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Dear, Kobe

Querido Kobe,

Antes de saber o que era um turnover, eu já gostava de ti. Aquele jogador que usava a camisola 24 nas cores amarela e roxa conquistou uma menina que ainda não sabia o que era a NBA. Foste o Michael Jordan da minha geração, e inspiraste milhões de crianças a pegar na bola laranja ou numa bola de papel e tentar ser como tu eras.

Antes de saber o que era um fade, eu já gostava muito de ti, mas nunca apoiei a tua equipa. Parece uma contradição, gostar tanto de ti e não te apoiar quando subias ao teu palco. Ainda por cima escolhi um rival de divisão, os Golden State Warriors, que estavam a começar a encantar o mundo com uma nova forma de jogar. Sei que não ficaste chateado, porque não podemos ser todos do mesmo e era mais uma contra ti.

Nunca tive grande jeito no desporto e só os meus heróis me conseguiam fazer levantar e tentar ser melhor. A tua lesão no calcanhar deixou-te nas cordas, mas mesmo assim conseguiste voltar à luta, e eu achava que depois disso ias ser eterno, porque só os grandes conseguem passar os obstáculos como tu o fizeste. Se deu certo, porque não tentar?

Levo um pouco da tua mentalidade para tudo o que faço. Por vezes fica complicado continuar a batalhar para algo que está a correr mal, mas é preciso contar “3, 2, 1…” e esperar que um buzzer beater nos dê novamente a esperança de vencer o encontro da vida como fizeste tantas vezes. Até ao último segundo.

Deixaste-nos, e contigo foi um dos meus maiores sonhos: poder entrevistar-te e dizer o quanto me deste sem saber que tinhas dado. Sinceramente, ainda não consegui chegar à conclusão de que tenho de falar de ti como passado, como alguém que partiu. Sempre me disseram que as lendas, como tu, nunca morrem. Com a tua influência, eu sei que todos os jogos vamos sentir a tua presença.

A mentalidade do LeBron James, a forma de lançar do Devin Booker e muitos outros atletas vão continuar a fazer nos lembrar de Mamba, e todos eles vão continuar um legado eterno no basquetebol. Só alguém como tu podia deixar um legado tão bonito e uma saudade deste tamanho em tantas pessoas, nem deves ter noção do número.

Eu não acompanhei toda a tua carreira, não soube o que eras com a camisola oito. No entanto, a minha idade não me deixa ficar para trás na conversa sobre a admiração que tenho por ti, porque tu foste o culpado de ficar amante deste jogo, de saber as regras e ficar madrugadas sem dormir para tormento da manhã seguinte.

Aquele jogo com os Jazz vai ficar eternamente na minha memória, aquilo eras tu, aquilo era o senhor que me faz acreditar nos meus sonhos. 20 anos depois do teu draft, acho que toda a gente parou, e deixaram de existir equipas. No dia do teu desaparecimento, as rivalidades voltaram a ser postas de lado e só interessava homenagear um dos melhores de sempre.

Acho que esta carta já está a ficar longa, mas nunca conseguia dizer em tão poucas linhas o quão boa foi a tua influência. Erros todos cometemos, e até nos teus baixos conseguiste manter os teus princípios. Continua a brilhar desse lado, e espero que nunca sejas esquecido. Da minha parte podes estar descansado.

Da tua eterna fã,

Clara Maria Oliveira

Foto de Capa: NBA

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Campeonato de Portugal | Balanço

Aquele que é conhecido por ser o maior campeonato do país – denominado Campeonato de Portugal – iniciou há pouco tempo a segunda metade da competição, justificando-se um ponto de situação sobre o mesmo. Até porque este é um campeonato que tem ganho maior protagonismo e divulgação, muito devido à criação do novo Canal 11 e até mesmo das redes sociais. A qualidade demonstrada por muitos jogadores é algo que desperta a atenção dos clubes de divisões superiores e esta divisão também funciona muito por isso: pelo sonho de muitos atletas em dar o salto no final de cada temporada, assim como a ambição de diversos clubes em ascender de patamar.

Nesta altura da competição, penso que não é descabido afirmar que FC Vizela, FC Arouca e SC Praiense irão marcar presença no playoff de subida. Quanto aos restantes, uns estão mais perto que outros, mas prevê-se uma disputa intensa pelas vagas que podem dar caminho ao sonho final. Todos querem suceder a UD Vilafranquense e Casa Pia AC, embora se saiba que o percurso é extremamente complexo. Dos atuais quatro líderes e após 19 jornadas, o FC Arouca é o que somou mais pontos e tem a melhor defesa e o FC Vizela tem o melhor ataque.

