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Vitória SC 2-2 Sporting CP: o relato dos guarda-redes que fabricam golos

LEÃO ESBARRA NA PORTA DO CASTELO E É ESVENTRADO DUAS VEZES

Numa situação normal, o reduto do “Berço da Nação” perspetivava, para além da batalha campal com bola, a peleja travada entre as massas adeptas do Vitória Sport Clube e Sporting Clube de Portugal. Contudo, a pandemia só possibilitou a primeira mencionada.

Contra a corrente de jogo e a força do mérito, Acuña, num passe pejado de visão de jogo, descobriu Sporar e, quando se pensava que Douglas iria intersetá-la, acontece o golpe de teatro: atira-a contra o ponta-de-lança e este atira para a contagem. 0-1!

O clique parecia estar dado: a intensidade e o ritmo de jogo aumentaram progressivamente, a disputa de bola experimentou um espírito mais aguerrido e o perigo começava a pairar sobre o Afonso Henriques. Porém, o sufoco pela constante pressão exercida sobre a bola dava pouco espaço à criatividade.

Se esta jornada estava a ser fértil em falhanços de guarda-redes, Luís Maximiano quis dar o seu contributo: numa reposição de bola e posterior devolução de Eduardo Quaresma, o guarda-redes leonino entregou a bola a Joseph; este descortinou João Carlos Teixeira e, completamente isolado, sinalizou o golo do empate. 1-1!

A segunda metade iniciou-se com vontade de parte a parte. Com cerca de seis minutos corridos, Jovane lança em Sporar em profundidade e este, perante Douglas, é mais rápido, ludibria-o e aponta o segundo da conta pessoal 1-2! O Sporting desfazia a igualdade e aumentava os índices de confiança.

Com uma dose de querer enorme, João Carlos Teixeira, um dos mais inconformados, dançou sobre os adversários, rematou e a bola ressaltou em Battaglia: surpreendentemente, surge aos pés de Marcus Edwards que a envia para o fundo das redes. 2-2! O jogo estava relançado!

O último momento de destaque recaiu sobre a expulsão de Joseph: mérito para o Vitória de Guimarães, equipa que soube pautar o jogo a seu bel prazer e arrefecê-lo; demérito leonino, que pecou na eficácia e não soube aproveitar as oportunidades criadas.

A FIGURA

Jovane
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane Cabral – Foi o motor leonino. A capacidade que possuiu para conduzir o ataque na maioria das situações conferiu algum ânimo ao adepto leonino. A velocidade, a sempre disponível capacidade física e a profundidade que ofereceu em qualquer parte do campo destacou-o. Como nota de reparo, o último passe e o eterno problema da finalização. Se isso não faltasse, Jovane saía em glória da partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Max e Douglas – aquela que constitui, muitas vezes, a metáfora de uma muralha intransponível, hoje ruiu sobre si. Douglas e Luís Maximiano estavam em pleno dia “não” e comprometeram um desfecho que podia vislumbrar-se diferente. A pandemia confinou a população e eles confinaram as suas capacidades. Verdadeiros atores do espetáculo dos horrores.

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

Durante os primeiros vinte minutos, a formação vimaranense cercou e dominou o meio campo leonino: apostou no músculo e na superioridade dos seus homens e delineou o início de pressão alta junto do setor mais recuado leonino. Contudo, o quarteto defensivo transparecia alguma instabilidade. Marcus Edwards foi o eleito para comandar as investidas dos minhotos, enquanto se desenhavam triangulações com Joseph e João Carlos Teixeira. A segunda metade acentuou a debilidade na retenção da profundidade por parte do setor defensivo: consequentemente, a manobra ofensiva apresentava sinais de inibição e desconforto até ao segundo tento, facto que pôs em sentido o adversário. A expulsão de Joseph resultou na perda de ímpeto do meio campo, na incapacidade de circulação de bola e no desvanecimento do processo criativo.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Douglas (5)

Victor García (5)

Frederico Venâncio (4)

Bondarenko (5)

Florent Hanin (5)

Pêpê Rodrigues (5)

João Carlos Teixeira (7)

Joseph Amoah (4)

Marcus Edwards (7)

Léo Bonatini (5)

Davidson (6)

 

SUBS UTILIZADOS

Bruno Duarte (5)

Lucas Evangelista (4)

