O Draft da NBA costuma se realizar durante o mês de junho, mas foi mais uma das atividades desportivas adiadas devido à Covid-19. Este ano, no dia 18 de novembro, os jogadores só podem dar um aperto de mão virtual a Adam Silver. Nessa noite, o sonho de 60 jogadores torna-se realidade.
Estas previsões não incluem eventuais trocas que possam existir entre as equipas nessa noite.
Depois do início auspicioso de temporada protagonizado pela equipa B do SL Benfica – com Gonçalo Ramos a assumir papel de destaque, o que o levou a um papel de obsoletismo na equipa principal -, a turma secundária das águias segue numa série de seis partidas a perder.
É verdade que todas elas foram pela margem mínima, mas não é menos verdade – se as verdades podem ser quantificadas e comensuradas – que esse facto não interessa rigorosamente nada. Foram 18(!) pontos perdidos em 18 possíveis na última meia-dúzia de encontros referentes à Segunda Liga.
São míseros seis pontos (em oito jornadas) os que soma o conjunto de Renato Paiva (no momento da escrita, ainda é correto fazer referência ao SL Benfica B desta forma, veremos daqui a umas semanas). Os mesmos que o Varzim SC, que carrega a lanterna vermelha por uma questão de diferencial de golos. No entanto, a equipa poveira tem menos uma derrota (e mais uma partida).
O SL Benfica ‘B’ é, de resto, a equipa com mais derrotas na corrente edição da Segunda Liga – a par da outra “B” do campeonato, o FC Porto B (que tem mais um jogo realizado). Metastizam-se, então, pelas redes sociais fora e pelos vários fóruns e polos conversacionais do mundo digital, questões e opiniões centradas no intuito primordial das equipas “B”.
“Interessa é formar os ‘miúdos’ para a equipa A”, argumentam alguns; “Todas as equipas do SL Benfica têm que jogar para ganhar, não é para aprender”, atiram alguns outros. Os apologistas do equilíbrio, como eu, defendem e apelam a uma mistura das duas vertentes: formar e ganhar.
Nada que não se possa cobrar a um clube que conotou às suas equipas de formação o mote, popularizado sob a forma de uma hashtag, “Formar a ganhar”. Pede-se, assim, que se cumpra o mote. Até porque, na realidade (apropriando-me da expressão característica de Fernando Santos), as duas vertentes não apenas devem convergir e coincidir, como coincidem.
Renato Paiva tem sido o rosto mais visível da má sequência de resultados do SL Benfica B Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Dois motivos soerguem-se, elevando-se em relação a outros de menor relevância. Primeiro, o SL Benfica B tem que interiorizar a mentalidade de “Formar a Ganhar” por ser a equipa A o principal destino – ou o destino pretendido – dos jovens da formação que por lá pululam.
O argumento utilizado para escudar das críticas os maus resultados em catadupa da equipa B encarnada parece querer dissociar a formação da ambição/objetivo de vencer. Essa dissociação não existe numa equipa B de um clube da dimensão do Sport Lisboa e Benfica. É obrigatório “formar a ganhar” quando se está a formar atletas que se pretende virem a representar uma equipa que joga para ganhar.
Aprende-se muito com as derrotas, é certo. Todavia, não pode nunca acontecer que um jovem formando do SL Benfica se conforme com as derrotas e não se pode libertar o SL Benfica B da pressão – que deve existir, por ser positiva – de lutar para vencer toda e qualquer partida em que participa.
Os jovens jogadores das águias “B” não estão – em suposição – a ser trabalhados para transportarem consigo para a equipa A uma cultura de derrota. Antes pelo contrário. Exige-se, assim, que nunca se dissocie a formação da ambição.
O segundo motivo prende-se com a visão a médio/longo prazo do projeto que deve sustentar a existência e a evolução do SL Benfica B. A curto prazo pode até – ainda que não deva acontecer – parecer inócuo o facto da equipa secundária do clube da Luz somar algumas derrotas consecutivas. Pode até parecer inofensivo o cenário de descida de divisão.
