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Antevisão FC Porto x Gil Vicente FC: Só a vitória interessa ao FC Porto (ainda) de Sérgio

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FC Porto procura regresso às vitórias no regresso ao Dragão

Na ressaca da derrota na Taça da Liga, os Dragões procuram afastar todos os demónios que o jogo de sábado trouxe. Foi mais uma derrota numa final da competição e, ainda mais significativo, pareceu o início do fim para Sérgio Conceição. O treinador pôs o seu lugar à disposição do presidente na flash interview e nem sequer apareceu na conferência de imprensa. Ainda que Pinto de Costa tenha mantido a confiança, Sérgio Conceição não terá grande espaço para manobras. É essencial para a continuidade do treinador que os próximos jogos acabem todos com os três pontos atribuídos ao FC Porto.

Já pelo lado do Gil Vicente, esta pode muito bem ser um boa oportunidade de continuar com o seu excelente campeonato. A equipa que o ano passado estava a “competir” (os seus jogos nem contavam para a classificação) no Campeonato de Portugal e que nesta época teve virtualmente uma plantel novo está a exceder todas as expetativas ao comando de Vítor Oliveira. O “rei das subidas” tem neste momento a equipa no nono lugar do campeonato. Lembre-se que o Gil já ganhou ao FC Porto esta época, logo no primeiro jogo da época. Hoje, contra um Porto possivelmente fragilizado, a equipa de Barcelos deve certamente achar que consegue tirar algo do jogo.

COMO JOGARÁ O FC PORTO

Depois alguns jogos em que, por força da qualidade do adversário, não eram os Dragões a assumir o jogo por completo, hoje devemos já ver um FC Porto a dominar a posse de bola. Será também o regresso ao 4-4-2 predileto de Sérgio Conceição. Marega e Soares na frente, com Luis Diaz e Otávio pelas alas, sendo que este último atua sempre quase como um terceiro médio, deixando também o flanco aberto para as incursões de Corona e para as desmarcações de Marega. Será crucial que Otávio consiga encontrar o espaço entrelinhas atrás dos avançados de modo a conseguir servi-los com qualidade.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Soares – Numa altura em que a equipa não está propriamente a apresentar um bom futebol, Soares tem-se apresentado como um jogador muito importante. Também ele é capaz de fazer o jogo inteiro sem acrescentar muito ao ataque organizado do FC Porto, mas depois, na área, tem sido o único avançado dos Dragões que tem realmente letal, muitas vezes de cabeça. Antes do último jogo, Tiquinho tinha marcado em 6 jogos seguidos, registando 7 golos nesse período.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Marchesin; Corona, Mbemba, Marcano, Telles; Otávio, Sérgio Oliveira, Uribe, Diaz; Marega e Soares.

COMO JOGARÁ O GIL VICENTE

O Gil Vicente tem, ao longo da época, sido uma equipa que procura defender bem e, quando recupera a bola, sair rápido para o contra-ataque. Contudo, com a contratação de inverno de Rúben Ribeiro, a equipa tem mostrado algum acrescento de critério ofensivo, como foi evidente no triunfo frente ao Belenenses SAD. Ainda assim, frente a um dos grandes, vamos ver um Gil a defender bem, com pouco espaço entrelinhas e a sair muitas vezes em contra-ataque, especialmente tendo em conta a lesão recente de Rúben Ribeiro. A criatividade de Kraev e de juntamente com a finalização de Sandro Lima serão chave nesta fase.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Gil Vicente FC

Fernando Fonseca – o ainda jovem lateral direito português tem relançado a sua carreira em Barcelos. Tem sido um dos jogadores mais consistentes desde que assumiu a titularidade à 5ª jornada, e desde aí não saiu da equipa. No regresso ao Dragão, onde não chegou a jogar pelo FC Porto, será uma peça importante na tentativa de bloquear o poderio ofensivo de Díaz e Telles.

XI PROVÁVEL

4-3-3: Denis; Fernando Fonseca, Rodrigão, Rúben Fernandes, Henrique Gomes; Wiliam Soares, João Afonso, Kraev; Lourency, Yves Baraye e Sandro Lima.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

 

Michael Porter Jr: Chegou o momento para brilhar

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Existem talentos que nunca escapam aos holofotes. Michael Porter Jr foi um deles, desde cedo esteve debaixo dos olhos dos olheiros da NBA e lutou como tantos outros para ganhar um lugar numa equipa da liga. As lesões, no entanto, atormentaram o jovem na caminhada que parecia imaculada rumo ao topo. Esta época voltou ao palco onde é feliz, e está perto do que todos esperavam ver mais cedo.

