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A rotação que começa a dar frutos

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Das críticas aos elogios: este é o dia-a-dia dos treinadores de futebol. Temos o exemplo maior de Jorge Jesus, que há dois anos era odiado por grande parte da massa adepta do Benfica – depois de ser campeão de forma fantástica, surpreendendo tudo e todos com um sistema 1-4-1-3-2 que se veio a provar não ter resultados na Europa – e hoje em dia é o “rei da Luz” (não tirando o título de “King” ao enorme Eusébio), “mestre da táctica” ou “formador de jogadores”.

O mesmo começa a acontecer com o timoneiro dos Dragões, Lopetegui. Aos poucos, a tão criticada rotação de plantel do espanhol começa a dar resultados. Temos presenciado exibições de luxo e todos os jogadores que entram em campo têm apresentado qualidade: até Evandro, jogador que num texto anterior considerei dispensável, tem dado ares de sua graça nestes últimos dois jogos. A continuar assim, não tenho dúvidas de que aparecerão com mais frequência jogadores como Gonçalo Paciência ou Ivo Rodrigues (estes os mais prováveis) e que não seja de estranhar a inclusão de Rafa (defesa-esquerdo), Kayembe (lateral/extremo esquerdo), Tomas Podstawski (médio centro) ou André Silva (avançado), isto sabendo que o jovem Mikel Ogu recupera a passos largos de uma grave lesão (fractura na tíbia) contraída no primeiro treino da época.

Tudo isto me deixa muito satisfeito, pois a “Barcelonização” que Lopetegui fomentou no reino do Dragão parece ter chegado ao ponto de estabilidade e, sinceramente, duvido que “este” Porto perca algum jogo para o campeonato até final da época, salvo algum “dia não” (que todos têm) ou as diversas arbitragens que, na dúvida, têm prejudicado os homens da Invicta e beneficiado “outros”, de forma clara e objectiva. Mas não entro por ai, falta muito e as arbitragens não explicam tudo…

A primeira defesa de Helton após 9 meses de paragem  Fonte: Facebook do FC Porto
A primeira defesa de Helton após 10 meses de paragem
Fonte: Facebook do FC Porto

Voltando ao assunto inicial, temos visto sobretudo soluções, coisa que em planteis anteriores (por exemplo, o de Vitor Pereira) não víamos… Neste Porto temos Campaña (que belo jogador!), Angel, Marcano, Reyes, Rúben Neves, Evandro, Ivo Rodrigues, Gonçalo Paciência (que se diz ir “rodar” para o Arouca até final da época) e Aboubakar, enquanto antigamente tínhamos Abdoulaye, Defour, Kelvin, Tozé ou “1/3” de Liedson… As diferenças falam por si!

Este plantel dá garantias de sucesso, a menos que algo de “sobrenatural” aconteça. Num texto anterior (quando se contestava a continuidade de Lopetegui) disse que teríamos de esperar até Dezembro para que o plantel se adaptasse ao estilo de jogo imposto pelo espanhol e começasse a “carburar”. Parece que não me enganei… Uma equipa nova demora a ser construída. Os processos e as rotinas de jogo não se adquirem de um dia para outro, muito menos quando temos uma equipa praticamente nova, com jogadores vindos de equipas com estilos de jogo completamente diferentes.

Continuo a achar Lopetegui o homem certo no lugar certo, a escolha do meu presidente e por isso a pessoa em quem devo confiar para levar o meu Porto a bom porto…

Por outro lado, não posso deixar de referir o regresso de Helton aos relvados: o guardião com quase 10 anos de Dragão ao peito é o porta-estandarte da equipa e um elemento que tem tudo para chegar, ver e… jogar! Dentro deste estilo de jogo portista, onde a bola passa sucessivamente pelo “número 1”, não temos nenhum guarda-redes com a qualidade técnica de Helton, e já se viu que Fabiano, tendo imensa qualidade dentro dos postes, tem no jogo de pés o seu ponto fraco. Não é, por isso, de estranhar que dentro em breve vejamos o veterano guarda-redes a assumir novamente a baliza portista, coisa que me deixaria extremamente satisfeito (sou um fã de Helton, confesso)!

Helton e Rúben Neves marcam duas gerações diferentes dos Dragões  Fonte: Facebook do FC Porto
Helton e Rúben Neves marcam duas gerações diferentes dos Dragões
Fonte: Facebook do FC Porto

Estou habituado a ver personalidade nas equipas do Porto, com jogadores que marcam as diversas “eras” dos azuis-e-brancos. Neste plantel temos três: Helton, Quaresma e Rúben Neves, que marca a “nova era” azul-e-branca, jogador que será de topo e de classe muito acima da média. Dá-me gosto ver uma equipa assim, onde a restruturação não corta com tudo aquilo que de bom foi feito até então, apenas melhora o que de mal estava.

Não sendo um “lunático”, acredito plenamente que este Porto me dará muitas alegrias, e com “muitas alegrias” não digo que sejamos campeões este ano (embora pense seriamente que será). A equipa está a ser construída para um futuro que se adivinha brilhante.

Continua, Lopetegui!

Mercado aberto

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paixaovermelha
Vamos a meio de janeiro e a janela de transferências continua a trazer vários nomes associados ao Benfica. Dos nomes até agora enunciados, parece-me óbvio que o Benfica está interessado, pelo menos, na contratação de dois jogadores: Mukhtar, do Hertha de Berlim, e Jonathan, uruguaio do Peñarol.

Sobre o médio alemão (que, segundo a comunicação social, já está em Lisboa, pronto para assinar contrato) conheço muito pouco. Do que vi e li, Mukhtar é um jogador com potencial mas longe de ser uma grande promessa da sua geração, como Selke ou Stark. Ainda assim, é um jogador internacional pelas camadas jovens da Alemanha, tendo sido, aliás, capitão dos sub-19. Veremos se vem diretamente para a equipa principal ou se irá ter um período de adaptação a Portugal através da equipa B do Benfica.

Quanto a Jonathan Rodríguez, é um avançado ao estilo de Rodrigo: rápido, com muita mobilidade e agressivo no um para um. Apesar de não ter uma grande percentagem de eficácia em frente à baliza, esta época leva seis golos em 12 jogos na Liga Uruguaia. Tendo em vista a quebra de rendimento de Lima, o Benfica prepara já a próxima época, a nível ofensivo, com a contratação do avançado do Peñarol. Parece-me uma aposta segura e que facilmente agradará aos adeptos encarnados.

Se estas duas contratações realmente se tornarem oficiais, os dirigentes do Benfica confirmam um padrão demonstrado nos últimos anos, que é, evidentemente, marcado pela aposta em jovens valores da Europa e da América do Sul. São mercados com dezenas de jovens recheados de valor, ainda que nem sempre consigam afirmar-se no futebol de elite.

A substituição de Enzo Pérez será um caso sério para Jorge Jesus Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
A substituição de Enzo Pérez será um caso sério para Jorge Jesus
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Porém, após a saída de Enzo Pérez, o estilo de jogo de Jorge Jesus ficou abalado com a perda do motor da equipa. É curioso que, sabendo da importância da posição “8” no esquema tático do Benfica, os dirigentes encarnados não tenham, ainda, contratado um jogador capaz de pelo menos imitar, no imediato, o que Enzo Pérez fazia. A verdade é que o próprio Jorge Jesus defende que Talisca é uma solução viável e que Pizzi pode, também, ser o homem certo para o lugar que o argentino deixou vago. O brasileiro, pelo (pouco) que jogou até agora na posição de Enzo, não conseguiu oferecer a dinâmica necessária à equipa. E mesmo a defender mostra claras debilidades. Quanto a Pizzi, é muito cedo para se tirar alguma conclusão. Os escassos minutos de utilização mostraram qualidade e vontade de ajudar a equipa, mas é tudo ainda muito esforçado.

Infelizmente, inegável é que o Benfica chega a meio de janeiro, numa altura em que a equipa teria obrigatoriamente de estar oleada e com uma dinâmica de jogo inata entre os setores, com sérios problemas numa posição fulcral e altamente decisiva para o sucesso do coletivo. É, no mínimo, preocupante. E ainda faltam muitos jogos, muitas batalhas para que o 34.º Campeonato Nacional seja uma realidade.

Formar não é fácil

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Formar não é fácil. Exige sobretudo sensibilidade, conhecimento e paciência. Será que em Portugal estamos conscientes dos desafios que esta questão coloca? Creio que estamos a meio-gás. Tão depressa encontramos bons exemplos, onde a abordagem e a metodologia postos em prática são adequados, como de repente encontramos abordagens e comportamentos que lembram uma aproximação ao trabalho infantil e um ensaio sobre a ausência de qualquer sentido pedagógico em instituições de formação desportiva e social. Este último caso é grave, muito grave na verdade.

Actualmente é fundamental combater este último cenário. Formar significa educar e transmitir conhecimento aos atletas para que estes possam num futuro próximo ser atletas competentes e cumpridores (tanto faz se amadores, se semi-profissionais ou se totalmente profissionais). Significa igualmente oferecer-lhes ferramentas técnicas, tácticas, físicas e psicológicas para que possam realizar a respectiva prática desportiva de forma sustentável e também para que esta seja potencializada de forma contínua ao longo dos anos. Ora, os resultados são sobretudo um factor de avaliação, motivação e distinção, mas não podem ser o elemento principal. E o problema essencial que aqui se coloca é a infeliz proliferação de abordagens que apenas se concentram na obtenção de resultados e na formação de atletas focada apenas nesse fim. Crianças de seis anos não podem nem conseguem disputar uma partida de futebol como um adulto de trinta anos. Será que alguém já pensou sobre isto?

