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Sporting CP 2-1 SC Braga: Leão volta a rugir

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No primeiro jogo oficial da temporada em Alvalade, o Sporting levou de vencida a equipa do SC Braga por 2-1. O treinador leonino, Marcel Keizer, apostou no 4x3x3 com Doumbia na posição de trinco, Wendel e Bruno Fernandes à frente do costa-marfinense e a maior novidade foi a inclusão de Diaby no onze inicial, jogando na esquerda e Raphinha na direita.

A turma leonina entrou muito bem no jogo, jogando fluido e com bom jogo entrelinhas, e deu o primeiro sinal de aviso aos quatro minutos por intermédio de Bruno Fernandes, com um remate à figura do guarda-redes Matheus, estando a “afinar” a mira para mais tarde.

Após o primeiro remate no jogo por parte do Sporting de Braga, o Sporting viria a chegar ao golo à passagem do minuto quinze. Depois de um cruzamento de Raphinha, Luiz Phellype apanhou a bola perdida dentro da área e, com um toque subtil, assistiu Wendel para o primeiro golo da noite.

A resposta do clube minhoto só viria aos 25 minutos, com uma boa jogada de envolvimento no corredor esquerdo que resultou num bom cruzamento para o segundo poste, só que Fransérgio não conseguiu concretizar. A partir deste momento, a equipa leonina continuou a ter mais bola e melhor futebol, contudo foi permitindo lances de perigo.

Quatro minutos mais tarde, canto para o Sporting de Braga e a meias com Coates, Pablo Santos cabeceou para uma excelente intervenção de Renan Ribeiro, sendo o primeiro remate com perigo para a baliza leonina. Corria o minuto quarenta, cruzamento na direita para a equipa Bracarense e novamente Renan a mostrar serviço na baliza verde e branca, defendendo para canto o bom cabeceamento de Hassan. No seguimento desse mesmo canto, Hassan com tudo para fazer o golo em frente a Renan, atirou para uma grande intervenção do guarda-redes leonino.

O médio brasileiro inaugurou o marcador em Alvalade
Fonte: Liga Portugal

Passados três minutos, surgiu o segundo golo do Sporting por autoria de Bruno Fernandes. O capitão leonino “roubou” a bola a Claudemir no meio campo, cavalgou rumo à grande área, passou com classe pelo central bracarense e atirou para o fundo da baliza, aumentando por isso para dois golos a vantagem leonina.

A superioridade leonina era evidente, apesar de alguns momentos de perigo do Sporting de Braga.Na segunda parte, durante o minuto quarenta e nove, Luiz Phellype apareceu na área com boas condições de finalizar, mas quando tentou driblar Matheus, o guarda-redes bracarense saiu de forma segura e agarrou o esférico. Aos sessenta e dois minutos, boa jogada de envolvimento na esquerda do ataque do clube minhoto e com alguma sorte, Ricardo Horta apareceu isolado em frente a Renan e desperdiçou uma das melhores oportunidades do Sporting de Braga durante o jogo, atirando para fora.

O golo do clube bracarense só chegaria à passagem do minuto setenta e dois, com um remate forte e cruzado de Ricardo Horta ao poste, e estando no sítio certo Wilson Eduardo atirou para o fundo da baliza leonina, reduzindo assim a desvantagem.

O treinador do clube minhoto, Ricardo Sá Pinto, quis ir em busca de um resultado mais favorável e fez duas substituoções, Murilo por Fransérgio e Paulinho por Hassan. Marcel Keizer depois do golo, mandou a equipa recuar a linha de pressão, colocando inclusive Luis Neto em jogo para substituir Diaby, dando claramente indicações para defender.

O Sporting de Braga, a precisar de pelo menos mais um golo, massacrou a defesa leonina até ao final do jogo. Dez minutos depois, outro remate perigoso de Ricardo Horta pela esquerda, passando muito perto do poste da baliza leonina. Da parte do Sporting, nota para as entradas de Luciano Vietto e Eduardo Henrique, em prol de Luiz Phellype e Wendel.

Terminava assim a partida, com a primeira vitória da turma de Alvalade para o campeonato. Marcel Keizer continua a não querer assumir o jogo e em vez de ordenar a equipa a procurar o terceiro golo, jogou pela defensiva e o Sporting de Braga aproveitou muito bem esse momento e tentou capitalizar em golos, contudo não foram eficazes e o resultado acabou por não se alterar, muito por culpa de Renan Ribeiro que efetuou um excelente jogo com várias boas defesas.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

Sporting CP – Renan, Thierry, Coates, Mathieu, Acuña, Doumbia, Wendel (Eduardo 87′), Bruno Fernandes, Diaby (Neto 77′), Raphinha e Luiz Phellype (Vietto 84′)

SC Braga – Matheus, Sequeira, Pablo, Viana, Esgaio, Claudemir, André Horta, Fransérgio (Murilo 72′), Wilson Eduardo (Galeno 79′), Hassan (Paulinho 72′) e Ricardo Horta

Os 5 novos talentos da Invicta

O FC Porto esteve ativo no mercado de transferências que fecha no dia 31 deste mês. Depois da saída de vários titulares da época transata, dez reforços (entre subidas de escalão e transferências) chegaram ao Dragão com vontade de triunfar. Vejamos os que melhor sucederam até ao momento.