Estrela na escola secundária, não fugiu ao radar das universidades que lhe queriam oferecer uma estadia sem custos. Primeiro escolheu Washington, em Seattle, mas o pai levou-o a trocar os huskies pela cidade natal, Missouri. Entrou como uma verdadeira estrela, e já davam como certa uma carreira cheia de sucessos na NBA sem sequer ter entrado.

O pior que pode acontecer a um atleta atormentou o jovem. Uma lesão nas costas obrigou-o a abandonar os courts durante quase uma temporada, mas mesmo assim candidatou-se ao Draft da NBA de 2018. Foi escolhido por uma equipa em reconstrução, os Denver Nuggets, que acreditaram no potencial que todos viam nele.

Esperaram um ano, e esta época voltou ao ativo com números bastante positivos em poucos minutos de ação. Apesar de tudo, as comparações a Kevin Durant continuam a ser válidas. Nunca perdeu o poder de explosão, mas a magreza continua a criar alguns problemas de durabilidade.

Não são todos os jogadores que entram na NBA a brilhar, precisam de espaço para irem ganhando o espaço na rotação das suas equipas. Como Michael Porter Jr, Markelle Fultz teve problemas em aguentar a pressão de ser um dos jogadores mais queridos quando entrou na liga. Os apontamentos nesta época que decorre fazem querer que vão voltar às bocas do mundo. Temos de ficar atentos, o talento continua por lá.

Foto de Capa: NBA

Revisto por: Jorge Neves

Richie Porte vence Tour Down Under

As provas masculinas do World Tour já começaram, com a primeira prova do calendário velocipédico a ser realizada na Austrália. A vitória na classificação geral acabou por ser de Richie Porte (Trek-Segafredo), conquistando pela segunda vez a prova.

A competição começou com uma etapa ao sprint, num circuito em Tanunda, num total de 150 quilómetros. A vitória foi para o comboio da Deceuninck-Quick-Step, com uma finalização bem realizada por parte de Sam Bennett. Em segundo lugar terminou o belga Jasper Philipsen (UAE Team Emirates), e em terceiro ficou Erik Baska (Bora-Hansgrohe). Esta foi a primeira vitória do irlandês com o novo patrocinador.

A segunda etapa chegou com a vitória a sorrir para um homem da casa, o australiano Caleb Ewan (Lotto Soudal). Numa etapa de 136 quilómetros, o “Pocket Rocket” não perdoou e impôs-se à frente de Daryl Impey (Mitchelton-Scott) e de Nathan Haas (Cofidis). O final era “durinho” para a maioria dos homens rápidos, feita à medida para o ciclista da Lotto Soudal. Passava assim para a liderança da prova, após a segunda etapa.

No terceiro dia, os homens da geral lutaram pela etapa. Na chegada a Paracombe, com rampas a 11% de inclinação, foi Richie Porte (Trek-Segafredo) quem atacou para a vitória, sem oposição. Robert Power (Team Sunweb) e Simon Yates (Mitchelton-Scott) fecharam o pódio. Porte subia 40 lugares na geral individual, passando para o comando, com seis segundos de diferença para Impey e nove para Power.

Na etapa quatro, com final em Murray Bridge, acabou com um bis de Caleb Ewan. Um sprint aguerrido com Sam Bennett e Philipsen, mas que acabou por ditar nova vitória do ciclista de 25 anos. Esta foi a terceira vitória do ano, após a vitória na prova que antecedeu o Santos Tour Down Under, uma espécie de prova de abertura da temporada.

Jogadores que Admiro #107 – Miralem Pjanic

O camisa cinco da Juventus tem as melhores qualidades que um médio pode ter. Lá, chamam-lhe de “Pianista”. Pode e é influenciado pelo seu apelido, mas a verdade é que a forma subtil como desempenha as suas tarefas em campo podem ser quase tão suaves como a melodia de um piano.

Nascido na Jugoslávia, num local que hoje pertence à Bósnia e Herzegovina, Miralem Pjanic muito cedo se deslocou para o Luxemburgo, de forma a fugir à guerra que se avizinhava no seu país. O seu pai, que jogava na terceira divisão jugoslava, incutiu desde muito cedo esse destino ao filho, mas também é verdade que os dotes do “miúdo” corresponderam a esse desejo.

