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Luís Maximiano | Festa da Taça com o jovem leão a titular?

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No próximo fim-de-semana, o Sporting Clube de Portugal inicia a caminhada na Taça de Portugal, frente ao Sacavenense, em jogo a contar para a terceira eliminatória. Na prova rainha do futebol português, os leões têm o objetivo de chegar ao Jamor e conquistar a 18ª Taça de Portugal para o palmarés do clube. 

Para o jogo da Taça de Portugal, Luís Maximiano deverá entrar para o “onze” de Rúben Amorim. O internacional sub-21 por Portugal, tem perdido espaço no plantel com a chegada do espanhol Antonio Adán. Assim, será a estreia de Luís Maximiano como titular, na presente época. Na última temporada, conquistou a titularidade da equipa principal, somando 31 jogos.

Luís Maximiano perdeu a titularidade com a chegada de Antonio Adán e pode ser opção na próxima segunda-feira, frente ao Sacavanense
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Luís Maximiano chegou ao Sporting CP com apenas 13 anos, proveniente do SC Braga. Antes de representar os bracarenses, vestiu a camisola do CD Celeirós e do FC Ferreirense. Na formação, o jovem guarda-redes sagrou-se campeão nacional em todos os escalões: iniciados, juvenis e juniores. Com a camisola das “Quinas” soma 59 internacionalizações pelas seleções jovens, tendo vencido o Euro Sub-17, em 2016. 

Luís Maximiano é um guarda-redes forte entre os postes, com segurança ora a sair aos cruzamentos, ora no um-contra-um rápido a sair aos pés dos adversários. Na atualidade, é fundamental que os guardiões tenham qualidade a jogar com os pés e esse é um dos aspectos nos quais poderá ainda evoluir. Neste momento, discute o lugar com Adán, o que traz uma competitividade saudável ao plantel. 

Luís Maximiano tem um contrato válido até 2025 com o Sporting Clube de Portugal, tendo uma cláusula de rescisão fixada nos 45 milhões. O jovem guarda-redes leonino tem uma enorme margem de progressão, sendo um talento no qual se depositam enormes esperanças. 

Hóquei em Patins | Sem Europa, mais uma «pedra» no desenvolvimento?

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As competições europeias de Hóquei em Patins foram suspensas. Depois de terem sido terminadas, precocemente na época anterior, em pleno início da pandemia, que consequências vão trazer à modalidade?

A “continuada degradação da situação pandémica, tornando ingerível, mas também uma desvirtuação de cada modelo competitivo” é a justificação do comité da World Skate Hockey, organizadora das competições para a interrupção das competições europeias da modalidade.

Entre os torneios masculinos e feminino, 11 equipas portuguesas iriam marcar presença. Na Liga Europeia competem SL Benfica, Sporting CP, FC Porto, Oliveirense e OC Barcelos. Na Taça WSE, Portugal é representado por HC Braga, Sanjoanense e Riba d’Ave. Já na Euroliga feminina jogam Benfica, CACO e Stuart Massamá, que não chegou a iniciar-se.

O Hóquei em Patins é a primeira modalidade de pavilhão, que suspende as competições europeias. Numa modalidade, em que na Europa é dominada por Portugal, Espanha e Itália, esta situação pode criar ainda mais discrepância, em termos de competitividade entre estes países (em especial os ibéricos) e o resto. Percebe-se que a situação epidemiológica da pandemia justifique a tomada de medidas, mas não poder-se-ia planeado outro tipo de formato de competições para evitar esta situação de indefinição. A reformulação dos torneios europeus de clubes, que ainda vai ser anunciada pela World Skate Hockey, revela falta de preparação dos organizadores para se evitar o nevoeiro que impera no Hóquei em Patins, para um agravamento da situação que já vinha a ser previsto desde o verão.

A última edição concluída foi em 2018/19, vencida pelo Sporting, numa final ganha ao FC Porto.

