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SL Benfica | Os 3 presidentes que deixaram marca na Luz

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As eleições no SL Benfica aproximam-se e os adeptos começam a fazer um balanço sobre o último mandato de Luís Filipe Vieira. A (in)decisão passa por votar novamente no atual presidente ou na lista de um dos seus opositores: João Noronha Lopes, Bruno Costa Carvalho e Rui Gomes da Silva, ex-membro da direção encarnada.

Com o voto a ter lugar no próximo dia 28, o Bola na Rede puxou da memória e escolheu os presidentes que, na sua opinião, mais marcaram a história do clube da Luz.

Podcast BnR T1/EP8: Os 5 melhores jogadores de FC Barcelona e Real Madrid CF

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No oitavo episódio, e com o El Clásico como plano de fundo, os comentadores do Bola na Rede escolheram os 5 melhores jogadores de FC Barcelona e de Real Madrid CF do século XXI.

Vem daí para este programa com a moderação de Carolina Neto e com os comentários de Diogo Soares Loureiro, João Castro e Mário Fernandes.

Se queres saber quem foram os escolhidos, então ouve o novo episódio do Podcast BnR.

Podes ouvi-lo no Spotify, Anchor, Breaker, Google Podcasts, Apple Podcasts, Overcast, Pocket Casts e Radio Public.

Frederico Varandas x Pinto da Costa | Acusações fora do jogo

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Depois de todas as polémicas sobre a arbitragem no jogo contra o FC Porto, o presidente do Sporting CP, Frederico Varandas, deixou claro que, se fosse na Luz ou no Dragão, aquela grande penalidade nunca seria revertida. Um claro ataque ao rival e à arbitragem… 

Começo por afirmar que não sou, de todo, simpatizante de Frederico Varandas. É um presidente que, para além de criar divisões no clube, nada faz para o unir e, para mim, isso não pode ser a conduta de um dirigente de uma instituição como o Sporting CP: tem feito do ataque às claques a sua bandeira e a política do “dividir para reinar”, provavelmente, irá resultar até às próximas eleições (nas quais se espera que apareça alguém que consiga ser melhor do que o atual presidente do clube).

Ora, depois deste desabafo, acho importante referir que não considero que Frederico Varandas tenha estado mal nas declarações que proferiu, mas destaco uma frase do presidente que me deixou intrigado: “Não vamos fazer o que se fazia. Não vamos jogar sujo.” Frederico Varandas, numa declaração a atacar o rival e a arbitragem, ataca também o passado do clube? Se sabe de algo, que o diga; se tem intenções de atacar o antigo presidente e de dividir ainda mais os sócios e adeptos, claramente não é a pessoa certa para o clube.  

Pinto da Costa não podia ficar calado e respondeu, não na mesma moeda, mas sim numa moeda mais pesada: afirmou que Frederico Varandas fará um grande serviço ao Sporting CP quando se dedicar à medicina. Enquanto sócio do Sporting CP, nunca vou achar correto que ataquem um presidente do clube, mesmo que não goste dele porque, apesar de tudo, também estão a atacar o clube. Apesar de tudo, Pinto da Costa também afirmou algo que vai ao encontro das minhas ideias, nomeadamente o facto de haver boas e más pessoas em todo o lado, inclusive nas claques.

No bate boca com Jorge Nuno Pinto da Costa, Frederico Varandas recorreu a polémicas passadas para atacar o rival
Fonte: Sporting CP

Mas desengane-se o leitor porque Pinto da Costa não quer o bem do Sporting CP: apenas utilizou argumentos que os adeptos que estão contra Frederico Varandas usam de modo a que estes ganhem força contra o mesmo, utilizando as palavras de alguém com muita influência no futebol português. Ou seja, Pinto da Costa só quer dividir ainda mais os adeptos do Sporting e criar um clima ainda mais instável dentro do clube. 

Frederico Varandas não poderia deixar de responder às graves acusações contra ele proferidas e respondeu à letra a Pinto da Costa. Tendo em conta que Pinto da Costa tem “telhados de vidro”, o presidente do Sporting CP respondeu muito bem e, finalmente conseguiu comunicar para o exterior sem criar divisões no interior do clube.

Não gosto de Varandas, mas reconheço que, nesta troca de palavras com Pinto da Costa, esteve bem e, apesar de nenhuma destas declarações ser positiva para o futebol português, não posso deixar de apoiar o presidente do Sporting CP quando este é severamente atacado, manchando o nome do clube. Apesar do forte de Varandas não ser a comunicação e de não ser o presidente que muitos de nós queríamos ter, temos de apoiar o presidente do nosso clube, pelo menos, quando é contra um rival, ignorando, momentaneamente, o que não gostamos.  

Tudo isto em prol, única e exclusivamente, do Sporting Clube de Portugal.  

FC Porto 1-0 Gil Vicente FC: Evanilson aquece o pé num jogo morno

A CRÓNICA: TRÊS PONTOS IMPORTANTES NUM JOGO SEM ESPETÁCULO

Quase 21 dias depois a bola voltaria a rolar no Estádio do Dragão, desta vez para colocar frente a frente tripeiros e gilistas num embate a contar para a jornada cinco da Primeira Liga Portuguesa. A equipa da casa entrava em campo à procura de regressar aos bons resultados, uma vez que já não vence há três partidas, enquanto que o Gil Vicente FC, carrasco do FC Porto na passada temporada, ambicionava ser tomba gigantes e alcançar o quarto jogo sem perder não campeonato.

Sérgio Conceição lançou um onze inicial com um q.b. de surpresa, mas simultaneamente, expectável, dada a carga de trabalho dos azuis e brancos nos próximos dias. Os barcelenses vieram a jogo com um sistema inovador para o “Gil”, mas bastante habitual para grande parte das equipas da Primeira Liga que vêm jogar ao Estádio do Dragão.

Os motores demoraram a aquecer, dada a entrada pouco intensa tanto do FC Porto como do Gil Vicente FC e até à primeira meia hora de jogo vimos duas equipas a tentar entrosarem-se na partida. A turma de Rui Almeida apresentou-se bastante sólida a nível defensivo, conseguindo bloquear o plano de Sérgio Conceição, tendo sido também capaz de criar oportunidades no contra-ataque, principalmente por intermédio de Antoine Leautey e Samuel Lino.

