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Boavista FC 1-2 Belenenses SAD: Personalidade dos azuis no Bessa

CRÓNICA: EXIBIÇÃO CONSISTENTE DITA TRIUNFO

À partida para este desafio, os do Bessa encontravam-se na primeira metade da tabela, a cinco ponto da Europa. No sentido contrário, os do Jamor encontravam-se apenas a três pontos da linha de água. Mas não foi isso que pareceu, uma vez que o Belenenses SAD entrou mais forte e a querer mandar no jogo. Os primeiros 20 minutos foram claramente dominados pelos azuis que estiveram sempre mais perto da baliza de Helton, obrigando este a trabalho reforçado.

Através de um canto cobrado do lado esquerdo, chegaram à vantagem por Danny que apareceu solto ao segundo poste e encostou para o golo, aproveitando um desvio de um colega. Após este período, os axadrezados equilibraram a contenda e foram crescendo no jogo, mas sem criar grandes lances de perigo. No entanto, os azuis podiam ter aumentado a vantagem se Cassierra definisse de outra forma um lance de golo iminente, quando surgiu sozinho na cara de Helton. Nota para um Belenenses SAD mais agressivo, equilibrado e consistente neste primeiro tempo, que fez por merecer a vantagem.

Ao intervalo, a alteração tática promovida por Daniel Ramos – ao fazer entrar Cassiano para o lugar de Ricardo Costa – foi a primeira novidade numa tentativa de mudar o rumo do jogo, ao acrescentar mais poderio ofensivo à sua equipa. Na verdade, a segunda parte começou o Boavista FC a arriscar mais e a chegar mais vezes à baliza contrária, mas sem que o adversário se encolhesse perante os seus intentos.

E assim, o Belenenses SAD aumentou a vantagem depois de uma excelente arrancada de Nilton pela esquerda e iniciada no meio campo onde ultrapassou vários oponentes, e cruzou para o meio da área onde se encontrava Licá que faturou. Entre ataques alternados e disputa de lances aguerridos, Danny foi expulso a 15 minutos dos 90’ e convidava assim o Boavista FC a reagir. Aos 85’ a reação veio mesmo após uma falha tremenda de André Moreira a sair mal a um canto, com a bola a bater em Rúben Lima e a entrar.

No entanto, este golo não chegou para o Boavista FC somar qualquer ponto. A reação já veio tarde e embora a segunda parte tenha trazido melhorias, as panteras foram insuficientes para ultrapassar um Belenenses SAD que se mostrou quase sempre confortável na partida e que acabou por justificar o triunfo.

 

A FIGURA

Fonte: Liga Portugal

Segundo golo do Belenenses SAD – Um momento de magia do camisola 25 dos azuis. Daqueles momentos de inspiração que merecem figurar no álbum de recordações dos jogadores. Numa autêntica auto estrada sem limite de velocidade, Nilton ultrapassa tudo o que lhe aparece à frente e assiste para o segundo golo da sua equipa.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

Primeira parte do Boavista FC – Foi um primeiro tempo pouco conseguido dos axadrezados. Sem conseguirem encaixar na teia montada por Petit, foram para o intervalo em desvantagem e viram-se obrigados a alterar o esquema para a segunda parte. Este arranque de jogo contribuiu e muito para o desfecho final.

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Dispostos no habitual 3-4-2-1, o conjunto boavisteiro não entrou no jogo com a devida agressividade e concentração. Yusupha foi sendo o elemento mais desconcertante de um conjunto algo apático e sem grande capacidade de conter as ofensivas do adversário. Ao intervalo, a saída do capitão Ricardo Costa e a entrada de Cassiano obrigou a uma mexida tática, passando para um preferencial 4-4-2, onde Yusupha era o homem da frente que mais recuava. Com as várias alterações para o setor ofensivo, Bueno foi quem passou a pegar na batuta, numa zona que acabou bastante preenchida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Helton Leite (7)
Fabiano (4)
Ricardo Costa (4)
Neris (3)
Carraça (5)
Obiora (3)
Ackah (3)
Marlon (4)
Paulinho (4)
Heriberto (4)
Yusupha (6)

SUBS UTILIZADOS

Cassiano (4)
Bueno (5)
Mateus (3)

ANÁLISE TÁTICA – BELENENSES SAD

Com já vem sendo hábito, o 3-4-3 da formação do Jamor apresentou-se no Bessa com uma imagem melhorada, onde a equipa se apresentou mais agressiva e competente a todos os níveis. Com a lição bem estudada e a ganhar grande parte dos lances disputados, o conjunto de Petit foi mais audaz, onde se notou capacidade de entreajuda em todos os setores. Com a expulsão de Danny, as linhas baixaram forçosamente e Cassierra passou a estar sozinho na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

André Moreira (4)
Chima (6)
Danny (6)
Nilton (8)
Tiago Esgaio (7)
Show (7)
André Santos (7)
Cafu Phete (7)
 Licá (7)
Varela (6)
Cassierra (6)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Lima (5)
Marco Matias (-)
Nuno Pina (-)

Foto de capa: Liga Portugal

artigo revisto por: Ana Ferreira

Enfim Clássico, 16 anos depois

Depois de seis eliminatórias e duas meias-finais a duas mãos, estão encontrados os finalistas da edição oitenta da prova rainha. SL Benfica e FC Porto reeditam um duelo que não acontecia há 16 anos. Na altura, as águias levaram a melhor no prolongamento com golos de Fyssas e Simão Sabrosa. Derlei apontou o único golo dos dragões.

