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WRC: Monte Carlo faz novamente as honras

O campeonato do mundo de Rally (WRC) volta às estradas para mais uma edição. O Rally de Monte Carlo volta a ser a primeira prova do ano, sendo o evento mais prestigiado da competição. O campeonato terá 13 provas, sendo que não irá ter lugar no Chile. O Rali de Portugal realizar-se-à no mês de Maio, desde o dia 21 ao dia 24.

Após o abandono da Citroen na época passada, a luta pela vitória restringe-se à Toyota, Hyundai e Ford (M-Sport). Estaremos perante um duelo entre a Toyota e a Hyundai de forma contínua, o que provoca uma agitação nos amantes do rali.

A saída de Ott Tanak da Toyota deu a oportunidade à Hyundai de o integrar na sua marca. Thierry Neuville, Dani Sordo e Sebastien Loeb mantêm-se na mesma. A Hyundai torna-se, assim, uma equipa muito forte.

A grande competição teve a sua abertura com o Shakedown, que são nada mais do que treinos oficiais. É nesta fase que os pilotos e mecânicos testam os últimos pormenores de afinação dos carros, acabando por ser uma demonstração dos carros para o público em geral. Em relação aos resultados, quem ficou com os lugares do pódio teve uma prestação relativamente constante, nunca baixando o seu rendimento drasticamente.

O dia 24 de janeiro não foi muito feliz para Ott Tanak (Hyundai i20 Coupe WRC). O piloto teve uma violenta saída da estrada a uma velocidade de cerca de 180km/h. O carro, numa zona de curvas ligeiras, pisou a berma do lado direito da estrada e desequilibrou-se. Saiu da estrada “seguindo em frente”, provocando um acidente que durou muitos segundos. Felizmente, nem piloto nem co-piloto tiveram ferimentos, porém, foram encaminhados para o hospital para confirmar se havia alguma lesão.

Depois do abandono prematuro de Ott Tanak, o rali ficou entregue a Sébastien Ogier, Thierry Neuville e ao britânico Elfyn Evans. Evans faz em 2020 a sua estreia pela Toyota Gazoo Racing, após ter estado a sua carreira competitiva toda nos carros da M-Sport, desde os R2, passando pelos R5 e nos WRC.

Com o Toyota Yaris WRC, Evans levou a luta a Ogier, que também fazia a sua estreia pela Toyota, depois da Citroen o ter deixado ‘pendurado’ com o abandono do WRC. Neuville, com alguns problemas nas notas e com a relação com os batedores de última hora, Dani Sordo, foi sempre estando à tona na luta pela vitóra, que era disputada, especial a especial entre Evans e Ogier.

Mas no último dia tudo mudou. Neuville já tinha mostrado um ritmo impressionante na SS2, mas após muito batalhar, só no último dia é que voltou a mostrar-se. Aí, salto para segundo e depois para primeiro, conseguindo assim a sua primeira vitória em Monte Carlo, num WRC. Terminou as 16 especiais classificativas com 12,6 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, Sébastien Ogier (Toyota). Elfyn Evans obteve o terceiro lugar com a Toyota. Neuville somou o máximo de pontos, 30, graças à vitória na “power stage”, que distribui cinco pontos pelos cinco primeiros classificados, e que foi disputada ao milésimo de segundo. No final, a diferença para se apurar o vencedor foi de 0.0116s. O finlandês Esapekka Lappi (Ford Fiesta) foi o quarto classificado, a 3m09s do vencedor, na estreia pela M-Sport, depois de também ter ficado ‘apeado’ com a saída da Citroen do WRC

O nove vezes campeão Sébastien Loeb (Hyundai) não teve muita sorte e no último dia de provas caiu de quarto para sexto, depois de uma má escolha de pneus e de um erro na penúltima especial.

Kalle Rovenpera, piloto que se estreou no WRC com apenas 19 anos levou o Yaris WRC até ao quinto posto final.

Com estes resultados, Neuville é o primeiro líder do campeonato, com 30 pontos, com Ogier em segundo, com 22 e Elfyn Evans em terceiro, com 17.

A vitória de Neuville é uma estreia
Fonte: WRC

Por agora, resta-nos aguardar pela próxima prova, o Rali da Suécia que tem lugar de 13 a 16 de Fevereiro.

Artigo de Helena Escaleira e David Pacheco

Foto de Capa: WRC

Artigo revisto por Joana Mendes

All-Star Game 2020: As caras novas e os habituais suspeitos

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Na passada sexta-feira, foram revelados os resultados das votações (conjuntas) para eleger o cinco inicial do All-Star Game, e surgem assim novas caras!

O formato da votação para os titulares tornou a ser o habitual, uma média ponderada entre votos de fãs (50%), meios de comunicação social (25%) e treinadores (25%). A nível de jogo, também voltou a ser utilizada a estratégia de os dois jogadores mais votados de cada conferência serão os respetivos capitães e, após virem os resultados dos reservas, irão escolher em formato “draft” os seus plantéis.

CONFERÊNCIA ESTE

O capitão volta a ser Giannis Antetokuonmpo. O jovem grego tem liderado os Buck ao melhor recorde da NBA de 40 vitórias e 6 derrotas, levando ainda médias de 30.0 pontos por jogo, juntamente com 12.9 ressaltos e 5.6 assistências, sendo ainda um forte candidato a MVP.

