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Rafael Leão | O reflexo da ingratidão verde e branca

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Penso inúmeras vezes em como é possível o Sporting CP estar no lugar que está atualmente, depois de tantas situações peculiares que por aqui acontecem. Nunca ficaram com aquela sensação de que há coisas que só acontecem neste clube? Durante a última semana fomos brindados com mais um desenvolvimento do processo das rescisões, mais precisamente sobre Rafael Leão num volte face inesperado. Primeiramente surgiu uma notícia onde a FIFA apontou que o jovem jogador tinha toda a razão em ter invocado a justa causa que levou à rescisão unilateral do contrato que este tinha com o Sporting CP. No entanto, nem tudo estava perdido e finalmente a última palavra veio de onde unicamente deveria ter saído. O Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) condenou Rafael Leão a pagar ao Sporting CP 16,5 milhões de euros por não lhe ser reconhecida a justa causa no processo.

O jovem português era visto como um dos talentos mais promissores dos últimos anos que havia passado por Alcochete. A escassez que paira sobre a academia viu a luz no “menino de ouro”, mas no final de contas somos o mesmo clube peculiar onde tudo pode acontecer.

Depois do ataque à academia, foram inúmeros os processos contra o Sporting CP e, aqueles que aqui foram formados e educados, foram os primeiros a abandonar o barco. Tão grave como o ataque, foi a falta de princípios demonstrada por quem cresceu no seio verde e branco.

Entretanto, o jovem avançado já veste a camisola rossoneri
Fonte: AC Milan

Estaria a mentir se não dissesse que fiquei bastante surpreendido e desiludido com o caso do jovem que agora atua ao serviço do AC Milan. Nunca pensei que um jogador com tanto potencial e com uma carreira brilhante pela frente, pudesse sequer pensar em fazer um golpe ao clube onde cresceu e que lhe deu uma oportunidade na vida. Quantos dariam tudo para ter estado no lugar dele?

Se a ingratidão pudesse ser representada por alguém, então essa pessoa seria Rafael Leão. Infelizmente, o que ocorreu demonstra que afinal a produção de talento a nível técnico e humano não estão alinhados em Alcochete e dessa parte também devem ser apuradas responsabilidades. A falta de princípios, valores e humildade é tudo aquilo que eu vejo naquele que nunca mais será bem-vindo a este clube.

Acredito que este caso ainda está longe de estar concluído, mas a esperança de vermos justiça feita ganhou força e faz-me acreditar que ainda há gente boa no futebol. Quando uns veem cifrões, outros têm caráter e o sucesso também é feito disso.

Foto de Capa: Lille OSC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

As 4 equipas sensação da década

Quais serão as equipas sensação? Nesta viagem ao passado recente recordo aquelas equipas que muito poucos imaginariam o sucesso que vieram a alcançar. São as chamadas equipas que por vezes aparecem e povoam a Liga com níveis de qualidade que fazem o adepto ficar rendido e não mais se esqueça de certos jogadores ou mesmo do timoneiro que guiou as tropas naquele ano histórico.

O problema para alguns destes clubes é o ano seguinte, em que o cenário europeu e a saída de jogadores nucleares costumam afetar o desempenho e o foco vira-se somente para a luta pela permanência. Pelo menos, a classificação histórica ninguém lhes tira ou a oportunidade de jogarem desafios europeus, que é o sonho de muitos dos clubes mais pequenos. Na última década tivemos alguns exemplos de sucesso que ficaram na memória coletiva. Não precisariamos de recuar muito nesta viagem ao passado, pois na presente temporada, estavam reunidas todas as condições para se acrescentar mais um, porém a recente pausa nas competições vem pelo menos adiar a possibilidade de o FC Famalicão se juntar a este lote.

Quem não se lembra do FC Paços Ferreira de Paulo Fonseca ou do GD Estoril-Praia de Marco Silva? E o FC Arouca de Lito Vidigal ou até o Moreirense FC do ano passado? Vamos então recordar as temporadas marcantes destes clubes que obtiveram as suas melhores classificações de sempre. Que comece então esta viagem ao passado.