E que solução vai ser implementada? Deixar clubes apurados de fora e reduzir o número das equipas? Fazer cair as fases de grupo e jogar apenas a uma mão? Ou concentrar vários “grupos de partida”, num local e com poucos dias de diferença, como se tratasse de uma Final Four? A primeira parece ser a solução mais injusta, mas há algo que parece que vai acontecer, seja qual for a solução: o distanciamento dos adeptos e dos apoiantes da modalidade, já afastados infelizmente, dos pavilhões.

Foto de Capa: Federação de Patinagem de Portugal

Jorge Jesus | Um 11 de verdadeiros flops no SL Benfica

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Segundo o dicionário, um flop é uma falha, um erro. A verdade é que no futebol o significado continua a ser o mesmo. Desde a chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do SL Benfica, em 2009/10, muitos foram os jogadores que chegaram a pedido do técnico da Amadora, mas nem todos singraram de águia ao peito.

Hoje faremos um onze de autênticos flops que vestiram (ou não) a camisola dos encarnados e que chegaram a Lisboa pela mão de Jorge Jesus.

WWE | Alexa Bliss é especial

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Longe vão os tempos em que Alexa Bliss era uma cheerleader sem nenhum carisma para além da sua aparência.

Após conquistar os títulos femininos do Raw, SmackDown, Tag Team, a mala Money in the Bank e apresentar a Wrestlemania 35, a WWE (leia-se, Vince McMahon) era claramente um grande fã, permitindo-a intrometer-se com frequência entre as “4 HorseWomen”.

Deu-se a conhecer no NXT, quando era manager da equipa Blake & Murphy e apesar de estes serem os campeões, ela acabava sempre por ser o maior destaque.

Chegou a “subida” ao SmackDown, no Verão de 2016 e a luta imediata pelo título feminino, que conquistou a Becky Lynch no TLC no final desse ano.

Todas as conquistas que se seguiram foram mais do que merecedoras e não é preciso lista-las, mas sim entender porque aconteceram.

A razão para tal é, sem dúvida, as suas capacidades com o microfone.

Desde cedo que soube gozar com o público, mesmo quando este gritava o infame “What?”. Soube ser uma heel fantástica por conseguir com que as pessoas a odiassem, mas não mudassem de canal por sua causa.

Após diversas conquistas e uma melhoria significativa dentro do ringue, a WWE percebeu que tinha um tesouro em mãos e, para o espanto geral, soube utilizá-lo muito bem.

A 31 de Julho deste ano, The Fiend atacou Alexa Bliss, com a intenção de afectar o seu rival Braun Strowman. O segmento foi não só chocante, mas brilhantemente executado.

Duas semanas depois, Strwoman mudara de atitude e foi ele quem atacou Alexa para provar a Wyatt que este não lhe metia medo. Alexa mostrava não ter receio de ser atacada por homens e o seu à vontade deu toda a credibilidade que a história necessitava.

Após seduzir o The Fiend, uniu finalmente forças com ele, estando os dois agora a fazerem segmentos semanais imperdíveis, enquanto adicionam novas nuances às suas personagens.

Ambos são um dos maiores destaques atuais na WWE, estando esta união a provar ser um casamento perfeito para os dois.

Foto de Capa: WWE

O Clube da Terra: USC Paredes

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Com uma postura racional, mas entusiasmada, o técnico do USC Paredes, Eurico Couto, e o defesa, Henrique Santos, foram os convidados do Clube da Terra desta semana, para falar sobre a realidade do clube, dias antes de receber o SL Benfica para a Taça de Portugal Placard. Segundo classificado da Série C do Campeonato de Portugal, a equipa do Paredes está a apenas um ponto do líder, mas Eurico Couto não se mostra satisfeito.

Tanto o treinador como o defesa afirmaram que a equipa ainda tem espaço para melhorar, especialmente na sua concentração e intensidade, mas que as condicionantes provocadas pela pandemia têm atrasado o desenvolvimento do plantel – que, segundo o técnico, ainda não está fechado.

