O melhor momento do ano, para o Sporting Clube de Portugal e o seu futebol foi a conquista da 17.ª sétima Taça de Portugal do seu palmarés. Foi no dia 25 de maio de 2019, os leões venceram o FC Porto, no Estádio Nacional do Jamor, com recurso às grandes penalidades, após empate a dois golos nos 120 minutos.
Numa partida equilibrada, o Porto adiantou-se através de Soares, à passagem do minuto 41. Até que os leões liderados por Marcel Keizer, chegaram ao empate num remate do capitão Bruno Fernandes desviado por Danilo para o fundo das redes, aos 46 minutos. No tempo regulamentar, o placar não se voltou a alterar e no prolongamento, Bas Dost adiantou o Sporting aos 101 minutos. No entanto, o Porto voltaria a empatar o jogo com o golo do defesa-central Felipe. Nas grandes penalidades, Renan Ribeiro apareceu em grande plano, voltando a ser decisivo e dando a vitória ao Sporting.
Na caminhada até ao Jamor, o Sporting eliminou o GS Loures, o Lusitano Vildemoinhos, o Rio Ave, o Feirense e na meia-final, o eterno rival SL Benfica. Na meia-final, disputada a duas mãos o capitão Bruno Fernandes, foi determinante. Na primeira-mão, no Estádio da Luz, o Sporting perdeu por 1-2, com um golo do número oito leonino, de livre direto. Na segunda-mão, os leões estavam obrigados a vencer, foi então que aos 75 minutos, o capitão resolveu a eliminatória com o único golo da partida, um remate indefensável de pé esquerdo.
Bruno Fernandes foi o melhor marcador da Taça de Portugal 2018/2019, com seis golos marcados Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
A caminhada vitoriosa dos leões culminou numa tarde feliz, no Estádio do Jamor, que estava pintado a verde e branco. A festa seguiu-se mais tarde, no Estádio José Alvalade, onde os jogadores foram recebidos em festa pelos sportinguistas.
O Sporting venceu assim, a sua 17ª Taça de Portugal na história. A glória de um título conquistado com Esforço, Dedicação e Devoção. Com o apoio, do primeiro ao último minuto de cada partida, da família sportinguista.
Cai o pano de 2019. Mais um ano que termina e novo ano que se ergue. Inicia-se mais um ano e os amantes do desporto rei, como é hábito, renovam votos de lealdade, exultam pelo aproximar das grandes decisões e recuperam a esperança num ano de sucessos para os seus clubes.
Mas antes de abraçar o novo ano de expectativas renovadas, importa olhar para trás e avaliar tudo o que se passou. Aprender e corrigir os erros, reconhecer e aproveitar as forças e tudo o que se fez de bom. E no fim, fazer o sempre importante balanço.
No caso do FC Porto não pode dizer-se que tenha sido um ano particularmente positivo. O clube disputou, é certo, todas as decisões, mas vai terminar 2019 se qualquer troféu para colocar na vitrine do museu. Tal sucedeu muito mais por erros próprios do que por méritos alheios.
No campeonato chegaram a ser sete os pontos de vantagem antes do FC Porto sucumbir à pressão do SL Benfica e nas taças os comandados de Sérgio Conceição foram incapazes de bater um frágil Sporting CP no tempo regulamentar e deixaram os jogos seguir para as grandes penalidades onde o oponente tem sido, nos últimos anos, exímio.
Já na temporada 2019/2020 o que de mais negativo há a ressalvar é a performance da equipa nas competições europeias. A eliminação na pré-eliminatória da Liga dos Campeões marca decisivamente a época portista e tem consequências nefastas muito para além da questão desportiva e as dificuldades sentidas na Liga Europa fazem soar alarmes quanto à qualidade exibicional apresentada.
Mas nem tudo foi mau. O FC Porto voltou a mostrar tarimba e foi capaz de se apresentar em todas as decisões. É sempre um facto a salientar. Mais, na temporada que, atualmente, decorre, o FC Porto foi capaz de se apurar novamente para a Final Four da Taça da Liga e tem via aberta para o Jamor. A juntar a isto é pertinente referir a meritória campanha dos Dragões na última edição da Liga dos Campeões. Depois de uma fase de grupos com pontuação recorde (ainda em 2018), o FC Porto eliminou a AS Roma e só caiu aos pés do Liverpool FC, que acabaria por se sagrar campeão europeu.
Alex Telles foi um dos jogadores mais regulares do FC Porto em 2019 Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
E é precisamente essa eliminatória com a AS Roma que elejo como momento do ano. Pela força demonstrada perante uma equipa com maior capacidade de investimento, por ter tido o condão de colocar o FC Porto entre os oito melhores da competição e por confirmar o clube como única equipa portuguesa que tem sido verdadeiramente capaz de firmar créditos além-fronteiras.
É um momento que se divide em dois. Primeiro, o jogo em Roma. O FC Porto entrou em campo desfalcado de alguns dos seus principais jogadores e ainda perdeu Brahimi (que estava a ser o melhor jogador portista) por lesão cedo na partida. Acresce que estava a ser claramente a melhor equipa em campo quando a AS Roma faz dois golos de rajada. Sem grande poder de fogo em campo ou no banco, a eliminatória parecia quase perdida quando, já dentro do último quarto de hora, Adrián López, qual Imperador de Roma, encurtou distâncias no marcador e levou a decisão da eliminatória para a Cidade Invicta.
E foi no Estádio do Dragão, junto do seu público e já com um alinhamento inicial na máxima força que o FC Porto se mostrou à Europa. Entrou decidido e pressionante desde o começo da partida, inaugurou o marcador cedo, resistiu a uma grande penalidade infantil de Éder Militão que permitiu à turma romana empatar a partida e igualou a eliminatória através de Marega. No entanto, apesar do assalto final à baliza italiana, não foi capaz de resolver a partida no tempo regulamentar. O jogo avançou para o prolongamento e aí, a equipa quebrou fisicamente.
A AS Roma, com mais rodagem acabou por dominar o tempo extra e esteve perto (tão perto) de marcar por duas ocasiões. Todavia, os italianos voaram tão perto do sol que acabaram por descer às profundezas do inferno. Num revés digno das mais apaixonantes epopeias da mitologia romana, uma grande penalidade caída do céu permitiu a Alex Telles firmar o terceiro golo portista e carimbar o acesso à fase seguinte. Um final emocionante que garantiu justiça a uma eliminatória na qual o FC Porto foi superior e voltou a mostrar que é a única equipa portuguesa com tarimba europeia.
Apresentado “O Momento”, resta-me desejar a todos os leitores do Bola Na Rede um próspero ano de 2020 e que, num cenário sempre mais azul e branco, ganhe sempre o futebol. Que venha 2020!
Eis o jogo de cartaz do célebre Boxing Day, a opor os dois primeiros classificados da Premier League. E quem diria… Foi precisamente na sequência de uma goleada que o Liverpool aumentou a vantagem para o segundo lugar em treze pontos. Depois de muito tentar na primeira meia hora, os Reds viriam mesmo a mexer com o placar por intermédio de Firmino. Cada aproximação à baliza de Schmeichel colocava os Foxes em apuros. Tivesse a formação de Klopp sido mais eficaz e o cenário à ida para os balneários não teria sido nada animador… Como também não o foi no segundo tempo! No regresso dos balneários, o Leicester foi mostrando alguns (embora poucos) sinais de melhoria, mas viu as suas aspirações serem travadas com um penálti assinalado a vinte minutos do final. O recém-entrado Milner ampliou, Firmino bisou e Alexander-Arnold – já com duas assistências – fez questão de dar outra cor ao triunfo, do cada vez mais líder, Liverpool. Dezoito jogos, dezassete vitórias e um empate. Imparáveis!
A FIGURA
Fonte: Liverpool FC
Alexander-Arnold – Seguro a defender, consistente a atacar, eficiente a assistir e eficaz a rematar. Poucos sabem ler o jogo como ele e também poucos sabem cruzar com a precisão com que ele o faz. Cruzou teleguiado para os dois golos de Firmino e fez questão de deixar uma marca no jogo ainda maior ao fazer o quarto golo dos Reds. Enfim, brilhou na lateral direita!
O FORA DE JOGO
Fonte: Leicester City Football Club
Primeira parte do Leicester – É certo que foi no segundo tempo que sofreu mais golos, mas foi no primeiro que a formação de Rodgers pareceu passar completamente ao lado do jogo, sem um único remate à baliza. A formação da casa revelou ter imensas dificuldades em travar as transições ofensivas do Liverpool, além de não ter conseguido ter a frieza necessária nos processos de construção. Algo que se estenderia ao segundo tempo, apesar dos sinais de melhoria apresentados.
ANÁLISE TÁTICA – LEICESTER CITY FC
O Leicester atuou no seu já habitual 4-1-4-1, com Brendan Rodgers a alterar apenas uma peça face à última jornada, diante do City: Praet entrou para a vaga deixada por Pérez, tendo deslocado Maddison para o lado esquerdo, numa tentativa de dar mais capacidade de construção ao meio campo. Não se pode dizer que tenha resultado. No primeiro tempo, os Foxes não criaram oportunidades. Já no segundo foi a eficácia a fazer diferença e já não havia substituição possível que pudesse alterar o rumo dos acontecimentos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Schmeichel (5)
Chilwell (5)
Soyuncu (4)
Evans (4)
Ricardo Pereira (6)
Ndidi (5)
Maddison (5)
Tielemans (6)
Praet (5)
Barnes (5)
Vardy (6)
SUBS UTILIZADOS
Albrighton (5)
Perez (5)
Choudhury (5)
ANÁLISE TÁTICA – LIVERPOOL FC
Depois da conquista do Mundial de Clubes diante do Flamengo, também Klopp decidiu alterar apenas uma peça no seu 4-3-3 (Wijnaldum atuou no lugar de Oxlade-Chamberlain), com o clássico trio Mané-Firmino-Salah na frente de ataque a dar grandes dores de cabeça à defensiva contrária. Quando o coletivo funciona, as dinâmicas de jogo são sempre mais apetecíveis. E o Liverpool não fugiu à regra. Teve, na segunda parte, a eficácia que não teve na primeira.