Creio que a continuada insistência neste método é pura falta de conhecimento e de reflexão. Temo que possa também ser irresponsabilidade – o que é grave, quando estamos a falar de pessoas e instituições que possuem “responsabilidades”. E como é evidente o prejuízo que daqui advém é excessivamente grande para o tamanho do nosso futebol. Penso que esta abordagem apenas trava o nosso desenvolvimento porque “castra” os atletas, porque os forma de forma deficiente (o foco nos resultados retira tempo e espaço a dados processos pedagógicos estruturantes), porque queima etapas fundamentais e porque, em muitos casos, lhes transmite maus princípios como o clássico “ganhar a qualquer custo”. Penso, acima de tudo, que esta abordagem desenvolve níveis de pressão e de stress que até aos 17 anos são prejudiciais e impedem que o atleta se desenvolva de forma “natural” e dentro do ritmo mais adequado. Na verdade, há tempo para tudo, inclusive para perder e aprender com esse momento.

Partida de escolinhas de futebol na Eslováquia. Fonte: Flickr
Partida de escolinhas de futebol na Eslováquia
Fonte: Flickr

É óbvio que tudo se torna mais simples quando se formam atletas debaixo do som da vitória. Já dizia o outro: é mais fácil formar do que ganhar. E é, mas isso não significa que quem perde esteja a formar mal. As vitórias não dizem tudo sobre o sucesso dos projectos formativos. E a derrota faz parte do processo, sobretudo em idades menores, quando o foco é a transmissão de conhecimentos básicos sobre o jogo e o desporto, quando se procura desenvolver o contacto com a bola e quando se pretende sobretudo dar minutos de jogo e convívio às crianças. Aqui, perder ou ganhar pouco importa. Importa sobretudo ter o cuidado de transmitir o conhecimento e a prática em doses correctas, no espaço certo e no momento certo. Se assim for, podemos ter a certeza de que amanhã será muito mais fácil ganhar.

Isto coloca-se desta forma porque se assiste com frequência ao surgimento de atletas em idade júnior e sénior que apresentam a ausência de conhecimento, práticas e atitudes que lhes permitam continuar a evoluir. Aliás, em diversos casos assiste-se ao surgimento de “maus” atletas: que não são maus por jogarem mal, mas porque acima de tudo são péssimos nas questões relacionadas com a responsabilidade, com o trabalho no dia-a-dia e com a forma de estar dentro e fora de campo. Falta-lhes o chamado “treino invisível”. Isto sucede porque talvez ninguém os educou nesse sentido ou porque apenas lhes pediram para vencer a qualquer custo.

Em simultâneo assiste-se pelas mesmas razões ao surgimento de atletas que apresentam problemas no desenvolvimento técnico e táctico. Um desses problemas é o facto de terem sido “formatados” tacticamente demasiado cedo e por terem despendido mais tempo a praticar rotinas tácticas do que a compreender o jogo e, a título de exemplo, a melhorar a sua relação com a bola. Enfim, um caso prático é facto de hoje em dia, debaixo do nome de grandes clubes portugueses, ser possível ver crianças de sete e oito anos a serem forçadas a interiorizar um modelo de jogo rígido e missões colectivas e individuais. Esta “pressa” em termos práticos apenas queima etapas e retira tempo e espaço ao que realmente importa para a realidade das crianças com esta idade. De um modo simples, o que importa é o seu desenvolvimento sustentável e não o modelo de jogo, o treinador e as vitórias.

Se temos de falar de um modelo de jogo, temos de falar num modelo de formação e da idade com que estamos a trabalhar. O modelo de formação dita as orientações de desenvolvimento técnico e táctico e o modelo de jogo e a sua complexidade depende do escalão. É evidente que uma equipa de Benjamins A (sub-11) tem um modelo de jogo. Enfim, tem uma forma de jogar que é afecta aos jovens atletas, ao treinador e ao modelo de formação, mas esse mesmo modelo de jogo é apenas uma ferramenta para auxiliar os jovens a praticar futebol, assim como é um meio para lhes transmitir conhecimentos básicos sobre a prática da modalidade. Jamais poderá ser um mecanismo para alcançar vitórias e troféus.

No fundo, é fundamental pensar sobre os princípios pedagógicos e sobre a abordagem que temos vindo a utilizar em Portugal. O jogador português necessita de ter a sua criatividade potencializada e sobretudo necessita de ter as suas etapas de desenvolvimento respeitadas. Isto se no futuro pretendemos ter melhores atletas e, se possível, ter profissionais que façam a diferença em qualquer campo. Na realidade, este não é um caminho fácil e tão-pouco é algo instantâneo. Formar jovens leva tempo e exige paciência. Talvez treinar apenas para se ganhar seja o caminho mais fácil, mas é sem dúvida o menos compensador a médio ou longo prazo.

Os atletas e os treinadores de excelência são aqueles que trabalham de forma consistente e árdua, são aqueles que dominam a técnica, são aqueles que conhecem o jogo e as suas diversas dimensões, são aqueles que respeitam e se dão ao respeito, são aqueles que vencem mas também são aqueles que perdem e conseguem extrair o sucesso futuro dessa mesma derrota. Penso que o sucesso do nosso futebol (e do nosso desporto) está exactamente neste tipo de atletas e treinadores de excelência – sejam eles amadores ou profissionais.

Foto de Capa: Hybreed Designworks

Emoções na Liga feminina

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cab basquetebol feminino

O basquetebol masculino anda mal a nível de competitividade na Liga, com o Benfica a ser o vencedor anunciado a cada início de competição desde que o Porto desistiu da modalidade. Mas, se no basket masculino esta é a realidade, no feminino as coisas estão muito mais animadas.

É verdade que o CAB Madeira vai à frente só com vitórias nos 13 jogos já disputados, mas no passado sábado tive oportunidade de ver o jogo entre o terceiro classificado União Sportiva (CUS) e o CAB, e o equilíbrio foi a nota dominante durante quase todo o jogo, tendo apenas a maior eficácia das madeirenses desequilibrado a seu favor durante o segundo tempo. A organização em campo também consegue ser melhor devido à maior experiência das suas jogadoras, e parece ser esta a receita vencedora do CAB. Além deste jogo, tive oportunidade de ver os jogos entre os CUS e o Boa Viagem (4º classificado) e entre os CUS e o Benfica (5º classificado), sendo que nestas últimas três semanas só não tive a oportunidade de ver o Quinta dos Lombos, actual campeão e segundo classificado neste momento dos cinco primeiros classificados da Liga Feminina.

Entre estas quatro equipas a diferença não é muita, parecendo-me o Benfica a mais fraca, mas ao mesmo tempo a que tem mais garra, o que a fez ganhar por um ponto em São Miguel, recuperando da desvantagem de 10 pontos que existia ao intervalo. A mais forte é sem dúvida o CAB, com um jogo muito bem pensado e coordenado, apesar de me parecer faltar alguma velocidade, que pode vir a ser decisiva no futuro, caso equipas como o Benfica e o Boa Viagem continuem a evoluir o seu nível de jogo. Quanto aos CUS, fica a faltar maior definição no jogo interior, uma maior capacidade de sair da pressão defensiva feita pelas adversárias, em muito causado por alguma intranquilidade por quem leva a bola e uma maior rotatividade de algumas jogadoras, sendo que, por jogo, apenas sete a oito jogadoras entram em campo.

CUS vs Benfica Foto: Rodrigo Fernandes
O triplo que deu a vitória ao Benfica
Foto: Rodrigo Fernandes

O Boa Viagem parece-me uma equipa muito dependente de uma jogadora só, à imagem do que acontecia o ano passado com o União Sportiva. Myneshia Kenzie tem feito regularmente mais de 15 pontos por jogo e foi a MVP em cinco dos 11 jogos em que participou até agora. A norte americana tem sido o grande factor que as terceirenses apresentam na grande maioria dos jogos, e é isto que se pede a uma estrangeira: que esta venha dar a qualidade que as portuguesas não consigam dar.

Vai ser um campeonato onde muita coisa ainda pode mudar, e os play-offs ainda desafiam mais a lógica de a melhor equipa vencer, visto um mau jogo poder estragar uma temporada. Vamos ver o que nos reserva o resto da temporada, mas que seja tão boa como até agora.

Foto de capa: Rodrigo Fernandes

Benfica 4–0 Arouca : Fácil e feliz!

Topo Sul

Tudo simples, fácil e sereno no reino da Luz esta noite. A goleada encarnada no jogo de hoje, a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Taça da Liga, frente ao Arouca, é o sinal mais inequívoco da superioridade que o Benfica demonstrou esta noite no relvado da Luz.

O onze esboçado por Jorge Jesus sofreu várias alterações face ao do jogo do fim-de-semana. Como expectável, vários jogadores menos utilizados do plantel tiveram a oportunidade de se estrearem como titulares esta época, procurando mostrar-se ao seu treinador. Silvio, Sulejmani, Gonçalo Guedes e Rui Fonte foram as principais novidades na formação encarnada, que desde o primeiro minuto de jogo sempre se sentiu muito confortável e descontraída em campo.  A controlar a posse de bola e a entrar com relativa facilidade no último terço do adversário, o Benfica começou cedo a construir a vantagem na partida. Ao minuto 30, o estreante Rui Fonte cavou uma grande penalidade que Pizzi não desperdiçou. Depois de uma excelente jogada colectiva do ataque encarnado, Fonte foi derrubado pelo lateral arouquense Tomas Dabo quando se preparava para marcar. O defesa foi expulso, e o Benfica assumia vantagem no marcador e no número de jogadores em campo. Tudo facilitado.

A partir daqui, o Benfica acentuou o controlo do jogo e era uma questão de tempo até que surgisse o segundo golo das águias. Não foi, por isso, com nenhuma surpresa que a Luz festejou o 2-0 de Cristante, antes do intervalo. Muita posse de bola e facilidade em encontrar espaços livres do lado encarnado foram as notas a registar de uma primeira parte em que só se jogou no meio campo do Arouca, tal a supremacia das águias na partida.

Pizzi, o homem do jogo Fonte: Facebook Benfica
Pizzi, o homem do jogo
Fonte: Facebook Oficial do Sport Lisboa e Benfica

O segundo tempo chegou com a vitória praticamente assegurada pelo Benfica. Com mais um homem e uma vantagem de dois golos, as águias entraram em campo a voar a um ritmo tranquilo, e o Arouca com a noção de que precisaria de um milagre para pontuar na Luz, esta noite. E assim se desenrolou a segunda parte de um jogo pouco entusiasmante para os pouquíssimos adeptos que estiveram na catedral encarnada. Apesar de se perceber que se tivesse acelerado mais o Benfica poderia ter aplicado uma goleada histórica à formação do Arouca, os encarnados ainda alargaram o marcador com os golos de Salvio e Jonas, aos minutos 83 e 84, respectivamente, após duas boas combinações ofensivas pinceladas com a qualidade técnica de Pizzi, o melhor em campo neste jogo.

Contas feitas, um ponto na última jornada de grupo contra o Moreirense é suficiente para o Benfica seguir para as meias-finais da Taça da Liga. Apestar de esta ser a prova menos prestigiante do panorama nacional, é também uma das duas em que os encarnados ainda estão envolvidos nesta temporada, pelo que a necessidade de revalidar o troféu tem obrigatoriamente de aumentar.

A Figura:

Pizzi – Apesar de todo o espaço de que dispôs para jogar a bel-prazer, o médio português mostrou-se confiante e espevitado na partida. Assumiu o jogo sem problemas, marcou, assistiu e mostrou-se, mais uma vez, como alternativa a Enzo Perez. Pelo menos, nos jogos menos exigentes defensivamente.

O Fora-de-jogo:

Arouca – É certo que jogar na Luz, ainda por cima com menos um jogador praticamente todo o jogo, é sempre tarefa complicada, mas esperava-se mais de uma equipa que jogou com os habituais titulares e raramente passou do seu meio campo defensivo.

As prendas de Mancini

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cab serie a liga italiana

Quando apareceu, no Basileia, rapidamente se percebeu que Xherdan Shaqiri era um jogador com um potencial tremendo. O Bayern achou o mesmo, avançando para a sua contratação. No entanto, com Robben como indiscutível no flanco direito, o suíço acabou por não conseguir ganhar espaço na equipa bávara. Por Munique também andou Lukas Podolski, o melhor jogador jovem do Mundial’2006 – à frente de Ronaldo – e um dos melhores marcadores de sempre da Alemanha. O jogador nunca conseguiu exibir-se no clube com a mesma qualidade com que o fazia na selecção, tendo regressado ao “seu” Colónia. Arsène Wenger acreditou que o avançado podia voltar a jogar ao mais alto nível depois de três temporadas no clube onde foi formado, levando-o para o Arsenal, mas a verdade é que o alemão nunca atingiu a regularidade desejável. Os dois esquerdinos vêem agora os seus destinos cruzados: é em Milão, num Inter à procura de recuperar estatuto, que ambos vão tentar relançar a carreira.

Shaqiri e Podolski estão em momentos diferentes da carreira. O suíço ainda é muito jovem (23 anos) e continua a ter condições para ser um jogador de grande nível; já o alemão, que nunca conseguiu ser figura num clube de topo, está a entrar na casa dos 30 e terá uma das últimas oportunidades para mostrar que também consegue ser figura fora da selecção. A escolha do Inter terá sido a mais correcta, já que ambos estão em busca de mais tempo de jogo e no Giuseppe Meazza têm a titularidade quase assegurada e serão duas das estrelas da companhia (mais o suíço do que o alemão, certamente).

Podolski já se estreou pelo Inter Fonte: Facebook do Inter
Podolski já se estreou pelo Inter
Fonte: Facebook do Inter

Os dois esquerdinos são duas belas prendas para Mancini, que quando aceitou regressar a Milão já devia ter garantias de que a equipa ia ser reforçada em Janeiro. Depois das excelentes contratações para esta época (pelo menos em teoria), o magnata indonésio Erick Thohir, que comprou o Inter no final de 2013, não fechou os cordões à bolsa e parece disposto a investir o que for necessário para colocar o clube novamente no topo do futebol italiano. Apesar de Shaqiri e Podolski terem chegado ao Giuseppe Meazza por empréstimo, o suíço tem uma cláusula de compra obrigatória – um esquema que começa a ser recorrente para contornar as regras do fair-play financeiro – fixada em 15 milhões de euros, o que comprova que dinheiro não falta.

Com a chegada dos dois reforços o Inter fica com um plantel mais do que capaz de lutar pelos lugares europeus. Apesar do fracasso algo inesperado de Mazzarri, os nerazzurri estão apenas a 6 pontos do terceiro lugar, que dá acesso à Champions. Assim sendo, Mancini tem margem de manobra para colocar a equipa no “primeiro lugar”, logo atrás de Juve e Roma. Na segunda metade da época, o técnico italiano deverá ter mais dores de cabeça com o sector defensivo, porque do meio campo para a frente as opções são fantásticas. Medel e Guarin são uma dupla que deve continuar a merecer aposta, sobretudo porque M’Vila não está a ter o impacto que se esperava, e as entradas de Podolski e Shaqiri dão outra capacidade de ganhar jogos através de acções individuais (muitos encontros serão resolvidos “à bomba”). Com o alemão à esquerda, o suíço à direita mas sempre a procurar diagonais, e o genial Kovacic no apoio ao talentoso Icardi, o quarteto ofensivo do Inter tem tudo para ser um dos mais interessantes do futebol europeu.

Foto de capa: Facebook do Inter

Greenzzly

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cab nba

Jeff Green é o mais recente membro dos Grizzlies. Estava difícil, mas a troca entre Grizzlies, Celtics e Pelicans é finalmente oficial. A equipa de Memphis envia Tayshaun Prince (e uma futura 1.ª ronda) para Boston (os Pelicans enviam também Austin Rivers para Boston), Quincy Pondexter (e uma 2ª ronda em 2015) para New Orleans e recebe Jeff Green e Russ Smith.

Com a corrida no Oeste mais aberta que nunca (e com adversários directos como os Mavs e os Rockets a reforçarem-se), os Grizzlies tentam não ficar atrás e reforçar a candidatura ao topo da conferência. Será que conseguiram?

Podemos partir das palavras do Vice-presidente para o Basquetebol dos Grizzlies, John Hollinger. Não as de hoje, mas as que ele escreveu em 2012, quando era analista da ESPN (e quando os Celtics renovaram com Green por 4 anos):

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Uau! Parece que em 2012 ele não era o maior fã do Jeff Green. O que terá mudado entretanto?

Na verdade, algumas das questões que Hollinger levantou em 2012, embora hiperbolizadas no artigo (“sem dúvida, o pior contrato do verão” parece-nos exagerado), não eram descabidas:

Green tinha perdido uma temporada inteira, tinha realizado uma cirurgia complexa para corrigir um problema no coração e não era seguro que voltasse a jogar como antes ou que não voltasse a ter problemas de saúde no futuro. Podia não ser um tiro no escuro, mas era, pelo menos, um tiro num sítio pouco iluminado. Por isso, foi arriscado para uma equipa em reconstrução hipotecar tanto dinheiro num jogador nessas circunstâncias.

O que mudou? Os Grizzlies não estão em reconstrução. A aposta é no presente e, com Marc Gasol a ser free agent este Verão e Zach Randolph a caminho dos 34 anos, Jeff Green é um investimento de curto prazo e um all in nesta época (e na próxima, no máximo).

Depois, a questão da qualidade como jogador. Mais uma vez, Hollinger pode ter exagerado, mas existiam razões genuínas para preocupação. Em 2012, Jeff Green era basicamente um marcador de pontos (e um não muito eficiente). Não era bom ressaltador (para a sua altura e posição), as assistências eram mínimas, a defesa tremida e os pontos eram o seu único contributo visível.

O que mudou aqui? Pouca coisa. E os números dos Celtics com Green e sem Green são aterradores:

Fonte: Ricardo Brito Reis
Fonte: Ricardo Brito Reis

Mas em Memphis é dos seus pontos que mais precisam. E em Memphis irá sair do banco e terá um papel mais reduzido do que nos Celtics. O que poderá potenciar os seus pontos fortes (os Grizzlies querem pontos para a segunda unidade e, se/quando precisarem, para a primeira unidade) e reduzir algumas das lacunas. Contra os titulares das outras equipas as suas deficiências eram mais notadas (e isso pode ajudar a explica aqueles números atrozes nos +/-), contra os suplentes de outras equipas serão muito menos graves.

Jeff Green pode não ser o marcador de pontos mais eficiente, mas nestes dois últimos anos em Boston também tinha mais responsabilidade de criar lançamentos para si, o que piorou as suas percentagens. Nas duas primeiras temporadas em Boston (com Paul Pierce e Kevin Garnett ainda na equipa e com Green num papel complementar), mais de metade dos seus triplos (66% e 57%) eram do canto. E com uma óptima percentagem de acerto de 45%.

Nas duas últimas temporadas (sem Pierce e Garnett; sem Rondo, em grande parte desse período; e com a responsabilidade de criar os seus lançamentos), apenas 24% dos seus triplos foram do canto.

Por isso, se for bem utilizado (como marcador de pontos na segunda unidade e como atirador aberto no canto na primeira unidade) e num papel secundário e complementar, pode ser muito útil nesta equipa. Jeff Green pode não ser uma estrela, mas pode dar um contributo decisivo naqueles momentos de “seca ofensiva” que às vezes assolam os Grizzlies. E ter um jogador como ele a sair do banco é um luxo que poucas equipas têm.

Independentemente do que John Hollinger pensava dele em 2012, agora não deve ter tido dúvidas que ele pode mudar o destino da equipa para melhor.

Fotografia de Capa: @NBA

FC Porto 3-1 União da Madeira: Rodar para a liderança

tinta azul em fundo brando pedro nuno silva

Na segunda jornada da Taça da Liga, FC Porto e União da Madeira defrontaram-se no Estádio do Dragão, com a equipa portuense a apresentar um onze alternativo: Helton, Ricardo, Reyes, Marcano, Jose Ángel, Campaña, Ruben Neves, Evandro, Quintero, Ivo Rodrigues e Adrián López foram titulares. Ivo Rodrigues fez o seu primeiro jogo pela equipa A, mas o destaque foi para Helton – o capitão voltou, para alegria dos portistas.

Com a pressão do lado do Porto, o jogo foi assumido pelos dragões, embora a primeira jogada de perigo tenha sido dos madeirenses. De resto, apesar da circulação e posse de bola ter sido quase monopolizada pelo Porto, o União da Madeira saiu sempre com qualidade para o contra-ataque, errando principalmente no último passe. Aos 17 minutos, Ivo Rodrigues podia ter inaugurado o marcador, após um bom cruzamento de Quintero, mas o jogo continuava aborrecido e sem grandes momentos de brilhantismo, com um Porto espalhado ao longo do campo fazendo uma circulação larga. Aos 25 minutos, numa jogada individual, Quintero deu um remate no marasmo do jogo, inaugurando o marcador.

A partir daqui o jogo ficou ainda mais controlado pelo Porto, como espelham alguns lances perigosos – geralmente com o condão do pé esquerdo de Quintero -, entre eles mais um lance de finalização de Adrián, que, claro, foi defendida pelo guardião insular. Aos 39’, o União mandou uma bola ao ferro, mostrando a matreirice que caracterizou o seu jogo.

O regresso de Helton aos relvados foi um dos momentos altos da noite  Fonte: Facebook do FC Porto
O regresso de Helton aos relvados foi um dos apontamentos mais marcantes da noite
Fonte: Facebook do FC Porto

A segunda parte começou com uma alteração: Ivo Rodrigues cedeu o seu lugar a Ricardo Quaresma,  que marcou o segundo tento portista num remate que ainda tocou num defesa insular. A resposta madeirense foi rápida: aos 57’, Élio Martins reduziu o marcador.

O FC Porto teve sempre as linhas afastadas e nunca precisou de fazer um grande pressing, devido à ineficiente pressão do União da Madeira. Perante este “adormecimento”, Lopetegui substituiu Ruben Neves por Óliver Torres e o jogo melhorou um pouco com a irreverência e velocidade do espanhol , que se ocupou da transição entre o meio-campo defensivo e ofensivo, mas ainda assim nunca se viu uma grande acutilância ofensiva. Aos 87’ minutos, Evandro marcou um penalty, dando (mais) descanso aos portistas.

Este foi um jogo com pouca história e pouco espectáculo que serviu essencialmente para dar mais minutos à segunda linha portista. Com o grande objectivo cumprido, a conquista dos três pontos, o FC Porto conseguiu isolar-se na liderança do grupo D.

A Figura

Juan Quintero – Foi a estrela do meio-campo portista. Fez o jogo azul e branco rodar e teve apontamentos de classe.

O Fora-de-Jogo

Ivo Rodrigues – Esteve um pouco apagado mas tem desculpa, pois não está entrosado com os seus companheiros. Esperemos que seja uma aposta de futuro dos dragões.

 

Foto de capa: Facebook do FC Porto

Cristiano Ronaldo e Eusébio: Comparar o incomparável

futebol nacional cabeçalho

Ponto prévio: sou adepto do patriotismo. Admito que gosto de defender aquilo que é nosso, mesmo quando os argumentos são escassos. Por isso mesmo, sempre fui pró-Ronaldo, mesmo quando o internacional português estava a milhas da produção de Lionel Messi. Mas agora os tempos são outros. Ronaldo reina em Portugal, tem o mundo a seus pés e conta com uma legião de fãs cada vez mais forte e entusiasta.

No entanto, e como em tudo nesta vida, há sempre a tendência para se cair no exagero. De admitirmos como factos coisas que, se calhar, nem serão assim tão lineares. A conversa é cada vez mais recorrente e começou a ser reforçada, com insistência, no momento em que Cristiano Ronaldo ultrapassou Eusébio na lista de melhores marcadores da seleção nacional portuguesa (o madeirense soma 52 golos em 118 jogos contra os 41 golos em 61 jogos de Eusébio). Desde esse instante que começou uma campanha – algo desrespeitosa, diga-se – contra a antiga glória do futebol nacional. Os últimos tempos em vida de Eusébio foram sempre marcados pela constante abordagem de vários jornalistas e adeptos portugueses que teimavam em demonstrar que Cristiano Ronaldo já seria o melhor e que Eusébio já estava ultrapassado. O “King”, naturalmente, procurou defender-se da campanha montada, mas o mal já estava a ser feito. Contra Eusébio, contra o futebol português, contra Portugal.

Somos um povo que valoriza muito pouco aquilo que de bom tem. Temos dois dos melhores futebolistas da história do futebol mundial. Temos outros tantos, como Luís Figo, Rui Costa, Paulo Futre, Chalana, Bento ou Damas, que foram dos melhores nos seus tempos. Mas gostamos sempre muito de atacar e/ou desprezar aquilo que é nosso. Pior: conseguimos sempre cair no estado manifestamente interesseiro de apoiar quando remamos a favor da maré. Adversidades? Com isso é que já não sabemos lidar. Soubemos criticar Cristiano Ronaldo quando a produtividade dele na seleção era baixa. Conseguimos acusá-lo de ser um menino mimado, que só ligava a dinheiro e a fama. Agora que é o melhor já o sabemos acarinhar e dar-lhe o devido valor. Com Eusébio, a situação foi ainda mais grave. Soubemos valorizá-lo quando precisámos de dizer que tínhamos um símbolo português no futebol internacional. Depois? Depois já havia Ronaldo. Já não era preciso Eusébio e muitos quiseram colocá-lo na prateleira, fazendo crer que já estava ultrapassado. Um sentimento de ingratidão tão grande que deve ter ferido o Rei. Isto tudo porque, afinal, ele “já não era o melhor de sempre”.

Tal como Cristiano Ronaldo, Eusébio é um dos melhores futebolistas de sempre Fonte: Erik Cleves Kristensen
Tal como Ronaldo, Eusébio será recordado como um dos melhores futebolistas de sempre
Fonte: Erik Cleves Kristensen

Pelo menos, foi o que se fez crer. Na minha opinião, é impossível estabelecer-se qualquer tipo de comparação entre Eusébio e Cristiano Ronaldo nesse âmbito. Viveram em tempos diferentes, eram/são jogadores distintos e os contextos em que jogam/jogaram são completamente díspares. Eusébio quebrou recordes individuais e coletivos, conduziu Portugal à melhor classificação de sempre num Campeonato do Mundo (3.º), levou um clube português ao topo da Europa (o que, convenhamos, não era nada fácil) e, mais importante do que tudo, assegurou o respeito do Mundo inteiro. Tudo isso ficou bem visível nos dias após a sua morte. Já em relação a CR7, dispensam-se apresentações a tudo aquilo que tem feito: tem batido recordes atrás de recordes, quebrou barreiras no Manchester United e no Real Madrid e a 3.ª Bola de Ouro conquistada ontem foi mais um feito enorme no seu currículo invejável.

Para quê, então, insistirmos em conversas desnecessárias sobre qual é, efetivamente, o melhor? Tal como são escusadas as comparações entre Messi e Maradona (apesar de, neste caso, haver uma diferença temporal menor) ou Pelé e Ronaldo. A evolução do futebol assim não o permite. No passado, jogava-se perante defesas mais abertas e menos rigorosas, num clima de maior anarquia tática e com um conjunto de regras completamente diferentes. Mas também havia muito menos jogos e menos complacência por parte dos jogadores para com o bem-estar físico dos atletas adversários. Atualmente, tudo é mais rigoroso. Cada jogo é alvo de uma maior preparação tática e os jogadores estão muito melhor trabalhados e preparados. A transformação de Ronaldo é o exemplo máximo disso mesmo.

Por tudo isto, queria dizer que sou fã de Eusébio e de Ronaldo. Por Cristiano Ronaldo, tenho a máxima admiração por tudo aquilo que tem ganho e pela capacidade de superação que tem revelado nos últimos anos. Pelo Rei guardo apenas memórias e registos em vídeo daquilo que produziu enquanto jogador. Aliás, quantos dos que dizem que Ronaldo é “indiscutivelmente” o melhor português de sempre viram Eusébio jogar com regularidade? Poucos, calculo eu. Facto concreto é que Portugal continua a ser uma fonte de sucesso no futebol internacional. E, como português, só posso ter orgulho por ter nascido no mesmo país de Eusébio e Cristiano Ronaldo. Os dois melhores futebolistas de sempre do “nosso” futebol. Obrigado, Rei. Obrigado, Comandante.

Foto de Capa:  Jan Solo (Flickr)

Top 10 – Os mais sobrevalorizados do futebol

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[tps_title]10.º Kevin-Prince Boateng[/tps_title]

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Fonte: kartellpeople (Flickr)

Qual é a sua posição? Percebo que me digam que não é a escolha mais óbvia para esta lista, mas incluí-o porque simboliza o típico jogador cujo nome impõe respeito por já estar tão mitificado mas que, na prática, poucas vezes corresponde ao potencial que lhe é apontado. Tecnicamente é acima da média, mas falta-lhe maturidade táctica e emocional. Encarna na perfeição o estereótipo de futebolista caro e pouco produtivo para aquilo que custa e, além do mais, é potencialmente conflituoso, tendo estado dois anos afastado da sua selecção.