Pautando as suas intervenções pela racionalidade, um dos princípios pelo qual, tal como admitiu durante o programa, Eurico Couto rege a sua vida e profissão, o treinador do Paredes afirmou que vai fazer alinhar uma equipa jovem, mas competente, frente aos encarnados, e teve muita dificuldade em escolher quem é a arma mais perigosa do Benfica de Jorge Jesus.

Sabendo que prognósticos apenas se fazem no final, ambos os convidados concordaram que a equipa vai lutar pela vitória do USC Paredes, mesmo tendo em conta as probabilidades baixas. No entanto, Henrique Santos confessou que não se importava de marcar o golo da vitória para receber os jantares de oferta que os seus amigos lhe têm proposto ao longo da semana.

O Clube da Terra com moderação de Leonardo Bordonhos, comentários de Luís Pinto Coelho e Rui Cipriano Duarte e participação de Eurico Emanuel e Henrique Santos.

Croácia 2-3 Portugal: Vitória com sabor a despedida

A CRÓNICA: RÚBEN DIAS BISA E PORTUGAL VENCE NA DESPEDIDA DA COMPETIÇÃO

Após a derrota com a França no último fim de semana e lograda a possibilidade de uma passagem à Final Four da Liga das Nações, Portugal entrou em campo frente à Croácia apenas para cumprir calendário. Já para os croatas a história era outra: precisavam de, pelo menos, igualar o resultado que a Suécia conseguisse frente à França no outro jogo do grupo, sob pena de serem despromovidos à Liga B da competição. A par da caça ao recorde de golos por seleções por parte de Cristiano Ronaldo – com 102 golos, está a sete do iraniano Ali Daei -, este eram os únicos ingredientes especiais para a partida.

Os anfitriões, já se sabia, viram-se privados de dois dos seus jogadores-chave, Domagoj Vida e Marcelo Brozovic. O defesa-central soube que tinha testado positivo à covid 19 no intervalo do jogo amigável frente à Turquia e o médio descobriu dias depois também ele estar infetado. Já na Seleção Portuguesa, a ausência conhecida era Raphael Guerreiro que foi dispensado por problemas físicos.

O jogo seguiu sem grande história até aos dez minutos, quando uma combinação de grande qualidade da armada portuguesa poderia ter originado o primeiro da partida, mas na hora de cabecear a bola Rúben Semedo e Rúben Dias atrapalharam-se um ao outro. Portugal aproveitou a “onda” e dois minutos depois nova oportunidade para passar para a frente do marcador, mas desta feita foi Diogo Jota a falhar a finalização.

Cristiano Ronaldo, que anda sedento de golos, poderia ter junto mais um à conta pessoal aos 19 minutos, mas o capitão vacilou à boca da baliza após cruzamento teleguiado de Mário Rui. A Croácia, a principal interessada no resultado do jogo, apenas se notou no jogo aos 22 minutos com Pašalić, ainda assim sem grande perigo para a baliza de Rui Patrício.

Quase com meia hora jogada e contra a corrente do jogo – uma partida morna até então, mas com ligeira ascendência da seleção portuguesa -, os croatas marcam o primeiro do jogo. Rúben Semedo “mete água” na defesa e Kovačić marca na recarga, após cruzamento de Pašalić. Tudo perfeito para a Croácia, ainda mais quando, na outra partida do grupo, a França passa para a frente do marcador uns minutos depois.

Ainda antes do intervalo o jogo aqueceu ligeiramente com uma grande oportunidade perdida por Josip Juranović aos 37 minutos, seguida da resposta pela seleção das quinas um minuto depois com um remate acrobático de Danilo que levava selo de golo, mas acaba por ir à figura do guarda-redes.

A segunda parte começa com algumas mexidas no alinhamento de Portugal que resultaram numa mudança para uma formação tática mais ofensiva. O momento mais marcante da partida dá-se aos 50 minutos, quando Rog é expulso com duplo amarelo após uma falta perfeitamente evitável que atingiu Ronaldo. O próprio Cristiano marca o livre que sucede a infração e daqui nasce o primeiro para Portugal: após uma recarga, Rúben Semedo cruza para a finalização de Rúben Dias que se estreia a marcar pela seleção. Mas o defesa não ia ficar por aqui.

