorde negativo – desde aí que a terceira eliminatória não é ultrapassada.

É precisamente no ano seguinte, em 2006-07, que Paredes e Jorge Jesus se encontram pela primeira e última vez, resultando em vitória esforçada (2-4, apenas no prolongamento), daquele Belenenses que o técnico levaria à final da competição.

Nesta temporada, as coisas têm corrido bem aos homens de Eurico Couto, técnico de 35 anos, que já levou a sua equipa a ultrapassar duas eliminatórias. Castro Daire (1-0) e São Martinho (1-2) foram vítimas da competitividade do terceiro classificado da Série C do Campeonato Nacional de Seniores, onde assume sem problemas o estatuto de candidato à subida.

Este sábado (21h15), não terá tambem problemas de assumir papel de carrasco a uma debilitada equipa encarnada que procura retomar a boa forma depois três jogos consecutivos a sofrer tripla de golos: um cenário que, a repetir na Cidade Desportiva de Paredes, obrigaria a equipa a redobrada dose de competência na finalização – que, até agora, não foi ainda observada.

Seguindo esse raciocínio, e não descurando quaisquer hipóteses quanto ao desfecho da partida, não reunimos as goleadas encarnadas em estreias da Taça de Portugal nem, pelo contrário, as ocasiões onde o Benfica foi surpreendido à primeira. É mais sensato compilar as estreias de Jorge Jesus e encontrar paralelismos nos contextos de cada época, na procura de perceber o que esperar do jogo inaugural de 2020-21.

NBA Draft 2020: Os 3 principais destaques

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A pandemia, mais uma vez, colocou alguns constrangimentos no fluxo natural da NBA. Com isto, o Draft não permitiu o «clássico» cumprimento de mão dos jovens atletas ao comissionário Adam Silver, nem permitiu aos 60 atletas que estivessem todos reunidos no mesmo local. As notícias, de resto, eram recebidas através dos estúdios da ESPN, dentro da residência de cada um.

Apesar de todas as particularidades “esquisitas” deste Draft, a sua essência não se entorpeceu e as surpresas foram várias. Lê aqui, os três principais destaques do Draft deste ano.

Foto de capa: NBA

Miguel Albuquerque | A saída do Diretor Geral das Modalidades

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O Sporting CP anunciou a rescisão de contrato com Miguel Albuquerque. O ex-Diretor Geral das modalidades despediu-se do clube de Alvalade, 20 anos depois de ter exercido o seu primeiro cargo.  

Antes de começar a minha análise, queria deixar bem claro que me vou limitar a escrever apenas e só sobre o seu trabalho enquanto profissional no Sporting CP. As questões pessoais que levaram ao seu litígio com a Direção verde e branca não vão merecer a minha opinião. 

Miguel Albuquerque chegou ao Sporting CP na temporada de 2000/2001 para reforçar o gabinete do futsal leonino, onde foi o responsável pela estatística e observação na equipa técnica. Depois de ter sido promovido a Secretário Técnico e Diretor Desportivo do departamento, foi convidado a assumir a Diretoria Geral do futsal do Sporting CP, em 2011. Ao longo de sete temporadas, Miguel Albuquerque ajudou a conquistar cinco Campeonatos Nacionais, quatro Taças de Portugal, cinco Supertaças, duas Taças da Liga e quatro Taças de Honra. 

Já em 2018, após a vitória de Frederico Varandas nas eleições presidenciais do clube, Miguel Albuquerque subiu ao cargo de Diretor Geral das Modalidadesonde contribuiu para que o Sporting CP vencesse cinco títulos europeus nas modalidades de futsal, hóquei em patins, judo, atletismo e goalball.

Miguel Albuquerque foi demitido por alegados atos de violência doméstica.
Fonte: Sporting CP

Em outubro de 2020, foi suspenso de todas as atividades do seio leonino, tendo mesmo acabado por rescindir no mês de novembro.