O SL Benfica B tem conseguido formar jogadores de seleção, sub-21 e AA, como Gonçalo Ramos, mas é vital vencer além de formar Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Pode tudo isto parecer, sobretudo aos olhos de quem defende que não é importante ganhar, mas sim formar, mas não é. Não é inócuo perder, não é inofensivo descer de divisão. Os danos provocados pelas derrotas e, acima de tudo, por uma eventual descida de escalão seriam inquantificáveis, nocivos e duradouros – se não mesmo irreversíveis.
É preciso ganhar para continuar a formar com qualidade, porque só vencendo pode o SL Benfica B continuar na Segunda Liga. E a Segunda Liga é, de entre os possíveis, o melhor ambiente de crescimento para os vários jovens com futuro que procuram crescer na “B” encarnada.
A Segunda Liga, com todos os seus traços positivos e negativos e apesar de não se equivaler a muitas outras “Segundas Ligas”, é e vai continuar a ser “o” sítio para estar para as equipas B. Assim, não se trata de uma escolha que o SL Benfica tem que fazer.
Não há que escolher entre formar e ganhar. Há que lutar todos os dias para que “Formar a Ganhar” seja mais do que um slogan catita. Para ter jovens com futuro, é preciso ter uma equipa B com futuro. No momento da escrita (para registo futuro: 14 de novembro de 2020, 14:35), a do SL Benfica não o tem.
Foi no dia 22 de outubro que o GD Fabril do Barreiro e o FC Porto viram os seus destinos cruzarem-se no sorteio da Taça de Portugal. Quase um mês depois, defrontar-se-ão na primeira ronda da clássica “festa da Taça”, ainda que sem os cabeças de cartaz – o público. Porém, a verdadeira celebração fez-se fora do campo. O clube militante do Campeonato de Portugal prometia cuidar do relvado para receber o FC Porto e em troca os dragões garantiram doar ao adversário a sua parte das receitas televisivas.
Disse-o Faustino Mestre à comunicação social portuguesa, este que é presidente do GD Fabril do Barreiro. Acrescentou ainda que o emblema setubalense exigiu jogar com o seu equipamento principal e que a partida se realizasse num sábado. E assim foi. E assim deverá ser sempre. Nos tempos em que vivemos, o futebol tem de se alimentar da união. Seja a nível profissional, semi-profissional ou amador. Pelo bem das bases do desporto.
A terceira eliminatória jogar-se-á no Estádio Alfredo da Silva, casa do clube Barreirense. Novamente, uma medida a favor do desporto rei e também da tradição da Taça de Portugal. Um complexo desportivo com capacidade para 21.498 espetadores que, apesar da ausência do público na hora do jogo, transmitirá os valores da equipa caseira.
Embora as duas instituições não se defrontem desde 1976, o histórico de confrontos entre ambos é largo. Encontraram-se por 55 vezes e de quase meia centena de jogos resultaram 36 vitórias para o FC Porto, sete empates e 12 vitórias para o GD Fabril do Barreiro. Tempos que nos remetem para quando o clube verde e branco competia na Primeira Divisão Portuguesa.
O jogo realizar-se-á imediatamente após as paragens das seleções, no próximo dia 21 de novembro pelas 14h30, sendo natural que o FC Porto entre em campo com bastantes jogadores provenientes do banco de suplentes e reservas. Apesar das diferenças a nível financeiro e competitivo, a partida ficará marcada pelo respeito, desportivismo e solidariedade entre dois clubes verdadeiramente grandes.
Gonzalo Plata completou, recentemente, 20 anos de vida. É um jovem internacional A pelo Equador e considerado uma das maiores promessas do país sul-americano. Porém, parece que o seu espaço na equipa principal do Sporting CP não está bem definido. O jovem conta com a participação em cinco partidas, somando apenas 65 minutos em campo.