Até ao jogo decisivo no Jamor, as águias eliminaram o CD Cova da Piedade (0-4), o FC Vizela (1-2), o SC Braga (2-1), o Rio Ave FC (3-2) e o FC Famalicão. Foram quatro equipas nortenhas e um vizinho da margem sul – três primodivisionários, uma do segundo escalão e uma do Campeonato de Portugal. O SL Benfica chega à grande final com um saldo de 15 golos marcados e sete sofridos.

O maior obstáculo apareceu, naturalmente, nas meias-finais. Os famalicenses deram trabalho desde cedo e logo na primeira mão assistiu-se a uma partida com cinco golos. Depois de uma primeira parte morna (0-0), Pizzi adiantou os encarnados, Pedro Gonçalves e Toni Martínez viraram o resultado, mas Rafa empatou minutos depois. Antes do apito final, Gabriel garantiu a vantagem que se viria a revelar fulcral.

Na segunda mão eram esperados mais golos, mas desta vez a pontaria ficou aquém. Pizzi voltou a adiantar os encarnados, Toni Martinez empatou, mas o assalto final à área benfiquista revelou-se impotente. As águias reservaram nova vaga na final, três anos depois.

Os dragões tiveram, à primeira vista, o sorteio mais favorável e um caminho menos sinuoso até ao Jamor
Fonte: Académico de Viseu FC

Por sua vez, o FC Porto eliminou o SC Coimbrões (0-5), o Vitória FC (4-0), o CD Santa Clara (1-0), o Varzim SC (2-1) e o Académico de Viseu FC. Foram duas equipas nortenhas e vizinhas, uma das ilhas, uma da Beira Alta e uma da margem sul – duas do principal escalão, duas da Segunda Liga e uma do Campeonato de Portugal. O FC Porto chega à final com um saldo de 16 golos marcados e dois sofridos.

Ainda que nenhum jogo seja “favas contadas”, os dragões não tiveram de suar muito para chegar à fase mais avançada da competição. As duas goleadas iniciais foram contrariadas por vitórias anoréticas frente a açoreanos e varzinistas, mas sem que a continuidade em prova fosse verdadeiramente ameaçada.

Nas meias-finais viajaram primeiro a Viseu onde os golos só apareceram a meia hora do final de uma partida cinzenta e desinteressante. Valeu o empate saboroso aos da casa e que lhes permitiu sonhar com o apuramento em pleno relvado do Dragão.

No entanto, com a oportunidade para garantir a quinta final de Conceição ao leme do FC Porto, os dragões não deram grandes hipóteses à revelação da prova e venceram inquestionavelmente com golos de Alex Telles, Zé Luís e Sérgio Oliveira.

Já há finalistas, falta conhecer o árbitro e que se reúnam as condições de segurança que um jogo deste nível exige. Dia 24 de maio, quinze minutos depois das cinco da tarde, haverá novo capítulo do clássico entre águias e dragões.

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Equipas portuguesas com ossos duros de roer na penúltima jornada da Liga Europeia

Este sábado, SL Benfica, FC Porto, UD Oliveirense e Sporting CP calçaram os patins para defender a continuação na Liga Europeia de hóquei em patins. A penúltima jornada da competição ficou marcada por três vitórias em quatro encontros disputados, onde algumas formações já começaram a carimbar a passagem para os quartos de final. Outra, por outro lado, ficou de fora da competição.

HERRINGEN DIFICULTOU, MAS ÁGUIAS TOMARAM CONTA DO RECADO

Encarnados sofreram para vencer alemães
Fonte: SL Benfica

O SL Benfica foi a primeira equipa a jogar neste sábado cheio de jogos europeus. Depois da goleada (14-0) no seu reduto, os encarnados entravam como favoritos por larga margem. A entrada do Herringen foi demolidora, a responder de pronto aos golos sofridos.

Ao intervalo, o placard marcava um empate a três e uma deslocação mais difícil que o esperado para os pupilos de Alejandro Dominguez. O capitão Valter Neves encarregou-se de fazer o golo solitário do segundo tempo e dar o triunfo ao SL Benfica por 3-4.

Os encarnados somam 10 pontos e esperam ansiosamente por uma vitória do líder do Grupo C, Barcelona. Caso os blaugrana vençam o Sarzana (terceiro classificado), ambas as formações marcam presença nos oitavos de final da Liga Europeia.

GOLO NO ÚLTIMO SEGUNDO VALE APURAMENTO DA UD OLIVEIRENSE

Golo de Marc Torra vale bilhete para os quartos de final
Fonte: UD Oliveirense

A equipa de Oliveira de Azeméis deslocou-se ao terreno do Saint-Omer para tentar garantir a passagem à próxima fase. No entanto, a UD Oliveirense embateu numa boa primeira parte dos franceses, que chegaram ao intervalo a vencer por 4-1. A segunda metade foi de sonho para os comandados por Renato Godinho, que operaram uma reviravolta no marcador, a culminar num golo marcado no último segundo do encontro.

Com este resultado, a UD Oliveirense carimbou a presença nos quartos de final da Liga Europeia. Os 12 pontos, em igualdade pontual com o Deportivo Liceo, apuram ambas as equipas do Grupo D a uma jornada do final da fase de grupos.