Também, o já habitual poste Joel Embiid, dos Philadelphia 76ers, que leva médias de 23.4 pontos por jogo, com 12.3 ressaltos e 3.3 assistências. Apesar de uma temporada um pouco aquém do que se esperava, Embiid tem-se mantido sólido com números bastante razoáveis, levando a equipa ao sexto posto da conferência Este com um recorde de 30-7.

A base, temos Kemba Walker, com a sua primeira selecção para o cinco inicial, apesar de já ser seleccionado para jogo pela quarta vez na carreira. Com 22.1 pontos por jogo e 5.0 assitências, Kemba tem desenrolado bem o seu papel na sua nova casa em Boston, levando os Celtics ao quarto posto da conferência com um recorde de 30-14.

Assim, chegam as caras novas! A base, o jovem de 21 anos, Trae Young. Apesar do pouco sucesso colectivo que o base de Atlanta tem encontrado esta época, a nível individual, Young tem sido extraordinário! Com múltiplos jogos com 40 pontos e com uma precisão de lançamento fora de série, Trae Young consegue médias de 29.1 pontos por jogo, juntamente com 8.8 assistências e ainda 4.6 ressaltos. É, sem duvida, uma selecção merecida.

A outra cara nova é Paskal Siakam, o extremo-poste e nova cara dos Toronto Raptors! Com a sua equipa no terceiro posto da conferência Este, com 31-14 de recorde, Siakam leva médias de 23.5 pontos e 7.6 ressaltos. A sua evolução tem sido exponencial e tudo aponta para que continue assim.

Apesar do pouco sucesso colectivo, Trae Young será “starter” no seu primeiro” All Star Game”
Fonte: NBA

O fim de um ciclo?

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O FC Porto não está num bom momento, principalmente no que ao futebol diz respeito.

A hegemonia, a que tão bem habituou os adeptos azuis e brancos nos finais do século 20 e início do século 21, pareceu desvanecer-se e agora os dragões parecem apenas mais um grande em Portugal que não vai muito longe na Europa, e que dificilmente consegue bater o SL Benfica.

Mas desenganem-se aqueles que pensam que este problema surgiu ontem, após a derrota na Taça da Liga e consequentes declarações de Sérgio Conceição, de que falaremos mais à frente.

Só para termos uma noção, desde 2013, a equipa de futebol do FC Porto conquistou dois campeonatos e duas supertaças… sim, só isso… preocupante, não é?

A juntar a isto tudo, perdeu várias finais internas, sendo que na Europa cumpriu o mínimo exigido para um clube desta dimensão (com exceção deste ano, em que a equipa perdeu de forma inglória frente ao FK Krasnodar). Claro que André Villas Boas também tinha caído para a segunda prova mais importante da UEFA, mas acabou por a conquistar, o que quase me parece uma miragem este ano, face à qualidade de toda a equipa, estrutura e ao futebol praticado.

Nestes anos, vários foram os treinadores que passaram pelo FC Porto, mas sem sucesso, com exceção do atual mister, que conseguiu o inédito apenas no seu primeiro ano.

Paulo Fonseca foi eleito para sucessor de Vítor Pereira, tendo conquistado uma supertaça. Atualmente está num grande europeu, depois de um excelente trabalho no FK Shakhtar Donetsk.

Luís Castro apenas foi um treinador interino, mas no FC Porto B conquistou a Segunda Liga, algo inédito na história do clube. Atualmente está a fazer uma boa campanha num grande clube como é o FK Shaktar Donetsk.

Julen Lopetegui foi, quiçá, o sinónimo da perda de identidade do clube, mas isso seria esquecido se tivesse conquistado títulos. A equipa tinha uma qualidade assinalável, e recebemos o san Iker Casillas! Atualmente está a fazer uma boa campanha no Sevilla FC estando só em terceiro lugar numa das ligas mais competitivas do mundo…

José Peseiro teve poucos meses de azul e branco e perdeu uma final da Taça de Portugal. Nem é preciso comentários. Atualmente, está desempregado.

Nuno Espírito Santo veio trazer de novo o ADN do FC Porto com a frase “Somos Porto”, mas o futebol praticado e os jogadores contratados eram tudo menos isso. Atualmente, brilha na Liga Inglesa ao serviço do Wolverhampton Wanderers FC.

Por fim, chegou aquele que não veio para aprender, mas sim para ensinar. E de facto ensinou muitos a ser campeão sem praticamente investimento nenhum. Era uma equipa à base de jogadores recuperados e regressados de empréstimo. Evitou-se o “penta” do SL Benfica, mas pouco mais… Quando o FC Porto voltou a ter dinheiro, voltaram muitas das contratações medíocres.

É muito estranho que todos estes treinadores de que vos falei não tenham tido o sucesso esperado de azul e branco e agora, quase todos, estejam a brilhar pela Europa fora… Não digo que os técnicos não tenham tido culpa do insucesso do FC Porto nos últimos anos, mas este problema parece ir muito mais além disso.

´Depois da derrota na Taça da Liga, o caminho está muito sinuoso para Sérgio Conceição
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Antes, tínhamos um Porto capaz de ir ao mercado sul-americano buscar craques da cabeça aos pés, e até ganhar a corrida aos principais rivais. Era o tempo de Falcão, Hulk, James Rodríguez, Lucho, Otamendi, Danilo Luíz… Nos tempos recentes, recebemos Adrián López, Alber Bueno, Depoitre, Imbula, Osvaldo, Waris… estranho, não é?

Alguma coisa de muito errado se passa no clube. Vemos o SL Benfica a realizar vendas estratosféricas, a segurar jogadores valiosos. Já o FC Porto, aflito, faz vendas incompreensíveis (destaque para Rúben Neves e Galeno) e não consegue renovar com as suas maiores pérolas. Brahimi afirma não ter recebido nenhuma abordagem da SAD, Marcano não renovou e depois regressa com a equipa azul e branca a pagar um valor considerável, Alex Telles corre o risco de saír a custo zero, para não falar de Tomás Esteves… Como é que uma equipa da dimensão do FC Porto não contrata um bom lateral direito? É preciso acordar e tomar outro rumo. Os adeptos e o futebol português precisam do FC Porto de antigamente.

Ontem à noite, os dragões perderam mais uma final, com alguma justiça, tendo voltado a acusar um futebol medíocre e, sobretudo, erros defensivos…

No final do encontro, Sérgio Conceição foi perentório, criticando a falta de condições de trabalho, a falta de união no clube e acabou por colocar o seu lugar à disposição.

Pinto da Costa dirigiu-se ao balneário e reiterou toda a confiança no técnico portista e em toda a sua equipa.

Depois disto tudo, creio que é preciso explicações por parte de todos. Ao FC Porto só resta “sonhar” com o campeonato e Liga Europa e tentar a Taça de Portugal.

A estrutura azul e branca tem de levar uma viragem completa para se voltar a ver que:  “e Azul e Branca essa bandeira avança, azul, branca indomável, imortal, como não por no porto uma esperança, se “daqui houve nome Portugal”?”

Um novo ciclo aproxima-se.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

SSC Napoli 2-1 Juventus FC: Um renascer da equipa da casa?

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A CRÓNICA: VESÚVIO COM DUPLA ERUPÇÃO DERRUBA VECCHIA SIGNORA

26 de janeiro de 2020, jogo grande da 21ª jornada do campeonato italiano e, simultaneamente, o regresso de Maurizio Sarri a “casa”. SSC Napoli vs Juventus FC.

A Juventus partia mais descansada para este jogo, fruto dos empates dos concorrentes diretos, Lazio e Inter de Milão, enquanto que o Nápoles, fruto da temporada dececionante que atravessa, partindo para este jogo com 27(!) pontos de atraso para a crónica candidata ao título italiano, vinha com mais pressão de ganhar, até por, além de jogar em casa, necessitar de amealhar pontos para continuar a lutar pelos lugares cimeiros.

No entanto, na primeira parte o Nápoles apostou mais nas transições rápidas, deixando o comando do jogo para a Juve, que teve mais posse de bola, mas bastante ineficaz, acabando mesmo com zero remates à baliza. O Nápoles pouco mais fez, sendo, apesar de tudo, mais perigoso no último terço, tendo inclusive, mais oportunidades de golo. Mesmo assim, foi uma primeira parte morna a que se assistiu no San Paolo.

A segunda parte foi bem diferente, mais animada, com bem mais oportunidades de golo, começou logo, praticamente a abrir, com um golo (de Ronaldo) anulado à Juventus, por fora de jogo de Higuain. A partir de aí, “bola cá, bola lá”, culminadas com golos de Zielinski (63´), Insigne (86´) e Ronaldo (90´), que não mais conseguiu que reduzir a diferença, pois daí até ao final, a Juventus não conseguiu marcar mais nenhum golo e somou, assim, a segunda derrota no campeonato e perdendo terreno para os concorrentes diretos que, apesar dos empates, conseguiram ganhar um ponto à derrotada Juventus.

Vitória justa, não por uma clara diferença de qualidade no jogo de ambas as equipas, mas principalmente pela maior vontade e maior garra que a equipa da casa (à imagem do seu treinador) apresentou.

 

A FIGURA

Zielinski, o desbloqueador do jogo
Fonte: SSC Napoli

Zielinski – O médio dos Napolitanos é a figura do jogo, muito por consequência do golo que desbloqueou o jogo. Não houve um claro destaque, houve foi um coletivo forte da parte da equipa da casa, no entanto, e como referido, Zielinski desbloqueou um jogo difícil e que caminhava para um aborrecido 0-0.

O FORA DE JOGO

A primeira parte foi quase o prolongamento do aquecimento
Fonte: SSC Napoli

A primeira parte – Numa partida em que ambas as equipas teriam tudo para nos proporcionar um grande espetáculo, até pela conjetura que existia, o jogo teve (uns primeiros) 45 minutos bastante pobres e que nada de relevante trouxe. Felizmente, a segunda parte trouxe uma história diferente. Convém também realçar mais uma exibição não muito boa da Juventus, que sobre o comando de Sarri, tarda em começar a “carburar à séria”.