Club Atlético de Madrid 1-0 Getafe CF: Colchoneros vencem Dérbi madrileno muito intenso

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Um Wanda Metropolitano a rebentar pelas costuras ansiava pelo início de jogo que punha frente a frente o Atlético de Madrid, contra o Getafe equipa sensação da época passada do campeonato espanhol.

E a expectativa era enorme, derivada ao grande investimento feito pelos colchoneros especialmente com a contratação de João Félix os madrilenos estavam ansiosos para ver os reforços em ação, especialmente o português.

E perdoem-me a generalização mas todos nós portugueses estamos com grande expectativa de ver o puto a jogar, seja para elogiar, seja para criticar, a verdade é que Félix é indubitavelmente a grande sensação desta época. Inclusive foi notório nas bancadas o apoio ao número 7 dos colchoneros. quer em forma de cânticos, quer em forma de cartazes.

Mas nem tudo gira à volta de João Félix, e nesta partida o Atleti apresentava no onze inicial apenas 2 reforços a par de João Félix, Trippier e Lodi, Simeone manteve o núcleo duro da época passada como aposta para este primeiro jogo.

O mesmo fez o  técnico do Getafe Pepe Bordalás , fiel ao seu estilo de jogo apenas jogou com um reforço,Faycal Fajr.

Um jogo muito atado nos primeiros dez minutos talvez por as equipas encaixarem tacticamente uma na outra, muitas bolas divididas e muito pouco futebol.

Nas bancadas aí sim se fazia a festa, grande ambiente que os adeptos colchoneros proporcionaram e que motivaram a que a equipa da casa começasse a chegar com perigo à área adversária. E foi com esse embalo que aos 20 minutos chegou a primeira oportunidade do jogo. Grande lance do Atleti pela direita com cruzamento de Trippier para o coração da área mas  David Soria a antecipar-se e a segurar o esférico, negando a possibilidade de Félix se estrear a marcar.

Fonte: Atlético Madrid

Era a motivação que os colchoneros precisavam e mais uma vez pela direita, após cruzamento de Trippier, Morata com um belo cabeceamento colocava a bola no fundo da baliza do Getafe, inaugurando o marcador do encontro!

Esperava que o jogo abrisse mais depois deste golo mas não, pelo contrário o jogo tornou-se mais agressivo, com muitas faltas de parte a parte e não foi surpresa que o árbitro tivesse que mostrar por duas vezes o cartão vermelho.

Primeiro para Molina, o avançado do Getafe com uma pisadela involuntária sobre Partey, teve o lance analisado pelo VAR que não teve dúvidas e decretou que o árbitro voltasse atrás com a sua decisão e mostrou vermelho directo ao invés do cartão amarelo.

Já Lodi, foi vítima da sua agressividade e das sucessivas faltas e no espaço de dois minutos o brasileiro levou dois amarelos e consequente expulsão.

18 faltas em toda à primeira parte, nunca um intervalo veio em tão boa altura!

Não iria mudar muito o panorama da segunda parte, ou não fosse este jogo um dérbi, muitas faltas e pouco futebol mostrado.

Só que um fenómeno que dá por nome de Furacão Félix, apareceu do nada, e num arranque do meio campo conseguiu desfazer toda uma estrutura do Getafe acabando derrubado na grande área conquistando uma grande penalidade para a sua equipa. Toda a genialidade num só lance mostra que estamos perante um grande talento!

Só que Morata não iria aproveitar esta oferta do seu colega de equipa e o penalti seria defendido por Soria com grande qualidade.

A partir deste lance o chip do jogo mudou. Não que as faltas tivessem diminuído,pelo contrário mas sim pela forma como as equipas abordaram o jogo após este lance.

Antes disso, João Félix sairia com problemas musculares e talvez tenha sido também um dos motivos para a baixa de rendimento que se viu no Atleti.

Notou-se mais intensidade no Getafe e mais intencionalidade no seu jogo, viu-se também que o Atlético veio a baixo animicamente e Simeone tudo fez para puxar pela equipa e sobretudo, pelos adeptos que começavam a demonstrar alguma ansiedade.

Não era para menos, a poucos minutos do final do jogo Angel (Getafe) atira à barra e por momentos gelou o Wanda Metropolitano, que tiraço! Oblak estava batido se a bola fosse à baliza.

Em jeito de resposta o Atlético respondia minutos mais tarde, com Vitolo a ser desmarcado por Morata mas o remate encontrava Soria que negava o golo com uma bela mancha!

Até ao final do jogo não houve mais jogadas de perigo, e o resultado não sofreu mais alterações.

Este novo Atleti não deslumbrou no seu primeiro jogo do campeonato mas mostra que vai ser uma equipa muito consistente e há que contar com eles para as contas do título, “Cholo” Simeone tudo fará para isso acontecer. 

