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O Passado Também Chuta: Frank Lampard

Frank Lampard foi uma verdadeira lenda do Chelsea FC e do futebol inglês. Hoje orienta o clube londrino, na sua segunda experiência como técnico, após ter treinado o Derby County FC. Lampard deixou uma marca histórica, com a camisola 8 em Stamford Bridge.

Frank Lampard fez a sua formação no West Ham, clube onde o seu pai jogou praticamente toda a sua carreira. Ingressou no clube londrino na temporada 94/95, passou pelo Swansea City por empréstimo ne época seguinte. No West Ham afirmou-se e tornou-se fundamental para a sua equipa, somando 186 jogos e 38 golos, durante seis épocas.

As boas exibições ao serviço do West Ham, valeram uma transferência no valor de 16M€, para o Chelsea FC no verão de 2001. Em Stamford Bridge, brilhou durante 13 anos, vestiu a camisola 8 e fez sonhar os adeptos do Chelsea FC.

A história de Lampard com a camisola do Chelsea FC, foi de sucesso, de golos, de vitórias e de títulos. Ao longo de 13 anos, Lampard disputou 648 jogos e apontou 211 golos. Sendo que, entre 2001 e 2014, conquistou 14 títulos – uma Liga dos Campeões, uma Liga Europa, uma Taça Intertoto, três campeonatos, quatro The FA Cup, duas FA Community Shield e duas Taças da Liga.

Frank Lampard conquistou 14 troféus ao serviço do Chelsea FC, em treze temporadas
Fonte: FIFA

Em 2014, Frank Lampard deixou Samford Bridge, tendo ainda representado o Manchester City e o New York City FC. Retirou-se dos relvados em 2016, depois de cumprir duas temporadas na Major League Soccer.

Lampard foi ainda uma figura marcante da história recente do futebol inglês, somando 106 internacionalizações e 29 golos marcados. O médio representou Inglaterra em quatro fases finais de grandes competições – três campeonatos do mundo e o Euro 2004.

Frank Lampard ficará para sempre na memória dos adeptos do Chelsea FC, como uma verdadeira lenda. A sua marca no futebol mundial, jamais será apagada e será recordao pela sua qualidade técnica, pela qualidade de passe e pela forte meia distância que tinha. Para a história, ficam os golos, as vitórias e os títulos.

SC Braga | Em busca de uma identidade

O SC Braga já conta com o quarto treinador nesta temporada. Depois do despedimento de Ricardo Sá Pinto na pausa do Natal, o grande impacto causado por Rúben Amorim, com a conquista da Taça da Liga e oito vitórias em nove jogos no campeonato, levou o presidente do Sporting CP Frederico Varandas a pagar a sua cláusula de rescisão fixa em 10 milhões de euros, fazendo de Rúben Amorim o treinador mais caro da história do futebol português.

Para o seu lugar, Custádio Castro seria promovido da equipa B, sendo assim o terceiro treinador do clube arsenalista na temporada 2019/2020. Estas mudanças demonstram uma dificuldade que o clube da cidade dos arcebispos apresenta: a dificuldade em estabilizar um processo de jogo.

Neste século, o Sporting de Braga afirmou-se como a principal ameaça aos três grandes na luta pelo pódio em cada época. A isto, junta ainda a conquista de uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga e ainda algumas boas prestações nas competições europeias, sobretudo a chegada à final da Liga Europa em 2010/2011.

Neste aspecto, o presidente António Salvador merece todo o mérito e mais algum pelo facto de colocar o clube da cidade dos arcebispos a um nível nunca antes visto. Porém, este crescimento poderia ser ainda mais acentuado, se o mesmo estivesse assente num processo e numa ideia de jogo positiva.

Fonte: SC Braga

Todos sabemos que o SC Braga tem menos recursos e menos fontes de receitas que os três grandes e que com isso, torna-se mais difícil segurar uma espinha dorsal no plantel e também um treinador que mostre resultados e qualidade de jogo no clube. A questão aqui é que dá por várias vezes ao longo da sua presidência, António Salvador apostou em treinadores que se revelaram como claros erros de casting.

José Peseiro, Jorge Paixão, Jorge Simão e Ricardo Sá Pinto são só alguns exemplos de trabalhadores que fracassaram redondamente em terras arsenalistas. Mas mais do que as más escolhas, o problema é que em muitos dos casos, os treinadores substitutos têm ideias e modelos de jogo completamente diferentes dos seus antecessores, o que demonstra falhas no planeamento de uma época.

Mas por esse mesmo motivo, agora, a coragem de António Salvador também merece ser enaltecida. Rúben Amorim é um treinador que ainda está em formação, mas mostrou ter ideias mais positivas do que muitos treinadores de nível IV que por aí andam. E a aposta em Custódio para a sucessão, apesar da polémica devido ao curso, também parece caminhar no mesmo sentido.

Numa altura em que o SC Braga começa a revelar cada vez mais talentos na formação, é necessário que o clube aposte num treinador capaz de os aproveitar e potenciar, apostando num modelo de jogo que privilegie a sua evolução. E caso o clube se mantenha fiel a esta identidade, o clube poderá estar mais perto de chegar ao tão sonhado título.

 

O CD Feirense está na luta pela subida aos grandes palcos!

A procissão da Segunda Liga ainda vai no adro, mas o tempo das decisões é agora e o CD Feirense juntou-se à festa dos candidatos à subida. Os homens de Santa Maria da Feira ocupam o 3º lugar do campeonato atrás de SC Farense e CD Nacional da Madeira e almejam lutar até ao fim pelo regresso à Primeira Liga.

O Feirense vem de 11 jogos sem perder e de seis vitórias consecutivas, o que faz os homens da Feira sonhar com a subida de divisão, apenas um ano após terem caído do convívio com os grandes do futebol português. Impensável após o primeiro terço do campeonato, a verdade é que a equipa aveirense solidificou o seu jogo e adquiriu uma maturidade que é estritamente necessária a uma equipa que almeja alcançar um dos dois lugares que dão acesso ao escalão máximo do nosso futebol.

Porém, nem tudo foram rosas na época fogaceira. O campeonato não arrancou da melhor forma, com uma contestação crescente não só à equipa como também à direção. Os resultados são a lei do futebol. Quando não ganhas, tudo está mal.

Filipe Martins iniciou a temporada do Feirense nesta Segunda Liga. O clube deu assim continuidade no comando técnico já que Filipe Martins já orientou os últimos jogos do Feirense na Primeira Liga, com a equipa praticamente despromovida. Porém, as coisas não começaram bem. A inconsistência a nível de exibições aliada a resultados não condizentes com o valor dos jogadores fizeram Filipe Martins deixar o cargo, sendo sucedido por Filipe Rocha.

Recorde-se que o treinador de 47 anos começou a época na Primeira Liga, ao serviço do FC Paços de Ferreira, mas também a ele as coisas não vinham correndo de feição, optando assim pelo seu regresso à Segunda Liga, onde na última época fez um trabalho brilhante no SC Covilhã. Com Filipe Rocha o Feirense cresceu jornada após jornada conseguindo amealhar pontos e, paulatinamente, uma ideia de jogo pragmática, realçando a qualidade individual de alguns dos seus jogadores juntando-a a um coletivo cada vez mais forte. Estes onze jogos sem perder não são obra do acaso.

O CD Feirense aproveitem muito bem o mercado de Inverno
Fonte: CD Feirense

Para o bom momento que o Feirense atravessa muito contribuiu o mercado de janeiro, que trouxe algumas boas valias ao clube. Apesar das saídas de Kwame Nsor para o Cova da Piedade e de Alampasu para o Ventspils, as chegadas de Pedro Henrique e João Amorim, um para o ataque e o outro para a defesa, contribuíram e muito para o crescendo de forma da equipa pois as suas características vão muito de encontro àquilo que pretende Filipe Rocha.

Com a qualidade superlativa de Feliz Vaz e a experiência de Fábio Espinho, o Feirense construiu um núcleo experiente de jogadores, vários deles rodados na Primeira Liga ou habituados a ganhar muitas vezes na Segunda Liga. É fundamenta haver uma mentalidade e uma rotina vencedoras numa equipa que pretende subir de divisão.

Há muitos pontos por disputar mas as intenções dos clubes estão mais do que anunciadas. Num campeonato que prima pela competitividade e pelo equilíbrio, a guerra dos pontos promete ser cada vez mais apertada quer para quem quer subir de divisão, quer para quem tenta a manutenção. O CD Feirense já tem estofo de candidato. Terá estofo para regressar de imediato ao principal escalão? Uma coisa é certa: boas fogaças só há numa zona do país.

TOP5 emprestados leoninos | Emprestar tem sido sinónimo de dar

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A política de transferências do Sporting Clube de Portugal nesta temporada tem sido alvo de constante debate por parte da massa adepta. Já a uma distância saudável do mercado de transferências e com a época já praticamente terminada para o clube de Alvalade, admitindo o próprio presidente que, com a chegada de Rúben Amorim, começou a preparação da de 2020/2021, vamos aproveitar esta pausa do campeonato, por motivos de segurança e prevenção em relação ao COVID-19, para analisar os emprestados pelo Sporting CP.

No somatório dos dois mercados, o Sporting esteve minimamente ativo. Entraram 8 jogadores para o plantel, cinco a título definitivo e três por empréstimo. Estamos a falar de Luís Neto, Luciano Vietto, Renan Ribeiro (já fazia parte do plantel na época passada, por empréstimo), Eduardo Henrique, Andraž Šporar, Yannick Bolasie, Fernando e Jesé Rodríguez. Todos estes jogadores foram, à partida, considerados mais valias para enriquecer o plantel. Nesta altura do campeonato já deu para perceber que isso não veio a acontecer, o que nos leva a pensar se alguns dos leões cedidos a título de empréstimo não teriam lugar no atual plantel. Escolhemos cinco que estão a dar cartas e que, muito possivelmente, seriam opção de Rúben Amorim.

Fazendo um balanço dos empréstimos e das compras, de facto, a nosso ver, não se justificam alguns empréstimos. O Sporting não soube vender, não soube comprar e pouco soube emprestar. Se se vende ou se empresta, é porque se tem ou vai comprar melhor… O que não se verificou.

Covid-19: O grande protagonista em semana com tenistas portugueses

Durante a semana, vários desportos viram os seus jogos serem adiados e o ténis não foi exceção. Ainda assim, realizaram-se algumas partidas que contaram com a presença de tenistas lusos, como é o caso de Frederico Silva, Gonçalo Oliveira e Tiago Cação.

Comecemos por Frederico Silva. O tenista natural das Caldas da Rainha fez parte do quadro principal do Challenger de Nur Suntan, no Cazaquistão. No entanto, a participação do tenista, que representou Portugal no último encontro da Taça Davis, acabou por ser curta. Frederico Silva desistiu do encontro quando perdia por 4-0 diante do tenista belga Arthur De Greef, número 333.º do ranking ATP.

No México, Gonçalo Oliveira alinhou no Future de Cancun. O jogador de 24 anos iniciou o torneio da melhor maneira, ao vencer, na primeira ronda, o americano Ishaan Ravichander por 2-0, com os parciais de 6-3 e 6-0. Nos oitavos de final, Gonçalo Oliveira defrontou o tenista japonês Shintaro Mochizuki. O português venceu o primeiro set 6-4, mas sofreu o empate na partida seguinte. No terceiro set, o tenista nascido no Porto resolveu, de forma clara, a partida ao aplicar um 6-1. Não foi preciso esperar muito tempo até o Future ser cancelado devido ao Covid-19, ainda assim ficaram as duas vitórias alcançadas por Gonçalo Oliveira.

