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Roglic é o vencedor da La Vuelta 2019

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Acabou por ser da Eslovénia, o vencedor desta edição da La Vuelta: Primoz Roglic tornou-se no primeiro ciclista esloveno a vencer uma Grande Volta. Após 23 dias (contando com os dias de descanso) e milhares de quilómetros, chega mesmo ao fim mais uma edição da maior prova de ciclismo realizada em Espanha. Roglic acabou por conquistar pela primeira vez uma vitória em Grandes Voltas.

A última semana chegava, tal como o vento! Na etapa 17, entre Aranda de Duero e Guadalajara aconteceu algo insólito. A Deceuninck- Quick-Step juntamente com a Sunweb procuraram criar um espaço interessante para os seus rivais e acabaram por conseguir. Uma fuga bastante numerosa acabou por escapar, com quase toda a equipa da Quick-Step, muitos elementos da Sunweb (incluindo Kelderman) e alguns ciclistas da Movistar (incluindo Quintana).

Com este cenário coube à equipa do líder, a Jumbo-Visma tomar conta das operações no pelotão, com a ajuda da Astana e da equipa da UAE Emirates. A verdade é que o grupo escapado acabou por conseguir obter êxito e o grupo dos favoritos chegou a 5m:29s da frente.

No final, Philippe Gilbert (Deceuninck) acabou por somar a segunda vitória nesta Vuelta, batendo ao sprint Sam Bennett (Bora-Hansgrohe) e o seu companheiro de equipa Rémi Cavagna.

Na geral individual, Roglic mantinha a liderança, agora com 2m:24s para o segundo lugar de Quintana! Ele que foi um dos beneficiados do dia, ganhando cinco minutos à restante concorrência e que o fez subir quatro posições na geral. Na terceira posição aparecia Valverde a 2m:48s. Com esta etapa, Kelderman, outro dos beneficiados do dia, subiu da oitava posição para o sexto lugar. James Knox subiu da 11ª posição para o oitavo lugar e Dylan Teuns subiu oito lugares, passando de 18º lugar para a 10ª posição.

Na 18ª etapa, a montanha aparecia mais uma vez, com a chegada a Becerril de la Sierra. Mais uma vez a fuga acabou por vingar, sendo que foi apenas um ciclista que resistiu no final ao grupo dos favoritos, Sergio Higuita. A fuga tinha bastante qualidade inserida, com nomes como: Omar Fraile, Meintjes, Tao Hart, Higuita, Wout Poels, Neilson Powless e Oscar Rodriguez.

Quando ainda faltavam largos quilómetros para o final da etapa, Miguel Ángel López decidiu atacar no grupo dos favoritos. O grupo ficou encurtado para menos de dez unidades, com os números a favorecerem a equipa da Movistar.

Com mais de 40 kms para o final, Higuita viu-se isolado na frente da corrida. Do grupo perseguidor descaíram os elementos da Astana e da Jumbo-Visma para ajudar os seus líderes. Omar Fraile ajudou como pôde o seu líder Ángel López, mas sem grande sucesso, visto que acabou por ser alcançado pelos seus rivais. Powless ajudou e muito o seu colega e líder Roglic na penúltima subida.

Miguel Ángel López não estava contente com a situação e voltou a atacar, desta vez apenas foi seguido por Valverde, Roglic e Majka. Quintana e Pogacar a mostrarem fragilidades e acabaram por ficar para trás.

Lá na frente Higuita agarrou-se muito bem e com todas as suas forças acabou por dar uma vitória merecida à EF Education First. Roglic, Valverde e Majka acabaram por sprintar para o pódio da etapa, com vitória moral para Roglic, acabando todos a 15 segundos do vencedor. López cedeu dois segundos. Quintana e Pogacar perderam 1m:01s para os adversários diretos.

Na geral, Valverde ultrapassava o seu colega Nairo Quintana, subindo de terceiro para segundo. López trocava de lugar com Pogacar, subindo da quinta posição para o quarto lugar.

Os históricos da Segunda Liga

A história de uma competição faz-se dos seus participantes, de quem a integra, de quem a joga, neste caso. Os clubes são a âncora, são a imagem de quem projeta uma ideia sobre a sua realidade. Alguns estão lá quase sempre, outros são mais recentes e outros vão e voltam, como se de um destino agradável se tratasse. Podia estar a falar de outras, mas refiro-me à Segunda Liga (atualmente conhecida como LigaPro).