Com uma Croácia enfraquecida com 10 unidades, a seleção portuguesa consoma a reviravolta aos 60 minutos, ainda que de forma muito polémica. Diogo Jota domina a bola com a mão e assiste para o golo de João Félix, um golo que seria claramente anulado caso houvesse VAR na partida.

Os croatas começam a ver a sua hipótese de manutenção na principal liga da Ligas das Nações a esfumar-se e, por isso, têm de se “fazer à vida”. É isso mesmo que conseguem cinco minutos depois, com Kovačić a bisar na partida após novo erro de Rúben Semedo. Tudo empatado no Estádio Poljud, em Split.

O jogo aproxima-se da sua reta final sem grandes momentos de destaque – a Suécia perdia frente à França (resultado que se manteve até ao final), pelo que o empate chegava aos croatas – à exceção de uma oportunidade falhada de forma incrível por Bernardo Silva aos 79 minutos de jogo, ele que passou ao lado da partida. Em cima do minuto 90, novo momento feliz para Rúben Dias. O defesa do Manchester City FC aproveitou um deslize do guarda-redes Livaković e bisou também ele na partida, carimbado a vitória para Portugal. Certamente levou a bola para casa.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rúben Dias –   O defesa-central vai guardar este jogo no baú de recordações. Além de se estrear a marcar pela seleção, bisou na partida e contribui decisivamente para a vitória portuguesa. Defensivamente também esteve muito consistente.

 

O FORA DE JOGO

No meio:

Marko Rog – Colocou em causa as aspirações da seleção croata ao ver o segundo amarelo aos 50 minutos de jogo, após uma falta escusada. Na sequência da falta que vale a sua expulsão, Rúben Dias empata a partida e Félix opera a reviravolta oito minutos depois. Valeu a derrota da Suécia frente à França para este erro de Rog não ter ganho proporções ainda piores.

 

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

A seleção croata entrou em campo com um 4-4-2, sendo que o seu meio-campo se formava em losango com Rog atrás, Modrić e Kovačić como médios interiores e Vlašić como médio ofensivo. Pašalić e Perišić eram dois avançados em constante movimento à procura de criar espaços e desequilíbrio na defesa portuguesa. Com a expulsão de Rog, a Cróacia perdeu o controlo do meio-campo e nunca mais conseguiu segurar a partida. As entradas dos avançados rápidos Brekalo e Oršić foram insuficientes para a clara tentativa de tentar um jogo mais vertical e mais rápido, menos baseado na circulação de bola num meio-campo ainda órfão de Rakitić.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Livaković (4)

Juranović (5)

Lovren (4)

Škorić (5)

Bradarić (5)

Modrić (6)

Rog (3)

Kovačić (8)

Vlašić (5)

Pašalić (6)

Perišić (4)

SUBS UTILIZADOS

Josip Brekalo (4)

Mislav Oršić (4)

Toma Bašić (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A equipa de Fernando Santos apresentou-se em campo com um 4-3-3. Na frente, Jota fixou-se na direita enquanto Ronaldo e Félix alternavam entre a esquerda e o meio. Na primeira parte, o meio campo português foi incapaz de se impor frente aos vice-campeões mundiais. Bruno Fernandes apareceu pouco em jogo, Moutinho jogava simples e Danilo defendia e criava pouco. Os campeões europeus atacavam mais pelas alas, aproveitando as subidas de Mário Rui e Nélson Semedo, ou por passes longos em profundidade para o trio de ataque.

