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«O céu é o limite para nós» – Entrevista BnR com Diogo Valério

Diogo Valério é um jovem guarda-redes português formado no Vitória FC e no SL Benfica. Já jogou também pelo Boa-Hora FC e agora representa Os Belenenses. Ao nível da Seleção, já participou desde o Europeu Sub-19 até ao Mundial Sub-21.

Bola na Rede (BnR): Comecemos então pelo início da tua carreira no Andebol. Começaste a jogar no Vitória de Setúbal, certo?

Diogo Valério (DV): Sim, comecei no Vitória na época 2008/2009. O meu padrasto na altura era treinador da equipa Sénior e ele levou o meu irmão. O meu irmão esteve lá uma época e eu tinha o Andebol ou o Futebol e experimentei o Andebol, no qual fiquei.

BnR: Quando surgiu a mudança para o Benfica?

DV: Mudei para o Benfica em Iniciados de segundo ano, numa altura em que o escalão passou a ter três anos.

BnR: Quais foram as principais diferenças na mudança?

DV: Não senti grandes diferenças. Claro que é diferente, na altura o Benfica tinha os melhores jogadores, até fomos à final do Campeonato de Iniciados. Os treinos eram mais competitivos, as condições também eram um pouco melhores, mas no geral não houve uma grande diferença.

BnR: Como surgiu esta oportunidade de te mudares para o Benfica?

DV: Eles falaram comigo em Iniciados, só que eu na altura fiz um acordo com a minha mãe que só ia para o Benfica quando terminasse o 9º ano. E quando terminei fui para o Benfica.

BnR: Enquanto estiveste no Benfica ainda fizeste alguns treinos com a equipa Sénior, ou seja, com o Hugo Figueira, uma das grandes figuras das balizas nacionais. Como foi partilhares a baliza com uma referência como o Hugo?

DV: É fantástico. O Hugo é uma pessoa cinco estrelas, um brincalhão, deixa-nos muito à vontade. Dentro de campo mostra a pessoa e o jogador que é. Ajudou-me sempre que precisei, deu-me na cabeça quando precisei. Claro que vê-lo na televisão e depois estar a treinar com ele foi um sonho realizado.

Diogo Valério ao serviço dos Juniores do Benfica.
Fonte: Arquivo Pessoal de Diogo Valério

BnR: O ano passado foste emprestado ao Boa-Hora. Foi lá que te estreaste no Andebol 1?

DV: Eu estreei-me no Benfica no Andebol 1 num jogo com o Avanca, joguei três minutos.

BnR: Qual foi a sensação?

DV: Foi um objetivo pessoal que tinha. Sabia que no Boa-Hora ia poder jogar e ia ter competitividade à mesma e podia jogar mais. Foi um objetivo que consegui cumprir.

BnR: Sempre foi um objetivo ou só começaste a pensar nisso quando as coisas se tornaram mais sérias?

DV: Quando comecei a jogar não era um objetivo, mas talvez tenha começado a pensar nisso nos Juvenis. No meu último ano de Juniores comecei a ver que o Campeonato estava um pouco menos competitivo e decidi que precisava do oposto, de jogar, de sentir que as coisas eram mais difíceis e pedi ao Benfica para ser emprestado. O Benfica aceitou e fui emprestado ao Boa-Hora e acho que foi uma boa opção.

BnR: Como foi a experiência no Boa-Hora?

DV: Foi boa, foi uma boa experiência, éramos um bom grupo, um grupo jovem, mas tínhamos alguns jogadores mais experientes e acho que é importante ter esses jogadores numa equipa que eles dão-nos sempre uma ajuda. Fizemos uma boa época, podíamos ter apurado para o Grupo A, mas era complicado com as nossas circunstâncias. Senti que evoluí, da Segunda para a Primeira Divisão, embora seja uma grande diferença, habituamo-nos.