O equatoriano tem a preferência de jogar como extremo direito. A sua jogada característica é de receber a bola na linha lateral do campo e transportá-la para zonas interiores do terreno. É um jogador que desequilibra sobretudo pela sua velocidade e agilidade. Apesar de se demonstrar trabalhador em campo e com os olhos sempre postos na baliza, necessita de limar algumas arestas no seu jogo, sobretudo na decisão no último terço.
Com a chegada de Rúben Amorim ao reduto do leão, e com a ausência de extremos na tática implementada, Gonzalo Plata começou por ser utilizado na posição mais à direita dos três da frente. Notaram-se algumas dificuldades no seu jogo, visto que quando este recebe a bola já está no corredor central, ao contrário da sua jogada característica (acima descrita) que o beneficia mais.
Mais recentemente, foi testado a ala esquerdo, posição onde Nuno Mendes é dono e senhor do lugar.Com Gonzalo Plata a fazer o corredor todo, a sua velocidade e capacidade de recuperar no momento defensivo podem ser características a ter em conta. Apesar disto, não creio que será a jogar aqui que poderá maximizar o seu potencial.
A grande vantagem de ter jogadores jovens no plantel é o facto de serem mais fáceis de moldar. Cabe ao treinador leonino encontrar as melhores soluções mediante o seu sistema de jogo e os atletas que tem à disposição.
Creio que é primordial definir a posição que vai ao encontro das características de Gonzalo Plata. Seja a avançado ou a ala, é importante que o atleta tenhaminutos de jogo para ganhar ritmo e se habituar às tarefas pretendidas. Caso não aconteça, seria oportuno procurar um empréstimo a uma equipa que jogue de maneira semelhante. Acredito que opotencial de Gonzalo Plata é enorme, pelo que vê-lo ser desperdiçado seria um tremendo erro.
Penso que, no final do ano de 2020, já não é necessário explicar que a pandemia nos privou de muita coisa, por isso vou saltar diretamente para a parte em que tento, num exercício de alguma criatividade, imaginar aquilo que poderiam ter sido as ATP Next Gen Finals (Next Gen), que teriam acabado no passado fim-de-semana caso, obviamente, não tivessem sido canceladas por causa da pandemia.
Disputam o acesso a este inovador torneio do ATP, que ainda só teve três edições, todos os jogadores que completem até 21 anos de idade durante a temporada em questão, isto é, no caso específico desta edição, no mínimo nascidos em 1999. Existem sete vagas de acesso direto, para os sete jogadores mais bem classificados do ranking ATP, e ainda um wild card (WC) a cargo da organização.
A prova tem o mesmo formato das ATP Finals, dois grupos de quatro jogadores de onde saem os dois melhores de cada grupo para as meias-finais, mas com algumas inovações nas regras. A mais relevante é o marcador. Nesta competição os encontros disputam-se à melhor de cinco short sets (até quatro jogos com tie-break aos 3-3) e os jogos são jogados com ponto de ouro, ou seja, não há vantagens.
OS INTERVENIENTES
Começando a falar nos jogadores, temos de relembrar que este é um torneio ainda visto um pouco como menor e, mais do que isso, uma oportunidade para ver os mais novos que estão a despontar no circuito e, como tal, assistimos ao longo de todas as edições a desistências dos jogadores mais cotados, com maior nível e já estabelecidos no panorama mundial. Tendo isto em conta e olhando à atual classificação, seria muito pouco provável que os três tenistas, que cumprem os requisitos de idade, com mais pontos, Denis Shapovalov, Felix Auger-Aliassime e Alex de Minaur, marcassem presença na competição.
Passando à apresentação do elenco que participaria nestas Next Gen. Assumindo que os três primeiros classificados, e apenas estes, não iriam participar e assumindo, também, que a organização, que não chegou a revelar a sua escolha para WC, iria garantir a presença de Lorenzo Musetti, este que é o segundo italiano mais bem classificado e o primeiro que não teria acesso direto à competição, a prova ia-se disputar com a presença de Miomir Kecmanovic (#43 do Ranking ATP), Jannik Sinner (#44), Alejandro Davidovich Fokina (#52), Corentin Moutet (#76), Emil Ruusuvuori (#87), Alexei Popyrin (#110), Thiago Wild (#114) e Lorenzo Musetti (#126). Estas classificações têm como referência os resultados até à semana em que se disputaria as Next Gen, não entrando, por isso, os resultados da última semana (9 a 15 de novembro) que provocaram alterações no ranking.
Destes jogadores, existem claramente alguns mais estabelecidos que outros, como são o Jannik Sinner, vencedor da edição de 2019 deste torneio, na condição de WC, e que, durante o fim-de-semana, conquistou o seu primeiro título ATP em Sofia, tornando-se, assim, o primeiro jogador nascido neste século a alcançar este feito, e o Kecmanovic que já é presença assídua em muitos quadros ATP, prova disso é que durante o ano de 2019 jogou 42 partidas do circuito ATP e este ano, também ele, conquistou o seu primeiro título no mais alto circuito internacional (imagem acima). Mas, aqueles que seguem os quadros ATP com regularidade já conhecem, uns melhor, outros pior, todos estes jogadores.
É certo que há muitas vertentes que teriam de ser levadas em consideração quando pensássemos em avançar com candidatos, nomeadamente a distribuição dos grupos, mas à partida teríamos Sinner e Kecmanovic como os principais favoritos ao título. Os dois jogadores estiveram bem ao longo da temporada e mostraram um bom nível de ténis.
No caso de Sinner, é certo que não participou em muitos eventos, mas sempre que participou esteve bastante bem e não teve nenhuma derrota muito desapontante, nos quatro torneios anteriores ao título da semana passada em que participou perdeu, respetivamente, com Dimitrov, Nadal (em Roland Garros), Zverev e Rublev e, ao longo desses mesmos quatro torneios, venceu jogadores como Tsitsipas, Zverev e Casper Ruud, por isto tudo e pelo muito agradável nível de ténis, diria que era o principal candidato a levar para casa o troféu o que, no seu caso, significaria a revalidação do título da época passada.
Olhando para o resto dos jogadores, estava muito curioso para ver Ruusuvuori jogar, parece-me ser um jogador com os pés assentes na terra, muito ciente das suas possibilidades e, apesar de que seria um claro outsider, poderíamos ver coisas interessantes do jovem finlandês.
Estou entusiasmado para ver como é que será a ascensão de todos estes jovens talentos durante o decorrer do próximo ano e, quem sabe, para vê-los concorrer por um lugar nas (verdadeiras) ATP Finals. Todos terão muito a provar e, alguns, até a vingar este ano de 2020 que lhes poderia ter trazido uma maior preponderância e reconhecimento. Que venha 2021!
Recentemente, fez 21 anos que o SL Benfica e o futebol mundial despediram-se de uma das lendas das balizas mundiais: Michel Preud’homme. Tudo indicava que o seu sucessor seria o argentino Carlos Bossio, que substituiu o belga no jogo da sua despedida contra o Bayern Munique. No entanto, um então jovem e desconhecido guarda-redes alemão entrou na luta e superou as expectativas depositadas nele: Robert Enke.
Tinha na época 22 anos e fora contratado ao recém-despromovido Borussia Monchengladbach, tornando-se então no primeiro alemão a vestir a camisola do Benfica. As previsões apontavam que este seria o terceiro guarda-redes da equipa, atrás do argentino Bossio e do português Nuno Santos.
No entanto, o jovem guarda-redes alemão foi contra todas as previsões, assumindo a titularidade da baliza encarnada logo na primeira jornada, num empate a uma bola no reduto do Rio Ave FC.
Numa época em que o Benfica atravessava uma grave crise de identidade e havia poucas referências no plantel, Robert Enke tornou-se num dos jogadores mais consistentes dos encarnados e não demorou muito tempo a conquistar o coração dos adeptos benfiquistas.
Saltou para a ribalta num jogo que ainda hoje está guardado nas minhas memórias, quando numa eliminatória da Taça UEFA contra o PAOK, que seria decidido no desempate por grandes penalidades, o guardião germânico sobressaiu, defendendo três remates da marca dos 11 metros.
Robert Enke não se afirmou em Barcelona Fonte: FC Barcelona
Robert Enke tornou-se num dos ídolos dos adeptos encarnados no período mais turbulento da história do Benfica. Não conquistou qualquer título, viveu ao vivo e a cores a pior época da história do clube, trabalhou com quatro treinadores diferentes em três épocas no Benfica e já na recta final da sua última época de águia ao peito, viria a perder espaço para outro jovem promissor guarda-redes: Moreira.
Fora das quatro linhas, Robert Enke era um homem simples e tímido, mas com valores e deveres cívicos e sociais. Robert Enke tinha uma grande paixão pelos cães, tendo participado em campanhas da PETA, e costumava levar cães abandonados para casa para tratar deles e procurar novos donos.
Depois de sair do Benfica, a sua casa em Lisboa serviu como lar para os cães que não tiveram novos donos. Um dos seus projectos para depois de pendurar as luvas era abrir um canil em Portugal.
A doença silenciosa que sofreu abalou fortemente a sua confiança e impediu-o de confirmar o potencial que tinha. Só depois de regressar ao seu país, mais precisamente a Hannover, é que recuperou a confiança e a alegria de jogar, ainda que de forma momentânea.
No entanto, nem mesmo o facto de ter relançado a carreira e de tornar-se guarda-redes da selecção alemã o fez superiorizar-se à depressão e, com apenas 32 anos, decidiu colocar um ponto final na própria vida de uma forma trágica e chocante.
A depressão matou um homem na flor da idade. Um homem que para além das qualidades futebolísticas, destacava-se pelas qualidades humanas e por lutar por várias causas sociais. E será por esses valores que será sempre recordado.
A CRÓNICA: DEFESA DIABÓLICA IMUNE A ATAQUE DE ANJINHOS
Os três leões foram até ao King Baudouin Stadium, em Bruxelas, para defrontar os diabos belgas numa partida que promete sentar ambas as nações no sofá. Se por um lado, uma vitória bastava à Bélgica para garantir meio pé na final four da UEFA Nations League. Por outro, a Inglaterra precisava de vencer os adversários para continuar na corrida pelo regresso à fase final da competição em que foi semifinalista em 2019.
Em mais uma partida com as bancadas desertas devido à pandemia global de COVID-19, foi a favorita Bélgica quem começou por assumir o domínio madrugador da partida. As dificuldades inglesas em encurtar os espaços da seleção belga, que trocava livremente a bola a seu gosto, ficaram desde cedo evidentes.
Corria o minuto nove quando o marcador mexeu pela primeira vez, depois duma combinação entre Kevin De Bruyne e Romelu Lukaku. O possante ponta-de-lança aguentou a carga e virou-se de costas para a baliza para servir o compatriota Youri Tielemans que, com alguma sorte nos ressaltos do remate, colocou a bola no canto inferior esquerdo da baliza defendida por Jordan Pickford. 1-0 para os diabos.
Foi um abanão que fez bem aos britânicos, que apenas não empatam a partida imediatamente a seguir porque Lukaku, novamente em destaque, corta um cabeceamento (quase) letal de Harry Kane mesmo em cima da linha. Um dos destaques do jogo.
Ingloriamente, e quando Inglaterra até estava bastante melhor na partida, Declan Rice faz uma entrada sobre Kevin De Bruyne na “zona perigosa”, oferecendo à Bélgica um livre bastante favorável aos seus talentosos marcadores. Quando só faltava escolher se era KDB ou Mertens, o segundo bate um livre exímio e não deixa qualquer hipótese a Jordan Pickford que volta a ter de ir buscar a bola ao fundo das redes. 2-0 aos 24 minutos.
Era este o resultado que o marcador mostrava ao resultado, apesar de as extenuantes tentativas inglesas para reduzir a desvantagem.