Que jogos devo rever nesta quarentena? Bayer Leverkusen 4-4 SL Benfica

Um jogo que terminou empatado não seria, à primeira vista, um daqueles para recordar. Mas o famoso “4-4 com o Leverkusen” não é apenas um empate e não é apenas um jogo. É daqueles que ficam na história do clube, uma epopeia além-fronteiras, que se juntou a outras tantas noites europeias “à Benfica”. Após um empate a um golo na Luz no jogo da primeira mão, as águias estiveram a perder por 2-0 em Leverkusen, mas acabaram por dar a volta ao jogo e à eliminatória com uma exibição de raça e muito querer, traduzida num imprevisível e improvável empate 4-4.

Vamos então ao filme do jogo. Estamos no dia 15 de Março de 1994, no estádio Ulrich-Haberland, em Leverkusen. Segunda mão dos quartos-de-final da extinta Taça das Taças. Na primeira mão, no estádio da Luz, empate a um com golos de Markus Happe para os alemães e de Isaías para os encarnados.

A cronologia dos golos nesta fria noite de Março é a seguinte: Ulf Kristen marca primeiro para os alemães à passagem do 24.º minuto e Bernd Schuster (sim, esse mesmo) aumenta a vantagem para 2-0 aos 58’. O Benfica não demora a reagir e reduz no minuto seguinte num remate fantástico de Abel Xavier, após assistência primorosa de Rui Costa.

Ainda o Bayer se está a refazer do golo sofrido e já o Benfica empata o jogo. Canto teleguiado de Rui Costa e João Pinto antecipa-se à defesa alemã, cabeceando com oportunismo e fazendo o 2-2 ainda com meia hora de jogo pela frente.

Com este resultado, o Benfica está na frente da eliminatória pela regra dos golos fora, o que faz com que o Bayer se lance com tudo para o ataque em busca do golo que permita virar o tabuleiro a seu favor. A reta final do jogo é eletrizante, como o comprova a marcha do marcador: aos 78’, Kulkov faz o 3-2 e coloca o Benfica a vencer pela primeira vez esta noite, concluindo um contra-ataque rápido após (mais um) grande passe de Rui Costa.

Por esta altura já as águias sentem que têm o pássaro na mão, mas a verdade é que quase o deixam fugir em apenas dois minutos. Kristen bisa no jogo aos 80’ e Pavel Hapal coloca o marcador em 4-3 a favor dos alemães aos 82’.

Com este resultado, o Benfica está fora da Taça das Taças. Mas os encarnados ainda tinham uma palavra a dizer nesta eliminatória e, a cinco minutos do fim, João Pinto coloca Kulkov na cara do golo, com o russo a bisar no jogo e a colocar o placar num improvável 4-4.

Até final, o Benfica tranca os caminhos para a sua baliza e festeja a passagem à ronda seguinte com os cerca de dez mil portugueses presentes no Ulrich-Haberland. O empate 4-4 permite ao Benfica seguir para as meias-finais da Taça das Taças, onde cai aos pés do Parma FC de Gianfranco Zola, Tomas Brolin e Faustino Asprilla.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Bayer Leverkusen: Dirk Heinen, Foda, Christian Worns, Markus Happe, Lupescu, Tolkmitt (Fischer, 66’), Pavel Hapal, Ralf Becker (Paulo Sérgio, 66’), Bernd Schuster, Andreas Thom e Ulf Kristen.

SL Benfica: Neno, Abel Xavier, Hélder, William, Kulkov, Vítor Paneira, Stefan Schwarz, Rui Costa (Hernâni, 85’), João Vieira Pinto, Yuran (Rui Águas, 89’) e Isaías.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Recordar é Viver: O renascer de uma nação no EuroBasket de 2007

Já com décadas da prática da modalidade em Portugal, 2007 foi um dos anos mais consagrados da mesma para o país. Nesse mesmo ano, a seleção portuguesa de basquetebol conseguiu o inédito, até à data, e primeiro apuramento para o EuroBasket. A 35.ª edição do Campeonato da Europa de Basquetebol teve lugar em Espanha, repartindo a realização dos jogos de cada grupo por Granada, Sevilha, Palma de Maiorca, Alicante e Madrid.

Ninguém acreditava na equipa portuguesa, nem na sua classificação para a prova e, muito menos, na capacidade para avançar após a fase de grupos. João Santos, capitão da seleção nesse ano, chegou mesmo a dizer que tratavam a equipa como “uns coitadinhos” e “uns extraterrestres”.