ONZE INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atlético Madrid – Oblak, Renan Lodi (vermelho), Gimenez, Savic, Trippier, Lemar (subst. Vitolo), Thomas Partey (subst.Mário Hermoso), Saul, Koke, Morata, João Félix (subst.Llorente).

Getafe CF – Soria, Nyom, Gonzalez,Dakonam, Cabrera (subst.R. Garcia), Suarez (subst.Angel) Arambarri, Fajr, Cucurella, Mata (subst. Gallego), Molina(vermelho).

Miocic recupera o título e Díaz quer uma luta entre dois “gangsters”

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O UFC 241 teve lugar em Anaheim, na Califórnia, e foi um evento cheio de ação. No combate principal vimos Stipe Miocic a tornar-se novamente campeão, Nate Díaz a voltar em força, e Yoel Romero e Paulo Costa a protagonizarem a Luta da Noite. O prémio Performance da Noite foi atribuído a Stipe Miocic e Khama Worthy.

Daniel Cormier vs Stipe Miocic

Em julho de 2018, o então campeão de peso meio-pesado, Daniel Cormier, subiu à categoria de peso-pesado para enfrentar o campeão Stipe Miocic. Miocic tinha batido o recorde de defesas de título na divisão (4). A 30 segundos do final da primeira ronda, Cormier acertou um cruzado de direita e nocauteou Miocic, tornando-se assim campeão de peso-pesado.

Desde então que Stipe Miocic tentou a desforra, e conseguiu-a passado pouco mais de um ano.

Cormier entrou no primeiro round a lançar vários pontapés à perna de Miocic. Conseguiu uma grande projeção, um slam, e levou assim a luta para o chão. Nesse aspeto esteve muito forte, procurou lançar golpes ao corpo e cabeça.

O segundo round baseou-se em boxe curto, ou seja, ambos lutadores a lançarem golpes a uma distância média. Ambos acertaram golpes limpos, isto é, sem que o adversário se preocupasse em defender.

No terceiro assalto, o boxe curto foi novamente o protagonista. Ainda lutaram no clinch, embora sem muita ação, e novamente no boxe curto Cormier lançou mais golpes que Miocic.

No quarto assalto, Miocic fez vários ajustes e voltou mais agressivo. Começou a lançar muitos ganchos ao fígado de Cormier, já cansado, e com o acumular desses golpes começou a magoar seriamente o campeão. Tanto magoou que depois de mais um gancho, acertou vários cruzados de direita e nocauteou Daniel Cormier.
O momento do nocaute de Cormier
Fonte: UFC

Stipe Miocic tornou-se assim novamente campeão de peso-pesado, numa luta que poderá ter sido a última para Daniel Cormier. Relembramos que o antigo campeão mencionou várias vezes que planeava retirar-se aos 40 anos, idade atual.

Anthony Pettis vs Nate Díaz

O UFC 241 marcou o tão esperado regresso de Nate Díaz. Depois de duas batalhas com Conor McGregor, Díaz tornou-se um favorito dos fãs: primeiro por ter conseguido derrotar a maior estrela do desporto; e segundo pelo seu estilo de luta e personalidade.

Anthony Pettis subiu pela primeira vez para o peso meio-médio para dar um novo rumo à carreira. A estreia na nova divisão não poderia ter corrido melhor para o antigo campeão de peso-leve: nocauteou Stephen Thompson no segundo assalto.

No primeiro round, a troca de golpes inicial foi muito técnica, ambos lutadores a estudarem um ao outro. Díaz conseguiu levar o combate para o chão, e esteve por cima e controlou muito bem as costas.

No segundo round, Pettis procurou lançar várias combinações, enquando Díaz pressionava imenso contra a jaula. No clinch Díaz esteve forte, pressionou e lançou um grande volume de golpes que cansaram Pettis.

No terceiro round, Díaz esteve muito bem no clinch e abanou Pettis várias vezes, quase conseguindo o KO devido aos joelhos lançados.

No final do combate os juízes atribuíram a vitória a Nate Díaz por decisão unânime: 30-27 (x2) e 29-28.

Nate Díaz celebra a vitória frente a Pettis
Fonte: UFC

Na entrevista pós-luta, Nate Díaz não escondeu a vontade de lutar contra Jorge Masvidal, referindo até que ele é um “gangster mas não é um gangster da costa oeste”.

Mudem o calendário para Shaunae!

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Mais uma vez o Bola na Rede (em colaboração com o Planeta do Atletismo) marcou presença num meeting internacional da Diamond League. Desta feita em Birmingham, naquele que será o último em alguns anos (pelo menos), uma vez que o Alexander Stadium irá sofrer remodelações para estar como novo para os Jogos da Commonwealth de 2022.

Os grandes destaques da tarde foram (quase) todos nas provas femininas (Klosterhalfen, Nafi Thiam, Danielle Williams, Shaunae Miller-Uibo…), mas já lá vamos. O dia começou com os mais novos, das escolas da região, a competir, como é habitual nos meetings da Liga Diamante na Grã-Bretanha.

