O Hóquei nacional estremeceu após um comunicado que chegou da Galiza. O Hockey Club Liceo verbalizou a possibilidade de se juntar à I Divisão de Hóquei em Patins de Portugal, depois da decisão da Federação Espanhola de Patinagem, que acabou com a OK Liga e entregou o título de campeão ao FC Barcelona. O clube verde e branco assumiu-se contra a medida encontrada, pois queria continuar a jogar e lutar pelo título nos Play-offs.
Além disso, na próxima temporada, não haverá descidas, mas sobem mais duas formações da Catalunha para a primeira divisão espanhola. Com a inclusão do Mataró e do Vendrell, os galegos continuam a ser a única equipa não catalã a fazer parte da OK Liga. As despesas de deslocação são, como é normal, mais uma dor de cabeça para o Liceo.
Esta semana surgiu a notícia que o HC Liceo estava a pensar sair da Liga de Hóquei em Patins Espanhola e ingressar na Liga Portuguesa.
O motivo prende-se com a atribuição do título ao Barcelona. No entanto, não é impensável o Liceo juntar-se ao Campeonato Português.
Até agora, tudo não passa de desejos dos verdes e brancos, no entanto, a possibilidade de inclusão dos espanhóis na primeira divisão portuguesa ficou por terra. É importante lembrar que os galegos são uma das equipas mais tituladas em Espanha. O Hockey Club Liceo tem no seu palmarés sete OK Ligas e seis Ligas Europeias, tornando-os um histórico da modalidade.
Os responsáveis do clube assumem que a Liga Portuguesa seria mais competitiva que a espanhola, onde todos os anos o FC Barcelona parte como crónico favorito. Entretanto, vários órgãos de comunicação social da Galiza avançam que o emblema da região admite entrar na I Divisão como convidado, caso não seja possível disputar a competição já na temporada 2020/2021.
Em exclusivo para o BnR TV, Paulo Freitas, treinador do Sporting CP, falou sobre a possibilidade da inclusão do HC Liceo na Liga Portuguesa
Não deixava de ser interessante um clube com a dimensão do Liceo fazer parte da liga portuguesa, mas não parece, de todo, uma decisão fácil de tomar. Até ao momento, o vice-presidente assumiu que, se o Liceo quisesse entrar no campeonato português teria de ingressar na terceira divisão. Portanto, esta novela só será terminada nos próximos episódios. Não percam, porque nós também não.
No passado dia 29 de abril, as competições nacionais de basquetebol, hóquei em patins, andebol e voleibol foram canceladas pelas respectivas federações, resultado da pandemia de covid-19, num comunicado conjunto. No comunicado, foi declarado que não haveriam campeões ou descidas nos campeonatos destas quatro modalidades de pavilhão, apesar de, no parâmetro do basquetebol se ter consumado a subida do Imortal (tinha esse direito desportivo) e a descida do Terceira Basket (despromovido matematicamente).
Esta temporada (2019/2020) da LPB, contava com 14 equipas dado ao surgimento do Sporting e iria contar com quatro descidas de divisão. Resultado do cancelamento da época desportiva, em 2020/2021 irá manter-se as mesmas 14 equipas, com a exceção da “troca” efetuada entre Imortal e Terceira Basket.
Apesar do desfecho amargo, nos seis meses de competição, contamos com muita competitividade, grande incerteza nos desfechos das partidas e muita luta entre todas as equipas da liga. Para além disso, vários jogadores jovens portugueses notabilizaram-se e deixaram bastante esperança para quem auspicia o futuro da modalidade em Portugal.
Infelizmente nada aconteceu como esperado devido ao covid-19, porém, aproveitamos esta altura de conclusão da temporada, para refletir de como foi a liga nesta temporada atípica.
Quais os ingredientes para uma final europeia emocionante? A história tem-nos mostrado que, quando um dos ingredientes é Liverpool FC e os seus adeptos fanáticos, o espetáculo é garantido. Junte-se uma surpreendente equipa espanhola com muito boas individualidades e uma “afición” fervorosa, e temos uma final da Taça UEFA com nove golos, duas expulsões, ambiente eletrizante e a decisão a surgir apenas com um golo de ouro. Aliás, um autogolo de ouro.
Faz daqui a poucos dias 19 anos daquela que é uma das mais épicas finais da história da Taça UEFA (agora denominada Liga Europa). A 16 de maio de 2001, Liverpool FC e Deportivo Alavés sobem ao relvado do Westfalenstadion, em Dortmund, carregando o entusiasmo e ambição dos quase 50 mil adeptos presentes. Os reds chegam à sua primeira final europeia desde que foram banidos das competições europeias em 1985, na sequência do desastre de Heysel. Para o Alavés, é a primeira vez na sua história que pisa o palco de uma final europeia.
O jogo começa e é o Liverpool que entra a todo o gás, mais habituado a estas andanças do futebol europeu e das finais. Ainda alguns adeptos se estão a sentar e já Babbel faz a rede balançar para os reds. Aos 4’, o alemão responde de cabeça a um livre de Gary McAllister e, pouco depois do quarto de hora, é a vez do jovem Steven Gerrard marcar, após assistência de Michael Owen. É caso para dizer que é um golo made in Melwood, onde ambos os jogadores fizeram a formação ao serviço do Liverpool.
A perder por 2-0 ainda antes dos primeiros 20 minutos se cumprirem, Mané faz entrar Iván Alonso para o lugar do defesa Dan Eggen e os resultados são quase imediatos. Recém-entrado no jogo, Alonso reduz para o Alavés aos 27’, mas o Liverpool não se deixa afetar e aumenta para 3-1 ainda antes do intervalo, numa grande penalidade cobrada por Gary McAllister.
Para a segunda parte está destinada outra chuva de golos e em três minutos é uma autêntica carga de água que cai sobre o Liverpool: Javi Moreno bisa entre os 48’ e os 51’, colocando o placar em 3-3. O jogo não ata nem desata e Gérard Houllier faz entrar Robbie Fowler, que não demora a deixar a sua marca no jogo. O avançado inglês entra aos 65’ e, oito minutos depois, coloca os reds novamente na frente, após boa jogada individual.
Com o final do jogo a aproximar-se rapidamente, começa a abrir-se o champanhe em Liverpool. Só que aos 89’ assiste-se a um golpe de teatro, porque quem sai aos seus não degenera: Jordi Cruyff, filho do lendário Johan Cruyff, surge ao primeiro poste a cabecear após canto de Téllez e empata o jogo num improvável 4-4, levando a decisão para o prolongamento.
Nesta altura ainda vigora a (injusta) regra do golo de ouro. Segue-se então o tempo extra e a resistência do Alavés acaba por ficar fragilizada com as expulsões de Magno (99’) e do capitão Karmona (116’). Na sequência da falta que origina a expulsão de Karmona, o Liverpool tem uma oportunidade soberana num livre lateral. Gary McAllister encarrega-se da cobrança e bate tenso para a pequena área. O guarda-redes e os defesas do Alavés não se ouvem e é Geli o desafortunado que cabeceia para a própria baliza, entregando de bandeja a Taça UEFA para o Liverpool.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
Liverpool FC: Westerveld, Henchoz (Smicer, 55’), Markus Babbel, Jamie Carragher, Sami Hyypia, Dietmar Hamann, Gary McAllister, Danny Murphy, Steven Gerrard, Emile Heskey (Robbie Fowler, 65’) e Michael Owen (Patrick Berger, 79’).
Deportivo Alavés: Martin Herrera, Geli, Cosmin Contra, Dan Eggen (Iván Alonso, 23’), Antonio Karmona, Óscar Téllez, Ivan Tomic, Jordi Cruyff, Hermes Desio, Martín Astudillo (Magno, 46’) e Javi Moreno (Pablo Gómez, 65’).
A emoção dos festejos de Jurgen Klopp, os sprints até ao outro lado do campo, a ligação com os adeptos, o sentido de humor nas conferências de imprensa e a paixão que deposita na profissão caracterizam uma das figuras mais caricatas e bem-sucedidas do futebol.
Levou o Mainz do 3º escalão ao 11º lugar da principal divisão alemã em apenas quatro anos e tornou o Liverpool numa das maiores potências europeias, mas foi no Borussia Dortmund entre 2008 e 2015 que se tornou o treinador e a pessoa que é hoje.
2008/2009 – Os primeiros passos
Na sua primeira época conseguiu tornar rapidamente o Borussia Dortmund numa das equipas mais temidas da Alemanha. O clube passava por um período complicado, pois não vencia títulos e as classificações não eram as melhores, inclusive a 13ª posição do ano anterior. Klopp não garantiu o regresso às competições europeias no último jogo da temporada por diferença de golos, no entanto, o 6º lugar e a invencibilidade em jogos caseiros eram as provas que o submarino amarelo estava no sentido correto.
2009/2010 – O regresso à Europa
No início da época seguinte, o plantel foi-se acostumando ao plano de jogo do técnico, sustentado pela pressão alta e contra-ataques rápidos, e a ascensão da equipa continuou. O Borussia Dortmund voltava a qualificar-se para as provas europeias sete anos depois, em função de um 5º lugar alcançado. Sven Bender, Nuri Sahin, Mats Hummels, Neven Subotic e Kevin Grosskreutz eram alguns dos maiores destaques da equipa duranta a época e Lucas Barrios era a referência de ataque, marcando um total de 19 golos.
2010/2011 – Senhores campeões!
A próxima campanha não começou da melhor forma para os auri-negros, devido à derrota com o Bayer Leverkusen no jogo inaugural, embora as dificuldades sentidas no arranque tivessem sido rapidamente suprimidas com uma série de seis vitórias seguidas no outono e mais sete até à paragem de inverno. A eliminação da taça foi um auxílio para o foco total na segunda metade do campeonato que ficou para a história. O Borussia Dortmund voltava a ser campeão de Alemanha nove anos depois da última conquista, ainda com duas jornadas por disputar, e igualou os sete títulos dos rivais Schalke. Mario Gotze e Robert Lewandowski estiveram em grande plano e foram dois elementos fundamentais deste feito.
2011/2012 – A histórica dobradinha
Por muitas conquistas que Klopp possa ter atualmente em Liverpool, dificilmente alguma época superará a de 2011/2012. O Dortmund teve novamente falsa partida, iniciando a liga com três derrotas nos primeiros seis jogos, mas adquiriram forças para se levantarem e darem seguimento à melhor época da história do clube a nível interno. Não perderam mais nenhuma partida desde esse momento e terminaram o campeonato oito pontos à frente do Bayern Munique, ditando o recorde de pontos da história da competição até à data.
A época não podia ter corrido melhor, quando um golo de Kagawa no primeiro minuto e um hat-trick de Lewandowski serviram para golear o Bayern na final da Taça da Alemanha, resultando na primeira dobradinha da história do clube e tornando-se na quarta equipa germânica a fazê-lo.
2012/2013 – A um Bayern de ganhar tudo
A proeza europeia era um sonho alcançável nas mãos de Jurgen Klopp e a equipa procurava redimir-se da eliminação da fase de grupos na época anterior. O sorteio não foi nada favorável para os Die Schwarzgelben, visto que calharam no “grupo da morte” juntamente com o Real Madrid, o Manchester City e o Ajax, no entanto, o conjunto alemão foi capaz de terminar esta fase no primeiro lugar do grupo. Na fase a eliminar, a boa prestação continuou e eliminaram o Shakthar Donetsk ‘nos oitavos’, e o Málaga nos ‘quartos’ numa eliminatória eletrizante, com um golo de Felipe Santana ao cair do pano, assegurando um lugar nas meias-finais. O adversário seguinte era novamente o Real Madrid e Lewandowski vestiu a capa de herói, marcando um “póquer” que enviou a equipa para a primeira final na competição desde 1997.
Na derradeira partida, Bayern Munique e Borussia Dortmund protagonizaram umas das melhores finais europeias da história. A equipa orientada por Klopp morreu na praia, com um golo de Arjen Robben nos últimos instantes, no entanto, o Dortmund saiu de cabeça levantada e estava de regresso à elite europeia. O “gegenpressing” praticado pela equipa foi uma lufada de ar fresco do tradicional futebol de posse incutido na Europa e Jurgen Klopp assumia-se cada vez mais como um mestre da tática.
A nível interno, terminaram em 2º lugar no campeonato, perderam a Supertaça da Alemanha para o Bayern e ficaram pelos ‘quartos’ da Taça, num ano de ouro para o rival de Munique, que venceu todas as competições.
2013/2014 – Desilusão na Taça
Jurgen Klopp conseguiu elevar o nome do Borussia Dortmund ao topo do futebol europeu, mas em 2013 surgiu um novo desafio, pois Pep Guardiola acabara de assinar pelo Bayern Munique e levava com ele Mario Gotze para um plantel recheado de estrelas. Klopp levou a melhor na Supertaça da Alemanha, com uma vitória por 4-2. No campeonato não teve forças para aguentar com o poderio do campeão europeu, que bateu o recorde de pontos da prova, detido pelo Dortmund até à data. Na Liga dos Campeões foram competentes a nível exibicional, mas não passaram dos quartos-de-final. Por fim, pelo segundo ano consecutivo, não foram felizes em Berlim e perderam a Taça para o elenco de Guardiola.
2014/2015 – A mais bela homenagem
A última época de Klopp foi mais atribulada e marcada por altos e baixos. Venceu novamente a Supertaça frente ao Bayern Munique, mas essa conquista não foi suficiente para motivar o plantel para uma época vencedora e no final da primeira volta do campeonato lutavam pela manutenção, depois de dez derrotas nesse período. A paragem de inverno alterou o chip da equipa, que se redimiu na segunda volta e terminou em 7º lugar, conseguindo ainda a qualificação para a Liga Europa. Em abril, o clube anunciara que Klopp iria abandonar o comando técnico no final da temporada. A equipa conseguiu ainda alcançar a final da Taça da Alemanha pela terceira vez na era de Klopp, mas o seu jogo de despedida não correu da melhor forma, após uma derrota contra um inspirado Wolfsburgo de Kevin de Bruyne.
Apesar do adeus não ter sido perfeito, a homenagem realizada pelos adeptos no último jogo caseiro orientado por Jurgen Klopp é a maior prova de que ficará para sempre marcado como um símbolo da Vestefália, pois conseguiu reerguer o Borussia Dortmund e torná-lo num dos melhores clubes da Europa, relembrando os míticos anos 90 de ouro. Se o clube ainda se encontra no topo atualmente, deve-o em grande parte ao projeto excecional criado por esta lenda do futebol moderno.
A Fórmula E decide a cada época passar em algumas das mais famosas cidades do mundo. De Riade a Nova Iorque, o espetáculo citadino é animado, e variado, tradicional e moderno, porém, há um país na Europa que ainda não foi visitado pela Fórmula E, que por mero acaso é o país de origem de um dos seus melhores pilotos. Falo claro, de Portugal e o nosso António Félix da Costa, piloto da DS Techeetah.
Há algum tempo, o português, numa entrevista à Autosport, revelou que a Câmara Municipal de Lisboa se tinha reunido com a Fórmula E, e acreditava que um E-Prix pelas ruas da capital estaria para breve.
Isto seria algo bom para os dois lados. Para a Fórmula E, teria uma corrida num dos países mais reconhecidos a nível mundial graças ao nosso turismo, e um mercado em ascensão no que toca a veículos elétricos, sem esquecer que somos um dos melhores países do mundo no que toca a energias renováveis. Para Portugal, era mais uma forma de promover o turismo, mostrar uma imagem de sustentabilidade, e, acima de tudo, continuar a relação amorosa do povo português com os desportos motorizados.
Em tempos tínhamos um pouco de tudo, desde MotoGP, Dakar e Fórmula 1, mas hoje, em termos de campeonatos mundiais temos o Rally de Portugal, e a nível europeu a European Le Mans Series (ELMS). Para um povo tão apaixonado pela adrenalina das corridas, sabe a pouco, e meus amigos, eu, pessoalmente, não me acredito num GP de Portugal durante os próximos anos, apesar dos rumores que circulam. Os valores investidos para atrair a Fórmula 1 são estratosféricos, e dificilmente se encontrará investimento grande o suficiente para tal em Portugal, porém, a Fórmula E fica bem mais barato, e tem o benefício de ser um desporto motorizado com foco no futuro elétrico, o que poderá ser uma boa aposta de marketing para o país, e claro está, as corridas são fantásticas.
Apesar do foco estar colocado em Lisboa, há vários locais onde esta corrida se poderia realizar. Rapidamente somos obrigados a eliminar os circuitos de raiz, como o Estoril e Portimão, a Fórmula E apenas utiliza pistas citadinas, por isso, temos de olhar para as nossas cidades. Vila Real era fantástico (e pessoalmente adorava porque é já aqui ao lado), mas aquele circuito é bom para WTCR, mas não funcionava na Formula E. Ficamos com os dois gigantes turísticos, Lisboa e Porto.
Pelo que o António Félix da Costa revelou, o que está em cima da mesa, é o E-Prix de Lisboa, mas a cidade do Porto tem um ás na manga, um circuito pronto a utilizar, com raízes bem assentes nos altares da história do desporto motorizado em Portugal, o Circuito da Boavista.
Eu juro que não é por ser nortenho, mas quando revejo as corridas de WTCC que lá duraram até 2013, tirando algumas alterações que teriam de ser feitas para acomodar a Fórmula E, não deixo de pensar como seria excelente uma corrida nas ruas do Porto. Dito isto, não havendo sequer uma ideia de onde seria realizado um E-Prix de Lisboa, para mim é difícil tomar essa decisão, porque não conheço a capital como conheço o norte, e por isso mesmo, deixo a batata quente do vosso lado: Onde fariam um E-Prix em Lisboa?
Depois do sucesso do jogo, nesta semana temos novo encontro em direto para ti! A Liga da Bielorrússia está no Bola na Rede e nesta semana temos encontro de campeões. O detentor do título, FC Dínamo Brest, recebe o FC Dínamo Minsk. Ambas as equipas precisam de pontos para se aproximarem dos primeiros lugares e o favoritismo parece estar todo do lado da equipa da casa.
A derrota do líder SFC Slutsk nesta jornada relançou as contas da divisão e neste jogo que encerra a jornada oito da Liga podemos ter o ressurgimento do campeão e candidato, Dínamo Brest. A equipa do defesa português Dénis Duarte conseguiu um triunfo fora de portas na última jornada por 3-0, depois de um momento negativo com três derrotas consecutivas.
Entre as duas equipas registam-se 35 jogos no total, com oito vitórias a sorrirem ao Dínamo Brest e 15 ao Dínamo Minsk. No entanto, nos últimos cinco jogos entre as duas equipas, apenas por uma vez a turma de Minsk ganhou. Um dado que demonstra bem a perda de poder do histórico emblema da Bielorrússia no passado recente.
COMO JOGARÁ O FC DÍNAMO BREST
Depois do regresso aos triunfos, o Dínamo deve manter a sua linha habitual, com o veterano Milevsky a jogar nas costas de Denis Laptev. Sergey Kovalchuk deve manter grande parte dos jogadores titulares no último encontro, não sendo de excluir que Artem Bykov possa vir a ser uma surpresa entre os titulares.
4-4-2: Pavlyuchenko; Yuzepchuk, Pavlovets, Gabi e Veretilo; Noyok, Kislyak, Gordeychuk e Savitskiy; Artem Milevsky e Laptev
COMO JOGARÁ O FC DÍNAMO MINSK
Depois do desaire fora de casa, o técnico Leonid Kuchuk deverá manter a aposta num esquema com cinco médios, deixando de lado o 3-4-3. O técnico deverá manter a aposta no jovem Bakhar como elemento mais ofensivo e com total liberdade para jogar em espaços mais adiantados do terreno. No entanto, não será de excluir que Shikavka possa trocar várias vezes de posição com Bakhar durante o jogo.
4-5-1: Plotnikov; Shitov, Goropevsek, Dinga e Brucic; Olekhnovich, Pavlovski, Klimovich Ríos, Shikavka; Bakhar
JOGADOR A TER EM CONTA
Fonte: FC Dínamo Brest
Artem Milevsky – O experiente avançado ucraniano é a maior referência deste campeonato e é claramente o elemento com maior capacidade para assumir desequilíbrios na equipa do Dínamo Brest. Caber-lhe-á grande parte da organização e temporização dos momentos de organização no ataque e, por isso mesmo, será interessante perceber se Olekhnovich funcionará como polícia para todas as movimentações do astro ucraniano.
PALPITES DO ESPECIALISTA
Francisco Pinho Sousa
Cronista “Bola na Rede” e comentador “Eleven Sports”
Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tem tido bastante protagonismo nesta altura de grandes decisões para o futebol português. Cada decisão correta é timidamente saudada, mas cada tiro ao lado ecoa por dias e dias.
Num artigo publicado no jornal “A Bola”, o presidente da FPF lança alguns pontos que diz serem respostas prontas a dar às exigências a que uma pandemia obriga. Nesta artigo, tentarei, ponto por ponto, destrinçar cada uma dessas respostas.
Começa por esclarecer que “o futuro do futebol português não está garantido” e que “temos de começar bem”. Arrisco-me a dizer que não, não começamos bem e que sim, por este andar nada está garantido. Mas já lá vou. No primeiro ponto, titulado “AJUDAR”, temos muita parra e pouca uva.
Não basta repetir que uma das missões da FPF é ajudar e ver, semanas após semanas, jogadores do Campeonato de Portugal com dificuldades até para voltar ao país de origem. Uma boa forma de ajudar seria combater as direções amadoras e mais viradas para os próprios interesses do que para o dos seus atletas e clube.
No ponto seguinte, a que chamou de “CURTO PRAZO”, o presidente da FPF acertou em cada linha que lavrou. É, de facto, imperativo que se repense a forma de conduzir o futebol em Portugal. Os destinos próximos de qualquer clube não pode estar dependente do “mercado que fecha, o remate que sai ao lado, o golo no último minuto”. Um clube português deve crescer sustentadamente e ter nos resultados desportivos o fim e nunca um meio de sobrevivência.
No parágrafo nomeado “RECURSOS HUMANOS”, Fernando Gomes tem em mim um subscritor intransigente. Não se pode substituir o treinador ou um determinado jogador como se de meras peças de um jogo de tabuleiro se tratassem.
A sua valia será provada ao longo do tempo, mas nunca ao fim de apenas três ou quatro jornadas. Há processos e rotinas a adquirir e três ou quatro semanas nunca foram nem jamais serão suficientes. No entanto, o exemplo do Campeonato Europeu dado por Fernando Gomes parece-me forçado; já tivemos melhores seleções e treinadores com ideias mais ofensivas, o título chegou em 2016 como podia ter chegado em 2004.
Sob o pretexto do “EMPREGO”, foram redigidas linhas muito interessantes, das quais retenho a preocupação em não permitir o “profissionalismo encapotado” nem que se “vendam ilusões a jovens”. Isso devia ter sido a primeira das preocupações, a par da proteção do atleta português, bem antes da reformulação dos escalões inferiores.
O ponto “COMPETIR” é curto e pálido demais para o que o próprio exige. Bem espremido ficamos com uma mão vazia e outra cheia de nada. A afinação dos quadros competitivos foi timidamente abordada, mas pelo que se viu nos últimos dias é mais do mesmo; continua a ser benéfico para uma quantidade aceitável de clubes, mas ficaremos atentos se as taxas de inscrição de atletas e o custo médio de organização de um jogo serão, de facto, alvos de uma “redução significativa”.
“MELHOR, COM MENOS” parece um lema ambicioso e vencedor mas, na verdade, é tudo o que os clubes podem fazer; tentar o melhor possível, com tão pouco. Se excluirmos os clubes “grandes”, que arriscam, falham e voltam a falhar porque querem, que outra solução têm os clubes para sobreviver a uma época senão comprar muito e barato?
No entanto, o facto de se tentar fazer a Primeira Liga um produto apetecível aos olhos do exterior, não obriga a abandonar as competições inferiores, como esteve o Campeonato de Portugal até há bem pouco tempo. É de saudar a atenção que tem merecido no último ano, mas não chega!
“NÓS E A EUROPA” não podia ser mais utópico. É verdade que aumentaremos a participação portuguesa nas competições europeias ao terminar em sexto no ranking UEFA, mas não é menos verdade que se o desempenho for semelhante ao da presente época rapidamente reduziremos esse contingente de participantes.
E colocar as vendas dos direitos televisivos da Primeira Liga na mesma frase dos da Liga Inglesa é pura brincadeira. A Liga Inglesa estuda até as cores da relva e da bancada nas transmissões, tudo para que o que nos apareça na televisão de casa seja mais apelativo. Em Portugal ainda temos jogos a terminar por volta das 23 horas. Como disse, é pura brincadeira.
Por fim, permitam-me fundir o ponto “TEMPO ÚTIL” com o do “DESAFIO DO PRESIDENTE”. Parecem-me indissociáveis. É, para mim, um dos maiores desafios do presidente, não só fazer cumprir o tempo útil desejado, mas também fazer os clubes perceberem que “as regras precisam de ser duras, apertadas e para cumprir”.
Custa-me, no entanto, ouvir que as pessoas vivem sem o futebol. O adepto tem aprendido a viver sem futebol, mas e os atletas? Não são parte da população que merece também a nossa atenção? Interessa garantir o futuro do futebol não só como entretenimento do adepto, mas principalmente como fonte de emprego e de consideráveis receitas deste país à beira mar plantado.
Joelson Fernandes ruge desde os 11 anos no Sporting CP. A grande maioria do universo leonino ficou a conhecer o jovem Joelson aquando da sua integração no estágio de pré-época do Sporting CP. Nessa ocasião, chegou a ser “praxado” pelos jornalistas que acompanhavam os trabalhos do plantel leonino.
Trata-se de um extremo veloz, com capacidade técnica acima do normal, e que não se esconde do jogo. A nível internacional, o jovem natural da Guiné-Bissau foi nomeado pelo L’Équipe como uma das maiores promessas a nível europeu, a par de outros jogadores jovens, como Sebastiano Esposito (FC Inter Milão), Ansu Fati (FC Barcelona) e Karamoko Dembele (Celtic FC).
Em declarações recentes, Joelson fez juras de amor eterno ao Sporting CP, referindo o seu desejo de ficar em Alvalade durante “anos a fio”.
Infelizmente, a sua tenra idade serviu de desculpa para o sentar no banco. Tanto na formação sub-23, como na equipa principal, Joelson Fernandes deu lugar a jogadores como Fernando ou Jesé, que nunca convenceram os Sportinguistas.
A formação de Alvalade tem sido um dos “chavões” recorrentes da actual Direcção do Sporting CP, mas o que vemos em campo a jogar pela equipa principal são jogadores de qualidade questionável, resultado de uma gestão aberrante do futebol profissional leonino. No caso de Joelson, durante a corrente época, os Sportinguistas foram sendo brindados com notícias sobre a sua “presença assídua nos treinos”. Mas não passou de “areia para os olhos”.
Tenho muito receio de que Joelson seja uma aposta daquelas que a actual Direcção leonina gosta de comunicar apenas para “inglês ver”. Ou, até pior, que venha a vaguear por empréstimos a clubes de menor dimensão e acabe por ser vendido “por tuta e meia” – para que se possa contratar mais jogadores de qualidade pouco credível.
Joelson é um jogador fora-de-série. Talvez seja até dos melhores que saíram das escolas do Sporting CP nos últimos tempos. Além disso, parece gostar do Clube. Como tal, tem de ser lançado “às feras”, para que possa fomentar já o seu desenvolvimento enquanto jogador. Tem 17 anos. E depois? Vemos outros clubes por toda a Europa a lançar jogadores com idades de 16/17 anos nas respectivas equipas principais e com bastante sucesso. Joelson tem de ser defendido, potenciado e acarinhado pela estrutura do futebol profissional do Sporting CP.
A estratégia de aposta na formação não pode ser apenas chamar os jogadores a treinar mais vezes com a equipa principal. Vivemos tempos de mudança, ditados pela crise pandémica e pela consequente crise económica. Mais do que nunca, um clube que se auto-intitula de “formador” tem de apostar nos seus e deixar-se de contratações megalómanas, e até anedóticas, que apenas visam favorecer os interesses de terceiros e não os do Clube.
O plano também não pode ser dar tempo de jogo aos jovens jogadores ou treiná-los com a equipa principal. À semelhança de clubes com grandes academias, como o AFC Ajax ou o FC Barcelona, o Sporting CP tem de se munir dos melhores recursos humanos (treinadores, psicólogos, preparadores físicos, profissionais do ensino, etc) que possam trabalhar, potenciar e adaptar talentos como Joelson ao futebol de alta competição.
Joelson Fernandes é, sem qualquer dúvida, um dos jovens formados em Alcochete com maior potencial. Por isso, tem demarcar a mudança definitiva de paradigma do aproveitamento desportivo e financeiro que o Sporting CP faz dos jogadores formados na sua Academia.
Duas vezes por ano, no verão e no inverno, os clubes têm a oportunidade de abrir os cordões à bolsa e de reforçar os seus plantéis de acordo com as suas necessidades. Pois bem, hoje trago uma lista daquela que é a formação mais cara de sempre do SL Benfica, ou seja, onze jogadores que foram os mais caros do clube, de acordo com a sua posição.
Antes de prosseguir para a lista, fica já a saber que o valor gasto neste lote de onze jogadores foi de 135,7 milhões de euros.