Com o intervalo veio a alternação no sistema, sai Bruno Fernandes e entra Francisco Trincão. Portugal passa a jogar em 4-4-2 e a apostar nas alas e nos cruzamentos. Daí resultam dois golos de bola parada e um proveniente de um (polémico) cruzamento dentro da área.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rui Patrício (5)

Nélson Semedo (6)

Rúben Dias (8)

Rúben Semedo (4)

Mário Rui (5)

Danilo (5)

João Moutinho (6)

Bruno Fernandes (5)

João Félix (6)

Diogo Jota (6)

Cristiano Ronaldo (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Trincão (5)

Bernardo Silva (4)

João Cancelo (5)

Sérgio Oliveira (5)

Paulinho (4)

 

 

Espanha 6-0 Alemanha: ¡Qué masacre!

A CRÓNICA: ESPANHÓIS TOCAM COVER DE JOSÉ CID – ADDIO, ADIEU, AUFWIEDERSEHEN, GOODBYE

A penúltima jornada do grupo 4 da primeira divisão da Liga das Nações reservou um clássico europeu com registo equilibrado; sete vitórias por parte de Espanha, nove vitórias alemãs e oito empates.

O resultado da primeira volta (1-1) não dava grande vantagem, mas tudo o que não fosse a vitória espanhola significaria o apuramento dos germânicos para a fase final. Luis Enrique promoveu quatro alterações em relação ao empate na Suíça, enquanto Joachim Low mudou apenas uma peça face ao onze que venceu a Ucrânia.

Os da casa, obrigados a vencer, entraram mais verticais e ameaçadores e logo aos sete minutos Sergio Ramos testou Neuer de livre direto – numa falta, diga-se, que nem existiu. A seleção alemã tentou chegar ao controlo do jogo acalmando o ritmo e crescendo paulatinamente, mas sem criar qualquer situação de perigo.

No entanto, esse controlo não se manteve o tempo suficiente e Morata abriu o marcador com uma cabeçada fulminante, nas costas de Gnabry, a responder da melhor forma ao canto cobrado por Ruiz.

A reação espanhola ao golo foi rapidamente pegar na bola e colocá-la no centro do terreno, cientes de que a vantagem mínima podia ser enganadora. Foi sem surpresa que continuaram por cima e quatro minutos depois Ferrán Torres desmarcou-se nas costas de Max e rematou forte, mas ao lado.

Não marcou aos 20’, assisitu Morata aos 24’, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Entrada e domínio absolutos dos espanhóis e que não viram a vantagem aumentar aos 30 minutos porque Neuer desviou miraculosamente o remate de Ferrán . No entanto, três minutos depois, a barra devolveu o cabeceamento de Dani Olmo e Neuer nada pôde fazer contra a recarga do mesmo Ferrán; 2-0 no marcador, a justificar o domínio dos visitados e finalmente um remate certeiro para o camisola 18 de “la Roja”.

Cenário negro para os visitantes e que se complicou ainda mais na primeira parte – novamente Fabián Ruiz na cobrança do canto, agora na esquerda, e Rodri a desviar completamente do alcance do gigante alemão Neuer. Vantagem caseira ao intervalo, robusta, justificada e perante uma via branca de alemães completamente irreconhecíveis.

A segunda parte obrigava a uma Alemanha diferente, mas logo aos três minutos foram os espanhóis a estar perto de novo golo, valeu outra vez a intervenção de Neuer. Não podia ficar pior. Só que ficou. Aos 55 minutos, Fabián Ruiz isolou Gayà com um toque subtil e o lateral do Valencia CF ofereceu o bis a Torres. Tudo fácil para um lado, contornos de pesadelo para o outro.

A Espanha recusava-se a tirar o pé do acelerador e comprometia-se a construir um resultado histórico. As oportunidades sucediam-se e Ferrán Torres colocou o resultado na mão cheia num contra ataque rápido; o jogador do Manchester City FC assinou o hat trick aos 71 minutos e Fabián Ruiz a terceira assistência. Antes do apito final, Oyarzabal fechou a humilhação alemã com um simples encosto, depois de ser assistido por Gayà. Destaque para o passe açucarado de Rodri a descobrir o lateral direito.