Foi com naturalidade que chegou ao Metz, com 14 anos de idade e por recomendação de Guy Hellers. Com 17 anos, já se estreava pela equipa principal, defrontando o PSG. A primeira época de profissional sénior foi um sucesso absoluto: o Metz recebe inúmeras propostas pelo talentoso médio. Desde cedo se perspetivou um futuro risonho ao bósnio, a sua classe com a bola nos pés era de arregalar os olhos.

Tido como sucessor de Juninho Pernambucano, dois anos depois herdou a camisola com dorsal oito, que lhe pertencia. Tal como o brasileiro, Pjanic partilha a qualidade de ser exímio na marcação de livres diretos.

De 2010 a 2013, a carreira de Pjanic, subitamente, atravessou o pior momento. Relegado para o banco por Claude Puel, devido ao ingresso de Yoann Gourcuff, apareceu a AS Roma interessada nos seus serviços. Continuou como suplente no clube romano, até que chega Rudi Garcia e implementa o 4-3-3, apostando em Pjanic como médio defensivo, e não como número oito. Foi aqui o marco da viragem da carreira de um jogador que é dono de características tão especiais.

Foi o sucessor de Juninho em 2008 e de Pirlo em 2016
Fonte: Olympique Lyonnais

Em 2014-15, Pjanic deixava em campo pormenores de brilhantismo de forma mais regular: desde a marcação de livres diretos com eficácia (que tanto treinou ainda na adolescência); passando pelas assistências que registava; até ao cumprimento defensivo da posição que lhe era atribuída, a de primeiro médio ou pivot.

Imensamente apreciado em Itália, a Juventus não deixou escapar um talento algo subvalorizado, ou colocado em campo de forma pouco pertinente até receber ordens de Rudi Garcia.

Com Massimiliano Allegri, Pjanic assumiu de igual forma a posição seis. Franzino por natureza, a sua noção e visão de jogo permitem-lhe não ter problemas em colmatar essa sua lacuna de ordem física, pois o seu posicionamento é de excelência. Na Juventus, tem sido desde que chegara um elemento fundamental quer no processo de transição ofensiva, como defensiva.

Com Sarri, a posição é a mesma, mas o desenho tático diferente. Sempre como trinco e é raro ser prescindido no onze inicial. O seu toque de bola é perfumado, refinado. Combinações com os seus companheiros são uma facilidade para o médio, Dybala e Ronaldo, por exemplo, são bons exemplos desse entrosamento “natural”. Afinal, os grandes jogadores comunicam entre si com bola. Com bola falam a mesma língua, independentemente da nacionalidade.

Remate, passe e visão de jogo muito acima da média são de jogador mais ofensivo, mas Pjanic não deixa de recorrer a isso, acrescentando imensas soluções numa primeira fase de construção de jogo. É o pêndulo da equipa onde jogue, e beneficia muito do sistema 4-3-3, já que lhe dá liberdade para ocupar um espaço próprio.

Não tem limitações em chegar à área para finalizar, ou de descer para apoiar. Aliás, apoiar é o seu forte, poucos no mundo compensam, contemporizam e fazem uma equipa jogar com tamanha distinção na atualidade.

É realmente um jogador de classe mundial que admiro, e faço questão de acompanhar.

Foto de Capa: Juventus

Revisto por: Jorge Neves

Sporting CP 1-0 CS Marítimo: À terceira é de vez

A CRÓNICA: BORJA ACABOU POR “CALAR” O SILÊNCIO DOS ADEPTOS LEONINOS

Noite de muita chuva em Lisboa e as bancadas de Alvalade estavam despidas de adeptos para o encontro entre Leões e Maritimistas. Um silêncio quase profundo no estádio caracterizava aquilo que era o sentimento dos presentes nas bancadas. Uma forma de protesto totalmente compreensível devido ao momento que o clube atravessa.

O jogo começou ele muito equilibrado, mas foram os leões que chegaram com mais perigo. Primeiro um bom remate de Sporar, que entrou após lesão de Luiz Phellype, e depois foi Coates, que acabou por introduzir a bola na baliza, mas estava em fora de jogo e não contou. Seguia tudo a zeros. Aos 37 minutos, depois de uma boa jogada maritimista a bola acabou por chegar a Rodrigo Pinho, mas estava atento Luís Maximiano, que defendeu para canto.