Mais um Natal passou! Espera-se que com muita saúde, comida e ambiente festivo. Depois de uma boa noite de consoada, chega o melhor dia, o dia de abrir os presentes! Mas, para os fãs do universo da NBA, um dos melhores presentes é mesmo ver a “maratona” dos jogos “especiais de natal”, contando com cinco neste Natal!
Uma tradição que já remonta à segunda época da liga em 1947, este ano, não sendo excepção, os jogos foram emocionantes!
Os jogos abriram com os atuais campeões Toronto Raptors que defrontaram os Boston Celtics em Toronto, no Canadá. A equipa liderada por Kyle Lowry (que acabou a partida com 27 pontos) abriu bem o jogo com um parcial de 10-0, mas os Celtics, atrás de alguns dos 30 pontos no jogo de Jaylen Brown, facilmente recuperaram. Na primeira parte, o jogo ficou na mão do base Kemba Walker dos Celtics, que liderou a equipa para esta sair por cima ao fim da primeira parte. Na segunda parte, apesar da vantagem-casa de Toronto, foi Jaylen Brown que tomou conta do jogo, marcando grande parte dos seus 30 pontos no terceiro quarto, liderando assim os Celtics a uma vitória imponente sobre os Raptors por 118-102.
O segundo jogo de Natal foi a equipa do atual MVP Giannis Antetokuonmpo, Milwaukee Bucks, contra a jovem equipa de Philadelphia liderada por Joel Embiid. Este foi uma das surpresas deste Natal! Giannis, o jogador imparável, foi completamente apagado por Joel Embiid e a defesa dos Sixers, durante praticamente o jogo todo.
Giannis fez 0 em 7 de lançamentos de 3 pontos, e apenas 8 em 27 de lançamentos de campo, anotando apenas 18 pontos, tudo enquanto do outro lado, Joel Embiid marcou 31 pontos e 11 ressaltos. Apesar do forte “afundanço” no começo do segundo quarto de Giannis, a distância no marcador ainda era considerável (11 pontos), não conseguindo reduzir a distância e indo mesmo a perder para a segunda parte. Na segunda parte a narrativa manteve-se, e Giannis, o ponto fulcral do ataque dos Bucks, não conseguia que nada entrasse, e a distância entre equipas chegou aos 27 pontos no terceiro quarto. Apesar de um esforço colectivo, os Bucks não conseguiram sair por cima e os Sixers limitaram-se a controlar o jogo no último quarto, saindo por cima com uma vitória caseira de 121-109.
O terceiro jogo foi talvez o mais chocante dos cinco! A equipa de Houston foi até São Francisco para jogar contra a desfalcada (e muito) equipa de Golden State. Apenas com D’Angelo Russel, o jovem All-Star, e Draymond Green no cinco inicial (note-se que ambos passaram a marca dos 20 pontos no jogo), os Warriors conseguiram criar muita dificuldade ao ataque de James Harden.
A defesa dos Warriors conseguiu diminuir o volume de ataque de James Harden, fazendo este 18 lançamentos, que resultaram em “apenas” 24 pontos (visto que o homem tem uma média de 38 pontos por jogo nesta temporada). Isto, aliado aos 30 pontos de Russell Westbrook, mas em 32 lançamentos, foi a chave do sucesso dos Warriors. Apesar de ter sido um jogo completamente disputado até ao quarto período, nos últimos seis minutos da partida, os Warriors conseguiram um parcial de 15-2 (coletivamente), distanciando-se assim no marcador e conseguindo mesmo a vitória caseira por 116-104. Vitória que, para maior das surpresas, não foi liderada por nenhum dos All-Star da equipa, mas sim pelo jovem Damion Lee que anotou 22 pontos e fez um melhor de carreira ao agarrar 15 ressaltos.
O quarto jogo foi o dérbi pelo qual todos esperámos, Los Angeles Lakers de LeBron James contra os Los Angeles Clippers de Kawhi Leonard! Um jogo intenso com atmosfera e sentimento de playoff, foi mesmo disputado até ao último minuto. Kawhi Leonard do lado dos Clippers liderou com 35 pontos, e 17 para Paul George, enquanto que do lado dos Lakers foi LeBron quem carregou a responsabilidade com 23 pontos. Apesar de um jogo bastante intenso na primeira parte, são os Lakers quem levam a liderança para o intervalo.
Mas no terceiro quarto, são mesmo os Clippers que entram em força, depois de terem estado a perder por dois dígitos, conseguindo mesmo ir para o quarto e ultimo período com o jogo empatado! Mas é no quarto que os grandes nomes são escritos e ficam para a História, e LeBron conseguiu abrir este quarto fortíssimo atrás da linha de 3 pontos, encaixando dois lançamentos consecutivos!
A 5 minutos do fim, os Lakers a ganharem por 3 pontos veem a sua liderança a ser diluída depois de uma finta e lançamento de Leonardo empatando o jogo a 101. É aqui que os Lakers perdem a concentração e fazem perdas de bolas fulcrais e decisivas para o desfecho do jogo. Os Clippers chegam aos 44 segundos do fim a ganhar por três e depois de LeBron James ter falhado um lançamento livre que poderia ter sido decisivo! A 12 segundos do fim, os Lakers têm a última posse do jogo e, ao repôr a bola em jogo, escolhem nada mais nada menos que LeBron James para o lançamento final, mas este perde a bola ao ser defendido por Patrick Berveley e não consegue chegar a lançar. Os Clippers levam assim a vitória sobre os seus rivais diretos por 111-106.
Patrick Berveley conseguiu o roubo de bola que deu a vitória aos Clippers Fonte: Los Angeles Clippers
Por fim, e talvez o jogo menos empolgante da noite, foi entre a jovem e desapontante equipa de New Orleans e a forte jovem equipa de Denver, liderado pelo sérvio Jokic. Apesar de tudo, do lado de New Orleans foi Brandon Ingram quem se destacou com 31 pontos e 7 ressaltos fazendo com que o jogo tivesse um primeira parte muito disputada. Primeira parte que viu os Pelicans de New Orleans a ir para o intervalo a ganhar depois de um lançamento convertido do meio do campo por parte de JJ Redick. Foi aqui que os Pelicans começaram a acreditar, levando o “momentum” para a segunda parte, o que os levou a lutarem sempre até ao fim, fazendo um terceiro quarto muito sólido que os viu a ganhar para o quarto! No último é Brandon Ingram que tomou conta do jogo e não deixou mesmo que os Denver se aproximassem em demasia do resultado, trazendo a vitória por 112-100 para casa.
Brandon Ingram liderou os Pelicans na vitória de Natal com 31 pontos Fonte: New Orleans Pelicans
Assim passou mais um dia de natal, outro para ficar para sempre na memória dos fãs, com momentos de reviravolta, suspense mas também com algumas surpresas agradáveis, com forte destaque para a segunda vitória dos Clippers sobre os Lakers esta temporada.
José Mourinho não é estranho à tradição do Boxing Day em Inglaterra e, talvez por isso, fez questão de manter a sua própria tradição e também a do Tottenham neste dia. É que o português nunca perdeu no Boxing Day e os Spurs não perdem neste dia desde 2003, tendo conseguido hoje manter esta tradição, com uma vitória arrancada a ferros frente ao Brighton. Depois de uma primeira parte muito bem conseguida por parte dos visitantes, que chegaram ao intervalo a vencer e a convencer, o Tottenham entrou melhor na segunda parte e empatou o jogo ainda antes dos primeiros dez minutos, graças a uma jogada de insistência de Harry Kane. José Mourinho leu bem o jogo e fez as substituições certas, que acabaram por ser fundamentais na reviravolta dos Spurs. Com esta vitória, o Tottenham respondeu da melhor forma à derrota no dérbi com o Chelsea e mantém-se na perseguição ao Top 5 da Premier League.
A FIGURA
Fonte: UEFA
Harry Kane – Exibição tremenda do avançado inglês. Para além do golo que permitiu aos Spurs chegar ao empate ainda nos primeiros minutos da primeira parte, Kane esteve em todo o lado e ainda ajudou a equipa a defender, tendo recuperado várias vezes a bola para a sua equipa.
O FORA DE JOGO
Fonte: Premier League
Connolly – Exibição apagada do irlandês na frente de ataque do Brighton, não conseguindo ser a referência ofensiva que a equipa precisava e estando sempre algo desligado do jogo.
ANÁLISE TÁTICA – TOTTENHAM HOTSPUR FC
José Mourinho apresentou a sua equipa num 4-2-3-1 clássico, com dois pivots no meio-campo defensivo e Dele Alli, Lucas Moura e Sessegnon, o eleito para o lugar do suspenso Son, no apoio a Harry Kane. A outra alteração face ao onze inicial do último jogo foi a inclusão de Winks no lugar de Eric Dier. Lucas Moura apareceu como falso extremo, deambulando muitas vezes pelo centro do terreno à procura do jogo interior, enquanto Sessegnon funcionou como extremo na verdadeira aceção da palavra, dando largura ao ataque do Tottenham. Quando os Spurs chegaram à vantagem, passaram para um 4-4-2, que permitiu à equipa defender toda a largura do campo e garantir os três pontos.
11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Gazzaniga (7)
Aurier (7)
Alderweireld (6)
Sanchez (7)
Vertonghen (6)
Sissoko (6)
Winks (6)
Lucas Moura (7)
Dele Alli (8)
Sessegnon (5)
Harry Kane (9)
SUBS UTILIZADOS
Lo Celso (6)
Eriksen (8)
Dier (6)
ANÁLISE TÁTICA – BRIGHTON
O Brighton surgiu em campo num 3-4-2-1, com o capitão Dale Stephens a surgir logo à frente da linha da defesa, atrás de uma linha média de cinco elementos. No momento defensivo, a equipa de Graham Potter apresentava-se com uma linha defensiva de cinco elementos, com os alas Schelotto e Bernardo a descerem e a juntarem-se aos três centrais. Mooy e Gross mostraram boa dinâmica ofensiva, aparecendo bem nos corredores de forma alternada e foi daí que surgiram os melhores lances da equipa.
Há umas semanas, falei-vos aqui do abandono de Jorge Lorenzo e de como a motivação, ou a falta dela, pode destruir a carreira de um piloto. Isso claro, aliado a uma mota que não corresponde às metas traçadas.
Hoje, falo-vos de Casey Stoner: a lenda da Ducati que decidiu parar de competir aos 26 anos quando tinha um futuro tão promissor aos comandos da Ducati. Aliás, desde a sua retirada, mais nenhum piloto conseguiu alcançar um título mundial com a marca italiana. Arrisco-me a dizer que só Casey Stoner tinha mãos para conduzir a Ducati.
O piloto australiano confessou, recentemente, numa entrevista ao podcast “Rusty’s Garage”, que sofre de síndrome de fatiga crónica – uma doença que o impede de praticar qualquer atividade física, quer seja o motociclismo ou tiro ao arco. “Não ando de kart há mais de um ano. Já não tenho energia para o fazer. Não tenho energia para pilotar, e se quiser fazê-lo, depois tenho de passar uma semana inteira no sofá”.
Casey Stoner anunciou a sua retirada no final da temporada de 2012 e, na altura, indicou motivos semelhantes aos de Jorge Lorenzo: as corridas já não eram tão desafiantes, já não sentia alegria ao pilotar a Ducati ou outra moto qualquer, bem como o cansaço com as políticas do mundial de motociclismo. E diga-se: Stoner não era o mais amado dos adeptos das duas rodas, tal como Lorenzo.
A última vez que Stoner pilotou foi em janeiro de 2018 nos testes da Ducati, em Sepang Fonte: MotoGP
Com as mais recentes declarações do piloto australiano percebemos que os motivos da sua retirada poderão não ter sido aqueles que anunciou ao mundo em 2012. Stoner, um campeão do mundo, foi derrotado pela sua saúde. E percebeu isso antes das quedas começarem a ser mais do que as vitórias, o que levou à decisão algo surpreendente para quem tinha uma postura tão arrogante e tão fria.
O piloto australiano chegou à categoria rainha em 2006 pelas mãos da Honda, depois de ter sido campeão na antiga categoria de 250cc. Um ano depois, em 2007, trocou a marca japonesa pela Ducati e sagrou-se campeão do mundo com mais de 100 pontos de avanço para Dani Pedrosa.
Nos três anos seguintes, perdeu os títulos mundiais para Jorge Lorenzo e Valentino Rossi, mas um ano antes de anunciar a sua retirada, Casey Stoner subiu ao lugar mais alto do mundial de motociclismo e voltou a sagrar-se campeão do mundo.
Casey Stoner correu ao lado de Dani Pedrosa – que também já abandonou o mundial de motociclismo Fonte: MotoGP
Apesar da carreira curta na categoria rainha do mundial de motociclismo, Casey Stoner deixou um legado que mais nenhum piloto conseguiu quebrar até agora: o de ser campeão do mundo aos comandos da Ducati.
E isso torna-o num dos melhores pilotos de sempre e merece também ser considerado uma lenda.
Depois de um mercado de verão atribulado por Paris, muito devido à novela Neymar (de quemse falou que queria tanto sair, que estaria até disposto a pagar parte da sua transferência para o Barcelona, pelo próprio bolso), parece que, este ano, algo mudou no Parque dos Príncipes. A equipa está mais madura, mais consistente, apresenta melhores resultados e melhores exibições, não só a nível interno – como facilmente o faz – mas também a nível externo, mais concretamente na Liga dos Campeões.
Este ano a equipa já venceu a Supertaça Francesa, no campeonato lidera, confortavelmente, com 7 pontos de avanço sobre o segundo classificado (com menos um jogo) e venceu o seu grupo na Liga dos Campeões – que contava com o Real Madrid, o Club Brugge e o Galatasaray – com cinco vitórias e um empate. Mas quais são os fatores que levaram a este upgrade nas hostes parisienses?
Primeira de muitas, esta época? Fonte: Paris Saint-Germain
Neste mercado de verão esteve um dos maiores segredos deste PSG que, alheio à novela Neymar, foi contratando vários jogadores para várias posições, mas em vez das habituais “vedetas”, contratou jogadores de “fato-macaco”, jogadores lutadores e de raça, como por exemplo Diallo, Gueye e Sarabia. Isto levou a um melhoramento/aprofundamento geral do plantel – o que para uma equipa que joga em tantas competições poderá ser muito importante -, e, também, a uma maior consistência da equipa, pois equipas vencedoras precisam deste tipo de jogadores, que trabalham na sombra, mas que são essenciais para o sucesso.
Outro ponto, foi o empréstimo de Icardi, jogador que vivia dias difíceis por Milão e que parece retratar-se neste PSG, leva já 14 golos (5 dos quais na liga dos campeões) em 18 jogos, estando, novamente, a demonstrar tudo o que vale e a sua veia goleadora por Paris. Poderá ser fundamental a presença de Icardi nesta equipa, devido à fase decadente em que se encontra Cavani e também para suprir a ausência que por vezes acontece das grandes estrelas do clube.
Iremos ver esta imagem muitas vezes, em 2020? Fonte: Paris Saint-Germain
Um novo Neymar poderá ser também importante para a caminhada europeia deste PSG. Depois da novela deste verão acerca da sua transferência (e após recuperar de mais uma lesão que o atormentou), Neymar parece ter entrado em paz com os adeptos, com a equipa, com a direção e, principalmente, consigo mesmo.
Leva cinco golos nos últimos cinco jogos pelo Paris Saint-Germain e teve até um gesto bonito no último jogo da fase de grupos da liga dos campeões, contra o Galatasaray, “dando” um penalti a Cavani, que tem vindo a perder preponderância no clube e que precisava de ganhar confiança. Este gesto pode ser uma evidência do novo Neymar, mas teremos de esperar pela altura de fevereiro/março para perceber se assim é, ou se, como tem sido habitual nessa altura da época, desaparece mais uma vez nos momentos decisivos do ano desportivo.
A poderosíssima linha avançada do PSG, aliada a um ressurgimento do melhor Di Maria, são fundamentais para o clube francês, uma vez que não ficam tão dependentes de Neymar e Mbappé, como têm sido nos últimos anos, pois muitas vezes, numa altura em que um ou os dois se lesionam, ou não estão disponíveis, a equipa caía de rendimento e agora com o melhor Di Maria, com Icardi, com Sarabia e até com Cavani, esta “estrelasdependência” não existe tanto e pode levar mais longe este PSG, mas, e como é óbvio, a presença de Mbappé e de Neymar poderá ser crucial nos grandes jogos “milionários”.
Ressurgimento de Di Maria Fonte: Paris Saint-Germain
Por último, aquele que, para mim, pode ser o ponto fulcral de uma possível epopeia europeia, Keylor Navas. A contratação do guarda-redes costa-riquenho pode ser FUNDAMENTAL para o clube parisiense conseguir conquistar a orelhuda. Navas, por exemplo, só sofreu golos num jogo da liga dos campeões, contra o Real Madrid e fora, mostrando toda a qualidade e o porquê de ter ajudado o Real a conquistar três Champions seguidas. O seu papel nestas conquistas foi muito relativizado e, Keylor, é até bastante subvalorizado na sua posição, sendo, para mim, um dos melhores guarda-redes do Mundo e tendo qualidade para ajudar, quase por si só, os clubes onde joga a atingir o sucesso.
Agora, na sua caminhada europeia, o Paris Saint-Germain terá como adversário, nos oitavos de final da Liga dos Campeões, o Borussia Dortmund. Neste momento, acho que ultrapassaria facilmente este clube alemão que tem sido bastante inconstante esta época. No entanto, até fevereiro ainda haverá pelo meio o mercado de inverno, e será preciso ter em conta a “prestação” das duas equipas neste campo, que poderá inclinar o jogo para algum dos lados. A partir daí, será preciso contar com alguma sorte no sorteio, mas também uma continuação das prestações de qualidade e consistentes que o PSG tem apresentado, para conseguir sonhar pela conquista europeia. Terá as condições? Só o tempo o dirá, mas pela primeira vez nos últimos anos, o PSG tem talvez a verdadeira primeira oportunidade de almejar deixar de ser o príncipe de França para – qual Napoleão Bonaparte -, lutar pelo trono Europeu.
Escrevo-te (permite-me o tratamento informal) por saber que também não vives sem o vermelho e branco. Sendo o Benfica um clube do Mundo, o nome do Glorioso já ressoará, faz anos, no Pólo Norte, pelo que são dispensáveis quaisquer apresentações. Como tal, vou direto ao assunto.
Em primeiro lugar, o primeiro lugar. Quero o Benfica campeão. É este o meu mais premente desejo de Natal. Como sou paciente, não me importo de esperar até os idos de maio – até porque imagino a canseira que deve ser a tua noite de 24 de dezembro, correndo mais casas que um candidato à presidência de uma junta de freguesia.
No entanto, uma prenda antecipada não perde o valor por isso, pelo que aceitaria de bom grado festejar mais cedo do que é tradicional – não sou daqueles que se agarram cegamente às tradições (sabes de quem falo e estou convicto de que estão na tua lista dos marotos). De resto, até dava jeito encerrar a questão do campeonato com alguma urgência, uma vez que o meu segundo desejo é…
… uma grande campanha na Liga Europa (ou uma grande caminhada europeia, como lhe chamam aqueles que julgam que utilizar chavões de Liga dos Campeões ao falar da segunda prova de clubes da Europa a torna mais do que isso, tentando assemelhá-la à competição onde, de facto, devia estar o Benfica).
Contratações como a de Vinícius serão igualmente prendas aceitáveis Fonte: Bola na Rede
Ainda que a prova não seja condizente com a – histórica e, de momento, latente – grandeza europeia do clube da Luz, vencê-la deveria ser uma obrigação. Ainda assim, e acedendo relutantemente à desculpa (sem aspas) de que jogar à quinta-feira e aos fins-de-semana torna difícil a gestão da época e dos objetivos traçados, aceito que a chegada às meias-finais possa ser suficiente para se considerar “grande” a campanha benfiquista na Liga Europa.
O meu terceiro desejo revela um salto abismal no nível de exigência e, talvez, seja algo só ao alcance do outro tipo barbudo que também mora num sítio mágico indefinido a que, vulgarmente, dão a designação de Paraíso. Quero o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões (se o meu Eu de cinco anos soubesse que um dia viria a escrever ao Pai Natal a pedir meias…).
Sei que parece missão impossível, mas o futebol a espaços demonstrado pelo Benfica de Bruno Lage faz-me sonhar (que ainda não se paga, eu verifiquei no Orçamento de Estado 2020). Faz-me acreditar que a continuação da aposta sustentada na formação aliada a um reforço cirúrgico do plantel pode vir a resultar no ressurgimento do verdadeiro Glorioso Benfica – “de que tanto se fala e tão pouco se sabe o que é” -, como escreveu, sobre o amor, Almeida Garrett.
De resto, uma boa campanha na Youth League e títulos nas modalidades de pavilhão que têm trabalhado para os merecer – não te preocupes com o andebol, só desperdiçarás o teu tempo – complementariam bem o embrulho. E é tu… Espera, há mais uma coisa (eu podia ter apagado, é só para dramatizar). Mediante as tuas possibilidades, seria deveras agradável voltar a ver o Mágico nos pavilhões da Luz – ele já disse que ia deixar o Inter Movistar, vê lá isso.
Sem mais delongas, por falta de conteúdo, despeço-me cordialmente. Aguardo pelos presentes com a tranquilidade que adquiri no seminário de verão ministrado pelo Paulo Bento.
A quadra natalícia impera à confissão de assuntos que puxam incessantemente o fio de linho da delicadeza. Perante o espírito solidário vivido, as inúmeras zangas curadas com um remendo tão rompido quanto o buraco que se pretende tapar e a assídua visualização do Natal dos Hospitais, residem segredos na caverna mais oculta, local onde, aconchegados uns aos outros, se aquecem com o calor que se quer olvidar e preparam mais um recolher obrigatório, mas que, desconhecendo a razão, desperta de um sono profundo.
Apresento a minha redenção, não tenho mais por onde fugir. Tentei escapar durante quase duas décadas, mas a consciência pesou na balança que equilibrava o resguardo de algo vergonhoso e a desinibição em extrapolar um facto. Por isso, venho, a público, afirmar que hoje ainda é o dia em que deposito esperanças no Pai Natal. Atenção, a minha crença não se relaciona com a personagem tradicional, de barbas brancas e repleto do tom mais berrante de vermelho. (Sei que deduziram com exatidão a informação que redigi. Contudo, nos dias de hoje, todo o cuidado é pouco!).
Como sportinguista acérrimo, alimento uma fantasia à qual o clube não oferece qualquer seguimento. Na maioria das vezes, a instituição não faz jus à velha máxima imposta no futebol desde o tempo em que se observou a forma esférica da bola: o Sporting Clube de Portugal raramente quebra a barreira da Lapónia. Fontes anónimas salientam que a neve, estado sólido do bem essencial à vida, alberga a locomotiva verde e branca. (Sólido, mas a água transborda a paciência de qualquer adepto). Contudo, quando o trenó e as suas renas ultrapassam a invernia, encalham na chaminé dos telhados e adensa-se o fumo negro. Prendas no sapatinho só de vintena em vintena, sportinguistas.
Com o Natal à porta, os leões ainda procuram a sua melhor versão Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
“Este ano é que é” corresponde à missiva de uma criança de seis anos que, após asneiras e asneiras praticadas durante o ano civil, evidencia na carta que faz ao Pai Natal o bom comportamento e promete reduzir (para metade, pelo menos) as infantilidades. Perante isto, surge a posição paternal que, aquando de uma birra mesquinha, veste a capa de pessoa insensível e, no final das contas, a despe e cobre a cria, oferecendo tudo o que ela ambiciona (é de mim ou a situação descrita remete para a massa adepta e para o apoio incansável, jogo após jogo?).
A previsibilidade habita em Alvalade. Antes de se iniciar a presente época, já era expectável o que o futuro reservava ao clube decadente: a estrutura dirigente erguia-se como o rosto de uma equipa quedada e submersa num ambiente derrotista até às entranhas. Isto, num cenário de véspera de Natal, é qualquer coisa como a reunião da família e o seu olhar atento sobre o televisor, onde se assiste à centésima vez do Sozinho em Casa. A única diferença reside no facto de o Kevin voltar a encontrar os pais, enquanto que o Sporting Clube de Portugal naufraga.
Portanto, querido Pai Natal, quero pedir-te que vistas o fato verde. Para o ano, retira a neve das rodas do trenó, alimenta bem as renas, protege-te do fumo negro da chaminé e recheia as chuteiras dos leões. Estou ciente de que as prendas dependem do comportamento demonstrado no decorrer do ano mas acede ao meu desabafo. Para o ano que se avizinha, prometo reduzir a lista do meu pedido para metade.
No ano passado, esqueceste-te de parte do nosso pedido. Achamos que não nos portamos assim tão mal durante esse ano para não te lembrares das nossas prendas. Ainda assim, continuamos a acreditar que este ano vais lembrar-te de nós e trazeres as prendas que tanto queremos. Agradecemos do fundo do coração por teres ajudado o Nuno Pinto a conseguir a maior vitória dele. Foi, de facto, a única prenda que nos trouxeste e, sem qualquer dúvida, foi a melhor.
É verdade que, por vezes, podemos fazer birras. Faz parte de nós, pois não estamos habituados a não ganhar. Se não te lembrares de nós, claro que ficamos tristes e chateados. Por isso, pedimos-te que, nesta época de 2019/2020, não fiquemos revoltados. Pedimos-te vitórias, Pai Natal. E não se trata do Rui Vitória, não te confundas. Trata-se de triunfos nacionais e internacionais. Queremos vencer o campeonato, essa é a maior prenda que nos poderias dar. E sim, sabemos que da última vez que vencemos a Primeira Liga incendiámos o hotel onde estavam alojados os craques mas lembra-te que não foi propositadamente. Sabemos que estamos a quatro pontos do primeiro lugar, mas um empurrãozinho com o teu trenó pode levar-nos rapidamente para o topo da tabela e ajudar a manter a liderança até maio.
Não te esqueças também da Liga Europa. Foi uma festa incrível na nossa cidade com os nossos adeptos. Temos a certeza que tens saudades disso. Queremos desfilar com a taça da Liga Europa outra vez este ano. Até ficamos emocionados a recordar esses tempos e imaginá-los num futuro próximo. Se quiseres, até podes fazer uma final portuguesa outra vez. Seria um espetáculo vencer uma Liga Europa frente ao SL Benfica, não achas?
Pai Natal, as saudades de ter uma destas na mão já apertam… Fonte: FC Porto
Como pedir não custa, lembra-te das taças internas que ainda podemos conquistar. A Taça de Portugal já nos foge desde 2011. O que é que tu tens andado a fazer? Estivemos muito perto no ano passado mas não temos sorte com os penáltis. Espero que não tenha sido obra tua a favor do Sporting CP, pois nós merecíamos mais. Não te custa nada trazer mais uma Taça de Portugal para o nosso museu. Pensa bem nisso. Outro presente em que nos falhaste foi a conquista da Taça da Liga. É aquela prenda que nunca nos deste e, bem lá no fundo, queremos tê-la, por sermos um clube com mentalidade vencedora. Mais uma vez, acho que andas a enviar as prendas com o endereço errado, porque também foram para os lados de Alvalade. Sabemos que neste Natal temos que ser solidários com os outros, mas daí a enviares duas prendas para o mesmo clube…
E não ficamos por aqui. Claro que para termos tudo isto, é sempre melhor com uma boa prática do futebol. Pedimos-te exibições mais vistosas, algo que temos vindo a perder. Tens que enviar uma estrela guia ao nosso mister Sérgio Conceição para encontrar a estratégia ideal. E um desejo em especial nosso, é um dos pedidos que o nosso presidente Jorge Nuno Pinto da Costa também já fez: a construção de uma academia para a nossa formação. É um presente muito importante para o presente e o futuro do nosso clube.
Por último, e mais importante que tudo, pedimos-te a paz, tanto no futebol como no mundo. De ano para ano cria-se cada vez mais um clima de ódio no desporto-rei, principalmente em Portugal. Espero que lembres os nossos adeptos e todos os outros adeptos de outros clubes que podemos viver um desporto tão bonito sem violência, seja ela física ou verbal. Só podemos ver o lado bom do futebol se o cultivarmos, e é isso que tem feito falta no nosso futebol, mas o mesmo serve para o mundo. Se todos os seres humanos, neste Natal, cultivarem o bem, de certeza que receberão algo muito maior. Não te esqueces de nós este ano, pois não Pai Natal? Feliz Natal para ti, para todos os portistas e para todos os outros que não têm um bom gosto tão apurado como o nosso.