Antes ainda da transmissão televisiva se iniciar, começou a ação com as eliminatórias de 100 barreiras, disciplina que era um dos destaques da tarde. Aí começaram as primeiras surpresas. A primeira com a norte-americana Kendra Harrison, recordista mundial e que busca em 2019 o seu primeiro grande título global ao ar livre (depois de sucessivas desilusões).

O Bola na Rede esteve presente, mais uma vez, num meeting da Diamond League. Desta vez, em Birmingham
Fonte: Bola na Rede

Harrison derrubou quase tudo o que lhe apareceu à frente no início da prova, perdeu claramente o momentum e nunca se encontrou. Terminou a sua série em 4º, aguardou repescagem e finalmente conseguiu estar entre os melhores tempos. Nia Ali (a Prata olímpica) foi a mais rápida na 1ª série e na 2ª a honra pertenceu a Danielle Williams, a líder mundial, bastante dominadora que foi a mais rápida no global (12.53, +2.1) nas duas séries.

O atletismo continuava ainda sem o público televisivo pelo mundo ter acesso ao mesmo. Decorreu uma prova de 110 barreiras (sem contar para a Diamond League), que trouxe o regresso à boa forma e vitórias do campeão olímpico e mundial, Omar Mcleod em 13.21 (-0.2). O jamaicano bateu o jovem campeão norte-americano Daniel Roberts (foi apenas 4º), que pelos tempos que trazia (13.00 este ano) até poderia ser encarado como o favorito.

Depois as eliminatórias dos 100 metros, que mostraram que o tempo que se fazia sentir em Birmingham não ajudava muito a grandes marcas. Tempos bastante modestos para a qualidade dos atletas em pista, tendo os favoritos se apurado para a final.

Ocorriam também já os Lançamentos e no Disco, a cubana Yaimé Perez levava a vitória (64.87 metros chegaram…). Numa prova em que a croata Sandra Perkovic (3ª em 63.80) voltou a mostrar estar longe da sua melhor forma. Mais tarde, no Dardo masculino, os germânicos também mostraram não serem (para já) os mesmos e nenhum ficou entre os 3 primeiros! A vitória foi para Chao-Tsun Cheng, de Taipé, com um grande lançamento a 87.75 metros.

Serão os alemães batidos em Doha?
Fonte: IAAF

Os 400 metros masculinos, sem as maiores estrelas, foram vencidos pelo jamaicano Akeem Bloomfield (45.04) e a mesma distância com barreiras (também sem os nomes maiores) foi vencida por Yasmani Copello, da Túrquia com 49.08, que nem precisou de dar o seu melhor de si na prova de hoje.

Na Milha feminina, o primeiro grande resultado da tarde com Konstanze Klosterhalfen a provar que não é só nas distâncias mais longas que tem tido uma enorme evolução neste ano, correndo em 4:21.11, um novo recorde nacional alemão e novo recorde do meeting.

A jovem alemã, Konstanze Klosterhalfen, parece pronta para lutar com os melhores…em várias distâncias!
Fonte: IAAF

A primeira conquista da primeira Seleção

Na semana passada, assistiu-se a mais um feito histórico no futebol português. A selecção nacional de sub-15 conquistou o Torneio da CONCACAF realizado em Miami nos Estados Unidos da América. Mas antes de fazer um balanço final desta prova, é preciso que eu explique todos os pormenores que envolveram a participação da equipa das quinas na competição.

O Torneio CONCACAF é uma competição disputada por todas as selecções situadas na América do Norte, América Central e nas Caraíbas. O torneio é dividido em três divisões, sendo que no qual, a selecção portuguesa participou na competição na categoria de país convidado, tal como as selecções da Eslovénia e do Israel.

A primeira divisão do torneio é composta por 16 selecções divididas em quatro grupos, nos quais os dois primeiros classificados se apuram para a fase a eliminar até se definir um vencedor. O Grupo A era constituído por México, Israel, Panamá e Curação; o grupo B era composto por EUA, Haiti, Guatemala e Suriname; o grupo C era constituído pela Eslovénia, Canadá, Guadalupe e El Salvador; e o grupo D tinha as selecções de Portugal, Costa Rica, Barbados e Trinidad & Tobago.

Passando para a equipa que viria a representar o nosso país na Florida, o seleccionador Joaquim Milheiro convocou 18 jogadores para a competição. Sendo o Sporting CP a equipa bicampeã nacional no escalão de sub-15, foi naturalmente o clube mais representado na selecção com sete jogadores: Diogo Pinto, Francisco Silva, Tiago Otávio, David Monteiro, Lucas Anjos, Dário Essugo e Youssef Chermiti. Seguiu-se o FC Porto com quatro jogadores (António Ribeiro, Gabriel Costa, Marco Cruz e Gonçalo Esteves); e o Benfica com três (André Gomes, Diogo Prioste e Ricardo Nóbraga). A selecção contou ainda com João Faria do SC Braga, Herculano Nabian do Vitória SC e com os emigrantes Diego Moreira do Standard Liège e Diogo Monteiro do Servette.