Suliman (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Início tímido caracterizado pela entrega de posse de bola ao adversário, alguma pressão alta e inúmeras disputas de bola perdidas face à falta de ímpeto no meio campo. O setor mais recuado oscilava entre mostras de acalmia e barafunda (golo do Vitória Sport Clube como exemplo ilustrativo). Alternadamente, ora os centrais leoninos bombardeavam as costas da defesa vimaranense, ora o ataque era perpetrado sobre o flanco direito e conduzido por Jovane Cabral, que explorou de modo exaustivo as costas de Florent Hanin e a sua incompatibilidade com Frederico Venâncio. Na segunda metade, Rúben Amorim afinou pormenores defensivos e não alterou a missiva das bolas em profundidade. A conquista de faltas perto da área adversária era sinónimo da maior tranquilidade no jogo e na capacidade de retenção do esférico. Contudo, o golo sofrido provocou inquietação na tomada de decisão. Após a saída de Vietto, o ataque leonino perdeu algum critério e a inexperiência de Plata, a falta de eficácia de Camacho e a perda de força de Jovane. Pouco discernimento na fase pós-expulsão de Joseph.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (5)

Eduardo Quaresma (7)

Sebastián Coates (6)

Jérémy Mathieu (7)

Marcos Acuña (6)

Rodrigo Battaglia (5)

Matheus Nunes (6)

Rafael Camacho (6)

Andraz Sporar (8)

Jovane Cabral (8)

Luciano Vietto (6)

SUBS UTILIZADOS

Idrissa Doumbia (4)

Gonzalo Plata (4)

Artigo revisto por Joana Mendes

Mas afinal, o que é ser um jogador à Porto?

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Muitos falam da mística, mas poucos são os que a sentem,
Os ídolos envergam com orgulho o símbolo, os esquecidos nem sabem o que vestem.
Embarquem nesta viagem no tempo, nos mais de 126 anos de história,
E recordem em cada acontecimento, os místicos protagonistas que alcançaram a glória.

 

Há um fio condutor que liga os grandes feitos passados,
Não é treinador, não é jogador, mas os títulos e ele andam de braços dados.
Pinto da Costa, presidente, 38 anos no poder,
Quem o adora sabe o que tem, quem não gosta, secretamente, gostaria de o ter.

 

Fonte: FC Porto

 

O “Mestre” Pedroto, ainda antes do adeus, traçou o caminho que levou Artur Jorge à conquista da Taça dos Campeões Europeus.
Mourinho, especial, com a dobradinha fez história, Villas Boas, foi o tal, ainda fresco na memória.
Viena, Sevilha, Gelsenkirchen e Dublin, palcos marcantes desta epopeia,
Bayern, Celtic, Mónaco e Braga, caíram na viagem da consagração europeia.

 

Falar de mística é falar de garra, agressividade e de paixão.
Falar de mística é preservar a memória de Pavão.
Paulinho Santos, Jorge Costa, Bruno Alves, João Pinto,
Liderança inata de capitão, um dom que parece extinto.

 

Do passado emergem nomes de raça, entrega e dedicação,
Como Hernâni e o fiel Rodolfo, que durante 19 anos foi dragão.
Rabath Madjer e Paulo Futre, tecnicistas geniais.
Protagonistas em 87, na mais bonita das finais.

 

Fonte: FC Porto
Helton, “San Iker”, nas redes sempre com competência,
Mas quem sobressai é Baía: Ídolo. Lenda. Referência.
Aloísio, Ricardo Carvalho e Pepe, figuras centrais na linha decisiva.
Esteios imperiais na muralha defensiva.

 

Sem esquecer a magia dos memoráveis “camisola 10”,
Desde a qualidade de Cubillas à habilidade de Oliveira com a bola nos pés.
Mas houve no Dragão um génio melhor que o Pelé.
Brasileiro, que jogou na nossa seleção, “É o Deco, olé, olé”.

 

Lá na frente, felizmente, artilheiros finalizadores,
Lemos, Gomes, Paciência, no topo dos goleadores
Voando sobre os centrais, faturou o super Mário,
Com cabeceamentos fatais, só o golo no seu dicionário.

 

Terra do Ninja, do Harry Potter e do Incrível,
Figuras míticas da sua época em plantéis de alto nível.
Lucho, Lisandro, Jackson, Falcão, sangue quente e alma latina,
Qualidade em cada exibição bem presentes na retina.

 

Fonte: FC Porto
Cada época é diferente, cada época memorável,
Recordemos 2013 e o seu herói improvável.
Corria o minuto 92 quando Kelvin apagou a Luz,
Conquistou o campeonato, o menino que ajoelhou Jesus.

