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Olheiro BnR: Nico Mannion

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Com o Draft 2020 a cercar-se, o BnR volta a analisar aquele que será um dos principais nomes a ter em conta no Draft. Nico Mannion de seu nome, leva o rótulo de craque, todavia ainda tenha muitos aspetos no seu jogo por lapidar.

Nascido em Siena, Itália, Mannion mudou-se muito cedo para os E.U.A, tornando-se rapidamente a principal figura da Pinnacle High School, em Phoenix, Arizona. O jovem atleta de apenas 19 anos desde cedo foi identificado com um autêntico prodígio dentro dos meios de comunicação social norte americanos.

À medida que ia realizando números “a sorrir” quase sempre nos dois dígitos, a sua equipa ia somando recordes positivos, também nos 2 digitos. Inclusive, na sua primeira temporada, liderou a equipa a um recorde de 22-6, concretizando em média 20 pontos, 4.7 assistências, 4.6 ressaltos e 2.4 roubos de bola por jogo. Tudo, sublinhe-se, com apenas 15 anos de idade.

Dito isto, o mote estava dado e Nico Mannion rapidamente acarretou a atenção de vários scouts das melhores universidades do país (Duke e Villanova), não obstante tenha escolhido Arizona para completar o seu percurso formativo até à NBA. No meio deste sucesso todo, em julho de 2018, o jovem base estreou-se pela seleção principal italiana com apenas 17 anos de idade, tornando-se o quarto mais jovem da história a fazer-lo.

O seu primeiro ano na NCAA foi um autêntico sucesso. O italiano concluiu a sua primeira (e única) temporada como um dos melhores freshman da prova e com uma menção honrosa no All-Pac-12 second team, tendo obtido em média 14 pontos e 5.3 assistências por partida.

Após esta temporada muito positiva em Arizona, Mannion não teve dúvidas e declarou-se para o NBA Draft, sendo hoje projetado como a 23ª pick, segundo o nbadraft.net.

Foto de capa: Arizona University

5 promessas do Campeonato de Portugal que ainda vão dar que falar

O Campeonato de Portugal é o mais importante escalão de futebol não profissional no nosso país, sendo a “porta de entrada” para os dois principais campeonatos. Esta competição conta com jogadores experientes, futebolistas que que têm qualidade, mas não atingiram o nível exigido para subir de patamar a nível desportivo, e também jovens atletas que dão os primeiros passos no futebol sénior ou procuram adquirir experiência.

Neste artigo apresentamos cinco jovens jogadores que têm imenso potencial, e que continuando a aumentar os níveis de desempenho, brevemente darão o “salto” para as ligas profissionais. Destaque também para a inclusão de dois atletas que integram os plantéis de equipas “B”, sendo o exemplo de que este campeonato pode ser uma boa plataforma para amadurecer jovens prodígios do futebol nacional. 

 

As 5 melhores exibições da 6ª jornada da Primeira Liga

Cá estamos nós novamente para uma análise a mais uma jornada da Primeira Liga. Desta vez, voltaremos atenções para a ronda que terminou na última segunda-feira. E quantas histórias esta sexta jornada tem para contar… Desde grandes vergados à irreverência de oponentes em noites inspiradas, passando por um dérbi histórico do nosso futebol, até terminar no novo líder do campeonato. Muitas surpresas, muitos golos ao cair do pano, muita emoção: assim se resumem os nove encontros que compuseram esta ronda da Liga.

Com isso em mente, viajámos por esses nove jogos de modo a eleger as cinco melhores exibições da sexta jornada da Liga.

Menções Honrosas: Lucas Piazon (Rio Ave FC), Pedro Trigueira (CD Tondela) e Iuri Medeiros (SC Braga).