O FC Porto não se quis deixar ficar e a partir da meia hora de jogo colocou o pé no acelerador. Manafá, Toni Martínez e Evanilson, em três lances distintos, ameaçaram a baliza de Denis, tanto que o guardião brasileiro acabaria por ceder. Foi outro brasileiro, Evanilson, que desfez o nulo e estreou-se a marcar com a camisola azul e branca. Excelente lance coletivo pelo lado esquerdo portista com a bola a passar por Zaidu, Corona, Zaidu novamente, Nakajima e, por fim Evanilson, que fugiu à marcação e só teve de encostar para o golo. A primeira parte terminaria sem mais lances de perigo, com um FC Porto a vencer, mas ainda que sem convencer face a um Gil Vicente FC que se apresentou bastante competente.

 A segunda metade da partida iniciou com alterações do lado do FC Porto com a saída de Toni Martínez para a entrada de Romário Baró, passando a jogar num sistema de 4-3-3 com Nakajima e Corona nas extremidades ofensivas. O Gil Vicente FC mantinha a mesma estratégia para a segunda parte procurando a tão desejada igualdade no marcador.

Bem perto do relógio marcar uma hora de jogo é assinalada uma grande penalidade para o FC Porto por mão na bola de Ygor Nogueira num pós-remate de Romário Baró dentro da grande área. Matheus Uribe teve nos pés a oportunidade de dilatar a vantagem no marcador, mas o colombiano viu o seu remate ser defendido por Denis, que apesar de ver a sua equipa em desvantagem, protagonizava uma grande exibição.

Apesar do jogo estar bastante morno, o FC Porto viria a sofrer uma contrariedade a 15 minutos do fim, podendo colocar em causa o resultado da partida – Zaidu chocou com Joel e recebeu o segundo amarelo, forçando os dragões a agilizar o processo defensivo para aguentar o 1-0. Ainda assim, o conjunto azul e branco procurou matar o jogo nos últimos minutos através de lances rápidos de contra-ataque. Taremi teve a oportunidade de fazer ou assistir para o segundo golo da partida quase ao fechar do jogo, mas sem sucesso, acabando o FC Porto terminar o encontro com uma vitória pela margem mínima.

 A FIGURA

 Evanilson – Foi determinante na vitória portista ao fazer o único golo da partida e garantir os três pontos. No golo e na bola que enviou ao travessão esteve muito bem no posicionamento, mostrando ser um dos seus pontos fortes. Menção honrosa também para Nakajima que esteve bastante presente ao longo da partida.

O FORA DE JOGO

 Lourency – Esperava-se mais da estrela da companhia gilista, pois o avançado brasileiro já causou no passado muitos estragos ao FC Porto. Foi substituído ao minuto 62 para dar lugar a Baraye, uma vez que até ao momento tinha demonstrado pouca intensidade e importância no jogo. Um dia não para Lourency que resultara num dia não também para o Gil Vicente FC pela derrota sofrida frente ao FC Porto.

ANÁLISE TÁTICA FC PORTO

O FC Porto repetiu o sistema tático do jogo inaugural da Liga dos Campeões frente ao Manchester City FC, usufruindo da polivalência de vários jogadores como Zaidu, Manafá e Corona. Zaidu assumiu o lugar de central à esquerda com Pepe e Mbemba na sua companhia, Manafá esteve também no lado esquerdo intermediando a defesa e o ataque e na faixa oposta estava Corona, com o mesmo papel, mas com uma vertente mais criativa. Uribe e Fábio Vieira estavam ao centro e Nakajima também, embora mais adiantando no terreno e a descair para as laterais. Evanilson e Toni Martínez compuseram a dupla atacante da primeira parte. Na segunda parte, após a saída de Toni Martínez, o FC Porto passaria a jogar num 4-3-3 com Romário Baró no meio campo e Corona e Nakajima nas extremidades. Manafá e Zaidu saltaram para as laterais defensivas.

 

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Agustín Marchesín (7)

Wilson Manafá (6)

Chancel Mbemba (7)

Pepe (7)

Zaidu (6)

Tecatito Corona (7)

Matheus Uribe (6)

Fábio Vieira (7)

Shoya Nakajima (8)

Evanilson (8)

Toni Martínez (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (7)

Malang Sarr (6)

Mehdi Taremi (6)

Sérgio Oliveira (7)

Moussa Marega (-)

 

ANÁLISE TÁTICA GIL VICENTE FC

O Gil Vicente adotou também uma estratégica com três centrais (Ygor Nogueira, Rodrigo Prado e Rúben Fernandes) e uma linha de quatro médios composta por João Afonso, Claude Gonçalves, Talocha e Joel Pereira, sendo que Talocha e Joel Pereira, laterais habituais dos “Galos de Barcelos” assumiam tarefas defensivas quando o FC Porto tinha a posse da bola. Lourency, Samuel Lino e Antoine Leautey foram a armada ofensiva escolhida por Rui Almeida para o jogo de hoje. Uma tática que, apesar da derrota, deu resultado a nível defensivo, pois o Gil Vicente anulou muito daquilo que o FC Porto tinha planeado ofensivamente.

11 INICIAIS E PONTUAÇÕES

Denis (7)

Ygor Nogueira (6)

Rodrigo Prado (8)

Rúben Fernandes (7)

Joel Pereira (7)

João Afonso (7)

Claude Gonçalves (7)

Talocha (8)

Antoine Leautey (7)

Samuel Lino (7)

Lourency (7) 

SUBS UTILIZADOS

Kanya Fujimoto (7)

Lucas Mineiro (7)

Bertrand Yves Baraye (6)

Renan (6)

SL Benfica 5-0 Viseu 2001: Uma noite tranquila para os encarnados

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A CRÓNICA: ERROS DEFENSIVOS MINARAM HIPÓTESES VISEENSES 

O jogo começou de maneira recorrente neste tipo de encontros, com uns primeiros minutos de estudo mútuo. Embora existisse um ascendente para o lado do SL Benfica, que se revelava mais rematador e mandão, havia também um Viseu 2001 mais na expetativa e sempre à procura de um contra-ataque rápido para criar mais pressão junto da baliza de Diego Roncaglio.