Uma prova que é normalmente vista como bastante competitiva e que lança anualmente as suas melhores equipas para o escalão máximo do futebol nacional, assim como revela diversos jogadores e treinadores. Neste sentido, este artigo foca-se nos históricos desta competição, isto é, aqueles que fazem parte da edição atual com dez ou mais participações desde 1990/1991 – altura em que foi criada como Segunda Divisão de Honra.

Antes de mais, convém iniciar pela equipa sensação deste campeonato, que tal como o FC Famalicão na Primeira Liga, ninguém acreditaria que fosse líder isolada à passagem da primeira pausa para os compromissos das seleções. Ocupa a sétima posição dos clubes com mais participações na Segunda Liga – conta com 17 – e está a fazer por voltar ao escalão máximo, onde já não compete desde 1988, uma vez que garantiu o seu melhor arranque de sempre.

O SC Covilhã de Ricardo Soares está a viver um grande início de temporada e a demonstrar qualidade e competência. O ex-técnico de GD Chaves e Académica OAF tem aqui uma boa oportunidade para relançar a carreira, se bem que é ainda bastante cedo para considerar os serranos como principais candidatos à subida.

Passando para o clube que se instalou na sua divisão “predileta”, pois conta com 24 participações em 30 possíveis e ocupa a segunda posição deste ranking (apenas atrás do CD Aves), o FC Penafiel de Miguel Leal espera um dia poder voltar à divisão principal, onde só esteve por três vezes neste século. Os durienses já eliminaram o CD Tondela da Taça da Liga, tendo sido esse o maior feito até agora. O CD Feirense surge logo a seguir ao FC Penafiel na lista dos clubes com mais participações na Segunda Liga – com 21 – e tenciona regressar o mais rapidamente possível ao escalão principal, de onde saiu este ano. Os fogaceiros têm alcançado habitualmente posições cimeiras na Segunda Liga nos últimos tempos, prevendo-se desempenho semelhante.

Quem também ambiciona regressar aos “tempos de primeira” são os dois históricos, Leixões SC e Varzim SC, que têm andado grande parte dos últimos anos a disputar a divisão atual. Ambos contam com 18 participações e não vêm os ‘’palcos de primeira’’ desde a época 2009/2010 para os leixonenses e 2002/2003 para os poveiros. Os dois conjuntos começaram o campeonato atual algo intermitentes, mas a expectativa é que possam realizar um percurso tranquilo, embora andem longe do poderio que já obtiveram no futebol nacional, nomeadamente nos anos 60 e 70.

A Segunda Liga tem 18 participantes, sendo que dois deles ascendem ao escalão principal
Fonte: Liga Portugal
Outra das formações com história nesta prova é o GD Estoril, que conta com 16 presenças. A equipa da Linha viveu os seus melhores anos recentemente, quando participou na Liga Europa. Desceu há duas temporadas e o técnico Tiago Fernandes foi o escolhido, esta época, para elevar de novo o nome do clube. Os canarinhos serão certamente um dos conjuntos que farão parte do carrossel da frente.

Por falar em história, segue-se a Académica OAF com 14 presenças. Esta é uma instituição com larga história no nosso país e que se habituou a andar nos maiores corredores do futebol nacional, mas que participa pela quarta época consecutiva no escalão secundário. A Briosa, tal como ‘’manda’’ o seu historial, compete todos os anos para subir e este não será exceção, com César Peixoto agora ao comando.

Também com 14 presenças nesta Segunda Liga aparece o GD Chaves de José Mota. O experientíssimo treinador vai tentar recolocar o clube na principal competição, que abandonou precisamente este ano. Os transmontanos viveram os últimos três anos no maior palco da categoria e tentam recuperar essa aura positiva.

A seguir, temos o Académico de Viseu FC que conta com 13 participações. Os viriatos regressaram aos campeonatos profissionais em 2013 e esta é já a sétima época consecutiva que disputam este escalão. Se olharmos para o seu historial recente, percebe-se que não é um clube que costuma estar inserido na luta pela promoção, apesar de ter estado muito próximo de a alcançar há dois anos.

Por fim, surge uma das formações que está há mais anos consecutivos a disputar esta competição – são já 11. Curiosamente, a UD Oliveirense tem 12 presenças, o que faz do clube um dos mais assíduos da Segunda Liga neste século. A verdade é que os melhores tempos já lá vão – quando lutavam pela promoção, no início desta década.

A terminar esta lista está o CD Nacional que regressa a esta prova depois a ter vencido há duas temporadas, registando dez presenças. Os madeirenses habituaram-se a ser de ‘’Primeira’’ ao longo deste século, mas têm oscilado um pouco nos últimos anos. Para se ter uma melhor ideia, esta é apenas a quarta época que o clube disputa a Segunda Liga nos últimos 20 anos. O objetivo será sempre o de lutar pela subida, com a aposta a recair num dos técnicos mais jovens da prova e responsável pela ascensão do Mafra em 2017/2018.

Em suma, pode-se concluir que apenas três destas formações sagraram-se campeãs desta competição desde o período analisado, tendo vencido o respetivo troféu: o Leixões SC e o CD Nacional por uma vez e o GD Estoril em duas ocasiões.

Afinal, quem tem melhores condições para subir?

Ao estarmos a falar de históricos, estamos a falar de formações com experiência acumulada nesta prova e que, tendencialmente, ambicionam alcançar o “ouro”, isto é, a desejada subida de divisão. Tradicionalmente, as equipas que descem da Primeira Liga são vistas como fortes candidatas à subida, o que não invalida, obviamente, outras candidaturas de relevo.

No final das contas, apenas duas formações conseguirão a promoção e, pessoalmente, vejo o GD Chaves como um dos mais fortes candidatos. Pelo trajeto que foi construído nos últimos anos na Primeira Liga, apesar do fracasso do último, tendo ficado a ideia de que a equipa era capaz de fazer muito melhor, pois apresentava um grupo suficiente com um conjunto de jogadores interessantes. Por esta mesma razão, a ambição deverá passar por recolocar o clube nos grandes palcos e, para isso, contam novamente com um plantel capaz de dar resposta às suas pretensões.

A acrescentar, está um técnico com um vasto currículo no ‘’futebol de primeira’’, um dos mais experientes e que já mostrou que sabe andar nisto. Todos estes fatores julgo serem suficientes para ‘’colocarem’’ os transmontanos na rota da subida.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Revisto por: Jorge Neves

Jesus Corona | O melhor defesa direito do campeonato

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O internacional mexicano tem sido utilizado na posição de defesa direito e o rendimento tem sido altíssimo. Esta adaptação não é novidade visto que, na época transata já foi utilizado nessa função. O jogo realizado diante o SL Benfica (meteu Rafa que está numa extraordinária forma no “bolso”) foi a prova que, neste momento, Corona é a melhor alternativa dentro do plantel para a posição.

Se dissemos há duas épocas atrás que Corona podia ser o defesa direito do FC Porto todos diriam que seria uma loucura e esse cenário era praticamente impossível. Um jogador baixo, com dificuldades no processo defensivo e com pouca agressividade era visto como um “suicídio” coloca-lo nessa posição.

Mas nas duas últimas épocas Corona teve uma grande transformação em muitos destes momentos do jogo e nas suas próprias características. Percebeu rapidamente os movimentos básicos para se jogar numa linha defensiva, ganhou muita agressividade e sendo inteligente consegue “esconder” algumas debilidades físicas jogando muitas vezes em antecipação.

Este mérito tem de ser repartido pelo próprio Corona mas também por Sérgio Conceição que conseguiu trabalhar e potenciar características que hoje permitem ao treinador ter mais uma excelente opção para esta posição.
Corona tem realizado um excelente início de época
Fonte: FC Porto

Manafá é uma boa solução, é um jogador rapidíssimo e podendo jogar quer no lado direito quer no lado esquerdo é extremamente útil. Não sendo um “craque” é uma boa alternativa. Saravia tem sido uma certa desilusão e aquele jogo contra os russos do FK Krasnodar marcou-o bastante, embora, na minha opinião, foi mais vítima dos problemas coletivos do que dos seus erros individuais. Mas penso que é um bom jogador e vai acabar por demonstrar todo o seu potencial. Tomás Esteves é o futuro mas precisa de ganhar minutos na equipa B como aliás tem acontecido.

Tecnicamente Corona sempre foi um “predestinado”, talvez o melhor ambidestro do Futebol Mundial. Fortíssimo no um contra um, rápido, grande qualidade na definição e como na grande maioria dos jogos o FC Porto passa em organização ofensiva estas características são fundamentais. Quando a tudo isto conseguiu juntar competência no processo e na transição defensiva fez com que Corona se tornasse num “caso sério” nesta posição.

É, na minha opinião, de forma destacada o melhor defesa direito do Campeonato Português.
Foto de Capa: FC Porto

Revisto por: Jorge Neves

UEFA Champions League: com grande poder, vem grande responsabilidade

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É já na próxima noite de terça-feira que a UEFA Champions League retorna ao Estádio da Luz, com o SL Benfica a ser o anfitrião dos alemães do RB Leipzig.