Gonçalo Oliveira foi o português que mais se destacou esta semana
Fonte: Antalya Open

Em Portugal, Tiago Cação disputou o seu terceiro Future em solo algarvio. Motivado com a chegada à final no Future de Faro, o tenista português tinha todas em condições para ter uma boa prestação em Loulé, porém ficou pelo caminho logo na primeira ronda. Tiago Cação saiu derrotado por 2-0 do encontro com o tenista inglês Billy Harris.

Tiago Cação não deu seguimento às boas exibições
Fonte: Millennium Estoril Open

Infelizmente, os circuitos ATP, ITF e WTA foram cancelados, já esta semana, e só deverão regressar em finais de abril, período que coincide com o começo do Estoril Open. Esperemos que até lá a situação melhore para que possamos voltar a ver em ação os tenistas que adoramos, sobretudo os tenistas que levam o nome de Portugal por todo o mundo.

Foto de Capa: Lisboa Belém Challenger

Um Paris-Nice esclarecedor

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Apesar do alarme social que tem atravessado a Europa, a ASO levou em diante uma das mais importantes provas por etapas do mundo. Respeitando as normas legais, tomando medidas para proteger os envolvidos e anulando a última etapa que se daria num local mais densamente populado, a organização francesa mostrou que, mesmo em tempos de crise, é possível gerir situações com pragmatismo e assertividade de forma a satisfazer todos.

Mas, este artigo não se foca nisso, mas sim na excelente semana de competição que os atletas nos proporcionaram. Talvez inspirados por saber que será a última prova que farão durante um longo período de tempo, as equipas entraram ao ataque e dispostas a tudo para brilhar.

Na geral final, foi o campeão alemão, Max Schachmann, quem levou a melhor, liderando de fio a pavio. Com uma equipa forte em seu redor, o especialistas das clássicas venceu a primeira etapa e ganhou mais tempo no dia seguinte e no crono, construindo uma vantagem que conseguiu defender nos dois mais duros últimos dias, alcançando a maior vitória da carreira e dando sinais de que poderá ser alguém a ter em conta em provas por etapas nos próximos tempos.

Contudo, quem mais impressionou foi a Team Sunweb, vencedora por equipas. Tiesj Benoot venceu a penúltima etapa, a classificação por pontos e terminou em segundo da geral, Soren Kragh Andersen venceu o contrarrelógio e terminou em décimo e Bol, Matthews e Arndt foram outros nomes a aparecer muito bem. Acima de tudo, o conjunto alemão apresentou um coletivo forte, atacante e eficaz, numa exibição muito distante da equipa apagado que havíamos vista nas últimas duas temporadas.

Nairo Quintana, vencedor da última jornada, foi outro dos ciclistas a sair com a cotação em alta. O trepador colombiano parece estar de volta ao seu melhor e, depois de já ter conquistado o Tour de la Provence e o Tour des Alpes Maritimes et du Var, brilhou agora ao nível World Tour. Uma queda na segunda etapa tirou-lhe a possibilidade de disputar a vitória final, mas uma exibição de qualidade até nas bordures que tantos dissabores lhe causaram no passado apresentam um homem diferente.

A Bahrain McLaren acabou por sair mais cedo da prova, mas, enquanto por lá esteve, Teuns e Cortina estiveram a excelente nível. O espanhol especialmente, triunfando numa tirada e sendo uma verdadeira locomotiva em momentos da corrida. Estaria claramente em forma para as clássicas se estas se fossem realizar.

O campeão colombiano, Sergio Higuita, foi um dos homens em destaque
Fonte: Paris-Nice

Outros dois ciclistas a merecer destaque são Nizzolo e Higuita. O sprinter foi o mais rápido na etapa dois e somou a segunda vitória do ano, ambas no escalão World Tour, em que há anos não vencia. Depois de um período menos bom na carreira, parece ser o renascer do vencedor da classificação dos Pontos no Giro em 2015 e 2016. Já o “Monstro” colombiano esteve soberbo em todos os terrenos e, com apenas 22 anos, está a ficar um senhor ciclista. Terminou no terceiro posto da Geral e com a branca da Juventude e continua a confirmar todo o potencial que lhe era apontado.

Finalmente, uma nota também para Julian Alaphilippe. A estrela francesa está a ter um início de época mais discreto, mas no Paris-Nice já mostrou espaços lampejos de estar a apurar a forma para os objetivos mais à frente, sejam eles quais forem dada a presente situação.

Foto de Capa: Paris-Nice

Otávio: a chave para os problemas de criatividade no duplo pivot

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Uma das grandes dificuldades ao longo desta época para Sérgio Conceição tem sido arranjar uma dupla no meio-campo que produza bons resultados consistentemente, e Otávio pode ser uma peça-chave para a resolução do problema. Esta pausa no campeonato dá oportunidade ao treinador para refletir sobre este assunto, e então também irei eu fazê-lo.

Danilo Pereira, Matheus Uribe e Sérgio Oliveira têm sido os jogadores com mais tempo de jogo no duplo pivô. Contudo, mais recentemente e com vista a melhorar os problemas de falta de criatividade, Sérgio Conceição tem também experimentado Otávio e Vitinha como médio mais criativo dos dois.

A dupla inicial e aquela que, na teoria, é a mais forte é a de Danilo e Uribe. Mas cedo se notou que, para uma equipa como o FC Porto, é preciso ideias mais atacantes no meio-campo. Mamadou Loum teve também algumas oportunidades mas, talvez infelizmente para o próprio, jogou sempre ao lado de Danilo e voltaram a evidenciar-se os mesmos problemas.

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Foi apenas quando Danilo começou a ter problemas físicos mais regulares que Sérgio Conceição foi forçado a improvisar um pouco. Aqui surgiu uma dupla que, para mim, tem bastante potencial, especialmente contra adversários de menor qualidade – Uribe e Otávio. Em meados de dezembro, contra o Tondela, foi essa a dupla que atuou no meio-campo e Conceição colheu os frutos. Quando Otávio joga a partir da direita, como é costume, este flete naturalmente para o corredor central e é uma peça chave nas saídas de bola do FC Porto. Mesmo a partir de uma ala, não é assim tão invulgar ver Otávio como o médio mais recuado em certos momentos do jogo. E isto acontece porque de facto é dos que mais qualidade tem para pôr a bola a rolar nessa fase do relvado. Contudo, e já não para benefício da equipa, este comportamento força os médios mais defensivos a subir ligeiramente no terreno, para receber o passe entrelinhas. Mas este não é o forte desses jogadores, nomeadamente de Danilo.

Em vista destes problemas, surge uma questão: porque não começar logo com Otávio na posição que acaba por ocupar em grandes partes do encontro? Isto iria permitir que os jogadores que acabam por receber a bola mais à frente no terreno sejam jogadores mais evoluídos tecnicamente, como Nakajima. Esse jogo contra o Tondela foi uma das poucas vezes em que conseguimos ver Otávio, Nakajima e Luis Diaz em simultâneo no relvado – e o ataque organizado do FC Porto beneficiou desse facto.

Contudo, devido à falta de opções nas alas, também pelo uso de Corona como defesa-direito, surge por vezes a necessidade de jogar Otávio a partir de uma das alas. Nestas alturas, surge uma necessidade de encontrar outro jogador que consiga manter a qualidade na posse de bola na primeira fase de construção. Aqui entra Vitinha. Infelizmente, neste momento o jogador encontra-se a recuperar de uma lesão, mas, em situação normal, o jovem tem todas as capacidades para ser esse médio de ligação entre setores. Tem muita qualidade com bola, seja no passe ou no transporte e tem uma margem de progressão muito elevada.

Ainda como aposta futura para este meio-campo existe Fábio Vieira. O jovem talentoso tem tudo para ser uma estrela no clube. Tem toque de bola, passe, condução e também uma forte chegada à área e golo. Ainda recentemente, ao serviço do FC Porto B contra o Vilafranquense, marcou dois golos de deixar as bocas abertas. Pode ser opção tanto como médio centro mais atacante, como um ala que descai para o centro no 4-4-2 de Sérgio Conceição.

Opções não faltam a Sérgio, que tem ainda Romário Baró, é só preciso que o técnico português tenha mais alguma coragem na escolha do seu duplo pivot. Porque vamos ser sinceros, nos jogos contra as equipas na parte de baixo da tabela classificativa, não é necessário que joguem Danilo e Uribe ou outra dupla que tenha também mais propensão defensiva.

João Carlos Teixeira: A promessa eternamente adiada

João Carlos Teixeira: desde os escalões jovens do Sporting CP até à equipa principal do enorme Liverpool FC, desde sempre foi um dos que prometia o Mundo, mas foi sempre adiado o seu talento e reconhecimento. Ainda que, ao contrário de muitos, tenha vivido a experiência de ser treinado sobre as ordens de um grande nome do futebol mundial: Kloop.

Retornou a Portugal, mas também não seria desta que João Carlos Teixeira deixaria a sua marca no futebol. O Dragão parecia adormecido e rejeitou todo o seu fresco talento. Rumou à cidade onde outrora sonhara ser jogador de futebol, o SC Braga preencheu o seu sonho desde pequenino. Um empréstimo que começou – de forma mínima – a suscitar nas mentes dos portugueses que talvez houvesse uma certa faísca no futebol de João C. Teixeira e nas suas inúmeras peripécias. O tempo de empréstimo acaba e o sonho também, pelos menos pensava o jovem jogador.

Havia vários caminhos e rumos diferentes que a história do jogador poderia tomar. A possibilidade de continuar no FC Porto era nula, visto que o plantel de Sérgio Conceição não apresentava vagas para o médio português. O salário era um dos maiores (se não o maior) entrave para outros clubes – no caso português, o SC Braga e o Vitória SC. A segunda liga inglesa também começava a demonstrar interesse e a pressionar movimentos por parte dos clubes portugueses.

O salto da sua carreira é dado na direção de Guimarães – João C. Teixeira é apresentado como reforço no Vitória SC, durante três épocas. O anúncio levou milhares de adeptos ao delírio. No entanto, no seu primeiro ano a envergar as cores do emblema do rei surgem lesões e, consequentemente, uma falta de atividade que só veio demonstrar a sede de bola que o médio português andava a sentir, levando-o a lutar para garantir um lugar (tanto a titular ou no banco) na equipa de Ivo Vieira.

João Carlos Teixeira leva já oito golos em 26 jogos
Fonte: Liga Portugal

Continuou, sem desistir… Os jogos europeus trouxeram uma lufada de ar fresco, demonstrando o seu talento acima da média. A Europa foi-se, mas em Portugal, João Carlos Teixeira resolve. Um jogador capaz de abrir espaço em qualquer defesa, por mais complicada que seja, e até de marcar golos, sendo um dos mais falados no momento (face às últimas partidas disputadas). Finalmente, está a ser feita justiça face à carreira do jogador. Eis o auge de João C. Teixeira  – já não era sem tempo!

 

 

Um verdadeiro balde de água fria

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Desde o início do ano que a ameaça subia de dia para dia, mas agora todo o mundo começou a despertar para o problema. O Coronavírus vai continuar a ser assunto da ordem do dia, e no desporto não é exceção. A NBA, neste caso, recebeu uma bomba prestes a explodir nas mãos. Depois de testar positivo, Rudy Gobert obrigou a liga de basquetebol americano a cancelar a temporada por tempo indeterminado.

Não teremos campeão? Ninguém sabe. Como será daqui para a frente? Uma incógnita. No entanto, a verdade é que as nossas noites vão ter um vazio enorme sem os espetáculos a que estávamos habituados. A medida, na minha opinião, foi a melhor a tomar em momentos de crise como os que passamos nesta altura, em que todos temos de dar o exemplo.

O caso do poste francês dos Utah Jazz, Rudy Gobert, apesar de comprometer a sua imagem enquanto jogador, trouxe ao de cima a facilidade com que o contágio pode acontecer. Num dia “brincamos” com a situação, e no outro pedimos desculpa pelas parvas atitudes devido a não darmos o devido valor ao problema. Entretanto, já se conhece mais um caso. A estrela da equipa de Salt Lake City, Donovan Mitchell, também contraiu o vírus.

Como em outras modalidades que suspenderam as atividades, não podemos prever o futuro. Resta-nos esperar e perceber se será viável terminar esta temporada nos próximos meses. Não arrisquemos. Temos de saber como e quando parar, isso sim, seria o melhor lance de toda a temporada.

 Foto de Capa: Utah Jazz

Liga Espanhola | Campeonato ao rubro promete emoção até ao fim

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É inegável que a liga espanhola é um dos campeonatos mais competitivos e interessantes da Europa, muito por culpa dos gigantes Real Madrid CF e FC Barcelona que, ano após ano, lutam intensamente pelo título de campeão.

Desta feita, a presente temporada não é exceção, com os dois maiores clubes espanhóis a protagonizarem uma renhida campanha em que ambos vão partilhando o primeiro lugar entre si, com ambas as formações a ateimarem não querer preservar a liderança na tabela classificativa.

Desde o começo da edição 19/20 já existiram mais quatro primeiros classificados para além de Barça e Real, sendo eles Club Atlético de Madrid, Sevilha FC, Athletic Club de Bilbao e um surpreendente Granada CF.

Os dois colossos do futebol espanhol, apesar de serem sempre os mais fortes candidatos ao título e estarem taco a taco no campeonato, têm-se destacado também por alguma irregularidade, tanto dentro como fora das quatro linhas. No Bernabéu, a crise de resultados ecoa pela estrutura do clube madrileno, enquanto no Barcelona a relação entre jogadores e dirigentes tem dado faísca.

Numa altura em que os todos os eventos desportivos (ao qual o futebol não escapa) têm sido suspensos ou cancelados devido à pandemia do covid-19, que está a afetar gravemente todo o globo, obrigou a que a principal competição do país vizinho fosse interrompida à 27.ª jornada, com o Barcelona no topo da tabela classificativa.

Os catalães, que viram Quique Sétien a assumir o comando da equipa a meio da temporada depois da partida de Ernesto Valverde, lideram a liga com 58 pontos, depois de 18 vitórias, quatro empates e cinco derrotas, e têm em Lionel Messi a principal referência da equipa, com o argentino a ser peça crucial no plantel e o melhor marcador do campeonato com 19 tentos apontados.

Astro argentino é o principal artilheiro do campeonato
Fonte: FC Barcelona

No segundo posto da liga espanhola encontra-se o Real Madrid com 56 pontos, após 16 vitórias, oito empates e seis derrotas, com o avançado francês Karim Benzema a ser o homem-alvo do ataque blanco, ocupando a segunda posição na lista de melhores marcadores com 14 golos.

É provável que o título de campeão seja decidido entre estas duas equipas, tendo em conta que o fosso para o Sevilha, terceiro classificado, ainda é significativo. Os andaluzes encontram-se a nove pontos dos merengues, perseguidos pela Real Sociedad de Fútbol, que está a realizar uma campanha notável, e pelo Getafe CF, que em nada tem ficado atrás. Nota de destaque para o Atlético de Madrid que não está a realizar um bom campeonato, ocupando a sexta posição.

O primeiro clássico da época entre catalães e merengues foi disputado na 26.ª jornada e foi vencido pela turma blanca no Santiago Bernabéu, com os madrilenos a subiram ao primeiro lugar do campeonato. Ainda assim, voltaram a não aproveitar a posição em que se encontravam, perdendo novamente o primeiro posto para o rival Barça, após um deslize frente ao Real Bétis Balompié, que permitiu aos comandados de Sétien recuperar o topo da tabela.

Com a Liga Espanhola parada não é certo quando ou se virá sequer a ser reatada, mas caso as coisas voltem à normalidade, a luta entre o Real Madrid e o Barcelona pelo título de campeão espanhol é um must-see para todos os amantes de futebol.