Por outro lado, CSD Câmara de Lobos, GD Bragança, AD Oliveirense, Ginásio Figueirense, SC Vila Real, GD Fontinhas e GDV Sernache estão em situação incómoda e parece difícil escaparem à despromoção, devido ao atraso pontual e desempenho até ao momento.

No entanto, ainda haverá muita história por contar, embora seja necessário que se comecem a sentir os efeitos de recuperação para todos aqueles que pretendem fugir à despromoção, o que não se antevê nada fácil, pois ao todo são 20 os que acabam neste cenário.

Corrida ao pódio

Tem sido uma constante desde o início da época: a luta pelo terceiro lugar da tabela classificativa continua ao rubro, numa dividida entre Sporting CP, o atual detentor do posto, e o FC Famalicão. Os famalicenses arrancaram o seu percurso na primeira liga da melhor forma possível e surpreenderam todos os amantes do futebol ao apoderarem-se do primeiro lugar por várias jornadas consecutivas.

Contudo, a quebra do momento deu-se quando defrontou o FC Porto em casa dos dragões, em outubro. Os portistas não deram hipótese e roubaram para si o lugar cimeiro – partilhando-o com o clube da Luz -, atirando os pupilos de João Pedro Sousa para a terceira posição. Desde então, o FC Famalicão tem enfrentado os leões na batalha pelo lugar que dá acesso à terceira pré-eliminatória da Liga Europa, mas podem juntar-se outros soldados nesta luta.

Para começar, o SC Braga, que tem apresentado uma escalada de rendimento monumental desde a troca de treinador, caminhando a passos largos para replicar no campeonato a boa prestação nesta edição da Liga Europa. Rúben Amorim tem feito renascer os sonhos dos adeptos arsenalistas em jogar nas competições europeias na próxima temporada, garantindo o SC Braga num lugar que lhe tem sido habitual nos últimos anos.

O Sporting CP subiu ao 3º lugar após vencer o CS Marítimo
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Rio Ave é outra das equipas com possibilidade de lutar por um lugar no pódio. A turma de Carlos Carvalhal tem feito um percurso interessante e, assim como o SC Braga e o Vitória SC – ou até mesmo o Vitória FC, que está em igualdade pontual com o emblema de Guimarães -, podem ainda causar algum incómodo na disputa pela terceira posição.

Mas é o Sporting CP a verdadeira dor de cabeça para os famalicenses neste momento. Os leões estão a ter uma temporada muito intermitente, que já envolveu a troca do treinador Marcel Keizer por Silas, que se especula que ficará apenas até ao final da época. Para além disso, Bruno Fernandes, peça fundamental no jogo do Sporting, já não vai fazer parte das contas da equipa.

O internacional português foi um dos motores da equipa. Os leões ascenderam esta jornada ao terceiro lugar, depois de vencerem o CS Marítimo, beneficiando da derrota caseira do FC Famalicão frente ao CD Santa Clara.

Semana após semana, temos assistido a esta oscilação na tabela classificativa entre estas duas equipas, pelo que estarão reunidas todas as condições para que haja, nesta segunda metade da época, um saudável e estimulante combate pela posição que fecha o pódio. Resta saber se outras equipas se vão juntar de forma mais aguerrida a esta luta, ou se vai ser apenas um duelo entre leões e a equipa sensação do campeonato.

Foto de Capa: FC Famalicão

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Fórmula 1: O que esperar para 2020?

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A Fórmula 1 em 2019 esteve em crescimento. Crescimento porquê? Crescimento porque as outras equipas, para além da Mercedes, mostraram estar mais competitivas – tanto a Ferrari como a Red Bull conseguiram vitórias e pole positions. Apesar disto, a Mercedes teve um arranque de temporada excelente, o que lhe garantiu o campeonato de construtores e o título para Lewis Hamilton.

Para 2020, as regras não mudam muito, o que significa um maior conhecimento adquirido em 2019 por parte das equipas. Em 2020, também não há teto orçamental, ou seja, as equipas por mais que digam “que não se vão preocupar com isso”, claro que se vão preocupar. A grande mudança de regulamentos em 2021 pode significar uma mudança no domínio alemão que vem desde 2014. Mas já nos adiantamos. Vamos focar-nos agora em 2020.

A partir daqui, recorrendo a uma espécie de antevisão, as páginas seguintes estão reservadas para uma pequena análise do grid para 2020, falando um pouco de equipa para equipa, o que podemos esperar para a próxima temporada.

Foto de Capa: Formula 1

Artigo de Angelina Barreiro, David Pacheco e Luís Manuel Barros

Robin Koch: O central ideal?

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O central alemão Robin Koch tem sido apontado ao Sport Lisboa e Benfica. O jogador do SC Freiburg tem um valor de mercado de 18 milhões de euros e o negócio poderá concretizar-se à volta desse valor, podendo o jogador ainda chegar à Luz neste defeso ou só mesmo no verão.