 

Um clube habituado a muita festa e conquista,
Sem a mística do passado, mas o plantel que não desista!
Num campeonato dividido, vai ao leme Conceição
Neste momento, só um pedido: faz o Porto campeão.

 

Fonte: FC Porto

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SL Benfica 0-0 CD Tondela: “Águias” sem asas para voar falham voo para o primeiro lugar

A CRÓNICA: ENCARNADOS NÃO APROVEITAM ESCORREGADELA DE DRAGÕES EM FAMALICÃO

O SL Benfica entrou esta tarde, frente ao CD Tondela, ciente de que uma vitória podia significar a subida à primeira posição da Primeira Liga, depois do rival FC Porto ter perdido em casa do FC Famalicão.

Os encarnados entraram com vontade de marcar cedo, tendo Rafa, aos dois minutos de jogo, uma oportunidade flagrante de golo. Valeu o pé esquerdo de Cláudio Ramos, que desviou a bola do canto inferior esquerdo da baliza dos tondelenses.

A primeira parte prosseguiria, sempre com os encarnados no comando da partida e com os auriverdes a espreitar o contra ataque. No entanto, as tentativas da equipa visitante saíam frustradas, uma vez que a pressão exercida pelas “águias” no meio campo ofensivo estava a estancar qualquer ímpeto ofensivo dos homens de Natxo González.

Na segunda parte, o CD Tondela entrou mais solto e conseguiu chegar com alguma frequência, nos primeiros cinco minutos, à zona mais recuada dos encarnados. Após esse período de jogo seguiu-se uma enchente de ocasiões de golo para os encarnados, que pareciam estar em dia não no que a marcar golos diz respeito. Destaca-se os cabeceamentos de Rúben Dias e de Dyego Sousa aos ferros da baliza à guarda de Cláudio Ramos, aos 77’ e aos 84’ respetivamente.

Do lado dos visitantes destaca-se o lance individual de Richard Alexandre que, aos 75 minutos, disfere um remate rasteiro que passa a centímetros do poste esquerdo da baliza de Vlachodimos. Os encarnados perdem, assim, a oportunidade de assumirem a liderança do campeonato, continuando dependentes de uma escorregadela do FC Porto para sonhar com o título.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Cláudio Ramos – O internacional português foi uma muralha autêntica no caminho dos encarnados. Com uma grande intervenção aos dois minutos de jogo, Cláudio Ramos deu sempre tranquilidade aos seus colegas ao longo do jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Bruno Lage – Não se percebe o porquê de Bruno Lage não levar nenhum médio para o banco, nem tampouco se percebe a fixação do treinador em tentar promover um jogo mais direto, quando dispõe de jogadores com categoria para jogar um futebol mais apoiado. De resto, foi quando esse futebol apoiado apareceu que, surpresa, também apareceram oportunidades de golo…

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou-se no seu típico 4-4-2 que, em certas alturas, transformava-se num 4-2-3-1, com Taarabt a recuar nas costas de Vinícius para buscar jogo entrelinhas.  Com o regresso de Gabriel anunciado, a verdadeira surpresa no onze das “águias” foi o ingresso de Jardel a titular, sendo que Ferro, habitual titular, ficou no banco.

Os encarnados, ao longo da partida, forçaram muito o jogo exterior, apostando em cruzamentos para a área dos tondelenses, ao invés de fazer combinações no interior do terreno. Os homens de Bruno Lage tornaram-se demasiado previsíveis, sendo que só conseguiram “abanar” a defensiva tondelense quando faziam combinações curtas, algo que aconteceu poucas vezes.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (3)

André Almeida (2)

Rúben Dias (3)

Jardel (3)

Grimaldo (3)

Pizzi (3)

Gabriel (3)

Weigl (2)

Rafa (3)

Taarabt (3)

Vinícius (3)

SUBS UTILIZADOS

Dyego Sousa (2)

Seferovic (2)

Jota (2)

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O CD Tondela apresentou-se no Estádio da Luz num 4-4-2 clássico, com um bloco médio-baixo sempre à espreita de um deslize na circulação de bola dos encarnados para fazer uma transição rápida. Em termos defensivos a estratégia resultou, visto que conseguiram sair do reduto encarnado sem golos sofridos, mas ofensivamente a equipa de Natxo González não conseguiu criar muitas oportunidades de golo – mérito também do Benfica que, durante grande parte do tempo, conseguiu pressionar de forma a estancar os potenciais contra-ataques.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos (3)

Petkovi (2)

