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Volta a Espanha terá duas etapas em Portugal

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A Volta a Espanha fará uma passagem por Portugal em 2020. Após 23 anos desde a última passagem por solo lusitano, a La Vuelta, que em 1997 tinha começado em Lisboa, volta agora para a prova mais internacional de sempre. A edição do próximo ano, a 75.ª La Vuelta, contará com passagens por três países (Holanda, França, Portugal), para além da habitual Espanha.

No dia 3 de setembro, teremos a etapa 18, que ligará a região de Mos a Matosinhos (Porto), numa extensão de 178 quilómetros. Vindos da Galiza, os ciclistas entram em Viana do Castelo, passando por Valença, São Pedro da Torre, Vila Nova de Cerveira, Âncora, Esposende, Barcelos, Famalicão, Santo Tirso, Maia e Matosinhos.

 No dia seguinte, a ligação será feita por terras de Viriato (Viseu) até Ciudad Rodrigo, já em Espanha, numa extensão de 177,7 quilómetros. Será sobretudo uma etapa de transição, visto que os ciclistas não terão de passar pela dureza da Serra da Estrela, o que até poderia ser feito. O trajeto será composto por passagens em Celorico da Beira e Mangualde até à Guarda.

A única passagem por uma categoria de montanha pontuável será na Guarda, com uma terceira categoria. Será sobretudo uma jornada de transição, antecipando a penúltima etapa e decisiva para as contas da classificação geral.

Portugal tinha, claramente, condições para oferecer espetáculo montanhoso para os fãs de todo o mundo, pois as duas etapas serão praticamente planas e com pouca dificuldade. No entanto, temos de ficar satisfeitos porque o nosso país irá estar num grande palco velocipédico, estando presente numa Grande Volta, como é a Volta a Espanha, no ano de 2020.

Serão 21 etapas, num total de 3245 quilómetros. A edição de 2020 começará na cidade de Utrecht, na Holanda. Serão três etapas nos Países baixos, depois haverá dia de descanso. De volta a Espanha, até à nona etapa, onde terminarão no alto do Tourmalet, na França. Depois haverá novo dia de descanso, seguido por seis etapas, terminando a segunda semana no alto do Angliru.

No dia 31 de agosto, será o último dia de descanso para os corredores, começando a terceira semana com o contrarrelógio individual de 33,5 quilómetros. Passados dois dias, a prova espanhola entrará em Viana do Castelo rumo a Matosinhos. Depois terão de viajar até à cidade de Viseu, para a etapa 19, em direção a Espanha. A etapa 20 será a decisiva, com a chegada a La Covatilla. No dia 6 de setembro será a habitual chegada à capital Madrid.

Foto de Capa: La Vuelta

Luz ao fundo do túnel para Rúben Ribeiro

Aos 32 anos de idade, Rúben Ribeiro, regressa a Portugal um ano e meio depois do ataque a Alcochete. A sua nova casa será em Barcelos, a serviço do Gil Vicente FC, clube que já representou na temporada 2014/2015.

Pronto a relançar a carreira, o médio, que a certa altura foi ‘’riscado’’ das opções do Al Ain, clube dos Emirados Árabes Unidos, onde realizou apenas nove jogos pelo conjunto. Está parado há mais de meio ano, o que poderá prejudicar o seu estado físico e complicar a sua adaptação, visto que, a temporada já se encontra avançada.

Com uma carreira, maioritariamente, realizada por terras lusas, o atleta passou por conjuntos como Leixões SC, FC Penafiel, SC Beira-Mar, FC Paços de Ferreira, Boavista FC, Rio Ave FC e mais recentemente, a passagem atribulada pelo Sporting CP.

Rúben Ribeiro foi um dos jogadores que rescindiu
Fonte: Sporting CP

Pelos leões, presentou os adeptos com uma totalidade de 18 jogos, numa época atribulada que acabou, para Rúben, com o trágico ataque a Alcochete. Vários jogadores apresentaram a rescisão dos respetivos contratos, entre esses estava a carta do número sete, Rúben Ribeiro. Após a saída do clube, este foi o ativo que mais passou por dificuldades para se voltar a estabilizar a nível profissional.

O médio ofensivo, prometeu aos adeptos gilistas um comprometimento total pelas cores que agora veste juntamente as suas pretensões passam por ser indiscutível no onze de Vítor Oliveira e provar aos adeptos e sócios, ainda recetivos acerca desta contratação, que é uma boa opção para o elenco.

