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Os 5 melhores laterais da Primeira Liga extra-grandes

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Nesta temporada, tem havido vários jogadores, nomeadamente laterais, fora dos três grandes, a destacarem-se no campeonato. Estes jogadores têm sobressaído e mostrado que merecem dar um passo em frente nas suas carreiras. Aqui, irei fazer aquele que, na minha opinião, é o top cinco dos melhores laterais da Primeira Liga.

RB Leipzig 3-0 Tottenham Hotspur FC: Alemães confirmam superioridade

CRÓNICA: SPURS TOTALMENTE FORA DA SUA LIGA FRENTE AO LEIPZIG

Os londrinos comandados por José Mourinho deslocaram-se a Leipzig para tentarem dar a volta à eliminatória e apurarem-se para os Quartos-de-Final da Liga dos Campeões. Depois da derrota por 0-1 no White Hart Lane a equipa do português tinha uma tarefa muito complicada perante uma equipa que tem praticado um futebol muito mais poderoso do que o dos Spurs. Os alemães estão num grande momento e chegam a esta noite europeia num sólido 3º lugar na Bundesliga e somente a um ponto do BVB 09 Dortmund.

E se tudo apontava para o favoritismo da equipa de Julian Nagelsmann, esse confirmou-se logo com um golo de Marcel Sabitzer ainda antes do minuto 10.
Foi uma primeira parte de afirmação dos alemães. Tiveram a bola, favoreceram o futebol apoiado e construído a partir da defesa mas conseguiram sempre ir variando o estilo de passe libertando assim os seus jogadores da marcação dos ingleses. Foi um RB Leipzig forte com bola, forte na recuperação desta e muito eficaz nos ataques rápidos.
A verdade é que apesar de o Tottenham HFC se apresentar com 5 defesas, sempre que o RB Leipzig acelerou conseguiu colocar a defesa dos Spurs sobre brasas.
O 2-0 nasceu com naturalidade em mais uma excelente finalização de Sabitzer após cruzamento do Angelino e os comandados de Mourinho só numa jogada individual de Lo Celso conseguiram levar perigo à baliza de Gulacsi que respondeu com uma boa defesa a um excelente remate do argentino.

A segunda parte trouxe-nos um Tottenham HFC com as linhas mais subidas. O objectivo era claro, pressionar a defesa alemã de forma a recuperar a bola em zonas mais próximas da área. Na impossibilidade de construir, a equipa de Mourinho procurou os desequilíbrios conseguidos em recuperações na pressão alta. Contudo, o trio defensivo de Nagelsmann está excelentemente treinado tanto com bola como nas compensações.
Foram 15 minutos de desgaste para os avançados dos Spurs e de resto um jogo praticamente em formato treino da equipa do RB Leipzig. A equipa da casa não forçou ataques, limitou-se a controlar o jogo com bola, não deu qualquer espaço no seu meio-campo e obrigou a defesa londrina a estar sempre em alerta a possíveis ataques. E neste controlo de jogo em formato treino a equipa alemã acabou mesmo por chegar ao 3-0, desta feita por Forsberg que tinha acabado de entrar.

Um RB Leipzig poderoso que foi superior em ambas as mãos. Um Tottenham sem identidade e que continua a não conseguir colocar futebol em campo.

A FIGURA

Fonte: UEFA

Marcel Sabitzer – Sou fã do Timo Werner e fiquei fascinado com o trabalho tanto ofensivo como defensivo da defesa a três do RB Leipzig, contudo o grande destaque desta noite só poderá ser o avançado austríaco da equipa. Sabitzer foi um jogador todo o terreno. No ataque surgiu em várias posições sempre a criar espaço para os colegas e defensivamente foi crucial na forma como ocupou os espaços no meio-campo e condicionou a bola dos jogadores de Mourinho. Se não bastasse este contributo ao colectivo da equipa haveria ainda os dois golos que resolveram a eliminatória. O 1-0 surge num remate seu fora da área e o 2-0 num excelente cabeceamento seu ao primeiro poste de Lloris. O homem do jogo por uma exibição completíssima coroada com os dois golos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Tottenham Hotspur FC

Sèrge Aurier – Não esteve propriamente pior que os seus restantes 4 colegas de defesa mas foi pelo seu lado que na primeira parte o RB Leipzig ia criando os principais sobressaltos à sua equipa. Durante 45 minutos não soube lidar com as subidas do Angelino e nos 45 minutos seguintes foi incapaz de dar a profundidade e rasgo ofensivo que a equipa precisava. Saiu aos 91 minutos apesar de desde os 60 já parecer nem estar em campo.

ANÁLISE TÁCTICA – RB LEIPZIG

Julian Nagelsmann apresentou o seu sistema com 3 centrais que tão rápido se transforma num 3-4-3 ou num 3-5-2. O trio defensivo, devidamente apoiado pelo guardião Gulacsi, é a base do futebol desta equipa. Foi, e é, uma equipa com futebol muito dinâmico e apoiado. Privilegiam a bola no pé a partir da defesa e têm muita qualidade para isso. Com apoios frontais dos alas e dos médios conseguem sempre sair a jogar e encontrar o espaço, e com avançados rápidos e bem abertos têm sempre a possibilidade de rapidamente variar o jogo. Basicamente conseguem atrair o adversário e rapidamente soltar no ataque assim que surge o espaço. Esta dinâmica também permite à equipa rapidamente meter 3 ou 4 jogadores no ataque.
Foi uma equipa paciente e dominadora. Fez o seu jogo, manteve-se fiel ao seu treino e com isso deu espaço às suas individualidades para se destacarem e decidirem.
Na primeira parte em sucessivos aceleramentos foram ferindo a defesa adversária. Na segunda parte, na qualidade de posse e de pressão, mantiveram o jogo controlado e sem sobressaltos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Peter Gulacsi (6)
Upamecano (6)
Klostermann (7)
Halstenberg (6)
Mukiele (6)
Angelino (7)
Laimer (6)
Nkunku (6)
Sabitzer (9)
Timo Werner (6)
Patrik Schick (6)

SUBS UTILIZADOS

Tyler Adams (5)
Haidara (5)
Forsberg (6)

 

ANÁLISE TÁCTICA – TOTTENHAM HFC

A equipa de José Mourinho entrou em campo a querer algo da eliminatória mas ficou-se pelo querer. Mourinho sabe reconhecer a superioridade do adversário e tem experiência suficiente para não entrar em desesperos, sabendo que, com 90 minutos para jogar, chegar a zeros ao último terço da partida seria algo positivo. Assim lançou uma equipa bastante conservadora com cinco defesas. Sem avançados no leque das opções lançou 5 médios deixando Lucas mais avançado na pressão aos centrais e Dele Alli e Lamela mais soltos. Apostou na qualidade individual do quarteto Alli, Lucas, Celso e Lamela, para conseguirem em algum lance individual ou através de algumas combinações, criarem espaço para finalização.
A equipa apresentou-se sem capacidade de ter bola e muito menos de jogar na profundidade. Foi um jogo de esforço onde os criativos se perderam em pressões e correrias sem bola que os desgastaram para outros momentos do jogo. Mourinho quis jogar na expectativa e adiar o balançar das redes mas o RB Leipzig não esteve para aí virado.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Lloris (4)
S. Aurier (3)
Tanganga (4)
E. Dier (4)
Alderweireld (5)
Sessegnon (4)
H. Winks (5)
Lo Celso (5)
E. Lamela (5)
Dele Alli (5)
Lucas (5)

SUBS UTILIZADOS

Gedson (-)
Fagan-Walcott (-)

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Zé Luís: uma carta fora do baralho de Sérgio Conceição?

Era com enorme expectativa que a maioria dos portistas via a chegada de Zé Luís à cidade Invicta, mas, agora, parece ser uma carta fora do baralho de Sérgio Conceição. O cabo-verdiano, à época com vinte e oito anos, chegava tremendamente elogiado por grande parte da crítica desportiva, apesar da sua idade e do esforço financeiro que esta transferência obrigaria o FC Porto a fazer. 

Independentemente de todos esses fatores menos positivos, Sérgio Conceição via no ex-Spartak de Moscovo uma solução válida para a frente de ataque azul e branca, pelo seu poderio físico (característica que, convenhamos, o técnico portista aprecia imenso), pela sua mobilidade e pelo seu poder de finalização, sobretudo no jogo aéreo.

E a verdade é que o início da temporada, em termos individuais, não poderia ter corrido melhor. Contínuas presenças no onze inicial, algumas boas exibições e, o mais importante, golos: Zé Luís parecia estar a cimentar um lugar cativo nas escolhas de Sérgio Conceição.

Todavia, a vida do número vinte azul e branco não voltaria a ser a mesma após o jogo no Dragão frente ao FC Famalicão: pela primeira vez em jogos do campeonato, Zé Luís não constava nas escolhas iniciais de Sérgio Conceição, algo que, a partir daquele momento, viria a tornar-se rotineiro.

E essas ausências do avançado nascido na Ilha do Fogo começaram a coincidir com uma maior produtividade de Soares, o que, convenhamos, não facilitou nada a tarefa ao cabo-verdiano.

Outro fator que impedia uma maior sequência competitiva a Zé Luís eram as lesões. Foram já múltiplos os encontros em que o ponta de lança não esteve à disposição do técnico portista devido a este tipo de infortúnio, algo que, na verdade, já vinha sendo comum nas últimas épocas do jogador em território russo.

Apesar de algumas exibições influentes no início da temporada, Zé Luís caiu do onze do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Portanto, era já, de certa forma, expectável que, mais tarde ou mais cedo, os problemas físicos voltassem a atormentar Zé Luís, o mesmo jogador que, em quatro épocas em Moscovo ao serviço do Spartak, em quase três dezenas de jogos esteve impedido de competir por complicações de ordem física.

Conhecendo de antemão estes asteriscos no seu currículo, foi uma boa jogada contratar Zé Luís? Tendo em conta todos os contornos que envolveram a sua contratação, não acho que tenha sido uma movimentação, particularmente, feliz.

Primeiramente, pelas lesões que anteriormente enunciei; como se estas não bastassem, a sua idade já algo avançada, juntamente com o preço excessivamente elevado que o clube teve que desembolsar pelo seu passe, perfazem uma situação que, num clube com os problemas financeiros que o FC Porto possui, acaba por ser tremendamente arriscada.

E, lembremos, Zé Luís foi um risco que Sérgio Conceição pediu à estrutura azul e branca para tomar. Contudo, tem sido um risco que, até ao momento, o treinador dos dragões não tem conseguido justificar. É verdade que o jogador já esteve um período lesionado, todavia, não raras vezes, Conceição, o mesmo que “exigiu” esta contratação, não o vê como uma opção primária, mesmo com o sub-rendimento evidente de algumas outras unidades ofensivas.

Se concordei com a contratação de Zé Luís, principalmente com os moldes em que esta se concretizou? Não, como já afirmei anteriormente; o montante que foi investido neste reforço poderia, facilmente, ter sido direcionado para um outro alvo, mais jovem e com maior margem de progressão. No entanto, isso não o transforma num jogador sem qualidade: em termos técnicos, a nível de finalização, sobretudo de cabeça, Zé Luís em nada fica atrás de Soares e Marega, muito pelo contrário, aliás.

Agora que o “mal” já está feito, de nada vale chorar sobre o leite derramado. Vale, isso sim, tentar valorizar, ao máximo, um ativo presente no plantel, um ativo que, diga-se, está longe de ser uma carta fora do baralho.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Valência CF 3-4 Atalanta BC: O sonho de Bérgamo segue vivo

A CRÓNICA: GOLOS ATRÁS DE GOLOS, NO FIM GANHA A ATALANTA

Era perante um Mestalla despido de público que a turma orientada por Albert Celades tentava fazer história na prova milionária. A derrota pesada sofrida em Milão, em muito complicava as esperanças espanholas, contudo, entre os adeptos da casa, sobretudo entre aqueles que se reuniram à porta do estádio, a esperança era, definitivamente, a última a morrer.