No segundo tempo, o Sporting entrou muito atrevido. Desde remates de Bruno Fernandes, Rafael Camacho e investidas pelo corredor esquerdo, a equipa leonina parecia muito mais confortável neste momento da partida. Aos 53′ chega até a fazer golo, mas foi falso alarme. Rafael Camacho aproveitou um excelente cruzamento de Borja e uma má decisão por parte de Abedzadeh, mas o VAR cortou as esperanças verdes e brancas. O golo acabou mesmo por ser anulado por falta de Sporar.

O Sporting continuou a pressionar mesmo depois de lhe ter sido “negado” o 1-0. Aos 66′, Bruno Fernandes faz uma abertura fantástica para Plata que, por sua vez, remata. Valeu ao CS Marítimo o seu guarda-redes que defendeu. Não foram preciso sequer quatro minutos para Bruno Fernandes voltar a causar estragos. O médio leonino rematou forte, uma autêntica bomba, que acabou por ser devolvida pela baliza maritimista.

O perigo estava a ser demasiado evidente do lado da baliza de Abedzadeh. E eis que à terceira é de vez: depois de ter conseguido colocar a bola na baliza e de terem sido anulados os dois primeiros lances, Borja abre as contas da noite. Depois de Jovane aparecer para o cruzamento, Borja fez as honras e permitiu ao Sporting CP carimbar esta vitória em Alvalade.

A FIGURA 

Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Ristovski – O jogador leonino esteve muito interventivo esta noite em Alvalade. Teve várias combinações com Bruno Fernandes e Rafael Camacho. A garra característica do jogador transpôs-se dentro de campo esta noite e, apesar de não estar ligado ao golo, merece a nossa nota de destaque como figura.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jesé – A aposta de Jorge Silas não foi feliz esta noite. Falamos do regresso de Jesé ao onze titular. Ainda teve alguns lances interessantes nos minutos iniciais da partida, mas a partir daí, nem vê-lo. Esteve muito apagado e acabou mesmo por ser substituído por Gonzalo Plata.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

As ausências de Acuña, Mathieu e Bolasie e entraram para ocuparem os lugares habituais: Borja e Luís Neto para a defesa e Jesé para o ataque leonino. Um 4-3-2-1 com Luiz Phellype a ocupar uma posição mais avançada e a ser apoiado por Camacho e Jesé nos dois extremos. Mas ao minuto 12, houve alteração forçada devido a lesão: Sporar estreou-se para o lugar do lesionado Luiz Phellype.

Na segunda parte, Silas optou por colocar as fichas todas no ataque e, para isso, teve de arriscar um pouco no meio-campo. Tirou Idrissa Doumbia, situado na zona de meio-campo, para colocar Jovane Cabral na frente de ataque. Podia ter sido um risco, é verdade, mas o que é facto é que esta alteração tática acabou por surtir efeito aos 76, aquando Borja marca o golo da vitória dos leões.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (6)

Cristián Borja (7)

Sebastián Coates (5)

Luís Neto (5)

Stefan Ristovski (8)

Idrissa Doumbia (5)

Wendel (7)

Bruno Fernandes (7)

Rafael Camacho (6)

Jesé (4)

Luiz Phellype (-)

SUBS UTILIZADOS

Sporar (6)

Gonzalo Plata (6)

Jovane Cabral (7)

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO

Os maritimistas apostaram no mesmo onze inicial que atuou no empate frente ao FC Famalicão, na jornada transata. Sempre se ouviu dizer que equipa que está bem não se mexe e o CS Marítimo levou isso muito à letra.

Ao contrário do seu adversário, o CS Marítimo apresentou-se um pouco mais apático na segunda parte. José Gomes apostou, também contrariamente ao Sporting, num reforço do meio-campo com a entrada de Edgar Costa. Nanu e Correa, em momentos de ataque, ocupavam as malhas laterais. Já Edgar Costa recuava com o intuito de compensar essas mesmas duas subidas. O CS Marítimo recuou muito as suas linhas e isso acabou por facilitar as transições de ataque leoninas e levar também mesmo ao golo de Borja.

ONZE INICIAL E PONTUAÇÕES

Abedzadeh (6)

Bebeto (6)

Zainadine (7)

René Santos (5)

Rúben Ferreira (6)

Nanu (7)

Vukovic (5)

Diego Moreno (4)

Correa (6)

Joel Tagueu (5)

Rodrigo Pinho (6)

SUBS UTILIZADOS

Edgar Costa (5)

Mesquita (-)

Getterson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Acha que o que acabou por desbloquear este jogo foram as substituições que fez visto que Gonzalo Plata e Jovane entram muito bem no jogo e este último chega mesmo a ser o homem que assiste para o golo do Sporting? E também a opção de reforçar o ataque, retirando um homem do meio-campo foi a chave para a felicidade neste jogo?

Jorge Silas: Acho que a chave foi os jogadores nunca desistirem deste jogo e continuarem a acreditar que podíamos ganhá-lo. O Jovane e o Gonzalo Plata são jogadores que acreditamos no seu potencial e estão ansiosos para mostrar aquilo que valem. Acredito que o futuro do Sporting CP estão neles. Obviamente, têm de começar a ter minutos e são muitos bons, como viram hoje. Há outros jogadores que também têm essa qualidade, mas não podemos meter todos. E precisamos de jogadores como estes [Jovane e Gonzalo Plata] que querem vingar. A chave não está só aí porque jogaram os outros jogadores e não perderam a calma. Mas foi um aspeto positivo a salientar sim.

CS Marítimo

BnR: Disse agora que ofensivamente fez pouco aqui. Tirar um avançado para reforçar o meio-campo não foi algo mau para a estratégia de ataque?

José Gomes: Não é por termos mais atacantes em número que vamos seres superiores de ataque. O nosso erro não foi propriamente esse. Quisemos, através do meio-campo, criar mais opções para esse mesmo ataque. Não estávamos a ter domínio no centro do terreno e isso estava a prejudicar muito o nosso jogo.

Rescaldo de opinião de Inês Santos e João Pedro Barbosa

Foto de Capa: Inês Santos/Bola na Rede

Revisto por: Jorge Neves

BnR TV T1/EP12 – Luís Filipe Borges fala sem rodeios sobre o SL Benfica

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No nosso 12.º Programa fazemos a análise à final da Taça da Liga e analisamos um excerto da próxima grande entrevista do site do Bola na Rede. O Luís Filipe Borges junta-se ao nosso habitual painel para falar sobre a atualidade desportiva! ⚽🎥

O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, Marco Ferreira e João Neves Sousa.

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O bom filho a casa torna

Por estes dias, agitou-se o mercado de inverno para os lados de Vila do Conde: a equipa de Carlos Carvalhal anunciou, finalmente, um reforço para o plantel e é uma cara bem conhecida dos adeptos vila-condenses, que traz excelentes recordações. Será motivo para dizer: o bom filho a casa torna.

Esta será uma excelente prenda de Natal atrasada para os rioavistas. Gelson Dala já conhece os cantos à casa, depois de jogar pelo clube na época 2017/2018 e na seguinte. Em ambas, encantou os amantes de futebol, graças ao seu virtuosismo aliado a uma capacidade de explosão inesperada.

Este franzino avançado angolano faz lembrar Messi, quando serpenteia por entre os adversários até quase entrar com a bola pela baliza adentro. Quer-me parecer que esta contratação será benéfica, tanto para o clube como para o jogador: por um lado, o Rio Ave FC ganha mais uma opção para o ataque, por forma a melhorar a eficácia e o registo de golos; por outro, Gelson terá direito aos minutos que lhe faltavam no Antalyaspor da Turquia, tempo fundamental para a sua afirmação enquanto jogador profissional e como jovem promessa.

O Sporting CP, com os sucessivos empréstimos do jogador pretende certamente dar-lhe o tempo necessário para a sua aprendizagem e para, no futuro, pegar de estaca no onze. Gelson Dala tem muito do que um craque precisa: humildade, talento, imaginação, velocidade, capacidade de finalização, truques na manga; falta-lhe o que também escasseia por Alvalade: estabilidade.

Um jovem jogador com tamanho potencial precisa de quem acredite nele, arrisque e o faça jogar. E essa pessoa será, certamente, Carlos Carvalhal, que já disse contar com Gelson para o jogo com o Vitória SC e que tem a coragem que falta a muitos treinadores da Primeira Liga, de falar, pensar e respirar futebol; não fala sobre arbitragens, nem fatores externos. Só pensa nos 11 que vai pôr a jogar e como os vai pôr a jogar. É isso que faz florescer talentos como o de Gelson, mas também de Carlos Mané, Joca, Taremi, Lucas Piazón, Nuno Santos, entre muitos outros.

Gelson Dala procura a sua afirmação enquanto jogador profissional
Fonte: Rio Ave FC

Carlos Carvalhal já vinha a fazer uma excelente temporada ao serviço do Rio Ave FC, sobretudo com a sua capacidade extraordinária de potenciar os talentos dos jogadores que tem à disposição; já tem feito estragos aos “grandes” e, agora, conta com mais um jovem talento, cheio de vontade e ambição, para alcançar os seus objetivos. Remam todos para o mesmo lado. Tem tudo para correr bem.

 

Artigo revisto por Joana Mendes

E se o jogo acabasse aos 45 minutos?

E se o jogo acabasse aos 45 minutos? E se os resultados pontuassem ao intervalo? Num exercício meramente experimental, e consultando todos os resultados ao intervalo da primeira volta, a tabela sofreria algumas alterações, bem como os títulos de equipa mais concretizadora e menos permeável.

Neste universo experimental ou paralelo, os dragões seriam líderes isolados, seguidos pelas águias e leões. Dos 51 pontos disputados, os azuis e brancos teriam arrecadado 37, contra os 32 dos campeões nacionais e os 29 do Sporting CP.

Logo atrás surgiriam SC Braga com 26, Rio Ave FC e Vitória SC com 22, e só depois o FC Famalicão, a surpresa do campeonato, com 20 pontos. Também com exatamente duas dezenas de pontos estariam CS Marítimo, CD Tondela e CD Aves, o atual lanterna vermelha!

Bem perto, seguir-se-iam Belenenses SAD com 19 pontos, Boavista FC e Portimonense SC com 18 e Vitória FC, CD Santa Clara e Gil Vicente FC com 17. A equipa com menor pontuação ao cabo dos primeiros 45 minutos e, por isso, no último posto, seria o FC Paços de Ferreira com 16.

Muitas alterações seriam feitas, desde logo no topo e fundo da tabela. Dragões e águias teriam posições inversas, enquanto o CD Aves daria um salto significativo na classificação. Destaque ainda para o FC Paços de Ferreira, a única equipa com os mesmos pontos ao intervalo e no final da partida, aqueles que se verificam na tabela real no fim da primeira volta.

Apesar do salto na tabela, os avenses seguiriam como a equipa mais batida, com 14 golos sofridos ao intervalo
Fonte: CD Aves

As equipas com maior disparidade pontual seriam os atuais campeões nacionais e o CD Aves. No caso do SL Benfica, falamos de uma diferença pontual acima da dezena (16, para ser exato). Conclui-se, portanto, que as águias têm tendência para correr mais atrás do prejuízo ou para concretizar melhor nas fases finais dos seus jogos.

Ao contrário, o CD Aves tende a quebrar e a perder as vantagens – ou nulos – que consegue ao intervalo. Só assim se explica uma diferença de 11 pontos. Mas nem só de pontos se costura um campeonato. O mais importante, os golos e as defesas, são a base da pontuação geral.

No capítulo da concretização e da permeabilidade, é curioso perceber as equipas que apontam a maioria dos seus golos em diferentes momentos do jogo. Apenas 12 dos 42 golos encarnados foram apontados na primeira parte; é de esperar, por isso, um SL Benfica mais concretizador na etapa complementar.

A equipa com maior número de golos marcados ao intervalo mora no Dragão; são 19 tiros certeiros em “17 primeiras partes”. Logo de seguida surge o Sporting CP, com 15 dos 28 golos apontados no primeiro tempo – mais de metade da produção ofensiva. No extremo oposto estão Vitória FC e FC Paços de Ferreira com três e quatro golos, respetivamente, apontados na primeira parte.

A turma menos batida ao intervalo é a de Bruno Lage, com quatro golos permitidos, e a mais permeável continua a ser a da Vila das Aves, com 14 golos sofridos.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Open da Austrália: Os destaques da primeira semana

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Como um Grand Slam vem acompanhado de duas longas e intensas semanas, decidimos dar um briefing aos destaques desta primeira semana de competição.

OS «TRÊS GRANDES» CONTINUAM NA LUTA

Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic. Estes três nomes são os considerados “grandes” do torneio, e, por agora, ainda seguem na competição.

A vencer a Hugo Dellien, Federico Delbonis, Pablo Carreno Busta e, a eliminar um dos australianos favoritos, Nick Kyrgios, Rafael Nadal tem garantida a presença nos quartos-de-final, onde vai defrontar Dominic Thiem, que entrou em força na competição.

Já o suíço Roger Federer pareceu ter a tarefa mais dificultada nas primeiras rondas: Triunfou nas partidas sobre Steve Johnson e Filip Krajinovic, mas encontrou desafios no encontro com o australiano John Millman, na terceira ronda, que o levou a vencer em cinco sets realizados. No entanto, o suíço garante a sua presença nos quartos-de-final, ao vencer Martón Fucsovics, e agora irá medir forças com uma das surpresas do torneio, o americano Tennys Sandgren.

Sobre o “Rei de Austrália”, como é bem apelidado Novak Djokovic, o sérvio continua na luta pelo seu mais querido Grand Slam. Ao derrotar de forma, digamos, acessível Jan-Lennard Struff, Tatsuma Ito, Yoshihito Nishioka e Diego Schwartzman, o detentor do troféu de 2019 vai agora medir forças nos quartos-de-final com o canadiano Milos Raonic.

O número dois e detentor do troféu, Novak Djokovic, não deixará este escapar tão facilmente
Fonte: Australian Open

De suplente de luxo, a quebra-corações na Premier

Quem diria que alguém que chegou a ser terceira opção no SL Benfica, na bem inferior Liga Portuguesa, suplente de Jonas e Mitroglou, se viria a afirmar de uma forma tão vincada no “melhor” campeonato do mundo? Raúl Jiménez faz parte dos raros casos de jogadores que não tiveram dificuldades de adaptação à Premier League. É como se tivesse nascido para jogar em Inglaterra. Agora, cá na Península Ibérica, isso é para os fracos… Mas antes de analisar o sucesso atual, há que fazer uma pequena contextualização do que era o la Mascarilla, quando se apresentou ao mundo do futebol.

Jiménez começou a dar nas vistas no seu país ao serviço do CF América, tendo, em 2014, captado a atenção do Atlético Madrid, que apostou 10M na sua contratação. Em Espanha, nem sequer lhe deram tempo para assentar raízes. Após uma época pouco conseguida, em que não conseguiu corresponder às expectativas iniciais, rumou à capital portuguesa para representar, como se sabe, o clube da Luz.

No Benfica, apesar da qualidade reconhecida e das oportunidades que teve a espaços, nunca passou a titular indiscutível. E aquando das ausências dos concorrentes pela sua posição, não era suficiente para ludibriar a crítica. É como se apenas servisse para suplente de luxo e não para entrar de início. A verdade é que, quase sempre que saltava do banco, virava resultados e resolvia jogos.

Para além de ser o homem golo, Raúl é também um dos líderes da equipa
Fonte: Wolverhampton Wandereres FC

Seguiu-se um empréstimo para os Wolves, de Nuno Espírito Santo. Um empréstimo com opção de compra, acionada no final da época 2018/2019. Depois disso, o resto é história. Até ao momento, soma 24 golos no campeonato (desde que ingressou no clube) e o “título” de melhor marcador da história do Wolverhampton WFC na Premier League.

É peça fundamental na filosofia de jogo de NES, e cada vez mais pragmático em frente à baliza. A questão agora é: depois de conquistar a generalidade dos adeptos em Inglaterra, quererá o mexicano subir mais um degrau na carreira, ou ficar no Wolves mais uns anos e ajudar o clube a intrometer-se na luta pelo top six?

Pessoalmente, penso que chegou a hora de Raúl dar o salto. Tem mais do que qualidade para tal, e equipas em que encaixaria que nem uma luva. Por exemplo, Chelsea, Manchester United ou até o Tottenham de Mourinho (que se vê privado de Harry Kane por largos meses) seriam ótimas soluções para um futuro próximo, se o próprio tiver ambição de lutar por outros objetivos. Se ficar no Molineux é compreensível, será a decisão da gratidão.

É o ponta de lança moderno, com traços de outros tempos. Moderno nas movimentações, completo do ponto de vista técnico, tático e físico, e com uma adaptabilidade extraordinária a diferentes sistemas de jogo. De outros tempos, traz aquele “crer” e “fome de bola” insaciável. Duvido que mude de clube neste mercado de inverno, mas no verão é bem capaz. Uma coisa é certa. Se, e quando sair, o Wolves não será o mesmo sem ele.

Foto de Capa: Wolverhampton Wanderers FC

Artigo revisto por Joana Mendes