Apostar num atleta de 32 anos é sempre um risco, pode levar um investimento pouco lucrativo se este não estiver a 100% comprometido com os objetivos do clube e ao nível das exibições da equipa que tem impressionado pelos relvados do país. A longevidade futebolística é, normalmente, muito pouca e um ano de inatividade pode custar nas ‘’pernas’’, mesmo com trabalho de ginásio, nada se compara às exigências que uma temporada suporta.

Foto de capa: Gil Vicente FC

Os emails não revelados: a resposta de Sá Pinto a António Salvador

Caro Presidente,

Foi com a máxima atenção que li e reli as suas palavras. Entendo algumas das mesmas, mas, no entanto, não posso deixar de tecer um comentário sobre isso. Serei breve e objectivo, tal como sempre procuro ser em tudo na vida.

Não é só o Presidente que está descontente com alguns dos resultados. Acredite que ninguém fica mais desagradado com alguns resultados que eu. Uma semana inteira de trabalho árduo e municioso e por vezes… temos o resultado (até mais que a exibição) não desejado. Para quem trabalha e se dedica como eu, para quem procura a perfeição, para quem prepara os treinos e vê a entrega de todos sem excepção, claro que não pode ficar satisfeito quando depois não atingimos as vitórias que merecemos.

No entanto, e como devo ser leal a mim próprio tal como sempre fui, devo dizer-lhe que acho exagerada uma ou outra opinião sua. Respeito-as, mas não posso concordar com elas. Afinal de contas, o terceiro lugar que o Presidente fala, está assim tão longe? A mim parece-me que não! E mais: se tivessemos sido eliminados na pré-eliminatória da Liga Europa, tal como aconteceu o ano passado, talvez fosse bem mais fácil estar nessa posição que tanto ambiciona.

Sá Pinto foi o treinador escolhido para suceder a Abel Ferreira
Fonte: SC Braga

Não sinto qualquer necessidade de ‘vangloriar’ os feitos deste SC Braga, mas a verdade é que na Europa temos sido superlativos, mesmo que não nos seja dado o tempo de antena merecido. Ganhar em Inglaterra e na Turquia, é algo que poucos conseguem, e muitos deles maiores em termos de orçamento que nós. Por cá, perdemos jogos que com um pouco mais de sorte e descernimento teriam caído para o nosso lado. Ainda assim, nada está perdido.

Termino estas palavras que já vão longas, com a certeza que o Sá Pinto que contratou no início de época é o mesmo que aqui está hoje. Que a minha capacidade de trabalho, garra (como o próprio Presidente disse), ambição e confiança são as mesmas que eram no primeiro dia.

Por fim, ressalvo que estou sempre à sua inteira disposição para o que quer que seja, e se achar que o caminho deste Braga não é comigo, então acredite que não serei eu que dificultarei o ‘novo rumo’ que possa desejar para este enorme clube.

Um abraço,

Ricardo Sá Pinto

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de Capa: SC Braga

O tal jogo que não se devia realizar

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Neste sábado joga-se o último conjunto de peripécias numa Taça da Liga que nunca interessou ao Benfica e que muito menos teve o seu respeito. Com o empate nas Beiras, há que depender de vimaranenses, confiando que a sua competência seja igual á nossa: espera-se um ponto ganho pelo Covilhã no D. Afonso Henriques e a vitória por mais de dois golos para os encarnados, cenário mais fácil de se conjugar e que qualifica a equipa lisboeta, sendo para isso preciso doses cavalares de prepotência a Norte e uma exibição de gala dos suplentes, a Sul.

O Vitória recebe-nos e o Bonfim vai inundar com a Elsa, a rapariguinha que trazendo a água e as ventanias, vai chafurdando a cidade nesta semana. Depois de provocar estragos nas ruas, patrocina ainda jogo já de si desinteressante, que com o combo horas (20h)-condições da infraestrutura vitoriana (apenas uma bancada coberta) vai provocar uma enchente de… nada. As previsões, cheias de optimismo, são péssimas.