Fórmula E Mexico E-Prix: Liderança de Mitch Evans acaba com Félix da Costa no pódio

A CRÓNICA: “SOMBREROS” PARA A DS TECHEETAH, SE FAZ FAVOR!

Mais um fim-de-semana se passou para o mundo dos desportos motorizados. Desta vez, reunimo-nos no México para o campeonato de carros elétricos.

Garantindo a Super Pole, André Lotterer tinha tudo para dar à Porsche mais uma vitória, mas um mau arranque e um toque dar-lhe-iam uma oportunidade para danificar o carro, e por sua vez, a corrida.

Faltavam vinte minutos para a corrida acabar, e as atenções viravam-se para Mitch Evans, o homem da Jaguar que liderava durante maior parte da corrida.

Mas não só. Também António Félix da Costa, que recuperaria de um nono lugar, faria uma excelente corrida, bem como o seu colega de equipa e atual campeão, Jean-Éric Vergne.

Mas, a verdade é que, a estratégia da DS Techeetah, nesta corrida, bem poderia ser comparada àquilo que por vezes vimos na Ferrari, na Fórmula 1.

No objetivo comum de pôr os dois homens da equipa chinesa nos dois últimos lugares do pódio, a verdade é que acabou por não dar certo, tendo apenas o piloto português conseguido o segundo lugar, mas que, quem mais entravou esta “dobradinha” da DS Techeetah no pódio foi o piloto suíço da Nissan, Sebastien Buemi, que garantiu o terceiro lugar.

Desde o início até ao fim, México proporcionou-nos uma corrida de doidos, onde se juntou muita emoção, e, sem dúvida, muito drama também. Aqui fica um vídeo dos melhores momentos da corrida:

Com a quarta corrida assim terminada, o campeonato de pilotos fica ao rubro, com Mitch Evans no primeiro lugar, a segurar o lugar por apenas um ponto de Alexander Sims (BMW i Andretti) e, em terceiro, está António Félix da Costa, que, com este, soma o seu segundo pódio de 2020.

Por agora, é tudo. Daqui a duas semanas, voltamos para mais uma corrida. Desta vez, será em terras marroquinas, em Marrakesh.

Rio Ave FC 1-1 Sporting CP: Penálti evita derrota leonina

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A CRÓNICA: PONTO INSUFICIENTE PARA RECUPERAR O PÓDIO

Em Vila do Conde, o Rio Ave mirava a possibilidade de chegar ao quarto lugar e o Sporting tinha a pressão de recuperar o pódio. Com o empate a uma bola, nem uma coisa, nem outra. Num jogo em que a formação de Carvalhal não podia ter pedido melhor entrada, Lucas Piazón tratou de finalizar um bom lance coletivo aos 65 segundos e, com isso, ferir a estratégia leonina para o encontro.

A fase de construção foi sempre a lacuna mais evidente dos leões ao longo do primeiro tempo e os vila-condenses até estiveram perto de ampliar a vantagem, com uma dupla oportunidade de Nuno Santos. Já o Sporting apenas assustou num estrondoso remate de Eduardo a esbarrar no ferro da baliza de Kieszek. A urgência em reagir no segundo tempo era enorme, mas a formação de Silas nunca revelou ter a astúcia necessária para chegar à baliza necessária com perigo.

O cenário, esse, escureceu ainda mais quando Coates viu o segundo amarelo e deixou a equipa reduzia a dez nos últimos 20 minutos, mas foi precisamente em inferioridade numérica que a equipa de Alvalade chegaria ao empate. Bolasie conquistou uma grande penalidade e o recém-entrado Jovane tratou de restabelecer a igualdade, oferecendo um ponto a um leão que pouco fez por merecê-lo.

A FIGURA

Fonte: Rio Ave FC

Al Musrati – Grande exibição do médio líbio a encher, por completo, o meio-campo do Rio Ave. Seguro a defender, eficiente a construir e até mesmo eficaz a assistir, tendo feito um esforço no lance do golo de Piazón. Uma exibição muito consistente, com diversas recuperações de bola cruciais. Chegou por empréstimo do Vitória SC no mercado de inverno e, no seu primeiro jogo a titular, era difícil pedir melhor. Imperial!

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Primeira parte do Sporting – O golo madrugador abalou (e de que maneira…) a formação orientada por Silas. Os leões não tiveram o poder de reação que se exige a uma equipa que luta pelo 3º lugar e até podiam ter visto a desvantagem no encontro aumentar para dois golos. Dificuldades na construção, permeabilidade do setor defensivo e pouca agressividade nos duelos. Só ao minuto 37’, o Sporting conseguiu rematar com perigo, por intermédio de Eduardo.

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE

Face à ausência do castigado Tarantini, Carlos Carvalhal foi obrigado a alterar uma peça em relação ao “onze” que goleou o Aves na jornada passada, com a estreia de Al Musrati a titular. A entrada praticamente a ganhar não fez com que os vila-condenses – alinhados num 4-3-3 – abdicassem da sua filosofia. As dinâmicas de ação mantiveram-se e a equipa da casa esteve sempre de olho no segundo golo. No segundo tempo, o Rio Ave não foi tão esclarecido a atacar e acabou mesmo por sofrer o golo do empate, mesmo numa altura em que se encontrava em superioridade numérica.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Matheus Reis (7)

Aderllan Santos (6)

Toni Borevkovic (6)

Diogo Figueiras (6)

Al Musrati (8)

Filipe Augusto – (6)

Lucas Piazón (7)

Diego Lopes (6)

Nuno Santos (7)

Mehdi Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Carlos Mané (-)

Bruno Moreira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING

Numa clara tentativa de encontrar um “onze” que forneça mais garantias aos leões, Silas fez questão de manter o 4-4-2 apresentado na vitória diante do Portimonense, mas acabou por proceder a quatro mexidas, muito por força de lesões e castigos. A entrar praticamente a perder, os leões demoraram até se reencontrarem no encontro com as dificuldades nos processos de construção a serem por demais evidentes. No segundo tempo, o cenário não foi muito diferente e as substituições pouco acrescentaram às dinâmicas ofensivas da equipa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Stefan Ristovski (5)

Sebastián Coates (3)

Luís Neto (6)

Cristián Borja (5)

Idrissa Doumbia (6)

Eduardo Henrique (7)

Wendel (6)

Rafael Camacho (5)

Andraz Sporar (5)

Yannick Bolasie (6)

SUBS UTILIZADOS

Jovane Cabral (7)

Gonzalo Plata (5)

Rodrigo Battaglia (5)

Foto de Capa: Rio Ave FC

artigo revisto por: Ana Ferreira

SL Benfica 0-1 SC Braga: Após seis décadas, SC Braga vence na Luz

A CRÓNICA: PALHINHA LEVOU O SABOR DO NÉCTAR DA VITÓRIA À EQUIPA DE RÚBEN AMORIM

O jogo começou com um grande ambiente nas bancadas. Uma enchente no Estádio da Luz, alienada com uma grande coreografia organizada pelo SL Benfica, fez jus ao grande jogo que estava por vir nesta tarde de sábado. E o presságio estava mesmo correto. Logo aos seis minutos, depois de uma perdida da bola em zona frontal por parte de David Carmo, Rafa aproveita com um arranque, mas na cara de Matheus, remata ao lado do poste direito.

Estavam presentes todos os condimentos para um grande jogo. Uma partida equilibrada, mas com algumas individualidades do SC Braga a permitir o adversário criar perigo. Primeiro foi David Carmo, mas de seguida foi Wallace a ceder espaço a Cervi para chegar a zona perigosa do lado esquerdo. Houve mais Benfica na primeira parte, com a equipa a conseguir intranquilizar e anular as investidas bracarenses no último terço. O jogo estava intenso e com muitas faltas. O meio-campo estava a ser bastante disputado e a espelhar a grande qualidade de ambos os conjuntos no frente-a-frente. E foi mesmo daí que surgiu o primeiro golo: um homem do meio-campo, Palhinha, cabeceou picado sobre a grande área e marcou aos 46 minutos o 0-1 para o SC Braga.

A segunda parte manteve-se com mais Benfica, com a nuance de um SC Braga um pouco mais contido. Aos 49′, um grande remate de Vinícius vai parar ao poste. Com o guarda-redes já batido, Grimaldo remata fraco e o SC Braga consegue resolver através de Matheus. A equipa de Bruno Lage tentou aumentar a intensidade ofensiva e tentou encurralar o adversário que, confortável com o resultado, procurava gerir de forma inteligente cada momento do jogo.

Aos 68′, Pizzi surge a fintar três adversários descaído à direita da grande área. O médio remata rasteiro, mas Matheus defende e nega a igualdade às águias. Foi um resto de jogo intenso com um Benfica a procurar incessantemente o golo. Faltou a estrelinha aos encarnados para fazer frente a um SC Braga que já nem se pode dizer que surpreende com mais uma excelente exibição desde que Rúben Amorim assumiu o comando técnico.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Palhinha – Um jogador preponderante neste duelo. Não só pelo golo, mas por tudo o que fez dentro das quatro linhas nos restantes momentos do jogo. A cabeçada que deu aos 46 minutos foi apenas o apogeu de uma grande exibição do médio que, para além do autor do golo da noite, foi também o líder na operação defensiva bracarense.

 

O FORA-DE-JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Raul Silva – É pena que a excelente vitória do SC Braga esta noite tenha acabado por ser manchada por este jogador. Depois do apito afinal, é legitimo que se festeje uma vitória suada como foi a de hoje. No entanto, gestos como os de Raul Silva instantes após o final da partida em nada engrandecem o futebol português. Um ato anti-desportivo que podia muito bem ter sido evitado.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica apresentou-se num 4-4-2 frente ao SC Braga neste fim de tarde. Com um adversário a tentar controlar o seu corredor, os encarnados, com muita qualidade, procuraram as diagonais e apostar no centro do terreno já com a bola controlada.

Foi um Benfica muito intenso quando o Braga ultrapassava o meio-campo e que apostou muito na transição através do passe longo, procurando muito as costas dos defesas do Braga. Foi evidente, em certos momentos do jogo, Rafa, Cervi, Vinícius e Pizzi à procura desses mesmo espaços em terrenos mais avançados.