Seis jogadores portugueses integraram o onze ideal da prova
Fonte: Concacaf

A equipa orientada por Joaquim Milheiro entrou na competição com o pé direito ao derrotar a selecção dos Barbados por 6-0. No segundo jogo, a equipa das quinas não foi além de um empate a duas bolas contra a Costa Rica, naquele que foi o único jogo em que a equipa sofreu golos. Para confirmar o primeiro lugar do grupo, a selecção derrotou o Trinidad & Tobago por 3-0.

Nos quartos-de-final, a equipa goleou a selecção do Haiti por 7-0, chegando assim às meias-finais do torneio, onde a competição iria atingir um nível mais elevado. Naquele que seria até então o desafio mais exigente na competição, a equipa das quinas defrontaria a selecção dos EUA, que ainda não tinha sofrido qualquer golo na competição. Contra a equipa anfitriã, a nossa selecção realizou uma segunda parte notável na qual marcou os três golos que carimbaram o apuramento à final por intermédio de Herculano Nabian, Ricardo Nóbrega e Lucas Anjos.

Seguiu-se a final contra outra das selecções convidadas, a Eslovénia, a equipa das quinas selou esta caminhada com um triunfo por 2-0 com golos do capitão de equipa Diogo Prioste e do defesa Francisco Silva. Para além da conquista do Torneio, o onze ideal da competição contou com seis jogadores portugueses: André Gomes, Gabriel Costa, Francisco Silva, Diogo Prioste, Ricardo Nóbrega e Herculano Nabian.

No entanto, para além da conquista em si, este torneio também é particularmente importante para a equipa por outros motivos. O escalão de sub-15 é o primeiro escalão onde existe uma competição a nível nacional entre clubes, o que significa que quando houve o primeiro estágio na última época neste escalão, muitos destes jogadores não se conheciam. Só se conheciam aqueles que eram colegas de equipa no mesmo clube, ou os que já tinham sido adversários nas competições distritais (Benfica vs Sporting, SC Braga vs Vitória SC, etc.). Alguns destes jogadores marcaram presença neste mesma selecção no Torneio das Nações realizado na Áustria, bem como no Torneio Lopes da Silva, que é o maior torneio inter-associações a nível nacional.

Tudo isto faz com que esta competição seja fundamental para que estes jogadores aprendam e se habituem a conviver em grupo. Isto, num país diferente, com outro clima e outro fuso horário. E com certeza que esta convivência diária será muito importante para o futuro destes jovens atletas.

Foto de Capa: Concacaf

artigo revisto por: Ana Ferreira

Quanto vale um clássico?

Não, não é um texto sobre carros antigos. Trata-se de uma tentativa de analisar e antever a importância de um clássico entre SL Benfica e FC Porto jogado num momento precoce da temporada. É mais do que um jogo? Vale mais do que os pontos em disputa? Pode revelar-se um ponto marcante ou até de viragem no campeonato?

A expetativa que o precede, a romaria ao estádio que gera, o impacto mediático que causa, a qualidade das equipas que o disputam e a dimensão dos clubes em questão impedem qualquer pessoa de menosprezar um clássico com chavões do género “É só um jogo”. É mais que isso. É uma festa – muitas vezes arruinada por quem utiliza o futebol como um subterfúgio para expor as suas competências violentas e as suas incompetências civilizacionais (par inseparável) –, é um hino ao futebol quando bem jogado, é a reunião de 159 títulos nacionais e internacionais (incluindo 65 ligas portuguesas e quatro Taças dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões), é o confronto de duas histórias e dois historiais por poucos clubes igualados e por menos suplantados no panorama futebolístico mundial.

Sendo tudo isto – e mais –, reveste-se inevitavelmente de uma importância muito grande para todos os envolvidos. O resultado e a performance, por esta ordem, podem ditar o futuro próximo de treinadores, jogadores, dirigentes. Nesse sentido, pode ser decisivo. No entanto, como temos visto nos últimos anos, vencer ambos os clássicos não é sinónimo de conquista do campeonato. Assim, dificilmente um clássico – ou mesmo os dois – é decisivo para a conquista do campeonato. Importante, claro, mas não decisivo numa maratona de 34 jogos.

Olhando para o clássico da próxima jornada percebemos isso. Uma vitória do FC Porto deixa os rivais igualados a 31 jornadas do fim. Um empate deixa uma brecha de três pontos entre ambos e uma vitória do SL Benfica abre uma vantagem de seis pontos favorável ao clube da Luz, mas que não é irrecuperável, como vimos em anos anteriores. Todavia, olhando para o contexto em que surge percebemos também a importância do jogo para o futuro dos envolvidos, como referi acima.

No último clássico realizado na Luz, Seferovic foi o autor do único golo
Fonte: SL Benfica

A má entrada na época por parte do FC Porto torna uma vitória azul e branca na Luz quase uma obrigação, podendo uma derrota portista ter repercussões que se poderão fazer sentir em toda a estrutura do vice-campeão. Por outro lado, uma derrota encarnada pode ter o condão de arrefecer os ânimos benfiquistas e tirar a graça ao estado em que se encontram os encarnados. Um mau resultado, por se tratar de um jogo que é mais do que isso, terá que ser compensado na jornada seguinte. Assim, não é despiciendo o facto de nessa jornada o FC Porto receber o Vitória SC e o SL Benfica visitar o SC Braga. Vencer o clássico ganha ainda maior carácter de urgência.

