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Os 10 melhores defesas-centrais do campeonato extra-grandes

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Este campeonato tem revelado vários jogadores e mostrado outros que por já cá passaram. Entre vários jogadores, tem havido vários defesas-centrais que se têm destacado neste campeonato. E por isso, alguns deles irão ter lugar neste top-10 que irei fazer.

Eslovénia 20-28 Noruega: Noruegueses vencem o bronze

A CRÓNICA: DEPOIS DE UMA MARATONA NA MEIA-FINAL, A NORUEGA CONSEGUIU O PRÉMIO DE CONSOLAÇÃO

O Campeonato da Europa de andebol é das competições desportivas mais brutais em termos físicos e psicológicos. Enquanto que no futebol, por exemplo, os jogos são espaçados com dois ou três dias entre cada um para dar tempo aos atletas de descansar, no andebol os jogadores têm que jogar dia sim dia, dia não, e muitas vezes em dias consecutivos. Foi o que aconteceu neste jogo do terceiro e quarto lugar.

Depois de duas meias-finais duríssimas para ambas as seleções, Noruega e Eslovénia tiveram que recuperar em tempo recorde de forma a disputarem este encontro. Por essa razão, este encontro não foi o mais intenso, e a equipa com mais opções no banco saiu por cima.

Desde cedo ficaram visíveis as diferenças entre os dois conjuntos. Se por um lado a Noruega entrava com o seu melhor sete, por outro o selecionador esloveno Ljubomir Vranjes decidiu deixar no banco as estrelas Dean Bombac e Jure Dolenec.

Ainda em recuperação dado o esforço exercido na noite anterior, os minutos iniciais foram marcados por muitas falhas no capítulo do remate. As defesas iam-se superiorizando aos ataques e sentia-se que a primeira equipa a ganhar alguma separação no marcador seria a vencedora. E assim foi.

Golos de Magnus Joendal, Harald Reinkind e Petter Overby permitiriam à seleção escandinava ganhar três golos de vantagem e os vice-campeões do mundo não mais saíam da liderança.

Ao intervalo o marcador assinalava 9-12 favorável aos noruegueses e no segundo tempo a tendência continuou, em grande parte devido a uma enorme exibição do guarda-redes nórdico Torbjoern Bergerud.

O guardião do SG Flensburg-Handewitt terminou a partida com 14 defesas e uns extraordinários 44% de eficácia defensiva.

Com a baliza fechada a sete chaves e Magnus Joendal a marcar sem grande dificuldade – terminou o jogo como Melhor em Campo e sete golos marcados – a Noruega ia dominado sem grande dificuldade. Os minutos finais do encontro viam Dean Bombac e companhia tentarem reduzir a desvantagem, mas o cansaço físico e psicológico acabou por vencer.

Fica então para a história a vitória Norueguesa por 20-28 nesta que foi a sua melhor classificação de sempre em Campeonatos da Europa. Já a Eslovénia conseguiu também o seu melhor resultado desde 2004 quando foi segunda classificada.

A FIGURA

Fonte: Handball Gutta

Torbjoern Bergerud – O guarda-redes norueguês fechou a sua baliza e foi determinante para esta vitória. Os vinte golos marcados pela Eslovénia – valor mais baixo alguma vez registado num jogo de terceiro e quarto lugar – deveram-se em grande parte à sua exibição.

O FORA DE JOGO

Fonte: EHF

EHF – É inconcebível pedir a atletas de alto rendimento que joguem dois dias seguidos, muito menos a este nível. Com a final a realizar-se amanhã, não se compreende porque razão esta partida do terceiro e quarto lugar não foi marcado para a manhã ou umas horas antes da final. Colocam-se em risco os jogadores e o produto final – o jogo em si – acaba por não ter a mesma qualidade.

ANÁLISE TÁTICA – ESLOVÉNIA

O problema da Eslovénia neste encontro tem um nome: Torbjoern Bergerud. As falhas de remate e más decisões ofensivas acabaram por ser determinantes. No entanto, os eslovenos conseguiram controlar o ataque norueguês durante a primeira parte graças a uma defesa coesa, que tinha por trás de si Klemen Ferlin, que também ele terminou o encontro com 14 defesas.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Klemen Ferlin (8)

Tilen Jodrin (6)

Borut Mackovsek (7)

Miha Zarabec (6)

Nejc Cehte (6)

Blaz Janc (7)

Blaz Blagotinsek (7)

SUBS UTILIZADOS 

Nik Henigman (6)

Jure Dolenec (7)

Igor Zabic (7)

Dean Bombac (7)

Darko Cingesar (6)

Mario Sostaric (6)

ANÁLISE TÁTICA – NORUEGA

Sander Sagosen teve uma noite discreta – quatro golos em 12 remates – mas a sua presença em campo obriga automaticamente a atenções redobradas, e foi isso que a Noruega explorou. Com o foco defensivo em Sagosen, jogadores como Magnus Joendal e Kristian Björnsen tiveram espaço para fazer a diferença e finalizar sem grandes dificuldades, especialmente explorando os espaços laterais junto aos segundos defensores.

