O regresso do campeonato não podia ter começado pior para o FC Porto que, diante do FC Famalicão, perdeu três pontos. Um regresso amargo para a equipa de Sérgio Conceição que, a jogar no Dragão, vai tentar voltar aos bons resultados diante do CS Marítimo, a contar para a 26.ª jornada da Liga.
A equipa insular chega a este jogo num momento bastante negativo, ao conseguir apenas uma vitória nos últimos dez jogos. Um registo que deixa a equipa de José Gomes numa posição pouco confortável. Ainda assim, e talvez numa tentativa de contrariar o favoritismo dos portistas, a equipa madeirense vai tentar conquistar os três pontos.
Na antevisão da partida, damos a conhecer cinco jogadores do CS Marítimo que o FC Porto deve ter em conta.
Sabemos que a nossa Liga vive muito da formação e compra de jovens para posterior valorização por força daquilo que são as dificuldades inerentes aos grandes campeonatos europeus. No entanto, também é conhecido que grandes jogadores, tanto portugueses como também estrangeiros, vêm para os “campeonatos de segunda” como é o caso do português para terminarem as suas carreiras a um bom nível competitivo tendo em conta a idade que apresentam.
Desta forma, apresenta-se o 11 com os jogadores mais velhos por posição da nossa Primeira Liga, contabilizando a idade no momento da sua utilização e não a momentânea.
Inícios de junho e está tudo trocado. Estaríamos a uma semana do início do Euro 2020 e nem o campeonato está terminado. Primeiro, tem lugar o desfecho da Primeira Liga, depois a Taça de Portugal e, só depois, ainda que pouco interesse aos clubes portugueses, as competições europeias. O Euro 2020, esse, só em 2021, por mais contraditório que seja.
À boleia deste caos instalado no futebol mundial, dei uma espreitada num universo paralelo, num mês de junho de 2020 sem covid-19. O campeonato estava terminado e a prova rainha estava entregue. Preparávamo-nos, então, para pegar na calculadora e assistir aos jogos da nossa seleção.
Mas voltando atrás e olhando ao campeonato, o vencedor foi discutido até ao fim, mas muitos pontos foram perdidos, o que permitiu a aproximação de SC Braga e Sporting CP. Águias e dragões discutiram o título até à última jornada em dois jogos impróprios para cardíacos.
Na Luz, o SL Benfica recebeu o Sporting CP à mesma hora que em Braga se disputava o SC Braga – FC Porto. Não só o título estava em discussão, mas também os lugares de playoff da Liga Europa, para além do último lugar do pódio.
À boa maneira portuguesa, terminou tudo empatado e foi na calculadora e no regulamento que se encontrou o campeão. No terceiro posto ficou o SC Braga, pela vantagem de ter marcado mais golos no estádio adversário nos jogos entre si, levando assim a melhor ao antigo treinador, agora ao leme dos leões.
Guerreiros do Minho e leões também lutaram até ao fim, mas pelo último lugar do pódio e pelos lugares europeus Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Não muito acima ficaram os rivais que desde sempre dividiram o topo da classificação. Também empatados em pontos, naquilo que parecia uma discussão de quem menos queria assumir a liderança, saíram por cima os dragões pelo confronto direto, onde alcançaram duas vitórias e uma diferença de golos de 5-2.
Na perseguição aos lugares europeus terminou o FC Famalicão. Por pouco não alcançou os playoffs e confirmou aquilo que se previa e adivinhava desde as primeiras jornadas; estava a Norte, num recém-promovido, a equipa revelação da prova. Terminou acima de Vitória SC e Rio Ave FC e está agora a braços com propostas diversas para transferências da imensa juventude que deslumbrou no relvado famalicense.