Nesses anos, o basquetebol português estava em declínio. Os jogadores abandonavam os clubes, pois não conseguiam ver uma boa prospetiva para a carreira em território nacional, tendo muitos deles emigrado. Os salários em atraso e as más condições oferecidas pelos clubes levaram a esta imensa crise. Foram estas razões que levaram a que fosse quase impossível acreditar numa boa performance portuguesa numa competição de tão alto nível.

Portugal alcançou a qualificação para o EuroBasket, pela primeira vez, após uma vitória por 69-49 frente à seleção de Israel e com ajuda da derrota da Macedónia frente à Bósnia por 75-72. Falamos de uma equipa que contava com Miguel Minhava, Rui Mota, José Costa, Paulo Cunha, Francisco Jordão, Filipe da Silva, Carlos Andrade, Jorge Coelho, Paulo Simão, Elvis Évora, João Santos e Miguel Miranda. Estes são os nomes dos heróis que conseguiram a, até à altura, inédita qualificação para o Campeonato Europeu de Basquetebol.

Portugal venceu Israel e com a combinação de resultados acabou por garantir um lugar no EuroBasket de 2007 (Fonte: FPB)

Na fase de grupos, a seleção portuguesa não teve um sorteio fácil. Inseridos no grupo B, a par da Espanha, da Croácia e da Letónia, Portugal conseguiu passar à segunda fase apenas pela diferença entre os pontos marcados e sofridos. O embate contra a Letónia foi decisivo para apurar os portugueses e foi a vitória por 77-67 que definiu isso mesmo.

Já na segunda fase, Portugal não teve a mesma “estrelinha de campeão”. O grupo já era maior e definia a passagem para os quartos-de-final da competição. O grupo envolvia a Croácia e Espanha (que já tinham feito parte do grupo da seleção portuguesa na fase anterior), a Rússia, a Grécia e Israel. A caminhada ficou por aqui.

Desafiaram todas as probabilidades, pois as mesmas jogavam contra eles. Os comandados de Valentyn Melnychuk, o treinador ucraniano que estava à frente da seleção portuguesa, fizeram tudo o que podiam e tudo o que os outros nem sonhavam, para conseguirem esta tão desejada qualificação. Insatisfeitos com “apenas isso,” foram ainda mais além ao ultrapassar a fase de grupos. Os “heróis de 2007” representaram Portugal no seu pleno e obtiveram este feito histórico que deve ser sempre relembrado.

Foto de Capa: FIBA

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Que jogos devo rever nesta Quarentena? Sporting CP 0-1 SL Benfica de 2016

A época em questão é das mais memoráveis para os adeptos e sócios do SL Benfica. Foi e é um dos mais fantásticos exemplos de como é correto fazer a analogia entre uma época desportiva e uma maratona e veio colocar na moda a expressão “Não é como começa, é como acaba”. E a verdade é que começou de forma desastrosa para os encarnados, mas acabou em glória, com uma das duas melhores prestações europeias da passada década (queda nos “quartos” do Hotel Munique) e com o tricampeonato que escapava desde a época 76/77.

5 de Março de 2016. Esta foi uma das datas mais importantes da história desportiva da Segunda Circular. Depois das derrotas pela margem mínima na Supertaça e na Taça de Portugal frente ao Sporting CP e da pesada derrota por 3-0 na Luz no Dérbi Eterno da primeira volta, disputava-se em Alvalade um “jogo do título” como há poucos, a contar para a 25.ª jornada (a jornada pela qual está suspensa a Liga 2019/2020).

Os leões lideravam com um ponto de vantagem, mas vinham de um nulo em Guimarães. Ainda assim, somavam apenas uma derrota nas 24 anteriores jornadas (na Madeira, frente ao União local). Por seu turno, as águias já haviam por quatro ocasiões conhecido o amargo sabor da derrota. A confiança leonina era grande, apesar de alguns empates comprometedores. No entanto, a crença benfiquista era ainda maior. E a sorte encarnada, essa então foi maior que o Burj Khalifa.