A Espanha volta à liderança na derradeira jornada do grupo quatro e alcança o apuramento em grande estilo frente a um candidato à conquista da prova. Nuestros hermanos perfilam-se, assim, como uma das quatro seleções a discutir a sucessão de Portugal como vencedor da Liga das Nações.

 

 

A FIGURA

Ferrán TorresO espanhol que alinha no Manchester City assinou uma exibição de luxo, tendo marcado três golos e assistindo Álvaro Morata para o primeiro da noite. Além da influência direta no resultado, muito do desiquilíbrio da primeira parte partiram do corredor direito, pelos seus pés. Apesar das três assistências de Fabián Ruiz e das duas de Gayà, a noite foi mesmo do jovem de 20 anos. Que talento.

 

O FORA DE JOGO

Alemanha“Die Mannschaft” teve uma noite para esquecer. Por pouco provava o veneno que administrou do famoso 1-7 no Mundial de 2014, no Brasil. Criatividade quase a 0, poucas ou nenhumas soluções para sair para o ataque e uns surpreendentes dois remates, nenhum à baliza. Muito talento, fraco rendimento e Low imóvel no banco, dando goles de água como se de um treino se tratasse.

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

A Espanha vinha para um “tudo ou nada” e Luis Enrique, desagradado com o empate “oferecido” na Suíça, optou por Gayà, Canales, Rodri, Koke e Morata respetivamente para os lugares de Reguillon, Busquets, Merino, Fabián Ruiz e Oyarzabal.

A revolução parecia necessária e justificou-se acertada logo nos primeiros mintuos. Mais jogadores espanhóis sobre a bola, em todas as porções do terreno. Rodri, claramente mais atrás em relação a Koke, teve a mesma liberdade de Ruiz (entretanto subsituto do lesionado Canales) para se envolver no ataque. A ideia era de que os alemães atacavam desamparados e os espanhóis tinham mais do que 11 em jogo. Tremendo apoio da linha média em situações ofensivas.

Dani Olmo foi exímio nas diagonais e apoio interiores, visando Morata, e a Ferrán Torres coube a exploração das linhas, embora tenha procurado também os terrenos mais frontais. O avançado da “Juve”finalizou quando lhe cabia esse papel, mas mostrou-se constantemente ao jogo, com boas intervenções entre linhas e dribles com magia q.b..

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simón (6)

Sergi Roberto (6)

Sergio Ramos (6)

Pau Torres (7)

José Gayà (7)

Rodri (8)

Sergio Canales (-)

Koke (7)

Dani Olmo (7)

Ferrán Torres (9)

Álvaro Morata (7)

SUBS UTILIZADOS

Fabián Ruiz (8)

Eric García (6)

Mikel Oyarzabal (7)

Gerard Moreno (6)

Marco Asensio (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – ALEMANHA

Joachim Low alinhou no 4-3-3 esperado, fazendo apenas entrar Kroos para o meio campo em substituição de Rudiger que alinhara numa defesa a cinco na vitória frente à Ucrânia.

O 4-3-3 rapidamente se tornou num “so-cor-ro” e vimos Werner a vir buscar jogo ao meio campo defensivo, tanto na direita como na esquerda. Sané e Gnabry estiveram compeltamente desaparecidos; ainda ameaçaram com sprints desenfreados, mas a decisão foi sempre errada assim que um espanhol se opunha.

Neuer pouco podia fazer e ainda salvou duas bolas de golo cantado, mas seis golos sofridos merecerão, certamente, muita reflexão. A defesa a quatro até podia ser suficiente para esta Espanha, mas com agressividade nos níveis certos e com o apoio da linha média.

