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Antevisão Valencia CF x FC Barcelona: Invicto Mestalla é difícil teste à liderança dos Blaugrana

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Teste de fogo para o líder

Quique Setién enfrenta o seu primeiro teste de fogo ao serviço do Barcelona. A deslocação a Valência é sempre sinónimo de dificuldades e. no seu segundo jogo ao serviço dos Blaugrana, o técnico natural da Cantábria terá oportunidade de mostrar que é o homem certo para treinar o Barcelona. A ausência de Suárez, juntamente com a chegada do novo técnico, justificam uma mudança táctica na equipa, vamos ver se as ideias de Setién já se vão fazer notar neste jogo. Já o Valência, que vem de uma pesada derrota perante o Mallorca por 4-1, tenta não perder o comboio da zona europeia. A equipa liderada por Albert Celades é capaz do melhor e do pior.

SE ACHAS QUE O VALENCIA CF PODE BATER O PÉ AO FC BARCELONA, APOSTA JÁ! UMA VITÓRIA DA EQUIPA CHE VALE 4.70 E UM EMPATE VALE 4.20. VAIS ARRISCAR?

Numa época até ao momento fabricada de altos e baixos, o clube Ché vê, neste jogo com o Barcelona, uma oportunidade para regressar aos bons momentos. O histórico destes jogos é favorável ao Barcelona, que não perde no Mestalla para o campeonato desde o longínquo ano de 2007. Agora analisando os últimos cinco anos podemos ver que o Barça conseguiu apenas duas vitórias, o que demonstra que mesmo não perdendo há muito tempo no Mestalla, o clube Blaugrana tem muitas dificuldades em vencer em Valência. O facto de o Valência ainda não ter perdido em casa vem reforçar ainda mais as dificuldades que a equipa de Setién vai enfrentar.

COMO JOGARÁ O VALENCIA FÚTBOL CLUB?

Albert Celades tem bem implementado o seu 4-4-2 ao longo da época e é provável que assim jogue contra o Barcelona, embora possa apresentar algumas nuances neste esquema, isto é, ou alinha com dois avançados em linha, ou com apenas um avançado optando por um 4-4-1-1.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Valencia CF

Maxi Gómez – O avançado uruguaio é a grande referência atacante do Valência, e vai ser uma seta apontada às redes do Barcelona, sendo o melhor marcador do clube Ché Maxi Gomez poderá fazer parelha com Kevin Gameiro ou até mesmo Rodrigo, se este tiver recuperado de lesão. Seja quem for que acompanhe Maxi no ataque valenciano será certo que causará grandes dificuldades ao Barça.

XI PROVÁVEL

4-4-2 – Domenech, Wass, Garay,Gabriel Paulista,Gaya, Soler, Kondogbia, Coquelin, Ferran Torres, Rodrigo e Maxi Gomez

COMO JOGARÁ O BARCELONA?

Na jornada anterior, o Barcelona apresentou uma formação bem diferente da habitual com Messi e Griezmann emparelhados na frente de ataque e com uma defesa a três, desfazendo o 4-3-3 já muito enraizado no clube. Será expectável que Setién venha a jogar novamente com o mesmo sistema, até porque Suárez e Dembele encontram-se lesionados.

 JOGADOR A TER EM CONTA

Messi é sempre candidato a melhor jogador do encontro
Fonte: FC Barcelona

Messi – O astro argentino é claramente quem leva esta equipa do Barcelona às costas, e estando ele a cem por cento é muito provável que seja um dos desbloqueadores do jogo, muito difícil de parar Messi é a maior dor de cabeça para Celades e a sua equipa.

XI PROVÁVEL

3-1-4-2 – Ter Stegen, Piqué, Umtiti, Sergi Roberto, Busquets, De Jong, Rakitic, Alba, Nélson Semedo, Griezmann e Messi.