Com uma ponta final complicadíssima, a defrontar águias, dragões, Vitória SC e FC Famalicão, o CS Marítimo acabou por cair para lugares de despromoção. Para isso contribuiu o também o confronto direto com os homens de Portimão, que engataram e pontuaram em quase todas as jornadas finais. Teremos, assim, dois representantes algarvios no próximo campeonato. Por outro lado, as ilhas mantêm dois representantes, sendo agora o CD Santa Clara e o CD Nacional.
Vingando as somas e subtrações das linhas regulamentares, os encarnados enfrentaram os dragões na final da Taça de Portugal, não deram azo a discussões e venceram com alguma tranquilidade. A polémica não podia ficar de fora do término da temporada e, numa decisão pouco lógica, retirou-se a final da Taça de Portugal por alegada falta de condições do Estadio Nacional e disputou-se na Cidade do Futebol, a escassos metros do centro de operações do VAR. Imagine-se que o estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, esteve em equação por ser a “meio caminho”…
Ainda que paralelo e, para muitos, irreal, este desfecho brindou-nos com tudo aquilo a que estamos habituados; equipas revelações, disputa até ao último minuto, jogos grandes na última jornada a serem disputados à mesma hora e, como não podia faltar, burocracias e decisões tanto incompreensíveis quanto polémicas. Ainda que noutra realidade, como não amar mais uma época no “Tugão”?
Um negócio é sempre uma jogada de risco, havendo a possibilidade de uma das partes ficar prejudicada. No futebol é algo recorrente, seja pelo fraco desempenho dos jogadores, ou pela rápida valorização do atleta, deixando um sabor amargo no clube vendedor, com a sensação que poderia ter recebido mais.
Na seguinte lista, serão apresentados cinco jogadores da principal liga alemã neste século que não corresponderam com as expetativas. Os fatores analisados serão o desempenho futebolístico na totalidade da sua carreira, principalmente no campeonato alemão, e o valor pelo qual foi adquirido.
A capital de Inglaterra é um caso singular de qualidade e equipas na cidade. Se no principal escalão de futebol em Terras de Sua Majestade temos formações como Chelsea FC, Arsenal FC, Tottenham Hotspur FC, Crystal Palace FC e West Ham United FC, nas divisões inferiores encontramos conjuntos como Brentford FC, Charlton Athletic FC, Fulham FC, Millwall FC, Queens Park Rangers FC e AFC Wimbledon.
A nível de palmarés os Gunners são os mais recheados com 45 títulos, enquanto que o Chelsea é o dono da Europa entre os rivais da região. São seis os troféus internacionais que os Blues exibem no museu – uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, duas Ligas Europa e duas Taças das Taças. O desafio neste artigo é olhar para os plantéis das cinco formações londrinas que atuam na Primeira Liga Inglesa e formar um onze.
Faltavam seis jornadas para terminar a fase regular da Primeira Divisão de Futsal e agora sem qualquer emoção em plena quadra temos de olhar para aquilo que foi feito. Houve belíssimos jogos, surpresas de equipas e jogadores, começos horríveis e equipas sensação… Enfim, houve um pouco para todos os gostos.
Ainda assim, olhamos ainda muito para aquilo que são os jogos entre os rivais de Lisboa e quando estes jogam com “as restantes equipas”. Contudo, qualidade não falta nas formações por essa «ocidental praia Lusitana» fora e muitos jogadores, que agora envergam camisolas de clubes com outro gabarito, passaram pela seleção e por clubes importantes da modalidade, logo, com muita experiência acumulada.
Há pouco tempo, ouvi uma frase em que se dizia que «os números contam boas histórias» e não podiam ter mais razão. Para uma pessoa tão pouco atenta aos números como eu, ao analisá-los compreendi o grande momento de forma que muitos jogadores estavam e nem imaginava. Deste modo, “os números” tiveram um certo peso naquelas que foram as decisões para a formação deste cinco.