Entre as oportunidades criadas pelos encarnados, claro destaque para um remate fortíssimo de Robinho, que acertou com estrondo na barra e que bateu claramente na parte de fora da baliza. Foi o único destaque deste primeiro quarto da partida.

O golo inaugural surgiu, pouco depois, num momento de grande infelicidade de Matheusinho a desviar para a sua própria baliza, após cruzamento de Rafael Hemni. A defesa Viseense acusou muito o tento sofrido, começando a acumular erros graves que permitiram ao SL Benfica aumentar confortavelmente a marcha do marcador.

Graças a estes erros já mencionados, Jacaré bisou e aumentou a vantagem para três golos sem resposta. Aos 15 minutos, um dos golos da noite. Um míssil de Arthur, a entrar no canto superior da baliza de João Silva e a aumentar o fosso no marcador. O Viseu 2001 também criou algum perigo junto da baliza benfiquista, mas Diego Roncaglio respondeu sempre com eficácia às investidas do adversário.

O intervalo chegou com uma clara evidência: o SL Benfica foi indiscutivelmente mais forte e dominante. Os encarnados claramente ampliaram a vantagem muito devido aos erros primários do seu oponente, afetados, quiçá, pelo autogolo do seu jogador e pelo embate psicológico que adveio dessa incidência.

O jogo foi especial para o pivot russo dos lisboetas, Ivan Chishkala, que fez hoje a sua estreia oficial pelas águias e revelou alguns pormenores interessantes.

O segundo tempo começou com um ritmo semelhante ao início do jogo. O SL Benfica esteve ativamente à procura de ampliar o resultado e o Viseu 2001 prosseguiu na procura de um contra-ataque. Consequência desses primeiros minutos, chegou o quinto golo. Uma finalização exímia de Robinho a corresponder na perfeição a um passe de Fits.

Até ao final do encontro, nada mais de relevante sucedeu, tirando uma bola na trave por parte do conjunto orientado por Paulo Ferrnandes, na melhor ocasião do conjunto Viseense. Vitória indiscutível dos lisboetas, graças às veleidades defensivas proporcionadas pelos adversários.

 

A FIGURA

Publicado por Sport Lisboa e Benfica – Modalidades em Sábado, 24 de outubro de 2020

 

Arthur – Num encontro sem grande história, o melhor golo da tarde foi da autoria do recorço do SL Benfica. Grande tiro do jogador brasileiro ao ângulo da baliza de João Silva! Foi um autêntico pontapé no marasmo que foi este jogo.

O FORA DE JOGO

Publicado por Sport Lisboa e Benfica – Modalidades em Sábado, 24 de outubro de 2020

 

Defesa do Viseu 2001 – Grande parte do resultado desnivelado nesta noite foi alcançado não por mérito das águias, mas por claro demérito da equipa do Viseu, incapaz de evitar erros básicos que não se podem cometer quando se pretende discutir um resultado contra uma equipa da valia do SL Benfica.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Como esperado, a equipa do SL Benfica começou mais dominante e à procura da vitória. Não fez um jogo brilhante (longe disso), mas soube aproveitar os erros alheios para construir um resultado confortável.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diego Roncaglio (7)

Nilson (6)

Tiago Brito (7)

Rafael Henmi (7)

Jacaré (7)

SUBS UTILIZADOS

André Sousa (-)

Fábio Cecílio (6)

Silvestre Ferreira (-)

Rúben Teixeira (6)

Arthur (8)

Robinho (7)

Ivan Chishkala (7)

Fits (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – VISEU 2001

A tática de jogo não foi errada, mas a equipa de Paulo Fernandes cometeu demasiados erros individuais que arruinaram qualquer hipótese de alcançar um resultado positivo nesta noite.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Silva (7)

Pedro Peixoto (5)

Russo (6)

Kiko (7)

Rafa Stocker (6)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Felipe (6)

Lucas Otanha (6)

Caio Santos (6)

Fábio Neves (6)

Matheusinho (5)

Lucas Amparo (6)

Amândio Ferreira (6)

Daniel Ramos (6)

 

CD Santa Clara 1-2 Sporting CP: Leões e o Rugido da Vitória

A CRÓNICA: O DUELO DO AÇOR E DO LEÃO ONDE O SPORTING LEVOU MESMO A MELHOR

Este final de tarde solarengo, na ilha de S. Miguel, voltou a trazer adeptos para mais uma grande tarde de futebol. Em jogo estava a disputa dos três pontos entre o CD Santa Clara e Sporting CP para a quinta jornada da Primeira Liga. Um jogo importante para ambas as partes, uma vez que o clube açoriano vinha da sua primeira derrota do campeonato, frente ao FC Paços Ferreira, e o clube leonino de um empate, frente ao FC Porto.

A primeira parte ficou marcada por um Sporting superior, a conseguir chegar com mais facilidade à baliza do Santa Clara. No entanto, o guardião das redes do clube açoriano, Marco Pereira, manteve-se atento e defendeu com exatidão cada lance. Mesmo com a atenção redobrada, a infelicidade chegaria aos 19 minutos: Pedro Gonçalves inaugura o marcador.

A equipa vermelha e branca mostrava algumas dificuldades na defesa, deixando espaço suficiente para haver linhas de passe para a equipa leonina. A superioridade numérica não perduraria por muito tempo. Thiago Santana, aos 41 minutos, aproveita uma saída em falso de Adán e fica sozinho, de frente para a baliza. Com isto, empata a partida mesmo antes do intervalo.

A segunda parte trouxe um Santa Clara mais agressivo e coeso defensivamente. O clube açoriano conseguiu criar maior linha de passe entre si, tornando o jogo mais dinâmico e com maior linha de passe.

Aos 80 minutos, Marco Pereira cedeu à pressão, mesmo com o seu defesa atento ao lance. Saiu demasiado cedo da baliza e deu a oportunidade a Pedro Gonçalves de fazer o 2-1.

Apesar de mais algumas tentativas de chegar ao empate, a equipa de Daniel Ramos não conseguir ser feliz e acabou por somar a segunda derrota do campeonato. Já o Sporting levou para casa os três pontos.