No meio de tudo isto, importa não descurar os “direitos de gabação” que estão em jogo, na perspetiva dos adeptos e associados dos dois clubes. Vencer um campeão europeu por duas vezes aumenta o ego e orgulha qualquer adepto. Vencer um rival tem o mesmo efeito. Vencer um rival campeão europeu por duas vezes tem um efeito que é mais do que a soma dos efeitos em separado – é um dos raros casos em que 1+1 não é igual a 2.

Posto isto, o clássico vale mais do que os pontos em disputa e é mais do que um jogo, podendo ser um ponto marcante ou de viragem no campeonato e na época. No entanto, não sendo o único, não poderá ser considerado o momento decisivo. No dia 24 de agosto, a partir das 19 horas, disputa-se no Estádio do SL Benfica um jogo que é e vale mais do que um dito normal, um jogo a que vale a pena assistir, um jogo com potencial para ser um dos jogos do ano, mas que não decide o campeonato. Após o jogo, o foco, de um lado e do outro, terá que estar no que faltará jogar. Mas até lá, as atenções estarão centradas num jogo que é… um clássico!

Foto de Capa: SL Benfica

artigo revisto por: Ana Ferreira

Mick não é Michael…

No mundo do desporto motorizado, um apelido pode ter um peso exorbitante sobre um piloto. Entre Senna, Hill, Rosberg, Villeneuve, Piquet e Fittipaldi, há um apelido que se destaca na pressão que cria sobre quem o carrega, e esse apelido é Schumacher.

Na Fórmula 1, o homem com esse nome é dono de 91 vitórias, 155 pódios, 68 pole positions, e acima de tudo, sete campeonatos mundiais. Claro está, que falo de Michael Schumacher, uma lenda que daria muito pano para mangas no que toca a um artigo sobre Fórmula 1, mas hoje, o foco não está nele, está no seu filho, Mick Schumacher.

Primeira vitória da época na Hungria.
Fonte: Formula 2

O jovem alemão, campeão de Fórmula 3 em 2018, é piloto da Prema Racing na Fórmula 2, onde se encontra na 11ª posição do campeonato, tendo conseguido recentemente na Hungria, o seu primeiro pódio e vitória.  Sendo a Fórmula 2 um campeonato onde os carros são todos semelhantes, o problema não estará no carro, e tenho sérias dúvidas que o mesmo esteja na equipa, aqui o problema talvez seja mesmo o piloto.

Não digo com isto que ele seja mau piloto, de todo, é mais do que capaz, não se ganha um campeonato de Fórmula 3 à toa, mas já deu para perceber que precisa de tempo para se adaptar, e que não consegue dar o salto de imediato como um Charles Leclerc ou um George Russel. Ele demorou até metade da sua segunda época na Fórmula 3 para mostrar o que vale, e ser campeão, e no mundo de hoje em dia, em que um caloiro tem de chegar pronto à Formula 1, isso pode prejudicá-lo imenso.

Talvez com a recente vitória na Hungria consiga um conjunto de bons resultados, tal como fez no ano passado, mas para ser um piloto do nível da Fórmula 1, precisa de muito mais consistência. Nisso ele tem uma excelente escola para o ajudar nesse crescimento, a Academia de Pilotos da Ferrari, onde entrou antes do início desta época, e já lhe deu a oportunidade de conduzir o carro da Ferrari (SF90) nos testes do Bahrain.

Uma época com mais baixos do que altos em 2019.
Fonte: Formula 2

E isto leva-me ao ponto mais importante deste artigo, ao facto de o nome o estar a colocar num pedestal que infelizmente ele não atingirá. Por fazer um bom tempo nesses testes, os media atiraram logo ao ar comparações com Michael Schumacher, alguns rumores absurdos de que havia a possibilidade de ele substituir Sebastian Vettel. Esse tipo de opinião foi ficando mais silenciosa, até o rapaz conduzir o F2004 onde o seu pai foi campeão pela sétima e última vez, e muitos decidiram tornar um momento de homenagem numa premonição, de que Mick Schumacher irá para a Ferrari, e honestamente, é pouco provável que isso aconteça. Para a Alfa Romeo ou Haas? Acredito mesmo que sim, mas duvido que vista a farda vermelha tal como o seu pai, e há uma razão simples para isto, Mick não é Michael.

Ele é bom, mas estão a colocar num rapaz de 20 anos o fardo de chegar ao nível do seu pai que é um do melhoress, senão o melhor piloto da história. E muito dificilmente o fará, o teto de Mick Schumacher está mais perto de um Ralph Schumacher (seu tio) do que do seu pai, e nem sei se será tão alto.

Mas vou dar o beneficio da dúvida, eu não sei o futuro, ninguém sabe, e se ele descobrir algo mais dentro dele, quem sabe, daqui a uns anos estará a levantar troféus com o ‘Cavalino Rampante’ ao peito, mas até lá, deixem o rapaz crescer como piloto sem que o nome Schumacher se torne uma assombração.

Um vislumbre do futuro? Talvez, mas vai ser muito difícil.
Fonte: Scuderia Ferrari

Foto De Capa: Scuderia Ferrari

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Porto 4-0 Vitória FC: Zé Luís mostra serviço… e que serviço!

O FC Porto recebeu e venceu a turma sadina, à segunda jornada, no Estádio do Dragão. Esta foi a primeira vitória dos dragões na Primeira Liga e Zé Luís foi o grande destaque da partida. Aquele que no início era um dos reforços, pouco pretendido pelos adeptos, mostrou neste jogo todas as suas valências ao fazer um hat-trick. Luis Díaz também marcou na goleada do FC Porto frente ao emblema setubalense.

O primeiro aviso, aos dois minutos, foi mesmo do homem do jogo. Após canto batido por Alex Telles, Zé Luís aparece fora de marcação da defesa adversária no centro da pequena área e cabeceia para uma grande defesa de Makaridze. Estava já feito o desafio ao guardião georgiano.

Os dragões estavam em ameaça constante e desta feita foi Alex Telles que, de pontapé de livre direto e rasteiro, fez a bola esbarrar no ferro da baliza. O esférico ainda ressaltou para Marcano, mas a defesa do Vitória FC disse “presente” e evitou o primeiro golo da noite.

Após duas grandes situações de perigo, acabaria por chegar o golo do cabo-verdiano. Boa recuperação de Matheus Uribe que faz com que a bola ressalte para Díaz e o colombiano serve para Zé Luís, que bem longe da baliza, remata com força e faz levantar o Estádio do Dragão pela primeira vez. Estava feito o 1-0 para a equipa da casa e o jogo estava prometedor para o FC Porto.

Marega quase fez o segundo golo da partida poucos minutos depois. Danilo Pereira iniciou a jogada com uma bola pelo ar pelo flanco esquerdo, Alex Telles recebe e cruza para o desvio de cabeça de Moussa Marega, que por pouco não se estreou a marcar no campeonato. O jogo estava animado e os adeptos já só queriam outro golo.

Apesar da boa exibição do FC Porto até ao momento, Danilo quase comprometia e deixava o Vitória FC fazer o empate, não fosse Marchesín fazer uma defesa enorme, mostrando bem o porquê de ser o escolhido. O lance iniciou-se pelo lado esquerdo e Danilo não conseguiu efetuar bem o corte. Hachadi estava no sítio certo, mas a finalização também não foi das melhores.

Alex Telles sofreu falta, bateu o livre em forma “chuveirinho” para a grande área e Pepe sobe nas alturas alterando a trajetória da bola para Zé Luís, que cabeceia com força e faz o segundo tento na partida. A exibição de Zé Luís já estava a deixar em êxtase os adeptos portistas, mas ainda se podia esperar muito mais do ponta de lança.

Romário Baró também queria mostrar serviço e fazer “ver” os mais velhos com um remate bem distante da baliza de Makaridze, mas foi à figura do guarda-redes do Vitória FC. Danilo Pereira também quis tentar de longe e desafiar Baró, mas desta vez a bola levava mais força, uma vez que o guardião não conseguiu segurar o esférico.

A equipa portista já vencia ao intervalo com bis de Zé Luís
Fonte: Bola na Rede

Uma primeira parte com boas indicações do FC Porto e com uma vantagem, teoricamente, segura, muito graças a Zé Luís que fazia, até ao momento, uma exibição muito inspirada. Os adeptos esperavam mais golos e ainda mais ação na segunda parte do jogo e o FC Porto correspondeu às expetativas.

No entanto, o primeiro aviso do segundo tempo foi mesmo do Vitória FC por Carlinhos. Inspirou-se em Danilo e em Baró e de fora de área, a descair para o lado direito do ataque sadino, mandou uma bomba para Marchesín, mas o argentino estava atento.

Só aos 63 minutos é que o FC Porto respondia ao sinal da equipa de Setúbal e foi logo com o terceiro golo e quem mais poderia ser? Zé Luís, o herói da noite, fez o terceiro golo e carimbou o hat-trick no encontro. Alex Telles, mais uma vez, presente no lance do golo, ao bater o pontapé de canto para a saída de Makaridze. O avançado dos azuis e brancos foi mais rápido e de cabeça, subiu ao segundo andar para enviar a bola para o fundo das redes.

Bastou um, apenas um minuto, para acontecer o quarto golo. Tudo começa em Uribe e na recuperação de posse de bola no lado direito do ataque dos dragões. O colombiano serve para Zé Luís que por sua vez faz um passe em abertura para Marega e bastou um sprint para dentro da grande área para servir Luis Díaz que de primeira torna o resultado em “goleada”. Boas movimentações por parte da equipa do FC Porto neste lance que culmina no primeiro golo de Díaz no campeonato.

Muito pouco tempo depois, Nakajima, que entrara para o lugar de Baró, mostrou ter um cérebro (e um músculo também) nos pés, ao deixar um adversário para trás e bombear a bola em direção à baliza. Saiu um pouco ao lado, mas Makaridze não tinha qualquer hipótese.