SETE INICIAL E PONTUAÇÕES

Torbjoern Bergerud (9)

Harald Reinkind (6)

Peter Overby (7)

Goeran Johannessen (8)

Magnus Joendal (9)

Kristian Björnsen (7)

Sandor Sagosen (6)

SUBS UTILIZADOS 

Magnus Gullerud (7)

Christian O’sullivan (7)

Eivind Tangen (7)

Foto de Capa: Norges Handballforbund

FC Paços de Ferreira x SL Benfica: Domingo de festa

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O Benfica visita a capital do móvel consciente das suas obrigações enquanto candidato ao título.

A almofada de sete pontos alcançada há uma semana é para manter e nada melhor que um Domingão de bola para alegrar os benfiquistas do norte, com a esperada enchente que se transformará num mar da típica alegria que caracteriza o apoio à equipa nas deslocações acima do Mondego.

Na Mata Real, templo do Portugal futebolístico, os encarnados encontram uma equipa regressada do ocaso da divisão inferior mas recheada de talento, já que Janeiro foi amigável para a turma de Pepa. Stephen Eustáquio e Adriano Castanheira vieram empregar o talento que faltava no onze pacense, que até agora se conseguiu manter acima da linha de água com algumas dificuldades.

Porém, talvez, tal acréscimo de qualidade não seja argumento suficiente para convencer a tradição a mudar: em 22 visitas dos lisboetas a Paços de Ferreira, contam-se 14 vitórias e apenas três derrotas, estatística pesada para uns castores que tudo farão para pontuar frente ao Campeão Nacional. A última delas foi o famoso 1-0 de 2014-15, resultado que á altura fez o Benfica de Jorge Jesus balançar na luta dum título que viria a ganhar.

 

COMO JOGARÁ O BENFICA?

Bruno Lage não tem razões para fazer grandes mudanças no onze ou na forma de jogar da equipa, já locomotiva a todo o vapor no topo da tabela e na corrida ao troféu de campeão. A principal dúvida será Rafa, que completamente recuperado insurgir-se-á quanto a vaga entre os titulares, apesar das exibições muito capazes de Cervi.

Uma das soluções seria incluir a figura da vitória em Alvalade no papel de segundo avançado, tarefa que pode desempenhar, como referiu o treinador na conferência de imprensa: «Conto com o Rafa para as três posições: ala esquerdo, ala direito ou avançado», não sem antes acabar de vez com os rumores que indiciavam um suposto interesse do jogador em mudar de ares com uma curiosa confissão, ao afirmar que «o sonho dele é ser presidente do Benfica, foi isso que ele me disse hoje. Está tudo dito».

A existir alterações, será essa a mais notória na escalação do onze, relegando Chiquinho para o banco de suplentes.

JOGADOR A TER EM CONTA – JULIAN WEIGL

Há talento suficiente em Weigl para determinar o rumo da partida, restando apenas saber com que audácia se apresentará em campo
Fonte: SL Benfica

Depois da introdução no onze e dos processos simples que demonstrou, alegando a seu favor a inteligência de perceber o contexto da sua entrada numa época a decorrer e da necessidade de criação de rotinas com os colegas, Julian terá agora oportunidade para começar a desenvolver o seu verdadeiro futebol.

Espera-se mais desenvoltura no momento ofensivo do internacional alemão, arriscando mais no passe vertical, uma das suas imagens de marca. As suas qualidades de regista, se exploradas a fundo, contribuirão para vitória confortável da turma encarnada e permitirão maior liberdade a Pizzi e Rafa, recebendo o esférico em melhores condições e em zonas nunca antes imaginadas.

ONZE PROVÁVEL

Odysseas; André Almeida, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Weigl, Gabriel e Cervi; Rafa e Vinícius.

 

COMO JOGARÁ O PAÇOS DE FERREIRA?

A equipa de Pepa vem de um empate caseiro frente ao Gil Vicente de Vítor Oliveira, que culminou num ciclo de quatro jogos sem perder e sem sofrer qualquer golo, melhorias substanciais face à primeira volta.

A ida ao mercado de inverno foi frutífera para a equipa, aumentando o plantel em termos qualitativos com as entradas de Marcelo (ex-Rio Ave e Sporting), Stephen Eustáquio, João Amaral  e Adriano Castanheira, um prodígio que despontava nas Beiras ao serviço do Sporting da Covilhã.

A consolidação de Eustáquio junto a Pedrinho no centro do terreno deu segurança à equipa e elevou a sua capacidade do controlo da posse de bola, num duplo-pivot que oferece mais e melhores soluções aos desiquilibradores da frente. A principal ausência será Maracás por acumulação de amarelos, sendo muito provável a aparição de Marcelo no eixo da defesa ao lado de Marco Baixinho.

O resto do onze deverá manter-se sem mais alterações, fruto da saúde e disciplina da generalidade do plantel, constando apenas dois nomes no boletim clínico: Bruno Santos e Luiz Carlos.

JOGADOR A TER EM CONTA – STEPHEN EUSTÁQUIO

A melhor contratação da janela de Inverno portuguesa, tendo em conta a qualidade do jogador e os objectivos do clube
Fonte: FC Paços de Ferreira

Só as lesões impossibilitaram Stephen de vestir camisolas mais prestigiadas até agora. A aventura no México não correu totalmente bem e o luso-canadiano volta a Portugal para se afirmar de vez em contexto nacional.

Até agora, recém-chegado que é a Paços de Ferreira, conseguiu já assumir as rédeas de um meio-campo refém de organização e capacidade de controlo da posse de bola. O talento que tem, as doses cavalares de inteligência futebolística e a visão ampla do rectângulo de jogo serão entraves para a capacidade defensiva encarnada.

Da forma como o Benfica irá condicionar Stephen dependerá todo o desenrolar do jogo e o desfecho final. Um dos verdadeiros craques que nos permite testemunhar a sua genialidade em território luso.

ONZE PROVÁVEL

Ricardo Ribeiro; Jorge Silva, Marco Baixinho, Marcelo e Oleg; Pedrinho e Stephen Eustáquio; Hélder Ferreira, João Amaral e Adriano Castanheira; Douglas Tanque

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

SC Braga 1-0 FC Porto: A “estrelinha” de Amorim continua viva

A CRÓNICA: NA HORA H(ORTA)

FC Porto e SC Braga encontraram-se no Municipal de Braga para disputar o derradeiro jogo desta edição da Taça da Liga, depois do seu encontro nesta mesma fase da competição em 2012/13, em que a vitória sorriu ao SC Braga. Hoje, enquanto minhotos procuravam o segundo triunfo na competição, os portistas procuravam conquistar, pela primeira vez, este troféu. O primeiro tempo foi de grande emoção, com oportunidades para ambos os lados. Primeiro foi o SC Braga a criar perigo. Ricardo Horta, a partir da direita, rematou à trave de Diogo Costa, que parecia batido caso a bola fosse para dentro da baliza. Como resposta, primeiro foi Luis Díaz a rematar com perigo, com a bola a rasar o poste da baliza, e depois numa perdida inacreditável, Corona rematou contra Matheus e Soares, na recarga, acertou na trave da baliza minhota. Seguiu, então, tudo a zeros para os balneários do Municipal de Braga. A segunda parte foi de grande rigor defensivo de ambas as equipas, com o golo que resolveu a final. Com os pensamentos de todos os presentes no Municipal de Braga a apontarem para as grandes penalidades, Ricardo Horta, após um remate de Fransérgio travado pela defensiva portista, apareceu na cara de Diogo Costa e não perdoou. Estava resolvida a final e o SC Braga é o campeão de inverno da época 2019/2020. Pelo que ambas as equipas fizeram em campo, as grandes penalidades seriam o desfecho mais justo para esta final.

A FIGURA

Fonte: SC Braga

João Palhinha – Exibição irrepreensível do médio do SC Braga. Perfeito na leitura de jogo e no posicionamento, foi o complemento ideal para Fransérgio no meio-campo minhoto. A evolução do jovem médio continua a ser uma das boas notícias no SC Braga, versão 2019/2020. E anda o Sporting CP à procura de um médio com características idênticas às do camisola “60” do SC Braga…

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Galeno – Inconsequente do ponto de vista ofensivo, perdeu praticamente todos os duelos de 1×1. Não deu profundidade suficiente ao jogo do SC Braga e foi incapaz de colocar dificuldades a Jesús Corona, do lado direito da defesa azul e branca. Pode ter perdido de vez o comboio da titularidade para o jovem Trincão.

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Rúben Amorim voltou a apostar no habitual esquema de 3-4-3, procurando sair rapidamente em transição, tanto por intermédio dos laterais Esgaio e Sequeira, como pela procura do jogo interior através de jogo mais direto. Esta aposta foi a forma que o técnico dos minhotos encontrou para contornar os momentos de maior pressão por parte do conjunto azul e branco. Em vários momentos da partida, a limitação técnica dos defesas bracarenses limitou a equipa do SC Braga na primeira fase de construção, sendo Raúl Silva o elemento mais esclarecido neste processo. Quanto à mobilidade na frente de ataque, Ricardo Horta foi o homem-chave na busca pelos espaços na defensiva dos dragões, ao contrário de Galeno que foi sempre presa-fácil para o “lateral-cada-vez-menos-adaptado”, Jesús Corona. Nota ainda para o entendimento praticamente perfeito entre Palhinha e Fransérgio, que foram extremamente eficazes no equilíbrio e organização de todo o jogo bracarense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Tormena (6)

Bruno Viana (6)

Raúl Silva (7)

Ricardo Esgaio (6)

Sequeira (6)

Fransérgio (7)

João Palhinha (7)

Ricardo Horta (7)

Galeno (6)

Paulinho (5)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Trincão (5)

Wallace (6)

Rui Fonte (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto adotou uma pressão alta sobre os três defesas centrais bracarenses, de modo a que estes não esticassem jogo nos alas. Sérgio Oliveira subiu, ao lado dos dois pontas de lança, Marega e Soares, para fazer essa mesma pressão. Quando a primeira fase de pressão não resultou, Sérgio baixou e o FC Porto adotou um 4-5-1 defensivo, com Soares à frente. Em termos ofensivos, os portistas deram preferência ao jogo em profundidade, com Marega a ser o principal alvo desta estratégia. O jogador-chave nesta fase ofensiva dos dragões foi Otávio, que apareceu prontamente para disputar a segunda bola e, a partir desse momento, permitiu ao FC Porto construir em posse, no meio-campo ofensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (5)

Tecatito Corona (6)

Iván Marcano (6)

Mbemba (6)

Alex Telles (6)

Otávio (7)

Sérgio Oliveira (6)

Danilo Pereira (6)

Luis Díaz (6)

Moussa Marega (6)

Tiquinho Soares (6)

SUBS UTILIZADOS

Romário Baró (6)

Matheus Uribe (5)

Wilson Manafá (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC BRAGA

Bola na Rede: Com toda a qualidade evidenciada pela sua equipa nestes primeiros jogos, acredita que se tivesse começado a época, o SC Braga estaria a lutar pelo título?

Rúben Amorim: Não faço as coisas assim. Uma jogada pode mudar completamente o campeonato e tornar tudo mais difícil. Lembro-me de que ganhámos um jogo no Jamor, frente ao Belenenses por 7-1, e com o CD Tondela estávamos empatados ao intervalo, tivemos dificuldades e até ouvimos assobios. Eu tenho plena noção de que isto muda de um momento para o outro. Portanto, era injusto dizer isso. Seria mau para mim. Nós não controlamos estas coisas. O importante é manter esta dinâmica e esperar que tudo corra bem.

FC PORTO

Sérgio Conceição não compareceu na sala de Conferência de Imprensa.

Rescaldo com opinião de Pedro Pinto Diniz e Mário Cagica Oliveira

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

V de Varandas

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Violência no Desporto. Tivemos oportunidade de abordar esta matéria noutro fórum e noutro momento, mas as notícias veiculadas pela comunicação social desta semana não nos deixam resistir a voltar a tocar a mesma tecla. Vejamos.

Dia 17 de janeiro de 2020: a equipa sénior de futebol do Sporting CP perde em casa com o seu eterno rival SL Benfica.

Dia 17 de janeiro de 2020: aquilo que, independentemente do resultado, tem de ser um espetáculo desportivo, foi, mais uma vez, brindado por um triste episódio de “chuva” de material pirotécnico, arremessado da bancada onde se sentam os adeptos da equipa verde e branca.

Dia 21 de janeiro de 2020: os jornais diários desportivos anunciam que a direção do clube leonino vai instalar aquilo que é, legalmente denominado como zona com condições especiais de acesso e permanência de adeptos, para os adeptos associados àqueles incidentes e que estão ligados aos Grupos Organizados de Adeptos (GOA) de “apoio” ao Sporting CP.

Ponto importante para a reflexão do tema: Sim, o Sporting CP ainda tem GOA nas suas bancadas, mesmo que não sejam apoiados pelo clube. Mas o facto de não serem apoiados pelo clube não impede que o clube crie as referidas zonas com condições especiais, desde que aprovadas pela recém-criada Autoridade para Prevenção e o Combate à Violência no Desporto.

Independentemente do carinho que se tenha (ou não) pela atual direção do Sporting CP e, mesmo que se condene (ou não) a gestão e decisões tomadas pela sua liderança, a reação  às manifestações de violência nos espetáculos desportivos praticada pela direção do atual Presidente do clube tem sido automática e, salvo melhor entendimento, exemplar.

Não sabemos, nem podemos confirmar, mas imaginando a concretização de tal decisão, tratar-se-á de mais um capítulo de peso no futebol português e, à semelhança do que sucedeu com a revogação do apoio às “claques”, poderá configurar mais um pequeno grande passo para a verdadeira melhoria da realidade desportiva nacional.

O país tem tanto valor desportivo, do qual a maior parte não é dado a conhecer à população. A pequena parte que é dada a conhecer, que é o futebol, e que constitui, em grande medida, o principal produto desportivo nacional, dá audiência a demasiados maus exemplos que criam uma imagem errada e deturpada daquilo que é um verdadeiro espetáculo desportivo. Se é difícil dar palco a mais modalidades e mostrar ao país e ao mundo o verdadeiro valor desportivo do país, ao menos que se limpe o palco onde apenas atua um protagonista, pois apenas dessa forma podemos continuar a querer comprar bilhete para assistir.

A ferida continua aberta nas bancadas de Alvalade
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

O desporto é, e tem que continuar a ser, aquele que é praticado dentro das quatro linhas e não pode estar refém da liberdade de expressão aparentemente ilimitada daqueles que se mostram eternamente insatisfeitos, seja pela prestação desportiva da equipa que apoiam, ou seja simplesmente pelo facto da direção do clube que apoiam não ser aquela que queriam ou em que votaram.

Há que separar o trigo do joio e, nessa medida, ter o discernimento de distinguir os resultados desportivos associados à eventual gestão menos boa de um clube daquilo que são, verdadeiramente, decisões de peso e de grande vulto para o saneamento de uma modalidade que, há vários anos, tem vindo a ficar refém de manifestações totalmente distantes do campo da legalidade e que apenas envergonham os seus restantes intervenientes.

Se se pretende evitar que entremos no mesmo percurso de recuperação pelo qual passou a mesma modalidade em Inglaterra, temos que beber das medidas por eles praticadas.

E se, quando pusemos a lei em vigor a ser trabalhada e adaptada às melhores recomendações a nível internacional nesta matéria – designadamente a Convenção do Conselho da Europa sobre uma Abordagem Integrada da Segurança, da Proteção e dos Serviços por Ocasião dos Jogos de Futebol e Outras Manifestações Desportivas, de 3 de julho de 2016 -, acabámos por aprovar uma lei que ainda está longe de ir ao encontro dessas orientações. Há que criar soluções dentro deste novo enquadramento normativo que, de forma alternativa, consiga conter a imagem que este desporto continua a passar ao país, ao mundo, e sobretudo, dentro destes, às gerações mais jovens e vindouras.

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Valência CF 2-0 FC Barcelona: Posse de bola não é tudo…

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A CRÓNICA: PORMENORES POR AFINAR

Ao terceiro jogo de Quique Setién no comando técnico do FC Barcelona, o primeiro deslize. Na deslocação ao Mestalla, uma derrota blaugrana por 2-0 abre agora a possibilidade do Real Madrid CF isolar-se na liderança. Num primeiro tempo em que o Barcelona teve cerca de 70% de posse de bola, foi o Valência a dispor de uma mão cheia de oportunidades.

A primeira de todas até foi a mais flagrante, com Ter Stegen a defender um penálti de Gómez. A troca de bola segura dos culés não resultava em perigo e a equipa da casa só não foi para o intervalo a vencer por causa do guardião alemão, que soube como travar os remates perigosos da dupla de avançados e ainda de Coquelin. Bola de um lado, oportunidades do outro.

Esperava-se uma reação dos catalães na segunda parte, contudo, logo a abrir, foi a equipa de Celades a chegar ao golo de forma merecida: remate de Gómez contou com um desvio em Jordi Alba. Inevitavelmente, o Barcelona passou a arriscar mais e também a genialidade de Messi começou a aparecer (só ele rematava!).

Numa altura em que o golo do empate poderia estar prestes a aparecer, eis que Gómez apareceu para ampliar a vantagem e recolocar o Valência CF em zona europeia.

A FIGURA

Fonte: Valencia CF

Maxi Gómez – Não se pode dizer que o jogo tenha começado da melhor forma para o uruguaio (com o penálti defendido por ter Stegen), contudo o avançado de 23 anos não só foi o autor dos dois remates que deram o triunfo ao Valência, como ainda deu mais dores de cabeça ao guardião adversário. Já vão nove no campeonato espanhol…

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Barcelona

Primeira parte do FC Barcelona – É certo que foi na segunda parte que o Barcelona sofreu dois golos, mas os primeiros 45 minutos revelaram ser nulos no capítulo ofensivo, sem oportunidades flagrantes (apenas um remate de Messi de livre direto). Além das dificuldades evidentes em chegar à área contrária, a formação de Setién apoderou-se da bola, mas chegou mesmo a sofrer nos momentos em que se encontrava sem ela, de tal modo que o Valência dispôs de várias ocasiões para marcar, todas elas negadas pelo guardião alemão.

 

ANÁLISE TÁTICA – VALÊNCIA CF

A equipa de Celades apresentou-se no habitual 4-4-2. Face à ausência de Parejo (expulso na derrota diante do Mallorca por 4-1), Kondogbia foi chamado ao “onze”. O Valência defendeu de forma compacta, tentando sempre roubar a bola com uma excelente pressão ofensiva ao portador da bola, algo que também revelou algumas fragilidades nas transições do adversário. Apesar de os golos só terem aparecido no segundo tempo, destaque para a excelente primeira parte do Valência, com muito critério nas saídas para o ataque.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Doménech (7)

Gayà (6)

Gabriel Paulista (7)

Garay (7)

Wass (6)

Soler (7)

Kondogbia (7)

Coquelin (7)

Ferrán Torres (6)

Maximiliano Gómez (8)

Kévin Gameiro (6)

SUBS UTILIZADOS

Rodrigo (5)

Jaume Costa (5)

Sobrino (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

Taticamente falando, eis que surge um novo Barça. À semelhança dos dois jogos anteriores, a formação de Quique Setién apostou num 3-1-4-2 a sair a jogar, que rapidamente se transformava num 4-3-3 nos processos defensivos. Apesar de o indicador de posse de bola ter-se mantindo sempre elevado, o Barcelona sentiu algumas dificuldades em chegar à baliza contrária, nomeadamente no primeiro tempo. Na segunda parte houve melhorias nesse capítulo, mas o adversário acabou por chegar aos golos da vantagem com a eficácia que não teve no primeiro tempo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ter Stegen (7)

Umtiti (6)

Piqué (5)

Sergi Roberto (6)

Frenkie de Jong (6)

Sergio Busquets (6)

Jordi Alba (6)

Arthur (5)

Ansu Fati (6)

Messi (7)

Griezmann (5)

SUBS UTILIZADOS

Vidal (6)

Rakitic (-)

Collado (-)

 

Foto de Capa: Valência CF

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

SSC Napoli x Juventus FC: Longe na tabela, próximos na rivalidade

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FIM DA CRISE OU LIDERANÇA FORTALECIDA?

Que melhor forma poderia haver para fechar a jornada da Serie A italiana do que com um duelo entre dois emblemas que, nas últimas quatro temporadas, terminaram sempre no pódio? Este registo histórico favorável é o mote para um jogo que tem tudo para ser de alta intensidade, mas as duas formações chegam ao encontro da 21.ª jornada em momentos de forma bem distintos. De um lado, os anfitriões napolitanos, que venceram a meio da semana para a Taça de Itália, mas nos últimos sete jogos para as competições internas, todos já com Gennaro Gattuso no comando da equipa, apenas ganharam três.

UMA VITÓRIA DO SS NAPOLI EM CASA TEM UMA ODD DE 3.45! ARRISCAS NA BET.PT?

A instabilidade no clube presidido pelo, tantas vezes polémico, Aurelio De Laurentiis tem-se acentuado, com vários jogadores a quebrarem regras austeras impostas pelo “homem forte” do Nápoles e com muitas estrelas do clube, como Mertens ou Koulibaly, a tentarem forçar a saída do clube no mercado de verão. Do outro lado, os homens de Maurizio Sarri encontram-se na melhor forma da época, tendo vencido os cinco jogos que se seguiram ao desaire na Supertaça Italiana e sendo beneficiados pela inspiração de Cristiano Ronaldo. Nos jogos realizados em 2020, o astro luso marcou em todos os que alinhou, contabilizando um total de sete tiros certeiros em quatro partidas. Assim, estão lançados os dados para um duelo que, apesar de opor o líder ao 11.º classificado, terá tudo para ser intenso e com resultado incerto até final.

COMO JOGARÁ O SSC NAPOLI?

Desde a chegada de “Rino” Gattuso que o sistema tem sido sempre o mesmo: o 4-3-3. Posto isto, não se esperam mudanças para o embate frente à “Juve”, mas as crescentes opções para o meio-campo (chegaram Diego Demme e Stanislav Lobotka, neste mercado de inverno) podem dar “boas dores de cabeça” ao técnico italiano na hora de escolher o 11 inicial.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: SSC Napoli

Lorenzo Insigne – Marcou os últimos três golos da equipa, incluindo o tento frente a Lazio, que garantiu a passagem às meias-finais da Taça de Itália. Chega com a confiança em alta e, portanto, poderá potenciar toda a sua velocidade e capacidade de drible, o que causará muitas dificuldades aos laterais adversários.

Fonte: SSC Napoli

XI PROVÁVEL

4-3-3 – David Ospina; Elseid Hysaj; Konstantinos Manolas; Giovanni Di Lorenzo; Mário Rui; Piotr Zielinski; Fabian Ruiz; Allan; José Callejon; Lorenzo Insigne; Arkadiusz Milik.

 

COMO JOGARÁ A JUVENTUS FC?

Também o 4-3-3 é a formação preferencial dos homens de Turim e as opções para o centro do terreno são vastas. No entanto, este não é um 4-3-3 convencional, dado que muitas vezes passa a 4-3-1-2, com Ronaldo e Higuaín a jogarem com Dybala nas suas costas. Dados os bons resultados recentes, esta variação tática deverá manter-se, pois em equipa que ganha, não se mexe.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: UEFA

Cristiano Ronaldo – O craque português tem estado (ainda mais) imparável desde o início do novo ano. Sete golos em quatro jogos são o cartão de visita do avançado madeirense, que tem formado boa parelha com Dybala e muito tem regalado a vista dos adeptos da “Juve”.

XI PROVÁVEL

4-3-1-2 – Wojciech Szczesny; Juan Cuadrado; Leonardo Bonucci; Matthijs De Ligt; Alex Sandro; Miralem Pjanic; Blaise Matuidi; Adrien Rabiot; Paulo Dybala; Cristiano Ronaldo; Gonzalo Higuaín.

Foto de Capa: Juventus FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Atletismo: As melhores dos 2010s – Feminino

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Depois de na semana passada termos apresentado os melhores no masculino, são as melhores atletas que esta semana têm as honras da casa!

Eventos globais ao ar livre no período: Mundiais de Daegu 2011; Jogos Olímpicos de Londres 2012; Mundiais de Moscovo 2013; Mundiais de Pequim 2015; Jogos Olímpicos do Rio 2016; Mundiais de Londres 2017 e Mundiais de Doha 2019

100 METROS: Shelly-Ann Fraser-Pryce (JAM)

Em cinco finais de Mundiais neste período, a jamaicana conquistou três ouros e ainda conquistou um dos dois Ouros olímpicos do período, não deixando margem para qualquer outra escolha.

Carmelita Jeter (USA) conseguiu o seu aguardado título mundial (Daegu 2011), mas nunca chegou a atingir o estatuto de Shelly-Ann. Tori Bowie (USA) foi outra campeã mundial (Londres 2017), mas algumas lesões e episódios rocambolescos têm tornado a carreira da norte-americana num autêntico “hit-and-miss”. Na segunda metade deste período, Elaine Thompson (JAM) chegou a parecer que poderia retirar o estatuto de Fraser-Pryce e conquistar para si o papel no feminino que Bolt teve no masculino.

Thompson venceu no Rio (a dobradinha dos 100 e 200), no entanto, a regularidade não tem sido o seu forte e essas duas conquistas são para já as únicas grandes na sua carreira internacional. Já Fraser-Pryce venceu nos Jogos de Londres (2012), nos Mundiais de Moscovo (2013) e Pequim (2015).

Depois do Bronze do Rio (2016) e do anúncio da sua gravidez, muitos suspeitaram que esse pudesse ser o final da carreira da jamaicana, mas estavam muito enganados. Regressou em grande e teve em 2019 um dos melhores anos da sua carreira, com a vitória nos Mundiais de Doha a coroar uma temporada em que voltou a correr em 10.71, bem próxima do seu recorde pessoal (10.70). Com quatro provas na casa dos 10.7, Shelly-Ann parece na flor da idade, mas não se deixem enganar!

Completou já os 34 anos e já disse que os Jogos de Tóquio serão os últimos da sua carreira. Isso não significa que essa será a sua grande competição, uma vez que a jamaicana tenciona terminar nos Mundiais de Oregon do próximo ano.

200 METROS: Dafne Schippers (HOL)

Aqui não existe uma dominadora tão clara como nos 100, sendo que os sete títulos globais tiveram seis vencedoras diferentes. A única atleta a conquistar mais do que um título foi Dafne Schippers (HOL) com a dupla conquista em Mundiais (2015 e 2017), tendo também sido Prata nos Olímpicos do Rio (2016).

A atleta correu também a distância num melhor pessoal de 21.63 segundos (para a vitória em Pequim), um tempo que muitos consideram o verdadeiro recorde mundial (as marcas acima são de Flo-Jo e Marion Jones…). Não tem, no entanto, sido um passeio para a holandesa, que tem tido dificuldades a voltar à forma evidenciada em 2015 e 2016, não tendo baixado dos 22 segundos nos últimos três anos. A atleta parece ter tentado de tudo – mudança de cidade, de técnico, de hábitos –, mas continua longe da sua melhor forma.

Veronica Campbell-Brown (JAM), Fraser-Pryce (JAM) e Dina Asher-Smith (GBR) foram as outras atletas a conquistar títulos mundiais, enquanto que os títulos olímpicos foram para Allyson Felix (USA) e Elaine Thompson (JAM) respetivamente. Felix venceu também por três vezes a Diamond League, o que lhe dá um crédito extra, mas ninguém seria capaz de bater a Schippers de 2015.

400 METROS: Shaunae Miller-Uibo (BAH)

Mais divididas as grandes conquistas não poderiam ser, com sete atletas a dividirem os sete títulos globais deste período. Sanya Richards-Ross (USA) e Shaunae Miller-Uibo (BAH) venceram os Olímpicos de Londres e Rio, respetivamente, enquanto que os Mundiais foram conquistados por Amantle Montsho (BOT), Christine Ohuruogu (GBR), Allyson Felix (USA), Phyllis Francis (USA) e Salwa Eid Naser (BHR).

Apesar de por duas vezes ser a grande favorita e ter perdido (falhou inexplicavelmente nos Mundiais de Londres e em Doha não derrotou Naser, apesar do enorme recorde pessoal), Miller-Uibo tem do seu lado o facto de ter conquistado também duas medalhas de Prata em Mundiais (2015 e 2019), além de séries verdadeiramente impressionantes de vitórias. É já a 8.ª mais rápida da história e ao mesmo tempo vai também brilhando nos 200 metros.

A poucos meses de completar 26 anos, tem tudo para ficar na história da modalidade, mas tem como principal adversária Naser, que ainda tem 21 anos e é a 3.ª mais rápida de sempre na distância. Allyson Felix – que durante esta década saltou dos 200 para os 400 – é também uma atleta que obviamente merece uma menção, não só pelos títulos individuais, mas também pela sua impressionante consistência nas estafetas, tornando-se com isso a atleta mais condecorada da história.

Onde está o Espadinha quando precisamos dele?

Foi em Setembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de Março
E nas mãos o mês frio de Janeiro…

Dia 8 de setembro de 2018. Parece que foi há uma eternidade, não parece? Nem um ano e meio passou e, no entanto, o meu amor por ti cada vez definha mais.

Dou por mim a seguir os teus jogos por uma app de smartphone e a ver os golos depois, num resumo disponibilizado nas plataformas digitais. Já não sei os resultados todos de cor, quem marcou os golos ou os momentos de forma de cada um dos jogadores.

Não tenho 90 minutos contigo desde setembro, aquando da primeira jornada da UEFA Europa League deste ano, e já não vejo as tuas belas camisolas em direto desde uma derrota em Barcelos, já nem sei precisar quando…

Tudo isto, que me devia irritar e colocar cada pedaço de mim em fúria, deixa-me em paz, calmo e ponderado. Eles mataram o meu amor por ti e, com isso, descobri que há mais na vida para amar.

Não sou capaz de entender como chegámos aqui. Sei perfeitamente o que se passou para deixarmos de jogar de igual para igual com Real Madrid CF ou Juventus FC e jogarmos com medo de perder contra cada adversário que apanhamos pela frente. Sei quem culpar, sei a quem apontar o dedo, mas a verdade é que não entendo como tantos foram enganados por tão poucos, apesar dos poderes instalados.

Não me esquecerei dos nomes: Rogério, Jorge, Frederico, Hugo, Luís, José ou Jaime, para mencionar alguns. Não esquecerei o que nos fizeram no passado e tornaram a repetir. Mesmo que um dia caiam, não podem nunca sair de cena, não podem nunca ter paz, mais que não sejam porque quem mata merece o castigo.

Nem queria tocar na incapacidade total que neste momento existe, em todas as mentiras, todas as contradições que existem e que tornam um homicídio em circo, em prime-time televisivo para regalo de alguns, mas a verdade é que me lixa com F todo este lixo.

Tanto temos planeamentos da pior época desportiva que foi “facilmente” planeada por génios, como temos o departamento financeiro a dizer que não há buraco nas contas do passado recente a ser contradito por quem te deveria comandar.
Continuamos a falar em Batuques, quando existem Fernandos e David Wangs a dar-te despesas bem superiores que, para muita Comunicação Social, não são tema de conversa.

O melhor que vimos de Wang
Fonte: Wolverhampton Wanderers FC

Por falar em Wang, falo também em Jorge Mendes, uma vez que parece que, mesmo não sendo agente do jogador ou sequer dirigente, parece mandar mais no clube do que o corpo dirigente, sendo tu uma estrutura que deveria ter Cabeça, Tronco e Membros, capacitada para vir a público falar sobre estas questões.

Tudo isto contribuiu para me afastar de ti, sabes? O saber que te perdi para alguém que não te merece tem tanto de estúpido como de guião de uma novela dos Morangos em que o surfista com nome “beto” aparece para nos roubar a namorada.

Mentiria se não te dissesse que ainda te quero, que sinto a tua falta e que o amor continua cá, mas acredito que, infelizmente, o nosso amor, como o de muitos outros que te querem, irá sempre acabar mais perto de uma obra de Shakespeare do que de um livro do Nicholas Sparks.

Assim como mentiria se não rezasse pela chegada de um super-herói, de Espada em punho, pronto para dar “duas bofetadas” e dizer a quem de direito para desamparar a loja…. Mas assumo que, neste momento, recordar é viver.

 

Foto de Capa: Candidatura “Unir o Sporting”

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Rugby Europe Championship: Lobos estão de regresso três anos depois

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O ano transato ficou marcado pelo domínio português no terceiro escalão do rugby europeu. A vitória frente aos alemães ditou a tão esperada subida ao Championship, torneio em que Portugal enfrentará seleções como a Bélgica, a Espanha, a Roménia, a Geórgia e a Rússia.

A faltar apenas uma semana para o pontapé de saída do torneio das 6 Nações B, Patrice Lagisquet, selecionador nacional, chamou, para a preparação do primeiro jogo, frente à Bélgica, muitos jogadores novos, oriundos, muitos deles, da seleção sub20. Entre estes atletas destacam-se Jerónimo Portela e Raffaele Storti, que estão de malas feitas para o Uruguai, onde participarão na nova liga sul americana profissional.

De acrescentar ainda que Simão Bento, que também fez parte da bela campanha dos sub20 no World Rugby Trophy U20, está de fora das opções do treinador francês. Este contraiu uma lesão no tornozelo, num jogo entre Portugal e Espanha, em sub20.

Após as boas exibições deixadas pelos comandados do ex-internacional francês na América do Sul, a expectativa é alta. Espera-se uma equipa com uma linha de três quartos imprevisível e com um jogo dominante no que ao pack avançado diz respeito.

Fonte: FP Rugby

O jogo frente aos belgas marcará o retorno dos Lobos ao segundo escalão do Rugby na Europa, após três épocas a competir no Rugby Europe Trophy. Esta será a décima quinta vez que Portugal e Bélgica se vão defrontar nesta modalidade, contando, os lusos com nove vitórias, dois empates e três derrotas.

Esta subida de divisão fará com que Portugal defronte seleções de um nível superior, como é o caso da Geórgia e da Roménia, que têm um vasto leque de jogadores a atuar nos melhores campeonatos europeus, como o Top 14. Um aumento de competitividade que era procurado há três épocas, tendo como objetivo a qualificação para o mundial 2023 em França.

A primeira jornada será disputada sábado, dia 1 de fevereiro, no Estádio Universitário de Lisboa.

A POSSIBILIDADE DA MODALIDADE CRESCER

Conforme veio a público, este último será o palco, em setembro de 2021, da realização do campeonato de Europa Universitário de 7’s. Uma competição que contará com dezasseis equipas vindas de diferentes países europeus. Estima-se que estarão envolvidos no torneio cerca de 250 participantes, entre os quais estão, treinadores, jogadores e dirigentes. Ao que a entidade organizadora adiantou, a competição terá uma duração de quatro dias.

Pela primeira vez a ADESL terá o papel de organizar uma competição internacional, neste caso em conjunto com a Federação Portuguesa de Rugby.

Uma competição que pode ajudar a desenvolver um desporto tão desconhecido e tão pouco praticado no nosso país. Não só em termos de jogadores, mas também em termos de árbitros, uma vez que, ao ser organizada pela ADESL em conjunto com a Federação Portuguesa de Rugby, pode representar uma oportunidade de envolver juízes de jogo nacionais.

O Rugby é, no meu ponto de vista, um desporto com uma margem de progressão reduzida em Portugal, na medida em que é pouco praticado e tem pouca visibilidade. Creio que esta competição pode ser uma forma de conseguir atrair mais jogadores, árbitros e treinadores. São este tipo de torneios e o aparecimento de projetos, como o da criação do canal oficial da Federação, que contribuem para o desenvolvimento do Rugby português.

De acrescentar ainda que esta será a primeira competição de caráter internacional a ser organizada pela ADESL, num ano em que a cidade de Lisboa será a capital europeia do desporto.

Foto de Capa: FPRugby