A vitória, bem sabemos, caiu para o lado vermelho e branco da Segunda Circular, mas a exibição verde e branca foi uma barbaridade. Todavia, o futebol vive de eficácia e quem marca mais é sempre um justo – ainda que nem sempre ajustado – vencedor. A verdade é que na temporada 15/16, pese embora as dificuldades apresentadas, não faltava no plantel encarnado gente de eficácia: Jonas, Mitroglou e Jiménez eram os avançados, mas havia ainda Gaitán, Pizzi e Gonçalo Guedes.

Jonas foi o melhor marcador da Liga, mas foi de Mitroglou o golo mais importante da época
Fonte: SL Benfica

Para a decisiva batalha de Alvalade, Rui Vitória apontou à baliza de Patrício as lanças Jonas e Kostas Mitroglou. E foi esta última a que feriu o leão. Aos 20 minutos, o avançado grego fez o único golo do encontro. Até final, as águias seguraram a vantagem com muito suor e dedicação e com muita, mas mesmo muita, sorte. Aqui entra o segundo momento revelador da importância de 20 minutos para o SL Benfica nesta partida.

Anos antes, as águias de Jesus haviam perdido o título na casa do outro grande rival, o FC Porto. Nesse infame clássico disputado no Estádio do Dragão a 11 de maio de 2013, Kelvin “roubou” o campeonato ao SL Benfica com um golo aos 92 minutos. Na partida em Alvalade, Bryan Ruíz esteve perto de fazer o mesmo… 20 minutos mais cedo. Aos 72′, o costa-riquenho fez o mais difícil e atirou por cima da baliza de Ederson a meros centímetros da linha de golo.

Dessa vez não aconteceu. Dessa vez foi diferente. O SL Benfica venceu a Batalha de Alvalade de forma épica e venceu a guerra, sagrando-se tricampeão nove jornadas mais tarde. O jogo jogado não merece ser revisto por um(a) benfiquista, mas por tudo o resto, este dérbi TEM que ser revisto por qualquer apaixonado(a) do futebol. Porque naquele 5 de março, foram tantos os fantasmas do passado que confluíram em Alvalade que houve um qualquer fenómeno paranormal que se deu e que deu… em tricampeão.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Evento da Liga portuguesa #ficaemcasa com chuva de golos!

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

Decorreu no fim de semana de 21/22 de Março, o evento da Liga portuguesa #ficaemcasa, de maneira a promover a quarentena durante todo este período complicado que vivemos na nossa sociedade portuguesa e também um pouco por todo o mundo.

Como tal, a Liga Portugal promoveu este evento online ao realizarem a 26.ª jornada da Liga portuguesa através de duas transmissões durante a tarde de sábado e domingo passado com jogadores das equipas da Liga Portuguesa a defrontarem-se no FIFA 20 em partidas online.

Podem conferir abaixo o mapa de jogos e rever os craques de comando na mão!

Sábado, 21 de Março:
Pepelu (Tondela) – Afonso Figueiredo (Aves), 1-4

Luís Machado (Moreirense) – Toni Borevkovic (Rio Ave), 1-1

Rafael Camacho (Sporting) – João Amaral (P. Ferreira), 2-2

Fábio Silva (FC Porto) – Pedro Pelágio (Marítimo), 2-3

Domingo, 22 de Março:

Hildeberto Pereira (Vitória FC) – Rafael Ramos (Santa Clara), 3-7

João Monteiro (Belenenses) – Pêpê Rodrigues (Vitória SC), 1-2

Lourency (Gil Vicente) – Pedro Gonçalves (Famalicão), 0-7

Abel Ruiz (Braga) – Tomás Reymão (Boavista), 3-1

BnR TV: A entrevista de Mário Jardel ao Bola na Rede

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Nova semana, novo episódio nesta quarentena! O BnR TV adapta-se a esta nova realidade e faz-te novamente companhia para falar um pouco de futebol nesta altura tão complicada para todos nós!

Com Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues e Marco Ferreira.

Podes subscrever o nosso canal no Youtube através do seguinte endereço ➡️ https://www.youtube.com/c/bolanaredetv

Volta a França pode avançar à “porta fechada”

Devido ao estado pandémico que o Mundo vive na atualidade, a Ministra dos Desportos de França, Roxana Maracineanu, afirmou que se encontra em contacto com a Amaury Sport Organization (ASO), entidade organizadora da Volta a França, com o intuito de discutirem a melhor solução para a realização do Tour de France. Uma das possibilidades é a realização da prova sem público nas estradas.