Os três homens do meio campo tiveram pouca influência no jogo e não conseguiram pautá-lo nem virá-lo para a sua equipa; daí os 69-31 de posse de bola. Além disso, a ajuda defensiva exigia demasiado deles e a saída para o ataque foi sempre débil e desajeitada. As substituições não trouxeram mais ao jogo do que outros nomes a participar numa das noites negras do futebol alemão. Seguem-se períodos de reflexão e, no mínimo, de limpeza do balneário. Ou no comando técnico.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Manuel Neuer (5)

Ginter (5)

Sule (6)

Kock (5)

Max (5)

Goretzka (6)

Gundogan (5)

Kroos (6)

Gnabry (5)

Sané (6)

Werner (6)

SUBS UTILIZADOS

Jonathan Tah (6)

Neuhaus (6)

Luka Waldschmidt (5)

Benjamin Henrichs (5)

 

Felipe Anderson| O número 28 que passou de xerife para vedeta

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Estávamos a poucas horas de chegar ao fim do mercado de transferências e o FC Porto anunciou um craque da Liga Inglesa. Nada mais nada menos que Felipe Anderson, já internacional brasileiro e uma das principais figuras do West Ham FC. Mas como é que um craque destes é dispensado do West Ham FC? Falta de qualidade? Não me parece tendo em conta aquilo que vimos na SS Lázio e sempre que jogava em Inglaterra. Problemas no balneário? Parece-me uma hipótese mais plausível e que infelizmente pode chegar à Invicta.

Felipe Anderson poderia ter tudo para se afirmar rapidamente na equipa de Sérgio Conceição. Veio com sede de jogar, foi um ídolo num dos clubes de coração do mister, passou a envergar o número do seu compatriota Felipe, conhecido como o Xerife do Dragão que atualmente está no Club Atlético de Madrid, e, pratica um estilo de jogo que parece encaixar no FC Porto: Veloz, forte no um para um e mestre em procurar a profundidade na ala. As transições encaixam no seu estilo e no da equipa portista também.

Contudo, até agora, isto não chegou nem pouco mais ou menos. Felipe Anderson apenas cumpriu 49 minutos distribuídos em dois jogos. Sei que tem de haver um período de adaptação e que a competitividade no plantel é grande, mas o período de adaptação não é eterno, e o plantel não é só “Ronaldos” e “Messis”. Felipe Anderson podia e devia ter tido mais minutos até ao momento. Teimosia de Sérgio Conceição? Não de todo. Alguma falta de comprometimento do jogador? Parece-me a resposta mais acertada.

 Não estou dentro do balneário do FC Porto para tirar ilações de tudo o que envolve esta história de Felipe Anderson, mas existem dados que já são públicos e que devem deixar os portistas preocupados.

Nos dois encontros em que o extremo brasileiro entrou, viu-se uma sombra daquilo que se conhece do craque que brilhou no estrangeiro. No jogo contra o Sporting CP, muitos o culparam pelo golo sofrido e contra o FC Paços de Ferreira via-se um jogador que apenas queria que lhe passassem a bola. Não havia agressividade e, mesmo com a bola nos pés, não saía algo diferenciado… Isto foi o que se viu dentro das quatro linhas, visto que em muitos jogos Felipe Anderson nem sequer foi convocado.

Fora das quatro linhas temos visto vários acontecimentos que podem ser a justificação para esta pouca utilização. Sérgio Conceição já enviou alguns recados em conferências de imprensa para os jogadores novos sobre o significado de vestir a camisola portista e para o comprometimento… Basta fazer uma exclusão de partes e chegamos ao alvo destes recados.

Outro acontecimento recente foi a declaração da empresária e irmã de Felipe Anderson ao referir que se ia reunir com a SAD portista para perceber o que deveria ser feito para o jogador somar mais minutos, visto que o principal objetivo cá em Portugal era esse. São declarações preocupantes, porque pode dar a entender que podia ser colocada uma “cunha” para Felipe Anderson começar a jogar. Conhecendo Sérgio Conceição como conhecemos, isso nunca irá acontecer. Nesta alegada reunião, a resposta da direção portista deve ter apontado para as decisões do mister e para o jogador continuar focado e a dar tudo. Se não der tudo, não joga de certeza.

