A CRÓNICA: EQUILÍBRIO DO JOGO BEM PATENTE NO RESULTADO
Duelo entre um dos líderes do campeonato, o OC Barcelos, e o último campeão nacional, o FC Porto. Os dragões vinham de uma pausa forçada de 15 dias, depois do jogo com o HC Braga ter sido adiado. Já o OC Barcelos tinha deixado escapar os primeiros pontos frente à AD Valongo.
Os primeiros minutos foram muito equilibrados, com oportunidades para cada um dos lados. Aos dez minutos, o primeiro golo acabou por ser para os visitantes, que chegaram à vantagem, num lance individual de Rafa. O Óquei de Barcelos partiu com uma postura mais dominadora e teve quatro oportunidades de livre direto para empatar. Contudo, Xavi Malián adiou a igualdade, que haveria de chegar à beira do intervalo, por Miguel Rocha.
Fonte: OC Barcelos
Já a etapa complementar foi ainda mais animada. Gimenez, de livre direto, colocou o OC Barcelos pela primeira vez em vantagem. No entanto, meio minuto depois, Gonçalo Alves, fazendo um sprint de área a área, restabeleceu a igualdade. O jogo estava a um ritmo alucinante e no minuto a seguir nova reviravolta. Reinaldo Garcia colocou os dragões novamente em vantagem. O equilíbrio acabaria por voltar ao resultado, com Miguel Rocha a bisar na partida, na sequência de um lance caricato com vários ressaltos.
As equipas abrandaram e o marcador estabilizou até quatro minutos do fim. Gonçalo Alves assistiu o reforço Mena para colocar os visitantes novamente em vantagem. No entanto, Rafael Lourenço manteve o equilíbrio no resultado ao desviar um remate de Reinaldo Ventura, marcando para os da casa.
Resultado justo, mas que acaba por não servir a nenhuma das equipas. O OC Barcelos fica a dois pontos do Sporting e do Valongo e, assim, da liderança. Já o FC Porto atrasa-se ainda mais em relação ao duo da frente. Agora, os dragões estão a seis pontos, com um jogo a menos.
Xavi Malián – O guarda-redes foi muito importante, especialmente na primeira parte. O internacional espanhol defendeu os vários livres diretos que a equipa da casa teve e, que podiam ter levado a um resultado confortável.
Guillem Cabestany – Mais do que a um jogador, neste jogo, a nomeação de fora de jogo acaba por assentar melhor ao treinador do FC Porto. A opção de alinhar apenas com nove jogadores, cinco titulares e só quatro soluções no banco, prejudicou a equipa, até pela estratégia de circulação da bola que os dragões assumiram na partida. Há jogadores talentosos na equipa B e na formação que mereceriam a oportunidade.
ANÁLISE TÁTICA – OC Barcelos
A equipa da casa entrou expectante, deixando o FC Porto ter mais tempo de posse de bola, mas sempre exercendo pressão alta. No entanto, à medida que os minutos passavam, o Barcelos foi equilibrando e depois do golo dos dragões, passou a tomar conta das rédeas do jogo. Para desequilibrar no 1×1, a formação contava com Reinaldo Ventura e com a aposta nos remates de longa distância.
CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES
Conti (7)
Reinaldo Ventura (7)
Miguel Vieira (8)
Zé Pedro (6)
Joca (6)
SUBS UTILIZADOS
Bruno Ferreira (6)
Tomás Pereira (7)
Luís Querido (6)
Giménez (7)
Rafael Lourenço (7)
ANÁLISE TÁTICA – FC Porto
A equipa de Guillem Cabestany vinha limitada com a ausência de Poka e só se apresentou com nove jogadores ao todo. Com um ataque que rodava pelos quatro jogadores em campo, o FC Porto tentou apostar no controlo da posse de bola para chegar ao golo. Quando chegaram ao golo, os visitantes tentaram manter a estratégia, mas acabou por a não conseguirem manter.
A CRÓNICA: SC BRAGA COMO UM “GRANDE” CONTRA UM VITÓRIA SC DE PÓLVORA SECA
Primeiro “Derby do Minho” de 2020/21, disputado no D. Afonso Henriques, casa dos vimaranenses. Começa a ser uma das partidas mais aguardadas da época desportiva, pelo que Vitória SC e SC Braga têm feito ao longo dos últimos anos, mas também pelo que se perspectiva que possam vir a fazer nos anos que se seguem.
Numa primeira parte muito bem disputada, o SC Braga teve 30 minutos iniciais de muita qualidade, com pressão alta, a recuperar ainda no meio-campo dos homens da casa e a ter oportunidades para inaugurar o marcador. Tanto que aos 27 minutos, após uma grande incursão de Galeno pela esquerda, um cruzamento rasteiro veio parar a Esgaio, que depois de um desvio, finalizou em força para 0-1. Adiantava-se, justamente, o SC Braga. Até ao intervalo a toada que descrevemos manteve-se: bracarenses por cima, a quererem dilatar o resultado – e com oportunidades para isso –, com o Vitória SC sem conseguir ter bola e, como sabemos, sem ela não se consegue marcar.
Os segundos 45 minutos começaram de forma diferente, com os vitorianos a mostrarem mais acutilância ofensiva, mas sem conseguirem chutar a baliza. A posse de bola aumentou, os processos estavam mais rápidos, mas os bracarenses estavam a fechar bem as portas. O SC Braga, esse, continuava a criar perigo com mais regularidade, mas agora mais na base de ataques rápidos.
Depois de uns 15 minutos de qualidade do Vitória SC, a partida ficou morna e só aqueceu com um “caldinho” típico de um derby, por volta dos 80 minutos. Uma entrada “assassina” de David Carmo sobre Edwards originou uma rixa, com agressões e tentativas de agressão entre os jogadores. Fransérgio, David Carmo e Jorge Fernandes acabaram por ser expulsos.
Até ao fim o pressing final foi dos da casa, com nove minutos de compensação e superioridades numérica (10×9). No entanto, a pólvora seca foi a constante e o resultado ficou fixado em 0-1, com toda a justiça.
A FIGURA
⚔ 𝐎 𝐎𝐑𝐆𝐔𝐋𝐇𝐎 𝐃𝐎 𝐌𝐈𝐍𝐇𝐎 𝐒𝐎𝐌𝐎𝐒 𝐍𝐎́𝐒! ⚔
Gverreiros continuam invictos no 🏰 pela 6️⃣ª temporada consecutiva! 🔥
SC Braga- Como um todo, jogadores e treinador. Tática ambiciosa de Carlos Carvalhal que só resultou porque o 11 inicial e, vou mais longe, o plantel dos bracarenses é muito superior ao adversário. Destaques principais para: Galeno (o melhor em campo), Esgaio e Sequeira. Pela negativa, David Carmo e Fransérgio, que mancharam a exibição sólida com uma sessão de pugilato.
Falta de adeptos no estádio- Considero que o triunfo do SC Braga foi mais mérito dos próprios do que demérito do Vitória SC, apesar de sabermos que no futebol é muito difícil quantificar isso.
Por isso, como fora de jogo, acabo por escolher um estádio vazio num derby. Não me vou alongar mais sobre este tema, até porque já falei nele, mas os exemplos que temos tido no futebol nacional e europeu são sempre fantásticos, de respeito pelas regras.
O tema torna-se ainda mais atual pelo “caos” que vimos no GP de Portimão, da F1. Parece que todos merecem e o futebol, que já deu provas que tem tudo para funcionar de forma fantástica, é sempre deixado para último. Não tenham medo, deixem os portugueses ir à bola. Ao cuidado de quem manda.
Análise Tática: Vitória SC
Segunda partida de João Henriques ao leme dos vimaranenses, optando pelo mesmo esquema tático que alinhou no Bessa, há menos de uma semana: 4-3-3. Pudemos ver um meio-campo forte, muito povoado, que procurava constantemente as diagonais de Quaresma e Edwards. A defesa foi melhor frente ao Boavista FC, mas teve aqui o seu maior teste.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Bruno Varela (7)
Sílvio (5)
Jorge Fernandes (4)
Suliman (5)
Outtara (6)
André André (5)
Agu (5)
Rochinha (6)
Quaresma (6)
Bruno Duarte (5)
Edwards (6)
SUBS UTILIZADOS
Poha (5)
Miguel Luis (-)
Noah (-)
Análise Tática: SC Braga
Os “Gverreiros de Minho” entraram para este jogo na sua melhor fase da época, com a equipa a assimilar cada vez melhor as ideias do seu técnico, Carlos Carvalhal. A própria tática, um 4-4-2 “clássico”, teve quatro jogadores com muita vertigem para o ataque, nomeadamente Paulinho, Horta (o Ricardo), Galeno e Iuri Medeiros. Os dois do meio-campo, fortes na pressão e na processo defensivo, ajudam aquela “defesa a 4”, que por vezes joga muito subida e pode deixar espaços para os adversários explorarem.
A CRÓNICA: AZAR BATE À PORTA, MAS O FAMALICÃO PREFERE NÃO TER PORTA
FC Famalicão e Boavista FC defrontaram-se este domingo para mais um jogo a contar para a quinta jornada do campeonato. Antevia-se um encontro disputado pelo facto de ambas as equipas apresentarem projetos interessantes e com contratações impactantes.
Na jornada passada, os famalicenses suaram para sair de Faro com um empate a três bolas, já os boavisteiros perderam no Bessa contra o Vitória SC. Nos primeiros 45 minutos da partida a única ocasião de perigo digna do nome foi protagonizada por Gil Dias que com uma iniciativa individual pelo flanco esquerdo conseguiu rematar à malha lateral da baliza de Leo Jardim.
De resto, assistiu-se a um Famalicão sempre mais no controlo da partida e a um Boavista ainda muito dependente de jogadas individuais e de falhas defensivas dos opositores para causar perigo. João Pedro Sousa e os seus pupilos estiveram mesmo prestes a festejar o primeiro golo da partida, mas Léo Jardim conseguiu defender o remate de Rúben Lameiras na conversão de uma grande penalidade. Hamache na reposta a este desperdício fez um remate rasteiro e potente que só parou no fundo das redes da baliza de Zlobin e inaugurou o marcador.