Olhando para o plantel do Benfica, o setor central da defesa não parece um dos mais necessitados. No entanto, este interesse no central de 23 anos incide sobretudo em três pontos: a possível inaptidão (considerada, hipoteticamente, pelos responsáveis encarnados) de Jardel, precaver uma eventual saída de Rúben Dias no mercado de verão e trazer mais concorrência a Ferro.

Nos últimos jogos, Ferro tem somado exibições menos bem conseguidas. Contudo, no plantel do Benfica não existe alternativa válida ao central português. Jardel parece já não ter a capacidade física de outrora e Morato está ainda numa fase de crescimento e maturação tática, necessitando ainda de mais tempo de jogo na equipa B e nos sub-23.

Robin Koch surgiria como uma grande alternativa a Ferro, sendo um jogador do mesmo nível ou até superior ao central português.

O camisola 25 da equipa alemã tem uma elevadíssima capacidade de posicionamento e de controlo da profundidade. Apesar da sua grande envergadura (1,90m de altura), Koch dispõe de alguma velocidade e aceleração, o que lhe permite acompanhar as desmarcações de avançados rápidos e fazer as dobras aos seus laterais com qualidade. Robin Koch realiza 1,5 interceções e cerca de um desarme por jogo.

A forma errada e algo imatura como aborda alguns lances (à semelhança de Ferro) faz com que cometa ainda alguns erros graves, como foi possível observar no jogo frente à Argentina, na sua primeira internacionalização. No entanto, a tomada de decisão e a abordagem aos lances é algo que só se adquire com tempo de jogo, e a evolução do jogador tem sido assinalável.

Ofensivamente, o central internacional pela Alemanha não é tão forte, mas demonstra ter alguma qualidade na construção. A busca do espaço interior está sempre presente na sua mente, sendo Koch perfeitamente capaz de realizar passes verticais e entre linhas com excelente qualidade. O passe longo é uma das áreas fortes do jogador, muito fruto da sua boa visão de jogo.

Em termos estatísticos, Koch completa 85% dos passes totais, 75% dos passes para o meio campo adversário e 65% dos passes longos. Os números não são brilhantes, mas são números muito interessantes, sobretudo tendo em conta a qualidade do jogador no momento defensivo e na transição defensiva. A sua altura é uma grande mais valia para a equipa nas bolas paradas ofensivas e defensivas e nos cruzamentos para a sua área.

Robin Koch é já internacional A alemão, por duas ocasiões
Fonte: DFB

No SC Freiburg, ao serviço de Christian Streich, Robin Koch alinha normalmente como central do meio num esquema de três centrais. Mesmo nos jogos ao serviço da seleção alemã, alinhou na mesma posição. Seria interessante perceber como é que o jogador se iria adaptar a jogar novamente apenas em dupla, uma posição que não ocupa desde 2016 (ao serviço do FC Kaiserslautern). No entanto, tendo em conta a capacidade posicional e a perceção defensiva do jogador, não creio que fosse um problema para o jovem alemão.

O SC Freiburg está a realizar uma época bastante interessante, o que pode aumentar a atenção e o interesse sobre o jogador. Robin Koch é internacional sub-21 alemão e já representou a equipa A da mannschaft por duas ocasiões. Estas internacionalizações aumentaram bastante o valor do jogador, o que pode dificultar o negócio para os encarnados. O desejo do alemão parece ser mudar-se para Lisboa, mas resta saber se o interesse do SL Benfica é sério e se os encarnados estão dispostos a desembolsar perto de 15 milhões por um defesa central, números que há uns anos seriam quase proibitivos.

Seria uma boa contratação e uma grande declaração de intenções por parte dos encarnados, sobretudo no que diz respeito às ambições europeias do clube.

Foto de capa: Bundesliga

Artigo revisto por Diogo Teixeira

FC Porto 2-1 Gil Vicente FC: Três pontos que valem por si só

A CRÓNICA: SOFRER PARA ACORDAR

Depois do desaire na Taça da Liga e com uma situação delicada instalada no clube, o FC Porto tinha um teste onde não poderia falhar, frente ao Gil Vicente FC, que venceu os dragões em Barcelos, na primeira jornada do campeonato.

A primeira parte jogou-se a ritmo lento, com o FC Porto a não criar grandes problemas à defesa gilista. A partida só acelerou com a aproximação do intervalo, quando o Gil Vicente, através de Sandro Lima, o homem em maior destaque nesta primeira parte, se desmarcou e permitiu que Marchesín se agigantasse perante ele. Na resposta, Marega isolou-se mas, devido ao mau domínio de bola do maliano, não aproveitou a má colocação de Denis.