Por isso, trago o cinco ideal sem jogadores dos ditos “grandes” do Futsal português e onde tentei não repetir qualquer formação. Em quadra – ainda que virtual por força de uma pandemia – mistura-se muita experiência, mas também juventude, ou seja, aquela combinação para criar uma equipa “quase” perfeita. Portanto, entraremos em quadra numa tática 1-2-1 onde procurei aproveitar a tremenda qualidade dos alas existentes no nosso campeonato.
Devido a um erro na escolha das posições (devidamente alertado pelos nossos leitores), houve duas posições alteradas após a publicação: a de ala direito e a de pivô.
Na segunda jornada pós-regresso à competição, o SL Benfica desloca-se a Portimão, tentando fazer esquecer o empate na Luz, da passada quinta-feira, frente ao CD Tondela. Em igualdade pontual com o FC Porto, enfrentará um Portimonense SC motivado, depois de uma vitória caseira frente ao Gil Vicente FC por 1-0.
Antevendo o confronto da 26ª jornada da Primeira Liga, apresentamos cinco jogadores a ter em conta no embate entre algarvios e encarnados, capazes de ter uma influência tremenda no resultado final.
Antes de mais, o que aqui vou descrever nunca será por apoiar qualquer tipo de violência, mas apenas para comparar duas formas de comportamento completamente diferentes para situações similares. Todos se lembrarão de uma invasão que aconteceu nas instalações de Alcochete em que houve violência verbal e física, e em que um dos jogadores ficou ferido na cabeça com um corte. O resultado disso foi um aparato mediático que levou alguma comunicação social a fazer programação de 24 horas com debates constantes sobre o tema, chegando a ser comentado e repudiado por Presidente da República, primeiro-ministro e Presidente da Assembleia da Républica.
Consequentemente os adeptos e sócios do Sporting CP vieram a terreiro pedir a cabeça do presidente. E não me digam que foram só 200 ou 300 porque depois desses houve uma Assembleia que resultou em destituição e que não terá resultado apenas dos votos desse grupo.
Ora, há uns dias atrás alguns adeptos que não são afetos ao clube em questão – porque eles dizem (talvez até tenham sido adeptos do Sporting CP) – atacaram o autocarro que transportava a equipa levando a que dois jogadores ficassem feridos. Será fácil perceber que enviar contra um veículo que hipoteticamente fosse a 50km/h, transformaria qualquer pedra num projéctil potencialmente mortal. Então onde se enquadrará mais o cenário de terrorismo/tentativa de assassinato?
Mas vendo bem, quando toca a determinadas cores, qualquer atropelamento, facada ou outro tipo de violência são relativizados, sendo em último caso imputada culpa à vítima, “que se pôs a jeito”.
Já os sócios e adeptos do clube vieram imediatamente condenar os energúmenos que atacaram a equipa, elevando o nome do presidente por não reconhecer as claques. Daqui podemos tirar a lição de que por cá, o melhor é manter as coisas numa zona de “lusco fusco”, em que qualquer situação se possa enquadrar e seja defensável. Não está dentro da lei? Se calhar também não fere a lei, dependendo da qualidade argumentativa.
Quanto às ameaças em casa dos jogadores, será mais ou menos grave que no local de trabalho como aconteceu em Alcochete? Os dois casos são graves, mas se tivermos que quantificar, e sendo que estão a colocar e risco não só o jogador mas também as famílias, parece mais grave o caso desta semana.
Mesmo assim, em vez de deixarem comunicados colectivos contra o presidente, os jogadores feridos vieram apenas dividir as águas, ou separar o trigo do joio, dizendo que quem os atacou não pode ser considerado adepto do clube, mostrando total apoio à instituição que lhes paga o salário. O que poderá isto ensinar a alguns jogadores que aproveitaram uma situação semelhante para rescindir com o clube que os formou e pagou ordenado durante anos?
A verdade é que neste caso uma mensagem de repúdio resolve a situação, enquanto que por outros lados já teriam rolado cabeças – ah não, espera, isso era se fosse o Bruno de Carvalho na presidência.