Do lado italiano, Gasperini e os seus atletas carregavam às costas o sonho de toda a cidade de Bérgamo, o sonho de ver a sua equipa seguir em frente na Champions.

Bom, lembram-se de referir que ainda restavam resquícios de esperança entre os adeptos do Valencia CF? A verdade é que esses resquícios, logo nos primeiros minutos do encontro, tornar-se-iam menores ainda. Numa autêntica invenção de Josip Iličić, o atacante esloveno entra na grande área e acaba por ser derrubado por Diakhaby de forma faltosa. Grande penalidade assinalada.

No entanto, como é sabido, não há reação que não origine uma reação; e essa reação haveria de surgir por volta dos vinte minutos. Perda de bola no meio campo defensivo italiano, desequilíbrio no setor mais recuado da Atalanta BC, má abordagem de Palomino à bola enfiada por Rodrigo e eis que surge Kevin Gameiro, oportunista, a recolocar a igualdade no encontro.

Faltavam apenas três golos para forçar o prolongamento… Claro, isto se os visitantes não esticassem, novamente, as redes defendidas por Cillessen. Coisa que, infelizmente para as aspirações do Valencia CF, viria mesmo a acontecer. Nova grande penalidade, novo erro de Diakhaby. E, assim como da primeira vez, Josip Iličić não perdoaria. 1-2 no marcador e a certeza de que a tarefa espanhola era agora algo a beirar o impossível.

O segundo tempo começaria com o bis de Gameiro, que, após excelente cruzamento de Ferrán Torres, restabeleceria a igualdade no marcador, no entanto, sem grandes efeitos práticos.

Outro golo que não haveria de ter efeitos práticos seria o de Ferrán Torres, muito por conta, também, do 3-3 que seria alcançado por intermédio de Iličić (quem mais haveria de ser?), quatro minutos depois do “chapéu” do jogador espanhol.

E não é que o número setenta e dois da turma italiana queria ainda mais… Onze minutos após alcançar o hat-trick, o atacante de trinta e dois anos chegaria ao poker, coroando, desta forma, uma exibição tremenda.

A FIGURA

Fonte: Atalanta BC

Josip Iličić – uma noite de sonho para o esloveno. Já havia sido peça fundamental na primeira mão em Milão, contudo neste jogo superou-se. Quatro golos, uma grande penalidade sofrida e muita qualidade espalhada ao longo dos noventa minutos. Que jogo!

O FORA DE JOGO

Fonte: Valencia CF

Mouctar Diakhaby – uma noite para esquecer. Duas grandes penalidades cometidas, ambas devido a abordagens algo deficientes. Foi um elemento decisivo dentro das quatro linhas, infelizmente pelos piores motivos, facilitando ainda mais o trabalho à Atalanta BC. Acabou por ser substituído ao intervalo.

ANÁLISE TÁTICA – VALENCIA CF

Apesar de efetuar três alterações no onze inicial, comparativamente àquele que entrou em campo em Milão, Celades optou por manter o esquema tático apresentado na primeira mão. 4-4-2, com Coquelin adaptado a defesa central, tendo, na segunda metade, uma outra adaptação a seu lado, desta vez, Kondogbia; Rodrigo no lugar que, em Itália, foi de Gonçalo Guedes, e Jasper Cillessen entre os postes. No que toca ao “jogo jogado”, é caso para dizer que o Valencia CF acabou por pagar a fatura pelos erros defensivos, sobretudo aqueles cometidos pelo seu número doze, porque, em termos ofensivos, esteve longe de uma noite má.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jasper Cillessen (4)

Daniel Wass (5)

Francis Coquelin (4)

Mouctar Diakhaby (2)

Jose Gayà (4)

Kondogbia (5)

Parejo (6)

Ferrán Torres (7)

Soler (6)

Kevin Gameiro (7)

Rodrigo (6)

SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Guedes (6)

Cheryshev (5)

Florenzi (4)

ANÁLISE TÁTICA – ATALANTA BC

A equipa visitante optou por manter o seu esquema intacto na visita a Espanha. 3-4-2-1, com apenas uma alteração no tridente defensivo, onde Djimsiti entrou para colmatar a ausência de Rafael Tolói, para além da substituição na baliza. Apesar de alguns momentos do jogo menos positivos, a passagem à próxima fase nunca pareceu estar realmente em causa, pelo que a Atalanta BC aparentou sempre ser uma equipa mais tranquila dentro das quatro linhas, ficando, claramente, a impressão de que, caso houvesse um maior discernimento na hora H, poderiam ter saído com um resultado mais sonante do Mestalla. Todavia, nem tudo foram “flores”: a desorganização defensiva foi gritante em alguns momentos, sendo clara no lance do terceiro golo da equipa da casa, por exemplo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Sportiello (5)

Djimsiti (5)

Mattia Caldara (5)

Palomino (5)

Hans Hateboer (6)

Marten de Roon (5)

Remo Freuler (7)

Robin Gosens (7)

Mario Pasalić (6)

Papu Goméz (7)

Josip Iličić (10)

SUBS UTILIZADOS

Duván Zapata (6)

Ruslan Malinovsky (4)

Adrien Tameze (4)

 

Artigo revisto por Joana Mendes

Basquetebol | Leões na luta pela glória 24 anos depois

A temporada 2019/2020 tem marcado o regresso do Sporting CP, 24 anos depois, aos lançamentos ao cesto. O basquetebol está de volta ao clube de Alvalade e a época tem sido marcada por muitas vitórias. Na última jornada, o Sporting recebeu e venceu o Barreirense, por 96-67.

A caminhada da equipa, liderada por Luís Magalhães, tem sido notável. No campeonato, decorridas 22 jornadas, os leões são líderes com 43 pontos, mais um do que o segundo classificado. Sendo certo que a equipa verde e branca estará no “play-off” de apuramento do campeão nacional.

Na Taça de Portugal, o Sporting está nas meias-finais e irá defrontar o Vitória SC. Nos quartos-de-final, os leões derrotaram o histórico Oliveirense por 72-71. Por isso, a Taça de Portugal será mais um título no qual o Sporting lutará pela conquista.

Na Taça Hugo Santos, a equipa liderada por Luís Magalhães chegou à fase das decisões. No entanto, foi eliminada na meia-final pela Oliveirense. Num grande jogo de basquetebol, disputado até ao último segundo, o Sporting perdeu por 93-88.

No palmarés do Sporting Clube de Portugal constam vários títulos no basquetebol nacional: oito campeonatos, cinco Taças de Portugal, dois campeonatos da 2.ª divisão e um do 3.º escalão da modalidade.

A história do Sporting Clube de Portugal, na modalidade, será defendida nesta época emblemática, marcada pelo regresso ao Basquetebol. Por isso, com Esforço, Dedicação e Devoção poderá ser possível conquistar a Glória das conquistas da Taça de Portugal e do campeonato.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

WWE Elimination Chamber: Domínio de Shayna Baszler

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O que estava há muito previsto foi, finalmente, confirmado: na Wrestlemania, Becky Lynch enfrentará Shayna Baszler pelo Raw Women’s Championship. Infelizmente, o combate no WWE Elimination Chamber, que confirmou esse tal combate, acabou por ser o pior da noite, muito devido à sua previsibilidade.

O evento até começou da melhor maneira, mas a qualidade do que era demonstrado em ringue foi diminuindo ao longo do mesmo, o que fará com que este evento não seja recordado com bons olhos no futuro.

Nota do evento: 7/10

Quem assegurará a presença nos quartos de final da Champions?

A final da Champions League tem data marcada para 30 de maio no Estádio Olímpico Atatürk. Atualmente, estão em prova 16 equipas de grande qualidade, mas apenas haverá lugar para as duas melhores e, como tal, ficarão pelo caminho vários “pesos-pesados”, a começar já nesta segunda volta dos quartos de final.

Leipzig x Tottenham e Valência x Atalanta entram em cena nesta terça-feira, já o Liverpool x Atlético e PSG x Dortmud têm encontro marcado para esta quarta-feira.

Eliminação precoce e gestão sem Europa

A 27 de fevereiro consumou-se o Sport Lisboa e Brexit, com as águias a voarem para fora da Europa, depois de mais uma eliminação. A derrota na Ucrânia, aliada ao empate na Luz, ditaram a saída dos encarnados das competições europeias, num processo menos demorado, mas mais doloroso do que o próprio e original Brexit.

A eliminação precoce (julgava existir remédio para isso, mas afinal é para algo parecido) não estaria, por certo, nos planos da estrutura benfiquista. No entanto, há um ponto positivo a retirar da situação: a gestão do plantel torna-se menos exigente (a esse nível, a outros níveis não está nada fácil gerir aquilo). Isto porque, na verdade, o plantel encarnado não estava sequer próximo do exigido para que Bruno Lage pudesse fazer uma gestão adequada, caso as águias disputassem duas competições nos próximos tempos.

Daqui em diante (com onze partidas até final da época), a preocupação única é escolher verdadeiramente os melhores. A escassez de competições significa que não há necessidade de gerir o esforço, e a escassez de soluções no plantel significa que não há expetativas individuais para gerir. A situação na baliza benfiquista é o exemplo perfeito disto. O SL Benfica decidiu atacar a segunda metade da época sem uma opção viável de recurso para a posição de guarda-redes.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Com uma competição apenas em disputa, salvo qualquer lesão de Vlachodimos, torna-se mais fácil gerir a posição: a escolha recairá, inevitavelmente, no grego em todos os jogos. O mesmo se passa em relação às laterais. Atacar duas competições com apenas Grimaldo, André Almeida e Tomás Tavares como opções seria potencialmente um descalabro. A falta de centrais é ainda mais clamorosa e até o meio-campo, agora sem Gabriel, aparenta necessitar de soluções que não se encontram no plantel.

Na frente de ataque poderia residir o caso mais bicudo, no respeitante à gestão de expetativas, uma vez que são três os avançados que quererão o seu espaço no onze. Contudo, a lesão de Seferovic e uma fase menos positiva de Vinícius vieram provar que três candidatos ao posto mais avançado do sistema de Bruno Lage poderão não ser muitos, ainda que reste apenas uma competição de longa duração para tentar vencer.

Ainda assim, Bruno Lage terá que ter pulso e capacidade de liderança para explicar a jogadores como Florentino que não terão (muitas) oportunidades e o porquê de ser disso mesmo. Todavia, a infeliz – mas merecida – eliminação precoce das competições europeias redunda, indubitavelmente, numa teórica melhor e facilitada gestão de plantel. Infelizmente, os mais recentes jogos têm demonstrado o completo e preciso contrário.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

O 11 do século do FC Bayern Munique

O Bayern Munique é o maior clube da Alemanha e um dos maiores em todo o mundo. Em 120 anos de história contam já com um invejável palmarés de 29 campeonatos alemães e cinco Ligas dos Campeões, que juntamente com outros 32 títulos nacionais e seis internacionais compõem um museu bem recheado de troféus.

Com ano de fundação ainda no século XIX, foi um clube sempre servido por belos executantes, que assim compunham conjuntos sempre preparados para disputar e vencer todas as competições onde estavam inseridos, tornando Munique e, mais recentemente, a Allianz Arena, num dos palcos mais apetecíveis da história do futebol.

No que a treinadores diz respeito, foram também muitos os que passaram por esta casa. Com ideologias distintas e aos seus jeitos pessoais, tiveram, ou não, sucesso no comando da equipa, e foram também parte fundamental no crescimento do clube. É exemplo disso Pep Guardiola, que foi tricampeão alemão e conquistou o Campeonato do Mundo de Clubes, ou Jupp Heynckes, que a par dos quatro campeonatos nacionais venceu, em 2013, aquela que é a última Liga dos Campeões conquistada pelo clube.

Ainda que a qualidade tenha sido muita, sobretudo no decorrer deste século XXI, propusemos-nos a fazer um 11 ideal que, a acontecer, teria certamente ganho muitos títulos. As opiniões poderão divergir, dada a panóplia de opções que existem para cada posição, mas aqui estão onze jogadores que representaram os bávaros da melhor forma, dando assim continuidade ao grande trabalho feito no século anterior.

FC Porto | O estranho caso de Renzo Saravia

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O FC Porto sempre habituou a sua massa associativa a contratações no mercado sul-americano, com diamantes prontos para ser lapidados. Nesta época, voltaram a aparecer argentinos e colombianos na equipa azul e branca, o que por si só, pode ser um dado positivo. A qualidade de outros tempos é que tem de estar lá…

Renzo Saravia chegou aos dragões neste mercado de verão por uma verba a rondar os 5,5 milhões de euros, assinando até 2023. Sim, é internacional argentino e joga só com os melhores jogadores da atualidade, o que por si só, é um bom bilhete para entrar bem na equipa azul e branca.

Antes de vestir as cores da invicta, este lateral direito cumpriu toda a sua formação e parte da carreira na argentina, destacando-se o seu último clube, o Racing Club de Avellaneda. Tudo isto permitiu a sua ascensão à seleção argentina, cumprindo alguns jogos pela La Albiceleste. Um dos seus melhores momentos foi até a presença nesta última edição da Copa América.

Chegou ao FC Porto com um bom estatuto, mas como desconhecedor do futebol europeu e português. Como sabemos, o futebol argentino e sul-americano é muito pobre em termos táticos, sobressaindo-se o virtuosismo dos jogadores, a capacidade técnica, e até a garra dos intervenientes. Nesses campos bem “quentes”, assiste-se a um futebol muito empolgante em que a bola numa fração de segundos pode estar próxima das duas balizas.

Já se sabe que normalmente as pérolas sul-americanas são essencialmente extremos com uma técnica notável e um pé esquerdo fantástico… Contudo, também se encontram craques noutras posições, e o FC Porto que o diga!

Fonte: FC Porto

Fazendo agora um raio-x a este jogador, penso que é um lateral com algumas lacunas defensivas, mas que ofensivamente tem muito a melhorar. Não é propriamente um velocista, mas parece ter uma boa capacidade de cruzamento. Isto foi apenas o que pude concluir pelos poucos jogos que cumpriu na Europa.

Tendo em conta a escassez e a falta de qualidade no setor, o FC Porto poderia ter dado mais oportunidades a este jogador, não obstante as suas deficiências que podem ser perfeitamente trabalhadas (recorde-se aquela má receção frente ao Académico de Viseu FC). A verdade é que para este jogador ser internacional argentino, alguma coisa tem de ter, ou não? Mas claro que só quem treina é que sabe.

Saravia cumpriu seis jogos de azul e branco (alguns não completos pela insatisfação do treinador) e apontou um golo, o primeiro da carreira, o que é no mínimo, bizarro!

Outro jogador que tem tido falta de oportunidades nessa posição é Tomás Esteves, que até nem pretende renovar. Mas isso ficará para outro artigo. Há aproximadamente uma semana, este internacional argentino foi emprestado ao SC Internacional, do Brasil. O objetivo é reduzir o plantel azul e branco que apenas se encontra a lutar por duas competições, e permitir que Saravia cresça para atingir de novo a seleção argentina.

Até pode parecer uma boa opção uma liga que cada vez mais tem uma maior visibilidade, pela presença do Clube de Regatas do Flamengo e Jorge Jesus. Contudo, questiono-me se não seria melhor o empréstimo a um clube português ou europeu, que lutasse por títulos, para desenvolver as suas capacidades e adaptar-se de vez ao futebol do velho continente. Não seria melhor para o futuro do FC Porto?

Saravia acabou por admitir que não jogou o que esperava no FC Porto, e Sérgio Conceição classificou-o como um ser humano fantástico, que tem algumas coisas para melhorar. É, pois, mais um caso estranho que passou pelos dragões, no meio de tantos outros a que esta estrutura azul e branca tem habituado os seus adeptos.