O Gil Vicente chegou mesmo à vantagem através de Sandro Lima, aos 44′. Após um ataque rápido, Fernando Fonseca cruzou a partir da direita e o ponta de lança do emblema de Barcelos adiantou o Gil Vicente no marcador. O FC Porto respondeu e ainda foi a tempo de empatar antes do intervalo. Iván Marcano, após um cruzamento de Matheus Uribe, cabeceou com potência para a baliza de Denis.

O FC Porto entrou focado em passar para a frente no marcador, acelerou o passo e chegou mesmo à vantagem. Sérgio Oliveira, a passe de Romário Baró, fez o segundo dos dragões. Os portistas dominaram a marcha do jogo, sobretudo quando o Gil Vicente ficou reduzido a 10 elementos por expulsão de João Afonso.

O FC Porto conquistou, assim, os três pontos, mas não convenceu, exibindo-se a um ritmo baixo e sem ideias ofensivas claras.

A FIGURA

Fonte: Gil Vicente FC

Sandro Lima – O avançado gilista deu muito trabalho à defesa portista e acabou mesmo por assinar o único golo do Gil Vicente na partida.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

João Afonso – O médio do Gil Vicente foi mais cedo para os balneários, depois de ter sido expulso aos 73′, por ver o segundo amarelo. De recordar que o primeiro foi escusado, depois de uma troca de empurrões com Sérgio Oliveira.

ANÁLISE TÁTICA – GIL VICENTE FC

O Gil Vicente FC manteve uma defesa compacta, capaz de controlar os ataques portistas, muito por causa do baixo ritmo de jogo. Os gilistas saíram, sobretudo, através do jogo longo para Sandro Lima, que deu trabalho à defesa portista.

Na segunda parte, os gilistas apostaram nas bolas paradas como forma preferencial de chegar à baliza portista, dada a ineficácia das aberturas laterais e do jogo na profundidade.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Denis (5)
Fernando Fonseca (6)
Rodrigão (5)
Rúben Fernandes (5)
Henrique Gomes (6)
Soares (6)
João Afonso (4)
Kraev (6)
Arthur Henrique (6)
Sandro Lima (7)
Lourency (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baldé (5)
Naidji (5)
Ahmed Isaiah (5)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto, no primeiro tempo, teve mais posse de bola, mas não soube aproveitar essa mesma posse para criar perigo junto da baliza do Gil Vicente. A pressão alta exercida sobre o adversário foi demasiado passiva, o que originou algumas saídas perigosas dos barcelenses. Na segunda parte, os médios portistas entrosaram-se mais no ataque, aparecendo mais perto da área adversária, e daí surgiu o golo de Sérgio Oliveira, além de uma oportunidade flagrante para Romário e para Vitinha, no mesmo lance.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)
Wilson Manafá (5)
Iván Marcano (6)
Mbemba (6)
Alex Telles (6)
Matheus Uribe (6)
Sérgio Oliveira (6)
Romário Baró (6)
Jesús Corona (6)
Moussa Marega (6)
Tiquinho Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (6)
Luis Díaz (5)
Fábio Silva (5)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

GIL VICENTE FC

Bola na Rede: Sandro Lima leva já 11 golos nesta época e tem-se destacado na frente de ataque gilista. Apesar dos 29 anos dele, receia que ele possa aventurar-se a outros voos num futuro próximo? 

Mário Nunes: Se for bom para o atleta e para o clube, não há problema. O Sandro está a fazer uma época muito boa e está a aprimorar as qualidades que já tínhamos detetado nele no Desportivo de Chaves. É como o Vinho do Porto, está a maturar com a idade.

FC PORTO

Bola na Rede: Sérgio, a equipa, na segunda parte, entrou com os médios mais perto da área adversária e daí surgiu até o golo do Sérgio e depois uma oportunidade para o Romário e para o Vitinha. Foi isso que quis implementar ao intervalo?

Sérgio Conceição: Ao intervalo foi a primeira vez que não falei de nada a nível estratégico. Dei algum conforto e tranquilidade aos jogadores que necessitavam. Isso é um facto, os médios foram importantes na chegada à área, e o Vítor ainda teve uma ocasião e houve mais situações que eles estiveram em posição de finalizar. Isso é um facto.

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

«O FC Shakhtar lutava para ser campeão em Portugal» – Entrevista a Luís Castro (Parte I)

Com a eliminatória frente ao SL Benfica à porta, o Bola na Rede conseguiu chegar à fala com Luís Castro. Numa grande entrevista exclusiva para o nosso site, o técnico do Shakhtar FC abre o jogo e fala sobre o encontro da Liga Europa, a sua carreira e sobre a experiência inesquecível de jogar a Liga dos Campeões, uma prova que de competência e de sorte, em que poderás apostar no bet bonusEsta é a primeira de duas partes desta grande entrevista exclusiva com um dos melhores treinadores portugueses do mundo.