Diogo esteve emprestado ao Boa-Hora durante a época 2018/2019
Fonte: Arquivo Pessoal de Diogo Valério

Tufão Hagibis dita cancelamento de jogos do Mundial de Rugby 2019

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O tufão Hagibis irá atingir o Japão no próximo fim de semana, com intensidade ciclónica máxima, ou seja, de categoria 5, este é considerado um dos tufões mais perigosos a chegar ao Oceano Pacífico. O tufão poderá provocar vento até aos 160km/h e chuvas torrenciais. A cidade de Tóquio vai ser um dos principais alvos no sábado, segundo o meteorologista Simon King. Este acrescenta ainda que se vai notar o enfraquecimento do tufão à medida que o mesmo se vai deslocando para norte.

Num comunicado, a World Rugby confirmou o cancelamento de dois jogos que se iriam realizar no sábado, alegando a falta de condições meteorológicas e a elevada periculosidade que o tufão poderia trazer a todos os envolvidos nos mesmos. Os adeptos serão reembolsados no que toca à compra de bilhetes.

O Inglaterra – França, que seria disputado em Yokohama, e o Nova Zelândia – Itália, que estava marcado para as 13:45h (hora local) na cidade de Toyota, ficou assim sem efeito.

As contas do grupo B ficam assim decididas com a Nova Zelândia em primeiro lugar e a África do Sul confirmando-se como segunda classificada. Já a Itália, para passar à fase seguinte, teria de vencer os All Blacks com ponto bónus ofensivo, algo que os italianos nunca conseguiram.

No grupo C o cenário é diferente. O duelo entre ingleses e franceses ditaria o primeiro classificado do grupo. Não se realizando o jogo e com a confirmação do resultado (0-0 em todos os jogos não disputados, ou seja, cada equipa assegura dois pontos), a Inglaterra vence o grupo, ficando a França em segundo lugar.

Duelo entre ingleses e franceses era um dos mais esperados da competição
Fonte: England Rugby

Em causa está também a realização dos restantes jogos da última jornada da fase de grupos, sendo estes, Austrália – Geórgia, Irlanda – Samoa, Namíbia – Canadá, Estados Unidos – Tonga, País de Gales – Uruguay e Japão – Escócia.

De acrescentar ainda que em causa também está a realização do Grande Prémio de Fórmula 1, marcado para domingo, na cidade de Suzuka.

Foto de Capa: Rugby World Cup

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Para onde nos leva a calvície?

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A psique é a mais funesta das armas. E o sonho é a bala que irrompe, que se crava e não mais a abandona, porque alimenta uma esperança constantemente despedaçada, disposta em cacos por toda a parte. E o Homem é subjugado a si e disposto no circo mental, à semelhança de uma fera humanizada e pronta para o espetáculo. Posteriormente, a morte cerebral agudiza-se conforme o desespero que se sente por algo que nunca se concretiza, ladeada por barreiras que possuem tanta imponência como invisibilidade.

Sem querer ferir suscetibilidades, considero que a calvície faz uma espécie de interferência (não quero ser injusto ao designar de perturbação) na atividade de raciocinar ou produzir uma estirpe, por mais ínfima que se exiba, de luz. Localizar as incongruências do processo não é conteúdo do meu interesse e, por isso, afirmo-me como leigo na análise. Contudo, as imperfeições racionais existem à vista desarmada. Atenção, não sou um expert em psicanálise ou psicologia cognitiva, mas nem Sigmund Freud, na opinião de um trivial como eu, absorvia a aptidão para findar o problema descrito.

Como adepto sportinguista, reitero a insurreição perante uma latência de pensamento perpétua até à data, embora consciente de que o termo assume contornos paradoxais. O termo supracitado designa uma interrupção momentânea da arte de pensar; porém, Marcel Keizer e Leonel Pontes foram vítimas dessa eternização: a aposta massiva em Idrissa Doumbia desde o prólogo da época. Inicialmente, pensei que se tratasse de um mero capricho do holandês, de uma teimosia que só durou pela ausência de um médio pertencente à mesma posição.

Silas foi o treinador que potenciou as qualidades de Eduardo no Belenenses SAD. Nova vida para o médio?
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O despedimento e a consequente emergência de Leonel Pontes ao posto de treinador principal, e devido aos resultados positivos da formação sub-23, depositou no clã leonino uma réstia de esperança, característica do cenário de mudança. Domingo, quinta jornada, estádio do Bessa, e o costa-marfinense hirto na titularidade.