O Boavista apresentou melhoras face à primeira parte e conseguiu ampliar a vantagem de bola parada. Quem bateu foi Hamache para Javi Garcia aproveitar uma saída em falso de Zlobin e a cabecear para o segundo golo dos boavisteiros. O FC Famalicão teve ainda direito a outra grande penalidade por falta de Javi Garcia sobre o recém-entrado Campaña. Rúben Lameiras repetiu a marcação do castigo máximo, mas desta feita não falhou e reduziu para um golo a vantagem do Boavista FC. Robert, jogador lançado por João Pedro Sousa para o lugar de Velenzuela, marcou um golaço. Num livre a partir da esquerda do ataque Robert assumiu a marcação e bateu em arco ao ângulo superior esquerdo da baliza de Léo Jardim que bem se esticou, mas que nada pode fazer para deter este remate. O resultado final foi, assim, fixado num empate a duas bolas entre os conjuntos, depois do Boavista desperdiçar uma vantagem de dois golos construída já na segunda parte do encontro.
— Futebol Clube de Famalicão (@FCF1931_Oficial) October 26, 2020
A FIGURA
Fonte: Bola na Rede
Meio campo boavisteiro – Na primeira parte com linhas mais recuadas, conseguiu anular as iniciativas do Famalicão, mas com a subida das linhas na segunda parte, conseguiu controlar o jogo e chegar a uma vantagem confortável, não fosse a expulsão de Javi Garcia que desequilibrou por completo a partida.
O FORA DE JOGO
Fonte: Bola na Rede
Defesa famalicense – Na primeira parte estiveram no controlo do jogo, mas foi quando o Boavista FC optou por tomar controlo do jogo que se notou a passividade, principalmente dos centrais. Zlobin também esteve mal nos dois lances que deram os golos ao Boavista.
ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO
O FC Famalicão apostou num 4-4-3 para este encontro com Dyego Sousa na frente e com Velenzuela e Rúben Lameiras nas alas. A ideia de jogo da primeira parte pareceu ter controlo da bola, sair sempre a jogar com a bola pelo chão e tentar causar perigo pela rápida circulação da bola do meio para uma das alas onde apareciam ou os alas ou os laterais mais isolados. Na segunda metade do encontro, os famalicenses demoraram a acordar para o jogo. Apresentaram passividade e falta de atenção em vários momentos de transição defensivos e foi nesses lances que sofreram os golos. As substituições vieram a ser decisivas, mas contaram também com alguma sorte para contribuírem para o desfecho final do encontro.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Zlobin (6)
Bruno Jordão (5)
Riccieli (6)
Patrick William (6)
Babic (6)
Gil Dias (6)
Velenzuela (6)
Pereyra (6)
Assunção (5)
Lameiras (5)
Dyego Sousa (5)
SUBS UTILIZADOS
Macello Trotta (4)
Ivan Jaime (5)
Campaña (5)
Morer (-)
Robert (6)
ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC
O conjunto de Vasco Seabra abordou este jogo de uma forma mais cautelosa. Com uma linha de quatro defesas e com Javi Garcia a servir de trinco e a ficar muito perto da linha mais recuada, os boavisteiros apostavam na rapidez de Elis e de Paulinho para conseguir um passe longo eficaz e, desta forma, apanhar a defesa famalicense desprevenida. O Boavista não mudou ninguém à entrada para a segunda parte, mas subiu as linhas e aumentou a pressão. Estes fatores provaram ser decisivos e chegaram a uma vantagem de dois golos que depois foi anulada com a expulsão de Javi Garcia que vinha a equilibrar o meio-campo boavisteiro até ao momento. Em suma, foi um jogo bem conseguido por parte do conjunto do Bessa, mas que precisava de um bocado mais de foco e coesão para conseguir segurar os três pontos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Leo Jardim(6)
Cannon (6)
Castro (5)
Chidozie (5)
Hamache (7)
Gustavo Affonso (7)
Reisinho (6)
Javi Garcia (6)
Paulinho (7)
Elis (6)
Nuno Santos (5)
SUBS UTILIZADOS
Show (5)
Njie (-)
Mangas (-)
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
FC Famalicão
BnR: “O Famalicão na primeira parte conseguiu controlar o jogo, mas encontrou um Boavista diferente na segunda metade do jogo. Porque é que a subida das linhas do Boavista causou tantas dificuldades nos momentos de transição defensiva ao Famalicão? O que estava a falhar, na sua opinião?”
João Pedro Sousa: “Sim, tivemos algumas dificuldades em ligar. Algumas perdas de bola a meio-campo, o que permitiu ao Boavista fizesse algumas transições. No entanto, sabemos o que acontece que isso acontece com todas as equipas. A nossa forma de jogar, se não for com qualidade e cometermos erros, sujeitamo-nos a situações de contra-ataque. O primeiro golo do Boavista nem surge numa situação de transição defensiva. Estávamos bem posicionados, mas é um remate forte, de longe e bem colocado. Mas, de facto, tivemos mais dificuldades na segunda parte. Também começámos a acusar algum desgaste, o terreno estava um pouco pesado e na altura em que íamos mexer acabámos por sofre o golo. A nossa reação depois foi excelente.”
Boavista FC
BnR: “Boavista voltou da primeira parte com as linhas mais subidas e conseguiu causar mais perigo que na primeira parte do encontro. Porque é que não se viu esta alteração tática no decorrer da primeira parte?”
Vasco Seabra: “Ela (a alteração) foi acontecendo a espaços. Fomos tentando que o bloco fosse um bocado mais para cima na primeira parte, mas não foi tão consistente quanto na segunda. Isso também teve a ver com o crescimento que a equipa acabou por ter e ao intervalo foi só reforçarmos aquilo que já estávamos a fazer. Por isso, não teve a ver com uma alteração tática, teve a ver só com o nível de crescimento da equipa em termos de confiança e em termos de enquadramento do jogo para conseguir ser mais forte a pressionar.”
Com a lesão de André Almeida, que sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito frente ao Rio Ave FC, em jogo a contar para a quarta jornada da Primeira Liga, a lateral direita do SL Benfica encontra-se, agora, à espera de um novo dono.
Como tal, esta semana decidimos apresentar quatro candidatos ao lugar deixado pelo português, com a particularidade de, se nenhum dos jogadores abaixo referidos convencer Jorge Jesus, as “águias” equacionarem investir num reforço no mercado de transferências de janeiro.
Neste sábado, o FC Porto venceu o Gil Vicente FC por uma bola a zero, naquela que foi uma vitória bem sofrida para os dragões. Evanilson fez a sua estreia a marcar de azul e branco, mas houve mais um dado que não passou em claro: a utilização de três centrais.
Estava tudo pronto para Hélder Malheiro apitar para o início do encontro até que os olhares fixaram-se para o posicionamento da equipa de Sérgio Conceição no relvado. Nada mais do que três centrais, três médios, dois médios alas e dois avançados. Maior estupefação de qualquer adepto era impossível.
Mais curioso ainda era o FC Porto não ter nenhum terceiro central de raiz. Sarr não jogou de início e Zaidu ocupou a vaga de terceiro central a jogar pela esquerda. Corona e Manafá encarregavam-se dos corredores. Uribe, Nakajima e Fábio Vieira dominavam o corredor central e davam o apoio a Evanilson e Toni Martínez.
Em suma, não só foi estranho este sistema tático como os intérpretes que integraram o onze portista. Nakajima não era titular no FC Porto desde março (a pandemia estava a entrar em Portugal!). Fábio Vieira começou a ter espaço nesta equipa. Evanilson e Toni Martínez caíram do céu. No entanto, creio que a única aposta falhada foi Toni Martínez que saiu ao intervalo não só pela ineficácia do sistema tático como por aquilo que não estava a conseguir oferecer à equipa.
Após os 90 e poucos minutos de ontem, creio que é possível afirmar que o sistema tático adotado por Sérgio Conceição não foi o mais indicado. Não digo isto por ser contra um sistema de 3 centrais, mas porque notou-se uma falta de entrosamento gritante entre a equipa. Claro que a presença de intérpretes novos não facilita nada esse entrosamento, mas juntar a isso um novo sistema tático acaba por deitar achas para a fogueira.
Foi claramente notório, sobretudo na primeira parte, a quantidade de passes falhados pelos jogadores do FC Porto. As jogadas e as combinações ofensivas morriam cedo e a equipa do Gil Vicente FC conseguia aproveitar os erros para chegar mais à frente e assustar Marchesín. Sérgio Conceição olhava para o banco, berrava para dentro de campo e notou-se uma equipa a começar a melhorar.
🎙Sérgio Conceição: “O jogo foi difícil mais pela ineficácia ofensiva. Quisemos dar um volume de jogo grande e amassar o adversário, mas o Gil Vicente foi bravo a defender. Se tivéssemos marcado quatro ou cinco golos ninguém se escandalizava”#FCPorto#FCPGVFC#NaçãoPortopic.twitter.com/orRpuW3teC
A melhor frase para descrever isto foi que o FC Porto quis surpreender o Gil Vicente FC, mas acabou por também se surpreender a si próprio. Claro que se Sérgio Conceição lançou esta equipa neste sistema tático é porque já tinha sido trabalhado durante a semana, mas as dificuldades foram muitas e se o resultado tivesse sido outro havia muito por explicar.
As minhas notas de rodapé vão também para o facto de Toni Martínez, na minha opinião, não ter qualidade para ser titular nesta equipa. A eterna ânsia para ver Taremi no onze inicial e o futuro de Felipe Anderson nesta equipa é algo para também ficarmos a saber.
É verdade que foi a primeira vez que o FC Porto se apresentou num sistema tático peculiar para o campeonato, mas já na quarta-feira anterior, em Manchester, Sérgio Conceição tinha surpreendido tudo e todos ao apostar num sistema com 3 centrais. As duas grandes diferenças foram o facto de não haver nenhuma adaptação e Sarr entrar para terceiro central pela esquerda, e os médios alas serem mais laterais que jogadores ofensivos. Logo, podemos afirmar que era uma linha de cinco.
Apesar da derrota, o FC Porto não “envergonhou” frente ao Manchester City FC, e o sistema tático não se desdobrou num 4-4-2 nem num 4-3-3 como no jogo frente ao Gil Vicente FC. Pep Guardiola ficou surpreendido com o sistema adotado pelos portistas, dando a entender que os dragões só tinham mudado neste encontro. Parece que Sérgio Conceição quis mostrar ao técnico espanhol que a linha de três centrais pode ter vindo para ficar…
A CRÓNICA: O MOREIRENSE FC BEBEU UM PIRES E MEIO DE PONCHA
Nos confrontos que contrapõem Moreirense FC e CS Marítimo, a tendência dita que a história sorri poucas vezes aos insulares: o último triunfo no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas remonta à época de 2016/2017, aclamado por um tento solitário de Fransérgio (0-1).
A onda de resultados positiva dos madeirenses foi travada na jornada transacta pelo Portimonense SC (1-2), depois da surpreendente vitória no reduto dos dragões (2-3). Por sua vez, os cónegos somam dois empates seguidos, frente a Belenenses SAD (fora) e FC Boavista (casa). Destaca-se, ainda, a ausência de derrotas no seu covil.
No campo de batalha, o primeiro quarto de hora foi disputado, primordialmente, na zona central do terreno. Algumas entradas mais ríspidas, jogo aéreo mais frequente e procura infrutífera dos flancos, bem como pela profundidade que os avançados conferem a ambas as equipas.
De súbito, intensificou-se a chuva e só podia constituir um sinal superior. Golo do Moreirense FC: Pires, após passe de Filipe Soares e perda de bola adversária, desmarca Pires que, com um remate seco e portentoso, faz a bola embater em China; na tentativa de sacudir para canto, Abedzadeh introduz a bola na própria baliza. O placard alterou-se! 1-0!
A densidade do relvado não possibilitou a troca de bola nem o futebol com algum espetáculo. Por isso, através de bolas paradas, o CS Marítimo causava algum alarido na área adversária pela tensão dos cruzamentos de China.
À passagem do minuto 35, Jean Irmer trava a impulsão de Fábio Pacheco no terreno e acaba expulso: contratempo para a equipa insular. Na sequência do livre, Steven Vitória ganha nas alturas e faz embater a bola no poste direito.
A expulsão tranquilizou a equipa da casa: os espaços vazios do meio campo foram dominados com uma eficiência maior e os ataques lançados à área maritimista prenunciavam o segundo golo e dupla vantagem dos da casa. Filipe Soares, aos 44 minutos, foi perdulário e não assentiu ao pressentimento.
Uma investida insular tímida ganhou canto. Na sequência do mesmo, um alívio de Steven Vitória encontrou os pés de Filipe Soares que, calcorreando de área a área, deposita em Pires; este assiste Pedro Nuno, que só foi responsável pela tarefa de encostar para a baliza. 2-0! Dupla vantagem cónega e intervalo no Comendador Joaquim de Almeida Freitas!
O apito soou e a segunda parte teve início. Cinco minutos volvidos e Pires, de fora da grande área, envia à baliza à guarda de Abedzadeh: este não agarrou à primeira e, só com a pressão da corrida de Filipe Soares, atirou para canto. O perigo morava na área maritimista.
Os pupilos de Lito Vidigal, comparativamente à primeira metade do encontro, demonstravam atrevimento e incidiam os seus projetos ofensivos na disponibilidade quer de J. Tageu, Rodrigo Pinho e F. Tamuzo. Por sua vez, o Moreirense FC, aquando dos momentos de posse, desenhava diversas triangulações, em especial enfoque para Pires e Pedro Nuno.
O minuto 68 compõe uma tentativa frustrada de sentenciar, de vez, o encontro: Pires, através de um contra-ataque explosivo, avança até ao limite e remata; o guarda-redes iranino, numa mostra de qualidade e experiência, executa a saída dos postes e a mancha in extremis.
Na sequência do sufoco ofensivo perpetrado pelo Moreirense FC, Galego, recém-entrado, é solicitado por Filipe Soares, mas desperdiça na cara de Abedzadeh.
A avalanche dianteira dos cónegos permanecia: Ferraresi, aproveitando um ressalto proveniente do remate de Filipe Soares, constrói uma investida individual e remate à figura do guarda-redes iraniano, que sacode para canto.
Contra a corrente do jogo, através de um cruzamento de China, Zainadine desvia para a baliza de M. Pasinato e reduz. De repente, a partida ganha outra cor e o que estava – aparentemente – sem vida, transforma-se. 2-1! O placard volta a sofrer modificação.
A partida estava relançada. Contudo, o jogo de sentido único prevaleceu sobre um incidente solitário e que podia ter conferido ao embate um sentido distinto. Apito final! O Moreirense FC regressa às vitórias, depois de três jogos sem a saborear.
Pires – a preponderância do avançado (ex-Hoffenheim) fez-se sentir ao longo dos 90 minutos. Ofensivamente, destaca-se a assistência e o golo, para além de toda a disponibilidade e frescura física, a velocidade e assombro da baliza adversária, através de sucessivos remata. A cereja no topo da sua exibição foi-lhe negada, injustamente. Por momentos, fez esquecer o contributo essencial outorgado por Fábio Abreu.
Jean Irmer – o médio defensivo esteve no campo durante pouco mais de meia hora. A equipa, desde o início da partida, apresentou dificuldades na segurança e controlo da zona central do terreno e o médio não atendeu a esta súplica: foi, sem rodeios, displicente na forma como abordou os lances através dos quais sofreu sanções disciplinares. Comprometeu uma exibição e um resultado que podia ter conhecido outro fim.
ANÁLISE TÁTICA – MOREIRENSE FC
Ricardo Soares apostou num 4x4x2 ofensivo, com Pires e Walterson responsáveis pelas alas e destinando Alex Soares e Pedro Nuno as funções de homens mais adiantados no terreno. Destaca-se a titularidade do central adaptado ao lado direito da defesa Ferraresi e a lesão de Pedro Amador, substituído por Afonso Figueiredo, naquela que corresponde à sua estreia com a camisola dos cónegos.
Durante a primeira metade, no lado dos cónegos, os mais solicitados para tarefas ofensivas eram Pires e Walterson, sempre com o alicerce de Filipe Soares, box-to-box que descaía para ambos as alas. Além disto, sinaliza-se as constantes armadilhas de fora-de-jogo que a defesa do Moreirense FC construía ao setor ofensivo adversário.
Segunda parte tranquila e com o comando da partida. Pressão alta e subida no terreno, aposta na velocidade dos extremos e na construção a partir de zonas mais interiores, apostando na criatividade ora de Pires, ora de Filipe Soares, ora de Alex Soares. Setores coesos e aproximados, bloqueio da maior ameaça possível (Rodrigo Pinho) e ambição a comandar as hostes.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
M. Pasinato (5)
Rosic (6)
Ferraresi (6)
Fábio Pacheco (7)
Pires (8)
S. Vitória (6)
Filipe S. (7)
Afonso Figueiredo (6)
Alex Soares (7)
Pedro Nuno (6)
Walterson (5)
SUBS UTILIZADOS
Galego (5)
Matheus (5)
Lucas Silva (-)
Franco (-)
David Tavares (-)
ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
O treinador dos insulares, José Vidigal, gizou um 3x5x2 com o simples intento de projetar os perigosos contra-ataques pelos quais a equipa foi reconhecida, por exemplo, no Estádio do Dragão. Agostinho saía, Bambock entrava no setor mais adiantado do terreno.
Na primeira parte, as investidas do CS Marítimo eram maioritariamente efetuadas pela demanda da profundidade e rapidez de Edgar Costa e Rodrigo Pinho. Assinala-se a pouca assertividade e o posicionamento dúbio nos dois lances de golo por parte do setor mais recuado.
A segunda metade foi vítima de alguma conformidade com o resultado. Linhas recuadas face à inferioridade numérica, médios com ausência de apoio dos extremos no combate que teimou em existir no meio campo, flancos com pouco entrosamento e ausência de agressividade foram fatores que persistiram.
A equipa maritimista despertou nos instantes finais da partida e ainda assustou os cónegos, ainda que sem que se esperasse.
ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES
Abedzadeh (6)
Cláudio Winck (5)
Lucas Áfrico (5)
Zainadine (5)
Jean Irmer (3)
Correa (4)
Rodrigo Pinho (5)
Edgar Costa (4)
Bambock (5)
René Santos (5)
China (5)
SUBS UTILIZADOS
F. Tamuzo (5)
J. Tageu (5)
Kibe (4)
Jean Cléber (4)
Alipur (-)
BnR NA CONFERÊNCIA
MOREIRENSE FC
BnR: Mister, boa noite. Quando Felipe Pires foi substituído, foi percetível um abraço e uma troca de sorrisos entre ambos. O que significou?
Ricardo Soares: Gratidão, essencialmente gratidão. Quando os jogadores se superam, só pode ser essa a mensagem que posso retribuir. Existe uma relação profissional e uma relação afetiva entre treinadores e jogadores. Eu acredito nas duas, há quem não acredite. Jogadores que se esforçam e que possuem ambição de querer sempre mais têm sempre o meu apoio e o meu sorriso. A equipa tem uma margem de progressão enorme, o Felipe Pires tem uma margem de progressão enorme também, é um belíssimo jogador, como tantos outros que compõe o nosso plantel. Com esta atitude de grupo, estou certo de que mais coisas boas virão e que as alegrias se vão multiplicar.
CS MARÍTMO
BnR: Como é que analisa a partida?
José Vidigal: Um jogo que começa bem, bem disputado, nós um pouco por cima. Entretanto, o jogo equilibra-se. Aos 30 minutos de jogo, a expulsão dificulta-nos a vida e , de certa forma, carece de alguma justiça. A partir daí, o Moreirense FC superioriza-se. Ao intervalo, existiu uma conversa positiva com os jogadores, eles perceberam a mensagem. Na segunda parte, não conseguimos entrar com o ímpeto que pretendíamos. No entanto, reorganizamo-nos. Foram feitas diversas alterações na tentativa de alterar o resultado. Os jogadores do Moreirense FC passaram boa parte da segunda metade no chão e isso não foi tido em conta na compensação dada ao fim dos 90 minutos. Só uma equipa mentalmente muito forte consegue procurar o golo em inferioridade numérica. Resta dar os parabéns aos meus jogadores e pensar no próximo jogo.
A CORRIDA: Uma autêntica masterclass de Morbidelli, enquanto a Suzuki continua rainha do mundial e cada vez mais consistente, tanto com Rins como com Mir. Oliveira arrumou Fabio Quartararo e Maverick Viñales, dois dos candidatos ao título.
O mundial de motociclismo não pára, e o circuito de Aragão recebeu o GP Alcaniz, décimo segundo grande prémio da temporada, numa corrida pouco animada. Ou melhor, pouco animada na luta pela vitória.
Nakagami, da LRC Honda, partia da pole position e sonhava com a primeira vitória na categoria rainha. Teve um excelente arranque, liderava, mas foi surpreendido pela baixa temperatura dos pneus na primeira volta e acabou por cair… E levar com ele o sonho de vencer.
Quem surpreendeu no arranque foi Franco Morbidelli que mais parecia um míssil, e depois da queda de Nakagami assumiu a liderança da prova para nunca mais a largar. No GP Alcaniz, uma corrida «à la Marc Márquez» e uma autêntica masterclass do piloto da Petronas Yamaha SRT.
Alex Rins, da Suzuki, puxou dos galões em perseguição do italiano, mas acabou por ir perdendo ritmo nas últimas voltas e foi incapaz de alcançar a vitória. Acabando do segundo lugar, enquanto o seu companheiro de equipa Joan Mir terminou no terceiro lugar do pódio e conquistou mais uns quantos importantes pontos na luta pelo título de campeão mundial em 2020.
Se lá na frente tudo parecia decidido, a animação acontecia um pouco mais atrás. E com um piloto à mistura. Miguel Oliveira, que saiu da oitava posição, travou uma intensa batalha com Fabio Quartararo pelo sexto lugar. E depois de muitas trocas e baldrocas, foi o português a levar a melhor.
Depois de despachar Quartararo, o falcão de Almada arrumou com Maverick Viñales e ainda tentou intrometer-se na luta entre Zarco e Pol Espargaró, mas acabou por terminar a corrida em sexto lugar no GP Alcaniz… E repito, depois de arrumar de forma magistral, dois dos candidatos ao título. Incrível, não é?
Alex Márquez, por sua vez, tinha tudo para alcançar mais um excelente resultado, mas acabou por perder a frente da sua Honda e a gravilha foi o destino final para o piloto espanhol.
“Aragão 2” foi menos animado do que o grande prémio da passada semana, mas o mundial continua ao rubro com Mir cada vez mais líder, tendo agora 137 pontos e curiosamente sem nenhuma vitória esta temporada.
A faltarem, apenas, três grandes prémios para esta temporada louca de 2020 terminar, o grande prémio de Portugal assume cada vez mais um papel decisivo – já que as emoções finais terão lugar no Autódromo Internacional do Algarve.
A CORRIDA: CIRCUITO DIFERENTE, MAS O TRIO DO PÓDIO É O MESMO
Já ouvida «A Portuguesa» que se fez sentir em todo o Autódromo Internacional do Algarve, o relógio contou para a 13h10, onde se deu o fim de um ciclo de 24 anos sem Fórmula 1 em Portugal.
E assim começou. As cinco luzes vermelhas apagaram-se, e deu-se assim o início ao Grande Prémio de Portugal.
A primeira volta acabou por dar esperanças de que seria uma corrida aparatosa, devido à pista húmida. Mas, só passou de um ligeiro susto, onde Sergio Perez (Racing Point) e Max Verstappen (Red Bull) embatem ligeiramente, que deram ao mexicano uma corrida nada fácil de gerir.
Do outro lado, Carlos Sainz (McLaren) e os Mercedes continuavam ali na luta pelos três primeiros lugares, porém, o espanhol da equipa britânica logo se afastou, e deu espaço aos homens da Mercedes para lutarem entre si.
Mais para a frente, destaque para o incidente de corrida entre Lance Stroll (Racing Point) e Lando Norris (McLaren), que acabou por prejudicar ambas as performances, principalmente para o canadiano. Para além dos danos, Stroll recebe dez segundos de penalização (cinco por limites de pista e cinco pela colisão), e acaba por desistir, sendo o único carro que não terminou a corrida.
Depois de não ter corrido na última prova, Lance Stroll volta a não ter uma corrida de sonho Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Sem grandes destaques, é Lewis Hamilton quem vê primeiro a bandeira axadrezada. O piloto britânico da Mercedes faz a sua vitória número 92, ultrapassando, finalmente o galardoado recorde de Michael Schumacher.
Para completar o pódio, fica então o «trio do costume», com Valtteri Bottas (Mercedes) e Max Verstappen (Red Bull).
Destaques para Charles Leclerc e Sebastian Vettel (Ferrari) que acabam ambos nos pontos, em quarto lugar e décimo lugar, respetivamente.
Pierre Gasly (AlphaTauri) fica no último lugar do top 5, com uma corrida muito sólida e ultrapassagens brilhantes. Carlos Sainz (McLaren) fica em sexto, com Sergio Perez a conseguir o sétimo lugar. Os Renault de Esteban Ocon e Daniel Ricciardo ficam ambos nos pontos, em oitavo e nono lugar.
Sem chuva para apimentar as coisas e com a vitória de Lewis Hamiton, o GP de Portugal acaba por ser uma corrida típica, mas que, para nós, portugueses, foi gratificante recebê-la, pois é a primeira vez em 24 anos que abrimos as portas a um evento deste calibre.
Portimão tem uma pista incrível, que recebeu um ótimo feedback durante todo o fim-de-semana, tanto dos pilotos, como das equipas e de toda a comunidade F1 em geral. Da nossa parte, é esperar que queiram cá voltar, e, para a semana há mais, na Emília-Romanha (Imola).
A época de clássicas, mudada para o final do ano trouxe, desde logo, uma visão rara nos últimos anos, uma Deceunick – Quick Step que não ganhou qualquer monumento. Ainda assim, a equipa belga foi uma das que mais brilhou nas provas de um dia e somou também algumas vitórias importantes, ainda que tenha sido incapaz de triunfar nos principais dias do calendário.
Depois dos Monumentos italianos corridos logo após a retoma – vitórias de van Aert em Sanremo e Fuglsang na Lombardia -, só depois da primeira Grande Volta da temporada se disputaram as restantes principais provas de um dia.
Comecemos por falar das ardenas. Com a Amstel cancelada, sobraram Flèche e Liège. No lado masculino, estiveram em destaque homens que já haviam brilhado no Tour de France, mostrando a importância da rodagem das pernas para fazer frente às dificuldades. O jovem Marc Hirshi triunfou no Mur de Huy e finalizou segundo em Liège, comprovando que a Sunweb tem no suíço um dos maiores talentos das clássicas.
Primoz Roglic também provou que se dá bem nestes percursos das Clássicas, consolando a derrota em França com a conquista do seu primeiro Monumento. Já Julian Alaphilippe desperdiçou uma excelente oportunidade em Liège e teve que esperar pela Brabantse Pijl para abrir a conta envergando a camisola arco-íris.
A chegada ao Mur de Huy também proporcionou um momento soberbo para Anna van der Breggen, que lá triunfou pela sexta (!) edição consecutiva. Já a LBL foi uma corrida algo surpreendente no lado feminino, com Lizzie Deignan a vencer isolada, de forma algo inesperada, já que as principais favoritas terminaram a vários minutos. É de destacar, ainda assim, o segundo lugar de Grace Brown, a australiana que continua a subir no panorama internacional depois de uma entrada tardia no desporto.
Seguiu-se o paralelo e a mais bela parte da temporada das Clássicas não desapontou, mesmo sem Paris-Roubaix na agenda, com a corrida francesa a ser o único Monumento não disputado neste ano atípico.
What a win by @ChantalBlaak
Strong ride by the team finished off majestically by Chantal. What a day to finish the last classic of this unique cycling season with. #teamwork from start to finish.#rvv20pic.twitter.com/UgSI1gPUwI
A Boels-Dolmans foi a principal figura, com vitórias na Gent-Wevelgem e na Ronde van Vlaanderen. E, se a primeira foi um bom triunfo conquistado por D’Hoore num sprint reduzido, a segunda foi resultado de uma exibição coletiva de excelência, culminada pela dobradinha de Blaak e Pieters. Com a corrida a partir cedo, a equipa neerlandesa jogou com os números de forma soberba, viu uma van der Breggen implacável, mas abnegada, anular todas as tentativas de van Vleuten e, com isso, colocar Blaak na posição perfeita para chegar a solo.
Refira-se ainda que, em De Panne, Wiebes somou a segunda vitória com as cores da Sunweb, mas o que falta falar é de Lotte Kopecky. A ciclista da Lotto conquistou o título belga de fundo e começou a confirmar o potencial que se lhe apontava, finalizando também no podium das três provas de empedrado do World Tour.
Já nos homens, Mads Pedersen e Mathieu van der Poel obtiveram os principais resultados. O ex-campeão do mundo brilhou no BinckBank Tour e venceu na Gent-Wevelgem, confirmando a quem ainda duvidasse que não é um one-hit wonder. Já a estrela do ciclocrosse venceu a Geral do BinckBank e conquistou o seu primeiro Monumento numa Ronde menos interessante que o habitual.
Julian Alaphilippe estava a ser o principal animador na sua estreia em Flandres, colocando a Deceunick na luta pelo seu Monumento caseiro e já tinha criado uma divisão que seria fulcral no desfecho da corrida. Contudo, quando seguia na frente da prova com van der Poel e van Aert, embateu numa mota e foi forçado a abandonar, acabando com as esperanças da sua equipa.
Esta queda também criou um cenário mais aborrecido, já que os dois jovens rivais colaboraram bem e deixaram a corrida para ser decidida num sprint apertado. Depois do segundo lugar de Senechal em Wevelgem e da queda de Alaphilippe, a Deceuninck ainda foi a tempo de também triunfar no paralelo, com uma dobradinha liderada por Lampaert em De Panne.
Hoje há dérbi do minho em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. O Vitória SC recebe o SC Braga no Estádio D. Afonso Henriques, numa altura em que estão apenas separados por um ponto e com a possibilidade de os vimaranenses terminarem esta jornada no segundo lugar da tabela classificativa.
Apesar de não contar com adeptos no estádio, o dérbi minhoto desperta sempre grandes emoções e quase ninguém consegue ficar-lhe indiferente. O Bola na Rede reuniu os cinco jogadores a ter em conta para esta partida.