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FC Porto 3-0 CD Tondela: Não houve febre amarela que contagiasse o Dragão

No fecho da 14ª jornada, dragões e beirões mediam forças em pleno Estádio do Dragão. De um lado, a equipa da casa entrava em campo forçada a vencer, após o resultado negativo no Jamor, de modo a impedir que o SL Benfica disparasse ainda mais no topo da tabela.

Do outro, encontrávamos um CD Tondela moralizado, não só pelo triunfo alcançado em Famalicão na ronda anterior, como também pelo percurso positivo realizado, até à data, no campeonato nacional, sobretudo nos jogos fora de portas, onde conquistou catorze dos dezoito pontos até agora acumulados na prova.

No que toca às escolhas inicias de ambos os técnicos, nota para algumas surpresas, sobretudo nas escolhas do técnico português. Danilo Pereira, capitão do FC Porto, ficava de fora dos dezoito escolhidos (segundo Sérgio Conceição, por motivos físicos), enquanto que, no sentido inverso, o nome de Romário Baró regressava à ficha de jogo.

Relativamente aos comandados de Natxo González, destaque para a não titularidade de jogadores como António Xavier ou Yohan Tavares, peças que têm sido importantes na campanha da equipa visitante.

Soa o apito do árbitro e a bola começa a rolar na cidade Invicta.

Desde cedo, o jogo foi marcado por um ritmo pouco elevado, longe de qualquer uma das balizas. Apesar da vantagem na posse de bola, os dragões não eram capazes de superar a organização defensiva dos forasteiros.

Assistíamos a um jogo, num geral, morno; todavia, por volta do décimo minuto, o termómetro no Dragão subiria. Luis Díaz, após passe de Nakajima, cavalga pelo centro do terreno sem qualquer oposição, coloca a bola nos pés de Tecatito que cruza na perfeição para a cabeça de Soares. O brasileiro, livre de marcação, apenas teve que atribuir ao esférico as coordenadas das redes de Cláudio Ramos. Estava inaugurado o marcador na cidade do Porto.

Situação adversa para o técnico espanhol: encontrava-se, ainda dentro do primeiro quarto de hora, em desvantagem no marcador e via-se pouco depois forçado a mexer na equipa, por conta da lesão do defensor Bruno Wilson.

Após esta dupla contrariedade para o CD Tondela, o jogo voltou à fórmula dos minutos iniciais. Poucas incursões ofensivas perigosas, jogo, por vezes, lento e de pouca inspiração individual.

E assim beirões e portistas cumpriram a primeira meia hora do encontro. Dois minutos após essa marca, Sérgio Conceição veria a sua equipa dilatar a vantagem.

Canto batido por Alex Telles, desvio de Moussa Marega ao primeiro poste e Tiquinho Soares, novamente sem qualquer obstrução, estica as redes pela segunda vez. Estava feito o 2-0.

Dois minutos depois, era a vez da formação visitante colocar a defesa contrária em sentido. Numa incursão pela direita, Moufi descobre, já no interior da grande área portista, João Pedro; o médio português, com algum à vontade, chuta forte e vê o seu remate passar bem perto do poste.

Nakajima foi um dos titulares na equipa do FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

No regresso ao relvado, após o intervalo, alteração na equipa da casa: Moussa Marega dava lugar a Manafá.

E Manafá parece que não entrou sozinho: consigo trouxe uma nova atitude, uma maior intensidade e capacidade de pressão no jogo do FC Porto. Resultante disso, e após aviso de Uribe (49′), Otávio afixava o resultado nos 3-0. Excelente jogada coletiva dos azuis e brancos, terminada com um toque de classe de Corona que deixa Otávio na cara do guardião internacional português.

Quando o relógio já apontava para a hora de jogo, Nakajima dispôs de uma oportunidade flagrante para fazer mexer novamente o marcador. Após pressão intensa de Soares, Cláudio Ramos deixa a bola à mercê do nipónico que, apesar das condições favoráveis, não conseguiu marcar.

Até final, destacar mais algumas oportunidades para a equipa da casa, nomeadamente saídas dos pés de Fábio Silva (77′) e de Alex Telles (88′), às quais o guardião português categoricamente colocou um travão.

Relativamente às já célebres “polémicas do apito”, pontuar dois lances que poderão vir a gerar discussões nas próximas horas: Uribe, no interior da área portista, atinge a face de Jonathan Toro (64′); na área contrária, Alex Telles reclama um eventual braço na bola por parte de Moufi (80′). Em ambas as situações, quer o árbitro principal, quer o VAR não viram razões para assinalar grande penalidade.

Apito final, vitória interinamente justa do FC Porto perante um CD Tondela que pareceu nunca ser capaz de colocar em dúvida o triunfo azul e branco.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Porto: Marchesín; Alex Telles, Iván Marcano, Pepe e Jesús Corona; Matheus Uribe, Otávio (Sérgio Oliveira, 79′), Luis Díaz (Fábio Silva, 74′) e Nakajima; Soares e Marega (Wilson Manafá, 46′)

CD Tondela: Cláudio Ramos; Filipe Ferreira, Ricardo Alves, Bruno Wilson (Yohan Tavares, 18′) e Fahd Moufi; Jaquité, Pepelu (Pedro Augusto, 60′), João Pedro (Richard, 60′), Jonathan Toro e Jhon Murillo; Denilson

CD Santa Clara 0-4 Sporting CP: Vitória de Sentido Único

Uma segunda feira friorenta trouxe ao estádio de S. Miguel os adeptos para verem mais um espetáculo da Primeira Liga.

O Sporting CP veio à ilha de São Miguel, para dar seguimento às vitórias no campeonato. Na última jornada conseguiu garantir um triunfo tangencial, ante o Moreirense FC. Por seu turno, o CD Santa Clara precisa urgentemente de retomar às vitórias, depois de, nos últimos cinco encontros, ter somado três empates e duas derrotas.

A partida começou com um Sporting a pressionar a equipa da casa fazendo o jogo concentrar-se a meio campo havendo poucas linhas de passe. A primeira tentativa de golo apareceu através de Carlos Jr., no entanto esta acabou por ser à figura. As ocasiões de perigo ficaram à quem das expectativas sendo as mesmas escassas.

Aos 34 minutos, Bolasie tenta a sua sorte através de um cabeceamento, mas a bola acabaria por picar chão e sair por cima da baliza da equipa da casa.

O primeiro golo da partida viria aos 40 minutos na sequência de um passe de Vietto que colocaria a redondinha na mira de Luiz Phellype que, de cabeça, daria a vantagem à equipa de Silas.

Desta primeira parte destaca-se a exibição de Marco Pereira ao defender todas as bolas que chegavam perto das suas redes, mas que acabaria por ser traído antes do intervalo. Por outro lado, Luis Maximiano nesta primeira parte não teve muito trabalho em defender as redes verdes e brancas.

A partida desta noite foi de sentido único. Sendo o Sporting o que mais se destacou nos 90 minutos
Fonte: Bola na Rede

Ao abrir a segunda parte, o Sporting trouxe na manga mais uma grande oportunidade para dilatar a vantagem no marcador. Novamente, Luiz Phellype com a pontaria afinada voltou a marcar na baliza da equipa açoriana dando origem ao segundo golo da partida.

O Santa Clara não baixava os braços e continuava a tentar a sua sorte. Aos 51 minutos de Carlos Jr. Tentaria o remate, no entanto a bola acabaria por passar muito por cima da baliza.

As 54 minutos, através de um canto, Bolasie faz o terceiro golo da partida dando uma confortável vantagem ao Sporting.

Devido a uma disputa de bola entre Zaidu e Bolasie, apareceria uma ocasião para grande penalidade para a equipa do Sporting. Bruno Fernandes acabaria, assim, por marcar o quarto golo da partida.

A oportunidade para a equipa vermelha e branca apareceu por ocasião dum livre direto cobrado de forma exemplar por Bruno Lamas que a colocaria no fundo das redes de Maximiano mas, o golo acabaria anulado devido a uma falta cometida por Fábio Cardoso na barreira.

Após o quarto golo, a partida acabaria por voltar a centrar-se a meio campo e sem grandes oportunidades para ambas as equipas. O Sporting acabou por aproveitar o tempo para gerir a sua superioridade no marcador. Acabando o jogo por conseguir a sua tão esperada vitória.

BnR TV T1/EP8 – A análise ao sorteio das provas europeias

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Antes das férias de Natal, o nosso painel juntou-se para mais um programa onde se falou de Pizzi e de Bruno Fernandes, no sorteio das provas europeias e na crise do Arsenal FC.

O Bola na Rede TV é um projeto desenvolvido pelo Bola na Rede e pela Digital Partner. Com a moderação de Francisco Santos Lima e comentários de Mário Cagica Oliveira, João Miguel Rodrigues, Marco Ferreira e João Neves Sousa.

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O sorteio (in)desejado

Esta segunda-feira, realizou-se em Nyon o sorteio da primeira fase a eliminar tanto da Champions League como da Liga Europa. Depois de concluída a fase de grupos tanto de uma como de outra competição, começa agora a fase a eliminar. Já sem quaisquer equipas portuguesas em prova, o primeiro sorteio realizado foi o da Champions League, curiosamente, com equipas apenas das cinco melhores ligas europeias – Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.

As bolas foram saindo e ditando a sorte dos sobreviventes da fase de grupos, mas não havia muito por onde fugir, considerando a qualidade das equipas que restam em prova.

Mesmo sem qualquer equipa portuguesa em competição, os motivos de interesse eram grandes, tendo em conta o número de jogadores e treinadores portugueses em competição.

Saiu a primeira bola e começou o desfile de jogadores portugueses nos quadros competitivos, o primeiro foi Raphael Guerreiro. O seu Borussia Dortmund vai defrontar o Paris Saint Germain. Mais um jogo e mais um português, desta feita Bernardo Silva. O Manchester City de Bernardo Silva terá como adversário o clube mais titulado nesta competição, o Real Madrid.

Outro dos jogos mais aliciantes da eliminatória é o Atlético de Madrid de João Félix que irá ter de passar pelo atual campeão em título e atual líder da Premier League, o Liverpool, para seguir em frente na competição. A Juventus de Cristiano Ronaldo vai ter pela frente o Olympique de Lyon de Anthony Lopes. Já o Tottenham de José Mourinho vai ter de superar os alemães do Leipzig para passar à próxima fase.

Eis os jogos dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões
Fonte: UEFA

Seguiu-se o sorteio da Liga Europa e a ansiedade de descobrir os adversários dos clubes portugueses em prova: SL Benfica, FC Porto, Sporting CP, SC Braga. É caso para dizer que a sorte não sorriu aos representantes lusos que estão presentes na competição.

Com exceção do Sporting CP, que parece ter a tarefa mais facilitada ao defrontar o Istanbul Basaksehir FK, pese embora o ambiente difícil que é característico dos estádios turcos, as restantes equipas portuguesas vão enfrentar equipas que podem dificultar e muito as suas aspirações.

O SL Benfica vai defrontar o FC Shakhtar Donetsk, campeão ucraniano, de Luís Castro e o FC Porto vai medir forças com o Bayer 04 Leverkusen. Já o SC Braga vai enfrentar o The Rangers FC, clube que, recorde-se, complicou muito a vida aos dragões na fase de grupos desta prova.

Em suma, o SC Braga e o Sporting CP irão defrontar equipas que participaram na fase de grupos da Liga Europa, enquanto que o SL Benfica e FC Porto irão medir forças com clubes que caíram da liga milionária.

Para além destes jogos, os outros grandes destaques do sorteio foram o embate entre o Olympiakos FC e arsenal FC e o Eintracht Frankfurt contra o FC Salzburg.

Espera-se assim, para ambas as competições, uma longa caminhada recheada de grandes jogos, que terão, como sempre, cobertura do Bola na Rede.

Foto de Capa: UEFA

Artigo de opinião de Beatriz Mendes Marques e João Pedro Rocha

O que esperar da Prova Rainha?

A meio da semana chega a Taça de Portugal, com jogos muito interessantes de seguir. Desde um SL Benfica x SC Braga, passando por um FC Famalicão x CD Mafra ou por um AC Marinhense x Rio Ave FC, estão reunidas todas as condições para mais uma eliminatória muito interessante em que podem existir várias surpresas no caminho para o Jamor. Vem daí conhecer os jogos destes oitavos de final!

Académico de Viseu FC – GD Chaves

Prevê-se um duelo muito equilibrado, entre duas boas equipas da Segunda Liga. Os viseenses estão a realizar uma temporada muito positiva e chegam ao jogo da Taça num bom momento. Jogando em casa e numa competição onde todos querem chegar ao Jamor, é certamente vontade do Académico de Viseu chegar aos quartos de final da prova. Já por Trás-os-Montes as coisas assumem um contorno diferente. Com o objetivo assumido de regressar à Primeira Liga, as coisas não têm corrido bem ao GD Chaves, que se encontra manifestamente afastado dos lugares de subida. Numa época para já marcada pela irregularidade nas suas exibições, o conjunto orientado por José Mota (treinador que já venceu uma Taça de Portugal) quererá ir o mais longe possível nesta competição.

Varzim SC – Anadia FC

Jogo interessante na Póvoa. O Varzim SC encontra-se num grande momento, ocupando o terceiro lugar da Segunda Liga, com um registo acima das expetativas iniciais para esta temporada. Como Taça é Taça, o Anadia FC, que eliminou o SC Beira Mar na eliminatória anterior, quererá certamente surpreender no norte do país e eliminar uma equipa do escalão superior. Os comandados de Paulo Alves são favoritos a seguir em frente, mas sabemos que tudo pode acontecer num jogo da Taça de Portugal.

AC Marinhense – Rio Ave FC

O Rio Ave assumiu-se ao longo das últimas temporadas como uma das melhores equipas do futebol português e esteve muito perto de conquistar a Taça de Portugal na temporada 2013/14, quando atingiu a final da competição ganha pelo SL Benfica. Os rioavistas pretendem agigantar-se de novo e chegar a uma nova final mas para isso terão de derrotar o Marinhense, num jogo que se prevê muito complicado. Isto porque a equipa do Campeonato de Portugal está numa posição estável na sua série e tem sido forte em casa. O Marinhense quer fazer história e, jogando em casa, tudo é possível.

Sertanense FC – CF Canelas 2010

Duelo equilibrado entre duas equipas do Campeonato de Portugal. Diria que o Sertanense FC tem alguma vantagem por jogar em casa, mas o Canelas 2010 está também a fazer um campeonato tranquilo. Ambas as formações querem fazer história e, num dado que pode ser importante, ambas sabem também passar eliminatórias através das grandes penalidades.

FC Paços de Ferreira – SC Espinho

Um dos jogos mais atrativos desta eliminatória. Num jogo que antevejo mais equilibrado do que pode parecer à primeira vista, o Paços é favorito porque é um clube de Primeira Liga, e também porque chega moralizado após uma vitória fundamental que conseguiu em Braga no fim de semana. Porém, é imperativo não desvalorizar o Sporting de Espinho. Sediado no Campeonato de Portugal, o Espinho está na luta pelas posições que dão acesso ao playoff de subida à Segunda Liga e na temporada transata esteve muito perto de conseguir esse regresso aos campeonatos profissionais. Com uma equipa competitiva e uma fiel massa adepta, a Taça de Portugal pode ser uma grande montra para este histórico do futebol português.

SL Benfica – SC Braga

É de forma indesmentível o jogo de cartaz destes oitavos de final. O SL Benfica chega a este jogo no melhor momento da temporada, quer a nível de resultados quer a nível da estabilização do seu jogo, mais consistente e com os seus jogadores cada vez mais confiantes. Recebe um SC Braga que tem feito uma temporada atípica mas que, por isso mesmo, representa um perigo grande para as águias. Apesar do campeonato paupérrimo que está a realizar, a equipa da cidade dos arcebispos está a fazer uma grande Liga Europa e tem sido consistente nas Taças internas. Com ambas as equipas a terem pretensões fortes a vencer a competição, prevê-se um grande jogo no Estádio da Luz. Uma coisa é certa: um dos favoritos a vencer a competição ficará de fora. Resta saber qual.

Águias e Gverreiros: um deles ficará pelo caminho
Fonte: SC Braga

FC Porto – CD Santa Clara

Um jogo interessante no Dragão, com o favoritismo a pender para o lado dos azuis e brancos. O FC Porto já recebeu por duas vezes o Santa Clara esta temporada (2-0 para o campeonato e 1-0 para a Taça da Liga) e em ambos os jogos se viu que, apesar do mérito da vitória portista, o Santa Clara conseguiu sempre criar problemas e algumas oportunidades. Num jogo só, o FC Porto tem de estar muito concentrado e forte no jogo para bater esta sempre difícil equipa açoriana, que defende bem e ataca de forma criteriosa, à imagem do que quer o seu treinador João Henriques.

FC Famalicão – CD Mafra

Será o último jogo destes oitavos de final. O FC Famalicão, equipa sensação deste campeonato, entrará em campo de orgulho ferido por uma fase menos boa de resultados, mas em que a sua forma de jogar se manteve exatamente igual. Prevê-se uma entrada forte da equipa famalicense, a querer mostrar o porquê da posição que ocupa e também a demonstrar que a qualidade dos seus jogadores não desapareceu do nada. Do outro lado vem o Mafra, que surpreendeu na passada eliminatória ao bater o Moreirense FC em Moreira de Cónegos por 3-1. Esse resultado serve, automaticamente, de alerta para o Famalicão que não pode ter falhas de concentração frente a um sensacional Mafra, que ocupa um excelente 5º lugar na Segunda Liga. Um jogo muito interessante de seguir.

Foto de Capa: SC Espinho

Artigo revisto por Joana Mendes

 

Stephen, “La Máquina”, Eustáquio está de volta!

Tem 22 anos, é luso-canadiano e um verdadeiro papa-léguas; o Pai Natal chegou mais cedo à Capital do Móvel e trouxe Stephen Eustáquio de volta ao futebol português e à Primeira Liga.

Formado na UD Leiria e no GD Nazarenos, o jovem médio português passou pelo SCU Torreense e Leixões SC, onde despertou a atenção de todos e conseguiu transferir-se para o GD Chaves, à data na Primeira Liga.

Nessa altura já havia a certeza de que estávamos perante um valor do nosso campeonato e que seria uma questão de tempo até dar o salto para uma equipa que morde os calcanhares aos ditos grandes, ou até mesmo para um plantel que lute pelo título.

Tal não se verificou, porque no decorrer da época passada, quando já levava 22 jogos e um golo pelos transmontanos, os mexicanos do CDSC Cruz Azul asseguraram a sua contratação. Tiago Fernandes, o então treinador do GD Chaves, descreveu esta transferência como uma procura de um melhor projeto desportivo e financeiro por parte do atleta.

A aventura num dos clubes mais titulados do México não correu da melhor forma. Aliás, não podia ter começado pior; ao segundo jogo lesionou-se e terminou ali a sua temporada. A sua ligação aos mexicanos é resumida numa partida a titular para a Taça Mexicana à qual juntou 33 minutos numa partida do campeonato.

O clube mexicano despediu-se do médio nas redes sociais, agradecendo o contributo e desejando sucesso no novo desafio em Paços de Ferreira
Fonte: CDSC Cruz Azul

Má sorte para trás, a expectativa em torno do regresso de Eustáquio é enorme. Depois de um início desinspirado na Primeira Liga – um ponto nas primeiras cinco jornadas – os castores trocaram de treinador e, consequência direta ou não, voltam agora à luta pela manutenção.

Uma das lacunas da equipa de Paços de Ferreira é, precisamente, a zona central. Ali, os pacenses têm um misto de peças jovens e experientes, mas maioritariamente de tração defensiva. Além disso, não há um jogador que se assuma como a figura do meio campo, por onde passe todo a organização da equipa e que tenha o papel nada fácil de pautar e gerir o jogo.

Aqui encaixa Eustáquio na perfeição. Apesar de jovem, o intenacional sub-21 por Portugal e internacional “A” pelo Canadá está preparado para assumir esse cargo e cimentar o seu sucesso no futebol português.

Dono de um passe com precisão acima da média, a curta e longa distância, de uma visão de jogo única e de uma criatividade à altura, Stephen Eustáquio tem tudo para provar em campo o “modesto mediatismo” que colheu nas passagens pelo Leixões SC e GD Chaves e é pena que já não esteja ao alcance das seleções portuguesas.

Foto de Capa: FC Paços de Ferreira

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

Um brasileiro e um marroquino entram no meio-campo

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O meio-campo. A “sala de máquinas” de uma equipa, o setor onde se ganham e perdem os jogos. O meio-campo desempenhou um papel fundamental na grande recuperação operada pela equipa de Bruno Lage. A dupla Samaris-Gabriel ajudou a dar uma solidez defensiva da qual o SL Benfica não dispunha antes desta parceria. O carácter físico de ambos os jogadores deu mais músculo ao setor intermédio das águias e permitiu mais liberdade aos criativos à sua frente.

No final da época, Gabriel lesionou-se, dando lugar no onze a Florentino. Esta dupla Florentino-Samaris foi, visivelmente, inferior tecnicamente e no momento de construção, mas uma equipa embalada e em grande forma permitiu disfarçar as fraquezas do setor.

No início da nova época, a corrida aos lugares do meio-campo estava aberta. Os jogadores que agarraram a posição foram Florentino e Gabriel. Parecia que era nesta dupla que Bruno Lage depositava mais esperanças. Contudo, logo no primeiro jogo oficial, Gabriel lesionou-se com alguma gravidade e terminou logo ali a parceria predileta do treinador do Benfica.

Nos jogos seguintes, seria Samaris a ocupar o lugar do médio brasileiro. Repetia-se a mesma dupla do final da época transata. As debilidades desta parceria continuaram a existir (agora ainda mais evidentes devido ao menor apoio do setor ofensivo) e foram expostas de forma evidente sobretudo frente ao FC Porto, naquele que foi um desastroso jogo destes dois atletas. Face à forte pressão dos azuis e brancos, o meio-campo encarnado sentia muitíssimas dificuldades para fazer chegar o esférico ao último terço. Florentino tem ainda grandes debilidades do ponto de vista da construção e Samaris aparecia, ainda, muito longe da forma da época passada.

A baixa forma de Samaris tem sido um dos temas da época no universo benfiquista
Fonte: Bola na Rede

Depois do desaire frente ao rival do Norte, Bruno Lage apostou na entrada de Taarabt no meio-campo, mantendo Florentino no onze. O marroquino trouxe mais criatividade ao meio-campo encarnado e capacidade de construção, tendo feito excelentes exibições nos jogos que se seguiram. No entanto, Florentino lesionou-se muito pouco tempo depois, o que levou à entrada de Fejsa na equipa.

No início da temporada, Fejsa parecia estar fora das opções do treinador encarnado, mas agora o camisola 5 via-se numa posição de titular. Porém, as evidentes dificuldades de construção e a execução sobre uma forte pressão ofensiva eram evidentes no médio sérvio, tendo estas falhas prejudicado o SL Benfica, que sofreu um grande decréscimo exibicional.

Nas partidas subsequentes, o Benfica foi oscilando a dupla de meio campo, tendo tido, igualmente, desempenhos e exibições oscilantes. No jogo frente aos alemães do RB Leipzig, Bruno Lage apostou em Taarabt e Gabriel, uma dupla até à data pouco testada. Apesar do resultado negativo, as águias realizaram uma boa exibição, muito graças ao rendimento desta nova dupla.

A criatividade de Taarabt é perfeitamente balanceada com o poder físico e capacidade de passe longo de Gabriel: um meio campo reativo (Taarabt melhorou imenso no capítulo da transição defensiva), mas igualmente criativo, com capacidade para construir a partir de trás ou esticar o jogo na frente.

Muito do sucesso desta dupla deve-se à recuperação de Chiquinho e à maior ocupação de espaços interiores por parte de Pizzi. Chiquinho vem acrescentar à equipa o tão desejado elemento de ligação entre o setor intermédio e o setor ofensivo.  Em momento de construção, o jovem português junta-se ao meio-campo encarnado, formando, sensivelmente, um 4-3-3, dando sempre uma linha de passe interior. Por vezes, baixa ainda mais no terreno, permitindo ou a subida de Taarabt para terrenos mais adiantados ou as derivações de Pizzi para o meio, onde as suas qualidades brilham com mais intensidade.

Pizzi, que está num grande momento de forma, alinha como um falso extremo. O camisola 21’ procura muito o espaço interior, deixando a busca da profundidade para o lateral. Esta interligação e trocas posicionais, no meio campo, permitem ao Benfica ter um jogo muito mais dinâmico e criativo, mas mantendo sempre uma consistência defensiva notável.

Samaris tem-se apresentado a um nível muito mais baixo daquele a que nos habituou a época passada. O médio grego atravessa um momento complicado. Florentino começou lentamente a desaparecer das opções de Bruno Lage. O camisola 61 das águias traz qualidades defensivas à equipa que mais ninguém pode trazer, mas a sua capacidade ofensiva ainda precisa de ser muito melhorada.

Florentino tem vindo a desaparecer das opções de Bruno Lage
Fonte: Bola na Rede

Os momentos menos bons destes jogadores permitiram que Taarabt e Gabriel agarrassem os lugares. Todavia, este sucesso deve-se muito às novas dinâmicas que Bruno Lage implementou na equipa e à cresceste confiança que o plantel vai adquirindo.

A equipa vai embalando e os resultados vão acompanhando a qualidade das exibições. Teremos de esperar por maiores desafios para ver como este novo meio-campo “a 4” do SL Benfica se comporta.

Foto de capa: SL Benfica

Artigo revisto por Joana Mendes

Já chega de quases

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41 podiums e somente três vitórias. É este o simples e aterrador resumo da época de 2019 da equipa feminina da Sunweb.

As duas grandes líderes da equipa, Coryn Rivera e Lucinda Brand, ficaram ambas em branco da temporada. A americana não conseguiu continuar o sucesso das duas épocas anteriores em que ganhara a Ronde van Vlaanderens (2017) e o Women’s Tour (2018) e mostrou-se somente sólida com vários resultados entre os primeiros, mas nenhuma exibição de encher o olho. Já a holandesa, que se mudará para a Trek em 2020, até foi capaz de alguns destaques como o sexto no Giro ou o segundo na Madrid Challenge, mas mostrou-se incapaz de transformar a boa forma em triunfos.

Já nas segundas linhas, Mackaij continuou a sua progressão e o segundo posto na LBL mostrou que tem tudo para no futuro lutar pela glória nas grandes clássicas, enquanto Kirchmann acabou até por ser a mais prolífica da equipa com dois triunfos.

Contudo, a grande aposta da equipa é a juventude e daí vieram maioritariamente bons sinais. Koch chegou só a meio do ano, mas ainda foi a tempo de somar a única vitória da Sunweb no World Tour, Juliette Labous venceu a Juventude no Giro e na Califórnia e as suas exibições por terras transalpinas deixaram água na boca para anos vindouros. Mathiesen, Georgi e Lippert também deram boas indicações de que continuam num bom caminho ascendente em direção ao topo da modalidade.

Por outro lado, Susanne Andersen pareceu não ser propriamente bem gerida e fica a ideia que o seu potencial está ainda subaproveitado pelo conjunto holandês.

No mercado de transferências, a saída de Brand foi colmatada com a aquisição de uma gregária experiente, Alison Jackson, e mais duas jovens prometedoras, Anna Henderson e Wilma Olausson, mas que não dão garantias no imediato.

Coryn Rivera continuará a ser a figura central da Sunweb
Fonte: Team Sunweb / Vincent Riemersma

Para a próxima temporada, Rivera será a figura de proa e terá a responsabilidade de voltar aos grandes resultados e, preferencialmente, apresentá-los em quantidade e de forma recorrente durante o ano. Mackaij e Kirchmann também terão um papel importante e de assumir mais vezes a responsabilidade de chegar à meta em primeiro lugar.

Acima de tudo, há uma juventude na Sunweb em que se está a criar uma bolha prestes a explodir que tem potencial para ser uma força a ser temida por todo o pelotão e esperemos que a equipa seja capaz de aproveitar esse ímpeto para dar a volta após um ano de desilusão.

2020 até poderá não ser ainda o ano para vermos toda esta nova geração no seu esplendor, mas é fulcral para o futuro da equipa que esta vire finalmente o disco e institua uma nova dinâmica de vitória.

Foto de Capa: Team Sunweb / Cor Vos

Artigo revisto por Joana Mendes

WWE TLC: Kabuki Warriors vencem e Daniel Bryan está de volta

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O TLC começou muito bem com dois combates de alta qualidade. Mas com o decorrer do evento, a mesma foi-se desvanecendo e só voltou no combate principal.

Outra coisa boa a retirar do TLC foi a sua duração: apenas três horas e alguns minutos foram suficientes para o PPV e, na minha opinião, deveria ser duração normal dos eventos “secundários” como este.

Ainda assistimos a um regresso inesperado, mas não assistimos a nenhuma mudança de títulos.

Nota do evento: 7/10

O Passado Também Chuta: Marco van Basten

Marco van Basten foi um dos melhores avançados de sempre do futebol mundial, brilhou ao serviço do AFC Ajax e do AC Milan. O holandês foi distinguido com a Ballon d´Or – France nos anos de 1988, 1989 e 1992 e ainda, pela FIFA no ano de 1992.

Van Basten fez a sua formação ao serviço do modesto Elinkwijk, transferindo-se para o Ajax ainda nas camadas jovens. Cumpriu o sonho de se estrear pela equipa principal, com apenas 17 anos, decorria a época 81/82, numa partida frente ao NEC Nijmegen. Neste jogo, disputado em casa do Ajax, van Basten estreou-se com uma vitória por 5-0, apontando um dos golos, tendo ainda Johan Cruyff a apadrinhar o jovem avançado.

A história de Marco van Basten ao serviço do Ajax duraria seis anos, somando 174 jogos e 154 golos marcados. O ponta-de-lança holandês viria a conquistar a glória dos títulos, ao serviço do clube de Amsterdão – uma Taça das Taças, três campeonatos e três Taças da Holanda.

No verão de 1987, transferiu-se para o AC Milan, onde viria a ser colega de Ruud Gullit e Frank Rijkaard. O clube rossoneri pagou uma verba a rondar o 1.13 M€ ao Ajax, para assegurar a contratação do goleador holandês. No Milan seria orientado por dois históricos treinadores, Arrigo Sacchi e por Fabio Capello.

O trio holandês que fez história ao serviço do AC Milan, Frank Rijkaard, Marco van Basten e Ruud Gullit
Fonte: FIFA

No futebol italiano, van Basten voltou a conquistar a glória dos títulos, numa altura em que disputava os troféus com o Nápoles de Maradona, a Juventus de Platini e o eterno rival Inter. No AC Milan conquistou quatro campeonatos, quatro Supertaças de Itália. No entanto, venceu ainda três Ligas dos Campeões, três Supertaças Europeias e duas Taças Intercontinentais.

Ao serviço do Milan, van Basten somou 206 jogos e 128 golos apontados. Sendo que, durante as oito temporadas que permaneceu no Milan até terminar a carreira, disputou e venceu três finais da Liga dos Campeões.

Marco van Basten marcou a história do Ajax e do Milan, mas também ao serviço da sua seleção conquistou o único título internacional no palmarés da Holanda. Recordar van Basten é recordar o golo que marcou na final do Euro 88, frente à União Soviética, sem ângulo fazendo um remate indefensável. Ao serviço da “Laranja Mecânica” somou 58 internacionalizações e 24 golos.

Van Basten viria a retirar-se dos relvados em 1995, com apenas 30 anos, após ter vivido um verdadeiro calvário com as lesões que sofreu e tendo estado praticamente duas épocas sem jogar. Marco van Basten marcou o futebol holandês e europeu, ficando para sempre no “Hall of Fame” do Ajax, do Milan e também da “Laranja Mecânica”. Pelos adeptos do futebol, nunca serão esquecidos os dribles, os golos, a capacidade no futebol aéreo e a frieza finalizadora do ponta-de-lança holandês.

 

Foto de Capa: UEFA

Artigo revisto por Joana Mendes