Não pondo em causa os motivos que levaram ao seu despedimento, que com certeza serão incompatíveis com o cargo que desempenhava, penso que é clara a ideia de que o Sporting CP perdeu um profissional competente e que trouxe muito sucesso à vida do clube. Destaco o grande trabalho que Miguel Albuquerque desempenhou enquanto responsável pelo futsal. As bases que construiu, mesmo em épocas em que o Sporting CP estava muito mal financeiramente, permitiram ao clube ser um dos melhores do mundo na modalidade, tendo alcançado o tão esperado título de campeão europeu. 

Para que o ecletismo do Sporting CP perdure por muitos anos, é necessária a contratação de um profissional com as qualidades de Miguel Albuquerque para o futuro responsável pelas modalidades. Apenas desta forma, conseguiremos alcançar a glória. 

FC Porto 8-3 HC Braga: Dragões aproximam-se do topo

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A CRÓNICA: BOM JOGO COLETIVO DÁ GOLEADA

Esta quinta-feira realizou-se o duelo em atraso da quarta jornada do Campeonato de Hóquei em Patins, entre o FC Porto e HC Braga. Duas equipas que, até ao momento, estão aquém na classificação atual da competição.

Os azuis e brancos entraram fortes e puseram-se cedo em vantagem. Antes dos três minutos, Gonçalo Alves inaugurou o marcador de livre direto. No entanto, os visitantes responderam também de bola parada. Na conversão de uma grande penalidade, Ângelo Fernandes bateu Xavier Malián e voltou a empatar a partida. Gonçalo Alves viria a bisar ainda na primeira parte na sequência de um penálti.

O domínio do FC Porto continuava e acabaram por alargar a vantagem no marcador, ainda antes do intervalo. Rafa e Ezequiel Mena finalizaram duas boas jogadas de envolvimento coletivo e fizeram o terceiro e quarto golos do FC Porto no Dragão Arena.

A segunda parte chegou, mas o FC Porto não tirou o pé do acelerador 5-1. Só com Leonardo Pais pela frente, Xavier Barroso fez um golo de belo efeito ao picar a bola por cima do guardião forasteiro. Já a meia dúzia saiu do stick de Gonçalo Alves, que chegou ao hat-trick, o primeiro de bola corrida. Nos últimos minutos, o HC Braga ainda reduziu de 6-1 para 6-3, mas os anfitriões restabeleceram a diferença de cinco golos.

Vitória justa para o FC Porto que fica em terceiro lugar a um ponto do Benfica e do Sporting (menos um jogo realizado).

A FIGURA

Fonte: FC Porto Sports

Gonçalo Alves – O avançado do FC Porto esteve exímio nas bolas paradas e nas combinações com os colegas e que resultaram em vários tentos. Essencial na goleada, acabou por fazer um hat trick.

O FORA DE JOGO

Defesa do HC Braga – É verdade que o FC Porto apresentou uma boa dinâmica no ataque. No entanto, a defensiva bracarense devia ter feito melhor, através do aumento de pressão sobre o ataque portista e do melhor posicionamento dos jogadores. O treinador Hugo Azevedo tem muito trabalho ainda para fazer.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, os dragões tentaram apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Com um jogo assente na troca incessante de passes entre jogadores, conseguiram ferir o adversário através de várias combinações.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Xavi Málian (7)

Xavi Barroso (7)

Reinaldo Garcia (7)

Gonçalo Alves (8)

Rafa (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Tiago Rodrigues (-)

Mena (7)

Zé Miguel (-)

Cocco (7)

Poka (6)

ANÁLISE TÁTICA – HC BRAGA

O HC Braga apostou em contra-ataques rápidos para chegar ao golo. No entanto, a defesa acabou por não conseguir lidar com as rápidas combinações entre os jogadores adversários e acabou sendo goleado.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Leonardo Pais (6)

António Trabulo (7)

Diogo Seixas (6)

Gonçalo Meira (6)

Ângelo Fernandes (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Gabriel Costa (-)

 Carlos Loureiro (6)

Miguel Moura (6)

Ciocale (6)

Afonso Lima (6)

Foto de capa: FC Porto Sports

Melhor 11 combinado do século XXI entre AS Mónaco e PSG

Como forma de antevisão à partida correspondente à décima primeira jornada da liga francesa, apresentamos um “onze” no esquema tático 4-2-3-1, constituído por elementos que representaram umas das equipas, ou ambas, e que se destacaram nos respetivos plantéis. De todos os jogadores incluídos nesta lista, são apenas três que ainda atuam por umas destas equipas, sendo neste caso, três atletas do PSG.

É O JOGO GRANDE DA SEMANA EM FRANÇA. O AS MÓNACO TENTA CONTRARIAR O FAVORITISMO PARISIENSE E PROCURA NOVO TRIUNFO. SERÁ QUE VENCE? APOSTA JÁ NA BET.PT!

A equipa da capital francesa parte para este encontro isolada no primeiro posto da tabela classificativa, com 25 pontos, enquanto o AS Monaco, que jogará em casa, ocupa a sexta posição do campeonato, com 17 pontos, encontrando-se em igualdade pontual com o OGC Nice, Montpellier HSC e Olympique Lyonnais.

Marega, Otávio e Sérgio Oliveira – O atraso das renovações

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O núcleo duro de jogadores está em perigo, Pepe deu o mote para o começo de negociações para a renovação de mais jogadores. Marega, Otávio e Sérgio Oliveira parecem ser aqueles que se seguem. Anteveem-se momentos de tensão, dúvida e muito suspense para a direção e, ainda mais, para os adeptos que não querem ver os melhores jogadores a ir embora sem recompensar financeiramente. O trio, a partir de Janeiro, está livre para assinar por qualquer clube.

Ao FC Porto, esta situação compromete todo o projeto desportivo para a temporada presente, na medida em que a equipa continua a lutar por todas as competições em que está inserida. Eventualmente, a direção pode vir a analisar propostas lucrativas para ambas as partes, contudo, nesta fase parece arriscado libertar jogadores com tanta influência no terreno de jogo e dentro do balneário.

A situação financeira débil do clube pode complicar as negociações, visto que os atletas em questão pretendem receber mais de um milhão de euros limpos pela extensão dos contratos. Neste caso, a Liga dos Campeões é essencial para conseguir liberdade bancária, garantir a passagem aos oitavos de final garante cerca de dez milhões de euros livres, sendo assim possível atacar as negociações com mais argumentos para aliciar os jogadores com quantias mais avultadas.

Sérgio Oliveira parece ser o mais fácil de convencer, pois o amor pelos dragões pode falar mais alto, ele que aos 28 anos é um pilar portista. A preponderância que demonstra é à medida com o salário que pede, 1.5 milhões e um contrato de longa duração.

Para persuadir Marega o salário pode não ser suficiente. Aos 29 anos e com o desejo já antigo de ingressar na Premier League, pode dificultar as negociações. O maliano começa agora a pensar no futuro da sua família que poderá beneficiar de uma “reforma antecipada” em outros campeonatos.

Já Otávio é uma incógnita, os clubes europeus acenam com o triplo do vencimento que aufere em Portugal, aos 25 anos já atingiu o pico de competitividade na carreira, parece que cumprirá o último ano de dragão ao peito. Além disso, todas as transferências livres equivalem a um encaixe financeiro gigante diretamente para o jogador e o seu empresário.

Com as equipas fortemente prejudicadas com a Covid-19, por terras lusas, é cada vez mais difícil lutar pela permanência dos jogadores mais importantes, uma vez que são aliciados com salários completamente incompatíveis com a realidade que se vive em Portugal.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Bruno de Carvalho no BnR TV: «Isto é tudo estranhíssimo»

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O último programa Mourinhos vs Guardiolas contou com a presença especial de Bruno de Carvalho, ex-Presidente do Sporting CP. A conversa versou sobre temas quentes da actualidade futebolística e, em especial, sobre o processo Cashball 

A abrir o programa, Bruno de Carvalho deu a sua opinião sobre a actual tensão existente no FC Barcelona e o afastamento do ex-Presidente do clube catalão, Josep Maria Bartomeu. Achei interessante e até mesmo oportuno o paralelismo que Bruno de Carvalho estabeleceu entre a situação que ele viveu nos seus últimos dias enquanto Presidente do Sporting CP com a do antigo Presidente dos blaugrana. De facto, são vários os pontos comuns entre as experiências dos dois presidentes. À semelhança de Bruno de Carvalho, Bartomeu, por um lado, não cedeu a pressões políticas na medida em que declinou com firmeza qualquer género de promiscuidade entre o FC Barcelona e as facções políticas pró-independência que governam a Catalunha; por outro, hostilizou-se com o “super-empresário” Jorge Mendes.  

Tal como Bruno de Carvalho, Bartomeu tornou-se um incómodo para muitos lobbies que parasitam à volta do futebol moderno. Não pode haver outro motivo senão este, pois a nível desportivo Bartomeu havia já conquistado grandes títulos para o FC BarcelonaE também à semelhança do que aconteceu em Alvalade, o seu “processo de afastamento” começou pelos jogadores que numa atitude hostil galvanizaram os adeptos contra a figura do Presidente.  

De facto, em qualquer clube do mundo, a lealdade dos adeptos está em primeira linha para com os seus jogadores. Bruno de Carvalho soube frisar muito bem este ponto para chegar a uma grande conclusão. Segundo ele, “as coisas estão subvertidas: são os jogadores que mandam e as pessoas não têm noção (…) os jogadores fazem cartas conjuntas e a partir daí mais vale os presidentes fugirem”. Percebe que os jogadores tenham vontade de mudar de clube rumo a outros projectos desportivos, mas surpreende-se com o facto de os jogadores resolverem esses problemas hostilizando-se com o “empecilho”.  

E é curioso que o afastamento dos “empecilhos” do Sporting CP e do FC Barcelona só veio agudizar a crise dos dois clubes. O clube leonino acabaria por registar uma das piores épocas da sua história em 2019/2020 e a sua massa associativa viria a sofrer uma fractura lacerante; enquanto que o FC Barcelona é, hoje, uma “casa a arder”.  

A conversa seguiu para o tema Cashball. Bruno de Carvalho explicou com pormenor os factos e as teias de ligações com Paulo Gonçalves e César Boaventura, que estiveram por trás do denunciante Paulo Silva. Desmistificou igualmente o papel de André Geraldes que qualificou como “pessoa sinistra”. É de facto a pequenez do nosso país e do seu futebol que roça o miserável que permite a existência de uns “pilha-galinhas”, lacaios de lobbies e outros interesses.

Bruno de Carvalho foi convidado para o programa “Mourinhos vs. Guardiolas” e versou sobre a atualidade futebolística, apontando a mira ao processo Cashball
Fonte: Arquivo Pessoal

O ex-Presidente do Sporting CP expôs ainda as várias coincidências verificadas, nomeadamente, o facto de a CMTV no dia do ataque de Alcochete ter anunciado em exclusivo o caso Cashball com acusações de corrupção ao clube leonino e ainda o facto de ter as câmaras posicionadas para captar o ataque propriamente dito e o acesso exclusivo a imagens do balneários.  

No meu entender, Bruno de Carvalho deveria ter dado ênfase à mãe de todas as coincidências neste processo de ataque e difamação de que o Sporting CP foi alvo: a denúncia de Paulo Silva é entregue junto da Polícia Judiciária juntamente com o seu célebre telemóvel em Março de 2018, precisamente no mês em que o país ficou a saber que o SL Benfica de Vieira havia criado o célebre “Gabinete de Crise”. 

Outro facto que considero ter sido muito bem sublinhado por Bruno de Carvalho foi o de que, enquanto Presidente do Sporting CP em exercício do seu mandato, nunca foi ouvido pelas autoridades durante a fase de inquérito do processo, ao contrário de André Geraldes que passou de arguido com caução paga (sabe-se lá por quem) a testemunha principal.  

Bruno de Carvalho pergunta – e bem: é verosímil que Alcochete e Cashball tenham sido loucuras de Paulo Silva e Fernando Mendes? Claro que não. O tempo é soberano. E aos poucos parece cada vez mais evidente que Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting CP, era uma figura a abater por ser incomodativa para os tais lobbies políticos que tornam imundo o futebol que todos nós gostamos.  

Já perto do fecho do programa, em resposta a uma pergunta feita pelos nossos espectadores, Bruno de Carvalho assumiu, quase em jeito de acto de contricção, o seu arrependimento em ter trazido Jorge Jesus para o Sporting CP. Na minha opinião, entre os muitos erros que Bruno de Carvalho cometeu ao longo da sua presidência, o maior não foi ter contratado o actual treinador e sócio do SL Benfica, mas sim ter mantido em Alvalade qual Cavalo de Tróia após a época de 2016/2017.  

Goste-se ou não da figura do ex-Presidente leonino, qualquer Sportinguista tem de ficar, no mínimo, satisfeito em saber que, uma vez mais, o seu clube é ilibado da prática de crimes alegadamente cometidos no exercício do seu mandato. Algo que os adeptos de outros clubes não se poderão orgulhar.  

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

O novo paradigma da Mitchelton pós-van Vleuten

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Durante cinco épocas, a Mitchelton-Scott foi uma das melhores equipas do mundo, à boleia de Annemiek van Vleuten. Nesse período, a veterana neerlandesa esteve embrenhada numa luta com a compatriota Anna van der Breggen pelo título de melhor do mundo e a sua equipa tirou proveito, com triunfos de alto relevo a surgirem todos os anos e em todo o tipo de terreno.

No entanto, em 2021 isso chegará ao fim com a mudança de van Vleuten para a Movistar Team e, com isso, o conjunto australiano, cuja instabilidade financeira parece não dar para contratar uma líder substituta entre as estrelas do pelotão, terá de mudar a forma de correr e apostar na prata da casa.

Se este texto tivesse sido escrito há um ano, a resposta mais óbvia seria de cerrar fileiras em torno de Amanda Spratt. A trepadora australiana vinha de um par de excelentes temporadas que a consagraram como a terceira melhor trepadora do mundo e também um bom ativo para as clássicas acidentadas.

Contudo, 2020 não foi uma época positiva para Spratt que esteve bem abaixo das expectativas. Poderá dar-se o caso da atleta não ter respondido da melhor forma à paragem pandémica primaveril e, sendo somente isso, a Mitchelton terá aqui a sua principal figura para o próximo ano. Porém, Spratt pode estar a começar a acusar a idade, até porque, exceção feita à extraterrestre van Vleuten, há poucas ciclistas a partir da sua idade a render o mesmo.

Nesse cenário, terão outras atletas de assumir a responsabilidade. Lucy Kennedy, já com alguma veterania, é um dos nomes que vem à cabeça. Sem a qualidade para ir cara a cara com as melhores, é, ainda assim, uma combativa de qualidade que, com liberdade, pode dar dores de cabeça às adversárias, especialmente em percursos acidentados.

Há também Grace Brown, que tendo chegado tarde ao ciclismo, já se vai afirmando como tendo um dos motores mais sólidos do pelotão. Muitas das características de Grace Brown fazem dela uma gregária de luxo e, sem dúvidas, tê-la ao serviço de van Vleuten era um excelente aproveitamento das suas qualidades. Mas, os seus talentos são também apetecíveis para encarar as clássicas e será aí que deve ser a primeira escolha da equipa.

Ane Santesteban é uma das contratações para 2021 e, juntamente com Spratt, ficará encarregue do departamento das escaladas. A espanhola tem subido de nível exibicional nos últimos anos e é uma aposta robusta para bons resultados em provas por etapas com maior dureza.

No restante do plantel, há também qualidade, mas não se poderá pedir muito mais do que tentativas de sucesso em fugas oportunistas ou provas.

Habituadas a ocupar a frente do pelotão, a época que se aproxima será uma experiência diferente para as corredoras do coletivo australiano que terão, provavelmente, bem menos ocasiões para celebrar, mas também haverá mais oportunidades para figuras menos sonantes procurarem enriquecer o palmarés.

Foto de Capa: Mitchelton-Scott

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Bruno de Carvalho: «André Geraldes é uma figura sinistra. Está em todo o lado, mas não está em lado nenhum»

O Mourinhos vs. Guardiolas desta noite de 18 de novembro ganhou um toque especial e, ao invés de uma discussão com um treinador ou especialista do futebol, tivemos Bruno de Carvalho – antigo presidente do Sporting Clube de Portugal. Os temas mais quentes do Futebol europeu e nacional foram abordados e discutidos ao longo do programa.

A tensão entre Lionel Messi e Futebol Clube Barcelona foram o ponto de partida para se começar o programa. Bruno de Carvalho comparou a situação do clube catalão com os momentos que se sucedeu no Sporting CP quando acabou por deixar de ser presidente. O antigo presidente leonino falou sobre a relação com Josep Maria Bartomeu, ex-presidente dos “culés”.

O processo Cashball, um tema com um desfecho muito recente na justiça, não foi esquecido durante o programa e todos os pontos foram analisados à lupa. Contudo, Bruno de Carvalho afirmou estar satisfeito com o facto de o clube leonino ter sido ilibado dos processos do Cashball e também com o caso ao ataque à Academia do clube leonino, em Alcochete.

Questionado ainda sobre a possibilidade de André Geraldes estar, eventualmente, a pensar candidatar-se a presidente dos leões, o antigo presidente dos leões aconselhou os adeptos: «não ponham o André Geraldes no Sporting Clube de Portugal».

Bruno de Carvalho comentou ainda o momento dos leões na época e afirmou que Ruben Amorim ficaria como treinador do clube – caso voltasse a ser presidente -, porque está a fazer um bom trabalho. O antigo dirigente leonino confessou que gostaria de trabalhar novamente com o Leonardo Jardim, que foi treinador do Sporting na temporada de 2013/14.

Este programa moderado por Diogo Soares Loureiro, comentário de Frederico Seruya e Mário Cagica e Bruno de Carvalho, presidente dos leões de Alvalade entre 2013 e 2018, como convidado.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

FC Porto 31-34 Paris Saint-Germain FC: Segunda parte invertida

A CRÓNICA: DEPOIS DE UMA PRIMEIRA PARTE IMACULADA, OS DRAGÕES NÃO CONSEGUIRAM MANTER A INTENSIDADE NO SEGUNDO TEMPO

FC Porto e Paris Saint-Germain encontraram-se no Dragão Arena na 7ª jornada da EHF Champions League, com a vitória a sorrir à equipa visitante, que teve de suar para ultrapassar o conjunto portista.

A equipa do PSG chegou a Portugal sem algumas das suas principais figuras – Nikola Karabatic, Kamil Syprzak e Viran Morros de Argila. Mesmo assim, quem olhasse para o plantel parisiense, iria ter dificuldade em contar a quantidade de all-stars presentes no banco de suplentes.

Contudo, quem entrou melhor foi a equipa da casa, que pôs em sentido o seu rival e mostrou que este ia ser um jogo disputado até ao final.

Com o seu sete inicial do costume, o Porto marcou primeiro e rapidamente chegou a uma vantagem de 2-0. O PSG apenas conseguiu ultrapassar Alfredo Quintana pela primeira vez à passagem do minuto 5 por intermédio do bombardeiro Mikkel Hansen, que com dois livres de sete metros fez o 2-2.

Os dragões iam mostrando toda a sua confiança dentro de campo, com os jogadores sem medo de assumir, o que causava problemas à defesa 5×1 visitante, que não conseguia tapar os buracos que iam aparecendo. Aos 22 minutos o Porto vencia por 10-6, com os golos a serem apontados por dez atletas diferentes. E quando Alfredo Quintana marcou o seu segundo golo ao fazer 11-6, era mesmo o melhor marcador azul-e-branco.

O PSG conseguiu recuperar e ao intervalo o marcador assinalava 16-12, favorável à equipa de Magnus Andersson.

Tudo fazia querer que o segundo tempo visse o Porto manter o nível. No entanto, e tal como já vimos anteriormente, os dragões entraram mal e permitiram a recuperação dos parisienses, que assumiram o controlo da partida e não mais o largaram.

A defesa da casa começou a perder intensidade – durante toda a primeira parte vimos um 6×0 portista agressivo, que pressionava muito o portador da bola, levando a falhas técnicas – mas sem essa pressão o talento francês tinha tempo e espaço para pensar e executar.

Ao apostar no 7×6 no ataque, o técnico do PSG mostrou que, apesar de o Porto ser muito bom a atacar com esse recurso tático, tem dificuldades em defendê-lo. Até ao final o PSG controlou a diferença no marcador, e venceu de forma confortável por 31-34.

 

A FIGURA

Fonte: PSG

Vincent Gerard: O prémio podia ter ido para o lateral Mikkel Hansen, que com nove golos em onze remates, levou a equipa até à vitória. Mas o guarda-redes francês apareceu sempre que a sua equipa precisou, e com uma série de defesas – incluindo uma com a testa – Vincent Gerard foi uma das chaves para o triunfo parisiense.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: PSG

Elohim Prandi: O primeira-linha francês teve uma entrada desastrosa em jogo, e a espaços parecia estar mais preocupado em reclamar do que em ajudar a sua equipa a dar a volta ao resultado. Terminou com dois golos em quatro remates, mas podia (e devia) ter feito muito mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto apresentou-se na máxima força e tal notou-se no plano defensivo. Com uma defesa 6×0 com os segundos defensores a apostarem na profundidade, a primeira-linha do PSG ia colecionando falhas técnicas. No entanto, quando o físico quebrou, os dragões não conseguiram parar o 7×6 francês. Com tempo e espaço, o PSG circulava a bola com critério e paciência até encontrar o espaço ou o homem livre.

 

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Alfredo Quintana (8)

Leonel Fernandes (7)

André Gomes (6)

Miguel Martins (7)

Diogo Silva (7)

Miguel Alves (5)

Victori Iturriza (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Daymaro Salina (7)

António Areia (7)

Diogo Branquinho (7)

Rui Silva (7)

Ivan Sliskovic (7)

Fábio Magalhães (7)

Djibril Mbengue (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PARIS SAINT-GERMAIN FC

O campeão francês demorou a adaptar-se ao ataque portista. A defesa 5×1 inicial tinha como objetivo frustrar a circulação de bola portista na primeira-linha, mas tendo em conta a velocidade de atletas como Miguel Martins e André Gomes, o Porto ia encontrando o espaço.

O momento decisivo foi a aposta no 7×6 no ataque. Ao colocar Luka Karabatic e Henrik Toft Hansen ao mesmo tempo, o PSG começou a aproveitar a vantagem física e de espaço para marcar e chegar à vitória.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Vincent Gerard (8)

Adama Keita (6)

Mikkel Hansen (8)

Nedim Remili (7)

Dainis Kristopans (5)

Ferran Sole Sala (6)

Luka Karabatic (7)

 

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Benoit Kounkoud (7)

Henrik Toft Hansen (7)

Mathieu Grebille (7)

Elohim Prandi (4)

Dylan Nahi (7)

Foto de capa: FC Porto