– A saída de Portugal e a experiência na Ucrânia –

«Senti que estava na altura de partir de Portugal».

Bola na Rede: Luís, muito boa tarde e obrigado por ter aceitado o nosso convite. Começamos, obviamente, por esta sua experiência no FC Shakhtar, até porque disse há bem pouco tempo que não se via a sair de Portugal. O que mudou para ter escolhido este clube?

Luís Castro: Boa tarde. As propostas que nos aparecem são sempre analisadas de forma profunda. Houve várias de sair para o estrangeiro, mas depois de analisar o convite do Shakhtar senti que estava na altura de partir. E por vários motivos. Já tinha feito de tudo em Portugal enquanto treinador, já tinha sido diretor-técnico e passado por todos os escalões de formação. Agora, sinto-me estável, confortável e dominador, e não tive dúvidas sobre agarrar este trabalho no Shakhtar.

BnR: Chega à Ucrânia para substituir um treinador português. Paulo Fonseca deixou uma herança pesada no FC Shakhtar ou sente que vai ser capaz de prosseguir o seu bom trabalho na Ucrânia?

LC: O Paulo esteve bem, como já tinha estado noutros momentos da sua carreira e como está na AS Roma. Quando chegamos a um clube, aquilo que mais queremos que esse clube tenha é um rasto de vitória. Ao contrário do que as pessoas dizem sobre ser mais fácil ganhar num clube que ganhe poucas vezes, porque a pressão é menor, do que num clube que ganhe muitas e onde não há margem para errar: eu sou de opinião que é muito melhor pegar num clube com rasto de vitória, porque já existem pessoas habituadas a ganhar e com competências para ganhar. E quem chegar ao clube, se tiver competência, também vai ganhar. Felizmente, é o que está a acontecer aqui. O campeonato é o objetivo número um da época e há a sensação de que temos de ser campeões e isso sente-se em cada campo onde entramos. Estamos a fazer um bom percurso, nada está ganho, mas sente-se a alegria por irmos na frente. E isto também é fruto do trabalho do Paulo e do mister Lucescu, que projetaram o clube para um patamar ótimo. E eu sinto-me bem com essa herança.

BnR: O FC Shakhtar joga fora da sua cidade devido ao conflito na Crimeia. Como foi lidar com essa mudança? E que dificuldade é que coloca esse fator na preparação de jogos?

LC: O maior peso vai para o lado da logística, que é pesadíssima. Treinamos em Kiev e jogamos em Kharkiv, o que, como podem imaginar, acarreta muitos problemas a esse nível. Enquanto treinador, as coisas são feitas de forma muito natural, temos de ir preparando e pensando no que é a proposta diária de treino e de jogo. É aí que está todo o nosso foco. O clube ajusta-se ao que queremos fazer todos os dias. Têm sido fantásticos. O clube está habituado a trabalhar e a servir-nos da melhor maneira, como aconteceu com o Paulo e com o mister Lucescu. Tudo normal e tudo natural. Eles estão habituados a esta mudança e tudo corre de forma normal.

Luís Castro construiu uma boa relação com os seus jogadores
Fonte: FC Shakhtar

BnR: Ou seja, e pegando no que diz sobre a qualidade da sua equipa, diria que o Shakhtar, em Portugal, seria candidato ao título?

LC: Sim, claramente. Aliás, o percurso de Champions mostra isso. Uma equipa como a nossa, que perde dois jogos em casa, com o Manchester City e a Atalanta… Mas estamos a falar de uma Atalanta de Gasperini, que pode fazer um percurso interessante na Liga dos Campeões. De resto, não perdemos com o Zagreb, empatámos em Manchester e na Atalanta… Os jogadores que temos jogam na seleção ucraniana, seleção essa que ficou à frente de Portugal no apuramento para o Europeu, portanto isto tudo mostra o nosso nível enquanto equipa.

BnR: Ainda tem um certo amargo pela derrota com a Atalanta?

LC: Sim, são momentos difíceis de viver, mas não nos fere de morte. Nós sabemos que na Champions tudo pode acontecer. A 25 minutos do fim estávamos apurados para os oitavos e no final perdemos por 3-0. Assim como o Dínamo Zagreb, a duas jornadas do fim, estava a ganhar contra nós por 2-1 aos 95 minutos, e estava apurado, e chega ao final da fase de grupos em último lugar. Em quatro minutos tudo mudou. Temos de aceitar de forma natural.

BnR: Na Liga dos Campeões teve duas boas exibições perante o Manchester City de Pep Guardiola. O treinador espanhol disse-lhe alguma coisa, após o final do encontro? 