No início deste artigo, falei da surpreendente saída de Felipe Anderson do West Ham FC. O treinador não simpatizava com o jogador, apesar das suas qualidades inegáveis. Quiçá já houvesse alguma falta de comprometimento…

Uma coisa é certa, o FC Porto vai ao Barreiro jogar contra o GD Fabril para a estreia na Taça de Portugal. O típico jogo para rodar a equipa. Se Felipe Anderson não joga nesse encontro, creio que as malas já estão feitas e o natal vai ser uma despedida certa e inevitável.

O número 28 pode ter passado do xerife Felipe para a vedeta Felipe Anderson.

Portugal | Os 4 jogadores que em breve se poderão estrear na equipa A

De há alguns anos para cá que a seleção de Portugal tem vindo a sofrer remodelações em grande parte das posições. Essencialmente depois do Campeonato da Europa de 2016, jogadores mais experientes, com os quais contávamos até então deixaram de ser opção com tanta regularidade, dando lugar a novas caras que foram aparecendo nos grandes palcos do futebol mundial. Assim, atletas como Ricardo Quaresma, Nani, Bruno Alves ou Ricardo Carvalho foram substituídos por craques como Rúben Dias, Bruno Fernandes, João Félix, Francisco Trincão, João Cancelo, entre muitos outros.

SEM HIPÓTESES DE APURAMENTO, MAS COM MUITA HONRA EM JOGO. QUE RESULTADO ARRISCAS PARA O EMBATE ENTRE PORTUGAL E A CROÁCIA? APOSTA JÁ NA BET.PT!

O serviço dos mais antigos foi sempre prestável e a eles agradecemos todo o esforço e entrega que pelo país mostraram, mas a realidade é que à mudança de gerações veio ancorado um estatuto que até então não tínhamos. Apesar da conquista da mais importante prova de seleções da Europa, Portugal não estava ao nível de grandes seleções como a Espanha, a Alemanha, a França ou a Itália. Hoje o cenário é outro, e a prova disso são as palavras do selecionador francês que na última partida disputada entre as duas seleções afirmou que o favoritismo estava do lado das Quinas.

É verdade que o estatuto de pouco serve, mas a qualidade existente para cada uma das onze posições é enorme e a evolução da equipa tem sido visível em todos os quatro cantos do mundo. Vários foram os treinadores, como Jurgen Klopp, que teceram rasgados elogios a esta nova geração portuguesa que está a surgir, o que mostra que o futuro só poderá ser risonho.

E quando refiro futuro não são apenas os próximos cinco ou dez anos. As camadas jovens da seleção portuguesas estão recheadas de talento que se tem vindo a evidenciar nos grandes campeonatos europeus e que garantem uma seleção forte e competitiva para muitos e bons anos. As soluções são muitas, e Fernando Santos terá muitas boas dores de cabeça quando chegar a hora das convocatórias, como de resto já tem sido habitual. As escolhas raramente são as mesmas, e para este triplo compromisso foi a vez de Paulinho e Pedro Neto se estrearem. Ainda assim, acredito que não ficará por aqui, e por isso apresento uma lista de quatro jogadores que em breve se poderão estrear na equipa A de Portugal ainda que a competitividade esteja, neste momento, mais elevada do que nunca.

 

Os 5 jogadores sul-coreanos com mais partidas na Liga Inglesa

Ao longo dos anos, o futebol mundial tem vindo a ser dominado maioritariamente por jogadores europeus e sul-americanos, mas nos últimos tempos, temos assistido a um aumento de jogadores asiáticos nas principais ligas europeias, com muitos deles a chegarem ao – para muitos – melhor e mais competitivo campeonato do mundo: a Liga Inglesa.

Para isso, o Mundial’2002 foi um momento decisivo para o futebol asiático, organizado conjuntamente pelo Japão e pela Coreia do Sul, com os segundos a registarem a melhor campanha de sempre de uma seleção oriental num Mundial, atingindo as meias finais dessa edição e caindo aos pés da Alemanha, acabando por ficar no quarto lugar da prova.

Posto isto, com este artigo, damos uma vista de olhos aos jogadores sul-coreanos que mais partidas acumularam no principal campeonato por terras de Sua Majestade.