Roxana Maracineanu considera ser de extrema importância que a prova possa ir para a estrada, salientando ainda que, nesta fase, as pessoas podem assistir à competição a partir de casa, nas suas televisões, sem precisarem de ir para a rua. Não havendo receitas de bilheteira como nos outros desportos, o Tour “gira” à volta dos direitos televisivos. A ministra do desporto referiu: “Durante este período de confinamento, todas as pessoas estão a ser cuidadosas e atentas ao que se passa. Todos entendem que têm de ficar em casa, portanto, ver na televisão é preferível a assistir a qualquer evento ao vivo”.

A Volta a França mantém-se calendarizada para a data prevista, com início a 27 de junho e término a 19 de julho. A possibilidade de serem aplicadas normas iguais às do Paris-Nice estará, certamente, em equação, onde foram criadas medidas de segurança mais restritas, como o distanciamento do público no início e fim das etapas, assinaturas no livro do ponto com uma caneta individual, e ainda mudanças nas cerimónias protocolares, sem acompanhantes ou ramos de flores. A caravana publicitária e as fan zones também serão “riscadas” para a próxima edição, caso a prova seja realizada. No entanto, o Paris-Nice acabou por não ser realizado na totalidade, visto que a última etapa foi cancelada.

O raio de distância de segurança imposto nos finais de etapa para uma melhor proteção dos atletas e equipas, acaba por ser uma medida que exige controlo e recursos humanos, mas que até pode ser exequível. O mais difícil será assegurar a segurança dos intervenientes da corrida nas subidas, onde geralmente estão aglomeradas centenas de pessoas próximas aos seus ciclistas favoritos.

Situações com estas podem ser impossíveis de serem controladas por parte da organização (Fonte: Tour de France)

A ministra francesa referiu que “ainda é demasiado cedo para ser tomada uma decisão” sobre a realização da prova, mesmo depois do anúncio do adiamento dos Jogos Olímpicos e do Campeonato da Europa de Futebol para 2021: “Neste momento, temos uma luta mais urgente (Coronavírus). Vamos colocar o nosso esforço para subirmos esta montanha, antes de enfrentarmos a próxima”.

Existem várias sugestões em cima da mesa, de várias personalidades do ciclismo, uma das quais passa pela redução de tempo das Grandes Voltas para apenas duas semanas, sugerida pelo antigo presidente da UCI, Brian Cookson, propondo também que o encurtado Tour de France seja adiado para finais de julho ou agosto.

Foto de Capa: Tour de France

 

Artigo revisto por Joana Mendes

O Passado Também Chuta: André Cruz

 

André Cruz foi um dos melhores defesas-centrais que passou pelo Sporting Clube de Portugal e pelo futebol português neste século. O internacional brasileiro chegou ao Sporting na temporada 99/00 para conquistar dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.

O defesa-central fez a sua formação ao serviço do Ponte Preta, entre 1986 e 1990. Na viragem da década transferiu-se para o Flamengo, onde conquistou uma Taça do Brasil. As boas exibições ao serviço do “mengão” valeram-lhe o salto para o futebol europeu, para vestir a camisola do Standard de Liège, tendo conquistado a Taça da Bélgica.

Após quatro temporadas na Bélgica, rumou a Itália para representar o Nápoles. No clube onde brilhou Maradona, André Cruz somou 98 jogos e marcou 14 golos. No verão de 1997, transferiu-se para o AC Milan, onde venceu a Serie A. Regressou ao Standard de Liège, na temporada seguinte, no mercado de Inverno. Na época 99/00, voltou a Itália para vestir a camisola do Torino, onde esteve apenas na primeira metade da época.

Em janeiro de 2000, André Cruz transferiu-se para o Sporting Clube de Portugal. Afirmou-se rapidamente e conquistou a titularidade no eixo da defesa leonino, sob a liderança de Augusto Inácio. Recordar a passagem de André Cruz pelo Sporting transporta-nos para o dia 14 de Maio de 2000, quando os leões se sagraram campeões nacionais, 18 anos depois. Frente ao Salgueiros, no Estádio Eng.º Vidal Pinheiro, os leões venceram por 4-0 na última jornada do campeonato, com dois golos de André Cruz, Duscher e Ayew, apontaram os outros dois.

Na época 2001/2002, voltou a ser determinante com golos e assistências nas conquistas da equipa, às ordens de Laszlo Bölöni, vencendo o campeonato e a Taça de Portugal. Durante três temporadas em Alvalade, contabilizou 105 jogos e 15 golos marcados, sendo um ídolo para os sportinguistas, com um contributo decisivo em 4 títulos – dois campeonatos, uma Taça de Portugal e uma Supertaça. André Cruz deixou o Sporting em 2002, regressou ao Brasil para jogar no Goiás e no Internacional.

A história deste craque também se fez ao serviço da seleção brasileira, sendo internacional em todos os escalões. André Cruz vestiu a camisola do escrete em 33 ocasiões, marcando um golo. Esteve entre os convocados do Brasil no Mundial 98, sendo finalista, venceu a Copa América em 1989 e conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul 1988.

André Cruz será para sempre recordado pelos sportinguistas pela forma como batia livres, pela sua qualidade de passe e preponderância na primeira fase de construção, pela capacidade nos duelos e no jogo aeréo. Um verdadeiro craque, que, com Esforço, Dedicação e Devoção, ajudou o Sporting a conquistar a glória. Por isso, será para sempre lembrado como um dos melhores defesas que passaram pelo futebol português.

Foto de Capa: CBF

 

 Artigo revisto por Joana Mendes

Que jogos devo rever nesta quarentena? Vitória SC 4-0 CF Estrela da Amadora

Que jogos devo rever nesta quarentena? Vitória SC 4-0 CF Estrela da Amadora na época de 2007/2008: Um jogo que realça um dos pontos mais altos do escalão português, principalmente aqueles que vestem a pele do rei.

Foi a 11 de Maio de 2008 que os vitorianos renovaram e festejaram todas as suas esperanças. O recém-subido, Vitória SC, estava perante o desafio de cumprir o recorde de melhor época realizada por um despromovido, ao alcançar o terceiro lugar da tabela classificativa.

Se, há um ano e meio atrás, os Conquistadores andavam a lutar para sair da zona de despromoção do segundo escalão do futebol português, no ano de 2008 demonstraram do que realmente eram feitos. Um dos gigantes de Portugal conseguiu arrancar o brilhante resultado de 4-0 em sua casa, face a um Estrela da Amadora fragilizado. O resultado conseguiu obter aos vimaranenses o 3º lugar da tabela classificativa, batendo à porta da UEFA Champions League.

Allan, Flávio Meireles, Andrézinho e Desmarets foram os heróis abençoados com os os golos na baliza de Pedro Alves, que não conseguiu travar a fúria destemida dos vitorianos de alcançarem um novo recorde.

As perdas de bolas do CF Estrela da Amadora resultavam consequentemente na vantagem do Vitória SC, o que foi sempre reforçado ao longo do jogo. Com garra e suor, os minutos iam passando e a festa ia sendo feita a preto e branco.

O jogo não ficou exclusivamente marcado na história do clube e na memória daqueles que apoiam o emblema do rei só pelo resultado, mas também pelo ambiente vivido ao longo dos 90 minutos de jogo (mais três de compensação). Adeptos incansáveis e glorificados, combinado com o hino da UEFA Champions League, foi a combinação perfeita naquele domingo à tarde, no Estádio Dom Afonso Henriques.

Era o tempo do Vitória! Era o tempo de Guimarães!

A melhor classificação de sempre (reforço, de sempre) da equipa do Vitória SC e a pré-eliminatória da UEFA Champions League era o sonho de menino de qualquer vitoriano. Que jogos devo rever nesta quarentena? Pois, bem, este é um deles!

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Vitória SC: Nilson (84’ Nuno Santos), Sereno, J.Momba, Andrézinho, Pedro Geromel, Flávio Meireles (82’ Moreno), João Alves, Y. Desmarets, Roberto, Ghilas (62’ Fajardo), Alan.

CF Estrela da Amadora: Wagnão, Mateus (83’ Marcelo Goianira), Ndiaye (55’ Celestino), Pedro Alves, Hugo Carreira, Rui Duarte, Hélder Cabral, Mendonça, Fernando (72’ Pedro Pereira), Tiago Gomes, Giancarlo.

 

Artigo revisto por Joana Mendes