LC: Cumprimentámo-nos e desejámos felicidades para o futuro dele na prova, e ele desejou-nos o mesmo. Foi tudo muito cordial. No jogo de Kharkiv, não tivemos um desempenho tão bom como tivemos no Ethiad. E ele deu-nos os parabéns pela boa exibição.

Para quando Pedro Mendes?

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Em Portugal, mais concretamente no Sporting Clube de Portugal existe uma grande desvalorização dos jogadores da Academia. Parece que os dirigentes leoninos têm sempre algo a apontar aos jogadores de formação.

Mas tal como o nome indica, ainda estão a efetuar a sua formação e, por isso, a sua evolução só se completará com uma assídua presença nos jogos da equipa principal. Sendo recomendável que haja um equilíbrio entre juventude e jogadores já formados, de forma a “mascarar” os erros dos mais novos, ainda em aprendizagem.

Considerado por muitos como um erro de amador, o avançado leonino Pedro Mendes não tinha sido inscrito no ínicio da época, numa fase em que o emblema verde e branco necessitava de um jogador que marcasse golos. No entanto, aquando da sua inscrição em Janeiro, pouco ou nada se tem visto do avançado. Por isso fica a questão no ar: se antes deste mês a desculpa era a não inscrição de Pedro Mendes, qual será a razão da não aposta visto que já está inscrito desde os primeiros dias de janeiro?

O jovem ainda espera pelas suas oportunidades na equipa principal
Fonte: Sporting CP

Jogos como os da Taça de Portugal e Taça da Liga são perfeitos para o desenvolvimento de jogadores da formação, porque por norma se houver algum erro que não se consiga compensar, as equipas adversárias possuem, na maior parte das vezes, menos qualidade que o clube de Alvalade, o que faz com que consigamos criar mais situações de perigo.

A Taça da Liga já findou e poucas oportunidades foram dadas a Pedro Mendes. Na Taça de Portugal, a eliminação precoce diante do Alverca também ditou o destino de Pedro Mendes no que toca à sua aposta até final de época, reduzindo ainda mais a hipótese de somar minutos.

Pode ser que seja aposta na Liga Europa, mas é unânime que as expetativas leoninas para essa competição não são muito altas e por isso também não será nesta competição que Pedro Mendes terá a regularidade necessária para continuar a sua evolução.

Apesar da chegada recente de Sporar, a imediata e grave lesão de Luiz Phellype pode ter aberto uma outra janela de oportunidade para o jovem avançado.

Foto de Capa: Sporting CP

Revisto por: Jorge Neves

Quem disse que uma equipa de futebol feminino não tem cultura tática?

Sporting CP e SC Braga encontraram-se no passado domingo, em Alcochete, naquele que era claramente o jogo de cartaz dos oitavos de final da Taça de Portugal de futebol feminino. O passado recente dava algum favoritismo às leoas, fruto de um bom momento no campeonato, onde persegue a liderança do Benfica.

Já o SC Braga, praticamente impossibilitado de revalidar o título nacional, via na Taça de Portugal como uma grande aposta para o que resta de uma temporada muito desgastante, marcada pela estreia história na Liga dos Campeões, algo que, por muito bom que seja, deixou marcas no plantel. O Braga começou a temporada muito cedo devido a essa participação europeia e o desgaste começa a fazer-se sentir.

Quem acompanha o futebol feminino e mais concretamente a equipa do SC Braga, está familiarizado com a disposição tática habitual, assente num 4x4x2 losango, com duas médios interiores, proporcionando maior liberdade às laterais para atacar o espaço vertical, contando com duas pontas de lança que oferecem também muita largura e mobilidade ao jogo ofensivo da equipa.

Foi precisamente nesse sistema, e privado de algumas jogadoras importantes, que o SC Braga aplicou na primeira jornada do campeonato, em Alcochete. Na altura, as Guerreiras do Minho ainda estiveram em vantagem mas acabaram derrotadas por 2-1 num jogo onde as leoas aproveitaram o desgaste evidente e notório de uma equipa que tinha defrontado uma das melhores da Europa, o Paris Saint-Germain, poucos dias antes. Porém, durante cerca de 65 minutos, o Braga conseguiu ser superior, pecando apenas na finalização.

Mais recentemente, e em Braga, as minhotas entraram em campo utilizando o mesmo sistema utilizado nesse encontro (e que utiliza na esmagadora maioria dos jogos) mas as comandadas de Susana Cova pareceram muito mais bem preparadas para anular as bracarenses e venceram por 4-2, beneficiando de uma segunda parte de alto nível, tirando completamente a equipa do Braga do jogo. Parecia que, fizesse o que fizesse, Miguel Santos não estava a encontrar o antídoto para bater as leoninas. Por mais equilibrados que os jogos fossem em muitos momentos do jogo e sendo a qualidade do plantel do Braga inegável, notava-se que faltava sempre “mais um danoninho” para alcançar a vitória.