FC Porto x Olympique de Marseille | 5 dados estatísticos do duelo

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Chega mais uma terça feira com aquela música. A liga dos campeões é, cada vez mais importante para o FC Porto, é obrigatório contrariar os resultados negativo que assombram os azuis e brancos no campeonato português, as jornadas da liga milionária são uma lufada de ar fresco no que toca a exibições, até ao momento o conjunto não desiludiu, tanto contra o Manchester City como na receção ao Olympiacos FC os pupilos de Sérgio Conceição chamam à atenção pela garra e vontade de vencer.

PODE SER UM DUELO IMPORTANTÍSSIMO PARA AS CONTAS DOS AZUIS E BRANCOS NA LIGA DOS CAMPEÕES. SERÁ QUE CONCEIÇÃO DERROTA AVB? APOSTA JÁ NA BET.PT!

À terceira jornada, o Olympique de Marseille viaja até ao dragão à procura dos primeiros pontos nesta edição. Os franceses, comandados pelo bem conhecido André Villas-Boas, atravessam um dos piores períodos em competições internacionais, desde a chegada do português ao clube.

No entanto, os Les Phocéens continuam a ter uma palavra sobre as contas do grupo e este duelo pode ressuscitar a equipa na competição, ou em caso de derrota, sentenciar as esperanças de passar à fase seguinte da competição. Já os portistas precisam desta vitória, tanto financeiramente como emocionalmente já que a equipa está claramente abatida depois das más exibições no campeonato.

Para este duelo, Sérgio Conceição deve apresentar um onze cheio de alterações em relação ao último jogo para o campeonato. Com uma tática de 4-2-3-1: Marchesín; Manafá, Sarr, Mbemba, Corona; Sérgio Oliveira, Uribe; Luis Díaz, Fábio Vieira, Otávio; Marega.

Do lado francês, Villas-Boas deve apostar num estilo atacante de modo a garantir a vitória. Com a tática de 3-4-3 com: Mandanda; Balerdi, Alvaro, Caleta-Car; Sakai, Kamara, Rongier, Amavi; Payet, Thauvin, Radonjic.

Sporting CP | Início prometedor de uma equipa que promete

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O campeonato ainda vai numa fase muito precoce, é verdade, mas já é possível começar a avaliar o desempenho da equipa do Sporting CP. Ora, na presente data, os leões já jogaram 6 partidas tendo vencido cinco e empatado umaO Sporting CP acabou a noite do passado domingo na liderança do campeonato (ainda que à condição), algo que não acontecia há muito tempo. Para tal, venceu o Tondela, protagonizando um grande jogo no qual, finalmente, os leões mostraram um futebol de domínio, de ataque, de pressão constante. Foi praticado um futebol entusiasmante que se aliou à vitória! 

Apesar de nem sempre ter jogado um futebol de excelência, o clube de Alvalade tem feito um ótimo início de campanha e, acima de tudo, tem superado as baixas expectativas que os adeptos tinham sobre esta equipa. Voltámos a sentir o sabor da esperança, voltámos a festejar golos com o entusiasmo de estar nos lugares cimeiros e na luta por algo. Muito provavelmente não iremos ser campeões, mas o sentimento de estar na luta já traz emoções que o clube devia proporcionar mais aos adeptos. Confesso que já não festejava tanto os golos do Sporting CP como festejei na reviravolta contra o Gil Vicente FC há algum tempo e isso diz muito do que Rúben Amorim está a conseguir fazer. O jovem treinador português não tem uma equipa que se compare à dos outros grandes, mas tem uma equipa cheia de potencial, garra e irreverência que consegue transmitir emoções para os adeptos.

Rúben Amorim tem feito um bom trabalho neste início de época, sendo presenteado com um primeiro lugar (ainda que à condição)
Fonte: Bola na Rede

É óbvio que existem e existiram erros, mas também podemos comprovar que o treinador dos leões tem aprendido com os mesmos: analisemos, por exemplo, o caso de Jovane a avançado e a entrada de Sporar para o onze inicial. É certo que houve o desastre europeu mas, se calhar, em termos desportivos, sair da Europa foi positivo para a campanha nacional na medida em que há mais tempo para trabalhar a equipa, até porque o plantel leonino é curto em várias posições. Claro que preferia estar na Liga Europa, mas se atentarmos nos pontos positivos percebemos que jogar de semana a semana tem sido positivo para a equipa liderada por Rúben Amorim. Observemos as estatísticas à sexta jornada: 

16 pontos em 18 possíveis; 

– 15 golos marcados e apenas 4 sofridos; 

Melhor ataque (à condição) e terceira melhor defesa da liga; 

Tudo isto com um plantel com muito menos valor que o dos rivais e, simultaneamente, valorizando os jovens da academia de Alcochete. Tem sido desenvolvido um bom trabalho, os jogadores que entraram acrescentam algo à equipa e o Sporting CP está a ter um ano zero que pode resultar num ano muito mais positivo do que a maior parte de nós, sócios e adeptos, esperávamos.  

Há que ter calma nas expectativas que temos. Contudo, é importante ter, também, consciência que se deve continuar a trabalhar assim no futebol. Quero acabar com uma frase do treinador do Tondela FC, Pako Ayestarán, sobre Rúben Amorim e a sua equipa: “Dá gosto ver este Sporting jogar”. Sinto exatamente o mesmo e penso que todos devem estar orgulhosos deste bom início de campeonato.

Altura das grandes decisões na Vuelta

Com a chegada da última semana de Volta a Espanha (La Vuelta), chega também a altura das grandes decisões. A faltar 6 etapas, o equatoriano Richard Carapaz lidera com uma vantagem de 10 segundos para o esloveno Primoz Roglic.

Uma Vuelta recheada de montanha, com poucas oportunidades para os homens mais rápidos, fez desta edição o cenário ideal para trepadores. No entanto, a luta pelo primeiro lugar está em aberto, com 1m50s a separar o primeiro do quinto lugar.

A semana final começa com um contrarrelógio de 33,7 quilómetros entre Muros e o Mirador de Ézaro. Os últimos dois quilómetros são duríssimos porque existem rampas a mais de 16% de inclinação. Este é o cenário ideal para Roglic passar para primeiro lugar, recuperando a camisola vermelha a Carapaz, visto que o esloveno é um dos melhores do mundo na especialidade. Por outro lado, o equatoriano sente dificuldades no esforço individual da montanha. Do top dez, Roglic, Enric Mas e Wout Poels poderão ser os beneficiados no final do dia.

A etapa 14, apresenta algumas dificuldades, com três contagens de terceira categoria ao longo do percurso. Esta conta também com uma chegada empinada, com o quilómetro final a ter 6,5% de inclinação média. É uma jornada extensa de 204,7 quilómetros, entre Lugo e Ourense.

A etapa seguinte é a mais longa da competição. Trata-se de uma ligação de 230,8 quilómetros entre Mos e Puebla de Sanabria. O terreno será novamente ondulado, com cinco contagens de montanha de terceira categoria. A última contagem estará, aproximadamente, a cerca de 20 quilómetros da meta, com a parte final a ser em descida/terreno plano.

Boavista FC 3-0 SL Benfica: Águias cedem primeira derrota e entregam liderança a Leões

A CRÓNICA: AXADREZADOS DE LUXO IMPÕEM LIÇÃO A ENCARNADOS

O último jogo da sexta jornada colocou frente a frente o Boavista FC, 17.º classificado do campeonato, e o SL Benfica, único clube com pleno de vitórias.

Ainda sem público na bancada, os “encarnados” entraram em campo a saber da liderança (provisória) do Sporting CP e, por isso, a ideia de Jorge Jesus passava por não facilitar e manter a senda de vitórias, bem como o primeiro lugar da Primeira Liga.

Nos primeiros quinze minutos de jogo, a posse de bola foi repartida e muito disputada a meio campo, com as equipas a tentarem perceber qual a estratégia do adversário para o jogo.

Ainda que o Boavista FC tentasse parar a primeira fase de construção “encarnada” através da pressão alta, foi o Benfica que marcou primeiro por intermédio de Darwin Nuñez, mas o jovem avançado uruguaio estava adiantado e o golo foi anulado por fora de jogo.

Com o decorrer da primeira parte, os comandados de Jorge Jesus foram aumentando os números da posse de bola, mas pouco ou nada fizeram a nível ofensivo. Assim, aproveitou o Boavista: lance individual de Angel Gomes na área do Benfica, Everton comete falta sobre o jovem luso-inglês e Hugo Miguel não teve dúvidas em apontar para a marca de grande penalidade. O ex-Manchester United foi chamado a converter, não acusou a pressão e fez o 1-0 no Estádio do Bessa XXI.

Boavista FC - SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O Benfica viu-se obrigado a jogar em desvantagem (algo que só tinha acontecido contra o PAOK) e subiu as linhas para encostar os “axadrezados” junto à sua grande área. O jogo não fluía, mas num grande lance individual, Adel Taarabt descobre Jan Vertonghen solto na área, mas o internacional belga cabeceia à figura de Léo Jardim na oportunidade mais clara do Benfica em toda a primeira parte. Como “quem não marca, sofre”, o Boavista fez o 2-0 aos 38 minutos por intermédio do hondurenho Eli,s depois de uma assistência de Angel Gomes.

O técnico do Benfica tinha de mudar o “chip” ao intervalo e colocou em campo Rafa, Seferovic e Weigl (para os lugares de Gabriel, Everton e Pizzi). Como era de esperar, os “encarnados” entraram por cima e aumentaram a sua pressão, mas as oportunidades continuaram sem aparecer e, aos 60 minutos, Jorge Jesus decidiu esgotar as substituições ao colocar Franco Cervi e Diogo Gonçalves.

O clube da Luz continuou sem apresentar grandes soluções ofensivas, apesar dos inúmeros avançados. A “machadada final” veio aos 74 minutos, quando Paulinho viu Hamache à entrada da área e colocou a bola no defesa argelino, que com um excelente remate deixou Vlachodimos pregado ao chão e deu ainda maior vantagem ao Boavista FC.

Até ao final do jogo, nota para as perdidas de Yusupha e de Darwin Nuñez, já para lá do minuto 90.

A FIGURA

Boavista FC - SL Benfica
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Angel Gomes – O internacional inglês sub-19 voltou a ser o melhor em campo com um golo, uma assistência e um penálti ganho. Emprestado pelo Lille OSCM, o luso-inglês voltou a mostrar a sua capacidade técnina bem como a sua maturidade em campo. Jogou e fez jogar a sua equipa. A continuar a jogar a este nível não admira que na próxima época volte ao seu clube de origem.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

SL Benfica – Depois do passeio nas primeiras cinco jornadas da Primeira Liga e nos dois primeiros jogos na Liga Europa, o emblema “encarnado” cai com estrondo no fecho da sexta jornada. Num jogo onde os melhores lances foram protagonizados por Vertoghen e por Darwin Nuñez já ao cair do pano, uma atitude apática e falta de dinâmica ofensiva foram as principais características dos encarnados.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no seu habitual 4-4-2. Sem poder contar com os habituais laterais por estarem lesionados, Jorge Jesus colocou no onze inicial o jovem Nuno Tavares e Gilberto.

A verdade é que foi pelos corredores que o Boavista mais atacou. Ambos os laterais mostraram pouca eficiência defensiva e muitos erros na construção de jogo. Se na primeira parte havia muita passividade por parte dos defesas, esta mesma atitude alastrou-se para a restante equipa na segunda parte.

