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SL Benfica 3-2 SC Braga: Vitória tão difícil como saborosa

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Em campo, na segunda jornada do nosso campeonato de futsal, entravam duas equipas com ânimos bem diferentes. De um lado, o SC Braga, motivado pela vitória na jornada inaugural e a tentar igualar o MODICUS e o Sporting CP no topo da tabela. Do outro, o SL Benfica ferido no orgulho, por ainda não ter conseguido triunfar nos dois jogos oficiais desta nova temporada (derrota na supertaça com o grande rival Sporting e empate na primeira jornada da Liga, com o Elétrico FC).

Como seria expetável, coube ao Benfica assumir as despesas do encontro, com os guerreiros do Minho sempre à espreita de uma eventual transição rápida, fruto de um erro das águias. Os minutos iniciais foram decorrendo sem golos, mas com espetáculo junto das duas balizas, embora sem nenhum lance de grande perigo. Até que, sensivelmente a meio da metade inicial, o golo surgiu mesmo, através do brasileiro Fits, numa jogada de insistência que começou com um remate exterior de Miguel Ângelo, defendida para a frente por Vítor Hugo, sobrando esta para Fits que tentou marcar de calcanhar, mas o guarda-redes português dos arsenalistas voltou a suster o remate e a bola voltou a sobrar para o pivot brasileiro, que desta vez marcou mesmo.

Antes do intervalo, destaque também para um remate ao poste de Fernandinho e um remate perigoso de Cássio, jogador bracarense que obrigou Diego Roncaglio a aplicar-se e a ir ao chão defender a bola com a perna . Pese embora eu ter destacado um lance para cada formação, foi o Benfica que, jogando em casa, teve mais caudal ofensivo e criou mais situações junto da baliza defendida por Vítor Hugo, como já tinha escrito anteriormente. Uma palavra para o Braga, que embora tivesse o bloco um pouco mais baixo que o habitual, nunca abdicou de procurar a baliza de Diego Roncaglio, mesmo quando o placard assinalava uma igualdade a zero.

O marcador ao intervalo registava um 1-0 favorável à equipa da casa, Na segunda parte, com cerca de cinco minutos, Rafael Hemni optou por uma jogada individual e saiu-se bem e apontou o segundo golo, num lance com algumas culpas de Vítor Hugo, aparentemente mal batido, ao deixar passar a bola por entre as suas pernas. Esta vantagem de dois golos obrigava o Sporting de Braga a procurar um golo que relançasse a partida e a incerteza no marcador.

Outra questão importante, que poderia fazer toda a diferença no marcador final, é que o Benfica bem cedo acumulou quatro faltas, algo que poderia originar livres diretos ao seu adversário, algo aparentemente decisivo num jogo equilibrado (a partir da sexta falta, todas dão origem a livres diretos de dez metros sem barreira). A oito minutos do final, Tiago Correia surge isolado na cara de Roncaglio e num lance um pouco fortuito acaba por introduzir a bola na baliza do Benfica, abrindo completamente a discussão.

Grande jogo em Lisboa, com incerteza até ao último segundo.
Fonte: SCB/AAUM futsal

Só que Vítor Hugo toca a bola com a mão alegadamente fora da área, infração prontamente assinalada pelo árbitro. Cartão amarelo para o guardião e um livre à entrada da área, muito perigoso. Desta bola parada saiu uma jogada estudada, que culminou com um bom golo de Fernandinho.

A três minutos e meio, surgiu a quinta falta para o Benfica e o fantasma do livre direto voltava a pairar sobre a cabeça dos benfiquistas. A dois minutos, e já com o guarda-redes avançado, o Braga volta a reduzir, através de um golo de Coelho e teve uma grande oportunidade para marcar, mas desta vez Roncaglio defendeu uma bola difícil, redimindo-sedo falhanço no segundo golo minhoto.

O resultado final assinalava 3-2 favorável ao Benfica, num jogo muito difícil e muito bem jogado de parte a parte, num resultado justo pois os benfiquistas foram mais equipa nos 40 minutos, mas que foi muito sofrido no final.

Foto De Capa: SLB modalidades

Jesé e Bolasie: qualidades e incertezas

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O último dia de mercado trouxe a Alvalade novas caras e sobretudo dois nomes de renome: Jesé Rodriguez e Yannick Bolasie. Carregam protagonismo e mediatismo, mas também a responsabilidade de uma carreira que pretende ser relançada após alguns – especialmente os últimos – anos de más memórias e de muitas incertezas.

O espanhol chega proveniente do PSG, a título de empréstimo. Conta também no seu historial com uma passagem pelo Real Madrid. Passou de jovem prodígio para uma promessa que tarde em afirmar-se. Desde cedo o seu potencial foi evidente, mas a sua falta de compromisso e responsabilidade acabaram por atraiçoar a carreira do espanhol. No entanto, corrigindo e ultrapassando esses problemas de carácter psicológico, Jesé é sem dúvida um nome sonante no futebol português e poderá causar um enorme impacto, não só em Alvalade, mas também no futebol português.

Apesar do Sporting CP sentir a falta de um avançado mais puro, Jesé é um jogador que pode jogar nas alas – sobretudo na faixa esquerda, pois gosta de jogar de fora para dentro e usar os movimentos interiores para rematar à baliza – mas também pode aparecer por dentro como segundo avançado ou mesmo até como único avançado. Poderá trazer características que faltam ao futebol dos Leões pois é um jogador com uma capacidade e critério acima da média, bastante assertivo e com excelente execução. É bastante rápido e demonstra técnica e habilidade no um contra um. Apesar de contar com números nada famosos nos últimos anos, o campeonato português e o Sporting CP são o contexto ideal para relançar a sua carreira, ainda que já na sua passagem pelo Bétis tenha dado sinais mais positivos, sobretudo na sua faceta profissional e que pode ser um sinal positivo para os Leões.

Num curto período, as asas leoninas sofreram profundas alterações
Fonte: Sporting CP

Quanto a Yannick Bolasie, o extremo já foi um dos melhores jogadores da Premier League e um dos desequilibradores natos da competição. Chega com 30 anos a Alvalade – Jesé neste aspecto aparenta ter alguma vantagem para relançar a carreira visto ter “apenas” 26 anos. O Everton pagou cerca de 30 milhões de euros, mas as lesões fizeram com que o extremo congolês perdesse espaço e fosse assim cedido ao Aston Villa e ao Anderlecht, onde até deu alguns sinais positivos já na parte final da sua passagem pela Bélgica. Na teoria a sua velocidade, explosão, potência, poderio físico e técnica são capazes de fazer a diferença no campeonato português e pode certamente fazer estragos. Um jogador com características únicas e distintas no plantel leonino, será também um upgrade ao ataque leonino.

Mas como já referi anteriormente (noutro artigo), volto aqui a reforçar a ideia de que até a bola começar a rolar, serão sempre reforços teóricos e que enquanto não demonstrarem o valor que lhes é reconhecido na prática, serão sempre incertezas e um risco que o clube de Alvalade terá de correr. Recentemente os dois reforços deram entrevistas onde demonstram ter ganas de começar, onde demonstram estar motivados e com uma enorme vontade de confirmar todo o seu potencial. Resta esperar já pelo primeiro jogo dos Leões, onde ambos estão convocados e ao que tudo indica até podem ser titulares face às ausências de Vietto e Luiz Phellype.

A confirmar-se o empenho com que ambos afirmam estar serão certamente duas contratações de nível por parte do Sporting CP, sendo que não é todos os dias que jogadores deste calibre e com estas características chegam ao campeonato português e que poderá assim permitir ao Sporting CP ganhar maior mobilidade no seu ataque, poder físico e profundidade, mas também conseguir equilibrar melhor com os seus adversários diretos.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

GR Amigos da Paz 3-8 SC Braga: Arsenalistas conquistam o Tri!

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Ultrapassado o principal obstáculo ao terceiro campeonato nacional consecutivo, o Braga apenas tinha de vencer o GRAP para garantir mais um título e não falhou. O foco e a vontade eram bem visíveis nos rostos dos jogadores bracarenses que, com maior ou menor dificuldade, venceram no GRAP por 8-3 e confirmaram a conquista da Divisão de Elite do futebol de praia português pela sexta ocasião na história do clube.

A precisar de apenas um ponto para confirmar a conquista de mais um título nacional, o Braga entrou forte e na sua terceira tentativa de golo, Jordan levantou o esférico e com um belíssimo pontapé de bicicleta fez o 1-0.

O diferencial de qualidade das equipas era notório e com os minhotos focados esse desequilíbrio era ainda mais claro. De tal forma que o GRAP quase nem conseguia ter a bola em sua posse e quando a tinha, sofria uma pressão muito alta que, quase sempre, terminava com o esférico a pertencer aos arsenalistas. Só mesmo de livre a equipa de Sandro Brito conseguia visar as redes minhotas, mas ainda assim sem grande perigo, pois o remate de Diogo Oliveira passou ao lado da baliza de Padilha.

Com cerca de sete minutos para se jogar até à primeira pausa, o Braga quase fez o segundo, mas Tiago Gordalina conseguiu defender uma bicicleta de Bokinha. Pouco depois, na sequência do canto, foi Felipe a tentar a sua sorte, mas Tiago Gordalina voltou a impedir o avolumar do marcador.

O intervalo estava cada vez mais próximo e com o andamento do relógio o GRAP parecia conseguir, ligeiramente, equilibrar as contas. Apesar de já ter a bola em alguns momentos, somente através de livres assustava Padilha. Por outro lado, a formação bracarense, pese embora o alto volume de criação ofensiva, estava a falhar imenso na finalização e atrasar a sua tranquilidade. Porém, a cerca de um minuto do intervalo, mau controlo de bola de Miguel Carvalho e Bokinha, com o esférico à sua mercê, rematou forte e assinou o 2-0. Volvidos alguns segundos, Bokinha ficou solto em terrenos interiores próximos da baliza do GRAP e com um remate rasteiro fez o 3-0. No retomar da partida, Cristiano Matos quase finalizou uma bela jogada do GRAP, mas Padilha impediu o tento da formação que veste de amarelo e negro.

Terminado primeiro período, o Braga cumpria a sua missão e vencia o GRAP por 3-0. Estando, praticamente, a vinte e quatro minutos do tricampeonato. Os arsenalistas entraram fortes, mas demoraram a conseguir alcançar uma vantagem segura. O GRAP, com armas bem diferentes, fez o que pode e ainda assustou a defesa dos comandados de André Marques em algumas situações.

Léo e Bê Martins, dois dos principais jogadores do Braga e da seleção nacional
Fonte: Nazaré Beach Events
Os segundos doze minutos quase começaram com um golo do GRAP, mas Miguel Carvalho, à meia volta, rematou ao lado do poste direito das redes à guarda de Padilha. Não marcou Miguel Carvalho, marcou Cristiano Matos. Boa movimentação da equipa da região de Leiria e Cristiano Matos, a passe de Tiago Clemente, levantou o esférico e com uma bicicleta reduziu a desvantagem para 3-1.

O bom momento do GRAP continuava, mas apesar de ter o esférico em sua posse, já não conseguia dispor das mesmas chances de golo dos instantes iniciais. Ainda assim, em cima da marca dos dezasseis minutos, Miguel Carvalho sofreu uma falta em zona frontal e próxima às redes minhotas. Miguel Carvalho, com uma enorme oportunidade para colocar o resultado na margem mínima, rematou cruzado, mas Rafael Padilha, com uma excelente estirada, negou o tento ao capitão do GRAP.

A formação minhota tentava reagir ao ímpeto do GRAP e quase que, com cerca de oito minutos para mais um intervalo, voltou a marcar. Todavia, Tiago Gordalina parou o cruzamento/remate de Bruno Xavier, tendo tirado ainda o “pão da boca” a Bokinha que aparecia no segundo poste para finalizar.

Quem quase voltou a marcar foi o GRAP, mas Padilha disse não a um pontapé de bicicleta de Diogo Oliveira. Filipe respondeu na mesma moeda, mas Tiago Gordalina negou o quarto tento do Braga ao internacional canarinho.

Numa altura em que o jogo até estava algo morno, Cristiano Matos, ao tentar assistir um colega que aparecia ao segundo poste da baliza minhota, acabou por fazer um remate extremamente perigoso, mas Padilha, sempre bastante atento, defendeu e impediu um novo golo do GRAP. Não reduziu o GRAP, aumentou o Braga. Triangulação entre Jordan e os irmãos Martins e Léo, virando de costas para a baliza, deu o melhor seguimento ao passe de Jordan e de calcanhar apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, Bê Martins ao reparar no adiantamento Makê, que havia entrado pouco antes para o lugar de Tiago Gordalina, executou um chapéu perfeito e fez o 5-1.

Finalizado o segundo período, o Braga vencia o GRAP por 5-1. O GRAP regressou muito bem da pausa, tendo marcado e disposto de outras chances para reduzir, ainda mais, a diferença no marcador, mas não conseguiu.

Os minhotos, após terem sofrido um pouco na fase inicial, fizeram valer a sua superior qualidade técnica e em dois belos lances marcaram dois tentos que, praticamente, selaram a conquista do Tri e terminaram com a esperança do GRAP em conseguir fazer alguma “gracinha”.

Os derradeiros doze minutos quase começaram com o sexto tento minhoto, mas Makê travou um forte remate de Jordan. Contudo, passados alguns segundos, mau atraso de André Lourenço para Makê e servido por Léo Martins, Jordan apenas teve de encostar para fazer o 6-1.

Sem nada a perder, o GRAP procurava marcar mais algum(s) golo(s), mas apesar de algumas boas oportunidades de finalização, estava a faltar um maior acerto com a baliza de Padilha.
O Sotão sagrou-se Campeão da Divisão Nacional ao vencer o Chaves na final por 6-3
Fonte: Nazaré Beach Events

A cerca de seis minutos do final, Miguel Carvalho sofreu uma falta de Bernardo Botelho em excelente posição para visar as redes arsenalistas. Novamente com uma enorme chance para marcar, desta feita, Miguel Carvalho não desperdiçou e com um remate rasteiro, diminuiu a diferença para 6-2. Pouco depois, situação idêntica, mas de maneira reversa. Bruno Xavier, com possibilidade para fazer “gosto ao pé”, rematou cruzado e assinou o 7-2. O GRAP tentou responder de imediato, mas Padilha, em dois lances quase seguidas, negou o golo a Diogo Oliveira. Pouco depois, João Cintra quase reduziu para o GRAP, mas David Assunção, que havia entrado à instantes, impediu o terceiro da equipa de Sandro Brito. Porém, volvidos alguns segundos, numa jogada semelhante, David Assunção nada pode fazer e João Cintra reduziu o marcador para 7-3.

A faltarem quase dois minutos para o fim, na sequência de um livre ainda longe da baliza do GRAP, Filipe disparou uma bomba para fazer o 8-3. Golaço!

Concluída a partida, o Braga venceu o GRAP por 8-3 e conquistou o seu segundo Tricampeonato Nacional, o sexto campeonato do seu historial. Com um primeiro período muito forte, os minhotos conseguiram construir uma almofada de conforto, mas o GRAP nunca desistiu e ainda assustou Padilha em várias situações.

No entanto, a vitória bracarense nunca esteve em causa e graças aos seus jogadores de qualidade superior, golos em alturas fundamentais ajudaram a confirmar a conquista do Tri. Boa réplica do GRAP que, após uns doze minutos iniciais menos conseguidos, equilibrou o encontro e ficou perto criar algumas dúvidas na mente dos guerreiros do minho.

CINCOS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

GR Amigos da Paz: 22-Tiago Gordalina (GR), 2-Diogo Oliveira, 5-André Lourenço, 7-Ricardo Costa e 8-Tiago Clemente

Jogaram ainda: 1-Makê (GR), 3-Tiago Grilo, 6-Cristiano Matos, 9-Vasco Gonçalves, 10-Miguel Carvalho (CAP.), 11-João Cintra e 14-Bino

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins

Jogaram ainda: 1-David Assunção (GR), 2-Filipe, 7-Bokinha, 8-Bruno Xavier, 13-Bernardo Botelho, 14-José Henrique e 15-Miguel Pintado

Espanha 95-75 Argentina: defesa espanhola sobrepõe-se e garante segundo título mundial

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A Espanha é campeã do mundo de basquetebol. Os espanhóis derrotaram a Argentina na final disputada em Pequim e fecharam o torneio só com vitórias, juntando esta vitória à de 2006, mantendo-se invencíveis em finais de Campeonatos do Mundo da modalidade. Foi um domínio avassalador, do início ao fim, de uma seleção que prima pela facilidade com que controla cada partida, algo que ficou demonstrado novamente na final.

O primeiro período começou e terminou da mesma maneira: com a defesa espanhola a complicar a velocidade dos bases argentinos. A Espanha esteve quase sempre no controlo dos primeiros dez minutos, ditando o ritmo do jogo e conseguindo mais facilmente impor tanto o seu ataque como a sua pressão defensiva. Pelo meio houve ainda uma resposta argentina, proporcionada por um aumento da agressividade defensiva, o que trouxe contra-ataques do outro lado.

O segundo quarto do jogo continuou igual ao primeiro, com a Espanha a iniciar a todo o gás. A defesa espanhola voltou a criar problemas, principalmente a Luis Scola, que terminou a primeira-parte do jogo sem pontos. Depois, o maior número de opções de qualidade dos europeus ajudou ao aumento da vantagem e, por isso, a resposta dos argentinos foi rapidamente travada.

A Espanha chegou ao intervalo com uma vantagem de doze pontos, dominando em quase todas as vertentes do jogo e parecendo claramente no controlo da final. O esforço espanhol era coletivo e a vantagem devia-se a esse facto, porém, Rudy Fernandez, Ricky Rubio e Willy Hernangomez eram quem mais brilhava. Do lado argentino, Nicolas Laprovittola, Nicolas Brussino e Facundo Campazzo iam mantendo a sua equipa dentro do jogo, mas a Argentina precisava de mais do que apenas contra-ataques e pequenos parciais.

Rudy Fernandez, aqui a assistir Marc Gasol, foi a figura maior da primeira-parte de domínio espanhol
Fonte: FIBA

Na segunda-parte, a Espanha não só manteve o que já vinha fazendo como ainda conseguiu melhorar e colocou o jogo fora de alcance logo no terceiro período. A dupla Gasol-Rubio apareceu e logo o jogo acabou. Já não houve resposta argentina, a defesa dos espanhóis controlou sempre os melhores jogadores da seleção sul-americana e tudo estava resolvido quando ainda faltavam dez minutos para jogar.

O quarto período ainda trouxe uma Argentina à procura de um milagre, mas nunca a vitória da Espanha esteve em dúvida, com a vantagem a nunca descer dos doze pontos. No fim, a força da seleção espanhola simplesmente acabou com a energia dos argentinos e a diferença pontual reflete bem aquilo que se passou na partida.

Ricky Rubio, Sergio Llull e Marc Gasol acabaram por ser demasiado para a equipa argentina, com os dois bases em destaque na organização do ataque e Gasol, que garante títulos na NBA e Mundial na mesma época, a comandar uma defesa que não deu hipóteses. Na Argentina, Gabriel Deck, Laprovittola e Campazzo ainda tentaram, mas a seleção espanhola foi demasiado forte.

O problema do segundo avançado

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Depois de uma época muito bem-sucedida, João Félix abandonou o SL Benfica a troco da verba recorde de 120 milhões de euros. A saída do jovem português, aliada à retirada de Jonas, deixou a equipa encarnada órfã de um jogador com características de segundo avançado.

Era esperado que o Benfica reforçasse a posição no mercado de transferências, mas tal não veio a acontecer. O Benfica acabou por reforçar a frente de ataque, mas contratou dois jogadores com características bastante díspares de João Félix: Raul de Tomas e Carlos Vinícius.

Com esta ausência de um segundo avançado, era esperado que Bruno Lage fizesse mudanças de cariz tático e alterasse as dinâmicas da equipa, de forma a comportar dois avançados mais fixos, Seferovic e Raul por exemplo.

No início da pré-época vislumbrávamos um sistema encarnado que comportava dois avançados com dinâmicas relativamente semelhantes, mas com o passar dos jogos foi possível detetar uma evolução nas tarefas requeridas a Raul de Tomas. O espanhol recuava mais no terreno e participava mais na construção na linha média encarnada, envolvia-se muito mais no processo de pressão ofensiva, deambulava mais frequentemente pelo campo aparecendo em posições não tão centrais no terreno. Tornou-se por demais evidente que a aposta seria colocar o ex-jogador do Real Madrid nas costas de Seferovic.

A aposta não tem sido muito bem-sucedida e, na minha opinião, está a prejudicar bastante o ponta de Lança espanhol.

Os dois avançados têm sido a primeira aposta de Bruno Lage
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Raul de Tomas tem sido bastante criticado, críticas essas que são tremendamente injustificadas. Olhando para os jogos do internacional sub19 espanhol e mesmo para o treino aberto do Benfica, que se realizou poucos dias depois da chegada do jogador, é inacreditável a mudança de comportamentos do mesmo.

Fez todos os jogos da sua curta carreira como avançado alvo, chegou ao Benfica rotulado de goleador e agora são-lhe exigidos comportamentos que fogem completamente aos que sempre foram seu apanágio. Aparece muitas vezes longe de zonas de finalização o que irá inevitavelmente reduzir as suas oportunidades de golo. De Tomas não se resume apenas a golos. A sua capacidade de receção e movimentação em espaço curto, a qualidade de passe, espelhada nas duas excelentes bolas de rutura que isolaram Seferovic, frente ao Braga, a capacidade de segurar o esférico e executar da melhor forma.

A (in)esperada classe que o jogador apresenta com a bola nos pés contrasta com as expectativas do adepto casual e com aparência do avançado espanhol, aparência típica de um personagem de um qualquer filme de máfia. Apesar de todas estas características poderem ser propícias à sua colocação numa posição de 9 e meio, o número 9 das águias está evidentemente a jogar fora de posição, isto é ainda mais evidente face à seca de golos de Seferovic. Julgo que o Benfica beneficiaria bastante com a colocação de Raul de Tomas mais à frente no terreno.

Seferovic ainda não fez jus ao título de melhor marcador da época passada
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Mesmo com Raul de Tomas a Ponta de Lança, e visto que Bruno Lage não parece vir a realizar grandes mudanças na dinâmica da equipa, a questão do segundo avançado continuaria por resolver. Sempre que entrou no jogo a desempenhar estas funções, Chiquinho impressionou e seria a opção mais viável e mais adequada ao que o treinador exige nesta posição. No entanto, o jovem português sofreu uma grave lesão, lesão essa que o vai afastar dos relvados durante vários meses. Pondo a “opção Chiquinho” de lado não restam muitas opções a Bruno Lage.

Depois da sua árdua recuperação física e mental, Taarabt tem vindo a destacar-se sempre que pisa os relvados. Depois de uma grande exibição, na posição 8, frente ao Braga, o marroquino não tem, no entanto, o lugar garantido no onze.

Com o regresso de Gabriel, jogador que, com ritmo de jogo, é fundamental no sistema dos encarnados, Taarabt pode voltar a ser relegado para o banco. Durante grande parte da sua carreira o magrebino pisou terrenos mais adiantados, sobretudo no AC Milan e no QPR, onde aparecia como um maestro na posição 10 ou um “segundo avançado”. Seria Taarabt a 9,5/10 uma boa opção para o Benfica? A entrada do jogador nesta zona do terreno traria uma boa ligação entre a zona média de construção e o terço mais adiantado do terreno, havendo uma melhoria significativa no jogo entre linhas. Os seus passes verticais e de rutura poderiam ser perfeitamente adaptáveis às desmarcações sobretudo de Rafa e de Raul.

Contudo, esta ligação no meio campo poderia retirar alguma importância e bola a Pizzi, que tem sido dos melhores jogadores do Benfica neste início de época. Em certos jogos poderia também ser notável uma falta de presença nas zonas de finalização, face às características de Taarabt, que o iriam arrastar inevitavelmente mais para fora da área. Colocando os prós e contras em cima da mesa, o marroquino parece-me ser uma opção possível, mas não creio que seja a melhor solução.

Sobram Carlos Vinícius, que está também lesionado, Jota e uma nova hipótese: Zivkovic que jogou (frente ao Estoril num jogo amigável) e tem treinado nesta posição.

Vinícius é um avançado mais móvel que os restantes companheiros de posição. Faz da força física e da velocidade as suas maiores armas. Não me parece ser uma boa opção para aparecer atrás de um Ponta de Lança, mas é um excelente suplente para Raul de Tomas, e pode surpreender taxativamente o público num curto espaço de tempo.

Zivkovic desapareceu completamente das opções de Bruno Lage, na época passada, e este ano, com a chegada de Caio Lucas, o seu espaço na ala é praticamente inexistente. Zivkovic teve o seu melhor momento no Benfica quando substituiu o lesionado Krovinovic, no centro do terreno (significativamente mais recuado do que a posição aqui discutida).

Nos últimos dias têm surgido informações alegando que o treinador do Benfica tem testado o jovem sérvio nesta nova posição, informações essas que puderam ser confirmadas na partida amigável com o Estoril. Não me parece que a aposta em Zivkovic se vá concretizar em pleno, e este “teste” parece ser apenas uma tentativa de relançar a carreira do internacional sérvio, no qual o Benfica e os adeptos encarnados depositam muitas esperanças.

Finalmente temos o jovem português Jota. João Filipe tem visto um incremento nos seus minutos, esta época. O camisola 73 parece aproximar-se gradualmente da afirmação na equipa da Luz. Por vezes, aparece nos jogos a partir das alas, mas é quando pisa terrenos mais próximos do Ponta de Lança, que realmente se destaca. Impressionou bastante nesta função de 9 e meio na pré-época, partindo como favorito à posição, mas Lage acabou por apostar numa dupla de avançados mais “puros”. A sua velocidade e capacidade técnica podem trazer muito à equipa encarnada, tanto em situações de transição como de construção. Em zonas adiantadas é bastante capaz na finalização, como já provou nos escalões de formação e nas seleções jovens, onde foi muitas vezes dos melhores marcadores.

De todas as soluções das quais Bruno Lage dispõe, a opção Jota seria, muito provavelmente, a que traria características mais similares àquelas a que João Félix apresentava. Apesar de considerar que Jota seria a melhor escolha para a posição, creio que o jogador necessita de ganhar ainda mais maturidade, maturidade essa que só pode ser ganha de uma forma: minutos em campo.
Jota tem vindo a evoluir progressivamente e pode ser uma boa opção para o papel de segundo avançado
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Bruno Lage possui várias opções para a posição, apesar de nenhuma encaixar na perfeição nas características de Félix, mas é impossível, e bastante injusto, exigir a um jogador que seja uma cópia perfeita de outro. Isto tem que ser entendido tanto pelo treinador do Benfica como pelos adeptos encarnados. A insistência em utilizar Raul de Tomas fora de posição, prejudica o Benfica e o avançado espanhol, que vê muitas das suas qualidades serem “desperdiçadas”.

Bruno Lage terá que operar mudanças, sejam elas mudanças a nível dinâmico ou alterações de executantes, de forma a conseguir retirar o melhor de todos os seus atletas. O Benfica marcou 16 golos em cinco jogos, desses 16 apenas 1 foi marcado pela dupla Seferovic/de Tomas, e nem tudo pode ser associado à falta de eficácia. Parece-me inegável a necessidade de alterações na frente de ataque.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Real Sociedad de Fútbol 2-0 Club Atlético de Madrid: Queda do líder no Novo Anueta!

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É o regresso da La Liga após a pausa para as seleções. Frente a frente estão duas equipas com resultados diferentes no campeonato. Enquanto a Real Sociedad já experimentou todos os resultados possíveis nas três primeiras jornadas, o Atlético Madrid mantém-se imbatível, com três vitórias consecutivas.

Este jogo tinha uma condimento especial, a Real Sociedad estreava-se em casa esta época e estreava também o seu novo estádio,o novo Anoeta, que foi renomeado para Real Arena. Uma motivação para a equipa da casa se estrear com uma vitória. Aleksander Isak era também uma das estreias para este jogo e poderia ser um dos candidatos a inscrever o seu nome na história como o primeiro jogador da Real a marcar no novo estádio.

O técnico Imanol Alguacil apresentou a equipa a jogar um futebol agradável com as transições em posse a serem o foco da equipa, mas esbarrou na forte pressão da equipa de Simeone que voltou ao esquema táctico mais habitual, o 4-4-2, depois do susto da última jornada em que tinha alterado o sistema. Apesar dessa pressão, os bascos dominavam no capítulo da posse, apesar de perderem a maior parte dos duelos para a defesa dos colchoneros.

A equipa do Atlético é conhecida por sofrer poucos golos e com o regresso de Savic ao centro da defesa, essa afirmação saía mais reforçada.

Essa condição foi  posta à prova por duas ocasiões, primeiro numa bela jogada colectiva, a Real podia ter chegado ao golo, mas Jan Oblak negou de forma fantástica o golo aos bascos. Depois Diego Llorente ao ganhar nas alturas à defesa colchonera  podia ter feito melhor  mas o cabeceamento acabou por sair por cima da baliza dos madrilenos.

Para quem viu a primeira parte, só podia concordar com este nulo, embora a Real tivesse maior ascendente no jogo não conseguia marcar, ao passo que o Atleti, esteve bastante apagado a nível ofensivo.

A segunda parte iniciou com uma alteração na equipa colchonera, Marcos Llorente entrava para o lugar do muito apagado Thomas Lemar.

A qualidade global do jogo melhorou um pouco no início do segundo tempo, talvez muito por culpa do Atleti que mostrou maior interesse em chegar à grande área contrária, o que depois servia de pretexto para a Real contra-atacar.

Num bom lance ofensivo João Félix mostrava os dentes à defensiva do clube de San Sebastian, com um remate a passar ao lado da baliza de Moya.

O jogador português não ia mostrar muito mais porque pouco depois seria substituído por Ángel Correa.

Os minutos seguintes definiram o resto do jogo, numa escala de acontecimentos que levaram à queda do líder da La Liga.

Mikel Merino numa grande jogada individual entregava o esférico para Martin Odegaard que abria o marcador, inscrevendo o seu nome na história do novo Anoeta, o remate do dinamarquês ainda sofreu um desvio em Savic enganando Jan Oblak.
Fonte: Real Sociedad de Fútbol

Pouco depois ainda não refeitos do primeiro golo sofrido, a defesa do Atlético de Madrid concede outro golo, com culpas repartidas entre a defesa e Jan Oblak, foi mais lesto Nacho Monreal e empurrava a bola para dentro da baliza num lance que deixou Oblak sem sentidos, acabando o mesmo por ter que ser substituído. Muitas contrariedades em tão pouco tempo deitaram a baixo os colchoneros.

Mas quem conhece Simeone sabe que não é pessoa de se render, e isso ficou espelhado na reação da equipa. Finalmente a equipa começou a funcionar no ataque e as ocasiões foram aparecendo e no espaço de dois minutos Moya foi obrigado a intervir por duas ocasiões. A própria atitude da equipa melhorou mesmo não sendo suficiente para mudar o rumo dos acontecimentos.

Vitória a ser mais que justa para a equipa da casa que foi mais forte em todos os momentos do jogo, perante um Atlético muito estéril que voltou a mostrar dificuldades quer no momento ofensivo quer no momento defensivo, espera-se pois muito trabalho para Simeone colocar o Atleti a praticar um futebol mais “agradável”.

 

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Real Sociedad de Fútbol – Moya, Monreal, Llorente, Elustondo, Zaldua, Merino (Zurutuza, 83′), Zubeldia, Oyarzabal, Odegaard, Portu (Januzaj, 83′) e Isak (Willian José, 73′).

Club Atlético Madrid – Oblak (Adan, 66′), Trippier, Gimenez, Savic, Renan Lodi, Lemar (Llorente, 46′), Koke, Saul, João Félix (Correa, 57′), Diego Costa e Vitolo.

SL Benfica 2-0 Gil Vicente FC: Encarnados sem ideias vencem em lances capitais

Em mais uma ronda da Primeira Liga, o SL Benfica venceu na sua casa o Gil Vicente FC por 2-0. Após a pausa para os compromissos internacionais, as “Águias” voltavam ao seu terreno e queriam garantir mais um triunfo, mas tinham de ter cuidado com os “Galos de Barcelos”, uma vez que já haviam travado o FC Porto e SC Braga nas jornadas anteriores – uma vitória e um empate a um golo, respetivamente.

O Benfica entrou pressionante e a querer assumir o controlo de jogo, com os elementos do ataque a trocar a bola no último terço do campo e o Gil Vicente estava a ter dificuldades em estancar as ofensivas encarnadas. O primeiro lance de perigo surgiu aos nove minutos: Pizzi foi derrubado dentro de área pelo estreante no campeonato Ygor Nogueira e o árbitro João Pinheiro assinalou de pronto grande penalidade. O médio benfiquista tinha uma oportunidade soberana para colocar o atual campeão nacional em vantagem, mas viu Denis “voar” para impedir o golo inaugural.

O penálti falhado fez aumentar a confiança dos visitantes que começaram a subir mais no terreno, criando assim dificuldades aos comandados de Bruno Lage. A partida foi-se desenrolando e não surgiam oportunidades para o marcador se alterar. Algum tempo depois sem qualquer ação, Pizzi, aos 39’, voltou a estar perto de faturar a cruzamento de Grimaldo, contudo Denis levou a melhor novamente.

No instante a seguir, o Gil Vicente também ameaçou a baliza de Vlachodimos, por intermédio de Sandro Lima, com o remate do avançado brasileiro a ser desviado pelo guardião grego. Antes do intervalo, o marcador foi inaugurado a favor da equipa da casa: aos 45’, Taarabt descobriu André Almeida que cruzou rasteiro para dentro da área gilista à procura de um desvio dos seus colegas de equipa, mas foi o central Nogueira que tocou a bola e colocou-a dentro da baliza. Mesmo sem fazer uma boa exibição durante grande parte do primeiro tempo, o Benfica chegava ao descanso na frente pela margem minima.

Pizzi falhou uma grande penalidade, mas redimiu-se e marcou aos 53′
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

O segundo tempo começou com uma substituição do lado visitante: Romário Baldé foi lançado para o lugar de Lino, fazendo assim a sua estreia na Liga pelo Gil Vicente. A primeira oportunidade foi para os visitantes: Kraev, bem isolado por Baldé, tirou bem Ferro do caminho e ao tentar colocar a bola no canto superior, atirou para fora. Na resposta, André Almeida fez um bom cruzamento e Pizzi cabeceou à malha lateral, dando a sensação de golo, que acabaria mesmo por acontecer.

Aos 53’, um canto batido por Grimaldo do lado direito foi ter aos pés de Pizzi, que, à terceira tentativa, conseguiu bater Denis e aproveitou para cimentar a sua liderança na lista de melhores marcadores do campeonato. O segundo tento ajudou o Benfica a acalmar a tentativa de reação gilista.

Raúl de Tomás tentou a sua sorte aos 68’, após uma boa aceleração do lado esquerdo de Rafa, mas o seu remate foi desviado na defesa adversária, dando origem a um canto sem qualquer perigo. Logo a seguir, Kraev esteve outra vez perto de marcar na Luz e na cara de Vlachodimos voltou a desperdiçar uma excelente ocasião para reduzir diferenças.

A partida voltou a cair num ritmo de desinteresse, muito por culpa do jogo estar (praticamente) resolvido a favor das “Águias”, mas ainda houve tempo um pequeno calafrio: Sandro Lima ainda colocou o esférico na baliza de Odysseas, mas o fiscal de linha anulou o tento do Gil Vicente.

O jogo chegou mesmo ao fim e o Benfica venceu por 2-0. Num jogo em que não se exibiram a um alto nível como noutros encontros, os “encarnados” conseguiram triunfar e continuam assim a um ponto do surpreendente líder Famalicão. Já o Gil Vicente continua sem vencer fora de portas, depois de ter perdido com o Moreirense na segunda jornada da Primeira Liga.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SL Benfica: Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Ferro, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Fejsa, Adel Taarabt, Pizzi, Rafa Silva (Caio Lucas, 71’), Raúl de Tomás (Jota, 78’) e Haris Seferovic.

Gil Vicente FC: Denis, Fernando Fonseca, Rodrigão, Ygor Nogueira, Rúben Fernandes, Soares, João Afonso (Leonardo Cordeiro, 82’), Bozhidar Kraev, Yves Baraye, Lino (Romário Baldé, 45’) e Sandro Lima.

Espanha 6-1 Croácia (Sub-19): Atropelo espanhol na final

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A final do Europeu de futsal sub 19 infelizmente não contou com a seleção portuguesa, eliminada nas grandes penalidades perante a Croácia, Coube assim à equipa balcânica defrontar a Espanha no jogo decisivo, na arena Riga, onde se disputaram todos os jogos desta competição.

Falando da final propriamente dita, taticamente as equipas estiveram como era esperado, a equipa espanhola a dominar e com mais posse de bola e os croatas, tal como contra Portugal, apresentaram um bloco mais baixo, procurando uma falha do seu adversário para eventualmente poder explorar um contra-ataque rápido.Com cerca de cinco minutos de jogo na primeira metade, surgiu o primeiro golo da partida, uma jogada combinada numa bola parada (pontapé de canto), Ricardo Mayor surgiu à boca da baliza para uma finalização fácil após assistência de Céron.

Mas se há coisa que (infelizmente) sabemos bem é que a turma croata nunca desiste e empatou aos 13 minutos, através de um livre direto de Muzar, com a bola a tocar na barreira e a trair o guardião ibérico. A emoção não se ficou por aí e a Espanha voltou à liderança, novamente a partir de um canto, desta vez um remate exterior de Adrián após passe de Mayor, com o guarda-redes Cismic a não ficar isento de culpas, ele que já tinha salvo a sua equipa em várias ocasiões.

A ver-se em desvantagem novamente no marcador, a Croácia apostou no guarda-redes avançado, tática que resultou na perfeição no seu jogo das meias-finais. Ainda na primeira parte, e numa transição ofensiva já com Cismic em campo, Molina fez o 3-1. No último minuto, num lance bastante discutível, o árbitro da partida assinalou a sexta falta aos jogadores croatas, originando um livre direto de dez metros sem barreira. Chamado a bater a bola parada, Antonio Perez não desperdiçou e fez assim o quarto golo da Espanha, resultado esse que se manteve até ao intervalo, numa vantagem aparentemente confortável para “nuestros hermanos”, mas que não deve ser encarado como uma final ganha, uma vez que a sua adversária nunca se dá por vencida e tem uma alma enorme.

Momento importante na partida, com o golo de Antonio Perez no fecho da primeira parte, através da conversão de um livre direto (4-1 na altura).
Fonte:UEFA

Para a segunda parte, ou a Croácia marcava cedo e relançava o marcador, ou a Espanha mantinha ou aumentava a vantagem e sentenciava definitivamente o marcador.

Ora, o que sucedeu foi a segunda opção, com a Espanha a marcar por duas vezes e a colocar uma pedra sobre o vencedor histórico desta edição inaugural. Os tentos foram apontados por Povill e Adrián, que bisou no encontro. Até ao fim, foi só ‘aguentar’ o resultado, muito desnivelado e que deixa um enorme amargo de boca a todos os portugueses, pois a seleção portuguesa era a única capaz de dar luta a esta Espanha, pese embora os desaires nos encontros particulares.

Foi bonito ver o fair-play no fim do encontro, com os croatas e os espanhóis a saudarem os adeptos nas bancadas. Obviamente que a seleção ‘roja’ é a justa vencedora, pois foi a equipa mais consistente durante toda a competição e não tiveram culpa da nossa eliminação e do apuramento croata para a final, equipa a quem ganhou por duas ocasiões, na abertura e no fecho.

Foto De Capa: UEFA

FC Famalicão 4-2 FC Paços de Ferreira: Fábio Martins, o génio de Famalicão

O líder FC Famalicão recebeu o FC Paços de Ferreira, último classificado, em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. Os dois conjuntos encontraram-se agora no grande palco do futebol português, depois de ambos subirem da segunda divisão na época transata. Desta vez levou a melhor o FC Famalicão, no que foi um jogo fabuloso de Fábio Martins.

Após o encontro na época passada, em que os “castores”, líderes da segunda divisão, venceram no Municipal 22 de Junho, as duas equipas defrontaram-se num contexto distinto e com dois protagonistas diferentes no comando do banco de suplentes: João Pedro Sousa ao leme do Famalicão e Pepa na sua estreia ao comando do FC Paços de Ferreira.

O jogo começou praticamente com uma grande penalidade. Ao minuto quatro, Fábio Martins tocou para Centelles, que foi derrubado na área por Bruno Santos. Fábio Martins assumiu a marcação da grande penalidade e converteu o primeiro golo dos homens da casa.

Fábio Martins foi a estrela da companhia esta tarde
Fonte: FC Famalicão

A primeira parte jogou-se de forma combativa, mas sempre longe de ambas as balizas, fazendo valer no placar, ao intervalo, o golo de Fábio Martins aos quatro minutos.

O Paços voltou mais dominante dos balneários, em busca do golo da igualdade, mas foi o Famalicão quem se distanciou no marcador. Fábio Martins fez a diagonal para o meio e deixou a bola em Guga que, com o pé esquerdo, fez o golo poucos minutos após ter entrado. O Paços respondeu com um cabeceamento de Douglas Tanque no coração da área, mas a bola saiu desviada da baliza de Defendi.

Quando o Paços criava perigo no ataque, o homem inevitável do Famalicão respondia, e, desta vez, num movimento à entrada da área, Fábio Martins atirou ao primeiro poste e fez o terceiro dos homens da casa.

Com o Paços descompensado pelas alterações ofensivas que fez, o Famalicão aproveitou uma transição rápida pela direita, com Pedro Gonçalves, no coração da área, a fazer o quarto da equipa da casa.

O Paços ainda conseguiu reduzir, aos 86’, por Douglas Tanque. O avançado brasileiro tirou dois defesas do caminho e colocou a bola no canto inferior esquerdo da baliza do Famalicão. O “99” pacense não se ficou por aí, tendo marcado outro em cima do final da partida, mas que de nada serviu aos homens de Pepa.

O Famalicão carimbou assim mais três pontos e assegurou a liderança por mais uma jornada, numa caminhada que tem sido de sonho para os homens de João Pedro Sousa.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC FAMALICÃO: Defendi; Patrick, Nehuen, Roderick(15’ Riccieli), Alex Centelles; Pedro G., Racic ( 57’ Guga), G.Assunção(76’ Tymon); Lameiras, Toni Martínez, Fábio Martins

FC PAÇOS DE FERREIRA: Ricardo Ribeiro; Bruno Teles, André Micael, Marco Baixinho, Bruno Santos; Hélder(64’ Uílton), Rafael Gava ( 59’ Douglas Tanque), Luiz Carlos, Pedrinho; Murilo( 79’ Bernardo), Welthon

Wolverhampton Wanderers FC 2-5 Chelsea FC: Vitória construída por “miúdos” com “show” de Abraham

A “armada portuguesa” do Wolverhampton recebeu, este sábado, o Chelsea, de Frank Lampard. Nos comandados de Nuno Espírito Santo destacou-se a titularidade do central Jesús Vallejo, emprestado pelo Real Madrid, que fez a sua estreia na Premier League. Já nos londrinos, a maior surpresa foi a inclusão do jovem Tomori no onze inicial, a par da primeira chamada à titularidade, na presente época, do brasileiro Willian e do espanhol Marcos Alonso.

O jogo começou com o Wolves a assumir a posse de bola, mas rapidamente as coisas se equilibraram, passando mesmo a existir um pequeno ascendente para o Chelsea, muito devido à preferência que os “lobos” têm em explorar as saídas rápidas em contra-ataque e, por consequência, em deixar que o adversário tenha a bola em seu poder durante um maior período de tempo. Ainda assim, o jogo foi bastante parado durante os primeiros 25 minutos, sem que existissem quaisquer ataques e, muito menos, remates perigosos, de parte a parte. Em nada se assemelhava a uma partida do tão vibrante campeonato inglês.

A primeira jogada de construção que foi finalizada pertenceu ao Chelsea, já ao minuto 28, com uma boa incursão de Azpilicueta pela direita, que tocou a bola para o centro, onde Willian driblou um adversário e rematou, mas a bola passou bastante por cima da baliza de Patrício. Este lance fez despertar os “blues” (que nesta partida foram “whites”) e logo de seguida, por volta da meia hora de jogo, o jovem Tomori protagonizou um belo remate, a mais de 30 metros da baliza, abrindo o ativo a favor dos londrinos. Apesar de ter vários homens à sua frente, fica a ideia de que Rui Patrício podia ter-se lançado mais cedo e com mais convicção à bola.

Os pupilos de Frank Lampard “tomaram o gosto à coisa” e não tardaram em faturar o segundo, apenas um minuto após o golo inaugural. Desta vez, foi Tammy Abraham a finalizar, após passe de Mason Mount e em jogada que voltou a ter a participação do central Tomori. À bela maneira da Premier League, este jogo “trocava de face” em apenas cinco minutos, estando agora super enérgico e com 0-2 no marcador, a favor do Chelsea.

O Wolverhampton tentou responder de imediato, numa jogada em que Diogo Jota acabou por não conseguir finalizar, mas foram mesmo os “blues” que voltaram a marcar, ampliando a vantagem para três golos. Após várias tentativas, a bola sobrou para Marcos Alonso, que tirou o cruzamento da esquerda e encontrou o inevitável Tammy Abraham. Depois de 26 golos no Championship do ano passado, ao serviço do Aston Villa, o jovem inglês já leva seis na presente edição da Premier League.

O intervalo chegou e a palestra foi certamente muito mais fácil para Lampard do que para Espírito Santo, tendo os últimos 15 minutos desta metade sido decisivos para o volume registado no marcador.

Tomori, após marcar o seu primeiro golo na Premier League
Fonte: Premier League

No reatar da partida, foi o Wolves que tentou reduzir de imediato a distância para o Chelsea, procurando fazer-se valer do seu ataque mais móvel, após a introdução de Cutrone no jogo. Para colocar no ataque o italiano, Nuno Espírito Santo abdicou de Dendoncker, deixando o centro da defesa mais frágil. Essa fragilidade foi aproveitada pelo novo homem-golo dos “blues”, Tammy Abraham, que construiu um lance individual de qualidade, tirando um adversário do caminho e rematando cruzado para as redes. As esperanças dos “lobos” pareciam ter sido desfeitas de vez, se é que tal ainda não tinha acontecido e o quinto golo podia ter surgido por outro jovem, desta feita Mason Mount, que, após ter sido servido por Azpilicueta, driblou Rui Patrício e ficou com a baliza à sua mercê, mas enviou a bola à malha lateral.

Quem acabou por marcar foi mesmo o Wolverhampton, na sequência de um canto cobrado por João Moutinho, que encontrou a cabeça de Roman Saiss. Com cerca de 20 minutos para jogar, este parecia não passar de mais que um tento de honra. No entanto, os comandados de Nuno Espírito Santo não desistiram e foram em busca de mais, chegando mesmo ao segundo golo de consolação, aos 85 minutos, por Patrick Cutrone. O atacante italiano, proveniente do AC Milan, assinou assim o primeiro golo desta sua aventura por terras de Sua Majestade.

Se a esperança dos Wolves tinha voltado, Mason Mount “arrumou com ela” já no período de descontos, assinando um belo golo de cariz individual e fixando o resultado em 2-5, a favor dos “blues”. O Chelsea volta a marcar bastantes golos, mas torna a sofrer pelo menos dois golos num jogo, situação que deve ser trabalhada. Já Nuno Espírito Santo apenas pode retirar de positivo a resiliência dos seus jogadores, pois tudo o resto foi desastroso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Wolverhampton – Rui Patrício; Jesús Vallejo; Conor Coady; Leander Dendoncker (Patrick Cutrone, 46’); Adama Traoré (Matt Doherty, 56’); Jonny Otto; Rúben Neves; Romain Saiss; João Moutinho; Diogo Jota; Raúl Jiménez (Gibbs-White, 70’).

Chelsea – Kepa Arrizabalaga; Antonio Rudiger (Kurt Zouma, 46’); Andreas Christensen; Fikayo Tomori; César Azpilicueta; Marcos Alonso; Jorginho; Mateo Kovacic (Ross Barkley, 70’); Mason Mount; Willian; Tammy Abraham (Michy Batshuayi, 77’).