SC Braga bebeu o danoninho que faltava para derrotar o Sporting
Fonte: SC Braga

A chave da surpresa tática de Miguel Santos: Hannah Keane

O Braga chegou a Alcochete privado de Dolores Silva (por castigo) e de Denali Murnan (por lesão) mas Miguel Santos soube entender o que o jogo ia pedir e soube dar à equipa uma dinâmica diferente dentro da sua própria identidade, que nunca foi beliscada. Alterando do 4x4x2 para o 4x2x3x1, o Braga entrou em campo com um duplo pivô no meio campo formado por Regina Pereira e Vanessa Marques com Hannah Keane no apoio direto a Laura Luís no ataque. Pelas alas as rapidíssimas Shade Pratt e Farida Machia. O segredo não reside diretamente no sistema apresentado mas sim na função de uma jogadora: Hannah Keane. A irlandesa, avançada de raiz mas médio ofensiva neste jogo, encheu o campo e foi a grande dinamizadora de todo o futebol ofensivo das guerreiras, surpreendendo completamente o Sporting, que nunca conseguiu reagir à surpresa tática preparada por Miguel Santos.

Atrevo-me a dizer que Hannah Keane foi a melhor jogadora em campo, não só porque entendeu na perfeição os espaços que deveria pisar, entendeu quando deveria juntar-se a Laura Luís numa primeira fase de pressão a dois na saída de jogo do Sporting como resguardar-se numa segunda linha de pressão, ajudando a juntar o bloco bracarense, dando total iniciativa de jogo às leoas, que nunca tiveram criatividade para penetrar na organização defensiva do Braga.

Já no momento de atacar, Keane foi sempre a primeira referência da equipa, partindo quase sempre em apoio frontal, segurando a bola, o jogo e o controlo do mesmo, permitindo à equipa fazer aquilo que queria fazer no momento, seja acelerar numa transição rápida, seja preservar a posse de bola durante algum tempo, fazendo também a equipa do Sporting correr atrás da mesma.

Dominar o jogo…sem bola

Se estivéssemos a falar de futebol masculino, diríamos com certeza que este Braga era de escola italiana pela forma agressiva como defendeu, rigorosa na ocupação de espaços e no critério com que saiu para a transição ofensiva, com Vanessa Marques a ser a grande referência nos lançamentos para Machia e Pratt. O Sporting, em organização ofensiva, nunca conseguiu encontrar os caminhos para a baliza de Marie Hourihan.

Tatiana Pinto, geralmente a primeira referência na construção curta do Sporting, foi completamente bloqueada quer por Laura Luís (muito batalhadora e muito móvel no jogo), quer por Hannah Keane, que ajudou imenso a Vanessa e Regina Pereira controlar o meio campo do Sporting, que privilegia muito o jogo interior muito por força das movimentações da jogadora que vou mencionar a seguir: Raquel Fernandes.

A brasileira é a principal armadora de jogo ofensivo do Sporting mas, embora tenha tido bastante bola, nunca encontrou correspondência devido à falta de espaço para jogar no meio campo do Braga. Carolina Mendes e, mais tarde, Hannah Wilkinson, foram sempre bloqueadas pelas centrais do Braga e Diana Silva, a jogadora mais rápida e mais forte na finalização do Sporting, foi também ela completamente anulada pela lateral esquerdo do Braga, Ágata Filipa. Ora, toda esta anulação de espaço por parte do Braga juntou-se à falta de capacidade do meio campo do Sporting em desprender-se de todas as amarras criadas pelas bracarenses.

O Braga soube sempre controlar os pontos mais fortes do jogo do Sporting, muito fruto de uma linha de pressão média durante cerca de 60 minutos mas de uma linha defensiva sempre alta no campo, com muita intensidade na pressão quando a bola entrava no seu meio campo defensivo. Na segunda parte, e com o resultado já em 2-0, assistiu-se a uma normal reação do Sporting, que teve mais domínio territorial e muito mais bola mas praticamente nenhuma oportunidade de golo.

O baixar do bloco do Braga não foi sinónimo de facilidades na circulação de jogo do Sporting, visto que nos últimos 40m nunca conseguiu meter velocidade no jogo de forma a desmontar a equipa do Braga que , com o passar dos minutos foi ficando muito mais desgastada por ter corrido tanto tempo atrás da bola, mas que tinha o conforto emocional de quem estava a vencer cumprindo à risca o seu plano de jogo. O terceiro golo, já nos descontos e com a equipa do Sporting já descrente e completamente desequilibrada, é não só uma transição muito bem gizada como uma representação em forma de golo daquilo que foi o jogo do Braga: competente, de muita entrega e com enorme competência a decidir nos momentos críticos do jogo.

A vitória é das jogadoras mas esta tem dedo de treinador. Pela leitura do jogo, pelo acreditar numa equipa cansada e desfalcada num setor tão importante como o do meio campo, Miguel Santos está de parabéns. Inteligência, astúcia e união: assim segue o SC Braga na Taça de Portugal.

Foto de Capa: SC Braga

Revisto por: Jorge Neves

Será que há tempo de criar uma Lenda das Aves?

Cá em Barcelos temos a Lenda do Galo, que conta que em tempos medievais, a inocência de um homem injustamente acusado de roubo, foi provada pelo cantar de um galo assado. Acredito que na Vila das Aves, neste momento, gostariam imenso de ter uma lenda destas para acreditar na “salvação” do clube da sua terra.

O Clube Desportivo das Aves diz muito pouco à maioria dos portugueses; natural da pacata Vila das Aves, no distrito do Porto, veio agitar os radares do futebol nacional quando garantiu a subida à primeira divisão, na época 2016-2017. E esse ano, haveria de ficar na história do clube, graças à conquista da Taça de Portugal frente ao Sporting CP; na altura, até surgiu o sonho de competir na Europa, graças à Prova Rainha, mas as burocracias do costume afastaram este modesto clube nortenho dos grandes palcos europeus.

Hoje-em-dia, vemos o Aves numa situação delicada: já vai no seu terceiro treinador desta época (começou Augusto Inácio a quem sucedeu Leandro Pires, interinamente, sendo agora orientado por Nuno Manta Santos), ocupa o último lugar do campeonato com apenas 9 pontos conquistados, derivados de 3 vitórias; a situação é indiscutivelmente precária, mas, ainda assim, creio pelas mais recentes exibições do clube nortenho, coincidentes com a entrada para o comando técnico do novo treinador, que o Aves ainda nos vai surpreender na segunda volta do campeonato.

Nuno Santos pegou no leme da equipa à 12ª jornada, estreando-se com uma derrota por 3-2 frente ao Moreirense FC; logo a seguir, venceu o SC Braga em casa por 1-0, seguindo-se duas derrotas por 1-0 frente a Vitória FC e Santa Clara e uma por 2-1 frente ao SL Benfica, terminando a primeira volta com uma expressiva vitória por 3-0 frente ao Portimonense FC ( o que ditou a saída do seu treinador, António Folha). Interessa, assim analisar o trabalho levado a cabo por este jovem treinador, um dos mais promissores da Primeira Liga: o que todos os jogos sob o leme de Santos têm em comum é um novo ADN do CD Aves. Tornou-se uma equipa mais competitiva, organizada, perigosa e assertiva. Os dois últimos jogos, nomeadamente a derrota frente aos campeões nacionais que ainda os pôs em sentido e a vitória sobre um adversário direto são a prova inequívoca do que digo; aliás, a mão de Nuno Manta Santos já valeu aos Avenses 2/3 da sua pontuação. Conseguindo 2 vitórias em 6 jogos, algo que os dois anteriores treinadores nem chegaram a almejar; assim sendo, qual é o segredo para manter o CD Aves na Primeira Liga? Dar o maior apoio possível a Nuno Manta Santos.

Todos nos lembramos da fantástica campanha do Feirense orientado por ele, que dos lugares de despromoção, alcançou um inacreditável 8ºlugar, logo atrás do SC Braga, na época 2016-2017. Por esse histórico e pelo seu mais recente trabalho, acredito no potencial deste técnico para “salvar” o CD Aves: as melhorias são notórias de jogo para jogo, quer em termos de exibições quer em resultados. Assim, resta dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo treinador, continuar a dar asas a Mohammadi, Wellington e Banjaqui, este temível tridente atacante, desenhado por Nuno Manta Santos, a par da aposta na formação, liderada por Reko Silva e Bruno Lourenço, sensações da equipa sub-23 do CD Aves; a estes junta-se a classe do guarda-redes Bernardeau, que há semanas levou meio estádio da Luz ao desespero, pelas inúmeras defesas de categoria que fez, e um eixo defensivo cada vez mais sólido, liderado por Dzwigala e Falcão.

Nuno Manta Santos tem dado uma nova vida ao CD Aves Fonte: CD Aves
Fonte: CD Aves

Em semanas, Nuno Santos mudou o esquema de jogo da equipa, a mentalidade e o ADN. E está tudo a funcionar. É quase um milagre futebolístico, que na realidade vem do trabalho e da competência. Ou muito me engano ou, sob o leme de Nuno Santos, ainda vamos ter o CD Aves na Primeira Liga mais uns tempos e, quem sabe, com a categoria da sua equipa sub-23.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves