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Otávio, o exemplo da competitividade de Conceição

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Competitividade e qualidade são duas palavras de ordem no seio do FC Porto. Sempre que algum jogador está indisponível, tem de haver uma solução de qualidade para o substituir, e foi o que aconteceu com Otávio.

Otávio foi o jogador azul e branco em maior destaque em Portimão. O brasileiro, que havia sido preterido em relação ao jovem Romário Baró, quis agarrar a sua chance face à lesão de Baró e causou muitos estragos à defesa algarvia.

Começando pela direita, Otávio assumiu uma posição livre, sendo um “vagabundo” no ataque portista e libertando-se assim das marcações diretas do adversário, o que resultou numa influência direta do brasileiro em todas as ações ofensivas com maior perigo dos azuis e brancos.

Ao contrário de Romário, que se exibe no seu máximo potencial quando é colocado numa posição mais central no terreno, Otávio tem preferência por jogar mais encostado à direita do ataque portista, mas sempre por dentro, dando espaço ao lateral direito portista para subir e ir à linha cruzar. O brasileiro joga quase como um médio ofensivo direito , sempre a procurar o jogo interior para distribuir para o cruzamento ou para uma jogada central, de forma a que a bola chegue aos avançados portistas.

Uma das promessas que Sérgio Conceição fez aos adeptos foi a de ter um plantel competitivo
Fonte: FC Porto

Titular também no jogo desta quinta-feira frente ao BSC Young Boys, Otávio não esteve em plano de destaque mas assumiu a sua incontornável atitude: muita garra em cada disputa de bola e muita intensidade em cada ação que desempenha, seja ofensiva ou defensiva, nunca vira a cara à luta, mesmo quando enfrenta adversários com um porte físico maior do que o seu.

Face a esta entrada de Otávio no onze inicial com resultados visíveis, confirma-se a competitividade que Sérgio Conceição exige ao plantel portista e que é a sua imagem de marca. Tanto Otávio como qualquer um dos jogadores que habitualmente começa no banco de suplentes pode ser opção inicial pois vai acrescentar diferentes soluções ao futebol dos dragões.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Diogo Teixeira

SL Benfica 30-19 AM MADEIRA and SAD: Águias seguem na perseguição aos líderes Porto e Sporting

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Depois de na última jornada o SL Benfica ter vencido na deslocação a Avanca, e do AM Madeira AND SAD ter tropeçado em casa com o ADA MAIA ISMAI, foi tempo dos encarnados e dos insulares medirem forças. No fim, foi a equipa da casa que arrecadou os tão precisosos três pontos, após levar de vencida a equipa madeirense por um resultado expressivo de 30-19.

O jogo ficou marcado pela expulsão do camisola #50 das águias, Francisco Pereira, que ainda antes de estarem concluídos os primeiros dez minutos do encontro, foi advertido com um cartão vermelho direto, na sequência de um choque com o adversário Elledy Semedo.

Contudo, o encontro teve sentido único, com um Benfica agressivo a mostrar-se competente, quer defensivamente quer ofensivamente e com um Madeira Sad pouco esclarecido, que em 30 minutos de jogo abanou apenas por seis vezes as redes defendidas por Gustavo Capdeville.

Vitória esmagadora dos encarnados mantêm viva a sua perseguição ao primeiro lugar
Fonte:FPA

Depois de terminada a primeira parte, e já com uma diferença de dez golos, 16-6, a turma de Carlos Resende não tirou “o pé do acelerador” e continuou a impor sérias dificuldades aos forasteiros. Enquanto isso, a equipa madeirense de tudo fazia para contrariar os argumentos adversários, mas nem mesmo a alteração do seu sistema defensivo contribuiu para um desfecho mais risonho, e, à passagem do minuto 48, já perdiam pelo dobro dos golos apontados por si até então, 26-13.

Daí, até ao final, destaque tanto para a saída do guardião António Campos que cedeu o lugar ao jovem de 21 anos Hugo Freitas. No Benfica, a entrada do jovem canhoto encarnado, Guilherme Tavares, que entrou para ocupar a posição de lateral direito, contribuindo para o quarto triunfo em cinco jogos do SL Benfica no campeonato de andebol.

Equipas:

SL Benfica: Pedro Marques, João Pais, Rene Hansen, Alix Zalamou, Miguel Ferreira, Paulo Moreno, Ricardo Pesqueira, Borko Ristovski, Guilherme Tavares, Carlos Cosano, Carlos Martins, Nuno Pereira, Fábio Antunes, Gustavo Capdeville, Petar Djordjic, Francisco Pereira.

AM MADEIRA AND SAD: António Campos, João Freitas, João Martins, Ulisses Ribeiro, Daniel Santos, Nuno Silva, Elias António, João Miranda, Elledy Semedo, Pedro Peneda, Eldin Vrazalica, João Gomes, Cláudio Pedroso, Hugo Freitas.

Académico de Viseu FC 1-0 SC Farense: Chuva intensa só trouxe um golo

A formação do Académico de Viseu FC recebeu este sábado a equipa do SC Farense, em jogo a contar para a sexta jornada da Liga Pro.

Defrontavam-se a melhor defesa (os viseenses, com apenas três golos sofridos, a par do CD Nacional) e o melhor ataque da competição (os algarvios, tendo apontado 10 golos até então, tal como o Sporting da Covilhã, com quem dividiam a liderança da prova). Dada a chuva intensa que caiu sobre Viseu, o espetáculo teve muito poucos adeptos no Estádio do Fontelo, que apresentou um relvado pesado e, por vezes, de difícil utilização para circulação de bola rasteira, o que privilegiou o jogo direto e a recorrência das bolas longas.

O jogo começou partido, com ambas as formações a quererem puxar para si o controlo da posse de bola, mas quem o foi conseguindo foi a equipa da casa, que tentou explorar as costas dos laterais do Farense e, a partir da linha, cruzar para o ponta-de-lança, Anthony Carter. O Académico foi crescendo cada vez mais na partida e estava a conseguir encostar o adversário “às cordas”, ainda que, por uma ou outra vez, os algarvios fossem deixando avisos através do contra-ataque.

O primeiro lance de perigo real aconteceu pouco depois da meia hora de jogo, para o lado do Viseu, com um remate de Luisinho, de meia distância, a passar junto do poste direito da baliza de Hugo Marques. O Farense respondeu poucos minutos depois, através de um cabeceamento de Ryan Gauld, que sofreu um desvio e passou rente à barra. O jovem escocês não estava conformado e voltou a tentar, desta vez no um-para-um com Janota, mas o guardião viseense levou a melhor.

Se na maior parte do primeiro tempo foi o Académico quem esteve por cima no jogo, nos últimos dez minutos foram os “leões” de Faro a “colocar as garras de fora”, mas o nulo permaneceu inalterado.

Fonte: Bola na Rede

Se o jogo parou para o intervalo, a chuva não “seguiu o conselho” e continuou a cair copiosamente. O terreno de jogo mais pesado deu origem a um futebol “menos bonito”, de maior confronto físico e também com maior número de bolas longas e pelo ar, muitas das vezes com a trajetória influenciada pelo vento.

O único golo apareceu logo no reatar da partida, para o lado do Académico de Viseu. Luisinho executou um lançamento rápido e, após pequena combinação com Fernando Ferreira, tirou o cruzamento que encontrou Latyr no centro da área, solto de marcação. Estava inaugurado o marcador, desta feita pela turma de Rui Borges, e podia ter sido ampliado poucos minutos depois: novo cruzamento de Luisinho, que desta vez encontrou resposta de Carter, mas a bola passou ligeiramente por cima.

À passagem do minuto 64, os “Viriatos” podiam ter voltado a faturar, mas foi o guarda-redes Hugo Marques quem impediu que Jean Patric se estreasse a marcar com a camisola negra de Viseu, ainda que tenha ficado a ideia de que o fez de forma ilegal, utilizando a mão fora da área. O Farense ia tentando responder, mas sem nunca o conseguir fazer de forma esclarecida e limitando-se a tentar explorar o contra-ataque, o que se tornava numa opção curta para uma equipa que detinha o melhor ataque da prova.

Com o passar do tempo e o acumular do cansaço, de parte a parte, o jogo foi ficando partido e os ataques eram cada vez mais rápidos e de curta duração, situação que poderia privilegiar os algarvios e que se revelava perigosa para os viseenses. No entanto, a grande oportunidade que se seguiu voltou a pertencer ao Académico, com Jean Patric a contornar o guarda-redes adversário, mas a finalizar em desequilíbrio e, consequentemente, a atirar a bola ao lado.

A terminar a partida, os algarvios tiveram um livre na entrada da meia-lua viseense, mas ficou “preso” na barreira. O resultado final ficou fixado no 1-0 a favor da equipa da casa, que foi quem mais fez por merecer a vitória.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académico Viseu FC – Ricardo Janota; Steven; Pica; Mathaus; Lucas; Zimbabwe; Latyr Fall; Fernando Ferreira (João Oliveira, 84’); Luisinho (João Mário, 80’); Jean Patric; Anthony Carter (Facundo, 90’).

SC Farense – Hugo Marques; Matheus Silva (Miguel Bandarra, 75’); Luís Rocha: Cássio; David Senna (Irobiso, 60’); Filipe Melo (Bura, 80’); Fabrício Isidoro; Ryan Gauld; Fábio Nunes; Mayambela; Fabrício Simões.

Antevisão GP Singapura: Pole para a Ferrari… mas não para Vettel

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Mais um fim de semana de Grande Prémio no mundo da Fórmula 1. Desta vez, parámos no circuito de Marina Bay, em Singapura, onde se destaca a corrida em modo noturno e uma das vistas mais incríveis do calendário.

Singapura começou já com mais novidades para 2020: Romain Grosjean e Kevin Magnussen continuarão a ser o line-up da Haas; pelo contrário, Robert Kubica anunciou que deixará a vaga livre na Williams para a próxima época.

Numa sexta que pareceu mais obscura para o piloto monegasco, Charles Leclerc chega ao sábado a conseguir a sua terceira pole position consecutiva, numa qualificação onde se esperava um pouco mais do seu colega de equipa, Sebastian Vettel, que vai partir em terceiro lugar.

Charles Leclerc assegura, hoje, a sua quinta pole position da carreira.
Fonte: Formula 1

Para a Mercedes, as coisas não parecem estar assim tão lineares: Lewis Hamilton parte em segundo lugar e Valtteri Bottas vai largar de quinto lugar.

A Red Bull deu algumas esperanças para este fim de semana: Max Verstappen começou bem a liderar o TL1, mas hoje apenas consegue o quarto lugar. Alex Albon arrecada o sexto melhor tempo, continuando a deixar-se um pouco aquém do que esperámos.

A fechar os dez primeiros, ficaram os McLaren – Sainz em sétimo, Norris em décimo; e os Renault – Ricciardo em oitavo e Hulkenberg em nono lugar.

Podemos esperar, em primeiro lugar, uma corrida difícil, longa, com muitos desafios para os pilotos (como tem sempre sido) mas, de certeza que teremos um espetáculo fantástico que este circuito nos apresenta desde 2008.

Para a corrida, esperámos, sem dúvida, uma luta intensa de Sebastian Vettel para conseguir uma vitória neste Grande Prémio. E porquê?

Porque Singapura sempre foi o forte do já 4x campeão mundial, e o piloto alemão já deverá estar a sentir uma pequena porção de pressão da comunidade de Fórmula 1, que espera ansiosamente por esta vitória, que já não acontece desde Spa-Franchorchamps, em 2018.

A Mercedes e a Red Bull também serão ameaças para os homens da Ferrari. Hamilton procurará dar uma vitória à equipa alemã, e fortalecer o primeiro lugar no campeonato. Verstappen deseja, mais uma vez, somar a terceira vitória do ano.

Entretanto, é Charles Leclerc que detém a pole. E asseguramos de que o piloto monegasco não vai deixar escapar tão facilmente a oportunidade de ganhar mais uma corrida – a terceira, consecutiva, e da sua carreira enquanto piloto da Ferrari.

Resultados finais da qualificação
Fonte: Formula 1

Foto De Capa: Scuderia Ferrari

Artigo revisto por Diogo Teixeira

João Sousa falha 11.º final da carreira

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Chegou ao fim a participação de João Sousa no ATP de São Petersburgo. O tenista de 30 anos não conseguiu derrotar o croata Borna Coric e viu o sonho de chegar à final cair por terra.

Depois de uma grande vitória sobre Karen Khachanov nos oitavos de final e de uma grande exibição diante de Mikhail Kukushkin, João Sousa só tinha mais um obstáculo para chegar ao jogo decisivo. Pela frente, um jovem croata, de 22 anos, com a mesma ambição de lutar pelo primeiro título desta época.

O tenista luso teve uma entrada muito forte na partida e, desde cedo, causou vários problemas ao 15º classificado do ranking ATP. A confiança demonstrada desde o primeiro minuto do encontro permitiu a João Sousa conquistar um break no segundo jogo de serviço do croata. Confirmado o break, o tenista natural de Guimarães manteve o foco e a vantagem de três jogos garantindo a vitória no primeiro set.

João Sousa chegou a liderar o marcador no encontro
Fonte: Open de São Petersburgo

A lutar para se manter na discussão do jogo, Borna Coric começou a melhorar o seu ténis, dando origem a um maior equilíbrio na partida. Aquando do 5-5 e com o tenista de 22 anos a servir, João Sousa teve três oportunidades para ganhar o break para posteriormente servir para vencer o encontro, no entanto, desperdiçou-as, levando o set para a decisão do tiebreak. No desempate, Borna Coric foi superior e a partida seguiu para o derradeiro terceiro set.

Borna Coric entrou determinado no segundo set e empatou a meia-final
Fonte: ATP de São Petersburgo

Com a partida empatada, o jogo psicológico passou a ser fundamental, até porque ambos os jogadores já demonstravam sinais de cansaço. Neste aspeto, João Sousa deixou-se afetar pelos sucessivos erros que cometeu, dando oportunidade ao seu adversário de ganhar pontos e a confiança necessária para alcançar o triunfo. Com três quebras de serviço no serviço de João Sousa, Borna Coric caminhou, sem grandes problemas, para a vitória.

João Sousa perdeu uma grande oportunidade de alcançar a sua 11.º primeira final da carreira. Em relação a Borna Coric, vai defrontar o vencedor do encontro entre Daniil Medvedev e Egor Gerasimov.

Foto de Capa: ATP de São Petersburgo

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Fiji e Argentina começam com derrotas e “All Blacks” vencem África do Sul

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O segundo dia de jogos do mundial de Rugby começou com o embate entre Austrália e Ilhas Fiji, acabando com um Nova Zelândia – África do Sul, havendo ainda pelo meio um decisivo Argentina – França para o grupo C.

Na vitória da Austrália frente às Fiji, quem começou por comandar na partida foram os fijianos. A equipa oriunda da pequena ilha do pacífico apresentou um jogo muito físico, tirando partido dos seus pontas Semi Radradra e Josua Tuisova. Os australianos tiveram muitas dificuldades na primeira parte tanto que ao intervalo perdiam por 12-14 graças a um ensaio tardio do ponta Reece Hodge.

Já na segunda parte, o rumo do jogo mudou. Os ‘Wallabies’ (Austrália) tomaram conta do jogo em todos os aspetos. O ‘pack’ avançado fijiano mostrou muitas dificuldades nas fases estáticas, principalmente na formação ordenada. Os fijianos também se mostraram muito indisciplinados, oferecendo muitas penalidades ao adversário. Tolu Latu destacou-se ao marcar dois ensaios num espaço de 5 minutos. A Austrália foi-se aproveitando das debilidades defensivas das ilhas Fiji para se adiantar no marcador com ensaios de Kerevi e Koirobete.

A Austrália garante assim uma vitória importante com ponto bónus ofensivo. Prevê-se uma disputa com o País de Gales pelo primeiro lugar do grupo D.

Semi Radradra causou muitas dificuldades aos australianos
Fonte: Wallabies

No final de tarde de Tokyo disputou-se o Argentina – França. Tal como no jogo anterior, a primeira parte caiu mais para um lado, neste caso para o lado francês.

Damian Penaud, Gael Fickou (um ensaio), Antoine Dupont (um ensaio) e Virimi Vakatawa foram os homens chave para o domínio francês na primeira parte. Os dois ensaios conseguidos e a pontaria afinada de Romain Ntamack permitiam estar a ganhar confortavelmente 20-3 ao intervalo.

Já na segunda parte a história não se repetiu. A Argentina entrou muito forte, conseguindo reduzir para 20-10 através de um ensaio de Guido Petti. Os sul-americanos passaram para a frente do marcador graças a um ensaio de Montoya e a duas penalidades aos postes certeiras de Urdapilleta. Ganhavam os argentinos por 20-21 até que o médio de abertura suplente da França, Camille Lopez, reverteu o resultado.

Um ‘drop kick’ a 10 minutos do fim assegurava vantagem francesa por dois pontos. A Argentina ainda teve oportunidades para passar para a frente, mas Emiliano Bofelli não esteve no seu melhor dia, ao falhar um pontapé aos postes à passagem pelo minuto 88. Os gauleses garantiram assim os quatro pontos.

Antevisão GP Aragão: Marc Márquez no seu melhor

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O piloto espanhol não desperdiçou o facto de estar a correr em casa nem por um segundo e é, sem dúvida, o mais forte candidato à vitória na corrida de amanhã. Márquez é praticamente imbatível na pista de Aragão e assim deverá querer continuar, depois de um fim-de-semana sem dar qualquer hipótese aos adversários.

É difícil apontar outros pilotos candidatos à vitória visto que, aparentemente, o único que pode afastar Márquez de a conseguir é ele mesmo. No entanto, não nos deixemos enganar pois, como aconteceu no Texas, no início deste ano, um cenário desses pode mesmo acontecer.

Quanto ao pódio e em caso de algum descuido ou queda do espanhol, Maverick Viñales, Fabio Quartararo e Jack Miller parecem ser os mais prováveis de o tentarem desafiar.

Quartararo surpreendeu, mais uma vez, ao ter sido o piloto a conseguir um tempo mais próximo do de Marquez, mesmo no final da sessão de qualificação. Depois do pódio na corrida anterior e com a performance demonstrada este fim de semana, o francês tem tudo para lutar por um lugar no pódio.

Não fosse a grelha de partida para amanhã uma cópia exata do resultado da corrida em Misano, Viñales teria de estar presente. O espanhol junta-se à primeira linha para disputar o GP de Aragão e tentar mais um pódio.

Quanto a Jack Miller as hipóteses são bastante satisfatórias, tendo em conta aquilo que mostrou no dia de hoje. O australiano tentará, certamente, tudo para regressar ao pódio, ou não tivesse terminado o dia de hoje como o melhor piloto da Ducati.

A grande desilusão do dia de hoje foi Alex Rins que terminou a FP4 com ritmo de pódio, mas acabou por ficar aquém do que era esperado. O espanhol já tinha sido atirado para a Q1 e teria de ficar entre os dois melhores para passar à Q2. Chegou a liderar o grupo e era, à partida, o principal favorito, mas acabou por perder o lugar para Franco Morbidelli e Andrea Iannone. Assim, a 13ª posição na grelha será o local de partida de Rins na corrida de amanhã.

O português da Red Bull KTM Tech3 vai partir da 17ª posição para o GP de Aragão
Fonte: Red Bull KTM Tech3

Já Miguel Oliveira qualificou-se na 17ª posição para a corrida de amanhã, mas acabou por subir um lugar. Esta situação teve origem na ausência de Pol Espargaró, que se lesionou no pulso esquerdo, depois de uma queda na FP4.

Resultados finais da qualificação
Fonte: MotoGP

Foto de Capa: MotoGP

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Bruno Fernandes | Breves reflexões sobre um génio refilão

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Após a derrota no Bessa diante do Boavista FC, alguns comentadores afetos ao clube de Alvalade têm-se espumado em revolta para com Jorge Sousa, o árbitro da partida. No cerne destas ardilosas ondas revoltosas, surge o facto do juiz portuense ter apenas assinalado cinco das onze faltas que Bruno Fernandes sofreu ao longo da partida. Para completar a contenda, qual cereja no topo do bolo, eis que o internacional português foi expulso pela acumulação de amarelos – um por uma falta cometida a um jogador boavisteiro e a segunda, por protestos, após uma falta do capitão leonino quando corria já a segunda parte. Esta situação colocará o canhão maiato de fora do próximo jogo do campeonato diante do Famalicão FC.

Bruno Fernandes é, que não restem dúvidas, o melhor jogador a atuar em Portugal. Mas esse estatuto deve ser acompanhado por uma maior maturidade em campo, nomeadamente no capítulo disciplinar. Quanto mais gostamos de um filho, mais lhe damos um “puxão de orelhas” quando ele merece, pois acreditamos no seu potencial. Gosto de um jogador aguerrido ao jogo, que deixa as vísceras em campo se for preciso, e o Bruno é, sem dúvida, um deles. Mas quando se trata de ultrapassar alguns limites, convenhamos, terá que refletir seriamente, como todos os outros, sobre o sucedido.

Sérgio Krithinas na sua crónica no jornal Record do dia seguinte ao jogo escreveu acertadamente: “Bruno Fernandes devia ter mais cuidado na forma como contesta decisões dos árbitros, até porque essa fama de refilão já o persegue (diante do Sp. Braga passou todos os limites e foi poupado) e faz com que haja menos tolerância do que em relação a outros jogadores”. Lamentavelmente, não vi nenhum opinion maker ligado ao Sporting abordar o assunto “Bruno Fernandes e o Bessa” desta forma. Até porque este problema de Bruno Fernandes é já antigo, não veio do jogo do passado sábado.

Dizer isto permite-me afirmar o seguinte com todas as letras: o empate no Bessa não foi da responsabilidade de Jorge Sousa, desculpem aqueles que acreditam nessa tese. Nos dias após o empate, multiplicaram-se os comentários sobre a péssima arbitragem que prejudicou o Sporting. Jorge Sousa tem tido as costas largas nos últimos tempos, principalmente depois do Boavista vs Sporting. Mas as “costas largas” do juiz do encontro têm impedido, ao mesmo tempo, uma análise profunda sobre o que está, de facto, a correr mal na nossa equipa de futebol.

É que aquilo que se viu no Bessa, principalmente na primeira parte, foi uma monstruosidade do que é jogar mau futebol, sobretudo por uma falta de concentração gritante. Estive no estádio, vi com os meus próprios olhos. Apenas o reforço congolês Yannick Bolasie se destacou pela positiva e, pelo menos para já, vontade de marcar a diferença não lhe falta. Confesso que a estreia de Plata pela equipa principal dos Leões me deixou incrédulo, um jogador que acompanho há algum tempo nos sub-23 e que esteve, à semelhança da restante equipa, irreconhecível.

A primeira expulsão de leão ao peito irá retirar o capitão do jogo frente ao líder Famalicão
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Depois do Bessa seguiu-se uma deslocação a Eindhoven para defrontar o PSV para a Liga Europa. Vi apenas a segunda parte e, mais uma vez, a exibição roçou o medíocre e o resultado espelhou bem (3-2) a supremacia dos holandeses. Depois do que vi no Bessa, não fiquei surpreendido.

Mas a pergunta tem que colocar-se de forma inequívoca: o que andou a equipa técnica anterior a fazer – sim, porque aqui Leonel Pontes não tem responsabilidades – em não inscrever Pedro Mendes dos sub-23 na Liga NOS, dada a iminência da saída de Bas Dost do clube e restando apenas Luiz Phillipe no plantel? Qual seria o “9” que estava na calha do brasileiro? Está visto que Mendes tem jeito para a bola, dá aquilo que o Sporting mais precisa: um número “9” que seja uma referência ofensiva e que permita que os elementos do setor dianteiro assumam maior liberdade nas suas funções. A ausência de um “9” tem levado a a uma salgalhada de todo o tamanho no ataque onde todos querem marcar e ninguém marca. E o jogo do Bessa foi o corolário disso. Alguém do Sporting falou nisso?

O próximo jogo é já na próxima segunda-feira, dia 23, diante do Famalicão. Ou as coisas mudam ou teremos mais um desaire, desta vez em pleno anfiteatro leonino. A ausência de Bruno Fernandes deixará mossa na equipa, dada a “brunodependência” que ainda se verifica neste Sporting. Mas Bruno Fernandes não durará para sempre e o clube terá que começar já a pensar em alternativas credíveis, venham elas de fora ou de dentro, para render o génio. E o jogo diante do Famalicão pode muito bem ser o primeiro laboratório para Pontes ensaiar as alternativas possíveis ao internacional português.

Foto de Capa: Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Olheiro BnR – Morato

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No dia 30 de junho de 2001 (sim, caro leitor, já no século XXI), nascia Felipe Rodrigues da Silva, conhecido no mundo do futebol como Morato. Desde cedo ingressou na prática futebolística ao serviço da Portuguesa, clube de São Paulo, cidade da qual o jogador é natural.

Ainda ao serviço dos iniciados da Portuguesa, era possível detetar qualidades diferenciadas no jogador, qualidades essas que convenceram o São Paulo a recrutar o jovem de apenas 15 anos para os seus escalões de formação.

Já ao serviço do “tricolor paulista”, o jogador começou a destacar-se rapidamente, mas seria na Copa de São Paulo de Futebol Júnior, já em 2019, que o jogador captou a atenção do futebol europeu. Um dos melhores jogadores do torneio, Morato ajudou a sua equipa a chegar ao título, tendo mesmo convertido um dos pontapés de grande penalidade na final, frente ao Vasco da Gama.

A “Copinha” (termo pelo qual este torneio é conhecido no país do samba) tem um longo historial de jogadores revelados: Neymar, Casemiro, Marquinhos, Kaká, Lucas Moura etc. Todos estes jogadores brilharam na “Copinha”, subiram à equipa sénior no ano seguinte e viriam mais tarde a transportar a sua qualidade para os estádios europeus.

No entanto, as boas exibições e o enorme potencial que o jogador demonstra ter, levaram o Benfica a pagar cerca de 6 milhões por 85% do passe do central Brasileiro.

Morato chega à luz sem nunca ter efetuado sequer um minuto no futebol sénior. Contudo, o jogador compensa a falta de experiência com o alargado leque de qualidades do qual dispõe.

Começando logo pela sua morfologia, Morato é um jogador de estatura elevada (1,90m), mas demonstra ser anormalmente ágil para a sua estrutura física. Muito agressivo nas bolas divididas, ganhando a maior parte dos duelos defensivos. A capacidade de antecipação é uma das suas melhores “armas” e esta característica já foi observável no jogo da Youth League frente ao RB Leipzig, onde o jogador esteve muito bem na leitura do jogo.
Morato tem vindo a impressionar com o seu enorme potencial
Fonte: SL Benfica21

Já com a bola nos pés, o jovem de 18 anos é igualmente competente e tem muita margem para evoluir. Sem medo de dominar o esférico, Morato é muito forte na tomada de decisão sendo capaz de diferenciar os momentos ofensivos ao longo do jogo e optar por bolas curtas ou mais longas conforme o exigido pelo posicionamento dos colegas, aliando assim a boa decisão à execução positiva. É sem dúvida uma mais-valia na primeira fase de construção.

O ex-tricolor usa preferencialmente (e com qualidade) o pé esquerdo, algo não muito comum num central, mas tem igualmente um bom pé direito. Na equipa de juniores dos paulistas ambos os centrais eram canhotos, mas Morato ocupava o lado direito do setor central da defesa, fruto do bom uso que dá ao seu pé direito. Podemos até considerar Morato um atleta relativamente ambidestro.

O jovem apontou Sergio Ramos como o seu ídolo na posição. É possível detetar alguma influência do jogador do Real Madrid no jogo do jovem brasileiro, havendo já algumas semelhanças (à escala, obviamente) entre os dois atletas. A capacidade de sair a jogar ou a aptidão para marcar grandes penalidades são as semelhanças mais evidentes.

O grande obstáculo que o jogador terá de ultrapassar será a adaptação ao jogo europeu e sobretudo à sua vertente tática. Recentemente Renato Paiva, treinador da equipa B dos encarnados, afirmou que Morato ainda tem que compreender melhor a realidade defensiva e tática do Benfica.

Noções como o controlo da profundidade, o posicionamento defensivo, o controlo do espaço ou a situação dos apoios, são questões que não estão muito presentes no jogo do atleta, terão pois que ser absorvidas.

A contratação de Morato segue um padrão de contratações que o Benfica tem seguido nos últimos defesos. Os responsáveis encarnados identificam a posição de defesa central como uma das mais deficitárias na academia do seixal. De forma a tentar resolver esta lacuna o Benfica tem apostado na contratação de jovens centrais com potencial. Lystov, Kalaica, Bajrami e agora Morato são exemplos dessa política.

Morato chega ao Benfica como um autêntico diamante em bruto, o seu potencial está à vista de todos, mas a inexperiência do central pode levantar algumas questões sobre o seu valor a curto prazo. No entanto, o central conseguiu já, de forma bastante célere, convencer Bruno Lage e poderá mesmo integrar desde já os trabalhos da equipa principal. A sua ética de trabalho tem impressionado a estrutura dos encarnados e a sua primeira exibição de águia ao peito deixou indicações muito positivas sobre o futuro do brasileiro.

Teremos agora que acompanhar a evolução de Morato na equipa B, de Renato Paiva. Não ficaria surpreso com a sua inclusão, a médio prazo, no plantel principal, ultrapassando mesmo Conti e Pedro Álvaro. Tem potencial para tal.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Os emails não revelados: Presidente do FC Famalicão não sonha ser campeão

Escrevo estas breves linhas para que que vós, comunicação social, possam retratar as mesmas nos vossos diferentes meios de comunicação. Faço-o, porque nestas últimas semanas se tem dito muita coisa: muitos elogios, muitas palavras de agrado e de perfeita justiça ao projecto desportivo do nosso clube. No entanto, também algumas que roçam a mediocridade, que só posso entender como inveja pelo trabalho que está a ser realizado neste imenso clube.

Somos líderes do nosso Campeonato, mas sei bem que essa coisa de lutarmos pelo título, ou de sermos o ‘novo’ Leicester City FC, não passa de uma idiotice. Como poderia um clube acabado de subir à Primeira Liga, 25 anos depois, de lutar pelo título nacional perante o poderio (no relvado e também fora dele) dos nossos queridos ‘três grandes’? Sabem quantos milhões o Leicester investiu no ano do inédito título?

Não! Não serei campeão na época 2019/2010, e não sonho ser campeão esta época. Impossível! Afinal, quem quer o FC Famalicão a lutar pelo título nacional? A comunicação social que continua a ver quase exclusivamente os três maiores do nosso país? O SC Braga que quer manter o estatuto de clube mais forte extra grandes? O Vitória SC que acredita ter quase tudo para substituir o Braga no pódio dos menos grandes? O ‘malogrado’ CF Os Belenenses ou o Boavista FC que podem continuar a dizer serem os únicos que acabaram com a hegenomia dos “grandes”?

O FC Famalicão é o ‘surpreendente’ líder isolado da Primeira Liga
Fonte: FC Famalicão

Temos um projecto inovador para um clube desta dimensão. Muitos nos haviam criticado. Muitos que agora, paulatinamente, nos vão dando palmadinhas nas costas, esperando talvez que possamos começar a fraquejar o quanto antes. Quantos ouvi por aí dizer que este era um projecto demasiado arrojado, que estes jogadores viriam (grande parte deles) com o estatuto de ‘estrelas’ e que viriam passar férias para o nosso Famalicão? Que este passo era maior que a perna? Que o nosso treinador não teria ‘unhas para esta guitarra’? Que acabaríamos a descer da Primeira Liga? Afinal parece que se enganaram…

Acreditámos e acreditamos que este é o caminho. Que temos de apostar nesta juventude toda, alguns já com provas dadas, outros com enorme qualidade. Qualidade que talvez os clubes ditos ‘mais pequenos’ não estejam habituados. Sabemos que todos têm os olhos em nós. Mas mesmo quando não nos olharem como olham agora, estes jogadores, esta equipa técnica e esta direcção estarão a ter a mesma postura que actualmente: a trabalhar diariamente, com amor ao que fazem, dedicação e com a qualidade que se tem visto.

Por fim, agora que se aproxima o jogo em Alvalade, já sei o que se dirá: se não perdermos seremos ainda alvo dos holofotes de todos vós. Se perdermos começará provavelmente a debandada da atenção mediática de que a nossa equipa tem sido alvo. No entanto, qualquer que seja o resultado, e o futuro dos resultados finais das próximas jornadas, uma coisa tenho certa: a qualidade manter-se-á, este Famalicão dignificará a sua terra natal, os seus adeptos, e terá sempre como principal foco o bom futebol, pensando mais além mas com os pés bem assentes na terra. E no final do dia todos dormiremos de consciência tranquila.

Que continuem a falar muito de nós.

Cumprimentos a todos,

Jorge Silva

Presidente do FC Famalicão

Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

Foto de Capa: FC Famalicão