O Vitória FC queria sair do Estádio do Dragão com indicadores positivos e a 15 minutos do fim Marchesín foi chamada a intervir e que intervenção! Dupla defesa do novo guarda-redes do FC Porto após remates de Hachadi e Éber Bessa, respetivamente. Na segunda defesa a bola ainda bate na barra, mas Marchesín ainda foi buscá-la antes que alguém pudesse desviar. Grande exibição também do guardião portista.

Por fim, a última oportunidade partida foi de Soares, que entrou para a saída de Marega. Danilo abre para o lado esquerdo, o brasileiro aparece e remata cruzado, mas naquela baliza já não haveriam mais golos.

Terminava assim a partida, primeira vitória no campeonato da equipa da cidade Invicta e com uma grande expressão. Indicadores bastantes positivos por parte da equipa de Sérgio Conceição antes da deslocação ao SL Benfica. Os adeptos puderam ver uma resposta às duas derrotas nos jogos anteriores e com toda a certeza que os apoiantes da equipa portista esperam ver esta forma nos próximos jogos. O FC Porto está neste momento no terceiro lugar da Primeira Liga, à condição, e o desafio da terceira jornada é importante para o futuro da turma portista.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Marchesín; Corona, Pepe, Marcano, Alex Telles; Baró (Nakajima 67’), Danilo, Uribe, Díaz; Marega (Soares 71’) e Zé Luís (Fábio Silva 78’).

Vitória FC: Makaridze, Mano, Artur Jorge, Bruno Pires e Sílvio; Éber Bessa, Nuno Valente, Leandro Vilela (Carlinhos 46’); Zequinha, Hildeberto (Mansilla 67’) e Hachadi.

O fantasma da formação

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Não rasuro nada desde a semana passada e, em meu resguardo, asseguro que a hecatombe que constituiu a Supertaça em nada contribuiu para a decisão. Provavelmente, a intensidade do motivo acrescia na dose maciça da coisa… Se vos disser que o resultado não fomentou uma raiva que ainda subsiste e uma mágoa que não irá perdurar durante uma temporada inteira, estou a mentir. Mas, se vos disser que não existe nada mais embaraçoso do que isso, estaria a mentir novamente.

A temática é senil. E senilidade é tristeza, é agrura, é contemplar o reino necrófago a consumir-nos até às entranhas, é observar a putrefação que advém do urgir do tempo. A morte inquieta-me, ainda para mais quando a vejo rondar uma das coisas que mais prezo, rindo-se histericamente e volatizando-se segundos depois.

Falta de aposta na formação. Não, não é simples. É uma descaracterização constante, uma brecha sem remendo à vista naquela que sempre foi a matriz da instituição. Perante o cenário, o que resta? Que Sporting é este? Não me perguntem, mas isto faz-me lembrar aquele argumento barato de um filme parco, onde há alguém que bate com a cabeça algures e, a partir daí, é diagnosticado com amnésia ou com doenças similares do foro psicológico.

Designar as crias do leão como “prata da casa” é absurdo; descrevo-as como ouro com safiras incrustadas, diamantes a partir dos quais reluzia o azul céu que faz olvidar as nuvens, na mais pura e autêntica das formas. Não vou citar nomes porque a lágrima ganha a corrida, creio que toda a gente, nesta situação, não se deixa subjugar à amnésia momentânea, apesar de nunca termos fabricado uma máquina avaliada em 126 milhões de euros.

Aposta na formação: um chavão ou uma realidade?
Fonte: Sporting CP

As conquistas apuram uma amálgama de irreverência e experiência. Se por um lado é essencial a presença de alguns profissionais com a tarimba suficiente para, em determinadas situações, representarem a solidez e o alicerce imponente perante a tentativa de derrube, por outro a eclosão desta petulância benigna é inspirada pela vivacidade que se sente à flor da pele e pela mescla de todos os sonhos no limiar da adolescência. Só os imberbes sabem como se sente Sporting, como se respira Sporting e como se vive o Sporting: quando perdem, choram, porque a dor os assola e porque estão cientes de que, de certa forma, magoaram o clube; quando ganham, irradiam aquela alegria que contagia e os olhos brilham como se estivessem sob a presença do Divino.

Educar. Formar. Semear e colher os frutos. A conformidade dos clubes portugueses com este ideal é imperativa. A preferência pelo que é estrangeiro é uma política de retrocesso. Demandar por qualquer posição carecida quando, em casa, o que possuímos oferece melhores garantias, com a vantagem que já foi supracitada é um tiro, não nos pés, mas na cabeça, é morte súbita.

Acima de qualquer coisa, a verdade. Como sportinguista acérrimo e como observador do show off benfiquista em diversas situações, aliado à tática impoluta da vitimização que resiste com tamanha facilidade a uma Justiça apática, profiro o meu elogio a Luís Filipe Vieira e respetiva equipa: no que respeita à formação, o SL Benfica, neste momento, é exemplo para qualquer equipa. A diferença está… em confiar na juventude!

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira