É muito difícil desassociar Messi do Barcelona e vice-versa mas…
Soaram os alarmes em Barcelona! Veio a lume à umas semanas atrás, que Lionel Messi terá reagido muito mal a uma intervenção pública do director desportivo da equipa, Eric Abidal. Abidal houvera dito que o grande factor para a saída de Ernesto Valverde do comando técnico catalão, foi a falta de empenho dos jogadores quer nos treinos, quer nos jogos, um comentário que mereceu resposta da parte de Messi que não gostou, e afirmou que Abidal deveria concentrar-se em fazer o seu trabalho e dizer o nome dos verdadeiros responsáveis, ao invés de colocar toda a equipa ao barulho.
Este acontecimento foi o mote para que se falasse na saída do argentino da equipa culé, e também que viesse à baila a tão falada cláusula que permite que o astro argentino abandone os Blaugrana a custo zero no final de cada época, só tendo que avisar o clube antes de maio.
O mundo do futebol alimentou-se desta polémica e logo surgiram rumores de possíveis destinos para o internacional argentino, uns com mais sentido que outros mas a verdade é que não é qualquer clube que pode contratar Messi.
Com base nisto, resolvi também elaborar uma lista de cinco equipas que seriam hipóteses, caso Messi abandonasse mesmo o Barcelona. De Espanha, a Itália, e passando claramente por Inglaterra, clubes interessados não faltam.
A primeira fase da Liga Revelação de sub-23 chegou ao fim. A equipa do SL Benfica, agora comandada por Luís Castro, terminou esta fase em segundo lugar, apenas atrás do surpreendente Rio Ave (em igualdade pontual). A equipa encarnada segue agora para a fase de apuramento de campeão, onde discutirá o título com Rio Ave FC, GD Estoril Praia, Sporting CP, Clube Desportivo das Aves (atual detentor do título) e SC Braga.
Apesar de não ter conseguido atingir o primeiro lugar (apenas por culpa da diferença de golos), a prestação da equipa das águias foi bastante satisfatória. Para além da boa primeira fase que a equipa fez coletivamente, vários foram os atletas que se destacaram do ponto de vista individual. Alguns atletas já deram mesmo o salto para a equipa B.
Decidi selecionar apenas cinco das principais figuras da equipa de sub-23. Como tal, vários foram os jogadores que se destacaram, mas não integram esta lista. Destaco Tiago Araújo, Tiago Gouveia, Miguel Nóbrega, Diogo Capitão, Fábio Baptista e Kevin Csoboth (começou bem a época e transitou imediatamente para a equipa B).
Os recém chegados Samu (vindo do Boavista) e Elias Pereyra (vindo do San Lorenzo) têm feito exibições de qualidade, sendo o primeiro já opção para a equipa B.
Atenção ainda aos mais jovens: Henrique Jocu, Gerson Sousa, Diogo Nascimento, Jeremy Sarmiento, Filipe Cruz e Sandro Cruz. Todos ainda juniores, no entanto têm vindo a integrar a equipa de Luís Castro e podem ainda ser importantes na fase de apuramento de campeão.
Vamos, então, aos grandes destaques das águias nesta primeira fase.
A época 2019/2020 ficará para sempre na história por inúmeras razões, algumas boas e outras que se calhar os responsáveis da liga gostavam de poder apagar das mentes dos milhões de adeptos que a acompanham.
Em primeiro lugar, o ano agora findado marcou o centésimo aniversário da fundação da National Footbal League. Um número “redondo”, que merecia uma celebração condizente, e pode-se dizer que foi o que aconteceu.
Esta época vimos o crescimento e afirmação das duas novas caras da NFL: Patrick Mahomes e Lamar Jackson. Se o primeiro foi o MVP do Super Bowl (e MVP da liga em 2018), o segundo foi eleito o jogador mais valioso do campeonato neste ano. Da primeira à última semana, os dois quarterbacks dominaram e, mais importante, deram espetáculo. Lamar tornou-se, sem grande contestação, o quarterback com o melhor jogo de corrida da história, enquanto que Mahomes mostrou que também ele pode ter, possivelmente, o melhor braço da história da liga.