Foto de Capa. La Liga

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Sob a sombra de Ana Santos

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A temporada nacional de ciclocrosse terminou a 18 de janeiro com a última etapa da SuperLiga do Porto e tudo o resto foi ofuscado pelo brilho de Ana Santos, a jovem prodígio que venceu todas as provas em que participou.

A nortenha, que na época passada já havia ganho o título nacional de Elite apesar de não ter idade para participar na Taça de Portugal da categoria, não se limitou a conquistar as cinco etapas da Taça de Portugal, o Campeonato nacional e ainda uma etapa da SuperLiga do Porto, mas fê-lo também demonstrando uma inquestionável autoridade, ganhando com margens esclarecedoras para as adversárias e nunca deixando dúvidas sobre quem sairia por cima.

Não se pode dizer que este desempenho seja surpreendente, mas é uma importante confirmação de que a jovem continua a progredir no sentido certo e no caminho de, porventura, se afirmar como a melhor ciclista lusitana.

O lado masculino não foi, desta feita, o destaque, ainda que tenha proporcionado interessantes e equilibradas batalhas. Márcio Barbosa revalidou o título de campeão nacional e foi primeiro em duas provas da Taça, contudo foi demasiado inconstante para discutir os títulos de regularidade.

Mário Costa foi o mais regular nos masculinos
Fonte: FPCiclismo

Aí, foi Mário Costa quem brilhou. O ciclista da AXPO / FirstBike Team / Vila do Conde levou para casa os troféus da Taça de Portugal e da SuperLiga do Porto, somando ainda duas etapas em cada uma delas.

Uma das estrelas da época transata, Miguel Salgueiro, vencedor da Taça, esteve ausente de várias provas, talvez apostando noutro tipo de preparação para a sua primeira época de estrada entre os profissionais na LA Alumínios. Com uma vitória na Taça e outra na SuperLiga, Roberto Ferreira foi o outro nome em destaque.

No geral, foi uma temporada com alguns pontos de interesse, mas em que faltou a emoção e competitividade de 2018/19, em que tivemos direito a maior incerteza de início a fim.

Foto de Capa: FPCiclismo

Artigo revisto por Joana Mendes

SC Braga x FC Porto: Será que à terceira é de vez?

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A CRÓNICA: DUELO PELO CANECO

É o jogo de todas as decisões da Taça da Liga 2019/2020 e vai ser disputado entre o Sporting de Braga e o Futebol Clube do Porto. Apenas oito dias depois do seu confronto para o campeonato, Dragões e Guerreiros vão estar novamente frente-a-frente. Ainda assim, desta vez há um bocado mais em jogo – um troféu, uma Taça da Liga. Irá certamente haver muita vontade de ambas partes em sair vitoriosos. O FC Porto quer, finalmente, quebrar a sua maldição na competição. Em doze edições, não conseguiu nenhum triunfo, tendo chegado à final em três ocasiões. Já o SC Braga deseja vencer pela segunda vez a competição, sendo que esta seria em sua casa, junto dos seus adeptos.

Esta será a reedição da final de 2012/2013. Na altura, os bracarenses triunfaram por uma bola a zero com golo de Alan, com o jogo a disputar-se em Coimbra. Muito mudou desde aí. Ambas as equipas já perderam finais da competição e já se defrontaram inúmeras vezes. A última foi, já referido anteriormente, na passada sexta-feira. Os Minhotos triunfaram e levaram a motivação necessária para bater também o Sporting CP na primeira meia-final. Os mandados de Rúben Amorim levam quatro vitórias em quatro jogos desde que o jovem treinador assumiu posse. A equipa tem jogado bem e a confiança está alta. Os Dragões conseguiram recuperar bem da derrota em casa com um triunfo importante sobre o Vitória SC. Uma reviravolta na segunda parte mostrou forte carácter da equipa numa altura que podia facilmente ter ido abaixo.

COMO JOGARÁ O SC BRAGA?

Como foi notório nos seus últimos dois jogos contra equipas grandes, o SC Braga não abdica da sua maneira de jogar seja contra quem for. Rúben Amorim gosta de ver a sua equipa a dominar a posse de bola e a pressionar com intensidade. E é uma evidência que este estilo tem resultado: 4 jogos, 4 vitórias, 13 golos marcados e 4 sofridos. O próprio treinador admitiu na conferência de imprensa de rescaldo da meia-final que a equipa tinha que melhorar em relação aos golos sofridos, mas a verdade é que neste momento, com o caudal ofensivo que tem apresentado, a confiança para sair vitoriosa deve ser muito alta. O sistema será o mesmo – 343 – e a única dúvida estará mesmo nos lugares dos dois extremos. Trincão deverá voltar ao onze acompanhado de Galeno. Também deve estar de regresso Palhinha, depois de estar impedido de jogar contra o seu clube-mãe e vai trazer mais alguma garantia defensiva em relação a Novais.

JOGADOR A TER EM CONTA?

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Paulinho – o avançado tem sido uma peça chave desde que Rúben Amorim chegou ao comando da equipa técnica. Marcou nos quatro jogos e é fulcral no ataque posicional do Braga. Muito forte nos apoios frontais, recua muitas vezes no terreno para dar linha de passe aos médios e para tabelar com os extremos. Acrescentando a isso, é muito inteligente nos movimentos dentro da área, conseguindo muitas vezes aproveitar o elevado número de cruzamentos efetuados pelos bracarenses.

XI PROVÁVEL

3-4-3: Matheus; Vítor Tormena, Bruno Viana, Raúl Silva; Ricardo Esgaio, Fransérgio, Palhinha, Sequeira; Trincão, Galeno e Paulinho.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

O estilo de jogo de Sérgio Conceição é bastante diferente do de Rúben. Um jogo muito mais direto e físico. A criatividade, ou a falta dela, tem sido o maior problema para o FC Porto. A previsibilidade tem sido um fator recorrente. E a ausência de Nakajima por lesão tem sido algo que apenas piora esta dificuldade de criação de oportunidades. Ainda assim, os Dragões tem individualidades que conseguem desbloquear a defesa adversária numa só jogada, como Luis Diaz e Jesús Corona. E nunca podemos descartar os ataques à profundidade de Marega. Soares também tem estado imparável em frente à baliza, ainda que o resto do seu jogo não esteja no auge. É previsível que o sistema seja, como foi contra o Vitória, 4-3-3, sem alterações no onze.

JOGADOR A TER EM CONTA?

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Corona – tem sido o jogador mais consistente no ataque portista, jogue a extremo ou a lateral. Conta já com 17 assistências em todas as competições nesta presente época. Desequilibra com facilidade com a sua forte condução e drible em espaços curtos. A jogar num FC Porto com dificuldades no jogo interior mas com avançados fortíssimos no jogo aéreo, é muitas vezes através de cruzamentos das alas que os golos aparecem, e é nestas funções que Corona encontra o seu melhor futebol.

XI PROVÁVEL

4-3-3: Diogo Costa; Corona, Mbemba, Marcano, Telles; Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio; Marega, Luis Diaz e Soares.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Um grande de pequenas derrotas

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Quando o muro de Berlim foi construído, nenhum dos seus responsáveis colocou a hipótese de ele um dia vir a ser derrubado. Assim como acontece com tudo o que se ergue debaixo dos céus e com tudo o que a eles aflora. Mais tarde ou mais cedo, cai. Há de chegar o dia em que, por qualquer vicissitude, tudo se desmorone e rua sobre si, embatendo no solo com estrondo e fazendo içar a névoa, num sentimento clássico de perda. Que dúvidas não persistam! Em situações deste cariz, deve primar-se a realidade à ficção e a qualquer tipo de pensamento utópico.

Sem ser o nosso intuito, começamos a questionar a imponência, a solidez das vigas e o diabo a quatro. Tudo é motivo para crítica quando algo ou alguém rasteja pelas ruas da amargura e se ajoelha nas esquinas da desdita. Normalmente, confunde-se a condenação barata e sempre disponível com o relato rigoroso e consciente dos factos. Infelizmente, a opinião pública está contaminada de oitos e de oitentas, com um ínfimo espaço confinado ao quarenta e quatro. E ainda existe quem se admire pelo avanço categórico do radicalismo e das extremas da direita, da esquerda e do meio.

E eu começo a questionar Alvalade. Bem, se calhar questionar não é a palavra ideal, mas até encontrar outra que preencha os cânones continuo a usá-la. Aliás, não considero que nenhuma pessoa que se diz adepta do Sporting Clube de Portugal colocasse em causa tudo e todos durante a época que se esfria, que não discutisse a mais pequena das coisas, como o cordão mal apertado da chuteira do Coates, os calções engelhados do Doumbia, a carta de condução do Wendel ou o génio de Fernando no seio das quatro linhas… Da Ucrânia!

Das seis derrotas leoninas na liga, quatro foram em casa
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Más línguas dizem, por aí, que o estádio ganhou caruncho e um bafio tal desde a chegada de Frederico Varandas. Que os parafusos se desprendem, que o material composto por ferro se enferruja a uma velocidade estonteante e que a madeira, oca e com aquele som antigo característico de quando se abria ou fechava uma porta, se apresenta em estado de possível putrefação. Ora, o leitor não sabe, mas a junção destes acontecimentos afeta o estado do relvado e o desempenho da equipa aquando de um confronto no reduto leonino. E, a partir desta explicação, o leitor que retire as suas próprias conclusões acerca dos dois últimos embates dentro de portas, diante de FC Porto e SL Benfica. Bem, contra FC Famalicão e Rio Ave FC assolou-nos o calor de verão e, perante tal facto, reina a impotência.

Repare-se que, num curto parágrafo, desculpei quatro desaires precursores do afastamento da corrida do título, mesmo sem considerar que existe, da nossa parte, qualquer capacidade para alcançar tal feito num período de dez anos.

Os apóstolos de Bruno de Carvalho, ao lerem tal missiva, atribuir-me-ão a designação de “parte integrante dos 71%”. Se me revisse e argumentasse com base no Ataque de Alcochete, no pavilhão, nos posts no Facebook depois de jogos europeus e nas bazófias que eram conhecidas por todos, posicionavam-me do outro lado da barricada. E eu não quero ser croquete, nem “brunista”. Aqui discutem-se os jogos no reduto do leão: Bruno de Carvalho, nesse fator, supera o atual presidente leonino, porque durante cinco anos, qualquer sportinguista sentiu, por pouco ou muito tempo durante a sua estadia, que em Alvalade mandava o leão.

Pertenço ao clube dos quarenta e quatro. Sou do Sporting CP e observador da atualidade desportiva, não adepto de presidentes e cúpulas dirigentes. E, à semelhança de qualquer fã, exijo que reconquistemos Alvalade!

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes

Universo Paralelo: E se Gerrard não tivesse escorregado?


27 de abril de 2014. Liverpool FC entra para a 36.ª jornada da Premier League, numa luta acesa pelo título, que já lhe foge há 24 anos (!), com o Manchester City e o Chelsea FC, liderando o campeonato inglês com três e cinco pontos de vantagem sobre os seus adversários diretos, respetivamente, e ainda com nove pontos por disputar.

É dia de jogo grande, o último entre candidatos ao título, e que pode pôr um ponto final, quase definitivo, na luta pelo título de 2013/2014 e quebrar com um jejum que nada dignifica a principal equipa da cidade dos Beatles.

Liverpool vs Chelsea, 14h05, domingo. Uma autêntica final, um ambiente tremendo em Anfield. Pela frente uma equipa difícil, liderada por José Mourinho e que, apesar de com poucas possibilidades, ainda poderia chegar ao título. Mas nada poderia travar a equipa de Brendan Rodgers, que se apresentava com um elenco com várias estrelas naquele que muitos consideravam o jogo do título.

E a partida começou. Nos minutos iniciais, as equipas estudavam-se. O Liverpool, apesar de jogar em casa, não tinha grande necessidade de arriscar, pois um empate chegava para se manter na frente para os dois jogos finais, enquanto que uma derrota, combinada com uma vitória do City, levava a uma igualdade pontual entre estas duas equipas, favorável à equipa de Manchester que apresentava um saldo de golos bem mais favorável, comparando com o Liverpool (sendo este o primeiro critério de desempate na Premier League).

O jogo começou e continuou morno, chegando ao intervalo empatado a zero e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, com exceção para uma arrancada, nos minutos finais da primeira parte, de Demba Ba que isolou-se, mas quando tinha tudo para fazer o golo, vindo do nada, apareceu Gerrard a tirar o “pão da boca” ao internacional senegalês, para alívio da equipa da casa.

O melhor ainda estava por vir
Fonte: Liverpool FC

Na segunda parte, uma história diferente. Ambas as equipas apresentaram um verdadeiro espetáculo de Premier League, com várias oportunidades de golo e bom futebol. Mas o golo tardou em aparecer até que, ao minuto 90, o capitão da equipa da casa, Gerrard, recebeu uma bola a 30 metros da baliza e, daí, desferiu um tiro indefensável para Petr Cech, que sentenciou a partida e, como se viria a verificar, o campeonato.

Nos dois jogos seguintes, com o título na mão, a equipa liderada em campo por craques como Gerrard, Coutinho, Suárez, Sturridge e Sterling, não desperdiçou a vantagem, ganhando ambos os jogos, contra o Crystal Palace e contra o Newcastle, por 3-0 e por 1-0 (neste jogo, uma vez mais, com um golo solitário do capitão inglês), respetivamente.

Consagração de Gerrard
Fonte: FIFA

Ao Manchester City de nada valeu as três vitórias nos últimos três jogos, todas por goleadas. O Liverpool confirmou a vantagem que trazia para a reta final do campeonato e sagrou-se campeão inglês, 24 anos depois! Um título que coroou a fantástica equipa que apresentava mas, principalmente, o lendário capitão, Gerrard, que há muito procurava este título e que finalmente o conseguiu, tendo sido fundamental na caminhada triunfal (sendo mesmo decisivo em algumas partidas-chave, como na contra o Chelsea) que o consagrou como um dos melhores e mais importantes jogadores de sempre do histórico clube inglês.

Foto de Capa: Liverpool FC

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão 

FIFA Esports Portugal – #8

Esta rubrica semanal consistirá num apanhado de notícias, rumores e novidades no mundo do FIFA Esports em Portugal. E irá tentar cobrir todas as últimas notícias da actualidade!

Tuga810 triunfa no eAllianzOpen Cup em Braga!

Fonte: Fraglider

No passado domingo, em Braga realizou-se a eAllianzOpen Cup torneio nacional de 1vs1, com uma prizepool total de 2000€. Um torneio com apenas oito participantes após os qualificadores online, torneio este que fazia parte da organização da Taça da Liga.

O evento em LAN acabou por ser disputado apenas por 7 participantes devido a ausência de um dos qualificados, tendo que o grupo A ser jogado apenas a três jogadores. Para as meias-finais apuraram-se RastaArtur e Seensationn do grupo A e do grupo B Tuga810 e TiagoAraujo10.

Dois grandes jogos esperavam-se para esta eliminatória. Num duelo entre jogadores da TSWarrior Player, Tuga810 superou o colega de equipa RastaArtur por 3-2 no total das duas partidas, carimbando o seu lugar na final. Na outra partida, TiagoAraujo10, jogador da FTW, levou de vencida Seensationn, jogador dos 22 Esports, por 6-2 num resultado mais dilatado nesta fase da competição.

Na grande finalíssima, Tuga810 enfrentou TiagoAraujo10 numa final de grande nível ao vencer o primeiro jogo por 2-0 e na segunda partida perdeu por uma bola a zero. Mas a vantagem não lhe fugiu e Diogo Pombo “Tuga810” voltou a vencer um torneio nacional, mais de um ano depois da sua vitória na sua cidade natal no E2Tech, em Castelo Branco.

No primeiro lugar, Tuga810 levou para casa o prémio de 1000€ e TiagoAraujo10 em segundo lugar arrecadou também 500€.

Portugal representado na FCC3 em Atlanta! SCPDiogo vice-campeão na XBOX!

Na primeira competição internacional deste novo ano, o FCC3 realizou-se em Atlanta juntando os melhores do mundo de ambas plataformas, PS4 e XBOX.

Portugal fez-se representar em grande nível, com o jogador dos K1CK Esports João Oliveira, “JOliveira10”, e Diogo Mendes, “SCPDiogo”, do Sporting CP Esports. Ainda a destacar Henrique Lempke, “Zezinho”, foi em representação do SL Benfica Esports na sua primeira grande competição.

O jovem jogador brasileiro ficou-se pelas meias-finais e conquistou o Top 4, estando assim qualificado para a próxima FCC. Uma grande performance neste palco internacional.

Força dos Números: A tão complicada Taça da Liga para o FC Porto

Há muito tempo que a Taça da Liga tem sido apenas uma miragem para o FC Porto. Esta temporada – que tem estado aquém das expectativas inicias – a equipa de Sérgio Conceição garantiu presença na final da prova, depois de eliminar o Vitória SC, numa partida que acabou atribulada. Resta saber se o final do jogo já foi um presságio para sábado ou se a equipa portista vai escrever um novo capítulo na sua história diante de um Braga desejoso de voltar a vencer. Até lá, vamos aos números, que convém não esquecer.

SC Braga x FC Porto: Duelo nortenho na primeira final do ano

DRAGÕES PROCURAM DESFORRA NA PEDREIRA BRACARENSE

A primeira final da temporada 2019/2020 no futebol português está mesmo aqui à porta! Depois de dois excelentes jogos nas meias-finais desta Final Four, ambos com um marcador de 2-1 e emoção até ao fim, estão encontrados os dois finalistas da Taça da Liga: SC Braga e FC Porto.

Para os “Gverreiros do Minho” esta será a sua terceira final da competição, tendo vencido em 2012/13 o troféu – precisamente frente ao FC Porto –, no Estádio Municipal de Coimbra, e perdido em 2016/17, numa partida disputada no Estádio do Algarve frente ao Moreirense FC, naquele que foi o “ano zero” do formato “Final Four”.

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Já para os Dragões esta será a sua quarta final, tendo perdido todas as anteriores, tornando a Taça da Liga um troféu muito cobiçado para o seu Museu, visto ser o único que lá não marca presença.

  • 2010/2011: SL Benfica 3 – 0 FC Porto (Rubén Amorim, hoje treinador do SC Braga, marcou nesse jogo. Os azuis e brancos eram treinados por Jesualdo Ferreira);
  • 2012/2013: SC Braga 1 – 0 FC Porto (José Peseiro, que já passou pelos quatro clubes presentes nesta fase final, era o treinador do bracarenses);
  • 2018/2019: Sporting CP 1 – 1 FC Porto (A primeira de duas finais perdidas por Sérgio Conceição para os “Leões” na época passada, esta por 3-1 nas grandes penalidades).

Apesar de ser uma final e, por isso, sem um jogo muito interessante de seguir, este SC Braga vs FC Porto tem ainda um picante extra. Há uma semana atrás, a contar para a Primeira Liga Portuguesa, os bracarenses foram vencer ao Estádio do Dragão – algo que já não acontecia há 15 anos – e, fruto da vitória do SL Benfica em Alvalade, “aumentaram”, indiretamente, a desvantagem dos azuis e brancos para sete pontos, em relação ao campeão nacional. A possibilidade de ganhar um título já dá motivação suficiente ao clube da invicta, mas conseguir a desforra desta derrota ainda “fresca”, com uma exibição convincente, vai ser também um objetivo.

Por outro lado, estou curioso para ver como se irá sair Rúben Amorim neste exigente teste, ele que está em estado de graça desde que assumiu o comando técnico do SC Braga porque só sabe ganhar: quatro vitórias, 13 golos marcados e apenas quatro sofridos.

COMO JOGARÁ O SC BRAGA?

A equipa bracarense deverá entrar em campo com uma estratégia semelhante àquela que dispôs frente ao FC Porto, no Estádio do Dragão. Um 4-4-2 que na verdade, em momento defensivo, é um 5-2-3, com o Tormena – que ganhou uma nova vida – a juntar-se aos centrais, Esgaio fecha pela direita e Sequeira pela esquerda. Os dois médios reforçam a zona central (o que facilita no momento da saída da bola, assim que a mesma é recuperada), com os dois extremos bem projetados na frente, de forma a “alimentarem” bem o ponta-de-lança de serviço. O importante para Rubén Amorim é colocar muitos homens no meio campo adversário.

Em ataque posicional é muito mais um 4-4-2, com Tormena a fazer de lateral direito, Esgaio a funcionar como médio/ala, com muita capacidade para chegar à frente, e um dos extremos de que falei acima atua mais pelo meio junto ao ponta-de-lança (vão alternando nesta missão).

JOGADOR A TER EM CONTA

Galeno fez a cabeça em água aos médios e defesas do Sporting CP, na meia-final Fonte: SC Braga

WENDERSON GALENO (SC BRAGA) – Forte no corpo a corpo, tecnicista e com uma tremenda facilidade para visar a baliza. Este é o Galeno que pode ser chave nesta segunda fase da época em Braga. Em cima disto que acabei de dizer, creio que irá dar tudo aquilo que tem para conseguir fazer uma exibição de luxo contra… O seu antigo clube. O brasileiro era jogador do FC Porto e depois de sucessivos empréstimos, saiu em definitivo para os “Gverreiros”. Para mim, vai provar – mais uma vez – que tinha qualidade para fazer parte do plantel azul e branco para esta temporada.

XI PROVÁVEL: Matheus, Tormena, Bruno Viana, Raul Silva, Sequeira, João Palhinha, Fransérgio, Ricardo Esgaio, Galeno, Trincão e Paulinho.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

A turma de Sérgio Conceição deverá repetir o mesmo onze que entrou em campo frente ao Vitória SC – se não houver problemas físicos de nenhum jogador –, na meia-final da Taça da Liga. Um 4-2-3-1 que pode transformar-se facilmente num 4-3-3, com os laterais muito ofensivos, Marega a assumir-se mais como extremo ou “10”, atrás do ponta-de-lança, dois médios de contenção e o “joker”, de quem vamos falar abaixo, Otávio, que é quem mais faz mexer o sistema, de acordo com as necessidades da equipa.

JOGADOR A TER EM CONTA

Otávio é hoje um jogador muito mais completo
Fonte: Bola na Rede

OTÁVIO (FC PORTO) – Se destacasse aqui Tiquinho Soares seria igualmente justo, mas vou recuar um pouco no terreno para falar de Otávio. Uma mutação incrível nas mãos de Sérgio Conceição transformaram este brasileiro que era um jogador muito mais de ataque – um “10”, se quiser –, num verdadeiro “box-to-box” de qualidade. Tem qualidade técnica para encontrar os jogadores que marcam golos de forma fácil, tem uma boa meia-distância e agora junta a tudo isto uma tremenda capacidade de pressão e roubo da bola. Pelo lado negativo, é o seu feitio “brigão” dentro de campo que às vezes pode fazer com que as pessoas falem do acessório, em vez do essencial.

XI PROVÁVEL: Diogo Costa, “Tecatito” Corona, Mbemba, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Luís Diaz, Marega, “Tiquinho” Soares.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Top 3 de Finais da Taça da Liga

A Taça da Liga é uma competição de futebol organizada em Portugal desde 2007, onde todas as equipas da Primeira Liga e da Segunda Liga participam para disputar entre elas o ‘Campeão de Inverno’.

Em véspera de ser realizada mais uma edição da final, segue-se uma pequena análise às melhores das finais da Taça da Liga.

Defender também é preciso, Ferro!

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O ambiente estava fervoroso: afinal, era dia do “Dérbi Eterno”. SL Benfica e Sporting CP defrontavam-se em jogo a contar para a primeira mão das meias finais da Taça de Portugal. Contudo, ao passar do minuto 38, Jardel lesiona-se e tem de sair do terreno de jogo. Na linha lateral, estava para “nascer” um novo prodígio, mais uma pérola do Caixa Futebol Campus que vinha com vontade de vencer; e venceu.

Francisco Ferreira, ou Ferro, fez a sua estreia, a primeira na era Bruno Lage, e deixou logo o público da Luz rendido. Quando Jardel recuperou, encontrou o seu substituto a brilhar com o manto sagrado. O entrosamento com Rúben Dias era brilhante, uma química apenas ao alcance de quem se conhece há anos, e Jardel teria de lutar pelo seu lugar.

Os meses foram passando, assim como as jornadas, e Ferro manteve o lugar que tanto merecia. Afinal, o jovem central não dava razões para que fosse relegado para o banco de suplentes, fazendo com que Jardel ficasse à espera de uma oportunidade.

As exibições do parceiro de Rúben Dias eram muito conseguidas. Muito capaz na saída de bola, acima da média na precisão do passe longo, na antecipação e no jogo aéreo, faziam dele um jogador a ter em atenção. Ainda que seja um “menino”, a maturidade que mostra em cada exibição, com os seus 22 anos, conferem-lhe uma grande margem de progressão.

Contudo, os últimos jogos ao serviço dos encarnados não lhe têm corrido de feição e tem mostrado sub-rendimento face àquilo a que nos habituou.

Ferro é, sem qualquer dúvida, exímio na construção de jogo, mas tem de melhorar no plano defensivo. Um defesa central que tem algumas dificuldades no processo defensivo é grave, muito grave. De toda a linha defensiva do Sport Lisboa e Benfica, o único jogador que é realmente bom sem a bola nos pés é Rúben Dias.

O número 97 das águias apresenta uma notória dificuldade em defender espaços largos, ou seja, tendo como adversário direto um avançado ágil e rápido, acaba por sentir muitas dificuldades. Aborda, muitas vezes, mal os lances e revela alguns erros de decisão, tais como quando deve fazer contenção ao portador da bola ou não, quando deve sair ou a quem deve sair.

Nos confrontos 1×1, principalmente contra avançados rápidos, Ferro demonstra algumas debilidades, sendo um dos pontos a evoluir
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Não pretendo dizer que Ferro é mau jogador (muito pelo contrário), no entanto, necessita urgentemente de evoluir as suas capacidades defensivas, que acabam por não prejudicar assim tanto a equipa devido às brilhantes exibições do seu parceiro de sempre.

Tendo em conta que atua como central pelo lado esquerdo, Ferro tem a “obrigação” de fazer as dobras a Grimaldo, que é um lateral muito ofensivo, que sobe muito no terreno de jogo. As equipas adversárias, cientes das debilidades defensivas de Francisco Ferreira, têm tendência a procurar essa zona do terreno (entre o Ferro e o Grimaldo), para sair para o ataque.

Numa liga em que os adversários não são, de todo, de classe mundial, as lacunas de Ferro acabam por passar algo despercebidas, mas para bem do jogador (e do SL Benfica), Ferro tem mesmo de trabalhar estes erros que o tornam num central banal, o que, com o potencial que tem, se torna mais grave ainda.

Tem tudo para ser um defesa de classe mundial. Os erros já há muito estão identificados. Agora, Ferro, é preciso evoluir.

Foto de capa: Carlos Silva/Bola na Rede

Artigo revisto por Joana Mendes