Ainda que no segundo tempo tenha havido mais mobilidade e mais garra nos jogadores “encarnados”, o jogo nunca pareceu fluido e pouco foi o perigo à baliza de Léo Jardim (mais uma grande exibição do ex-Rio Ave).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (5)

Gilberto (3)

Jan Vertonghen (4)

Nicolás Otamendi (5)

Nuno Tavares (3)

Gabriel (4)

Pizzi (4)

Adel Taarabt (4)

Everton ‘Cebolinha’ (3)

Luca Waldschmidt (3)

Darwin Núñez (3)

SUBS UTILIZADOS

 Rafa Silva (6)

 Julian Weigl (3)

Diogo Gonçalves (3)

Haris Seferovic (3)

Franco Cervi (-)

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O emblema “axadrezado” jogou de forma muito diferente em relação às anteriores cinco jornadas e mostrou atitude desde o início, a querer acabar a série de jogos sem ganhar.

Assente no habitual 4-3-3, o Boavista não jogou na defensiva e desde cedo pressionou a defesa encarnada de modo a tentar estancar a primeira fase de construção encarnada. De facto, a estratégia resultou e ao intervalo já ganhava por 2-0.

Apesar de ter defendido muito mais na segunda parte, os comandados de Vasco Seabra nunca perderam a atitude inicial e mantiveram o perigo longe da sua baliza. Com o jogo “a pedir” o contra-ataque, as “Panteras Negras” acabaram com a esperança do Benfica aos 78 minutos e assim asseguraram a primeira vitória na Liga NOS.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (6)

Cannon (6)

Awaziem Chidozie (5)

Castro (5)

Yanis Hamache (7)

Ricardo Mangas (6)

Miguel Reisinho (6)

Show (5)

Alberth Elis (7)

Angel Gomes (9)

Paulinho (6)

SUBS UTILIZADOS

 Yusupha Njie (4)

 Gustavo Affonso (4)

Sebastian Perez (-)

Bendtner | O que correu mal na carreira do “Lord”?

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Poucas coisas entusiasmam tanto os fãs de futebol como assistir ao nascimento de uma nova, jovem estrela. Em 2005, quando o jovem ponta-de-lança dinamarquês Nicklas Bendtner se estreou pelo Arsenal com apenas 18 anos, todos pensavam que estavam a ver um novo craque de classe mundial a dar os primeiros passos.

Quando foi emprestado ao Birmingham City na temporada seguinte, Bendtner pareceu confirmar as altas expectativas que caíam sobre ele: apesar de muito jovem, foi capaz de marcar 13 golos em 48 jogos na sempre competitiva segunda divisão inglesa. Seguiu-se um regresso ao Arsenal que começou por correr muito bem.

Sob a liderança do lendário técnico francês Arsène Wenger, Bendtner marcou mais de 40 golos em cerca de 100 jogos pelo clube londrino, que contava na altura com avançados da classe de Thierry Henry e Robin Van Persie no plantel. Mas em 2010, precisamente quando Bendtner devia ter explodido, uma série de maus comportamentos fora do campo começaram a pesar sobre as exibições do ponta-de-lança dinamarquês, que viu a sua carreira ir por água abaixo…

De super promessa a “Lord” da Internet

Depois de uma série de exibições medíocres, Nicklas Bendtner foi emprestado ao Sunderland, onde não conseguiu fazer mais do que 8 golos em 30 jogos. Seguiu-se um empréstimo à Juventus, um clube em que foi desfavoravelmente recebido pelos adeptos e onde acabou por jogar apenas 11 vezes. Em 2013, quando regressou ao Arsenal, Bendtner já tinha a fama de “Lord” que ainda hoje o caracteriza.

O dinamarquês virou uma espécie de “meme” nas redes sociais, tornando-se na punchline de inúmeras piadas que exacerbavam os seus dotes futebolísticos… mas apenas de forma satírica.

O peso das críticas e as cada vez mais fracas exibições dentro de campo pesaram sobre a confiança do jogador, que acabaria por ser dispensado do Arsenal, o clube onde foi formado e onde jogou durante a maior parte da sua carreira. Seguiram-se passagens pelo Wolfsburgo da Alemanha e pelo Rosenborg da Noruega, onde manteve um bom registo de golos mas onde nunca conseguiu impressionar verdadeiramente.

Mais recentemente, passou pelo Copenhaga da Dinamarca, e em 2020/21 assinou pelo Tarnby FF, um clube amador que disputa o quarto escalão do futebol da Dinamarca. Em pouco mais de uma década, Bendtner passou de ser um dos melhores jovens avançados do mundo para se tornar num jogador de qualidade duvidosa. Mas quais são as verdadeiras razões que estão por trás do surpreendente declínio do “Lord” Bendtner?

Mulheres, álcool, e muita, muita festa

Para se ser um grande jogador de futebol não basta ter talento. É preciso também ter muita determinação, muita capacidade de sacrifício, muita vontade de trabalhar, e muita força de espírito para resistir às tentações que estão sempre a aparecer fora do campo. Nicklas Bendtner era especialmente mau a corresponder ao último destes requisitos. Um apaixonado pelas mulheres e pelas relações fúteis em particular, Bendtner chegou a admitir recentemente que recorria a prostitutas de forma recorrente. Mas aquilo que mais prejudicou a sua carreira foi provavelmente o seu gosto pelo álcool, que o levou a cometer muitos excessos e que o chegou mesmo a levar à ruína financeira…

Uma noite fatídica no casino quase lhe custou tudo

Jogar no casino não é necessariamente perigoso. É possível visitar o casino ou passar pelos jogos de casino online de 888 sem colocar em risco a nossa saúde financeira. Tudo o que é necessário é manter a cabeça fria, não ceder às emoções, e não gastar mais dinheiro do que aquele que temos. Mas visitar o casino a altas horas da madrugada depois de beber muito álcool é uma receita certa para o desastre. Foi isso que aconteceu a Bendtner quando, aos 23 anos, se sentou numa mesa de casino enquanto alcoolizado e perdeu, no espaço de poucas horas, cerca de 440 mil euros!

O ponta-de-lança dinamarquês expôs a situação numa entrevista recente ao jornal The Guardian, e admitiu que chegou a perder mais dinheiro no casino do que aquele que estava na sua conta. Em relação ao momento, Bendtner admitiu mesmo que gostaria de poder voltar atrás e dizer à versão mais jovem de si mesmo para não desperdiçar a grande oportunidade que tinha em mãos. Infelizmente, essa noite fatídica não foi a última noite de festa e diversão do futebolista, que acabou por arruinar a sua carreira numa série de festas fúteis.

Para os fãs de futebol, exemplos como o de Bendtner não deixam de ser trágicos. O “Lord” da Dinamarca podia ter-se tornado num dos melhores pontas-de-lança do mundo, mas acabou por desperdiçar tudo graças a uma série de atitudes irresponsáveis fora de campo. Jogava num dos melhores clubes do mundo, contava com um técnico de classe mundial, e partilhava o balneário com lendas como Henry, Fàbregas, ou Lehmann. No entanto, pouco mais de Bendtner resta hoje senão a fama de “Lord” e uma valiosa lição.

Sporting CP | Daniel Bragança e a falta de minutos

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Se olharmos para os números de forma simples, Daniel Bragança soma quatro em seis jogos possíveis de leão ao peito, na presente época desportiva. Se olharmos em detalhe para esses números é possível verificar que nunca jogou mais do que 34 minutos – jogo diante do Portimonense SC. Soma assim, então, 82 minutos entre o campeonato português e a Liga Europa num total de 540 minutos.  

Olhando para o modelo e para a teimosia de Amorim em manter-se fiel ao seu sistema, independentemente do resultado, Daniel Bragança não tem conseguido ter minutos e oportunidades para demonstrar toda a sua qualidade. No passado triunfo leonino diante do Gil Vicente FC, o médio saiu do banco para contribuir – e muito – para a vitória leonina conseguindo uma bela assistência para Tiago Tomás. A sua criatividade, a sua qualidade de passe, a sua capacidade para construir quer em zonas de construção (mais baixas), quer  também em zonas de criação (mais avançadas), podem ajudar o Sporting CP a desbloquear este tipo de jogos contra blocos mais baixos em que é preciso outro tipo de características – ainda mais quando olhamos para João Palhinha e Matheus Nunes – como (muito) mais equilíbrio e transição, invés de ataque posicional e de domínio e controlo, do início ao fim do jogo.

Jogando de frente para o jogo, Daniel Bragança poderá ser uma mais valia, pois a forma como recebe a bola é fenomenal e demonstra sempre muita inteligência nas suas ações. Sai facilmente da pressão e poderá muito bem ser o dínamo para gerir o ritmo de jogo da equipa leonina. Um jogador associativo e com capacidade para manter a posse de bola e que reclama uma clara oportunidade no onze titular.  

Preocupa-me a sua falta de minutos, principalmente porque o Sporting CP conta apenas com as provas nacionais e poderá rodar bem menos do que o habitual – pelo menos na teoria. Com a permanência de João Palhinha, com a mudança de Matheus Nunes para o papel de Wendel, com a chegada de João Mário e ainda com Pote a poder atuar naquela posição, as opções são muitas e se um jogador desta qualidade não começa a somar minutos e a continuar a sua evolução apenas vejo um único cenário: a sua saída. Seria mais uma vez um erro a não aposta definitiva em Daniel Bragança, uma das melhores peças da formação leonina, como aconteceu recentemente com Matheus Pereira.   

Daniel Bragança tem nos seus pés a capacidade para continuar a brilhar e a demonstrar a sua qualidade, mesmo que por poucos minutos. Já Rúben Amorim tem na sua cabeça e nas suas mãos o futuro de um excelente jovem jogador, mas também o futuro do Sporting CP. 

Artigo revisto por Diogo Teixeira

TOP | Os 5 piores negócios da era Frederico Varandas

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Passaram dois anos desde a eleição de Frederico Varandas e inúmeros acontecimentos ficaram registados desde então. A atual direção tem conhecido o som da contestação desde o primeiro dia que assumiu funções no clube. A esperança de ver um trabalho que honrasse aquilo que o Sporting Clube de Portugal exige era imensa. Aliás, neste clube quando se fala em esperança, quando é que não é imensa? 

Nunca gostei de hipocrisias no que respeita à avaliação de um conselho diretivo. O bem estar do clube deve ser a prioridade máxima e, esteja quem estiver, o objetivo deve ser servir o leão rampante com qualidade, profissionalismo e amor. 

Nos últimos dois anos, são vários os pontos que servem de contestação ao trabalho realizado até ao momento. Estou completamente de acordo e entendo a grande maioria, outros nem tanto, faz parte.  

Um dos pontos onde tenho sido sempre bastante crítico é na capacidade negocial que reina no Sporting CP. Sinceramente, não me recordo de algo tão deprimente como nestes últimos dois anos… E olhem que já passou por aqui o “grande” Godinho.  

A delapidação tem sido constante e a capacidade para fazer uma venda excepcional simplesmente não existe. Nenhum dos jogadores razoavelmente bem vendidos (tendo em conta o valor) foi contratado pela atual direção, nem um. 

Adicionalmente, os jogadores que entraram, muitos deles nem sequer jogam, alguns foram dispensados e outros colocados por empréstimo. Só nesta direção é que se acha que comprar 50% do passe de um jogador é um bom negócio. Só nesta direção é que se pensa que vender um jogador, mesmo por um valor inferior ao que custou, é positivo porque irá poupar-se em salários, não é Vietto? 

Preferia não escrever esta lista. Para que tenham uma noção, ficaram de fora os seguintes negócios: 

 

Vendas – Matheus Pereira e Acuña. 

Contratações – Eduardo, Tiago Ilori, Doumbia, Rosier e Rafael Camacho. 

Saídas a custo zero – Nani e Fredy Montero.