Para além disso, este foi também o ano do fim do jejum dos Kansas City Chiefs, que, 50 anos depois da sua primeira conquista, voltaram a vencer o Super Bowl ao derrotarem os San Francisco 49ers. Com um ataque eletrizante e, a espaços, imparável, Andy Reid destruiu quaisquer dúvidas que houvesse em relação à sua capacidade enquanto head coach e ao seu lugar no Hall of Fame.
Cinquenta anos depois, os Kansas City Chiefs alcançaram a final do Super Bowl Fonte: Kansas City Chiefs
Foi também um ano de transição. Andrew Luck e Eli Manning acabaram a carreira, Luke Kuechly tomou a mesma decisão, Tom Brady decidiu que vai testar a free agency, Phillip Rivers e os Chargers vão seguir caminhos diferentes, e os Oakland Raiders vão-se tornar os Las Vegas Raiders. A próxima temporada da NFL será muito diferente daquela que agora terminou, mas é isso que a mantém interessante.
Baltimore Ravens, Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers têm as peças necessárias para controlarem a liga no futuro próximo, jovens cheios de potencial como Joe Burrow, Chase Young ou Tua Tagovailoa vão entrar na liga e trazer toda a sua irreverência, e a centésima primeira época promete muito.
No entanto, nem tudo foi bom. O incidente entre Myles Garrett e Mason Rudolph manchou a temporada, e, apesar dos castigos terem sido determinados e cumpridos, a marca deixada irá ficar na mente de adeptos, jogadores e dirigentes, pelo menos nos próximos anos.
Chega ao fim mais uma época, 100 anos desta liga fantástica que não mostra sinais de abrandar. E agora que venham mais 100!
Cai neve em Nova Iorque, mas na Suécia não caiu, pelo menos não como seria de esperar. O Rali da Suécia é a única ronda com a qual podemos relacionar, verdadeiramente, o inverno. É a única prova que concilia motores quentes e estradas geladas, na qual somos presenteados com altas velocidades, temperaturas muito baixas, aquilo que podemos chamar de “neve a sério” e o salto em Colin’s Crest. Ou pelo menos assim deveria ter sido.
O país que recebeu a competição, este mês, foi surpreendido por temperaturas mais elevadas do que as normais nesta altura do ano. A situação já tinha alarmado a organização da competição pelo facto de impedir a realização da prova em determinados troços e esta acabou por encurtar a mesma (inclusive 21,19 km eliminados do mapa num só dia) para cerca de 140 quilómetros, que se dividiram em nove especiais, sendo que estavam previstas o dobro das mesmas.
Desta forma, a “prova de inverno” realizou-se em condições muito diferentes do habitual, consequência da falta de gelo e neve, porém, nada disto diminuiu o grau de dificuldade da prova.
Ainda assim, as alterações da prova não a fizeram perder a emoção que seria de esperar de um rali. Com a emoção vem a competitividade, o esforço, a demonstração do melhor dos melhores na luta pela vitória e, desta vez, a vitória pertence ao galês Elfyn Evans (Toyota Yaris) que dominou o rali, ganhando metade das especiais. O piloto conquistou este domingo a segunda vitória da carreira ao vencer o Rali da Suécia e encontra-se na liderança do Campeonato do Mundo com 42 pontos, a mesma pontuação que Thierry Neuville (Hyundai).
Elfyn Evans festeja a sua vitória ao lado do co-piloto Scott Martin Fonte: WRC
Sou sócio do Sport Lisboa e Benfica há 25 anos e nunca tinha visto o meu clube ganhar tantos jogos e títulos como na ultima década.
Ainda assim, há anos que a felicidade de cada vitória combate em mim a vergonha que sinto com cada novo e-mail divulgado, com cada transferência mal explicada de jogadores, com cada golpe democrático para afastar a oposição, com cada intervenção de quem representa o clube em debates de televisão.
Uma das muitas patranhas mal contadas foi a da OPA para recompra de ações do clube. Inútil do ponto de vista estratégico, mal justificada, financeiramente desastrada, esta OPA Vieirista pretendia comprar por 5€ ações que não valiam nem metade. Contaram-se umas lérias sobre recompensar os sócios que ajudaram o clube, mas a verdade é que a operação continuava a ser tão inesperada quanto ridícula.
Este fim de semana, o Expresso noticia que o maior acionista do Benfica tem negócios de milhões com Vieira, alguns tendo a filha do presidente como testa de ferro; acionista esse que comprou as ações a um euro e que as tinha vendido agora a cinco, não fosse a imprensa dar com a boca no trombone e a CMVM estar a arrastar os pés.
De repente, está explicada a OPA: dar dinheiro do Benfica ao sócio do Vieira. Tirar do clube para dar ao amigo. Amizades à Sócrates. “Eu nem ia vender”, diz o amigo do Vieira, já com a colher na boca. Se precisamos de melhor exemplo de que a raposa está na capoeira, não vamos ter.
Mas a banda parece que vai seguir, com mais uns benfiquistas alerta, mas com a maioria ainda bem alegre. “Em equipa que ganha, não se mexe”. “Ah mas os outros também fazem”. “E o apito dourado”. Uma conversa cobarde, um relativismo moral que envergonha.
Ontem, o Marega foi vítima de cânticos racistas. Um estádio a imitar um macaco para afetar um jogador negro. Clássico. Nem percebo o que há de “alegado” aqui.
Diz o Benfica: é racismo. Diz o comentador do Benfica no Correio da Manhã: não é racismo. Sei bem que o Ventura não falou enquanto comentador do Benfica. Mas se ele usa o Benfica para fazer política e o clube não se importa, será descabido rever na sua política o Benfica?
André Ventura é comentador representante do SL Benfica e líder do partido “Chega” Fonte: CHEGA
Há uns meses umas quantas celebridades pediram ao Benfica que se demarcasse de Ventura, assentes nesta mesma premissa. Nada. Numa era onde tweets com dez anos justificam (exageradas) demarcações claras e tomadas públicas de posição, o meu Benfica continua a ser representado na TV pelo líder da extrema-direita, mesmo quando ele defende o contrário do que o clube diz. Está tudo bem. Liberdade de expressão, sim; coerência, não.
Eu não peço ao Vieira que demarque o Benfica do Ventura, como não peço que se demarque dos e-mails, das dúvidas quanto a comissões e valores de transferências, dos padres, das OPAs para os amigos. Para mais aldrabice, o saco está cheio.
Eu peço é ao Benfica que se demarque de Vieira. Uma instituição com a relevância, a história, a importância no espaço da lusofonia, tem de colocar a sua ética e os seus valores à frente dos resultados. O símbolo vem primeiro. O clube vem primeiro. Os resultados serão o reflexo dessa identidade, do trabalhar bem, com profissionais.
Gosto muito do Benfica e cresci a vê-lo perder, com Machairidis, e Escalonas e Rojas, eliminatórias suadinhas com o Halmstads e o Molde, humilhação em Vigo. Não sou do Benfica por causa dos resultados. Quero ganhar sempre, mas se não ganhar sempre continuo a ser do Benfica. Não tenho medo nenhum de perder campeonatos. Tenho é medo de fazer parte de um clube cujos sócios elegem, continuamente, alguém que põe os negócios pessoais à frente do clube, consistentemente, descaradamente.
Tornou-se ainda mais evidente no último jogo do FC Porto, que os Dragões sentem-se substancialmente mais confortáveis nos jogos grandes. Em três Clássicos, somam três vitórias. No entanto, a verdade é que o campeonato é uma corrida de consistência, não só de confrontos diretos.
As dificuldades que o FC Porto tem enfrentando contra as ditas equipas “pequenas” são notórias e têm sido a razão pela qual os Dragões não estão na liderança do campeonato. O estilo de jogo focado na fisicalidade, força e velocidade é mais facilmente anulado pelas equipas que baixam as linhas e que não dão espaço. E o problema é que, normalmente, as equipas, em Portugal, têm bastantes limitações no que diz respeito a um jogo de pressão alta. E, por isso, acabam por sofrer quando o tentam fazer.
E isso ilustra a falta de qualidade das equipas do topo do nosso campeonato. Tendo em conta o campeonato algo fraco que o FC Porto tem realizado e o momento algo conturbado que a equipa tem sentido, seria de esperar que clubes como o SL Benfica, Sporting CP e até o Vitória SC tivessem conseguido criar mais dificuldades ao longo deste campeonato. A verdade é que só o SC Braga conseguiu tirar pontos ao FC Porto dentro do top-10 da Liga NOS. Quando as equipas tentam pressionar mais o jogo dos Dragões e jogar mais de forma apoiada, estas têm caído muitas vezes, exatamente nas ratoeiras que Sérgio Conceição coloca em campo. Ratoeiras essas que se baseiam na pressão alta e intensa, e nas bolas nas costas dos defesas.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Ainda assim, o SL Benfica está um ponto à frente dos Dragões, precisamente por estar mais confortável em jogar contra as equipas pequenas. A equipa de Bruno Lage ganhou todos os jogos, exceto aqueles contra o FC Porto. E esse facto levanta a necessidade de refletir, porque apesar de terem sido os portistas a celebrar em ambas ocasiões, existe a forte possibilidade de, quando chegar o final do campeonato, serem os benfiquistas a saírem mais felizes. Independentemente da vitória do último sábado, é facto que, caso os mandados de Bruno Lage consigam replicar a primeira volta, saem desta época como campeões.
Mas este fenómeno também não é novo. Na época passada, o FC Porto tanto sentia grandes dificuldades no campeonato contra as equipas pequenas, como, logo a seguir, jogava para a Liga dos Campeões contra equipas consideravelmente mais fortes e a equipa jogava como um peixe na água.
E o facto de não ser novo e ainda não ter sido corrigido também levanta questões sobre a liderança de Sérgio Conceição. Se o FC Porto ainda tem ambições de ir para os Aliados no mês de maio, este problema tem que ser corrigido. Numa primeira volta com triunfos sobre o Benfica e sobre o Sporting, é impensável que se registem duas derrotas e dois empates, especialmente contra equipas como o Gil Vicente, Marítimo e Belenenses SAD.
Já com meia temporada percorrida chegou a altura de colocar os olhos em cima daqueles, que no meio de tantos, se destacam pela sua irreverência e qualidade acima da média. Desta vez, o inglês que tem espalhado magia pelos relvados portugueses, Marcus Edwards, contratado ao Tottenham Hotspur FC. Aos 20 anos chegou com o rótulo de um dos maiores desequilibradores da sua geração, sendo que na primeira época como sénior nos holandeses SBV Excelsior deteve o título de jogador com mais dribles da época.
Edwards é, portanto, um desequilibrador nato, não se limitando a meter a bola na frente e correr, sempre que recebe a bola procura adornar o lance, o que acaba por colocar sérias dificuldade a quem o enfrenta. Por partir de situações de um para um, é um jogador de risco e em Portugal estes iluminados são muitas vezes repreendidos pelos seus atributos, mas é indiscutível que são jogadores desta linha e que trazem de volta a magia do futebol. O inglês ainda tem de melhorar a sua relação com a definição do último passe e mesmo a sua relação com o golo, apesar de já levar seis golos em 24, é curto para um jogador da sua qualidade. Para além disso, a sua capacidade de cruzamento é muito interessante, contabilizando quatro assistências.
O extremo ex-Tottenham HFC foi muitas vezes apontado para ser considerado a possível revelação da época Fonte: Vitória SC
Juntamente com Ola John, Lucas Evangelista e Bruno Duarte têm contribuído para praticar um dos melhores estilos táticos e desempenhos em campo, vistos nesta época. Apesar de não ser sempre recompensado com golos e vitórias, a equipa vimaranense pratica um futebol atrativo e cativante para quem vê – tirando proveito maioritariamente da rapidez de Edwards e as diagonais que faz entre os centrais são quase sempre motivo de perigo para os adversários. A sua influência na equipa tem sido cada vez maior, o extremo direito é uma das armas principais deste Vitória SC.
No momento atual, em comparação com a sua passagem pela Holanda na época passada, Marcus Edwards está um jogador mais maduro, mais competente e objetivo, mas sem perder a sua identidade futebolística. Tem tudo para ser um dos atletas de referência em Portugal, o que permite ao Vitória SC, no presente, retirar proveito do rendimento futebolístico e futuramente um rendimento económico, sendo que a cláusula de rescisão está marcada nos 15 milhões, perfeitamente ao alcance de uma equipa de primeira linha.
A próxima semana marca o regresso das eliminatórias da Liga dos Campeões, com quatro jogos da primeira mão de quatro eliminatórias, a serem disputadas terça e quarta, e os restantes na semana seguinte.
Com super tubarões europeus e outsiders que prometem sempre chegar a uma final (a sensação da época passada foi o AFC Ajax), a emoção e qualidade do futebol ao mais alto nível estão garantidas nesta competição.
Pedro Sousa defrontou, este domingo, Casper Ruud na final do ATP 250 de Buenos Aires, na Argentina. Apesar das dores que sentiu durante a semana, o tenista português foi mesmo a jogo para defrontar o tenista norueguês. Antes de falar da final, vamos recordar o percurso de ambos os jogadores.
Percurso Pedro Sousa
Pedro Sousa beneficiou da lesão de Diego Schwartzman para avançar para a sua primeira final da carreira Fonte: Open da Argentina
1.º Ronda: Pedro Sousa 2-1 Facundo Diaz Acosta
Oitavos de final: Pedro Sousa 2-0 Jozef Kovalik
Quartos de final: Pedro Sousa 2-0 Thiago Monteiro
Meia-Final: Pedro Sousa – Diego Schwartzman
Percurso Casper Ruud
Com apenas 21 anos, o tenista norueguês alcançou a sua segunda final Fonte: Open da Argentina
1.º Ronda: Casper Ruud 2-0 Pablo Andujar Alba
Oitavos de final: Casper Ruud 2-0 Roberto Carballes Baena
A equipa do FC Porto deslocou-se àquele que, segundo Sérgio Conceição, é um dos estádios mais difíceis da Europa. Era, pois, um teste decisivo para os dragões, que podiam em pouco mais de uma semana ver a desvantagem de sete pontos ser reduzida para apenas um ponto do SL Benfica.
Num dos poucos jogos em que se pode dizer que o FC Porto joga verdadeiramente “fora”, a equipa azul e branca entrou muito pressionante, tal como o Vitória SC, e essa pressão ia resultando em golo logo aos quatro minutos. Muito mérito de Marega nesse lance ao forçar a equipa vitoriana ao erro.
E o homem que se tem evidenciado nos últimos tempos obrigou Douglas a fazer um auto-golo depois de um remate muito potente de Sérgio Oliveira. Entrada de pé direito dos portistas.
Pouco depois, Marcano salvou os portistas do golo de Marcus Edwards, e Pêpê obrigou Marchesín a uma boa defesa. O jogo acabou por equilibrar-se, e o Vitória SC ainda teve uma bola no poste, mas que foi anulado por fora de jogo.
Aos 39 minutos, Marega esteve muito perto de fazer o gosto ao pé, mas falhou de uma forma inacreditável.
Ao intervalo, manteve-se o resultado, com um sinal muito positivo para a entrada a todo o gás do FC Porto, e para um Vitória SC que conseguiu reagir e colocar em sentido a defesa azul e branca.
Na segunda parte, o Vitória SC não poderia ter entrado melhor na partida, com um cruzamento fantástico de Ola John, e Bruno Duarte a não perdoar as lacunas da defesa portista. Via-se, pois, um jogo completamente diferente por ambas as equipas.
Mas, contra a corrente do jogo, veio a profundidade dada por Marega que picou a bola sobre Douglas após um belo passe de Mbemba. De novo, a vantagem para os portistas.
O pior momento do jogo ficou reservado para depois, em que Marega saiu de campo, após cânticos racistas dos adeptos vitorianos. Momento triste do futebol português.
Os momentos finais foram de sufoco da equipa da casa, mas a vitória caiu mesmo para os visitantes. Nota positiva para o crescimento do Vitória SC e para o início do FC Porto que acabou por pecar mais uma vez com o passar do tempo, e no processo defensivo.
A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Entrada do FC Porto – A equipa azul e branca entrou no encontro como há muito tempo não se via. Muito pressionante e a circular bem a bola, os dragões chegaram à vantagem cedo, e tiveram muito mérito nisso. Isto é o FC Porto de Sérgio Conceição que foi campeão em 2017/2018.
O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Comportamento dos adeptos do Vitória SC – O futebol não se faz sem adeptos, e a massa associativa vitoriana é a prova da paixão pelo desporto rei. Contudo, hoje mancharam todos os elogios que lhes podiam ser atribuídos. Após o golo de Marega, o estádio encheu-se de insultos racistas, o que levou o avançado maliano a abandonar o terreno de jogo. Momento triste do futebol. Tem de se refletir e muito sobre isto.
ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC
O Vitória SC manteve praticamente o mesmo onze que goleou o FC Famalicão, mas com uma ausência de peso: João Teixeira. Pelo onze apresentado, perspetivava-se um 4-3-3, com uma frente de ataque muito móvel, mas que procura muito mais a bola no pé (veja-se o caso do Lucas Evangelista). O duelo do meio-campo pode ser fulcral neste encontro, e Marcus Edwards vai ser um teste duro para Alex Telles. Voltaram a mostrar algumas lacunas na transição defensiva (nomeadamente a não serem capazes de lidar com a pressão portista), mas o ataque continuou a ser muito perigoso. E no segundo tempo, começaram a circular melhor a bola e a aproximar-se cada vez mais da baliza portista.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Douglas (5 )
Sacko (6 )
Pedro Henrique (7 )
Venâncio (5 )
Florent (6 )
Edwards (6 )
Pêpê ( 7)
André André (5)
Ola John (7)
Lucas Envagelista (7)
Bruno Duarte (7)
SUBS UTILIZADOS
Bonatini (5)
Davidson (5)
João Pedro (5)
ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO
O FC Porto apresentou apenas uma novidade “forçada” chamada Zé Luis. Com Tecatito Corona a lateral direito, podemos ver este onze dos dragões como um 4-4-2, com Otávio na ala direita, mas sempre presente na zona intermediária, e Marega a fazer um ataque muito móvel com Zé Luis. Também se pode desdobrar num 4-3-3 com Marega na ala (isto mostra as soluções dadas pelo maliano) e com Otávio como terceiro médio. Viu-se assim uma equipa a aproveitar as transições e a profundidade (nomeadamente com passes longos para Marega, o que deu num dos golos portistas), sem descurar a posse de bola. A pressão alta, a boa dinâmica ofensiva, e a forte presença azul e branca na área contrária também foi uma das marcas desta equipa, principalmente na primeira parte. Não esquecer também as bolas paradas em que os portistas colocavam um central perto do segundo poste para desviar para a zona de conflito.