Este é o momento em que desponta o fogo do cano da espingarda. A cada três calvos, um não é atacado pela dita cuja. E a fé de todos os leões é que Silas não esteja infetado. Urge Eduardo! O ex-Belenenses conhece-o de tempos pouco longínquos e sabe com o que pode contar. E deve contar com ele! Superior relativamente a Idrissa Doumbia, ainda acrescenta qualidade de passe e remate a meia distância. Além disto, durante o período de paragem vigente, pode e deve ser congeminada essa possibilidade, na qual todas as experiências possíveis e imaginárias são vantajosas e disseminadoras de algo que se descobrirá futuramente.

Espera-se que isto ultrapasse a muralha da utopia. Eduardo, com a dosagem certa de autoconfiança, está apto para ser a viga (ou o conjunto delas) que alicerça o meio campo, que lhe confere segurança e que o apresenta inabalável. Melhor, é a contratação datada de promessa que se afirmará sem problema algum, se a tática e as orientações do mister conhecerem modificações. O jogo diante do Desportivo das Aves é um exemplo ilustrativo do que aqui se proferiu, embora não estivesse ao nível do que já demonstrou na época transata.

Espero, sinceramente, que esta teoria, parva por sinal, seja mesmo só isso: parva. Caso contrário, os génios da sagacidade que se cuidem…

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Alemanha 2-2 Argentina: A solução estava no banco

Alemães e argentinos empataram esta noite em Dortmund, num duelo com história entre dois gigantes do futebol mundial. A Alemanha adiantou-se cedo no marcador e chegou ao intervalo a vencer por 2-0 mas a Argentina apareceu de cara lavada para os segundos 45 minutos e recuperou da desvantagem graças a golos de jogadores que saíram do banco durante a segunda parte.

A Alemanha apresentou-se em Dortmund com algumas mudanças em relação ao seu último jogo, sendo a mais relevante a entrada de ter Stegen para o lugar de Manuel Neuer. Esta alteração já vinha sendo amplamente discutida há algum tempo e resta saber se será circunstancial ou se estaremos perante um novo ciclo na baliza da Mannschaft. Do lado da Argentina o 4-2-3-1 foi a formação de base, com o 4-4-2 a ser utilizado em muitos momentos do jogo, juntando-se Dybala a Lautaro Martínez na frente de ataque.

A seleção germânica foi controlando as operações, saindo a jogar num esquema de três centrais e conseguindo chegar com muita eficácia ao último terço do terreno. Na frente, Gnabry foi o principal dinamizador do ataque da Alemanha, que viu Brandt dar o primeiro aviso aos 14’ antes de Gnabry inaugurar ele mesmo o marcador no minuto seguinte com um desvio subtil na pequena área. Quarto jogo consecutivo a marcar para o médio alemão (clube e seleção), que chegou assim ao décimo golo em onze jogos pela seleção.

Gnabry inaugurou o marcador em Dortmund
Fonte: Die Mannschaft

A Argentina revelou pouca agressividade sem bola, algo pouco habitual na albiceleste e que esteve em evidência não só no primeiro como no segundo golo do jogo: aos 22’, perda de bola de Rojo na saída em construção, Gnabry aproveitou a autoestrada concedida pela Argentina e centrou para Havertz finalizar no coração da área. Muitas facilidades para a Alemanha e a Argentina a rubricar uma exibição bastante descaracterizada. À passagem da meia hora Halstenberg fez tremer a baliza de Marchesín na execução de um livre direto, algo que acordou a seleção da Argentina. No minuto seguinte foi a vez de De Paul fazer abanar a baliza à guarda de ter Stegen num grande remate de meia distância mas até ao intervalo manteve-se o 2-0 a favor da equipa da casa.

Scaloni mexeu na equipa ao intervalo e fez entrar Acuña e Ocampos, assim como Alario à passagem da hora de jogo, três jogadores que foram fundamentais na recuperação da Argentina frente à Alemanha. A albiceleste apareceu melhor para a segunda parte, continuando com mais posse de bola mas conseguindo que esta circulasse mais perto da área do adversário e com mais critério. A Alemanha posicionava-se num 5-3-2 e focada em fechar o meio de forma a contrariar o fluxo ofensivo da Argentina que na primeira parte apareceu quase sempre pelo corredor central.

Lautaro Martínez controla perante a pressão de Koch
Fonte: Die Mannschaft

Sensivelmente a meio da segunda parte a Argentina reduziu para 2-1 num lance que começou num centro teleguiado de Acuña e ao qual Alario respondeu com um cabeceamento formidável, sem hipóteses para ter Stegen. Os argentinos ficaram motivados pelo golo e cinco minutos depois só não festejaram mais um porque ter Stegen negou o golo a Paredes com uma grande estirada. Minutos mais tarde foi Alario a tentar o segundo golo no jogo mas o guarda-redes alemão voltou a vencer o duelo.

Com os minutos a passar a Alemanha mostrava-se nervosa e a perder muitas vezes a bola na fase de construção, enquanto a Argentina parecia mais confiante e motivada para o assalto final ao muro germânico. A cinco minutos dos 90’, em mais uma perda de bola dos alemães em zona proibida, Paredes soltou em Alario e o avançado assistiu Ocampos, entrado ao intervalo, que rematou certeiro e fechou o resultado final em 2-2.

Grande jogo de futebol em Dortmund com a equipa da casa a controlar a primeira parte e a rubricar uma grande exibição. A Argentina esteve desaparecida no primeiro tempo mas soube recuperar na segunda parte muito graças à ação dos jogadores que foram chamados a jogo por Scaloni.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Alemanha: ter Stegen, Klostermann, Sule, Koch, Halstenberg, Kimmich, Emre Can, Gnabry (Serdar, 71’), Havertz (Rudy, 83’), Brandt (Amiri, 66’) e Waldschmidt.

Argentina: Marchesín, Foyth, Otamendi, Rojo (Acuña, 46’), Tagliafico, Correa (Ocampos, 46’), Paredes, Pereyra (Saravia, 76’), De Paul (Rodríguez, 90+2’), Dybala (Alario, 62’) e Lautaro Martínez.

Os ralis em Portugal são do melhor que há

A penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis trouxe-nos muita emoção e mostrou-nos que os ralis em Portugal são algo de muito competitivo. O nacional parece estar a atingir o seu pico, mas continuo a achar que também temos que começar a pensar em renovar a geração de pilotos de ralis.

Mas o que interessa é o Vidreiro. Um rali onde o asfalto, apesar de limpo, está sujo. Contradição? Não, porque os carros passam pelas bermas da estrada, trazendo a tal sujidade para o meio do asfalto.

O Vidreiro também trouxe a emoção das especiais noturnas, para além da tradicional super especial na sexta-feira à noite, que teve direito a transmissão no Youtube, pela Movielight.

Nas primeiras especiais, disputadas à noite, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3 R5) e Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia R5) mostraram ao que vinham, mas foi o piloto do Skoda que conseguiu ir para descanso com 1.7s de vantagem para Fontes.

No sábado, a emoção foi muita. Na frente, Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes seguiam bem juntos. À entrada para a PE8, a última do rali, a diferença era de apenas 0.3s, vantagem para Teodósio. Mas, José Pedro Fontes foi superior e venceu o rali por 0.6s para Teodósio.

José Pedro Fonte arriscou na última especial do rali e venceu
Fonte: Citroen Vodafone Team

Apesar de não vencer, Teodósio segue na liderança do campeonato. Mas o rali do Vidreiro foi extremamente difícil para o piloto da Guia. Um acidente num teste pré-Vidreiro deixou-o com duas costelas partidas e o carro em mau estado. Mas, graças à Sports & You, ao seu rival José Pedro Fontes e a Paulo Neto, o Skoda Fabia R5, deixado livre por Miguel Barbosa, foi utilizado.

Atrás de José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio ficaram Bruno e Hugo Magalhães (Hyundai i20 R5). O piloto de Lisboa não fazia este rali há cerca de 10 anos. Ou seja, em 2009, quando foi campeão nacional, juntamente com Carlos Magalhães no Peugeot 207 S2000.

Apesar da ausência de cerca de 10 anos deste Rali, Magalhães foi 3º
Fonte: Hyundai Portugal Motorsport

Apesar disso, conseguiu ser terceiro, ficando a 8.2s da liderança, mas com 55.3s de vantagem para o quarto classificado. Mas, mais importante, mantendo esperanças da conquista do campeonato no Algarve.

O quarto candidato ao CPR é Armindo Araújo. O piloto que fez dupla com Luís Ramalho não foi muito feliz no Vidreiro. Uma má escolha de pneus no Hyundai i20 R5 fez com que o campeão nacional não conseguisse acompanhar os seus rivais pelo título. Ainda esteve em batalha com Pedro Meireles/Mário Castro (Volkswagen Polo GTI R5) pela quarta posição, mas não conseguiu vencer a dupla do carro alemão e terminou em quinto.

Com o quarto lugar, Pedro Meireles faz um bom rali. Nas especiais noturnas, problemas com os faróis fizeram com que se atrasasse, e depois problemas com travões fizeram com que não atacasse mais.

Pedro Meireles enfrentou alguns problemas no carro para terminar no 4º
Fonte: Racing 4 You

Ainda nos carros mais rápidos, Miguel Correia estreou o Skoda Fabia R5. Depois do acidente que incendiou o Ford Fiesta R5, o piloto da ARC Sport levou o carro da marca checa ao Vidreiro e gostou muito da sua prestação.

Já Pedro Almeida levou um novo navegador. Miguel Ramalho, campeão do mundo de produção em 2009 e 2010 com Armindo Araújo, esteve ao lado direito do jovem piloto, uma boa evolução para este.

Nas duas rodas motrizes, Gil Antunes/ Diogo Correia (Renault R3T) tiveram um rali mais ou menos tranquilo. Os seus rivais, Paulo Neto e Hugo Lopes, não estiveram presentes. A armada que tentou alcançar Antunes foi constituída por Rafael Cardeira/ André Couceiro (Renault R3T) e Filipe Nogueira/João Francisco Vieira (Peugeot 208 R2). Mas, apesar de um toque, Gil Antunes venceu o rali por 33.2s, sagrando-se assim campeão nacional das duas rodas motrizes.

Gil Antunes tornou-se campeão, após três época como vice-campeão
Fonte: Rali Vidreiro

“Os campeonatos também se ganham nestes momentos” – Ricardo Teodósio

Na ida para o Algarve, para o último rali do CPR em 2019, Teodósio segue com 140.44 pontos, Bruno Magalhães com 132.38, Armindo Araújo com 116.94 e José Pedro Fontes com 114.13. Uma luta a quatro. Mas, se me permitem a ousadia, eu gostava muito de ver Teodósio campeão.

Foto De Capa: Rali Vidreiro

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

As pérolas entre adultos

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Umas das grandes críticas de sempre apresentadas ao futebol português foi e é a sua fraca aposta em atletas nacionais, uma vez que a exploração pelos mercados estrangeiros recolhe regularmente uma maior preferência por parte dos emblemas portugueses. Desta forma, há uma generalidade de adeptos que preferem “apontar o dedo” aos dirigentes por esta política de contratações. No entanto, este panorama tem vindo a alterar-se por diversos motivos, quer seja por medidas implementadas pela FPF, de modo a proteger de uma forma mais eficaz o atleta nacional, quer seja pela conjuntura económica que os clubes tem vindo a ultrapassar, que tem “obrigado”, por assim dizer, a um olhar mais atento à prata da casa.

Deste modo, o FC Porto enquadra ou assenta que nem uma luva nesta pequena introdução. Isto é, durante muito tempo, apesar das mais variadas conquistas, a imprensa no seu geral criticava a fraca gestão que os dragões faziam dos seus escalões de formação. Por sua vez, era quase sempre recorrente que terminando o patamar de Juniores, Sub-19, os jogadores que pertenciam aos quadros dos azuis e brancos tinham de procurar um novo caminho para prosseguir o seu sonho.

Porém, com o tempo, este cenário foi-se alterando e no presente assistimos a um FC Porto muito mais atento ao que se passa dentro dos seus quadros. Facto, que é comprovável pelo grande número de jovens formados no clube que a equipa de Sérgio Conceição dispõe no seu plantel. Com isto, na temporada 2019/2020, o clube da invicta conta com seis atletas nas suas fileiras formados no Olival. São eles: Diogo Costa, Diogo Leite, Bruno Costa, Sérgio Oliveira, Romário Baró e Fábio Silva. Este é o núcleo duro que tem aumentado a esperança de vários outros jovens de conseguirem atingir o sonho de alinhar pela equipa principal do FC Porto.

Agora, a finalidade deste artigo será demonstrar um pouco mais a fundo uma pequena análise critica sobre o desenvolvimento e crescimento destes futebolistas que, aos poucos, tentam encontrar o seu espaço no plantel nortenho.

As prioridades mal definidas no futebol português

Acabámos de vir de uma jornada europeia com cinco clubes portugueses a entrar em acção, e o saldo não foi nada positivo: derrotas de SL Benfica, FC Porto e Vitória SC, um empate caseiro do SC Braga contra o Slovan Bratislava e uma vitória sofrida do Sporting sobre o LASK Linz. Partiu-se para esta época com o objectivo de ultrapassar a Rússia no ranking da UEFA, mas o cenário actual não prevê nada de bom.

Apesar de estarmos mais próximos da Rússia no ranking, visto que já houve dois clubes russos a serem eliminados das competições europeias (Spartak de Moscovo e FC Krasnodar), a distância para os principais campeonatos europeus continua a acentuar-se, o que não prevê nada de bom.

Desde há muito que os clubes portugueses, nomeadamente os três grandes, têm fama de conseguirem fazer muito com pouco, conseguindo competir contra equipas de campeonatos mais poderosos. Isto devia-se a vários motivos, entre os quais a qualidade do treino e a capacidade de detectar e de potenciar talentos. Esta fama veio das conquistas de quatro títulos de campeão europeu, duas Taças UEFA/Liga Europa e uma Taça das Taças por parte dos clubes nacionais.

No entanto, ao longo de todo este período, o futebol português sempre teve os “Big-5” em mente, com o objectivo de se aproximar o máximo possível do patamar onde estes estão inseridos. Mas, perante o cenário que se avizinha actualmente, o futebol português vai perdendo cada vez mais terreno para os tubarões, o que faz com que deva haver uma reflexão sobre quais devem ser as prioridades do futebol português.

Verdade seja dita, qualquer pessoa que acompanhe o futebol português e que tenha dois dedos de testa, consegue perceber que é praticamente impossível chegar ao patamar dos “Big-5”, visto que existem muitas diferenças entre a nossa realidade e a deles, sobretudo a nível financeiro e a nível de mercado.

Portugal continua a distanciar-se dos principais países no ranking
Fonte: UEFA

No entanto, como é que é possível competir com estes tubarões, quando até clubes de países como a Holanda, a Suíça, a Bélgica e a Áustria se conseguem superiorizar aos nossos? É aqui que a principal questão se prende. São estes os nossos adversários directos na UEFA.

A verdade, é que têm aparecido cada vez mais clubes de campeonatos periféricos que conseguem competir nas competições europeias com clubes dos “Big-5”. Para além destes feitos se deverem a uma boa política desportiva destes clubes, estes também saem beneficiados de campeonatos cujo formato privilegia a competitividade. Mas, afinal de contas, como podemos ter um campeonato mais competitivo com esta realidade financeira, muito distante da dos principais campeonatos europeus?

Pegando nos países que já aqui mencionei, podemos verificar que com excepção da Holanda, os outros países têm campeonatos com formatos peculiares e mais ajustados às suas realidades, tanto desportiva, como financeira. O campeonato suíço é disputado por 10 equipas, mas é disputado em quatro voltas e não apenas duas, sendo realizadas 36 jornadas. O campeonato belga é disputado por 16 equipas, nas quais as seis primeiras classificadas disputam um play-off de apuramento do campeão. O campeonato austríaco é disputado por 12 equipas, que depois de dividem em dois grupos: o grupo de despromoção e o grupo do apuramento do campeão; à imagem do que acontece também no campeonato sérvio, mas com 16 equipas.

A presença de menos equipas na Primeira divisão diminui o fosso de qualidade entre as melhores e as piores equipas e a realização de mais jogos entre as melhores equipas promove a competitividade e a evolução dos jogadores.

Portanto, a conclusão que se pode retirar daqui, é a de que para termos um campeonato mais competitivo, de modo a que possamos competir com os tubarões na Europa, a Liga de Clubes deveria de inovar no formato do nosso campeonato, em vez de teimar em apostar no modelo actual que, para além de não passar de uma “cópia” do formato dos principais campeonatos europeus, é um modelo desajustado à nossa realidade.

E, já agora, para termos um campeonato mais competitivo, não é nada recomendável termos pausas de 25 dias.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

Antevisão da época 2019/20: Pacific Division

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Para muitos adeptos é aqui que estará o próximo campeão da NBA. E não é o suspeito do costume, que perdeu Kevin Durant e tem Klay Thompson parado durante todo o ano. Os Clippers e os Lakers reforçaram-se com grande qualidade e partem como dois dos grandes favoritos para a temporada. Por outro lado, os Kings continuam a procura pelo regresso aos playoffs e os Suns continuam o seu longo processo de remodelação.

GOLDEN STATE WARRIORS

Fonte logos e faces: NBA

Classificação provável: 6º lugar

Classificação 2018/19: 1º lugar (eliminação nas Finais da NBA)

Objetivo da temporada: Perceber qual o limite mais próximo deste plantel

Aquisição sonante: D’Angelo Russell

Estrela: Stephen Curry

Qual o caminho para os novos Warriors? Saiu aquele que é talvez o mais decisivo jogador na NBA, neste momento, e Klay Thompson vai passar demasiado tempo de fora. Os Warriors conseguiram garantir uma das revelações do ano passado em D’Angelo Russell, mas continuam a ser uma equipa demasiado abaixo daquilo que nos habituaram. Principalmente no ataque, onde só os dois bases parecem ter capacidade para resolver. Não acho que se deva “chutar para canto” desde já esta equipa que se muda para San Francisco, mas também convém perceber que estão muito longe do nível necessário para serem campeões.

É mesmo preciso parar um mês?

30 de setembro, 22h00: terminou aqui o último jogo da jornada que antecede a pausa de quase um mês no campeonato português. Estamos habituados a paragens de duas semanas com jogos de seleção pelo meio, mas esta será, provavelmente, a primeira vez que há um período tão alargado sem jogos da liga, imposta pela realização de eleições legislativas e pelos jogos das seleções.

Devemos entender que esta interrupção pode ser benéfica de várias formas para alguns clubes, ora porque têm a possibilidade de descanso – algumas equipas vêm de verdadeiras maratonas em termos futebolísticos, com quatro jogos em 15 dias -, ora porque conseguem, desta forma, o tempo necessário para que haja assimilação de novas ideias por parte daqueles clubes que mudaram recentemente de treinador.

No caso do Sporting CP, o treinador Silas assumiu o comando da equipa apenas três dias antes do último jogo para o campeonato frente ao CD Aves, pelo que esta pausa será decisiva para que a equipa de Alvalade se transfigure e reverta o mau momento na liga, em que contabilizou apenas uma vitória nos últimos quatro jogos.

Para tal, os jogos que se avizinham na Liga Europa e na Taça de Portugal podem ser cruciais para testar novos conceitos e retificar o que for necessário. Não que estes jogos não sejam importantes e merecedores da maior concentração por parte da equipa, mas afiguram-se como determinantes para a consolidação de processos.

Por outro lado, temos a questão da possível perda de competitividade por alguns emblemas. Aqueles já eliminados da Taça da Liga, como o Boavista FC, Moreirense FC e FC Famalicão, por exemplo, terão neste espaço de um mês apenas um jogo, para a Taça de Portugal. Para este último, note-se ainda a eventual quebra do bom momento que atravessa na liga portuguesa, com uns inéditos 19 pontos em sete jogos e o primeiro lugar isolado na tabela classificativa.

Carlos Carvalhal foi um dos treinadores que criticou o calendário do campeonato
Fonte: Rio Ave FC

Vários treinadores criticaram já esta escolha de calendário. João Pedro Sousa, treinador do Famalicão, classificou esta paragem como “um exagero”, já o treinador do Rio Ave FC, Carlos Carvalhal, considerou que “esta pausa tem dois aspetos negativos: o primeiro é a perda de competitividade, o segundo é haver demasiado rescaldo dos jogos”. Também o SL Benfica, através da sua newsletter, apelou à revisão urgente do calendário.

Visto numa perspetiva de aficionada do futebol, temos de ter em conta o impacto nos adeptos. O futebol tem, por definição, a capacidade de juntar pessoas que muitas vezes nem se conhecem à volta dele, seja numa ida ao estádio ou em frente à televisão. Os dias dos jogos são esperados com um nervoso miudinho, como se houvesse algo que nos falta e que não sabemos muito bem o que é, mas que vemos respondido com o apito inicial do árbitro.

Claro que durante esta interrupção terão lugar outros jogos, tanto de competições internas como europeias. Mas, na verdade, o campeonato é aquele que normalmente agarra os adeptos e que traz mais emoções à flor da pele.

Assim, resta-nos aguardar de forma angustiada o final do mês e com ele o desejado regresso da Primeira Liga. Até lá, ficamos com as taças e com as seleções.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

 

 

A evolução do FIFA em Portugal!

O mundo dos eSports está cada vez mais emergente em Portugal e como tal, o FIFA tem uma grande fatia dessa ascensão do desporto virtual no nosso país.

Para quem está dentro do assunto e acompanha de perto, sabe exactamente daquilo que estou a falar. No entanto, ainda existe muito desconhecimento sobre o que é feito por cá e onde nos situamos no mapa dos eSports e do FIFA competitivo. Um único artigo nunca chegaria para contar os momentos, os progressos e as conquistas que nos últimos 2/3 anos têm vindo a acontecer neste panorama. E por isso este artigo será mais direccionado para o FIFA 1vs1.

É seguro afirmar que a grande evolução do FIFA em Portugal deu-se no FIFA 19 com o aparecimento das competições FPF eSports e torneios mais virados para o lado competitivo, convertendo muitos torneios H2H (jogos 1vs1 com equipas reais do FIFA) em torneios de Ultimate Team com regras especiais e prizepools. Para além disso, os constantes lugares de jogadores portugueses no Top 100 do modo FUT Champions do Ultimate Team e as frequentes qualificações para torneios internacionais também ajudaram nessa afirmação.

À esquerda Tuga810, à direita RastaArtur a representar Portugal no FIFA eWorld Cup em Londres
Fonte: FPF eSports

Depois do Futebol, do Futsal e do Futebol de Praia entre outras modalidades, Portugal está também a tomar conta dos eSports. Depois das fantásticas performances de Tuga810 e RastaArtur no FIFA 19, não só nos torneios individuais como na FIFA eNations Cup, competição em que os dois jogadores representaram Portugal como dupla e obtiveram o Top 3.

DPeixoto7 (Diogo Peixoto) a representar Portugal no Global Series em Berlim
Fonte: fraglider.pt

Para além deste percurso houve ainda outro jogador português a marcar presença numa fase final: DPeixoto7, jogador português que vive em França chegou a ser o jogador do torneio em Berlim, mas acabou por cair nos oitavos da competição.
Já no final do FIFA 19, os dois jogadores Tuga810 e RastaArtur marcaram presença no último torneio do ano ficando no Top 8 da Playstation 4 nessa competição e terminaram a época em 9.º e 10.º lugar respectivamente no ranking mundial do FIFA 19 PS4. Um grande feito conseguindo sempre manter-se no topo durante toda a temporada.