Voltam as emoções fortes, mas regressa também a forte responsabilidade de vencer. E essa responsabilidade advém da obrigação de vencer. Três fatores baseiam essa obrigação e o que pretendo levar a cabo neste texto é precisamente elencá-los e explaná-los.

Começo pelo mais simples, mesmo básico, fator. O SL Benfica tem a responsabilidade de vencer jogos europeus pelo mero facto de ser o Sport Lisboa e Benfica, um histórico europeu duas vezes campeão dos campeões.

SE JÁ TENS PROGNÓSTICO PARA O JOGO DOS ENCARNADOS FRENTE AO LEIPZIG, NÃO PERCAS MAIS TEMPO… APOSTA JÁ! 

Sobretudo no conforto da sua casa e com o apoio de mais de 50 mil adeptos, os encarnados têm a obrigação de vencer qualquer equipa. Não pode subsistir o complexo de inferioridade europeu, espelhado no receio com que o clube da Luz – em toda a sua dimensão: adeptos, treinadores, dirigentes – por vezes encara os jogos internacionais.

Na Luz, o SL Benfica tem que impor o seu jogo e dominar, seja contra quem for.

A vitória segura frente ao Gil Vicente poderá ter dado moral para o jogo de estreia na Champions League
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Não só pelo que foi e pelo que é, mas também pelo que pretende, assumidamente, ser – ou voltar a ser – o clube encarnado tem a responsabilidade de vencer na Europa, não sendo admissível cair na fase de grupos. O projeto europeu já foi anunciado publicamente, já foi reiterado várias vezes, falta fazê-lo transitar do espetro comunicacional para o campo desportivo. Para o sonho europeu se tornar realidade é vital encarar cada partida como uma batalha que só pode ser vencida.

O terceiro e último fator prende-se com o passado europeu recente dos encarnados. Apesar de marcarem presença na fase de grupos da Champions há dez consecutivas épocas e de terem alcançado os quartos-de-final por duas vezes nesse período – 2011/2012 e 2015/2016 -, as águias têm mostrado um lado frágil na Europa nos dois últimos anos, tendo em ambas as edições caído na fase de grupos (2017/2018: 4.º lugar, zero pontos; 2018/2019: 3.º lugar, sete pontos).

Para limpar a imagem deixada no passado recente e construir rapidamente um melhor futuro próximo, o SL Benfica tem a responsabilidade, a obrigação, de começar já esta época a vencer com demonstrações de força e de se superiorizar aos três clubes do seu grupo, tendo, dado o seu historial, a responsabilidade de o terminar na liderança.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Revisto por: Jorge Neves

Men´s EuroVolley: Portugal deixa excelente imagem frente aos tubarões europeus

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Portugal, 31ª seleção do mundo, regressou aos Europeus de Voleibol, depois da última presença remontar a 2011 e tem como grande objetivo passar a fase de grupos.

Itália, França e Bulgária são as equipas mais fortes do grupo de Portugal. Roménia e Grécia são as restantes equipas do Grupo A sendo também as mais ao nível da seleção portuguesa, pelo que é contra estas duas equipas que Portugal precisa de ganhar para passar esta fase grupos, como foi assumido pelo selecionador português, Hugo Silva.

O primeiro jogo foi contra a Itália, terceira no ranking mundial, ainda que no último europeu tenha sido eliminada nos quartos-de-final. Os transalpinos já foram campeões europeus por seis vezes, sendo a segunda seleção com mais títulos europeus e também a segunda com mais pódios, 13 em 30 possíveis. No duelo entre as duas seleções, a Itália leva clara vantagem, com a última vitória portuguesa a ter ocorrido nos anos 50 do século passado.

Foto De Capa: CEV EUROVOLLEY

Boavista FC 1-1 Sporting CP: Leão apático continua sem vencer

Após a pausa internacional para seleções, a Primeira Liga está de regresso e ditou a visita do Sporting CP ao Estádio do Bessa para defrontar os “axadrezados” do Boavista FC. Os Leões estavam proibidos de perder mais pontos, após um desaire caseiro na jornada anterior diante da formação do Rio Ave FC e também após os seus mais diretos rivais terem vencido as suas partidas. Já o Boavista FC chegava até esta jornada como uma das boas surpresas do campeonato, sendo das poucas equipas que ainda não tinha perdido nesta presente edição da Primeira Liga.

Um jogo que gerou enorme expetativa em torno dos Leões após o despedimento de Marcel Keizer, sendo assim a estreia de Leonel Pontes como treinador interino. O novo treinador dos Leões promoveu algumas alterações (forçadas) no onze titular e não foi assim o único a estrear-se: Rosier, Neto, Gonzalo Plata e Bolasie foram chamados a jogo. Já o treinador Luís Vidigal promoveu também algumas alterações de forma a conseguir montar melhor a sua estrutura de 5x4x1 na fase defensiva e uma equipa mais virada para o contra-ataque e na expetativa.

E quem começou melhor foi a equipa da casa que entrou na partida praticamente a vencer. Aos sete minutos de jogo, Marlon faz o 1-0 após um excelente remate na cobrança de um livre direto sem hipóteses para Renan. O Sporting CP foi surpreendido e apesar de desde cedo ter o maior domínio da posse de bola – como seria de esperar – raramente sabia o que fazer com a mesma, praticando uma posse de bola lenta e sem ideias, facilitando a tarefa ao Boavista FC que defendia de forma organizada e aguerrida. O único lance de destaque é quando Bruno Fernandes descobre Bolasie que dentro da área remata para defesa apertada de Bracalli. O Sporting CP dominava a posse de bola, mas traduzia em pouca qualidade de jogo e em poucas situações de golo, chegando ao intervalo a perder por 1-0.

Na segunda parte, Leonel Pontes lança de imediato Jesé Rodriguez para o lugar de Borja. E foi novamente a equipa da casa a criar perigo por intermedio de Stojilkovic que rematou fraco para a defesa de Renan.

Borja foi um dos elementos menos em foco na partida
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

O Sporting CP tardava em conseguir assentar o seu jogo e cada vez com mais dificuldades. No entanto, a formação de Alvalade chega ao golo do empate ao minuto 62. Bruno Fernandes bate um livre direto e com alguma felicidade engana Bracalli após a bola mudar de trajetória na barreira do Boavista FC. O Sporting CP ficou galvanizado com o empate e aos 70 minutos numa jogada individual, Yannick Bolasie dispara um grande remate que ainda toca na trave da baliza axadrezada. Aos 72 minutos o congolês falha a bola por pouco, após cruzamento de Jesé.

Aos 78 minutos após um livre da esquerda cobrado por Rafael Costa, é invalidado um golo à equipa da casa por fora de jogo de Fabiano. Aos 81 minutos, Bruno Fernandes faz um belo remate em zona frontal, mas Bracalli atento, defende sem dificuldade. O Sporting CP até ao final arriscou tudo em busca do golo da vitória, mas sem sucesso, sofrendo ainda alguns calafrios através de contra-ataques da equipa caseira. Bruno Fernandes acabou por ser expulso ainda antes do final da partida por acumulação de amarelos.

O Sporting CP volta assim a tropeçar e a perder terreno, somando agora oito pontos ao fim de cinco partidas estando já a cinco pontos do líder FC Famalicão que visita Alvalade na próxima jornada. O Boavista FC continua sem perder e soma agora nove pontos estando num tranquilo 4.º lugar antes de visitar o terreno do Gil Vicente FC.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Boavista FC: Bracali, Fabiano, Neris, Ricardo Costa, Marlon, Carraça, Rafael Costa, Akah Yaw (Obiora 67’), Gustavo Sauer, Stojiljkovic (Cassiano 90’) e Yusupha (Mateus 56’)

Sporting CP: Renan, Rosier, Luis Neto, Mathieu, Borja (Jesé 46’), Doumbia, Wendel (Eduardo 81’), Bruno Fernandes, Plata (Rafael Camacho 88’) , Acuña e Bolasie

GP San Marino: Márquez vence em casa de Valentino Rossi

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“Obrigado, Miguel, pela coragem de voltares à mota apesar das dores”. Começo este rescaldo com o agradecimento de Poncharal ao português Miguel Oliveira. Apenas e só para nos lembrarmos de que este desporto é feito de pessoas, de sentimentos e de justiça.

Mas vamos falar de ação. É para isso que aqui estamos.

O mundial de motociclismo viajou até ao circuito de Misano, lugar onde Valentino Rossi é rei, mesmo sem ganhar corridas.

Marc Márquez voltou a fazer das suas, numa pista que não é muito favorável para o piloto espanhol da Honda. Mas foi Viñales a ocupar a primeira posição logo nos primeiros segundos da prova, seguido de Quartararo e Morbidelli, que acabou por ser ultrapassado em pouco tempo por Marc Márquez.

Já Viñales tinha uma estratégia simples: aumentar o ritmo nas primeiras voltas, cavar um fosso para os restantes rivais e parecia que só Quartararo o conseguia acompanhar. Volto a repetir: parecia.

Enquanto Quartararo assumia a liderança da prova,  por lá vinha Marc Márquez a correr atrás do prejuízo e a mostrar que teria uma palavra a dizer nesta corrida. Já Viñales foi perdendo gás e acabou por ser ultrapassado pelo espanhol da Honda.

Valentino Rossi procurava brilhar em casa, mas nem aqui a sua Yamaha estava a responder à vontade e ao desejo do italiano. Miguel Oliveira era 15º, depois de ter partido da 19ª posição, mas acabou por cair. Não se dando por vencido, voltou à pista para tentar pontuar e acabou em 16º. Atitude que lhe valeu um elogio público de Poncharal (já mencionado logo no início deste texto).

Se a meio da tabela, as coisas eram normas, lá na frente assistíamos a mais uma daquelas corridas de loucos que nos fazem saltar do sofá. Marc Márquez e Quartararo estavam separados por três décimas e o piloto da Yamaha mostrava-se bastante sólido na liderança e sem cometer erros, mesmo que estivesse a ser pressionado pelo líder do mundial.

Mas Márquez voltou a fazer o que de melhor tem feito nos últimos anos: estudar, estudar muito o adversário da frente, mesmo que tenha mais ritmo e meios para assumir  a liderança da prova. Foi o que fez hoje, mais uma vez.

Quartararo bateu o pé a Marc Márquez
Fonte: MotoGP

O piloto espanhol da Honda esperou até à última volta para atacar Quartararo e para nos dar mais um final de prova emocionante e frenético. Ultrapassou o gaulês da Petronas, que não baixou os braços e ripostou a ultrapassagem na curva quatro.

Mas Márquez estava decidido a ser Rei na casa de Valentino Rossi, e voltou a atacar Quatararo na curva oito. Os dois pilotos quase que se tocaram e o gaulês não conseguiu recuperar, deixando Márquez isolado no primeiro lugar. Viñales acabou por fechar o pódio.

Portimonense SC 2-3 FC Porto: Até ao último suspiro!

Portimonense SC e FC Porto encontraram-se em Portimão, em jogo a contar para a quinta jornada da Primeira Liga. Os algarvios ainda não tinham sentido o sabor da vitória em casa e procuravam senti-lo contra os dragões, que eram cem por cento vitoriosos em partidas entre estas duas equipas. O FC Porto partia como favorito e levou mesmo os três pontos para a Invicta, perseguindo assim o Famalicão na luta pela liderança do campeonato.

O FC Porto entrou forte, com a posse completa da bola, obrigando o Portimonense a recuar linhas. A primeira oportunidade dos dragões surgiu aos 12 minutos, com Luís Diaz, junto ao vértice esquerdo da área, a fletir para o meio e a rematar ao poste da baliza algarvia.

O FC Porto chegou à vantagem à passagem do minuto 24. Luís Diaz tocou para Otávio, que cruzou rasteiro e a bola embateu no braço de Jadson. Rui Costa assinalou grande penalidade e Alex Telles converteu, desta forma, o primeiro golo dos portistas na partida.

Dois minutos depois, Danilo falhou uma ocasião clara de golo. Corona cruzou a partir da direita depois de uma incursão de Otávio e o capitão portista, sozinho ao segundo poste, rematou com o peito, mas a bola acertou em cheio no poste esquerdo de Ricardo Ferreira.

Depois de uma primeira parte de sentido único, em cima do intervalo, num cruzamento com conta, peso e medida de Uribe, e depois de um ligeiro desvio de Marega, Zé Luís esticou-se ao segundo poste para fazer o segundo golo dos dragões.

O FC Porto chegou, assim, ao intervalo em vantagem e com um domínio confortável da partida.
O mar azul inundou Portimão, transformando o Municipal de Portimão num pequeno Estádio do Dragão
Fonte: FC Porto

As equipas voltaram dos balneários e tudo se manteve à exceção da atitude do Portimonense. Os homens de António Folha voltaram com maior determinação e mais vontade de ter bola, mas foi Marega quem teve a primeira oportunidade de golo da segunda parte. O maliano apareceu sozinho na área da formação da casa e atirou com potência para defesa de Ricardo Ferreira.

O FC Porto geria a partida de forma tranquila e chegava à baliza do Portimonense com facilidade, mas a eficácia não era a melhor arma dos dragões. Não ampliou o FC Porto, reduziu o Portimonense no primeiro lance de perigo que criou. Aylton cruzou a partir da esquerda, Dener ganhou nas alturas no coração da área e empurrou com determinação para o fundo das redes de Marchesín.

O Portimonense ganhou ímpeto com o golo e lançou-se para a frente, empatando dois minutos depois por Anzai. O lateral direito japonês fletiu para o meio e rematou com efeito para o fundo da baliza portista. Em apenas dois minutos o Portimonense empatou a partida nos dois únicos remates que fez.

Aos 86’ foi Jackson quem teve oportunidade para fazer a reviravolta no marcador. O colombiano recebeu em zona frontal, mas atirou fraco à figura de Marchesín.

O FC Porto foi para cima dos homens da casa nos últimos minutos e foi apanhado em contra pé, com Marlos Moreno a isolar-se e Alex Telles a derrubá-lo à entrada da área quando seguia para a baliza. Rui Costa assinalou fora de jogo numa primeira instância mas, com a ajuda do VAR,  reverteu a decisão e o brasileiro foi expulso.

Os homens da Invicta lançaram-se nos últimos instantes para a área algarvia e Marcano, já no fim da compensação, num pontapé de canto batido por Corona à esquerda, Marcano saltou mais alto que todos os outros e carimbou a vitória portista, levando à apoteose total dos adeptos portistas.

O FC Porto iguala assim o SL Benfica no segundo lugar, com um ponto a menos do que o FC Famalicão.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Portimonense SC: Ricardo Ferreira; Anzai, Jadson, Rodrigo, Júnior Tavares; Lucas Fernandes(Cevallos, 72′), Pedro Sá, Rómulo (Dener, 53′); Bruno Tabata(Marlos Moreno, 64′), Jackson Martínez, Aylton Boa Morte

FC Porto: Marchesín; Corona, Pepe, Marcano, Alex Telles; Otávio (Fábio Silva, 95′), Danilo, Uribe, Luís Diaz (Nakajima, 72′); Marega, Zé Luís (Soares, 80′)

Eurofarm Rabotnik 29-30 Sporting CP: Vitória leonina dá passo importante rumo à próxima fase

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O Sporting CP fez hoje a sua estreia na EHF Champions League 2019/2020 frente ao HC Eurofarm Rabotnik. Os leões estão inseridos no grupo C da competição juntamente com o Sãvehof (Suécia), Bidosa (Espanha), Presov (Eslováquia), Cocks (Finlândia) e o Eurofarm Rabotnik (Macedónia do Norte). Adivinha-se um grupo bastante equilibrado onde o Sporting CP, juntamente com os espanhóis e também com os eslovacos, deverá lutar pela passagem à fase seguinte. Recordo que apenas os dois primeiros de cada grupo seguem em frente.

PRIMEIRA PARTE POUCO CONSEGUIDA

O Eurofarm Rabotnik fazia a sua estreia na competição, mas nem por isso apresentava uma equipa menos competitiva. Nota para Neven Stjepanovic, que, na última temporada, alinhou na equipa verde e branca. Num grupo tão equilibrado, as vitórias fora de casa assumem particular importância. Assim, este jogo assumiu particular importância.

A partida começou equilibrada e decorridos 12 minutos o marcador encontrava-se igualado a seis. Apesar de algumas faltas técnicas para ambos os lados, o equilíbrio era a tónica dominante. A equipa de Thierry Anti aposta forte no capítulo defensivo e também no ataque rápido. Todavia, o ataque organizado parece ainda algo por afinar na estratégia do treinador francês e precisamente essa situação de jogo ia dando origens a inúmeros contra-ataques do Rabotnik. Apesar disso, 20 minutos passados e a igualdade mantinha-se (11-11). Insatisfeito com a prestação da sua equipa – os macedónios abriam uma vantagem de dois golos – Anti pediu um desconto de tempo e corrigiu alguns aspetos, nomeadamente a agressividade e profundidade defensiva. A equipa respondeu bem e voltou a igualar o encontro.

Ao intervalo, o Rabotnik liderava por um golo, mas ficava a sensação de que a equipa do Sporting CP podia fazer muito bem. Nesta primeira parte, destaque para Valentin Ghionea com cinco golos (todos eles de sete metros) e ainda para Stjepanovic com três.

SEGUNDA PARTE DE LUXO VALEU VITÓRIA MUITO IMPORTANTE

Na segunda parte, a história seria diferente. Certamente nada contente com a prestação dos seus jogadores, Anti deve ter dito das boas aos seus comandados. Assim, nos primeiros 14 minuto da segunda metade, o Sporting CP inverteu uma desvantagem de um golo e passou para a liderança por três. A defesa leonina estava agora bastante mais profunda e roubava inúmeras bolas que davam origem a contra-ataques rápidos. Os macedónios já não tinham tanto espaço para rematar de fora e a sua eficácia diminuía abruptamente. O treinador do Rabotnik pediu o seu desconto de tempo, mas as suas tentativas para travar a maior dinâmica leonina não estavam a surtir efeito.

Quando faltavam apenas 10 minutos para o final da partida, os macedónios aproximavam-se no marcador e estavam agora a apenas um golo. No entanto, Thierry Anti pediu um desconto de tempo e chamou a atenção dos seus jogadores para o momento ofensivo, mas reforçou que era na defesa que o Sporting CP ia ganhar o jogo. A pausa técnica surtiu efeito e os leões voltaram a abrir uma vantagem de três golos.

A verdade é que essa mesma vantagem revelou-se decisiva e os leões não mais saíram da liderança. Apesar da aproximação do Rabotnik nos últimos minutos, o Sporting CP geriu bem a vantagem e conquistou uma vitória muito importante. A segunda parte leonina foi excelente e Anti começa a mostrar as razões pelas quais foi contratado. No capítulo individual, Ghionea marcou uma dezena de golos e, juntamente com o guarda redes Cudic, foram peças essenciais no triunfo verde e branco.

O Sporting CP defronta na próxima jornada (dia 21 às 18:30 no Pavilhão João Rocha) os eslovacos do Tatran Presov. Um jogo extremamente importante no que às contas finais deste grupo C diz respeito.

EQUIPAS INICIAIS

Eurofarm Rabotnik – Nikola Mitrevski (GR), Bojan Madzovski, Milan Djukic, Marin Vegar, Lovro Jotic, Nikola Markoski e Neven Stjepanovic

Sporting CP – Aljosa Cudic (GR), Luís Frade, Frankis Carol, Pedro Valdez, Carlos Ruesga, Valentin Ghionea e Arnaud Bingo

CD Santa Clara 2-0 Moreirense FC: O fator 3-5-2 surpresa

Depois da paragem para seleções a quinta jornada juntou o CD Santa Clara e o Moreirense FC na disputa para arrecadar mais 3 pontos na tabela classificativa. João Henriques, técnico da equipa açoriana, fez algumas mudanças no onze inicial deixando qualquer amante do futebol curioso com os onze bravos açorianos escolhidos. Vítor campelos preferiu recorrer ao seu confortável onze, não procedendo a grandes alterações.

O jogo começou com ambas equipas a apresentarem-se organizadas e a não incorrer em muitos riscos. Ainda assim, e pese embora o facto de estar a atuar num esquema-tático completamente novo, com a inclusão de três centrais, procurou ter mais iniciativa de jogo ofensivo. Para isso, em muito contribui a profundidade concedida pelo lado direito, devido às constantes incursões de Patrick (a atuar, pela primeira vez, como ala).

Apesar dos primeiros minutos parecer um jogo mais equilibrado e sem muito perigo, a equipa da casa acabou por conseguir ser mais eficaz através da construção de linha de passe o que ajudou a construir maior posse bola. A todo o custo alcançar a baliza adversária e chegar à superioridade numérica no marcador. Essa superioridade viria a comprovar-se já no tempo complementar através da assistência de Lincoln para Zé Manuel que inaugura o marcador ao fechar esta primeira parte.

Fonte: Bola na Rede

O Santa Clara mostrou-se mais dominante na primeira parte da partida e acabou por manter a superioridade no marcador.

Se, na primeira parte, o Santa Clara foi dominante, a segunda parte foi altura da equipa visitante mostrar que estavam prontos para mudar o marcador. As alterações na equipa do Moreirense fizeram com que esta se tornasse mais dinâmica conseguindo mais ocasiões de perigo.

Aumentando as suas linhas de passe, para tentar chegar o mais próximo da baliza da equipa vermelha e branca e, assim, granjear o golo que permitisse restabelecer a igualdade, a equipa visitante passou a ter mais inciativa ofensiva (e para isso, muito contribuíram as alterações feitas por Vítor Campelos). Todavia, e um pouco contra a toada do jogo, os “Bravos Açorianos” conseguiram adiantar-se no marcador através dum auto golo de Fábio Abreu aos 75 minutos.

A partir desse momento, a equipa do ainda tentou do Moreirense mudar o resultado, mas sem efeito.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

CD Santa Clara: Marco, J. Lucas (79’ Zaidu), F. Cardoso, João Afonso, César M., Lincoln (69’ Osama Rashid), Nené, Francisco R., Patrick, T. Santana, Zé Manuel (76’ Carlos JR);

Moreirense FC: M. Pasinato, Abdu (62’ D’Alberto), Iago, S. Vitória, J. Aurélio, Bilel A., F. Pacheco (76’ Nenê), Alex Soares, Filipe S., Pedro Nuno (56’ Luther Singh), Fábio Abreu.