Mas bem, há que tentar valorizar o que há de bom num embate entre dois activistas do bom futebol. Julio Velázquez tem introduzindo, de forma desenrascada, as suas ideias românticas no plantel dos sadinos e tirado rendimento de peças nucleares do reactor: Hildeberto está em grande forma, Artur Jorge consolidou as suas perfomances e Ghilas recuperou a confiança – e a barriga, que ainda assim não invalida que mantenha os índices técnicos que o levaram ao FC Porto. Apesar de eliminados, os sadinos querem desejar um feliz Natal á sua falange de apoio com uma vitória simbólica.

Foi um ano de conquistas para o Benfica: 42 vitórias, 5 empates, 8 derrotas
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Na Luz, Lage manteve o onze na quarta-feira e espera-se que rode agora – isto se a lógica imperar e o treinador mantiver a coerência de planos passados, algo que já o próprio reconheceu em conferência de imprensa: «Vamos manter a coerência daquilo que são as competições que temos pela frente. Nesta temos sido coerentes e vamos olhar para o momento. Não é por jogo, por ciclos serem exigentes, porque todos os ciclos são sempre exigentes, sempre com muitos jogos, quer de clube e seleção. Não vamos mudar nada na nossa forma de pensar e encarar esta competição. Isso não implica que não tenhamos respeito pela competição. Temos intenção de fazer o nosso melhor» .

Assim sendo, Jota, Seferovic e De Tomás deverão ter oportunidade, Jardel idem e Florentino deve voltar ao seu posto depois deste interregno misterioso até se perceber que Gabriel e Taarabt são o melhor miolo desde Enzo e Matic. O luso-angolano perdeu espaço nas opções do técnico e deverá acumular minutos.

Esta passeata á chuva será a última no ano civil de 2019, antecipando-se ás férias que duram depois até ao dia 4 de Janeiro, data da ida a Guimarães e ocasião a contar para a Primeira Liga.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

A grelha do MotoGP e as novidades para 2020

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Depois de algumas alterações de última hora, parece que a grelha do MotoGP para 2020 está, finalmente, completa. Apesar destas mudanças, algumas das equipas mantêm-se exatamente como no ano passado.

É o caso da Ducati, tanto a equipa principal como a Pramac, que irão alinhar com os mesmos pilotos deste ano. Andrea Dovizioso, Danilo Petrucci, Jack Miller e Francesco Bagnaia são quatro nomes que nunca estiveram em dúvida para 2020.

Quanto à Yamaha, o cenário é semelhante, com o veterano Valentino Rossi, e Maverick Viñales na equipa principal. Na equipa satélite (Petronas SRT) acontece o mesmo, com Franco Morbidelli e o melhor rookie deste ano, Fabio Quartararo, a permanecerem na mesma equipa da época passada.

A Suzuki Ecstar alinhará, novamente, com Alex Rins e Joan Mir e, nesse sentido, não sofre alterações. Se não tivesse sido pela decisão de Jorge Lorenzo, que colocou um ponto final à sua carreira como piloto profissional, a Honda também não teria alterado muito o seu alinhamento para o próximo ano. No entanto, a marca surpreendeu tudo e todos ao colocar Alex Marquez, ao lado do irmão na equipa principal, com Takaaki Nakagami e Cal Crutchlow a permanecerem nas mesmas posições.

Porém, esta não foi a única contratação polémica a acontecer em 2019. Anteriormente, já a KTM tinha estado nas bocas do mundo, depois de o francês Johann Zarco ter deixado um lugar vago na equipa de fábrica. Rapidamente começaram a surgir palpites que apontavam Miguel Oliveira como um possível candidato ao lugar. Desta forma, ficaria também um lugar vago na Tech 3, ao lado de Brad Binder.

No entanto, a KTM decidiu trocar as voltas de todos aqueles que tentavam adivinhar o futuro da equipa. Já estava decidido que Binder iria ascender à classe rainha, mas aquilo que ninguém esperava era que a marca decidisse colocar o sul-africano ao lado de Pol Espargaro para substituir Johann Zarco. Nessa altura, foi também anunciado que seria o jovem Iker Lecuona a juntar-se ao piloto português na equipa satélite.

Brad Binder é o próximo rookie da MotoGP, ao juntar-se à KTM
Fonte: KTM

Com todos os lugares aparentemente ocupados, o destino de Johann Zarco parecia estar longe da classe rainha. Porém, com a saída repentina de Karel Abraham da Avintia Racing, o lugar de sobra foi entregue ao piloto francês que consegue assim manter-se no MotoGP.

Por último, tudo indica que a Aprilia continuará a competir com Aleix Espargaro e Andrea Iannone. No entanto, com a recente notícia acerca do italiano, a equipa enfrenta um futuro incerto. Iannone foi suspenso provisoriamente depois de ter acusado positivo num controlo antidoping realizado na Malásia.

Teremos de aguardar para perceber se o piloto italiano terá ou não de enfrentar uma suspensão e de que forma é que esta poderá afetar, não só o arranque da sua época de 2020, mas também a própria Aprilia.

Foto De Capa: MotoGP

AS Mónaco x LOSC Lille: O jogo mais português da Ligue 1

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O CONFRONTO DO LOSC LILLE COM A HISTÓRIA RECENTE

A margem de manobra para Leonardo Jardim está cada mais reduzida em França. O AS Mónaco investiu muito, mas continua sem conseguir demonstrar a regularidade e segurança necessária para ser um digno concorrente aos primeiros lugares da Liga. Nesta jornada 19, a turma monegasca tem nova prova de fogo e mede agora forças com LOSC Lille, equipa com quem joga pela segunda vez nesta semana. Na terça-feira, em jogo a contar para a Taça da Liga, o Lille visitou o principado e venceu o AS Mónaco por claros 3-0, ganhando algum embalo para o encontro deste sábado. Ainda assim, os dados históricos não jogam a favor deste Lille, já que a equipa de Renato Sanches e companhia ganhou apenas três dos últimos quinze jogos oficiais contra o Mónaco. O cenário torna-se mais alarmante se limitarmos a análise ao campeonato: O Lille não vence o Mónaco desde abril de 2016 (4-1). E se olharmos para jogos no principado, o cenário é ainda mais negro para o LOSC Lille: Desde dezembro de 2009, ou seja, há 10 anos, que não vence no terreno do AS Mónaco (0-4).

COMO JOGARÁ O AS MÓNACO?

Uma vez que Leonardo Jardim deixou várias críticas aos seus jogadores, após a derrota a meio da semana contra este mesmo LOSC Lille, é expectável que existam várias mudanças em relação a esse onze menos rotinado apresentado no jogo da Taça da Liga. Deste modo, é possível que Leonardo Jardim deixe de parte o 4-3-3 e volte a apostar num 3-5-2, com Ben Yedder e Slimani na frente de ataque. Gelson Martins, Adrien Silva, Maripán ou o guarda-redes Lecomte deve, por isso, voltar ao onze inicial.

JOGADOR A TER EM CONTA

Ben Yedder é o melhor marcador da Ligue 1
Fonte: AS Mónaco

WISSAM BEN YEDDER (AS MÓNACO) – Do lado da equipa da casa, Ben Yedder é a principal referência na equipa do AS Mónaco. Apesar de não marcar há dois jogos, é o homem-golo da turma de Leonardo Jardim e não é por acaso que é o melhor marcador do campeonato. Letal a finalizar e rápido a movimentar-se entre-linhas, Ben Yedder é uma dor de cabeça constante para as defensivas adversárias e um perigo à solta no ataque do Mónaco. Juntamente com Slimani, faz uma dupla de respeito.

XI PROVÁVEL:
3-5-2 Lecomte, Maripán, Glik, Jemerson, Bakayoko, Adrien Silva, Golovin, Gelson Martins, Gil Dias, Ben Yedder e Islam Slimani

COMO JOGARÁ O LOSC LILLE?

Já do lado do LOSC Lille não são expectáveis tantas mudanças. Christophe Galtier mexeu pouco na identidade da sua equipa no encontro da Taça da Liga e limitou-se a trocar algumas peças no seu onze, de forma a dar rotinas a alguns elementos que nem sempre são titulares como Luiz Araújo, Adama Soumaoro, Pied ou mesmo o português Xeka (que, no entanto, tem ganho maior relevância na equipa nos últimos jogos). Desta forma, espera-se um LOSC Lille organizado num 4-2-3-1, com constantes trocas posicionais entre os elementos da frente de ataque. Fica apenas a dúvida. Será que Loic Rémy vai ser titular, depois de ter bisado frente ao AS Mónaco na terça-feira?

JOGADOR A TER EM CONTA

Victor Osimhen quer voltar a marcar contra a equipa monegasca
Fonte: LOSC Lille

VICTOR OSIMHEN (LOSC LILLE) – Quem diria que o jovem avançado nigeriano de apenas vinte anos iria ter uma preponderância tão imediata nesta equipa do Lille? Osimhen chegou com a França com o fardo de tentar fazer esquecer Nicolas Pépé (vendido por 80 milhões para o Arsenal FC) e, até agora, não tem desapontado ninguém. São doze golos em vinte e três jogos e uma série de boas exibições na frente de ataque do LOSC Lille. Municiado por Renato Sanches, Bamba e Ikoné, é candidato a fazer o gosto ao pé no Estádio Luís II.

XI PROVÁVEL:
4-2-3-1 Mike Maignan, Celik, José Fonte, Gabriel, Bradaric, Benjamin André, Soumaré, Ikoné, Renato Sanches, Jonathan Bamba e Osimhen

Foto de Capa: LOSC Lille

Touradas Pornográficas do Desporto Nacional

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Segundo os dados presentes no site da Liga Portugal, a média de assistência aos jogos de futebol sénior do Sporting CP encontra-se, na presente data, no valor de 30.590 mil espetadores. Tal valor permite ao clube garantir, também neste campo, o honroso terceiro lugar, aqui novamente suplantado pelas médias de FC Porto e SL Benfica com, respetivamente, 35.101 e 54.203 mil espetadores por jogo.

Estes números garantem percentagens de ocupação dos estádios e valores proporcionais nos cofres de cada um dos clubes. No entanto, se porventura para esses clubes as flutuações de assistência não variam muito, a verdade é que a realidade desportiva nacional não só não se restringe a esses três clubes como também não se finda em apenas uma modalidade desportiva.

Com efeito, a par desta realidade de fluxo humano e financeiro que é de fácil entendimento, e independentemente das múltiplas circunstâncias que condicionam a variação dos seus valores, há que tomar em devida consideração uma variável estatal.

De facto, para além das inúmeras razões que podem afastar as pessoas dos espetáculos desportivos – algumas das quais, note-se, relacionadas com fenómenos que podem e devem ser objeto de fiscalização e medidas repressivas por parte de agentes do Estado -, a imposição de um imposto sobre o valor acrescentado (IVA), à taxa de 23 %, sobre os espetáculos desportivos constitui, seguramente, um dos mais relevantes obstáculos à democratização do acesso à variante desportiva do conceito de cultura.

Sim, exatamente. Desporto é parte integrante da cultura. Não são diferentes nem podem ser distinguidos ou merecedores de tratamento diferenciado tendo por base interesses orçamentais. Tão pouco se pode reagir sem perplexidade quando a taxa desincentivadora em causa coloca em pé de igualdade os espetáculos desportivos, os espetáculos pornográficos e também, a partir de 2020 por proposta de orçamento de Estado, os espetáculos de tauromaquia.

Sem prejuízo do reconhecido apoio que o Estado (pela mão do Governo) dá ao Desporto nacional – ainda que em níveis inferiores aos praticados nos demais países da Europa -, a verdade é que o indiscriminado estrangulamento regulatório e financeiro que é feito à atividade desportiva põe em causa o que a Constituição explana como algo a ser garantido.

Tais circunstâncias, que são persistentemente criadas ou balizadas tendo por base apenas uma determinada modalidade, compromete todas as demais, impondo ao sistema desportivo assimetrias em todos os seus planos.

O Desporto como espetáculo e cultura, em Portugal, ainda sofre de várias dores de crescimento
Fonte: Bola na Rede

Dirigir a batuta com base no fluxo financeiro que o Estado consegue garantir com a afluência a determinados espetáculos desportivos significa condenar as demais realidades a condicionantes de crescimento deficitário e insustentável. Não tomar em linha de conta as diferentes realidades do parque desportivo nacional, seja dentro de cada modalidade ou, sobretudo, entre as próprias modalidades, é condenar o modelo desportivo nacional.

Com efeito, se o objetivo for, progressivamente, garantir o crescimento das diversas modalidades de uma forma consistente e tendencialmente igualitária, não se pode enquadrar as regras com base nas modalidades ricas. Tal como no mundo, o crescimento dos que menos têm não põem em causa o crescimento dos mais abastados, no entanto, o oposto, significa condenar os que menos têm ao seu perpétuo estado de dificuldades.

No IVA, como em muitas outras temáticas que têm consequências diretas no desenvolvimento desportivo do país, o árbitro não pode aplicar as regras que ferem menos quem mais tenha pois, se a esses fere menos, aos que pouco ou nada têm simplesmente inviabiliza qualquer tentativa de sucesso.

Foto de Capa: Carlos Silva / Bola na Rede

Subimos! E agora?

Garantida a subida à Primeira Liga Portuguesa na época de 2018/2019, após derrotar o Académico de Viseu FC por 2-1 num jogo em casa onde felicidade e festa era o ambiente que rodeava o FC Paços de Ferreira. Mais uma subida para aquele que é considerado “O Rei das Subidas” em Portugal, Vítor Oliveira conseguiu mais uma vez conquistar esse merecido título. Os castores estavam de regresso à Primeira Liga, uma época depois de deixarem a dita “elite” do futebol português.

Uma cidade em festa. A euforia dos adeptos. Jogadores em lágrimas. “Voltámos ao lugar de onde não devíamos ter saído.” Diziam eles, esperançosos. No entanto, algo não bate certo visto que o FC Paços de Ferreira se encontra 17º lugar na tabela classificativa com apenas 11 pontos em 14 jornadas. Vítor Oliveira fica fora das contas e é contratado pelo igualmente recém subido, Gil Vicente.

É, ainda, de salientar a instabilidade na equipa de Paços de Ferreira, visto que ainda há cerca de quatro meses trocou de treinador. A equipa técnica liderada por Filipe Rocha, conhecido como Filó, apenas contava com um ponto até ao momento, algo que foi fatal para o técnico que acabou por abandonar o comando da equipa. Foi substituído por Pepa, o treinador português encontrava-se sem clube desde que abandonou o CD Tondela na última época, no entanto o cenário não mudou de faceta e continuou em ruínas.

Esta tem sido uma equipa sem alma
Fonte: FC Paços de Ferreira

Onde vai o FC Paços de Ferreira parar? Será esta longa caminhada na Primeira Liga Portuguesa uma caminhada breve ou veio realmente para ficar? Até ao momento contamos com alguns boas exibições da equipa liderada pelo técnico Pepa, no entanto ainda não vimos uma exibição digna e com raça de castores. Vencedores contra (recentemente) o SC Braga, o CD Tondela, o CD Aves – esta vitória não é nada de louvar, visto o historial da equipa avense, três meras vitórias onde a equipa conseguiu ainda demonstrar o ADN do futebol da equipa da capital móvel, mas o cenário parece um círculo vicioso sem fim.

Relembro nostalgicamente a identidade que o clube costumava transmitir no futebol português. Relembro a qualificação para a UEFA Champions League, após terminarem em 3.º na tabela classificativa da Liga Portuguesa na época de 2013/14. “Por Paços, Esforço e Vitória” era esse o lema. No entanto, que te fizeram FC Paços de Ferreira?

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Manchester City FC x Leicester City FC: Quem será o primeiro dos últimos?

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Manchester City e Leicester defrontam-se na jornada 18 da Premier League e o que está em disputa é, acima de tudo, o segundo lugar do campeonato, o primeiro dos últimos, uma vez que o Liverpool parece ter comprado lugar cativo para o primeiro posto e não quer abdicar dele. Os Foxes estão no 2º lugar da classificação com 39 pontos, seguidos de perto pelos Citizens, que estão a quatro pontos de distância, no 3º lugar.

Ambas as equipas jogaram a meio da semana e venceram os respetivos encontros dos quartos-de-final da Carabao Cup. Os Citizens visitaram o Oxford United e venceram por 3-1, com João Cancelo a estrear-se a marcar pela equipa de Pep Guardiola. Já o Leicester afastou o Everton em Goodison Park através do desempate por grandes penalidades, após um empate a dois golos no tempo regulamentar. Nas meias-finais da competição, o detentor do troféu Manchester City irá defrontar o rival Manchester United, ao passo que o Leicester vai medir forças com o Aston Villa.

O LEICESTER CITY FC ESTÁ A FAZER UMA PREMIER LEAGUE INCRÍVEL! A VITÓRIA NO ETHIAD PODE VALER 70€ POR CADA 10€ APOSTADOS. ARRISCAS?

Nas contas do campeonato, o Leicester é segundo da geral e lidera a perseguição ao invicto Liverpool, ainda que tenha marcado passo na jornada passada com um empate surpreendente na receção ao Norwich City, penúltimo classificado do campeonato. Quem aproveitou este deslize foi o Manchester City, que não deu hipóteses ao Arsenal em Londres e venceu por 3-0, chegando aos 35 pontos e reduzindo para quatro a distância em relação ao Leicester.

Muito do que é o sucesso de um clube é medido pelo tempo em que este se consegue manter no topo, conquistando títulos e somando vitórias atrás de vitórias. O Manchester City tem sido disso exemplo nos anos recentes e pode alcançar este sábado uma marca histórica. Se vencerem o Leicester, os Citizens somam a 250ª vitória nesta década, um feito apenas obtido pelo Manchester United nos anos 2000, no que diz respeito a equipas que disputam a Premier League. Na melhor das hipóteses, a equipa de Pep Guardiola pode somar 253 vitórias em 381 jogos na década de 2010, caso vença os três jogos que ainda tem por disputar este ano, contra Leicester, Wolverhampton e Sheffield United.

O confronto direto traz clara vantagem à equipa de Pep Guardiola, que venceu quatro dos últimos cinco confrontos com o Leicester. Na época passada, os Citizens sofreram para derrotar os Foxes na penúltima jornada e só um míssil de Vincent Kompany a mais de 20 metros da baliza resolveu a questão, empurrando o City para a conquista da Premier League. Para recordar a última vitória do Leicester no Etihad Stadium temos que regressar ao dia 6 de fevereiro de 2016, quando os Foxes venceram o City por 3-1, a caminho da conquista inédita da Premier League. Nesse dia, Riyad Mahrez foi preponderante na vitória do Leicester, ele que hoje defende as cores do Manchester City, contribuindo com um golo e uma assistência.

Aguero e Vardy são dois dos melhores avançados da Premier League
Fonte: Premier League

Se o favoritismo parece pender mais para o lado da equipa da casa, não se deve menosprezar dois dados importantes sobre a equipa treinada por Brendan Rodgers, que podem equilibrar a balança. É que os Foxes estão numa série de nove jogos sem perder na Premier League e venceram os últimos quatro jogos fora de casa, com um diferencial de 17 golos marcados e apenas um sofrido.

Quanto aos jogadores em destaque nos dois conjuntos, Kevin De Bruyne chega a este jogo em grande forma após os dois golos frente ao Arsenal, assumindo-se também como o jogador com mais assistências na Premier League até ao momento: nove. Do lado do Leicester, Jamie Vardy continua a ser o artilheiro de serviço da equipa e de todo o campeonato, liderando a lista dos melhores marcadores com 16 disparos certeiros. Estes dois jogadores são também os líderes na estatística relativa à participação nos golos da equipa, com Vardy a contribuir para 19 golos e De Bruyne para 15.

Quanto aos onze prováveis, Pep Guardiola deve manter a aposta em Ederson na baliza, com o quarteto defensivo a ser composto por Kyle Walker, Otamendi, Fernandinho e Mendy. No meio-campo, o técnico espanhol deve manter a aposta em De Bruyne, juntamente com Gundogan e Rodri. Na frente de ataque, Sterling, Mahrez e Gabriel Jesus.

Do lado do Leicester, não haverá dúvidas que a baliza será entregue a Kasper Shmeichel. Na defesa, Brendan Rodgers deverá manter os habituais titulares Ricardo Pereira, Johny Evans, Soyuncu e Ben Chilwell. A linha média deverá ser composta por Ndidi, Dennis Praet, James Maddison e Tielemans, no apoio aos atacantes Iheanacho e Jamie Vardy.

O Manchester City-Leicester tem início às 17h30 deste sábado e terá arbitragem de Mike Dean.

Foto de Capa: Premier League

FC Porto 1-0 CD Santa Clara: Um temporal que não causou estragos!

Num dos jogos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, o FC Porto recebeu o CD Santa Clara, no estádio Dragão, naquele que foi o terceiro encontro entre as duas formações esta temporada, com os portistas a levarem a melhor nas duas ocasiões anteriores (para o campeonato e Taça da Liga). O FC Porto chega a esta fase com vontade de voltar a vencer a prova rainha, depois de ter perdido a última final na temporada passada, já o CD Santa Clara queria alcançar os quartos-de-final pela primeira vez na história. Até chegarem a esta fase, o FC Porto eliminou o SC Coimbrões e o Vitória FC, já o CD Santa Clara deixou para trás a Oliveirense e o Leixões.

No que toca às escolhas dos treinadores, houve mudanças nas duas equipas em relação ao último jogo. Do lado dos portistas, o treinador Sérgio Conceição fez algumas alterações, com a entrada de Diogo Costa para o lugar de Marchesín, e ainda com Manafá e Diogo Leite no setor defensivo. No ataque, Zé Luís foi opção em detrimento da dupla Soares e Marega. Situação idêntica na equipa açoriana, com o técnico João Henrique a efetuar ainda mais mudanças e a apresentar um onze completamente renovado.

Fábio Veríssimo foi o árbitro escolhido para arbitrar um jogo em que o maior destaque foi a chuva, que impediu os adeptos de irem ao estádio e os jogadores de terem um relvado em condições.

A jogar em casa, foram mesmo os portistas a assumir as rédeas da partida e a começar a todo o gás, com uma grande oportunidade aos seis minutos, num cabeceamento de Zé Luís a ser defendido – e bem – por André Ferreira. Dois minutos depois, nova situação de perigo e novamente na sequência de um pontapé de canto, mas desta vez com Pepe a ser o protagonista, mas a cabecear a bola à figura do guarda-redes açoriano.

O jogo estava morno, com o CD Santa Clara a tentar controlar a avalanche ofensiva portista, mas a sentir muita dificuldade, muito por culpa das más condições meteorológicas.

E foi já perto dos 20 minutos, que os portistas protagonizaram um dos melhores lances da primeira parte: assistido por Nakajima, Zé Luís invadiu a área adversária e atirou cruzado para uma grande defesa de André Ferreira. O sinal mais estava dado, com o FC Porto a superiorizar-se e a criar as melhores situações de perigo. Já o CD Santa Clara apresentou-se muito apático e sem reação e ainda teve como contrapartida a lesão de Nené num lance disputado com Zé Luís.

Os avisos estavam dados e foi Nakajima, que se estreou a marcar, a abrir o marcador ao 29′, assistido por Corona. Apesar dos protestos da equipa forasteira, Fábio Veríssimo validou o golo do japonês, que foi o autor do golo 300 da era Sérgio Conceição.

Três minutos depois, mais uma grande defesa de André Ferreira, desta vez a um remate potente de Corona. O guarda-redes açoriano era a grande figura do CD Santa Clara.

E só perto do intervalo, é que a equipa de João Henrique deu ar da sua grande num lance individual de Francisco Ramos, jogador que passou pela formação portista. O médio, do meio da rua, testou os reflexos de Diogo Costa, que respondeu com uma grande defesa.

A partida chegou ao intervalo, com vantagem portista que materializou a superioridade evidenciada.

As condições meteorológicas condicionaram o jogo na segunda parte
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

No tempo complementar, o jogo começou a meio gás, com o relvado em muito mau estado, a impedir que a bola circulasse convenientemente. A intensidade da partida baixou consideravelmente e foi uma segunda parte com pouca ou nenhuma história.

Com desvantagem de apenas um golo, os açorianos acreditaram que era possível reverter o resultado e aos 50′, Bruno Lamas, na marcação de um livre, esteve perto de marcar, mas o central Diogo Leite afastou o perigo.

Na resposta, o FC Porto, também num lance de bola parada, teve novamente em Pepe o protagonista, com o central perto de marcar, mas com Fábio Cardoso a desviar a bola da baliza de André Ferreira. Dois minutos depois, Alex Telles teve nos pés uma excelente oportunidade, na marcação de um livre, mas a bola passou perto do poste da baliza adversária.

Até ao final do encontro, os dois treinadores mexeram nas equipas, mas nem por isso o jogo e o resultados sofreram alterações.
Com uma segunda parte muito mal jogada, os portistas passam aos quartos-de-final justificando a vitória com uma primeira parte de boa qualidade.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto: Diogo Costa; Manafá, Pepe, Diogo Leite e Alex Telles; Nakajima (Sérgio Oliveira, 85′), Uribe e Otávio; Corona, Zé Luís (Soares, 90+2′), Luis Díaz (Danilo, 66′)

CD Santa Clara: André Ferreira; Rafael Ramos, Fábio Cardoso, César e Mamadu Candé; Francisco Ramos, Rashid e Nené (Bruno Lamas, 26′); Pineda (Carlos Júnior, 58′), Schettine (Thiago Santana, 66′), Zé Manuel