 

ANÁLISE TÁTICA – SSC Napoli

O Nápoles apresentou-se no habitual 4-3-3, sistema maioritariamente usado por Gattuso. O treinador napolitano apostou numa equipa ligeiramente mais baixa que o habitual, mas que saía rápido e com relativa qualidade para o ataque, criando algumas jogadas visualmente apelativas para quem assistia ao jogo, jogando por vezes ao primeiro toque, mas que pouco perigo causavam na equipa adversária, até à segunda parte, onde conseguiu ser eficaz, ganhando assim o jogo frente à líder Juventus. Face ao último jogo, para a taça, frente à Lazio, entraram Meret e Ruiz, que substituíram Ospina e Lobotka (recém-contratado ao Celta de Vigo).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Meret (6)

Mário Rui (6)

Di Lorenzo (7)

Manolas (6)

Hysaj (6)

Zielinski (8)

Diego Demme (6)

Fabián Ruiz (6)

Insigne (8)

Milik (6)

Callejón (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Elmas (5)

Lobotka (6)

Llorente (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – JUVENTUS FC

A Vecchia Signora apresentou-se na sua adaptação tradicional do 4-3-3, o 4-3-1-2, com Dybala nas costas dos avançados Cristiano Ronaldo e Higuain. Em relação à partida anterior, frente à AS Roma, Sarri fez entrar no 11 inicial Szczesny de Ligt, Cuadrado, Matuidi e Dybala, apresentando-se assim, mais perto do seu “11 de gala”, até pela maior exigência do jogo e também pela diferente competição deste jogo relativamente ao anterior (o anterior foi para a taça de Itália). No entanto, e mesmo com esta equipa, a Juventus não apresentou um futebol nem apelativo nem eficaz, o que se traduziu em mais uma derrota, atenuada pelo golo do inevitável Ronaldo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Szczesny (6)

Cuadrado (7)

Bonucci (6)

De Ligt (6)

Alex Sandro (6)

Bentancur (8)

Pjanic (7)

Matuidi (6)

Dybala (7)

Cristiano Ronaldo (7)

Higuaín (6)

SUPLENTES UTILIZADOS

Rabiot (6)

Douglas Costa (5)

Bernardeschi (6)

 

Foto de Capa: SSC Napoli

artigo revisto por: Ana Ferreira

Obrigado, Kobe

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Cinco campeonatos, MVP, duas vezes MVP das finais, dezoito vezes All-Star, quatro vezes MVP do All-Star, quinze vezes All-NBA, 33.643 pontos…

Kobe Bean Bryant é visto por muitos como o melhor jogador da história, alguém que dedicou a sua vida, o seu corpo e a sua mente ao desenvolvimento da modalidade que tanto amava e que praticou durante toda a sua vida. Foi graças a ele que milhares se apaixonaram, e apaixonavam diariamente, por esta modalidade que é o basquetebol.

Filho mais novo de um ex-jogador da NBA, desde sempre mostrou aptidão e desejo de seguir as pisadas do seu pai, de tal forma que, e como tantas vezes dissera, começou a jogar com apenas três anos de idade.

Kobe era um apaixonado pela modalidade. Foi graças a essa paixão que desenvolveu a “Mamba Mentality”, um foco e dedicação extremo que lhe permitia ultrapassar qualquer objetivo. Há quem diga que já no secundário costumava começar a treinar por volta das cinco da manhã, mesmo sabendo que o treino começava às sete, e que depois das aulas a rotina passava por mais algumas horas de treino, de modo a apurar as suas capacidades ao máximo. Em entrevista, dissera que: «A dor não te diz quando deves parar. A dor é aquela vozinha que tens na cabeça que te tenta segurar porque sabe que se continuares, vais mudar».

Chegou à NBA vindo diretamente do secundário, e com apenas 17 anos a sua personalidade conquistou de imediato todos os adeptos dos Los Angeles Lakers. De 1996 até 2016 foi a cara da sua equipa e alguém que levou o basquetebol a todos os cantos do mundo. Entrou adolescente, e na liga se fez homem. Com dores de crescimento pelo caminho, Kobe teve os seus problemas, tal como qualquer outro ser humano, mas sempre foi alguém que respeitou a modalidade e os adeptos, que tantas e tantas vezes gritaram o seu nome seguido de “MVP, MVP, MVP”.

Visto como extremista na sua maneira de treinar e de agir, os seus duelos com, e contra, Shaquille O’Neal, os Spurs de Tim Duncan, os Detroit Pistons, Lebron James e ainda os Celtics de 2008, ficaram para sempre na memória de quem os viu. Tornou-se no primeiro jogador da história da NBA a ter duas camisolas retiradas pela mesma equipa, dado o impacto que teve na cidade de Los Angeles durante mais de duas décadas, e mesmo depois da sua reforma enquanto jogador, continuava a ser dos atletas mais requisitados para dar treinos, tanto era o seu conhecimento da modalidade.

FC Paços de Ferreira 0-2 SL Benfica: Vitória encarnada incontestável

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A CRÓNICA: NA CIDADE DO MÓVEL O CARPINTEIRO VESTIU DE ENCARNADO

Nesta tarde de domingo, o Sport Lisboa e Benfica deslocou-se à Mata Real na procura de mais uma vitória que consolidasse o avanço pontual conquistado no derby de Alvalade. Já o Futebol Clube Paços de Ferreira encarava este jogo na procura de pontos que ajudassem o clube a fugir à linha de água.

A vitória foi encarnada e sem grande contestação. O SL Benfica construiu o resultado na primeira hora de jogo com uma superioridade em campo que poderia ter originado ainda mais festejos da bancada. Depois foi meia hora a desfrutar da vitória já construída.

O FC Paços de Ferreira procurou construir jogo a partir de trás e ter mais bola e a equipa de Bruno Lage não se incomodou com isso. Os castores foram tendo bola sem conseguirem ligar os sectores e muito devido à pressão alta que os avançados encarnados foram fazendo ao longo dos primeiros 60 minutos de jogo.

Com Rafa, a frente ofensiva do SL Benfica foi capaz de uma pressão alta mais eficaz e principalmente de lançar constantes ataques rápidos pelo chão, deixando a defesa pacense completamente aos papéis.

O último terço de jogo trouxe-nos um Benfica cinzento e já visto noutros jogos. A equipa abdicou totalmente da bola e de atacar e recuou as linhas de pressão, só preocupada em não sofrer e ver o tempo passar. Foi o melhor período do Paços de Ferreira, que viu a sua construção facilitada, o que libertou os médios para maiores apoios ao trio da frente.

Esta postura final da equipa do Sport Lisboa e Benfica, com a presença de Cervi constantemente em zonas defensivas – a despachar bolas sem nexo para a frente – e Vinícius em constantes cruzamentos para a área sem se preocupar primeiro em olhar, deixou muito a desejar.

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Rafa Silva – Craque, mágico, talentoso. Rafa é um puro diamante que electriza a alma benfiquista e que nos enche jogo após jogo de fantasia e ilusão. Já não é só aquele jogador ágil e veloz capaz de guiar a bola durante 40 metros até ser finalmente derrubado. Está mais apurado e muito mais decisivo. Sabe temporizar o jogo, tem toques extraordinários no apoio aos seus colegas de ataque e ganhou a frieza necessária para colocar toda a sua técnica no momento da finalização. Neste jogo marcou, deu a marcar e foi a principal figura do ataque encarnado. Capaz de pressionar os defesas e constantemente a deixar os centrais pacenses à nora. Bola no pé do Rafa é já sinónimo de desespero nas defesas adversárias.

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Paços de Ferreira

Marco Baixinho – Várias foram as exibições menos conseguidas na equipa pacense, mas tenho de destacar como mais débil o sector defensivo. Tendo de escolher um jogador, optei por aquele que mais personifica o processo defensivo da equipa de Pepa. Marco Baixinho não defendeu pior nem construiu pior que os restantes colegas da defesa, foi tão mau como eles e tem obrigação de ser o jogador que lidera e organiza aquele sector. Com bola foram trapalhões, sem bola não se conseguiram posicionar de forma a evitar as facilidades que os jogadores encarnados foram encontrando. A esta defesa tão permeável foi valendo o guardião Ricardo Ribeiro.

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

Pepa lançou o seu 4-3-3, mas desta vez com maiores precauções defensivas. Assim, deixou no banco o médio João Amaral e lançou o trinco Mohamed Diaby. Foi um 4-3-3 demasiado fixo no terreno, o que criou um isolamento posicional tanto dos extremos como do ponta de lança. A equipa sofreu grandes problemas no processo de construção – criados pelo adversário, mas também pelos próprios jogadores. Tentando criar jogo a partir da defesa, o FC Paços de Ferreira sofreu com a pouca qualidade dos seus centrais com bola e ainda da falta de apoio de um meio-campo mais criativo – a bola parecia queimar.

Com o recuo da pressão adversária e com o lançamento de João Amaral, a defesa pacense sentiu-se mais confortável com bola, os médios puderam aproximar-se dos jogadores de ataque e a equipa ganhou maior qualidade com bola e maior presença central no meio-campo ofensivo.

A defesa do FC Paços de Ferreira pareceu-me demasiado permeável a lances defensivos pelo chão, os extremos pareceram-me demasiado fora de jogo, o avançado Douglas Tanque lutador, mas precipitado, e o guarda redes em grande forma a evitar um resultado bem mais complicado para a equipa de Pepa.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo Ribeiro (7)
Jorge Silva (5)
Marco Baixinho (3)
André Micael (3)
Oleg Reabciuk (4)
Pedrinho (4)
Mohamed Diaby (6)
Stephen Eustáquio (4)
Hélder Ferreira (4)
Adriano Castanheira (4)
Douglas Tanque (3)

SUBS UTILIZADOS

Murilo (4)
João Amaral (5)
Uilton (4)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Bruno Lage avançou para este jogo com o seu já habitual 4-2-3-1, mas desta vez com Rafa em vez de Chiquinho e confirmando a titularidade de André Almeida – em prol de Tomás Tavares. Neste jogo, por estratégia do treinado encarnado, a equipa pressionou mais alto, utilizando o quarteto ofensivo para ganhar a bola no meio campo ofensivo e lançar rápidos lances de ataque.

O 4-2-3-1 de Lage foi durante uma hora do jogo mais um 4-2-4, abdicando de grandes construções e dando uma enorme dinâmica aos jogadores de ataque. Foi uma constante ver (principalmente) Pizzi, Rafa e Vinícius a surgirem tanto à esquerda, como à direita e como no centro do ataque.

Com a vantagem consolidada, o 4-2-3-1 ganhou dinâmicas mais de um 4-5-1 de maior contenção. A equipa recuou as linhas, permitiu ao adversário liberdade para construir as suas jogadas e foi-se maioritariamente preocupando em defender o espaço defensivo.

Tal como valeu a Pepa o guardião Ricardo Ribeiro para não sofrer uma derrota mais pesada, também valeu a Bruno Lage o guardião Odysseas Vlachodimos para não ter uns minutos finais de maior sofrimento.

Nota ainda para a dupla de meio-campo do SL Benfica: posicionalmente muito forte e com grande tranquilidade com a bola no pé – principalmente o alemão Weigl.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas Vlachodimos (7)
André Almeida (5)
Rúben Dias (7)
Ferro (6)
Grimaldo (5)
Julian Weigl (6)
Gabriel (6)
Pizzi (6)
Rafa (8)
Franco Cervi (5)
Vinícius (5)

SUBS UTILIZADOS

Taarabt (4)
Seferovic (2)
Jota (-)

Foto de capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Antevisão Sporting CP x CS Marítimo: vencer ou vencer os madeirenses em Alvalade

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Sporting CP procura regressar às vitórias, após eliminação na meia-final da Taça da Liga

Sporting CP e Marítimo disputam, esta segunda-feira, o centésimo embate da história entre os dois clubes. O Marítimo chega a Alvalade num bom momento: a equipa insular não perde há seis jogos e tem sido um coletivo muito consistente, que sofre poucos golos. Os maritimistas somam 20 pontos nesta viragem para a segunda volta da Liga NOS. Do lado leonino, a equipa liderada por Jorge Silas procura regressar às vitórias, após duas derrotas consecutivas. É fundamental ao Sporting vencer para não perder mais pontos, para já na luta pelo terceiro lugar.

COMO JOGARÁ O SPORTING

Jorge Silas tem para este embate cinco jogadores indisponíveis (Mathieu, Acuña, Eduardo e Bolasie, todos devido a castigo) e ainda Luciano Vietto, por lesão. O Sporting deverá apresentar uma estrutura em 4X2X3X1, com dois jogadores mais verticais nas faixas, Rafael Camacho e Gonzalo Plata. No processo ofensivo, será importante a incorporação dos laterais, dando profundidade no corredor. Além disso, a primeira fase de construção leonina, será a três, com Doumbia a baixar para junto dos dois defesas-centrais.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bruno Fernandes – O capitão leonino, Bruno Fernandes, será uma peça chave nesta partida, dadas as ausências de algumas das principais peças no xadrez de Silas. O número oito leonino já soma 15 golos e 14 assistências em 27 partidas disputadas. Este será um jogo em que o Sporting no seu processo ofensivo depende muito da produção do seu capitão. Bruno Fernandes tem uma qualidade técnica muito acima da média, visão de jogo e inteligência, qualidade de passe e forte meia distância, sendo por isso uma peça-chave para ajudar a equipa a vencer.

XI PROVÁVEL

4x2x3x1– Max; Ristovski, Coates, Neto e Borja; Doumbia, Wendel; Rafael Camacho, Bruno Fernandes, Plata; Luiz Phellype.

 

COMO JOGARÁ O MARÍTIMO

O Marítimo, sob a liderança de José Gomes, tem apresentado uma estrutura em 4X4X2. Sendo que em Alvalade deverá abdicar do seu ponta-de-lança, Rodrigo Pinho, para jogar com dois jogadores mais móveis na frente. Os insulares deverão privilegiar a sua organização defensiva, jogando com as suas linhas juntas para depois explorar as transições rápidas. O Marítimo apresentará dois jogadores muito velozes nas alas, bem como Getterson e Joel Tagueu na frente. Recorde-se que nos últimos seis jogos, o Marítimo apenas sofreu três golos, em duas das seis partidas.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: CS Marítimo

Joel Tagueu – O jogador camaronês está de regresso às opções de José Gomes, depois de superado o problema cardíaco diagnosticado no início da temporada. Na última jornada, diante do FC Famalicão, fez o golo madeirense, que valeu um ponto à sua equipa. O avançado madeirense é muito veloz, sendo muito útil para a sua equipa para explorar as costas da defesa adversária. Poderá ser uma arma, para José Gomes, quando a equipa sair em transições rápidas.

XI PROVÁVEL

4x4x2– Amir; Bebeto, Renê Santos, Zainadine e Rúben Ferreira; Jorge Correa, Vukovic, Diego Moreno e Nanú; Joel Tagueu e Getterson.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Espanha 22-20 Croácia: Muralha espanhola garante o bicampeonato

A CRÓNICA: SELEÇÃO ESPANHOLA TORNOU-SE A SEGUNDA NA HISTÓRIA A SER CAPAZ DE REVALIDAR O TÍTULO EUROPEU

A grande final chegou depois de 40 intensos jogos neste Campeonato da Europa 2020 e não desapontou. Se de um lado encontrávamos a Espanha, que entrava para este encontro como campeã em título, de outro lado tínhamos a Croácia, uma das seleções mais medalhadas do mundo.

O encontro começou como era esperado. Ambas as equipas apresentavam as suas defesas 5×1 extremamente flexíveis, mas enquanto que a Croácia arranjava forma de penetrar aos seis metros, a seleção espanhola ia tendo mais dificuldades. Com Domagoj Duvnjak como defensor avançado, o lateral ia condicionando a circulação de bola entre os laterais espanhóis, que eram obrigados a criar sozinhos situações de remate.

Foi então que Jordi Ribera decidiu fazer algumas alterações. Tirou Alex Dujshebaev e Rodrigo Corrales e introduziu Alex Maqueda e Gonzalo Pérez de Vargas. O resultado foi imediato.

Um parcial de 4-0 com três golos de Maqueda e seis defesas de Vargas (em oito remates) nos últimos dez minutos permitiram à seleção espanhola passar para a frente e foi assim que foram para o intervalo a vencer por 12-11.

Com uma defesa extremamente concentrada, a Espanha entrou da melhor forma possível no segundo tempo. Duas defesas de Pérez de Vargas e um conjunto de maus passes croatas permitiram à seleção espanhola marcar quatro golos de seguida e cavar uma vantagem de 16-12 que manteve durante largos períodos.

No entanto, a entrada de Domagoj Duvnjak veio mexer com o jogo. A Croácia começou a atacar em superioridade numérica e paulatinamente recuperou, chegando ao empate aos 49 minutos. Com o cronómetro a aproximar-se do final e a ansiedade a aumentar, as falhas de remate tornaram-se constantes. Sentia-se que cada golo podia ser decisivo, e assim foi.

A dois minutos do final e com a Espanha a vencer por um, Igor Karacic, melhor jogador da última final four da Liga dos Campeões, recebeu a bola e cometeu uma falta. Talvez por ansiedade ou distração, Karacic deu seis passos quando o máximo são três, devolvendo assim a posse de bola à Espanha que entrava para o último minuto a vencer por um e com o esférico.

Alex Dujshebaev recebeu e rematou rasteiro, fazendo o 22-20 e selando assim a vitória espanhola que se tornou a segunda seleção depois da Suécia a revalidar com o sucesso o título europeu.

A FIGURA

Fonte: RFE Balonmano

Gonzalo Pérez de Vargas – O guarda-redes revolucionou por completo o jogo espanhol e com oito defesas e 42% de eficácia defensiva, foi graças a ele que Espanha conseguiu revalidar o título.

O FORA DE JOGO

Fonte: HRS

Igor Karacic – É sempre difícil escolher o fora de jogo numa final, muito mais quando se trata de um jogo tão bem disputado como este, mas dado o impacto que teve no resultado final, Igor Karacic teve que ser o escolhido. Com o resultado por um e a posse do lado da Croácia, o central cometeu uma falha técnica inconcebível que acabou por “oferecer” o título ao adversário.

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

Apoiada numa defesa 5×1 muito compacta – que depois passou a 6×0 – a defesa espanhola foi fiel aos seus princípios: recuperar a bola e sair em contra-ataque. A forte defesa croata frustrou (e muito) a sua circulação de bola, mas foi nessa altura que a experiência de Maqueda e Entrerrios falou mais alto.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Rodrigo Corrales (6)

Ferran Sala (6)

Raul Entrerrios (7)

Viran Morros de Argila (7)

Alex Dujshebaev (6)

Iosu Leoz (6)

Angel Fernandez (7)

SUBS UTILIZADOS

Gonzalo Pérez de Vargas (9)

Jorge Maqueda (8)

Daniel Sarmiento (7)

Julen Aguinagalde (7)

Adrian Figueras (6)

Joan Canellas (7)

Aleix Gomez (8)

Aitor Arino (6)

Gedeon Guardiola (7)

ANÁLISE TÁTICA – CROÁCIA

A Croácia mostrou tudo aquilo de que era capaz: uma defesa fortíssima que frustrava a circulação adversária e os obrigava a criar os seus remates sozinhos. Mas infelizmente não foi capaz de ultrapassar Pérez de Vargas. O cansaço e as mazelas de uma competição desta exigência também foram notórias, com Duvnjak a coxear bastante ainda durante o encontro.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Marin Sego (6)

Zlatko Horvat (6)

Luka Stepancic (7)

Igor Karacic (6)

Domagoj Duvnjak (9)

Marino Maric (7)

David Mandic (6)

SUBS UTILIZADOS

Matej Asanin (5)

Zeljho Musa (5)

Marko Mamic (6)

Luja Cindric (5)

Ilija Brozovic (6)

Vlado Matanovic (5)

Marin Sipic (5)

Foto de Capa: RFE Balonmano

artigo revisto por: Ana Ferreira

O Passado Também Chuta: Bobby Charlton

Sir Bobby Charlton é considerado um dos melhores avançados de sempre do futebol inglês. Bobby foi uma lenda do Manchester United, onde jogou durante vinte anos e sagrou-se campeão mundial em 1966, o único título da seleção inglesa.

Bobby Charlton ingressou no Manchester United, para os escalões de formação na época 1953/54. Na temporada de 56/57, viria a fazer parte do plantel principal, com apenas 19 anos, tornando-se uma das maiores lendas do futebol britânico. Durante duas décadas representou o United, somando 758 jogos e marcando 249 golos.

A história de Bobby Charlton ao serviço do Manchester United, conta-se através de golos, vitórias e títulos – uma Taça dos Clubes Campeões Europeus (Liga dos Campeões), três campeonatos, quatro FA Community Shield e uma FA Cup. Numa equipa onde Sir Bobby Charlton brilhava em conjunto com, Denis Law e George Best.

Fonte: FIFA

Na final de Wembley, da Taça dos Campeões Europeus, o Manchester defrontou os portugueses do Benfica, tendo vencido por 4-1. Nesta primeira conquista do United do maior troféu de clubes europeu, Bobby Charlton foi decisivo, apontando dois dos golos. Aos 35 anos de idade, Charlton abandonou o Manchester United e ainda jogou em vários clubes – Preston North End, Waterford, Arcadia Shepherds, Bangor City, Adamstown Rosebud e Blacktown City – retirando-se dos relvados com 42 anos, no futebol australiano.

Bobby Charlton destacou-se ainda ao serviço da seleção inglesa, contabilizando 106 internacionalizações e 49 golos. Participou em quatro fases finais de campeonatos do mundo e ainda no Euro 1968. No entanto recordar o trajeto de Charlton remete-nos para o Mundial de 66, no qual foi determinante para que a Inglaterra vencesse o troféu. Depois de ultrapassar seleções como a França, o México, o Uruguai e a Argentina, os ingleses disputaram a meia-final frente a Portugal, vencendo por 2-1, com dois golos de Bobby Charlton. Na final, a Inglaterra venceu em Wembley os alemães, por 4-2, após prolongamento.

Sir Bobby Charlton ficará para sempre na história do Manchester United e do futebol inglês, pelos golos, pelas vitórias e pelos títulos. Tendo sido galardoado com a “Ballon d´Or” no ano de 1966, época na qual se sagrou campeão do mundo.

Foto de Capa: FIFA

artigo revisto por: Ana Ferreira

Todos os olhos postos na Póvoa de Varzim

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No final deste mês, iremos assistir à Ronda de Elite do apuramento europeu para o Campeonato do Mundo FIFA 2020, que se disputará na Lituânia entre 12 de setembro e 4 de outubro deste ano. O grupo de Portugal nesta fase conta com grandes equipas como a Itália, a Bielorrússia e a Finlândia, num agrupamento que será disputado entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro.

Como apenas o líder do grupo garante apuramento direto para a fase final, é fulcral acabar na primeira posição para garantir entrada direta no Mundial, sendo que o segundo “apenas” garante vaga nos play-off.

Uma vez que existem sete vagas para seleções europeias, uma delas já ocupada pelo organizador da competição – Lituânia, quatro para os primeiros classificados de cada um dos quatro grupos desta ronda de Elite e mais duas na repescagem. Assim, os quatro segundos classificados disputam uma eliminatória, cruzando o grupo de Portugal (A) com o grupo B, composto por Espanha, Sérvia, Ucrânia e França, numa eliminatória a ser disputada nos dias 9 de 12 de abril.

Com o nosso estatuto até 2022 de campeões Europeus, e a jogar perante os nossos adeptos, a expetativa para estes confrontos é muito alta e espera-se futsal de grande qualidade a Norte do nosso país, num grupo que está muito longe de ser “fácil”.

Não é o “grupo da morte”, esse talvez seja o grupo da Espanha, mas há adversários de peso no futsal europeu, desde logo a “besta negra” de Portugal em competições internacionais. A forte seleção italiana, que tem um histórico claramente favorável com a seleção das quinas. Contra os transalpinos, nos 18 confrontos até hoje realizados, Portugal apenas conseguiu ganhar um amigável em 2013 (4-2). Os restantes resultados contam-se sete empates e dez vitórias dos transalpinos, incluindo triunfos em fases a eliminar do Euro 2014 (meias-finais), Mundial 2012 e Euro 2012 (quartos-de-final), referindo apenas confrontos mais recentes.

A história com a formação da Bielorrússia é completamente diferente. Em cinco jogos, houve quatro vitórias portuguesas e apenas um empate no Euro 2010. À partida, é um adversário teoricamente acessível, mas na fase anterior de qualificação para este Campeonato do Mundo, a chamada ronda principal, conseguiu empatar com a equipa italiana em casa do seu rival. Curiosamente, também nessa mesma fase, terminou o seu grupo na liderança partilhada com sete pontos.

Para finalizar, temos a Finlândia, adversário que apenas se cruzou no nosso caminho em duas ocasiões, com igual número de vitórias portuguesas, no apuramento para os campeonatos europeus de 2010 (2-1) e 2018 (1-5). Passou a ronda principal em segundo lugar, num grupo com a Espanha, Polónia e Geórgia, discutido na Polónia, deixando para trás a equipa da casa e a Geórgia.

Os dois primeiros jogos, com a equipa nórdica e a equipa leste-europeu, serão muito importantes para aferir o real momento de forma da equipa nacional, muito mais que os encontros de carácter amigável. Duas vitórias, tentando logo ganhar vantagem sobre a Itália, pelo menos nos golos marcados e na diferença entre marcados e sofridos, para poder chegar ao último jogo e, eventualmente, poder jogar com dois resultados possivelmente favoráveis.

A antevisão está feita, por isso iremos esperar pelo começo da competição e torcer pelo apuramento dos campeões europeus para o torneio de seleções mais importante a nível mundial.

Foto de Capa: FPF

artigo revisto por: Ana Ferreira