Na segunda parte, foi um SL Benfica em crescendo. Ainda assim, em ocasiões ofensivas, era notório o choque com o bloco defensivo do SC Braga. Com outros argumentos, os encarnados mostravam-se, por outro lado, muito mais eficazes na principal estratégia do primeiro tempo: na transição. As entradas de Chiquinho, Seferovic e Dyego Sousa na segunda parte espelham o quanto o Benfica foi à procura do golo, a investir tudo no ataque. Desta vez o risco não valeu de nada.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)

Grimaldo (6)

Ferro (5)

Rúben Dias (6)

Pizzi (6)

Weigl (4)

Cervi (6)

Rafa (5)

Taarabt (7)

Tomás Tavares (6)

Carlos Vinícius (7)

SUBS UTILIZADOS

Seferovic (5)

Chiquinho (5)

Dyego Sousa (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga apresentou-se num 3-4-3 em momentos de posse de bola e numa linha defensiva de cinco homens em momentos sem bola. David Carmo, o homem menos experiente do trio defensivo, substituiu Bruno Viana que foi expulso no último jogo. Ao seu lado estavam Raul Silva à esquerda e Wallace à direita. A jogar com uma linha mais recuada de cinco jogadores, assim como nos tem habituado, os seus laterais desceram no terreno. Foi um SC Braga a procurar sair a jogar de forma mais organizada construindo jogo desde zonas mais recuadas.

Na segunda parte, a primeira subtituição ocorreu com a saída de Galeno e a entrada de Trincão. Já era notório nos minutos iniciais do segundo tempo, mas esta troca tornou evidente a maior contenção do Braga nesta fase do jogo. Geriu o resultado de forma inteligente e soube esperar que o Benfica tivesse bola, pois, estando a perder em sua casa, era inevitável que isso acontecesse.

 

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Sequeira (6)

Wallace (5)

Paulinho (7)

Ricardo Horta (5)

Fransérgio (5)

Raul Silva (4)

R. Esgaio (5)

Palhinha (8)

Galeno (6)

David Carmo (5)

SUBS UTILIZADOS

Trincão (6)

André Horta (5)

Rui Fonte (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

Não foi possível fazer questões ao técnico do SC Braga, Rúben Amorim.

SL Benfica

Não foi possível fazer questões ao técnico do SL Benfica, Bruno Lage. 

 

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

 

 

Vive Kielce 30 -25 FC Porto: Conjunto portista escorrega na Polónia

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A CRÓNICA: FC Porto cai diante a equipa polaca, mas mantém a chama acesa

Em jogo a contar para a 12.ª e antepenúltima jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto deslocou-se até à Polónia para defrontar o Vive Kielce.

A jogar fora de portas, num pavilhão praticamente lotado, o FC Porto não se deixou intimidar e assumiu de imediato a dianteira do marcador, com André Gomes a carimbar os três primeiros tentos portistas. Aos cinco minutos vencia por 3-1.

Foram precisos estarem decorridos 11 minutos para os polacos voltarem a nivelar o placard e a meio da primeira parte conseguiram finalmente passar o comando do encontro, 7-6, obrigando Magnus Andersson (treinador portista) a solicitar o seu primeiro time-out.

Daí até ao final do primeiro tempo, os azuis e brancos apresentaram-se muito competentes, não permitindo que o Kielce cavasse alguma vantagem.  Ao intervalo registava-se um empate a 12 golos.

Já no segundo tempo, o FC Porto entrou completamente desconcentrado. Parecia outra equipa em campo. E a este nível acabou por pagar bem caro.

O conjunto da casa não se fez de intrigas e com um parcial de 4×0 abalou animicamente os forasteiros.
A partir daqui os portistas ainda tentaram sucessivas aproximações, mas a eficácia de Andreas Wolf na Baliza, e de Álex Dujshebaev no ataque, não permitiram à equipa visitante voltar a entrar na discussão do encontro.

Note-se agora, que na pior das hipóteses o FC Porto desce para o sexto lugar da fase de grupos. Posição que ainda assim garante a passagem à próxima fase.

A FIGURA

Fonte: Vive Kielce

Álex Dujshebaev – O lateral direito espanhol foi o jogador em destaque na partida. Apontou 7 tentos certeiros e consagrou-se no melhor marcador do encontro. A sua imprevisibilidade e variedade de recursos foram uma dor de cabeça para a defesa portista.

FORA DE JOGO

Fonte: FPA

António Areia – O atleta internacional português teve muito aquém do seu melhor nível, quer na linha de sete metros, quer no seu posto específico. Ao contrário de Diogo Branquinho (ponta-esquerda azul e branco), António Areia esteve muito apagado da partida. Somou apenas um golo na conta pessoal.

ANÁLISE TÁTICA DO KIELCE

Desde os instantes inicias se percebeu que o Kielce trazia a lição em estudada. Na primeira parte, com um sistema defensivo 5×1 muito agressivo, iam tentado anular o organizador de jogo portista, Miguel Martins.

No segundo tempo, com a entrada de Fábio Magalhães, mudaram parcialmente o foco, optando por um sistema de 4×2, tentando, assim, aniquilar tanto o central como o lateral esquerdo portista.

Com a constante agressividade e com as alternâncias no eixo defensivo o Kielce acabou por se superiorizar, convertendo as recuperações de bola em contra-ataques letais.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Andreas Wolf (9)

Daniel Dujshebaev (6)

Blaz Janc (7)

Ángel Fernández (7)

Artem Karalel (7)

Romaric Guillo (7)

Doruk Pehlivan (6)

Igor Karacic (8)

Mateusz jachlewsky (8)

Arkadiusz Moryto (7)

Julen Aginagalde (7)

 

ANÁLISE TÁTICA DO FC PORTO

A nível ofensivo o FC Porto pecou “apenas” pela finalização aos seis metros, muito por culpa de Andreas Wolf, guardião adversário.

Já no que concerne ao capítulo defensivo, o conjunto azul e branco foi desastroso no segundo tempo. O habitual 6×0: agressivo, flexível e solidário não existiu. E acabou por pagar caro essa tremenda passividade.

 

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Alfredo Bravo (7)

Victor Alvarez (6)

Miguel Martins (7)

Djibril Mbengue (6)

Branquinho (7)

André Gomes (7)

António Areia (4)

Rui Silva (6)

Daymaro Salina (6)

Yoan Blanco ()

Leonel Fernandes ()

Alexis Borges (5)

Thomas Bauer (5)

Miguel Pinto (5)

Angel Hernandez (6)

Fábio Magalhães (7)

 

Foto de Capa: FAP

 

SL Benfica 29-26 MT Melsungen: À lei da bomba!

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A CRÓNICA: Benfica domina mas sofreu para conseguir segunda vitória na EHF Cup

Tarefa difícil para o SL Benfica que recebia nesta segunda jornada da EHF Cup o MT Melsungen da Alemanha, atual sétimo classificado do campeonato alemão com um conjunto recheado de internacionais, apesar de algo desfalcado por lesões.

O encontro começou equilibrado como era de esperar, mas com o passar do tempo os encarnados começaram a ganhar alguma separação. Apoiados na sua característica defesa 5×1, que funcionara na perfeição uma semana antes frente ao Bjerringbro-Silkeborg, o Melsungen dava por si a ter bastante dificuldade na circulação de bola, o que obrigava a sua primeira linha a apostar no jogo individual.

Na baliza Gustavo Capdeville ia brilhando com um conjunto de boas intervenções, e ofensivamente o lateral esquerdo Petar Djordic ia-se destacando. De 4-3 aos oito minutos de jogo, o Benfica conseguiu saltar para 8-4 e aos 27 minutos essa vantagem já era de sete golos (16-9). A equipa alemã tentava responder passando para um sistema defensivo de 5-1, mas a velocidade de Pedro Seabra Marques e Belone Moreira permitia-lhes encontrar espaços e penetrar aos seis metros com relativa facilidade.

Assim, e surpreendentemente, as águias iam para o intervalo na frente por 16-11.

No segundo tempo o registo manteve-se. Apesar da boa entrada do Melsungen, que reduziu a desvantagem para três golos graças a uma defesa mais vertical e intensa, o Benfica conseguiu recuperar.  Com Pedro Seabra Marques a condicionar a posse alemã, a primeira linha germânica era obrigada a jogar mais longe dos nove metros o que dificultava as entradas aos seis metros, bem como o remate exterior.

Com o aproximar do final a concentração encarnada começou a vacilar o que permitiu ao Melsungen voltar à disputa do resultado. No entanto, um par de defesas de Capdeville e a reentrada de Pedro Seabra Marques devolveram alguma tranquilidade à equipa da casa que mesmo assim teve que lutar até ao final pela vitória.

O Benfica venceu assim por 29-26 e manteve o primeiro lugar do Grupo A, sendo que na próxima jornada irá jogar novamente em casa, dia 22 de Fevereiro, frente ao KPR Gwardia Opole.

A FIGURA

Fonte: FAP

Petar Djordic – A figura do jogo foi Petar Djordic mas podia muito bem ter sido Gustavo Capdeville ou até Pedro Seabra Marques, dado o impacto que tiveram no jogo encarnado. No entanto, Djordic é uma máquina de fazer golos, e 18 marcados em dois jogos é prova disso. O lateral esquerdo apresenta uma variedade de recursos técnicos e é a principal arma de Carlos Resende.

FORA DE JOGO

Fonte: MT Melsungen

Julius Kühn – O lateral alemão teve um jogo discreto (três golos) e pedia-se mais. Contra o tipo de defesa que o Benfica implementou, raras foram as vezes que Kühn conseguiu ultrapassar Pedro Seabra Marques ou fazer uso do seu potente remate.

ANÁLISE TÁTICA DO SL BENFICA

Tal como na Dinamarca, o Benfica foi fiel aos seus princípios e deu resultado. A defesa 5×1 implementada por Carlos Resende deu resultado, ao afastar a forte primeira linha alemã da zona de decisão, e Gustavo Capdeville tem crescido a olhos vistos. Já no plano ofensivo Petar Djordic é um bombardeiro com um poder de remate impressionante e é verdadeiramente imparável quando fica “quente”. Ao adicionar atletas rápidos e com boa capacidade de penetração como Belone ou Seabra Marques, o Benfica apresenta várias soluções de qualidade.

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Gustavo Capdeville (9)

Carlos Martins (7)

Belone Moreira (7)

Pedro Seabra Marques (9)

Henrik Toft Hansen (7)

Francisco Pereira (7)

João Pais (7)

Petar Djordic (9)

Paulo Moreno (7)

Ricardo Pesqueira (7)

Kévynn Nyokas (8)

Davide Carvalho (6)

Fábio Vidrago (6)

Carlos Molina (6)

Miguel Espinha (6)

 

ANÁLISE TÁTICA DO MT MELSUNGEN

O Melsungen entrava para esta partida com uma clara vantagem física, mas nunca foi capaz de a fazer sentir. Com a defesa 5×1 imposta pelo Benfica jogadores como Julius Kühn e Kai Häfner estavam muito longe da zona de decisão o que dificultou não só o remate exterior como também as entradas aos seis metros e o jogo com o pivot.

 

SETE INICIAL + PONTUAÇÕES

Nebojsa Simic (6)

Marino Maric (6)

Julius Kühn (5)

Tobias Reichmann (7)

Yves Kunkel (6)

Lasse Mikkelsen (7)

Kai Häfner (7)

Johan Sjöstrand (7)

Dimitri Ignatow (6)

Roman Sidorowicz (6)

Stefan Salger (6)

Domagoj Pavlovic (6)

Foto de Capa: FAP

 

CD Santa Clara 1-0 CD Tondela: Maior querer dos Bravos Açorianos

A crónica: Quarta vitória consecutiva para a equipa Açoriana

A tarde de sábado levou cerca de 2215 adeptos ao Estádio de São Miguel, para assistirem à 21.ª jornada da Primeira Liga. Ansiavam um jogo bem disputado entre o clube açoriano, que se encontra em nono lugar, e o clube de Viseu, décimo segundo classificado.

Na primeira parte da partida viu-se um jogo centrado a meio campo e uma equipa da casa a arriscar mais conseguindo, assim, chegar com mais facilidade à baliza do Tondela, nos primeiros quinze minutos. Como forma de segurar o jogo, o Santa Clara deixaria de arriscar nos passes acabando por acalmar o ritmo da partida. Apesar de algumas situações de perigo para a equipa de Viseu, até ao intervalo o nulo continuava a marcar presença no marcador.

Na segunda parte da partida, o Tondela entrou a aparecer mais no jogo obrigando a equipa vermelha e branca a jogar mais. No entanto, essa superioridade não iria permanecer durante muito tempo. O Santa Clara viria a mudar o jogo ao arriscar mais nos passes. E como diz o ditado “Quem não arriscar, não petisca”, aos 72 minutos João Afonso arriscaria e inaugurava o marcador ao aparecer ao segundo poste.

A segunda parte ficou marcada por mais oportunidades de golo, mais dinamismo. Viu-se um Tondela pouco agressivo o que acabou por deixar os Bravos Açorianos levarem os três pontos.

A FIGURA:

Fonte: CD Santa Clara

Zaidu – Mostrou-se focado no jogo com um objetivo em mente. Aproveitou muito bem a sua velocidade e esteve presente em muitos momentos fulcrais do jogo.

 

O FORA DE JOGO:

Fonte: CD Tondela

Jonathan Toro – Não esteve ao seu melhor nível, foi muito inconsequente nas suas decisões acabando por prejudicar a equipa e o rendimento desta.

 

ANÁLISE TÁTICA – CD SANTA CLARA

A formação treinada por João Henriques voltou a apresentar-se com o habitual esquema tático, 4-4-2. Desde o início da partida mostrou-se uma equipa mais agressiva e com maior capacidade atacante o que acabaria por resultar na vitória.

 

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Marco – 6

Rafael Ramos – 7

João Afonso – 8

Fábio Cardoso – 7

Zaidu Sanusi – 8

Costinha – 6

Anderson Carvalho- 6

Francisco Ramos- 5

Lincoln – 8

Carlos Jr. – 7

Thiago Santana – 6

SUBS UTILIZADOS

Ukra – 5

Cryzan – 4

Salomão – 5

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

O Tondela apresentou-se em 4-3-3 alternando para o 4-5-1 em transição defensiva. Durante toda a partida mostrou-se pouco agressivo na reação à perda de bola e a sua produtividade em termos ofensivos foi quase nula. Deixando, assim, espaço suficientemente confortável para a equipa da casa controlar o jogo.

XI INICIAL E PONTUAÇÕES

Cláudio Ramos – 6

Petkovic – 4

Philipe Sampaio – 6

Ricardo Alves – 5

João Reis – 5

Jonathan Toro – 4

Pepelu – 5

Jaquité – 6

Xavier – 6

Ruben Fonseca -4

João Pedro – 5

SUBS UTILIZADOS

Valente – 4

Ronan D – 3

Pité – 4

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

CD Santa Clara

BnR: Qual a sensação de conquistar a quarta vitória consecutiva no campeonato?

João Henriques: Uma vitória importante, a quarta consecutiva na Primeira Liga (algo que acontece pela primeira vez na história do CD Santa Clara). Com as vitórias, a confiança acresce e isso é o que nós queremos.  O grupo está de parabéns, porque conseguimos reproduzir na íntegra a estratégia que tínhamos delineado para o encontro. Fomos muito agressivos na reação à perda e, assim, conseguimos evitar transições.

 

CD Tondela

BnR: Como descreve a exibição da sua equipa?

Natxo González: Tivemos uma primeira parte com alguns problemas. Não fomos capazes de encontrar muitos espaços, apesar de, nos últimos minutos, o termos conseguido. Na segunda parte, conseguimos repartir. Não conseguimos criar ocasiões no ataque e isso acabou por nos prejudicar.

 

Rescaldo da autoria de Raquel Roque e João Ferreira

Foto de Capa: Bola na Rede

 

Vitória SC x FC Porto: Não há espaço para erros

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OBJETIVOS DIFERENTES, AMBIÇÕES IGUAIS

É neste domingo, a 16 de fevereiro de 2020, que os Conquistadores recebem os Dragões na cidade berço de Portugal. O Estádio D. Afonso Henriques contemplará o embate entre Vitória SC e FC Porto, sendo este o terceiro encontro da época entre ambos os clubes.

A nível oficial, será o jogo número 171 que põe frente a frente vitorianos e portistas. Até à data de hoje, a equipa da casa no jogo de domingo conseguiu apenas 24 vitórias frente ao FC Porto. Quanto aos azuis e brancos, têm o número impressionante de 109 vitórias, restando 37 empates. Olhando para os últimos resultados das duas equipas, vimos claramente uma assimetria no momento de forma.

De um lado existe um Vitória SC que tenta recuperar uma séria de três derrotas consecutivas com uma goleada das antigas ao FC Famalicão (0-7). Nos últimos cinco jogos, contam com apenas duas vitórias. No outro lado, um FC Porto sem perder nas últimas cinco partidas, somando apenas um empate em casa do Académico de Viseu FC, jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal.

A competir por objetivos bastante diferentes no campeonato, as duas equipas defrontam-se com um fosso de pontuação gigante – o Vitória SC encontra-se em sexto lugar com 28 pontos, lutando pela Liga Europa; o FC Porto persegue o título de campeão na segunda posição com 50 pontos, quase o dobro do Vitória SC.

COMO JOGARÁ O VITÓRIA SC?

Costuma-se dizer na gíria futebolística que em equipa que ganha não se mexe. Ora, numa equipa que goleia por 7-0 muito menos. Porém, o Vitória SC jogara o último jogo sem o seu maior destaque – Davidson. Apesar de Bruno Duarte ter estado em grande ao fazer um golo e três assistências, é ao brasileiro Davidson a quem tem pertencido o lugar no centro do ataque e com mérito. A acompanhá-lo estarão Edwards e Ola John nas faixas e é certo que Alex Telles terá muito trabalho pela frente. Edwards é um jogador muito rápido e com uma excelente capacidade de drible, podendo provocar o caos no ataque vimaranense. No meio campo, João Carlos Teixeira, André André e Pêpê serão, muito provavelmente, a tríade responsável por comandar o ataque e a defesa. Quanto ao setor mais recuado, agora já sem Tapsoba, pertencerá a Sacko, Venâncio, Pedro Henrique e Hanin. O guardião continuará a ser o experiente Douglas. Por ser uma equipa relativamente jovem, será possível observar bastante atrevimento tanto a nível ofensivo, maioritariamente pela responsabilidade de Edwards, como no meio campo, uma vez que Pêpê é um médio que remata imensas vezes de fora de área.

JOGADOR A TER EM CONTA:

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Davidson – É o seu quinto ano em Portugal, mas é apenas agora que começa a ter o destaque merecido. O avançado brasileiro já conta com nove golos e dez assistências, provando assim não ser apenas um avançado restrito à grande área. A um golo de igualar o seu recorde pessoal, referente à época transata, Davidson tem sido o responsável pela finalização das jogadas vitorianas. O brasileiro já sabe o que é marcar ao FC Porto, tendo sido o responsável pelo golo da vitória dos Conquistadores em 2018 no Estádio do Dragão.

 

XI PROVÁVEL:

4-3-3: Douglas, Sacko, Venâncio, Pedro Henrique, Hanin, João Carlos Teixeira, Pêpê, André André, Marcus Edwards, Davidson e Ola John.

 

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

Com Danilo Pereira e Pepe de fora por lesão e Soares castigado por acumulação de amarelos, Sérgio Conceição vê-se obrigado a alterar os onzes homens que iniciarão o jogo. Utilizando o jogo da última quinta-feira para descansar alguns jogadores e “lançar” outros, o treinador do FC Porto já terá uma alternativa face às ausências de três jogadores importantes. Zé Luís poderá ser o escolhido para substituir Tiquinho Soares no ataque, fazendo dupla com Marega. O meio campo será constituído por Uribe e Sérgio Oliveira, que tem estado num crescendo de forma. Nas faixas laterais do meio campo, a apoiar o ataque, teremos a velocidade e imprevisibilidade de Luis Díaz e a solidez e segurança de Otávio. A defesa será constituída por Mbemba e Marcano, com Corona e Alex Telles nas laterais e, mais atrás, o argentino Marchesín completará o onze inicial. Será um FC Porto parecido com aquele que defrontou o SL Benfica na passada semana, mas com alguns remendos que poderão surpreender.

 

JOGADOR A TER EM CONTA:

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Sérgio Oliveira – Assim que Danilo Pereira entrou para o boletim clínico dos dragões, Sérgio Oliveira assumiu o seu papel da melhor forma. Tem tido um papel determinante no meio campo portista, acrescentando ainda mais valor a nível ofensivo do que Danilo. É também um elemento muito importante nas bolas paradas, pois tem um remate explosivo e sabe colocar a bola precisamente onde pretende. Deu outra dinâmica à equipa e isso reflete-se nos seus números – três golos e uma assistência nos últimos cinco jogos.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Marchesín, Alex Telles, Marcano, Mbemba, Corona, Luis Díaz, Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Zé Luís e Marega.

Foto de Capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão