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Fórmula 1 Testes de Barcelona: Os monolugares voltaram!

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Game, set, match

E já se passaram os primeiros três dias de Fórmula 1 de 2020. Os adeptos já estavam com a comichão e depois de apresentações, e de ‘não apresentações’ – caso da Renault que levou as pessoas até Paris para dizer que não havia carro nenhum pronto – os monolugares mais rápidos do mundo voltaram a ouvir-se na Catalunha, mais propriamente no circuito de Barcelona.

Comecemos pela dianteira de 2019. Mercedes, Red Bull e Ferrari. A Mercedes, outra vez, dá o nome a este texto. E porquê? Porque, para além de não precisar de inventar a roda, porque já é a campeã do mundo desde a introdução da era turbo híbrida, construiu um monolugar fabuloso.

Em 2019, o que se viu no W10 foram, muitas vezes, problemas de arrefecimento. Acima, disse que a Mercedes não inventaria a roda, ou seja, que problemas de arrefecimento requerem entradas de ar maiores para produzir tal efeito. A Mercedes diminuiu-as. A equipa diz que reorganizou os sistemas internos e calibrou os fluidos, pretendendo fazer o carro trabalhar melhor. Mas, só o tempo dirá, e isto continuam a ser testes. Correndo o risco de me repetir muito, aqui Sócrates tem razão: “Só sei que nada sei…”

Mas, o melhor ainda estava para vir. De acordo com o diretor técnico da Mercedes, James Allison, este chama-se DAS (Dual Axis System), ou em bom português, Sistema de Direção de Duplo Eixo.

Pelo que percebi das imagens, o mecanismo muda a orientação das rodas dianteiras, que costumam apontar ligeiramente para o exterior. Na reta da meta, Hamilton puxou o volante na sua direção, e a rodas da frente posicionaram-se em paralelo ao carro, o que diminuiu a resistência ao ar. Menos resistência ao ar equivale a mais velocidade em reta. Mas, para além disso, também permite poupar os pneus.

Fonte: Mercedes AMG-F1

Muitos questionaram a legalidade do DAS. Allison afirmou que a FIA sabia dele e que está tudo correto. Agora, para tentar fazer-vos entender, vou fazer uma comparação um pouco duvidosa. A suspensão eletrónica é proibida na Fórmula 1. Este sistema é operado pelo piloto, ou seja, não há problema, pelo menos em 2020, porque em 2021, com as novas regulamentações, tal coisa não existirá.

FC Porto 1-0 Portimonense SC: Bomba para a liderança

A CRÓNICA: DEMOROU, MAS O MURO QUEBROU

Depois de, na jornada passada, o SL Benfica ter perdido com o SC Braga e o FC Porto ter ficado a apenas um ponto dos encarnados, hoje os dragões tinham a oportunidade de chegar à liderança, ainda que provisória. Pela frente estava o Portimonense SC, 17.º classificado do campeonato, em zona de despromoção.O primeiro momento alto no Dragão surgiu ainda antes do apito inicial, com uma manifestação contra o racismo através de uma campanha promovida pela liga portuguesa.

Hugo Miguel apitou para o início do jogo e a primeira parte foi de ritmo moderado, algo que se explica facilmente pelo jogo de quinta-feira, que o FC Porto disputou na Alemanha. Apesar do domínio portista, as melhores oportunidades foram do Portimonense, com Jackson Martínez a estar, por duas vezes, muito perto do golo. Primeiro de cabeça, atirou ao lado e depois, de grande penalidade, atirou para a bancada. Do lado dos azuis e brancos, Soares teve na cabeça duas oportunidades de golo mas não as converteu. Tudo empatado a zeros na ida para os balneários.

Na segunda metade, a toada do jogo manteve-se, com a defesa algarvia a manter-se muito competente perante a pressão portista. Os dragões só conseguiram ganhar vantagem a três minutos dos 90′, através de um autêntico míssil de Alex Telles, que dá a liderança provisória ao FC Porto.

Os dragões ficam, então, à espera do jogo do SL Benfica de amanhã.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Alex Telles – O defesa portista marcou a três minutos dos 90′ e decidiu a partida a favor dos dragões, num golo que foi decisivo para o FC Porto manter a pressão sobre o SL Benfica.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Soares – O avançado portista não esteve inspirado e falhou duas ocasiões flagrantes de golo.

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Os alvinegros remeteram-se, na primeira parte, ao aspeto defensivo, procurando sair em contra-ataque por Tabata. Aproveitando as constantes subidas de Corona, o brasileiro foi o homem em destaque na primeira parte. Jackson foi o homem-alvo na frente de ataque, com duas perdidas flagrantes.

O Portimonense, na segunda metade, manteve a boa postura defensiva e tornou a tarefa portista muito difícil. Só cedeu a três minutos do final, quando Alex Telles disferiu uma bomba para dentro das redes de Gonda.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Gonda (6)
Willyan (6)
Lucas Possignolo (6)
Jadson (6)
Hackman (6)
Pedro Sá (6)
Dener (6)
Henrique (6)
Bruno Tabata (6)
Jackson Martinez (6)
Lucas Fernandes (6)

SUBS UTILIZADOS

Aylton Boa Morte (6)
Bruno Costa (6)
Mohanad Ali (6)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto dominou durante todo o primeiro tempo, mas não conseguiu materializar as oportunidades de golo. O ataque portista baseou-se em variações de flanco para explorar as costas da defensiva algarvia. Corona foi o homem em destaque.

Na segunda parte, os dragões mantiveram a pressão, mas encontraram muitas dificuldades em perfurar a defensiva do Portimonense. Nos últimos minutos, o FC Porto apostou, sobretudo, em cruzamentos, mas foi de fora da área, numa postura totalmente ofensiva dos homens da casa, que Alex Telles resolveu a partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Corona (6)
Mbemba (6)
Marcano (6)
Alex Telles (7)
Otávio (6)
Uribe (5)
Sérgio Oliveira (6)
Luis Díaz (6)
Marega (6)
Soares (5)

SUBS UTILIZADOS

Nakajima (6)
Zé Luís (6)
Romário Baró (6)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, o FC Porto atacou, na maior parte do jogo, pelas alas, tentando chegar a situação de cruzamento. Tendo em conta a quantidade de jogadores do Portimonense presentes na área e a sua estatura, acha que o processo de construção deveria ter variado mais?

Sérgio Conceição: É verdade que nos faltou uma maior presença no corredor central, o Otávio ir mais para dentro. Faltava ali um encaixe, quem explorasse as costas do Portimonense. Exploramos bem a largura, mas faltava mais jogo interior, o que não era fácil, porque os adversários, contra nós, mudam a sua estrutura habitual e isso é sinal de respeito. Não podemos esquecer que o Willyan era o terceiro central, o Hackman também estava muito colado aos centrais, uma equipa alta para o esquema das bolas paradas. A estratégia do Portimonense foi a apresentada e cabia-nos ir mudando. Ao intervalo alertei, mas as nossas ofensivas requeriam mais ações interiores para explorar depois a última fase do Portimonense.

PORTIMONENSE SC

Bola na Rede: O Portimonense entrou hoje num período complicado do calendário, onde em 5 jogos defronta o FC Porto, SL Benfica e SC Braga. É com a coesão defensiva que a equipa apresentou hoje que espera sair deste período fora da zona de despromoção?

Paulo Sérgio: Cada jogo é um jogo. Cada jogo tem a sua estratégia, as equipas não são iguais ao FC Porto, não me agarro a um sistema do princípio ao fim. Vou trabalhar a equipa para estar dentro de um conjunto de princípios que quero desenvolver, com intensidades cada vez mais altas. Vou analisar as performances individuais e a coletiva, e preparar o jogo da próxima jornada, onde temos de ganhar os três pontos.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

João Domingues e Gonçalo Oliveira em destaque; Frederico Silva desilude

João Domingues, Gonçalo Oliveira e Frederico Silva entraram em court esta semana. Fica agora a conhecer as prestações dos jovens tenistas portugueses.

No Canadá, Gonçalo Oliveira manteve a boa forma, principalmente na vertente de pares do Challenger de Drummondville. O tenista, de 25 anos, sofreu uma derrota inesperada em singulares, na primeira ronda, ao ser derrotado pelo número 429.º do ranking ATP. O mesmo não aconteceu na vertente de pares onde só foi travado na grande final.

Para ter a oportunidade de lutar pelo título, Gonçalo Oliveira e o seu parceiro Roberto Cid Subervi deixaram para trás três duplas. Na final, defrontaram os franceses Manuel Guinard e Arthur Rinderknech.

Gonçalo Oliveira chegou à sua segunda final do ano
Fonte: Antalya Open

A partida foi equilibrada, prova disso foi as duas idas a tiebreak para resolver as contas do encontro. Nessas duas vezes, a dupla do português não contou com o apoio da sorte e viu a dupla francesa levar a melhor ao fim de uma hora e meia de jogo.

Gonçalo Oliveira, número 278.º do ranking, não conseguiu repetir a conquista do título do Challenger de Dallas, porém, o tenista luso terá nova oportunidade no Challenger de Calgary, no Canadá.

Resultado Final: Gonçalo Oliveira e Roberto Cid Subervi 0-2 Manuel Guinard e Arthur Rinderknech (6-7/6-7)

João Domingues disputou o ATP 500 do Rio de Janeiro, no Brasil. O tenista português garantiu a entrada no quadro principal do torneio brasileiro, após concluir com sucesso a fase de qualificação. O jogador, de 26 anos, defrontou o tenista italiano Federico Gaio (127.º no ranking do ATP) na primeira ronda. Com um tiebreak ganho no primeiro set e um 6-4 no segundo jogo, João Domingues garantiu não só um lugar nos oitavos de final, como também a sua melhor marca em 2020.

A jogar para marcar presença nos quartos de final, o tenista natural de Oliveira de Azeméis enfrentou, novamente, um italiano. No entanto, o português não teve a mesma felicidade de sair com a vitória. O seu adversário, Gianluca Mager foi um osso duro de roer no primeiro set e com isso conquistou a vantagem na partida.

João Domingues não teve a vida fácil perante Gianluca Mager
Fonte: ATP do Rio de Janeiro.

No segundo set, João Domingues equilibrou o encontro e chegou a ter um break de vantagem, porém Gianluca Mager repôs a igualdade no marcador e, pouco depois, voltou a repetir o break que lhe podia ter dado a vitória, mas João Domingues respondeu logo de seguida e levou o jogo para tiebreak. No desempate, o tenista italiano chegou a liderar o resultado por 6-1, todavia, o número três nacional lutou até ao fim e reduziu para 5-6. A servir para empatar a partida, João Domingues viu Gianluca Mager fazer o 7-5 e terminar com as suas aspirações de seguir em frente na competição.

Resultado Final: João Domingues 0-2 Gianluca Mager (3-6/6-7)

Por fim, Frederico Silva viajou até Itália para participar no Challenger de Bergamo. O tenista português, de 24 anos, não teve uma semana muito agradável, uma vez que foi eliminado no seu primeiro jogo pelo número 365.º do ranking. Frederico Silva, 188.º classificado da tabela mundial, só entrou verdadeiramente no encontro no segundo set.

Frederico Silva teve longe do seu melhor esta semana
Fonte: Lisboa Belém Challenger

Com inúmeras oportunidades para levar a partida para terceiro set, o jogador nascido nas Caldas da Rainha não foi capaz de finalizar e, em pouco mais de uma hora, viu o tenista francês Baptiste Crepatte confirmar o triunfo.

Resultado Final: Frederico Silva 0-2 Baptiste Crepatte (3-6/4-6)

Foto de Capa: Open do Rio de Janeiro

artigo revisto por: Ana Ferreira

Inglaterra 24-12 Irlanda: Rosa flore perante uma Irlanda impotente

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A CRÓNICA: INGLATERRA DOMINA UMA IRLANDA SEM IDEIAS

No jogo grande desta terceira jornada do torneio das Seis Nações, a Inglaterra levou a melhor sobre a Irlanda. Os ingleses impuseram desde cedo o seu domínio no jogo, explorando as lacunas defensivas do seu adversário.

No primeiro ensaio do jogo, Ben Youngs aproveitou uma falha tática do trio de trás irlandês. Com um grubber colocou a bola na área de validação adversária, acabando, o ressalto da bola oval, por trair Jonathan Sexton e deixar George Ford de caras para o ensaio. Foi o décimo ensaio do médio de abertura inglês na sua carreira internacional.

Ao minuto 24, mais um ensaio para a seleção da rosa. Mais uma vez, o jogo ao pé resultou em pontos. Mais um ressalto a trair os jogadores de camisola verde, desta vez Robbie Henshaw. Eliott Daly apenas teve de fazer o toque de meta. Ao intervalo, venciam os homens de Eddie Jones por 17-0.

Robbie Henshaw ainda conseguiu reduzir no início da segunda parte, mas Luke Cowan-Dickie marcou o ensaio que garantiu a vitória para os ingleses, que ainda sofreriam um ensaio no último minuto de jogo, marcado por Andrew Porter, que em nada mudou o rumo do jogo.

Exibição sólida da Inglaterra. Soube controlar o jogo de uma forma eficaz, garantindo superioridade na formação ordenada e defendendo de uma forma muito agressiva, realizando 32 placagens dominantes. Conseguiu ainda anular os pontos fortes do adversário. CJ Stander e Peter O’Mahoney foram dominados no que diz respeito ao jogo no chão. Uma prestação que deixou muito a desejar por parte dos homens comandados por Andy Farrell visto que não conseguiram implementar o seu jogo em terras de Sua Majestade.

A FIGURA

Fonte: England Rugby

Courtney Lawes – Uma grande exibição do segunda linha dos Northampton Saints que, hoje, atuou como flanqueador do lado fechado. Trouxe muita segurança ao alinhamento inglês, garantindo sete conquistas de bola no ar. De resto, realizou 14 placagens, fez oito transportes de bola e correu 37 metros com a bola nas mãos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Irish Rugby

Jonathan Sexton – Um dia não na carreira deste fora de série. Este não conseguiu imprimir ritmo nas linhas atrasadas irlandesas, mostrando-se, estas últimas, muito previsíveis e lentas. Na sua tarefa de chutador aos postes esteve muito mal, falhando um pontapé frontal logo no início do jogo que poderia ter alterado o rumo dos acontecimentos. Falhou ainda duas placagens e concedeu uma penalidade aos ingleses.

ANÁLISE TÁTICA – INGLATERRA

Grande mérito para a Inglaterra. Soube gerir o jogo de forma inteligente em todos os aspetos. Defensivamente esteve irrepreensível, dominando o jogo de contacto e o breakdown. O seu jogo ao pé traduziu-se em pontos, sendo utilizado de uma forma muito inteligente pelos seus médios e por Owen Farrell. No cômputo geral, uma bela exibição dos ingleses que os confirma como candidatos à vitória final na competição.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1- Joe Marler (7)

2- Jamie George (6)

3- Kyle Sinclair (6)

4- Maro Itoje (7)

5- George Kruis (5)

6- Courtney Lawes (7)

7- Sam Underhill (6)

8- Tom Curry (6)

9- Ben Youngs (6)

10- George Ford (6)

11- Jonathan Joseph (7)

12- Owen Farrell (6)

13- Manu Tuilagi (7)

14- Janny May (6)

15- Eliott Daly (6)

SUBS UTILIZADOS

16- Luke Cowan-Dickie (6)

17- Ellis Genge (5)

18- Will Stuart (-)

19- Joe Launchbury (5)

20- Charlie Ewels (5)

21- Ben Earl (6)

22- Willi Heinz (5)

23- Henry Slade (-)

ANÁLISE TÁTICA – IRLANDA

A Irlanda não conseguiu imprimir o seu ritmo de jogo em Twickenham. A sua manobra ofensiva era muito lenta e previsível, também graças à capacidade dos avançados ingleses em atrasar a saída da bola do breakdown. As linhas atrasadas mostraram pouca capacidade de execução e muita previsibilidade. A defesa no jogo ao pé também deixou muito a desejar. De acrescentar ainda que o primeiro ensaio inglês foi fruto de um erro posicional gravíssimo do trio de trás irlandês.

15 INICIAL E PONTUAÇÕES

1- Cian Healy (5)

2- Rob Herring (5)

3- Tadhg Furlong (5)

4- Devin Toner (4)

5- James Ryan (6)

6- Peter O’Mahoney (6)

7- Josh Van Der Flier (5)

8- CJ Stander (6)

9- Conor Murray (5)

10- Jonathan Sexton (4)

11- Jacob Stockdale (5)

12- Bundee Aki (6)

13- Robbie Henshaw (6)

14- Andrew Conway (5)

15- Jordan Larmour (4)

SUBS UTILIZADOS

16- Ronan Kelleher (-)

17- David Kilcoyne (5)

18- Andrew Porter (5)

19- Ultan Dillane (-)

20- Caelan Doris (-)

21- John Cooney (-)

22- Ross Byrne (-)

23- Keith Earls (-)

Foto de Capa: Six Nations Rugby

artigo revisto por: Ana Ferreira

Gil Vicente FC x SL Benfica: Três em três ou o rejuvenescimento encarnado?

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ÁGUIAS QUEREM VOLTAR ÀS VITÓRIAS EM TERRENO COMPLICADO

O SL Benfica desloca-se esta jornada a Barcelos para defrontar o Gil Vicente FC num estádio que conseguiram transformar em fortaleza anti-grande.

FC Porto e Sporting CP claudicaram perante a galvanização barcelense e perderam as batalhas em que lá participaram, em jogos onde a equipa de Vítor Oliveira reflectiu bem as ideias e a sapiência do ‘mestre de subidas’.

Liderados por Kraev, o Estádio Municipal de Barcelos torna-se intransponível em noites decisivas como a de amanhã: Bruno Lage e o Benfica terão que lutar, primeiro, contra os seus próprios demónios recentes se quiserem discutir os três pontos.

O PLENO DE VITÓRIAS FRENTE AOS GRANDES EM BARCELOS TEM UMA ODD DE 7.0 NA BET.PT. CONSEGUIRÁ O GIL VICENTE VENCER OS ATUAIS CAMPEÕES EM TÍTULO?

Seria inimaginável pensar neste cenário em Dezembro de 2017: algures na mais impenetrável sala da Liga de Clubes, juntavam-se em reunião pertinente os presidentes de Gil Vicente, Francisco Dias da Silva, de Belenenses, Rui Pedro Soares e Pedro Proença, responsável máximo da organização das ligas profissionais portuguesas. O intuito? Assinar o princípio de acordo que colocaria os gilistas, exilados desde o Caso Mateus nas profundezas do futebol português, de novo no escalão máximo.

Teriam uma (polémica) temporada de preparação em 2018-19 e regressariam pela porta grande no ano a seguir.  Poucos, muito poucos ou até nenhum dos mais optimistas adeptos pensariam ser possível não passar dificuldades numa primeira fase, onde o salto do CNS para a I Liga seria Adamastor intransponível, que só não o foi pela contratação do treinador português de 66 anos; Ainda mais impensável seria vencer a recepção aos três grandes, cenário ideal a concretizar-se.

Porto, Sporting, SC Braga e Vitória SC: nenhum deles saiu ileso de Barcelos e o mesmo destino poderá adivinhar-se ao Benfica, em acelerada decadência na qualidade de jogo e nos resultados.

Os encarnados vêm de quatro jogos sem ganhar e a viagem ao Minho não seria a mais desejada dadas as circunstâncias. Aliás, é um dado histórico que o Benfica não se sente confortável em Barcelos e que nas deslocações deste século, contam-se quatro vitórias em oito jogos; A grande excepção e o único jogo ganho com relativa facilidade foi o 0-5, já na chegada à meta do título 2014-15.

À saída da Ucrânia, Bruno Lage não se mostrou particularmente preocupado com a situação que a equipa atravessa. Quase num exercício de redundância, justificou o mau momento afirmando que “não há explicações, erros cometem todas as equipas, mas estamos a ser muito penalizados por eles»,  e que «ao mínimo detalhe o adversário marca e temos de nos erguer disso».

Naturalmente, a pressão vai crescendo e a estabilidade emocional da equipa ressente-se, sendo já claras as várias manifestações de frustração dentro de campo após erros que persistem em manifestar-se.

Quanto à solução? Lage, seguindo a velha máxima de Bella Guttmann –  Não me importo que os nossos adversários nos façam três ou quatro golos, desde que a minha equipa faça quatro ou cinco – foi peremptório ao definir a melhor maneira de sair da depressão, “Temos de deixar de olhar para trás e marcar golos, com olhos postos na baliza dos adversários. Quem entra com medo de perder vai perder, essa tem sido a nossa virtude – não olhar para trás”.

COMO JOGARÁ O GIL VICENTE FC?

Jogando perante os seus adeptos, não serão expectável grandes mudanças por parte de Vítor Oliveira, que deverá manter o 4-2-3-1 habitual. Com Kraev a aparecer nas costas de Sandro Lima depois de duas linhas compactas de quatro, a grande aposta recairá no bloco baixo para atrair a pressão benfiquista e expôr a sua frágil linha defensiva às transições rápidas que o búlgaro e Lourency conseguem interpretar na perfeição. No miolo, Claude Gonçalves será o mais preocupado em anular Taarabt, numa luta que se espera de grande nível.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Gil Vicente FC

Se Kraev é escolha óbvia, também Lourency merece toda a atenção num jogo talhado para o seu estilo de jogo, onde abunda a velocidade e a capacidade de drible. A surgir da direita e a explorar espaços interiores, será ele dos principais definidores do desfecho final: resta saber com que eficácia conseguirá meter o seu talento em prática e a tornar ainda mais óbvia a falta de sintonia entre Ferro e Grimaldo…

XI PROVÁVEL

4-4-1-1: Denis; Fernando Fonseca, Nogueira, Rúben Fernandes e Henrique Gomes; Lourency, Claude Gonçalves, Soares e Yves Baraye; Kraev;  Sandro Lima.

COMO JOGARÁ O BENFICA?

Com todas as peripécias dos últimos encontros, a fórmula manter-se-á inalterada fruto da necessidade de estabilidade. Se a forma física de Pizzi caiu a pique desde meados de Janeiro, a verdade é que é costume de Bruno Lage depender do português nos jogos capitais. Chiquinho poderia ser deslocado para a direita, o que abriria espaço para Rafa ou Jota no apoio a Vínicius, mas é uma solução que o treinador nunca aplicou no campeonato. Com o regresso de Weigl, castigado estava na Ucrânia, a grande dúvida será quem com ele ir compor a dupla do centro de terreno. Taarabt será a escolha mais óbvia dado o seu alto rendimento, mas a acumulação de jogos nas pernas poderia Bruno Lage a optar por Florentino ou Samaris. Será um jogo de paciência para as águias na procura de brechas na muralha adversária, onde a velocidade de execução e a capacidade de jogar em espaços curtos serão os maiores factores para o sucesso.

 JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pela esquerda ou no meio, Rafael deverá continuar na procura da melhor forma pré-lesão, pelo que lhe será dificil atingir ainda os niveís que lhe são reconhecidos. A verdade é que, mesmo em claro défice, será sempre o melhor jogador encarnado na definição no último terço e na exploração dos espaços. Com Pizzi apagado, terá que ser ele a pegar na batuta e a levar a equipa para a frente.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Odysseas; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Weigl, Taarabt e Rafa; Chiquinho e Vinícius.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Sporting CP 2-0 Boavista FC: Medalha de Plata? Não, é de ouro mesmo!

A CRÓNICA: UM SPORTING BEM RESOLVIDO DEPOIS DA SEPARAÇÃO “BRUNO FERNANDES”

Um momento bonito teve lugar no reino do Leão, nesta tarde de domingo. Porque todos os craques merecem ser homenageados, Madjer não foi exceção. O pontapé de saída foi dado pelo rei das areias depois de ter terminado oficialmente a sua carreira. Não na areia, mas sim no relvado, o jogo começou com um Boavista FC mais atrevido. A equipa axadrezada até tinha causado mais perigo nos minutos iniciais, mas a felicidade sorriu primeiro aos da casa. Depois de um livre batido por Gonzalo Plata aos 13 minutos, Sporar marca o segundo golo de leão ao peito – o primeiro num jogo onde o Sporting se via a vencer sem ter feito muito por isso.

Apesar disso, os leões começaram a crescer depois do golo. Estavam a ter mais posse e conseguir ganhar espaços para impor o seu jogo. Depois do golo, o Boavista não conseguiu encontrar o caminho em busca do golo do empate. A equipa de Silas, por sua vez, mostrava-se confiante na abordagem ao jogo. E por falar em confiança, que brio de Gonzalo Plata! Ninguém diria que é novo nestas andanças. Estava a fazer a vida num inferno ao seu opositor no terreno – Sauer – e acabou por causar estragos aos 42′. Aproveitando um cruzamento de Borja e depois um mau alívio de Ricardo Costa, Gonzalo Plata marcou na passada, de primeira, e com o seu pé canhoto. O Sporting foi para os balneários com uma vantagem de 2-0 depois de uma primeira parte onde até aos 10 minutos foi uma equipa algo tímida, mas depois teve claro domínio.

Já na segunda parte, houve um Boavista FC a tentar equilibrar as contas da posse de bola. Ainda assim, foi uma equipa que não conseguiu criar lances de perigo iminente. Apenas aos 70 minutos, a baliza de Maximiano foi ameaçada. Acabado de entrar, Stojiljkovic levou muito perigo à baliza leonina, mas Borja aliviou para longe. O resto do jogo foi pautado pelo domínio mais comedido de um Sporting que se via confortável com o resultado e um Boavista que não conseguia ligar o seu jogo de maneira nenhuma. E, quando conseguia, surgiam outros problemas na finalização. Houve ainda tempo, já para lá dos minutos regulamentares, para Sauer e Maxi brilharem. Um grande remate com a resposta de uma grande defesa também. O Sporting acabou mesmo por vencer a partida e continua a dar uma boa resposta após uma separação “Bruno Fernandes”.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gonzalo Plata – Já tinha mostrado, em poucos minutos de jogo, que merecia a oportunidade como titular da equipa do Sporting. Plata tem estado muito bem e desta vez não foi exceção. Esteve exímio ofensivamente e defensivamente também. Foi ele quem bateu o livre para o primeiro golo e quem marcou o segundo e foi uma autêntica dor de cabeça para os jogadores axadrezados.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Gustavo Sauer – Não foi uma noite inspirada para o número oito do Boavista FC. Teve muitas dificuldades para travar a nossa figura do jogo, mas, para além disso, houve muitas vezes em que não decidiu bem nos poucos momentos ofensivos da sua equipa onde facilmente perdeu a bola em terrenos mais recuados.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

O Sporting CP apresentou-se hoje em Alvalade num 4-2-3-1 com uma postura exímia na primeira parte, tal como se apresentou na passada quinta-feira. Foi um Sporting muito competente na primeira zona de pressão a não permitir a dinâmica ofensiva do seu adversário, principalmente no que diz respeito aos dois laterais – Carraça e Sauer. Neste sentido, Jovane e Plata estavam a ser fundamentais a fechar espaços e a impedir a progressão destes dois jogadores nos respetivos corredores. A capacidade individual de Plata alienada aos passes milimétricos de Vietto para o último terço foram fundamentais para o poderio ofensivo dos leões. Por sua vez, o facto de Sporar se posicionar extremamente perto da linha de fora-de-jogo, obrigou o Boavista a recuar muito a sua linha defensiva.

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Maximiano (7)

Tiago Ilori (5)

Luciano Vietto (7)

Luís Neto (6)

Battaglia (6)

Rosier (5)

Gonzalo Plata (9)

Borja (5)

Wendel (6)

Jovane Cabral (6)

Sporar (7)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Mendes (5)

Francisco Geraldes (-)

Ristovski (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

O Boavista FC apresentou-se esta tarde e maior parte do tempo do jogo numa tática de 5-3-2 bastante recuada no seu meio-campo. Com uma linha de cinco defesas e bastante recuada, o Boavista esteve maior parte do tempo em trabalhos defensivos. Teve também muitas dificuldades para ligar o seu jogo, sendo que os seus laterais não tiveram a vida nada facilitada para criar jogo nas malhas laterais. Para apostar no centro do terreno, o Boavista também não conseguiu ser eficaz.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Helton Leite (5)

Gustavo Sauer (3)

Yusupha (6)

Reisinho (4)

Carraça (4)

Fabiano (6)

Ricardo Costa (6)

Neris (5)

Paulinho (5)

Cassiano (5)

Ackah (5)

SUBS UTILIZADOS

Stojiljkovic (6)

Heri (5)

Mateus (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Boavista FC

BnR: Apresentou-se aqui com uma linha mais recuada de cinco defesas, o que nem acontece muito, e com um bloco muito recuado. Visto que começou a perder muito cedo e ainda havia tempo para dar a volta, arrepende-se? 

Daniel Ramos: O bloco foi recuado não de forma propositada e intencional. Vimos preparados para defender num bloco médio e por vezes subir linhas e, se necessário, correr linhas próximas da baliza do Sporting. Isso não se viu na primeira parte. Na segunda já o fizemos algumas vezes. Basta um jogador às vezes estar mal posicionado e isso aconteceu na nossa linha de três na frente. Um mau posicionamento da equipa obrigou a que toda a equipa fosse recuando e basta isso às vezes para condicionar. São destes pormenores que o futebol se faz.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Silas.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 29-24 Gwardia Opole: Na Europa, a conversa é outra

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A CRÓNICA: O BENFICA CONTINUA INVICTO

No Campeonato Nacional, o SL Benfica tem tido algumas dificuldades, já estando arredado da luta pelo título, mas na EHF Cup a história tem sido outra. Na terceira jornada do Grupo A o “Glorioso” defrontou a equipa polaca do Gwardia Opole.

Foram os polacos que abriram o marcador logo no início da partida, mas aos cinco minutos de jogo a equipa da casa já tinha assumido o comando do marcador, numa altura em que Gustavo Capdeville fez intervenções importantes. Por volta dos oito minutos o SL Benfica teve algumas dificuldades ofensivas, o que levou o Gwardia a fazer um parcial de 0-4, levando Carlos Resende a pedir o primeiro time-out da partida logo aos nove minutos, altura em que o resultado era 2-5. Os “encarnados” conseguiram marcar logo no regresso da partida. Aos dez minutos o placard marcava 4-5. O SL Benfica aproveitou a superioridade numérica para assumir o comando da partida aos doze minutos, levando o treinador do Gwardia Opole a pedir o segundo time out aos quatorze minutos, quando o SL Benfica já vencia 7-5, time out esse que teve efeito na partida, já que aos vinte minutos o SL Benfica só vencia pela margem mínima. Até ao intervalo o SL Benfica ainda passou por algumas dificuldades ofensivamente, mas conseguiu sair para o descanso a vencer 14-12.

O SL Benfica entrou muito mal na segunda parte, com várias falhas técnicas no ataque que levou o Opole a empatar a partida, no entanto aos 40 minutos o “Glorioso” já vencia novamente (19-17). Apesar de passar algumas dificuldades ofensivas durante o segundo tempo, o SL Benfica conseguiu ir gerindo a vantagem sem grandes percalços, terminando com uma importante vitória de 29-24.

A FIGURA

Fonte: SL Benfica

Petar Djordjic – Mais um jogo, mais uma grande performance de Djordjic, que voltou a ser o melhor marcador da partida com nove golos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Bola na Rede

Carlos Martins – O ponta direito português não esteve nos seus melhores dias, marcando apenas um golo durante toda a partida.

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O SL Benfica apresentou uma defesa 5×1 para condicionar a primeira linha da defesa polaca. Em termos ofensivos, o SL Benfica enfrentou uma defesa muito móvel e adiantada, tendo de procurar arranjar espaços na defensiva adversária através de inúmeras entradas a segundo pivot.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Petar Djordjic (8)

Pedro Seabra (7)

João Pais (6)

Toft Hansen (6)

Belone Moreira (6)

Carlos Martins (5)

Gustavo Capdeville (7)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Kevynn Nyokas (5)

Ricardo Pesqueira (6)

Paulo Moreno (6)

Miguel Espinha (5)

Francisco Pereira (6)

António Hebo (5)

Davide Carvalho (5)

Fábio Vidrago (6)

Carlos Molina (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – GWARDIA OPOLE

A equipa polaca veio a Lisboa com a lição estudada, tentando retirar a influência de Petar Djordjic no jogo do Benfica, apresentando uma defesa muito avançada e móvel, mas não foi suficiente para impedir que o lateral-esquerdo fosse, mais uma vez, decisivo. Ofensivamente, também se deparou com uma defesa móvel e avançada, procurando muito entradas a segundo pivot.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Maciej Fabianowicz (5)

Dariusz Skraburski (5)

Michal Lemaniak (5)

Wiktor Kawka (5)

Mateusz Jankowski (5)

Maciej Zarzycki (7)

Mateusz Zembrzycki (6)

SUPLENTES UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Szymon Dzialakewicz (6)

Patryk Mauer (8)

Jan Klimkow (5)

Mateusz Morawski (5)

Kamil Mokrzki (5)

Jedrzej Zieniewicz (6)

Adam Malcher (5)

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto x Portimonense SC: Três pontos apetecíveis

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AZUIS E BRANCOS TÊM HISTÓRICO POSITIVO FRENTE AOS ALVINEGROS

A contar para a 22.ª jornada da Primeira Liga 2019/2020, neste domingo teremos embate entre os perseguidores do lugar cimeiro na tabela de classificação e os fugitivos da zona de despromoção. Trata-se da receção por parte do FC Porto ao Portimonense SC, uma partida onde os três pontos podem recolocar ambos os clubes nas zonas pretendidas.

Após a viagem de regresso da Alemanha, com uma descolagem turbulenta no Bay Arena, o FC Porto traça uma nova rota e esta só acaba no comando do campeonato. Os dragões podem assumir a liderança provisória se vencerem o emblema de Portimão e a estatística é sorridente para a equipa da casa.

Desde 1989 que o FC Porto venceu todos os dez confrontos oficiais que teve com os alvinegros. Ora, a última derrota data do ano de 1987, num encontro jogado em Portimão. De todos os 36 jogos realizados entre as duas equipas, deram-se 28 vitórias dos dragões, quatro empates e um número igual de vitórias para o Portimonense SC. Números avassaladores para o emblema portista.

Olhando agora para os resultados nesta edição do campeonato português, a equipa orientada neste momento por Paulo Sérgio não consegue vencer desde 30 de novembro de 2019. Foram seis derrotas e quatro empates no total desde essa data, atravessando assim uma série bastante negativa. Já o FC Porto, desde o jogo em Leverkusen de quinta feira que não perdia qualquer partida. As únicas derrotas sofridas foram frente ao Gil Vicente FC e o SC Braga.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

Tem sido um mês de fevereiro bastante difícil no que toca ao calendário de jogos e às equipas a defrontar. Em duas jornadas consecutivas recebera o SL Benfica e deslocara-se a Guimarães para defrontar o Vitória SC, tendo conseguido os seis pontos tão pretendidos. O jogo frente ao Bayer Leverkusen desgastou a equipa principal e na próxima quinta feira voltam a defrontar os farmacêuticos. Posto isto, Sérgio Conceição, certamente, vai querer descansar a equipa titular num jogo teoricamente mais acessível. Prevê-se que nomes como Nakajima, Zé Luís, Manafá ou até mesmo Diogo Leite possam saltar para o onze inicial. Resta a dúvida no centro do terreno. Irá Sérgio Conceição recolocar Danilo Pereira no onze, assim como Romário Baró ou continuará com a dupla Uribe e Sérgio Oliveira? O sistema tático poderá muito bem regressar a um 4-4-2 com Nakajima e Otávio nas faixas laterais do centro do terreno, restando dúvidas para o meio. Na frente, poderão alinhar Zé Luís e Marega. No setor defensivo, Manafá será o homem da lateral mais à direita e Diogo Leite pode substituir um dos centrais, talvez Marcano. No lado esquerdo, naturalmente que será Alex Telles, a menos que Sérgio queira fazer descansar o brasileiro. Na baliza, manter-se-á Marchesín.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Moussa Marega – Por tudo aquilo que acontecera com Marega recentemente, é indubitavelmente um jogador a ter em conta. O pós-golo na última jornada frente ao Vitória SC foi o despoletar de um dos episódios mais tristes do futebol português e talvez da carreira de Marega. Contudo, o número 11 do FC Porto, depois da sua resposta fora de campo, pode agora responder dentro dele e na sua casa, o Estádio do Dragão. Certamente que o avançado portista receberá uma onda de apoio neste domingo, tendo efeitos muito positivos na sua exibição.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Marchesín, Manafá, Mbemba, Diogo Leite, Alex Telles, Otávio, Sérgio Oliveira, Uribe, Nakajima, Marega e Zé Luís

COMO JOGARÁ O PORTIMONENSE SC?

Paulo Sérgio, desde que chegou ao comando da equipa técnica dos Guerreiros do Sul que mantém um onze base, devendo repeti-lo este domingo. O treinador dos alvinegros assumiu que não iria optar pelo esquema tático do antecessor António Folha, que alinhava com cinco homens no setor defensivo, mas caso seja necessário durante o jogo, poderá fazê-lo. Assim, o 4-3-3 da última jornada deverá continuar a ser a escolha de Paulo Sérgio para este jogo, com Gonda na baliza e uma defesa constituída por Anzai, Jadson, Lucas Possignolo e Henrique. A posição de centro campista será preenchida por quatro atletas, sendo que Pedro Sá será o médio centro com tarefas mais defensivas, acompanhado por Dener e Bruno Costa, ex-FC Porto. No ataque, Tabata e Aylton Boa Morte estarão no lado direito e esquerdo, respetivamente, e Jackson Martínez, um dos grandes goleadores da última década portista, será o ponta de lança escolhido.

 JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Portimonense SC

Aylton Boa Morte – Participou em 24 dos 26 jogos disputados pelo Portimonense SC até ao momento e salta à vista não só pela influência que tem nos números da equipa, assim como pela sua qualidade. Dos 15 golos marcados na Primeira Liga pelo emblema algarvio, Boa Morte participou em sete deles. Dois golos e cinco assistências fazem do avançado português a principal arma do Portimonense SC. Em todas as competições conta com três golos e sete assistências.

XI PROVÁVEL

4-3-3: Gonda, Anzai, Jadson, Possignolo, Henrique, Dener, Pedro Sá, Bruno Costa, Tabata, Jackson Martínez e Aylton Boa Morte

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Manchester City FC | O fair-play vai para além das quatro linhas

Foi na passada sexta feira, dia 14, que surgiu uma das notícias que certamente irão marcar 2020, apesar de ainda estarmos no segundo mês do ano. O Manchester City FC, atual campeão inglês e um dos maiores clubes de todo o mundo, foi suspenso das provas europeias por duas épocas e obrigado a pagar uma multa no valor de 30 milhões de euros, isto porque não cumpriu as regras do fair-play financeiro da UEFA. O clube vai ainda recorrer da decisão para tentar adiar o castigo.

Para quem não está a par destas questões mais burocráticas, o fair-play financeiro é descrito como algo que visa melhorar a saúde financeira do futebol europeu, contribuindo assim para uma competição mais justa entre os clubes. Tem regras específicas e quem não as cumpre é alvo de fortes castigos, como aconteceu com a equipa de Pep Guardiola.

Os azuis de Manchester não foram os primeiros a ser punidos por violação das regras, mas o mundo do futebol para quando se trata de uma equipa de tamanha qualidade que contratou o seu treinador com o grande objetivo de ganhar a principal competição de clubes da Europa. Para além disso, e apesar do campeonato bem abaixo das expetativas, esta é, para muitos, a equipa que joga melhor futebol em todo o mundo, fruto do trabalho do técnico espanhol que, na sua chegada a Inglaterra, se propôs a vencer essa mesma competição.

Fonte: Manchester City FC

A parte menos negativa da situação é que o castigo não se aplica já este ano, pelo que têm ainda oportunidade de disputar a fase final da Liga dos Campeões e tentar vencê-la. O campeonato está praticamente entregue ao Liverpool, algo que os próprios ativos do Manchester já admitiram. Assim, e ainda que importe continuar a vencer os jogos da liga, podem-se resguardar para a competição europeia que não terão oportunidade de disputar nas próximas duas temporadas.

A notícia foi, como é óbvio, alvo de muitas reações em todo o mundo. O presidente da liga espanhola mostrou-se satisfeito com a decisão: “Há muitos anos que pedíamos ações severas contra City e PSG. Mais vale tarde que nunca”, afirmou. Arsene Wenger também reagiu com agrado, alegando que lhe compraram os jogadores todos, referindo-se a Emmanuel Adebayor, Bacary Sagna, Gael Clichy, Kolo Toure e Samir Nasri. Também Pep Guardiola já reagiu, depois de se falar noutro possível castigo, que se prenderá com a descida de divisão. Afirmou que mesmo que venham a disputar a League Two, não irá sair do clube.

No caso dos jogadores, a questão muda de figura. Qualquer um deles, estando numa equipa como o City, tem mais do que capacidades para disputar a Liga dos Campeões, e esse é, certamente, o seu objetivo. Isto gera mais um problema no seio dos Citizens, que poderão perder vários membros, nomeadamente aqueles que estão menos comprometidos com processo ou que, devido à sua idade mais avançada, querem ter um final de carreira digno, bem à altura de tudo o que nela conquistaram.

Assim, a imprensa avança já com alguns nomes que poderão sair no final da época. São eles Claudio Bravo, Nicolás Otamendi, John Stones, Fernandinho, Leroy Sané e Kun Aguero, que afirmou, já há alguns anos, que só saíria de Manchester quando conquistasse a Liga dos Campeões. O único que certamente irá sair é David Silva, que anunciou a sua decisão no início da presente temporada.

Como amante do bom futebol, esta é uma notícia que choca e entristece, uma vez que, apesar da Premier League ser o melhor campeonato do mundo, é a Champions que deixa água na boca, até por ser uma prova a eliminar onde o futebol se demonstra no seu estado mais puro.

A verdade é que contra castigos pouco há a fazer, e teremos então de esperar duas temporadas para voltar a ver em ação o treinador que, quanto a mim, está acima de todos os outros. Temos a sorte de não ter sido uma punição instantânea, o que nos permite apreciar a qualidade do City durante mais dois jogos, no mínimo. Se esta era uma equipa que já antes apreciava, os meus votos para que vençam são agora ainda maiores, fazendo assim uma grande festa de despedida, que lhes dará força para voltarem ainda mais fortes.

Foto de Capa: Premier League

artigo revisto por: Ana Ferreira

¿Qué pasa, Álvaro?

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Aos 23 anos, Álvaro Hodeg é um dos mais promissores velocistas da sua geração e tem sido, nos últimos dois anos, um dos nomes importantes para o número assombroso de vitórias alcançado pela Deceuninck – Quick Step, com cinco em 2018 e sete em 2019, mas o início da temporada 2020 não está a correr como esperado.

A primeira prova do ano foi na Argentina, a Vuelta a San Juan, e o colombiano dispôs de imensas oportunidades, com cinco das sete etapas a serem discutidas em pelotão compacto. No entanto, a concorrência também era dura e o seu compatriota Fernando Gaviria demonstrou estar a regressar aos seus melhores dias, levando três vitórias. Barbier surpreendeu noutra e Stybar, colega de equipa de Hodeg, atacou nos metros finais para levar outra para casa. Além disso, Sagan e Laporte eram outros ciclistas de alto nível presente.

O mesmo argumento não pode ser utilizado quanto à corrida que se seguiu, o Tour Colombia. Hodeg partia para a prova da sua terra natal como o claro favorito às chegas rápidas, sendo o claro mais cotado entre os sprinters presentes. Contudo, voltou a não ser capaz de somar a primeira vitória do ano e perdeu todos os três sprints para Juan Sebastián Molano, um ciclista de qualidade, mas com bastante menos pedigree que Hodeg.

Hodeg não conseguiu este ano repetir a vitória alcançada em 2019 na Colômbia
Fonte: Tim De Waele / Deceuninck – Quick-Step Cycling Team

É claro que podemos estar perante apenas um início menos auspicioso da época e que nas suas próximas saídas para a estrada Hodeg volte a encontrar-se com o primeiro lugar e consiga acabar com as dúvidas que estes dias iniciais de competição têm mostrado. Mas, de qualquer modo, é sempre um mau sinal para a evolução do sprinter, ainda que haja uma outra razão a merecer ser explorada.

Falamos, é claro, da fraca qualidade do apoio que lhe foi prestado pela equipa. Desde logo, tratavam-se de duas competições em que, entre Evenepoel, Alaphilippe e Jungels, houve objetivos para as etapas mais duras e, por isso, nem todo o bloco da Deceuninck estava alocado ao colombiano. Além disso, o nível dos lançadores à disposição de Hodeg não era o maior. Os ciclistas vão saindo (só este ano a equipa perdeu Sabatini, Richeze e Martinelli) e nem sempre as contratações possibilitadas pelo orçamento são as melhores ou estão preparadas para tomar uma posição de relevo no imediato.

Posto isto, é inegável que Patrick Lefevere precisa de encontrar no mercado mais uma ou outra solução para lançar os seus sprinters (ainda que com Morkov e Archbold haja garantias para o principal velocista do conjunto belga, Sam Bennett). Todavia, o desempenho de Hodeg também precisa de melhorar e aquelas três derrotas consecutivas para Molano têm de ser examinadas para evitar que resultados inesperados como estes se repitam.

Foto de Capa: Sigrid Eggers / Deceuninck – Quick-Step Cycling Team

artigo revisto por: Ana Ferreira