 

A FIGURA

Pedro Gonçalves – O médio leonino teve um desempenho exemplar neste jogo. Pote bisou na partida e acabou por colocar o Sporting no 2º lugar na tabela classificativa, chegando aos 10 pontos e mantendo o historial de, até ao momento, não ter perdido nenhum jogo.

 

O FORA DE JOGO

Marco Pereira – O guarda redes açoriano não esteve à altura do desempenho a que nos habituou. O intitulado pelos adeptos como “mão de ferro” teve uma má abordagem ao lance do segundo golo do Sporting, que definiu o desfecho da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

Daniel Ramos jogou com o esquema tático 3-4-1-2. Tassano e Sagna mostraram maiores dificuldades perante Nuno Santos e Pote. Santa Clara marca no final da primeira parte contra a corrente do jogo. Na segunda parte, Daniel Ramos transforma o esquema tático e adota um 5-4-1. Essa escolha trouxe uma melhor ocupação do espaço, que estava a ser aproveitado pelos leões na primeira parte.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco (4)

Fábio Cardoso (5)

João Afonso (5)

Mansur (4)

Lincoln (5)

Carlos Jr. (6)

Thiago Santana (6)

Costinha (5)

Anderson Carvalho (5)

Tassano (5)

Sagna (5)

SUBS UTILIZADOS

Osama Rashid (5)

Néné (5)

Rafael Ramos (4)

Jean Patrick (-)

Shahiryar (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim adotou o esquema tático 3-4-3 e utilizou o mesmo onze do último jogo, frente ao FC Porto. O Sporting entrou melhor no jogo. O golo surgiu depois de um período de supremacia dos leões com o Santa Clara a não acertar as marcações.

 

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (6)

Zouhair Feudal (5)

Sebastián Coates (5)

Nuno Mendes (7)

João Palhinha (7)

Matheus Nunes (7)

Nuno Santos (7)

Neto (6)

Pedro Porro (7)

Pedro Gonçalves (8)

Jovane (6)

SUBS UTILIZADOS

Sporar (4)

Tiago Tomás (5)

João Mário (6)

Gonçalo Inácio (4)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA

 

CD Santa Clara

BnR: O que faltou para a equipa agarrar o empate que acabou por escapar ao cair do pano? Na segunda parte, a equipa veio mais coesa defensivamente. O que mudou taticamente?

Daniel Ramos: Faltou não ter cometido erros. Erros fazem parte do jogo, estamos aqui para isso. Estamos desagradados com o resultado. Esperávamos outro resultado, pelo menos um ponto.

Quanto à segunda parte do jogo, mudamos os posicionamentos. Colocamos Thiago Santana no corredor central e jogamos com 3 avançados e baixamos dois deles. Adotar o 5-4-1 fez-nos ter uma melhor ocupação de espaço, linhas mais perto, jogadores mais perto do espaço que o Sporting estava a aproveitar na primeira parte.

Sporting CP

BnR: Qual a análise que faz do jogo?

Rúben Amorim: Foi um jogo de sentido único. Na primeira parte estivemos com boa dinâmica. Tivemos oportunidade de fazer golo. Mesmo ao sofrer o golo antes do intervalo, a equipa, apesar de jovem, não sentiu o golo. Os jogadores que entraram deram força ao jogo e fomos forte nas transições. O Santa Clara estava a querer sair e não deixamos.

Artigo revisto

Manchester United FC 0-0 Chelsea FC: Empate tático

A CRÓNICA: JOGO TÁTICO E EXTREMAMENTE INTENSO

No encontro a contar para a sexta jornada da Liga Inglesa, o Chelsea FC visitou o Manchester United FC, numa tarde bastante chuvosa em Old Trafford. O mau tempo não estragou a qualidade da partida, que se decidiu nos pormenores táticos. Os “Red Devils” criaram as melhores ocasiões de golo, mas não foram capazes de quebrar o nulo no marcador.

Os primeiros 25 minutos foram muito equilibrados, com o jogo a ser praticado num curto espaço de terreno, não havendo ocasiões de golo eminentes. Existiu muita pressão na zona central do terreno de jogo, com ambas as formações a travarem uma batalha tática.

As duas equipas apresentaram-se com as linhas defensivas subidas, a procurarem o erro do adversário, algo que só aconteceu nos últimos minutos da primeira parte. As melhores ocasiões de golo pertenceram ao Manchester United. Destaque para dois remates com “selo” de golo, por parte de Rashford e Mata, que Mendy respondeu com excelentes intervenções.

O segundo tempo começou com ambas as equipas a arriscarem mais, abrindo o jogo e atuando com uma intensidade frenética. A partida continuou a ser muito disputada no miolo do terreno. O Manchester United confirmou a superioridade demonstrada na primeira parte, sendo a formação mais perigosa do ponto de vista ofensivo e criando as melhores oportunidades de golo.

Com este resultado, a equipa da casa parte para a sétima jornada em décimo quinto lugar, ainda que tenha disputado apenas cinco jogos. O Manchester United irá receber o Arsenal FC, em Old Trafford, no próximo fim de semana. O Chelsea ocupa provisoriamente o sexto lugar na tabela classificativa e, na próxima jornada, irá a casa do Burnley FC.

 

A FIGURA


Edouard Mendy- O substituto do lesionado Kepa, habitual titular na baliza dos “Blues”, demonstrou, hoje, que poderá ser o novo dono da posição. Contratado esta temporada ao Stade Rennais FC, Mendy realizou o seu segundo jogo na Liga Inglesa – e logo frente a um histórico como o Manchester United. Apesar de ter cometido um erro grave que poderia ter resultados mais catastróficos, falhando um passe que parecia simples perto da sua baliza e que deu pontapé de canto para o conjunto adversário, correspondeu com eficácia quando foi chamado a intervir.

Realizou três defesas excecionais que valeram o empate à sua equipa. Demonstrou uma mentalidade vencedora, quando não se deixou desmotivar pelo erro cometido e realizou uma enorme exibição.

O FORA DE JOGO


Ataque do Chelsea FC- Após a enorme quantia gasta em reforços para o setor ofensivo, como as contratações de Havertz, Werner e Ziyech, era expectável que o ataque dos “Blues” fosse demolidor. Nesta partida, apenas realizaram um remate à baliza, não marcando qualquer golo. Criaram poucas jogadas de perigo e, mesmo após as mexidas efetuadas por Frank Lampard, a falta de criatividade no último terço do terreno manteve inalterada.

ANÁLISE TÁTICA- MANCHESTER UNITED FC

A equipa da casa alinhou em 4-2-3-1, com as linhas bem definidas e organizadas. Destaque para o meio campo, com McTominay e Fred a jogarem lado a lado como “duplo pivot”, oferecendo mais liberdade ofensiva a Bruno Fernandes.

Com a entrada de Pogba e Cavani, Rashford ocupou a faixa esquerda e Bruno Fernandes descaiu para a direita, de forma a permitir ao médio francês posicionar-se no centro do terreno como médio mais avançado. Com Mason Greenwood, a equipa adquiriu características mais ofensivas e Bruno Fernandes acabou por se voltar a posicionar no corredor central, nos últimos minutos da partida. No setor defensivo, desta vez com uma defesa formada por quatro elementos, os “Red Devils” foram bastante competentes, conseguindo “silenciar” o tridente ofensivo dos adversários.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

David de Gea (6)

Aaron Wan-Bissaka (7)

Victor Lindelof (6)

Harry Maguire (7)

Luke Shaw (6)

Scott McTominay (7)

Fred (7)

Bruno Fernandes (7)

Juan Mata (6)

Daniel James (5)

Marcus Rashford (6)

SUBS UTILIZADOS

Paul Pogba (6)

Edinson Cavani (6)

Mason Greenwood (6)

ANÁLISE TÁTICA TÁTICA-CHELSEA FC

A formação de Frank Lampard alinhou num esquema tático de 3-4-3, com a equipa bem aberta nas alas. A profundidade e o carácter ofensivo oferecido pelos laterais permitiam aos avançados movimentarem-se por espaços mais interiores.

Relativamente ao trio de ataque, Pulisic ocupou a partir da ala esquerda, Havertz descaído sobre a direita e Werner ao centro, apesar de ocasionalmente trocarem de posição, proporcionando dinamismo no setor ofensivo. A dupla Kanté e Jorginho, destinada a “segurar” o meio campo e construir jogo, esteve bem do ponto de vista defensivo, mas, ofensivamente, faltou a ligação entre a defesa e ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Édouard Mendy (8)

César Azpilicueta (7)

Thiago Silva (7)

Kurt Zouma (6)

Reece James (7)

Jorginho (6)

N’Golo Kanté (6)

Ben Chilwell (6)

Kai Havertz (5)

Timo Werner (5)

Christian Pulisic (6)

SUBS UTILIZADOS

Tammy Abraham (5)

Mason Mount (5)

Hakim Ziyech (-)

Artigo revisto

FC Porto B 1-2 GD Chaves: Flavienses tremem, mas regressam aos triunfos

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A CRÓNICA: GD CHAVES CÍNICO SOFRE PARA VENCER FC PORTO B

À entrada para a sétima jornada do campeonato, FC Porto B e GD Chaves advinham de derrotas importunas diante Casa Pia e Oliveirense, respetivamente. Em resposta ao mau resultado, a equipa azul e branca apresentou um 11 inicial transfigurado, respeitando o poderio ofensivo da equipa transmontana, alinhando um duplo pivô defensivo no meio campo, com Mor N’diaye e Tiago Matos. Destaque também para a presença de Gonçalo Brandão. O central português ainda não tinha realizado qualquer minuto pela equipa azul e branca, esta temporada. Por outro lado, a equipa orientada por José Pinto entrou para a partida com apenas 5 suplentes, sofrendo de forma nítida com os recentes casos de COVID-19 na equipa (Roberto, Batxi e Kevin Pina).

A primeira parte arrancou a todo gás, com um GD Chaves extremamente sufocante, não permitindo à equipa B azul e branca sair confortável na primeira fase de construção. Seja através do virtuosismo de Benny e Niltinho, ou no aproveitamento da dimensão física de Guedes, o Chaves manteve os centrais portistas em alerta durante primeira parte toda.

Do lado da equipa da casa, as transições ofensivas e a pressão inteligente nos principais jogadores do meio campo adversário empurraram o FC Porto B várias vezes para perto da baliza. Ora, um jogo que taticamente estava a ser muito rico e competitivo por parte de ambas as equipas rapidamente se viria desmoronar. Ao minuto 32, Danny Loader viria a fazer uma falta imprudente que motivou não só a expulsou do próprio, como também uma lesão ao atleta Luís Silva, que viria a ser substítuido por João Teixeira. Com menos um jogador em campo, o improvável, no entanto, aconteceu mesmo. Ao minuto 45, numa investida no lado direito do ataque, Tiago Matos apareceu para tirar um cruzamento meticuloso que Igor Cássio não desperdiçou. Estava feito o 1-0 para o FC Porto B, mesmo com menos um elemento em campo. Apesar da surpresa, a vantagem seria efémera. Ao minuto 45+3, Rocha viria a colocar novamente o resultado empatado, através de um penalty.

À saída dos balneários, a segunda parte manteve a toada da primeira, com um GD Chaves pressionante a todo o campo, aproveitando os espaços que a zona intermediária azul e branca ia deixando. Aliás, a equipa flaviense não podia ter começado melhor. Já Niltinho, um dos mais dotados tecnicamente, aproveitou, no minuto 56, o espaço entre linhas e desbloqueou uma combinação que auferiu um auto golo a João Marcelo.

Em resposta ao golo, Rui Barros modificou o sistema de forma atrevida, lançando Kelvin Boateng para jogo e juntando-o a Igor Cássio. Sem surtir grandes resultados, Rodrigo Valente também entrou para jogo, garantindo ao FC Porto B mais critério e mais tempo com bola, mesmo com menos 1 em campo.

O jogo terminou como começou: energético e com ambas as equipas a lutarem pelo resultado. Destaque natural para o espírito combativo dos homens azuis e brancos, que, mesmo com um jogador a menos desde o minuto 32, lutou até final contra uma das melhores equipas do campeonato.

A equipa transmontana, por fim, apesar das dificuldades, manteve-se fiel e rigorosa no plano tático, o que a permitiu sair do Estádio Municipal Jorge Sampaio com os 3 pontos e liderança isolada (à priori).