Philipe Sampaio (3)

Yohan Tavares (3)

Filipe Ferreira (3)

Richard (3)

Pepelu (3)

João Pedro (3)

Jhon Murillo (3)

Ricardo Valente (2)

Rúben Fonseca (3)

SUBS UTILIZADOS 

António Xavier (2)

Pité (3)

Ricardo Alves (3)

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Sérgio Paulinho e Tiago Machado: «Se o Futebol voltou então as outras modalidades também deviam»

À boleia das duas rodas, o BnR TV Modalidades teve as presenças de Sérgio Paulinho e Tiago Machado, experientes ciclistas da equipa Efapel. As experiências durante a carreira e o futuro da modalidade pós-pandemia foram os temas em destaque durante o programa.

Das bonitas história ao longo das carreiras, recordou-se a inédita medalha de prata de Sérgio Paulinho em Atenas de 2004 e Tiago Machado não esqueceu do Le Tour de France de 2014 com a NetApp–Endura. O ciclista famalicense ainda confessou o «amor pelo SL Benfica», contudo, de frisar que acabou por ter propostas dos encarnados e recusou-as.

Impossível não tocar na história entre o Lance Armstrong e Alberto Contador na Astana. Sérgio Paulinho afirmou que o ano de 2009 foi muito bom, porém, a reunião em Andorra piorou o ambiente que se vivia na equipa cazaque.

Parados, pelo menos a nível competitivo, a grande questão agora é como há de voltar. A Volta a Portugal ainda não tem plano para esta nova realidade, porém, Sérgio Paulinho e Tiago Machado acreditam que esta podia acabar por seguir o mesmo esquema que aconteceu no Paris-Nice ainda este ano.

«Se o Futebol arrancou, então as outras modalidades deviam arrancar também», confessou Sérgio Paulinho. Porém, foi uma opinião partilhada por Tiago Machado: «Não se esqueçam que o Ciclismo também gera dinheiro e temos que ver que existem família que vivem do Ciclismo. Não havendo Volta [a Portugal] é um duro golpe na modalidade e pode terminar com muitos postos de trabalho».

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Os 10 jovens jogadores mais promissores a atuar na Primeira Liga

Nos últimos anos tem vindo a haver um decréscimo de qualidade dos jogadores a jogar em Portugal, não só pelo menor poder financeiro e menor competitividade do nosso campeonato comparativamente às cinco melhores ligas europeias que acaba por não seduzir os jogadores a vir para Portugal, como pela menor qualidade de recrutamento e identificação de talentos de vários clubes. Apesar de todos estes fatores, continua a haver clubes com projetos interessantes ao nível da formação e do Scouting. FC Famalicão, Rio Ave FC, Moreirense FC, Vitória SC, SC Braga e Belenenses SAD são alguns exemplos diferentes de uma aposta no talento luso e também no recrutamento de jogadores estrangeiros de qualidade.

Neste artigo vamos revelar os jogadores mais promissores da Liga Portuguesa, mas com determinadas condições importantes de salientar. Visto que é da maioria do conhecimento geral os jovens jogadores com potencial elevado dos quatro grandes, optei por não colocar esses jogadores na lista e, ao invés, dar a conhecer nomes menos falados das restantes equipas.

Logo jogadores como Tomás Tavares, Jota, Vítor Ferreira, Diogo Leite, Baró, Gonzalo Plata ou Luís Maximiano não constam na lista. Outro pormenor importante relaciona-se com a não inclusão de jogadores emprestados pelos quatro grandes, por exemplo nomes como Nuno Santos (emprestado pelo SL Benfica ao Moreirense FC) ou Diogo Gonçalves (emprestado pelo SL Benfica ao FC Famalicão). Além disso, os jogadores da lista são jogadores que nasceram a partir do ano de 1998, ou seja, jogadores como Kraev, Pedro Rodrigues, Lucas Fernandes ou Bruno Tabata não entram na mesma. Por fim, de referir que os jogadores estão ordenados de acordo com a minha opinião acerca do potencial e rendimento momentâneo de cada um.

Sendo assim e dentro destas condições, apresento-vos os 10 jovens jogadores mais promissores a atuar na liga portuguesa!

O impacto das cinco substituições no plantel do FC Porto

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Embora fosse uma realidade até positiva, não deve ser implementada no nosso campeonato a regra das cinco substituições por equipa em cada jogo. No entanto, se tal acontecesse, Portugal não seria pioneiro nesta opção, visto que muitos campeonatos europeus vão optar por este aumento de duas substituições para proteger os jogadores.

Numa altura em que estava quase certo esta ideia para a Liga, aparece Carlos Pereira, presidente do CS Marítimo, a recusar tal opção. A partir daí, tudo pode ter caído por terra devido a esta “infeliz oposição”, como classificou a Liga.

Independentemente disto, vamos analisar o impacto que estas cinco substituições teriam para o FC Porto.

Na minha opinião, este aumento de jogadores a serem substituídos iria significar para os portistas aquilo que se pode chamar de “o jogo das oportunidades”. Como o próprio nome indica, iríamos ver um final de campeonato em que muitos jogadores do FC Porto poderiam ter mais oportunidades, até porque o banco de suplentes (no seu sentido mais simbólico há medidas de segurança a cumprir) poderia ter mais dois jogadores, perfazendo um total de nove.

Esta medida iria permitir um maior refresh em todas as equipas e evitar lesões em jogadores que nunca na sua carreira tinham estado tanto tempo sem competir. Logo, seria muito difícil para todos aguentarem 90 minutos a alta intensidade.

Se me permitem, esta ideia até poderia provar quem é que de facto tem o maior plantel (em termos quantitativos e qualitativos). Iríamos ver as diferentes soluções dos clubes para concluir se realmente existia alguém num nível muito superior aos outros.

Este jogo das oportunidades (que foi um autêntico “quase”) seria uma porta para tantos jogadores do FC Porto… Mas quais seriam?

Sabemos que Sérgio Conceição não é um treinador fácil e que nenhum jogador joga por ser mais bonito ou feio, logo teria de haver uma luta titânica para preencher os nove lugares do banco e para fazer parte do lote dos cinco a entrar.

Tendo em conta tudo o que se tem visto do panorama azul e branco, esta luta pela oportunidade poderia envolver jogadores jovens da formação (e esses são jovens irreverentes, imparáveis e que respiram a mística do clube), como Fábio Silva, Romário Baró, Tomás Esteves, Vitinha, Diogo Leite, João Mário, Fábio Vieira.Também Aboubakar poderia voltar a reaparecer e mostrar finalmente que pode ser útil para a equipa.

Quem sabe se Loum poderia voltar a cair na graça do treinador depois de ter desaparecido numa fase em que era titular da equipa. Já Uribe, podia finalmente provar que realmente é um jogador de topo colombiano.

Para concluir esta lista, iria colocar Nakajima, que podia afirmar-se de vez com a camisola azul e branca, uma vez que, quando foi chamado para substituir Luis Díaz, o extremo nipónico não correspondeu da melhor maneira.

Não vai ser nada fácil voltar a uma competição nestes moldes, ainda por cima com a grande possibilidade de cancelamento das cinco substituições que beneficiaria os jogadores. Mas há interesses que se sobrepõem e muitas vezes isso é o mau do futebol!

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

A lista de Pinto da Costa e os seus seis vice-presidentes

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Foi na semana passada que Jorge Nuno Pinto da Costa, atual presidente do FC Porto e candidato às eleições no clube pela lista A, revelou os nomes que, em caso de vitória, poderão encabeçar a próxima direção para o quadriénio 2020-2024. Já tinha sido público alguns dias antes que Vítor Baía assumiria o papel de vice-presidente, mas restava conhecer as restantes personalidades que perfaziam a lista A.

Caso Pinto da Costa seja reeleito como presidente dos órgãos sociais dos dragões, o número de vice-presidentes do FC Porto aumenta de cinco para seis. Eduardo Valente e Emídio Gomes são os homens de saída e dão lugar a três novos rostos. Eis uma lista com todos os candidatos à vice-presidência pela lista A.

As 10 adaptações mais estranhas do Seculo XXI no Futebol Português

Há vários anos que existe uma enorme dúvida no futebol, nomeadamente como identificamos que um jogador está a jogar “fora” da sua posição sofrendo adaptações. Por definição, a posição de um jogador é-lhe “atribuída”. Caso seja um polivalente, acaba por ser mais associado à posição original da carreira ou na posição em que o jogador se associa quando questionado. Por definição, o posicionamento inicial de um jogador em campo é definido pela região que ele mais ocupa durante uma partida e onde ele se posiciona inicialmente no esquema tático da equipa.

Se algumas adaptações foram um verdadeiro sucesso e fizeram certos jogadores “explodir” e melhorar o seu rendimento, outras foram um verdadeiro desastre, porquanto obrigaram jogadores a fazer coisas para as quais simplesmente não tinham capacidade ou caraterísticas. Vamos então fazer uma viagem por algumas das adaptações mais estranhas do século XXI em Portugal, sendo que existe claramente uma posição fetiche para adaptações: as laterais.

Os prós e contras de Daniel Ricciardo na McLaren

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A temporada de 2020 nem começou e já estamos a falar na temporada de 2021, com o ‘culpado’ a ser Sebastian Vettel e a sua não renovação com a Ferrari. O alemão vai sair assim da equipa italiana após cinco anos, dos quais não conseguiu concretizar o sonho de ser campeão do mundo. Um campeonato em 2020 seria a cereja no topo do bolo.

Mas não estou aqui para falar de Sebastian Vettel, mas sim para falar de Daniel Ricciardo. A movimentação de Vettel fez com que a Ferrari fosse buscar Carlos Sainz à McLaren, com a equipa britânica a ir buscar Daniel Ricciardo à Renault.

Daniel Ricciardo chegou à Fórmula 1 em 2011, pela mão da HRT, quando substituiu Narain Karthikeyan por 11 Grandes Prémios. Depois da experiência na HRT, chegou a Toro Rosso, pois Ricciardo já fazia parte do programa júnior da Red Bull Racing.

Dois anos na Toro Rosso, com o companheiro de equipa de Ricciardo a ser Jean-Éric Vergne e a chegada à equipa principal em 2014, na qual ofuscou Sebastian Vettel, que vinha de quatro campeonatos consecutivos.

Na Red Bull, vieram os melhores anos do australiano. Sete vitórias em Grandes Prémios, três pole position, com o circuito do Mónaco a ser das melhores pistas, com uma vitória, duas pole position, quatro pódios e uma volta rápida. No final de 2018, a Red Bull, que já vinha há algum tempo a ser muito crítica do motor Renault, mudou-se para a Honda. E o chefe de equipa da Renault, Cyril Abiteboul, foi buscar o australiano, num acordo extremamente benéfico para Ricciardo.

Mónaco é o paraíso para Daniel Ricciardo
Fonte: Red Bull Racing

Super Rugby Aotearoa: O que esperar desta competição

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O Rugby está de volta mas, desta vez, num formato diferente do habitual. O Super Rugby, competição na qual militam equipas de diversos países (África do Sul, Argentina, Austrália e Nova Zelândia, uma vez que o projeto dos Sunwolves do Japão terminou), adotou uma estratégia diferente, “imposta” pela pandemia, apelidada de Aotearoa, isto é, Nova Zelândia, em Maori.

A conferência neozelandesa continuará, tendo a competição a duração de dez semanas. Cada equipa disputará oito jogos (dois jogos contra cada franquia, um em casa e outro fora), sendo estes realizados nos estádios de cada clube. É de realçar que o que foi jogado no Super Rugby perderá efeito. Este será um novo início do torneio, com um modelo ligeiramente diferente.

Sendo este um torneio com um caráter diferente do habitual, foram revistos alguns aspetos que dizem respeito às leis do jogo.

Como tal, foi criada a lei do Golden Point. Caso, no fim dos 80 minutos de jogo, este esteja empatado, serão jogados outros dez minutos. A equipa que pontuar primeiro vencerá o jogo e ficará com os quatro ou cinco pontos da vitória.

Um outro aspeto está relacionado com a expulsão de um jogador. Esta lei visa substituir o jogador que viu o cartão vermelho passados 20 minutos da infração cometida. A lei referente aos cartões amarelos, por sua vez, não sofrerá nenhuma alteração.

O Comité de Arbitragem enumerou, também, algumas das prioridades que os árbitros devem ter no breakdown. Sendo assim, o portador da bola, quando placado, não poderá realizar nenhum movimento secundário que não seja passar ou disponibilizar a bola. Na placagem, os árbitros vão pedir aos placadores para saírem o mais rápido possível, dando assim mais dinâmica ao jogo. Por último, os juízes de jogo serão mais rigorosos no que ao fora de jogo diz respeito. A defesa terá de estar “claramente” em jogo de modo a que a equipa atacante tenha mais espaço para usar a bola.

O Rugby está finalmente de volta e com o melhor que há neste desporto, os dérbis neozelandeses. O pontapé de saída será dado no dia 13 de junho e o primeiro jogo colocará frente a frente os Highlanders e os Chiefs, em Dunedin.

Vejamos, agora, o que esperar de cada uma das cinco equipas da Nova Zelândia que compõe esta competição.