Esta situação serve pelo menos para mostrar o tipo de militância entre os adeptos do nosso clube e de outros. Somos os mais fervorosos, que seguem o clube onde e como for? Somos. Mas somos também os mais voláteis. Passamos do 8 ao 80 em menos de nada. E também por isso o nosso clube se torna ingovernável. É o tipo de relação de amor impulsivo e louco que fica no limiar da obsessão e ódio.
Eu não quero vir reclamar que este caso seja tratado como foi o de Alcochete. Eu queria era que o caso de Alcochete tivesse sido encarado como este está a ser.
A culpa de estarmos como estamos não é só deste ou daquele. É do presidente sim, que poderia ter gerido a situação de outra forma (mas que com outros presidentes em outros clubes, parece resultar), é dos jogadores que aproveitaram uma situação que acontece em muitos outros clubes para conseguir sair para campeonatos mais competitivos sem qualquer contrapartida para o seu clube de coração (dei aqui uma gargalhada, desculpem), é também dos adeptos que não tinham que ir a Alcochete (apesar de outros o fazerem sem que haja este tipo de mediatismo, mas se queremos ser diferentes temos que nos portar como tal), e dos sócios que se deixaram levar pela lavagem cerebral da comunicação social. A comunicação social não terá culpa porque só foi paga para fazer aquele papel.
Só para fazer mais uma comparação, parece que o presidente também exigiu empenho aos jogadores e ao treinador. Como não foi no Facebook talvez se safe sem uma assembleia destitutiva. Porque o do Sporting CP foi destituído por causa dos posts de Facebook, certo? Não teve nada a ver com Alcochete, certo?
Somos diferentes? Deve ser por isso que somos tratados de forma diferente até nestes casos. Se calhar a culpa é nossa.
Na ressaca de mais uma vitória nas urnas do Dragão, Jorge Nuno Pinto da Costa concedeu ao Porto Canal uma entrevista, onde abordou diversos tópicos relativos quer ao presente, quer ao futuro do clube.
Primeiramente, antes de abordar temas internos, o presidente do FC Porto aproveitou para reforçar os elogios e o apoio a Pedro Proença, acrescentando, inclusivamente, que gostava que o mesmo se recandidatasse.
Quando questionado sobre as suas cada vez menores aparições públicas, Pinto da Costa é perentório: não irá correr atrás de nenhum meio de comunicação em busca de tempo de antena.
Abordando as eleições em si, revela-se surpreendido, não só com os milhares de votantes que se deslocaram até ao Dragão Arena, como também com a organização com que decorreu todo o processo.
Na sequência, revelou que irá propor à direção do clube a elevação de Matos Fernandes à categoria de presidente honorário, de modo a premiar não só aquele que foi o seu papel durante as eleições do clube, como também todos os anos anteriores de dedicação aos dragões.
No que a medidas concretas diz respeito, Pinto da Costa toca, primeiramente, na questão dos estatutos: estes são considerados pelo presidente do FC Porto como sendo “ultrapassados”. Partindo desse princípio, revela que criará uma comissão, que deverá incluir elementos do conselho superior, com o objetivo de elaborar um pacote de alterações a esses mesmos estatutos.
Nos últimos anos, têm sido vários os talentos do futebol nacional a revelarem-se e a dar o salto para campeonatos de topo em tenra idade. No entanto, muitos destes jogadores têm tido dificuldades em afirmar-se. Em muitos casos, pode-se dizer que os jogadores dão o salto cedo demais, quando o ideal é permanecerem em Portugal por mais algum tempo.
No entanto, em muitos casos, são os próprios contextos dos clubes para onde vão que prejudicam seriamente a sua adaptação à nova realidade. Por isso, irei fazer um top 5 de jogadores portugueses que não se conseguiram afirmar nos clubes para onde foram vendidos, explicando os motivos que levaram a que a experiência de cada jogador a correr mal.