A FIGURA


Bernardo Dias (Benny)- O jovem médio português foi peça fundamental na equipa flaviense, realizando uma partida muito vistosa. Desposicional e em constantes deambulações pelo terreno, sorriu sempre para a bola e foi dos que melhor a tratou com muito critério na “hora h”. Sem ela, foi rigoroso no sistema delineado por José Pinto.

Em suma, não concretizou qualquer golo ou assistência, mas a sua presença em campo foi fulcral nas aspirações do GD Chaves. 

O FORA DE JOGO


Danny Loader- A expulsão é dúbia, mas a disputa no lance que origina o vermelho parece imprudente e evitável. Apesar de algo injusto atribuir um fora de jogo, numa partida tão bem disputada por ambas as equipas, Loader durou muito pouco tempo em campo. Nos minutos que teve ao seu dispor, não criou grande perigo na defensiva adversária. De todos os jogadores em campo, foi o que obteve a pior prestação e pontuação. 

ANÁLISE TÁTICA- FC PORTO B

A equipa comandada por Rui Barros apresentou-se num 4-3-3 em jogo posicional ofensivo que se desdobrava várias vezes num 4-5-1, aquando o GD Chaves atacava, alinhando os médios/extremos em paralelo e quase em uníssono, consoante o movimento da bola. Importante a presença de N’diaye, que ofereceu constante cobertura aos centrais, impedindo ao máximo a criação de jogo da equipa forasteira.

Após a expulsão, a equipa azul e branca atuou num 4-4-1, deslocando Cássio para o lado esquerdo do terreno, numa tentativa de explorar a velocidade de Gonçalo Borges (substituiu Francisco Conceição, ao intervalo) e a robustez de Igor Cássio.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Silva (6)

Gonçalo Brandão (6)

João Marcelo (5)

Carlos Gabriel (5)

Rodrigo Pinheiro (6)

Tiago Matos (7)

Mor N’diaye (7)

Johan Gómez (6)

Francisco Conceição (4)

Danny Loader (1)

Igor Cássio (8)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Borges (6)

Kelvin Boateng (5)

Ebuka (-)

Rodrigo Valente (6)

ANÁLISE TÁTICA- GD CHAVES

A equipa flaviense alinhou num 4-2-3-1, efetuando uma pressão notória a campo inteiro e congestionando ao máximo a ação dos jogadores menos habilidosos da equipa azul e branca. Em construção ofensiva, a «turma» de José Pinto priveligiou alguma variabilidade na forma de atingir a baliza de Ricardo Silva, tendo em Raphael Guzzo e Luís Silva os principais motores e os jogadores com maior critério para chegar ao último terço. Salientar, sobretudo, a forte transição defensiva e a forma como reduziam o campo para os jogadores adversários, no momento da perda.

Na segunda parte, a «turma» de José Pinto baixou linhas e ofereceu a iniciativa ao FC Porto B, o que permitiu assegurar a vantagem mínima no marcador.

 

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Paulo Vítor (6)

Nuno Coelho (6)

Rocha (7)

João Reis (6)

Rafael Viegas (6)

Raphael Guzzo (6)

Luís Silva (6)

Niltinho (7)

Benny (8)

José Gomes (6)

Guedes (6)

 

SUBS UTILIZADOS

João Teixeira (6)

Juninho (5)

Carvalho (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO B

BnR: Mister. Apesar da derrota, é justo dizer que esta foi uma das melhores prestações do FC Porto B esta época?

Rui Barros: Temos de estar orgulhosos com aquilo que eles fizeram. Apesar da derrota não dar pontos, temos de destacar a entrega, o querer, a vontade. Nós quisemos jogar.

BnR: O quão determinante considera ter sido Mor N’diaye na equipa?

Rui Barros: Um miúdo que, no ano passado, fez os jogos todos é muito importante como nosso 6. É um jogador experiente e forte nas bolas paradas. Em suma, temos de dar valor aos jogadores todos que entraram e deram o máximo.

 

GD CHAVES

BnR: Mister, o FC Porto B fica com menos um a partir do minuto 32. Porém, a equipa dos Chaves parece ficar muito intranquila com bola. O que sente que faltou à equipa para dar maior robustez ao resultado?

José Pinto: Concordo com a análise, mas também é importante destacar a primeira parte. Não me lembro do FC Porto B jogar em casa e não criar uma oportunidade de golo, penso que foi a primeira vez que isso aconteceu. Na segunda parte, entramos bem, chegamos à vantagem, mas depois é evidentemente muito fácil e concordo com a sua análise. Mas temos, neste momento, 9 jogadores de fora. Estamos a falar de lesões, de COVID… Temos uma equipa completamente remendada.

BnR: A sua equipa ficou sem dois jogadores à última da hora devido à COVID. Dito isto, que influência é que isso teve no seu grupo de trabalho?

José Pinto: Tenho falado nisso desde o início da época, e isto soa sempre a desculpa, mas temos um grupo que não consegue apresentar o mesmo 11 dois jogos seguidos. É uma situação aflitiva.

Artigo revisto

 

FC Barcelona 1-3 Real Madrid CF: Blancos evitam a crise com duro golpe nos blaugranas

A CRÓNICA: RAMOS MATREIRO DESATA CLÁSSICO COM MAIS OLHOS DO QUE BARRIGA

O FC Barcelona recebia os rivais de Madrid num momento de forma anormal: uma vitória confortável na Liga dos Campeões, depois de uma derrota e um empate para a Liga. Por sua vez, os madridistas, apesar da boa forma no campeonato, vinham de duas derrotas caseiras consecutivas, o que poderia representar o início de uma crise.

O Clássico, disputado num estádio monumental, mas vazio, começou eletrizante e com fome e vontade de ambas as partes em reverter os momentos atuais. Depois das primeiras abordagens, os visitantes foram os primeiros a balançar as redes. Aos cinco minutos, Nacho entregou a Benzema, que desceu no terreno para se oferecer ao jogo. O francês conduziu por instantes, antes de lançar Valverde na cara de Neto. O uruguaio aproveitou o espaço deixado por Benzema, rematou em força, cruzado para o ângulo, e inaugurou o marcador.

A resposta não podia ser melhor. Depois de pegar no jogo e de se adaptar a uma entrada desfavorável, Messi – quem mais? – tirou um passe milimétrico da cartola. Jordi Alba recebeu, disparou pela ala esquerda e serviu o jovem Fati, que se antecipou a Ramos e devolveu a igualdade à partida.

Um golo para cada lado e o ritmo sempre no máximo. Depois de algumas abordagens às áreas, sem grande perigo, aos 24 minutos, tivemos oportunidade dupla, uma para cada lado. Primeiro, foi Messi a rematar para grande defesa de Courtois, depois de receber no peito e “sentar” Sérgio Ramos.

Na resposta, dentro do mesmo minuto, Kroos foi solicitado nas costas de Pique. O alemão venceu o espanhol no sprint, cruzou rasteiro e Benzema falhou na cara de Neto, com o brasileiro a aplicar-se numa excelente defesa. Desde então, o ritmo baixou e, até ao intervalo, não se registaram lances de golo, com as equipas mais encaixadas e mais capazes de se anularem uma à outra.

A segunda parte trouxe um FC Barcelona mais rápido, mais criativo e, ao que parecia, com mais vontade de alcançar a vitória. Os visitantes, por sua vez mais expectantes, estariam já satisfeitos com o empate. Foi sem surpresa que as primeiras oportunidades surgiram para os catalães. Aos 52 minutos, Messi entregou a Fati, que entrou na área, encarou Sérgio Ramos e rematou forte, por entre as pernas do central espanhol. Mas a bola saiu a rasar o poste.

Dois minutos depois, Fati esteve novamente na jogada. Do lado direito, cruzou largo para o segundo poste, onde apareceu Coutinho a cabecear à rede lateral, para fora. No entanto, foram os blancos a chegar novamente à vantagem. Aos 63 minutos, Sérgio Ramos foi protagonista do lance mais polémico da tarde. Por entre puxões e empurrões, o árbitro foi chamado pelo VAR e castigou a falta de Lenglet. Chamado a converter, Ramos atirou para o 1-2.

A partir do golo madridista, os catalães foram forçados a procurar novamente o empate e abandonaram a coesão defensiva, que já não era muita. O jogo partiu-se. Até aos 80 minutos, tivemos constantes aproximações, ora cá, ora lá, mas sem grande perigo. O jogo blaugrana pedia velocidade, técnica e capacidade de execução, mas só Koeman não percebia isso. Lançou Trincão, Dembélé e Griezmann apenas para os 10 minutos finais.

Aos 86 e 87 minutos, o Real Madrid CF podia ter chegado ao terceiro golo, mas valeu Neto por três vezes (!) a negar as intenções dos seus rivais. Ramos, Kroos e Rodrygo permitiram que o guardião brasileiro brilhasse. Contudo, o terceiro golo chegaria três minutos depois. Em cima do minuto 90, Neto saiu dos postes, mas a mancha ficou incompleta. Rodrygo recolheu a bola e entregou em Modric, que contornou o guardião brasileiro e colocou uma pedra sobre o resultado e que afunda os rivais do FC Barcelona.

 

A FIGURA

Luka ModrićO camisola 10 dos blancos é um jogador diferenciado e voltou a prová-lo hoje. Entrou aos 70 minutos e, em apenas 20, mostrou ser a figura de um Clássico cinzento, com raros momentos de brilho. Marca golos lindos pelo segundo jogo consecutivo. Foi na sua substituição que Zidane resgatou três pontos importantes para afastar uma crise que se adivinhava.

 

O FORA DE JOGO

VAR – É certo que o resultado não se pode resumir a um lance, mas é por demais evidente que o influenciou fortemente. Numa altura em que o resultado estava empatado e o FC Barcelona atacava mais, Martínez Munuera foi chamado a avaliar o lance entre Ramos e Lenglet. O francês puxa o espanhol, é claro, mas o espanhol também o empurra momentos antes. No máximo, é um lance duvidoso e no qual o VAR não pode intervir, visto que não é claro nem óbvio.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Em relação à partida da Liga dos Campeões, Sergiño Dest trocou para a lateral direita e Jordi Alba entrou no onze para a lateral esquerda, atirando Sergi Roberto para o banco. Busquets e Pedri entraram no onze para os lugares de Pjanic e Trincão. O espanhol jogou sozinho na frente da defesa, entregando as tarefas mais ofensivas a de Jong e Coutinho, que passaram ao lado do jogo.

Fati, claramente na esquerda, e Pedri, mais descaído para a direita, apoiaram Messi na frente de ataque, apesar do argentino povoar qualquer palmo do terreno, como bem sabe fazer. O jogo terminou pior do que começou para os catalães e o treinador holandês não soube reagir. Na altura em que estavam por cima, Fati estava entregue sozinho à ala diretia e Pedri já tinha desaparecido. Trincão, Dembélé e Griezmann entraram com 10 ou 15 minutos de atraso e pouco alteraram na partida. Fica a ideia de que as suas entradas ocorreram por mero desespero e não por estratégia. Pior do que a fraca produção ofensiva foi a prestação defensiva, que há vários jogos vem sendo o ponto fraco dos visitados, não oferencendo qualquer segurança ao seu guarda redes. Muito fraco e muito curto para o FC Barcelona que nos habituámos a ver.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Neto (7)

Sergiño Dest (7)

Gerard Piqué (6)

Clément Lenglet (6)

Jordi Alba (6)

Sergio Busquets (6)

Philippe Coutinho (5)

Frenkie de Jong (5)

Lionel Messi (7)

Pedri González (6)

Ansu Fati (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Trincão (5)

Ousmane Dembélé (5)

Antoine Griezmann (5)

Martin Braithwaite (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL MADRID CF

Vindos de duas derrotas consecutivas em casa, os blancos entraram com Ramos no eixo da defesa, na vez de Militão, e Mendy passou para a lateral esquerda, remetendo Marcelo para o banco. A lateral direita ficou entregue a Nacho. No meio campo, Casemiro atuou na frente dos centrais e foi compensado por Valverde. A surpresa esteve na troca de Modric por Kroos, deixando o alemão com o papel de conduzir os ataques madridistas. Na frente de ataque, Zidane trocou os brasileiros e tirou Jovic, deixando apenas Asensio em relação ao último jogo. Vinícius entrou por Rodrygo e Benzema assumiu a tirularidade.

O resultado foi melhor do que a exibição e contou muito com o desacerto defensivo adversário. No entanto, e apesar de uma forte oposição de Sergiño Dest, Vinícius foi o sinal mais dos campeões espanhóis. Aliás, esteve na ala esquerda o melhor jogo dos de Madrid. O envolvimento ofensivo de Mendy, bastante superior ao de Nacho e Lucas Vázquez, surtiu efeitos, sobretudo quando Benzema descia para receber a bola e apoiar-se no médio mais próximo, geralmente Toni Kroos.

Varane errou no lance do golo, permitindo a posição legal de Alba. Porém, no geral, a defesa esteve à altura de um ataque temível, mas algo inofensivo, na partida de hoje. Courtois teve poucas oportunidades para se aplicar e, com alguma tranquilidade, a equipa de Zidane reverteu uma situação desfavorável e que já indicava uma crise de resultados.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Courtois (6)

Nacho Fernández (5)

Sergio Ramos (7)

Raphael Varane (6)

Ferland Mendy (7)

Toni Kroos (6)

Casemiro (6)

Fede Valverde (7)

Marco Asensio (6)

Karim Benzema (7)

Vinícius Júnior (7)

SUBS UTILIZADOS

Luka Modric (7)

Lucas Vázquez (6)

Rodrygo (7)

Artigo revisto

Académica 74-93 SL Benfica: Águias voam bem alto em Coimbra

A CRÓNICA: Eficiência encarnada acentua série negativa dos estudantes

A tarefa para a Briosa era hercúlea, tal como o foi quando, em 2012/13, Académica e Benfica foram protagonistas na final do campeonato. Arnette, na altura na equipa de Coimbra, e Betinho foram os dois jogadores que estiveram em ambos os encontros. Até hoje, essa tinha sido a última vez que as duas equipas se defrontaram. Os encarnados, esta tarde, foram uma montanha que os estudantes não conseguiram trepar.

O Benfica foi a equipa que entrou mais agressiva, quer no ataque, quer na defesa. Ofensivamente, foi atirando com sucesso da linha dos três pontos. No entanto, a Académica reagiu. Este primeiro período fez-se de parciais, mas foi a equipa lisboeta que, fruto do ritmo que implementou ao jogo, conseguiu sair na frente com um resultado de 26-21.

A Briosa subiu a intensidade defensiva e reduziu a diferença no marcador para três pontos, no segundo quarto. Neste período, o Benfica foi mais permissivo na defesa e permitiu à equipa visitada envolver mais gente no ataque. Ainda assim, a ideia que dava era que as águias poderiam fugir no marcador caso acelerassem o jogo. As equipas foram para o intervalo com o marcador em 43-40 para o Benfica.

Betinho foi o homem de mão no início da segunda parte. Foram três triplos em três tentativas que deixaram o Benfica com uma confortável vantagem de 10 pontos, não impedindo a agitação de Carlos Lisboa, treinador encarnado. Aconteceu o que se previa. O Benfica entrou com máxima intensidade e não perdoou os facilitismos. Malcolm, capitão da Briosa, gritava “mantenham a calma” para uma Académica que parecia perdida. Não aconteceu e os estudantes foram para o último quarto a perder por 18.

No último quarto, mais do mesmo. Muitas perdas de bola da Académica e o Benfica não perdoou e alargou a vantagem para 29 pontos, fixando o 74-93 final. Malcolm Richardson foi o melhor marcador da partida com 25 pontos.

O Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia viu mesmo o Benfica confirmar a sua superioridade e levar a vitória, a terceira consecutiva, permanecendo invicto na prova antes da receção ao Vitória de Guimarães. Na próxima jornada, Académica, que ainda não venceu no campeonato, desloca-se ao pavilhão do Esgueira.

 

A FIGURA

Caleb Walker – Muito atlético e cheio de potência, foi assim que se apresentou em Coimbra. Além das altíssimas percentagens de lançamento (91% de lançamentos de campo), foi sempre uma seta apontada ao cesto da Briosa. Selecionou bem os seus tiros e foi muito efetivo nos ataques ao cesto.

O FORA DE JOGO

Bakary Konate – É um dos quatros estrangeiros que a Académica tem à disposição, mas não tem acrescentado muito ao conjunto de Coimbra. Não foi intimidante nas áreas próximas do cesto e, no ataque, revela algumas debilidades técnicas.

 

ANÁLISE TÁTICA – Académica

A Académica teve dificuldade em defender o perímetro e sofreu com os atiradores do Benfica. Para impedir a organização de jogo do Benfica, evitaram ao máximo que a bola entrasse no base encarnado, retirando tempo de ataque ao oponente. Normalmente orientados pelo base norte-americano Malcolm Richardson, os estudantes tiveram que trabalhar muito para marcar os seus pontos. O que há a retirar de positivo do jogo é o maior número de jogadores a contribuir no ataque. De relembrar que, no jogo anterior, frente ao Lusitânia, McCoy e Richardson concentraram 69 % dos pontos da equipa.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Caldeira (5)

Malcolm Richardson (7)

Robert McCoy (5)

Josh McNair (5)

Bakary Konate (4)

SUBS UTILIZADOS

Krassimir Pereira (3)

Nuno Brito (-)

André Mendes (5)

Daniel Relvão (5)

ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica

A agressividade que impôs no jogo deu frutos no ataque e na defesa. No meio-campo ofensivo, conseguiu atrair a defesa através dos ataques ao cesto, o que permitiu libertar os atiradores que fizeram sempre questão de abrir o campo, obrigando a defesa contrária a dispersar e tornar-se menos densa. Embora aí tenham sido mais bem controlados, no jogo interior também fizeram estragos, com Caleb Walker e Cameron Jackson a encontrar muitos lançamentos debaixo do cesto. Foram letais em capitalizar os erros do adversário, utilizando o bom desempenho defensivo para obter pontos fáceis.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Demond Carter (5)

Scottie Lindsey (5)

Betinho (6)

Caleb Walker (8)

Cameron Jackson (6)

SUBS UTILIZADOS

José Silva (5)

Rafael Lisboa (5)

Fábio Lima (4)

Arnette Haallman (4)

Eric Coleman (5)

Guilherme Saiote (-)

Artigo revisto