No recomeço, a tendência continuou a confirmar-se: Inglaterra insistia, atacava pelas pelas alas, pelo meio, chegava ao último terço, mas estava com muita dificuldade em concretizar uma das muitas ideias que foram surgindo. Ao minuto 60, os ingleses registavam 60% da posse de bola e tornava-se, por vezes, angustiante ver Harry Kane a tentar fintar quatro ou cinco defesas belgas em simultâneo – quase sempre desapoiado.
Contudo, por muito que Inglaterra atacasse, os diabos vermelhos eram sempre a seleção mais perigosa. E quando corria o minuto 76 não acontece um (merecido) golo de Lukaku porque Pickford se agigantou e defendeu, com as pernas, a boa tentativa de finalização do número 9 da Bélgica. Igualmente merecido seria o golo de Harry Kane que, ao minuto 82, ensaiou um remate colocado que sai pouco ao lado da baliza de Courtois. Dois minutos depois, foi Vertonghen quem tirou o pão da boca ao internacional inglês ao impedir uma finalização que seria, normalmente, fácil para Harry Kane.
A justiça da vitória belga nunca esteve em questão. O resultado final dita 2-0 para os diabos vermelhos, que não só provaram o quanto são superiores aos ingleses, mas também que merecem estar na final four da UEFA Nations League, decisão que ficará decidida no confronto frente à Dinamarca.
A FIGURA
Romelu Lukaku has scored 55 goals for Belgium, 23 more than any other player in the side’s history.
Romelu Lukaku – Com a ausência do capitão Eden Hazard, alguém tinha de assumir o protagonismo da seleção dos diabos vermelhos. Pois bem, Lukaku disse presente. Ninguém esteve mal, mas é impossível não destacar o contributo de Lukaku para a vitória. Concentração, técnica, uma assistência e muita garra. Só faltou mesmo o golo para a exibição de Lukaku ser perfeita, mas nem só de golos é feita uma boa exibição. O seu grande contributo nos primeiros 20 minutos bastou para que a Bélgica batesse Inglaterra e garantisse, pela primeira vez, presença na final four da Liga das Nações.
Cerimónia inglesa – Só faltou o chá. Os ingleses podiam e deviam ter feito mais para vencer esta partida, mas aquele que parece ser o problema crónico dos três leões voltou a ficar nítido. Os jogadores são bons, o treinador é bom, as ideias são ótimas. Mas a bola não entra. Falta sempre qualquer coisa, e ninguém sabe dizer o quê. Hoje, o problema foi o excesso de cerimónia. Passar a bola para o lado na cara do guarda-redes não é uma boa forma de ganhar jogos de futebol.
ANÁLISE TÁTICA – BÉLGICA
Roberto Martínez desenhou um 3-4-2-1 para defrontar os ingleses. Com um futebol positivo, que ficou evidenciado pela postura com que a equipa entrou na partida, os diabos nunca tiveram qualquer intenção de não jogar esta partida para a vencer. Com três defesas e dois alas que estiveram sempre comprometidos com as ações defensivas da equipa, o perigo ofensivo dos belgas nascia pelo meio do terreno, onde Witsel e Tielemans se encarregavam de lançar a velocidade de Mertens, a força de Lukaku e o génio de De Bruyne.
A vencer por 2-0 numa fase muito inicial da partida, o plano belga correu bem, mas acabou por deixar os diabos jogar mais tempo à defesa do que, certamente, pensavam que ia acontecer. A opção defensiva passava por, na grande maioria do seu tempo, sobreviver às investidas britânicas e esconder a bola do adversário, quando a tinham.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Courtois (7)
Alderweireld (7)
Denayer (7)
Vertonghen (7)
Meunier (6)
Witsel (6)
Tielemans (8)
Thorgan Hazard (7)
Mertens (7)
De Bruyne (8)
Lukaku (8)
SUBS UTILIZADOS
Praet (-)
ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA
Gareth Southgate espelhou o 3-4-2-1 belga, mas com inspirações bastante diferentes. Com um futebol que parecia, inicialmente, mais cauteloso e menos pressionante, os ingleses deram de si e estavam a perder por dois aos vinte minutos da partida depois dum remate desviado na defesa e duma falta disparatada de Declan Rice numa zona proibida. O ataque, mais inspirado pelas alas, não pecou pela falta de criação de ocasiões. Mas a competência defensiva da Bélgica e alguma falta de eficácia inglesa acabou por ditar uma derrota que se pode dizer merecida.Não há final four para a Inglaterra nesta edição.
No futebol em geral, mas em particular no futebol em Portugal, nem sempre o banco de suplentes e valorizado como deveria.
O fenómeno desportivo já nos brindou com inúmeros exemplos de substituições e de suplentes que mudaram os jogos, que mudaram finais, que deram títulos e troféus às suas respetivas equipas.
Tão importante como ter um bom 11 inicial, é ter jogadores no banco que podem desbloquear jogos e trazer a imprevisibilidade que por vezes está em falta.
Vamos então recordar as 5 substituições que mais marcaram os últimos anos de futebol em Portugal.
No presente século já tivemos a oportunidade de assistir a grandes encontros entre seleções fantásticas e recheadas de qualidade. Em algumas dessas partidas, de forma surpreendente, uma das equipas acabou por ser goleada, para espanto de todos os fãs de futebol.
Na seguinte lista estão alguns dos jogos internacionais mais espetaculares organizados pela UEFA e pela FIFA, que terminaram com resultados inesperados no marcador. Desde a goleada de Portugal à campeã do mundo em título, Espanha, numa partida amigável, até ao célebre 7-1 imposto pela seleção alemã ao Brasil, que jogava a maior competição mundial de seleções em casa, estas são as goleadas mais surpreendentes no século XXI relativamente a jogos de seleções principais.
A contratação de Carraça pelo FC Porto foi uma das que causaram desde logo muita estranheza. Ainda que tenha vindo a custo zero e para uma posição que não tem tido um titular indiscutível, foi sempre difícil imaginar o lateral a acrescentar qualidade ao onze portista. Não é particularmente jovem, e mesmo no Boavista FC não se destacou de uma forma indiscutível.
A concorrência não é a mais forte, mas mesmo assim Carraça não conseguiu sequer ter oportunidades para mostrar-se aos adeptos portistas. Se eventualmente Nanú não tivesse sido contratado, ainda seria de esperar que tivesse alguns minutos, mas a preferência do treinador pelos jogadores mais rápidos tem deixado o lateral ex-boavisteiro completamente de parte dos convocados.
📢 LATERAL A CUSTO-ZERO
🔸O #FCPorto oficializou a contratação de Carraça, por 4 épocas
🔸Lateral-direito chega a custo-zero, após deixar o Boavista, onde fez quase toda a carreira
🔸 O comparativo com Manafá 👥 #LigaNOS#DragõesJuntos
Tudo indica que Carraça não irá durar muito no FC Porto, sendo mais um lateral que não deixa a sua marca no Dragão. A primeira e, quiçá, única oportunidade que terá pode ser contra o Desportivo Fabril Barreiro, no jogo para a Taça de Portugal depois do fim da paragem de seleções. Se Sérgio Conceição acabar por apostar no português, este terá que impressionar seriamente para ainda ter alguma hipótese de ser relevante no FC Porto.
Apesar de não ter tido espaço no plantel portista, a verdade é que Carraça encaixa nalgumas das ideias de Sérgio Conceição. Não é particularmente rápido, mas joga sempre com muita raça e muita entrega. Não é o jogador mais talentoso de sempre, mas Conceição já mostrou muitas vezes preferir este tipo de jogadores aos mais virtuosos, mas que por vezes jogam com menos intensidade.
Mas especialmente tendo em conta que foi a sua contratação que empurrou definitivamente Tomás Esteves para o seu empréstimo no Reading FC, é muito difícil encontrar algum sentido na vinda de Carraça para o Dragão. Mesmo que Carraça ainda chegue a ter alguns minutos contra os adversários mais fracos nas Taças, esses poderiam muito bem ir para um jovem jogador, como um prémio por todos os anos de formação.